
DICIONRIO DE ECONOMIA

Organizao e superviso de PAULO SANDRONI

1999

Copyright (c) Crculo do Livro, 1999

Todos os direitos reservados

Colaboradores da 1 edio do Dicionrio de Economia
Adriano Biava, Antnio Corra de Lacerda, Carlos Donizeti M. Maia, Claudemir Galvani, Cludia
Helena Cavalieri, Celso Waac Bueno, Cleusa Sacardo, Cristina Helene P. Mello, Francisco Vignoli,
Gilmar Masiero, Gilval Mosca Froelich, Jair Pereira dos Santos,
Jos Benedito Zarzuela Maia, Jos Mrcio Camargo, Ladislau Dowbor, Mrcia Flaire Pedrosa, Maria
Teresa Audi, Orozimbo Jos de Moraes, Renaldo Antnio Gonalves, Ricardo Bonanno, Rubens
Sawaya, Saulo de Tarso e Sousa, Sigmar Malvezzi, Slvio Miyazaki (consultoria)
Alessandro Maia Carmona, Christina M. Borges, Gilvanir Batista da Silva, Jorge Lus Okomura,
Luciano Nava, Lus Alberto M. Sandroni, Marise Rauen Viana, Mateus Dias Maral (pesquisa)

CRCULO DO LIVRO

Direitos exclusivos da edio em lngua portuguesa no Brasil
adquiridos por Crculo do Livro Ltda.
que se reserva a propriedade desta traduo

EDITORA BEST SELLER
uma diviso do Crculo do Livro Ltda.
Rua Paes Leme, 524 - 10 andar - CEP 05424-010
Caixa Postal 9442 - So Paulo, SP

Impresso e acabamento: Grfica Crculo




Apresentao

"Medo maior que se tem  de vir canoando num ribeirozinho e dar, sem
espera, no corpo dum rio grande", no dizer de Guimares Rosa,  o que nos
aconteceu pela terceira vez, agora em 1999. De fato, esta  a terceira reviso de
um trabalho de pesquisa inicialmente publicado h catorze anos. A misso do
Dicionrio de Economia em sua primeira verso foi ajudar os leitores da coleo
Os Economistas, lanada em meados da dcada passada. Seus 48 ttulos foram
esquadrinhados por um verdadeiro exrcito de "garimpeiros", que selecionaram
cerca de 1500 conceitos que poderiam apresentar alguma dificuldade aos leitores.
Alertvamos, contudo, desde ento, que o dicionrio era um guia, mas a travessia
ficava por conta do leitor.

A primeira reviso ocorreu em 1989, quando incorporamos mais quinhentos
verbetes, ampliamos os anteriores e acrescentamos boa quantidade de termos
sobre a economia brasileira, alm de incluirmos todos os novos verbetes sobre
os planos Cruzado, Bresser e Vero. Iniciamos tambm uma prtica que felizmente
se intensifica cada vez mais: a incorporao de sugestes de leitores, tanto no
que se refere a conceitos novos como  correo de erros, que so inevitveis. As
opinies dos usurios, entre os quais destaco as dos alunos da Faculdade de
Economia e Administrao da Universidade Catlica e da Escola de Administrao
de Empresas da Fundao Getlio Vargas de So Paulo, foram de grande valia.

Na reviso de 1994, ampliamos consideravelmente o nmero de verbetes relacionados
com conceitos tericos, mas tambm incorporamos muitos elementos
da rea de estatstica. Em funo do intenso processo inflacionrio ento existente,
alm de esmiuarmos o Plano Collor, introduzimos vrios termos novos vinculados
 questo monetria e  poltica fiscal.

Nesta 1. edio do Novssimo Dicionrio de Economia, foram incorporados cerca
de 1500 verbetes novos, relacionados com as mudanas na economia brasileira
depois do Plano Real (mesmo com o risco de rpida obsolescncia), com as conseqncias
do processo de globalizao, as crises do Sudeste Asitico, os ataques
especulativos, as anlises do risco e da incerteza, o nascimento do Euro, biografias
de economistas nacionais e estrangeiros e, tambm, com a nossa formao histrica,
econmica e financeira.

Embora j tenhamos ultrapassado os 4 mil verbetes, o dicionrio  obra aberta,
que no comporta ponto final. Como tambm  obra essencialmente coletiva,
esperamos continuar contando com o apoio e as crticas dos leitores, indispensveis
para o aprimoramento futuro de nosso trabalho.

 Paulo Sandroni




 A

A. A letra A tem uma srie de significados como 
abreviao de conceitos ou termos tcnicos em 
economia e finanas. Pode significar: 1) aceite; 
2) action (ao, em francs); 3) anna (unidademonetria da ndia); 4) argent (dinheiro, em francs); 
5) assinado; 6) auditado; 7) classificao superior 
de ttulos e/ou aes de acordo com a 
Moody's Investor Bond Rating e a Standard & 
Poor's Bond Rating; 8) American Stock Exchange 
(Nova York). Veja tambm Moody's Investors 
Service; Standard & Poor's. 
AA. Iniciais da expresso em ingls after arrival, 
que significa "depois da chegada" e designa 
uma situao na qual determinada ao - um 
pagamento, por exemplo - s se realizar depois 
da chegada de uma mercadoria ou de um 
navio que a transporta. Significa tambm uma 
classificao de qualidade de ttulos ou aes 
desenvolvida pela Standard & Poor's e pela 
Moody's Investors. Veja tambm Moody's Investors 
Service; Standard & Poor's. 

AAA. Classificao dada pela Standard & Poor's 
aos ttulos de corporaes ou de governos (municipais) 
da mais elevada qualidade, nos quais 

o pagamento do principal e dos juros  realizado 
no vencimento. Os ttulos classificados por 
aquela empresa como AAA, AA, A, e BBB e 
aqueles classificados como Bbb para cima pela 
Moody's Investors so considerados ttulos para 
investimento de bancos e instituies de poupana 
como ttulos recomendveis de investimento. 
Veja tambm Bond Rating; Moody's Investors 
Service; Standard & Poor's; Ttulos de 
Investimento. 
AAAA. Iniciais de American Association of Advertising 
Agencies (Associao Americana de 
Agncias de Publicidade), tambm chamada de 
Quatro As. Sediada em Nova York, congrega as 
principais agncias de publicidade dos Estados 
Unidos, possuindo um cdigo de tica e de prtica 
de negcios. 

AAD. Iniciais das expresses em ingls appropriation 
account data, que significa "data de registro 
contbil", e at a discount, que significa 
"com desconto". 

AAR. Iniciais da expresso em ingls against all 
risks, que significa "contra todos os riscos". Se 

ABECIP 

estas iniciais estiverem includas num contrato 
de seguros, significa que o contrato cobre todos 
os riscos. 

A/D. Iniciais da expresso em ingls assets and 
depreciation, que significa "ativos e depreciao". 

A1. Abreviao de first class, que significa "primeira 
classe". Aplicada a ttulos e/ou aes, indica 
que so papis de primeira linha, isto , 
papis de elevada confiabilidade, grande liquidez 
e rentabilidade, emitidos por empresas slidas 
e de boa reputao no mercado. 

AB INTESTATO. Expresso em latim que significa 
"sem deixar testamento", quando acontece 
no caso de quem morre sem deixar testamento 
ou herdeiro testamentado. Existe uma tendncia 
de aportuguesar a expresso para "abintestado". 

ABAIXO DA LINHA (Below the Line). Expresso 
utilizada na anlise do Balano de Pagamentos, 
designando o ponto ou a linha que separa 
as transaes correntes (Balana Comercial + Balana 
de Servios + Transferncias Unilaterais) 
do Movimento de Capitais (Investimentos, Emprstimos 
e Financiamentos, Amortizaes e Capitais 
de Curto Prazo). Este enfoque  importante 
na medida em que um dficit em transaes 
correntes obriga a uma entrada substancial 
de capitais para equilibrar o Balano de Pagamentos. 
Acima da Linha (Above the Line) so as 
transaes correntes. O termo tambm  utilizado 
entre as empresas, para as quais despesas 
"acima da linha" so aquelas utilizadas na publicidade 
e propaganda diretas, e os gastos abaixo 
da linha referem-se a outros tipos de promoo 
de vendas como brindes, ofertas a preo de 
custo etc. 

ABAMEC - Associao Brasileira dos Analistas 
de Mercado de Capitais. Organismo que 
congrega profissionais do mercado financeiro, 
com sede no Rio de Janeiro. 

ABANDONMENT VALUE. Expresso em ingls 
que significa o montante que pode ser obtido 
mediante a liquidao de um projeto antes 
que seu ciclo de vida econmica tenha terminado. 
Veja tambm Valor de Sucata. 

ABANDONO DE SERVIDO. Situao na qual 

o proprietrio do prdio serviente deixa, por 
quaisquer motivos, de usar uma servido, podendo 
assim o proprietrio do prdio dominante 
fazer uso dela. Veja tambm Servido. 
ABCISSA. O eixo horizontal (x) num grfico 
bidimensional onde os valores de uma varivel 
so registrados. 

ABECIP - Associao Brasileira das Entidades 
de Crdito Imobilirio e Poupana. Socie




ABERDEEN 

dade civil de direito privado, sem fins lucrativos, 
criada como entidade de classe das empresas 
de crdito imobilirio, de mbito nacional. Tem 
como finalidades: colaborar no aprimoramento 
de suas associadas, zelar pelo legtimo interesse 
de suas associadas, cooperar com o governo e 
outras instituies nacionais, estrangeiras e internacionais 
que objetivem propiciar o desenvolvimento 
do setor de crdito imobilirio, e exigir 
o cumprimento de normas ticas. 

ABERDEEN, Lei. Veja Lei Aberdeen. 

ABERTURA DOS PORTOS. Ato pelo qual o 
regente portugus dom Joo VI liberou os portos 
brasileiros para o comrcio com as naes amigas, 
particularmente a Inglaterra, extinguindo 
dessa forma o monoplio comercial de Portugal 
com o Brasil Colnia. Foi decretado pela Carta 
Rgia de 28 de janeiro de 1808, em Salvador, a 
conselho do visconde de Cairu e logo que o prncipe 
regente chegou ao Brasil, premido pela invaso 
napolenica. Representou um srio golpe 
para a poltica mercantilista de Portugal e um 
passo importante rumo  separao poltica do 
Brasil. Veja tambm Cairu, Visconde de; Mercantilismo. 


ABNT - Associao Brasileira de Normas Tcnicas. 
Sociedade civil sem fins lucrativos fundada 
no Rio de Janeiro em 1940 pelo engenheiro 
Paulo S, com o objetivo de elaborar normas 
tcnicas para atividades de cunho cientfico, comercial 
e industrial e incentivar a padronizao 
de medidas no pas. Abrange especificaes, mtodos 
de ensaio, de execuo de servios e obras, 
cdigos de segurana e terminologia. Suas determinaes 
so adotadas pelos governos federal, 
estaduais e municipais nas compras e contratos 
de servios. A ABNT  a representante 
do Brasil na ISO (International Organization for 
Standardization). Veja tambm ISO 9 000. 

ABO. Iniciais da expresso em ingls admnistration 
by objectives, isto , "administrao por objetivos", 
conceito introduzido durante os anos 
50 por Peter Drucker, e da expresso em alemo 
Absatz-und Bezugsorganisation, que significa "organizao 
de compras e marketing" (marketing 
and purchasing organization). Veja tambm Drucker, 
Peter. 

ABOVE THE LINE. Veja Abaixo da Linha. 

ABRAPP. Sigla de Associao Brasileira das Entidades 
Fechadas de Previdncia Privada. 

ABRASO. Em relao s moedas, especialmente 
as de prata e ouro, consiste na perda de 
peso devido ao uso e  circulao. 

ABRASCA - Associao Brasileira das Sociedades 
Annimas de Capital Aberto. Organismo 

que congrega as empresas de capital aberto, com 
sede no Rio de Janeiro. 

ABRH. Iniciais de Associao Brasileira de Recursos 
Humanos. 

ABRIDOR DE CUNHOS. Denominao dada 
queles que preparavam os moldes (geralmente 
em ferro) nos quais os metais preciosos (ouro e 
prata, mas tambm o bronze) eram batidos 
(prensados) para a fabricao de moedas. Os 
abridores de cunhos eram recrutados geralmente 
entre os ourives, isto , entre aqueles que j 
tinham alguma experincia em lidar com metais 
preciosos. O primeiro abridor de cunhos no Brasil 
foi Domingos Ferreira Azambuja, que desempenhou 
esta funo na recm-criada Casa da 
Moeda, em Salvador (Bahia), a partir de 1694. 

ABSENTESMO. Sistema de explorao agrcola 
caracterizado pelo fato de o proprietrio viver 
muito distante de suas terras e raramente visit-
las para administrar a produo. O proprietrio 
absentesta v em sua propriedade exclusivamente 
uma fonte de renda, no estabelecendo 
vnculos mais profundos com a terra e com 
os que nela trabalham. Exemplo de absentesmo 
encontra-se nos proprietrios rurais irlandeses 
dos sculos XVIII e XIX, que viviam na Inglaterra. 
Essa situao foi descrita por Maria Edgeworth, 
no incio do sculo XIX, em seu romance 
The Absenteist. O termo  usado tambm 
para designar o nmero de faltas, ou a porcentagem 
de ausncias dos empregados ao trabalho, 
numa empresa, instituio governamental etc. 
Quando esta porcentagem ultrapassa 2%, considera-
se que a empresa onde isso acontece est 
enfrentando um problema de absentesmo. Veja 
tambm Agricultura; Sistemas Agrrios. 

ABSOLUTISMO. Forma de governo na qual a 
autoridade do monarca, que se confunde com 

o prprio Estado, se investe de poderes absolutos, 
limitados apenas por sua vontade. Organizao 
poltica caracterstica do perodo de formao 
e consolidao dos Estados modernos, 
dominou a sociedade europia entre os sculos 
XV e XVIII. No plano da economia, correspondeu 
 poca da Revoluo Comercial ou do mercantilismo. 
Originrio da crise do feudalismo, o 
Estado absolutista, aliado  burguesia mercantil, 
empreendeu a integrao do mercado nacional, 
quebrando as barreiras regionalistas do feudo e 
da comuna; instituiu o protecionismo econmico; 
criou impostos e armou exrcitos; realizou 
as conquistas ultramarinas e imps o monoplio 
do comrcio colonial. Foi ainda nesse regime que 
a aristocracia (nobreza e clero) assegurou a manuteno 
de muitas formas de explorao das 
terras, tpicas do feudalismo, intensificando-se, 
ao mesmo tempo, a apropriao das terras co


munais por grandes proprietrios. Veja tambm 

Burguesia; Feudalismo; Mercantilismo; Revoluo 
Comercial. 

ABSTINNCIA. Privao voluntria do consumo 
atual em nome de uma produo futura 
maior mediante a acumulao de capital. Exposta 
pela primeira vez por Nassau Senior e defendida 
por outros economistas como forma bsica 
de acumulao de capital, a teoria da abstinncia 
foi vivamente criticada por Karl Marx, 
que mostrou como a acumulao primitiva capitalista 
se fez por outros processos. Veja tambm 
Acumulao Primitiva de Capital; Formao 
de Capital. 

ABUNDNCIA. Estado de fartura e riqueza 
que possibilitaria a plena satisfao de todas as 
necessidades econmicas, seja as de bens de consumo, 
seja as de servios. As utopias econmicas 
colocam-na como meta final da atividade humana. 
Veja tambm Escassez; Utopia. 

ABUNDANCISMO. Teoria econmica defendida 
por John Kenneth Galbraith em seu livro The 
Affluent Society (A Sociedade Afluente), publicado 
em 1958. Para Galbraith, o alto estgio a 
que chegaram a tecnologia, a produo e a distribuio 
de bens de consumo tornou plenamente 
possvel a superao das precrias condies 
econmicas em que vivem as camadas mais pobres 
da populao. Seriam necessrias, no entanto 
- ainda segundo Galbraith -, certas reformas 
que, sem alterar a estrutura do sistema 
capitalista, criassem mecanismos compensatrios 
para impedir uma excessiva desigualdade 
entre as diversas camadas da populao. Entre 
esses mecanismos esto o controle dos monoplios 
e as associaes de proteo ao consumidor. 
Veja tambm Galbraith, John Kenneth. 

AAMBARCAMENTO. Prtica comercial que 
consiste em reter ou aambarcar matrias-primas, 
bens de capital ou gneros de primeira necessidade, 
com o objetivo de provocar uma elevao 
nos preos, dominar o mercado ou eliminar 
concorrentes. O aambarcamento  praticado 
sobretudo pelos grandes monoplios que dominam 
determinado setor da produo ou do 
comrcio. No Brasil,  considerado crime contra 
a economia popular de acordo com o art. 3, 
inciso IV, da lei n 1 521, de 26-12-1951. A pena 
varia de dois a dez anos de priso. Apesar de 
contar com mais de 40 anos de existncia, esta 
lei tem sido desrespeitada com grande freqncia, 
sendo raros os casos de empresrios aambarcadores 
que tenham cumprido pena de priso 
por reteno de gneros de primeira necessidade, 
especialmente durante as pocas de congelamento 
de preos, como aconteceu durante 
os diversos planos econmicos a partir de 1986 

AO DE COMPANHIA FECHADA 

com o Plano Cruzado. Veja tambm Plano Collor; 
Plano Cruzado. 

AO. Documento que indica ser seu possuidor 
o proprietrio de certa frao de determinada 
empresa. Existem vrios tipos de aes, 
cada um dos quais definindo formas diversas 
de participao na propriedade e nos lucros da 
empresa. Aes ao portador (extintas pelo Plano 
Collor) no trazem expresso o nome de seu possuidor, 
sendo, portanto, daquele que as tiver em 
seu poder. Aes nominativas pertencem exclusivamente 
 pessoa nelas nomeada e s podem 
ser negociadas mediante registro em livro especial 
da empresa que as emitiu. Aes endossveis 
so aes nominativas que podem ser negociadas 
mediante simples endosso de seu proprietrio. 
Aes ordinrias conferem a seu possuidor 

o direito de eleger a diretoria da empresa; em 
contrapartida, seus possuidores somente tm direito 
 distribuio dos dividendos depois de 
paga a porcentagem prioritria a que tm direito 
os portadores de aes preferenciais. Aes preferenciais 
so aquelas cujos possuidores tm direito 
de receber uma porcentagem fixa dos lucros, 
antes de distribudos os dividendos da empresa. 
Quando a ao preferencial  emitida com 
a clusula de direitos cumulativos, isso d a seus 
possuidores o direito de participar no s dos 
dividendos do ano em curso, mas tambm dos 
anos anteriores, na porcentagem estabelecida, 
desde que esses dividendos no tenham sido 
distribudos por qualquer razo. Caso a empresa 
entre em liquidao, as aes preferenciais gozam 
da mesma prioridade. Em alguns casos, os 
possuidores de aes preferenciais podem ter 
direito a voto, mas em menor extenso que o 
portador de aes ordinrias. Veja tambm Plano 
Collor. 
AO AGUADA. Aquela resultante da emisso 
de aes cujo valor nominal excede o capital 
investido numa empresa, resultando na baixa 
do preo de mercado das j existentes. Veja tambm 
Watered Stock. 

AO BOJUDA. Veja Ao Cheia. 

AO CARECA. Veja Ao Cheia. 

AO CHEIA. Ao que contm dividendos 
e/ou bonificaes a receber e que tambm contm 
direitos de subscrio de novas aes em 
decorrncia de aumento do capital de uma empresa, 
tambm chamada Ao Bojuda. O contrrio 
de Ao Vazia ou Careca, isto , da ao 
cujos direitos de dividendos, bonificaes e 
subscries j foram exercidos. 

AO DE COMPANHIA FECHADA. Ao de 
empresa no registrada junto s autoridades 



AO DE FRUIO 

competentes e, portanto, impedida de ser negociada 
nas Bolsas de Valores. 

AO DE FRUIO. Ao emitida em substituio 
quelas que j foram totalmente amortizadas 
antes do prazo normal de liquidao ou 
de remisso. 

AO DE PRIMEIRA LINHA.  a ao correspondente 
s empresas mais slidas do mercado, 
que apresentam a mais elevada liquidez 
e rentabilidade. Veja tambm Blue-chip. 

AO DE SEGUNDA LINHA. Veja Blue-chip. 

AO ENDOSSVEL. Veja Ao. 

AO LISTADA EM BOLSA.  aquela que 
apresenta todas as qualidades e preenche os requisitos 
exigidos pela direo das Bolsas de Valores 
para participar de seus preges. Veja tambm 
Prego. 

AO NOMINATIVA. Veja Ao. 

AO ORDINRIA. Veja Ao. 

AO PREFERENCIAL. Veja Ao. 

AO SINRGICA. Quando dois estmulos 
combinados provocam um resultado maior do 
que a soma dos resultados dos estmulos atuando 
separadamente. Por exemplo, se a poltica 
dos investimentos pblicos em infra-estrutura 
for combinada com a iseno de impostos sobre 
atividades que utilizaro os produtos dali oriundos, 
o efeito final do investimento sobre o incremento 
da renda poder ser maior do que se 
as duas medidas no fossem tomadas simultaneamente. 


AO VAZIA. Veja Ao Cheia. 

ACASO. Veja Estatstica; Probabilidade. 

ACC - Antecipao de Contratos de Cmbio. 

Mecanismo pelo qual exportadores recebem por 
antecipado (o que tem variado entre 90 e 180 
dias) a converso das divisas a serem obtidas 
por exportaes futuras em moeda nacional, e 
aplicam estes recursos no mercado financeiro 
sendo compensados por uma eventual defasagem 
cambial, atravs de elevadas taxas de juros. 
Veja tambm Defasagem Cambial; Poltica 
Cambial. 

ACCELERATED DEPRECIATION. Veja Depreciao 
Acelerada. 

ACCOUNTABILITY. Termo em ingls que significa 
capacidade de prestar contas, e que no 
mercado financeiro representa a legitimidade e 
confiana que uma instituio financeira goza 
junto ao pblico ou aos seus acionistas. Aplica-

se, por exemplo, a um Banco Central cujos dirigentes 
mantm contatos regulares com funcionrio 
graduados dos ministrios da Fazenda (ou 
Finanas), legisladores e polticos em geral, a 
fim de obter, para a sua instituio, a legitimidade 
para a sua poltica ou atos que pratica. 
Geralmente, este termo se aplica com mais propriedade 
nos casos em que os bancos centrais 
so autnomos ou independentes do governo 
central de um pas. 

ACCRUAL. Termo em ingls que significa o registro 
de transaes financeiras (nos livros de 
contabilidade) antes da receita ou despesa efetiva 
dos valores envolvidos nessas transaes. 
Um exemplo  o lanamento de crditos de venda 
antes que o dinheiro correspondente seja efetivamente 
recebido. No caso de uma dvida, 
quanto maior for a garantia de pagamento, 
maior ser a freqncia com que este mtodo 
poder ser utilizado. O caso inverso denomina-
se nonaccrual. O accrual pode ser entendido tambm 
como o reconhecimento de receitas e despesas 
no transcurso da existncia de uma determinada 
operao financeira. 

ACCRUAL DATE. Expresso em ingls que significa 
data final de uma proviso. 

ACEITE. Compromisso de pagar a quantia expressa 
em letra de cmbio, nota promissria ou 
duplicata de fatura, na data de seu vencimento. 
O aceite pleno ou completo  representado pela 
expresso aceito, seguida de data e assinatura 
do sacado (aquele que se compromete a pagar). 
O aceite condicional envolve condies expressas 
pelo sacado no documento, como, por exemplo, 
a de pagar em outra praa que no a da emisso 
do documento. 

ACELERAO. Veja Princpio de Acelerao. 

ACH. Iniciais da expresso em ingls automated 
clearinghouse, que significa "compensao automtica". 


ACHESON, Dean Gooderham (1893-1971). Estadista 
norte-americano que serviu no Departamento 
de Estado nas presidncias de Roosevelt 
e Truman, tornando-se secretrio de Estado em 
1949. Desenvolveu uma poltica de reconstruo 
econmica da Europa, aps a Segunda Guerra 
Mundial, no perodo da Guerra Fria, caracterizado 
por prolongadas tenses entre Estados 
Unidos e Unio Sovitica. O objetivo era recuperar 
economicamente a Europa para livr-la de 
uma possvel dominao pela Unio Sovitica. 
Acheson ajudou assim a criar a Doutrina Truman, 
o Plano Marshall e a Organizao do Tratado 
do Atlntico Norte (Otan). 



ACHTEL. Antiga unidade de medida utilizada 
na Alemanha, que significa a oitava parte de 
um todo e que admitia grande variabilidade. Por 
exemplo, como medida de volume de vinhos, 
um achtel equivalia a 0,1785 litro. 

ACID-TEST RATIO. Veja ndice de Liquidez 
Seco. 

ACIDENTALIDADE. Termo aplicado  elevao 
rpida de preos devida a causas externas, 
estranhas ao funcionamento considerado "normal" 
de uma economia: desde alteraes climticas 
incomuns, como um perodo anormalmente 
longo de baixas temperaturas, at guerras localizadas 
em pases fornecedores de matrias-
primas. A acidentalidade influencia fortemente 
os ndices que medem custo de vida e inflao 
(INPC; IPA), em grau que varia conforme o critrio 
adotado pelas autoridades monetrias. 
Veja tambm Inflao. 

ACIDENTE ZERO. Um nvel de acidentes muito 
baixo  um elemento importante do sistema 
Just in Time. A ocorrncia de acidentes numa 
empresa no apenas pode causar danos irreversveis 
 integridade fsica e mental dos trabalhadores, 
como criar um clima negativo entre 
os mesmos em relao ao desenvolvimento da 
produo. Este estado de coisas pode durar muito 
e a sensao de insegurana sobreviver  eliminao 
objetiva das causas reais que ocasionaram 
o acidente. Tcnicas preventivas de acidentes 
e de segurana em geral so tambm inseparveis 
do mtodo Just in Time. Veja tambm 

Just in Time. 

ACIMA DA LINHA. Veja Abaixo da Linha. 

ACIONISTA MAJORITRIO.  aquele que, 
em geral, possui pelo menos metade mais uma 
das aes de uma empresa e, portanto, retm o 
controle da mesma. Em casos especiais, o termo 
se aplica tambm ao acionista que, embora no 
possua mais da metade das aes de uma empresa, 
 o acionista individual que detm uma 
porcentagem relativa maior entre os acionistas 
de uma empresa. 

A CONTRARIO SENSU. Expresso em latim 
que significa "ao contrrio" ou "pela razo contrria". 


ACORDO DA BASILIA. Acordo firmado em 
1988 no mbito do BIS (Bank for International 
Settlements - Banco Internacional de Compensaes 
ou Banco Para Pagamentos Internacionais), 
contendo resolues para o requerimento 
de capital prprio das instituies financeiras 
(associadas) em funo do risco apresentado em 
suas operaes financeiras. Veja tambm BIS 
(Bank for International Settlements). 

ACORDO INTERNACIONAL DO CAF 

ACORDO DE BRETTON WOODS. Veja Conferncia 
de Bretton Woods. 

ACORDO DE BUTTON WOOD TREE. Acordo 
estabelecido no final do sculo XVIII, nos 
Estados Unidos, que lanou as bases do que seria 
a Bolsa de Valores de Nova York. 

ACORDO DE JAMAICA. Denominao dada 
ao acordo assinado entre os pases membros do 
FMI em reunio de janeiro de 1976 em Kingston 
(Jamaica), onde aprovaram alguns pontos de 
reordenamento do sistema monetrio internacional, 
destacando-se os seguintes: 1) reconhecimento 
oficial do sistema de taxas flutuantes, 
embora dentro da recomendao da busca da 
estabilidade das taxas cambiais pelos signatrios; 
2) extino do preo oficial do ouro, e compromisso 
do FMI em vender parte de seus estoques 
do metal para, com os recursos obtidos, 
formar-se um fundo de ajuda aos pases subdesenvolvidos; 
reforo aos Direitos Especiais de 
Saque; 3) viabilizao do acesso dos pases subdesenvolvidos 
que tivessem problemas com o 
desequilbrio de seus Balanos de Pagamento - 
criados pela crise do petrleo (1973) - a emprstimos 
do FMI. Veja tambm Acordo Smithsoniano; 
Bretton Woods; Direitos Especiais de 
Saque; FMI. 

ACORDO GERAL DE TARIFAS E COMRCIO. 
Veja GATT. 

ACORDO INTERNACIONAL DO CAF. Convnio 
firmado em Nova York, em 1962, entre 
os pases produtores de caf e os principais pases 
consumidores do produto, com objetivo de 
criar mecanismos internacionais de controle da 
produo e comercializao do caf. Isso decorreu 
dos problemas causados pela superproduo 
cafeeira, que se verificou em 1957 e que provocou 
uma catastrfica desvalorizao do produto 
no mercado internacional. Entrou em vigor 
em 1964. Em 1965, os signatrios do acordo estabeleceram 
um sistema de cotas de exportao 
para cada pas produtor, bem como uma escala 
de preos. Para manter o equilbrio entre a oferta 
e a demanda, a Organizao Internacional do 
Caf (OIC) ficava autorizada a retirar do mercado 
certa quantidade do produto sempre que, 
durante quinze dias consecutivos, se verificasse 
uma queda nas cotaes. O mesmo deveria ocorrer 
no caso de um movimento de elevao dos 
preos, quando o equilbrio seria restabelecido 
com a colocao, no mercado, de certa quantidade 
de caf. O acordo  renovado periodicamente, 
e, sempre que se estabelecem negociaes 
para a sua renovao, estas so acompanhadas 
de uma srie de divergncias entre os 
pases produtores - que buscam mais vantagens 
na comercializao do produto - e os pa




ACORDO SMITHSONIANO 

ses consumidores. Essas divergncias ocorrem 
tambm entre os prprios pases produtores 
(disputa pelo aumento das cotas individuais) e 
entre os pases consumidores, sobre os preos 
que devem ser pagos aos exportadores. Veja 
tambm IBC. 

ACORDO SMITHSONIANO. Acordo estabelecido 
pelo Grupo dos Dez, em dezembro de 
1971, para adotar taxas de cmbio flutuantes. A 
conferncia, realizada no Smithsonian Institute, 
em Washington, foi convocada para resolver o 
problema do colapso das taxas fixas de cmbio 
(adjustable peg), que existiam desde a Conferncia 
de Bretton Woods, em 1944, e indiretamente 
pela deciso dos Estados Unidos de abandonar 

o padro cmbio-ouro. A conferncia levou a 
um acordo em 1972, com a Comunidade Econmica 
Europia, para limitar os movimentos 
monetrios e cambiais numa faixa estreita de 
flutuao na CEE, chamada snake (serpente), fixando 
as taxas de cmbio  moeda mais forte 
da Comunidade, o marco alemo. 
ACORDOS DE OTTAWA. Srie de acordos comerciais 
assinados entre a Gr-Bretanha e seus 
domnios, por ocasio da Conferncia Econmica 
Imperial, realizada em Ottawa, Canad, em 
1932. Segundo os acordos, ficava estabelecido o 
princpio da Preferncia Imperial nas relaes 
comerciais entre as partes, propondo-se a Gr-
Bretanha a reduzir substancialmente, em favor 
dos domnios, os impostos sobre mercadorias 
importadas, conforme determinavam as leis de 
impostos sobre importaes em 1932. E os domnios 
concordavam em facilitar tarifas preferenciais 
para os produtos manufaturados ingleses 
e os provenientes de suas colnias. A maior 
parte dos acordos tinha a durao de cinco anos. 

ACORDOS DE OURO PRETO. Acordos estabelecidos 
entre os pases do Mercosul - Brasil, 
Argentina, Paraguai e Uruguai - em Ouro Preto 
(Minas Gerais), dando seqncia aos ajustes necessrios 
para o cumprimento do Tratado de Assuno. 
Veja tambm Mercosul. 

ACORDOS INTERNACIONAIS DE MERCADORIAS. 
Acordos entre os principais pases 
produtores e consumidores de certas mercadorias, 
com finalidade de impedir que os preos 
sofram flutuaes excessivas e assegurar cotas 
de produo para os exportadores e de fornecimento 
para os consumidores. Em passado recente, 
vrios desses acordos foram assinados entre 
os pases interessados: o do estanho (firmado 
pela primeira vez em 1956 e vrias vezes renovado 
at 1976), o do cacau (1973), o da bauxita 
(1974), o da borracha natural (1976) e outros. 
Particularmente importantes so os acordos internacionais 
referentes ao petrleo, por meio da 

Opep, e o Acordo Internacional do Caf. Veja 
tambm Acordo Internacional do Caf; Opep. 

ACRE. Uma das mais antigas medidas agrcolas 
de rea, ainda utilizada hoje, especialmente nos 
Estados Unidos. Sua origem esteve associada  
quantidade de terra que uma junta de bois podia 
arar em um dia. Na medida em que este padro 
podia variar muito, fixou-se o acre como equivalente 
a uma rea de 40 varas de comprimento 
por 4 varas de largura. A rea de um acre foi 
estabelecida - e permanece at hoje - em 160 
varas quadradas ou 4 840 jardas quadradas, o 
que equivale a 4 046,873 m2. Um Acre Foot  
medida de volume correspondente  capacidade 
de uma rea de um acre por um p (foot) de 
profundidade, ou o equivalente a 43 560 ps cbicos 
ou o equivalente a 325 851 gales (do sistema 
consuetudinrio norte-americano) de gua. 
Veja tambm Converso das Unidades de Pesos 
e Medidas; Galo; Sistemas de Pesos e Medidas; 
Unidades de Pesos e Medidas. 

ACRS. Iniciais das expresses em ingls accelerated 
capital recovery system e accelerated cost recovery 
system, que significam respectivamente: 
"sistema de recuperao acelerada do capital" 
e "Sistema de recuperao acelerada dos custos". 

ACSP - Associao Comercial de So Paulo. 

Entidade privada de utilidade pblica, sem fins 
lucrativos, que congrega todos os setores da atividade 
econmica (agricultura, pecuria, indstria, 
comrcio, prestao de servios e profisses 
liberais), tendo como objetivo: defender, amparar, 
orientar e coligar as empresas que ela representa. 
Mantm-se das contribuies de seus 
associados e de rendas oriundas das prestaes 
de servios para as empresas associadas, tais 
como o Servio Central de Proteo ao Crdito 
(SCPC), que registra clientes considerados negativos, 
ou seja, aqueles que atrasam mais de 
sessenta dias o pagamento de seus compromissos, 
bem como os ttulos protestados de pessoas 
fsicas. Alm do SCPC, a ACSP mantm o Instituto 
de Economia Gasto Vidigal, que realiza 
estudos setoriais de interesse das empresas e 
atende a consultas dos associados, fornecendolhes 
informaes, dados estatsticos e orientao. 
Tambm mantido pela ACSP  o Servio de Garantia 
ao Crdito Mercantil e de Servios (Segam), 
que funciona como uma bolsa de informaes. 


ACTO. O termo possui dois significados: 1) antiga 
medida de comprimento utilizada pelos romanos 
e equivalente a cerca de 35,5 m; 2) prefixo 
de origem grega com o significado de peso ou 
carga, como, por exemplo, actometria, que  a 
medio de cargas transportadas em carros por 
intermdio do actmetro. 



ACTMETRO. Veja Acto. 

ACTUALS. Termo em ingls que designa as 
commodities cuja negociao resulta na entrega 
fsica das mesmas ao cliente. Nesse sentido, 
qualquer commodity, como o caf, o cacau, o cobre 
ou a prata, pode ser classificada como actuals 
desde que sua negociao resulte na entrega 
efetiva do produto. Veja tambm Mercado de 
Opes. 

ACU - Asian Currency Unit. Unidade de conta 
para depsitos em dlares mantidos em contas 
separadas em Cingapura, Hong-Kong e outroscentros financeiros importantes da sia. O termo 
se aplica aos depsitos em dlares de no-
residentes nos centros financeiros asiticos. No 
 o equivalente asitico para a ECU (European 
Currency Unit). 

ACAR. Veja Lei do Acar. 

ACUMULAO DE AES. Fase do mercado 
de aes caracterizada pela compra macia das 
aes de determinada empresa por parte de alguns 
poucos investidores. Estes, depois de dominarem 
o mercado, pem  venda as referidas 
aes junto ao conjunto de investidores, fixando 
preos mais elevados e com isso auferindo grandes 
lucros. 

ACUMULAO DE CAPITAL. Veja Formao 
de Capital. 

ACUMULAO PRIMITIVA DE CAPITAL. 

Tambm conhecida como acumulao originria. 
Processo de acumulao de riquezas ocorrido 
na Europa entre os sculos XVI e XVIII, 
que possibilitou as grandes transformaes econmicas 
da Revoluo Industrial. Foi estudado 
e descrito por Karl Marx, que tomou a Inglaterra 
como modelo de sua teoria. A acumulao primitiva 
de capital, para Marx, se desenvolveu a 
partir de dois pressupostos: 1) a concentrao 
de grande massa de recursos (dinheiro, ouro, 
prata, terras, meios de produo) nas mos de 
um pequeno nmero de proprietrios; 2) a formao 
de um grande contingente de indivduos 
desprovidos de bens e obrigados a vender sua 
fora de trabalho aos senhores de terra e donos 
de manufaturas. Historicamente, isso foi possvel 
graas s riquezas acumuladas pelos negociantes 
europeus com o trfico de escravos africanos, 
ao saque colonial (metais preciosos),  
apropriao privada das terras comunais dos 
camponeses, ao protecionismo s manufaturas 
nacionais e ao confisco e venda, a baixo preo, 
das terras da Igreja por governos revolucionrios. 
Com o advento da Revoluo Industrial, 
conclui Marx, a acumulao primitiva foi substituda 
pela acumulao capitalista. Veja tambm 
Formao de Capital. 

ADDITIONAL WORKER HYPOTHESIS 

AD ABSURDUM. Expresso em latim que significa 
"por absurdo". 

AD ARBITRIUM. Expresso em latim que significa 
" escolha", " vontade" ou "arbitrariamente". 


AD CORPUS. Expresso em latim que significa, 
na venda de um imvel, um acordo sobre o preo 
considerando a casa um todo e no sua metragem, 
isto , sem especificar a metragem da 
casa. 

AD HOC. Expresso em latim que significa 
"para isso" ou "para esse caso", como acontece 
com pessoas que ocupam cargos transitoriamente 
ou foram nomeadas ad hoc, isto , para cumprir 
determinada funo transitoriamente. 

AD INFINITUM. Processo que se desenvolve 
sem limite ou sem fim em relao a dinheiro 
ou a tempo. Por exemplo, alguns ttulos trazem 
clusulas segundo as quais paga-se ao seu possuidor 
uma anuidade indefinidamente. 

AD ITEM. Expresso em latim que designa um 
produto que  adicionado a uma mercadoria j 
vendida como um acessrio que muda a forma 
pela qual o produto original  utilizado. 

AD LITEM. Expresso em latim que significa 
"para o processo" ou em razo da causa. 

AD NUTUM. Expresso em latim que significa 
"segundo a vontade" ou "ao arbtrio" de uma 
das partes. A expresso se utiliza quando algum 
revoga uma nomeao ou um contrato 
que assinou, tendo poderes para faz-lo a qualquer 
momento sem apresentar razes. As pessoas 
nomeadas para cargos de confiana na administrao 
pblica so demissveis ad nutum 
pela autoridade que os nomeou. 

AD VALOREM. Expresso em latim que significa 
"segundo o valor" ou "conforme o valor". 
Na cobrana ou no clculo de um imposto, tributo 
ou taxa,  aquele estimado como uma percentagem 
do valor de uma mercadoria. No se 
trata de uma quantia fixa, mas dependente do 
valor da mercadoria que est sendo tributada. 
Quando o tributo cobrado  uma quantia fixa, 

o mesmo  denominado tributo especfico. 
AD VALOREM DUTY. Imposto lanado de 
acordo com o valor de uma mercadoria, em contraposio 
ao Specific Duty. Veja tambm Specific 
Duty. 

ADDITIONAL WORKER HYPOTHESIS. Expresso 
em ingls que designa um processo no 
qual a queda da renda real de uma famlia durante 
um perodo de baixa do ciclo econmico 
pode resultar num efeito-renda na medida em 



ADELANTADO 

que a mesma famlia tender a incorporar um 
nmero maior de seus membros no mercado de 
trabalho com a finalidade de manter o nvel de 
renda da famlia. Segundo esta concepo, a taxa 
de participao dos trabalhadores na fora de 
trabalho ativa tenderia a evoluir de maneira contrria 
ao ciclo econmico: aumentaria na fase de 
baixa e diminuiria na fase de alta. Na medida 
em que a oferta de postos de trabalho diminui 
na fase de baixa do ciclo, esta hiptese no se 
confirmaria na prtica. De fato, as pesquisas 
mostram que a taxa de participao aumenta 
na fase de expanso e diminui na fase de recesso. 
Esta hiptese se limitaria apenas a algumas 
faixas de trabalhadores de baixos salrios cuja 
renda familiar j se encontra prxima do nvel 
de subsistncia e cujos membros, para evitar a 
misria, aceitam empregos que pagam salrios 
ou que tm uma remunerao muito baixa. 

ADELANTADO. Na administrao das colnias 
espanholas nas Amricas (ndias Ocidentais), 
o Adelantado era o governador de uma 
regio colonial, investido diretamente pela autoridade 
real. Ele exercia seu poder, praticamente 
sem limites, sobre os habitantes da regio quase 
sem nenhum controle do prprio rei.Veja 
tambm Encomienda. 

ADENAUER, Konrad (1876-1967). Chanceler da 
Alemanha Ocidental no perodo 1949-63, que se 
notabilizou por comandar a recuperao econmica 
e financeira do pas, depois da derrota na 
Segunda Guerra Mundial. Exercendo atividades 
polticas antes da guerra, foi preso pelos nazistas 
em duas ocasies. Em 1947, tornou-se lder da 
Unio Democrtica e Crist e ascendeu ao cargo 
de chanceler. Para obter xito na reconstruo 
do pas, integrou-o no Mercado Comum Europeu 
e na Organizao do Tratado do Atlntico 
Norte (Otan). 

ADERNCIA. Propriedade que os pontos de 
uma curva, ou valores de uma funo, tm de 
se aproximar mais ou menos dos pontos de um 
diagrama ou de valores observados. Quanto 
maior for essa aproximao, maior ser o grau 
de aderncia, e vice-versa. 

ADF. Iniciais da expresso em ingls after deducting 
freight, que significa "depois de descontados 
ou deduzidos os fretes". 

ADIBOR. Iniciais de Abu Dhabi Interbank Offer 
Rate, isto , a taxa de juros interbancria praticada 
na praa de Abu Dhabi - capital dos Emirados 
rabes Unidos - com as mesmas caractersticas 
da Libor. Veja tambm Libor. 

ADIRON (Frmula de). Dispositivo que modifica 
o artigo 24 da Lei Municipal (So Paulo) n 

7 805, de 1 de novembro de 1972 (Lei do Zoneamento), 
de maneira a permitir que o coeficiente 
de aproveitamento de um lote situado nas 
Zonas 3, 4 e 5 possa ser aumentado at o limite 
mximo de 4 (a rea construda poder ser 4 
vezes a rea do lote), desde que a taxa de ocupao 
do lote (porcentagem da rea do lote ocupada 
pelo primeiro pavimento de uma edificao) 
seja inferior ao mximo permitido para a 
zona, nas propores estabelecidas pelas seguintes 
frmulas: 1) nos lotes com rea inferior a 1 
000 m2, c = T / t + (C - 1) 2) para lotes com 
rea igual ou superior a 1 000 m2, c = T / t x 
C; c = coeficiente de aproveitamento do lote a 
ser utilizado; t = taxa de ocupao do lote a ser 
utilizado; C = coeficiente de aproveitamento mximo 
do lote (especificado em lei para cada 
caso); T = taxa de ocupao mxima do lote (especificado 
em lei para cada caso). De acordo com 
este dispositivo, em nenhuma hiptese o Coeficiente 
de Aproveitamento poder ser superior 
a 4. Veja tambm Coeficiente de Aproveitamento; 
Lei de Zoneamento; Taxa de Ocupao. 

ADIVAL. Antiga medida agrria equivalente a 
12 braas, ou 26,4 m, uma vez que cada braa 
mede 2,2 m. 

ADJUDICAO. Ato judicial pelo qual a propriedade 
de uma coisa penhorada ou de seus 
rendimentos  transferida de uma pessoa ou empresa 
para seu credor. Difere da arrematao 
pelo fato de que nesta a transferncia se faz depois 
do leilo determinado pela autoridade judiciria 
competente. A adjudicao pode se referir 
tanto a bens quanto a rendimentos. Veja 
tambm Arrematao. 

ADJUSTABLE PEG. Expresso em ingls que 
designa o sistema de taxas de cmbio no qual 
a taxa de cmbio de um pas  fixada em relao 
a outra moeda (em geral o dlar), porm de tal 
forma que possa ser alterada de tempos em tempos. 
Este sistema foi estabelecido na Conferncia 
de Bretton Woods, em 1944, mas, com o enfraquecimento 
do dlar e da libra esterlina, entrou 
em decadncia no final dos anos 60, sendo substitudo 
pelo Crawling Peg. Veja tambm Conferncia 
de Bretton Woods; Crawling Peg; Padro-
cmbio-ouro. 

ADMINISTRAO. Conjunto de princpios, 
normas e funes cuja finalidade  ordenar os 
fatores de produo de modo a aumentar sua 
eficincia. Desde o sculo XIX, a administrao 
cientfica tem-se desenvolvido como resposta 
aos problemas e desafios enfrentados pelas empresas 
com o avano da Revoluo Industrial. 
A mecanizao, a automao, a produo e o 
consumo em massa foraram as empresas a cres




cer extraordinariamente, de forma tal que os padres 
tradicionais de direo e controle se tornaram 
inadequados. A posio do capito de 
indstria, do empresrio tradicional que tudo 
controlava pessoalmente, foi seriamente abalada 
e comearam a surgir os especialistas em administrao. 
A preocupao com a formao de um 
corpo de conhecimentos sistematizados sobre as 
tarefas administrativas acentuou-se no incio do 
sculo XX, sobretudo na Frana, Estados Unidos 
e Inglaterra. Frederick Taylor e Henri Fayol foram 
os primeiros clssicos da administrao. 
Taylor preocupou-se mais com aspectos diretamente 
ligados ao trabalho nas fbricas, como 
racionalizao de tarefas, estudos de tempos e 
movimentos de produo - em suma, com o 
aumento da produtividade e da eficincia. J 
Fayol inaugurou uma nova tendncia, defendendo 
a tese de que a racionalizao do trabalho 
no se refere apenas  produo bruta em dado 
instante do processo, mas a toda a estruturao 
da empresa; os pontos capitais de uma administrao 
cientfica seriam, portanto, prever, organizar, 
comandar, coordenar e controlar. Por 
isso, Fayol ocupou-se sobretudo em analisar 
funes propriamente administrativas. Tericos 
posteriores procuraram mostrar que, alm dos 
processos,  importante estudar os comportamentos. 
Sustentam que o poder de deciso no 
se limita ao topo da escala hierrquica, mas ocorre 
em todos os nveis de uma empresa, onde se 
encontrem pessoas e no apenas agentes produtivos. 
Um dos representantes dessa tendncia 
 o socilogo Robert K. Merton. Outra corrente 
enfatiza a necessidade de levar em conta que 
qualquer empresa est necessariamente ligada 
a determinada sociedade: autores como Wright 
Mills apontam distores ideolgicas de carter 
conservador nas abordagens acadmicas e insistem 
em que as condies econmicas, sociais 
e polticas deveriam merecer a ateno dos tericos 
da administrao. Nesse sentido, destacam-
se ainda os trabalhos dos socilogos da escola 
de Max Weber. Esse pensador alemo mostrou 
como tanto a teoria quanto a prtica da 
administrao dita cientfica surgiram a partir 
de condies econmicas peculiares aos pases 
desenvolvidos, enquanto as economias subdesenvolvidas 
apresentam formas administrativas 
aparentemente mais frgeis. Para os weberianos, 

o que muitas vezes sugere ineficincia, na perspectiva 
das teorias acadmicas, pode constituir 
um conjunto de recursos altamente funcionais 
e adequados  sociedade em questo. Veja tambm 
Burocracia; Gerencialismo. 
ADMINISTRAO MERCADOLGICA. Conceito 
definido como o planejamento e o controle 
de toda a atividade mercadolgica de uma empresa, 
ou de uma diviso de uma firma, incluin-

ADMINISTRATIVE LAG 

do a formulao de objetivos, programas e estratgias 
mercadolgicas, e em geral englobando 

o desenvolvimento de produtos, organizao e 
recrutamento de pessoal para realizar planos, a 
superviso das operaes de mercado e o controle 
do desempenho mercadolgico. 
ADMINISTRAO POR EXCEO. Mtodo 
de administrao mediante o qual os subordinados 
mantm seus superiores informados apenas 
dos eventos excepcionais que requerem tratamento 
especial ou decises da diretoria, mas 
no informam de detalhes que meramente confirmam 
que tudo est marchando de acordo com 

o que foi planejado. Por no receber dados sobre 
as coisas que esto seguindo conforme os planos, 
sua ateno pode se concentrar na correo 
das falhas. Este mtodo de administrao est 
relacionado com a tcnica de Reporting by Responsability 
e a Lei de Pareto. Veja tambm timo 
de Pareto. 
ADMINISTRAO POR OBJETIVOS. Conceito 
de administrao que estabelece uma srie 
de elementos que devem constar do processo 
administrativo como: 1) o que deve ser feito, 
estabelecendo-se prioridades; 2) de que forma 
devem ser realizadas as tarefas propostas (ou a 
produo); 3) quais sero os custos daquilo que 
vier a ser realizado; 4) quando dever ser realizado 
aquilo que foi determinado no item (i); 
5) o que constitui um desempenho satisfatrio; 
6) quais e em que proporo esto sendo conseguidos 
avanos; 7) como e quando processar 
as correes. De acordo com este conceito de 
administrao, a direo de uma organizao ou 
instituio ou empresa no apenas define a priori 
os resultados que devero ser obtidos e as etapas 
que devero ser vencidas para consegui-los, mas 
tambm estabelece os critrios para avaliar o desempenho 
de todos os envolvidos na realizao 
das tarefas. J em 1954, Peter Drucker recomendava 
que em todas as reas nas quais as atividades 
pudessem afetar o desempenho da empresa 
deviam ser estabelecidos objetivos e metas 
a serem alcanados. Veja tambm Drucker, Peter; 
MBA. 

ADMINISTRADOR DE RECURSOS DE TERCEIROS. 
Funo desempenhada por pessoa especializada 
que administra as carteiras de investimentos 
de empresas ou pessoas fsicas nos 
bancos e instituies de investimento. 

ADMINISTRATIVE LAG. Expresso em ingls 
que significa o lapso de tempo existente entre 

o reconhecimento da necessidade de tomar uma 
medida no campo financeiro, fiscal, monetrio 
ou administrativo e o momento em que as medidas 
necessrias so realmente tomadas. Este 


ADR 

lapso pode ser de grande importncia no mbito 
financeiro, onde o atraso na tomada de uma medida 
pode trazer conseqncias importantes 
para o resultado de processos. 

ADR. Veja American Depositary Receipt. 

ADUANEIRA, Unio. Veja Unio Alfandegria. 

AE. Iniciais da expresso em alemo Abrechnungseinheit, 
que significa "unidade de conta". 

AES USIBUS OPTIUS ORO. Expresso em latim 
que significa "o cobre  mais apropriado 
para circular (como moeda) do que o ouro". Durante 
a poca colonial, a Coroa Portuguesa fazia 
esta recomendao para que as barras de ouro 
deixassem de funcionar como moeda e em seu 
lugar fossem utilizadas as moedas de cobre vindas 
de Portugal. Na prtica, reconhecia-se o 
princpio que fora enunciado por sir Thomas 
Gresham, de que a "moeda m expulsa a moeda 
boa". Veja tambm Crise do Xenxm; Lei de 
Gresham. 

AFEGANE. Unidade monetria do Afeganisto. 
Submltiplo: Pul ou Kron. 

AFFECTIO SOCIETATIS. Expresso em latim 
que significa o sentimento de afeio ou afinidade 
que liga scios de uma sociedade por quotas 
de responsabilidade limitada. Aplica-se no 
caso de organizaes de menor porte onde os 
laos de confiana e lealdade entre os proprietrios 
so elementos fundamentais para o bom 
desempenho das atividades de uma empresa. 

AFFIDAVIT. Expresso latina que, na prtica 
bancria, significa uma declarao escrita, juramentada 
por intermdio do testemunho de um 
tabelio. Os affidavits so geralmente exigidos 
dos tomadores de emprstimos para que postulem 
a obteno de uma hipoteca. Este instrumento 
pode ser utilizado tambm quando, por 
alguma razo (incndios, guerras etc.), os registros 
civis de uma comunidade foram destrudos 
e uma pessoa deseja provar, por exemplo, sua 
idade, ou como uma declarao imposta por um 
governo a estrangeiros portadores de valores 
mobilirios que, para receber determinadas isenes 
ou vantagens no pagamento de impostos, 
devem provar e assegurar sua condio de estrangeiros. 
Veja tambm Affidavit of Performance; 
Affidavit of Title. 

AFFIDAVIT OF PERFORMANCE. Atestado legal 
pelo qual o funcionrio de um meio de comunicao 
(como o rdio, a tev ou o cinema) 
testemunha que o programa ou mensagem comercial 
do patrocinador foi realmente transmitida 
(irradiada) com autorizao, e que tal documento 
 enviado ao anunciante ou sua agncia 
como prova de prestao de servio. 

AFFIDAVIT OF TITLE. Consiste num affidavit 
obtido pelo vendedor de um imvel certificando 
ao comprador que no existe nenhum defeito 
ou falha no ttulo de propriedade do vendedor. 

AFL-CIO. Sigla da American Federation of Labor-
Congress of Industrial Organizations. Poderosa 
central sindical dos operrios norte-americanos, 
oriunda da fuso de duas entidades sindicais. 
A primeira surgiu em 1886, congregando 
trabalhadores do mesmo ofcio, e a segunda foi 
organizada em 1935, associando os operrios 
sem especialidade. A fuso ocorreu em 1955, sob 
a presidncia de George Meany; atualmente, a 
central rene cerca de 125 sindicatos e mais de 
15 milhes de trabalhadores. Na AFL-CIO, cada 
sindicato  livre; no entanto, para assinar acordos 
coletivos quanto a aumentos salariais e outras 
reivindicaes especficas,  necessria a obteno 
do apoio da direo geral. A entidade  
tradicionalmente anticomunista e conservadora 
no que diz respeito s polticas interna e externa 
dos Estados Unidos. Veja tambm Sindicalismo; 
Sindicato. 

AFOLHAMENTO, Sistema de. Forma de produo 
agrcola, utilizada durante a Idade Mdia, 
em que as terras cultivveis eram divididas em 
faixas ou folhas. Parte das terras permanecia longo 
tempo em pousio para recuperar sua capacidade 
produtiva. Veja tambm Pousio; Rotao 
de Cultivos. 

AFORAMENTO. Veja Enfiteuse. 

A FORTIORI. Expresso em latim que significa 
"por mais razo ainda". 

AFRETAMENTO. Contrato por meio do qual 

o proprietrio de um navio ou outro meio de 
transporte, mediante um preo previamente estipulado, 
compromete-se a ced-lo, parcial ou 
totalmente, para o transporte de mercadorias ou 
de pessoas. 
AFTALION, Albert (1874-1956). Estatstico e economista 
francs de origem blgara. Professor 
das universidades de Lille e de Paris e autor de 
vrias obras, exerceu grande influncia entre os 
economistas franceses, no perodo que vai da 
Primeira  Segunda Guerra Mundial. Sua mais 
conhecida contribuio  a teoria das crises, que 
se enquadra na teoria dos ciclos econmicos. Divergindo 
de muitos outros economistas, Aftalion 
achava que a crise econmica no  simples 
resultado de deficincias ou erros de planejamento, 
mas um fenmeno que tem razes no 
prprio processo de produo tomado como um 
todo. Para ele, esse processo gera a crise porque: 
1) a produo de bens de consumo se funda 
necessariamente na produo de bens de capital; 
2) mas  a produo de bens de consumo que 



aciona a de bens de capital, e isso s acontece 
depois de uma imprevisvel expanso do consumo; 
3) ocorre que o tempo exigido para a produo 
de bens de capital  bem maior que aquele 
exigido para a dos bens de consumo, de tal forma 
que no  possvel combinar os dois sem 
defasagens. E so essas defasagens os momentos 
crticos do processo de produo. Aftalion ficou 
tambm conhecido por sua crtica ao socialismo: 
para ele, a distribuio igualitria dos bens enfraquece 
o incentivo para o trabalho, e a supresso 
da propriedade privada anula a acumulao 
de capital. Entre suas principais obras esto: Les 
Crises Priodiques de Surproduction (As Crises Peridicas 
de Superproduo), 1913; Les Fondements 
du Socialisme: tude Critique (Os Fundamentos 
do Socialismo: Estudo Crtico), 1923; 
Cours de Statistique (Curso de Estatstica), 1928. 

AFTER-SALES-SERVICES (Servios Ps-Vendas). 
Expresso em ingls que significa o conjunto 
de servios como assistncia tcnica, rede 
de lojas onde podem ser adquiridas peas de 
reposio, consertos etc. postos  disposio de 
um consumidor depois que a venda de um produto 
 efetuada. 

AGE. Iniciais de Assemblia Geral Extraordinria. 

AGENDA 21. Documento assinado entre os governos 
de 170 pases que se reuniram na Conferncia 
Mundial do Meio Ambiente realizada 
no Rio de Janeiro em 1992, com o objetivo de 
promover o desenvolvimento sustentvel no 
mundo a partir do sculo XXI. Isso significa que 
cada um dos seus signatrios, dentro dos prazos 
definidos, adotar um conjunto de atitudes e 
procedimentos incorporados s suas polticas visando 
melhorar a qualidade de vida no planeta. 

AGENTE DEL CREDERE. Tipo de agente comercial 
ou distribuidor que, assim como um 
consignatrio, no compra as mercadorias com 
as quais transaciona, mas que eventualmente 
aceita a responsabilidade em ltima instncia 
pelo pagamento das mercadorias transacionadas 
se o cliente final no honrar seu compromisso 
de pag-las. 

AGENTE PROVOCADOR. Indivduo que incita, 
geralmente sendo contratado para isso, uma 
greve ou uma revolta, ou mesmo resistncia 
aberta contra orientaes da gerncia de uma 
empresa para desmoralizar um movimento sindical 
ou a unio dos trabalhadores em torno de 
suas reivindicaes. Na medida em que este 
agente pode conseguir que uma greve tenha incio 
antes do momento mais propcio para os trabalhadores, 
sua atuao contribui para o fracasso 
da mesma. 

AGOSTINHO 

AGER PUBLICUS. Expresso latina que designa 
as terras de uso comunitrio existentes na 
Europa at o advento do capitalismo. O produto 
do trabalho realizado nessas reas funcionava 
como reserva na eventualidade de ms colheitas 
nas demais terras, para cobrir as necessidades 
da guerra, dos eventos religiosos e de outras 
despesas da comunidade. 

GIO. Termo de origem italiana usado antigamente 
em Veneza para designar a diferena na 
troca entre moedas depreciadas e o metal do 
qual eram constitudas. Essas trocas eram efetuadas 
pelos bancos de Veneza, Hamburgo, Gnova, 
Amsterd e de outras cidades comerciais 
e financeiras, os quais fixavam o gio em cada 
caso. De forma genrica, o gio significa um prmio 
resultante da troca de um valor (moedas, 
aes, ttulos etc.) por outro. No comrcio internacional 
de moedas,  a diferena entre o valor 
nominal e o real da moeda negociada. Ocasionalmente, 
o termo  utilizado para indicar 
um prmio pago por uma letra de cmbio estrangeira. 
O gio pode surgir tambm quando 

o preo oficial de um produto (ou preo de tabela) 
est fixado num nvel muito baixo e sua 
compra s se concretiza se o interessado estiver 
disposto a pagar mais por essa transao. A diferena 
entre o preo oficial e o que o comprador 
realmente paga  considerada o gio daquela 
transao. Esse tipo de fenmeno ocorre quando 
h tabelamento ou congelamento de preos, 
como aconteceu durante os planos econmicos 
de estabilizao no Brasil durante os anos 80 - 
especialmente em ocasio do Plano Cruzado, em 
1986 - e no incio dos anos 90 com o Plano 
Collor. O gio pode aparecer nesse contexto tambm 
se, embora no haja congelamento, existir 
uma forte descompensao entre oferta e demanda, 
como aconteceu, durante os primeiros 
meses do Plano Real, com a aquisio de automveis 
populares. Quando em lugar de um preo 
maior paga-se um preo menor por um ttulo, 
uma ao ou uma moeda, ocorre um "desgio". 
Veja tambm Cmbio; Letra de Cmbio; Plano 
Collor; Plano Cruzado; Plano Real. 
AGLOMERAO. Veja Efeito Aglomerao. 

AGO. Iniciais de Assemblia Geral Ordinria. 

AGOROT. Veja Shekel Novo. 

AGOSTINHO, Santo (354-430). Filsofo cristo. 
Manifestou seu temor de que o comrcio afastasse 
o homem da procura de Deus e achava 
que o cristo no deveria ser mercador; admitindo-
o, no entanto, como um mal necessrio, 
para ele, s se deveria cobrar pelas mercadorias 

o justo preo. No considerava a escravido algo 
natural, como se pensava, em geral, na Antiguidade; 
aceitava-a, contudo, como punio do pe


AGRRIO 

cado. Em sua obra, influenciada por Plato, encontra-
se a primeira grande sntese filosfico-
teolgica do cristianismo. Escreveu A Cidade de 
Deus e Confisses. 

AGRRIO. Veja Reforma Agrria; Sistemas 
Agrrios. 

AGREGADO. Lavrador pobre, no proprietrio, 
que se estabelece na propriedade de outro 
em troca de alguma espcie de pagamento. No 
Brasil, entre os vrios tipos de agregados, destacam-
se: 1) O que planta e cria animais em pequena 
escala em propriedade alheia, pagando 
esse uso com alguns dias de trabalho por semana, 
mediante remunerao inferior  de um assalariado 
na mesma propriedade; 2) O que mora 
numa casa fornecida pelo proprietrio do stio 
ou fazenda, retribuindo com um dia de trabalho 
semanal; 3) O que planta e cria numa poro 
de terra alheia e paga ao proprietrio uma parcela 
do produto final. Nos engenhos de acar 
do Nordeste brasileiro, o agregado  tambm 
conhecido por "morador". O termo "agregado" 
pode tambm significar agregado macroeconmico. 
Veja tambm Valor Agregado. 

AGRIBUSINESS. Termo em ingls constitudo 
das palavras agriculture e business, e que designa 
as empresas industriais cujos produtos tm 
como base um produto agrcola, geralmente 
uma commodity como, por exemplo, as empresas 
que fabricam cigarros a partir do fumo, ou que 
produzem bebidas a partir da cevada. So tambm 
chamadas agroindstrias. Veja tambm 

Commodity. 

AGRICULTURA. Atividade produtiva integrante 
do setor primrio da economia. Caracteriza-se 
pela produo de bens alimentcios e matrias-
primas decorrentes do cultivo de plantas e da 
criao de animais. Na produo agrcola entram 
trs fatores bsicos: o trabalho, a terra e o 
capital. Numa unidade agrcola, quando o emprego 
de capital  o fator predominante, diz-se 
que se trata de agricultura intensiva. No caso de 
ser a terra o fundamental, trata-se ento de agricultura 
extensiva. A predominncia do fator capital, 
tpico da agricultura moderna, permite alta 
produtividade por rea cultivada e  encontrada 
sobretudo nos pases industrializados (no Brasil, 
ocorre principalmente nas regies Sul e Sudeste). 
A agricultura extensiva, no entanto, com a 
utilizao abundante de terras,  caracterstica 
dos pases do Terceiro Mundo, onde a grande 
propriedade  a marca da estrutura fundiria. 
A predominncia do fator terra, alis, marcou 
at recentemente a histria da agricultura, alterando-
se a relao com o trabalho e o capital 
somente a partir da Revoluo Industrial, cujas 
tcnicas se estenderam ao setor agrcola. A re


lao entre esses trs fatores est ligada aos papis 
que a agricultura de um pas cumpre no 
conjunto da organizao social e econmica: 1) 
O de fornecedora de alimentos para o mercado 
interno; 2) O de fornecedora de um excedente 
agrcola capaz de ser exportado e proporcionar 
divisas para o pas; 3) O de geradora de poupana 
para a implantao ou desenvolvimento 
do setor industrial; 4) Ou, ainda, de acordo com 

o regime de propriedade vigente (grande, mdia 
ou pequena), o papel de fornecedora principal 
de mo-de-obra para as atividades urbano-industriais. 
Veja tambm Contag; Revoluo Agrcola; 
Revoluo Industrial; Sociedade Nacional 
de Agricultura; Terceiro Mundo. 
AGROINDSTRIA. Atividade constituda pela 
juno dos processos produtivos agrcolas e industriais 
no mbito de um mesmo capital social, 
ou, quando tal no acontece, a atividade caracteriza-
se por uma grande proximidade fsica entre 
a rea que produz a matria-prima agrcola 
e o seu processamento industrial. Com a crescente 
preponderncia da indstria sobre a agricultura 
e a subordinao desta ltima  primeira, 
propores crescentes das atividades agrcolas 
encontram-se hoje totalmente submetidas ao 
capital industrial, sendo esta uma tendncia 
mundial. Veja tambm Agribusiness. 

AGROVILA. Ncleo habitacional e produtivo 
construdo geralmente em reas rurais para o 
desenvolvimento da agricultura e destinado a 
receber populaes que esto sendo deslocadas 
de outras reas por razes climticas ou devido 
 construo de obras pblicas como, por exemplo, 
barragens que servem como reservatrios 
para a produo de energia eltrica. 

AGUAR AES. Ato que resulta em aes cujo 
valor ao par excede o valor do patrimnio lquido 
(tangvel) que as mesmas representam. 
Este tipo de situao pode ser criado de diversas 
maneiras: 1) emitindo aes em troca de dinheiro 
ou propriedades cujo valor  inferior ao valor 
ao par das aes; 2) entregando aes aos acionistas 
como bnus; 3) emitindo aes contra um 
ativo fictcio ou intangvel. A magnitude desse 
processo pode ser medida pelo excesso do valor 
ao par do conjunto de suas aes em comparao 
com seus ativos tangveis (patrimnio lquido). 
Veja tambm Ao Aguada. 

AIESEC - Associao Internacional de Estudantes 
em Cincias Econmicas e Comerciais. 

Foi fundada em 1948 por estudantes de sete pases 
europeus com a finalidade de ajudar na reconstruo 
da Europa devastada pela guerra.  
uma organizao apartidria, sem fins lucrativos 
e oferece as seguintes oportunidades a seus integrantes: 
1) que se desenvolvam profissional




mente; 2) programas educacionais que visem  
formao de lderes; 3) contatos com estudantes 
de outros pases por intermdio de programas 
de viagens; 4) contactos com grandes empresas 
nacionais e internacionais. Nos programas de intercmbios, 
destaca-se o de intercmbio de estagirios. 
Hoje,  a maior organizao internacional 
dirigida por estudantes, estando presente 
em 81 pases e em mais de 750 universidades. 
No Brasil a associao est presente em So Paulo 
(FGV e FAAP - Fundao Armando lvares 
Penteado), no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, 
Braslia, Salvador, Curitiba, Joinville, Porto Alegre, 
So Leopoldo, Santa Maria e Vitria. 

AJUDA EXTERNA. Veja Dependncia; Investimento 
Estrangeiro; Subdesenvolvimento; 
Unctad. 

AJUSTAMENTO. Linha descrita pela ligao 
dos pontos de um grfico cartesiano no correspondente 
a uma srie estatstica. Quando os 
pontos esto dispersos pelo grfico, traa-se uma 
linha que passe o mais prximo possvel de todos 
os pontos representados. 

AKA. Abreviao da expresso em ingls also 
known as, que significa "tambm conhecido por" 
ou "alis". 

AKTIE (Stamm). Termo em alemo que significa 
ao ordinria. Ela representa direitos participativos 
na direo de uma empresa e significa 
uma poro do capital da mesma. 

AKV. Iniciais da expresso em alemo Allgemeine 
Kreditvereinbarungen, que significa "acordo 
geral de emprstimos". Veja tambm General 
Arrangements to Borrow. 

ALADI - Associao Latino-Americana de Integrao. 
Organizao internacional criada pelo 
Tratado de Montevidu, assinado em 12 de 
agosto de 1980, em substituio  antiga Associao 
Latino-Americana de Livre-Comrcio 
(Alalc). O objetivo do tratado, que passou a vigorar 
em 18 de maro de 1981, era obter uma 
entidade mais flexvel, mais dinmica e sem os 
erros da antecessora, capaz de estimular as relaes 
comerciais na Amrica Latina. As principais 
modificaes da Aladi em relao  Alalc 
foram a possibilidade de acordos bilaterais entre 
pases e o estabelecimento de diferenas entre 
os membros da associao, de acordo com seu 
estgio de desenvolvimento econmico. A Aladi 
no abandona o objetivo de criar um mercado 
comum latino-americano, mas enfatiza que este 
 um objetivo a longo prazo, ao qual chegar 
de forma gradual. A Aladi  composta de onze 
pases, representando mais de 90% da populao 
e do territrio da Amrica Latina. Esses pases 
esto divididos em trs grupos: os menos 

ALAVANCAGEM 

desenvolvidos (Bolvia, Equador e Paraguai); os 
mais desenvolvidos (Argentina, Brasil e Mxico); 
e os intermedirios (Colmbia, Chile, Peru, 
Uruguai e Venezuela). A organizao estrutura-
se em trs rgos: o Conselho de Ministros 
dos Negcios Estrangeiros, instncia suprema 
encarregada da conduo dos negcios polticos 
e de integrao econmica; a Conferncia de 
Avaliao e de Convergncia, que deve reunir-se 
de trs em trs anos e onde tomam assento os 
representantes plenipotencirios dos onze pases 
membros; o Comit de Representantes, rgo 
permanente encarregado de executar a aplicao 
do tratado. O primeiro secretrio-geral da 
Aladi, eleito em 1980, foi o economista paraguaio 
Jlio Csar Schupp. A organizao est 
sediada em Montevidu, Uruguai. Veja tambm 

Alalc; Alca; Mercosul. 

ALALC - Associao Latino-Americana de Livre-
Comrcio. Organizao internacional criada 
pelo tratado de Montevidu, em fevereiro de 
1960, e extinta vinte anos depois. Previa o estabelecimento 
de uma rea de livre-comrcio, que 
seria a base para um mercado comum latino-
americano,  semelhana do Mercado Comum 
Europeu, com reduo de tarifas e eliminao 
de barreiras comerciais. Assinaram o tratado Argentina, 
Brasil, Chile, Mxico, Paraguai, Peru e 
Uruguai; ingressaram depois Colmbia e Equador 
(1961), Venezuela (1966) e Bolvia (1967). A 
Alalc desenvolveu-se bastante no incio, fazendo 
com que as exportaes regionais quase dobrassem 
de 1961 a 1965, passando de 490 para 835 
milhes de dlares. De 1960 para 1970, foram 
aprovadas quase 900 concesses tarifrias, facilitando 
as transaes comerciais. Aps esse incio 
promissor, porm, a organizao entrou em 
crise: de 1970 a 1980, aprovaram-se apenas 2 mil 
novas concesses tarifrias. As causas da crises 
nunca chegaram a ser exatamente definidas. 
Uma das explicaes levantadas diz respeito  
diferena de desenvolvimento econmico entre 
os membros da organizao: os mais pobres no 
teriam condies de participar das negociaes 
da mesma forma que os outros, e estes acabavam 
recebendo os maiores benefcios. A instabilidade 
poltica e econmica na regio, principalmente 
durante a dcada de 70, tambm teria favorecido 
a crise. A Alalc foi extinta em 31 de dezembro 
de 1980. Em seu lugar, os pases membros criaram 
outra organizao, menos ambiciosa e mais 
flexvel: a Aladi - Associao Latino-Americana 
de Integrao. Veja tambm Aladi; Mercosul; 
Alca. 

ALAVANCAGEM. Termo usado no mercado 
financeiro para designar a obteno de recursos 
para realizar determinadas operaes. Num sentido 
mais preciso, significa a relao entre endividamento 
de longo prazo e o capital empre




ALCA 

gado por uma empresa. Assim, o quociente Endividamento 
de Longo Prazo/Capital Total Empregado 
reflete o grau de alavancagem aplicado. 
Quanto maior for o quociente, maior ser o grau 
de alavancagem. 

ALCA - rea Livre de Comrcio das Amricas. 
Proposto pelos Estados Unidos no incio dos 
anos 90, este organismo permitiria uma integrao 
comercial entre os pases das Amricas, especialmente 
daqueles pertencentes ao Nafta (Estados 
Unidos, Mxico e Canad) e Mercosul 
(Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). Na medida 
em que essa integrao poderia afetar o 
desenvolvimento do Mercosul, o Brasil vem se 
opondo aos prazos curtos para a sua implementao 
propostos pelos Estados Unidos. Veja tambm 
Fast Track; Mercosul; Nafta. 

ALCABALA. Termo de origem rabe que designa 
imposto cobrado pela Coroa Espanhola a 
partir do sculo XIV, incidindo sobre as vendas 
ou permutas de bens mveis. A alcabala incidia 
praticamente sobre toda e qualquer transao e 
permaneceu como importante meio de arrecadao 
governamental na Espanha at o sculo 

XIX. 
ALFA (a). Medida do retorno do investimento 
de uma ao particular quando for tomado como 
ponto de referncia o ndice S&P 500. Desta forma, 
no clculo da inclinao de uma linha, a + 
bx = y, se considerarmos b = 0, o que significa 
eliminar a volatilidade de uma ao, obteremos 

o resultado pretendido. Se alfa for positivo e 
equivalente a 10%, significar que o retorno do 
investimento nesta ao ser 10% superior quele 
alcanado pelo ndice S&P 500; se o alfa for 
igual a 0 (zero), a ao especfica se comportar 
em termos de rendimento da mesma forma que 
o ndice S&P 500; e se o alfa for negativo e igual 
a 15%, significar que o rendimento da ao em 
questo ser 15% inferior ao indicado pelo ndice 
S&P 500. Veja tambm Beta; S&P 500. 
ALFA 3 (a3). Medida estatstica de distribuio 
calculada pela frmula: 

a3 =
(mm23 
)3/2 

onde m2 e m3 so o segundo e o terceiro momentos 
de X em relao a sua mdia. Veja tambm 
Momento. 

ALFNDEGA. Repartio governamental que 
fiscaliza a entrada e sada de mercadorias em 
cada pas, para assegurar o pagamento das tarifas 
correspondentes e o cumprimento das normas 
locais de comrcio internacional. Cumpre 
tambm  alfndega impedir a prtica do contrabando 
e a entrada no pas de mercadorias 

consideradas contrrias aos interesses da produo 
nacional. O carter protecionista das atividades 
alfandegrias acentuou-se nas economias 
ocidentais desde o mercantilismo, recebendo 
a ateno dos governos. Veja tambm Comrcio 
Internacional; Mercantilismo; Tarifas; 
Unio Alfandegria. 

ALFANUMRICO (Caracteres). Todos os caracteres 
alfabticos ou numricos, isto , todas 
as letras de A a Z e todos os nmeros de 0 a 9. 

ALGOL - Algorithmic Language. Linguagem 
algortmica baseada na qual os procedimentos 
numricos so minuciosamente especificados 
numa forma-padro ao computador. O Algol  

o resultado de uma cooperao internacional 
para a obteno de uma linguagem algortmica 
padronizada tendo como precursora a International 
Algebric Language. Veja tambm Algoritmo. 
ALGORITMO. O termo tem origem no matemtico 
rabe Al-Kwarismi. Modernamente, significa 
as disposies especiais que se fazem com 
elementos matemticos, com o objetivo prtico 
e simples de efetuar clculos. Um algoritmo 
pode ser entendido como um mtodo que indica 
direes para que os clculos sejam um processo 
finito e que garanta o alcance de um resultado. 
So exemplos de algoritmos o de Eratstenes, 
para a obteno de nmeros primos, o de Euclides, 
que, com divises sucessivas, permite obter 
o maior divisor comum entre dois nmeros 
inteiros, o dispositivo de Briot-Ruffine, para a 
diviso de um polinmio por um polinmio de 
1 grau, um programa de computador etc. 

ALIANA PARA O PROGRESSO. Programa 
de cooperao multilateral criado em agosto de 
1961 pelos signatrios da Carta de Punta del 
Este, com o objetivo de incrementar o desenvolvimento 
econmico-social da Amrica Latina. A 
idia da aliana foi lanada pelo presidente norte-
americano John Kennedy, em maro de 1961, 
como resposta aos acontecimentos revolucionrios 
em Cuba e s presses de setores polticos 
e governamentais latino-americanos preocupados 
com a situao econmica e social da regio. 
Concretizada na reunio especial do Conselho 
Interamericano Econmico e Social da Organizao 
dos Estados Americanos, realizada em 
Punta del Este, a aliana foi estruturada segundo 
os princpios da operao Pan-Americana 
(OPA), proposta pelo presidente Juscelino Kubitschek 
e aprovada em 1960, de acordo com a 
Ata de Bogot, assinada por dezenove pases. 
Em Punta del Este, os participantes proclamavam 
sua deciso de "associar-se num esforo 
comum para alcanar o progresso econmico 
mais acelerado e a justia social mais ampla para 
seus povos, respeitando a dignidade do homem 



ALLAIS, Maurice 

e a liberdade pblica". Abrangendo um perodo 
inicial de dez anos (1961-71), o programa visava 
concretamente  redistribuio da renda,  eliminao 
do analfabetismo,  reforma agrria,  
industrializao, ao desenvolvimento de projetos 
de habitao popular e  integrao das economias 
latino-americanas por um mercado comum. 
Para viabilizar essas metas, os Estados 
Unidos destinaram uma verba inicial de 20 bilhes 
de dlares, ficando os demais governos 
obrigados a contribuir com quantias equivalentes 
 ajuda recebida do exterior. A coordenao 
e o controle do programa da aliana estavam a 
cargo do Conselho Interamericano Econmico e 
Social, em colaborao com o Banco Interamericano 
de Desenvolvimento, a Associao Latino-
Americana de Livre-Comrcio (Alalc), a Comisso 
Econmica - da ONU - para a Amrica 
Latina (Cepal), o Fundo Monetrio Internacional 
(FMI) e o Banco Internacional para a Reconstruo 
e Desenvolvimento (Bird). Embora acenasse 
com reformas sociais e econmicas, a aliana, 
com o tempo, mostrou-se inoperante: de um 
lado, pelos crescentes cortes na ajuda externa 
norte-americana, e, de outro, por apoiar-se em 
governos conservadores, comprometidos com a 
situao vigente nos pases participantes. 

ALIENAO. Em Direito, o termo tem o significado 
genrico de transferncia da propriedade 
de uma coisa ou direito de uma pessoa 
(fsica ou jurdica) para outra. Em economia poltica, 
a alienao  um dos conceitos bsicos do 
marxismo, significando a perda sofrida pelo trabalhador 
de uma parte de seu ser, quando o 
capitalista se apropria do fruto de seu trabalho. 
Marx partiu da teoria da alienao do filsofo 
Feuerbach, para quem o homem abdicaria de 
sua prpria essncia ao criar a imagem de um 
ser absoluto, superior (Deus), que, embora criado 
pelo homem,  visto por este como seu criador. 
Para Marx, a alienao ocorre no apenas 
nesse plano religioso (do homem a Deus), como 
acreditava Feuerbach, mas em muitos outros domnios; 
alienao do cidado ao Estado, do soldado 
a sua bandeira, e, principalmente, do trabalhador 
ao capital. No sistema capitalista, segundo 
Marx, os produtos do trabalho humano 
passam a ser meras mercadorias que subjugam 

o homem, em vez de servir a ele, como era de 
esperar, j que so criaes suas. Veja tambm 
Fetichismo da Mercadoria; Mais-valia; Marx, 
Karl Heinrich. 

ALIENAO FIDUCIRIA. Transferncia ao 
credor do domnio e posse de um bem, em garantia 
ao pagamento de uma obrigao que lhe 
 devida por algum. O bem  devolvido a seu 
antigo proprietrio depois que ele resgatar a 
dvida. 

ALIGATOR SPREAD. Veja Spread. 

ALIMENTO DE BASE.  o alimento ou alimentos 
que constituem a base da alimentao 
habitual de uma populao. Por exemplo, no 
caso brasileiro, o arroz e o feijo podem ser considerados 
alimentos de base. Em algumas regies 
brasileiras, como no Nordeste, a farinha tambm 
constitui um alimento de base. Geralmente, 
quando os preos desses produtos sobem, o custo 
da alimentao tambm sofre uma elevao. 

ALL OR NONE (AON). Expresso utilizada no 
mercado financeiro indicando que uma ordem 
de compra ou venda deve ser realizada por inteiro 
ou ento no dever ser concluda. Se um 
corretor no conseguir executar a ordem (AON) 
de um cliente por inteiro, ela no dever ser 
concluda parcialmente. Mas a mesma no dever 
ser cancelada, a menos que seja do tipo fill 
or kill, isto , "cumpra-se ou cancele". 

ALLA RINFUSA. Expresso em italiano que 
significa uma clusula comercial segundo a qual 

o embarque de mercadorias indevidamente embaladas 
ou acondicionadas pagar taxas correspondentes 
a mercadorias vendidas a granel 
como a madeira, o carvo e substncias lquidas. 
ALLAIS, Maurice (1911- ). Economista e matemtico 
francs da escola econmica neoliberal, 
que pressupe uma ordem natural derivada da 
livre deciso dos indivduos, na qual a economia 
de mercado e o livre mecanismo de preos so 
requisitos fundamentais. Utilizando o que chamou 
de "teorema fundamental do rendimento 
social", procurou demonstrar que "todo sistema 
econmico, se quiser utilizar melhor seus recursos 
raros e no-renovveis, deve recorrer, explicitamente 
ou no, a um sistema de preos equivalente 
ao do equilbrio da concorrncia perfeita". 
E sustentou que uma economia eficiente, 
seja coletivista ou privada, "deve organizar-se 
numa base descentralizada e concorrencial". Allais 
fez estudos sobre a teoria do equilbrio econmico 
geral e da eficincia mxima, as funes 
do capital e seu desempenho no processo de 
crescimento capitalista, a pesquisa operacional 
aplicada  economia, alm da formulao de 
uma teoria quantitativa da moeda, em que estabelece 
uma dependncia funcional entre o valor 
da demanda monetria existente e os valores 
anteriores da taxa de expanso da renda nacional. 
Tambm desenvolveu anlises de economia 
aplicada em pesquisas de minrios e infra-estrutura 
de transportes. Defende a integrao econmica 
da Europa. Trabalhou no Centro de Anlises 
Econmicas e na Escola Nacional Superior 
de Minas de Paris. Ganhou o Prmio Nobel de 
Economia em 1988. Entre outras obras, escreveu: 
A la Recherche d'une Discipline conomique ( Pro




ALLE RECHTE VORBEHALTEN 

cura de uma Disciplina Econmica), 1943; conomie 
et Intrt (Economia e Juro), 1947; L'Europe 
Unie, Route de la Prosperit (A Europa Unida, Caminho 
da Prosperidade), 1959; e L'Impt sur le 
Capital et la Rforme Montaire (O Imposto sobre 

o Capital e a Reforma Monetria), 1977. Veja 
tambm Paradoxo de Allais. 
ALLE RECHTE VORBEHALTEN. Expresso em 
alemo que significa literalmente "todos os direitos 
reservados", e que indica uma clusula 
contratual comercial segundo a qual, nas exportaes 
ou na aceitao de determinadas transaes 
comerciais (condies das mercadorias, 
quantidade das mesmas etc.), nenhum defeito 
ou alterao se encontra visvel. Esta expresso 
aplica-se tambm ao caso de edies de livros, 
vdeos, filmes etc. nas quais todos os direitos 
de reproduo esto reservados com o editor. 

ALLEINSTEUER. Veja Imposto nico. 

ALLEN, Roy George Douglas (1906-1983). Economista 
ingls, lecionou na London School of 
Economics a partir de 1928, trabalhou no Tesouro 
e, no final da Segunda Guerra Mundial, 
foi indicado como professor de estatstica na 
Universidade de Londres. Sua maior contribuio 
ao desenvolvimento da teoria econmica 
data de 1934 quando, em conjunto com John 
Hicks, publicou um artigo no qual se demonstrava, 
mediante curvas de indiferena, que para 
explicar o sentido descendente de uma curva 
de demanda  suficiente assumir que os bens 
podem ser classificados de uma forma ordinal, 
isto , quando se ordenam vrios bens, aquele 
que representa a maior utilidade  colocado no 
topo da escala. Suas obras mais importantes so 
as seguintes: Mathematical Analysis for Economists 
(Anlise Matemtica para Economistas), 1938; 
Statistics for Economists (Estatstica para Economistas), 
1949; Mathematical Economics (Economia 
Matemtica), 1956; Macroeconomic Theory - A 
Mathematical Treatment (Teoria Macroeconmica 

- Uma Abordagem Matemtica), 1967. 
ALLONGE. Expresso em ingls que designa 
um pedao de papel anexado a um documento 
para fornecer espao onde endossos possam ser 
feitos, quando no sobra mais espao no local 
do documento destinado a esse fim. 

ALMUDE. Medida de capacidade utilizada pela 
Casa da Moeda do Brasil antes da adoo do 
sistema mtrico decimal e equivalente a 12 canadas 
ou a aproximadamente 32 litros. Veja tambm 
Sistema Internacional de Unidades. 

ALODIAL. Designao dos bens que podem ser 
possudos livremente e sobre os quais no existe 
restrio alguma no caso de alienao. 

ALONGSIDE-DATE. Expresso em ingls que 
significa a data na qual se espera que um navio 
esteja na posio correta no cais e preparado 
para receber uma determinada carga. 

ALQUEIRO. Veja Alqueire. 

ALQUEIRE. Denominao de unidade de rea 
e de capacidade (volume) utilizada pelo Sistema 
Antigo Brasileiro de Unidades, antes da adoo 
do Sistema Mtrico Decimal, e tambm denominada 
Quartel. Esta unidade  at hoje utilizada 
no meio rural, embora tenha equivalncias 
diferentes, dependendo da regio. So conhecidas 
pelo menos 10 dimenses diferentes para o 
alqueire, como mostra o quadro abaixo: 

Braas Metro Hectares Estado onde  
utilizado 

Alqueire 50 x 50 110 x 110 1,2100 SP, MG 

Alqueire 50 x 75 110 x 165 1,8150 MG, MT 

Alqueire 50 x 100 110 x 220 2,4200 MA, ES, RJ, 

Paulista SP, MG, PE, 

SC, RS, MT, 

GO 

Alqueire 75 x 80 165 x 176 2,9040 MG 

Alqueire 79 x 79 173,8 x 173,8 3,0206 MG 

Alqueire 80 x 80 76 x 176 3,0976 ES, SP, MG 

Alqueire 75 x 100 65 x 220 3,6300 RJ, MG 

Alqueire 100 x 100 220 x 220 4,8400 AC, RN, BA, 
Mineiro ES, RJ, SP, SC, 
MT, GO, MG 

Alqueire 100 x 150 220 x 330 7,2600 MG, MT 
(Alqueiro) 

Alqueire 200 x 200 440 x 440 19,3600 MG, BA, GO 
(Alqueiro) 

Apesar da enorme variedade de dimenses, as 
mais utilizadas ainda hoje na agricultura brasileira 
(como medida de rea) so o Alqueire Pau-
lista e o Alqueire Mineiro. Como medida de capacidade, 
o alqueire era utilizado pela Casa da 
Moeda do Brasil antes da adoo do Sistema 
Mtrico Decimal e equivalia a aproximadamente 
10 canadas ou 26 litros. Veja tambm Sistemas 
de Pesos e Medidas. 

ALQUEIRE DO NORTE. Medida de rea agrria 
utilizada no Norte e no Nordeste do pas e 
equivalente a 27 225 m2. Veja tambm Alqueire. 

ALQUEIRE MINEIRO. Veja Alqueire. 

ALQUEIRE PAULISTA. Veja Alqueire. 

ALTA. Momento em que as aes e demais ttulos 
transacionados em Bolsa apresentam uma 
elevao significativa de preos, normalmente 
causada pelo incremento da demanda. Nos perodos 
em que a economia atravessa uma fase 
de prosperidade do ciclo econmico, o mercado 
de aes geralmente  estimulado por uma 



maior demanda de ttulos e aes, e os preos 
apresentam uma tendncia  elevao, embora 
tais reflexos no sejam automticos: isto , pode 
haver uma defasagem entre um momento de 
prosperidade e uma tendncia  alta no mercado 
de aes. Veja tambm Ao; Bolsa de Valores. 

ALTER EGO DOCTRINE. Expresso anglo-latina 
que significa o princpio ou a doutrina jurdica 
que sustenta que, quando uma subsidiria 
 um mero instrumento da matriz - a ponto 
de no possuir autonomia alguma - e  utilizada 
simplesmente para que esta ltima supere 
obstculos legais ou mesmo pratique fraudes (geralmente 
contra o fisco), os tribunais ignoram a 
fico de que se trata de duas empresas separadas. 

ALTHUSSER, Louis (1918-1990). Filsofo francs 
de origem argelina que se notabilizou na 
dcada de 60 por defender uma nova interpretao 
do pensamento marxista. Analisando as 
idias de Marx do ponto de vista da distino 
entre ideologia e cincia, Althusser ops-se s 
interpretaes correntes na poca, que centravam 
o marxismo na teoria da alienao e o aproximavam 
de Hegel. Para Althusser, seria necessrio 
restabelecer o sentido econmico do marxismo. 
Ler o Capital, publicado em 1964, e A Favor 
de Marx, de 1965, esto entre suas principais 
obras. Veja tambm Alienao; Hegel; Marxismo. 


ALUGUEL. Preo pago pela utilizao de um 
bem alheio - particularmente um imvel -, 
calculado por unidade de tempo. No Brasil, 
como na Inglaterra e outros pases, o aluguel 
de imveis  controlado por legislao especfica. 
Veja tambm Arrendamento; Leasing; Lei 
do Inquilinato. 

ALVAR. Em termos jurdicos,  a ordem, com 
equivalncia de mandado judicial, expedida por 
um juiz, determinando que seja cumprida uma 
sentena ou despacho. Em termos administrativos, 
tem a conotao de licena (alvar para porte 
de armas, alvar para comrcio etc.). Em determinadas 
condies, o juiz pode expedir um 
alvar permitindo que pessoas impedidas por 
algum motivo possam realizar venda de bens. 

ALVES BRANCO, Manuel (1797-1855). Nasceu 
em Salvador (Bahia), foi o segundo Visconde de 
Caravelas, jurista e estadista, foi ministro da Fazenda, 
da Justia, e presidente do Conselho de 
Ministros do Imprio. Durante seu mandato 
como ministro da Fazenda, decretou as primeiras 
tarifas alfandegrias do Brasil, em 1844, que 
passaram a ser conhecidas como Tarifas Alves 
Branco. Modificou as tarifas alfandegrias de 
quase 3 mil produtos importados aumentando 
os impostos em 30, 40, 50 e at 60%. O valor 

AMENITY VALUE 

da majorao dependia de o produto poder ou 
no ser produzido no Brasil, bem como de sua 
importncia para o mercado interno. At a promulgao 
das Tarifas Alves Branco, os produtos 
importados eram taxados em apenas 15%. As 
mercadorias inglesas gozavam desse privilgio 
desde 1810 (tratados de 1810 de comrcio e navegao). 
Com o tempo, essa tarifa foi estendida 
s demais naes que comerciavam com o Brasil. 
Alm de amenizar os problemas oramentrios 
do Segundo Reinado, a tarifa favoreceu alguns 
setores da economia brasileira, embora tenha 
sido alvo de violentos protestos dos pases exportadores, 
sobretudo da Inglaterra e dos comerciantes 
ligados ao setor de importao. Veja 
tambm Tratados de 1810. 

AMA-KUDARI. Expresso em japons que significa 
literalmente "cair do cu" e aplicada nos 
casos em que um elevado posto numa empresa 
privada  ocupado por pessoa aposentada de 
altos cargos administrativos governamentais. 
Na medida em que no Japo os cargos vagos 
mais elevados so geralmente ocupados por pessoas 
do prprio corpo de funcionrios de uma 
empresa (na base do emprego por toda vida 
numa s empresa), o Ama-Kudari representa 
uma prtica criticvel e desagradvel para o corpo 
gerencial de uma empresa onde ela acontece. 

AMARTYA SEN (1935- ). Nascido na ndia e 
professor do Trinity College, em Cambridge (Inglaterra), 
pesquisou sobre a fome em Bangladesh, 
em 1974, e recebeu o Prmio Nobel em 
Economia por seus trabalhos tericos na rea 
social e por haver contribudo para uma nova 
compreenso dos conceitos a respeito de misria, 
pobreza e bem-estar social em regies pobres, 
onde a principal atividade ainda  a agricultura. 


AMBUSH MARKETING. Expresso em ingls 
que significa literalmente "marketing de emboscada", 
isto , quando uma empresa consegue 
fazer aparecer de alguma forma sua marca em 
evento patrocinado por outra. Por exemplo, durante 
a Copa do Mundo de 1994, em alguns jogos 
da seleo brasileira de futebol cuja transmisso 
era patrocinada por uma marca de cerveja, 
sua principal concorrente colocou placas 
nas laterais do gramado e contratou espectadores 
uniformizados com sua marca, que acabaram 
aparecendo mais tempo durante a transmisso 
dos jogos do que a prpria marca do patrocinador. 

AMENITY VALUE. Expresso em ingls que se 
refere s condies existentes no entorno de uma 
propriedade imobiliria que geralmente elevam 

o seu valor como, por exemplo, boa vizinhana, 
escolas, parques, reas verdes etc. 


AMERICAN DEPOSITARY RECEIPT 

AMERICAN DEPOSITARY RECEIPT (ADR). 

Emisso de certificados, por bancos norte-americanos, 
representativos de aes de empresas 
sediadas fora dos Estados Unidos. Na medida 
em que tais certificados so negociveis no mercado 
de valores mobilirios nos Estados Unidos, 
cria-se na prtica a possibilidade de esse mercado 
de ttulos estar negociando aes de empresas 
de outros pases. Existem quatro tipos 
de programas de negociao desses papis (nveis 
I, II, III e "restrito"), os quais se diferenciam 
pelas vantagens de negociao de cada tipo de 
papel. No caso brasileiro, existem trs modalidades 
de ADRs: 1) Depositary Receipts (investidor 
estrangeiro) so certificados que representam 
aes ou outros ttulos de direito sobre 
aes emitidos por uma instituio do exterior 
e assegurados com ttulos depositados em custdia 
especial no Brasil. A base legal destas emisses 
 constituda pelas resolues 1 927/1992, 
2 337/1996, 2 356/1997 e pela regulamentao 
do anexo V  resoluo 1 289/1987 e pela circular 
2 728/1996; 2) Depositary Receipts (investidor 
brasileiro). As condies so estabelecidas para 

o registro de investimentos brasileiros no exterior 
em DRs, assegurados com ttulos emitidos 
por empresas com matriz no Brasil. A base legal 
 a circular 2 741/1997; 3) Brazilian Depositary 
Receipts (investidor brasileiro) so certificados 
que representam ttulos emitidos por empresas 
estatais ou similares, com matriz no exterior e 
emitidos por instituio no Brasil. A base legal 
 constituda pela resoluo 2 318/1996, pela circular 
2 723/1996 e pela instruo CVM (Comisso 
de Valores Mobilirios) 255/1996. 
AMERICAN STOCK EXCHANGE (Ase ou 
Amex). A segunda maior Bolsa de Valores dos 
Estados Unidos, transacionando cerca de 10% 
de todas as aes negociadas no pas. A Bolsa 
proporciona um lugar fsico para as transaes 
com aes, as quais tm de pertencer a uma empresa 
registrada, ou seja, uma empresa que 
preencha os requisitos estabelecidos pela junta 
de diretores da Bolsa. As exigncias para registro 
na American Stock Exchange so menores do 
que as existentes na Bolsa de Valores de Nova 
York (New York Stock Exchange). As companhias 
registradas devem apresentar relatrios financeiros 
anuais e informes quinzenais de suas 
movimentaes e ganhos, alm de impedir a 
ao de insiders. Se o interesse do pblico diminuir 
muito por um ttulo ou ao, a empresa 
correspondente poder perder seu registro. A 
American Stock Exchange  muito antiga e teve 
incio quando os corretores se encontravam na 
rua para transacionar lotes de aes. S no incio 
do sculo XX essa Bolsa de Valores passou a 
ocupar um lugar coberto, saindo portanto da 

rua. Veja tambm Bolsa de Valores; Insider; 
New York Stock Exchange; Wall Street. 

AMIN, Samir (1931- ). Economista egpcio estudioso 
dos problemas dos pases em desenvolvimento. 
Formado pela Universidade de Paris, 
trabalhou como assessor da Organizao para 

o Desenvolvimento Econmico, no Cairo, de 
1957 a 1960; foi conselheiro tcnico para o setor 
de planejamento do governo do Mali, de 1960 
a 1963;  diretor do Instituto Africano para Desenvolvimento 
Econmico e Planejamento desde 
1970. Professor de economia nas universidades 
de Poitiers, Paris e Dakar, publicou vrios 
livros, que tratam principalmente dos problemas 
econmicos dos pases do Terceiro Mundo: 
Trs Experincias Africanas de Desenvolvimento: 
Mali, Guin e Gana (1965); A Economia do Maghreb 
(1967); O Mundo dos Negcios Senegaleses (1968); 
O Maghreb no Mundo Moderno (1970); A Acumulao 
em Escala Mundial (1970); A frica do Oeste 
Bloqueada (1971); O Desenvolvimento Desigual 
(1973); A Nao rabe (1978). 

AMORTIZAO. Reduo gradual de uma dvida 
por meio de pagamentos peridicos combinados 
entre o credor e o devedor. Os emprstimos 
e hipotecas bancrios so, em geral, pagos 
dessa forma. No caso de emprstimos a longo 
prazo, a amortizao se faz mediante tabelas especiais 
nas quais se incluem os juros relativos 
ao capital a reembolsar. Na tcnica contbil, usa-
se o termo para designar as parcelas retiradas 
anualmente pelo proprietrio da empresa a fim 
de atender  depreciao de certos bens ativos 
como mveis, maquinaria e outros. Veja tambm 

Dvida; Tabela Price. 

AMORTIZAO ACELERADA. Forma de 
amortizao de um ativo (um equipamento p.e.) 
a uma velocidade superior  vida til desse ativo. 
Esta forma de depreciao  utilizada para 
inflar custos ou para a obteno de benefcios 
fiscais. Esta forma aplica-se tambm no caso de 
dvidas que so pagas em um nmero de perodos 
inferior ao estipulado no contrato, se o 
devedor assim desejar, podendo inclusive obter 
descontos nas taxas de juros cobradas. 

AMORTIZAO NEGATIVA. Aumento do 
prin cipal de uma dvida, quando os pagamentos 
parciais da mesma so insuficientes para cobrir 

o montante correspondente aos juros. A diferena 
 incorporada ao principal de tal maneira que a 
dvida, em lugar de diminuir, aumenta com opassar do tempo.  o que tem acontecido no Brasil 
com muitos contratos de aquisio da casa 
prpria posteriores a 1988, nos quais as prestaes 
no cobrem os juros que incidem sobre o 
saldo remanescente, o que tem causado crescente 
inadimplncia entre os muturios. 


AMOSTRA. Conjunto de tcnicas estatsticas 
que possibilita, a partir do conhecimento de uma 
parte (a amostra), obter informaes sobre o 
todo (universo). Para realizar uma amostragem, 
 preciso, antes de mais nada, dividir o universo 
em partes chamadas "unidades amostrais". 
Exemplificando: para selecionar uma amostragem 
de residentes de um municpio, a unidade 
amostral pode ser a pessoa, a famlia, o domiclio, 
o quarteiro. Em seguida,  necessrio determinar 
o tamanho da amostra, ou seja, o nmero 
de unidades amostrais que deve ser pesquisado. 
Uma amostragem pode ser de dois tipos: 
probabilstica (aleatria) ou no-probabilstica 
(no-aleatria). Neste ltimo caso, as unidades 
amostrais so escolhidas intencionalmente. Na 
amostragem probabilstica, as unidades amos-
trais resultam de uma seleo feita inteiramente 
ao acaso. A generalizao a todo o universo das 
informaes obtidas pelo estudo das unidades 
amostrais s tem completa validez quando baseada 
na amostragem probabilstica. Veja tambm 
Amostragem Aleatria; Amostragem Estratificada; 
Amostra Piloto; Amostra Viesada; 
Estatstica; Pesquisa de Mercado; Teorema do 
Limite Central. 

AMOSTRA PILOTO. Denominao da amostra 
que precede a amostragem propriamente 
dita, e que  obtida com a finalidade de avaliar 

- entre outras coisas - a variabilidade da populao 
em estudo sobre a qual basear-se para 
calcular o tamanho da amostra posterior. 
AMOSTRA VIESADA.  a resultante de um 
sistema de seleo que contm erro sistemtico. 
Veja tambm Amostra; Vis. 

AMOSTRAGEM ALEATRIA. Tambm denominada 
amostra probabilstica,  aquela em que 
se pode calcular previamente qual  a probabilidade 
de obter cada uma das amostras possveis 
de serem selecionadas (de uma populao). 
Para tanto,  necessrio que a seleo possa 
ser considerada um experimento aleatrio, dos 
que constituem a base da teoria da probabilidade 
na qual se fundamenta a estatstica 
matemtica. 

AMOSTRAGEM ESTRATIFICADA. Tem a finalidade 
de melhorar as estimaes estatsticas 
mediante o agrupamento prvio dos elementos 
de uma populao que tenha certas caractersticas 
(sexo, faixas etrias, raa etc.) semelhantes 
entre si. Assim, uma populao  dividida em 
estratos e em cada um deles se faz uma seleo 
aleatria simples. 

AMPRE. Unidade de medida da intensidade 
de corrente eltrica. Por analogia com a quantidade 
de gua (litros) que passa por uma tu-

ANLISE DE BAYES 

bulao durante certo tempo, tambm um nmero 
de ampres passa por um fio condutor de 
energia eltrica. O nome deve-se ao cientista 
francs Andr Ampre. Veja tambm Sistema 
Internacional de Unidades. 

AMPLITUDE. Tratando-se de um ciclo,  a metade 
da diferena entre os valores absolutos do 
mximo e do mnimo das ordenadas desse ciclo, 
uma vez eliminada a tendncia secular da respectiva 
srie. Pode ser entendida tambm como 
a diferena entre os preos mximo e mnimo 
de um determinado ttulo ou ao alcanada 
num determinado prego ou num determinado 
espao de tempo. Veja tambm Grfico Mximo 
e Mnimo; Prego; Tendncia Secular. 

AMSTEL CLUB. Denominao do grupo formado 
pelos principais bancos e casas financeiras 
da Inglaterra e da Europa, cuja funo , mediante 
acordos recprocos, financiar as importaes 
e exportaes dos pases membros. 

AMTLICHE KURSMAKLER. Expresso em alemo 
que designa os corretores das Bolsas de 
Valores indicados (na Alemanha) pelo governo, 
cujas funes se assemelham aos Jobbers da Bolsa 
de Valores de Londres. Os corretores no indicados 
pelo governo so denominados Freie Makler. 
Veja tambm Stock Jobber; Broker. 

AMTLICHER MARKT. Expresso em alemo 
que significa o mercado oficial onde so negociadas 
as securities nas Bolsas de Valores da Alemanha. 
Outros mercados onde esse tipo de negociao 
se desenvolve so o mercado semi-oficial 
denominado Geregelter Freieverkehr, e o 
no-oficial, Telefonverkehr. Veja tambm Amtliche 
Kursmakler. 

ANLISE DA VARINCIA. Veja Desvio Padro. 


ANLISE DE BAYES. A Anlise de Bayes  
utilizada no processo de tomada de decises, 
na medida em que o tomador de decises nem 
sempre pode limitar-se s probabilidades a priori 
ou subjetivas, uma vez que as informaes obtidas 
inicialmente so insuficientes para a tomada 
eficaz de decises. O tomador de decises 
deve complementar as informaes a priori com 
as informaes objetivas obtidas mediante a experimentao, 
com o intuito de reduzir as incertezas 
e tomar decises com maior garantia 
de xito. O Teorema de Bayes permite resolver 
essa questo. Utilizando as probabilidades a 
priori e o resultado da amostra obtida experimentalmente, 
o Teorema de Bayes nos permite 
obter as chamadas "probabilidades revisadas", 
ou a posteriori. Estas probabilidades podem ser 
consideradas em seguida como probabilidades 
a priori para que se obtenha outra amostra que 



ANLISE DE REGRESSO 

torne possvel a obteno de outras probabilidades 
"revisadas", ou a posteriori, que sero 
mais precisas do que as primeiras, e assim 
sucessivamente. Em sntese, a Anlise de Bayes 
 um modelo em aberto que nos permite incorporar 
novas informaes na medida em que estas 
vo se produzindo. A Anlise de Bayes , 
portanto, uma anlise adaptativa e seqencial 
que se ajusta ao carter cambiante da realidade 
econmica. Este importante teorema formulado 
por Bayes (pastor e estatstico ingls) no sculo 
XVII havia sido praticamente esquecido por incorporar 
a utilizao da probabilidade "subjetiva". 
Reabilitada pelos tericos da deciso estatstica, 
a Anlise de Bayes volta a ter grande 
importncia na atualidade. Vejamos um exemplo 
da Anlise de Bayes aplicada  indstria. 
Suponhamos um empresa que possui duas plantas 
onde so fabricados rolamentos, sendo a primeira 
mais antiga cronolgica e tecnologicamente 
e que produz 40% do total fabricado. Se um 
rolamento for apanhado aleatoriamente da produo 
total, tem 40% de probabilidade de ter 
sido fabricado na planta n 1. Nesse caso, temos 
as magnitudes da probabilidade anterior. No entanto, 
a planta n 1 produz duas vezes mais rolamentos 
com defeito do que a planta n 2. Se 
um rolamento defeituoso for encontrado, o responsvel 
por qual das plantas dever ser acionado? 
Se levarmos em conta apenas a probabilidade 
anterior, o mais provvel  que este 
rolamento com defeito tenha vindo da planta 
n 2, uma vez que dela provm 60% da produo. 
Mas, ao revisarmos essa probabilidade anterior 
com o fato de a planta n 2 produzir apenas 
1/3 dos rolamentos defeituosos, o mais provvel 
 que o rolamento em questo tenha sido 
produzido na planta n 1, pois a probabilidade 
de que a mais antiga tenha produzido o defeito 
 de 57,2% contra 42,8% da planta n 2, a mais 
nova. Esta probabilidade revisada  a probabilidade 
a posteriori de Bayes. 

ANLISE DE REGRESSO. Veja Regresso, 
Anlise de. 

ANLISE DE SENSIBILIDADE. Forma de abordagem 
na qual um modelo  outra vez examinado 
mudando-se uma de suas variveis para 
ver o que aconteceria com o resultado final. 

ANLISE MULTIVARIVEL. Parte da Estatstica 
Matemtica que se dedica ao estudo de 
situaes nas quais aparecem distribuies de 
probabilidade multidimensionais, tais como o 
problema da estimao de mdias e matriz de 
covarincias de diferentes distribuies multidimensionais, 
em especial a normal, testes de 
hipteses sobre um conjunto de variveis em 
face de outro, estimao de coeficientes de regresso, 
correlaes cannicas etc. 

ANLISE SWOT. Veja Swot. 

ANALISE TCNICA. Na anlise do movimento 
dos preos das aes,  o mtodo que considera 
nica e exclusivamente os preos e volumes 
registrados, apresentados seja na forma de grficos 
(grafismo) ou outra qualquer, para determinar 
a formao de tendncias no mercado e 
orientar investimentos dos aplicadores no presente 
ou no futuro, tanto para aes individuais 
como para conjuntos de aes. 

ANALGICO. Veja Computador. 

ANARCO-SINDICALISMO. Variante do anarquismo 
que se desenvolveu na Europa no final 
do sculo XIX e incio do sculo XX. Considerava 
que o sindicato era o principal rgo de luta e 
de organizao dos trabalhadores e ncleo da 
futura sociedade anarquista. Somente a ao direta 
nas fbricas e a greve geral espontnea e 
revolucionria poderiam transformar radicalmente 
a sociedade capitalista. O principal terico 
do anarco-sindicalismo foi o francs Georges 
Sorel. Sua doutrina teve grande aceitao 
nos crculos operrios e sindicais da Frana, da 
Itlia e da Espanha, sendo divulgada nos Estados 
Unidos, no Brasil e em outros pases latino-
americanos por emigrantes europeus. No 
Brasil, o anarco-sindicalismo foi no incio do sculo 
a principal corrente poltica que orientou 
a prtica do movimento sindical mais combativo; 
dele surgiram os primeiros agrupamentos 
marxistas que fundariam o Partido Comunista 
Brasileiro, em 1922. Veja tambm Anarquismo; 
Sindicalismo. 

ANARQUISMO. Doutrina poltica que prega a 
abolio do Estado como ponto de partida para 
a construo de uma sociedade alternativa, onde 
as relaes entre os indivduos sejam livres, 
igualitrias e desprovidas de qualquer coero. 
Por isso, os partidrios do anarquismo so tambm 
chamados de libertrios. Nessa perspectiva, 

o anarquismo rejeita qualquer princpio de autoridade 
- seja do Estado, de instituies, de 
grupos sociais ou de indivduos. Essa proposta 
poltica implica uma nova organizao econmica 
da sociedade. De inspirao socialista, prope 
a abolio da propriedade privada capitalista, 
o fim da explorao do homem pelo homem, 
a coletivizao dos meios de produo e 
a solidariedade entre os produtores (trabalhadores). 
A administrao geral da vida social baseia-
se na autogesto de cada unidade produtiva; 
coletivamente, os trabalhadores decidiriam 
sobre as formas de organizao do trabalho, produo, 
troca e distribuio dos produtos e relacionamentos 
com o conjunto da sociedade. Em 
escala regional e nacional, as unidades produtivas 
se uniriam livremente em federaes no


burocrticas, que teriam funes administrativas, 
legislativas e executivas, podendo seus 
membros serem destitudos a qualquer momento, 
de acordo com a vontade dos indivduos que 
os elegeram. No sculo XIX, o anarquismo foi 
uma das tendncias mais expressivas no movimento 
operrio europeu. Embora tenha vrios 
precursores, foi o francs Pierre Joseph Proudhon 
o primeiro a considerar-se anarquista. Para 
ele, no entanto, a abolio do Estado e da propriedade 
capitalista viriam gradualmente, como 
resultado de um processo de organizao dos 
trabalhadores e pequenos proprietrios em cooperativas 
de produo e colaborao mtua. J 
para o anarquista russo Mikhail Bakunin, discpulo 
de Proudhon, o fim do capitalismo e o 
advento de uma sociedade anarquista s seriam 
possveis por meio da ao revolucionria das 
massas. Concordava nisso com os marxistas, 
chamados, entretanto, por Bakunin de "socialistas 
autoritrios", por defenderem a organizao 
poltica dos trabalhadores em partidos e advogarem 
a manuteno do Estado como instrumento 
de construo da nova ordem econmica. 
O anarquismo teve grande influncia na Espanha, 
na Frana, na Itlia, na Sua e em Portugal. 
Foi trazido para o Brasil pelos imigrantes europeus 
no final do sculo XIX, tornando-se a principal 
tendncia ativa no movimento sindical at 
meados dos anos 20. Veja tambm Bakunin; 
Kropotkin; Proudhon; Sindicalismo; Socialismo. 

ANATOCISMO. Termo que designa o pagamento 
de juros sobre juros, isto , a capitalizao 
de juros que foram acumulados por no ter sido 
liquidados nos respectivos vencimentos. 

ANBID - Associao Nacional dos Bancos de 
Investimento e Desenvolvimento. Entidade formada 
por vrias instituies financeiras sediadas 
no Rio de Janeiro. 

ANCHOR TENANT. Expresso em ingls que 
designa a principal loja num shopping center. 
Em alguns casos, o compromisso de uma "lojancora" 
em se estabelecer num shopping center 
 condio para que o mesmo venha a ser construdo. 


NCORA CAMBIAL. Instrumento de poltica 
econmica utilizado para estabilizar o valor de 
uma moeda fixando-se seu valor na taxa cambial. 
O instrumento  empregado nos casos de 
inflao acelerada ou de hiperinflao, em conjunto 
com outras polticas (congelamento de preos, 
p.e.), para estabilizar os preos e as desvalorizaes 
da moeda. A ncora cambial pode ser 
acompanhada por uma poltica de conversibilidade 
total ou parcial. A adoo desse mecanismo 
exige, no entanto, que o pas disponha de 

ANGSTROM 

reservas suficientes e de um balano de pagamentos 
sob controle para evitar o jogo especulativo 
em torno de uma futura desvalorizao 
do cmbio. 

NCORA MONETRIA. Instrumento de poltica 
monetria utilizado para estabilizar o valor 
de uma moeda numa conjuntura de grande elevao 
de preos e que consiste fundamentalmente 
no compromisso (legal ou no) de que 
as autoridades monetrias no emitiro moeda 
para cobrir eventuais dficits governamentais, 
tornando o Banco Central independente do Tesouro 
Nacional. Novas emisses s teriam lugar 
se houvesse correspondente aumento das reservas 
internacionais. 

ANDAR DE LADO. Expresso utilizada geralmente 
no mercado financeiro para indicar uma 
situao na qual no h uma tendncia clara de 
elevao ou baixa neste mercado, isto , os operadores 
esto aguardando que se delineie uma 
tendncia e, enquanto isso, so prudentes em 
suas aplicaes. 

ANDIMA. Iniciais de Associao Nacional de 
Instituies de Mercado Aberto. Instituio do 
mercado financeiro, sem fins lucrativos, que 
congrega mais de 310 associados, incluindo bancos 
comerciais, mltiplos, de investimento e corretoras. 
Sua finalidade  desenvolver novos produtos 
e servios para o mercado no qual est 
inserida, e tambm o desenvolvimento dos sistemas 
eletrnicos que acelerem e tornem mais 
fceis as operaes financeiras, assim como a 
criao de novas oportunidades de negcios entre 
seus associados. 

ANEL DE MOEBIUS. Anel que contm uma 
toro em determinado ponto de tal forma que, 
dados dois pontos, pode-se uni-los mediante 
uma linha sem passar pelas bordas. Constitui 
at certo ponto um paradoxo, uma vez que, tratando-
se de uma figura tridimensional, possui 
apenas uma superfcie. 

ANEXO 4. Dispositivo que permite a entrada 
de capital estrangeiro segundo certas condies. 

ANFAC - Associao Nacional de Factoring. 

Associao que congrega as empresas de factoring 
no Brasil. Veja tambm Factoring. 

ANGLE OF INCIDENCE. Veja ngulo de Incidncia. 


ANGSTROM. Unidade de medida de comprimento 
de onda de luz, eletricidade ou calor.  
uma das menores unidades de medida, equivalendo 
a um dcimo de milionsimo de milmetro, 
ou 10-8 cm. Seu smbolo  . Veja tambm 

Unidades de Pesos e Medidas. 



NGULO DE INCIDNCIA 

NGULO DE INCIDNCIA. ngulo formado 
no ponto de cruzamento entre a linha de receita 
de vendas e a linha dos custos totais num grfico 
de Break-Even. Os administradores geralmente 
procuram conseguir o maior ngulo de incidncia 
possvel, pois isso significa que a empresa 
obtm uma alta lucratividade assim que o ponto 
de Break-Even  ultrapassado. Veja tambm 

Ponto de Equilbrio (Break-even Point). 

ANIMUS LUCRANDI. Expresso em latim que 
significa "inteno de lucrar ou de tirar proveito" 
de algum ou de alguma situao. 

ANNUITY BONDS. Expresso em ingls que 
significa ttulos que proporcionam um montante 
de juros fixos anuais e de durao perptua, isto 
, no possuem prazo de vencimento. 

ANO-BASE.  aquele tomado como referncia 
numa srie de nmeros-ndices. Por exemplo, o 
ndice de preos de determinado produto apresentou 
a seguinte evoluo: 

1989 - 100 

1990 - 111 

1991 - 137 

1992 - 146 

1993 - 159 

1994 - 168 

1995 - 175 

1996 - 182 

Nesse caso, 1989 representa o ano-base, e podemos 
afirmar que o preo desse produto em 1996 
era 82% maior do que em 1989. 

ANO FISCAL. Perodo geralmente correspondente 
a 12 meses, no final do qual as contas so fechadas 
para determinar resultados das operaes financeiras, 
tributrias, oramentrias etc. No necessariamente 
coincide com o ano calendrio. 

ANO-LUZ. Medida astronmica de distncia, 
sendo aquela percorrida pela luz em um ano. 
Como a velocidade da luz  de 300 mil km por 
segundo, em um ano ela ter percorrido cerca 
de 9 460 bilhes de km, ou o equivalente a 9,46 
x 1015 m. Veja tambm Sistemas de Pesos e Medidas. 


ANES DE ZURIQUE. Veja Gnomos de Zurique. 


ANOVA. Termo formado pelas iniciais da expresso 
em ingls Analysis of Variance, que significa 
Anlise da Varincia. Veja tambm Desvio 
Padro. 

ANTI-CORN LAW LEAGUE. Liga fundada em 
Manchester (Inglaterra) em 1839 sob a liderana 
de Richard Cobden, que procurava a abolio 
das leis dos cereais. Correspondia aos interesses 
dos industriais na medida em que, abolidas as 
leis, o trigo importado dos pases continentais 
como a Frana ou a Polnia poderiam baratear 

o produto, e, com isso, o preo da mo-de-obra 
tambm diminuiria. 
ANTICRESE. Contrato pelo qual o devedor entrega 
provisoriamente um imvel de sua propriedade 
como forma de pagamento dos juros 
e saldo gradual da dvida. O credor pode usufruir 
diretamente do imvel ou arrend-lo a terceiros. 


ANTIDUMPING. Veja Dumping. 

ANTIGONISH. Movimento cooperativo organizado 
pelo monsenhor Coady, que conseguiu 
infundir nos pescadores do norte do Canad e 
nos mineiros da ilha do Cabo Breto o sentido 
de sua capacidade e de suas responsabilidades. 
Graas a isso, vrias pessoas deprimidas e miserveis 
conseguiram se reerguer mediante a 
ajuda mtua, de tal forma que Antigonish se 
tornou importante modelo de organizao do 
cooperativismo. 

ANTILOGARITMO. Funo inversa de um logaritmo. 
 a base do logaritmo elevada  potncia 
do nmero cujo antilogaritmo se deseja 
determinar. Veja tambm Logaritmo. 

ANTIMONOPOLY LAW. Veja Lei Antimonoplio. 


ANTITRUSTE. Veja Legislao Antitruste. 

AON. Veja All or None. 

APARTHEID. Denominao da poltica oficialimplementada pelo governo da frica do Sul 
a partir de 1948, diferenciando direitos sociais 
e polticos entre brancos e negros, e cerceando 
na prtica o exerccio da cidadania por parte 
destes ltimos. A base do apartheid consistia na 
separao (significado da palavra em afrikaner) 
entre brancos e negros, impedindo que os ltimos 
permanecessem ou circulassem em espaos 
fsicos e sociais destinados exclusivamente a 
brancos. Esta poltica racista, que significou a 
morte de milhares de negros, foi condenada pela 
ONU, e est sendo desmontada a partir da ascenso, 
em 1994, de Nelson Mandela ao governoda frica do Sul. 

APE - Associao de Poupana e Emprstimo. 

As APEs so sociedades cooperativas que tm 
como finalidade a concesso de emprstimos exclusivamente 
aos associados. Particularmente 



atuantes no Brasil, so as APEs pertencentes ao 
Sistema Brasileiro de Poupana e Emprstimo 
e filiadas ao Sistema Financeiro da Habitao. 

APO. Veja Administrao por Objetivos. 

APLICE. O termo tem origem no italiano polizza, 
que significa promessa, isto , promessa 
de pagamento se cumpridas determinadas condies. 
Entre as principais aplices esto as aplices 
da dvida pblica e as aplices de seguro. As 
primeiras referem-se a um emprstimo feito por 
seu possuidor ao governo do municpio do Estado 
ou da Unio. As aplices de seguro so 
documentos nos quais a empresa emitente se 
compromete a pagar a pessoas ou firmas (nomeadas 
no prprio documento) certa importncia, 
no caso de ocorrerem certos fatos, tais como 
a morte do segurado ou a perda de determinado 
bem. Veja tambm Seguro; Ttulo. 

APOSENTADORIA.  o direito que tem o segurado 
de retirar-se da atividade profissional e 
passar a receber um pagamento peridico por 
conta da instituio previdenciria. Esse afastamento 
ocorre quando o segurado no pode mais 
trabalhar, por invalidez ou velhice, ou depois 
que houver exercido por longo tempo, fixado 
em lei, sua atividade profissional. A finalidade 
 manter o poder aquisitivo do segurado, ou 
parte dele, garantindo-lhe um substitutivo do 
salrio. No Brasil, h quatro tipos de aposentadoria 
para os trabalhadores urbanos: 1) por invalidez: 
devida ao segurado que, aps 12 contribuies 
mensais,  considerado incapaz para 
qualquer atividade que lhe garanta a subsistncia; 
2) por velhice: devida, aps 60 contribuies 
mensais, ao segurado que completa 65 anos (homens) 
ou 60 anos (mulheres) de idade; 3) por 
tempo de servio: devida, aps 60 contribuies 
mensais, ao segurado que conta no mnimo 30 
anos de servio; 4) especial: devida ao segurado 
que tenha trabalhado em atividades consideradas 
perigosas, insalubres ou penosas. O tempo 
de trabalho nesses casos varia entre 15, 20 e 25 
anos. Os mineiros que trabalham no subsolo, 
por exemplo, perfurando rochas, podem requerer 
aposentadoria depois de 15 anos de trabalho; 
um mergulhador, depois de 20 anos; e um engenheiro 
qumico, depois de 25. De acordo com 
a Constituio de 1988, nenhuma aposentadoria 
poder ser inferior a um salrio mnimo. Alm 
disso, tanto homens como mulheres podero se 
aposentar proporcionalmente; os primeiros aos 
30 anos de servio e as ltimas aos 25. Os reajustes 
das aposentadorias sero feitos na mesma 
poca e com os mesmos ndices obtidos pelos 
trabalhadores da ativa, e a Previdncia Social 
tem 6 meses, a partir de outubro de 1988, para 
corrigir os proventos das aposentadorias que 

APOTHECARY 

perderam poder aquisitivo desde 1979. Os trabalhadores 
rurais se aposentam aos 60 anos de 
idade e as trabalhadoras, aos 55 anos. O clculo 
dos futuros benefcios ser baseado nos ltimos 
36 salrios de contribuio, corrigidos monetariamente. 
No incio de 1998, foram aprovadas 
novas e importantes regras para o sistema previdencirio 
brasileiro. As modificaes mais importantes 
so as seguintes: a idade para aposentadoria 
passa a ser de 60 anos para as mulheres 
(antes era 55) e de 65 anos para os homens 
(antes era 60). A idade mnima passa a ser 53 
anos para os homens e 48 para as mulheres, 
para aqueles que, estando trabalhando, ainda 
no cumpriram 30 anos (mulheres) e 35 anos 
(homens) de contribuio; aqueles que j cumpriram 
esses prazos podero se aposentar a 
qualquer tempo. A aposentadoria proporcional 
ser mantida para quem j est trabalhando: o 
trabalhador que j cumpriu o prazo mnimo (30 
anos para os homens e 25 para as mulheres) 
poder solicitar a aposentadoria proporcional; 
caso no tenha completado o prazo mnimo, ter 
de trabalhar 40% a mais do que o tempo que 
est faltando para solicitar a aposentadoria proporcional. 
Quem ingressar no mercado de trabalho 
depois de sancionada a reforma previdenciria 
no ter direito  aposentadoria proporcional 
e no poder se aposentar com menos de 
60 anos (homens) e 55 anos (mulheres), tendo 
de trabalhar no mnimo 35 anos (homens) e 30 
anos (mulheres) para solicitar a aposentadoria.
Veja tambm Previdncia Social. 

APOTHECARY (Sistema). Este sistema para medida 
de lquidos e remdios teve origem na mudana 
do sistema de venda de drogas e remdios 
que at o incio do sculo XVII podiam ser obtidos 
tanto nas "farmcias" como nas vendas 
das demais mercadorias. Os farmacuticos (apothecaries 
em ingls) conseguiram do rei uma autorizao 
de exclusividade na venda de remdios 
e drogas e os comerciantes foram proibidos 
de vender tais produtos. Mas havia o problema 
de como os farmacuticos aviavam as receitas 
dos mdicos. Em 1618, os farmacuticos organizaram 
um livro de receitas chamado Farmacopia, 
onde se estabeleciam as formas de compor 
cada remdio, e para as dosagens era utilizada 
uma combinao das medidas do sistema 
troy e das antigas medidas para vinho. A partir 
de 1825, esta atividade passou a ter um sistema 
padronizado de pesos, e, atualmente, o sistema 
apothecary utiliza, alm dos elementos do seu 
prprio sistema, aqueles do sistema mtrico e 
ainda, eventualmente, dos sistemas troy e avoirdupois. 
A unidade bsica deste sistema, como 
no caso dos sistemas troy e avoirdupois,  o gro, 
que equivale em todos os sistemas a 64,8 mg. 
Vinte gros so equivalentes a um escrpolo ou 



APOTHECARY SYSTEM 

1,295 978 g. O escrpolo era o nome que se dava 
antigamente a uma pequena pedra utilizada 
como medida de peso para quantidades muito 
pequenas. Trs escrpolos equivalem a uma 
dracma (ou dram), o que, por sua vez,  igual 
a 3,889 g. Oito dracmas equivalem a uma ona 
apothecary, que tem o mesmo peso da ona no 
sistema troy, isto , 31,103 g. No sistema apothecary, 
12 onas so equivalentes a uma libra 
ou 373 g, o mesmo que no sistema troy. Os farmacuticos 
usam tambm medidas lquidas de 
capacidade com unidades muito pequenas. A 
menor de todas  o "mnimo", que equivale mais 
ou menos a uma gota e corresponde a 0,06161 
ml. Sessenta mnimos correspondem a uma 
dracma lquida ou o equivalente a 3,696 ml, e 
oito dracmas correspondem a uma ona lquida 
ou o equivalente a 25,573 ml. Assim como a 
maioria das medidas de peso teve origem no 
gro, as medidas lquidas tiveram origem no vinho 
e nas formas de consumo deste. Assim  
que uma antiga medida j fora de uso, o gill, 
correspondia a quatro onas lquidas ou a 0,118 
litro ou o que se considerava um gole de vinho. 

APOTHECARY SYSTEM. Veja APOTHECARY 
(Sistema). 

APPRAISAL. Termo em ingls que significa o 
ato de avaliar uma propriedade imobiliria, mobiliria 
ou pessoal. Essas avaliaes so feitas 
por motivos tributrios, de pagamento de seguros, 
para a venda de imveis, para a garantia 
colateral de dvidas etc. Quando se trata de avaliar 
objetos raros como antiguidades ou obras 
de arte, ou ainda ttulos, aes etc. de difcil negociao 
para os quais no existe a rigor um 
preo de mercado, o especialista que efetua tais 
estimativas recebe o nome de evaluator (avaliador). 


APR - Aes Preferenciais Resgatveis. Correspondentes, 
no Brasil, s Redeemable Preference 
Shares, utilizadas na Inglaterra e em outros pases 
para acelerar as privatizaes. 

APRECIAO. Veja Valorizao. 

APRS MOI, LE DELUGE. Expresso em francs 
que significa literalmente "Depois de mim, 

o dilvio", utilizada em vrios contextos, mas 
basicamente naquele em que uma pessoa, governante, 
empresrio, utiliza meios para conseguir 
seus objetivos sem se importar com o futuro 
imediato, consumindo de forma predatria ou 
vandlica os elementos de que dispe num determinado 
momento. 
AQUECIMENTO. O termo tem sido utilizado 
para designar uma fase de expanso na economia, 
provocada por uma poltica econmica (especialmente 
a monetria) favorvel aos investi


mentos (reduo das taxas de juro, facilidades 
creditcias) e  expanso da demanda intermediria 
e final. Essa expanso da demanda provoca 
uma presso sobre os preos; assim, uma 
fase de aquecimento  geralmente acompanhada 
de presses inflacionrias. Veja tambm Monetarismo; 
Poltica Monetria. 

ARANHA, OSVALDO Euclides de Sousa 
(1894-1960). Poltico e estadista brasileiro por 
duas vezes ministro da Fazenda de Getlio Vargas 
(1930-31 e 1953-54). Nesse cargo, aps a Revoluo 
de 1930, criou um novo sistema alfandegrio 
e organizou um esquema de consolidao 
da dvida externa, transferindo para o governo 
federal todas as dvidas contradas no exterior 
pelos Estados e municpios. Ministro das 
Relaes Exteriores em 1938-44, negociou em 
1939, nos Estados Unidos, os emprstimos para 
a construo da usina de Volta Redonda. No 
ltimo governo de Vargas, colocou em prtica 

o Plano Aranha, restringindo o crdito e estruturando 
um sistema de cmbio mltiplo por 
meio da Instruo 70 da Superintendncia da 
Moeda e do Crdito (Sumoc). 
ARAPENE. Antiga medida agrria francesa de 
superfcie que variava, conforme a regio, entre 
3 400 e 5 100 m2. Ela aparece como unidade de 
medida nos textos dos fisiocratas, especialmente 
de Franois Quesnay. Seu correspondente na 
Alemanha era o morgen (manh) ou o equivalente 
a que um agricultor poderia lavrar durante 
esse perodo do dia. 

ARBITRAGEM. Atividade do mercado financeiro 
e de commodities que consiste em comprar 
mercadorias - mas especialmente moeda estrangeira 
- numa praa e vend-la em outra 
por preo maior. Tal atividade tende a igualar 

o preo nas duas praas em questo, exercendo 
assim uma funo reguladora e estabilizadora 
nos mercados. Isso ocorre porque o aumento da 
demanda de uma mercadoria ou de uma moeda 
numa praa onde o preo  mais baixo faz com 
que este aumente, ocorrendo o inverso na praa 
onde o preo  mais elevado. No Brasil, a arbitragem 
 predominantemente cambial: os bancos 
que operam com moeda estrangeira possuem 
arbitradores que se encarregam de trocar, 
nas praas internacionais, de uma para outra 
moeda estrangeira as disponibilidades de divisas 
que possuem, assim se precavendo contra 
possveis quedas e/ou auferindo lucros com a 
operao. A prtica de arbitragem  comum no 
mercado de ttulos, aes, metais preciosos e 
commodities como trigo, caf, soja e outras. Na 
verdade, a prtica  tambm muito antiga, tendo 
se iniciado no sculo XVI no chamado "cmbio 
por arbtrio", isto , as transaes com as diferentes 
moedas. O lucro era obtido por meio das 


diferentes cotaes das moedas nas diferentes 
praas ou mercados. Aquele que praticava o 
cmbio por arbtrio atuava como fornecedor 
(vendedor) nos mercados onde o dinheiro estava 
caro e tomador (comprador) nos mercados onde 

o dinheiro estava barato. Durante a segunda metade 
do sculo XVI, a Espanha foi palco de um 
processo muito amplo de cmbio por arbitragem, 
pois com a chegada do ouro e da prata 
da Amrica o dinheiro tornou-se "barato" na 
Pennsula Ibrica e "caro" no resto da Europa. 
Arbitragem  tambm o julgamento de um conflito 
cuja soluo das diferenas entre as partes 
litigantes  dada por uma pessoa (rbitro ou 
juiz), sendo seu fundamento a confiana que as 
partes litigantes depositam nessa pessoa, uma 
vez que o resultado final no  passvel de recurso. 
REA DA LIBRA. Abrange um grupo de pases 
e territrios da Commonwealth (Comunidade 
Britnica de Naes), que vinculam suas moedas 
 libra esterlina e mantm, escrituralmente, a 
maior parte de suas reservas cambiais no Banco 
da Inglaterra. Foi criada em 1931, quando a Gr-
Bretanha abandonou o padro-ouro, e adquiriu 
contornos mais precisos durante e aps a Segunda 
Guerra Mundial. Pela Lei de Controle 
Cambial de 1947, a rea da libra foi reconhecida 
oficialmente, estabelecendo-se que: 1) os pagamentos 
em libras esterlinas entre os pases membros 
seriam livres de controle; 2) os pases integrantes 
deveriam manter, em Londres, sua 
contabilidade em libras esterlinas; 3) as reservas 
em ouro e dlar da rea seriam custodiadas pela 
Inglaterra, em benefcio dos pases membros. 
Formada, inicialmente, pelos pases da Commonwealth 
em 1976, a rea restringia-se ao Reino Unido, 
ilhas do Canal, ilha de Man, Repblica da 
Irlanda e Gibraltar. 

REA DE LIVRE-COMRCIO. Associao comercial 
de vrios pases, entre os quais so extintas 
todas as tarifas e cotas de importao, subsdios 
de exportao e outras medidas governamentais 
semelhantes. Cada pas, entretanto, continua 
livre para determinar as formas de comrcio 
com as demais naes. 

REA DO DLAR. Formada por um grupo de 
pases cujas contas em libras esterlinas podiam 
ser livremente convertidas em dlares, durante 

o perodo de escassez dessa moeda, nos anos 
imediatamente posteriores  Segunda Guerra 
Mundial. Conhecidos tambm como "pases da 
conta americana", incluam Estados Unidos e 
suas dependncias, Canad, Bolvia, Colmbia, 
Costa Rica, Cuba, Repblica Dominicana, Equador, 
El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, 
Mxico, Nicargua, Panam, Venezuela, Libriae Filipinas.  medida que a libra foi se tornando 
ARIDA, Prsio 

mais conversvel, sendo substituda pelo dlar 
nas relaes comerciais internacionais, a rea do 
dlar perdeu seu significado inicial. Veja tambm 
Dlar, Escassez de. 

REAS E VOLUMES (Clculo de). 1) reas - 
Crculo: p x r2, onde p = 3,1415927... e r (o raio 
do crculo cuja rea se deseja medir); Retngulo: 
Base (B) x Altura (A); Tringulo: Base (B) x Altura 
(A) / 2; Paralelogramo: Base (B) x Altura 
(A); Segmento de crculo: a / 360 x p x r2; Trapzio: 
Base Maior (B1) + Base Menor (B2) / 2 
x Altura (A). 2) Volumes - Cubo: Lado (L)3; 
Paraleleppedo: Base (B) x Comprimento (C) x 
Altura (A); Cilindro: p x r2 x Altura (A); Cone: 
p x r2 x Altura (A) / 3; Esfera: 4 / 3 x p r3; 
Pirmide: rea da Base (B) x Altura (A) / 3. 

ARGUMENTO DE INDSTRIA NASCENTE. 
Veja Infant Industry Argument. 

ARGUMENTUM AD HOMINEM. Expresso 
em latim que significa "argumento para todos 
os usos", ou que pode ser utilizado em qualquer 
circunstncia. 

ARIDA, Prsio (1952- ). Nasceu em So Paulo; 
depois de cursar Histria e Filosofia na Universidade 
de So Paulo, formou-se em economia, 
em 1975, na mesma universidade. Estudou no 
Massachussets Institute of Technology (MIT). 
Retornou ao Brasil e tornou-se professor do Instituto 
de Pesquisas Econmicas (IPE) da USP 
entre 1980 e 1982, quando passou a incorporar 

o quadro de professores da PUC do Rio de Janeiro. 
Em 1984, tornou-se pesquisador visitante 
do Smithsonian Institution, em Washington, 
onde apresentou um trabalho em parceria com 
Andr Lara Resende, Inertial Inflation and Monetary 
Reform in Brazil, que posteriormente passou 
a ser conhecido como Proposta Larida. Em 1985, 
trabalhou no Ministrio do Planejamento (gesto 
Joo Sayad) como secretrio de coordenao 
e, em 1986, trabalhou no Banco Central - diretor 
da rea bancria -, sendo um dos formuladores 
do Plano Cruzado. Ao sair do governo, 
incorporou-se  iniciativa privada como membro 
do conselho de administrao do Unibanco. 
Obteve seu doutoramento em 1992 com a tese 
Essays on Brazilian Estabilization Programs (Ensaios 
Sobre os Programas de Estabilizao Brasileiros). 
Assumiu a presidncia do Banco Central 
durante a permanncia de Fernando Henrique 
Cardoso como ministro da Fazenda (final do governo 
Itamar Franco), ali permanecendo at 
1995, durante o governo Fernando Henrique 
Cardoso, tendo sido um dos formuladores do 
Plano Real. Suas obras mais importantes so as 
seguintes: Inflao, Recesso e Desajuste Estrutural 
(1983); Inflao Zero - Brasil, Argentina, Israel 
(1986) e Histria do Pensamento Econmico como 


ARISTOCRACIA 

Teoria e Retrica (1983).  scio do Opportunity 
Asset Management. Veja tambm Plano Cruzado; 
Plano Real. 

ARISTOCRACIA. Governo de um Estado por 
seus "melhores" cidados, no conceito original 
usado por Plato quando formulou, como tipo 
ideal de governo, uma repblica dirigida por 
filsofos. Segundo Aristteles, "a virtude define 
a aristocracia como a riqueza define a oligarquia". 
Com o tempo, aristocracia passou a designar 
no uma forma de governo, mas a prpria 
camada que monopoliza o poder na sociedade. 
Nela se incluem proprietrios de terras, senhores 
feudais e indivduos possuidores de bens de 
raiz. O termo atualmente designa tambm camadas 
privilegiadas no interior de um mesmo 
grupo social. Veja tambm Elite; Oligarquia. 

ARISTOCRACIA OPERRIA. Expresso que 
designa a camada superior do operariado do 
ponto de vista salarial ou de outros elementos 
que diferenciem este setor de outros grupos de 
trabalhadores. No prefcio de seu livro A Situao 
da Classe Operria na Inglaterra, de 1889, Engels 
reconhece que a camada superior da classe 
operria, pelas diferenas de remunerao que 
obtinha devido a um certo grau de controle sobre 
a oferta, passava a constituir uma "aristocracia 
operria". Lnin faz referncia ao mesmo 
fenmeno, localizando sua causa na explorao 
imperialista que pases como a Inglaterra exerciam 
em nvel mundial. Essa explorao permitia 
 burguesia, ao mesmo tempo que se aristocratizava, 
neutralizar (com o aburguesamento) 
a fora de certos setores do proletariado com 
uma remunerao mais elevada. Veja tambm 

Engels; Gorz; Lnin. 

ARISTTELES. Filsofo grego (383-322 a.C.), 
um dos pensadores mais influentes de todos os 
tempos. Em suas obras Poltica, tica a Nicmaco 
e tica a Eudemo, foi o primeiro a abordar os 
problemas econmicos de um ponto de vista 
analtico. Criticou a utopia poltica de Plato, 
opondo-se a que, entre os membros da classe 
governante, os bens materiais, as esposas e os 
filhos fossem comunitrios. Para ele, a propriedade 
privada  melhor do que a comunitria 
por incentivar a atividade econmica, ressalvando, 
contudo, que ela deveria submeter-se ao interesse 
coletivo. Considerava a produo superior 
ao comrcio, admitindo este dentro de certos 
limites. Defendeu a escravido que existia em 
seu tempo por achar que alguns homens so 
escravos "por natureza", mas somente os nohelnicos 
deveriam ser escravizados. Aristteles 
defendeu a criao de uma cincia dos fatos econmicos, 
determinou o campo da economia, 
analisou a troca e esboou uma teoria da moeda. 
Distinguiu duas reas na economia: a "cincia 

da administrao domstica" (que inclui o lar, 
a aldeia e a cidade) e a "cincia do abastecimento". 
Na primeira rea, encontram-se suas idias 
a respeito da propriedade privada, da escravido 
e outras. No estudo do abastecimento, Aristteles 
elaborou um recurso fundamental da teoria 
econmica moderna: a distino entre valor 
de uso e valor de troca: "H dois usos para todas 
as coisas que possumos; ambos pertencem  coisa 
em si, mas no da mesma maneira, pois um 
 prprio delas e outro imprprio ou secundrio. 
Por exemplo, um sapato se usa para calar e 
para troc-lo. So dois, portanto, os usos do sapato". 
Analisando as trocas, Aristteles admite 

o uso do dinheiro, mas combate a hipertrofia 
das trocas quando estas passam a ter como nico 
fim a acumulao de dinheiro. Nesse caso, diz, 
o dinheiro perde sua funo essencial e torna-se 
um fim em si mesmo. Aqui se encontra sua condenao 
da usura; seus argumentos nesse sentido 
desempenharam importante papel na doutrina 
crist e na economia medieval. 
ARITMTICA POLTICA. Tendncia estatstica 
surgida na Inglaterra durante o sculo XVII, 
e que tinha como principal preocupao o estudo 
estatstico dos fenmenos sociais e polticos. 
Os representantes dessa tendncia elaboraram 
as (primeiras) tabelas de mortalidade. Seus 
principais representantes foram William Petty, 
John Graunt e o astrnomo Edmund Halley. 

ARMADILHA DA LIQUIDEZ. Veja Liquidity 
Trap. 

ARO - Antecipao de Receita Oramentria. 

Ao de um governo de comprometer receitas 
oramentrias futuras para o financiamento ou 
custeio de suas atividades presentes, ou apresent-
las como garantias de operaes financeiras 
ou comerciais. 

ARPANET. Rede de informaes criada no interior 
dos Estados Unidos para apoio do Exrcito 
e das Foras Armadas daquele pas, e que foi a 
precursora da Internet. Veja tambm Internet. 

ARRAS.  o sinal ou princpio de pagamento 
devolvido em dobro quando do arrependimento 
do vendedor, ou soma perdida quando do arrependimento 
do comprador.  aplicvel a todos 
os contratos de fazer e no fazer, e significa tambm 
a quantia em dinheiro desembolsada por 
uma das partes para assegurar a realizao de 
um contrato ou o seu cumprimento, recebendo 
geralmente o nome de sinal. 

ARRTEL. Medida de peso utilizada pela Casa 
da Moeda do Brasil antes da adoo do Sistema 
Mtrico Decimal e equivalente a 16 onas ou 
aproximadamente 457,104 g (cada ona avoirdupois 
equivalendo a 28,569 g). Veja tambm Ona. 



ARREMATAO. Compra em leilo dos bens 
de um devedor, para que, com a quantia obtida, 
seja saldada a dvida ou parte dela. Este tipo 
de soluo ocorre nos casos em que o credor 
obtm judicialmente a execuo da dvida. 

ARRENDAMENTO. Contrato pelo qual o proprietrio 
de um imvel passa para uma pessoa 
ou empresa (o arrendatrio) o direito de uso e 
explorao do mesmo durante certo tempo, em 
troca de determinada soma paga geralmente em 
dinheiro, mas tambm em produto ou em trabalho, 
ou combinando duas ou trs dessas modalidades. 
Na agricultura menos desenvolvida, 
as duas ltimas formas podem aparecer com certa 
freqncia. 

ARRENDAMENTO MERCANTIL. Veja Leasing. 

ARRESTO DE PRNCIPE. Veja Fato do Prncipe. 

ARRESTO. Veja Embargo. 

ARROBA. Medida de peso utilizada pela Casa 
da Moeda do Brasil antes da adoo do Sistema 
Mtrico Decimal e equivalente a 32 libras ou 
14,3073 kg. A arroba tambm  considerada um 
peso equivalente a 15 kg e, nesse caso, denominada 
arroba mtrica. O smbolo da arroba  @. 

ARROBA MTRICA. Veja Arroba. 

ARROTEAMENTO. Tcnica de cultivo do solo 
que at o advento da rotao de cultivos (sec. 
XVIII) consistia em dividir os campos de cultivo 
em duas partes, sendo uma semeada, enquanto 
a outra permanecia em repouso, recuperando 
sua fertilidade. Esse tipo de arroteamento era 
denominado de bienal, o mais comum utilizado 
durante toda a Idade Mdia, apesar de existir 
tambm o roteamento trienal, cujo uso era espordico. 
Veja tambm Rotao de Cultivos; 
Rotao de Terras. 

ARROW, Kenneth (1921- ). Economista norte-
americano professor da Universidade de Harvard 
e ex-consultor para assuntos econmicos 
do governo dos Estados Unidos. Em 1972, dividiu 
o Prmio Nobel de Economia com J.R. 
Hicks. Ligado aos neoclssicos, dedicou-se ao 
estudo da chamada economia do bem-estar. 
Usando tcnicas da econometria, procurou estabelecer 
uma teoria da escolha social a partir 
das preferncias individuais. Entre suas obras, 
destacam-se Social Choice and Individual Values 
(Escolha Social e Valores Individuais), 1951, e 

Public Investment, The Rate of Return and Optional 
Fiscal Policy (Investimento Pblico, a Taxa de 
Lucro e Poltica Fiscal Opcional), 1970, escrito 
em colaborao com Mordecai Kurz. 

ARTESANATO. Atividade produtiva individual 
ou de pequenos grupos de pessoas em que o 

ARUBAITO 

trabalhador  dono dos meios de produo e 
do produto de seu trabalho. No artesanato, 
usam-se instrumentos de trabalho rudimentares, 
a diviso do trabalho  elementar (o arteso executa 
todas ou quase todas as etapas da produo) 
e a produo pode destinar-se ao consumo 
prprio ou ao mercado. A atividade artesanal, 
presente em toda a histria do homem, adquiriu 
feio prpria no Neoltico. Na Antiguidade 
Clssica, era executada sobretudo pelos escravos 
domsticos no mbito da propriedade patriarcal. 
Sua importncia na histria econmica vem da 
Idade Mdia, quando se tornou uma das principais 
atividades dos homens livres que viviam 
nas cidades nascentes. Antes, no incio do feudalismo, 
o trabalho artesanal era realizado na 
casa do prprio campons ou pelos servos artesos 
no castelo feudal: o campons medieval, 
para vestir-se, tinha de tosquiar a ovelha, fiar, 
tecer e costurar. Somente a partir do sculo XII, 
com o desenvolvimento do comrcio e das cidades, 
foi que se processaram modificaes na 
organizao do trabalho artesanal: o arteso deixou 
a agricultura e passou a dedicar-se exclusivamente 
ao seu ofcio. Surgiu ento o sistema 
de corporaes (onde trabalhavam mestres e 
aprendizes), que produziam para um mercado 
pequeno, mas em desenvolvimento. Isso perdurou 
at o sculo XVI. Mas, da ao sculo XVIII, 
 medida que aumentava a demanda de produtos 
nas cidades e se aperfeioavam os instrumentos 
de trabalho, o arteso foi perdendo sua 
independncia, passando a ser tarefeiro de um 
comerciante ou de um manufatureiro rico, ou 
simplesmente assalariado. Com o advento da 
Revoluo Industrial (sculos XVIII-XIX), o artesanato 
tornou-se, na Europa, uma atividade 
produtiva marginal. O arteso foi substitudo 
pelo operrio, que realiza apenas uma operao 
no processo de produo. Atualmente, o artesanato 
constitui atividade importante entre os 
povos tribais e ainda expressiva em economias 
subdesenvolvidas. Embora muito desenvolvido 
nos pases orientais,  valorizado nas sociedades 
industriais do Ocidente, sobretudo em termos 
estticos. Veja tambm Corporao. 

ARTIFICIAL CURRENCY. Veja Moeda Artificial. 


ARUBAITO. Termo em japons derivado da 
palavra em alemo arbeit, que significa trabalho. 
Arubaito quer dizer trabalho em tempo 
parcial, trabalho temporrio, ou trabalho noturno 
(sero), moonlighting. As empresas, no Japo, 
geralmente tm uma categoria de trabalhadores 
denominados arubaito, que trabalham 
regularmente em tempo integral, mas so pagos 
por hora ou por dia e que no gozam de 
benefcios e vantagens que tm os empregados 
regulares. O termo tambm se aplica queles 



ASCII 

que fazem "bicos", como os estudantes nos perodos 
de frias. 

ASCII. Iniciais de Standard Code for Information 
Interchange, que significa o cdigo-padro 
norte-americano para intercmbio de informaes. 
 um cdigo nmero 8 (7 dgitos e paridade). 
Este cdigo foi criado e desenvolvido com 
a finalidade de padronizar e facilitar as comunicaes 
entre diferentes equipamentos de processamento 
de dados. 

ASIENTO. Contratos estabelecidos entre a Coroa 
Espanhola com empresas ou pessoas, mediante 
os quais estas ltimas obtinham da primeira 
em arrendamento o monoplio sobre determinado 
tipo de explorao comercial. Esses 
contratos tinham durao de trs anos, podendo 
ser prorrogados, e foram amplamente difundidos 
nas colnias espanholas a partir do sculo 
XVI at o sculo XVIII. Veja tambm Encomienda. 

ASSAY. Veja Ensaio; Teste de Teor. 

ASSET SWAP. Expresso em ingls que significa 
substituio de ativos, geralmente feita no 
mercado financeiro para melhorar a situao da 
carteira de emprstimos de um banco mediante, 
por exemplo, a converso de ttulos com taxas 
de juros fixas por outros com taxas de juros flutuantes 
quando as anlises financeiras indicam 
que as taxas de juros tendero a subir no curto 
ou no mdio prazo. Veja tambm Swap. 

ASSIGNATS. Papel-moeda emitido pelo governo 
revolucionrio na Frana entre 1790 e 1795. 
Era lastreado nas terras expropriadas do clero 
e da nobreza emigrada. Houve grande inflao 
de assignats entre aqueles anos e, em 1796, eles 
foram substitudos por outras emisses, sendo 
ambas posteriormente repudiadas. Os assignats 
eram na verdade bnus hipotecrios garantidos 
por 400 milhes de francos de capital territorial 
real em terras pertencentes  ex-Coroa e ao clero 
(decreto de dezembro de 1789 ordenando a venda 
desses bens para constituir o lastro dos assignats). 


ASSIMETRIA. Conceito de estatstica que significa 
a medida descritiva do desequilbrio de 
uma distribuio. Por exemplo, a distribuio 
da propriedade fundiria no Brasil  altamente 
assimtrica. Um grande nmero de proprietrios 
possuem pequenas propriedades, um nmero 
menor agrupa-se em torno da propriedade 
mdia, e um nmero nfimo concentra em suas 
mos as maiores reas. A representao grfica 
dessa assimetria mostraria uma elevao da curva 
 esquerda e um alongamento da cauda  
direita. Nesse caso, a assimetria seria positiva 
ou assimtrica  direita. Veja tambm Cauda; 
Medidas de Achatamento. 

ASSINATURAS DIGITAIS. Veja Digital Signatures. 


ASSNTOTA. Valor para o qual tende a varivel 
dependente de uma funo na medida em 
que a varivel dependente se torna muito grande 
ou muito pequena, embora sem alcan-la. 
Na expresso Y = a + 1/X, Y se aproxima de a 
na medida em que X se torna muito grande. 

AT. Veja Kip Novo. 

ATACADO. Comrcio em grande escala, realizado 
entre produtores, grandes empresas de comrcio 
e varejistas, para que o produto possa 
chegar ao consumidor final. No setor agrcola, 
os produtores geralmente se defrontam com 
poucos compradores e no tm condies de defender 
seus preos de venda. Os atacadistas, por 
sua vez, ao concentrarem a produo, podem 
comprar barato do produtor e vender mais caro 
ao varejista. Essa estrutura oligoplica-oligopsnica 
faz com que o consumidor final seja o 
maior prejudicado no mercado de gneros de 
primeira necessidade. O economista Igncio 
Rangel atribui a essa estrutura uma das fontes 
do processo inflacionrio brasileiro. Veja tambm 
Oligoplio; Oligopsnio. 

ATAQUE ESPECULATIVO. Situao do mercado 
financeiro internacional, especialmente o 
cambial, quando uma moeda de determinado 
pas encontra-se debilitada e seu governo no 
tem reservas suficientes para evitar uma desvalorizao. 
O ataque especulativo ocorre exatamente 
quando existe a probabilidade de uma 
desvalorizao, especialmente no caso de um 
pas apresentar dficits sucessivos em sua balana 
comercial ou dficits em transaes correntes. 
Os investidores naquela moeda abandonam 
suas posies vendendo intensivamente 
aquelas divisas, e, se o governo emissor da referida 
moeda no dispuser de reservas suficientes, 
pode ser obrigado a desvaloriz-la. Casos 
mais recentes ocorreram com o peso mexicano 
no final de 1994 e com o baht da Tailndia em 
julho de 1997. O real brasileiro sofreu tambm 
um ataque sem um desenlace desfavorvel no 
primeiro semestre de 1995, quando foi anunciado 
o sistema de bandas cambiais. Veja tambm 

Banda Cambial. 

ATIVO. Conjunto de bens, valores, crditos e 
semelhantes, que formam o patrimnio de uma 
empresa, opondo-se ao passivo (dvidas, obrigaes 
etc.). Nos balanos das empresas, o ativo 
 subdividido em vrios itens, de modo a distinguir-
se o dinheiro em caixa (saldos bancrios, 
ttulos que podem ser vendidos imediatamente), 

o depsito a curto prazo (recebimentos em trnsito, 
emprstimos a curto prazo), o estoque de 


mercadorias (inclusive as mercadorias em consignao), 
os terrenos e edificaes, as instalaes 
e mquinas, as luvas e os direitos e privilgios. 
Conceitos particularmente importantes 
no balano de uma empresa so o de ativo circulante 
ou disponvel e o de ativo fixo ou imobilizado. 
O ativo circulante compreende o dinheiro 
em caixa, os saldos bancrios e todos os valores 
que podem ser convertidos em dinheiro 
imediatamente. O ativo fixo so os imveis, os 
equipamentos, os utenslios, as ferramentas, as 
patentes, tudo aquilo que  essencial para a empresa 
continuar operando e que no pode ser 
convertido em dinheiro imediatamente. 

ATIVO FINANCEIRO. Ativo caracterizado por 
direitos decorrentes de obrigaes assumidas 
por agentes econmicos, normalmente negociados 
no mercado financeiro. Compreendem principalmente 
ttulos pblicos, certificados de depsitos 
bancrios (CDBs), debntures e outros. 

ATIVO REALIZVEL A LONGO PRAZO.  

o ativo de uma empresa que s pode ser transformado 
em dinheiro, isto , realizado, a longo 
prazo, o que significa um prazo superior a trs 
anos. 
ATIVOS DIGITAIS. Denominao dada ao conjunto 
de informaes de que uma empresa pode 
dispor (que a capacita a usar suas competncias). 

ATIVOS INTANGVEIS. Veja Intangveis. 

ATIVOS TANGVEIS. Em contraposio aos 
ativos intangveis, so aqueles representados 
pela propriedade de edifcios, mquinas, equipamentos 
e estoques. Veja tambm Ativos Intangveis. 


ATIVOS-OBJETO. Veja Derivativos. 

ATO BANCRIO DE 1933 (Banking Act of 
1933). Reforma da legislao bancria efetuada 
pelo Congresso dos Estados Unidos, para reduzir 
a instabilidade financeira do sistema bancrio 
norte-americano durante a grande depresso 
dos anos 30. O ato deu controle efetivo da poltica 
monetria  Junta de Governadores da Reserva 
Federal, criando o Comit Federal de Open 
Market e o Federal Deposit Insurence Corporation. 
Os itens 16, 20, 21 e 32 do Ato, separando 
os bancos comerciais dos bancos de investimento, 
so mais conhecidos como Glass-Steagall Act. 

ATO DE NAVEGAO. Decreto de Oliver 
Cromwell, promulgado em 1651, pelo qual somente 
os navios ingleses poderiam entrar ou sair 
dos portos britnicos. O decreto estabelecia, assim, 
o monoplio da navegao pelos navios da 

AUDITORIA 

Inglaterra e levou o pas  guerra com os holandeses 
das Provncias Unidas (1652-54). 

ATTENTION ECONOMY. Expresso em ingls 
cuja traduo literal  "economia da ateno". 
Abordagem para estudar o novo contexto 
dos mercados cada vez mais dependentes e, portanto, 
saturados de publicidade e propaganda, 
contando com apenas 24 horas por dia para chamar 
a ateno dos clientes potenciais para seus 
produtos e servios. Esses estudos se intensificaram 
com a globalizao dos sistemas de informao 
mediante redes de computadores 
quando os sites passaram a ser tambm arenas 
de propaganda e marketing de produtos e servios 
globalizados. Esta nova abordagem ajuda 
a explicar tambm por que a remunerao de 
artistas, esportistas e personalidades globais 
vem alcanando cifras astronmicas e por que 
as despesas com promoo (marketing e propaganda) 
de um produto ou servio equivale ou 
mesmo supera muitas vezes os respectivos custos 
de produo. 

ATURIA. rea do conhecimento que, utilizando-
se da Matemtica Financeira, do Clculo das 
Probabilidades e de dados estatsticos, tem por 
objeto de estudo o clculo dos seguros em geral. 
O termo vem do latim actuarius, designao daqueles 
que, na Roma Antiga, elaboravam as acta 
publica do Senado, assim como daqueles que se 
dedicavam  contabilidade e  intendncia da 
administrao do exrcito. Mais tarde, na Inglaterra, 
era a denominao dada  atividade exercida 
pelo contador ou tcnico de uma companhia 
de seguros ou um lloyd. 

AUDITAR. Realizar uma auditoria, nas contas 
de uma empresa pblica ou privada, por pessoas 
especializadas ou auditores profissionais. 

AUDITORIA. Exame analtico minucioso da 
contabilidade de uma empresa ou instituio. 
A auditoria  realizada por peritos que analisam 
as operaes contbeis desde seu incio at o 
balano final, concluindo pela correo ou incorreo 
das mesmas. Para isso, o auditor se baseia: 
1) nos procedimentos de controle interno 
da empresa; 2) nos registros contbeis, de operaes 
e outros; 3) em documentos de fontes externas, 
tais como bancos e fornecedores. H dois 
tipos de auditoria: auditoria interna, realizada por 
funcionrios da prpria empresa ou instituio; 
auditoria externa, feita por uma firma de prestao 
de servios, contratada especialmente para 
esse fim. Os relatrios emitidos por um auditor 
seguem normas estabelecidas pelas associaes 
de classe. A expresso "auditoria" tem se estendido 
a vrios setores especficos: esto nesse 
caso a auditoria mercadolgica, a de pessoal e 
a fiscal. 



AUFSICHTSRAT 

AUFSICHTSRAT. Veja Lei da Co-Gesto. 

AUSTRAL. Unidade monetria da Argentina de 
1984 at 1991, quando foi substituda pelo peso. 
Submltiplo: centavo. Veja tambm Plano 
Austral. 

AUTARQUIA. Servio estatal descentralizado 
e com autonomia econmica, embora tutelado 
pelo poder pblico. No Brasil, surgiu depois de 
1930 para atender ao grande nmero de servios 
que deveriam ser prestados pelo Estado e descentralizar 
os encargos em rgos especializados 
dotados de oramento prprio e maior flexibilidade. 
As autarquias brasileiras classificam-se 
em econmicas (caso do extinto Instituto Brasileiro 
do Caf), industriais (Instituto de Pesquisas 
Tecnolgicas, IPT, de So Paulo), creditcias (Caixa 
Econmica Federal), assistenciais (Instituto 
Nacional de Previdncia Social), corporativas (Ordem 
dos Advogados do Brasil) e culturais (Conselho 
Nacional de Pesquisas). Alguns anos depois 
de sua criao, as autarquias brasileiras passaram 
a perder suas caractersticas de autonomia 
e flexibilidade, ficando cada vez mais submetidas 
 administrao direta do Estado. Logo 
aps a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), rgidas 
medidas de padronizao, controle e uniformizao 
alcanaram as autarquias, tornando 
sua administrao quase to rgida quanto a dos 
rgos diretamente subordinados ao poder pblico. 
As autarquias so entidades de direito pblico, 
o que as distingue das empresas estatais, 
que so entidades de direito privado. O termo 
autarquia pode se referir tambm  situao na 
qual um pas se isola do comrcio internacional, 
colocando uma srie de restries, como tarifas 
ou limitaes quantitativas, numa tentativa de 
ser auto-suficiente, normalmente por razes de 
emprego ou defesa de uma indstria nascente, 
mas tambm polticas e/ou religiosas. Na atualidade, 
com a globalizao e a intensa integrao 
do comrcio e das finanas,  muito difcil a um 
pas manter-se economicamente isolado como 
aconteceu durante algum tempo, por exemplo, 
com a ex-Unio Sovitica. 

AUTO-SUFICINCIA ECONMICA. Veja Nacionalismo. 


AUTOCATALTICA (Curva). Veja Curva de 
Crescimento. 

AUTOCONSUMO. Veja Economia de Subsistncia. 


AUTOCORRELAO.  a relao de uma varivel 
com ela prpria no passado. Isto , os 
valores presentes de uma varivel so influenciados 
por seus valores passados. 

AUTOFINANCIAMENTO. Procedimento financeiro 
que consiste na no-distribuio dos lucros 

aos acionistas e em sua aplicao na empresa 
para aumentar a capacidade produtiva. Alm 
de isentar a empresa do pagamento de juros, o 
autofinanciamento viabiliza sua autonomia em 
relao s agncias financeiras e ao mercado de 
capitais. A prtica do autofinanciamento  criticada 
por retirar dos acionistas a possibilidade 
de investir os lucros em outros setores da economia, 
ou mesmo utilizar parte deles para o consumo 
pessoal. 

AUTOGESTO. Modalidade de administrao 
que consiste em entregar as decises ao conjunto 
dos trabalhadores a partir de seus locais de trabalho 
e de moradia. Num sistema de autogesto, 
os operrios de cada empresa decidem sobre as 
metas de produo, salrios e como sua unidade 
produtiva deve se relacionar com a totalidade 
da economia nacional. Em sua origem, a auto-
gesto econmica vincula-se ao iderio anarquista, 
embora de forma diversa esteja presente 
tambm no pensamento de Karl Marx. Foi na 
Iugoslvia que a autogesto se tornou uma prtica, 
em contraposio ao modelo econmico 
centralizado dos demais pases socialistas da Europa 
Oriental, sobretudo o da ex-Unio Sovitica. 
Veja tambm Co-gesto. 

AUTOMAO. Iniciada e difundida no sculo 
XX, sobretudo aps a Segunda Guerra Mundial, 
a automao confiou as operaes de controle, 
regulagem e correo do processo de produo 
a aparelhos que substituem o trabalho intelectual 
do homem. Tornou-se possvel com a inveno 
dos computadores, servomecanismos e 
reguladores e com o desenvolvimento da ciberntica. 
Permite a realizao rapidssima de enorme 
quantidade de operaes de clculo e programao, 
deixando  interveno humana a inveno 
das prprias mquinas, sua programao 
inicial e o conserto de desvios graves. A 
automao barateou os custos de produo e elevou, 
em propores gigantescas, a produtividade 
do trabalho. Trouxe, ao mesmo tempo, conseqncias 
econmicas que provocaram modificaes 
na estrutura da sociedade e suscitaram 
novos conflitos sociais. Veja tambm Ciberntica; 
Mecanizao. 

AUTORIDADES MONETRIAS. Conjunto de 
instituies e organizaes que estabelecem normas 
e as executam no sentido de controlar o 
volume de moeda em circulao, de meios de 
pagamento e as condies de crdito e de financiamento 
na economia. As autoridades monetrias 
so as seguintes no Brasil: Conselho Monetrio 
Nacional (CMN), Banco Central do Brasil 
(Bacen), Banco do Brasil (BB) e a Comisso de 
Valores Mobilirios (CVM). Veja tambm Banco 
Central do Brasil; Banco do Brasil; Comisso 
de Valores Mobilirios; Conselho Monetrio 
Nacional. 



AUXLIO-DESEMPREGO. Veja Seguro-Desemprego. 


AUXLIO-NATALIDADE. De acordo com a lei 
n 8 112, de 11 de dezembro de 1990, o auxlio 
natalidade  devido  servidora que, por motivo 
de nascimento de filho, recebe uma quantia 
equivalente ao menor vencimento do servio pblico, 
mesmo no caso de natimorto. No caso da 
me no ser servidora, o benefcio caber ao marido 
ou companheiro, no caso em que este o 
seja. Se se tratar de parto mltiplo, esse valor 
ser acrescido de 50% por nascituro. 

AVAL. Palavra de origem rabe, hawala, que significa 
mandato. Na prtica comercial, consiste 
numa garantia dada por uma pessoa sob a forma 
de sua assinatura num documento ou ttulo ou 
contrato comercial ou financeiro, obrigando-se 
a pagar uma dvida se o titular da mesma no 
puder faz-lo. A pessoa que concede o aval  
denominada avalista. O procedimento concretiza-
se pela assinatura do avalista no anverso ou 
no verso do ttulo de crdito em questo. Diz-se 
que o aval  "pleno" ou "preto" quando a assinatura 
do avalista  precedida pela expresso 
"por aval"; se isso no ocorre, diz-se que o aval "branco".  uma obrigao que decorre da simples 
assinatura do avalista, pouco importandosua causa ou origem.  tambm uma obrigao 
autnoma e independente, produzindo efeito 
mesmo que as outras assinaturas sejam falsas. 
Se o avalista falir ou tornar-se insolvente, o credor 
no poder exigir que outro o substitua. 

AVAL BRANCO. Veja Aval. 

AVAL PLENO. Veja Aval. 

AVAL PRETO. Veja Aval. 

AVALIADOR. Veja Appraisal. 

AVALISTA. Veja Aval. 

AVERAGE. Termo em ingls que significa "mdia" 
em sentido genrico, o ponto mdio de um 
conjunto de dados, independentemente da frmula 
utilizada para calcul-lo. Ou seja, este termo 
genrico no especifica se a mdia  aritmtica, 
geomtrica, harmnica etc. Veja tambm 

Mean; Mdia; Mdia Aritmtica; Mdia Geomtrica; 
Mdia Harmnica. 

AVERBAO. Anotao feita por autoridade 
competente em qualquer documento, referindo-
se a fato que altere o contedo do documentoem questo.  o caso, por exemplo, da anotao 
de uma sentena de divrcio feita em um registro 
de casamento, ou da prorrogao de prazo 
de uma hipoteca. Em direito fiscal,  a declarao 
que confirma, num documento, o recolhimento 
do imposto exigido por lei. Averbao  tambm 

o registro - em livro especial de uma sociedade 
AXIOMAS DA PREFERNCIA 

annima - da transferncia de aes nominativas 
ou endossveis, ou do vnculo (penhor, 
cauo) estabelecido sobre determinada ao. 

AVOIRDUPOIS. Termo de origem francesa que 
literalmente significa "bens de peso" e que designa 
um sistema de pesos utilizado no comrcio, 
especialmente entre os pases de lngua inglesa 
e pela maioria dos pases que com eles 
comerciam. Este sistema pertence ao Sistema Imperial 
Ingls e  utilizado em quase todas as 
pesagens, com exceo de metais, pedras preciosas 
e de remdios na atividade farmacutica. 
As unidades do sistema avoirdupois so as seguintes: 
o gro (gr), a dracma (dr), a ona (oz), 
a libra (lb), o quintal (cwt) e a tonelada (t). Veja 
tambm Sistemas de Pesos e Medidas; Troy 
(Sistema). 

AXIOMA DA AVIDEZ. Veja Axiomas da Preferncia. 


AXIOMA DA GANNCIA. Veja Axiomas da 
Preferncia. 

AXIOMAS DA PREFERNCIA. Na Teoria da 
Demanda (do consumidor), parte-se do pressuposto 
que os consumidores agem racionalmente 
e de acordo com axiomas os quais, combinados, 
constituem uma teoria (verificvel) do comportamento 
do consumidor. Esses axiomas (da preferncia), 
decorrentes da anlise de curvas de 
indiferena, so basicamente os seguintes: 1) 
axioma da completness, o qual to-somente assinala 
que o consumidor  capaz de indicar todas 
as combinaes possveis de bens de acordo com 
suas preferncias; 2) axioma da transitividade, 

o qual assinala que se uma combinao de bens 
Y  prefervel a outra combinao X, e X, por 
sua vez,  prefervel a Z, ento, por transitividade, 
Y  prefervel a Z. A violao (negao) 
deste axioma seria indicador de irracionalidade, 
ou uma situao de paradoxo, como acontece 
no prova desenvolvida por Maurice Allais (veja 
Paradoxo de Allais); 3) axioma da seleo, o qual 
simplesmente assinala que o consumidor busca 
sempre seu estado de maior preferncia (os axiomas 
1 e 3 so considerados axiomas de racionalidade, 
enquanto os demais so denominados 
axiomas de comportamento); 4) axioma da dominncia, 
o qual estabelece que os consumidores 
preferiro mais e no menos bens disponveis. 
Este axioma  tambm conhecido como o axioma 
da "ganncia ou avidez", da no-saciedade ou 
da monotonicidade; 5) axioma da continuidade, 
o qual afirma que existe um conjunto de pontos 
que forma um limite (ou uma curva de indiferena), 
que constitui uma linha divisria separando 
as combinaes preferidas daquelas rejeitadas, 
ou melhor, que uma curva de indiferena 
apresenta um formato linear e no de uma nuvem 
de pontos ou de um borro; 6) axioma da con


AYUNTAMIENTO 

vexidade, o qual afirma que a curva de indiferena 
 convexa em relao  origem. Veja tambm 
Curva de Indiferena; Paradoxo de Allais. 

AYUNTAMIENTO. Na administrao das colnias 
espanholas nas Amricas, era a denominao 
dada aos novos povoados em que se concentravam 
as moradias dos novos habitantes.

 B 


B. Inicial de uma srie de termos cujos significados, 
em economia e finanas, podem ser os 
seguintes: 1) baht (unidade monetria da Tailndia); 
2) balboa (unidade monetria do Panam); 
3) belga (ex-unidade monetria da Blgica); 4) 
bani (ex-unidade monetria da Romnia); 5) bolvar 
(unidade monetria da Venezuela); 6) bond 
(ttulo); 7) barrel (barril); 8) classificao de risco 
de investimento da Moody's Investors Service 
e da Standard & Poors, que significa, no primeiro 
caso, falta de caractersticas de um investimento 
desejvel, e no segundo, um investimento 
especulativo, isto , de risco elevado. 
B/L. Iniciais de Bill of Lading. Veja tambm Bill 
of Lading. 

BABBAGE, Charles (1791-1871). Nasceu na Inglaterra 
e  pouco reconhecido por suas contribuies 
para o pensamento econmico. Seu 
nome  mais associado  origem do computador 
(a elaborao da mquina analtica de Babbage) 
do que ao fato de ter tecido interessantes crticas 
a Adam Smith. Educou-se no Trinity College, 
em Cambridge, e, ainda estudante, iniciou a Sociedade 
Analtica com Herschel e Peacock, para 
a reforma da matemtica na Inglaterra. Seu interesse 
pela matemtica foi a base de suas contribuies 
para a economia e a estatstica. Depois 
de Cambridge, Babbage transferiu-se para Londres, 
onde desenvolveu o trabalho durante o resto 
de sua vida em torno da mquina analtica, 
talvez a primeira tentativa de fabricar uma mquina 
de calcular. Seu livro mais importante  

On the Economy of Machinery and Manufactures 

(Sobre a Economia de Maquinaria e Manufaturas), 
de 1832. Uma de suas contribuies mais 
importantes para a economia  o chamado Princpio 
de Babbage, que traz uma viso diferente 
das vantagens da diviso do trabalho enunciadas 
antes por Adam Smith: "Pela diviso do trabalho 
a ser realizado nos diferentes processos, 

cada um exigindo graus diferentes de habilidade 
e fora, o empregador pode comprar exatamente 
a quantidade necessria de trabalho para cada 
etapa". Dessa forma, o empregador poderia economizar 
com o pagamento de fora de trabalho, 
pois, se um mesmo trabalhador realiza tanto o 
trabalho simples quanto o complexo, o empregador 
teria de pag-lo, durante o tempo em que 
se dedicasse ao primeiro, pela cotao do segundo, 
que  a mais elevada, pois, caso contrrio, 
no conseguiria esse tipo de trabalhador.  
interessante assinalar que, mesmo afirmando 
que o Princpio de Babbage foi deduzido por 
ele ao analisar o sistema fabril existente na poca, 
no apenas na Inglaterra mas tambm no 
continente, Babbage reconhece que um certo 
Gioja, no livro Nuovo Prospetto delle Scienze Economiche 
(tomo I, captulo IV), editado em Milo 
em 1815, j havia enunciado o mesmo princpio. 

BABEUF, Franois Nol (1760-1797). Revolucionrio 
francs conhecido como Gracchus Babeuf. 
Autor de Manifesto dos Iguais e Anlise, pregava 
a luta por uma sociedade igualitria, a propriedade 
comum das terras e de todos os bens sociais, 
o direito e a obrigatoriedade ao trabalho. 
Foi guilhotinado por conspirar contra o Diretrio. 

BABY BONDS. Ttulos com baixa denominao 
no superiores a 100 dlares emitidos para captar 
aplicaes de pequenos investidores e ampliar 
os mercados para este tipo de papel. Os 
Baby Bonds no se classificam como good delivery, 
isto , no podem ser utilizados para colateralizar 
dvidas. 

BABY BUSTERS. Expresso em ingls que designa 
uma nova gerao de administradores 
que, em contraposio aos yuppies, atribuem menor 
importncia a dinheiro e status, valorizando 
mais o bem-estar na empresa, mesmo que isso 
signifique uma remunerao monetria relativamente 
menor. Veja tambm Yuppie. 

BACHA, Edmar Lisboa (1942- ). Nasceu em Minas 
Gerais e formou-se em economia pela Faculdade 
de Cincias Econmicas da Universidade 
Federal de Minas Gerais, em 1963. Obteve o 
mestrado em 1965 e o doutorado em Yale em 
1968 com a tese An Econometric Model for the 
World Coffee Market: The Impact of Brazilian Price 
Policy (Um Modelo Economtrico para o Mercado 
Mundial de Caf: O Impacto da Poltica de Preos 
do Brasil). Foi pesquisador associado do Massachussets 
Institute of Technology (MIT) junto  
Oficina de Planificacin Nacional, em Santiago 
do Chile, onde permaneceu at 1969. Entre 1970 
e 1972, trabalhou na Escola de ps-graduao 
em economia da Fundao Getlio Vargas, no 
Rio, e no Ipea. Em 1971, publicou, em conjunto 
com Lance Taylor, Foreign Exchange Shadow Pri




ces: A Critical Review of Currency Theories (Preos-
Sombras do Comrcio Externo: Uma Reviso crtica 
das Teorias da Moeda). A partir de 1972, tornou-
se professor da Universidade de Braslia, 
onde fundou a ps-graduao em economia. Entre 
1983 e 1984, ocupou a Tinker Chair, no Departamento 
de Economia da Columbia University. 
No ano seguinte, tornou-se presidente do 
IBGE (governo Sarney), tendo participado da 
implantao do Plano Cruzado; em 1994, como 
assessor especial do ento ministro da Fazenda 
Fernando Henrique Cardoso, participou da elaborao 
do Plano Real. Assumiu a presidncia 
do BNDES em 1994, permanecendo ali at 1995, 
quando se desligou da entidade. Suas obras mais 
importantes, alm das j mencionados, so as 
seguintes: Os Mitos de uma Dcada: Ensaios de 
Economia Brasileira (1976); Poltica Econmica e 
Distribuio de Renda (1978); Introduo  Macroeconomia: 
uma Abordagem Estruturalista (1985). 
Veja tambm Belndia; Plano Cruzado; Plano 
Real. 

BACKBONE. Termo em ingls que significa 
"tronco" ou "espinha", e que, no mbito da Internet, 
designa os grandes troncos de informaes 
daquele sistema, operando a partir de provedores. 


BACK-END LOAD. Expresso em ingls do 
mercado financeiro que significa a quantia paga 
por investidor no momento do resgate de um 
ttulo. Este dispositivo  utilizado para desencorajar 
o aplicador a resgatar seu dinheiro, na 
medida em que esta retirada tem um custo. O 
mesmo que deferred sales charge, exit fee e redemption 
charge. 

BACK-OFFICE. Expresso em ingls do mercado 
financeiro que designa os setores de contabilidade 
e processamento existentes nas instituies 
financeiras. Tais setores tm sido lembrados 
em funo da necessidade de controle sobre as 
vrias operaes financeiras inovadoras que surgem 
constantemente. Essas unidades devem ter 
capacidade para interpretar adequadamente as 
informaes necessrias aos objetivos e  estrutura 
das operaes realizadas pelos operadores, 
de maneira a constituir um sistema confivel de 
controle gerencial e contbil. 

BACKUP. Expresso em ingls que significa sbita 
mudana numa tendncia de mercado. 
Quando as taxas de juros esto subindo, as cotaes 
dos ttulos de renda fixa, como, por exemplo, 
os ttulos do Tesouro (dos Estados Unidos), 
tendem a cair e o rendimento dos ttulos automaticamente 
se eleva. Como os portadores desses 
ttulos no podem liquid-los to facilmente 
como podiam antes da mudana de tendncia, 

o mercado sofre um backup. Quando um investidor, 
antecipando-se a uma inflexo do mercado, 
BAER, Werner 

muda suas posies de ttulos de longo prazo 
para aqueles de curto prazo, diz-se que ele encurtou 
seu porta-flio ou se caracterizou como 
backup. 

BACKWARDATION. Termo utilizado nas Bolsas 
de Valores quando um operador deseja postergar 
a entrega de aes vendidas num determinado 
prego. Isto pode ser conveniente para 
o operador (corretor), na medida em que ele 
acredita que o preo das aes ou dos ttulos 
vendidos vai sofrer variaes que o beneficiem, 
ou por outra razo qualquer. O operador negocia 
com o corretor para postergar a entrega das 
aes, tendo de obter o consentimento do comprador. 
A concesso feita pelo comprador ao 
vendedor se traduz em certa quantia paga pelo 
segundo ao primeiro e recebe o nome de backwardation. 
A operao inversa denomina-se contango. 
Veja tambm Contango; Mercado a Futuro. 

BACKWASH EFFECTS. Expresso em ingls 
que significa, literalmente, "efeitos de retardamento". 
O termo  utilizado quando o crescimento 
econmico numa regio provoca efeitos 
adversos em outras, na medida em que o capital 
e o trabalho destas possam migrar para a primeira. 
Veja tambm Efeito Backwash. 

BAD. Em oposio  palavra em ingls good, 
que significa "bem" (ou algum produto que provoca 
satisfao no consumidor), bad (mau, ruim) 
designa uma mercadoria ou um produto que 
representa uma desutilidade ao seu consumidor, 
e que se torna cada vez mais comum em economia, 
especialmente na rea de estudos dos 
custos externos. 

BADLANDS. Termo em ingls que significa literalmente 
"terras ruins", isto , terras pobres. 

BAER, Werner (1931- ). Professor de economia 
da Universidade de Illinois, Estados Unidos, estudioso 
dos problemas econmicos brasileiros. 
Lecionou nas universidades de Harvard, Yale e 
Vanderbilt; foi professor visitante na Universidade 
de So Paulo e na Fundao Getlio Vargas 
e assessor da Fundao Ford no Brasil. Colaborador 
freqente de revistas econmicas norte-
americanas, publicou os livros A Industrializao 
e o Desenvolvimento Econmico do Brasil (1965), 
Siderurgia e Desenvolvimento (1969), Inflation and 
Growth in Latin America (Inflao e Crescimento 
na Amrica Latina), em 1970, organizado juntamente 
com o professor brasileiro Isaac Kerstenetzky, 
e The Brazilian Economy: Its Growth and 
Development (A Economia Brasileira: Seu Crescimento 
e Desenvolvimento), em 1979. Escreveu 
ainda o ensaio O Crescimento Brasileiro e a Expe




BAGAROTE 

rincia do Desenvolvimento (1964/75), publicado 
no livro O Brasil na Dcada de 70 (1978). 

BAGAROTE. Denominao popular das moedas 
ou notas de mil ris. 

BAGEHOT, Walter (1826-1877). Economista e 
jornalista ingls que se notabilizou como diretor 
(1860-77) do semanrio The Economist, de propriedade 
de seu sogro.  frente desse rgo, foi 
um influente analista dos fatos econmicos da 
poca. Sua obra Lombard Street, a Description of 
the Money Market (Lombard Street, uma Descrio 
do Mercado de Dinheiro), de 1873,  considerada 
um excelente estudo do papel do Banco 
da Inglaterra nas finanas inglesas da poca e 
do sistema de crdito ali vigente. A obra  tambm 
clebre por suas idias a respeito das crises 
econmicas, explicadas como resultantes de ms 
colheitas agrcolas. Escreveu ainda Universal Money 
(Dinheiro Universal), 1869, Physics and Politics 
(Fsica e Poltica), 1872, e Postulates of English 
Political Economy (Postulados de Economia 
Poltica Inglesa), 1876. 

BAHT. Unidade monetria da Tailndia. Submltiplo: 
satang. 

BAIXA. Momento em que as aes e demais 
ttulos transacionados em Bolsa apresentam 
uma reduo significativa de preos, geralmente 
causada pela retrao dos compradores. Se a baixa 
for muito pronunciada e tender a se agravar, 
poder provocar uma reao em cadeia, resultando 
numa queda generalizada das cotaes 
das aes, caracterizando uma situao de pnico 
na qual todos desejam vender seus ttulos 
para no perder mais ainda. Foi o que ocorreu 
na Bolsa de Nova York, no final de outubro de 
1929, iniciando a maior crise econmica capitalista 
de todos os tempos. Veja tambm Ao. 

BAIZA. Veja Rial. 

BAKER. Veja Plano Baker. 

BAKUNIN, Mikhail Alexandrovitch (18141876). 
Revolucionrio russo, criador do anarquismo 
coletivista. Discpulo de Proudhon, rebelou-
se contra os princpios mutualistas do 
mestre e negou a eficcia das cooperativas de 
trabalhadores numa sociedade dominada pelo 
capital. Afirmava que as cooperativas ou a autogesto 
s poderiam ser a base de uma nova 
sociedade por meio de uma revoluo radical 
que expropriasse os burgueses e os proprietrios 
rurais. Para ele, a organizao poltica e econmica 
da sociedade deveria ocorrer de baixo para 
cima, pela livre unio dos trabalhadores em associaes, 
comunas, at chegar a uma grande 
federao nacional e internacional. Esse organis


mo autogestionrio, partindo do local de trabalho, 
prescindiria do Estado, tido como a base 
de todos os males sociais. Bakunin exps sua 
doutrina sobretudo em O Estado e a Anarquia 
(1873). Veja tambm Anarquismo. 

BALANA COMERCIAL. Relao entre as exportaes 
e as importaes de um pas. Quando 

o valor das exportaes excede o das importaes, 
o pas apresenta um supervit e torna-se 
credor do estrangeiro; quando, ao contrrio, as 
importaes superam as exportaes, o pas est 
em dvida com o estrangeiro e apresenta um 
dficit em sua balana comercial. Uma srie de 
fatores influi sobre a ocorrncia de um dficit 
ou de um supervit na balana comercial. Entre 
os mais importantes, podemos citar: 1) a evoluo 
dos preos das importaes e das exportaes 
de um pas; 2) a evoluo dos volumes importados 
e exportados. Um desequilbrio entre 
os preos de exportao e de importao poder 
provocar um dficit na balana comercial, o mesmo 
acontecendo com alteraes nos volumes das 
importaes e exportaes. A balana comercial 
 tambm chamada balana visvel e faz parte do 
balano de pagamentos. Um pas pode ter um 
supervit na balana comercial e um dficit no 
balano de pagamentos;  o que ocorre geralmente 
com os pases subdesenvolvidos. Veja 
tambm Balano de Pagamentos; Capacidade 
para Importar; Comrcio Internacional; Relaes 
de Troca. 
BALANA DE SERVIOS. Veja Balano de 
Pagamentos. 

BALANCETE. Levantamento dos saldos devedores 
e credores de uma empresa, devidamente 
registrados em seu livro-razo. Costuma-se fazlo 
mensalmente (balancete parcial), com duas 
finalidades: retratar o andamento dos negcios 
da empresa ms a ms e controlar os lanamentos 
feitos no ms para verificar sua exatido. 
Faz-se tambm o balancete anualmente (balancete 
geral), o que prepara o balano exigido por 
lei. Veja tambm Balano. 

BALANCIM. Prensa para cunhar moeda, originalmente 
criada na Frana com o nome de balancier, 
que funcionava pressionando-se o cunho 
sobre o disco mediante um parafuso sem fim 
movido por fora humana. Foi introduzido no 
Brasil em 1693 e utilizado at 1855, quando se 
iniciou a cunhagem por meio de mquinas a 
vapor. A inaugurao dessa nova tecnologia 
contou com a presena de D. Padro II. Em 1860, 
a Casa da Moeda fabricou uma mquina de cunhar 
movida a vapor com capacidade para 
cunhar 45 moedas por minuto. Atualmente, a 
cunhagem de moedas no Brasil  feita em m




quinas eltricas com capacidade para produzir 
oito moedas por segundo. 

BALANO. Levantamento contbil que demonstra 
a situao econmico-financeira de uma empresa. 
Agrupando racionalmente os saldos credores 
e os saldos devedores da empresa em certo 
perodo, o balano representa a exata situao 
econmico-financeira da empresa e constitui o 
documento oficial com que se do por encerradas 
as operaes contbeis do perodo em questo. 
No balano, os saldos das contas no aparecem 
como crdito e dbito (como no balance-
te), mas como ativo e passivo. O ativo  constitudo 
por todos os bens e haveres da empresa; 

o passivo so as obrigaes e encargos de qualquer 
espcie. Um balano s tem valor legal 
quando extrado dos livros oficiais da empresa 
e assinado pelo dono (ou donos) e por aturio, 
contador ou guarda-livros. 
BALANO, Anlise de. Estudo de um balano, 
feito por sua decomposio e comparao, com 
a finalidade de avaliar o comportamento financeiro 
de uma empresa. A anlise pode ser feita 
por comparao com os balanos de exerccios 
anteriores ou posteriores (anlise horizontal), estudando-
se o comportamento e a evoluo de 
determinada conta em perodos sucessivos; ou 
podem se comparar as diversas contas que compem 
um s balano e sua participao no total 
(anlise vertical). 

BALANO DE PAGAMENTOS. Registro de 
todas as transaes de carter econmico-financeiro 
realizadas por residentes de um pas com 
residentes dos demais pases. O balano de pagamentos 
 constitudo basicamente de quatro 
contas ou balanas. Dependendo da natureza da 
transao econmica ou financeira, que d lugar 
 receita ou despesa de divisas, podem ser classificadas 
como operaes em transaes correntes 
ou movimento de capitais. As transaes correntes 
incluem as contas de comrcio ou balana comercial 
de servios ou balana de servios e as 
transferncias unilaterais. O movimento de capitais 
constitui uma conta tambm chamada de 
conta de capital. A balana comercial registra os 
valores FOB das exportaes e o valor das importaes. 
Se o valor das exportaes superar o 
das importaes, diz-se que a balana comercial 
apresenta um supervit. Se acontecer o contrrio, 
teremos um dficit; e, se os valores forem 
equivalentes, a balana comercial estar em 
equilbrio. A balana de servios registra as receitas 
e despesas de diversos tipos de transao, 
destacando-se os transportes, os seguros, as viagens 
internacionais, os royalties, a assistncia tcnica, 
os lucros e os juros (estes ltimos de grande 

BALANO DE PAGAMENTOS 

peso no balano de pagamentos de pases com 
grande dvida externa, como  o caso do Brasil). 
As transferncias unilaterais registram as entradas 
ou sadas de divisas decorrentes, por exemplo, 
do envio de recursos ao exterior para a manuteno 
de embaixadas e servios consulares, 
de imigrantes que mandam parte de seus salrios 
para familiares em seus pases de origem 
etc. O resultado conjunto dessas trs contas  
consolidado nas transaes correntes. Se houver 
supervit, diz-se que o pas tem supervit em 
conta corrente, ou, no caso oposto, dficit em 
conta corrente. A conta de capital registra os 
investimentos diretos, isto , as entradas de capital 
de risco das empresas estrangeiras que se 
estabelecem no Brasil e as sadas de investimentos 
de empresas nacionais que se estabelecem 
no exterior; os emprstimos e financiamentos 
obtidos por residentes no Brasil, no exterior (entradas 
de divisas) e as sadas representadas por 
emprstimos concedidos a no-residentes; as 
amortizaes, isto , o pagamento de parte ou 
da totalidade de uma dvida, representando 
uma sada de divisas quando residentes no Brasil 
transferem esses recursos para no-residentes, 
e uma entrada, quando acontece o inverso; 
e os capitais de curto prazo, que significam emprstimos 
e financiamentos por um prazo inferior 
a um ano.A soma das transaes correntes 
e do movimento de capitais proporciona o resultado 
final do balano de pagamentos. Se as 
receitas totais (entradas) superarem as despesas 
totais (sadas), o balano de pagamentos apresentar 
um supervit; se ocorrer o inverso, haver 
um dficit, e, se os valores forem equivalentes, 
o balano de pagamentos estar equilibrado. 
No caso de pases endividados e anfitries 
de empresas multinacionais, como o Brasil, 
a conta de servios apresenta-se geralmente 
deficitria devido  presso ali exercida pelos 
juros e pelos lucros e dividendos remetidos ao 
exterior. Se esse dficit no for compensado por 
um supervit na balana comercial (as transferncias 
unilaterais so geralmente de pouca 
monta), a conta de capital ter de acusar um 
supervit muito elevado para que no ocorra 
um dficit no balano de pagamentos.  preciso 
salientar, no entanto, que as contas do balano 
de pagamentos se influenciam mutuamente: por 
exemplo, se na conta de capital entrar uma grande 
quantidade de investimentos diretos e de emprstimos 
de financiamentos, algum tempo depois 
isto significar uma sada mais intensa de 
lucros e dividendos e juros pela conta de servios, 
provocando e/ou aumentando um eventual 
dficit. Veja tambm Balana Comercial; Divisas; 
FOB; Incoterms; Lei 4 131; Royalty. 



BALBOA 

Sntese do balano de pagamentos de 1986 

(Em milhes de dlares correntes) 

1. Balana comercial 8 349 
Exportaes 22 293 
Importaes (14 044) 
2. Balana de servios (12 911) 
Viagens internacionais (486) 
Transportes (432) 
Seguros (121) 
Lucros e dividendos (1 236) 
Juros (9 093) 
Outros (inclui royalties, 
assistncia tcnica, 
reinvestimentos etc.) (1 543) 
3. Transferncias unilaterais 86 
4. Transaes correntes (1+2+3) (4 476) 
5. Movimento de capitais (7 340) 
Investimentos diretos 340 
Emprstimos e financiamentos 3 095 
Amortizaes (11 590) 
Capitais de curto prazo 540 
Outros capitais 274 
6. Erros e omisses (540) 
7. Supervit ou dficit (4+5+6) (12 356) 
Sntese do balano de pagamentos de 1996 

(Em milhes de dlares correntes) 

1. Balana comercial 5 539 
Exportaes 47 747 
Importaes (53 286) 
2. Balana de servios (21 707) 
Juros (9 840) 
Outros (inclui royalties, 
assistncia tcnica, 
reinvestimentos, seguros etc.) (11 867) 
3. Transferncias unilaterais 2 899 
4. Transaes correntes (1+2+3) (24 347) 
5. Movimento de capitais 33 012 
Investimentos diretos 16 005 
Emprstimos e financiamentos 27 104 
Amortizaes (14 423) 
Capitais de curto prazo 3 995 
Outros capitais 331 
6. Erros e omisses 683 
7. Supervit ou dficit (4+5+6) 9 348 
A diferena mais importante entre as duas datas 
: o supervit comercial d lugar a um dficit, 
embora o dficit do balano de pagamentos seja 
substitudo por um supervit em funo da entrada 
macia de capitais a partir de 1995. 

BALBOA. Unidade monetria do Panam. Submltiplo: 
centsimo. 

BALCO. Veja Mercado de Balco. 

BANCARROTA. Veja Falncia. 

BANCO. Empresa cuja atividade bsica consiste 
em guardar dinheiro ou valores e conceder em


prstimos. O banco executa vrias outras operaes 
conexas, como pagamento e cobrana em 
nome de terceiros, venda e desconto de ttulos 
e operaes com moedas estrangeiras. Na prtica, 
a atividade bancria diminui a necessidade 
de dinheiro para a realizao de negcios e transaes, 
sobretudo na medida em que "cria" dinheiro 
na forma da chamada moeda escritural 
(os depsitos bancrios, movimentados por 
meio de cheques). A origem dos bancos confunde-
se com a prpria moeda, sobretudo quando 
esta comeou a ser negociada em cima de bancos 
de madeira (da a expresso) nos mercados da 
Antiguidade. Estudos arqueolgicos comprovam 
a existncia de atividades bancrias na Babilnia 
e na Fencia. Tais atividades decorriam 
das dificuldades de transporte, que faziam com 
que muitos negociantes confiassem aos "banqueiros" 
a incumbncia de efetuar pagamentos 
e cobranas em lugares distantes. Na Grcia, os 
primeiros centros bancrios conhecidos (Delfos,
feso) estavam ligados aos templos religiosos, 
que funcionavam como lugares seguros para 
aqueles que quisessem guardar seus tesouros. 
A partir do sculo IV a.C. surgem os banqueiros 
laicos, chamados "trapezistas" (do grego trapezin, 
que significa "banca", "mesa pequena"). 
Em Roma, no sculo II a.C., as operaes bancrias 
eram privilgio de uma categoria de cidados, 
os publicanos, mas na poca imperial 
surgem os argentarii ou mensarii, cuja principal 
ocupao era o cmbio de moedas estrangeiras, 
mas que tambm aceitavam depsitos e faziam 
emprstimos. Na Idade Mdia, a atividade bancria 
deixou de existir at o sculo XI, quando 
ressurgiu em ntima ligao com o desenvolvimento 
do comrcio. Judeus, lombardos e os 
membros da Ordem dos Templrios destacaram-
se na nova atividade. Os templrios enriqueceram 
extraordinariamente o patrimnio da 
ordem, financiando as Cruzadas; atribui-se a 
eles a criao dos arbtrios de cmbio e da contabilidade 
por partidas dobradas. Em grandes 
feiras comerciais, como as de Champagne e 
Lyon, na Frana, faziam-se grandes operaes 
de cmbio e, para evitar o transporte de volumosas 
somas de dinheiro, criou-se a letra de pagamento. 
A extraordinria expanso do comrcio 
no Renascimento e no sculo XVII foi a responsvel 
pelo aparecimento de grandes banqueiros 
(Medici, Fugger) e numerosos estabelecimentos 
bancrios, como a Casa di San Giorgio 
(Gnova, 1586), Banco di Rialto (Veneza, 1587), 
Banco di Sant'Ambrosio (Milo, 1593), Banco de 
Amsterd (1609), Banco de Hamburgo (1619) e 
Banco de Roterd (1635); nessa poca, surgem 
a letra de cmbio e a tcnica do desconto. No 
sculo XVII, foi importante a participao dos 
banqueiros (ourives) londrinos que, aceitando 
depsitos  vista, passaram a empregar o che




que. Foi tambm nesse sculo que os bancos passaram 
a emitir dinheiro. Em virtude dos abusos 
que se cometeram nessa funo, o Estado interveio, 
reservando-se o direito de emisso e criando 
estabelecimentos especializados; o primeiro 
banco emissor oficial foi o Banco da Inglaterra, 
fundado em 1694. No sculo XIX, em ntima ligao 
com a extraordinria expanso do comrcio 
e da indstria, surgiram poderosas organizaes 
bancrias. Na atualidade, podem-se distinguir 
vrios tipos de bancos, conforme sua especialidade. 
O banco comercial (tambm chamado 
banco de depsitos)  o tipo mais comum. Faz operaes 
de depsitos, emprstimos a curto prazo, 
descontos, saques, cobranas, cmbio, alm de 
prestar servios como transferncia de dinheiro 
e recebimento de impostos, entre outros. O banco 
de investimento opera no recebimento e aplicao 
de recursos a longo prazo, por meio de instrumentos 
financeiros como repasse de recursos do 
exterior, financiamento a capital de giro, emisso 
de certificados de depsito, letras de cmbio 
e outros ttulos. O banco de desenvolvimento (ou 
de fomento)  especializado na aplicao de recursos 
exclusivamente no incremento de uma 
atividade, industrial ou agrcola, de particular 
interesse para a economia do pas. O banco de 
exportao dedica-se a operaes de intercmbio 
comercial com outros pases (um exemplo  o 
Eximbank, dos Estados Unidos). O banco hipotecrio 
trabalha com emprstimos sob garantia 
de hipoteca imobiliria. Veja tambm Banco 
Central; Caixa Econmica; Moeda. 

BANCO AFRICANO DE DESENVOLVIMENTO. 
Instituio de financiamento internacional, 
criada por acordo entre pases independentes 
africanos em 1964. Em 1981, a participao de 
pases no-africanos foi autorizada, e dele tornaram-
se membros os Estados Unidos. O banco 
concede emprstimos de longo prazo principalmente 
para a agricultura. 

BANCO RABE PARA O DESENVOLVIMENTO 
ECONMICO DA FRICA. Banco 
de desenvolvimento fundado em 1975 pelos pases 
rabes, para estimular o desenvolvimento 
de pases africanos no-rabes por meio da 
transferncia de capital e assistncia tcnica dos 
pases rabes. O banco colabora com o Banco 
Africano de Desenvolvimento na coordenao 
de projetos e em seu financiamento. 

BANCO ASITICO DE DESENVOLVIMENTO. 
Instituio financeira de desenvolvimento 
internacional, organizada em 1966, para prestar 
assistncia econmica e tcnica aos pases emdesenvolvimento da sia. A associao  aberta 
aos pases membros da Comisso Econmica eSocial para a sia e o Pacfico da ONU. O banco 
empresta recursos por meio do Fundo de De-

BANCO DE DESENVOLVIMENTO 

senvolvimento Asitico, uma linha de crdito 
"suave" estabelecida em 1973, e patrocinada por 
contribuies dos scios e transferncias do prprio 
capital do banco. 

BANCO CENTRAL. Instituio financeira governamental 
que funciona como o "banco dos 
bancos" e do prprio governo. Destina-se a assegurar 
a estabilidade da moeda e o controle 
do crdito num pas. Tem o monoplio da emisso 
de papel-moeda, exerce a fiscalizao e o 
controle dos demais bancos e controla a importao 
e exportao de dinheiro e metais preciosos. 
Na Inglaterra, as funes de banco central 
so exercidas pelo Bank of England; na Frana, 
pelo Banque de France; nos Estados Unidos, 
pelo Federal Reserve System; no Brasil, pelo 
Banco Central do Brasil. O Banco Central do Brasil 
 uma das autoridades monetrias. Veja tambm 
Autoridades Monetrias. 

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Instituio financeira 
federal criada pela lei n 4 595, de 
31/12/1964. Substituiu a antiga Sumoc (Superintendncia 
da Moeda e do Crdito) e algumas 
funes ento exercidas pelo Banco do Brasil. 
Tem, principalmente, as seguintes atribuies: 
executar a poltica financeira do governo, emitir 
papel-moeda, autorizar o funcionamento de instituies 
financeiras e fiscalizar suas operaes 
de acordo com leis especficas, receber depsitos 
compulsrios e voluntrios do sistema financeiro 
nacional, realizar operaes de compra e venda 
de ttulos pblicos federais (de empresas de 
economia mista ou estatais), custodiar e administrar 
as reservas nacionais em ouro e moedas 
estrangeiras, controlar o crdito e o capital estrangeiros, 
representar o governo brasileiro perante 
os organismos financeiros internacionais.
 uma das autoridades monetrias. Veja tambm 
Banco do Brasil; Comisso de Valores Mobilirios; 
Conselho Monetrio Nacional. 

BANCO COMERCIAL. Instituio financeira 
pblica ou privada que se caracteriza por ter 
como atividade principal a intermediao do 
crdito, em geral a curto e mdio prazos, ou 
seja, captar de agentes com recursos disponveis 
(superavitrios) e emprestar para aqueles que 
necessitam de tais recursos (deficitrios), a fim 
de movimentar suas atividades econmicas. No 
Brasil, aps a criao dos chamados Bancos Mltiplos, 
que podem deter mais de uma carteira, 
vrios bancos comerciais adotaram essa forma, 
uma vez que a mesma permite maior flexibilidade 
e versatilidade em suas operaes. Veja 
tambm Banco Mltiplo. 

BANCO DE DESENVOLVIMENTO. Designao 
dada a instituies financeiras voltadas para 

o financiamento de programas especficos, vin


BANCO DE INVESTIMENTO 

culados ao desenvolvimento do pas ou de uma 
regio. No Brasil, alm do caso tpico do Banco 
Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social 
(BNDES), criou-se a figura do banco de desenvolvimento 
especificamente como uma instituio 
financeira pblica no-federal, com sede 
na capital do Estado que detm seu controle 
acionrio. Destina-se ao suprimento de recursos 
a mdio e longo prazos para programas e projetos 
do Estado em que est sediado. Os bancos 
de desenvolvimento tiveram grande importncia 
durante os anos 70 no Brasil. Posteriormente, 
com a crise de financiamento do setor pblico 
e o problema do estrangulamento externo causado 
pela expanso do respectivo endividamento 
durante os anos 80, a presena e participao 
desses bancos tendeu a se reduzir. 

BANCO DE INVESTIMENTO. Designao dada 
a instituies financeiras voltadas para captaes 
e financiamentos de mdio e longo prazos, 
normalmente voltados ao investimento das empresas, 
bem como a operaes diversas na rea 
das sociedades annimas como a colocao de 
aes. No Brasil, a modalidade "banco de investimento" 
foi criada pela lei n 4 728 de 1407-
65, tambm chamada de Lei da Reforma do 
Mercado de Capitais. 

BANCO DE LA PROVINCIA DE BUENOS AIRES. 
Uma das primeiras entidades financeiras 
da Amrica Latina, o Banco da Provncia de Buenos 
Aires foi fundado em 6/9/1822, seis anos 
depois de alcanada a independncia na Argentina 
e um dia antes da declarao da independncia 
do Brasil. Conhecido como o "Provncia" 
no jargo financeiro,  o maior banco 
argentino e tem representaes em So Paulo, 
Nova York, Santiago, Montevidu, Caracas, Panam, 
Milo e Madri. 

BANCO DE TROCOS. Instituio criada no 
Brasil em agosto de 1808, antes da fundao do 
Banco do Brasil, que efetuava a permuta de barras 
de ouro existentes em mos de particulares 
por moedas de ouro. 

BANCO DE LTIMA INSTNCIA. Tambm 
denominado prestamista de ltima instncia,  
uma das principais funes e fundamentos dos 
bancos centrais. A necessidade de uma instncia 
desse nvel tem origem durante as crises financeiras 
ou econmicas, quando a confiana do 
pblico nas instituies privadas se reduz muito 
e torna-se indispensvel trocar esses papis por 
ttulos de maior solidez e confiabilidade emitidos 
pelos bancos centrais. 

BANCO DO BRASIL. A maior organizaobancria do pas.  uma sociedade annima de 
economia mista, na qual o governo federal detm 
51% das aes. Com essa maioria, o governo 

exerce o controle do banco, cabendo-lhe a nomeao 
do presidente e dos principais diretores. 
O Banco do Brasil tem como atribuies principais: 
incrementar a produo nacional e executar 
a poltica financeira e creditcia do governo; arrecadar 
os depsitos voluntrios das instituies 
financeiras; executar a poltica de preos mnimos 
dos produtos agropecurios; comprar e financiar 
a produo de produtos exportveis; 
conceder emprstimos e descontos por meio de 
suas carteiras de Crdito Geral (Crege), de Crdito 
Agrcola e Industrial (Creai), e de Comrcio 
Exterior (Cacex); arrecadar impostos ou rendas 
federais e colocar no mercado obrigaes, aplices 
e letras do Tesouro Nacional; ser agente 
recebedor e pagador fora do pas; executar o 
servio de compensao de cheques e outros papis; 
receber com exclusividade, sob a forma de 
depsitos, as disponibilidades financeiras dos 
ministrios e demais reparties federais, civis 
e militares. Fundado em outubro de 1808, por 
dom Joo VI, o Banco do Brasil foi fechado em 
1829. Foi reaberto em 1851, por iniciativa do baro 
de Mau, fundindo-se posteriormente com 

o Banco Comercial (1853) e com o Banco da Repblica 
do Brasil (1905). Em 1964, com a criao 
do Banco Central, perdeu suas funes de agente 
do Tesouro Nacional para levar ao sistema bancrio 
as emisses de papel-moeda. Em 1990, o 
Banco do Brasil estava colocado entre as cem 
maiores instituies financeiras do mundo.  
uma das autoridades monetrias. Veja tambm 
Banco Central do Brasil; Comisso de Valores 
Mobilirios; Conselho Monetrio Nacional. 

BANCO DO NORDESTE DO BRASIL. Sociedade 
de economia mista criada em 1953 pelo 
governo federal para atuar como banco de desenvolvimento 
do Nordeste. Sediado em Fortaleza, 
seu espao de ao engloba toda a rea do 
Polgono das Secas, que inclui todos os Estados 
nordestinos e parte de Minas Gerais. Financia 
construes de audes, barragens, perfurao de 
poos, compra de mquinas agrcolas e instalaes 
de indstrias. 

BANCO MLTIPLO. Instituio financeira que 
opera com mais de uma carteira. De acordo com 
as regras estabelecidas pelo Conselho Monetrio 
Nacional e o Banco Central, os bancos mltiplos 
devem constituir-se com no mnimo duas das 
seguintes carteiras, sendo uma delas obrigatoriamente 
comercial ou de investimento: 1) comercial; 
2) de investimento e/ou de desenvolvimento, 
esta ltima exclusiva para bancos pblicos; 
3) de crditos imobilirios; 4) de crdito, 
financiamento e investimento; 5) de arrendamento 
mercantil. Veja tambm Banco Central; 
Conselho Monetrio Nacional. 

BANCO MUNDIAL. Veja BIRD. 



BANCO NACIONAL DA HABITAO (BNH). 

Instituio criada pela lei n 4 380, de 1964, e 
extinta em 1986 pelo decreto-lei n 2 291. Exerceu 

o papel de rgo normativo e fiscalizador do 
Sistema Financeiro da Habitao, tendo sido o 
rgo gestor do Fundo de Garantia por Tempo 
de Servio (FGTS). Veja tambm FGTS; Sistema 
Financeiro Habitacional. 
BANCO PARA PAGAMENTOS INTERNACIONAIS 
(Bank for International Settlements 

- BIS). Instituio financeira criada em 1930 e 
sediada em Basilia (Sua). Tem como objetivo 
promover a cooperao entre os bancos centrais 
e facilitar as operaes financeiras internacionais. 
Funciona, sobretudo, como coordenador de 
movimentaes financeiras internacionais de 
curto prazo. Muitas das funes que lhe cabia 
exercer passaram para o Fundo Monetrio Internacional 
(FMI), embora o BIS tenha mantido, 
no mbito europeu, o papel de banco dos bancoscentrais.  dirigido por representantes dos bancos 
centrais da Gr-Bretanha, Alemanha, Frana, 
Itlia, Sua, Holanda, Blgica e Sucia. 
BANCOR. Nome proposto por Keynes (John 
Maynard) na Conferncia de Bretton Woods (Estados 
Unidos, 1944), durante a criao do Fundo 
Monetrio Internacional (FMI), para uma moeda 
internacional inteiramente destinada a ajustar 
desequilbrios dos balanos de pagamentos, embora 
permanecendo cada pas com seu sistema 
monetrio particular. Segundo o projeto de Keynes 
(tambm conhecido como Plano Keynes), o 
Bancor no estaria totalmente desvinculado do 
padro-ouro, embora este metal no fosse tomado 
como base absoluta de seu valor. A proposta 
no foi aceita por presso dos delegados 
norte-americanos, que pretendiam transformar 

o dlar, sua moeda nacional, no padro internacionalmente 
aceito, com as vantagens inerentes 
a essa adoo. Veja tambm FMI - Fundo 
Monetrio Internacional; Keynes, John Maynard; 
Plano Keynes. 
BANDEIRA DE CONVENINCIA. Artifcio fiscal 
muito utilizado por companhias internacionais 
de navegao mercante, cujos navios trafegam 
sob a bandeira de outra nao. A bandeira 
de convenincia assegura taxas tributrias e salrios 
da tripulao bem menores do que seriam 
nos pases de origem. Em 1969, por exemplo, 
433 navios mercantes dos Estados Unidos navegavam 
sob as bandeiras de oito outros pases, 
sobretudo Panam e Libria. Os sindicatos dos 
trabalhadores martimos denunciam essa manobra 
como uma violao aos direitos de seus filiados. 


BANDEIRAS. Designao das expedies organizadas 
por proprietrios de terras paulistas en-

BARAN, Paul Alexander 

tre os sculos XVI e XVIII, cuja finalidade era 
capturar ndios para utiliz-los como escravos, 
mas tambm a obteno de metais e pedras preciosas. 
Juntamente com as Entradas (organizadas 
pelo governo com as mesmas finalidades), 
as Bandeiras constituram um elemento decisivo 
na expanso do territrio brasileiro alm dos limites 
determinados pelo Tratado de Tordesilhas. 
Veja tambm Tratado de Tordesilhas. 

BANDUNG. Veja Conferncia de Bandung. 

BANK CHARTER ACT. Lei inglesa de 1844 instituindo 
o controle sobre as emisses bancrias, 
em decorrncia da crise financeira de 1825-1837. 
A lei permitia aos bancos apenas uma pequena 
emisso fiduciria, acima da qual seria exigido 

o respaldo em ouro. Nenhum novo banco estava 
autorizado a fazer emisses, e aqueles que j 
tivessem realizado essa operao no poderiam 
aument-la. O Banco da Inglaterra ficava autorizado 
a elevar suas emisses fiducirias em dois 
teros das emisses desautorizadas de qualquer 
outro banco. 
BANK FOR INTERNATIONAL SETTLEMENTS. 
Veja Banco para Pagamentos Internacionais. 


BANKING PRINCIPLE. Princpio segundo o 
qual as emisses de moeda no devem ser feitas 
em funo da quantidade de reservas ou encaixes 
de metais preciosos monetizados, como queriam 
os defensores do currency principle, mas em 
funo das necessidades da economia. 

BANTO. Termo em japons que designa um 
executivo contratado pelo proprietrio de uma 
empresa para administr-la. Os bantos eram administradores 
profissionais que na poca anterior 
 Segunda Guerra Mundial ganharam grande 
influncia nas empresas que constituam os 
zaibatsus. Possuam algumas caractersticas especiais 
como a perseverana, a capacidade de 
trabalho, a lealdade  empresa e  famlia  qual 
pertencia a empresa e o respectivo zaibatsu. Depois 
da guerra, durante a ocupao, com a dissoluo 
dos zaibatsus, os bantos foram destitudos 
de suas funes, criando-se um vazio de dirigentes 
nas empresas japonesas que foi logo ocupado 
pelos escales inferiores, formando uma 
camada de dirigentes que hoje gozam de maior 
liberdade na direo das empresas do que seus 
antecessores. Veja tambm Doyukai; Zaibatsu. 

BAR CODE. Veja Cdigo de Barras. 

BARAN, Paul Alexander (1910-1964). Economista 
russo, radicado nos Estados Unidos, estudioso 
do subdesenvolvimento e do capitalismo monopolista. 
Cursou economia no Instituto Plekhanov, 
em Moscou, continuando seus estudos 



BARATARIA 

e pesquisas na Alemanha, onde esteve ligado 
ao Instituto de Frankfurt. Nos Estados Unidos, 
doutorou-se em Filosofia (Harvard) e lecionou 
na Universidade de Stanford. Durante a Segunda 
Guerra Mundial, esteve a servio do governo 
norte-americano como especialista em assuntos 
soviticos e como tcnico em questes de planificao 
e controle de preos. Foi ento um dos 
iniciadores do planejamento econmico nos Estados 
Unidos e um dos primeiros economistas 
a analisar a problemtica do subdesenvolvimento. 
Durante a poca do macarthismo, foi perseguido 
por sua filiao terica marxista. Suas 
principais obras so A Economia Poltica do Desenvolvimento 
(1957), e, juntamente com Paul 
Sweezy, O Capital Monopolista (1966). 

BARATARIA. Tambm denominado ribaldia ou 
ribaldaria,  todo e qualquer ato, de natureza criminosa, 
praticado pelo capito de um navio no 
exerccio de seu emprego, ou pela tripulao ou 
por ambos, que resulte em dano grave ao navio, 
aos passageiros ou  carga, em oposio  presumida 
vontade do dono do navio. 

BARBOSA, Fernando de Holanda. Graduou-se 
em economia pela Faculdade Cndido Mendes 
(Rio de Janeiro) em 1968, e obteve o ttulo de 
doutor pela Universidade de Chicago em 1975. 
Seus trabalhos e pesquisas tm examinado as 
questes da inflao e suas relaes com o desenvolvimento 
econmico no Brasil. Seus livros 
mais importantes so: A Inflao Brasileira no Ps-
Guerra: Monetarismo X Estruturalismo (1983) e Ensaios 
sobre Inflao e Indexao (1986). Foi secretrio 
da Poltica Econmica do Ministrio da Fazenda 
entre novembro de 1992 e maro de 1993, 
nas gestes de Gustavo Krause e Paulo Haddad. 
Atualmente  diretor de pesquisa da Escola de 
Ps-Graduao em Economia da Fundao Getlio 
Vargas (Rio de Janeiro). 

BARBOSA, Rui de Oliveira (1849-1923). Poltico 
e jurista brasileiro, ministro da Fazenda no 
governo provisrio republicano (de janeiro de 
1889 a novembro de 1891). Partidrio da industrializao 
do pas, sua poltica financeira, conhecida 
historicamente como Encilhamento, caracterizou-
se pelo estmulo sem limites  expanso 
do crdito e  formao de sociedades por 
aes. A inexistncia de instrumentos eficazes 
de controle dessas medidas, por parte do governo, 
possibilitou uma grande especulao na 
Bolsa de Valores, inflao e surgimento de companhias-
fantasmas. Essa situao gerou uma forte 
oposio dos proprietrios rurais, levando-o 
 renncia. Sensvel s tenses sociais, em 1919, 
por ocasio de sua segunda campanha eleitoral 
 presidncia da Repblica, defendeu a necessidade 
de uma legislao especfica para atender 
aos conflitos entre capital e trabalho. Deixou in


meros escritos, entre os quais os mais conhecidos 
so: Questo Militar; Abolicionismo; Trabalhos 
Jurdicos; Swift (1889); Queda do Imprio; Dirio 
de Notcias (1890); A Constituio de 1891 (1896); 
Cartas de Inglaterra (1902); Rplica (1919) e Orao 
aos Moos. Veja tambm Encilhamento. 

BARELLI, Walter (1938- ). Nasceu em So Paulo 
e graduou-se em economia pela Faculdade 
de Economia e Administrao da Universidade 
de So Paulo em 1963. Obteve o ttulo de doutor 
em economia em 1976 pela Faculdade Municipal 
de Economia e Administrao de Osasco (SP). 
Foi diretor-tcnico do Dieese, entre 1967 e 1989, 
e professor da Fundao Getlio Vargas e da 
Pontifcia Universidade Catlica (ps-graduao) 
de So Paulo, onde deu cursos sobre economia 
do trabalho. Entre 1990 e 1992 desenvolveu 
cursos de economia do trabalho no Instituto 
de Economia da Universidade Estadual de Campinas. 
Em outubro de 1992, assumiu o Ministrio 
do Trabalho no governo Itamar Franco. Seu livro 
mais importante  Distribuio Funcional dos Bancos 
Comerciais (1976). Walter Barelli tem escrito 
vrios artigos sobre distribuio da renda, salrios 
e questes trabalhistas. Atualmente  ministro 
do Trabalho e tem tentado introduzir a 
prtica dos contratos coletivos como forma de relacionamento 
entre empregados e empregadores. 

BARRACO. Veja Peonagem. 

BARREIRAS COMERCIAIS. Normas alfandegrias 
decretadas pelos governos para controlar 

o intercmbio internacional de mercadorias. Na 
prtica, so tarifas, cotas, depsitos e licenas 
de importao destinados a proteger as mercadorias 
nacionais ou at mesmo os produtos de 
outro pas, com o qual no existam acordos comerciais 
no-restritivos. Veja tambm Protecionismo. 
BARREN MONEY. Expresso em ingls que 
significa "dinheiro improdutivo", isto , que no 
proporciona juros nem nenhum outro tipo de 
renda (ganho). 

BARRIL. Antiga unidade de capacidade para 
produtos secos e lquidos, admitindo pesos diferentes 
dependendo do produto acondicionado 
no barril. O costume fixou pesos determinados 
para barris de um mesmo produto. Assim, um 
barril de carne bovina, de porco ou peixe pesa 
90,6 kg, enquanto um barril de farinha pesa 88,5 
kg. A prtica e o costume determinavam qual 
era o peso de um barril (antes do sistema mtrico 
decimal) em termos de stones (pedras), sendo o 
stone uma medida de peso tambm muito antiga, 
composta de uma pedra especial pesando cerca 
de 6,200 kg cada. A farinha, por exemplo, era 
acondicionada em barris de 14 stones ou 88,5 



kg. Frutas e legumes, no entanto, quando so 
acondicionados em barris, no so medidos por 
peso, mas sim por volume; nesse caso, considera-
se que um barril deve ter 7 056 polegadas 
cbicas ou 115 626 cm3. Se o barril for utilizado 
para acondicionar algum lquido, sua medida se 
d por gales: a maioria dos barris costumava ter 
cerca de 31 gales ou aproximadamente 118 l. 
Questes relacionadas com o transporte e o ato 
de carregar e descarregar determinaram a existncia 
de barris mais fceis de transportar e manejar 
com 15 gales ou o equivalente a 56,775 l. 
Os leos, no entanto, so acondicionados em 
barris de maior capacidade denominados "tambores", 
que contm de 50 a 55 gales (de 189,250 
a 208,175 l). Veja tambm Sistema Internacional 
de Unidades. 

BARRO, Robert. Veja Expectativas Racionais. 

BARROS DE CASTRO, Antnio (1938- ). Nasceu 
no Rio de Janeiro e graduou-se em economia 
pela Faculdade de Economia da Universidade 
Federal do Rio de Janeiro em 1959. Em 1976, 
obteve o ttulo de doutor em economia pela Universidade 
Estadual de Campinas. Foi professor 
e pesquisador do Instituto Latino-Americano de 
Pesquisas Econmicas e Sociais (Ilpes), professor 
da Escolatina (Universidade do Chile) e professor-
visitante da Universidade de Cambridge (Inglaterra) 
entre 1963 e 1974. Seus livros mais importantes 
so: Introduo  Economia - Uma 
Abordagem Estruturalista (em co-autoria com 
Carlos Lessa), Sete Ensaios sobre Economia Brasileira 
e A Economia Brasileira em Marcha Forada 
(em co-autoria com Francisco Pires de Souza). 
Seus estudos e pesquisas tm se voltado para o 
problema da industrializao. Foi presidente do 
Instituto dos Economistas do Rio de Janeiro (Ierj) 
entre 1980 e 1981, e presidente do Conselho Regional 
de Economia (RJ) entre 1982 e 1983. Assumiu 
a presidncia do BNDES (Banco Nacional 
de Desenvolvimento Econmico e Social) entre 
outubro de 1992 e maro de 1993.  professor 
da Faculdade de Economia e Administrao e 
do Instituto de Economia Industrial da Universidade 
Federal do Rio de Janeiro. 

BARUCH, Bernard Mannes (1870-1965). Financista 
norte-americano. Aos trinta anos j acumulara 
grande fortuna como especulador em 
Wall Street, tornando-se ento conselheiro econmico 
de vrios presidentes dos Estados Unidos. 
Destacou-se no governo de Woodrow Wilson, 
durante a Primeira Guerra Mundial, quando 
presidiu o Conselho das Indstrias Blicas e 
participou das conversaes de paz de Versalhes. 
Serviu ainda aos presidentes Franklin Roosevelt, 
no esforo industrial da Segunda Guerra 
Mundial, e Harry Truman, como delegado  Co-

BASE MONETRIA AMPLIADA 

misso de Energia Atmica da ONU (1946), 
onde props o Plano Baruch (controle internacional 
da energia nuclear). 

BASE.  o valor de um determinado momento 
(ou atribudo a um determinado momento) que 
serve de termo de comparao, quando se quer 
calcular uma sucesso de nmeros-ndices. Por 
exemplo, entre 1950 e 1960, o valor das exportaes 
brasileiras em bilhes de cruzeiros correntes 
foi o seguinte: 

(A) valor das (B) ndice do 
exportaes valor das 
exportaes 

(em bilhes de cruzeiros correntes, 1950 = 100) 

1950 24,9 100 
1951 32,5 130,5 
1952 26,0 104,4 
1953 32,0 128,5 
1954 42,9 172,2 
1955 54,5 218,8 
1956 59,5 238,5 
1957 60,6 243,3 
1958 63,7 255,8 
1959 109,4 439,3 
1960 147,1 590,7 

Se considerarmos 1950 o ano-base e atribuirmos 
a ele o valor 100, os demais valores (guardando 
as mesmas propores da coluna A) sero expressos 
pela coluna B. 

BASE MONETRIA. Denominao dada ao conjunto 
de moeda em circulao no pas mais os 
depsitos  vista junto s autoridades monetrias. 
No Brasil, esta ltima parcela  constituda 
pelo recolhimento compulsrio dos bancos junto 
ao Banco do Brasil e tambm pelos depsitos  
vista do pblico junto  mesma instituio. Ao 
contrrio do que acontece na maioria dos pases, 
a regulamentao do sistema bancrio brasileiro 
possibilita a formao de depsitos no apenas 
pelos bancos comerciais, mas tambm pelas autoridades 
monetrias. Isto , no Brasil, o Banco 
do Brasil acumula as funes de banco comercial 
e de agente financeiro das autoridades monetrias. 
A atuao sobre a base monetria, no sentido 
de estimular sua expanso ou provocar sua 
contrao, desempenha um papel de grande importncia 
em qualquer poltica de combate  inflao. 
Veja tambm M 1; M 2; M 3; M 4; M 5. 

BASE MONETRIA AMPLIADA. Formada pelo 
papel-moeda em poder do pblico (circulao) 
mais as reservas bancrias, e mais os ttulos 
do Banco Central e do Tesouro Nacional. Veja 
tambm Base Monetria. 



BASE MONETRIA RESTRITA 

BASE MONETRIA RESTRITA. Formada pelo 
papel-moeda em poder do pblico (circulao) 
mais as reservas bancrias. Veja tambm 

Base Monetria. 

BASE-STOCK METHOD. Expresso em ingls 
que significa, no mbito da administrao de 
estoques, "o ltimo a entrar, o primeiro a sair". 
O mesmo que Lifo. Veja tambm Lifo. 

BASIC. Sigla de Beginner's All-Purpose Symbolic 
Instruction Code (Cdigo de InstruoSimblica de Usos Mltiplos para Iniciantes).  
uma linguagem de programao de computadores 
simples e relativamente fcil, de grande 
aceitao, prpria para aplicao em microcomputadores. 
Veja tambm Ciberntica; Computador. 


BASTIAT, Frdric (1801-1850). Economista francs, 
grande polemista e ardente defensor do liberalismo 
econmico. Discpulo de Jean-Baptiste 
Say, defendeu a tese de que a liberdade serve 
ao progresso e este amplia a produo; ao mesmo 
tempo, procurou desmontar ironicamente 
todos os argumentos em favor do protecionismo 
econmico. O renome que alcanou com suas 
obras - sobretudo Sophismes conomiques (Sofismas 
Econmicos) e Harmonies conomiques 
(Harmonias Econmicas), 1850 - junto a um 
pblico mais amplo resultou em sua eleio para 
a Assemblia Nacional francesa em 1848. Por 
razes de sade, no chegou a exercer o cargo. 
Veja tambm Liberalismo. 

BATCH. Acumulao de elementos de informao 
com a finalidade de formar grupos. A diferena 
com o processo on line (em linha)  que 

o processamento de cada unidade de informao 
no se realiza imediatamente. 
BATCH PRODUCTION. Expresso em ingls 
que significa a produo de uma certa quantidade 
de produtos, mas ainda no em condies 
de uma produo contnua ou padronizada. 

BATISTA, Homero (1861-1924). Ministro da Fazenda 
no governo de Epitcio Pessoa (19191922). 
Em sua gesto, procurou garantir o equilbrio 
oramentrio e o saneamento do meio circulante, 
restabelecendo o fundo de conversibilidade 
do papel-moeda, institudo em 1889. 
Criou as Carteiras de Redesconto e de Crdito 
Agrcola do Banco do Brasil, implantou a fiscalizao 
bancria e reorganizou a administrao 
do Tesouro Nacional. Em 1919, apresentou  Cmara 
um projeto de lei propondo a reduo das 
tarifas alfandegrias, o que provocou protestos 
dos industriais e a rejeio da matria. 

BATISTA JR., Paulo Nogueira (1955- ). Nasceu 
no Rio de Janeiro e graduou-se em economia 

pela PUC (RJ) em 1977. Tornou-se mestre em 
Histria Econmica pela London School of Economics 
and Political Science em 1978. Trabalhou 
no Centro de Estudos Monetrios e de Economia 
Internacional do Instituto Brasileiro de Economia 
(Ibre) da FGV (RJ) entre 1979 e 1989. Foi 
professor do departamento de economia da PUC 
(RJ) entre 1980 e 1984. A partir de 1989,  professor 
da Escola de Administrao de Empresas 
da Fundao Getlio Vargas em So Paulo. Em 
1985 tornou-se secretrio-especial de Assuntos 
Econmicos do Ministrio do Planejamento, sendo 
posteriormente assessor-especial do Ministrio 
da Fazenda (gesto Dlson Funaro) para assuntos 
da dvida externa. Entre 1989 e 1993, trabalhou 
na Fundap como chefe do Centro de 
Anlises Macroeconmicas e na Assessoria Especial 
de Assuntos Internacionais. Seus livros 
mais importantes so os seguintes: Mito e Realidade 
na Dvida Externa Brasileira (1983), Da Crise 
Internacional  Moratria Brasileira (1988) e A Luta 
pela Sobrevivncia da Moeda Nacional: Ensaios em 
Homenagem a Dlson Funaro (1992), em conjunto 
com Luiz Gonzaga Belluzzo. 

BAUD. Veja Baudio. 

BAUDIO. Unidade de medida da velocidade de 
modulao num sistema de transmisso de dados. 
Um baudio significa 1 bit por segundo. Geralmente, 
a medida  apresentada em termos 
de bits por minuto. Transmisses telefnicas significam, 
em geral, uma taxa de 300 baudios. Veja 
tambm BIT. 

BBO. Iniciais da expresso em ingls billion barrels 
of oil, que significa "bilho de barris de petrleo". 


BBOE. Iniciais da expresso em ingls billions 
of barrels of oil equivalent, que significa "bilhes 
de barris equivalentes de petrleo". 

BDR. Veja American Depositary Receipts. 

BEAR. Palavra inglesa que significa literalmente 
"urso", mas que, aplicada no mercado de aes 
e ttulos, significa operador que acredita que a 
cotao dos ttulos ou aes vai subir. Isto ,  
um especulador que aposta na baixa, vendendo 
ttulos, aes etc. que no possui, esperando 
compr-las por um preo mais baixo antes do 
vencimento, e realizando lucros. Este termo j 
existia na Inglaterra no incio do sculo XVIII, 
e parece ter tido origem no mercado financeiro 
do dito popular "no venda a pele antes de matar 
o urso". O contrrio de bull. 

BEAR HUG. Nas aquisies do controle acionrio 
de empresas, esta expresso significa uma 
oferta apresentada pelo comprador bem acima 
do valor de mercado das aes da empresa-alvo. 



Se a diretoria recusar, estar correndo o risco 
de violao de um dos princpios da boa administrao, 
que  zelar pelos interesses dos acionistas. 


BEAR PANIC. Situao na qual aqueles que venderam 
a descoberto, isto , sem possuir as aes 
ou ttulos, diante de indcios de que tais ttulos 
iro ter suas cotaes em elevao no mercado, 
so obrigados a compr-las antes que as mesmas 
se elevem mais ainda, e, com tal ao, pressionem 
a demanda e a elevao ainda mais intensas 
dessas cotaes, criando um verdadeiro pnico 
no mercado. Veja tambm Bear. 

BEAR RAID. Expresso em ingls que designa 
uma ao concertada de vendedores a descoberto, 
isto , daqueles que venderam ttulos para 
entrega futura sem possu-los e que foram uma 
baixa nas cotaes dos mesmos, vendendo ttulos, 
aes ou commodities contra os quais o raid 
se efetua. Os possuidores desses ttulos, acreditando 
tratar-se de um movimento real de baixa, 
apressam-se em vend-los, o que provoca uma 
queda nas cotaes, disso se aproveitando aqueles 
que venderam a descoberto para compr-los 
por baixo preo, para viabilizar a entrega futura 
dos ttulos j vendidos. Veja tambm Bear; Bear 
Panic. 

BEAR SPREAD. Expresso em ingls utilizada 
para designar uma estratgia de mercado na 
qual um operador vende contratos nos meses 
prximos (torna-se curto) e compra contratos 
para meses futuros (torna-se longo), esperando 
que as taxas de juros do curto prazo aumentem 
mais rapidamente do que as de longo prazo e 
que o preo de mercado das divisas, dos ttulos 
etc. estejam caindo. O contrrio de bull spread. 
Veja tambm Bull Spread. 

BEAR SQUEEZE. Expresso em ingls utilizada 
no mercado financeiro quando o Banco Central 
de um pas intervm no mercado de cmbio 
para forar especuladores (curtos) a vender uma 
determinada moeda para cobrir suas posies, 
evitando assim que os mesmos realizem grandes 
lucros. Isto geralmente  feito quando um Banco 
Central oferece para comprar mais de uma moeda 
local do que se encontra disponvel no mercado 
cambial, geralmente provocando grandes 
perdas para os especuladores. 

BECCARIA, Marqus de (Cesare Bonesana) 
(1738-1794). Criminalista e economista italiano. 
Foi um dos primeiros a tratar do comrcio internacional, 
a defender a aplicao da matemtica 
 economia e analisar a funo do capital 
e a diviso do trabalho. Suas aulas na cadeira 
de economia poltica da Universidade de Milo 
foram publicadas postumamente (1824) sob o 
ttulo Elementi di Economia Pubblica (Elementos 

BEHAVIORISMO 

de Economia Pblica). Na obra Dei Delitti e delle 
Pene (Dos Delitos e das Penas), de 1764, Beccaria 
condena o sistema penal e penitencirio da poca, 
sobretudo os processos secretos, as torturas 
e a desigualdade das penas em funo de diferenas 
de classe social. A partir dessa obra, foram 
criados os fundamentos jurdicos da Declarao 
dos Direitos do Homem e do Cidado, 
documento bsico da Revoluo Francesa. 

BEFIEX - Comisso Especial para a Concesso 
de Benefcios Fiscais e Programa Especial 
de Exportao. Programa de incentivo s exportaes 
criado no mbito federal em 1972 e pelo 
qual cada dlar importado deveria gerar trs dlares 
em exportaes. O programa concede s 
empresas iseno parcial do Imposto sobre Produtos 
Industrializados (IPI) e isenes parciais 
na importao de componentes essenciais. Veja 
tambm Drawback. 

BEGGAR-MY-NEIGHBOUR POLICIES. Expresso 
em ingls que designa polticas econmicas 
adotadas por um pas para melhorar suas condies 
internas - como ampliao de seu mercado 
interno, seu nvel de emprego - e que, 
geralmente, prejudicam as economias de seus 
vizinhos. Por exemplo, um pas pode pretender 
aumentar seu nvel interno de atividade econmica 
(emprego) estimulando as exportaes e 
inibindo as importaes mediante uma forte 
desvalorizao cambial, incrementando seu nvel 
interno de emprego em detrimento dos demais 
pases. 

BEHAVIORISMO. Em psicologia, corrente de 
pensamento oriunda das experincias sobre 
comportamento realizadas por Pavlov (18491936) 
e enunciadas por John Watson (1878-1958), 
de grande influncia durante os anos 20 deste 
sculo at a dcada seguinte. A denominao 
vem do termo em ingls behaviour (comportamento) 
e enfatiza a importncia dos fatos objetivos 
passveis de observao, basicamente a frmula 
estmulo-resposta como base de uma psicologia 
cientfica. Em administrao, a Escola 
Bahaviorista refere-se  Teoria das Organizaes 
e, embora tenha como fonte inspiradora a corrente 
behaviorista em psicologia, no deve ser 
confundida com ela. A origem da Escola Behaviorista 
encontra-se na oposio da Escola de 
Relaes Humanas  Escola Clssica. Ela  um 
desdobramento da primeira e, embora compartilhasse 
grande parte das formulaes desta ltima, 
no aceitava a concepo de que se o trabalhador 
desenvolvesse suas atividades num 
ambiente de satisfao, isto por si s garantiria 
um trabalho eficiente. Ou melhor, a Escola Behaviorista 
seria um desdobramento da Escola 
das Relaes Humanas, mas com uma ruptura 
com alguns elementos prescritivos tanto da Es




BELNDIA 

cola Clssica como da Escola das Relaes Humanas. 


BELNDIA. Palavra formada pelas iniciais deBlgica e ndia para denotar uma situao de 
polarizao entre riqueza e pobreza, de tal forma 
que num mesmo pas teramos a riqueza da Blgica 
e a pobreza da ndia. O termo foi batizado 
pelo economista Edmar Bacha durante os anos 
70 referindo-se  situao brasileira. 

BELLUZZO, Luiz Gonzaga de Mello (1942- ). 

Nasceu em So Paulo e graduou-se em Cincias 
Jurdicas e Sociais pela Faculdade de Direito da 
Universidade de So Paulo em 1965. Em 1975, 
obteve o ttulo de doutor em economia pela Universidade 
Estadual de Campinas. Foi secretrio 
especial de Assuntos Econmicos do Ministrio 
da Fazenda entre 1985 e 1987, e um dos elaboradores 
e executores do Plano Cruzado. Entre 
1988 e 1990, foi secretrio de Cincia e Tecnologia 
e Desenvolvimento Econmico do Estado 
de So Paulo (governo Qurcia), e secretrio-especial 
de Assuntos Internacionais do Estado de 
So Paulo (governo Fleury) a partir de 1991. Seus 
livros mais importantes so: Valor e Capitalismo, 
de 1980, cujo contedo  a tese de doutoramento; 
Um Estudo sobre a Crtica da Economia Poltica e 
O Senhor e o Unicrnio - a Economia dos Anos 
80, de 1984.  colaborador de vrios jornais e 
revistas, entre eles Isto -Senhor, Gazeta Mercantil 
e Folha de S. Paulo. Atualmente,  professor de 
economia do Instituto de Economia da Universidade 
Estadual de Campinas (Unicamp). 

BELLWETHER. Termo em ingls que designa 
um ttulo do mercado financeiro considerado o 
indicador da direo que o mercado como um 
todo tomar. Os ttulos da IBM foram considerados 
durante muito tempo tendo esta caracterstica 
no mercado de aes norte-americano. No 
caso brasileiro, as aes da Telebrs e de outras 
estatais de primeira linha de certa forma enquadram-
se nesta classificao. 

BELOW THE LINE. Veja Abaixo da Linha. 

BELT AND BRACES. Expresso em ingls que 
significa literalmente "cinturo e suspensrio". 
Trata-se de uma poltica que se bifurca em duas 
vias separadas de ao, sendo que cada uma 
poder alcanar o objetivo almejado se a outra 
falhar. Ou melhor, se o cinturo no segurar a 
cala, o suspensrio o far. 

BEM. Iniciais da expresso em ingls big emergent 
markets, isto , "grandes mercados emergentes". 
Esta expresso comeou a ser disseminada 
a partir da conferncia em Cingapura (dezembro 
de 1996) da Organizao Mundial do 
Comrcio (OMC), e inclui cerca de doze pases, 
entre os quais o Brasil. Veja tambm OMC. 

BEM DE GIFFEN. Um bem cuja demanda aumenta 
quando o seu preo sobe e diminui quando 
seu preo desce, aparentemente contrariando 
a lei da demanda. Essa forma de comportamento 
dos consumidores foi verificada por Robert Giffen 
(1837-1910) ao observar as famlias mais pobres 
comprando mais po  medida que os preos 
deste produto iam aumentando. Isso acontece 
quando a magnitude absoluta do efeito-renda 
(em relao aos preos)  maior do que a 
magnitude negativa do efeito-substituio. Ou 
seja, embora mais caro, o po ainda  o produto 
mais barato, o que faz com que os consumidores 
deixem de comprar outros produtos (mais caros) 
de sua dieta, para comprar mais po. A elasticidade-
renda da demanda para um "bem de Giffen" 
 negativa. 

BENCH MARK. Expresso em ingls que significa 
"ponto de referncia" ou "unidades-padro", 
para que se estabeleam comparaes entre 
produtos, servios, processos, ttulos, taxas 
de juros etc., de tal modo a saber se os demais 
produtos, servios, ttulos etc. se encontram acima 
ou abaixo em relao ao que serve como 
referncia. Por exemplo, as taxas de juro dos 
ttulos de 90 dias do Tesouro norte-americano 
servem como benchmark para todas as taxas de 
juro praticadas nos Estados Unidos. A atividade 
do bench mark (ou benchmarking) vem sendo desenvolvida 
nos ltimos anos com grande intensidade 
em relao aos produtos industriais devido 
ao acirramento da concorrncia internacional 
trazida pela globalizao dos mercados e 
pelo global sourcing. Veja tambm Global Sourcing; 
Globalizao. 

BENCH MARK DATA. Expresso em ingls 
que significa "dados de referncia". 

BENCH MARK JOBS. Funes tpicas numa organizao 
utilizadas como exemplo ou pontos 
de referncia em relao aos quais outras funes 
podem ser comparadas por classificao de 
postos, pontuao etc. 

BENCHMARKING. Veja Bench Mark. 

BENEFCIOS ADICIONAIS. Veja Benefcios 
Salariais. 

BENEFCIOS SALARIAIS. Em ingls, fringe benefits. 
Benefcios oferecidos pelas empresas, a ttulo 
de pagamento adicional dos salrios, a seus 
funcionrios de alto nvel. Dessa forma, os rendimentos 
sobre os quais incidem impostos e dedues 
so reduzidos. Os benefcios mais comuns 
so: fornecimento de automvel (desde o 
simples leasing do veculo at pagamento de todas 
as despesas, inclusive motorista), casa, escola 
para os filhos, clube para toda a famlia, 
passagens e estadas no perodo de frias, cartes 



de crdito e planos especiais de sade e de seguro 
de vida. O vale-alimentao e o vale-transporte 
tambm podem ser considerados benefcios 
salariais. 

BENEFCIOS SOCIAIS. Conjunto das melhorias 
auferidas por uma comunidade em decorrncia 
da implantao de uma indstria, ainda 
que o empreendimento no esteja voltado para 
tais objetivos. Entre os benefcios sociais, esto 

o aumento de oportunidades de emprego, o incremento 
s atividades comerciais e de lazer, o 
saneamento bsico e a abertura de estradas. Veja 
tambm Multiplicador. 
BENELUX. Unio alfandegria entre Blgica, 
Holanda e Luxemburgo, criada em 1944 em Londres 
e posta em prtica gradualmente at 1948. 
Seu objetivo, alm da eliminao das tarifas 
aduaneiras entre esses pases e da adoo de 
tarifas comuns para as importaes de outras 
naes, foi a completa integrao econmica dos 
pases membros (um tratado nesse sentido foi 
ratificado em 1960). O esquema do Benelux teve 
grande influncia na criao do Mercado Comum 
Europeu, organizao integrada tambm 
por esses trs pases. As tarifas do Benelux foram 
unificadas s do Mercado Comum em julho de 
1968. 

BENS. Tudo o que tem utilidade, podendo satisfazer 
uma necessidade ou suprir uma carncia. 
Os bens econmicos so aqueles relativamente 
escassos ou que demandam trabalho humano. 
Assim, o ar  um bem livre, mas o minrio de 
ferro  um bem econmico. Existem vrios tipos 
de bens econmicos, podendo-se distingui-los 
por sua natureza, por sua funo na produo, 
por suas relaes com outros bens, por suas peculiaridades 
no que se refere  comercializao 
etc. Entre as principais distines feitas pelos 
economistas esto: os bens de consumo (um alimento, 
um par de sapatos), os bens de capital ou 
de produo (mquinas, equipamentos), os bens 
durveis (uma casa), os bens no-durveis (uma 
fruta), os bens mistos (um automvel  bem de 
capital para um motorista de txi e bem de consumo 
para a pessoa que o usa por prazer), os 
bens necessrios (alimentos, roupas), os bens suprfluos 
(uma jia), os bens complementares (pneu 
e volante de automvel) e os bens sucedneos 
(margarina, em relao  manteiga). 

BENS ALODIAIS. Bens dos quais um indivduo 
pode dispor livremente, sem necessidade 
de licena de qualquer outra pessoa e que, conseqentemente, 
se comunicam entre os cnjuges 
e se repartem entre os co-herdeiros. 

BENS COMPLEMENTARES. So os bens econmicos 
que devem ser combinados para satisfazer 
uma necessidade; usados em conjunto, eles 

BENS DURVEIS 

aumentam sua utilidade. Exemplos de bens 
complementares so o caf e o acar, o automvel 
e a gasolina, a eletricidade e a lmpada 
eltrica. Do ponto de vista mercadolgico, os 
bens complementares apresentam certas peculiaridades 
porque a comercializao de cada um 
deles est associada  do outro: quando ocorre, 
por exemplo, uma queda significativa na demanda 
dos cigarros,  de esperar uma queda 
correspondente na demanda de isqueiros. 

BENS DE CAPITAL. So bens que servem para 
a produo de outros bens, especialmente os 
bens de consumo, tais como mquinas, equipamentos, 
material de transporte e instalaes de 
uma indstria. Alguns autores usam a expresso 
bens de capital como sinnimo de bens de produo; 
outros preferem usar esta ltima expresso 
para designar algo mais genrico, que inclui 
ainda os bens intermedirios (matria-prima depois 
de algumas transformaes, como, por 
exemplo, o ao) e as matrias-primas. 

BENS DE CONSUMO DURVEIS. Bens de 
consumo que prestam servio durante um perodo 
de tempo relativamente longo, como uma 
mquina de lavar roupa ou um automvel. Diferem 
dos bens de consumo no-durveis, como 
os alimentos, que so usados uma nica vez. 
Alm dessa diferena intrnseca, os bens de consumo 
durveis diferem dos no-durveis pelo 
fato de que sua comercializao est sujeita a 
oscilaes muito maiores, devido a modismos, 
 situao econmica geral e a outras influncias. 

BENS DE PRIMEIRA ORDEM. Conceito desenvolvido 
pelos marginalistas (Carl Menger, 
Stanley Jevons) para classificar os bens de acordo 
com sua distncia do ato final de consumo. 
Quanto mais baixa a ordem de um bem, mais 
prximo estaria ele do consumo final. Os bens 
de segunda ordem seriam, por exemplo, aqueles 
bens que dariam origem aos de primeira ordem, 
e assim por diante. Os bens de ordem mais baixa, 
se no forem ddivas da natureza, sempre 
se originam da combinao de bens de ordens 
superiores. Veja tambm Jevons, Stanley; Menger, 
Carl; Marginalistas. 

BENS DE PRODUO. Veja Bens de Capital. 

BENS DURVEIS. Categoria de bens que tm 
utilidade durante um grande perodo de tempo, 
abrangendo, portanto, os bens de consumo durveis 
e os bens de capital. As indstrias que 
produzem bens durveis so muito mais afetadas 
pelas crises econmicas do que as que se 
dedicam aos bens no-durveis. Sua expanso 
 de tal modo condicionada pela expanso do 
consumo - conforme o princpio da acelerao 

- que qualquer queda ou simples nivelamento 
na procura dos bens no-durveis implica vio


BENS INTERMEDIRIOS 

lenta queda na produo de bens de capital e 
de bens de consumo durveis. Veja tambm 

Bens de Consumo Durveis. 

BENS INTERMEDIRIOS. Bens manufaturados 
ou matrias-primas processadas que so empregados 
para a produo de outros bens ou 
produtos finais. O lingote de ao, originrio de 
uma siderrgica,  um bem intermedirio que, 
numa fbrica de autopeas, pode se transformar 
em chassi, roda ou eixo, produtos que tambm 
so bens intermedirios na fabricao do automvel 
- um produto final, acabado. Os produtos 
intermedirios, portanto, so insumos que 
em geral uma empresa compra de outra para 
elaborao dos produtos de sua especialidade. 
At o produto final, a produo passa por uma 
cadeia de bens intermedirios, em decorrncia 
da diviso do trabalho. 

BENS LIVRES. Bens que satisfazem necessidades 
e suprem carncias, mas so to abundantes 
na natureza que no podem ser monopolizados 
nem exigem trabalho algum para ser produzidos, 
no tendo, portanto, preo; por exemplo, 

o ar ou a luz do sol. 
BENS-SALRIO. Conjunto de bens que em 
cada pas constitui a cesta de consumo bsico 
do trabalhador, segundo seu padro de vida. 
So formados pelos artigos de primeira necessidade 
para o trabalhador e sua famlia, como 
os alimentos, o vesturio, a habitao, o transporte 
e os servios de educao e sade. Por lei, 

o salrio mnimo deveria ser suficiente para proporcionar 
ao trabalhador essa quantidade mnima 
de bens, indispensveis a sua sobrevivncia 
familiar. 
BENTHAM, Jeremy (1748-1832). Filsofo, jurista 
e economista ingls, criador do utilitarismo. 
Em 1787, escreveu Defence of Usury (Proibio 
da Usura), onde se alinha com Adam Smith, a 
favor da liberdade de iniciativa econmica do 
indivduo. Com An Introduction to the Principles 
of Morals and Legislation (Uma Introduo aos Princpios 
da Moral e da Legislao), de 1789, Bentham 
exps a doutrina utilitarista que o tornaria clebre. 
Considerando que apenas o egosmo e a 
busca da felicidade motivam a conduta humana, 
defendia um sistema de governo que harmonizasse 
os interesses, garantindo a maior satisfao 
possvel ao maior nmero de pessoas. Em 

Plan of a Parliamentary Reform, in the Form of a 
Catecism (Plano de Reforma Parlamentar, sob a Forma 
de Catecismo), de 1817, props reformas democrticas 
do sistema poltico ingls, defendendo 
eleies anuais, sufrgio universal e voto secreto. 
Veja tambm Utilitarismo. 

BEQUIMO. Rebelio liderada por Manuel 
Beckman (Bequimo  uma corruptela de Beck


man) contra as proibies de escravizao de 
indgenas no Norte do Brasil (Par) e contra as 
abusivas condies impostas pela Companhia 
de Comrcio do Maranho para a importao 
de nativos africanos que resolvessem o problema 
da falta de braos existente na regio na poca. 
A rebelio teve incio em 1684 e foi uma das 
primeiras contra o domnio da Metrpole, com 
relativo xito inicial. Os insurretos aprisionaram 

o governador, formaram uma junta que determinou 
a abolio do monoplio na importao 
de escravos e a deportao dos jesutas (que defendiam 
os ndios), cujas propriedades foram 
ocupadas. Contra essa afronta  autoridade da 
Metrpole, foi organizada uma expedio punitiva, 
que aprisionou e condenou  morte Manuel 
Beckman e outros lderes do movimento. No 
Norte, assim como em outras regies do pas, 
a falta de mo-de-obra durante o sculo XVII 
foi um problema que s foi parcialmente resolvido 
com a importao macia de escravos. Antes 
disso, porm, especialmente os jesutas se 
opunham  escravizao dos indgenas, conseguindo 
obter da Coroa Portuguesa algumas regras 
que os proprietrios de terras consideravam 
inexequveis, como, por exemplo, pagar salrios 
a esses trabalhadores e conceder-lhes um perodo 
relativamente longo para que pudessem cuidar 
de suas prprias roas. Os colonos sempre 
se opuseram a tais regras, que com toda a certeza 
somente poderiam ser implementadas contra a 
vontade destes, isto , pela fora. 
BERLE JR., Adolf Augustus (1895-1971). Diplomata 
e economista norte-americano que se destacou 
no estudo do capitalismo em seu pas. Participou 
da delegao dos Estados Unidos que 
negociou a paz da Primeira Guerra Mundial 
(1914-1918), atuou como diplomata especializado 
em Amrica Latina nos governos de Roosevelt, 
Truman e Kennedy, e foi embaixador dos 
Estados Unidos no Brasil (1945-1946). Formado 
em Direito por Harvard, foi professor da Universidade 
de Colmbia de 1927 a 1964 e escreveu 
vrios livros sobre assuntos polticos e econmicos. 
Sua obra econmica de maior repercusso, 
The Modern Corporation and Private Property 
(A Moderna Sociedade Annima e a Propriedade 
Privada), escrita em colaborao com Gardiner 
C. Means e publicada em 1932, mostra como 
se processou a concentrao capitalista nos Estados 
Unidos. Nela, Berle prev que a economia 
norte-americana seria inteiramente absorvida 
pelas duzentas maiores empresas do pas se fosse 
mantida a taxa de crescimento verificada nos 
anos de 1909 a 1929. Ainda sobre a concentrao 
da economia em grandes empresas, destaca-se 
na obra de Berle o livro The Twentieth Century 
Capitalist Revolution (A Revoluo Capitalista do 
Sculo Vinte), de 1955. 



53 BETA


BERNOULLI (Famlia). A famlia Bernoulli, pertencente 
 religio protestante, oriunda da Holanda, 
estabeleceu-se na Sua. Foi uma famlia 
da qual se originaram, no final do sculo XVI 
e ao longo do sculo XVII, oito matemticos brilhantes, 
e todos eles tiveram um papel importante 
no desenvolvimento do clculo matemtico. 
Os irmos Jacob (1654-1705), Johann (16671748) 
e Daniel (1700-1782), o segundo filho de 
Johann, foram destacados matemticos. Jacob e 
Johann eram amigos de Liebniz, com quem trocaram 
nutrida correspondncia por meio da 
qual pode-se dizer que o clculo matemtico se 
desenvolveu. Jacob estudou os problemas do 
tautochrone, do brachistochrone, da geometria, da 
dinmica e outros, inclusive o problema isoperimtrico. 
Foi o primeiro a mudar, em 1690, o 
nome at ento utilizado de calculus summatoris 
para calculus integralis, que se mantm at hoje. 
Seu livro Ars Conjectandi foi publicado postumamente 
em 1713. Nesta obra foram encontradas 
as regras que tornaram seu nome destacado 
na teoria da probabilidade. Ele foi professor de 
fsica experimental na Universidade da Basilia 
e, mais tarde, tornou-se professor de matemtica. 
Ensinou matemtica a seu irmo Johann, 
que o sucedeu como professor na mesma universidade. 
As descobertas de Johann apareceram 
nas publicaes Acta Eruditorum e Journal 
des Savants. Em 1701, o incio do clculo das variaes 
foi utilizado em sua soluo para o clculo 
do problema isoperimtrico. Ele introduziu 

o termo functio, a origem do termo atual "funo", 
amplamente utilizado em matemtica. 
Apesar das discrepncias entre os irmos e tambm 
entre pais e filhos, os Bernoulli eram pesquisadores 
brilhantes e grandes professores, que 
ensinaram no apenas seus filhos, mas tambm 
matemticos como Euler. Daniel Bernoulli destacou-
se especialmente na teoria da probabilidade, 
dando tambm contribuies no 
campo da hidrodinmica e da teoria cintica dos 
gases. Nicolau Bernoulli, neto de Johann, distinguiu-
se como professor de matemtica em 
So Petersburgo. O irmo mais novo de Daniel, 
Johann (1710-1790), sucedeu seu pai Johann Sr. 
como professor na Universidade de Basilia. O 
filho de Johann Jr., tambm chamado Johann 
(1744-1807), foi catedrtico de matemtica na 
Academia de Berlim. Um filho do terceiro Johann, 
chamado Jacob (1759-1789), foi professor 
de fsica experimental na Universidade de Basilia. 
Nicolau (1687-1759), neto do fundador da 
famlia Nicolau (1623-1708) e filho de Nicolau 
Bernoulli, o pintor (1662-1716), ocupou entre 
1716 e 1719 a ctedra de matemtica em Pdua, 
que pertencera a Galileu. Veja tambm Lei dos 
Grandes Nmeros; Risco. 
BERNSTEIN, Eduard (1850-1932). Poltico e pensador 
alemo. Fundou, em fins do sculo XIX, 

o movimento revisionista, tentativa de rever a 
obra de Marx, retirando-lhe o carter revolucionrio 
e propondo a persuaso e educao gradual 
como meios de alcanar o socialismo. Foi 
amigo ntimo e colaborador de Engels durante 
muitos anos e destacado representante da social-
democracia alem. Logo aps a morte de 
Engels (1895), contudo, e por influncia do socialismo 
fabiano ingls, abandonou toda idia 
de transformao revolucionria da sociedade, 
declarando que o Partido Social-democrata deveria 
ser um partido da reforma. Em sua principal 
obra, Die Voraussetzungen des Sozialismus 
und die Aufgaben der Sozialdemocratie (As Premissas 
do Socialismo e as Tarefas da Social-Democracia), 
de 1899, Bernstein nega o conceito marxista 
da intensificao da luta de classes e da 
inevitabilidade da revoluo, preconizando 
meios graduais para melhorar as condies dos 
operrios mediante a ao sindical e poltica. E, 
em lugar da concepo marxista do socialismo 
como o resultado necessrio de processos histricos 
objetivos, apresenta-o como uma escolha 
da humanidade, de acordo com padres ticos 
e morais. Do ponto de vista econmico, Bernstein 
ataca, em seu livro, a teoria marxista do 
colapso capitalista. Apoiando-se na situao econmica 
da Europa Ocidental, usou dados estatsticos 
para mostrar que o capitalismo estaria 
apenas diferenciando e no polarizando as classes, 
e tambm para condenar o determinismo 
econmico do processo histrico. Bernstein foi 
deputado no Reichstag, onde exerceu trs mandatos. 
Durante a Primeira Guerra Mundial, foi 
um dos fundadores do Partido Social-democrata 
Independente. Exerceu ainda o cargo de secretrio 
do Tesouro do governo alemo. 
BESSIE. Apelido das aes da Bethlehem Stell 
Co. na Bolsa de Valores de Nova York. 

BETA. Termo analtico utilizado para descrever 
diferenas de preos em instrumentos financeiros, 
comparando o preo imediato de um ttulo 
especfico ao movimento em geral de um mercado. 
Se a diferena for grande, o ttulo  considerado 
possuidor de um beta elevado em relao 
aos demais, e, se a diferena for diminuta, 

o ttulo ter um beta pequeno. O ndice Standard 
& Poor's 500 (que inclui as cotaes de quinhentas 
aes da Bolsa de Nova York)  o ponto de 
referncia e tem um beta igual a 1. Uma ao 
especfica mais voltil do que essa mdia teria 
um beta superior a 1, isto , suas cotaes aumentariam 
ou cairiam mais rapidamente do que 
as da S&P 500. Em geral, as aes com betas 
superiores a 1 so mais arriscadas, enquanto 
aquelas com ndices inferiores a 1 so mais seguras 
e suas oscilaes, menos pronunciadas. 
Veja tambm Alfa; S&P 500. 


BETINHO 

BETINHO. Veja Fome. 

BETRIEBSRAT. Termo em alemo que significa 
conselho de trabalhadores, que constitui um requisito 
legal nas indstrias da Alemanha, de 
acordo com a Lei de Co-gesto (Co-determinao). 
Veja tambm Aufsichtsrat; Lei da Co-gesto; 
Vorstand. 

BETTELHEIM, Charles (1913-). Economista francs, 
autor de vrios livros sobre a planificao 
socialista e os problemas da planificao em geral. 
Em 1936, visitou a Unio Sovitica pela primeira 
vez, e seis anos depois publicou seu primeiro 
livro sobre a planificao socialista. Logo 
aps o trmino da Segunda Guerra Mundial, publicou 
o segundo livro a respeito do mesmo assunto, 
do ponto de vista terico e prtico. Sua 
viso sobre a formao sovitica modificou-se 
substancialmente depois da revoluo cultural 
chinesa e dos acontecimentos no Leste europeu 
no incio dos anos 70, especialmente na Polnia. 
Sua obra mais importante  a trilogia Les Luttes 
de Classe en URSS, cujo primeiro volume, correspondente 
ao perodo 1917-23, foi lanado no 
Brasil em 1975 com o ttulo A Luta de Classes na 
Unio Sovitica. Na obra, sustenta a tese de que 
na Unio Sovitica prevalece o capitalismo de 
Estado e no um Estado socialista. O segundo 
volume, que analisa o perodo 1923-1930, foi editado 
na Frana em 1977. Bettelheim escreveu 
ainda L'conomie Sovitique (A Economia Sovitica), 
1950, e Problmes Thoriques et Pratiques de 
la Planification (Problemas Tericos e Prticos da 
Planificao), 1952. 

BEVERIDGE, William Henry (1879-1963). Economista 
ingls que se notabilizou por seus estudos 
sobre desemprego e propostas de previdncia 
para os trabalhadores. Em 1911, colaborou 
com o ento secretrio do Interior Winston 
Churchill na instituio de um seguro-desemprego. 
Entre 1919 e 1937, dirigiu a London 
School of Economics, e em 1941 tornou-se presidente 
do comit administrativo interministerial 
encarregado de analisar o sistema previdencirio 
vigente na Inglaterra. Disso resultou o Plano 
Beveridge, em 1942, que serviu de base para 
a reforma da estrutura da previdncia social na 
Inglaterra e em vrios outros pases. Suas concepes 
tericas encontram-se nos livros Unemployment, 
1931, e Full Employment in a Free Society 
(Pleno Emprego numa Sociedade Livre), 1944. 
Veja tambm Plano Beveridge. 

BEVERIDGE PLAN. Veja Plano Beveridge. 

BHOPAL. Nome de cidade na ndia Central 
onde ocorreu um dos maiores desastres ecolgicos 
de origem industrial do mundo. Em dezembro 
de 1984, um vazamento de isocianato 
de metila, produto qumico utilizado para fa


bricar pesticidas numa fbrica da Union Carbide, 
provocou a morte de no mnimo 2 500 pessoas 
(a cifra exata  difcil de estabelecer, uma 
vez que muitas famlias enterraram seus mortos 
fora da cidade onde o acidente ocorreu) e mais 
de 200 mil pessoas foram feridas pelo desastre. 
O acidente provocou tambm seqelas nos sobreviventes 
atingidos pelo gs: vrios bebs nasceram 
deformados e ocorreram muitos abortos 
espontneos em Bhopal. Veja tambm Mal de 
Minamata. 

BIB (Brazil Investment Bond). Veja Plano Brady; 
TJLP. 

BIBOR. Veja Ibor. 

BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento. 
Instituio internacional sediada em 
Washington, foi criada em 1959 para prestar ajuda 
financeira aos pases da Amrica Latina e do 
Caribe. Subscrita inicialmente pelas naes americanas, 
conta desde 1974 com doze naes fora 
do hemisfrio, entre elas a Gr-Bretanha. Seus 
principais acionistas so Estados Unidos, Canad, 
Brasil, Argentina e Mxico. 

BIG-BANG. Expresso em ingls utilizada originalmente 
no campo da astronomia para explicar 
a origem do universo, e tomada de emprstimo 
pelo mundo financeiro para designar 

o que ocorreu na Bolsa de Valores de Londres 
(London Stock Exchange) no dia 27/10/1986, 
quando vrias mudanas foram operadas nesta 
instituio de existncia secular, no sentido de 
eliminar barreiras que impediam maior competio 
nos mercados financeiros londrinos. Por 
exemplo, foram eliminadas as comisses fixas 
dos operadores, e em seu lugar estabeleceu-se 
um sistema de remunerao por faixas; foram 
eliminadas as distines at ento existentes entre 
jobbers e brokers e passou-se a permitir que 
operadores no-britnicos tivessem acesso ao 
floor da Bolsa de Valores. Veja tambm Broker; 
Jobber. 
BIG BLUE. Apelido das aes da IBM (International 
Business Machines) em funo da cor do 
seu logotipo. Constitui um dos papis mais importantes 
da Bolsa de Nova York. 

BIG BOARD. Expresso que designa o grupo 
de diretores da Bolsa de Valores de Nova York. 
A expresso  tambm utilizada para designar 
a prpria Bolsa de Valores de Nova York. 

BIG EIGHT. Expresso em ingls que designa 
as oito grandes empresas norte-americanas de 
contabilidade e auditoria, que realizam esses 
servios para as maiores e mais importantes corporaes 
daquele pas, e so as seguintes: Arthur 
Andersen, Coopers and Lybrand, Ernest Whit




ney; Deloitte Haskins & Sells; Peat, Marwick, 
Mitchell & Co.; Price Water House; Touche Ross; 
Arthur Young. 

BIG MAC INDEX. Veja ndice Big Mac. 

BIG PUSH. Expresso em ingls que significa, 
literalmente, "grande arrancada". Este conceito 
originou-se nas teses de Rosenstein-Rodan sobre 

o desenvolvimento dos pases em processo de 
industrializao. Ele defendia a tese de que o 
desenvolvimento equilibrado com grandes investimentos 
em diversos campos poderia superar 
os problemas das indivisibilidades dos pases 
cujos mercados internos eram estreitos. Se 
um grande nmero de indstrias fosse implantado 
simultaneamente, cada uma poderia representar 
a demanda de outra, de tal maneira 
que os setores que na ausncia dessa demanda 
seriam anti-econmicos tornar-se-iam viveis, 
permitindo um rpido e equilibrado desenvolvimento 
da economia. As crticas a esse tipo de 
concepo se concentraram em dois pontos: 1) 
o hiperinvestimento levaria necessariamente a 
processos inflacionrios expressivos; 2) no seria 
realista supor que um programa macio de investimentos 
fosse realizado pela simples expectativa 
de que a demanda correspondente surgiria 
na raiz dos prprios investimentos que estivessem 
sendo realizados. Veja tambm Hiperinvestimento; 
Indivisibilidades. 
BILATERALISMO. Prtica de acordos especiais 
de comrcio e de pagamentos assinados entre 
dois pases. Consiste, em geral, na fixao de 
cotas de importao e taxas alfandegrias privilegiadas, 
no aplicadas ao comrcio com os 
demais pases. O bilateralismo tornou-se uma 
prtica comum no comrcio internacional a partir 
da crise econmica de 1930 e intensificou-se 
depois da Segunda Guerra Mundial, como recurso 
para recuperar as economias destrudas 
pelo conflito e criar mecanismos de controle do 
comrcio mundial. Ao mesmo tempo foi combatido 
como prejudicial ao comrcio internacional 
como um todo, surgindo assim a necessidade 
de um acordo global: isso foi conseguido por 
meio do Acordo Geral de Tarifas e Comrcio 
(General Agreement on Tariffs and Trade - 
GATT). Outra contrapartida s relaes bilaterais 
so os acordos multinacionais regionais, 
como o Mercado Comum Europeu, que mantm, 
contudo, um carter restritivo em relao 
aos pases que no compem esses grupos. Veja 
tambm Multilateralismo. 

BILHETES DA REAL EXTRAO DE DIAMANTES. 
Certificados representativos da propriedade 
de diamantes, emitidos pelo Arraial 
do Tejuco, na Capitania de Minas Gerais, e autorizados 
pelo Regimento de 2 de agosto de 

BIMETALISMO 

1771. Em 1803, pelo Alvar de 13 de novembro 
daquele ano s Reais Casas da Fundio de 
Ouro, foi autorizada a emisso de bilhetes para 
a permuta do ouro em p, com o objetivo de 
coibir a circulao do metal como moeda e facilitar 
as operaes comerciais. 

BILHETES DE EXTRAO. Conhecimentos de 
depsito emitidos pelas administraes das Casas 
da Moeda no incio do sculo passado, negociveis 
por endosso e garantidos pelos ativos 
do orgo emissor. Constituram um precursor 
do papel-moeda. O Alvar de 13 de maio de 
1803, do Prncipe Regente de Portugal e de Algarve, 
dizia, entre outras coisas, o seguinte: 
"...Autorizo os administradores da mesma Casa 
(da Moeda) a darem um bilhete extrado dos 
seus livros ou registros, no qual se declare a 
quantidade e ttulo do ouro com que o mineiro 
entrar; indicando-se o valor total, e o dia em 
que achar na Casa da Moeda o seu ouro fabricado, 
e cunhado; o qual dia no podendo em 
caso algum ser alterado, poder este bilhete ser 
posto em circulao, e correr como uma Letra 
de Cmbio a vencer; fazendo-se nas costas dele 

o seu trespasse para que o ltimo portador fique 
autorizado a receber o seu valor, quando quiser 
ir cobr-lo  Casa da Moeda". 
BILHETES DE PERMUTA. Ttulos emitidos a 
partir de 1803, similares aos "bilhetes de extrao", 
que eram uma espcie de conhecimentos 
de depsitos, negociveis por endosso e garantidos 
pelo ativo das Administraes da Casa da 
Moeda, contra as quais eram sacados. 

BILHETES DE PERMUTA DO OURO EM 
P. Emitidos em 1808 pela Capitania das Minas 
Gerais com os valores representativos j impressos 
em importncias correspondentes a vintns 
de ouro nas denominaes de 37,5; 75; 150; 300 
e 600 ris. Foram autorizados pelo Alvar de 1 
de setembro de 1808, que tratava de cdulas de 
papel-moeda. 

BILL OF LADING. Expresso em ingls que 
significa conhecimento de embarque ou de 
transporte e que consiste num documento que 

o responsvel pelo transporte de uma mercadoria 
(por trem, navio etc.) entrega ao seu proprietrio, 
declarando que ela foi recebida para 
transporte at um determinado destino, estabelecendo 
as condies sob as quais essa mercadoria 
est sendo transportada. 
BIMETALISMO. Sistema monetrio em que a 
unidade monetria de um pas  estabelecida 
em lei em termos de dois metais - via de regra 
o ouro e a prata -, numa relao de valor especfica 
entre eles. Cada metal  aceito em quantidades 
ilimitadas para cunhagem e o que for 
cunhado deve ser aceito como moeda legal (legal 



BIMETALISMO MANCO 

tender). O principal problema dos sistemas bimetalistas 
 a manuteno da relao de valor 
entre os dois metais, tendo-se em vista a flutuao 
de preos dos mesmos nos mercados interno 
e externo. Se tais flutuaes provocarem a desvalorizao 
de um metal em relao ao outro, 
as moedas cunhadas no metal desvalorizado 
tenderiam a expulsar de circulao as moedas 
cunhadas no metal valorizado. O sistema foi utilizado 
nos pases europeus e nos Estados Unidos 
durante o sculo XIX, embora de forma descontnua, 
em grande medida porque se acreditava 
que um sistema monetrio baseado apenas em 
um metal poderia resultar em deflao se a oferta 
do metal a ser monetizado no acompanhasse 
a expanso da atividade econmica, especialmente 
do comrcio. No entanto, se a relao de 
valor entre os dois metais fosse modificada pelas 
flutuaes dos respectivos preos, o metal de 
valor relativo mais alto seria exportado, permanecendo 
no pas o metal de menor valor, tendendo 
assim o sistema para o monometalismo. 
Com a generalizao do uso do papel-moeda, 
no final do sculo XIX e incio do XX, a necessidade 
de um sistema bimetalista perdeu sua 
razo de ser. Veja tambm Mgico de Oz; Monometalismo. 


BIMETALISMO MANCO. Veja Unio Latina. 

BIMODAL. Caracterstica de uma distribuio 
que possui duas modas. Veja tambm Moda. 

BINRIO. Veja Sistemas de Pesos e Medidas. 

BINARY DIGIT. Veja Bit. 

BIOMASSA. Total da matria orgnica contida 
em determinado espao, incluindo todos os animais 
e vegetais. Para a economia, interessa a 
biomassa que possa ser utilizada como matria-
prima, especialmente na produo de energia. 
Com a crise do petrleo em 1973, intensificou-se 
a pesquisa de novas fontes energticas de explorao 
mais imediata. Do estudo da biomassa 
surgiram, por exemplo, projetos para a produo 
de combustveis como o etanol, o metanol 
(a partir da cana-de-acar, mandioca, madeira 
etc.) e o gs metano (por industrializao de detritos 
orgnicos). No Brasil, destaca-se o plano 
Prolcool, de produo de combustvel para veculos. 


BIONOMICS. Termo em ingls formado pelas 
palavras biology e economics. Considera a economia 
ecossistemas, e no maquinismos. Esta nova 
concepo foi desenvolvida pelo Bionomics Institute 
(San Rafael, Califrnia, EUA) e a idia central 
 que os indivduos, as organizaes e os 
mercados existem numa teia complexa e adaptativa 
na qual o progresso tecnolgico  anlogo 

 evoluo biolgica. Veja tambm Teoria da 
Complexidade. 

BIRD - Banco Internacional de Reconstruo 
e Desenvolvimento. Instituio financeira internacional 
ligada  ONU e conhecida tambm 
como Banco Mundial (World Bank). Criado em 
1944, na Conferncia de Bretton Woods, teve o 
objetivo inicial de financiar os projetos de recuperao 
econmica dos pases atingidos pela 
guerra. Sediado em Washington, rene 139 pases 
(1980). Fornece emprstimos diretos a longo 
prazo (15 a 25 anos) aos governos e empresas 
(com garantias oficiais), para projetos de desenvolvimento 
e assistncia tcnica. O maior volume 
de recursos, desde que o banco comeou a 
operar, em 1946, at 1981, foi dirigido aos setores 
de energia, transporte e agricultura. As contribuies 
de cada pas-membro ao capital do Bird, 
assim como o direito ao voto, so estabelecidas 
proporcionalmente  participao do pas no comrcio 
internacional. O maior acionista do Bird 
 o governo dos Estados Unidos, que tem poder 
de veto sobre as decises da organizao. O banco 
opera por meio de duas agncias filiadas: a 
Corporao Financeira Internacional e a Associao 
Internacional de Desenvolvimento. 

BIRR. Unidade monetria da Etipia. Submltiplo: 
cent. 

BIS (Bank for International Settlements). Veja 
Banco para Pagamentos Internacionais. 

BIS. Iniciais da expresso em ingls british imperial 
system, que designa o sistema de pesos e 
medidas utilizado na Inglaterra, e tambm o 
Bank for International Settlements. Veja tambm 

Banco para Pagamentos Internacionais. 

BIT. O termo admite vrios significados: 1) denominao 
popular dada pelos americanos ao 
real espanhol desde os tempos em que a Espanha 
colonizou a Flrida. Mais tarde, quando havia 
poucos bits (pedacinhos em ingls) em circulao 
e o dlar equivalia a oito reais espanhis, 
os americanos cortavam notas de dlar 
em quatro pedaos, passando cada um deles a 
valer dois reais ou dois bits. At hoje nos Estados 
Unidos, na gria, vinte e cinco centavos de dlar 
correspondem a dois bits, e meio dlar, a quatro 
bits; 2) contrao da expresso em ingls binary 
digit (dgito binrio), o bit  a unidade elementar 
de informao em computadores digitais, podendo 
adotar o valor "um" ou o valor "zero". 
Por exemplo, 1 101  um nmero de quatro bits. 
O dgito binrio significa um algarismo na representao 
binria de um nmero; 3) o bit significa 
tambm uma pequena parte de um programa 
radiofnico. 

BITRIBUTAO. Ocorre quando dois impostos, 
decretados por entidades diferentes, inci




dem sobre o mesmo bem ou fato gerador. Um 
caso tpico  a superposio dos impostos de 
dois ou mais pases. Alguns pases sujeitam ao 
Imposto de Renda os lucros e dividendos auferidos 
no estrangeiro por cidados que continuam 
residindo no pas. Como esses contribuintes 
tambm devem pagar o imposto no pas 
onde a renda  gerada, ficam sujeitos  dupla 
tributao. 

BLACK. Termo em ingls cujo significado  "negro", 
geralmente utilizado no mundo dos negcios 
para designar o mercado ilegal de moeda 
estrangeira (no Brasil, especialmente o dlar), 
mas tambm se aplica a mercadorias contrabandeadas 
ou que no podem ser vendidas sem 
uma licena especial do governo. O grau de legitimidade 
desses mercados pode ser to grande 
que os principais orgos de comunicao de um 
pas - como acontece no Brasil - divulgam as 
cotaes do Black, do Negro ou do Paralelo diariamente. 
Veja tambm Mercado Negro; Mercado 
Paralelo. 

BLACK MONDAY. Expresso em ingls que 
designa um dia da semana (no caso uma segunda-
feira) em que houve uma forte queda na Bolsa 
de Valores de Nova York. Nesse caso, tratou-
se do dia 19 de outubro de 1987, quando a 
mdia Dow Jones caiu 508 pontos na Bolsa de 
Nova York, provocando um incio de pnico, 
na medida em que os aplicadores acreditavam 
que estava se iniciando uma crise semelhante  
de 1929, fato que, na realidade, no aconteceu. 
Veja tambm Black Tuesday; Dow Jones; Pnico. 


BLACK SCHOLES MODEL. Frmula matemtica 
bastante utilizada na avaliao de preos 
de contratos de opo. O modelo tenta estabelecer 
se os contratos de opes esto com seus 
preos razoavelmente bem ajustados, mediante 
a comparao do preo do instrumento (opo) 
e o preo (strike price) do exerccio da opo, a 
volatilidade do instrumento, o tempo que resta 
at a data da opo, e as taxas correntes de juro. 
O modelo black scholes tambm foi adaptado 
para a gerncia dos ativos-passivos dos bancos 
e da precificao das taxas de juro caps and collors. 

BLACK TUESDAY (Tera-feira Negra). Dia 
29/10/1929, data da grande quebra da Bolsa de 
Valores de Nova York, quando o volume de 
transaes dobrou e o Dow Jones caiu, no incio 
do prego, de 252 para 238 e, no encerramento, 
para 212. 

BLADING. Veja Bill of Lading. 

BLAIR HOUSE (Plano). Plano estabelecido entre 
os Estados Unidos e a Comunidade Europia 

BLUE-CHIP 

envolvendo mecanismos para o comrcio de 
produtos agrcolas no mbito do Gatt. Elaborado 
em 1992 depois de exaustivas discusses envolvendo 
especialmente interesses dos Estados 
Unidos e da Frana, teve como principais objetivos 
os seguintes: 1) transformar todas as barreiras 
no-tarifrias (como a fixao de cotas) 
em tarifas, que sero reduzidas em 36% para os 
pases industrializados e em 24% para os pases 
em desenvolvimento; 2) os pases cujos mercados 
agrcolas esto fechados tero de importar 
pelo menos 3% do consumo interno do produto, 
subindo para 5% num prazo de seis anos; 3) os 
subsdios aos produtos agrcolas que distorcem 

o comrcio sero cortados em 20% num prazo 
de seis anos, e em 13,3% para os pases em desenvolvimento; 
4) o valor dos subsdios diretos 
s exportaes ser reduzido em 36% em 6 anos, 
enquanto o volume ser reduzido em 21%. O 
perodo base  1986-1990 ou 1991-1992, caso as 
exportaes fossem mais elevadas naquele perodo; 
5) as naes mais pobres estaro isentas 
dessas regras na rea agrcola. 
BLANC, J.J. Charles Louis (1811-1882). Socialista 
francs e um dos lderes da revoluo de 
1848. Defendia uma reforma social baseada na 
criao de associaes operrias de produo, 
mas sob a gide do Estado. Segundo ele, a riqueza 
produzida deveria ser repartida da seguinte 
forma: 25% para um fundo de amortizao 
do capital, 25% para um fundo de seguro 
social, 25% para um fundo de reserva, 25% para 
repartir entre os trabalhadores. Escreveu as 
obras: Organizao do Trabalho (1840), Histria de 
Dez Anos (1841) e Direito ao Trabalho (1848). 

BLISS POINT. Expresso em ingls que significa 
"ponto de felicidade" ou de "xtase". Especificamente 
na teoria do consumidor, refere-se 
ao ponto em que este experimenta uma total 
saciedade em relao aos bens consumidos, sendo 
que tal ponto se encontra dentro de suas limitaes 
oramentrias. Ele s pode ser alcanado 
se o consumidor no agir de acordo com 

o "axioma da dominncia", isto , se no preferir 
sempre mais de todos os bens existentes. Veja 
tambm Axiomas da Preferncia. 
BLOCK TRADE (Transao em Bloco). Expresso 
inglesa utilizada nas Bolsas de Valores para 
designar um negcio que envolve um lote extraordinariamente 
grande de aes, de uma s 
vez. 

BLUE - Best Linear Unbiased Estimator. Veja 
Teorema de Gauss-Markov. 

BLUE-CHIP. Termo em ingls utilizado no jargo 
das Bolsas de Valores para designar as aes 
mais estveis de maior liquidez, mais seguras 
e de maior rentabilidade. So tambm chamadas 



BLUE COLLARS 

de Aes de Primeira Linha, para diferenci-las 
das Aes de Segunda Linha, que so aes de 
menor liquidez, de menor segurana e menos 
procuradas pelos investidores. No Brasil, so 
consideradas blue-chips as aes das grandes empresas 
estatais como o Banco do Brasil, a Petrobrs 
e a Vale do Rio Doce. 

BLUE COLLARS. Expresso em ingls que significa 
literalmente "colarinho azul" e designa 
aqueles trabalhadores de fbrica diretamente ligados 
 produo. Veja tambm White Collar. 

BLUE SKY BARGAINING. Expresso em ingls 
utilizada especialmente nos Estados Unidos 
no mbito das negociaes coletivas entre empregados 
e empregadores, quando as reivindicaes 
dos primeiros se fazem em bases totalmente 
irrealistas. 

BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento 
Econmico e Social. Instituio financeira federal 
criada em 1952 para fomentar o desenvolvimento 
dos setores bsicos da economia brasileira, 
nos planos pblico e privado. Surgiu como 
rgo tcnico para executar o programa de reaparelhamento 
econmico elaborado pela Comisso 
Mista Brasil-Estados Unidos, e recebeu 
auxlio do Banco Internacional para Reconstruo 
e Desenvolvimento (Bird) e do Banco de Exportao 
e Importao dos Estados Unidos 
(Eximbank). Por decreto-lei presidencial de 
25/5/1982, a instituio recebeu a responsabilidade 
de gerir o ento criado Fundo de Investimento 
Social (Finsocial) e teve a palavra "social" 
acrescentada a seu nome. 

BNDESPAR - BNDES Participaes S.A. Sociedade 
por aes, subsidiria do Banco Nacional 
de Desenvolvimento Econmico e Social 
(BNDES). Com sede em Braslia, objetiva proporcionar 
apoio: 1)  dinamizao e ao fortalecimento 
das empresas nacionais que atuam nos 
diversos setores da economia do pas; 2)  transferncia, 
incorporao e desenvolvimento de tecnologia; 
3) ao desenvolvimento gerencial das 
empresas nacionais; 4) ao fortalecimento do 
mercado de capitais; 5)  execuo de programas 
e projetos correlatos. Esse apoio se d, fundamentalmente, 
por meio das seguintes formas de 
ao: participao no capital social das empresas 
nacionais, mediante a subscrio e integralizao 
de aes e cotas, preferencialmente em propores 
minoritrias; financiamento a empresas 
nacionais, a ttulo de adiantamento de participao 
societria; garantia de subscrio de aes 
ou debntures conversveis em aes; aval nos 
emprstimos em moeda nacional ou estrangeira 
e outras formas de colaborao compatveis com 
o objetivo social da empresa. A BNDESPAR 
pode contratar em seu prprio nome a aquisio 

ou desenvolvimento de projetos de engenharia, 
bem como atuar como agente do BNDES. Veja 
tambm BNDES. 

BNH - Banco Nacional da Habitao. Instituio 
de crdito vinculada ao Ministrio do Interior, 
criada em 1964 para financiar a execuo 
do Plano Nacional da Habitao. Fornecia financiamento 
a curto prazo para os construtores de 
moradias e a longo prazo para os compradores 
de casa prpria. Atuava tambm no fornecimento 
de recursos na implantao de projetos de 
infra-estrutura urbana, destinados a melhorar as 
condies de moradia da populao. Utilizava 
recursos provenientes do Fundo de Garantia por 
Tempo de Servio (FGTS) e de letras imobilirias 
lanadas no mercado financeiro. O BNH foi extinto 
pelo decreto-lei n 2 291, de 21 de novembro 
de 1986. A Caixa Econmica Federal sucedeu 
ao BNH em todos os seus direitos e obrigaes, 
incluindo a administrao do seu passivo e ativo, 
do pessoal, dos bens mveis e imveis, na 
gesto do Fundo de Garantia do Tempo de Servio, 
do Fundo de Compensao de Variao 
Salarial, do Fundo de Assistncia Habitacional, 
do Fundo de Apoio  Produo de Habitao 
para a Populao de Baixa Renda e das operaes 
de crdito externo realizadas pelo BNH 
com a garantia do Tesouro Nacional. Veja tambm 
SFH. 

BODEMERIA. Termo muito antigo, j registrado 
no Cdigo de Hamurabi 1 800 anos antes de 
Cristo, e que consistia num emprstimo ou 
numa hipoteca contrada pelo proprietrio de um 
navio para financiar sua viagem. Se o navio naufragasse, 
o emprstimo no precisaria ser pago. 
 uma das formas mais antigas de seguro martimo 
e, durante a poca romana, quando comearam 
a surgir os seguradores, essa forma 
continuava a ser praticada. 

BODIN, Jean (1530-1596). Jurista francs da Renascena, 
precursor do mercantilismo. Monge 
carmelita, deixou o convento para dedicar-se  
teoria do Estado e trabalhar como consultor do 
Parlamento de Paris e do duque de Anjou, um 
dos lderes catlicos franceses que propunham 
a unidade nacional em torno do poder real. Em 
seu clssico A Repblica, 1576, Bodin estabeleceu 
a doutrina da soberania do Estado como poder 
central independente das corporaes, do Parlamento 
e do papado. Em economia poltica, Bodin 
distinguiu-se por um avanado estudo sobre 
a moeda: Rponse aux Paradoxes de Sire de Malestroit 
(Resposta aos Paradoxos do Senhor de 
Malestroit), 1568. Nessa obra, sustentou que a 
alta dos preos na Frana era devida principalmente 
ao grande afluxo de ouro e prata do Novo 
Mundo e no  poltica real. Tornou-se assim 



um pioneiro da teoria quantitativa da moeda. 
Condenava ainda os monoplios e os gastos excessivos 
das cortes e, embora fosse adepto de 
uma autoridade central soberana, achava que ela 
deveria obter o "consentimento dos sditos", 
para os quais defendia o direito  propriedade 
privada e  liberdade de comrcio. 

BOGEY. Termo em ingls utilizado nos Estados 
Unidos nos primrdios do sistema de pagamento 
por pea ou por tarefa. Os trabalhadores fixavam 
uma meta de produo por conta prpria 
quando as taxas de pagamento por pea continham 
uma folga e restringiam o volume total 
produzido, temendo que a administrao reduzisse 
as taxas de pagamento por pea. 

BHM-BAWERK, Eugen von (1851-1914). Estadista 
e economista austraco, um dos expoentes 
da escola austraca e do marginalismo, especialista 
na teoria do capital e dos juros. Professor 
de economia da Universidade de Viena, 
foi deputado e ministro das Finanas de seu pas 
por duas vezes (1895-1898 e 1900-1904). Escreveu 
Grundzge der Theorie des Wirtschaftlichen Gterwertes 
(Elementos da Teoria do Valor Econmico 
dos Bens), 1886; Kapital und Kapitalzins (Capital 
e Juros), 1884, e Positive Theorie des Kapitales 
(Teoria Positiva do Capital), 1889. Para Bhm-
Bawerk, os juros so o resultado de mecanismos 
psicolgicos que levam o indivduo a depreciar 

o futuro e valorizar o presente; o juro seria, assim, 
a diferena entre o maior valor que o indivduo 
confere a um bem presente e o menor 
valor que atribui ao bem futuro. A isso se acrescentam 
- segundo o autor - uma razo de 
ordem econmica (um capital imediatamente 
disponvel vale mais que um no imediatamente 
disponvel) e uma razo de ordem tcnica (o 
tempo exigido pelo processo de produo capitalista). 
Com essa teoria, Bhm-Bawerk pretendeu 
mostrar que o sistema capitalista repousa 
sobre leis naturais que no podem ser transgredidas 
quando se quer utilizar eficazmente as foras 
produtivas; pretendeu tambm combater as 
teorias socialistas sobre a explorao da fora 
de trabalho pelo capital. Veja tambm Escola 
Austraca; Marginalismo. 
BIA-FRIA. Denominao dada ao trabalhador 
agrcola que no tem emprego de carter permanente 
(com um mesmo empregador). O bia-
fria vive em condies muito precrias na periferia 
das cidades pequenas ou mdias e trabalha 
por curtos perodos de tempo em vrias fazendas, 
sendo contratado por intermedirios. Portanto, 
no tem vnculo empregatcio com o seu 
real empregador, que, por meio desse mecanismo, 
se exime de pagar os encargos sociais correspondentes. 
O nome bia-fria origina-se do 
fato de que esses trabalhadores trazem suas re-

BOISGUILLEBERT, Pierre de 

feies de casa e no tm condies de aqueclas 
nos locais onde trabalham. Na regio Nordeste 
do pas, so chamados de corumbas; no 
sudeste, de volantes, birolos, pees etc. 

BOICOTE. Termo derivado do nome do capito 
ingls C. Boycott, um corretor de terras com 
quem os irlandeses se recusaram a tratar durante 
os motins de 1879-1881 desencadeados contra a 
legislao fundiria inglesa. O termo generalizou-
se para designar hoje em dia qualquer recusa 
coletiva de consumidores e compradores 
de adquirir produtos de certas fontes ou empresas 
por considerar os preos ou as condies 
em que so vendidos extorsivos ou inaceitveis. 
O boicote pode acontecer tambm por parte dos 
sindicatos de trabalhadores, cujos membros se 
recusam, por exemplo, a transportar produtos 
de uma empresa onde no se respeitam os direitos 
trabalhistas, ou de pases onde se pratica 

o apartheid. Atualmente, com a generalizao das 
lutas ecolgicas para a proteo do meio ambiente, 
o boicote vem acontecendo em relao 
a lojas que vendem, por exemplo, casacos de 
pele oriundos de animais em extino. Quando 
esse tipo de ao se reveste de base jurdica, 
como, por exemplo, a recusa da venda de armas 
para pases onde no se respeitam os direitos 
humanos, o procedimento  denominado "embargo". 
Veja tambm Embargo. 
BOILER ROOM. Expresso em ingls da gria 
do mercado financeiro que significa um escritrio 
geralmente localizado em pontos de difcil 
acesso, utilizado por corretores inescrupulosos 
para entrar em contato com clientes da lista de 
"otrios" tentando vender-lhes ttulos, aes etc. 
de elevado risco e de empresas de solvncia duvidosa. 


BOISGUILLEBERT, Pierre de (1646-1714). Economista 
francs, precursor dos fisiocratas, um 
dos primeiros representantes do liberalismo econmico. 
Autor de Le Dtail de la France (A Particularidade 
da Frana), de 1697, e de Le Factum 
de la France (O Memorial da Frana), de 1707, 
em que critica acerbamente a poltica econmica 
de Colbert, ministro das Finanas de Lus XIV. 
Essas obras valeram-lhe o exlio e foram apreendidas. 
Boisguillebert propunha uma reforma fiscal 
que abolisse grande parte dos impostos, porque 
para ele o consumo  a fonte da riqueza da 
nao e esta s pode aumentar na medida em 
que aquele aumente tambm, o que s seria possvel 
com a supresso dos impostos que pesam 
sobre os consumidores. Defendendo medidas de 
proteo  agricultura, antecipou certas teses dos 
fisiocratas. Outras obras: Trait des Grains (Tratado 
sobre os Cereais) e Dissertation sur la Nature 
des Richesses, de l'Argent et des Tributs (Disserta




BOLETIM 

o sobre a Natureza das Riquezas, da Prata e 
dos Impostos), publicadas em 1712. 

BOLETIM. Resenha diria do movimento de 
uma Bolsa de Valores. Elementos essenciais dos 
boletins das Bolsas so: o comportamento do 
ndice; a quantidade de negcios efetuados; o 
volume das transaes expresso em moeda corrente; 
a relao das aes que mais subiram, que 
mais baixaram, que foram mais negociadas; as 
cotaes de abertura e de fechamento; os preos 
mximos e mnimos. Veja tambm Cotao. 

BOLETO (ou Boleta). Documento de circulao 
interna das Bolsas de Valores, no qual se resumem 
os pormenores de uma operao. Os boletos 
contm informaes sobre quem comprou, 
quem vendeu, os ttulos ou aes negociados, 

o preo, as condies da transao e as datas. 
BOLHA DE CONSUMO. Ocorre quando o consumo 
final cresce repentinamente, mas sem ter 
condies de continuidade. Como uma bolha, 
tem existncia efmera. Por exemplo, no Brasil, 
logo aps o Plano Cruzado, a estabilizao dos 
preos, a reduo das taxas de juro, a elevao 
episdica dos salrios e a transferncia de recursos 
antes aplicados nas Cadernetas de Poupana 
para o consumo provocaram uma expanso 
muito intensa deste, mas que no teve continuidade 
nos meses subseqentes. 

BOLVAR. Unidade monetria da Venezuela. 
Submltiplo: cntimo. 

BOLIVIANO. Unidade monetria da Bolvia. 
Submltiplo: centavo. 

BOLSA DE EMPREGOS. Organismo governamental 
ou sindical destinado a centralizar informaes 
sobre o nmero de empregos disponveis 
no mercado de trabalho. As empresas fornecem 
 entidade interessada dados sobre as vagas 
existentes e essas informaes so transmitidas 
aos trabalhadores desempregados. As Bolsas 
de Empregos foram criadas na Inglaterra no 
incio do sculo XX, difundindo-se posteriormente 
para outros pases europeus. No Brasil, 
essa atividade est institucionalmente reservada 
ao Ministrio do Trabalho, por intermdio do 
Sistema Nacional de Empregos (Sine). 

BOLSA DE FUTUROS. Mercado de commodities 
onde os contratos de futuros em instrumentos 
financeiros ou as mercadorias fsicas, como 

o trigo e a soja, so comercializados. Aes e 
opes tambm so comercializadas nessas Bolsas. 
As mais importantes so as seguintes: Chicago 
Board of Trade, Chicago Mercantile Exchange/
International Monetary Market, Commodity 
Exchange Inc. (Nova York), Mid-America 
Commodity Exchange Inc. (Chicago), New 
York Futures Exchange, Sydney Futures Exchange 
(Austrlia), The International Futures Exchange 
Ltd. (Bermudas), Financial Futures Market, 
Montreal Stock Exchange (Montreal, Quebec), 
Toronto Stock Exchange Futures Market, 
Winnipeg Commodity Exchange, London International 
Futures Exchange, London Metal Exchange, 
Hong-Kong Commodity Exchange, Tokyo 
International Financial Futures Exchange e 
Gold Exchange of Singapore. Veja tambm Mercado 
a Futuro; Mercado a Termo. 

BOLSA DE MERCADORIAS. Mercado centralizado 
para transaes com mercadorias, sobretudo 
os produtos primrios de maior importncia 
no comrcio internacional e no comrcio interno, 
como caf, acar, algodo, cereais etc. 
(as chamadas commodities). Realizando negcios 
tanto com estoques existentes quanto com estoques 
futuros, as Bolsas de Mercadorias exercem 
papel estabilizador no mercado, minimizando 
as variaes de preo provocadas pelas flutuaes 
da procura e reduzindo os riscos dos comerciantes. 
Com a expanso do comrcio internacional 
no fim da Idade Mdia, surgiram, nos 
sculos XV e XVI, grandes corporaes de comerciantes 
e banqueiros que criaram as primeiras 
Bolsas propriamente ditas: a de Bruges 
(1487), a de Anturpia e a de Amsterd (1561), 
as de Lyon, Bordeaux e Marselha (1595), a de 
Paris (1639). Essas Bolsas tiveram influncia no 
extraordinrio crescimento do capitalismo comercial 
dos sculos XVI e XVII. Na atualidade, 
as mais importantes bolsas de mercadorias do 
mundo so as de Chicago, Nova York e Londres; 
suas cotaes regulam os preos de quase todo 

o comrcio internacional. No Brasil, a primeira 
foi a Bolsa de Mercadorias do Rio de Janeiro, 
inaugurada em 1912, na qual se faziam negcios 
de caf, acar e algodo. Desativada no ano 
seguinte, em 1920 foi substituda pela Bolsa de 
Caf, que servia tambm para transaes de acar 
e de algodo. Em 1913, o governo do Estado 
de So Paulo criou a Bolsa de Caf de Santos. 
Em 1917, abriu-se a Bolsa de Mercadorias de 
So Paulo. 
BOLSA DE VALORES. Instituio em que se 
negociam ttulos e aes. As Bolsas de Valores 
so importantes nas economias de mercado por 
permitirem a canalizao rpida das poupanas 
para sua transformao em investimentos. E 
constituem, para os investidores, um meio prtico 
de jogar lucrativamente com a compra e 
venda de ttulos e aes, escolhendo os momentos 
adequados de baixa ou alta nas cotaes. 
Em suas origens, as Bolsas de Valores confundiam-
se com as Bolsas de Mercadorias, mas a 
partir do sculo XVIII, com o extraordinrio au




mento das transaes com valores mobilirios 
e, sobretudo, com o surgimento e posterior desenvolvimento 
das sociedades por aes, iniciou-
se um processo de especializao do qual 
resultou o aparecimento de Bolsas dedicadas exclusivamente 
a operaes com ttulos e aes. 
Na atualidade, as mais importantes Bolsas de 
Valores do mundo so as de Nova York, Londres, 
Paris e Tquio. No Brasil, antes de 1800 
j se negociava com papis, mas s em 1845 surgiu 
a primeira regulamentao governamental. 
O Cdigo Comercial Brasileiro de 1850 refere-se 
s "praas de comrcio", precursoras das atuais 
Bolsas. Em 1893, estabeleceu-se a primeira Bolsa: 
a Bolsa de Fundos Pblicos, com sede no Rio 
de Janeiro. Atualmente, as mais importantes bolsas 
do pas, pela ordem, so as de So Paulo, 
do Rio de Janeiro e de Porto Alegre. Duas fases 
distintas marcam o funcionamento dirio de 
uma Bolsa de Valores: a da fixao das cotaes 
por anncio (ou por chamada) e a da fixao 
por oposio. A primeira fase consiste num prego, 
em que os interessados declaram em voz 
alta os preos que esto dispostos a pagar (ou 
receber) pelos papis que lhes interessam (ou 
queiram vender): trata-se, portanto, de um leilo, 
no qual a regra bsica  o encontro da oferta 
e da procura. Terminada a primeira fase, inicia-
se a da fixao das cotaes por oposio: a fim 
de conter uma possvel flutuao extremada dos 
preos, a direo da Bolsa coteja (da a expresso 
por oposio) os preos da primeira fase e fixa 
a cotao de cada papel para o restante do dia, 
de tal forma que nenhum negcio poder ser 
feito fora da cotao estabelecida. As transaes 
podem ser feitas a pronto (tambm chamadas 
 vista) ou a termo (a prazo). Na primeira modalidade, 
os papis negociados so entregues 
imediatamente aps o registro da transao na 
Bolsa. Na segunda, os papis s so entregues 
ao fim de um prazo estabelecido pelas partes; 
entre a compra e a entrega, o comprador pode 
revender os papis que adquiriu, com isso ganhando 
ou perdendo conforme as oscilaes da 
cotao nesse perodo. Os negcios nas Bolsas 
no podem ser feitos diretamente por qualquer 
pessoa ou empresa. Cada Bolsa de Valores credencia 
certo nmero de pessoas, os corretores, 
que funcionam como intermedirios entre compradores 
e vendedores. So eles o centro nervoso 
do sistema, pelo conhecimento aprofundado 
que possuem dos ttulos existentes no mercado. 
O mercado da Bolsa  regulado, em primeiro 
lugar, por fatores econmicos mais objetivos, 
tais como a situao real da empresa que 
pe seus papis  venda, suas condies de produo 
e comercializao, a capacidade administrativa 
de sua direo, a situao das empresas 

BOND RATING 

concorrentes e a conjuntura econmica do pas. 
Mas h uma influncia fundamental exercida 
tambm por circunstncias psicolgicas: por 
exemplo, um clima de exagerado otimismo em 
relao a determinada empresa pode levar  supervalorizao 
de suas aes. De situaes como 
essa podem surgir distores perigosas no mercado. 
A fim de conter excessos e manter sua 
credibilidade, as Bolsas, com certa freqncia, 
estabelecem limites mximos para a valorizao 
dos papis negociados. Alm disso, as Bolsas 
tm o dever de orientar os investidores por meio 
de revistas, boletins, conferncias que informem 
sobre dados, tais como o comportamento das 
aes, as quantidades de compra e venda e os 
ndices de liquidez e rentabilidade de cada papel. 
No Brasil, a atividade das Bolsas  fiscalizada 
pela Comisso de Valores Mobilirios, do 
Ministrio da Fazenda. A partir de 15 de maro 
de 1990, com o Plano Collor, segundo a medida 
provisria de n 162, os papis da Bolsa de Valores, 
at ento isentos, passaram a sofrer a incidncia 
de 25% do Imposto de Renda sobre os 
ganhos lquidos do capital. Veja tambm Ao; 
Bolsa de Mercadorias; Bolsa de Valores de 
Nova York; CNBV; Mercado de Capitais; Ttulos; 
Wall Street. 

BOLSA DE VALORES DE NOVA YORK. A 
maior e mais importante Bolsa de Valores do 
mundo, localizada no n 11 da Wall Street, em 
Nova York. Tambm conhecida como Big Board, 
inclui as trinta empresas que formam o Dow 
Jones. Ela  auto-regulada por um conselho de 
20 membros que acompanha e regula as atividades 
comerciais de seus 1 300 membros. Veja 
tambm Dow Jones. 

BOM. Iniciais da expresso em ingls beginning 
of month, que significa "incio do ms" e designa 
a posio no ms em que um pagamento dever 
ser efetuado, ou um ttulo pago ou um compromisso 
saldado. 

BONA FIDE. Expresso latina que significa literalmente 
"boa f". Utilizada na prtica de negcios 
entre empresas, bancos etc. quando um 
registro ou lanamento errado  feito de maneira 
no intencional. 

BONA MONETAS. Veja Moeda de Boa Lei. 

BOND RATING. Expresso em ingls utilizada 
no mercado financeiro para a qualificao de ttulos 
transacionados no mercado. A classificao 
desses papis  realizada por vrias empresas, 
mas as que tm maior tradio e respeitabilidade 
so a Standard & Poor's e a Moody's Investors 
Service. As formas de classificao de ttulos 
dessas empresas so as seguintes: 



BONIFICAO 

Standard Moody's 
& Poor's Investors Service 
Da Mais Alta Qualidade AAA Aaa 
De Alta Qualidade AA Aa 
Acima da Mdia A A 
Mdios BBB Baa 
Predominantemente Especu-BB Ba 
lativos 
Especulativos de Baixo Nvel B B 
Baixa Qualidade CCC Caa 
Altamente Especulativos CC Ca 
Pior Qualidade sem pagamen-C C 
to de juros 
Em Default DDD 
Em Arrears DD 
Valor Duvidoso D 
Veja Tambm Default. 

BONIFICAO. Vantagem concedida pelo vendedor 
ao comprador, seja pela diminuio do 
preo da mercadoria vendida, seja pela entrega 
de uma quantidade maior que a estipulada. No 
mercado de aes, bonificao  a distribuio 
gratuita de aes novas aos acionistas (na proporo 
da quantidade de aes j possudas por 
cada acionista) em virtude da incorporao ao 
capital de reservas ou lucros acumulados ou da 
reavaliao do ativo de uma empresa. 

BONUM COMMUNIONIS. Expresso em latim 
que significa "bem comum" e  interpretada 
pelos utilitaristas como uma soma aritmtica de 
todos os indivduos. Veja tambm Utilitarismo. 

BNUS. Bonificao em aes concedida aos 
acionistas de uma empresa quando esta aumenta 
seu capital. s vezes, a distribuio de bnus 
faz-se por sorteio, como forma de incentivar a 
venda das aes da empresa. No Brasil, bnus 
so tambm os ttulos de dvida pblica emitidos 
em sries ao portador e com vencimento 
em data predeterminada; servem para pagamento 
de dbitos fiscais e so uma forma de o governo 
antecipar a receita. 

BNUS DE SADA. Veja Exit Bonds. 

BNUS DE SUBSCRIO. So ttulos negociveis 
que conferem ao titular direito de subscrever 
aes. Podem ter como finalidade a venda 
de aes ou debntures, contribuindo para programar 
e/ou agilizar um aumento de capital. 

BOODLE. Termo em ingls, utilizado especialmente 
na Inglaterra, para designar dinheiro falsificado 
ou oriundo de atividades ilcitas. 

BOOM. "Exploso" em ingls: perodo de rpida 
e elevada expanso das atividades econmicas, 
geralmente acompanhado de grande es


peculao, especialmente de aes e ttulos. 
Como o nvel geral dos negcios apresenta uma 
tendncia  flutuao, variando segundo fatores 
econmicos e tambm polticos e sociais, um perodo 
de prosperidade econmica ou boom  geralmente 
seguido de momentos de recesso ou, 
s vezes, de crise profunda ou depresso. Foi o 
que ocorreu em 1929, quando chegava ao fim o 
movimento ascendente de um ciclo econmico 
nas sociedades capitalistas, tendo incio a depresso 
mais grave que o mundo capitalista j 
sofreu. Veja tambm Ciclo Econmico; Depresso 
Econmica. 

BOPAL. Veja Bhopal. 

BORDER. Palavra de origem francesa utilizada 
na terminologia bancria brasileira para designar 
a relao de ttulos de crdito que o cliente 
leva ao banco para realizar uma operao de 
desconto ou cobrana, entre outras. 

BORRACHA. Veja Ciclo da Borracha. 

BRSENORDNUNG. Termo em alemo que 
designa os regulamentos aplicados nas Bolsas 
de Valores da Alemanha. 

BORTKIEWICZ, Ladislaus Von (1868-1931). 

Nasceu em So Petersburgo, Rssia, de uma famlia 
de origem polonesa, e estudou na Universidade 
de Estrasburgo. Lecionou durante 30 
anos na Universidade de Berlim. A obra de Bortkiewicz 
abrange um leque bem amplo de assuntos 
envolvendo a estatstica, a economia e a 
matemtica, entre outros. Foi considerado um 
dos grandes acadmicos de seu tempo no campo 
da metodologia estatstica. Sua "lei dos pequenos 
nmeros" ou "eventos raros" (Das Gesetz 
der Kleinem Zhlen), de 1898, chamou muita ateno 
cientfica e desencadeou uma acirrada polmica 
no Giornale degli Economisti (1907-1909), 
em particular devido  aplicao dessa lei aos 
280 soldados prussianos mortos por coices de 
seus cavalos entre 1874-1894. No campo da economia, 
as contribuies de Bortkiewicz abrangeram 
da teoria do valor  teoria e poltica monetrias. 
Suas crticas  teoria dos juros de 
Bhm-Bawerk, Der Kardinalfehler der Bhm-Bawerk 
Zinstheorie (O Principal Erro da Teoria dos 
Juros de Bhm-Bawerk), foram publicadas em 
1906. Bortkiewicz acreditava que as teses apresentadas 
pela "teoria da produtividade" (do capital) 
haviam sido definitivamente refutadas por 
Bhm-Bawerk, mas a explicao alternativa deste 
tambm no era satisfatria. De acordo com 
Bhm-Bawerk, mtodos de produo mais longos 
eram tecnicamente mais produtivos do que 
mtodos mais curtos, de tal forma que bens de 
capital atuais poderiam proporcionar maiores 
quantidades de bens de consumo do que capitais 
futuros: eis a a fonte do juro do capital. Mas, 



argumenta Bortkiewicz, se compararmos dois 
investimentos, do mesmo montante e composio 
e iniciados em momentos diferentes com a 
mesma eficincia, cada um deles produzir a 
mesma quantidade de produto, s que em momentos 
diferentes. Portanto, a superioridade alegada 
por Bhm-Bawerk dos bens de capital presentes 
sobre os futuros no passa de um simples 
intervalo de tempo, o que, por si s, no explica 
a origem dos juros. Em seguida, Bortkiewicz trata 
de uma outra explicao proposta por Bhm-
Bawerk: a escassez de capital. A crtica  que 
tal escassez s pode ser temporria e devida a 
erros de previso. Uma vez que o capital, de 
acordo com Bhm-Bawerk, no  outra coisa que 
"um produto intermedirio", a ao dos mecanismos 
de mercado nivelariam a escassez ou excessos 
dos diferentes capitais nos diferentes setores.
As crticas a Bhm-Bawerk levaram Bortkiewicz 
a examinar as crticas daquele a Marx, 
sobre a origem do lucro e sobre a questo da 
transformao de valores em preos de produo. 
Apoiando-se nas contribuies de Tugan-
Barankowsky (1905) sobre o tema, Bortkiewicz 
desenvolve uma sugesto, indicada pelo prprio 
Marx, de que o valor do capital constante e do 
capital varivel deveria ser transformado em 
preos, da mesma maneira que o valor do produto. 
Dessa forma, poder-se-ia determinar simultaneamente 
preos e taxa de lucro. Apesar 
de todos esses enfoques, no se deve concluir 
que Bortkiewicz tivesse uma posio objetivista 
em teoria econmica. Admitia que tanto as influncias 
objetivas como subjetivas (marginalistas) 
deveriam ser consideradas na determinao 
dos preos. Quanto  origem do lucro (e dos juros), 
sustentava que Marx tivera a viso correta 
de que o lucro tem origem na mais-valia, o que 
permite que as mercadorias sejam trocadas por 
seu valor. Isto , o lucro no surgiria da elevao 
do preo de uma mercadoria no momento de 
sua venda, nem devido aos "servios produtivos 
do capital". Bortkiewicz no considera o lucro, 
no entanto, como o fruto da explorao, mas 
como uma "deduo" do valor de uma mercadoria. 


BOT. Iniciais das seguintes expresses em ingls: 
1) build, operate and transfer ("construir, operar 
e transferir"), que significa tipos de contratos 
entre o setor pblico e o setor privado, no qual 
este ltimo constri e opera um determinado 
servio pblico, como, por exemplo, o fornecimento 
de gua, energia eltrica ou transporte e, 
posteriormente (depois de amortizado o investimento), 
transfere ao setor pblico a obra; 2) 
abreviao inglesa do termo "comprado"; 3) iniciais 
de Balance of Trade (Balana Comercial); 
4) iniciais de Board of Trustees (Conselho de 
Curadores). 

BOULWARISMO 

BOTERO, Giovanni (1540-1617). Economista italiano 
da Renascena, defensor do mercantilismo 
e do industrialismo. Em sua obra Delle Cause 
della Grandezza e Magnificenza delle Citt (Sobre 
as Causas da Grandeza e da Magnificncia das 
Cidades), 1558, critica as idias do ingls John 
Halles, seu contemporneo, defendendo a tese 
de que o nmero de habitantes de um pas depende 
da massa de meios de subsistncia disponveis. 
Com isso foi, de certa forma, um precursor 
de Malthus. Aconselhava tambm que se 
incrementasse, ao lado da agricultura, a produo 
industrial. 

BOTTOM FISHER. Expresso em ingls que 
significa literalmente "pescador de fundo do 
poo", isto , aquele que busca comprar ttulos 
cujos preos atingiram seus nveis mais baixos 
antes do incio de uma esperada recuperao. 
Esse tipo de operao pode ocorrer com empresas 
que estejam no limiar da falncia, o que torna 
essas operaes de alto risco. 

BOTTOMRY. Termo em ingls que significa o 
ato de tomar dinheiro emprestado dando como 
garantia um navio ou sua carga. 

BOULDING, Kenneth Ewart (1910- ). Economista 
ingls radicado nos Estados Unidos, ligado 
 escola institucionalista, estudou a influncia 
de fatores psicolgicos e sociolgicos na vida 
econmica. Seguindo a linha de pensamento de 
Veblen, Boulding props uma nova dimenso 
para a economia que abrangesse as estruturas 
sociais. Em sua principal obra, The Reconstruction 
of Economics (A Reconstruo da Economia), de 
1950, salientou a funo dos estoques, em vez 
dos fluxos, propondo uma macroteoria da distribuio. 
Tambm enfatizou o papel social do 
empresrio. Trabalhando numa perspectiva terica 
de evoluo econmica, Boulding props 
ainda a integrao da economia a conceitos 
como o de equilbrio ecolgico e dinmica biolgica. 
Considera que, alm do sistema de trocas, 
a vida social se organiza segundo um sistema 
de desequilbrio e um sistema integrativo. Sustentou 
que a poltica econmica no pode ser 
julgada apenas por critrios econmicos. E, em 
seu primeiro livro, Economic Analysis (Anlise 
Econmica), 1941, procurou sintetizar a teoria econmica 
neoclssica e keynesiana num s corpo 
terico. Foi professor das universidades de Michigan 
e Colorado. Escreveu ainda The Image (A 
Imagem), 1956; Conflict and Defense (Conflito e Defesa), 
1962, e Ecodynamics (Ecodinmica), 1978. 

BOULWARISMO. Forma de negociao de 
acordos coletivos de trabalho iniciada por Lemuel 
Boulware, antigo vice-presidente para relaes 
industriais da General Electric (Estados 
Unidos) e que consistia em fazer uma proposta 



BOURBON 

da empresa ao sindicato da categoria de trabalhadores 
ou, passando por cima deste, dirigir-se 
diretamente aos trabalhadores e recusar-se a 
prosseguir negociando, na base do "pegar ou 
largar". Essa prtica foi considerada contrria 
ao xito das negociaes pela Junta Nacional de 
Relaes de Trabalho dos Estados Unidos, e contrria 
ao esprito da Lei Taft-Hartley, isto , considerando 
que o processo de negociao coletiva 
sobre os termos e as condies de trabalho tm 
como fundamentos a boa-f, o compromisso e 
concesses mtuas. Veja tambm Taft-Hartley 
(Lei). 

BOURBON. Variedade de caf desenvolvida no 
Brasil e que se apresenta como: Bourbon Amarelo 
(tem todas as caractersticas do Bourbon Comum, 
s que o fruto  amarelo), Bourbon Caturra 
(uma variedade de elevada produo, de 
arbusto pequeno e resistente ao sol), Bourbon 
Pontiagudo (crescimento lento do arbusto e de 
baixa produtividade), Bourbon Santos (denominao 
do caf cuja origem  a semente Moka; 
depois do terceiro ou quarto ano de colheita, a 
semente muda de formato, tornando-se menos 
arredondada e mais plana, recebendo a denominao 
de Flat Bean Santos, sendo um caf barato 
e utilizado para mesclas. 

BOURSE. Termo em francs que significa Bolsa 
ou o lugar onde so transacionados ttulos, mercadorias 
ou fora de trabalho (Bourses du Travail). 
A palavra tem origem na denominao do 
lugar onde, durante o sculo XVI, eram feitas 
transaes cambiais e comerciais: o hotel da famlia 
Van der Burse. 

BOX. Termo em ingls que significa "caixa", 
onde eram guardados os comprovantes da operao 
homnima. Na prtica financeira, significa 
uma operao de tesouraria de captao ou aplicao 
de recursos que  realizada mediante a 
combinao de vrias operaes de compra e 
venda de opes, consistindo em: 1) compra de 
opo de compra; 2) venda de opo de compra; 
3) compra de opo de venda; 4) venda de opo 
de venda, com o mesmo vencimento, embora 
com preos de exerccio e prmios diferentes. A 
captao ou aplicao de recursos  o resultado 
lquido dos prmios recebidos e pagos. As operaes 
que envolvem um box so negociadas em 
conjunto nas Bolsas de Valores. 

BOY. Iniciais de beginning of year, expresso em 
ingls que significa "comeo do ano" e designa 

o momento no qual uma dvida dever ser paga 
ou um compromisso saldado. 
BRAA. Medida de comprimento utilizada pela 
Casa da Moeda do Brasil, antes da adoo do 
Sistema Mtrico Decimal, e equivalente a 2 varas 

ou aproximadamente 2,20 m. Na Alemanha, cor-
respondia ao faden e media 1,80 m. Veja tambm 

Unidades de Pesos e Medidas; Sistemas de Pesos 
e Medidas. 

BRACEAGEM (Brassagem). Pagamento feito  
autoridade emissora pela cunhagem de moeda 
metlica quando o montante cobre apenas o custo 
da fabricao da moeda. Quando o montante 
excede este custo, o pagamento passa a chamar-
se senhoriagem. Veja tambm Senhoriagem. 

BRACERO (Sistema). Programa iniciado durante 
a Segunda Guerra Mundial nos Estados 
Unidos para compensar a falta de mo-de-obra 
na agricultura americana. Consistiu na importao 
de mo-de-obra mexicana (os braceros), a 
fim de que os salrios no subissem em demasia 
nos perodos de colheita, especialmente nos Estados 
do Texas e da Califrnia. Desde ento, o 
termo designa mo-de-obra no especializada 
de trabalhadores agrcolas. Esses trabalhadores 
tambm foram denominados espaldas mojadas 
("costas molhadas"), sendo que, para migrar durante 
a poca de colheita nos Estados Unidos, 
tinham de atravessar, geralmente de forma clandestina, 
o rio Grande, que separa os dois pases. 

BRACIAGEM. Veja Braceagem. 

BRADIES. Bnus da dvida brasileira apelidados 
de bradies logo aps a adeso do Brasil ao 
Plano Brady, em 1994. O Plano Brady foi idealizado 
por Nicholas Brady, ex-secretrio do Tesouro 
dos Estados Unidos. Ele conseguiu refinanciar 
vrios pases endividados ao propor aos 
bancos credores que abrissem mo de uma parte 
dos crditos a receber em troca de novos ttulos 
lastreados por papis do Tesouro dos Estados 
Unidos, considerados de risco zero pelo mercado. 
O Brasil emitiu cerca de US$ 50 bilhes de 
bradies. No mercado internacional da dvida externa 
brasileira, h nove tipos de papis diferentes 
- conhecidos por nomes diversos e que 
se dividem em vrias modalidades -, quais sejam: 
Exit Bonds: valor de 1 bilho de dlares, 
emisso em setembro de 1989, vencimento em 
setembro de 2013, em 30 parcelas semestrais 
iguais a partir de maro de 1999, juros de 6%; 
IDU (Interest Due and Unpaid): valor total de 7,2 
bilhes de dlares, emisso em janeiro de 1991, 
vencimento em janeiro de 2001, em 15 parcelas 
desiguais a partir de janeiro de 1994, juros variando 
entre 7,8125 e Libor semestral + 0,8125% 
(pre-Brady Bonds); Par Bonds (Bnus ao Par): valor 
total de 10,5 bilhes de dlares, emisso em abril 
de 1994, vencimento em abril de 2024, juros variando 
de 4% a 6%, amortizaes em 60 parcelas 
semestrais; DCB (Debt Convertion Bond): valor total 
de 8,5 bilhes de dlares, emisso em abril 
de 1994, vencimento em abril de 2012, em 17 



parcelas semestrais a partir de abril de 2004, juros 
Libor semestral + 0,875%; FLIRB (Front-Loaded 
Interest Reduction Bond): valor total de 1,7 bilho 
de dlares, emisso em abril de 1994, vencimento 
em abril de 2009, em 13 parcelas semestrais 
a partir de abril de 2003, juros variando entre 
4% e Libor semestral + 0,8125%; C-BOND (Front-
Loaded Interest Reduction with Capitalization Bond): 
valor total de 7,4 bilhes de dlares, emisso 
em abril de 1994, vencimento em abril de 2014, 
em 21 parcelas semestrais a partir de abril de 
2004, juros crescentes a partir de 4% para as primeiras 
parcelas e de at 8% para as ltimas; EI 
BOND (Eligible Interest Bond): valor total de 4,3 
bilhes de dlares, emisso em abril de 1994, 
vencimento em abril de 2006, em 19 parcelas 
semestrais a partir de abril de 1997, com montantes 
variando entre 1% para as primeiras e 
8% para as ltimas, juros Libor semestral + 
0,8125; DISCOUNT BONDS Series Z: valor total 
de 7,3 bilhes de dlares, emisso em abril de 
1994, vencimento em abril de 2024, o valor total 
no vencimento, juros Libor semestral + 0,8125; 
NMBs (New Money Bonds): valor total de 2,1 bilhes 
de dlares, emisso em abril de 1994, vencimento 
em maio de 2009, em 17 parcelas semestrais 
a partir de abril de 2001, juros Libor 
semestral + 0,8125 (e mais 670 milhes de dlares 
emitidos em outubro de 1988, com vencimento 
em outubro de 1999, em 14 parcelas semestrais 
a partir de abril de 1993 e juros Libor 
semestral + 0,8125 (chamados de Old New Money 
Bonds). Veja tambm Plano Brady; Pre-Brady 
Bonds; TJLP. 

BRADY. Veja Plano Brady. 

BRAGA, Cincinato Csar da Silva (1864-1953). 

Nasceu em Piracicaba (SP) de uma famlia tradicional 
e ingressou na Faculdade de Direito em 
1881, formando-se em 1886. Ainda como estudante, 
participou da Confederao Abolicionista 
Acadmica, e, depois, como advogado, envolveu-
se abertamente nas campanhas em favor da 
Repblica e da Abolio da Escravatura. Elegeu-
se  Assemblia Constituinte de So Paulo em 
1891, e, no ano seguinte, a deputado federal. 
Tornou a se eleger deputado federal por So 
Paulo em 1894, 1897 e 1900. Na Cmara Federal, 
Cincinato Braga participou das Comisses de 
Constituio e Justia, Diplomacia e Tratados, e 
de Finanas, tendo sido relator de diversos oramentos. 
No conseguindo reeleger-se em 
1902, fundou no ano seguinte, com outras personalidades, 
uma sociedade para explorar terrenos 
na capital do Estado. Essa empresa adquiriu 
vrias reas nos bairros do Pacaembu, 
Jardim Amrica e outros, para logo em seguida 
transferi-los a capitais ingleses que formaram a 
Companhia City de So Paulo. 

BRAND BOND 

BRAIN DRAIN. Expresso em ingls que significa 
"fuga de crebros", isto , a emigrao de 
um pas para outro de cientistas e pessoal altamente 
qualificado. Este fato se d seja por razes 
econmicas, quando a remunerao no pas de 
destino  muito superior  recebida no pas de 
origem e as condies de trabalho (acesso a equipamentos 
materiais etc.) so tambm superiores, 
seja por razes polticas, quando a intolerncia 
se traduz em perseguies, tornando a vida desses 
cientistas insegura. Um dos casos mais famosos 
de brain drain foi a emigrao de Albert 
Einstein para os Estados Unidos, a fim de escapar 
da perseguio dos nazistas contra os judeus 
na Alemanha a partir de 1933. O Brasil tambm 
sofreu um brain drain durante os anos da ditadura 
militar, mas as razes polticas, com a abertura 
democrtica do final dos anos 70, cede lugar 
 emigrao por razes econmicas, provocada 
pela crise econmica dos anos 80. 

BRAINSTORMING. Termo em ingls que significa, 
literalmente, tempestade ou tormenta cerebral, 
isto , um esforo concentrado da inteligncia 
do pessoal mais qualificado de uma empresa 
na busca da soluo de um problema. Geralmente 
 utilizado quando, por exemplo, uma 
empresa deseja encontrar o melhor nome para 
um produto novo, com determinadas caractersticas 
etc. Um dos traos mais destacados do 
brainstorming  o estmulo para que cada um 
apresente suas sugestes sem inibio e que nenhum 
membro do grupo se dedique mais em 
criticar as propostas alheias do que em apresentar 
as suas prprias. Este mtodo de produo 
de idias foi desenvolvido nos Estados Unidos 
depois da crise de 1929 e supe que as pessoas 
designadas se mantenham num mesmo espao 
e durante determinado tempo. As melhores 
idias so selecionadas e aperfeioadas, sendo 
ento preparadas para serem adotadas ou no 
pela administrao da empresa. Quando o objetivo 
 avaliar os problemas que uma soluo 
provocar, o processo  chamado de "brainstorming 
invertido". Para evitar a desorganizao 
ou a participao daqueles que tm dificuldades 
na verbalizao de idias, estas so apresentadas 
por escrito e o mtodo  chamado de brainwriting. 


BRAINSTORMING INVERTIDO. Veja Brainstorming. 


BRAINWRITING. Veja Brainstorming. 

BRAND BOND. Expresso em ingls que significa 
"ttulo de marca", isto , ttulo emitido 
sobre uma marca de grande aceitao e que por 
si s constitui um valor intangvel ou ativo intangvel. 
Por exemplo, marcas mundiais como 
a Coca-Cola, que valem bilhes de dlares. 



BRANQUEAMENTO 

BRANQUEAMENTO. Veja Lavagem. 

BRASIL-DEPENDNCIA. Expresso criada no 
mbito das relaes comerciais Brasil-Argentina 
no interior do Mercosul e que designa uma situao 
na qual a Argentina seria muito mais dependente 
do Brasil (pois mantm uma balana 
comercial favorvel) do que o Brasil em relao 
 Argentina. Veja tambm Balana Comercial; 
Mercosul. 

BRASSAGEM. Veja Braceagem. 

BRAVERMAN, Harry (1920-1976). De origem 
operria, no conseguiu obter, por problemas 
financeiros, educao superior. Trabalhou como 
operrio especializado na indstria siderrgica 
e envolveu-se na vida sindical e no movimento 
socialista. Ajudou a fundar o jornal The American 
Socialist em 1954 e trabalhou como seu co-editor 
por cinco anos. Em 1967, tornou-se diretor-administrativo 
da revista Monthly Review Press, 
onde trabalhou at o seu falecimento. Sua obra 
mais conhecida, Trabalho e Capital Monopolista 
(1974),  um estudo clssico a respeito do processo 
de trabalho na produo capitalista. Nela, 

o autor destaca, em primeiro lugar, os esforos 
da gerncia em obter controle crescente sobre o 
processo de trabalho, com o intuito de racionalizar 
a produo e extrair mais valor dos trabalhadores 
produtivos. Em segundo lugar, que esses 
esforos da gerncia levam inevitavelmente 
 homogeneizao das tarefas e  reduo da 
capacitao necessria nos empregos produtivos. 
Em terceiro lugar, que essa tendncia se 
aplica aos estgios mais avanados do desenvolvimento 
capitalista, com a proliferao de 
empregos de escritrio (colarinho-branco). Embora 
as duas ltimas tendncias sejam discutveis, 
no resta dvida de que a primeira ajudou 
a recuperar e a estimular a anlise marxista dos 
processos de trabalho. 
BRAZILIAN DEPOSITARY RECEIPTS. Veja 
American Depositary Receipts. 

BREAK EVEN. Expresso em ingls do mercado 
financeiro utilizada quando uma transao 
de compra ou venda de ttulos se realiza sem 
lucro ou prejuzo. 

BREAK EVEN POINT. Veja Ponto de Equilbrio. 


BREAK EVEN RULE. Expresso em ingls utilizada 
na indstria cinematogrfica que designa 
a regra de que um filme deve gerar de receita 
aproximadamente 3 vezes seu custo de produo 
para alcanar o ponto de equilbrio econmico-
financeiro. Esta regra  na verdade mais 
uma exceo, pois a maioria dos filmes no con


segue bilheterias que proporcionem uma receita 
dessa magnitude. 

BREAK POINT. Veja Ponto de Corte. 

BREAKING DEPOSIT. Expresso em ingls que 
significa a retirada de fundos de uma aplicao 
antes de seu prazo de vencimento. Geralmente 
essa ao no d lugar ao recebimento dos rendimentos 
proporcionais ao tempo em que os recursos 
foram aplicados, e vem acompanhada em 
alguns casos de multa. 

BRENTANO, Lujo (Ludwig Josef) (1844-1931). 

Nasceu na Alemanha e estudou Economia em 
Heidelberg e Gottingen. A partir de 1871, ensinou 
economia poltica em Berlim, Breslau, Viena, 
Leipzig e Munique. Um fato decisivo em 
sua carreira foi a participao no Seminrio de 
Estatstica vinculado ao Instituto Prussiano de 
Estatstica. Seu diretor era Ernst Engel, cujo interesse 
nas condies sociais da classe trabalhadora 
teve grande influncia sobre Brentano. Engel 
defendia um esquema de participao nos 
lucros como forma de resolver a questo social. 
Em 1868, Brentano o acompanhou a uma visita 
 Inglaterra, onde estudou os efeitos dessa medida. 
Mas a experincia o convenceu da inadequao 
da participao nos lucros para a reforma 
do capitalismo, sugerindo outra alternativa: 
a melhoria da posio do trabalhador no mercado 
de trabalho pela criao de sindicatos. 
Brentano acreditava que essa era a nica maneira 
de assegurar  classe trabalhadora maior 
participao no crescimento geral da riqueza. Interessou-
se pela histria dos sindicatos, que rastreou 
at as corporaes de ofcio (guildas) medievais 
em seu livro On the History and Development 
of Guilds, and the Origin of Trade Unions 

(Sobre a Histria do Desenvolvimento das Guildas 
e a Origem dos Sindicatos). Outro ponto 
analisado e de grande interesse foram as discusses 
sobre os efeitos positivos na produtividade 
da reduo da jornada de trabalho. Ele 
tambm considerava a introduo de um sistema 
geral de seguridade social um ponto interessante 
para a reforma do capitalismo. Como 
pretendia resolver a questo social sempre nos 
limites do sistema econmico existente, rejeitava 
as posies de Marx e dos social-democratas alemes 
do sculo XIX. Enfatizava que as condies 
desiguais da existncia material eram absolutamente 
necessrias para o desenvolvimento da 
humanidade. Outros campos de estudo de Brentano 
foram as teorias da populao de Malthus 
e a teoria do valor, tendo ele se inclinado pela 
concepo marginalista. Durante a Repblica de 
Weimar, permaneceu preocupado com a poltica 
social, especialmente com a luta pela jornada de 
oito horas. 



67 BUFFER


BRESSER PEREIRA, Lus Carlos (1934- ). Bacharel 
em Direito, doutor pela Faculdade de Economia 
e Administrao da Universidade de So 
Paulo (USP) e livre-docente na mesma universidade 
a partir de 1984,  tambm professor-titular 
da Escola de Administrao de Empresas 
da Fundao Getlio Vargas, onde leciona desde 
1959. Membro do Cebrap desde 1970, fundou, 
no incio dos anos 80, a Revista de Economia Poltica. 
Diretor administrativo do Grupo Po de 
Acar (1963-1983), presidente do Banespa 
(1983-1985) e secretrio de governo durante a 
gesto de Franco Montoro, em abril de 1987 assumiu 
o Ministrio da Fazenda em substituio 
a Dlson Funaro, tendo permanecido no cargo 
at dezembro do mesmo ano. Em sua gesto no 
Ministrio da Fazenda deu prosseguimento, embora 
com algumas modificaes,  linha heterodoxa 
de seu antecessor, implementando uma 
srie de medidas denominadas Plano de Controle 
Macroeconmico, mais conhecido como 
Plano Bresser. O fracasso do plano para conter 
a inflao precipitou sua demisso em dezembro 
de 1987. Em 1995, assumiu como ministro a Secretaria 
de Administrao Federal (SAF), denominada 
Ministrio da Administrao e Reforma 
do Estado (MARE) no governo Fernando Henrique 
Cardoso. Entre seus livros destacam-se: 
Desenvolvimento e Crise no Brasil (1969), Tecnoburocracia 
e Contestao (1972), Estado e Subdesenvolvimento 
Industrializado (1977), Inflao e Recesso 
(1984), em co-autoria com Yoshiaki Nakano, 
e Lucro, Acumulao e Crise (1986). 

BRETTON WOODS. Veja Conferncia de Bretton 
Woods. 

BRIBOR. Veja Ibor. 

BRIDGE-LOAN. Veja Emprstimo-Ponte. 

BROFENBRENNER, Martin (1914- ). Nasceu 
nos Estados Unidos e formou-se na Universidade 
de Washington, obtendo o doutoramento na 
Universidade de Chicago, em 1934. Aluno de 
Oskar Lange, sua carreira profissional se diversificou 
por temas como macroeconomia, economia 
monetria, histria do pensamento econmico, 
economia marxista e economia japonesa. 
Embora Brofenbrenner seja um economista neoclssico 
treinado em Chicago, sua contribuio 
 teoria da distribuio da renda modifica aquela 
concepo de tal forma que  capaz de equacionar 
tanto questes levantadas pela economia 
clssica quanto pela neomarxista. Foi um dos 
primeiros a desenvolver anlises do desenvolvimento 
econmico japons. Entre suas obras 
mais importantes, citam-se Income Distribution 
Theory (Teoria da Distribuio da Renda), 1971, 
e Macroeconomic Alternatives (Alternativas Macroeconmicas), 
1979. 

BROKER. Veja Stock Broker. 

BROOK FARM. Comunidade agrcola fundada 
em 1841, em West Roxbury, Massachusetts, Estados 
Unidos, pelo casal George e Sophia Ripley. 
Inspirada no igualitarismo de Fourier, Brook 
Farm organizou-se segundo o sistema do falanstrio. 
A experincia, que recebeu o apoio de intelectuais 
como Nathaniel Hawthorne e Ralph 
Waldo Emerson, terminou em 1847, devido a problemas 
financeiros. Veja tambm Falanstrio. 

BROOKINGS-SSRC. Veja Macromodelo; Modelo 
Brookings. 

BTN - Bnus do Tesouro Nacional. Criado 
pela medida provisria n 48, este ttulo teve 
seu valor fixado em 1 cruzado novo, retroativo 
a 1 de fevereiro de 1989. Ele  corrigido pela 
inflao medida pelo IPC. Na realidade, o BTN 
d continuidade  extinta OTN sem, no entanto, 
considerar a inflao do ms de janeiro de 1989. 
Com o fim da correo monetria, o Bnus do 
Tesouro Nacional foi oficialmente extinto em 1 
de fevereiro de 1991. O valor de um BTN, no 
dia da promulgao da medida, era de 126,8621 
cruzeiros. BTN representa tambm as iniciais de 
Brussels Tariff Nomenclature, que consiste num 
sistema de classificao comercial para finalidades 
alfandegrias. Atualmente, mais de 100 pases 
aceitam esta classificao. Veja tambm Plano 
Vero. 

BCHER, Karl (1847-1930). Historiador e economista 
alemo, representante da Jovem Escola 
Histrica, que  basicamente descritiva. Bcher 
fez uma periodizao da histria econmica em 
trs fases: economia domstica fechada (autarquia 
sem trocas), economia urbana (permuta 
sem moeda, com produo direta para o consumidor) 
e economia nacional. Essa diviso foi 
utilizada por certo tempo na anlise da Idade 
Mdia e da passagem  economia moderna. Bcher 
foi professor em Dorpat, Basilia, Karlsruhe 
e Leipzig. Entre suas obras destacam-se Die Entstehung 
der Volkswirtschaft (O Surgimento da Economia 
Poltica), 1893; Beitrge zur, Wirtschaftsgeschichte 
(Contribuies  Histria da Economia), 
1922. 

BUFFER. Termo em ingls que, relacionado com 
os estoques, significa uma quantidade marginal 
de matrias-primas ou produtos acabados mantidos 
em estoque como precauo diante de problemas 
imprevistos de escassez ou para enfrentar 
aumentos excepcionais da demanda. No 
campo da informtica, designa a parte interna 
de um sistema de processamento de dados, que 
serve como memria intermediria entre duas 
memrias, ou para operar sistemas com diferentes 
tempos de acesso ou formatos, utilizados 



BUG 

para conectar um equipamento de entrada ou 
de sada  memria interna. 

BUG. Veja Mark-I. 

BUG DO MILNIO (Y2K). Denominao dada 
ao problema existente na maioria dos principais 
sistemas informatizados do mundo, relacionado 
com a data na passagem do milnio. Na passagem 
do dia 31 de dezembro de 1999 para 1 de 
janeiro de 2000, os computadores faro a leitura 
do ano apenas pelos dois ltimos dgitos e registraro 
1/1/2000 como se fosse 1/1/1900. A 
menos que sejam reprogramados, esses sistemas 
informatizados causaro grandes transtornos, 
especialmente na atividade financeira. Em ingls, 
o bug do milnio  denominado pela sigla 
Y2K. Veja tambm Mark I. 

BUKHARIN, Nikolai Ivanovitch (1888-1938). 

Economista e poltico russo, um dos principais 
tericos do Partido Bolchevista. Sua principal 
obra, O Imperialismo e a Economia Mundial (1915), 
precedeu o estudo de Lnin sobre a mesma questo. 
Publicou tambm A Economia da Renda (crtica 
ao marginalismo, em 1914), A Economia do 
Perodo de Transio (1918), O ABC do Comunismo 
(1919, com Preobrajensky) e Teoria do Materialismo 
Histrico (1921). Posicionou-se contra as 
medidas de Stlin durante a coletivizao forada 
da agricultura e defendeu o prolongamento 
da Nova Poltica Econmica (NEP), instituda 
por Lnin aps o comunismo de guerra. Advogou 
tambm a continuidade, ainda que por certo 
perodo, da pequena produo camponesa, 
como compatvel com a construo do socialismo. 
Foi fuzilado em 1938, durante um dos grandes 
"expurgos" de Stlin, e reabilitado em 1988 
durante o governo de Mikhail Gorbatchev. 

BULIONISMO. Designao dada ao sistema 
monetrio em que o papel-moeda  livremente 
conversvel em metal e deve estar integralmente 
garantido por um encaixe metlico. O nome vem 
de bullion, que em ingls significa lingote ou barra 
de ouro ou prata. O mercantilismo espanhol 
foi caracterizado como bulionista por apoiar-se 
no grande fluxo de ouro e prata proveniente 
das colnias na Amrica. O bulionismo foi uma 
concepo monetria muito apreciada durante 

o sculo XIX e tambm muito combatida antes, 
principalmente por William Petty, Franois 
Quesnay e Adam Smith. Veja tambm Escola 
das Contrapartidas Metlicas; Metalismo. 
BULL. Palavra inglesa cujo significado literal  
"touro". Porm, no mercado acionrio ou de ttulos, 
 a forma popular (gria) para indicar a 
pessoa que, acreditando que o valor desses ttulos 
ou aes vai aumentar, compra-os, esperando 
vend-los no futuro antes do dia do vencimento 
por um preo mais elevado e, portanto, 

realizando lucros.  o contrrio de bear. O termo 
j era utilizado desde princpios do sculo XVIII 
em Londres. 

BULL SPREAD. Expresso em ingls utilizada 
no mercado financeiro para designar aquele operador 
que compra contratos (ttulos) nos meses 
prximos, tornando-se "comprado", e vende contratos 
nos meses futuros tornando-se "vendido", 
esperando realizar lucros se os preos subirem. 

BULLDOG BONDS. Expresso em ingls que 
designa os ttulos estrangeiros denominados em 
libras esterlinas e emitidos em Londres. 

BULLET LOAN. Expresso em ingls que designa 
um emprstimo pago de uma s vez noseu vencimento.  similar ao Baloon Maturity 
Loan, mas com a diferenca de que no possui 
nenhuma fonte predeterminada para o pagamento 
da dvida. Para liquidar essa dvida, o 
devedor poder ter de refinanci-la de acordo 
com a taxa de juros corrente, vender ativos ou 
vender os titulos colaterais. Veja tambm Evergreen 
Loan. 

BULLION. Veja Lingote. 

BURGUESIA. Classe social composta dos proprietrios 
do capital que vivem dos rendimentos 
por ele gerados. Pertencem  burguesia os industriais, 
os comerciantes, os banqueiros, os empresrios 
agrcolas e os donos de empresas de 
servios. Originalmente, o termo era aplicado 
aos habitantes dos aglomerados urbanos da Idade 
Mdia que se dedicavam ao comrcio,  usura 
e ao artesanato. Os interesses dessa burguesia 
eram extremamente limitados pelo poder dos 
senhores feudais, que serviam de obstculo tambm 
s aspiraes polticas dos reis. Por isso, 
freqentemente, burgueses e monarcas aliavam-
se para lutar contra a nobreza feudal, surgindo 
assim um dos fundamentos das monarquias nacionais. 
O crescimento econmico e social da 
burguesia em ascenso chocou-se, finalmente, 
com o poder dos soberanos, da nobreza e do 
clero, provocando os acontecimentos da Revoluo 
Francesa, que aboliu a monarquia e os privilgios 
hereditrios dos nobres senhores de terras. 
Concentrando em suas mos os negcios 
do Estado, sobretudo na Europa, a burguesia 
criou condies propcias ao pleno desenvolvimento 
do modo de produo capitalista. O advento 
da Revoluo Industrial, nos sculos XVIII 
e XIX, consolidou a fora econmica da burguesia 
e tambm gestou uma nova classe social - 

o proletariado -, desprovida de meios de produo 
e dona apenas de sua fora de trabalho.
Veja tambm Revolues Burguesas. 
BURNHAM, James (1905- ). Socilogo norte-
americano, autor de The Managerial Revolution 



(A Revoluo dos Gerentes), 1941. Nessa obra, 
sustenta que a evoluo do capitalismo, longe 
de conduzir ao socialismo, como afirmam os 
marxistas, levaria, em futuro prximo, ao gerencialismo, 
sistema caracterizado pelo domnio 
dos tecnocratas. As exigncias do progresso tecnolgico 
fariam com que os capitalistas, donos 
dos meios de produo, cedessem gradualmente 

o controle de suas empresas a administradores 
superespecializados, que constituiriam a nova 
classe dominante. Outras obras do autor: The 
Coming Defeat of Communism (A Iminente Derrocada 
do Comunismo), 1950, e Suicide of the 
West (O Suicdio do Ocidente), 1964. 
BUROCRACIA. Literalmente, o termo significa 

o governo dos funcionrios da administrao. 
Inicialmente aplicado ao conjunto dos funcionrios 
pblicos, hoje em dia se refere, genericamente, 
a qualquer organizao complexa, pblica 
ou privada, baseada numa rgida hierarquizao 
e especializao das funes. O conflito 
entre autoridade e competncia, nas grandes organizaes, 
tende a ser resolvido pelos mecanismos 
internos de defesa da burocracia - normas, 
hierarquia, especializao -, com freqente 
prejuzo da racionalidade e da eficincia, que 
so a prpria razo de ser do organismo burocrtico. 
As primeiras burocracias surgiram para 
movimentar o aparelho administrativo dos 
grandes imprios do passado (China, Assria, 
Babilnia, Egito, Roma).Tambm a Igreja Catlica, 
depois de sua afirmao como religio universal 
e oficial, desenvolveu um eficiente sistema 
burocrtico, centralizado no poder papal. O 
processo de consolidao do capitalismo foi 
acompanhado de intenso desenvolvimento dos 
mecanismos burocrticos, no s em nvel estatal, 
mas tambm no plano empresarial. Isso fez 
com que os cientistas sociais passassem a analisar 
o funcionamento da burocracia como um 
fenmeno tpico do sistema capitalista, expresso 
concreta de sua racionalidade. Embora para 
um deles, Max Weber, no haja contradio necessria 
entre burocracia e democracia, para 
muitos estudiosos da questo o sistema burocrtico 
 um dos principais impedimentos para 
o exerccio da democracia. No que se refere s 
sociedades de organizao socialista, o fenmeno 
da burocracia foi analisado por Trotsky em 
sua crtica ao stalinismo. Veja tambm Administrao; 
Gerencialismo. 
BUSHEL. Denominao de medida de capacidade 
para produtos secos como cereais, frutas, 
legumes etc. Esta medida utilizada tanto no Sistema 
Imperial Ingls como no Consuetudinrio 
Americano difere um pouco entre eles: no primeiro 
equivale a 35,238 l, enquanto no segundo 

BUYING THE INDEX 

a 36,361 l. Esta diferena deve-se ao fato de que 
os americanos utilizavam a antiga medida do 
bushel ingls desde a poca da colnia e a Inglaterra 
fez uma reforma do seu sistema no seculo 
XIX mudando alguns destes valores, o que 
no foi seguido pelos norte-americanos. No entanto, 
mesmo no interior dos Estados Unidos 
existem diferenas de Estado para Estado e na 
forma como um recipiente acondiciona, por 
exemplo, frutas ou legumes, isto , se cheio ou 
raso; no primeiro caso, mas, por exemplo, formando 
uma pilha que ultrapassa a borda do 
recipiente, e no segundo, indo apenas at a altura 
da borda deste. Como medida de capacidade 
o bushel parece ter mudado muito no decorrer 
do tempo: esta denominao  derivada 
de uma palavra celta (povos que viveram nas 
Ilhas Britnicas e no Norte da Europa) que significa 
"punhado"; e, tomando a palavra ao p 
da letra, seriam necessrios muitos punhados 
para constituir um bushel. Assim como na tonelada 
de registro, o peso de um bushel varia de 
acordo com os produtos que estiverem acondicionados 
num recipiente. Por exemplo, um bushel 
de sal pesa mais do que um bushel de carvo, 
de tal forma que os americanos resolveram fixar 
um peso para cada bushel de cada mercadoria 
a ser medida, e assim ele s varia se for "raso"ou 
"cheio". O seam  um mltiplo do bushel, equivalendo 
a 8 deles ou 281,904 kg, e sua origem 
relaciona-se com a quantidade que poderia ser 
carregada no alforje de um cavalo; o peck,  um 
submltiplo, equivalendo a um quarto de bushel; 
uma quarta equivale a um oitavo de peck o que 
significa 1 / 32 de bushel, e uma pinta (pint) - 
inicialmente medida para vinhos - equivale  
metade de uma quarta ou 1/ 64 de bushel. Veja 
tambm Medidas de Cereais; Unidades de Pesos 
e Medidas. 

BUSH INITIATIVE. Proposta desenvolvida pelo 
presidente norte-americano George Bush, em 
1990, que constituiu uma espcie de preparao 
 criao do Nafta. Veja tambm NAFTA. 

BUTT. Antiga medida de capacidade ainda hoje 
utilizada na Inglaterra para vinho, correspondente 
a 130 gales ou 492 l. A palavra inglesa 
bottle (garrafa), embora utilizada tambm como 
medida de vinho,  originria de butt, tendo uma 
capacidade muito menor. 

BUTUT. Veja Dalasi. 

BUYING-IN. Processo de obteno de aprovao 
para oferecer um produto ou servio subestimando-
se seu custo total. 

BUYING THE INDEX. Expresso em ingls 
que significa literalmente "comprando o ndice". 
No mercado financeiro e de aes dos Estados 
Unidos, designa a compra de aes ou ttulos 



BY-BIDDER 

na proporo determinada pela empresa de 
aconselhamento de investimentos Standard & 
Poor's, na expectativa de que tal operao obtenha 
o mesmo resultado das 500 grandes corporaes 
norte-americanas analisada pela referida 
empresa. 

BY-BIDDER. Veja Puffer. 

BYTE (Binary Term). Unidade bsica de informao, 
composta de oito bits.

 C 


C. Inicial de: 1) carat; 2) cash (dinheiro vivo); 3) 
cent (centavo); 4) centime (unidade monetria 
francesa); 5) collateral (garantia); 6) coln (unidade 
monetria de Costa Rica e El Salvador); 7) 
crdoba (unidade monetria da Nicargua). Veja 
tambm Carat; Collateral. 
C-BOND (Front-loaded Interest Reduction 
with Capitalization Bond). Veja Bradies; Plano 
Brady; TJLP. 

CA. Iniciais da expresso em ingls chief accountant, 
que significa "diretor" ou "chefe de 
contabilidade". 

CABEA-DE-PORCO. Veja Hogshead. 

CAA. Veja Pr-histria. 

CACAU. Veja Ciclo do Cacau. 

CAD. Iniciais da expresso em ingls computer 
aided design, que significa "projeto assistido porcomputador".  o mtodo mediante o qual se 
realiza um projeto - que pode ser um simples 
desenho - com o auxlio de um computador. 
Normalmente, o computador possui em sua memria 
informaes e outros elementos correlatos 
ao projeto que se deseja desenvolver. Por meio 
de um terminal de vdeo, esses elementos so 
apresentados, modificados ou combinados de 
diferentes formas com o auxlio de uma "caneta 
eletrnica". 

CAD/CAM. Sistema de produo baseado na 
interligao dos mtodos CAD e CAM, isto , 
um produto  projetado por um computador 
(CAD), passando diretamente para a fase de execuo 
(CAM, computer aided manufacturing - 
"produo assistida por computador"), tambm 

sob o comando de um computador. Veja tambm 
CAD; CAM. 

CADASTRO. Conjunto de informaes econmicas, 
financeiras, comerciais e outras, referentes 
a pessoas ou empresas. Permite decidir quanto 
aos riscos de qualquer operao comercial 
com a empresa ou pessoa cadastrada. 

CADE - Conselho Administrativo de Defesa 
do Consumidor. rgo criado em 10/9/1965, 
cuja finalidade  a defesa da concorrncia e a 
vigilncia, preveno e represso aos abusos do 
poder econmico. O Cade foi reformulado e reforado 
pela lei n 8 884, de 1994, e hoje tem 
representado um papel importante, especialmente 
diante da integrao brasileira aos mercados 
mundiais e da vinda macia de capital de 
investimento para o Brasil, em muitos casos para 
a aquisio de empresas j existentes, ou facilitando 
fuses de empresas brasileiras e estrangeiras. 


CADERNETA DE POUPANA. Contas sobre 
cujos depsitos so creditados mensalmente (lei 
de agosto de 1983) juros e correo monetria, 
uma vez observada a condio de que saques 
e depsitos sejam feitos em pocas predeterminadas. 
O funcionamento das Associaes de 
Poupana e Emprstimo foi decretado em 1966 
com o objetivo de propiciar a aquisio de casa 
prpria a seus associados, desenvolvendo o hbito 
da poupana. Sua atuao efetiva data de 
junho de 1968, e, em 1974, os depsitos em caderneta 
de poupana j representavam 17,4% do 
total de depsitos feitos em todo o pas. A partir 
de 1980, medidas econmicas adotadas pelo governo 
federal, como a limitao das taxas de juros 
e a correo monetria, provocaram uma reduo 
temporria da poupana privada interna, 
mas uma grande campanha de recuperao do 
prestgio da poupana e a liberao dessas taxas 
acarretaram o enorme crescimento da poupana 
privada, que se verificou a partir de ento. Com 
a extino do BNH, decretada pelo Plano Cruzado 
2, em novembro de 1986, a caderneta de 
poupana foi perdendo sua finalidade de instrumento 
de financiamento da casa prpria para 
transformar-se em mecanismo de financiamento 
da dvida pblica. Mesmo assim, estimulados 
pelos altos juros nominativos, nos perodos de 
alta inflao de 1988 e 1989, os depsitos em 
caderneta de poupana continuaram a crescer. 
Em fevereiro de 1990, um ms antes da instituio 
do Plano Collor, os depsitos em caderneta 
de poupana chegaram a representar 25% 
dos ativos financeiros do pas. Com o desestmulo 
provocado pelo Plano de Estabilizao Financeira 
aplicado em maro de 1990, quando 
grande parte de seus valores foram "bloqueados" 
pelo governo, os depsitos em caderneta 



de poupana comearam naturalmente a decrescer. 
Em maio do mesmo ano, eles representavam 
apenas 20% dos ativos financeiros. Enquanto 
isso, sua finalidade como instrumento do mercado 
imobilirio para a construo de moradias 
praticamente deixou de existir. A partir de julho 
de 1994, com o advento do Plano Real e a estabilizao 
de preos, a caderneta de poupana 
voltou a ser uma opo de investimento financeiro, 
apesar da "desiluso monetria" (confuso 
entre taxas de juros reais e nominais), embora 
no recuperasse sua funo de instrumento 
para o financiamento da construo de moradias. 
Veja tambm BNH; Desiluso Monetria; 
Plano Collor; Plano Real; Plano Vero. 

CAE. Iniciais da expresso em ingls computer 
aided engineering, que significa o ensaio tcnico 
ou a concepo de engenharia produzidos com 

o auxlio ou por intermdio de um computador. 
Veja tambm CAD; CAD/CAM; CAM. 
CAETERIS PARIBUS. Expresso em latim que 
significa "permanecendo constantes todas as demais 
variveis". Muito utilizada em economia 
quando se deseja avaliar as conseqncias de 
uma varivel sobre outra, supondo-se as demais 
inalteradas. 

CAF. Veja Acordo Internacional do Caf; Ciclo 
do Caf; IBC. 

CAF TIPO SANTOS. Veja Santos. 

CAIPIRA 63. Denominao dada  Resoluo 
2 148 do Banco Central, de maro de 1995, autorizando 
a entrada de capitais por um prazo 
mnimo de 180 dias para emprstimo  agricultura. 
Como a resoluo permitia tambm que 
tais recursos fossem utilizados para aplicaes 
em ttulos com garantia cambial, o mecanismo 
foi amplamente utilizado neste mbito (muito 
mais rentvel e seguro), em detrimento da agricultura. 
Em maro de 1998, o Banco Central resolveu 
dificultar essa utilizao dos recursos externos 
determinando que pelo menos 50% desses 
recursos fossem utilizados no crdito rural. 

CAIRNES, John Elliott (1823-1875). Economista 
irlands conhecido como "o ltimo dos economistas 
clssicos", representante da Escola 
Econmica Clssica inglesa. Sua obra principal, 

The Character and Logical Method of Political Economy 
(O Carter e o Mtodo Lgico da Economia 
Poltica), de 1857, enfatiza a importncia do mtodo 
dedutivo e  considerada um tratado definitivo 
sobre a metodologia da Escola Clssica. 
O livro fez parte de uma longa controvrsia 
quanto ao objeto e mtodo da economia poltica, 
mantida por Cairnes com Stuart Mill e Nassau 
Senior. Cairnes aplicou seu mtodo em estudos 
como The Slave Power (O Poder Escravo), de 

CAIXA DE CONVERSO 

1862, em que analisou as conseqncias sociais 
de uma economia baseada no escravismo, influenciando 
a opinio pblica inglesa em favor 
dos Estados do Norte na Guerra Civil norte-
americana. O livro  considerado um exemplo 
de interpretao econmica da Histria feita independentemente 
do marxismo. Em Some Leading 
Principles of Political Economy Newly Expounded 
(Alguns Princpios Condutores da Economia 
Poltica Expostos de Maneira Nova), de 1874, 
Cairnes fez uma rigorosa exposio dos fundamentos 
da Escola Clssica inglesa, abalados com 

o abandono da teoria do fundo de salrio por 
Mill, em 1869. A obra tambm procurou generalizar 
o conceito de grupos no-concorrentes 
tanto ao comrcio interno quanto ao internacional. 
Cairnes formou-se no Trinity College, em 
Dublin, Irlanda. Iniciou sua carreira como jornalista, 
sendo em seguida professor de economia 
poltica em Dublin, em Galway e em Londres. 
Veja tambm Escola Clssica. 
CAIRU, Visconde de (Jos da Silva Lisboa) 
(1756-1835). Economista e poltico brasileiro, introdutor 
dos estudos de economia poltica no 
pas. Como conselheiro de dom Joo VI, influenciou 
a deciso do regente na abertura dos portos 
brasileiros (1808). Discpulo de Adam Smith, escreveu 
Princpios de Economia Poltica (1804), primeira 
obra do gnero em portugus e na qual 
divulga as idias de Smith, Malthus e Ricardo. 
Publicou ainda Observaes sobre o Comrcio Franco 
no Brasil (1808-1809), Observaes sobre a Franqueza 
da Indstria e Estabelecimento de Fbricas no 
Brasil (1810), Observaes sobre a Prosperidade do 
Estado pelos Liberais Princpios da Nova Legislao 
do Brasil e Refutao das Declamaes contra o Comrcio 
Ingls (1810), Ensaios sobre o Estabelecimento 
dos Bancos para o Progresso da Indstria e Riqueza 
Nacional (1811), Extrato das Obras de Burke (1812). 
Veja tambm Abertura dos Portos. 

CAIXA. Veja Facilidades de Caixa; Livro-caixa. 

CAIXA DE CONVERSO. Instituio criada em 
1906 pelo governo do presidente Rodrigues Alves 
como instrumento de uma poltica de estabilidade 
cambial. A motivao central para a 
criao desta instituio foi a tendncia da queda 
das cotaes do preo do caf no mercado internacional 
devido  superproduo de caf observada 
no final do sculo XIX e incio do sculo 
XX no Brasil. O estabelecimento de uma taxa 
de cmbio de 15 d. (pence) por mil ris, alm de 
significar o retorno ao padro-ouro, ia ao encontro 
dos interesses dos cafeicultores e exportadores 
de caf, que estavam sendo prejudicados 
no s pelas baixas cotaes do produto no mercado 
internacional, mas tambm pelas fortes oscilaes 
da prpria taxa de cmbio. Associada 
 poltica de defesa dos preos do caf estabe




CAIXA DE ESTABILIZAO 

lecida mediante o Convnio de Taubat, a Caixa 
de Converso contribuiu para a manuteno de 
uma taxa cambial estabilizada at o incio da 
Primeira Guerra Mundial. Veja tambm Convnio 
de Taubat; Caixa de Estabilizao; Padro-
ouro. 

CAIXA DE ESTABILIZAO. Instrumento de 
estabilizao da moeda criado durante o governo 
do presidente Washington Lus pelo decreto 
n 5 108, de 18/12/1926. A criao deste instrumento 
significou a volta do Brasil ao padro-
ouro (ou ao padro cmbio-ouro), e a taxa cambial 
foi fixada em 6 d. (pence) por mil ris. Para 
muitos que desejavam a volta  paridade de 1846 
(27d./mil ris), ou  correspondente  de 1906, 
de 15d./mil ris (Caixa de Converso), esta desvalorizao 
significava um aviltamento da moeda 
nacional - inclusive esta taxa foi apelidada 
de Taxa Vil -, embora beneficiasse os produtores 
de caf, especialmente os exportadores, e 
correspondesse mais ou menos a uma taxa de 
equilbrio correspondente  paridade do poder 
de compra da libra e do mil-ris. Os fundamentos 
da Caixa de Estabilizao estavam vinculados 
 rejeio do recurso  deflao como meio 
de estabilizar as economias que, depois da Primeira 
Guerra Mundial, haviam sofrido fortes 
processos inflacionrios, como a Alemanha, austria, a Frana e a Itlia,  convico de que 
as taxas deveriam ter como referencial a paridade 
do poder de compra, e  manuteno das 
taxas cambiais estabelecidas por uma poltica 
fiscal rgida, isto , sem dficits nas contas pblicas 
que exigissem a emisso de moeda para 
cobri-los e, conseqentemente, uma presso inflacionria 
que colocasse em perigo a estabilidade 
cambial. O ideal de Washington Lus era 
que toda a moeda emitida se tornasse conversvel. 
Isso, no entanto, no acontecia: em relao 
ao total de moeda em circulao, as emisses 
da Caixa de Estabilizao alcanaram apenas 
1/3 do total. No entanto, a fixao dessa taxa 
cambial, considerada baixa (isto , o mil-ris desvalorizado 
em face da libra), fez com que houvesse 
um fluxo de capitais estrangeiros para o 
Brasil para a compra de ativos que teriam se 
tornado baratos devido a essa desvalorizao. 
De fato, as reservas cambiais do Brasil entre 1925 
e 1929 cresceram de 69 milhes de dlares (54 
em ouro e 15 em moedas estrangeiras) para 177 
milhes (sendo 150 em ouro e 17 em moedas 
estrangeiras). Com a crise econmica iniciada 
em outubro de 1929, o fundamento da Caixa de 
Estabilizao desaparece e o sistema de conversibilidade 
 abandonado. No entanto, a manuteno 
da mesma taxa cambial praticamente durante 
o ano de 1930 provoca o desaparecimento 
das reservas em ouro e a manuteno de apenas 
uma frao das reservas anteriores em moedas 
estrangeiras, que seriam em seguida desvalori


zadas, como o dlar e a libra esterlina: em 1931, 
as reservas em ouro eram praticamente inexistentes, 
e em moedas estrangeiras o Brasil mantinha 
apenas 14 milhes de dlares. Veja tambm 
Caixa de Converso; Conversibilidade; Paridade 
do Poder de Compra; Padro Cmbio-
ouro; Padro-ouro. 

CAIXA DE SOCORRO E POUPANA. Veja 
Condorcet, Marqus de. 

CAIXA DOIS. Jargo utilizado nos meios empresariais 
e jornalsticos para designar as despesas 
e receitas de uma empresa que no so 
registradas oficialmente e, portanto, podem dar 
lugar a transaes sem o respectivo pagamento 
de impostos. Alm disso, como se trata de recursos 
no existentes oficialmente, podem dar 
lugar a usos irregulares e/ou ilcitos, geralmente 
utilizados para financiar campanhas eleitorais 
de polticos e obter dos mesmos favores governamentais. 
Os recursos que alimentam o caixa 
dois geralmente, mas no necessariamente, tm 
origem tambm em fontes irregulares e ilegais 
como, por exemplo,  o caso do narcotrfico. 

CAIXA ECONMICA. Estabelecimento bancrio 
oficial, do tipo autrquico, sem fins lucrativos, 
criado com a finalidade de captar e administrar 
as pequenas poupanas populares. No 
Brasil, os governos federal e estaduais mantm 
Caixas Econmicas. Aps a criao do Sistema 
Brasileiro de Poupana e Emprstimo, vinculado 
ao BNH, a funo de captar poupanas populares 
passou a ser exercida tambm pelas instituies 
privadas filiadas a esse sistema. Veja 
tambm BNH; Caderneta de Poupana. 

CAIXA ECONMICA FEDERAL. Instituio financeira, 
sob a forma de empresa pblica, vinculada 
ao Ministrio da Fazenda. Foi fundada 
em 1860 e sua atual constituio foi estabelecida 
em 1969 e alterada em 1973. A empresa  produto 
da unificao das 22 antigas Caixas Econmicas 
Federais, autnomas, distribudas pelos 
Estados e Distrito Federal, substitudas por filiais. 
A Caixa atua num sistema de regionalizao 
- as agncias vinculam-se s agncias regionais 
e estas, s respectivas filiais. Em dezembro 
de 1990, a Caixa Econmica Federal tinha 
em todo o pas 2 157 unidades operacionais, das 
quais 1 816 eram agncias, 224 postos de atendimento 
bancrio e 117 postos de arrecadao 
e pagamento. Ao mesmo tempo, contava com 
70 062 funcionrios, distribudos entre a matriz, 
as sedes das superintendncias regionais e as 
unidades operacionais. A CEF  o maior agente 
do Sistema Financeiro da Habitao e tambm 
gestora do Programa de Integrao Social (PIS) 
e do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social 
(FAS). O PIS, um programa de participao dos 



empregados nos lucros das empresas, foi institudo 
em 1970. Seu primeiro exerccio financeiro 
ocorreu em 1971-1972. A finalidade do PIS  proporcionar 
a formao de patrimnio individual 
do empregado e estimular a poupana em todos 
os nveis, corrigindo deformaes na distribuio 
de renda e possibilitando acumulao de recursos 
a serem aplicados no aumento da produo 
nacional. A partir de 1974, os recursos 
do PIS, juntamente com os do Programa de Formao 
do Patrimnio do Servidor Pblico (Pasep), 
passaram a ser aplicados pelo ento Banco Nacional 
de Desenvolvimento Econmico (BNDE), 
hoje Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico 
e Social (BNDES). Desde ento, cabe  
Caixa apenas reaplicar parte dos recursos do 
PIS, j alocados para financiamentos de capital 
de giro, repassando-se ao BNDES as amortizaes 
dos emprstimos anteriores concedidos 
para capital fixo. O FAS, que entrou em vigor 
em 1975, concentra seus recursos nas reas sociais 
bsicas - educao, sade e saneamento, 
previdncia, assistncia social e trabalho -, movimentando 
recursos originrios da renda lquida 
das loterias, de dotaes oramentrias da 
Unio, de operaes de repasse e financiamento, 
e, ainda, dos resultados operacionais da Caixa. 
No final do exerccio de 1990, de acordo com a 
transformao da Caixa Econmica Federal em 
Banco Mltiplo, no sentido de participar nos diversos 
segmentos da atividade de intermediao 
financeira, a captao de recursos por meio da 
caderneta de poupana, CDBs/RDBs e outras 
aplicaes alcanou o total de 1,1 trilho de cruzeiros. 
Enquanto isso, os depsitos a curto prazo 
totalizavam 2,8 trilhes de cruzeiros, o que representou 
um crescimento real de 17% em relao 
ao ano anterior. A quantidade de contas de 
depositantes, no final do ano, situava-se em 24,9 
milhes, assim divididos: 21,6 milhes de contas 
em cruzeiros e 3,3 milhes em cruzados novos. 
Com a extino do Banco Nacional de Habitao, 
decretada pelo Plano Cruzado 2, em 
21/11/1986, a Caixa Econmica Federal assumiu 
as atribuies daquela instituio. Alm disso, a 
Caixa mantm programas de financiamento de 
txis a lcool, de apoio  pequena e  mdia empresa, 
de crdito educativo e de fomento  construo 
de centros sociais urbanos e mdulos esportivos. 
Veja tambm BNDES; BNH; PIS-Pasep. 

CAIXA-PRETA. Nome popular que se d aos 
sistemas cujos mecanismos internos no so 
acessveis  observao. A expresso pode designar 
o que ocorre seja dentro de uma empresa, 
com registros financeiros irregulares, seja em 
computao, quando um sistema qualquer s  
passvel de ser estudado por meio do que entra 
e do que sai, e no do que se passa em seu 
interior. No jargo do mundo dos negcios, ge-

CALL LOANS 

ralmente designa uma empresa cuja situao financeira, 
de custos, de formao de preos  
inextrincvel, e com tal ausncia de transparncia 
que sugere a existncia de irregularidades. 
Nos avies, a caixa-preta registra tudo o que 
acontece durante um vo e, em caso de acidente, 
 possvel descobrir suas causas mediante esses 
registros, uma vez que ela  fabricada de tal 
forma a resistir a impactos, ao calor e  umidade. 

CAIXAS DE LIQUIDAO. Organismos subordinados 
s Bolsas de Valores, que efetuam 
a liquidao das operaes a termo e a compensao 
das operaes ( vista ou a termo) realizadas 
entre as corretoras. Tambm recebem e 
guardam os valores dados como margem de garantia 
nas operaes feitas no prego, emitem 
certificados, realizam os desdobramentos e converses 
e fazem as transferncias de ttulos negociados. 
Veja tambm Bolsa de Valores; Desdobramento; 
Operao a Termo; Prego. 

CAIXINHA. Denominao popular da gorjeta 
ou propina, especialmente quando se trata das 
relaes entre empresas privadas e a administrao 
pblica, no mbito das quais os primeiros 
"pagam" com propinas (caixinha) os favores recebidos 
pelos representantes da ltima. 

CLCULOS BOOLEANOS. Clculos que se 
utilizam da lgebra de Boole. Em informtica, 
funcionam com o emprego de classes, preposies, 
elementos de circuitos on-off. So operaes 
lgicas de n variveis que permitem tomar uma 
deciso por meio de uma comparao. Por 
exemplo, uma comparao entre as variveis A 
e B permite a tomada de uma das trs decises: 
A>B, A=B e A<B. Especificamente, operaes 
como and (e), or (ou) e not (no) ocorrem com 
variveis de dois estados. Compreendem os operadores: 
and (e), or (ou), not (no), except (exceto), 
if (se, condicional), then (ento) e else (seno). 

CALL. Termo em ingls cuja traduo literal  
"chamada" e que, no mercado financeiro, tem 
pelo menos dois significados: 1) opo de comprar 
um ttulo ou ativo de acordo com um preo 
especificado e dentro de um prazo determinado; 
2) processo de remisso (redeem) de um ttulo 
ou ao preferencial antes de seu prazo de vencimento. 


CALLABLE. Termo em ingls derivado do verbo 
to call (chamar); significa "resgatvel", e, referindo-
se a um ttulo, indica que o mesmo  
resgatvel e em que condies isso pode acontecer. 


CALL LOANS. Expresso em ingls que designa 
os emprstimos que devem ser pagos no momento 
em que sejam chamados pelo credor. 



CALL MONEY 

CALL MONEY. Dinheiro emprestado por bancos 
geralmente para corretores das Bolsas de Valores, 
que pode ser requisitado de volta a qualquer 
momento. O call money tambm  conhecido 
como day-to-day money ou demand money. 

CALL OPTION. Veja Opes de Compra. 

CALL SALE. Expresso em ingls que significa 
literalmente "venda  chamada". Designa a venda 
de um produto de qualidade especfica sob 
um contrato que prev a fixao, pelo comprador, 
de um preo no futuro, baseando-se num 
mnimo especificado de pontos acima ou abaixo 
do preo corrente de algum ms futuro, tambm 
especificado, no dia em que o preo do contrato 
for fixado, sendo o dia escolhido pelo comprador. 
Este tipo de operao denomina-se tambm 
"chamada do comprador" (e  mais utilizado 
no mercado de algodo). 

CALORIA. Unidade de medida de calor, sendo 
definida como a quantidade de calor necessria 
para elevar de um grau centgrado a temperatura 
de um grama de gua. Veja tambm Unidades 
de Pesos e Medidas. 

CALOTE. O no-pagamento de uma dvida. 

CALVINO, Joo (1509-1564). Telogo francs, 
um dos expoentes da Reforma protestante. Suas 
idias esto expostas na obra A Instituio da Religio 
Crist (1536). Acusado de heresia, refugiou-
se em Genebra, onde liderou ampla reforma 
social, poltica e religiosa, que teria profunda 
influncia em todo o Ocidente, sobretudo nas 
cidades mercantis. Quanto s idias econmicas, 
Calvino divergia de Lutero, o outro grande reformador 
da poca, pois defendia a cobrana de 
juros, desde que moderada, e o comrcio, quando 
no proporcionasse lucros exagerados. Considerava 
o sucesso no trabalho e nos negcios 
um sinal de que o indivduo estaria sob o sopro 
da graa divina. Por essas idias, Calvino desempenhou 
papel de relevo na justificao ideolgica 
do capitalismo comercial. Tese nesse sentido 
foi defendida por Max Weber na obra A 
tica Protestante e o Esprito do Capitalismo (1905). 
Veja tambm Reforma. 

CAM. Iniciais da expresso em ingls computer 
aided manufacturing, que significa "produo assistida 
por computador". Consiste no mtodo 
mediante o qual um produto  fabricado de forma 
automtica e com o comando de um computador. 
Veja tambm CAD/CAM. 

CMARA DE COMRCIO. Associao destinada 
a congregar comerciantes e industriais que 
compartilham os mesmos interesses em determinado 
ramo de atividade econmica. Pode ter 

carter regional, servindo como rgo representativo 
de seus membros junto aos poderes 
constitudos. H tambm cmaras de comrcio 
em mbito internacional, com o objetivo de incentivar 
o intercmbio comercial entre dois pases, 
cada um dos quais mantm, no outro, escritrio 
de informaes e mostrurio dos produtos 
que pode oferecer ao mercado local. 

CMARA DE COMPENSAO. Organizao 
que rene vrios bancos de uma localidade com 
o objetivo de liquidar os dbitos entre eles, compensando 
todos os cheques emitidos contra cada 
um de seus membros, mas apresentados para 
cobrana em qualquer um dos outros. A compensao 
dos cheques se faz de maneira puramente 
escritural, evitando-se assim o transporte 
de grandes importncias em dinheiro. A primeira 
cmara de compensao que surgiu foi a Clearing-
House, de Londres, em 1775; a de Nova 
York data de 1853. No Brasil, a compensao 
de cheques  feita pelo Banco do Brasil. Veja 
tambm Banco; Banco do Brasil. 

CAMBO, Regime de.  o trabalho realizado 
pelos foreiros no plantio e durante a colheita de 
cana-de-acar nos engenhos nordestinos, em 
troca de salrios irrisrios ou mesmo de forma 
gratuita. Veja tambm Foreiro. 

CAMBIAL. Denominao dada aos certificados 
de compra de moeda estrangeira, utilizados na 
importao de mercadorias. Veja tambm Cmbio; 
Confisco Cambial; Controle Cambial; Correo 
Cambial; Poltica Cambial. 

CMBIO. Operao financeira que consiste em 
vender, trocar ou comprar valores em moedas 
de outros pases ou papis que representem 
moedas de outros pases. Para essas operaes, 
so utilizados cheques, moedas propriamente 
ditas ou notas bancrias, letras de cmbio, ordens 
de pagamento etc. At o sculo passado, 
a maioria das moedas tinha seu valor determinado 
por certa quantia de ouro e prata que representavam. 
Atualmente, no h mais o lastro 
metlico para servir de relao no cmbio entre 
as moedas, e as taxas cambiais so determinadas 
por uma conjuno de fatores intrnsecos ao 
pas, principalmente a poltica econmica vigente. 
O cmbio no possui apenas o valor terico 
de determinar preos comparativos entre moedas, 
mas a funo bsica de exprimir a relao 
efetiva de troca entre diferentes pases - a troca 
de moedas  conseqncia das transaes comerciais 
entre pases. No Brasil, a rede bancria, 
liderada pelo Banco do Brasil,  a intermediria 
nas transaes cambiais. Os exportadores, ao receberem 
moeda estrangeira, vendem-na aos 
bancos; e os bancos revendem essa moeda aos 



importadores para que paguem as mercadorias 
compradas. Essas transaes so sempre reguladas 
pelo governo, que fixa os preos de compra 
e venda das moedas estrangeiras. Veja tambm 
Poltica Cambial. 

CMBIO, Letra de. Veja Letra de Cmbio. 

CMBIO DUPLO. Veja Cmbio Mltiplo. 

CMBIO LIMPO. Veja Clean Float. 

CMBIO LIVRE. Regime de operaes do mercado 
de divisas sem interferncia das autoridades 
monetrias. A liberao da taxa cambial faz 
com que o valor das moedas estrangeiras flutue 
de acordo com o interesse que despertam no 
mercado, segundo a interao da oferta e da procura. 
O cmbio livre  tambm chamado de flutuante 
ou errtico. As flutuaes da taxa cambial 
apresentam uma srie de riscos, pois o mercado 
de divisas passa a sofrer variaes determinadas 
tambm por fatores polticos, sociais e at psicolgicos. 
Quando, por exemplo, um pas sofre 
uma crise de liquidez, o regime de cmbio livre 
estimula a especulao com moeda estrangeira, 

o que eleva excessivamente sua cotao e agrava 
sua escassez. Da mesma forma, os importadores 
passam a utilizar maior quantidade de divisas 
(moeda estrangeira) para suas compras, querendo 
evitar pag-las mais caro com o avano da 
crise, o que agrava a crise de liquidez. Veja tambm 
Cmbio Negro. 
CMBIO MANUAL. Designao do ato de troca 
fsica da moeda de um pas pela de outro. 
As operaes manuais de cmbio s se fazem 
em dinheiro efetivo e restringem-se a quem viaja 
ao exterior, seja a negcios ou turismo, ou em 
troca da moeda nacional: quem viaja ao exterior 
recebe divisas estrangeiras na forma de moeda 
legal ou de traveller's checks (cheques de viagem). 
Nas transaes de comrcio exterior ou de pas 
a pas, utilizam-se divisas sob a forma de letras 
de cmbio, cheques, ordens de pagamento ou 
ttulos de crdito. 

CMBIO MLTIPLO. Sistema de cmbio em 
que as taxas variam de acordo com a destinao 
do uso da moeda estrangeira. Acaba funcionando 
como um tipo de subsdio para a compra de 
alguns produtos e/ou como taxao na comprade outros.  adotado tanto para a importao 
quanto para a exportao, e alguns pases o adotam 
oficialmente. O Brasil no possui cmbio 
mltiplo, mas certas regulamentaes de natureza 
cambial criam efeito semelhante. A taxa de 
cmbio para a compra de petrleo, por exemplo, 
 mais baixa do que a taxa oficial. Ao contrrio, 
durante certo tempo, houve uma taxao de 25% 
de Imposto sobre Operaes Financeiras (IOF) 

CMBIO PORTUGUS 

na compra de moeda estrangeira por turistas 
brasileiros que viajavam ao exterior, criando na 
prtica um dlar mais caro do que o oficial para 
esse tipo de atividade. Esto no mesmo caso a 
taxao varivel dos produtos de importao 
(com alquotas maiores para os chamados suprfluos) 
e o confisco cambial incidente sobre 
produtos de exportao como o caf. 

CMBIO NEGRO (ou Cmbio Paralelo). Compra 
e venda ilegais de moedas estrangeiras, acima 
das taxas oficiais, com o objetivo de lucro. 
O mecanismo bsico do cmbio negro consiste 
em obter divisas pela taxa oficial (ou ligeiramente 
acima) e vend-las ao preo vigente nas transaes 
paralelas. O mercado paralelo de divisas 
est mais sujeito a oscilaes que o mercado oficial, 
pois o valor das transaes obedece estritamente 
aos mecanismos da oferta e da procura. 
Nos perodos que antecederam a desvalorizao 
do cruzeiro, por exemplo, observou-se uma demanda 
acentuada de moedas fortes, principalmente 
o dlar, ocasionando a escassez de divisas 
no mercado. O cmbio negro intensifica-se 
quando o controle cambial se torna mais rgido, 
geralmente em situaes de crise no balano de 
pagamentos. As transaes ilegais so muito variadas, 
incluindo desde a simples compra e venda 
de divisas entre particulares (turistas, em sua 
maior parte) at complexas operaes de transferncia 
irregular de vultosas somas para o exterior, 
as quais retornam depois ao pas para 
estimular ainda mais a especulao de moedas 
estrangeiras. Essas operaes supem a existncia 
de redes de especuladores de divisas que 
atuam em vrios pases, tendo s vezes a conivncia 
de funcionrios de instituies monetrias 
e financeiras. Veja tambm Cmbio Livre. 

CMBIO OFICIAL. Conjunto das taxas de converso 
de divisas em relao  moeda nacional, 
fixadas pelas autoridades monetrias. As cotaes 
oficiais das moedas estrangeiras nos regimes 
de controle cambial baseiam-se em taxas 
rgidas, em geral um pouco mais baixas do que 
se estivessem sujeitas  flutuao da oferta e da 
procura. Essas cotaes so mantidas por determinados 
perodos e sua correo reflete o ndice 
de desvalorizao da moeda nacional em relao 
 moeda forte ou moeda-padro (geralmente o 
dlar). 

CMBIO PARALELO. Veja Cmbio Negro. 

CMBIO POR ARBTRIO. Veja Arbitragem. 

CMBIO PORTUGUS. Forma coloquial de designar 
a operao de compra de moeda estrangeira 
realizada pelo exportador e enviada ao importador 
como forma real de reduzir o preo 
de venda do produto sem alterar o valor da exportao. 
Veja tambm Subfaturamento. 



CMBIO SUJO 

CMBIO SUJO. Veja Dirty Float. 

CAMBISTRY. Termo em ingls que significa a 
cincia do cmbio de moeda estrangeira, especialmente 
no que se refere ao estabelecimento 
do mtodo mais barato de remeter valores para 

o exterior. Ela implica o conhecimento dos sistemas 
de pesos e medidas de vrios pases do 
mundo, o toque dos metais utilizados para a 
cunhagem de moedas, mtodos de manejo com 
lingotes, operaes de provas sobre metais (especialmente 
os preciosos), emisso de letras de 
cmbio, ordens de pagamento postais, paridades 
comerciais e computaes nas arbitragens 
cambiais. 
CAMBRIDGE. Veja Escola de Cambridge. 

CAMEL RATING. Coeficiente utilizado para 
medir a solidez de um banco. A palavra Camel 
 formada pelas iniciais das palavras em ingls 
capital, asset (ativo), management (gerncia), earnings 
(ganhos) e liquidity (liquidez); o coeficiente 
varia entre 1 e 5 e  utilizado pelas agncias de 
superviso dos bancos para avaliar as condies 
nas quais se encontra um banco. O nvel 1  
dado aos bancos que se encontram nas posies 

o mais possvel slidas. Os nveis 4 e 5 correspondem 
queles bancos que se encontram em 
situao delicada e devem ser objeto de permanente 
observao. Este coeficiente  utilizado 
apenas pela gerncia de um banco, isto , o pblico 
no tem acesso a ele. 
CAMERALISMO. Variante do mercantilismo difundida 
na ustria e na Alemanha em meados 
do sculo XVIII. Representava um amplo sistema 
de administrao pblica e organizao dos 
negcios financeiros. Ao contrrio dos mercantilistas 
ingleses, os cameralistas privilegiavam a 
centralizao industrial e no a expanso comercial. 
Defendiam o aumento da populao como 
forma de incrementar o produto nacional e estimulavam 
o mercado interno mediante incentivos 
ao consumo de produtos locais, visando 
depender menos das importaes. Para os cameralistas, 
as receitas governamentais eram o 
mais importante elemento de riqueza das naes. 
Veja tambm Mercantilismo. 

CAMINHO CRTICO. Tcnica de planejamento 
e controle da produo quando esta exige 
grande nmero de tarefas, muitas das quais requerendo 
execuo simultnea. Consideram-se 
todas as condies que precisam ser satisfeitas 
para a execuo das tarefas. Isso leva  diviso 
do projeto em tarefas elementares, cada uma dasquais precisando ser claramente definida.  necessrio 
tambm estabelecer a seqncia em que 
as tarefas sero realizadas e o exato tempo de 
cada uma. As atividades que fazem parte do 
caminho crtico so denominadas crticas por


que qualquer atraso numa delas significa atraso 
de igual magnitude na concluso do projeto. As 
atividades que no fazem parte do caminho crtico 
se denominam no-crticas, e um atraso em 
sua execuo no significa necessariamente um 
atraso na terminao do projeto. Com esses elementos, 
o planejador responsvel pela coordenao 
geral do projeto possui uma viso de conjunto 
e pode estabelecer com exatido as responsabilidades 
de cada participante. Existem 
dois grandes grupos de tcnicas de caminho crtico: 
o CPM (Critical Path Method), que considera 
a durao das tarefas perfeitamente determinada, 
e o PERT (Program Evaluation and Review 
Technique), que considera a durao das 
tarefas varivel. Veja tambm CPM; PERT. 

CAMPANELLA, Tommaso (1568-1639). Filsofo 
e reformador social italiano. Monge dominicano, 
foi perseguido pela Inquisio por suas 
idias igualitrias. Defendeu a partilha das terras 
feudais e, depois de liderar uma rebelio 
camponesa na Calbria, ficou preso por 27 anos. 
Influenciado por Plato, escreveu La Citt del Sole 
(A Cidade do Sol), 1623, obra que descreve uma 
sociedade ideal, caracterizada pela comunho de 
bens e de mulheres. 

CAMPESINATO. O conjunto dos grupos sociais 
de base familiar que, em grau diverso de 
autonomia, se dedica a atividades agrcolas em 
glebas determinadas. Em termos gerais, caracteriza-
se por produzir baseando-se no trabalho 
da famlia, empregando eventualmente mo-deobra 
assalariada; por possuir a propriedade dos 
instrumentos de trabalho (enxadas, arados, animais 
de trao etc.); por ter autonomia total ou 
parcial na gesto da propriedade; por ser dono 
de parte ou da totalidade da produo. Segundo 
sua relao com a propriedade, o campesinato 
pode ser dependente ou no. Eram dependentes 
os servos medievais (considerados parte da prpria 
terra) e os camponeses livres, que viviam 
sob a proteo do senhor feudal e lhe pagavam 
um tributo em forma de trabalho (corvia). Embora 
a utilizao do termo seja objeto de ampla 
discusso e controvrsias, atualmente esto nessa 
ltima categoria os rendeiros, meeiros ou parceiros, 
que entregam ao proprietrio parte do 
produto ou pagam a ele uma renda (em dinheiro, 
em produto ou em trabalho, ou nessas formas 
combinadas) para cultivar determinada rea. O 
campesinato independente abrange, fundamentalmente, 
o grupo familiar que tem a posse total 
da gleba em que trabalha. Na Idade Mdia, o 
campesinato tornou-se base de todo o sistema 
social. Ao longo do processo de evoluo do 
capitalismo, sua existncia tem sido constantemente 
ameaada diante do avano da grande 
propriedade e das tcnicas de cultivo a ela inerentes. 
O exemplo mais radical dessa tendncia 



 a Inglaterra, onde a pequena propriedade camponesa 
praticamente desapareceu. Na Histria 
recente do Brasil, o campesinato tem desempenhado 
importante papel no desbravamento das 
regies de expanso da fronteira agrcola (Norte 
e Centro-oeste), onde tm sido intensos seus 
conflitos com a grande propriedade. Em geral, 
 medida que a produo capitalista avana, o 
campesinato vai perdendo espao, enquanto 
cresce o contingente de assalariados itinerantes 
(os chamados bias-frias) que compem o proletariado 
rural. 

CAMPOS, Roberto de Oliveira (1917- ). Economista, 
diplomata e poltico brasileiro, principal 
mentor do modelo econmico desenvolvido 
ao longo dos governos militares ps-1964. Foi 
conselheiro econmico da Comisso Mista Brasil-
EUA (1950-1953); diretor econmico (19521953), 
diretor superintendente (1954-1958) e presidente 
(1958-1959) do BNDE (Banco Nacional 
de Desenvolvimento Econmico); embaixador 
itinerante na Europa (1961) e embaixador nos 
Estados Unidos (1961-1964). Ministro do Planejamento 
entre 1964-1967, foi o principal artfice 
fiscal e de investimentos do governo Castelo 
Branco. A partir de 1967, atuou no setor privado, 
mas em 1975 tornou-se embaixador do Brasil 
na Gr-Bretanha. Licenciou-se desse cargo ao se 
eleger, em 1982, senador pelo Estado do Mato 
Grosso, e, em 1990, deputado federal pelo Rio 
de Janeiro, pelo PDS (Partido Democrtico Social). 
De 1956 a 1961, foi professor de Moeda e 
Crdito e Ciclo Econmico na Universidade do 
Brasil.  autor das seguintes obras: Economia, 
Planejamento e Nacionalismo (1963), Ensaio de Histria 
Econmica e Sociologia (1963), A Moeda, o Governo 
e o Tempo (1964), A Tcnica e o Riso (1966), 
Ensaios Contra a Mar (1968), Tempos e Sistemas 
(1970) e A Nova Economia Brasileira (1974), esta 
ltima escrita em colaborao com Mrio Henrique 
Simonsen. 

CANA-DE-ACAR. Veja Ciclo da Cana-deacar. 


CANADA. Medida de capacidade para lquidos 
utilizada pela Casa da Moeda do Brasil antes 
do sistema mtrico decimal e equivalente a aproximadamente 
2,6 l. Veja tambm Sistemas de Pesos 
e Medidas; Unidades de Pesos e Medidas. 

CANF. Iniciais da expresso em ingls cost and 
freight, que significa "o custo e o frete", isto , 
quando o preo da mercadoria inclui o seu custo 
e o respectivo frete. 

CANNAN, Edwin (1861-1935). Economista ingls, 
renomado por seus estudos de histria das 
doutrinas econmicas e sobretudo pela edio 
crtica e comentada de A Riqueza das Naes, de 

CAPACIDADE PARA IMPORTAR 

Adam Smith; o texto dessa obra por ele estabelecido 
em 1904 tornou-se padro de todas as 
edies posteriores. Publicou ainda, em 1896, as 
conferncias do mesmo autor (Lectures on Justice, 
Police, Revenue and Arms) e escreveu Theories of 
Production and Distribution (Teorias da Produo 
e da Distribuio), 1924, e A Review of Economic 
Theory (Retrospecto da Teoria Econmica), 1929. 
Veja tambm Smith, Adam. 

CANO, Wilson (1937- ). Nasceu em So Paulo 
e formou-se em Economia na Faculdade de Economia 
e Administrao da Pontifcia Universidade 
Catlica de So Paulo em 1962. Em 1975, 
obteve o ttulo de doutor pela Universidade Estadual 
de Campinas (Unicamp), SP, tornando-se 
professor titular daquela instituio em 1986. 
Entre 1966 e 1980, colaborou com a Cepal como 
professor, desenvolvendo cursos sobre Elaborao 
e Avaliao de Projetos em diversos pases 
latino-americanos. Sua obra est voltada para 
as questes do desenvolvimento industrial. Seus 
livros mais importantes so os seguintes: Razes 
da Concentrao Industrial em So Paulo (1990), Desequilbrios 
Regionais e Concentrao Industrial no 
Brasil: 1930-1970 (1985) e Reflexes sobre o Brasil 
e a Nova (Des) Ordem Internacional (1993). Atualmente, 
 professor de Economia do Instituto de 
Economia da Unicamp. 

CANTILLON, Richard (1680-1734). Banqueiro 
e economista francs de origem irlandesa, precursor 
dos fisiocratas e de Adam Smith. Seu Essai 
sur la Nature du Commerce em Gneral (Ensaio 
sobre a Natureza do Comrcio em Geral), conhecido 
desde 1730, mas s publicado em 1755, 
expe as contradies do mercantilismo ento 
vigente. A obra esteve por muito tempo esquecida 
e foi redescoberta por Stanley Jevons, nofinal do sculo XIX.  considerada a mais sistemtica 
exposio dos princpios econmicos 
que se fez antes de A Riqueza das Naes, de 
Adam Smith. Cantillon comea por definir a terra 
como nica fonte de riqueza, na forma de 
um excedente econmico (acima dos custos de 
produo), e o trabalho como fora geradora 
dessa riqueza. Trata, em seguida, dos problemas 
monetrios, das trocas e dos juros. Estuda ainda 

o comrcio exterior, o cmbio, os bancos e o crdito. 
CAP (Interest Rate). Veja Collar. 

CAPACIDADE PARA IMPORTAR (ndice da). 

Capacidade medida pela razo entre o valor das 
exportaes (preo x quantidade) e o preo das 
importaes. Geralmente, este ndice  calculado 
pela seguinte frmula: Cpi = P exp. x Q exp. 
/ P imp., onde o preo das exportaes, a quantidade 
exportada e o preo das importaes so 
incorporados  frmula mediante ndices a partir 
de determinado ano-base. Por exemplo, entre 



CAPACIDADE OCIOSA 

1929 e 1939 este ndice observou a seguinte evoluo: 


Ano Export. 
ndices de 
preo 
Export. 
ndices de 
quant. 
Import. 
ndices de 
preo 
Capacidade 
p/ 
importar 
1929 100 100 100 100 
1931 74 115 118 72,1 
1933 63 118 109 68,2 
1935 85 133 179 63,1 
1937 88 141 200 62,0 
1939 77 187 208 69,2 

Observa-se que a capacidade para importar no 
diminui tanto quanto as relaes de troca, isto 
, a relao entre os preos das exportaes e o 
das importaes, porque o volume ou a quantidade 
exportada pelo Brasil naquele perodo 
cresceu 87% (cem em 1929 para 187 em 1939), 
neutralizando pelo menos em parte a forte elevao 
dos preos de importao, que mais do 
que dobraram (cem em 1929 para 208 em 1939) 
no mesmo perodo. Veja tambm Relaes de 
Troca. 

CAPACIDADE OCIOSA. Diferena entre o volume 
efetivo da produo e o que seria possvel 
produzir com a capacidade instalada. Se, por 
exemplo, uma indstria de televisores possui 
equipamentos capazes de produzir mil aparelhos 
por ms, mas s fabrica oitocentos, sua capacidade 
ociosa  de 20%. O conceito  mais 
comumente aplicado nas atividades industriais, 
mas vale tambm para outros setores. Nos pases 
altamente industrializados, a capacidade 
ociosa constitui com freqncia srio problema, 
sendo geralmente sintoma de recesso econmica 
e de desemprego. Nos pases subdesenvolvidos, 
em geral, est ligada a planejamento 
inadequado, superdimensionamento da maquinaria, 
escassez de matrias-primas e estreiteza 
do mercado; pode ainda fazer parte de manobras 
monopolistas visando aumentos de preos 
ou a manuteno de preos altos. 

CAPATAZIA. Taxa cobrada pelo movimento de 
mercadorias nos portos e em seus armazns, 
com uso de trabalhadores e equipamentos porturios. 
A taxa de capatazia  comumente arrecadada 
pelas alfndegas em benefcio das companhias 
que exploram os portos. 

CAPITAO. Tributao cobrada per capita, 
isto , incidente sobre cada indivduo morador 
de uma comunidade, rea ou regio. Substituda 
modernamente por outras formas de imposto 
(sobre a renda, sobre o consumo etc.), foi comum 
na Antiguidade e na Idade Mdia. No Brasil, 
foi regulamentada por Carta Rgia em 1735 e 
subsistiu em forma pura at 1750, sobretudo na 

regio das minas: cada minerador, ou pessoa 
estabelecida em outras atividades, pagava um 
imposto  Coroa proporcional ao nmero de escravos 
que possusse. 

CAPITAL.  um dos fatores de produo, formado 
pela riqueza e que gera renda.  representado 
em dinheiro. O capital tambm pode 
ser definido como todos os meios de produo 
que foram criados pelo trabalho e que so utilizados 
para a produo de outros bens. Assim, 

o capital de uma empresa ou de uma sociedade, 
por exemplo,  constitudo pelo conjunto de seus 
recursos produtivos que foram criados pelo trabalho 
humano. Os recursos naturais, como a terra, 
por exemplo, no so considerados capital. 
O conceito de capital abrange somente os meios 
de produo social, ou seja, aqueles utilizados 
em atividades que se inserem na diviso do trabalho. 
O que significa, num sistema capitalista, 
que o capital abrange os recursos usados na produo 
de bens e servios destinados  venda, 
isto , as mercadorias. Aqueles meios de produo 
que so utilizados para a satisfao direta 
das necessidades dos produtores no fazem parte 
do capital.  o caso dos aparelhos e ferramentas 
domsticos. Na teoria marxista, capital 
 o resultado da acumulao da mais-valia, obtida 
pelos empresrios pela explorao do trabalho 
de seus operrios ou empregados. O capital 
de uma firma ou empresa equivale aos recursos 
produtivos: equipamentos, instalaes, 
estoques. Se esses recursos so propriedade da 
firma, constituem capital prprio, e seus proprietrios 
tm direito a receber os lucros produzidos 
por aquele capital; se forem tomados 
de emprstimo, ento constituem capital de terceiros, 
os quais recebem juros como remunerao. 
O conjunto dos meios de produo de uma 
sociedade constitui seu capital real, que se expande 
quando novos meios de produo so colocados 
em atividade. Sua propriedade  atestada 
por ttulos negociveis. Ao circular no mercado 
financeiro, esses ttulos acabam por incorporar 
um valor que j no corresponde ao do 
capital que lhe deu origem, mas s expectativas 
de sua lucratividade futura. O conjunto desses 
papis negociveis denomina-se capital financeiro 
e engloba tambm ttulos de crdito, ttulos 
da dvida pblica, os quais no representam necessariamente 
nenhum capital real. De modo 
que o capital financeiro engloba os papis negociveis 
e ttulos que rendem juros. O montante 
do capital financeiro de uma sociedade tem uma 
relao bem distanciada de seu capital real. A 
teoria marxista considera que o conceito de capital 
se assenta no na propriedade de determinado 
tipo de meios de produo, mas numa forma 
especfica de relao social, que se apresenta 
sob a forma de objetos: dinheiro, meios de pro


duo, mercadoria. A conceituao de capital 
aparece referida a uma situao histrica concreta: 
a sociedade capitalista. Os meios de produo 
e o trabalho humano constituem fatores 
indispensveis para a produo social, mas  
no contexto do capitalismo que esses meios de 
produo se tornam capital, de propriedade dos 
capitalistas: assim como o trabalho humano assume 
a forma de trabalho assalariado. O capital 
surge, ento, como resultado da mais-valia que 

o capitalista obtm do trabalho de seus empregados. 
Mesmo quando o capital inicial foi obtido 
pelo esforo pessoal de um capitalista, no processo 
de produo ele se transforma em mais-
valia acumulada. Os juros e os lucros no so 
considerados renda do capital, e sim mais-valia 
apropriada do trabalhador. Historicamente, o 
modo de produo capitalista desempenha o papel 
de concentrar e desenvolver os meios de produo, 
que at ento se encontravam dispersos 
e pouco desenvolvidos. A teoria marxista distingue 
ainda entre capital constante e capital varivel. 
Capital constante  aquela parte do valor 
do capital empregada na compra dos meios de 
produo: mquinas, matrias-primas e outros 
materiais. O valor desse capital no sofre alterao 
durante o processo de produo, no podendo, 
pois, constituir a fonte do aumento do 
capital inicial. O capital varivel  a quantidade 
de capital gasto na compra da fora de trabalho 
e tem seu valor aumentado no processo de produo. 
Esse aumento se efetua por meio da obteno 
da mais-valia, o que faz do capital varivel 
o responsvel pelo aumento do capital 
inicial. O conceito inicial de capital remonta ao 
perodo de desenvolvimento comercial da Idade 
Mdia, quando foram criadas novas formas de 
escriturao mercantil para o controle dos negcios. 
Nessa poca, capital designava a quantia 
de dinheiro com que se iniciava qualquer atividade 
comercial.  medida que seu uso foi se consolidando, 
seu significado foi ganhando conotaes 
mais amplas: assim, aps os grandes descobrimentos, 
representava o acervo das companhias 
comerciais ou as parcelas de dinheiro com 
que os associados contribuam para a formao 
de uma companhia. Capital era dinheiro investido, 
nada tendo a ver com os bens nos quais 
o dinheiro fora aplicado. Alguns sculos depois, 
Adam Smith apontou diferenas entre o capital 
social e o capital individual. Da totalidade das 
riquezas do homem, uma parte  utilizada para 
suprir suas necessidades individuais; outra 
pode ser utilizada para obter renda ou lucro. A 
primeira parte constitui apenas consumo cotidiano. 
A parcela destinada  obteno de renda 
constitui capital. Para que d lucros, deve ser 
investido em alguma atividade econmica, saindo 
da posse de seu investidor para retornar depois. 
 em tal circulao que essa riqueza, o ca-
CAPITAL DE GIRO 

pital, adquire seu carter social. Depois de 
Adam Smith, alguns autores clssicos introduziram 
modificaes nos conceitos de capital. 
Para Stuart Mill, capital  a proviso acumulada 
do produto do trabalho que fornece abrigo, proteo, 
ferramentas e materiais para a realizao 
do processo produtivo, alm de oferecer alimentos 
para os trabalhadores empenhados na produo. 
Para a corrente marginalista, capital  o 
conjunto de bens destinados a servir para ulterior 
produo, podendo ser considerado o conjunto 
dos bens intermedirios. Entre os economistas 
matemticos, o capital se constitui pelo 
excedente da produo sobre o consumo. Veja 
tambm Bens de Capital; Capitalismo; Composio 
Orgnica do Capital; Formao de Capital; 
Ganhos de Capital; Mercado de Capitais; 
Rotao do Capital. 

CAPITAL ABERTO. Caracterstica do tipo de 
sociedade annima em que o capital, representado 
pelas aes,  dividido entre muitos e 
indeterminados acionistas. Alm disso, essas 
aes podem ser negociadas nas Bolsas de Valores. 


CAPITAL ASSET PRICING MODEL. Veja Modelo 
de Precificao de Ativos de Capital. 

CAPITAL CIRCULANTE. Parte do capital destinada 
s despesas correntes de uma empresa 
com matrias-primas, salrios, matrias auxiliares, 
combustveis, energia eltrica, e com estoques 
de mercadorias. Nesse sentido,  tambm 
chamado de capital de giro. Do ponto de vista 
da concepo marxista,  a parte do capital no 
fixa, isto , aquela que no  destinada  compra 
de equipamentos, mquinas e instalaes. Do 
ponto de vista financeiro, pode ser considerada 
aquela parte do capital que  financiada com 
crditos de longo prazo. A magnitude do capital 
circulante de uma empresa  um indicador do 
seu grau de liquidez no mercado. Veja tambm 

Capital Fixo; Capital Varivel. 

CAPITAL CONSTANTE. Na teoria marxista 
do valor, a parte do capital total que apenas 
transfere seu valor para as mercadorias que esto 
sendo produzidas, no criando a mais-valia. 
Em termos materiais,  composto pelos meios 
de produo: mquinas, equipamentos, edifcios, 
matrias-primas, combustveis etc. Veja 
tambm Capital; Capital Varivel; Composio 
Orgnica do Capital; Mais-valia. 

CAPITAL DE GIRO. Parte dos bens de uma 
empresa representados pelo estoque de produtos 
e pelo dinheiro disponvel (imediatamente 
e a curto prazo). Tambm chamado de capital 
circulante. 



CAPITAL DE RISCO 

CAPITAL DE RISCO. Capital investido em atividades 
em que existe a possibilidade de perdas. 
Em geral, esses investimentos so realizados por 
capitalistas privados. No balano de pagamentos, 
os capitais de risco so os investimentos diretos 
realizados por empresas estrangeiras no 
Brasil (entrada) e por empresas brasileiras no 
exterior (sadas). Os movimentos desses capitais 
so registrados na conta de capital do balano 
de pagamentos. Veja tambm Balano de Pagamentos; 
Risco. 

CAPITAL ESTRANGEIRO. Veja Investimento 
Estrangeiro; Lei da Remessa de Lucros. 

CAPITAL FECHADO. Caracterstica do tipo de 
sociedade annima em que o capital, representado 
por aes,  dividido entre poucos acionistas. 
Alm disso, as aes no so negociveis 
em Bolsas de Valores e so transmitidas ou negociadas 
apenas sob consenso dos acionistas. 

CAPITAL FINANCEIRO. No sentido microeconmico, 
capital financeiro significa todas as parcelas 
do capital de uma empresa que se encontram 
em estado de liquidez, isto , podem ser 
transformadas em qualquer ativo fsico de forma 
imediata. Do ponto de vista macroeconmico, 
 todo capital empregado nos mercados de ttulos 
(Bolsas de Valores, Bolsas de Mercadorias) 
e todo aquele movimentado pelos bancos e instituies 
financeiras em geral. O capital financeiro 
pode tambm ser entendido como o capital 
representado por ttulos, obrigaes, certificados 
e outros papis negociveis e que podem ser 
convertidos em dinheiro com rapidez. Do ponto 
de vista histrico,  o capital que se forma pela 
fuso do capital dos monoplios bancrios e industriais 
nos pases imperialistas. A existncia 
do capital financeiro e a conseqente apario 
de uma oligarquia financeira constitui uma das 
caractersticas fundamentais do imperialismo. A 
formao do capital financeiro, que corresponde 
s ltimas dcadas do sculo passado e primeiras 
do sculo atual, resultou da elevada concentrao 
e centralizao do capital nos setores industrial 
e bancrio desenvolvidas especialmente 
na Europa durante o perodo anterior. De acordo 
com Lnin, em sua obra O Imperialismo, Fase Superior 
do Capitalismo, "a concentrao da produo, 
os monoplios que surgem dessa concentrao, 
a fuso ou unio dos bancos com a indstria, 
tal  a histria do nascimento do capital 
financeiro e o contedo desse conceito". Utilizando 
recursos monetrios livres, os bancos no 
apenas concedem s empresas industriais emprstimos 
a curto prazo, mas tambm crditos 
a mdio e longo prazos. Com isso obtm a possibilidade 
de participar no desenvolvimento e 
na administrao das empresas, como tambm 
de influir em seu prprio destino. Por outro 

lado, os recursos dos bancos transferem-se tambm 
para a indstria, mediante a compra de aes, 
o que permite a criao de um "sistema de 
participaes" por meio do qual um pequeno 
capital bancrio passa a controlar somas muito 
superiores de capitais industriais. Ao mesmo 
tempo se d a concentrao e a centralizao do 
prprio capital financeiro com a formao de 
grandes conglomerados que passam a influir 
no apenas na direo de um setor, mas de toda 
a economia nacional, projetando-se no plano internacional. 
A dominao que os pases imperialistas 
exercem sobre os pases subordinados 
ocorre em grande medida por meio do capital 
financeiro. 

CAPITAL FIXO. Em termos da contabilidade 
de uma empresa,  aquele representado por imveis, 
mquinas e equipamentos.  tambm chamado 
de ativo fixo. De acordo com a concepo 
marxista,  a parte no circulante do capital 
constante, isto , a parte do capital utilizada em 
mquinas, equipamentos, instalaes etc. Veja 
tambm Ativo; Capital Constante. 

CAPITAL HUMANO. Conjunto dos investimentos 
destinados  formao educacional e profissional 
de determinada populao. O ndice de 
crescimento do capital humano  considerado 
um dos indicadores do desenvolvimento econmico. 
O termo  usado tambm para designar 
as aptides e habilidades pessoais que permitem 
ao indivduo auferir uma renda. Esse capital deriva 
de aptides naturais ou adquiridas no processo 
de aprendizagem. Nesse sentido, o conceito 
de capital humano corresponde ao de capacidade 
de trabalho. 

CAPITAL INTENSIVO. Forma de produo 
em que a proporo de capital empregado  
muito elevada em relao aos demais insumos 
ou fatores de produo, particularmente em relao 
ao custo do fator trabalho. Nesse sentido, 
mede-se a intensidade de emprego de capital 
por pessoa empregada. Isso ocorre especificamente 
em certos tipos de indstria, como a qumica 
e a nuclear, que tm um volume muito 
grande de capital fixo. Veja tambm Trabalho 
Intensivo. 

CAPITAL VARIVEL. Na teoria marxista do 
valor, a parte do capital total que sai valorizada 
do processo de produo mediante a criao da 
mais-valia. Do ponto de vista material,  a parte 
do capital utilizada para a compra de fora de 
trabalho e, portanto, para o pagamento de salrios. 
Veja tambm Capital; Capital Constante; 
Composio Orgnica do Capital; Mais-valia. 

CAPITALISMO. Sistema econmico e social 
predominante na maioria dos pases industria




lizados ou em fase de industrializao. Neles, a 
economia baseia-se na separao entre trabalhadores 
juridicamente livres, que dispem apenas 
da fora de trabalho e a vendem em troca de 
salrio, e capitalistas, os quais so proprietrios 
dos meios de produo e contratam os trabalhadores 
para produzir mercadorias (bens dirigidos 
para o mercado) visando  obteno de 
lucro. Vrios cientistas sociais de destaque procuraram 
explicar o surgimento e o funcionamento 
do capitalismo. Para Werner Sombart, a essncia 
do capitalismo no est na economia, mas 
no "esprito" que se desenvolveu dentro da burguesia 
que surgiu na Europa no fim da Idade 
Mdia. Esse esprito teria levado os burgueses 
a perceber que o melhor mtodo para adquirir 
riqueza no era acumular capital. Max Weber 
caracteriza o capitalismo pela predominncia da 
burocracia: as empresas deixaram de ser domsticas 
e passaram a ter vida prpria, exigindo, 
devido ao tamanho crescente, sistemas contbeis 
e administrativos altamente racionais para garantir 
a obteno de lucro. Para Karl Marx, o 
que define o capitalismo  a explorao dos trabalhadores 
pelos capitalistas. O valor do salrio 
pago corresponderia apenas a uma parcela mnima 
do valor do trabalho executado. A diferena, 
denominada mais-valia, seria apropriada 
pelos proprietrios dos meios de produo sob 
a forma de lucro. Historicamente, o capitalismo 
tem passado por grande evoluo. Em sua origem 
est o empobrecimento da nobreza europia, 
devido aos gastos com as cruzadas e  fuga 
dos camponeses para as cidades (burgos). A partir 
do sculo XIII, sobretudo em alguns portos 
do Norte da Itlia e do mar do Norte, os burgueses 
passaram a enriquecer, criando bancos 
e dedicando-se ao comrcio em maior escala, 
primeiro na prpria Europa e depois no resto 
do mundo. Alm disso, em vez de apenas comprar 
os produtos dos artesos para revend-los, 
passaram a criar manufaturas e a contratar artesos 
para produzi-las, substituindo o antigo 
vnculo de servido feudal pelo contrato salarial. 
Aumentaram as oportunidades de trabalho, o 
volume de dinheiro e o mercado de consumo, 
tornando-se necessrias a ampliao e a proliferao 
das manufaturas. Nos sculos XVIII e 
XIX, esse processo provocou, especialmente na 
Inglaterra, a Revoluo Industrial, com a mecanizao 
das fbricas. A par da formao dos estados 
nacionais, tambm a Reforma, a Revoluo 
Puritana e a Revoluo Francesa foram marcos 
importantes na luta da burguesia para a conquista 
do poder poltico, que havia pertencido 
 nobreza durante a Idade Mdia. No sculo 
XIX, o capitalismo apresentava-se definitivamente 
estruturado, com os industriais e banqueiros 
centralizando as decises econmicas e 
polticas, e os comerciantes atuando como seus 

CAPITALISMO TARDIO 

intermedirios. No final do sculo, acentuavam-
se as tendncias  concentrao, com cartis, 
trustes e monoplios, o que, no sculo XX, resultaria 
na formao de gigantescas empresas 
multinacionais. Para elas, o planejamento a longo 
prazo  fundamental, devido  tendncia  
diminuio da taxa de lucro. As crises so freqentes, 
provocando falncias, desemprego e inflao 
em boa parte do mundo. Para amenizar 
essas crises,  crescente a interveno do Estado 
na economia. Veja tambm Burguesia; Burocracia; 
Capital; Capitalismo Tardio; Fora de Trabalho; 
Lucro; Mais-valia; Marx, Karl Heinrich; 
Meios de Produo; Multinacional; Reforma; 
Revoluo Industrial; Sombart, Werner; Weber, 
Max. 

CAPITALISMO DE ESTADO. Envolvimento direto 
do Estado no setor produtivo e de servios, 
tendncia verificada tanto em pases "capitalistas" 
quanto em "socialistas". Particularmente 
nos pases subdesenvolvidos, o Estado atua 
onde faltam recursos para o investimento privado 
ou nos setores em que a taxa de lucro no 
 compensadora para as empresas privadas locais 
ou multinacionais. Brasil, Mxico, Venezuela 
so alguns dos pases onde o setor pblico 
tem participao superior a 50% na formao 
anual de capital fixo. Veja tambm Estatismo. 

CAPITALISMO TARDIO. Conceito desenvolvido 
pelo economista belga Ernest Mandel em 
seu livro O Capitalismo Tardio (1972), e que caracterizaria 
a atual fase do capitalismo monopolista, 
desencadeada a partir de uma terceira 
revoluo tecnolgica (1940-1945), com a crescente 
introduo da automao na produo, a 
internacionalizao e centralizao do capital em 
conglomerados multinacionais, a rpida depreciao 
e o encurtamento do tempo de rotao 
do capital fixo e a busca do superlucro como 
principal estmulo de acumulao. Mandel destaca 
o capitalismo em uma fase concorrencial, 
surgida como resultado da Revoluo Industrial 
no fim do sculo XVIII, dividida em duas subfases, 
entre 1848 (ano que classifica como o do 
incio da primeira revoluo tecnolgica, com a 
produo de motores a vapor) e 1873; e o capitalismo 
monopolista ou imperialista, tambm 
subdividido em duas fases: a clssica, marcada 
pelo esgotamento da expanso da primeira revoluo 
tecnolgica, e a do capitalismo tardio, 
moldado pela terceira revoluo tecnolgica, 
com a introduo da automao na produo e 

o desenvolvimento da energia nuclear. A segunda 
revoluo tecnolgica, iniciada em 1896, com 
a criao e aplicao do motor eltrico e do motor 
a exploso, apesar de sua repercusso, no 
caracteriza para Mandel nenhuma subfase especfica 
do capitalismo. O crescente uso da automao 
e da regulao eletrnica da produo, 


CAPITALIZAO 

que caracterizaria o capitalismo tardio, provoca, 
segundo Mandel, aumento da composio orgnica 
do capital e queda da taxa de lucro, definindo 
uma crise estrutural do modo de produo 
capitalista ou "uma crise histrica de valorizao 
do capital", j que nas fbricas inteiramente 
automatizadas, no havendo trabalho 
humano, tambm no haver produo de mais-
valia. O desenvolvimento tecnolgico, mediante 

o aumento de despesas com pesquisas e sua organizao 
como ramo autnomo da diviso do 
trabalho (possibilitada pela valorizao das rendas 
tecnolgicas, que se tornaram a principal 
fonte de superlucros), proporcionou uma depreciao 
mais rpida do capital fixo e o encurtamento 
do tempo de sua rotao, exigindo um 
planejamento empresarial mais abrangente. Esse 
fato explicaria a centralizao do capital por 
meio dos conglomerados multinacionais e a tendncia 
inerente ao capitalismo tardio de ampliar 
o controle sistemtico sobre todos os elementos 
dos processos de produo, circulao e reproduo. 
No plano ideolgico, o capitalismo tardio 
substituiu a crena no individualismo e na competio 
sem limites pela f na cincia e na tcnica, 
cujos princpios devem organizar e planejar 
a sociedade e a economia. Veja tambm Capitalismo; 
Mandel, Ernest. 
CAPITALIZAO. Veja Empresas de Capitalizao. 


CAPITANIAS HEREDITRIAS. Grandes extenses 
de terras do Brasil colonial doadas  explorao 
hereditria pela Coroa portuguesa. 
Dom Joo III, rei de Portugal, implementou as 
capitanias com a perspectiva de defender o territrio 
recm-descoberto e desenvolv-lo mediante 
a colonizao, pois os custos eram muito 
elevados. A Coroa passou ento a doar as capitanias 
(quinze ao todo) aos membros da corte, 
comerciantes ricos etc. As capitanias eram regi-
das pela Carta de Doao, instrumento por meio 
do qual se atribuam os direitos e deveres do 
donatrio. A crise do sistema deu-se devido  
falta de capital dos donatrios para desenvolver, 
povoar e defender as capitanias e  rebeldia dos 
colonos. O sistema de capitanias hereditrias vigorou 
de 1534 at a poca pombalina (17501777). 


CAPM (Capital Asset Pricing Model). Veja Capital 
Asset Pricing Model. 

CAPTAO. Designao dada geralmente ao 
ato de venda de ttulos por parte das autoridades 
monetrias para a obteno de recursos (dinheiro) 
no mercado. A captao pode ser utilizada 
tanto no sentido de retirar liquidez do mercado, 
quando a poltica monetria  contracionista, 
como para obter recursos com os quais o 

governo possa saldar seus compromissos. Em 
ambos os casos, essa operao geralmente resulta 
em aumento do endividamento do poder 
pblico. 

CAPTURE THEORY. Teoria do campo da regulao 
desenvolvida por George Stigler (1911-). 
Esta teoria desenvolve a concepo de que um 
ramo industrial regulamentado pode beneficiar-
se dessa regulamentao "capturando" ou subordinando 
a agncia governamental encarregada 
de gerenciar tal regulamentao. As razes 
para que isso acontea so vrias: 1) a indstria 
geralmente dispe de conhecimentos tcnicos 
sobre o setor bem maiores do que a agncia governamental, 
o que significa que esta ltima at 
certo ponto depende da indstria nesse mbito; 
2) os funcionrios da agncia governamental podem 
sair dos quadros da indstria, ou ento estes 
podero ocupar no futuro posies nas agncias 
governamentais; 3) a agncia governamental 
por vezes necessita que a indstria reconhea 
sua necessidade e obtenha cooperao informal 
por parte da indstria. 

CARAJS. Veja Projeto Carajs. 

CARAT. A palavra de uso internacional tem 
dois significados: 1) como unidade de peso, o 
carat (mtrico)  equivalente a 3 086 gros do 
sistema troy e  utilizado para pesar pedras preciosas, 
especialmente diamantes; 2) como unidade 
de medida de qualidade,  utilizado entre 
joalheiros, ourives, etc. para denotar o toque ou 
a pureza do ouro ou outros metais, sendo a vigsima 
quarta parte de qualquer peso, isto , o 
ouro puro  metal de 24 carats. Uma pulseira 
que por peso  metade ouro e metade lato tem 
um toque de 12 carats. A expresso "ouro de 18 
carats" significa que o ouro possui um toque de 
18/24, isto , consiste em 18 partes de ouro puro 
e 6 partes de outro metal que constitui a liga. 

CARDOSO, Fernando Henrique (1931- ). Nasceu 
no Rio de Janeiro e desenvolveu seus estudos 
de sociologia em So Paulo, onde se graduou 
e tornou-se professor da Faculdade de Filosofia, 
Cincias e Letras da Universidade de 
So Paulo. Entre 1964 e 1968, trabalhou na Comisso 
Econmica para a Amrica Latina (Cepal), 
na Faculdade Latino-americana de Cincias Sociais 
(Flacso), em Santiago, no Chile, e lecionou 
na Sorbonne, em Paris, na Frana. Em 1969, foi 
um dos fundadores do Centro Brasileiro de Anlise 
e Planejamento (Cebrap). Em 1978, elegeu-se 
suplente de senador por So Paulo, assumindo 

o mandato quando o titular, Andr Franco Montoro, 
tornou-se governador daquele Estado em 
1983. Em 1986, elegeu-se senador por So Paulo 
e, em outubro de 1992, tornou-se ministro das 
Relaes Exteriores no governo Itamar Franco. 


Em maio de 1993, foi nomeado ministro da 
Fazenda. Em 3 de outubro de 1994, foi eleito 
presidente da Repblica para o perodo de 
1/1/1995 a 31/12/1998. Seus livros mais importantes 
so: Autoritarismo e Democratizao (1975); 
Capitalismo e Escravido no Brasil Meridional: o Negro 
na Sociedade Escravocrata do Rio Grande do Sul 
(1962); Homem e Sociedade: Leituras Bsicas de Sociologia 
Geral (1966), em colaborao com Octvio 
Ianni; Dependncia e Desenvolvimento na Amrica 
Latina: Ensaio de Interpretao Sociolgica 

(1970), em colaborao com Enzo Falleto. 

CARDOSO DE MELLO, Zlia (1953- ). Formou-
se em economia pela Faculdade de Economia 
e Administrao da Universidade de So 
Paulo em 1975. Obteve o ttulo de mestre pela 
mesma instituio em 1981. Entre 1983 e 1986, 
trabalhou na Companhia de Desenvolvimento 
Habitacional e Urbano do Estado de So Paulo 
como assessora. Entre 1986 e 1987, trabalhou na 
Secretaria do Tesouro Nacional durante a gesto 
de Andrea Calabi. Posteriormente, montou uma 
empresa de consultoria econmica, tendo prestado 
servios ao ento governador de Alagoas, 
Fernando Collor de Mello. Durante a campanha 
presidencial de 1989, foi contratada por este para 
a elaborao do programa econmico do futuro 
governo e, com a vitria do candidato, foi escolhida 
como ministra da Economia. Durante 
sua gesto (maro de 1990 a maio de 1991), preparou 
e colocou em execuo dois planos de 
estabilizao, o Plano Collor e o Plano Collor 2. 
Apesar das medidas drsticas utilizadas, especialmente 
durante o primeiro Plano Collor, com 
os bloqueios dos depsitos  vista e a prazo, 
das aplicaes financeiras e cadernetas de poupana 
durante dezoito meses, a estabilizao no 
foi alcanada e a inflao prosseguiu num ritmo 
acelerado. Atualmente, Zlia Cardoso de Mello  
professora de Economia na Faculdade de Economia 
e Administrao da Universidade de So Paulo. 
Veja tambm Plano Collor e Plano Collor 2. 

CARNCIA. Perodo de tempo, concedido pelo 
credor, durante o qual o devedor no paga o 
principal da dvida, mas apenas os juros. 

CAREY, Henry Charles (1793-1879). Economista 
norte-americano, um dos criadores da teoria 
da "harmonia de interesses" entre o capital e o 
trabalho. Em relao s questes da renda da 
terra, aceitava a tese de Ricardo sobre a inexistncia 
da renda absoluta e considerava o arrendamento 
uma forma de pagamento dos juros 
correspondentes ao capital investido na terra. 
Veja tambm Renda Absoluta; Renda da Terra; 
Renda Diferencial. 

CARGA FISCAL. Soma de todos os impostos 
e tributos fiscais e sociais que so cobrados dos 

CARRY-OVER 

contribuintes. Corresponde a uma parcela importante 
da renda nacional. 

CARGA UNITIZADA. Expresso do comrcio 
internacional que designa a carga transportada 
por containers, pallets ou pelo sistema roll-on/rolloff. 
Veja tambm Continer. 

CARIBBEAN FREE TRADE ASSOCIATION 
(CARIFTA). Zona de livre comrcio estabeleci-
da em 1968 por alguns pases do Caribe como 
Barbados, Guiana, Jamaica, Trinidad e Tobago. 
Em 1973, esta associao transformou-se no Caribbean 
Common Market (Mercado Comum do 
Caribe), designado pela sigla Caricom. 

CARICOM. Veja Caribbean Common Market. 

CARIFTA. Veja Caribbean Free Trade Association. 


CARIMBO. Aplicado por puno em moedas 
a fim de alterar para menos o seu primitivo valor 
facial. Moedas de cobre de 80 ris, por exemplo, 
emitidas durante a primeira metade do sculo 
XIX no Brasil, receberam naquela poca o carimbo 
com a denominao "40", valor que a 
moeda carimbada passou a ter, isto , 40 ris. 
Embora aplicado nas moedas para a reduo de 
seu valor, pode ser aplicado nas cdulas para 
transformar unidades monetrias antigas em 
atuais, ou para lastrear uma moeda no conversvel 
tornando-a conversvel, como, por exemplo, 
aconteceu no Brasil com as emisses da Caixa 
de Converso (1906) e com a Caixa de Estabilizao 
(1926), e tambm, mais recentemente, 
com a adoo dos vrios planos para eliminar 
a inflao, quando se mudava a unidade monetria 
colocando-se um carimbo nas cdulas emitidas 
anteriormente e atualizando seu valor. Carimbo 
 tambm a denominao que os operadores 
do mercado financeiro do aos aumentos 
de capital via aumento do valor nominal das 
aes que o constituem. Veja tambm Braceagem; 
Caixa de Amortizao; Caixa de Converso; 
Escudete; Legislao Monetria Brasileira; 
Recunho; Senhoriagem. 

CARRY BACK. Expresso em ingls que, literalmente, 
quer dizer "carregar para trs", utilizada 
pelas empresas para evitar a incidncia do 
Imposto de Renda em determinado ano, quando 
as perdas observadas num perodo podem ser 
lanadas retroativamente ou no exerccio seguinte 
(carry forward), para reduzir a mdia dos 
lucros tributveis. 

CARRY FORWARD. Veja Carry Back. 

CARRY-OVER. Expresso inglesa ("transporte") 
utilizada no mercado de ttulos negociveis. 
O detentor de um ttulo pode adiar a data do 



CARRYING COSTS 

resgate, recebendo juros pelo prazo maior, enquanto 
o emitente do ttulo pode dispor do dinheiro 
para outras atividades. 

CARRYING COSTS. Custos de manuteno de 
estoques, ou "custos de carregao". 

CARTA DE CRDITO. Carta cujo signatrio 
autoriza o destinatrio a entregar a uma terceira 
pessoa certa importncia em dinheiro ou determinada 
quantidade de mercadorias. A entrega 
se faz sob a garantia do signatrio, de forma 
que ele exerce o papel de fiador da operao. 

CARTA DE INTENO. Documento enviado 
pelo governo brasileiro ao Fundo Monetrio Internacional 
(FMI) contendo medidas de poltica 
econmica (fiscais, monetrias, administrativas 
e patrimoniais) a serem adotadas para ajustar a 
economia aos desequilbrios provocados em seu 
setor externo. Geralmente, as Cartas de Inteno 
contm medidas que levam a economia  recesso. 
Quando as metas nelas contidas so executadas, 
raramente os objetivos so alcanados 
em sua integridade. Do ponto de vista da renegociao 
da dvida externa, esses documentos 
contm os elementos para que os credores, mediante 
endosso do FMI, possam avaliar as condies 
futuras para o pagamento da dvida externa. 
Nenhuma das Cartas de Inteno que o 
Brasil assinou junto ao FMI depois de 1982 chegou 
a ser cumprida. Veja tambm Autoridades 
Monetrias; Dvida Externa; FMI. 

CARTA DE RECOMPRA. Documento utilizado 
no mercado financeiro mediante o qual um 
vendedor (geralmente um banco ou uma instituio 
financeira), devidamente habilitado pelo 
Banco Central, se compromete a recomprar de 
um comprador (seu cliente) os ttulos negociados 
sob determinadas condies de preo, prazo 
e taxa de desconto. 

CARTO DE CRDITO. Documento financeiro 
que d a seu possuidor o direito de fazer 
compras em estabelecimentos comerciais, independentemente 
de pagamento imediato; o possuidor 
apenas assina a fatura correspondente  
compra. A instituio financeira que emitiu o 
carto se incumbe de pagar ao vendedor e cobrar 
a dvida do comprador (e possuidor do carto), 
geralmente em parcelas mensais acrescidas de 
juros. A principal funo econmica dos cartes 
de crdito  estimular poderosamente o consumo. 
Veja tambm Consumo. 

CARTA PARTITA. Expresso italiana que significa 
um acordo para o afretamento (leasing) 
de um navio ou de parte dele por determinado 
tempo ou para uma viagem especfica. 

CARTEIRA (Porta-flio). Conjunto dos ttulos 
ou valores monetrios que so objeto de nego


ciao por parte de um banqueiro, comerciante 
ou operador de Bolsa de Valores. Especificamente, 
designa as sees dos bancos especializadas 
apenas num tipo de operao, tais como carteira 
de crdito agrcola, carteira de descontos e carteira 
de cmbio. 

CARTEIRA DE AES. Veja Porta-flio. 

CARTEIRA DE TTULOS. Veja Porta-flio. 

CARTEL. Grupo de empresas independentes 
que formalizam um acordo para sua atuao 
coordenada, com vistas a interesses comuns. O 
tipo mais freqente de cartel  o de empresas 
que produzem artigos semelhantes, de forma a 
constituir um monoplio de mercado. O termo 
"cartel" refere-se em geral ao mercado internacional 
- onde chegam a existir cartis de pases 
-, enquanto se prefere utilizar termos como 
truste e sindicato para os mercados regionais. Os 
objetivos mais comuns dos cartis so: 1) controle 
do nvel de produo e das condies de 
venda; 2) fixao e controle de preos; 3) controle 
das fontes de matria-prima (cartel de compradores); 
4) fixao de margens de lucros e diviso 
de territrios de operao. As empresas que formam 
um cartel mantm sua independncia e 
individualidade, mas devem respeitar as regras 
aceitas pelo grupo, como a diviso do mercado 
e a manuteno dos preos combinados. Em geral, 
formam um fundo comum que serve de reserva 
oramentria ao cartel. Esse fundo  utilizado 
para punir as empresas do grupo que 
no respeitarem o acordo e tambm para impedir 
que outras empresas penetrem em mercados 
j dominados. Na maioria dos pases, a formao 
de cartis que atuem internamente  proibida, 
por configurar uma situao de monoplio. No 
entanto, a cartelizao  fenmeno normal nas 
economias capitalistas, tanto as desenvolvidas 
quanto as subdesenvolvidas. A atuao dos cartis 
elimina a concorrncia; os consumidores podem 
ser lesados por preos construdos artificialmente 
e por produtos obsoletos; as fontes 
de matrias-primas ficam submetidas a compradores 
que fixam condies de compra, preos 
etc. Para o mercado externo, entretanto, alguns 
pases chegam a estimular a cartelizao como 
forma de constituir grupos para organizar racionalmente 
a produo e competir em igualdade 
de condies nesse mercado. Veja tambm 

Monoplio; Truste. 

CARTELIZAO. Veja Cartel. 

CARTISMO. Um dos primeiros movimentos 
poltico-reivindicatrios da classe operria, ocorrido 
na Inglaterra entre 1838 e 1848. Seu nome 
deriva da Carta do Povo, um programa de seis 
pontos que os operrios apresentaram ao Parlamento, 
reivindicando: 1) sufrgio universal 



CASAS DE CUSTDIA 

masculino; 2) igualdade de direitos eleitorais; 3) 
voto secreto; 4) legislaturas anuais; 5) abolio 
do censo eleitoral (baseado na propriedade); 6) 
remunerao das funes parlamentares. Integrado 
por diversas correntes poltico-ideolgicas 
(democratas, socialistas, jacobinos) e sob a 
liderana de Feargus O'Connor, William Lovett, 
Julian Harney e Brontere O'Brien, o movimento 
cartista promoveu numerosas manifestaes de 
denncias das condies de vida dos trabalhadores 
e defendeu a jornada de dez horas de trabalho 
e o direito  organizao de classe e representao 
parlamentar. O final do movimento 
coincidiu com a derrota da revoluo de 1848 
na Europa. Apesar disso, at 1867 todos os pontos 
da Carta do Povo, com exceo da legislatura 
anual, foram incorporados  lei inglesa. 

CASA DA GUIN E MINA; CASA DA NDIA. 
Instituies da administrao colonial portuguesa, 
criadas no final do sculo XV para controlar 
o comrcio de Portugal com a frica e asia. A elas competia organizar as frotas martimas 
destinadas a essas regies, armazenar as 
mercadorias e fixar os preos. Os lucros das duas 
casas constituram por muito tempo cerca de 
metade da receita da Coroa portuguesa. 

CASA DA MOEDA. Instituio encarregada da 
fabricao da moeda e do meio circulante em 
geral no Brasil. Desde 1643, funcionou no Rio 
de Janeiro uma oficina para a remarcao dos 
pataces portugueses que mais tarde, em 1698, 
pela Carta Rgia de 12/1, se transforma em Casa 
da Moeda do Rio de Janeiro. Alguns anos antes, 
em 1694, havia sido criada a primeira Casa da 
Moeda na colnia, na Bahia (lei de 8/3). Em 
1720,  criada a Casa da Moeda de Vila Rica, 
MG, que funciona at 1734, quando  extinta, 
permanecendo apenas as casas da moeda do Rio 
de Janeiro e da Bahia. Em 1834 (decreto de 13/3), 
as atividades da Casa da Moeda da Bahia so 
encerradas, passando a existir apenas a Casa da 
Moeda do Rio de Janeiro. Em 1950, a lei n 1 216, 
de 28/10, criou o Museu da Casa da Moeda, 
onde so conservadas as moedas e o papel-moeda 
emitidos por aquela instituio, e tambm 
outros elementos como vales, certificados, documentos 
e materiais que serviram como dinheiro 
ou instrumento de crdito no decorrer de nossa 
Histria. Atualmente,  uma autarquia vinculada 
ao Ministrio da Fazenda, e, desde 1969, 
fabrica o papel-moeda em circulao no Brasil, 
alm de cunhar as moedas metlicas do nosso 
meio circulante. At 1969 o papel-moeda em circulao 
no Brasil era fabricado por empresas estrangeiras 
como a Thomas de La Rue, da Inglaterra, 
e a American Bank of Notes, dos Estados 
Unidos. Apesar de contar com imensa capacidade 
de produo de papel-moeda e de moeda 
metlica, eventualmente o governo brasileiro re


corre s antigas empresas que fabricavam nosso 
meio circulante, como aconteceu durante a introduo 
do Plano Real, quando a urgncia em 
fabricar uma grande quantidade de moeda exigiu 
que uma parte fosse produzida no exterior. 
A Casa da Moeda renovou seu parque industrial 
durante os anos 80, e hoje conta com um parque 
tecnolgico de elevada qualidade, produzindo 
moedas, passaportes, selos etc. para outros pases 
tanto da Amrica do Sul (Paraguai e Venezuela) 
como para a frica (Guin-Bissau). A 
Casa da Moeda produz anualmente cerca de 1 
bilho de cdulas e moedas para substituir o 
meio circulante desgastado ou perdido, e tambm 
para expandi-lo. Nos perodos de inflao 
acelerada vividos durante os anos 80 e incio 
dos anos 90, a Casa da Moeda passou a produzir 
e/ou carimbar uma quantidade maior de papel-
moeda e moedas metlicas, em funo das exigncias 
da prpria inflao. Alm do dinheiro, 
a Casa da Moeda detm o monoplio da produo 
brasileira de selos fiscais e postais, passaportes, 
diplomas, carteiras de motorista, cdulas 
de identidade e medalhas comemorativas 
oficiais. Veja tambm Casa dos Pssaros; Legislao 
Monetria Brasileira. 

CASA DA MOEDA DA BAHIA. Veja Casa da 
Moeda; Legislao Monetria Brasileira. 

CASA DA MOEDA DE VILA RICA. Veja Casa 
da Moeda; Legislao Monetria Brasileira. 

CASA DE CONTRATAO. Organismo criado 
na Espanha em 1503, composto por um tesoureiro, 
um controlador e um secretrio, encarregado 
de supervisionar as relaes comerciais 
e martimas entre as ndias e a metrpole, 
assegurar proteo aos comboios que iam para 
a Amrica e cuidar da entrada das rendas da 
Coroa (especialmente os metais preciosos) decorrentes 
dessas atividades econmicas. As Casas 
de Contratao desempenharam tambm o 
papel de escola de navegao, de organismo de 
pesquisas oceanogrficas e, posteriormente, de 
Corte Soberana de Justia nas relaes comerciais 
com as ndias. 

CASA DOS PSSAROS. Local no centro do 
Rio de Janeiro onde funcionou a Casa da Moeda 
do Brasil entre 1814 e 1868. O nome deveu-se 
ao fato de a construo ali erguida ser destinada 
originalmente a um Museu de Histria Natural, 
onde foram acumulados, logo depois, muitos 
animais embalsamados, especialmente pssaros. 

CASAS DE CUSTDIA. Denominao dada s 
antigas casas onde eram depositadas moedas de 
ouro e prata em relao s quais eram emitidos 
certificados de depsito, que posteriormente 
passaram a circular como notas (dinheiro), dando 
origem aos bancos. Veja tambm Dinheiro. 



CASAS DECIMAIS 

CASAS DECIMAIS. Quantidade de dgitos existentes 
depois da vrgula decimal. Por exemplo, 
a constante p (pi) pode ser apresentada da seguinte 
maneira: 3,1415, possuindo neste caso 
quatro casas decimais, isto , quatro dgitos depois 
da vrgula. Se desejssemos maior preciso 
para o clculo da rea de um crculo, poderamos 
agregar mais casas decimais: por exemplo, 
3,1415927, quando a constante p (pi) passaria a 
ter sete casas decimais. Se no quisssemos uma 
preciso muito grande, poderamos trabalhar 
com um nmero bem menor de casas decimais, 
por exemplo, 3,14, quando teramos apenas duas 
casas decimais, e assim sucessivamente. As fraes 
tm seus equivalentes em decimais, sendo 
que as mais utilizadas so as seguintes: 1/2 = 0,5; 
1/4 = 0,25; 1/8 = 0,125; 3/4 = 0,75; 3/8 = 0,375; 
5/8 = 0,625; 7/8 = 0,875. Veja tambm Pi (p). 

CASH COMMODITY. Veja Produto Fsico. 

CASH COW. Expresso em ingls que significa 
uma empresa que entrega aos seus acionistas 
todos os ganhos a que tm direito na forma de 
dividendos, isto , em dinheiro, e no como bonificaes 
em aes ou outra forma no monetria. 


CASH MARKET. Veja Mercado  Vista. 

CASH FLOW. Veja Fluxo de Caixa. 

CASO FORTUITO.  o evento da natureza que, 
por sua imprevisibilidade e inevitabilidade, cria 
para o contratante a impossibilidade intransponvel 
de executar um contrato. Por exemplo, a 
ocorrncia de um terremoto em regies no sujeitas 
a tal fenmeno pode tornar inexeqvel a 
construo de um tnel. Nesse caso, aplica-se o 
dispositivo, pois no houve culpa do contratante 
se o contrato tornou-se inexeqvel. Veja tambm 
Fora Maior. 

CASSEL, Gustav (1866-1945). Economista neoclssico 
sueco. Em sua juventude, sofreu a influncia 
de Alfred Marshall. Em 1904, tornou-se 
professor de Economia Poltica da Universidade 
de Estocolmo. Suas obras Grundriss einer Elementaren 
Preislehre (Esboo de um Estudo Elementar 
dos Preos), 1899, e The Nature and Necessity of 
Interest (Natureza e Necessidade do Juro), 1903, 
foram contribuies importantes para a teoria 
do juro e para a anlise do ciclo econmico. Escreveu 
ainda Memorando sobre os Problemas Monetrios 
do Mundo (1920) e A Crise do Sistema Monetrio 
Mundial (1932), obra na qual defende o 
controle permanente do dinheiro em circulao. 
Veja tambm Escola Neoclssica. 

CASTAS, Sistema de. Organizao social formada 
por camadas fechadas e distribudas hierarquicamente 
segundo padres tnicos, religiosos 
e ocupacionais. Transmitido individualmen


te pela hereditariedade, o sistema de castas obedece 
a um conjunto de valores rgidos que fixa 
para cada casta seus direitos e obrigaes, bem 
como a forma de relacionamento entre elas. O 
sistema de castas mais conhecido  o da ndia, 
mas ocorre tambm no Ceilo e existiu no Egito 
Antigo. Para muitos estudiosos do tema, todas 
as sociedades escravistas (at mesmo do Imprio 
brasileiro) baseavam-se num sistema de castas. 
O sistema indiano tem quatro castas: os brmanes 
(sacerdotes), os xtrias (guerreiros), os vai-
xs (mercadores) e os sudras (camponeses e trabalhadores); 
h ainda os prias, indivduos socialmente 
desqualificados que no integram nenhuma 
das castas socialmente reconhecidas e 
que, em muitas regies, formam o principal contingente 
de trabalhadores braais. As pessoas s 
podem se casar dentro da mesma casta, so obrigadas 
a partilhar os mesmos rituais religiosos, 
os mesmos alimentos e a mesma profisso, 
transmitida de pai para filho. A mobilidade social 
nesse sistema  mais uma questo coletiva 
do que individual: uma pessoa poder melhorar 
sua condio dentro do grupo, mas s elevar 
sua posio de casta se o fenmeno atingir toda 
a sua famlia ou sua linhagem. Para Max Weber, 
essa rigidez social contribuiu para manter a sociedade 
indiana em situao de imobilismo, impedindo 
que a produo artesanal realizada nas 
oficinas avanasse para um sistema fabril. Isso 
porque numa oficina s trabalhavam pessoas 
pertencentes  mesma casta e a inovao tecnolgica 
era condenada pela tradio. O sistemade castas na ndia foi profundamente abalado 
a partir da dominao inglesa e, mais tarde, pelo 
desenvolvimento industrial do pas. Mesmo assim, 
as castas persistem com grande fora nas 
zonas rurais. 

CATASTROFISTA. Denominao dada ao analista 
de mercado ou de uma economia que est 
sempre prevendo catstrofes nos negcios ou nodesempenho de uma economia.  sinnimo de 
viso pessimista levada ao extremo. Veja tambm 
Sinistrose. 

CATEGORIAS. Conceitos fundamentais para o 
estudo da realidade. Por exemplo, as categorias 
produo, consumo, circulao, preo, lucro, capital, 
salrio, trabalho so usadas por todas as 
escolas econmicas; mas a categoria produtividade 
marginal do capital  caracterstica da escola 
marginalista, enquanto os marxistas recorrem 
a categorias como mais-valia, valor-trabalho, 
valor de uso e valor de troca. 

CATOLICISMO SOCIAL. Veja Doutrina Social 
da Igreja. 

CATS. Iniciais da expresso em ingls Certificate 
of Accrual on Treasury Securities, que designa 
emisses do Tesouro norte-americano vendidas 



com grande desconto no valor de face e sem 
cupons ou pagamento de juros. O rendimento 
deste ttulo  obtido no seu vencimento quando 

o possuidor recebe o valor de face do mesmo. 
Os cats no podem ser resgatados antes do vencimento. 
Este tipo de ttulo  adequado para investimentos 
de longo prazo, como, por exemplo, 
aqueles relacionados com planos de aposentadoria. 
CATS AND DOGS. Expresso em ingls do 
jargo financeiro que significa ttulos altamente 
especulativos, em particular aes que no proporcionam 
dividendos, e so de valor indeterminado 
ou mesmo nulo. 

CATS CALL OPTIONS. Veja Opes de Compra 
Cats. 

CATS CASH MARKET. Veja Mercado  Vista 
Cats. 

CATS FORWARD MARKET. Veja Mercado a 
Termo Cats. 

CATS ODD-LOT MARKET. Veja Mercado Fracionrio 
Cats. 

CATS PUT OPTIONS. Veja Opes de Venda 
Cats. 

CAUO. Contrato pelo qual uma pessoa se 
obriga a satisfazer e cumprir as obrigaes contradas 
por um terceiro, se este no as cumprir. 
"Prestar cauo" significa fazer depsito em valores, 
ttulos da dvida pblica, papis de crdito 
ou hipoteca de bens de raiz, para responder pelos 
desfalques que se possam dar na administrao, 
gerncia ou tesouraria de que se  encarregado. 
Tambm  cauo o depsito em ttulos 
da dvida pblica como garantia da seriedade 
de uma licitao ou do cumprimento de 
um contrato. 

CAUCUS. Reunio de um pequeno grupo de 
membros influentes de uma organizao (empresa) 
para estabelecer a estratgia de atuao 
numa assemblia geral. O termo tem maior difuso 
nos Estados Unidos, onde nas negociaes 
coletivas entre empregados e empregadores  
tambm utilizado no sentido do estabelecimento 
de um recesso para que cada parte possa discutir 
em separado questes sobre as quais cada grupo 
no tem uma posio prvia. 

CAUDA. Em estatstica, significa as partes extremas 
de uma curva de freqncia em que as 
densidades de freqncia so significantemente 
menores que para o restante da curva, embora 
sem um delimitao precisa entre ela e o restante 
(o corpo) da curva. Por exemplo: 

CAVEAT SUBSCRIPTOR



cauda 

CAURI. Veja Zimbo. 

CAUSAO CIRCULAR. Teoria desenvolvida 
pelo economista sueco Gunnar Myrdal, segundo 
a qual problemas sociolgicos e econmicos so 
provocados por causas que se encadeiam em crculo 
vicioso. Assim, pases subdesenvolvidos 
no possuem condies de melhorar o nvel da 
populao, que, por sua vez, no consegue tirar 

o pas do subdesenvolvimento. Myrdal acreditava 
que esse crculo poderia ser rompido graas 
a reformas sociais, polticas e econmicas que 
atuassem diretamente em determinados pontos 
do crculo. Por exemplo, a melhoria das condies 
de sade e educao do povo possibilitaria 
uma produo nacional mais elevada e menores 
gastos sociais, o que acabaria por redundar em 
aumento da riqueza da nao; enfim, seria criado 
um outro crculo vicioso que propiciaria o 
desenvolvimento do pas. Veja tambm Myrdal, 
Gunnar Karl. 
CAUTELA. Certificado representativo das aes, 
emitido pelas sociedades annimas. As cautelas, 
tambm chamadas de ttulos mltiplos, 
so entregues aos acionistas para depois ser 
substitudas por aes. 

CAVALEIRO DE MR. Veja Risco. 

CAVALO-VAPOR. Veja Horse Power. 

CAVEAT EMPTOR. Expresso em latim que 
significa "que o comprador esteja avisado" e que 
constitui um princpio jurdico. Segundo este 
princpio, o comprador deve estar (ou se supe 
estar) consciente das condies da mercadoria 
que est comprando, como preo, adequao, 
qualidade etc., para posteriormente no sofrer 
perdas e no ter respaldo legal para reclamaes, 
exceto nos casos de fraudes ou de garantias expressas 
nos contratos de compra e venda. Veja 
tambm Caveat Venditor. 

CAVEAT SUBSCRIPTOR. Expresso em latim 
que significa "que o subscritor esteja avisado", 
isto , que o subscritor de um ttulo, ao etc. 
esteja consciente das condies da operao que 
est prestes a realizar. 



CAVEAT VENDITOR 

CAVEAT VENDITOR. Expresso latina que 
significa "que o vendedor seja avisado" e que 
constitui um princpio jurdico segundo o qual 
se supe que o vendedor deve estar consciente 
e informado das condies da venda que est 
realizando, para no ter o direito de reclamaes 
posteriores, exceto nos casos de fraudes ou de 
garantias expressas nos contratos de compra e 
venda. Veja tambm Caveat Emptor. 

CB. Abreviatura utilizada nos boletins emitidos 
pelas Bolsas de Valores, indicando que determinada 
ao est sendo comercializada com direito 
a bonificao. Ope-se a EB, que significa 
ex-bonificao (sem direito a bonificao). Veja 
tambm Boletim; Bonificao. 

CBIC - Cmara Brasileira da Indstria da 
Construo. Entidade de carter nacional, com 
sede em Braslia-DF, que congrega sindicatos, 
associaes de classe, empresas e profissionais 
da rea de construo civil em geral, servios 
de engenharia e consultoria. Objetiva defender 
os interesses da engenharia nacional e promover 
seu desenvolvimento, em cooperao com as autoridades 
governamentais.  filiada  Federao 
Internacional da Indstria da Construo (Fiic). 
Realiza, semestralmente, o Encontro Nacional da 
Indstria da Construo (Enic), que rene empresrios 
e dirigentes classistas de todo o pas 
para a discusso de temas e propostas de ao 
para o setor. 

CBOE. Iniciais de Chicago Board Options Exchange 
(Bolsa de Opes de Chicago). 

CBT. Iniciais de Chicago Board of Trade (Bolsa 
de Mercadorias de Chicago). 

CC-5. Denominao das contas correntes especiais 
de pessoas fsicas e empresas no residentes 
no Brasil, mediante as quais entravam grandes 
quantidades de dlares, que alimentavam a oferta 
dessa moeda no mercado interno at o final 
de abril de 1996. Foi quando norma do Banco 
Central estipulou que quantias superiores a 10 
mil dlares deveriam ter sua origem justificada, 

o que reduziu sensivelmente a entrada de moeda 
norte-americana por essa via, e fez o black 
(mercado negro de dlares) reaparecer. 
CCQ - Crculo de Controle de Qualidade.  
a organizao, geralmente nos locais de trabalho 
(mas tambm em mbito de empresa), de grupos 
de trabalhadores, por meio de iniciativa patronal, 
com a finalidade principal de discutir as 
formas para melhorar a produo e o controle 
de qualidade dos produtos. 

CD. Abreviatura usada nos boletins emitidos 
pelas Bolsas de Valores, indicando que determinada 
ao est sendo comercializada com di


reito a dividendos. Ope-se a ED, que significa 
ex-dividendo (sem direito a dividendo). 

CDB - Certificado de Depsito Bancrio. Documento 
que comprova ter seu possuidor feito 
um depsito a prazo fixo em estabelecimentofinanceiro.  negocivel, rende juros e, no Brasil, 
na poca em que existia a correo monetria, 
esta era agregada aos juros, sendo pr ou ps-
fixada. 

CDE - Conselho de Desenvolvimento Econmico. 
Criado pela lei n 6 036 de 1/5/1974, para 
assessorar o Executivo na formulao da poltica 
econmica e, em especial, na coordenao das 
atividades dos ministrios afins, de acordo com 
a orientao definida no Plano Nacional de Desenvolvimento 
Econmico.  presidido pelo presidente 
da Repblica e integrado pelos ministros 
da Economia, Agricultura e Infra-Estrutura, tendo 
como secretrio-geral o ministro-chefe da Secretaria 
de Planejamento. 

CDI - Conselho de Desenvolvimento Industrial. 
rgo federal criado em agosto de 1969, 
para ser o principal formulador e coordenador 
da poltica industrial brasileira. Cabe-lhe estabelecer 
programas e condies para a implantao 
dessa poltica, assim como providenciar a 
compatibilizao dos planos regionais de desenvolvimento 
industrial com os programas nacionais. 
Presidido pelo secretrio da Indstria e Comrcio, 
 integrado tambm pelos ministros da 
Economia, Infra-Estrutura e Estado-Maior das 
Foras Armadas e pelos presidentes dos principais 
bancos estatais (BNDES, Banco Central e 
Banco do Brasil) e das grandes entidades representativas 
do setor privado (confederaes 
da indstria e do comrcio). O trabalho do CDI 
 organizado por seis grupos setoriais, integrados 
ao gabinete do secretrio-geral e correspondentes 
s indstrias de bens de capital; produtos 
intermedirios no-metlicos; cimento, papel e 
celulose; bens de consumo; indstrias metalrgicas 
bsicas; qumicas, petroqumicas e farmacuticas; 
automotivas e seus componentes. De 
todos esses grupos fazem parte representantes 
de rgos ministeriais, autarquias e Foras Armadas. 


CDM. Iniciais da expresso em ingls chief decision 
makers, que significa "chefe dos tomadores 
de deciso". 

CEBRAE - Centro Brasileiro de Assistncia 
Gerencial s Pequenas e Mdias Empresas. Entidade 
vinculada ao Ministrio do Planejamento, 
criada em 1972. Em 9/10/1990, mediante o decreto-
lei n 99570, passou a chamar-se Servio 
Brasileiro de Assistncia Gerencial  Pequena e 
Mdia Empresa (Sebrae). Veja tambm SEBRAE. 



CEBRAP - Centro Brasileiro de Anlise e Planejamento. 
Instituio privada, sem fins lucrativos, 
criada em So Paulo em 1969 por um grupo 
de cientistas sociais afastados de suas funes 
docentes na Universidade de So Paulo por motivos 
polticos. Especializada em pesquisas, estudos 
e assessoria tcnica no campo das cincias 
sociais, funciona independentemente dos rgos 
governamentais brasileiros, recebendo dotaes 
de organismos nacionais e internacionais para 

o desenvolvimento de suas atividades. Publica 
livros e revistas como Cadernos Cebrap e Estudos 
Cebrap. Edita, desde 1981, a revista quadrimestral 
Novos Estudos Cebrap. 
CECA - Comunidade Europia do Carvo e 
do Ao. Organizao criada em 1951 pelo Tratado 
de Paris e integrada mais tarde  Comunidade 
Europia juntamente com o Mercado Comum 
Europeu e a Euratom. Rene Alemanha, 
Blgica, Frana, Itlia, Luxemburgo, Holanda, 
Inglaterra, Irlanda, Dinamarca, Grcia, Portugal 
e Espanha. Tem como origem o Plano Schuman, 
que propunha unificar, sob um controle nico 
e um mercado comum, a produo de ao e carvo 
da Alemanha e da Frana, com possibilidade 
de participao dos demais pases europeus ocidentais. 
O tratado estabelece, no mbito do carvo, 
ferro, ao e sucata, que os pases-membros 
se comprometem a eliminar entre si barreiras 
alfandegrias, restries monetrias, cotas de 
importao, diferenas nos preos dos transportes, 
subsdios governamentais que impeam a 
livre concorrncia, e polticas discriminatrias 
de preos. Probe ainda a formao de cartis e 
determina autorizao prvia para o desenvolvimento 
de concentraes verticais. O rgo executivo 
da Comunidade  a Alta Autoridade, sediada 
em Luxemburgo e formada por um representante 
de cada pas. Conta ainda com um Conselho 
de Representantes, um Tribunal de Justia 
e uma Assemblia, integrada por parlamentares. 

CEDI NOVO. Unidade monetria de Gana. 
Submltiplo: pesewa. 

CDULA. Nome genrico dado a qualquer tipo 
de promessa de pagamento por escrito e, por 
extenso, nome popular do papel-moeda. O termo 
aplica-se tambm aos recibos emitidos por 
casas de penhor (cdula de penhor), nos quais 
se especificam os objetos empenhados, o valor 
emprestado e o prazo de resgate. E, no Imposto 
de Renda, designa cada formulrio especfico a 
ser preenchido pelo contribuinte, de acordo com 
a categoria a que pertence (assalariado, proprietrio 
rural etc.). 

CDULA DE PENHOR. Veja Cdula. 

CEMIG 

CEE. Iniciais de Comunidade Econmica Europia. 
Veja tambm Comunidade Europia. 

CEME - Central de Medicamentos. rgo criado 
em junho de 1971 por decreto presidencial, 
com os objetivos de: 1) controlar a compra e o 
fornecimento de medicamentos aos diversos setores 
da administrao federal e fundaes, regulando 
tambm a produo e distribuio de 
remdios dos laboratrios subordinados ou vinculados 
aos Ministrios da Marinha, Exrcito, 
Aeronutica, Sade, Trabalho e outros com os 
quais mantivessem convnio; 2) fornecer remdios 
a preos acessveis ou mesmo gratuitamente 
 populao de baixa renda, bem como intervir 
diretamente em sua produo, incentivando 
a instalao, em territrio nacional, de matrias-
primas necessrias  confeco de medicamentos 
essenciais. Em seu primeiro plano diretor, 
de julho de 1973, a Ceme definia como 
uma de suas metas o desenvolvimento de uma 
indstria farmacutica genuinamente nacional e 

o apoio  pesquisa cientfica e tecnolgica. Em 
1975, porm, o rgo foi transformado em mero 
distribuidor de remdios, passou para a esfera 
do Ministrio da Previdncia e transferiu a parte 
de pesquisa ao Ministrio da Indstria e Comrcio. 
Em 1979, tcnicos do Ministrio da Previdncia 
e da prpria Central de Medicamentos 
elaboraram um projeto de transformao da 
Ceme em empresa pblica vinculada ao Ministrio 
da Sade, visando a incrementar a fabricao 
de insumos e medicamentos no pas. Esse 
projeto, porm, no foi aprovado pela Secretaria 
do Planejamento. Em 1983, elaborou-se o Programa 
Nacional da Indstria Qumico-Farmacutica, 
destinado a substituir as importaes no 
setor, fortalecendo a produo interna de matrias-
primas destinadas  fabricao de remdios 
da rea da Ceme por empresas de capital nacional. 
Em 1990, com a reforma ministerial, a 
Ceme saiu do mbito da Previdncia e foi vinculada 
ao Ministrio da Sade, onde desempenha 
a funo de compradora e distribuidora de 
remdios. 
CEMIG - Centrais Eltricas de Minas Gerais 

S.A. Primeira empresa estatal brasileira de eletricidade 
e que serviu de modelo para as outras 
centrais eltricas estaduais. Sua criao em 1952, 
quando Juscelino Kubitschek era governador de 
Minas Gerais, assinalou a quebra do monoplio 
das duas multinacionais que atuavam no setor 
da energia eltrica no Brasil: a Light, no eixo 
Rio-So Paulo, e a Amforp, que detinha os mercados 
do Interior paulista, Vitria, Belo Horizonte 
e Curitiba. A Cemig supria, em 1989, quase 
15% do mercado brasileiro de energia eltrica 
e, em nmeros absolutos, era responsvel pelo 
segundo mercado energtico nacional. Atendia 
a 3 077 000 consumidores, atingindo 5 145 lo


CENARISTA 

calidades. Em sua rea de concesso estavam 
instaladas indstrias responsveis, em termos 
globais, por 100% da produo brasileira de minrio 
de ferro e de ferro-nquel, 47% da produo 
de ligas de ferro, 52% de alumnio, 85% de 
zinco, 47% da siderurgia, 33% do cimento e 70% 
dos laticnios. Quando a Cemig comeou a operar, 
a nica usina em funcionamento no Estado 
era a de Gafanhoto, na cidade industrial de Contagem. 
A capacidade instalada da Cemig, em 
1989, chegava a 4 465 000 quilowatts, dos quais 
70% atendiam  demanda industrial. A energia 
 produzida por dezenas de usinas espalhadas 
pelas principais bacias hidrogrficas do Estado 
(rios Grande, Paranaba, So Francisco, Jequitinhonha, 
Doce e Paraba), das quais as maiores 
so as de So Simo (2,680 milhes de quilowatts), 
Emborcao (1 milho de quilowatts), Jaguara 
(660 mil quilowatts), Trs Marias (516 mil 
quilowatts) e Volta Grande (516 800 quilowatts). 

CENARISTA. Pessoa que se dedica a estabelecer 
cenrios de provvel evoluo futura dos 
acontecimentos no plano da economia, da administrao 
e dos negcios em geral. Na medida 
em que existem enormes massas de recursos financeiros 
e de investimento, que so aplicados 
no mdio e longo prazos, o papel dos cenaristas 
torna-se cada vez mais importante como ponto 
de referncia para a realizao menos insegura 
de investimentos e aplicaes financeiras. Em 
alguns casos, os cenaristas so tambm chamados 
de futurlogos. 

CENSO. Registro estatstico de determinada populao, 
segundo critrios como sexo, idade, 
ocupao, religio etc. No Brasil, o primeiro censo 
foi realizado em 1872 e destinava-se apenas 
 contagem da populao; depois houve o censo 
de 1890, e, desde ento, um a cada dez anos. 
Em 1920, o campo de investigao ampliou-se 
e, a partir de 1970, o recenseamento inclua os 
censos demogrfico (populao e habitao), 
agropecurio, industrial, comercial e de servios; 
esses ltimos a cada cinco anos. No censo demogrfico, 
so investigados tamanho e composio 
populacional, estrutura familiar, movimentos 
migratrios, escolaridade, potencial e 
qualificao da mo-de-obra, padres de renda 
individual e familiar, fecundidade e situao habitacional. 
Esses dados so parmetros para o 
aferimento de outros dados estatsticos, e com 
eles obtm-se uma viso ampla da estrutura econmico-
social do pas. A estratificao da populao 
ativa, por idade, ajuda a determinar a 
estrutura da demanda de emprego. Renda e consumo 
do idia da poupana gerada pela populao 
e como canaliz-la, na forma de investimentos 
governamentais, para zonas prioritrias. 
A estratificao por idade pode ainda determinar 
a necessidade de equipamentos sociais 

bsicos, como hospitais, escolas e creches. E a 
densidade demogrfica permite ao governo direcionar 
as correntes migratrias, incentivando 

o desenvolvimento de determinadas regies. Os 
censos industrial, comercial, agropecurio e de 
servios permitem o levantamento de dados relativos 
 mo-de-obra empregada, distribuio 
salarial, produtividade mdia, capital empregado, 
estoques, ndice de preos etc. So dados 
fundamentais para a construo de uma poltica 
econmica baseada nos aspectos reais do pas. 
CENTIL. Veja Percentil. 

CENTRALIZAO. Veja Economia Centralizada. 


CENTRO DE ARBITRAGEM OMPI. Veja 
OMPI. 

CENTRO INTERNACIONAL PARA A DECISO 
DE DISPUTAS DE INVESTIMENTOS 
(International Centre for the Settlement of Investment 
Disputes). Organizao internacional 
que serve, s partes contratantes de investimentos, 
de frum para resolver os conflitos de pagamentos 
ou questes semelhantes. O centro foi 
criado em 1966 pelo Acordo sobre Disputas de 
Investimentos entre Estados e empresas privadas 
estrangeiras, por iniciativa do Banco Internacional 
de Reconstruo e Desenvolvimento 
(Bird). 

CEO. Iniciais da expresso em ingls chief executive 
officer, que significa o diretor-presidente 
de uma empresa ou seu diretor-executivo mais 
importante e com maiores poderes. 

CEPAC - Certificado de Potencial de rea de 
Construo. Ttulo criado em maro de 1995 no 
municpio de So Paulo, que faculta ao proprietrio 
construir em seu terreno alm do que a 
Lei de Zoneamento permite. Estes certificados 
so adquiridos pelos particulares junto  prefeitura, 
e esta, com os recursos obtidos com a venda, 
investe na construo de obras pblicas. Veja 
tambm Operaes Interligadas; Operaes Urbanas. 


CEPAL - Comisso Econmica para a Amrica 
Latina. rgo regional das Naes Unidas, 
ligado ao Conselho Econmico e Social; foi criado 
em 1948 com o objetivo de elaborar estudos 
e alternativas para o desenvolvimento dos pases 
latino-americanos.  integrado por representantes 
de todos os pases do hemisfrio e conta 
com a participao especial dos Estados Unidos, 
Gr-Bretanha, Frana e Holanda. Tem sede 
em Santiago do Chile e promove uma conferncia 
a cada dois anos para debater seus projetos 
e analisar a situao dos pases-membros. Os 
primeiros estudos da Cepal caracterizaram a 



Amrica Latina como regio fornecedora de produtos 
primrios e consumidora de produtos industrializados 
vindos do exterior. Buscando a 
superao desse quadro de subdesenvolvimento, 
formou-se no organismo um quadro de especialistas 
renomados dos pases da regio (economistas, 
administradores, socilogos) que, trabalhando 
numa direo comum, tornaram-se conhecidos 
como integrantes da Escola da Cepal. 
Esses tcnicos (entre eles, Raul Prebisch - o 
grande inspirador da Comisso -, mas tambm 
Celso Furtado, Felipe Herrera, Oswaldo Sunkel) 
defenderam a necessidade de promover a industrializao 
da Amrica Latina e a diversificao 
geral de sua estrutura produtiva. Nesse 
sentido, propuseram medidas para uma melhor 
distribuio da renda, reorganizao administrativa 
e fiscal, planejamento econmico, reforma 
agrria e formas de colaborao entre os pases 
para superar as deficincias concorrenciais 
no mercado internacional (o que contribuiu para 
a criao da Alalc - Associao Latino-Americana 
de Livre-comrcio). Alm disso, a Cepal 
elaborou programas educacionais e de sade 
pblica, energia e transporte. Atualmente, ministra 
cursos de formao nas diversas reas do 
planejamento e presta assessoria tcnica aos governos. 
As formulaes que celebrizaram a Escola 
da Cepal tm sido criticadas como incorretas 
por tentar repetir, num quadro histrico e 
econmico bastante diverso, os caminhos percorridos 
pelas naes industrializadas no sculo 

XIX. Veja tambm Furtado, Celso; Prebisch, 
Raul. 
CERCAMENTO. Veja Enclosure. 

CERTIFICAO DE SISTEMA DA QUALIDADE. 
Processo mediante o qual uma instituio 
credenciada de certificao realiza uma auditoria 
em uma empresa produtora de bens 
e/ou servios para avaliar se o sistema de qualidade 
implantado est de acordo com uma das 
normas da srie ISO 9000. 

CERTIFICADO. Na rea de investimento financeiro 
ou monetrio, o termo designa os documentos 
que atestam compra de papis (por 
exemplo, certificado de compra de aes) ou valores 
(certificado de investimento). Alguns certificados 
(por exemplo, certificado de depsito 
bancrio, CDB) so negociveis. 

CERTIFICADO DE COMPRA DE AES. No 
Brasil, documento emitido por entidade financeira 
que comprova ter o seu possuidor adquirido 
cotas de um fundo de investimento como, 
por exemplo, o Fundo 157. 

CERTIFICADO DE DEPSITO BANCRIO. 
Veja CDB. 

CESP 

CERTIFICADO DE ORIGEM. Documento que 
comprova o pas de origem de mercadorias transacionadas 
no mercado internacional. O certificado 
 exigido pelas autoridades alfandegrias 
quando os produtos do pas em questo so beneficiados 
por tarifas preferenciais. 

CERTIFICADO DE PRIVATIZAO. Como 
complemento da medida que previa a desestatizao 
de empresas pblicas, o governo instituiu, 
em 15 de maro de 1990, mediante medida 
provisria n 157, o Certificado de Privatizao, 
ttulo do Tesouro Nacional, nominativo e inegocivel, 
cujos detentores tero direito a utiliz-
lo como pagamento de aes de empresas 
do setor pblico que venham a ser desestatizadas. 
A utilizao dos certificados de privatizao 
dever ser limitada a leiles, especialmente convocados 
para a finalidade de venda de aes de 
empresas do setor pblico, a critrio de rgo 
ou instituio criada para esse objetivo ou, na 
falta deste, do Ministrio da Economia. Por outro 
lado, cabe ao Conselho Monetrio Nacional 
regular sobre os volumes e condies de compra 
dos Certificados de Privatizao por parte da 
previdncia privada, sociedades seguradoras e 
de capitalizao, alm de instituies financeiras. 

CESP - Companhia Energtica de So Paulo. 

Empresa estatal paulista vinculada  Secretaria 
de Obras e Meio Ambiente e associada  Eletrobrs. 
Fundada em 1966, resultou da fuso de 
onze empresas estaduais de energia eltrica e 
da incorporao de vrias usinas, algumas por 
meio de nacionalizao. Alm do governo de 
So Paulo, seu acionista majoritrio, participam 
do capital da Cesp a Eletrobrs, a Fundao 
Cesp e vrias outras entidades e rgos pblicos 
e particulares. Em patrimnio lquido, era em 
1983 a terceira maior empresa do pas, depois 
da Eletrobrs e da Petrobrs. Em 1975, a empresa 
assumiu o controle acionrio da Companhia 
Paulista de Fora e Luz (CPFL), antiga Amforp 
(American Foreign Power), que em 1965 fora incorporada 
pela Eletrobrs. Em 1977, teve o nome 
Centrais Eltricas de So Paulo S.A. mudado 
para o atual, estendendo o mbito de sua atuao 
a outras reas energticas. Em 1979, constituiu 
com o Instituto de Pesquisas Tecnolgicas 
do Estado de So Paulo (IPT) o consrcio Paulipetro, 
para explorao de petrleo, que no obteve 
xito e foi desativado em 1983. Ao ser fundada 
em 1966, a Cesp tinha uma potncia instalada 
de 662 mil quilowatts; em dezembro de 
1988, essa potncia chegava a 9 milhes de quilowatts. 
Suas principais usinas so as de Capivara, 
no rio Paranapanema, com 640 mil quilowatts; 
Engenheiro Sousa Dias (antiga Jupi) e 
Ilha Solteira, no rio Paran, com 1,411 milho 
de quilowatts e 3,230 milhes de quilowatts respectivamente; 
gua Vermelha, no rio Grande, 



CESTA BSICA DE ALIMENTOS 

com 1,380 milho de quilowatts, e Paraibuna, 
no rio Paraibuna, com 86 mil quilowatts. Com 
suas novas usinas de Porto Primavera, Rosana, 
Taquaruu e Trs Irmos, a Cesp produziu, em 
1988, 83% da energia eltrica consumida no Estado 
de So Paulo. A Cesp mantm, em suas 
zonas de atuao, programas de reflorestamento, 
para compensar reas desmatadas para a 
construo de suas usinas e reservatrios; piscicultura, 
para conservao de espcies ameaa-
das pelas alteraes do meio ambiente; e desenvolvimento 
socioeconmico (eletrificao rural, 
irrigao artificial, drenagens de reas inundveis 
etc.). Desenvolve ainda projetos de fontes 
alternativas de energia como metanol, solar, biomassa, 
hidrognio e processos eletroqumicos. 
Em 1981, fundou-se a Agncia para Aplicao 
da Eletricidade por meio de um convnio 
Cesp/CPFL/Eletropaulo, visando  substituio, 
nas indstrias, de derivados de petrleo por 
eletricidade. As dificuldades financeiras decorrentes 
de um elevado grau de endividamento e 
da fixao de tarifas em nveis reduzidos ocasionaram 
uma queda na capacidade de investimento 
da empresa durante os anos 80 e no incio 
da dcada de 90. As dificuldades financeiras que 

o prprio Estado de So Paulo atravessou durante 
aquele perodo obrigaram o governo estadual 
a estabelecer um amplo programa de privatizaes 
no setor energtico, o que incluiu a 
prpria Cesp. A partir de 1996, durante o governo 
Mrio Covas, o processo de privatizao 
foi iniciado e a Cesp dever ser alienada durante 
o ano de 1998. 
CESTA BSICA DE ALIMENTOS. Conjunto 
de bens que entram no consumo bsico de uma 
famlia de trabalhadores, variando conforme o 
nvel de desenvolvimento social do pas. No Brasil, 
a cesta bsica de alimentos foi definida pelo 
decreto-lei n 399, de 30/4/1938, e calculada 
para atender s necessidades de um trabalhador 
adulto.Veja tambm: Bens-salrio; Rao Essencial 
Mnima. 

CESTA DE MOEDAS. Depois da desvalorizao 
do dlar em 1971 e da perda de confiana 
nesta moeda por parte do mercado financeiro 
internacional, o recurso da cesta de moedas 
como ndice de variao dos ativos financeiros 
vem crescendo no mundo. O recurso a esse mecanismo 
visa a evitar as bruscas variaes que 
uma nica moeda utilizada como padro ou referncia 
possa trazer para o mercado financeiro 
internacional. Na prtica, se estabelece um determinado 
nmero de moedas de diferentes pases 
(geralmente os desenvolvidos) que entram 
numa cesta, determina-se uma ponderao para 
cada uma delas, e o resultado  uma espcie de 
moeda contbil internacional que corresponde, 

mutatis mutandis, aos Direitos Especiais de Saque 
(DES) do FMI. Veja tambm DES; FMI. 

CETERIS PARIBUS. Veja Caeteris Paribus. 

C & F. Expresso do comrcio internacional que 
significa custo e frete, seguida geralmente da 
indicao do porto de destino. Nessa modalidade, 
o vendedor assume todos os custos necessrios 
para transportar a mercadoria ao local de 
destino designado, mas o risco de perdas e danos, 
bem como de qualquer aumento das despesas, 
 transferido do vendedor ao comprador 
no momento em que a carga  colocada a bordo 
do navio que a transportar para o porto de 
embarque. Cdigo ou abreviatura, CFR. Veja 
tambm CIF; INCOTERMS. 

CFO. Iniciais da expresso em ingls chief financial 
officer, que significa diretor-financeiro, ou 
chefe da diretoria financeira. 

CFR. Veja C & F. 

CGS. Iniciais das unidades fundamentais do sistema 
mtrico decimal: centmetro (centimeter), 
grama (gram), segundo (second). Veja tambm 

Sistemas de Pesos e Medidas. 

CGT. Veja Confederao Geral dos Trabalhadores. 


CHADWICK, Edwin (1800-1890). Administrador 
pblico e reformador social, sir Edwin Chadwick 
nasceu em Manchester, Inglaterra. Formou-
se em direito e seu radicalismo o colocou 
em contato com economistas e polticos de inspirao 
ricardiana. Foi secretrio de Bentham e 
tambm amigo de Nassau Senior. Redigiu com 
este ltimo um relatrio que em grande medida 
levou  completa reestruturao da Lei dos Pobres 
em 1834. Seu trabalho mais importante 
como administrador pblico foi o Report on the 
Sanitary Condition of the Labouring Population 

(1842), que estabeleceu as bases para medidas 
de modernizao urbana da sade pblica (especialmente 
esgotos) em toda a Inglaterra. Sua 
obra foi bastante influenciada pelas anlises ortodoxas, 
porm, em alguns aspectos, Chadwick 
estava bem  frente de seu tempo. Por exemplo, 
em seu trabalho nota-se a presena do problema 
das externalidades relacionadas com os custos 
dos acidentes industriais. Ele considerava que 
os custos dos acidentes ocorridos na construo 
de ferrovias deveriam ser absorvidos pelas prprias 
empresas. Contudo, s depois de 50 anos 
as primeiras leis de proteo aos trabalhadores 
foram aprovadas na Inglaterra, e a justificativa 
terica (econmica) para esse tipo de legislao 
s apareceu 100 anos depois naquele pas. 

CHAEBOLS. Tambm denominados xibow, so 
conglomerados empresariais existentes na Co




CHAYANOV 

ria do Sul, reunindo capitais financeiros e industriais 
e dirigidos por grandes famlias que 
dominam importantes setores da economia do 
pas. Os chaebols assemelham-se aos zaibatsu japoneses. 
Veja tambm Zaibatsu. 

CHAIN. Unidade de medida de comprimento 
utilizada nos Estados Unidos na agrimensura e 
topografia, equivalente a 66 ps, contendo 100 
links, e cada um com 7,92 polegadas cada. Existe 
tambm o chain de 100 links, cada um medindo 
um p (foot). Veja tambm Converso das Unidades 
de Pesos e Medidas; Link; Sistemas de 
Pesos e Medidas; Unidades de Pesos e Medidas. 

CHAMADA DE ACIONISTAS. Convocao dos 
acionistas de uma empresa, a fim de que paguem 
a importncia restante de suas subscries 
de aes. Isso ocorre porque, no momento em 
que subscrevem as aes, os acionistas pagam 
apenas uma porcentagem de seu valor total; depois 
de algum tempo  que so chamados a completar 
a importncia devida para integralizar as 
respectivas participaes acionrias na empresa 
que lanou as aes. 

CHAMADA DE CAPITAL. Subscrio de novas 
aes de uma empresa pelo seu valor nominal. 
Quando uma empresa tem aes cotadas 
em Bolsa e o valor nominal de suas aes  inferior 
ao seu valor de mercado ou de Bolsa, esta 
chamada pode ser uma forma disfarada de distribuir 
lucros, pois aqueles que tm o direito de 
subscrio (os acionistas da empresa) podem 
subscrev-las e, ato contnuo, vend-las por um 
valor mais elevado na Bolsa ou ento vender os 
prprios direitos de subscrio. Em condies 
normais, no entanto, uma empresa faz uma chamada 
de capital para aumentar os recursos disponveis 
para investimento (a fim de no recorrer 
ao mercado financeiro, endividando-se) ou 
para o financiamento de suas atividades em geral. 


CHAMADA DO COMPRADOR. Veja Call 
Sale. 

CHAMBERLIN, Edward Hastings (1899-1967). 

Economista norte-americano, conhecido por sua 
obra The Theory of Monopolistic Competition (A 
Teoria da Concorrncia Monopolista), de 1933. 
Nela, prope um enfoque da teoria econmica 
que rompe com os antigos conceitos de concorrncia 
pura (ou perfeita) ou do puro monoplio 
e introduz o conceito de concorrncia monopolista, 
que, para ele, caracteriza as condies reais 
em que a maioria das empresas opera nas economias 
de mercado. Chamberlin considera haver 
uma ntima combinao da concorrncia e 
do monoplio na maioria das situaes econmicas: 
transportando a noo de monoplio da 
empresa para o produto que ela fabrica, de


monstra que todo empresrio detm o monoplio 
de seu produto cuja especificidade - seja 
por meio de uma marca, seja por apresentao 
especial ou peculiaridade fsica -  explorada 
pela publicidade, visando a vencer a concorrncia 
de produtos semelhantes no mercado. Essa 
noo de concorrncia monopolista, mais que 
uma mudana de tcnica, implica uma nova viso 
do sistema econmico, j prenunciada por 
Piero Sraffa em 1926 e por Joan Robinson em 
1932 (em seu estudo sobre a concorrncia imperfeita). 
Titular da cadeira de Economia da Universidade 
de Harvard, Chamberlin publicou 
tambm Towards a More General Theory of Value 
(Por uma Teoria Mais Geral do Valor), 1957, e 

The Economic Analysis of Labour Union Power 

(Anlise Econmica do Poder dos Sindicatos), 
1958. 

CHATELIER (Le). Veja Princpio de Le Chatelier. 


CHATTEL MORTGAGE. Expresso em ingls 
que significa o penhor sobre bens que permanecem 
em poder do devedor, o que pode ocorrer 
na atividade agrcola, industrial ou mercantil em 
relao a safras, mercadorias, bens mveis, arrendamentos 
etc. 

CHAYANOV, Alexander Vasilevitch (18881939). 
Um dos mais destacados estudiosos da 
economia camponesa russa do incio do sculo. 
Dirigiu a cadeira de Economia Agrcola na 
Unio Sovitica at 1930, quando foi preso. Conhecido 
em toda a Europa, teve vrios de seus 
escritos publicados em alemo, dentre eles A 
Teoria da Economia Camponesa, editado em Berlim 
em 1923, que pode ser considerado uma verso 
abreviada de sua principal obra, Peasant Farm 
Organization, editada em 1966 nos Estados Unidos 
pela American Economic Association. Chayanov 
defende a proposio de que a economia 
camponesa deve ser tratada como um sistema 
econmico prprio, como um sistema no-capitalista 
de economia nacional, rejeitando a utilizao 
de conceitos extrados da anlise do sistema 
capitalista para o estudo das relaes existentes 
no campo russo. Formula o conceito de 
fazenda familiar camponesa, onde a produo 
repousa apenas no trabalho dos prprios membros 
da famlia, sem a utilizao de trabalho assalariado 
ou da compra da fora de trabalho por 
outros meios. Seu conceito baseava-se nas caractersticas 
da economia camponesa russa, 
onde 90% ou mais das famlias camponesas no 
utilizavam trabalho assalariado. Em sua teoria, 
ocupa lugar central o conceito de equilbrio entre 
trabalho e consumo, equilbrio entre a satisfao 
das necessidades familiares e o trabalho penoso. 
Nessa relao, cada famlia busca a produo 
anual para a satisfao de suas necessidades b




CHEQUE 

sicas. Porm, isso envolve trabalho penoso, fazendo 
com que a famlia no leve seu trabalho 
alm do ponto em que o possvel aumento na 
produo  superado pelas dificuldades do trabalho. 


CHEQUE. Ordem escrita, emitida por uma pessoa 
em talo especial (o sacador), para que uma 
instituio financeira (um banco, o sacado) pague 
certa quantia a outra pessoa (o beneficirio). 
No  instrumento de crdito, mas um meio de 
pagamento rpido, que facilita muito as operaes 
comerciais e se enquadra na categoria de 
moeda escritural. O cheque pode ser nominal 
quando tem expresso o nome do beneficirio, e 
ao portador, quando no contm esse nome, devendo 
ser pago pelo sacado a qualquer pessoa 
que o apresente. O cheque cruzado (atravessado 
por duas linhas paralelas) s pode ser pago pelo 
sacado a outra instituio financeira; nesse caso, 

o beneficirio precisa deposit-lo na instituio 
em que tenha conta. O cheque cruzado em preto 
contm, entre as duas linhas paralelas, o nome 
da instituio encarregada de receb-lo do sacado. 
O cheque  visado quando o sacado, antes 
de pagar a importncia devida, atesta a existncia 
de fundos para isso, pondo o visto (visando) 
no cheque, no banco onde possui conta. O cheque 
 endossado quando o beneficirio assina no 
dorso do cheque, transferindo o benefcio para 
um terceiro. O cheque de viagem  "comprado" 
no banco para ser descontado em qualquer de 
suas agncias ou do sistema integrado com os 
demais bancos, ou mesmo para efetuar pagamentos 
em lojas que aceitem esse tipo de instrumento 
de crdito; quando destinado a viagens 
internacionais, chama-se traveller's check e 
geralmente  emitido em moeda forte (dlar, 
marco, libra, iene, franco etc.). O cheque  sem 
fundos quando o emitente no tem em sua conta 
o dinheiro correspondente; popularmente,  
tambm chamado de cheque-borracha (porque 
vai,  depositado... e volta). O cheque-bumerangue, 
esta tambm uma denominao popular,  
aquele preenchido propositalmente de modo incorreto, 
para que no possa ser descontado, voltando 
para a pessoa que o emitiu. Embora no 
seja instrumento de crdito, o cheque pr-datado 
tem ampla difuso no Brasil, e funciona como 
um verdadeiro instrumento de crdito fora do 
controle da poltica monetria do Banco Central, 
especialmente depois da disseminao das empresas 
de factoring, que atuam em muitos casos 
como intermedirios financeiros. Veja tambm 
Factoring. 

CHEQUE AO PORTADOR. Veja Cheque. 

CHEQUE-BORRACHA. Veja Cheque. 

CHEQUE-BUMERANGUE. Veja Cheque. 

CHEQUE CRUZADO EM PRETO. Veja Cheque. 

CHEQUE CRUZADO. Veja Cheque. 

CHEQUE DE VIAGEM. Veja Cheque. 

CHEQUE NOMINAL. Veja Cheque. 

CHEQUE PR-DATADO. A transformao do 
cheque de meio de pagamento  vista como instrumento 
de crdito, isto , como meio de pagamento 
a prazo. Para o vendedor de uma mercadoria 
que concede o crdito, esse instrumento 
 mais seguro do que outras formas. Tem sido 
muito utilizado no Brasil, especialmente durante 
as pocas de intenso processo inflacionrio. Veja 
tambm Cheque; Factoring. 

CHEQUE VISADO. Veja Cheque. 

CHESF - Companhia Hidreltrica do So 
Francisco. Empresa de economia mista, sediada 
em Recife, subsidiria da Eletrobrs, criada em 
1948, quando comeou a construo da Hidreltrica 
de Paulo Afonso, com a finalidade de produzir 
e transmitir energia para todo o Nordeste 
brasileiro. Sua rea de atuao abrange os Estados 
da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, 
Paraba, Rio Grande do Norte, Cear, Piau e 
Maranho. Integram o sistema da Chesf as usinas 
hidreltricas de Paulo Afonso (I, II, III e IV), 
Apolnio Sales (ex-Moxot), Boa Esperana, Funil, 
Bananeiras, Araras, Curemas, Piloto, Sobradinho, 
Pedra do Cavalo, Itaparica, as termeltricas 
de Bongi, Aratu, Cotegipe (A e B) e So 
Lus. Com 12 500 km de linhas de transmisso, 
beneficia uma rea onde vivem 36 milhes de 
pessoas (1983). A maior obra de gerao da 
Chesf  a usina de Paulo Afonso IV. 

CHETURN. Veja Ngultrun. 

CHI-QUADRADO. Teste estatstico para descobrir 
se a diferena entre duas estimativas de 
duas pesquisas tem alguma significncia. 

CHINFRO. Moeda cunhada durante o reinado 
de D. Affonso em Portugal, entre 1450 e 1481. 

CHIP. Placa de silcio de diminuta dimenso, 
capaz de conter transistores, diodos e circuitos 
integrados, essenciais na fabricao de 
computadores. 

CHIPS. Sigla de Clearing House Interbank Payment 
System. Um sistema altamente especializado 
de compensao interbancria, constitudo 
em 1970. Operado pela New York Clearing Association, 
o Chips  um servio privado, que 
funciona como uma espcie de Cmara de Compensao 
altamente sofisticada, abrangendo 
bancos de todo o mundo e aparecendo como o 
mais aperfeioado sistema interbancrio de pagamentos. 
A entidade registra um movimento 



mdio de nada menos que 175 bilhes de dlares 
por dia em todo o mundo. 

CH. Medida de superfcie utilizada na agricultura 
da China e do Japo, equivalente a 109 m. 
Uma rea de 109 m ou 1 ch de lado, ou o equivalente 
a 118,81 m2, era denominada tsubo, e 
cada tsubo era dividido em dez partes iguais denominadas 
tan. Veja tambm Alqueire. 

CHON. Veja Uon. 

CHOQUE HETERODOXO. Poltica econmica 
de combate  inflao que consiste em aplicar 

o congelamento de preos em todos os nveis 
durante um perodo determinado de tempo e 
liberar as polticas monetria e fiscal. Diante da 
inflao intensa que diversos pases vm sofrendo 
a partir do final dos anos 70, a poltica do 
choque heterodoxo foi aplicada em vrios casos, 
destacando-se a Argentina, Israel, Bolvia e Brasil. 
Veja tambm Choque Ortodoxo; Plano Austral; 
Plano Bresser; Plano Collor; Plano Collor 
2 e Plano Cruzado. 
CHOQUE ORTODOXO. Poltica econmica de 
combate  inflao que consiste em realizar um 
corte brusco na expanso monetria e reduo 
intensa do dficit pblico, acompanhado de uma 
liberalizao dos preos para que estes encontrem 
livremente seu ponto de equilbrio no mercado. 
Esta poltica tem como resultantes a elevao 
da taxa de juros, a reduo dos gastos 
pblicos (investimentos), a conteno do consumo 
e, conseqentemente, a recesso econmica, 
cuja durao e profundidade dependem de uma 
srie de fatores. Veja tambm Choque Heterodoxo. 


CHOUKI SAI. Expresso em japons que significa 
ttulos com prazos de maturao superior 
a cinco anos, isto , ttulos de longo prazo. Os 
de mdio prazo - entre um e cinco anos - 
so denominados Chyuki Sai, e os de curto prazo 

- menos de um ano -, Tanki Sai. Todos eles 
podem ser emitidos ao portador ou nominativos. 
CHUN. Veja Uon. 

CHURN. Termo em ingls que significa a perda 
de lealdade do consumidor em relao a determinado 
produto ou marca. A velocidade das 
inovaes, a universalizao das informaes, o 
barateamento das comunicaes e o acirramento 
da concorrncia entre os grandes conglomerados 
internacionais pode provocar nos consumidores 
rpidas mudanas em suas preferncias. Na medida 
em que os mercados se tornam mais eficientes, 
essas mudanas ficam menos custosas 
e estimulam os deslocamentos em benefcio do 
consumidor. Por exemplo, quando um plano de 

CICLO DA BORRACHA 

sade oferece mais vantagens do que os concorrentes 
e possibilita a inscrio de novos scios 
oriundos de outros planos, sem perodo de 
carncia, est estimulando essa prtica. 

CHU SHO KIGYO. Expresso em japons que 
significa pequenas e mdias empresas. Essas 
empresas - como em outras economias - tm 
grande importncia na economia japonesa. As 
empresas classificadas nessa categoria, isto , as 
que na indstria manufatureira tm menos de 
trezentos funcionrios ou menos de 100 milhes 
de ienes de capital (em 1994, eram necessrios 
aproximadamente 100 ienes para comprar um 
dlar); no comrcio atacadista, aquelas com menos 
de cem funcionrios e menos de 30 milhes 
de ienes de capital, e, no comrcio varejista e 
nos servios, aquelas com menos de cinqenta 
funcionrios e menos de 10 milhes de ienes de 
capital, congregavam 80% de toda a fora de 
trabalho e 98% das empresas no Japo no incio 
dos anos 90. 

CHUVA CIDA.  aquela cujo pH da gua ou 
da neve  inferior a 5,6, indicando grau de acidez 
elevado. Este fenmeno decorre da existncia de 
elementos cidos na atmosfera - que contaminam 
a gua da chuva ou da neve quando estas 
caem na terra -, como tambm da evaporao 
de guas j contaminadas (rios, lagos etc.) que, 
ao cair em terra, a acidificam tornando-a imprpria 
para o cultivo. 

CIBERNTICA. Em seu livro Cybernetics (Ciberntica), 
1948, Norbert Wiener define ciberntica 
como o "estudo do controle da comunicao 
no animal e na mquina". Assim, constitui um 
ramo da teoria da informao que compara os 
sistemas de comunicao e controle de aparelhos 
produzidos pelo homem com aqueles dos organismos 
biolgicos. Muitas comparaes podem 
ser feitas, por exemplo, entre o processamento 
de dados nos computadores e vrias funes do 
crebro; as teorias da ciberntica podem ser aplicadas 
em ambos com a mesma validade. Veja 
tambm Automao; Computador. 

CICLO.  a denominao dada a um movimento 
completo de uma onda eltrica. As ondas de 
rdio, por exemplo, so medidas em ciclos, e, 
como seu movimento  muito rpido, so medidas 
em quilociclos e megaciclos, que correspondem 
respectivamente a mil e um milho de 
ciclos por segundo. 

CICLO DA BORRACHA. Perodo da histria 
econmica do Brasil marcado pela grande atividade 
de extrao do ltex da borracha nos seringais 
da Amaznia, para exportao. Essa atividade 
atingiu seu apogeu na primeira dcada 
do sculo XX, quando o Brasil era o maior produtor 
mundial do ltex, que respondia por 26% 



CICLO DA CANA-DE-ACAR 

do valor das exportaes nacionais. A valorizao 
da borracha no mercado internacional decorria 
do desempenho da indstria automobilstica 
na Europa e nos Estados Unidos, o que 
intensificou a procura de matria-prima para a 
produo de pneus. O predomnio brasileiro na 
produo passou a declinar depois que os ingleses 
iniciaram a cultura da seringueira no 
Oriente, sobretudo na Tailndia e em Cingapura. 
Em 1914, o Brasil respondia apenas por metade 
da produo, e, em 1930, contribua somente 
com 3%. 

CICLO DA CANA-DE-ACAR. Perodo da 
histria econmica do Brasil em que a cultura 
aucareira era a principal atividade produtiva 
da colnia. As primeiras mudas de cana-de-acar 
foram trazidas da ilha da Madeira, em 1502, 
e em meados do sculo XVI as plantaes canavieiras 
se estendiam por grandes extenses 
do litoral brasileiro, concentrando-se sobretudo 
em Pernambuco e na Bahia. Na metade do sculo 
XVII, o Brasil era o maior produtor mundial 
de acar, mas gradativamente perdeu essa posio 
para as concorrentes mundiais, particularmente 
as Antilhas. Embora nunca tenha desaparecido 
no Brasil colonial, a cultura canavieira 
foi substituda no sculo XVIII como principal 
fonte de renda da colnia pela atividade mineradora, 
que deu origem ao Ciclo do Ouro. O 
comrcio aucareiro, segundo as normas do Pacto 
Colonial e da poltica mercantilista, era monoplio 
da Coroa e toda a produo, destinada 
ao mercado externo. Em decorrncia disso, a 
economia canavieira moldou no Brasil uma sociedade 
que correspondia aos objetivos de sua 
produo: os engenhos localizavam-se em latifndios 
e a mo-de-obra empregada, o escravo 
negro, tornar-se-ia a base da economia brasileira 
at o final do sculo XIX. Praticamente no existia 
uma camada social intermediria entre o senhor 
e o escravo, o que configurava uma sociedade 
tipicamente patriarcal. 

CICLO DE FLUXO DE CAIXA. Nmero de dias 
transcorridos entre a aquisio de matrias-primas 
(no caso de uma indstria) e a converso 
da venda do produto acabado em caixa. Quanto 
mais curto for esse ciclo, melhor para a empresa, 
pois a rotatividade de seu capital ser maior, e 
menor sua dependncia de emprstimos e financiamentos. 


CICLO DE KONDRATIEFF. Veja Ciclo Econmico. 


CICLO DE KUZNETS. Ciclo sugerido por Simon 
Kuznets com durao aproximada de vinte 
anos (uma gerao), cuja fora propulsora seriam 
as mudanas populacionais e a expanso 
da construo de moradias decorrentes. Veja 
tambm Ciclo Econmico; Kuznets, Simon. 

CICLO DE VIDA. Etapas definidas em cada 
sociedade, nas quais se divide o perodo de vida 
de um indivduo. Geralmente, o ciclo de vida 
se estende do nascimento at a morte, embora 

o indivduo j se torne um ente social antes do 
nascimento, e muitas religies afirmem a existncia 
da alma depois da morte. Do ponto de 
vista social, as etapas do ciclo de vida de um 
indivduo marcam a sua preparao para assumir 
papis sociais e institucionais. Dependendo 
do perodo histrico, do grau de desenvolvimento 
de cada sociedade e de sua cultura, cada 
povo tem a delimitao dessas etapas de forma 
diferente. Atualmente, nos pases desenvolvidos 
e onde a esperana de vida superou os 70 anos, 
esses limites so em linhas gerais os seguintes: 
1) infncia: at os sete anos; 2) adolescncia: dos 
sete aos 13 anos; 3) juventude: dos 14 aos 25; 
4) maturidade: entre os 26 e 60 anos; 5) velhice: 
de 61 e mais. Estes limites de etapas variam tambm 
em relao aos sexos. 
CICLO DO CACAU. Conjunto de caractersticas 
econmicas, polticas e socioculturais de determinada 
regio - o sul da Bahia - no final 
do sculo XIX e nas primeiras dcadas do sculo 
XX, quando ali florescia a cultura cacaueira. 
Planta nativa da Amrica, o cacaueiro, plantado 
na Bahia desde o sculo XVI, s se difundiu 
como lavoura comercial a partir do sculo XIX. 
O Brasil logo se tornou o primeiro produtor 
mundial, o que veio fortalecer o predomnio, em 
escala regional, da figura do "coronel" do Sul 
da Bahia, plantador de cacau. Posteriormente, 
a liderana mundial passou  Costa do Ouro 
(atual Gana) e  Nigria. Na dcada de 70, porm, 
em decorrncia do aprimoramento tcnico 
no cultivo, o Brasil voltou a ocupar o primeiro 
lugar na produo mundial de cacau. 

CICLO DO CAF. Perodo da histria econmica 
do Brasil, compreendido entre 1830 e 1930, 
marcado pelo desenvolvimento da cultura do 
caf, produto dominante no comrcio exterior 
do pas e motivador da expanso da fronteira 
agrcola na poca. Introduzido no Brasil por volta 
de 1727, o cultivo do caf atingiu um peso 
significativo no conjunto da economia nacional 
em meados do sculo XIX, quando se tornou o 
principal produto de exportao. Contriburam 
para isso o declnio da economia aucareira do 
Nordeste, a runa da cultura do algodo e a decadncia 
da minerao, que liberaram grandes 
contingentes de mo-de-obra escrava e recursos 
financeiros para serem empregados em atividades 
mais lucrativas. Ao mesmo tempo ocorria 
um aumento da demanda de caf na Europa e 
nos Estados Unidos, e a runa da agricultura 
cafeeira em Java (devido a uma praga) e no Haiti 
(por levantes de escravos), fatos que contriburam 
para transformar o Brasil no maior forne




CICLO ECONMICO 

cedor do mercado mundial (desde 1840). At 
1870, o principal centro de comercializao e exportao 
do produto foi o Rio de Janeiro, pois 
a principal rea produtora era o vale do rio Paraba. 
Com o esgotamento das possibilidades 
agrcolas da regio, a expanso da cultura do 
caf deslocou-se para o Oeste paulista (regio 
de Campinas), atingindo em seguida o Oeste 
novo, rumo a Ribeiro Preto e Araraquara. Ento, 
Santos tornou-se o principal centro exportador 
do produto e expandiram-se as ferrovias. 
O desenvolvimento da economia cafeeira em 
So Paulo teve profundas conseqncias para o 
conjunto da sociedade brasileira. A necessidade 
de mo-de-obra provocou o incremento  imigrao 
de europeus (paralelamente  desagregao 
do trabalho escravo) e as riquezas acumuladas 
na comercializao do caf proporcionaram 
a ampliao, sem precedentes, das atividades 
industriais, comerciais e financeiras. No 
plano poltico, implantou-se a hegemonia de So 
Paulo, cujo papel foi decisivo na proclamao 
da Repblica. Ao iniciar-se o sculo XX, o Brasil 
detinha trs quartos da produo mundial de 
caf e acumulava grandes estoques, configurando-
se uma crise de superproduo. Para enfrent-
la, os principais Estados produtores (So Paulo, 
Rio de Janeiro e Minas Gerais) reuniram-se 
em 1906 na Conveno de Taubat e estabeleceram 
um plano de valorizao do produto 
(compra de toda a produo, proibio de novos 
plantios, reteno dos estoques enquanto os preos 
no atingissem nveis adequados). Uma 
nova poltica de valorizao, em mbito federal, 
foi implantada em 1933 com a criao do Departamento 
Nacional do Caf (queima de estoques, 
erradicao de velhos cafezais). Com o 
abandono dessa poltica no governo Dutra 
(1946-51), sobreveio nova crise e, em 1952, o governo 
Vargas restabeleceu o controle criando o 
Instituto Brasileiro do Caf (IBC). A partir de 
ento, a participao do caf no conjunto das 
exportaes diminuiu sensivelmente, e em meados 
da dcada de 70 as manufaturas j suplantavam 
aquele produto em termos de produo 
de divisas. No incio da dcada de 80, o caf 
participava com cerca de 10% do valor total das 
exportaes brasileiras. 

CICLO DO OURO. Perodo da histria colonial 
do Brasil, entre o final do sculo XVII e o 
final do sculo XVIII, em que a extrao de ouro 
e diamantes teve decisiva importncia econmica. 
Cerca de dois teros das lavras se concentraram 
em Minas Gerais, com o restante distribudo 
entre Gois, Mato Grosso e Bahia. A explorao 
do ouro determinou um rpido crescimento 
da populao brasileira e sua interiorizao. 
A importao de escravos africanos 
triplicou em relao aos dois sculos anteriores. 

Surgiram cidades ricas em Minas Gerais, e estreitaram-
se os laos entre as vrias regies da 
colnia. O ouro brasileiro favoreceu o esplendor 
da Corte de dom Joo V e as iniciativas econmicas 
do marqus de Pombal, mas fluiu, em 
sua maior parte, para a Inglaterra, estimulando 
a Revoluo Industrial. Com o esgotamento das 
jazidas, aguou-se a contradio entre a metrpole 
e sua colnia, dando origem  Inconfidncia 
Mineira. 

CICLO DO PAU-BRASIL. Primeiro perodo da 
histria econmica do Brasil, caracterizado pela 
explorao da rvore do mesmo nome (Caesalpinia 
cristal) e o pau-brasil do Mxico (Caesalpinia 
echinata). Estendeu-se desde os primeiros anos 
aps a descoberta at o incio da segunda metade 
do sculo XVI, quando perdeu a primazia 
para a cultura da cana-de-acar. Sendo atividade 
apenas extrativa, consistia na coleta da madeira 
e sua remessa para a metrpole, onde era 
utilizada em marcenaria de luxo, fabricao de 
violinos, indstria naval e, principalmente, 
como corante. A Coroa portuguesa arrendava 
partes da regio litornea a comerciantes, que 
lhe deveriam entregar uma renda fixa e obrigavam-
se a construir feitorias: os primeiros ncleos 
de populao europia no Brasil. Um dos 
primeiros arrendatrios da Coroa foi Ferno de 
Noronha. Ao lado dos portugueses, os espanhis 
e, principalmente, os franceses, tambm 
se dedicaram  extrao do pau-brasil na costa 
brasileira, disso surgindo inmeros conflitos que 
levaram a Coroa a criar as capitanias hereditrias. 
A extrao do pau-brasil continuou sendo 
uma atividade relativamente rendosa at meados 
do sculo XIX, quando a inveno de corantes 
artificiais a tornou dispensvel. 

CICLO ECONMICO. Flutuao peridica e 
alternada de expanso e contrao de toda atividade 
econmica (industrial, agrcola e comercial) 
de um pas ou de um conjunto de pases. 
Um ciclo tpico consiste num perodo de expanso 
econmica, seguido de uma recesso, de um 
perodo de depresso e um novo movimento 
ascendente ou de recuperao econmica. Os ciclos 
de longa durao, chamados ciclos de Kondratieff, 
so marcados por perodos de sessenta 
anos de ascenso ou declnio da economia mundial. 
Distinguem-se do ciclo Juglar, de seis a dez 
anos, e do ciclo dos estoques ou ciclo Kitchin, de 
cerca de quarenta meses. J na histria econmica 
brasileira, o termo ciclo  usado para designar 
os perodos de predomnio de determinados 
produtos coloniais de exportao como 

o acar, o ouro e o caf. O registro das variaes 
cclicas, com perodos alternados de altas e baixas 
dos nveis da atividade econmica, remonta 
ao fim do sculo XVIII. As teorias dos ciclos 
econmicos so numerosas e variadas. As teo


CICLO KENNEDY DE NEGOCIAES 

rias da superproduo e subconsumo explicam 
os ciclos com base no aumento da produo, 
dos lucros e dos investimentos, sem um correspondente 
aumento dos salrios e do poder de 
compra dos consumidores. As teorias monetrias 
baseiam-se na quantidade de moeda em circulao 
e nas variaes dos nveis das taxas de 
juros e de investimentos. E as teorias psicolgicas 
argumentam que a atividade econmica  
influenciada por ondas de pessimismo e de otimismo. 
Uma explicao genrica dos ciclos  
que, sempre que a demanda total de bens e servios 
 menor do que a necessria para manter 
a produo no seu nvel de desenvolvimento, 
h queda na produo e no emprego. Isso pode 
ser provocado pela tendncia crnica da economia 
a uma superpoupana (ou subconsumo) ou 
por uma escassez de investimentos para preencher 
a insuficincia da demanda. Iniciada uma 
fase de recesso, a reduo tende a ser cumulativa, 
com queda dos preos, esgotamento dos 
estoques, adiantamento de investimentos e subconsumo. 
Mas, em determinado ponto, h necessidade 
de substituir os estoques e equipamentos 
desgastados, ainda que apenas para 
manter os baixos nveis da demanda de bens 
de consumo. Isso conduz a um aumento do investimento, 
que, mesmo pequeno, leva a novo 
crescimento da produo, da renda e do consumo, 
tornando atrativo novos investimentos e 
realimentando o ciclo econmico. A expanso 
pode levar a economia a novo surto de prosperidade, 
com seus habituais pontos de estrangulamento: 
preos em alta e problemas de manuteno 
do equilbrio no comrcio exterior. Nesse 
ponto, pode haver uma tendncia  subpoupana 
ou ao superinvestimento, e as tentativas de 
corrigir as tendncias inflacionrias podem levar 
os empresrios a rever suas expectativas de lucro, 
reduzindo os investimentos, com o que se 
inicia nova fase de contrao da atividade econmica. 
O estudo dos ciclos econmicos est intimamente 
ligado ao das crises, que podem ser 
caracterizadas como um momento descontnuo 
e desastroso de uma evoluo cclica contnua. 
Embora tenha havido apenas trs ciclos seculares, 
ou de Kondratieff, no perodo que vai de 
1790 a 1950, a teoria dos ciclos longos divide-se 
em dois grupos. Os adeptos da teoria quantitativa 
da moeda explicam as ondas seculares de 
altas dos preos pelo aumento da massa monetria, 
e, no caso da conversibilidade do ouro, 
pelo aumento do volume de ouro em circulao. 
Outros destacam a influncia das inovaes tcnicas 
que se sucederam no sculo XIX (vapor, 
ferrovias, petrleo e eletricidade), como enfatiza 
Schumpeter: com a instalao das novas formas 
de energia e de transporte, a demanda ultrapassou 
a oferta, provocando a alta dos preos. Essa 
corrente destaca a influncia da abertura de no


vos mercados e a ao da guerra, pois os perodos 
de alta coincidem com a atividade blica. 
A teoria dos ciclos curtos (do economista francs 
Clment Juglar, o primeiro a assinalar a natureza 
peridica das crises) divide-se em teorias exgenas 
e endgenas. As primeiras procuram as 
causas dos ciclos no meio exterior  economia. 
Desse modo, o ciclo econmico seria provocado 
por um ciclo fsico (Jevons), psicolgico (Pareto), 
tcnico (Schumpeter) ou demogrfico (Lsch). 
As teorias endgenas procuram as causas do ciclo 
no prprio processo econmico, visando a 
demonstrar basicamente a formao e a transmisso 
de um processo cumulativo de alta ou 
baixa dos preos e as razes da suspenso desse 
processo. Assim, Wicksell argumentou que isso 
se deveria  disparidade entre a taxa natural do 
juro e a taxa do mercado. J Kaldor e Kalecki 
destacaram a idia de expectativa de investimento, 
construindo um modelo economtrico de 
ciclo a partir do atraso entre a deciso do investimento 
e o resultado do investimento realizado. 
Outros modelos economtricos de ciclos, 
trabalhando com dados fornecidos ou no pela 
realidade, foram construdos por Leontief, pela 
escola sueca (Lundberg), e tambm por Harrod, 
Samuelson e Hicks, atualmente os mais conhecidos. 
A maioria das teorias dos ciclos baseia-se 
nas variveis e determinantes do investimento 
e seus efeitos, vendo na renda nacional o mecanismo 
do multiplicador. Em combinao com 

o princpio do multiplicador, usa-se a teoria do 
acelerador para mostrar o ajustamento do grau 
de investimento  variao das vendas. 
CICLO KENNEDY DE NEGOCIAES. Veja 
Kennedy Round. 

CICLO KITCHIN. Flutuao curta e rtmica da 
atividade econmica, batizada ciclo Kitchin devido 
a Joseph Kitchin, que foi o primeiro analista 
a estud-lo em detalhes. O ciclo Kitchin  um 
ciclo regular de flutuao dos preos, da produo, 
do emprego etc., de durao de quarenta 
meses. Utilizado por Schumpeter em sua anlise 
dos ciclos econmicos,  explicado por mudanas 
em estoques e por pequenas ondas de inovao, 
especialmente em equipamentos que podem 
ser produzidos rapidamente. Superpostos 
aos ciclos longos de Juglar e de Kondratieff, existiriam 
trs ciclos Kitchin em cada Juglar e dezoito 
em cada Kondratieff. Veja tambm Ciclo 
Econmico. 

CIDADES. Veja Urbanizao. 

CIDADES LIVRES. Cidades da Europa que, 
durante a Idade Mdia, conquistaram total ou 
parcialmente sua autonomia em relao ao proprietrio 
da terra na qual se localizavam. Habitadas 
por artesos e comerciantes, sobretudo a 



partir do sculo XII, as cidades ou burgos procuravam 
por vrios meios - negociaes ou 
luta aberta - ter sua prpria administrao e 
livrar-se das numerosas taxas impostas pelo senhor 
do feudo. 

CINCIA ECONMICA. Veja Economia. 

CINCIAS AFINS. Como cincia social, decorrente 
da atividade do homem organizado em 
sociedade, a economia se relaciona com diversas 
outras cincias. Como atividade prtica ou terica, 
 exercida sob certas condies permanentes 
ou variveis, que se manifestam no sujeito 
da atividade econmica ou no meio social onde 
ela atua. As condies do meio social esto relacionadas 
com fatores geogrficos, histricos, 
culturais e com as instituies sociais. Assim, a 
economia mantm relaes estreitas com a histria, 
a sociologia, a psicologia, a poltica, o direito, 
a geografia e a demografia. E, por sua natureza 
terica, relaciona-se com a lgica, a matemtica 
e a filosofia. 

CINCIAS SOCIAIS. Uma das principais divises 
do conhecimento humano. Conjunto de 
matrias que estudam o homem em relao com 
seu meio fsico, cultural e social. Embora muitos 
cientistas sociais em geral tentem modelar suas 
disciplinas conforme as cincias naturais, aspirando 
atingir um nvel semelhante de consenso, 
seus esforos nesse sentido continuam a ser frustrados 
devido  imperfeio de suas ferramentas 
conceituais em relao  complexidade de sua 
matria de estudo e ao campo limitado que existe 
para experimentos controlados. H tericos, 
por outro lado, que afirmam a fundamental diferena 
entre o arcabouo lgico das cincias naturais 
(cujo modelo  matemtico) e o das cincias 
sociais (cujo modelo seria jurdico); justamente 
por isso, essas ltimas seriam argumentativas 
e dialgicas, no permitindo universalidade 
e consenso quanto a postulados e concluses, 
ao contrrio, permanecendo abertas, por 
sua natureza prpria, s reinterpretaes e s 
polmicas. Incluem-se entre as cincias sociais 
a antropologia, a arqueologia, a criminologia, a 
demografia, a economia, a educao, a cincia 
poltica, a psicologia e a sociologia. 

CIF (Cost, Insurance and Freight). Expresso 
do comrcio internacional que significa "custo, 
seguro e frete", geralmente seguida da designao 
do porto de destino. Nessa modalidade, o 
vendedor assume todos os custos necessrios 
para transportar a mercadoria a seu destino designado, 
alm de contratar seguro martimo contra 
risco de perdas e danos, que cobre apenas 
as condies mnimas exigidas, "livre de avaria 
particular" (FPA ou free of particular average), que 
 o preo CIF mais 10%. Cdigo ou abreviao, 

CIRCUIT BREAKER 

CIF. As estatsticas das exportaes e importaes 
brasileiras divulgadas pelo Banco Central 
geralmente so apresentadas na base FOB (free 
on board), isto , sem incluir os custos dos seguros 
e dos fretes, os quais so registrados na 
Conta de Servios do Balano de Pagamentos. 
Veja tambm Balano de Pagamentos; Incoterms. 

CIFR. Veja Zero. 

CIM. Iniciais da expresso em ingls computer 
integrated manufacturing, que significa a integrao 
total de todas as fases de produo realizadas 
com a assistncia de um computador - 
CAD, CAD/CAM, CAE - num processo nico, 
de tal forma a integrar e automatizar um processo 
produtivo. Veja tambm CAD; CAD/ 
CAM; CAE. 

CINTURO VERDE. Faixa de terra, de largura 
varivel (em geral, alguns quilmetros), que circunda 
as grandes regies urbanas e deve ser 
mantida intata. Tem a finalidade de conter a expanso 
urbana, evitar ou direcionar conurbaes 
(ligao contnua entre regies urbanas) e tambm 
controlar problemas ecolgicos, como poluio 
da atmosfera e dos mananciais. 

CIP - Conselho Interministerial de Preos. 

rgo federal, subordinado  Secretaria do Planejamento, 
criado em 1968 pela lei n 63 196.  
responsvel pela sistemtica reguladora de preos, 
dentro dos objetivos da poltica econmica 
do governo. O controle de preos pelo CIP pode 
se dar de vrios modos: liberao parcial, liberao 
vigiada, acordos setoriais e apreciao prvia 
dos reajustes por produtos. A liberao parcial 
ocorre quando somente alguns produtos fabricados 
por uma empresa ficam sujeitos ao controle. 
Na liberao vigiada, os aumentos do preo 
de um produto so comparados aos ndices de 
preos elaborados pela Fundao Getlio Vargas. 
Quando ocorre um aumento no justificvel, 
o produto passa para o controle direto do 
CIP. O controle setorial verifica-se quando os reajustes 
de preos dizem respeito a todo o setor 
de produo. Em todos os casos, os percentuais 
de reajustes determinados pelo CIP tm como 
base os custos de produo. Embora o CIP tenha 
poderes para castigar de forma drstica as empresas 
que ignorem suas determinaes (at 
mesmo com a expropriao de mercadoria), suas 
represlias consistem geralmente no corte dos 
crditos junto ao sistema financeiro pblico. 

CIRCUIT BREAKER. Expresso em ingls que 
significa literalmente "interruptor de circuito" e 
 utilizada quando ocorrem oscilaes muito fortes 
na Bolsa de Valores, fazendo com que a cotao 
das aes ou outros ttulos que esto baixando 
muito seja interrompida para evitar que 



CIRCUITO 

efeitos momentneos possam desencadear o pnico. 
Este dispositivo foi utilizado pela primeira 
vez no Brasil na crise do final de outubro de 
1997, provocada pela crise das Bolsas dos pases 
asiticos. Em Bolsas mais importantes, como a 
de Nova York e Londres, o sistema j  utilizado 
h mais tempo. 

CIRCUITO. Em economia,  o movimento de 
duplo sentido existente no processo produtivo, 
formando um circuito que fecha o mercado e 
revela a interdependncia dos fatos econmicos. 
Esse processo  marcado por dicotomias: existem 
produtores e consumidores, oferta e procura, 
compra e venda. Incluem-se no circuito os 
compradores e vendedores dos fatores de produo, 
entre eles o prprio trabalho. A noo 
de circuito, de carter orgnico e dinmico, 
ope-se  de equilbrio, que  mecnica e esttica. 
Foi explicitada, pela primeira vez, no clebre 
Tableau conomique, de Quesnay. Ganhou 
destaque na anlise econmica a noo do circuito 
(ou circulao) monetria, sobretudo para 
os estudos de conjuntura. Veja tambm Quesnay, 
Franois; Tableau conomique. 

CIRCULAO. Conjunto de estruturas e mecanismos 
referentes  distribuio do produto 
gerado socialmente entre os diferentes elementos 
participantes da criao desse produto. Essa 
distribuio baseia-se nos mecanismos de distribuio 
da renda, referidos  estrutura de classe 
da sociedade. Veja tambm Classe Social. 

CRCULO VICIOSO. Conceito derivado da concepo 
de Gunnar Myrdal de causao circular 
como, por exemplo, a explicao do subdesenvolvimento 
pela escassez de poupana, e esta 
pelo subdesenvolvimento. Ao crculo vicioso 
ope-se o crculo virtuoso, quando, por exemplo, 
o aumento dos nveis mdios de educao 
viabiliza o aumento da produtividade, e esta 

o aumento da riqueza, que, por sua vez, permite 
o aumento dos recursos destinados  educao. 
Veja tambm Causao Circular; Efeito 
Sinrgico. 
CRCULO VIRTUOSO. Veja Crculo Vicioso. 

CIRM - Comisso Interministerial para os Recursos 
do Mar. Criada em 1968, destina-se a reunir 
toda a informao necessria  definio de 
uma poltica de explorao dos recursos naturais 
martimos do Brasil. Contribui para orientar a 
participao do pas num comit de 35 naes 
que estuda a utilizao do fundo dos mares. A 
comisso  presidida pelo ministro da Marinha 
e tem competncia como rgo executivo. Em 
1981, aprovou o I Plano Nacional de Recursos 
do Mar, a ser desenvolvido por meio de cinco 
subprogramas: sistemas ocenicos, sistemas cos


teiros, recursos do mar, recursos humanos e 
apoio oceanogrfico. 

CITY, The. Regio do centro de Londres que 
congrega as principais instituies financeiras 
do pas. Rene o Banco da Inglaterra, importantes 
bancos comerciais e as principais casas 
de cmbio e de comrcio internacional. Esse centro 
financeiro, tambm chamado de Square Mile, 
comparvel a Wall Street, desempenha quatro 
funes bsicas: 1) facilitar o pagamento de qualquer 
quantia, com rapidez e segurana, sem a 
utilizao de papel-moeda; 2) financiar a produo 
e o transporte de matrias-primas em 
todo o mundo; 3) centralizar a captao de poupanas 
e suas aplicaes; 4) centralizar operaes 
de cmbio e de comrcio internacional. Veja 
tambm Old Lady of Treadneedle Street; Wall 
Street. 

CLARA BOW. Apelido das aes da International 
Telephone & Telegraph (ITT) na Bolsa de 
Valores de Nova York. 

CLARK, Colin Grant (1905- ). Economista australiano, 
destacou-se, a partir de 1940, por demonstrar, 
usando dados estatsticos, os efeitos 
do progresso tcnico sobre a evoluo econmica. 
Sobre o assunto, escreveu The Conditions of 
Economics Progress (As Condies do Progresso 
Econmico), 1940, e The Economics of 1960 (A 
Economia de 1960), 1942. Colin Clark parte de 
estudos sobre a renda nacional para relacionar 
os graus de evoluo dos pases e a produtividade 
do trabalho. Nesses estudos, reintroduziu 
uma distino j esboada pelos demgrafos do 
sculo XVIII: a diviso das atividades em setores 
primrio (agricultura), secundrio (indstria) e 
tercirio (servios). Essa distino generalizou-
se tambm por expressar o desenvolvimento das 
sociedades industrializadas, da terra  fbrica, 
da fbrica ao escritrio. Veja tambm Setores 
de Produo. 

CLARK, John Bates (1847-1938). Economista norte-
americano, principal representante da escola 
marginalista nos Estados Unidos. Estudou em 
Heidelberg e Zurique, tornando-se, em 1895, 
professor-titular de Economia na Universidade 
de Colmbia. Em Philosophy of Wealth (Filosofia 
da Riqueza), 1885, procura reformular os postulados 
dos economistas clssicos. Distribution 
of Wealth (Distribuio da Riqueza), 1899, sua 
obra mais conhecida, estende o princpio marginalista 
 anlise da produo e distribuio e 
introduz o conceito de "produto marginal". Para 
John Bates Clark, o lucro aparece sempre como 
resultado de um desequilbrio provisrio devido 
a uma concorrncia imperfeita ou a um jogo de 
preos. Essa  uma posio intermediria entre 
as explicaes estticas e as dinmicas, pois sus




tenta que numa concorrncia perfeita (esttica), 
nunca h lucro e que sem desequilbrio e sem 
lucro no h progresso. Escreveu ainda Essentials 
of Economic Theory (Fundamentos da Teoria 
Econmica), 1907. Veja tambm Marginalismo. 

CLARK, John Maurice (1884-1963). Economista 
norte-americano, filho de John Bates Clark, 
sucedeu o pai na cadeira de Economia na Universidade 
de Colmbia em 1926. Em sua obra 
Economics of Overhead Costs (Economia dos Custos 
Fixos), 1923, estuda a questo dos custos fixos 
baseando-se nas condies de mercado dos 
Estados Unidos. Essa obra foi importante no desenvolvimento 
das anlises dinmicas. Em 1917, 
John Maurice Clark publicou, no Journal of Political 
Economy, o artigo "Business Acceleration and 
the Law of Demand" ("Acelerao dos Negcios 
e a Lei da Demanda"). Nele, introduziu e desenvolveu 
o conceito de acelerador, que relaciona 
a taxa de crescimento da demanda de bens de 
consumo e a taxa de crescimento da demanda 
de bens de produo. Esse conceito tornou-se 
um dos princpios bsicos da moderna teoria 
macroeconmica. Em 1963, publicou Essays in 
Preface to Social Economics (Ensaios Introdutrios 
 Economia Social). 

CLASSE MDIA. Conjunto das camadas sociais 
situadas entre a burguesia e o proletariado, 
especialmente o urbano. O processo de desenvolvimento 
capitalista ampliou significativamente 
os estratos mdios da sociedade atual, 
que se diversificaram em relao ao trabalho e 
ao nvel de renda. Devido a essa heterogeneidade, 
costuma-se dividir a classe mdia em alta, 
mdia e baixa. Assim, embora se incluam na 
classe mdia os pequenos empresrios, atualmente 
ela  formada sobretudo por profissionais 
assalariados que trabalham no setor de servios 
(sade, bancos, educao, comunicao) e em 
funes especializadas do setor industrial. 

CLASSE SOCIAL. Cada um dos grandes grupos 
diferenciados que compem a sociedade. Os 
critrios para definir-se um grupo social como 
classe so motivo de divergncias. De modo geral, 
nessa caracterizao privilegiam-se fatores 
socioeconmicos tais como riqueza, apropriao 
dos meios de produo, posio no sistema de 
produo, profisso, nvel de consumo e origem 
dos rendimentos, entre outros. Considera-se ainda 
que os membros de uma classe social, alm 
de terem no conjunto os mesmos interesses, tendem 
a compartilhar valores semelhantes. Para 
Marx, o que caracteriza uma classe social  sua 
posio no processo de produo, sua relao 
com o sistema de propriedade. No capitalismo, 
ele identificou duas classes sociais principais: 
burguesia (proprietrios dos meios de produo) 
e proletariado (trabalhadores que vivem de 

CLAY-CLAY 

salrio). Seria essa, tambm, a base objetiva dos 
conflitos poltico-sociais e das transformaes 
histricas. Outros autores consideram que, 
atualmente, a hierarquizao social se processa 
no mbito das diferenas profissionais. Argumentam 
que a mobilidade social nas modernas 
sociedades industriais, em decorrncia da ampliao 
das oportunidades, contribuiria para a 
expanso das camadas mdias e para a atenuao 
dos conflitos de classe, mais prprios do 
capitalismo passado. Nas pesquisas de mercado, 
as classes so identificadas pura e simplesmente 
por estarem dentro de certas faixas (A, B, C, D 
etc.) construdas a partir dos nveis de renda e 
de consumo dos indivduos. 

CLSSICA. Veja Escola Clssica. 

CLSSICO. Denominao dada aos selos antigos, 
quase sempre os das primeiras emisses 
dos pases. No Brasil, os selos clssicos so olho-
de-boi e olho-de-cabra. Veja tambm Selo Postal. 

CLSSICOS. Veja Escola Clssica. 

CLUSULA DE NAO MAIS FAVORECIDA. 
Clusula existente em tratados de comrcio, 
mediante a qual dois pases estabelecem vantagens 
mtuas entre si, diferenciando-se em relao 
a todos os demais pases. 

CLUSULA SOCIAL. No mbito da Organizao 
Mundial do Comrcio (OMC),  a designao 
dada s clusulas includas nos acordos por 
fora dos pases desenvolvidos. Tais clusulas 
dariam a esses pases o direito de colocar barreiras 
alfandegrias especficas se fosse constatada 
a explorao de trabalho infantil ou escravo, 
por exemplo, nas importaes realizadas dos 
pases de menor desenvolvimento, isto , se estes 
estivessem praticando o "dumping social". 
Veja tambm Dumping Social. 

CLAY-CLAY. Expresso em ingls que designa 
uma situao em uma funo de produo na 
teoria do crescimento, segundo a qual a relao 
entre capital e trabalho no varia nem antes, nem 
depois de realizado o investimento. Clay em ingls 
significa "argila" ou "barro" e  empregada 
em relao ao capital no sentido de argila endurecida, 
isto , com falta de maleabilidade. Se 
ope a putty-putty (putty significando uma massa 
moldvel), que denota uma situao na qual 
as propores entre o capital e o trabalho podem 
ser continuamente modificadas tanto antes 
quanto depois do investimento, dessa forma 
dando  relao capital/trabalho grande variabilidade. 
A situao intermediria, putty-clay, seria 
aquela na qual essas propores pudessem 
variar antes do investimento; mas uma vez feito 

o investimento, haveria grande rigidez nessa 
proporcionalidade, ou seja, a relao capital/tra


CLE 

balho poderia variar antes do investimento, mas 
no depois que este tivesse sido realizado. 

CLE. Veja Combined Leverage Effect. 

CLEAN FLOAT. Veja Dirty Float. 

CLIGNOTANT. Termo em francs que, por 
analogia a uma lmpada que se acende de forma 
intermitente, indica que alguma coisa vai mal 
em determinado setor ou no conjunto da economia. 
Por exemplo, existem vrios clignotants 
ou sinais de alerta numa economia: a elevao 
das taxas de juros, a elevao ou queda do consumo 
de energia eltrica, a elevao do preo 
de matrias-primas de uso generalizado etc. 

CLIOMETRIA. Denominao do conjunto de 
estudos e pesquisas sobre histria que se utiliza 
da econometria. A denominao vem de Clio, 
a deusa inspiradora dos estudos do passado e 
suas medies quantitativas. Foi iniciada por 
economistas americanos durante os anos 60 e 
70 em pesquisa sobre o papel que as ferrovias 
tiveram no desenvolvimento dos Estados Unidos 
no sculo XIX. Existem controvrsias sobre 
a denominao da disciplina, alguns preferindo 
Histria Economtrica, Histria Quantitativa ou 
Nova Histria Econmica. 

CLP - Controlador Lgico Programvel. Dispositivo 
que pode ser programado para controlar 
uma ou mais funes de um processo produtivo. 


CLT - Consolidao das Leis do Trabalho. 

Conjunto de normas constitucionais que regem 
as relaes entre empregados e empregadores. 
O cdigo, promulgado em 1 de maio de 1943, 
mediante o decreto-lei n 5 452, rene toda a 
legislao trabalhista elaborada aps a Revoluo 
de 1930. A CLT sofreu, ao longo de seus 
anos de vigncia, uma srie de alteraes que 
no lhe modificaram, no entanto, o substrato bsico. 


CLUBE DE INVESTIMENTOS. Sociedade que 
congrega investidores com a finalidade de operar 
no mercado de aes. Difere dos fundos mtuos 
de investimento por no haver obrigatoriedade 
de patrimnio mnimo. Administrados 
pelos prprios scios, os clubes de investimento 
so supervisionados por sociedades corretoras 
que atuam nas Bolsas de Valores. 

CLUBE DE PARIS. Atualmente, o Clube de Paris 
ou Clube dos Credores ou, ainda, Grupo dos 
Dez, consiste num mecanismo para discutir os 
refinanciamentos multilaterais das dvidas dos pases 
que no so membros da Organizao de Cooperao 
e Desenvolvimento Econmico (OCDE),
formada por ustria, Blgica, Dinamarca, Frana, 
Alemanha, Grcia, Islndia, Irlanda, Itlia, 

Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal, Sucia, 
Sua, Turquia, Gr-Bretanha, Estados Unidos, 
Canad e Japo. Constituda em 1961, a 
OCDE teve origem na Organizao Europia de 
Cooperao Econmica (Oece), reunida em 1948 
pelos pases da Europa Ocidental para a distribuio 
entre si dos recursos do Plano Marshall. 
A OCDE tinha um mbito de operaes muito 
mais amplo do que a Oece e um dos seus objetivos 
era "contribuir para a expanso do comrcio 
mundial com base em prticas multilaterais 
e no discriminatrias", o que significava 
a ampliao do comrcio com todos os pases 
do mundo. Na realidade, os anos do ps-guerra 
se caracterizaram por grandes supervits no balano 
de pagamento dos Estados Unidos e pela 
escassez de dlares em nvel internacional. Para 
defender sua indstria, seu nvel de emprego 
interno e manter em equilbrio seus balanos de 
pagamentos, os pases industrializados da Europa 
apoiaram as exportaes em grande escala. 
A contrapartida foram algumas vantagens oferecidas 
aos importadores, especialmente no que 
se refere ao financiamento de suas compras nos 
pases europeus. A Amrica Latina tornou-se 
um plo de atrao para a expanso das exportaes 
europias, no apenas porque constitua 
um mercado em dinmica de crescimento, mas 
tambm porque havia acumulado reservas expressivas 
durante a Segunda Guerra Mundial. 
Mas essa capacidade aquisitiva no se manteve 
por muito tempo, e j na dcada de 50 alguns 
pases latino-americanos, comeando pela Argentina 
e pelo Brasil, encontraram dificuldades 
para saldar seus compromissos com os pases 
da Oece. Para tratar desses casos, foi constitudo 
um espao de negociaes chamado Clube de 
Paris, isto , uma reunio dos credores para discutir 
o problema da dvida dos pases que no 
pertenciam ao organismo. O Brasil j recorreu 
vrias vezes ao Clube de Paris para a renegociao 
de sua dvida externa, tendo celebrado, 
em julho de 1988, um acordo com esse organismo. 
Veja tambm FMI. 

CLUSTERS. Termo em ingls que significa "blocos" 
ou "agrupamentos", utilizado em vrios 
contextos para designar o agrupamento de elementos 
comuns para um determinado fim. Em 
informtica, por exemplo, o termo  utilizado 
para designar agrupamentos ou conglomerados 
formados por computadores em geral de mdio 
porte, por servidores - de terminais, arquivos 
e discos - e por perifricos. No setor industrial, 

o termo  usado quando se deseja, por exemplo, 
destacar agrupamentos ou ramos industriais dedicados 
 exportao que tenham alguma caracterstica 
comum, como o fato de ser produtos 
de consumo de massa, bens durveis, semidurveis 
etc. 


103 CNP 


CMN - Conselho Monetrio Nacional. rgo 
federal criado em 31/12/1964 pela lei que implantou 
a reforma bancria no pas. Formado 
segundo o modelo do Federal Reserve System, 
dos Estados Unidos, veio substituir a Superintendncia 
da Moeda e do Crdito (Sumoc) como 
rgo responsvel pelas normas dos ajustes dos 
meios de pagamento de acordo com as necessidades 
do pas, devendo regular o valor interno 
da moeda, corrigir surtos inflacionrios ou deflacionrios 
e coordenar as polticas creditcia, 
monetria, fiscal, oramentria e da dvida pblica 
(interna e externa).  responsvel ainda pelas 
emisses de papel-moeda, pela fixao de 
normas para a poltica cambial, pela aprovao 
de oramentos monetrios, pela limitao das 
taxas de juros, descontos e comisses, e pela disciplina 
do crdito, entre outras atividades de carter 
mais burocrtico. As reunies da CMN so 
realizadas pelo menos uma vez por semana. Participam 
do conselho representantes dos ministrios 
da rea econmica, de outros rgos pblicos 
e de entidades representativas do setor 
privado. 

CMTC - Companhia Municipal de Transportes 
Coletivos. Fundada em 1947, na cidade de 
So Paulo, como companhia de economia mista, 
diante do desinteresse da Light (antiga concessionria) 
de continuar operando os servios. A 
CMTC implantou em So Paulo, na dcada de 
50, uma frota de trlebus que foram pouco a 
pouco substituindo os antigos bondes, assim 
como uma grande frota a diesel. Com o crescimento 
da cidade, empresas particulares foram 
aumentando sua participao e, em 1975, a 
CMTC, embora concessionria exclusiva, contava 
apenas com 15% do total do transporte coletivo 
na cidade. Essa participao aumentou 
para 30% at o final dos anos 80 e incio dos 
anos 90, quando sua frota total em operao alcanou 
cerca de 3 mil nibus dos 8 500 existentes. 
Em 1991 constituiu a primeira frota de nibus 
movidos exclusivamente a gs natural (cerca 
de sessenta veculos). A partir de 1993, teve incio 
o seu processo de privatizao, com a passagem 
de oitenta das 156 linhas para o setor 
privado. 

CNBV - Comisso Nacional de Bolsa de Valores. 
Entidade civil brasileira que congrega as 
Bolsas de Valores do pas. 

CNC. Iniciais da expresso em ingls computer 
numerical control, que significa "mquina operatriz 
controlada por computador". Veja tambm 
MFCN (Mquina-ferramenta de Controle 
Numrico). 

CNE - Comisso Nacional de Energia. rgo 
transitrio criado em 1979 e diretamente subor


dinado  presidncia da Repblica, com o objetivo 
de criar as diretrizes para a racionalizao 
do consumo e o aumento da produo nacional 
de petrleo, a substituio de seus derivados por 
outras fontes de energia e as medidas a serem 
adotadas na hiptese de reduo abrupta - total 
ou parcial - dos suprimentos externos do 
produto. Presidida pelo ministro da Infra-estrutura, 
 formada pelo ministro da Economia, pelos 
secretrios de Energia e de Planejamento, 
pelo chefe do Gabinete Militar e pelo secretrio 
do Conselho de Segurana Nacional. A criao 
da CNE foi conseqncia direta da chamada crise 
internacional do petrleo, em 1979. Na ocasio, 
70% do transporte de mercadorias, 90% do 
transporte de passageiros e boa parte da atividade 
industrial do pas dependiam do petrleo. 

CNEN - Comisso Nacional de Energia Nuclear. 
Autarquia ligada ao Ministrio da Infraestrutura. 
 o rgo encarregado de coordenar, 
orientar, supervisionar e executar a poltica nuclear 
brasileira, orientando as instituies ligadas 
ao setor nuclear, financiando seus programas 
e a formao de pessoal. Foi criada em 1956, 
com o nome de Comisso de Energia Atmica, 
vinculada ao Conselho Nacional de Pesquisas. 
Controla diversos rgos, como o Instituto de 
Engenharia Nuclear da Universidade Federal do 
Rio de Janeiro, o Instituto de Pesquisas Radiativas 
da Universidade Federal de Minas Gerais 
e a Associao de Produo de Monazita. 

CNI - Confederao Nacional da Indstria. 

Entidade sindical de cpula do empresariado 
industrial brasileiro, rene representantes das 
federaes estaduais da indstria. Fundada em 
1942, no mbito da estrutura sindical montada 
pelo governo, substituiu duas entidades que a 
precederam: Sociedade Auxiliadora da Indstria 
Nacional (1827-1904) e Centro Industrial Brasileiro 
- CIB (1904-42). Junto ao governo, a CNI 
atua apresentando sugestes, reivindicaes e 
crticas aos programas oficiais de desenvolvimento 
industrial. Colaborou na criao do antigo 
Ministrio do Trabalho, Indstria e Comrcio. 
O Servio Nacional de Aprendizagem Industrial 
(Senai) e o Servio Social da Indstria 
(Sesi) so entidades filiadas  CNI, destinadas 
a proporcionar formao profissional e atividades 
culturais aos trabalhadores. 

CNP - Conselho Nacional do Petrleo. rgo 
do Ministrio da Infra-estrutura, responsvel 
por formular a poltica nacional do petrleo e 
do carvo mineral, controlar o abastecimento de 
petrleo em todo o pas e fixar o preo de seus 
derivados. A criao do CNP pelo presidente 
Getlio Vargas, em abril de 1938, juntamente 
com a regulamentao das jazidas e a descoberta 



CO-GESTO 

de petrleo em Lobato (janeiro de 1939), assinalaram 
a segunda fase da luta pelo controle 
estatal do petrleo no Brasil (a fase anterior era 
a da livre iniciativa no setor, e a posterior, a do 
monoplio estatal, comeou com a criao da 
Petrobrs em outubro de 1953). A Unio exerce 

o monoplio do petrleo por intermdio do 
CNP, como um rgo orientador e fiscalizador, 
e da Petrobrs e suas subsidirias, como rgos 
de execuo. A instituio dos contratos de risco, 
em 1976, retirou da Petrobrs o monoplio de 
pesquisa e explorao. 
CO-GESTO. Forma de participao dos trabalhadores 
na administrao da empresa, por 
meio de representantes eleitos em votao direta. 
 uma experincia tpica da Europa Ocidental 
(Alemanha, Frana, Inglaterra), variando sua 
forma de organizao em cada um desses pases. 
De modo geral, no regime de co-gesto os representantes 
dos trabalhadores so consultados 
sobre questes salariais, benefcios sociais promovidos 
pela empresa, dispensa de empregados, 
utilizao de novas tecnologias, e so tambm 
informados sobre os planos de expanso 
da empresa e seu balano anual. Veja tambm 

Autogesto. 

COASE, Ronald Harry (1910-). Nasceu em 
Middlesex, na Inglaterra, e graduou-se em Economia 
pela London School of Economics em 
1932. Tornou-se professor na Universidade de 
Liverpool e na prpria London School, entre 
1935 e 1951. Nos anos 50 transferiu-se para os 
Estados Unidos, onde lecionou na Universidade 
de Buffalo, na Universidade de Virgnia e na 
Universidade de Chicago. Nesta ltima, dirigiu, 
entre 1964/1982, o Journal of Law and Economic. 
A colaborao mais importante de Coase para 
a cincia econmica consiste em seus estudos 
sobre as economias externas ou externalidades. 
Esses estudos e a preocupao com o tema tiveram 
incio numa monografia, The Nature of 
the Firm (A Natureza da Firma), quando Coase 
ainda cursava a graduao, culminando com 
suas anlises sobre os custos de transao nas 
concesses de faixas para transmisses de rdio 
e televiso. Tais anlises permitiram a Coase formular 
o que veio a ser denominado Teorema 
de Coase, estabelecendo que as externalidades 
no determinam uma alocao imperfeita de recursos, 
desde que os custos de transao sejam 
nulos. Os textos mais importantes de Coase foram 
publicados entre 1959 e 1979 no Journal of 
Law and Economics, destacando-se "The Federal 
Communications Commission" (1959), "The 
Problem of Social Cost" (1960) e "Payola in Radio 
and Television Broadcasting" (1979). Por 
suas contribuies, Coase recebeu o Prmio Nobel 
de Economia em 1991. Veja tambm Teorema 
de Coase. 

COBAL - Companhia Brasileira de Alimentos. 
Empresa federal vinculada ao Ministrio da 
Agricultura, criada em 1962 com o objetivo de 
assegurar o abastecimento de gneros alimentcios 
em todo o pas. Atua como reguladora do 
mercado, evitando a excessiva especulao, e 
atende diretamente reas no cobertas devidamente 
pelo setor privado. Em 1972, a Cobal assumiu 
a direo do Sistema Nacional de Centrais 
de Abastecimento (Sinac), com participao 
societria no capital das Centrais de Abastecimento 
(Ceasas), vinculadas ao sistema. A funo 
do Sinac  organizar a produo e intermediao 
de produtos de origem hortifrutigranjeira, vendendo-
os ao comerciante varejista por melhores 
preos. Em 1979, a Cobal instalou a Rede Somar 
de Abastecimento para gneros de primeira necessidade. 
A rede formou-se por meio de convnios 
com varejistas independentes instalados 
em reas de baixa renda, tornando-se a maior 
rede varejista do pas. A Cobal compra grandes 
quantidades de gneros e os distribui a esses 
varejistas, objetivando a reduo de preos para 

o consumidor. Mantm ainda postos de venda 
nas chamadas "reas de alto risco", como as 
frentes de trabalho nas regies de seca, nos garimpos, 
nas povoaes ribeirinhas da Amaznia 
e na periferia das grandes cidades. Os preos 
da Somar s so subsidiados em casos excepcionais 
em reas consideradas muito pobres, 
onde o Instituto Nacional de Alimentao e Nutrio 
(Inan) financia produtos bsicos. Alm 
dos supermercados da Rede Somar, dos supermercados 
Cobal e dos postos de venda, a empresa 
possui mercados volantes para abastecimento 
pelas estradas e mercados flutuantes para 
as hidrovias amaznicas. 
COBB-DOUGLAS (Funo de Produo). Uma 
funo com a frmula Q = A.La.Kb, onde Q  a 
produo, A, a e b so constantes e L e K so, 
respectivamente, o trabalho e o capital. A funo 
 homognea do grau a+b, uma vez que a multiplicao 
de L e K por uma constante c elevar 

o resultado na proporo de ca+b. Assim, Q1 = 
A.cLa.cKb = Ka+b(A.LaKa). Se a soma dos expoentes 
for igual  unidade, a funo Cobb-Douglas 
 linear homognea, isto , o retorno ser uma 
constante em relao  escala de produo: se, 
por exemplo, o capital e o trabalho empregados 
aumentarem 50%, o produto tambm aumentar 
em 50%; se esta soma for maior do que a unidade, 
a funo ter retornos crescentes  escala; 
e se a soma for inferior  unidade, o retorno 
ser decrescente  escala. Veja tambm Funo 
Homognea. 
COBOL. Sigla da expresso inglesa Common Business 
Oriented Language (Linguagem Comercial 
Comum Orientada), um tipo de linguagem utilizado 
na elaborao de programas de compu




tador e destinado principalmente a empresas. 
Veja tambm Informtica. 

COBRA - Computadores e Sistemas Brasileiros 
S.A. Empresa estatal criada em 1974 com o 
objetivo de incorporar  economia uma indstria 
nacional de computadores. Em princpio, limitava-
se a prestar assistncia s reas militares, 
especialmente servios de controle e automao 
das novas fragatas da Marinha fabricadas com 
tecnologia inglesa. Em 1975, a Cobra comprou 
projetos tecnolgicos da corporao norte-americana 
Sycor e obteve a transferncia de knowhow 
para a produo do primeiro minicomputador 
comercial brasileiro, o Cobra 400. Ao mesmo 
tempo, assinou contratos com organizaes 
brasileiras com programas de tecnologia de 
computador em fase de desenvolvimento. Num 
contrato com o Servio Federal de Processamento 
de Dados (Serpro), adquiriu os direitos de 
desenvolvimento de duas linhas de equipamento, 
os modelos TR e TD, que se transformariam 
em seu maior sucesso comercial. Em 1977, a empresa 
entrou no mercado de minicomputadores 
para aplicaes comerciais. Em 1980, por meio 
do Projeto Guaranis, surgia o Cobra 530, primeiro 
computador projetado, desenvolvido e fabricado 
no Brasil, resultado do trabalho conjunto 
de cientistas da Universidade de So Paulo 
(USP), responsveis pelo projeto de hardware, e 
da Pontifcia Universidade Catlica do Rio de 
Janeiro (PUC), responsveis pelo projeto de software. 
Mais de 50% das aes da Cobra pertencem 
a rgos estatais - Banco do Brasil, Caixa Econmica 
Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento 
Econmico e Digibrs -, e quase 40% 
das aes pertencem  holding Eletrnica Digital 
do Brasil S.A. (EDB), formada por onze bancos 
nacionais, pelas Bolsas de Valores do Rio de Janeiro 
e de So Paulo e pela Caixa Econmica 
do Estado de So Paulo. Em 1982, as vendas da 
empresa equivaleram  soma das vendas de todas 
as suas concorrentes nacionais no setor de 
computadores comerciais de portes pequeno e 
mdio. Veja tambm Computador; Informtica. 

COBRA. Veja Snake. 

COBWEB. Representao grfica das condies 
existentes num mercado competitivo, no qual a 
venda de um produto perecvel (em geral produto 
agrcola), que exige certo tempo para a sua 
produo, tem uma demanda relativamente 
constante durante determinada poca. O perodo 
em que se realizam as vendas  muito curto 
e o tempo necessrio para a produo, muito 
longo, para que a oferta possa ser alterada por 
qualquer produtor depois do incio das vendas. 
A cada ano, portanto, a oferta depende do preo 
do mercado do ano anterior. Isso tende a provocar 
considerveis oscilaes no preo de ano 

COEFICIENTE DE CONCENTRAO 

para ano: um preo relativamente elevado e uma 
oferta reduzida alternando-se com um preo relativamente 
baixo e uma oferta abundante. O 
termo cobweb, que em ingls significa "teia de 
aranha", tem origem no fato de que o grfico 
que expressa tais oscilaes de preos guarda 
semelhana com uma teia de aranha. 

COD. Iniciais de cash on delivery (pagamento 
contra entrega ou reembolso postal). 

CDIGO COMERCIAL BRASILEIRO. Conjunto 
de leis que regula o comrcio em todos os 
seus aspectos. Foi criado pela lei n 556, de 
22/6/1850, inspirado nos cdigos espanhol, 
francs e portugus. Posteriormente, acrescentaram-
se vrias outras leis, entre as quais a Lei 
Cambiria (1908), a Lei do Cheque (1912), a Lei 
das Sociedades Limitadas (1919), a Lei das Sociedades 
por Aes (1940), a Lei das Falncias 
(1945, modificada em 1966), a Lei do Mercado 
de Capitais (1965) e a Lei das Sociedades Annimas 
(1977). 

COEFICIENTE BETA. Medida da sensibilidade 
de uma ao especfica em relao s alteraesdo mercado acionrio em seu conjunto.  a medida 
de um risco sistemtico. 

COEFICIENTE DE ACELERAO.  o coeficiente 
pelo qual o investimento adicional cresce 
em funo de um aumento na produo. Por 
hiptese, esse investimento adicional deve ser 
proporcionalmente maior do que o incremento 
na produo, uma vez que o capital fixo (mquinas, 
equipamentos etc.) tem um valor maior 
do que o valor de sua produo anual. Veja tambm 
Princpio de Acelerao. 

COEFICIENTE DE ACHATAMENTO (Curtose, 
Kurtosis). Veja Medidas de Achatamento. 

COEFICIENTE DE APROVEITAMENTO. 

Conceito da Lei de Zoneamento que estabelece 
em cada caso o mximo de rea construda que 
um lote urbano comporta. No municpio de So 
Paulo, o mximo permitido  um coeficiente 4, 
embora os dispositivos das Operaes Interligadas 
e Operaes Urbanas possam ultrapassar 
pontualmente tais limites. Veja tambm Adiron 
(Frmula de); Lei de Zoneamento; Operaes 
Interligadas; Operaes Urbanas; Taxa de 
Ocupao. 

COEFICIENTE DE CONCENTRAO (Espacial). 
Medida estatstica do grau de concentrao 
de atividade econmica num determinado espao 
geogrfico (municpio, Estado ou pas). Em 
termos concretos, mede-se tal concentrao comparando 
a atividade a ser medida com um referencial 
de distribuio espacial como, por 
exemplo, a populao. Se a distribuio de uma 



COEFICIENTE DE CRESCIMENTO VEGETATIVO 

atividade como a industrial se concentrar de maneira 
diferente da populao, o coeficiente de 
concentrao tender a ser elevado; ao contrrio, 
se esta forma de distribuio acompanhar a distribuio 
da populao, seu coeficiente de distribuio 
espacial ser muito pequeno. A frmula 
para calcular este coeficiente : Sj .Caj - 
Cij., onde Caj representa a porcentagem da atividade 
a (indstria, por exemplo) na localidade 
j, e Cij  a porcentagem da caracterstica utilizada 
como base ou referencial i (populao, por 
exemplo) na localidade j. A expresso entre barras 
significa valores absolutos, uma vez que em 
alguns casos Caj pode ser menor do que Cij. 
Quanto mais prximo de zero for o valor final 
do somatrio, menos concentrada espacialmente 
estar a atividade sendo considerada (no caso, 
a indstria); quanto mais elevado for o valor do 
somatrio, maior ser o grau de concentrao. 

COEFICIENTE DE CRESCIMENTO VEGETATIVO. 
Considerando-se uma determinada populao 
num certo perodo de tempo,  o resto 
da diferena que tem por minuendo o coeficiente 
total de natalidade, e por subtraendo, o coeficiente 
bruto de mortalidade. 

COEFICIENTE DE DETERMINAO. Tambm 
conhecido como R2, ou Coeficiente de Correlao 
Mltipla,  uma medida estatstica que 
designa o poder explicativo de uma equao. 
Em termos mais concretos,  a proporo de variao 
na varivel dependente que  devida  
variao combinada das variveis explicativas 
(independentes), e  expressa pela frmula 

Se2 

R2 = 1 - 
Sy2 , 

Onde Se2  o resduo da soma dos quadrados, 
e Sy2  a soma dos quadrados da varivel dependente. 
Desta forma, R2 varia entre zero e 1. 
Quanto mais o coeficiente se aproximar do zero, 
menor ser o poder explicativo, ou, o que  o 
mesmo, maior ser a variao residual como 
uma proporo do total; e quanto mais se aproximar 
de 1, maior ser o seu poder explicativo. 

COEFICIENTE DE MORTALIDADE. Veja Mortalidade. 


COEFICIENTE DE MORTALIDADE INFANTIL. 
 o coeficiente demogrfico (de uma sociedade 
e relativo a um determinado perodo) que 
se obtm dividindo-se o total de bitos de menores 
de um ano de idade (excludos os nascidos 
mortos) pelo total de nascidos vivos; o resultado 
 geralmente multiplicado por mil ou por 10 mil. 

COEFICIENTE PEARSON DE ASSIMETRIA. 
Veja Medidas de Assimetria. 

COEFICIENTE Q (de Tobin). Coeficiente obtido 
dividindo-se o valor de mercado dos ativos 
de uma empresa pelo seu valor de reposio. 
Se este valor for superior a 1 (um), significa que 
a empresa em questo realizou decises acertadas 
de investimento. 

COEFICIENTE DE GINI. Medida de concentrao, 
mais freqentemente aplicada  renda, 
 propriedade fundiria e  oligopolizao da 
indstria. O coeficiente de Gini  medido pela 
relao ou pela frmula geral, 

n 

G = 1 - S(Yi + Yi-1)(Xi - Xi-1), 

i = 1 

sendo xi a porcentagem acumulada da populao 
(pessoas que recebem renda, proprietrios 
de terra, indstrias etc.) at o estrato i; yi, a porcentagem 
acumulada da renda, rea, valor da 
produo etc., at o estrato i; e n, o nmero de 
estratos de renda, rea, valor da produo etc. 

1,0 A 

0,9 

0,8 

0,7 

0,6 

0,5 

0,4 a 

0,3 

0,2 

0,1
45o


0 

0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0 B 

Aumentando a concentrao da renda, da propriedade 
fundiria ou do valor da produo, 
cresce a curvatura da curva de Lorenz e, portanto, 
a rea entre a curva e a linha que passa 
a 45o no grfico. O ndice ou coeficiente de Gini 
se aproximaria de 1, refletindo o aumento da 
concentrao. Se a distribuio da renda, da propriedade 
da terra, do valor da produo industrial 
etc. fosse igualitria, a curva de Lorenz coincidiria 
com a linha de 45o e o coeficiente de Gini 
seria igual ou muito prximo de zero. Os valores 
do coeficiente de Gini variam, portanto, entre 1 
e zero; quanto mais prximo de 1 for o coeficiente, 
maior ser a concentrao na distribuio 
de qualquer varivel, acontecendo o contrrio  
medida que esse coeficiente se aproxima de zero. 
Por exemplo, em 1972 o ndice de Gini para a 
distribuio da renda no Brasil alcanou 0,622, 
e o da propriedade da terra, em 1984, atingiu 
0,839. Veja tambm Lorenz, Curva de. 



COEFICIENTE DE NATALIDADE. Veja Natalidade. 


COETERIS PARIBUS. Veja Caeteris Paribus. 

COFIE - Comisso de Fuso e Incorporao 
de Empresas. Entidade vinculada ao Ministrio 
da Economia e criada com a finalidade de estimular 
a formao de conglomerados industriais 
pela fuso de empresas. A Cofie prope-se tambm 
a incentivar a abertura de capital das pequenas 
e mdias empresas, na tentativa de fortalecer 
o mercado de aes. 

COIVARA. Sistema de preparao do solo, muito 
usado no interior do Brasil, desde os primrdios 
da colonizao, especialmente nas reas de 
fronteiras agrcolas, e que consiste em juntar em 
pilhas os galhos e outras partes das rvores da 
floresta queimada e atear-lhes fogo outra vez. 
A coivara era utilizada pelos ndios, e, realizada 
em pequena escala, no significava uma ameaa 
 fertilidade geral das terras e ao equilbrio ecolgico 
das matas. Mas sendo utilizada em grande 
escala, como acontece atualmente, causa danos 
ecolgicos irreversveis. 

COLATERAL. Ttulo (security) dado ao emprestador 
por quem toma emprestado, como penhor 
pelo futuro pagamento do emprstimo. O emprestador 
torna-se assim credor assegurado. No 
caso de default, pode utilizar esse ttulo (vendendo-
o no mercado, por exemplo) como pagamento 
da dvida, e no caso de o valor do ttulo 
colateral no ser suficiente, pode agir imediatamente 
como credor cujo devedor se tornou inadimplente. 
Qualquer propriedade que tenha um 
valor relativamente estvel no mercado e considervel 
liquidez pode ser utilizada como colateral. 
No entanto, o mais comum so ttulos 
da dvida pblica de economias desenvolvidas, 
aes de grandes empresas, imveis e outros. 
Ttulo colateral  alguma coisa de valor - geralmente 
ttulos -, facilmente convertida em dinheiro, 
depositada como uma garantia junto ao 
credor para assegurar o pagamento de um emprstimo. 
Geralmente (mas no em todos os casos), 
seu valor  superior quele do emprstimo. 
Se o devedor for incapaz de pagar a dvida na 
data estabelecida, o credor estar liberado para 
vender o "colateral" e recuperar o dinheiro emprestado 
com o produto dessa venda. Veja tambm 
Default. 

COLBERT, Jean-Baptiste (1619-1683). Estadista 
francs que, como ministro das Finanas de Lus 
XIV, foi o principal responsvel pela aplicao 
da poltica mercantilista. Comeou por obrigar 
os homens de negcios a devolver parte de seus 
lucros ao Tesouro Nacional. Empreendeu profunda 
reforma fiscal, acabando com o confuso 
sistema de taxaes herdado da Idade Mdia. 

COLETIVISMO 

Incrementou a atividade comercial para superar 
os mercados holandeses e criou vrias companhias 
de comrcio, como a das ndias Ocidentais 
e das ndias Orientais; aumentou os impostos 
sobre artigos importados e construiu numerosas 
vias de comunicao. Criou privilgios para vrias 
empresas privadas e fundou fbricas estatais. 
Ministro da Marinha desde 1668, levou  
frente a transformao da Frana numa grande 
potncia naval. Incentivou ainda as cincias e 
as artes. Escreveu Mmoires sur les Affaires de Finance 
de France (Memrias sobre os Assuntos Financeiros 
da Frana), 1663. Veja tambm Mercantilismo. 


COLBERTISMO. Denominao dada  poltica 
mercantilista levada a cabo na Frana durante 

o perodo em que Jean-Baptiste Colbert (16191683) 
foi ministro das Finanas de Lus XIV. Veja 
tambm Colbert, Jean-Baptiste; Mercantilismo. 
COLCS. Cooperativa de produo agrcola existente 
na ex-Unio Sovitica, cuja forma de funcionamento 
era a seguinte: os membros trabalhavam 
em uma gleba da qual eram co-proprietrios. 
Com a reforma agrria de 1918, todas as 
terras passaram  propriedade do Estado, que 
confiou parte delas a essas cooperativas, com 
usufruto perptuo e gratuito. Cada colcs era 
administrado por um Conselho eleito por todos 
os membros e que se incumbia de distribuir entre 
eles a renda lquida (no reinvestida), de 
acordo com a cota de trabalho de cada um. Cada 
famlia tinha o direito de usufruir de pequena 
rea de terra, anexa  residncia. O trabalho era 
altamente mecanizado, com o apoio das Estaes 
de Mquinas e Tratores, que atendiam, cada 
uma, a grupos de dez a vinte colcoses. Na dcada 
de 70, havia cerca de 40 mil colcoses, ocupando 
uma rea total de 104 milhes de hectares. 
Veja tambm Sovkhoz. 

COLCOZE. Veja Colcs. 

COLETIVA, Fazenda. Veja Colcs; Sovkhoz. 

COLETIVISMO. Sistema poltico-social baseado 
no controle da atividade econmica pela coletividade 
ou pelo Estado. Os coletivistas negam 
a propriedade privada dos meios de produo 
e afirmam que s vivendo em comunidade e a 
ela se submetendo  que os indivduos podem 
ser efetivamente livres e realizar todas as aptides 
pessoais. De inspirao socialista, foi enfatizado 
sobretudo pelas correntes anarquistas, 
cujo coletivismo tem como base a autogesto poltica 
e econmica a partir dos locais de trabalho. 
O coletivismo de inspirao marxista enfatiza o 
papel transitrio do Estado como instrumento 
de planificao e coordenao econmica. Veja 
tambm Anarquismo; Comunismo. 



COLIGADAS 

COLIGADAS. Veja Empresas Coligadas. 

COLINEARIDADE. Termo que, em estatstica, 
designa uma elevada correlao entre duas variveis, 
isto , ambas tm a mesma trajetria linear. 
Numa anlise de regresso, duas variveis 
independentes podem estar altamente correlacionadas, 
mantendo entre si elevada colinearidade, 
de tal forma que no  possvel estabelecer 

o efeito de cada uma delas sobre a varivel dependente. 
Por exemplo, a elevao das vendas 
de um produto (varivel dependente) pode ter 
sido influenciada por um aumento de salrios 
e pela reduo das taxas de juros, no sendo 
possvel distinguir no curto prazo qual das variveis 
independentes teve a influncia maior. 
Nesse caso, pode-se utilizar apenas a varivel 
independente julgada a mais importante (o aumento 
de salrios, no caso), ou combinar as duas 
variveis independentes numa s, ou ainda escolher 
uma terceira que substitua as duas primeiras. 
Quando existe um grau de correlao 
muito elevado, com mais de duas variveis, o 
fenmeno  denominado multicolinearidade. Veja 
tambm Anlise de Regresso; Correlao. 
COLLAR. Garantia de taxas de juros mximas 
e mnimas registradas em contratos para proteger 
tanto o tomador de emprstimo quanto o 
emprestador. O sistema consiste num "piso" 
(floor) e num "teto" (cap). O piso (floor) garante 
ao credor que as taxas de juros no cairo mais 
alm de um determinado ponto; o teto (cap) garante 
ao tomador que as taxas de juros no ultrapassaro 
um determinado ponto superior. 

COLLATERAL. Veja Colateral. 

COLLATERAL TRUSTS BONDS. Expresso em 
ingls que significa obrigaes ou ttulos garantidos 
pelo penhor de outras obrigaes ou ttulos. 


COLOCAO DIRETA. Situao na qual uma 
empresa aumenta seu capital lanando novas 
aes, e os nicos credenciados a adquiri-las so 
aqueles que j possuem aes dessa empresa, e 
tm o direito de adquiri-las em proporo s 
que j possuem. 

COLOCAO INDIRETA. Situao na qual uma 
organizao financeira subscreve a totalidade 
das emisses de novas aes de uma empresa 
que aumenta seu capital para coloc-las ao pblico 
em geral, no mercado secundrio. 

COLN. Unidade monetria da Costa Rica. 
Submltiplo: cent. 

COLN SALVADORENHO. Unidade monetria 
de El Salvador. Submltiplo: centavo. 

COLNIA CECLIA. Comunidade agrcola de 
inspirao anarquista criada em 1890 no municpio 
de Palmeira (Paran). Seu principal fundador 
foi o agrnomo italiano Giovanni Rossi, 
que conseguiu do imperador dom Pedro II a doao 
das terras para a organizao da colnia. Chegou 
a agrupar cerca de trezentas pessoas e existiu 
at 1893. A experincia foi narrada por Rossi em 
Quaderni della Libert, revista publicada em So 
Paulo em 1932. Veja tambm Anarquismo. 

COLONIAL, Pacto. Veja Pacto Colonial. 

COLONIALISMO. Sistema de relaes econmicas, 
polticas, sociais e culturais que tornam 
dependente uma sociedade (a colnia) em relao 
a outra (a metrpole). Pressupe assim a 
perda da autonomia de territrios colonizados, 
sob ocupao militar e totalmente subordinados 
 metrpole. Nesse sentido, o colonialismo apresenta-
se como um fenmeno resultante da Revoluo 
Comercial europia (sculos XV e XVI), 
que atingiu o apogeu no sculo XIX, prolongando-
se at os anos imediatamente posteriores  
Segunda Guerra Mundial. Durante esse perodo, 
utilizando formas diferentes de dominao, Portugal, 
Espanha, Holanda, Blgica, Alemanha, 
Frana e Inglaterra construram seus imprios 
coloniais. No primeiro momento (sculos XVI e 
XVII), a expanso colonial correspondeu  necessidade 
de conquistar fontes fornecedoras de 
produtos (metais preciosos, especiarias, acar 
e outros produtos tropicais) indispensveis ao 
comrcio europeu em desenvolvimento. Assimse deu a colonizao da Amrica, da sia e a 
primeira colonizao da frica. A segunda fase 
do colonialismo (segunda metade do sculo XIX) 
diz respeito s transformaes verificadas no 
mbito do modo de produo capitalista. A produo 
em larga escala levou  exportao de 
capitais,  conquista de novos mercados consumidores 
e ao controle de fontes fornecedoras de 
matrias-primas: petrleo, borracha, minrios e 
produtos tropicais. Deu-se ento a nova partilhada frica, a penetrao na China e a dominaoinglesa na ndia - e a hegemonia das metrpoles 
do capitalismo sobre a vida econmica, 
poltica e cultural de pases de passado colonial 
que, depois da independncia, continuavam 
como fonte de produtos primrios para o mercado 
mundial. Veja tambm Capitalismo; Colonizao; 
Dependncia; Imperialismo. 

COLONIZAO. Processo de ocupao efetiva 
e prolongada de determinado territrio por meio 
de atividades agrcolas, pastoris, extrativas e comerciais. 
Um dos primeiros exemplos histricos 
de expanso colonizadora foi o das cidades-estados 
gregas, sobretudo Atenas, cujos cidados 
se estabeleceram em outros pontos do mar Egeu, 
Jnico, Adritico e Mediterrneo, levando para 



aqueles locais sua cultura e estrutura social. Modernamente, 
o conceito de colonizao liga-se 
ao sistema de dominao colonialista impostopela Europa a vastas regies da sia, frica e 
Amrica Latina, no decorrer da Revoluo Comercial 
(sculos XV e XVI) e da Revoluo Industrial 
(sculos XVIII e XIX). Foi no contexto 
da Revoluo Comercial que se desenvolveu a 
colonizao portuguesa no Brasil, com a explorao 
do pau-brasil, a economia aucareira, a 
cotonicultura e a minerao. O processo de colonizao 
pode ocorrer nos limites do territrio 
do prprio pas, levando ao povoamento e  incorporao 
econmica de uma regio: isso ocorreu 
com vastas regies da Unio Sovitica e do 
Canad; no Brasil, processa-se ainda a ocupao 
do Centro-oeste e da Amaznia. Veja tambm 

Colonialismo. 

COLONO. Trabalhador livre, empregado na agricultura 
cafeeira paulista a partir da extino da 
escravido. O colonato foi tambm a relao de 
produo tpica no perodo de implantao da 
cultura de caf no norte do Paran e marcou 
sua presena na zona rural desses dois Estados 
at a dcada de 60. A partir de ento, os colonos 
foram sendo substitudos por trabalhadores assalariados, 
sobretudo os chamados bias-frias. 
O contrato entre o colono e o proprietrio do 
cafezal levava em conta, alm do trabalho individual 
do colono, a fora de trabalho de toda a 
famlia, incluindo as crianas. Trabalhador solteiro 
no era aceito como colono. Como pagamento 
para cuidar do cafezal - em geral 5 mil 
ps de caf -, o colono recebia um pagamento 
em dinheiro, casa e um lote de terra, onde plantava 
milho, feijo, arroz, hortalias e criava animais. 
Segundo Thomas Holloway, no incio do 
sculo XX cerca de 80% dos ganhos do colono 
eram provenientes de rendas no salariais. Isto 
, consistiam na remunerao representada pela 
casa e pelo que lhe rendiam os gneros produzidos 
na terra cedida pelo dono do cafezal. Parte 
dessa produo era vendida nas pequenas cidades 
do Interior paulista, possibilitando ao colono 
certa acumulao. Com esses recursos ele podia 
adquirir uma gleba de terra e tornar-se um pequeno 
proprietrio. Os primeiros contingentes 
de colonos eram formados de imigrantes europeus, 
sobretudo italianos, que vieram para o 
Brasil no final do sculo XIX e incio do sculo 

XX. Formaram o primeiro mercado consumidor 
potencial de artigos produzidos no Brasil, contribuindo 
decisivamente para o crescimento das 
atividades fabris em So Paulo. Veja tambm 
Ciclo do Caf. 

COMANDITA, Sociedade em. Veja Sociedade 
em Comandita. 

COMERCIALIZAO 

COMANDO NUMRICO. Processo no qual a 
atividade de uma mquina ou equipamento  
realizada mediante informaes de carter numrico. 


COMBINED LEVERAGE EFFECT. Expresso 
em ingls que significa alavancagem combinada 

- financeira e operacional -, que indica o efeito 
sobre o rendimento por ao de determinada 
variao nas vendas. 
COMECON - Conselho Econmico de Assistncia 
Mtua. rgo de integrao econmica 
do bloco socialista. Criado em 1949 pela ex-
Unio Sovitica, Bulgria, Hungria, Polnia, Romnia 
e Tchecoslovquia, teve a admisso posterior 
da Albnia (desde 1949 e desligada em 
1961), Alemanha Oriental (1950), Monglia 
(1962), Cuba (1972) e Vietn (1978). A ex-Iugoslvia 
tinha participao parcial desde 1964, e, 
como observadores, participavam Afeganisto, 
Angola, Etipia, Laos, Moambique e Repblica 
Popular do Imen. O objetivo do Comecon era 
a integrao planificada das economias nacionais, 
associadas segundo os princpios de uma 
"diviso socialista do trabalho": cada pas-membro 
iria se especializar num ramo da economia, 
conforme seus recursos naturais e seu nvel tecnolgico. 
Isso obrigava certos pases a renunciar 
a um desenvolvimento mais abrangente, tornando-
os dependentes da Unio Sovitica em setores-
chaves como o de bens de capital, o que levou 
a Romnia a insubordinar-se em relao s 
determinaes impostas pela direo do Comecon. 
Havia dois organismos financeiros ligados 
ao Comecon: o Banco Internacional para Cooperao 
Econmica, fundado em 1963, e o Banco 
de Investimentos Internacionais, fundado em 
1970. O Comecon tinha sede em Moscou. Com 
a extino da Unio Sovitica, o Comecon foi 
tambm extinto em 1991. 

COMERCIALIZAO. Processo intermedirio 
entre o produtor e o consumidor. Consiste em 
colocar os bens e servios produzidos  disposio 
do consumidor, na forma, tempo e local 
em que ele esteja disposto a adquiri-los. Atualmente, 
a comercializao se realiza com a aplicao 
das tcnicas e dos processos da mercadologia 
(ou marketing), que estudam o mercado 
para descobrir quais os produtos e servios que 
ele demanda e em quais quantidades (mediante 
pesquisas de mercado), e orienta os testes de 
comercializao (para avaliar a aceitao do produto), 
assim como as atividades de promoo 
e distribuio. A comercializao deve adequar-
se s caractersticas do produto e ao mercado a 
que ele se destina. Alguns tipos de bens, como 
mquinas e equipamentos, exigem a venda direta 
do produtor ao consumidor, enquanto os 
produtos chamados de consumo de massa de




COMRCIO 

pendem de outro tipo de comercializao. H 
produtos, como os alimentos bsicos, cuja comercializao 
 mais simples. A estrutura da comercializao 
sofreu vrias mudanas a partir 
de 1945, modernizando-se, segundo a experincia 
dos Estados Unidos e de outros pases industrializados 
que desenvolveram o marketing. 
A venda tornou-se mais direta e impessoal, mediante 
o uso do correio (por mala direta), anncios 
em revistas etc., e em massa, com o surgimento 
dos supermercados, grandes lojas de departamentos 
e shopping centers. Veja tambm 

Consumo; Mercadologia. 

COMRCIO. Troca de valores ou de produtos, 
visando ao lucro. Os atos de comrcio promovem 
a transferncia de mercadorias entre os indivduos, 
deslocando-os de regies onde so 
abundantes para outras onde no existem em 
quantidade suficiente para satisfazer o consumo. 
Alm de sua funo econmica fundamental, o 
comrcio estimula a expanso dos meios de comunicao 
e transporte e o intercmbio cultural 
entre as comunidades. Ao cumprir importante 
funo social, qual seja a de possibilitar a troca 
de mercadorias, estimulando em conseqncia 
a produo e o consumo, o comrcio torna-se 
mais ou menos necessrio de acordo com a diversificao 
da estrutura produtiva de uma sociedade: 
quanto mais aprofundada for a diviso 
do trabalho social, mais necessria ser a funo 
mediadora do comrcio entre os grupos sociais. 
O comrcio pode ser varejista, quando vende 
as mercadorias diretamente ao consumidor, ou 
atacadista, quando compra do produtor para 
vender aos varejistas. O comrcio atacadista, em 
geral mais volumoso e menos diversificado, adquire 
a mercadoria em grandes quantidades 
para revend-la em partidas menores e a preos 
mais elevados. Se, por um lado, a presena do 
atacadista onera o preo a ser pago pelo consumidor, 
por outro torna possvel que os produtores 
escoem rapidamente o produto sem ter de 
negociar diretamente e com grande nmero de 
pequenos e mdios varejistas. Em relao ao atacadista, 
o varejista dispe de maior flexibilidade 
para decidir quanto  dimenso do estabelecimento, 
volume das transaes, diversificao 
dos produtos e prticas de atendimento. Desde 
seu incio, o comrcio est ligado ao desenvolvimento 
das tcnicas de transporte e comunicaes. 
A primeira forma de comrcio de grande 
distncia foi a caravana, envolvendo a transao 
de produtos simples como tecidos, corantes e 
objetos de metal e de cermica, entre as cidades 
e aldeias do Egito e da Mesopotmia. As caravanas 
eram agrupamentos de mercadores que 
percorriam juntos as rotas nos desertos, tendo 
os osis como entrepostos. Mais tarde, com o 
desenvolvimento do comrcio martimo pelos 

fencios, foram alcanadas maiores distncias e 
diversificaram-se as mercadorias. At o sculo 
VIII a.C., quando os gregos introduziram a moeda 
nas relaes de troca, o comrcio era feito 
mediante o escambo, isto , com a simples troca 
de uma mercadoria por outra. A introduo da 
moeda ampliou consideravelmente a circulao 
dos bens. Desde a Antiguidade at o incio da 
Idade Moderna, os artigos de luxo e ornamentao 
constituam a maior parte dos bens comerciveis. 
No fim do sculo XVIII, quando 
ocorreu a Revoluo Industrial na Inglaterra, as 
atividades comerciais passaram a envolver em 
maior escala mercadorias destinadas ao consumo 
das populaes e matrias-primas para as 
indstrias. Ao mesmo tempo, o interior dos continentes 
foi aberto ao comrcio pela construo 
de ferrovias. No sculo XX, o desenvolvimento 
tecnolgico permitiu grande expanso e aprimoramento 
extremo dos mecanismos de distribuio 
comercial. A estrutura de comercializao 
passou a abranger todo tipo de mercadoria, e 
foram criados grandes centros comerciais distribuidores 
(shopping centers). Nas sociedades desenvolvidas, 
o comrcio  hoje uma atividade 
preponderante, que absorve grandes parcelas da 
populao economicamente ativa e contribui de 
modo significativo para o produto nacional. Nas 
regies mais desenvolvidas do Brasil, como o 
Estado de So Paulo, onde o nvel de urbanizao 
e os mercados so maiores, a participao 
 ainda mais acentuada, chegando a absorver 
mais de 10% da fora de trabalho local. Veja 
tambm Comercializao; Consumo; Distribuio; 
Escambo; Mercadologia; Moeda; Venda. 

COMRCIO A VAREJO. Veja Varejo. 

COMRCIO ATACADISTA. Veja Atacado. 

COMRCIO BILATERAL. Veja Bilateralismo. 

COMRCIO INTERNACIONAL. Intercmbio 
de bens e servios entre pases, resultante de 
suas especializaes na diviso internacional do 
trabalho. Seu desenvolvimento depende basicamente 
do nvel dos termos de intercmbio (ou 
relaes de troca), que se obtm comparando o 
poder aquisitivo de dois pases que mantenham 
comrcio entre si. Quando um pas precisa exportar 
maior quantidade de determinada mercadoria 
para importar a mesma quantidade de 
bens, diz-se que h uma deteriorao de suas 
relaes de troca. O comrcio internacional teve 
um primeiro grande impulso com a utilizao 
da via martima pelos fencios. Na Antiguidade, 
sucederam-se como centros do comrcio mundial 
as cidades de Tiro e Sdon, sob predomnio 
fencio, Atenas, sob o grego, e Alexandria, no 
perodo helenstico. Sob o Imprio Romano, a 
base econmica era a troca de produtos entre 
as regies banhadas pelo Mediterrneo. Com a 



decadncia romana e as invases brbaras reduzindo 
o volume do comrcio na pennsula Itlica, 
o centro comercial se transfere gradativamente 
para o Mediterrneo oriental, que se constitui 
em entreposto de ligao entre a Europa ea sia. Na poca das Cruzadas, os emprios 
bizantinos perdem a supremacia para os novos 
centros comerciais de Veneza e Gnova, enquanto 
algumas cidades da Alemanha e dos Pases 
Baixos se organizam formando a Liga Hansetica, 
que procura obter franquias em outros pases 
para a colocao de suas mercadorias. Quando 
a queda de Constantinopla nas mos do Imprio 
Otomano (1453) interrompe as correntescomerciais entre a Europa e a sia, novas rotas 
martimas so descobertas e utilizadas pelos europeus. 
Nessa tarefa, Portugal e Espanha descobrem 
novas terras e os produtos tropicais da 
Amrica engrossam o trfico mundial de mercadorias. 
O comrcio sai do Mediterrneo para 
os oceanos: os grandes descobrimentos martimos 
completavam o quadro iniciado com o aparecimento 
dos Estados Nacionais na Europa, 
configurando um comrcio realmente internacional. 
Desde que se traaram fronteiras entre 
as naes, criaram-se barreiras ao fluxo de mercadorias, 
que passa a ser fiscalizado e regulamentado 
segundo polticas comerciais prprias. 
A primeira doutrina a definir uma poltica comercial 
para os Estados Nacionais foi o mercantilismo, 
que prevaleceu na Europa do incio do 
sculo XVI ao final do XVIII. Essa doutrina defendia, 
como objetivo primordial da poltica nacional, 
o mximo afluxo de ouro e prata ao pas, 
pois sua reteno seria o meio mais adequado 
de acumular riqueza. Para isso, praticava-se 
uma poltica comercial que estimulasse as exportaes 
e restringisse as importaes, de modo 
a garantir o maior saldo favorvel possvel na 
balana comercial. Da a tendncia dos pases 
mais adiantados a importar somente o essencial, 
numa tentativa de auto-suficincia, e a monopolizar 
certos fluxos de mercadorias para aumentar 
as exportaes. Esse monoplio era mantido 
 fora e subordinava totalmente os interesses 
das colnias aos da metrpole, que monopolizava 
o comrcio exterior de suas dependncias. 
Com o incio da Revoluo Industrial, 
no fim do sculo XVIII, a Inglaterra, encontrando-
se numa situao em que suas mercadorias 
podiam competir vantajosamente com as demais, 
passou a opor ao mercantilismo o livrecambismo. 
Essa doutrina, que num contexto liberal 
mais amplo preconiza o mnimo de interferncia 
governamental, nega sentido econmico 
s fronteiras nacionais e prope ampla liberdade 
de comrcio. Tal liberdade propiciaria a 
especializao internacional e facilitaria o desenvolvimento 
da concorrncia, permitindo a ampliao 
dos mercados. Largamente difundido no 
sculo XIX, o livre-cambismo foi desde o incio 

COMRCIO MUDO 

denunciado como conveniente apenas s naes 
industrializadas, pois na prtica impedia que os 
outros pases se industrializassem. Em contra-
posio, formulou-se a doutrina do protecionismo, 
preconizando barreiras alfandegrias contra 
a importao de mercadorias que competissem 
com as indstrias passveis de serem desenvolvidas 
no pas. O protecionismo foi posto em prtica 
em primeiro lugar pelos Estados Unidos e 
pela Alemanha, que disputavam os mercados 
de produtos industriais com a Gr-Bretanha, 
sendo seguidos, gradualmente, pela maioria dos 
pases. A acirrada disputa de mercados culminou 
com a Primeira Guerra Mundial, durante 
a qual se desorganizou o comrcio internacional 
com o bloqueio das linhas industriais de numerosos 
pases produtores de matrias-primas. Estes 
aproveitaram a oportunidade para se industrializar. 
A desorientao do comrcio internacional 
persistiu durante o perodo que se seguiu 
ao conflito, predominando uma acentuada tendncia 
ao controle governamental das atividades 
mercantis. As tentativas de restaurar as liberdades 
comerciais de antes da guerra fracassaram 
com a crise de 1929. A disseminao da 
indstria em diversos pases da Europa e no 
Japo, constituindo ameaa ao monoplio mundial 
exercido pelas grandes potncias, causou 
nova retrao das atividades comerciais. Nesse 
contexto, eclodiu a Segunda Guerra Mundial, 
de que resultou nova redistribuio dos mercados 
entre os pases vitoriosos. Aps a guerra, 
numa tentativa de desobstruir as vias de intercmbio 
comercial, concluiu-se em Genebra o 
Acordo Geral de Tarifas e Comrcio (GATT). 
Os pases-membros negociam periodicamente 
acordos de reduo mtua das barreiras tarifrias. 
Embora o efeito geral dessas redues possa 
ser interpretado como uma volta ao livre-cambismo, 
na verdade a expanso do comrcio internacional 
tem ocorrido sob cuidadoso controle 
dos governos. So numerosos os acordos internacionais 
de mercadorias, buscando conciliar os 
interesses dos pases compradores e vendedores 
para evitar as bruscas oscilaes de preos. Outro 
incremento ao comrcio internacional tem 
sido a constituio dos blocos de pases (como 

o Mercado Comum Europeu - MCE) integrando 
seus mercados e, s vezes, suas economias. 
Desde meados da dcada de 70, com a crise econmica 
internacional evidenciada pelo grande 
aumento nos preos do petrleo, surgiu um 
novo surto de protecionismo, embora, formalmente, 
se conservassem os princpios da liberdade 
de comrcio. Veja tambm Custos Comparativos; 
Exportao; GATT; Importao; Troca, 
Relaes de. 
COMRCIO MUDO. Forma primitiva de troca 
realizada sem a interveno de negociaes orais 



COMRCIO MULTILATERAL 

e pela avaliao silenciosa que cada um faz do 
produto pertencente ao outro. 

COMRCIO MULTILATERAL. Veja Multilateralismo. 


COMISSO. Porcentagem do valor de uma 
transao comercial, paga sempre que h um 
intermedirio, a ttulo de honorrios por seus 
servios. Est presente em todas as negociaes 
realizadas em Bolsas de Valores e de Mercadorias 
e nas negociaes imobilirias que envolvem 
corretores. Por isso, recebe tambm o nome 
de corretagem. 

COMISSO DE FBRICA. Forma de organizao 
dos trabalhadores que rene representantes 
dos funcionrios de uma mesma empresa. 
Sua atuao desenvolve-se em torno das reivindicaes 
concretas surgidas no local de trabalho: 
aumento de salrios, melhoria das condies de 
trabalho, fixao da jornada de trabalho, contratao 
e dispensa de empregados, alimentao, 
transporte e outras. As comisses de fbrica surgiram 
na Europa no sculo XIX. Reprimidas na 
poca, atualmente constituem um importante 
mecanismo das relaes trabalhistas nos pases 
europeus. No Brasil, as primeiras comisses de 
fbrica surgiram aps 1945, mas foi a partir das 
greves operrias de 1978 que elas comearam a 
ser vistas nos meios sindicais e em certos setores 
do empresariado como instrumento bsico das 
reivindicaes dos trabalhadores e passaram a 
ser implantadas em vrias empresas. 

COMISSO DE PLANEJAMENTO ECONMICO. 
Comisso idealizada por Eugnio Gudin 
em 1944 para contrabalanar as propostas do 
Conselho Nacional de Poltica Industrial e Comercial, 
liderado por Roberto Simonsen, e para 
preparar a economia para os tempos de paz. 
Com a deposio de Getlio Vargas no ano seguinte, 
a Comisso foi extinta, embora o plano 
ferrovirio que preparou tenha sido adotado em 
1946 e reformulado no Plano Salte. 

COMISSO ECONMICA PARA A AMRICA 
LATINA. Veja Cepal. 

COMISSO MISTA BRASIL-EUA. Organismo 
criado em 1950 e instalado em 1951, tinha 
por objetivo estudar os problemas bsicos da 
economia brasileira e propor projetos para o desenvolvimento 
do pas, cujo financiamento seria 
realizado por bancos dos Estados Unidos. A 
prioridade seria dada aos setores de energia, 
transporte e agricultura, considerados pontos 
crticos para o desenvolvimento econmico do 
pas. Participaram da comisso Roberto de Oliveira 
Campos, Ari Torres, Glycon de Paiva, Lucas 
Lopes, Valentim Rebouas e Jos Soares Ma


ciel Filho. Todos esses tcnicos foram transferidos 
para o BNDE (criado em 1952) com a dissoluo 
da Comisso Mista em 1953. 

COMISSO NACIONAL DE POLTICA AGRRIA. 
Criado em 1951 e instalado no ano seguinte, 
este organismo surgiu num momento do governo 
Getlio Vargas em que as questes econmicas 
(abastecimento de alimentos, produtividade) 
coincidiam com as sociais e polticas (reforma 
agrria, extenso da previdncia e de polticas 
salariais ao homem do campo, cooperativismo, 
regulamentao das relaes de trabalho 
etc.). Embora as propostas dessa comisso 
tenham sido bloqueadas pelos proprietrios rurais, 
o grupo de tcnicos que se envolveu com 
esses problemas reuniu informaes e interpretaes 
que contriburam para o conhecimento 
da realidade agrria brasileira. Dela fizeram parte 
Lus Simes Lopes, Josu de Castro, Antnio 
Arruda Cmara, Jos Arthur Rios, Carlos Medeiros 
da Silva, Hermes Lima, Raul Cardoso de 
Melo Filho, Rui Miller Paiva e outros. 

COMMERCIAL PAPERS. Expresso em ingls 
que significa ttulos que servem para a realizao 
de emprstimos entre empresas mediadas 
por um banco. Isto , so ttulos de crdito emitidos 
por uma empresa, representativos de sua 
dvida perante o credor, utilizados para a captao 
de recursos. So usados no Brasil para superar 
os obstculos impostos pelas autoridades 
monetrias  concesso de crdito pelos bancos 
ao setor privado da economia. Veja tambm 

Nota Promissria. 

COMMITMENT FEE. Expresso em ingls que 
significa a taxa anual cobrada por bancos emprestadores 
a ttulo de reserva, sempre que os 
recursos liberados e postos  disposio do tomador 
no so levantados ou utilizados dentro 
de determinado prazo ou condies. Geralmente, 
esses emprstimos e/ou financiamentos so 
os que requerem uma contrapartida do tomador, 
e este no dispe desta contrapartida em tempo 
hbil. Em geral, so emprstimos feitos por bancos 
oficiais internacionais ao setor pblico, seja 
da administrao direta, seja da indireta, como 
tem acontecido no Brasil com os emprstimos 
do Banco Mundial  Unio, ou aos Estados. Dependendo 
do montante dos recursos liberados, 

o commitment fee pode alcanar nveis muito expressivos, 
isto , o tomador paga multa por no 
ter utilizado o emprstimo, como  o caso dos 
Direitos Especiais de Saque (DES) ou da European 
Currency Unit (ECU). Veja tambm DES; 
ECU; Moeda Escritural. 
COMMODITIES. Veja Commodity. 

COMMODITY (Commodities). O termo significa 
literalmente "mercadoria" em ingls. Nas re




laes comerciais internacionais, o termo designa 
um tipo particular de mercadoria em estado 
bruto ou produto primrio de importncia comercial, 
como  o caso do caf, do ch, da l, 
do algodo, da juta, do estanho, do cobre etc. 
Alguns centros se notabilizaram como importantes 
mercados desse produtos (commodity exchange). 
Londres, pela tradio colonial e comercial 
britnica,  um dos mais antigos centros de 
compra e venda de commodities, grande parte 
das quais nem sequer passa por seu porto. Veja 
tambm Mercado de Commodities. 

COMPAGNIE DE LA LOUISIANE ET DE 
L'OCCIDENT. Veja Mississippi Bubble. 

COMPANHIA. Veja Sociedade Annima. 

COMPANHIA DE INVESTIMENTO. Empresa 
comercial constituda com a finalidade de investir 
principalmente na compra de participaes 
em outras empresas, sem procurar conseguir 
o controle delas. Em geral, so sociedades 
annimas que procuram atrair capital com a 
venda de suas aes ao pblico. Apesar do relativo 
risco, e por isso mesmo, oferecem boa rentabilidade. 


COMPANHIA DO MISSISSPI. Veja Mississippi 
Bubble. 

COMPANHIA GERAL DO COMRCIO DO 
BRASIL. Organizao comercial e militar da Coroa 
portuguesa, criada em 10/12/1949. Operava 
frotas de guerra para proteger os navios portugueses 
dos ataques da marinha holandesa. Detinha 
tambm o monoplio da exportao do 
pau-brasil e do comrcio de azeite, farinha de 
trigo, bacalhau e vinho trazidos para a colnia. 
Responsvel pela recuperao do comrcio entre 
Brasil e Portugal, prejudicado pela presena holandesa 
no Nordeste brasileiro, tornou-se afinal 
deficitria e foi extinta em 1720. 

COMPANHIA GERAL DO GRO-PAR E 
MARANHO. Instituio do comrcio ultramarino 
portugus criada em junho de 1755 por iniciativa 
do marqus de Pombal. Teve influncia 
decisiva na valorizao da economia do Norte 
do Brasil, onde introduziu a mo-de-obra escrava, 
vendendo 26 mil africanos a juros baixos e, 
depois, sem juros. Financiou o cultivo de arroz 
branco e a comercializao das chamadas "drogas 
do serto" (cacau, cravo, baunilha etc.). Detinha 
o monoplio comercial dos produtos da 
metrpole (vinhos, manteiga, azeite etc.), sendo 
por isso muito combatida pelos comerciantes da 
colnia. Foi dissolvida por dona Maria I, em 1777, 
ao terminar seu prazo legal de funcionamento. 

COMPANHIAS DE COMRCIO 

COMPANHIA HOLANDESA DAS NDIAS 
OCIDENTAIS. Sociedade por aes formada 
em 1621 com capitais de mercadores e apoiada 
pelo governo das Provncias Unidas dos Pases 
Baixos (Holanda). Tinha o monoplio do comrcio 
holands com as Amricas e a frica, alm 
da prerrogativa de conquistar territrios e administr-
los. Foi a servio dessa companhia que 
os holandeses ocuparam o Nordeste brasileiro 
na primeira metade do sculo XVII. Sob sua 
orientao tambm se estabeleceram colnias na 
Amrica do Norte, nas Antilhas e na frica, depois 
perdidas para Portugal, Espanha e Inglaterra. 
Dedicada desde 1675 ao trfico de escravos, 
a companhia foi extinta em 1794, depois 
de ser encampada pelo governo holands. 

COMPANHIA HOLANDESA DAS NDIAS 
ORIENTAIS. Sociedade por aes fundada em 
1602 por um grupo de banqueiros e mercadores 
holandeses com o apoio do governo. Monopolizava 
o comrcio com o Oriente, conquistava 
territrios e administrava-os em nome do governo 
holands. Expulsou os portugueses de vrios 
pontos da sia, dominando praticamente 
toda a Indonsia, as ilhas Molucas e o Ceilo, 
de onde levava para a Europa cravo, canela, nozmoscada, 
ch, caf, metais e tecidos. Teve grande 
prosperidade at meados do sculo XVIII, quando 
os dividendos pagos aos acionistas chegavam 
a 50%. Entrou em decadncia a partir de 1750 
devido  concorrncia de outras naes na expanso 
colonial, e foi extinta em 1798. 

COMPANHIAS DAS NDIAS ORIENTAIS. 

Companhias comerciais de capital privado, apoiadas 
por governos europeus do sculo XVII e 
voltadas para a comercializao monopolistados produtos trazidos do Oriente (ndia, Indonsia, 
Molucas, Ceilo, China) aps a descobertada rota martima para as ndias por Vasco da 
Gama. As companhias mais importantes foram 
a inglesa e a holandesa, mas todas competiam 
para a obteno da hegemonia comercial da regio 
e a conquista de territrios para a implantao 
de colnias. A Companhia Inglesa das ndias 
Orientais (1600-1858) dominou o comrciocom a ndia, alm de controlar a quase totalidade 
do territrio indiano. William Pitt restringiu 
seu poder em 1784, e, em 1858, suas prerrogativas 
foram transferidas  Coroa inglesa. 

COMPANHIAS DE COMRCIO. Instituies 
tpicas do perodo mercantilista, criadas por comerciantes 
e governos europeus para controle 
e incremento das relaes comerciais entre a metrpole 
e as colnias, ou ainda para a conquista 
e administrao de territrios coloniais. Organizadas 
com objetivos monopolistas, constituam 
uma verso atualizada das antigas associaes 
de mercadores medievais, como a Liga Hanse




COMPENSAO 

tica, e recebiam dos monarcas europeus o privilgio 
de exclusividade comercial com determinada 
regio colonial, o direito de administrla 
e at mesmo de cobrar impostos. (Por isso, 
tambm ficaram conhecidas como "companhias 
privilegiadas".) Suas caractersticas variavam de 
acordo com o pas de origem: em Portugal, a 
Companhia Geral do Comrcio do Brasil (1649) 
teve o objetivo de defender o territrio colonial 
e a frota comercial portuguesa contra piratas 
franceses, ingleses e holandeses. De forma diversa 
e para fins diferentes foram criadas as 
companhias Inglesa, Francesa e Holandesa dasndias Orientais e Ocidentais. No Brasil colonial, 
a primeira sociedade comercial portuguesa foi 
a Companhia Geral do Comrcio do Brasil 
(1649), inspirada pelo padre Antnio Vieira, conselheiro 
de dom Joo IV. Tinha o monoplio 
sobre o vinho, o azeite, a farinha, o bacalhau e 
a venda do pau-brasil, e podia proibir a fabricao 
de produtos que concorressem com os da 
metrpole. Alm dela, foram criadas a Companhia 
Geral do Gro-Par e Maranho (1755) e a 
Companhia Geral de Pernambuco e Paraba 
(1759), voltadas para o controle do comrcio regional 
com Lisboa. As companhias privilegiadas, 
em escala mundial, desapareceram definitivamente 
no sculo XIX, com o desenvolvimento 
do capitalismo industrial, interessado 
em expandir a produo e penetrar em todos 
os mercados. 

COMPENSAO. Em microeconomia, ajuste 
de contas entre duas pessoas ou empresas que 
sejam reciprocamente credoras e devedoras, mediante 
a apurao das diferenas. As contas de 
compensao so registros de direitos e obrigaes 
contingentes ou condicionais; por seu carter 
transitrio e/ou hipottico, aparecem no 
ativo e no passivo dos balanos em partidas dobradas, 
que tm origem simultnea, e so eliminadas 
da mesma forma. 

COMPETIO. Veja Concorrncia. 

COMPLEXITY THEORY. Veja Teoria da Complexidade. 


COMPLEXO INDUSTRIAL MILITAR. Expresso 
cunhada pelo ex-presidente dos Estados 
Unidos D. Eisenhower, para designar a ntima 
associao que existia entre as empresas produtoras 
de material blico, os altos comandos militares 
e lderes polticos norte-americanos. O 
complexo industrial militar representava, na denncia 
feita por Eisenhower, o conjunto das foras 
sociais e polticas que detinham a hegemonia 
da sociedade norte-americana, influenciando decisivamente 
os rumos de sua vida poltica, econmica 
e as relaes com o exterior, sobretudo 
com a Unio Sovitica. Para muitos analistas que 

assumem posio crtica em relao ao complexo 
industrial militar, esse sistema articula-se no 
sentido de impulsionar cada vez mais "a economia 
armamentista permanente". Alm do aspecto 
puramente poltico - segurana nacional 
-, a corrida armamentista no corresponde apenas 
aos interesses das companhias produtoras 
de armamentos, mas representa, em certa medida, 
uma sada para as crises cclicas inerentes economia capitalista.  uma tese polmica e 
preocupou sobretudo tericos marxistas, de 
Rosa Luxemburgo a Ernest Mandel. 

COMPORTAMENTO. Em termos econmicos, 

o modo como as pessoas procuram obter o bem-
estar material individual e coletivo. O homem 
econmico procuraria reunir os recursos sob seu 
controle com o mnimo de esforo e redistribulos 
de um modo que proporcionasse o mximo 
de satisfao, individual ou coletiva. A partir 
desse ponto de vista, o comportamento econmico 
consistiria no exerccio da escolha entre 
vrios bens e nas respectivas despesas que implicam 
sua aquisio. O equilbrio seria alcanado 
quando o indivduo no encontrasse meios 
de mudar seu gasto entre um bem ou outro que 
significasse uma melhoria em seu bem-estar material. 
Em contraposio ao racionalismo dos 
economistas clssicos e sua abstrao de "homem 
econmico", surgiu uma corrente econmica 
behaviorista que argumenta que os fenmenos 
econmicos devem ser interpretados e 
estudados como fenmenos de comportamento. 
Assim, para os behavioristas como Mitchell, a 
economia deve deixar de "ser um sistema de 
lgica pecuniria, um estudo mecnico dos equilbrios 
estticos em situaes inexistentes, para 
tornar-se uma cincia da conduta humana". Os 
crticos da corrente behaviorista sustentam que, 
querendo tratar a economia com mtodos e princpios 
da biologia e da psicologia, ela acabou 
reduzindo o indivduo e seu comportamento 
econmico a um feixe passivo que apenas reagiria 
aos estmulos do mundo exterior. 
COMPOSIO ORGNICA DO CAPITAL. 

Conceito formulado por Karl Marx ao analisar 

o processo de produo capitalista. Consiste na 
relao entre o valor do capital constante e do 
capital varivel, cujas variaes se fazem sentir 
na modificao da taxa de lucro. A composio 
orgnica do capital resulta da relao de proporcionalidade 
existente entre o capital constante 
(c) e o capital varivel (v), expressa na frmula 
Coc = c/ c+v. Ela ser tanto mais elevada quanto 
maior for a parcela de capital constante em relao 
 parcela de capital varivel. Se o capital 
varivel aumentar, mas o capital constante apresentar 
um crescimento mais intenso (o que normalmente 
acontece), ocorrer uma elevao da 
composio orgnica do capital, com efeitos na 


COMUNICAO 

taxa de lucro. No mundo atual, a tendncia das 
empresas capitalistas orienta-se no sentido de 
elevar a composio orgnica do capital, com 
maior utilizao de maquinarias e utenslios e 
um consumo maior de matrias-primas (elementos 
que compem o capital constante); em contrapartida, 
vem ocorrendo uma queda relativa 
no volume de mo-de-obra utilizada (capital varivel). 
Para compreender a relao da composio 
orgnica do capital com a taxa de lucro, 
devem ser consideradas a rotao de capital e 
a taxa de mais-valia. Tendo isso em vista, pode-
se afirmar que quanto mais alta for a composio 
orgnica do capital, menor ser a taxa de lucro, 
e quanto mais alta for a mais-valia e mais intensa 
a rotao do capital, maior ser a taxa de lucro. 
Assim, pode-se dizer que a taxa de lucro varia 
na razo direta da taxa de mais-valia e da rotao 
do capital, e na razo inversa da composio 
orgnica do capital. Veja tambm Mais-
valia; Rotao do Capital. 

COMPOSITE COMMODITY THEOREM. Veja 
Teorema da Mercadoria Composta. 

COMPUTADOR. Aparelho eletrnico dotado 
de esquemas lgicos de raciocnio e memria, 
capaz de efetuar milhes de operaes por segundo, 
utilizado nos mais variados campos da 
cincia, da tcnica e da administrao. O primeiro 
computador eletrnico, que usava vlvulas 
eletrnicas em substituio aos rels eletromecnicos, 
mais lentos, foi o Electronic Numerical 
Integrator and Calculator (Eniac), que continha 
18 mil vlvulas e foi construdo nos Estados 
Unidos entre 1944 e 1946. A introduo de 
transistores e circuitos integrados reduziu consideravelmente 
o tamanho dos aparelhos, possibilitando 
sua aplicao nos projetos espaciais. 
Computadores analgicos servem para medir e 
comparar grandezas; os digitais, por sua vez, so 
utilizados para contar. Possuem seis partes principais: 
unidade de entrada, unidade central de 
processamento, milhares de registros de memria 
(que armazenam as informaes), unidade 
aritmtica e lgica (em que as operaes so realizadas 
no sistema binrio), unidade de controle 
e unidade de sada. Os dados codificados percorrem 
os circuitos eletrnicos e chegam  unidade 
de sada, onde so traduzidos para a linguagem 
usual pelos compiladores. Esses empregam 
diversos sistemas, entre os quais o Formula 
Translation (Fortran), em programaes de carter 
cientfico, e o Common Business Oriented 
Language (Cobol), no processamento comercial. 

COMTE, Auguste (1798-1857). Pensador francs, 
fundador do positivismo e um dos criadores 
da sociologia cientfica. Foi secretrio do filsofo 
francs Saint-Simon (1760-1825) e desenvolveu 
a Lei dos Trs Estados, segundo a qual o co


nhecimento do homem passaria por trs estados: 

o teolgico ou fictcio, o metafsico ou abstrato 
e, por ltimo, o cientfico ou positivo. Com o 
positivismo, Comte tenta encontrar leis invariveis 
do social e combate o negativismo dos iluministas, 
que, segundo ele, estimulavam a revoluo 
e a desordem social. A sociologia de 
Comte tenta unir dois elementos antagnicos na 
realidade da poca: a ordem e o progresso. Assim, 
caberia ao socilogo, como cientista, propor 
solues que dessem conta da harmonia social 
(ordem) e de sua dinmica (progresso), preconizando 
um desenvolvimento ordenado da sociedade. 
Em sua obra, a sociedade supera o indivduo, 
as instituies surgem como um todo 
harmonioso sem elementos contraditrios e as 
mudanas decorreriam dos estudos dos cientistas, 
que desprezariam as opinies leigas. Escreveu 
Curso de Filosofia Positiva (1830), Discurso sobre 
o Esprito Positivo (1844) e Sistema de Poltica 
Positiva (1851-1854). 
COMUNA. Comunidade de carter igualitrio, 
criada com objetivos econmicos e polticos. A 
comuna popular  a unidade econmico-administrativa 
caracterstica da zona rural chinesa. 
A organizao comunal na China processou-se 
a partir de 1958 como meio de promover a coletivizao 
da agricultura. A comuna  proprietria 
dos meios de produo (terra e instrumentos 
de trabalho) e tem a seu cargo o governo 
local, a organizao da produo, do abastecimento 
e dos servios de educao e sade. Na 
Idade Mdia europia, comunas eram as cidades 
autnomas, particularmente na Itlia e em Flandres. 
Eram governadas por mercadores ricos e 
estavam voltadas para a defesa dos seus habitantes 
(comerciantes e artesos). A autonomia 
das comunas decorreu de freqentes revoltas de 
seus habitantes contra o senhor da cidade (bispo 
ou baro), e tambm da compra desse direito, 
por meio de vultosas quantias. O termo "comuna" 
tambm designa os governos revolucionrios 
que se instalaram na Frana durante a revoluo 
de 1789 e 1871 (a Comuna de Paris). 
Nesta ltima, as massas parisienses, influenciadas 
por ideais socialistas, sublevaram-se contra 

o governo conservador em decorrncia da derrota 
sofrida pela Frana na guerra com a Prssia. 
COMUNICAO. Do ponto de vista de organizao 
de empresas, a comunicao  o fenmeno 
pelo qual um emissor (empresa) influencia 
ou esclarece um receptor (pblico) e viceversa. 
Alm desses dois elementos - emissor 
e receptor -, a comunicao conta ainda com 
alguns outros elementos bsicos: mensagem, cdigo 
e veculo. Em uma empresa, destacam-se 
dois tipos de comunicao: interna, responsvel 
pelas informaes necessrias ao funcionamento 
da empresa; externa, que permite o relaciona




COMUNICAO HORIZONTAL 

mento entre empresa e sociedade e a integrao 
da empresa nessa sociedade. A comunicao externa 
 composta por dois sistemas: um sistema 
para fora, que fornece ao meio exterior informaes 
sobre a empresa, e um sistema de informaes 
(ou inteligncia), que fornece  empresa informaes 
sobre o exterior. No primeiro caso, alm 
do relacionamento com fornecedores de produtos 
e servios, inclui-se todo o complexo promocional 
da empresa. No segundo, so utilizadas 
as tcnicas de pesquisa de mercado e de 
opinio para sondar as necessidades do mercado 
quanto a produtos e servios ou para saber qual 
a receptividade dos produtos e servios que j 
esto sendo oferecidos. Nesse sistema incluem-
se ainda as informaes referentes  situao,  
atividade e aos planos de concorrentes, fornecedores 
e clientes. 

COMUNICAO HORIZONTAL.  a comunicao 
que se processa entre duas pessoas pertencentes 
a um mesmo nvel hierrquico dentro 
de uma organizao. 

COMUNIDADE. Agrupamento humano cujos 
participantes possuem interesses comuns e estoefetivamente identificados entre si.  oposta, geralmente, 
 idia de sociedade, na medida em 
que lhe so atribudas as caractersticas de homogeneidade, 
afetividade e consenso, enquanto 
 sociedade so atribudas as propriedades de 
heterogeneidade, interdependncia e racionalidade, 
alm de luta e hostilidade. O socilogo 
alemo Ferdinand Tnnies, em sua obra Gemeinschaft 
und Gesellschaft (Comunidade e Sociedade), 
1887, estabelece uma tipologia segundo 
a qual a comunidade seria o agrupamento humano 
onde predominassem a economia domstica 
e a organizao social fundada nas relaes 
de parentesco e no prestgio. Veja tambm Sociedade. 


COMUNIDADE ECONMICA EUROPIA. 
Veja Mercado Comum Europeu - MCE. 

COMUNIDADE EUROPIA. Denominao no-
oficial dada ao conjunto da Comunidade Econmica 
Europia do Carvo e do Ao, Comunidade 
Europia de Energia Atmica e Mercado 
Comum Europeu. As trs organizaes, que j 
tinham algumas instituies em comum, s se 
uniram oficialmente em 1967, quando seus dirigentes 
passaram a compor a comisso das comunidades 
europias, que cuida da implementao 
dos acordos. Em junho de 1977, foi instituda 
ainda a corte dos auditores das comunidades europias. 
Da administrao conjunta das comunidades 
europias fazem parte ainda o Conselho 
de Ministros (um de cada pas-membro), que  
rgo decisrio mximo, e o Parlamento Europeu, 

que controla os oramentos das trs comunidades. 
Veja tambm Tratado de Maastricht. 

COMUNISMO. Doutrina que defende a abolio 
da propriedade privada dos meios de produo, 
a distribuio igualitria dos bens produzidos 
pela sociedade e que a organizao da 
riqueza social seja feita pela prpria comunidade 
de produtores. Prope ainda a extino do Estado, 
o autogoverno da coletividade e o fim das 
classes sociais. As primeiras formas de organizao 
humana so classificadas como modalidades 
de comunismo primitivo. Nelas no havia 
diferenciao social e a existncia do grupo baseava-
se na cooperao entre todos os indivduos, 
que gozavam dos mesmos direitos e deveres. 
No havendo Estado ou hierarquia social 
rgida, essas organizaes sociais sustentavam-
se no na sujeio de alguns indivduos a outros, 
mas na responsabilidade de todos perante a comunidade. 
No pensamento social moderno, o 
comunismo apresenta-se como sistema econmico 
a ser implantado em lugar do capitalismo, 
a partir da destruio deste por uma revoluo 
social conduzida pelos trabalhadores. Idias comunistas, 
no entanto, j aparecem na Antiguidade. 
Na obra A Repblica, Plato descreve uma 
sociedade ideal cuja camada dirigente obedece 
a normas comunitrias de vida, embora o mesmo 
no ocorra com as camadas inferiores e os 
escravos. Na Idade Mdia, as heresias que se 
propagavam entre alguns setores do baixo clero 
e entre os camponeses estavam comumente impregnadas 
de aspiraes igualitrias. A partir 
do Renascimento, com as mudanas trazidas 
pela desagregao da economia do feudalismo 
e pela Revoluo Comercial, alguns autores 
idealizaram sociedades comunistas, como as 
descritas nas obras Utopia, de Thomas Morus, 
e A Cidade do Sol, de Tommaso Campanella. Com 
a consolidao do modo de produo capitalista, 
no decorrer da Revoluo Industrial, o sonho 
de uma sociedade comunista tornou-se mais freqente. 
As condies desumanas de vida a que 
foi lanado o nascente proletariado geraram severas 
condenaes  propriedade capitalista, revoltas 
operrias e propostas de reforma social. 
Robert Owen, na segunda dcada do sculo XIX, 
props aos trabalhadores e artesos ingleses a 
criao de uma sociedade alternativa baseada 
nas cooperativas industriais e agrcolas.  medida 
que o capitalismo se impunha, cresciam as 
associaes secretas, seitas e sindicatos, que se 
insurgiam contra as novas relaes de produo. 
Na Frana, as idias reformadoras de Charles 
Fourier e Saint-Simon tiveram grande repercusso 
entre os trabalhadores. Ambos, ao lado de 
Robert Owen, seriam mais tarde chamados por 
Marx de socialistas utpicos, pois pretendiam 
resolver os problemas dos trabalhadores sem in




COMUNISMO DE GUERRA 

tervir diretamente nas relaes entre as classes, 
isto , sem procurar desenvolver o antagonismo 
entre a burguesia e o proletariado. Manifestaes 
e revoltas operrias eclodiram na Inglaterra 
(o movimento cartista), na Frana (rebelies em 
Lyon e Paris) e na Alemanha, em toda a primeira 
metade do sculo XIX. Na Frana, at os acontecimentos 
da Comuna de Paris (1871), o movimento 
insurrecional de tendncia comunista esteve 
ligado basicamente s idias de Auguste 
Blanqui, partidrio dos mtodos conspirativos 
de Franois Babeuf (Gracchus). Novas abordagens 
da questo social na sociedade capitalista 
surgiram a partir de 1848, aps os levantes operrios 
na Frana e na Alemanha. Ento, as idias 
dos socialistas utpicos perdiam influncia e 
duas tendncias passavam a disputar a hegemonia 
dos movimentos comunista e operrio: 
os partidrios de Karl Marx e Friedrich Engels 
(fundadores do socialismo cientfico) e os partidrios 
de Joseph Proudhon, um dos pioneiros 
do anarquismo. Em seu Manifesto Comunista 
(1848), Marx e Engels submeteram a uma crtica 
rigorosa as relaes sociais capitalistas e sustentaram 
que, intensificando a luta de classes, os 
trabalhadores poderiam destruir a dominao 
da burguesia e construir a sociedade comunista. 
Para eles, ao desenvolver enormemente as foras 
produtivas nos mercados nacionais e internacionais 
e ao concentrar cada vez mais a riqueza 
social, o capitalismo criava as condies de sua 
prpria superao. Por isso, ambos se insurgiam 
contra as propostas dos socialistas utpicos e 
afirmavam que a libertao dos trabalhadores 
deveria ser obra dos prprios trabalhadores. 
Derrotando pela fora a burguesia e apossando-
se do poder do Estado, os operrios expropriariam 
os capitalistas e coletivizariam todos 
os meios de produo e de distribuio de bens. 
Os dois pensadores pouco se detiveram sobre 
as caractersticas e as formas de organizao da 
futura sociedade da abundncia, onde o trabalho 
deixaria de ser um sacrifcio na qualidade de 
trabalho alienado e iria se tornar um prazer para 
todos os membros da sociedade, porque seria 
um trabalho livre e consciente. Ao mesmo tempo, 
cada pessoa receberia da sociedade o suficiente 
para satisfazer suas necessidades fsicas 
e culturais. Com o desaparecimento das classes 
sociais, o Estado perderia suas funes, que seriam 
gradativamente absorvidas pela sociedade 
civil. O desaparecimento do Estado era tambm 
uma tese central dos anarquistas, principais adversrios 
de Marx. Representados por Proudhon 
e posteriormente por Bakunin, os anarquistas 
sustentavam que a extino do Estado e das classes 
sociais deveria ser imediata (isto , no seria 
um processo gradativo), e a autogesto econmica 
e poltica, a prioridade do movimento anticapitalista. 
Por isso, preferiam ser considera


dos libertrios e no comunistas. As divergncias 
entre anarquistas e marxistas desenrolaram-
se ao longo de toda a I Internacional. A partir 
de 1880, sobretudo, os termos "comunista" e 
"socialista" ficaram ligados fundamentalmente 
aos seguidores de Marx. Com a vitria da Revoluo 
Russa de 1917, o movimento comunista 
expandiu-se por todo o mundo, sendo fundados 
partidos comunistas em dezenas de pases. 
Aglutinados em torno da Internacional Comunista, 
sediada em Moscou, esses partidos empreenderam 
movimentos insurrecionais e conquistaram 
o poder em vrios pases. Mais tarde, 

o movimento comunista contemporneo passou 
por divergncias que ganharam vrias tendncias 
opostas, cada uma delas atribuindo a si prpria 
a maior fidelidade ao pensamento de Marx 
e Engels. Assim ocorreu na divergncia entre 
Lnin e os representantes da II Internacional, 
no rompimento entre Stlin e Trotski, na denncia 
de Stlin por Kruschev, nas divergncias 
e conflitos entre a Unio Sovitica e a China, 
entre esta e a Albnia e no afastamento dos dirigentes 
do eurocomunismo em relao aos soviticos. 
Atualmente, em conseqncia da desagregao 
dos regimes comunistas dos pases do 
Leste Europeu, os partidos comunistas dos pases 
capitalistas tambm entraram em colapso. 
Com uma estrutura burocrtica muito rgida, 
com a excessiva centralizao da economia e 
com um aparato poltico repressivo, os regimes 
comunistas do Leste Europeu no puderam 
acompanhar a revoluo tecnolgica que marcou 
os pases capitalistas desenvolvidos a partir 
dos anos 70. Como durante todo esse perodo 
continuaram a dar prioridade  indstria pesada 
e de armamentos, as populaes desses pases 
continuaram  margem da produo dos produtos 
de consumo, responsvel pela melhoria 
do padro de vida dos seus vizinhos ocidentais.
 exceo de Cuba, da Coria do Norte e da 
Albnia, em todos os demais pases o planejamento 
central deu lugar ao mercado como principal 
alocador de recursos. Na China, embora a 
orientao seja na direo de uma economia de 
mercado, o regime poltico ainda continua fechado 
e dominado pelo Partido Comunista. Veja 
tambm Anarquismo; Capitalismo; Marxismo; 
Socialismo; Utopia. 
COMUNISMO DE GUERRA. Conjunto de medidas 
de rgido controle poltico e econmico 
adotadas pelos bolcheviques aps a Revoluo 
Russa para enfrentar a guerra civil e a interveno 
estrangeira. Abrange o perodo que vai de 
outubro de 1917 ao final de 1921, quando as 
foras brancas, apoiadas por tropas inglesas, 
francesas e japonesas, tentavam impedir a consolidao 
da revoluo socialista liderada por 
Lnin e Trotski. Ao mesmo tempo que concen




CONCENTRAO 

travam todos os poderes do Estado, os bolcheviques 
submeteram toda a economia nacional 
ao esforo de guerra, buscando a "estrita regulamentao 
da produo e do consumo num 
pas cercado" e adotando as seguintes medidas: 
1) nacionalizao das empresas; 2) expropriao 
dos bens de todos os emigrados; 3) confisco de 
toda a produo agrcola; 4) controle estatal da 
comercializao dos alimentos; 5) racionamento 
dos artigos de primeira necessidade; 6) trabalho 
obrigatrio para todos (sob o lema "quem no 
trabalha no come"); 7) coletivizao das grandes 
propriedades rurais. Com a guerra e o impacto 
dessas decises, a economia foi totalmente 
desorganizada. A produo industrial reduziu-
se a um quinto da anterior  guerra e a produo 
de carvo ficou apenas em um dcimo da normal. 
A populao de Moscou ficou reduzida  
metade e a de Petrogrado diminuiu em 70%. 
Com a devastao dos campos e a resistncia 
dos camponeses em aceitar o confisco das colheitas 
- que reduzia as provises familiares 
dos pequenos e mdios agricultores -, a fome 
matou milhes de pessoas. No final de 1921, 
com o fim da guerra civil e a retirada das foras 
estrangeiras, o Partido Comunista, objetivando 
a reconstruo econmica do pas, decidiu adotar 
a Nova Poltica Econmica (NEP). Veja tambm 
NEP; Planos Qinqenais. 

CONCENTRAO. Situao em que um pequeno 
nmero de empresas detm parte considervel 
do capital, investimentos, vendas, fora 
de trabalho, ou qualquer outro elemento que sirva 
de medida ao desempenho de um setor industrial, 
econmico ou de servios. Costuma-se 
calcular o ndice de concentrao de um setor verificando-
se qual percentual que determinado 
nmero de empresas detm sobre o total (de 
vendas, por exemplo) do setor. O grau de concentrao 
 importante elemento da estrutura 
econmica do mercado e varia desde a concorrncia 
considerada normal (pequena concentrao), 
passando pelo oligoplio e chegando at 

o monoplio (grau mximo de concentrao).
Veja tambm Concorrncia; Monoplio; 
Oligoplio. 
CONCENTRAO DE RENDA. Veja Renda, 
Concentrao da. 

CONCLAT - Conferncia Nacional da Classe 
Trabalhadora. Encontro de lderes sindicais dos 
trabalhadores brasileiros, realizado pela primeira 
vez de 20 a 23 de agosto de 1981 na Praia 
Grande, So Paulo. Teve a participao de 5 036 
delegados, representantes de 1 091 entidades de 
classe - sindicatos urbanos e rurais, federaes, 
associaes de funcionrios pblicos, associaes 
pr-sindicais e confederaes de trabalhadores 
- e foi precedida de assemblias sindicais 

estaduais, os Encontros Nacionais da Classe Trabalhadora 
(Enclat). Divididos em comisses de 
trabalho, os sindicalistas discutiram direito do 
trabalho, previdncia social, poltica salarial e 
econmica, poltica agrria, problemas nacionais 
e sindicalismo. Entre as resolues da I Conclat, 
destacam-se as reivindicaes por um Cdigo 
Nacional do Trabalho, seguro-desemprego, direito 
de greve, conveno coletiva de trabalho, 
salrio mnimo real unificado, jornada de trabalho 
de quarenta horas semanais, liberdade e autonomia 
sindicais, garantia de emprego, participao 
dos trabalhadores na administrao da 
previdncia social e reforma agrria. Decidiu-seainda a criao de uma Central nica dos Trabalhadores 
(CUT) e, para viabiliz-la, foi eleita 
uma comisso nacional composta por 56 sindicalistas 
urbanos e rurais, de todos os Estados. 
As reivindicaes aprovadas foram encaminhadas 
ao governo federal. 

CONCORDATA. Recurso jurdico que permite 
a continuao do comrcio da empresa insolvente 
(incapaz de saldar seus dbitos nos prazos 
contratuais). Distingue-se, portanto, da falncia, 
quando a empresa insolvente cessa todas as suas 
atividades. H dois tipos de concordata judicial: 
a preventiva, utilizada antes da falncia; e a suspensiva, 
que surge durante o processo de falncia, 
permitindo recolocar a empresa em funcionamento. 
Para pedir concordata, o empresrio 
deve atender a vrios requisitos, entre eles o 
exerccio regular de comrcio por mais de dois 
anos; possuir um ativo superior a 50% do passivo 
quirografrio (aquele que no est onerado 
por direito real ou pessoal de preferncia, como 
hipotecas); no ter ttulo protestado e no ter 
requerido outra concordata h menos de cinco 
anos. Uma vez decretada a concordata pelo juiz, 
todos os credores habilitados so obrigados a 
aceit-la, mesmo que discordem. Todos os vencimentos 
dos crditos sujeitos  concordata so 
antecipados e passam a receber juros de 12% ao 
ano at seu pagamento. O prazo mximo  de 
dois anos, mas, em qualquer caso, pelo menos 
dois quintos da dvida devem ser liquidados no 
primeiro ano. Apesar do concordatrio continuar 
administrando seu negcio, o juiz nomeia, 
entre os credores, um comissrio com papel fiscalizador. 
Existe tambm a concordata amigvel: 
espcie de conveno realizada entre o devedor 
e seus credores. No entanto, por seu carter 
extrajudicial, no vincula obrigatoriamente os 
credores que dela discordarem. Veja tambm 

Falncia. 

CONCORRNCIA. Tambm chamada livre-concorrncia. 
Situao do regime de iniciativa privada 
em que as empresas competem entre si, 
sem que nenhuma delas goze da supremacia em 
virtude de privilgios jurdicos, fora econmica 



ou posse exclusiva de certos recursos. Nessas 
condies, os preos de mercado formam-se perfeitamente 
segundo a correo entre oferta e procura, 
sem interferncia predominante de compradores 
ou vendedores isolados. Os capitais 
podem, ento, circular livremente entre os vrios 
ramos e setores, transferindo-se dos menos rentveis 
para os mais rentveis em cada conjuntura 
econmica. Nesse caso, o mercado  concorrencial 
em alto grau. De acordo com a doutrina 
liberal, propugnada por Adam Smith e pelos 
economistas neoclssicos, a livre-concorrncia 
entre capitalistas constitui a situao ideal para 
a distribuio mais eficaz dos bens entre as empresas 
e os consumidores. Com o surgimento 
de monoplios e oligoplios, a livre-concorrncia 
desaparece, substituda pela concorrncia 
controlada e imperfeita. Veja tambm Cartel; 
Concorrncia Pblica; Monoplio; Oligoplio; 
Truste. 

CONCORRNCIA IMPERFEITA. Situao de 
mercado entre a concorrncia perfeita e o monoplio 
absoluto - e que, na prtica, corresponde 
 grande maioria das situaes reais. Caracteriza-
se sobretudo pela possibilidade de os 
vendedores influenciarem a demanda e os preos 
por vrios meios (diferenciao de produtos, 
publicidade, dumping etc.). Veja tambm Concorrncia; 
Concorrncia Monopolista; Concorrncia 
Perfeita; Mercado. 

CONCORRNCIA MONOPOLISTA. Situao 
de mercado caracterizada pela existncia de 
duas ou mais empresas cujos produtos so muito 
semelhantes sem serem substitutos perfeitos 
um do outro, de forma tal que cada empresa 
pode manter certo grau de controle sobre os preos. 
Na concorrncia monopolista - que  um 
caso de concorrncia imperfeita -, existem elementos 
tanto da concorrncia quanto do monoplio. 
Segundo E.H. Chamberlin, terico do 
assunto, "cada vendedor tem o monoplio do 
seu produto, mas fica sujeito  concorrncia 
de produtos substitutos, mais ou menos imperfeitos". 
Veja tambm Concorrncia; Concorrncia 
Imperfeita. 

CONCORRNCIA PERFEITA. Modelo, criado 
pela economia clssica, da forma que assumiria 
um mercado se fossem satisfeitas as seguintes 
condies: 1) existncia de grande nmero de 
vendedores, cada um dos quais incapaz de forar 
a baixa nos preos por no poder fornecer 
uma quantidade maior de produtos do que os 
demais; 2) todos os compradores e vendedores 
com o mais completo conhecimento dos preos 
e disponibilidades do mercado local e de outras 
praas; 3) inexistncia de significativas economias 
de escala, de modo a nenhum vendedor 
poder crescer a ponto de dominar o mercado; 

CONDILLAC, tienne Bonnot de 

4) inexistncia de barreiras  livre movimentao 
dos fatores de produo e dos empresrios. O 
modelo impe tambm, do lado da demanda: 
1) existncia de muitos compradores, nenhum 
deles capaz de variar o volume de suas compras 
a ponto de influir nos preos; 2) informao 
completa sobre preos, locais de venda etc.; 3) 
nenhum problema de locomoo; 4) homogeneidade 
do produto, ou seja,  indiferente comprar 
de um ou de outro vendedor. Num mercado 
assim estruturado, cada produtor operaria 
com a mais alta taxa de eficincia, seu produto 
teria o mais baixo custo e seu lucro seria o mnimo 
necessrio para manter o tambm necessrio 
nmero mnimo de produtores. O conceito 
de concorrncia perfeita  usado apenas por seu 
valor analtico, pois no existe na prtica. Veja 
tambm Mercado. 

CONCORRNCIA PBLICA. Procedimento administrativo 
governamental destinado a selecionar 
o fornecedor de um servio ou um bem. 
Consiste na tomada de preos e exame das propostas 
de cada concorrente, segundo critrios e 
prazos previamente fixados. A convocao de 
qualquer interessado  realizada com antecedncia 
mnima de trinta dias, mediante edital amplamente 
divulgado. O edital  publicado em 
resumo no Dirio Oficial (da Unio, dos Estados 
e dos Municpios) durante trs dias consecutivos, 
e uma ou mais vezes em jornal dirio de 
grande circulao (da capital) com a indicao 
do local em que os interessados podero obter 
o texto integral e todas as informaes sobre o 
objeto da solicitao. Pode a administrao, conforme 
o vulto da concorrncia, utilizar-se ainda 
de outros meios de publicidade para ampliar a 
rea de competio. 

CONCORRNCIA PURA. Veja Concorrncia 
Perfeita. 

CONCORRENCIAL. Veja Concorrncia. 

CONDIO MARSHALL-LERNER. Veja Lerner, 
Abba P. 

CONDILLAC, tienne Bonnot de (1715-1780). 

Pensador francs, defensor da teoria utilitarista 
do valor. Desenvolveu seu pensamento baseado 
na idia de que todo o conhecimento deriva das 
sensaes. Publicou, em 1776, Le Commerce et le 
Gouvernement Considrs Relativement l'Un  l'Autre 
(O Comrcio e o Governo Considerados em 
suas Relaes Recprocas), desenvolvendo uma 
teoria econmica que tem como ponto central a 
noo de valor. Rejeitando as concepes dos 
fisiocratas, sustenta que a fonte do valor  a utilidade, 
entendendo esta no como uma qualidade 
fsica das coisas, mas como decorrente da 
importncia que o indivduo atribui s mesmas 
para satisfao de suas necessidades. Procura 



CONDITIO JURIS 

ainda relacionar utilidade com escassez. Suas 
idias exerceram influncia sobre Jean-Baptiste 
Say e, mais tarde, foram desenvolvidas pelos 
marginalistas em sua teoria do valor-utilidade. 
Veja tambm Utilitarismo. 

CONDITIO JURIS. Expresso em latim que 
significa "condio jurdica". Por exemplo, a 
posse de um funcionrio nomeado pelo poder 
pblico  sua conditio juris para o exerccio de 
suas funes. 

CONDOMNIO. Tipo de domnio conjunto, por 
duas ou mais pessoas, de propriedade que no 
foi ou no pode ser dividida. Normalmente,  
empregado em propriedades imobilirias dotadas 
de reas de uso comum. Em investimentos, 
adotou-se tambm essa frmula, tipo de propriedade 
coletiva, por permitir ao conjunto de 
proprietrios usufruir de vantagens maiores do 
que as que teriam isoladamente. O condomnio 
pode ser: fechado, se o nmero de proprietrios 
 limitado pelo regulamento, e aberto, se no h 
restries  entrada de novos condminos. 

CONDORCET, Marqus de (1743-1794). Marie-
Jean Nicholas Caritat, pensador francs liberal, 
condenado  morte durante a Revoluo Francesa 
(perodo da ditadura jacobina, poca do 
Terror), escreveu o livro Esquisse d'un Tableau 
Historique des Progrs de L'Esprit Humain (Ensaio 
de um Quadro Histrico do Progresso do Esprito 
Humano) em 1794, ano em que se suicidou 
na priso. Em seu livro defendeu a propriedade 
privada, que considerava estimulante ao estudo, 
 educao e ao desenvolvimento da individualidade. 
Props tambm a criao de uma "Caixa 
de Socorro e Poupana" para eliminar a pobreza 
e, dessa forma, a humilhao e a corrupo que 
a acompanhavam, e todos os seus membros seriam 
felizes. Esta proposta foi muito criticada 
por Malthus, que dizia: "Se os ociosos e negligentes 
so colocados em p de igualdade em 
relao a seus crditos e ao sustento futuro de 
suas famlias, da mesma forma que os ativos 
trabalhadores, podemos esperar ver os homens 
exercerem aquela animada atividade de melhorar 
sua condio, que forma hoje a principal causa 
da prosperidade pblica?". 

CONDORCET. Veja Condorcet, Marqus de; 
Critrio de Condorcet. 

CONFERNCIA DAS NAES UNIDAS PARA 
O COMRCIO E DESENVOLVIMENTO. 
Veja UNCTAD. 

CONFERNCIA DE BANDUNG. Primeira conferncia 
intercontinental de pases africanos e 
asiticos, realizada em Bandung, Indonsia, em 
abril de 1955, e que foi um marco inicial na tentativa 
de organizao dos pases do Terceiro 

Mundo. Apesar de divergncias entre os blocos 
pr-Ocidente, pr-comunista e neutro, a conferncia 
aprovou resolues defendendo a cooperao 
econmica e cultural entre os pases participantes, 
a autodeterminao, o repdio ao colonialismo 
e a reafirmao dos princpios da Declarao 
Universal dos Direitos Humanos, da 
ONU. Participaram da conferncia: Afeganisto, 
Arbia Saudita, Camboja, Ceilo (atual Sri Lanka), 
China, Costa do Ouro (atual Gana), Filipinas, 
Egito, Etipia, Imen, ndia, Indonsia, Ir, 
Iraque, Japo, Jordnia, Laos, Lbano, Libria, 
Lbia, Nepal, Paquisto, Sria, Sudo, Tailndia, 
Turquia, Vietn do Norte, Vietn do Sul. Participaram 
como observadores representantes de 
Chipre, Estados Unidos e do congresso nacionalafricano (da frica do Sul). 

CONFERNCIA DE BRETTON WOODS. Nome 
pelo qual ficou conhecida a Conferncia Monetria 
e Financeira das Naes Unidas, realizada 
em julho de 1944, em Bretton Woods (New 
Hampshire, Estados Unidos), com representantes 
de 44 pases, para planejar a estabilizao 
da economia internacional e das moedas 
nacionais prejudicadas pela Segunda Guerra 
Mundial. Os acordos assinados em Bretton 
Woods tiveram validade para o conjunto das 
naes capitalistas lideradas pelos Estados Unidos, 
resultando na criao do Fundo Monetrio 
Internacional (FMI) e do Banco Internacional de 
Reconstruo e Desenvolvimento (Bird). Veja 
tambm Bird; FMI. 

CONFERNCIA DE BRUXELAS. Conferncia 
monetria internacional realizada em Bruxelas 
(Blgica) em 1920 sob o patrocnio da Liga das 
Naes, que tratou fundamentalmente da estabilidade 
do cmbio  raiz da desorganizao 
econmica e financeira do comrcio internacional 
provocada pela Primeira Guerra Mundial. 
Essa conferncia recomendou a criao de organizaes 
internacionais destinadas a ajudar os 
pases mais dbeis, uma Caixa de Compensao 
Internacional e o estabelecimento de bancos centrais 
nacionais, cuja finalidade seria manter a estabilidade 
monetria interna dos pases. Veja tambm 
Banco para Pagamentos Internacionais. 

CONFERNCIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE. 
Veja Agenda 21. 

CONFERNCIA DE CANCN. Continuao da 
Conferncia para a Cooperao Econmica Internacional 
(Conferncia de Paris), realizada em 
1975, onde pela primeira vez na histria contempornea 
se reuniram representantes de 22 
pases desenvolvidos e em desenvolvimento 
para debater pendncias econmico-financeiras. 
A Conferncia de Cancn ocorreu nos dias 22 
e 23 de outubro de 1981, naquela cidade turstica 



do Mxico, e visava tambm a retomar o dilogo 
entre Norte e Sul, iniciado na Conferncia de 
Paris. Foi precedida por reunies preparatrias 
dos pases do Terceiro Mundo, que buscavam 
definir uma estratgia comum de atuao. A 
principal reivindicao desses pases, entre eles 

o Brasil, era que se iniciasse um processo de 
negociao global na busca de solues para os 
problemas dos pases subdesenvolvidos. Pretendia-
se uma abordagem global e integrada dos 
problemas de relacionamento econmico entre 
o Norte e o Sul, em lugar dos tradicionais entendimentos 
bilaterais. Outros dois pontos importantes 
preocupavam os pases subdesenvolvidos: 
de um lado, os preos baixos para a exportao 
de suas matrias-primas; de outro, as 
altas taxas de juros cobradas nos Estados Unidos, 
em prejuzo dos pases no-produtores de 
petrleo, que obtinham dlares por meio de emprstimos. 
Por presso norte-americana, ficou 
acertado que a Conferncia de Cancn no teria 
carter negociador, consistindo basicamente numa 
troca de pontos de vista entre os chefes de 
Estado. No se expediu tampouco nenhum documento 
final. O presidente dos Estados Unidos, 
Ronald Reagan, presente  conferncia, manifestou-
se contrrio a qualquer tipo de negociao 
global. A posio defendida pelo Brasil, de 
inter-relacionamento da economia mundial na 
presente conjuntura, com a abordagem global 
de todos os problemas, e no apenas setorial e 
gradualista, foi encampada pela maioria dos pases 
em desenvolvimento, com o apoio da Frana, 
entre os desenvolvidos, seguida da Alemanha 
Federal e de uma "predisposio favorvel" do 
Japo. Para Reagan, porm, o desenvolvimento 
dos pases do Terceiro Mundo dependeria do 
auxlio que prestassem a si prprios, por meio 
de investimentos privados e do comrcio internacional, 
sem esperar por ajuda macia das naes 
mais ricas. Em seu discurso, o presidente 
norte-americano enfatizou que a melhor maneira 
de acabar com a pobreza  dar rdeas livres 
ao capitalismo por intermdio do setor privado, 
em vez de contar com ajuda externa em massa 
e melhor tratamento comercial. Representando 
o Brasil, o chanceler Saraiva Guerreiro reivindicou 
a reviso dos padres de intercmbio comercial; 
criticou as multinacionais pelo controle 
do mercado internacional; classificou de protecionista 
e discriminatria a proposta de graduao 
dos pases desenvolvidos e disse que os pases 
socialistas do Leste Europeu no poderiam 
eximir-se "da parcela de responsabilidade que 
lhes cabe no campo da cooperao internacional". 
Criticava, assim, tambm a ausncia da 
Unio Sovitica, que no participou da conferncia, 
apesar de oficialmente convidada. Parti-
CONHECIMENTO DE DEPSITO 

ciparam da conferncia os seguintes pases: Alemanha 
Ocidental, ustria, Canad, Estados Unidos, 
Frana, Inglaterra, Japo e Sucia (Norte); 
Arbia Saudita, Arglia, Bangladesh, Brasil, China, 
Costa do Marfim, Guiana, ndia, Iugoslvia, 
Mxico, Nigria, Filipinas, Tanznia e Venezuela 
(Sul). 

CONFERNCIA MONETRIA E FINANCEIRA 
DAS NAES UNIDAS. Veja Conferncia 
de Bretton Woods. 

CONFIDENCE BUILDING. Expresso em ingls 
que significa "construo da confiana" e 
que designa uma situao na qual um Estado, 
antes desacreditado econmica e financeiramente 
no mercado, adota uma poltica de recuperao 
de sua credibilidade. 

CONFISCO CAMBIAL. Quantia retida pelo governo 
brasileiro do montante de dlares obtidos 
pelos exportadores de certos produtos, em suas 
transaes com o exterior. O confisco cambial 
foi aplicado pela primeira vez em 1953, nas exportaes 
de caf, com o objetivo de controlar 

o preo do produto no mercado internacional e 
fornecer divisas ao governo para financiamento 
de outras atividades, especialmente a indstria. 
Em certas ocasies, esse confisco tambm  aplicado 
s exportaes de acar, soja e outros produtos, 
sobretudo quando eles atingem elevadas 
cotaes no exterior. Veja tambm Exportao. 
CONGLOMERADO. Tipo de organizao no 
qual vrias empresas que atuam nos mais diferentes 
setores e ramos da economia pertencem 
 mesma holding. O que caracteriza o conglomerado 
 a diversidade. Nele, nenhuma empresa 
 fornecedora de elementos  linha de produo 
de outra; por exemplo: uma siderrgica, uma 
fbrica de perfumes e uma fazenda de gado. 
Essa diversificao setorial visa a garantir uma 
taxa mdia de lucratividade  holding, especialmente 
em situaes de crise e recesso, em que 
alguns setores so menos atingidos que outros. 
A fuso horizontal de empresas significa uma 
tendncia a conglomerizar uma economia. Veja 
tambm Holding. 

CONGLOMERIZAR. Veja Conglomerado. 

CONGRESS OF INDUSTRIAL ORGANIZATIONS. 
Veja AFL-CIO. 

CONHECIMENTO DE DEPSITO. Documento 
firmado por companhias de armazns gerais, 
ou semelhantes, dado como comprovao de recebimento 
de mercadorias que ficaro sob sua 
guarda. O conhecimento de depsito  um ttulo 
de propriedade, podendo, portanto, ser negociado 
 vontade por seu possuidor. 



CONHECIMENTO DE EMBARQUE 

CONHECIMENTO DE EMBARQUE. Documento 
firmado por uma empresa transportadora, 
dado como comprovao de que tem em seu 
poder uma mercadoria que ir transportar. 
Quando se trata de transporte martimo, o conhecimento 
de embarque  firmado por um 
agente ou capito do navio, com especificao 
do nome deste, o porto de destino, o nmero e 

o peso das mercadorias embarcadas, as condies 
de frete e o nome da pessoa ou empresa 
a que se destinam as mercadorias. Com as adaptaes 
necessrias, os conhecimentos de embarque 
fluvial, ferrovirio, rodovirio e aerovirio 
so semelhantes ao martimo. 
CONJUNTURA ECONMICA. Termo que define, 
de forma mais dinmica do que "situao 
econmica", o fluxo e o refluxo das atividades 
de uma economia ou, de maneira mais genrica, 

o estudo da totalidade das condies de mercado. 
O conceito de conjuntura originou-se em 
meados do sculo XIX, quando se observou, pela 
primeira vez, a periodicidade das crises econmicas. 
A freqente instabilidade das condies 
econmicas acarreta perodos de queda da produo 
e do nvel de emprego, de declnio dos 
preos e lucros (perodo de contrao ou conjuntura 
descendente). H tambm pocas de recuperao, 
com aumento da produo, expanso da 
oferta de emprego e melhoria dos padres de 
vida (perodo de expanso ou conjuntura ascendente). 
Uma recuperao muito rpida, no entanto, 
pode gerar inflao e especulao, muitas 
vezes causando nova queda. Essa alternncia da 
prosperidade  depresso e vice-versa, que caracteriza 
o ciclo econmico,  um movimento 
observvel em todas as economias capitalistas, 
desenvolvidas ou no. Para alguns autores, o 
termo "conjuntura" designa o conjunto de fatores 
estritamente econmicos que influem na 
marcha da economia, eliminando assim a incidncia 
de foras naturais e de condies sociais 
extra-econmicas. Outros definem conjuntura 
como a soma total das condies que afetam o 
mercado, qualquer que seja a sua natureza. Os 
indicadores de conjuntura so um grande nmero 
de variveis econmicas, que se encontram em 
relaes mltiplas e complexas: produo, estoques, 
nmero de pessoas empregadas, taxa de 
juros, receita e despesa do governo, dvida pblica, 
taxa de formao de capital, renda nacional 
e ndices de preos, entre outros. A anlise 
conjunta desses indicadores e de seus movimentos 
fornece um quadro da situao econmica 
em que se encontra o pas naquele momento, 
ou seja, em que ponto se encontra a economia 
dentro do ciclo econmico. Sua identificao e 
mensurao permitem delinear a evoluo futura 
e fazer previses, que sero utilizadas na 
elaborao de polticas econmicas mais eficientes. 
Essas previses so condicionais e aproximativas, 
uma vez que outras variveis, de natureza 
fsica (variaes climticas, por exemplo), 
poltica, social etc., tambm influem sobre a conjuntura. 
Veja tambm Ciclo Econmico; Crise 
Econmica. 

CONJUNTURA ECONMICA (Revista). Revista 
mensal de anlise econmica editada pela 
Fundao Getlio Vargas/Instituto Brasileiro de 
Economia. Criada pelo economista Richard Lewinshn, 
em novembro de 1947, seu primeiro nmero 
era um boletim mimeografado. Seu objetivo 
 divulgar os resultados de pesquisas sobre 
a conjuntura econmica, observando as oscilaes 
da marcha dos negcios, a evoluo financeira 
e monetria e suas repercusses sobre a 
economia nacional. Divulga mensalmente ndices 
nacionais e regionais de preos em diversos 
setores, um perfil das contas nacionais e as ltimas 
pesquisas na rea econmica. Publica, a 
cada ano, os resultados econmico-financeiros 
das maiores sociedades annimas do pas. As 
edies de fevereiro apresentam, desde 1950, um 
retrospecto das atividades econmicas do ano 
anterior, e as edies de setembro trazem a relao 
das quinhentas maiores sociedades annimas 
no-financeiras do Brasil. 

CONSELHO DA EUROPA. Veja Europa, Conselho 
da. 

CONSELHO DE POLTICA ADUANEIRA. rgo 
do Ministrio da Fazenda criado em 1957 
para coordenar e orientar a poltica alfandegria 
do pas. Surgiu da necessidade de proteger a 
indstria brasileira de bens manufaturados, por 
meio da unificao das vrias taxas de cmbio 
(taxas mltiplas de cmbio) at ento em vigor. 
A partir de sua fundao, as tarifas para produtos 
importados passaram a ser fixadas em 
funo de sua necessidade para o mercado nacional 
e da existncia de produto similar fabricado 
no pas. Durante o governo Collor (19901992) 
esse conselho passou a ser vinculado ao 
Ministrio da Economia, que reunia os Ministrios 
da Fazenda e do Planejamento. Com o 
desmembramento do Ministrio da Economia 
durante o governo Itamar Franco (1992-1994) e 
a reconstituio do Ministrio da Fazenda, o 
Conselho de Poltica Aduaneira voltou a ser vinculado 
ao Ministrio da Fazenda. 

CONSELHO FEDERAL DE ECONOMIA - 
Cofecon. rgo criado pela lei n 1 411 de agosto 
de 1951, em conjunto com a designao profissional 
do economista.  de sua responsabilidade 
a superviso e fiscalizao do exerccio da pro




fisso no pas. Quando de sua fundao, coube-
lhe a organizao dos conselhos regionais de 
economia nos Estados da federao. Ainda hoje 
aprova e examina o regimento interno desses 
conselhos. Sua diretoria  eleita entre os representantes 
dos conselhos regionais do pas. 

CONSELHO FISCAL. rgo de uma sociedade 
annima, composto de no mnimo trs pessoas, 
escolhidas pelos scios e encarregadas de fiscalizar 
e aprovar as contas da sociedade. 

CONSELHO MONETRIO NACIONAL. Veja 
CMN. 

CONSELHO ULTRAMARINO. rgo da Coroa 
portuguesa criado em 1643 para orientar a 
poltica colonial do reino, substituindo a Casadas ndias. Fundado aps a Restaurao portuguesa, 
quando o pas se libertou do domnio 
espanhol (1580-1640), era formado por altos funcionrios 
da Coroa e integrantes da nobreza. 
Teve importncia decisiva na reconquista dos 
territrios coloniais portugueses ocupados pela 
Holanda, entre eles o Nordeste brasileiro. 

CONSENSO DE WASHINGTON. Conjunto de 
trabalhos e resultado de reunies de economistas 
do FMI, do Bird e do Tesouro dos Estados 
Unidos realizadas em Washington D.C. no incio 
dos anos 90. Dessas reunies surgiram recomendaes 
dos pases desenvolvidos para que os 
demais, especialmente aqueles em desenvolvimento, 
adotassem polticas de abertura de seus 
mercados e o "Estado Mnimo", isto , um Estado 
com um mnimo de atribuies (privatizando 
as atividades produtivas) e, portanto, 
com um mnimo de despesas como forma de 
solucionar os problemas relacionados com a crise 
fiscal: inflao intensa, dficits em conta corrente 
no balano de pagamentos, crescimento 
econmico insuficiente e distores na distribuio 
da renda funcional e regional. O resultado 
mais importante dessas polticas (pelo menos no 
que se refere  Amrica Latina) tem sido o xito 
no combate  inflao nos pases em que, durante 
os anos 80 e mesmo no incio dos anos 
90, ela atingia nveis intolerveis. Alm disso, o 
livre funcionamento dos mercados, com a eliminao 
de regulamentaes e intervenes governamentais, 
tambm tem sido uma das molas-
mestras dessas recomendaes. Embora os 
pases que seguiram tal receiturio tenham sido 
bem-sucedidos no combate  inflao, no plano 
social as conseqncias foram desalentadoras: 
um misto de desemprego, recesso e baixos salrios, 
conjugado com um crescimento econmico 
insuficiente, revela a outra face dessa moeda. 
Na medida em que alguns pases, como a 
China, por exemplo, tm combinado inflao 
baixa com crescimento econmico acelerado, 

CONSISTNCIA 

sem ter seguido a cartilha do Consenso de Washington, 
alguns autores vm criticando, ultimamente, 
a rigidez dessas polticas e tentando 
encontrar alternativas de tal forma a combinar 
um vigoroso combate  inflao com o progresso 
econmico e social dos pases em desenvolvimento. 
Esta ltima tendncia vem sendo denominada 
Ps-Consenso de Washington. Veja tambm Balano 
de Pagamentos; Bird; FMI; Recesso. 

CONSENSO NEOKEYNESIANO. Denominao 
dada ao domnio das concepes keynesianas 
na anlise macroeconmica, no campo acadmico 
em geral e na poltica econmica durante 
os anos 60. Na poltica econmica, essa influncia 
e predomnio foram caractersticos do governo 
Kennedy, com a nomeao, em 1960, de 
um conselho de assessores econmicos de orientao 
keynesiana presidido por Walter Heller. 
Em vez de uma poltica de equilbrio oramentrio, 
o governo Kennedy acabou optando por 
uma poltica de dficits fiscais que permitiria 
uma expanso econmica sem precedentes, a 
criao de milhes de empregos e o aumento 
do produto real do pas. O sucessor de Kennedy, 
Lyndon Johnson, deu prosseguimento a essa poltica 
econmica. No entanto, os acontecimentos 
traumticos da dcada seguinte representaram 
um forte golpe nessa concepo de poltica econmica. 
A guerra do Vietn, a crise do sistema 
financeiro internacional com a desvalorizao 
do dlar em 1971, o abandono do padro-ouro 
no cmbio, a inflao de mais de um dgito, o 
desemprego e a recesso mostraram as limitaes 
dessa abordagem para promover a expanso 
da renda.Veja tambm Curva de Phillips; 
Reagnomics; Supply Side Economics. 

CONSERVE - Programa de Conservao e 
Distribuio de Energia. Foi lanado em maio 
de 1981 pelo Ministrio da Indstria e do Comrcio, 
com o objetivo de reduzir o consumo 
de energia importada - principalmente na forma 
de leo combustvel extrado do petrleo.  
aplicado em empresas com maioria de capital 
nacional, com preferncia para as pequenas e 
mdias empresas industriais. As empresas com 
programas aprovados pelo Conserve contam 
com financiamentos do BNDES para cobrir at 
80% do valor global de cada programa. 

CONSIGNAO. Contrato pelo qual o proprietrio 
de mercadorias as entrega a um comerciante, 
ficando este obrigado a prestar contas 
apenas da parte que efetivamente vender no prazo 
combinado previamente. 

CONSISTNCIA. Termo do campo da estatstica 
que significa uma caracterstica desejvel 
dos estimadores economtricos. Um estimador 
consistente  aquele cuja mdia tende para o 



CONSOL 124


verdadeiro valor do parmetro, e cuja varincia 
tende a zero, na medida em que o tamanho da 
amostra torna-se muito grande. Por exemplo, o 
estimador calculado mediante os mnimos quadrados 
 um estimador consistente se no existirem 
problemas economtricos. Veja tambm 

Blue. 

CONSOL. Denominao dada, no mercado financeiro 
da Inglaterra e dos Estados Unidos, ao 
ttulo que proporciona juros (coupon) indefinidamente, 
isto , para sempre, no tendo portanto 
prazo de vencimento. Este termo tem origem 
em ttulos Gilt-Edged emitidos durante uma 
operao de converso e consolidao de dvida 
em 1888 na Inglaterra. Em 1914, grande parte 
da dvida pblica inglesa era registrada em consols, 
formando o maior ttulo individual transacionado 
na Bolsa de Valores. Em funo de sua 
segurana como ttulos da dvida pblica, eles 
tinham fama de ativos financeiros muito seguros 
e de alta liquidez, sendo que os bancos os mantinham 
como reservas lquidas. Em 1888, essas 
aes foram emitidas com vencimento em 1923 
ou depois desta data, o que os tornou na prtica 
ttulos sem data ou sem vencimento. O crescimento 
da dvida pblica inglesa durante duas 
guerras mundiais, especialmente depois de 1945, 
e o fato de que a partir de certo momento s 
foi permitido emitir ttulos com data de vencimento 
reduziu os consols a uma pequena frao 
dos ttulos emitidos relacionados com a dvida 
pblica. 

CONSOLIDAO DA DVIDA FLUTUANTE. 
Converso das obrigaes de curto prazo 
em obrigaes (permanentes) de longo prazo. 
Veja tambm Funding. 

CONSRCIO. Reunio de pessoas fsicas ou jurdicas 
interessadas na compra de determinados 
bens (automveis, lanchas, caminhes, tratores, 
videocassetes etc.) e que formam uma caixa comum. 
No Brasil, os consrcios so regulamentados 
pelo governo federal, e essas regulamentaes 
sofrem alteraes quando a poltica econmica 
se orienta no sentido de inibir ou ampliar 
o consumo de determinados bens. Os consrcios 
renem um nmero varivel de participantes, 
que contribuem com uma quantia mensal 
proporcional ao nmero de meses em que 

o grupo se manter. Por exemplo: um grupo de 
cem participantes com durao de cinqenta 
meses significar que cada um deles contribuir 
mensalmente com, no mnimo, a qinquagsima 
parte do preo do bem em questo. Nesse exemplo, 
a cada ms pelo menos duas pessoas recebero 
o bem pretendido, sendo que a escolha 
se faz geralmente por sorteio. A regulamentao 
dos consrcios foi estabelecida pela Instruo 
Normativa n 152 da Secretaria da Receita Federal 
de novembro de 1987, de acordo com as 
orientaes da portaria n 330 de 23 de setembro 
de 1987 do Ministrio da Fazenda. D-se tambm 

o nome de consrcio ao grupo de empresas formado 
para a execuo de uma obra ou financiamento 
de um projeto de grande envergadura. 
CONSRCIO MODULAR. Sistema de fabricao 
estabelecido pela Volkswagen em sua planta 
de fabricao de caminhes em Resende (RJ) em 
1996, com o intuito de melhorar a produtividade 
e incrementar a qualidade de seus produtos. A 
idia bsica  que cada fornecedor de peas e 
componentes execute a montagem da pea que 
forneceu e seja responsvel pela qualidade de 
seu produto. Esse processo de "terceirizao" 
da parte mais importante de uma planta desse 
tipo (a linha de montagem) significa que nela 
apenas uma poro muito pequena - de 10 a 
15% - so funcionrios da prpria empresa. Os 
demais so vinculados s empresas fornecedoras, 
denominadas parceiros. O edifcio onde se 
desenvolvem as atividades pertence  Volkswagen, 
mas cada fornecedor tem um espao nele 
que administra como se fosse um condomnio. 
Cada empresa tem uma "doca" especial para 
descarregar suas peas, e, durante a montagem 
do veculo, no intervm os funcionrios da 
Volkswagen; apenas um funcionrio denominado 
"maestro" supervisiona todas as etapas de 
produo de um determinado nmero de veculos. 
Os funcionrios da empresa s entram na 
fase de teste dos caminhes. Todo caminho, 
no entanto, sai da fbrica com a assinatura do 
"maestro", o responsvel pela qualidade daquele 
veculo diante dos consumidores. Em 1996, 
as empresas fornecedoras que esto participando 
desse sistema so as seguintes: Iochpe-Maxion; 
Rockwell; Remon; MWM; Cummins; Eisenmann; 
Delga e VDO. Veja Tambm Just in 
Time; Terceirizao. 

CONSTITUIO DE 1988. Promulgada em 
5/10/1988,  a oitava Carta Magna do pas e 
alterou alguns pontos na rea econmica e trabalhista. 
Ordem econmica: os impostos sobre circulao 
de mercadorias e servios fundem-se 
num nico imposto (ICMS); o ICM e os impostos 
nicos sobre energia eltrica, minerais, combustveis 
e lubrificantes, transportes e comunicaes 
passam para os Estados. Ampliam-se os fundos 
de participao dos Estados e municpios para 
47% das receitas do Imposto de Renda e do Imposto 
sobre Produtos Industrializados. A transferncia 
dos recursos dar-se- ao longo de cinco 
anos at atingir os 47%. O usucapio passa a 
existir para aquele que ocupar rea urbana de 
at 250 m2 por cinco anos ininterruptos, sem 
oposio por parte do proprietrio. Todas as cidades 
com populao acima de 20 mil habitantes 
devero ter um plano diretor para orientar seu 



desenvolvimento. A reforma agrria mantm os 
preceitos do Estatuto da Terra, mas exclui da 
desapropriao as terras produtivas e pequenas 
e mdias propriedades. Passam a existir dois tipos 
de empresa: a empresa brasileira, constituda 
sob as leis brasileiras e com sede e administrao 
no pas, e a empresa de capital nacional 
cujo controle efetivo esteja em carter permanente 
sob a titularidade direta ou indireta de 
pessoas fsicas domiciliadas e residentes no pas. 
Fica estabelecido o limite de juros a 12% ao ano 
em todos os crditos e operaes financeiras, dependente 
de regulamentao complementar. A 
explorao de minrios ser efetuada exclusivamente 
por brasileiros ou empresa brasileira de 
capital nacional. Trabalhadores: a multa indenizadora 
sobre o valor do Fundo de Garantia passa 
de 10 para 40%. A jornada de trabalho no 
poder ultrapassar 44 horas semanais, e, para 
os trabalhadores em empresas de turnos ininterruptos, 
a jornada ser de seis horas; a remunerao 
da hora extra sobre o salrio normal 
passa de 25 para 50%. Em gozo de frias, o trabalhador 
ter direito a um tero a mais de seu 
salrio. O valor do aviso prvio ser proporcional 
ao tempo de servio e nunca inferior a um 
salrio. As licenas concedidas s trabalhadoras 
gestantes passam de 89 para 120 dias. A licena-
paternidade, que no existia, garante ao pai 
cinco dias de ausncia ao trabalho quando o filho 
nascer. O direito de greve  assegurado a 
todas as categorias. A lei definir as atividades 
essenciais, nas quais os trabalhadores em greve 
devero garantir a manuteno dos servios. Os 
trabalhadores rurais tero legislao trabalhista 
semelhante  dos trabalhadores urbanos. Os funcionrios 
pblicos tero limites salariais proporcionais 
aos maiores vencimentos, que sero de 
deputados, senadores e ministros de Estado e 
do Supremo. A remunerao dos aposentados 
e pensionistas nunca ser inferior a um salrio 
mnimo. O reajuste ser feito na mesma poca 
e com os mesmos ndices dos trabalhadores ativos. 
Sero corrigidos os proventos de aposentados 
e pensionistas que vm perdendo poder 
aquisitivo desde 1979. 

CONSUMIDOR, Defesa do. Movimento de entidades 
civis e governamentais existente em vrios 
pases, visando  criao de um corpo de 
leis que estabeleam padres de qualidade, segurana 
e higiene para os artigos e servios vendidos 
 populao. A defesa do consumidor surgiu 
nos Estados Unidos com a fundao das entidades 
Consumer's Research (1929) e Consumer's 
Union (1936), como reao aos preos extorsivos 
fixados pelos monoplios. Atualmente, 
existem nos Estados Unidos cerca de mil programas 
de defesa do consumidor, desenvolvidos 
por agncias governamentais e entidades 

CONSUMIDOR, Soberania do 

particulares. O mais conhecido rgo federal 
nessa rea  a Food and Drug Administration, 
que controla os padres de pesos, medidas, segurana 
e publicidade dos produtos. A partir 
de 1965, nos Estados Unidos, a luta dos consumidores 
adquiriu dimenses internacionais, sob 
a liderana de Ralph Nader, que dirigiu um amplo 
movimento de fiscalizao popular, obrigando 
vrias empresas a fabricar produtos menos 
nocivos  sade humana e ao meio ambiente. 
No Brasil, a defesa do consumidor  uma preocupao 
relativamente recente e ainda muito limitada 
ao poder pblico. A primeira iniciativa 
ocorreu em So Paulo, onde foi criado, em 1976, 

o Sistema Estadual de Proteo ao Consumidor 
(Procon), vinculado  Secretaria de Economia ePlanejamento do Estado.  integrado por dois 
rgos: o Conselho Estadual de Proteo ao 
Consumidor (deliberativo) e o Grupo Executivo 
de Proteo ao Consumidor (executivo). A partir 
de leis existentes nos Estados Unidos e na Europa, 
o Congresso Nacional aprovou, em 
11/9/1990, a lei n 8 078, com um amplo cdigo 
de defesa do consumidor. Apesar de vrios de 
seus artigos terem sido vetados pelo presidente 
Fernando Collor de Mello, a lei aprovada pelo 
Congresso no foi alterada em sua essncia. Em 
vigor desde 11/3/1991, so nove artigos que resumem 
todo o cdigo. Entre os direitos bsicos 
dos brasileiros incluem-se o de ter informaes 
corretas e claras sobre os produtos que consumir 
e o de ser protegidos contra a publicidade enganosa 
e abusiva e contra mtodos comerciais 
coercitivos. Em nenhuma hiptese a vida, a segurana 
e a sade das pessoas podem ser colocadas 
em risco por produtos e servios considerados 
nocivos. Tambm  direito do consumidor 
a modificao de clusulas contratuais 
que proporcionem prestaes desproporcionais 
aos seus rendimentos. Ele ainda pode recusar a 
reviso de qualquer contrato, se isso implicar 
prestaes muito onerosas. Veja tambm Nader, 
Ralph. 
CONSUMIDOR, Soberania do. Papel determinante 
do consumidor numa economia de mercado, 
em relao  compra e venda de bens e 
servios. Segundo o princpio da soberania, sendo 
o consumidor a pea-chave do mercado, ele 
 tambm o elemento orientador do que  preciso 
produzir, limitando-se o produtor a seguir 
seus desejos e necessidades. A soberania seria 
exercida  medida que existisse concorrncia entre 
os produtores, por meio do poder de deciso 
dos consumidores em relao  compra dos 
bens. Na prtica, contudo, essa soberania tende 
a ser neutralizada pelos mecanismos impositivos 
da concorrncia monopolista e pela influncia 
da publicidade. E, afinal,  o nvel de renda 
dos consumidores que determina objetivamente 



CONSUMIDOR, Supervit do 

os limites dessa soberania. Veja tambm Consumo; 
Mercado. 

CONSUMIDOR, Supervit do. Diferena entre 

o preo que o consumidor paga por uma mercadoria 
ou servio e a quantia mxima que ele 
estaria disposto a desembolsar para adquiri-la. 
A existncia do supervit do consumidor baseia-
se na tendncia a diminuir a utilidade marginal 
de uma mercadoria em relao ao aumento 
de seu consumo; assim, um consumidor pode 
pagar o mximo de mil reais pela primeira unidade 
de certa mercadoria, oitocentos reais pela 
segunda (pois ele j  possuidor dessa mesma 
mercadoria) e seiscentos reais pela terceira unidade. 
Isso porque a propenso a consumir vai 
diminuindo em funo da quantidade j adquirida. 
O conceito foi introduzido na teoria do valor 
por Alfred Marshall. Sua concepo do problema, 
no entanto, gerou algumas crticas (aplicveis 
ao conjunto de sua teoria de demanda 
do consumidor) porque se baseia na hiptese 
de que a utilidade  mensurvel da mesma forma 
que o lucro, as rendas e a produo. J. R. 
Hicks redefiniu a teoria da demanda de Marshall, 
baseando-se na utilidade ordinal e na anlise 
da indiferena. 
CONSUMISMO. Veja Sociedade de Consumo. 

CONSUMO. Utilizao, aplicao, uso ou gasto 
de um bem ou servio por um indivduo ouuma empresa.  o objetivo e a fase final do processo 
produtivo, precedida pelas etapas de fabricao, 
armazenagem, embalagem, distribuio 
e comercializao. Numa sociedade em que 
a diviso social e tcnica  relativamente complexa, 
a apropriao e a transformao dos elementos 
da natureza so separadas, no tempo e 
no espao, de seu uso para a satisfao de necessidades 
humanas. Por exemplo: a ma colhida 
na Argentina pode vir a ser consumida s 
no Brasil. Geralmente, o consumo  considerado 
uma atividade que se desenvolve no mbito da 
famlia, definida como unidade de consumo. Mas 
h tambm o consumo no interior das empresas 

- especialmente nas fbricas - que utilizam 
insumos ou bens provenientes de outras unidades 
produtivas (consumo produtivo). A separao 
entre produo e consumo suscita algumas 
questes importantes para a atividade econmica, 
uma vez que as necessidades humanas e as 
formas de satisfaz-las variam de acordo com 
vrios fatores (idade, sexo, nvel de renda). Trata-
se de saber de que modo podem os produtores 
conhecer as necessidades dos consumidores, 
ou seja, como a produo se ajusta ao consumo. 
H basicamente trs maneiras. Uma consiste 
no processo de tentativa e erro: na busca 
para conhecer as aspiraes e desejos do consumidor, 
aumenta-se a produo do que se mostra 
escasso e diminui-se a produo daquilo quese revela suprfluo.  vivel quando as dimenses 
do mercado so pequenas e as necessidades 
dos consumidores bastante limitadas e estveis. 
A segunda maneira de ajuste entre produo e 
consumo consiste no planejamento antecipado 
da produo, dimensionando-a assim  capacidade 
do mercado.  um mtodo caracterstico 
das economias planificadas, como a socialista, 
em que no ocorre a oferta de ampla variedade 
de formas diferentes do mesmo produto. Por 
ltimo, existe a prtica mercadolgica tpica da 
sociedade capitalista moderna ou sociedade de 
consumo: levar o consumidor, mediante a mquina 
publicitria e todas as tcnicas de marketing, 
a sentir necessidade de consumir aquilo 
que  produzido. Veja tambm Mercadologia; 
Necessidade; Publicidade. 

CONSUMO, Funo. Veja Propenso a Consumir. 


CONSUMO CONSPCUO.  o dispndio feito 
com finalidade precpua de demonstrao de 
condio social, manifestando-se por meio da 
compra de artigos de luxo e de quaisquer gastosostentatrios.  praticado principalmente pelas 
camadas sociais de alta renda, cujo padro de 
vida as camadas de renda mais baixa procuram 
imitar. O conceito foi estabelecido e definido 
pelo economista norte-americano Thorstein Veblen 
em sua obra A Teoria da Classe Ociosa (1899). 
Veja tambm Veblen, Thorstein Bunde. 

CONSUMO IMPRODUTIVO. Ocorre quando 
os bens ou servios produzidos se destinam  
satisfao fsica e/ou espiritual dos indivduos 
e o produto no tem continuidade no processo 
produtivo:  destrudo, gasto ou assimilado peloconsumidor individual ou familiar.  o caso do 
consumo de gneros alimentcios, roupas, calados, 
eletrodomsticos e automveis particulares. 

CONSUMO PRODUTIVO. Consumo de produtos 
que retornam ao processo de produo 

- sob a forma de insumos ou bens intermedirios 
(matrias-primas elaboradas) - para serem 
transformados em novos produtos. 
CONTABILIDADE. Setor das cincias de administrao 
que cuida da classificao, registro 
e anlise de todas as transaes realizadas por 
uma empresa ou rgo pblico, permitindo dessa 
forma uma constante avaliao da situao 
econmico-financeira. Tem por objeto o patrimnio 
econmico das pessoas fsicas ou jurdicas, 
comerciais ou civis, bem como o patrimnio 
pblico e as questes financeiras do Estado. Seu 
objetivo  permitir o controle administrativo e 

o fornecimento de informaes precisas a investidores, 
credores e ao pblico. Envolve todos os 
aspectos empresariais ou pblicos que possam 


ser expressos em nmeros, como o ativo (propriedade), 
o passivo (dvidas), as receitas e despesas, 
os lucros e perdas e os direitos de investidores. 
A contabilidade, como simples registro, 
surgiu com as trocas de bens e servios na Antiguidade. 
Na Babilnia, esses registros foram a 
base para a cobrana de impostos. Em 200 a.C., 
na repblica romana, as contas governamentais 
eram apresentadas na forma de lucros e perdas 
e constantemente fiscalizadas pelos questores. 
Aos poucos, os dados registrados nas contas governamentais 
foram aumentando, mas s no fim 
da Idade Mdia, com os comerciantes italianos, 
 que a contabilidade se incorporou aos negcios 
privados, que cresciam e se diversificavam. Foi 
ento que se desenvolveu o sistema de contabilidade 
por registro duplo ou por partidas dobradas, 
utilizado atualmente. Com a Revoluo 
Industrial, o novo aumento no volume de negcios 
tambm levou ao aprimoramento do sistema 
contbil. Nessa ocasio, comearam a ser 
feitas restries  prtica de contabilidade por 
pessoas no qualificadas. O desenvolvimento do 
sistema capitalista no sculo XX, que deu origem 
a grandes corporaes transacionais, criou novas 
exigncias de aperfeioamento da contabilidade, 
atendidas basicamente pela introduo dos sistemas 
de computao. Veja tambm Administrao; 
Balano; Contas Nacionais; Oramento; 
Partidas Dobradas; PIB; PNB; Renda Nacional. 

CONTABILIDADE NACIONAL. Veja Contas 
Nacionais. 

CONTABILIDADE SOCIAL. Veja Contas Nacionais. 


CONTA CORRENTE. Na acepo mais genrica, 
 uma conta entre duas ou mais pessoas 
fsicas ou jurdicas em que so lanados os crditos 
e dbitos das operaes entre elas. Em termos 
bancrios,  a contabilidade entre um banco 
e seu cliente, pessoa fsica ou jurdica, em que 
so computados os crditos e dbitos desse 
cliente. O mesmo termo  utilizado internacionalmente 
para indicar as transaes efetuadas 
entre dois pases, com respectivos crditos e dbitos, 
ou entre um pas e os demais. 

CONTAG - Confederao Nacional dos Trabalhadores 
na Agricultura. Entidade sindical 
brasileira, sediada em Braslia, fundada em dezembro 
de 1963. Integrada por 21 federaes regionais, 
tem na base 2 500 sindicatos rurais, com 
cerca de sete milhes de associados (1980). Tem 
como objetivo a defesa dos interesses e direitos 
dos assalariados agrcolas, pequenos proprietrios, 
parceiros, meeiros e arrendatrios que vivem 
em regime de economia familiar. Em abril 
de 1964, sofreu interveno do Ministrio do 
Trabalho. Em 1968, uma chapa de oposio, en-

CONTINER 

cabeada por Jos Francisco da Silva, venceu as 
eleies e, desde essa poca, a Contag vem se 
empenhando pela efetivao da reforma agrria. 
Edita um boletim, O Trabalhador Rural. 

CONTAINERIZATION. Termo em ingls que 
significa um sistema de transporte e distribuio 
de mercadorias em contineres padronizados, 
que evita a necessidade de manipulao de produtos 
de volume e/ou volume heterogneo, 
simplificando as tarefas de carga, descarga e distribuio 
de mercadorias nos terminais ferrovirios, 
porturios, aerovirios e rodovirios, reduzindo 
os respectivos custos. 

CONTANGO. Situao na qual os preos spot 
ou  vista de um determinado ativo financeiro 
so mais baixos do que os preos de futuros ou 
a termo deste mesmo ativo. Em termos situacionais, 
 a quantia paga por um operador (especulador) 
que comprou aes e deseja postergar 
o recebimento das mesmas. Essa quantia, 
calculada de acordo com os juros sobre o valor 
da transao,  proporcional ao tempo que durar 
a postergao do fechamento da operao.  o 
inverso de Backwardation. Veja tambm Backwardation; 
Mercado a Futuro; Mercado Spot. 

CONTAS NACIONAIS. Sistema de agregados 
estatsticos correlatos que registra a atividade 
econmica global de um pas num perodo determinado, 
geralmente um ano. O registro contbil 
 feito pelo mtodo das partidas dobradas, 
de tal maneira que os agregados so apresentados 
duas vezes: a dbito de uma conta e a crdito 
de outra. Ao dbito corresponde uma despesa 
ou um pagamento; ao crdito, um fundo originrio 
da produo interna do pas ou procedente 
do estrangeiro. Os sistemas de contas nacionais 
constituem indispensvel instrumento de anlise 
para a macroeconomia. Obedecem a uma padronizao 
internacional estabelecida pela ONU 
e incluem os seguintes itens gerais: conta do produto 
interno, conta da renda nacional, conta dos 
consumidores, conta do governo, conta das transaes 
com o exterior e conta consolidada de 
capital. Cada conta se compe de agregados e 
subagregados, apresentados a preos correntes 
e em termos reais, isto , a preos deflacionados 
(corrigidos do efeito inflacionrio). Somente com 
os agregados em termos reais  possvel estabelecer 
tendncias do desenvolvimento macroeconmico 
e comparar os resultados de 
anos diferentes. Veja tambm Balano de Pagamentos; 
Formao de Capital; Investimento; 
Renda Nacional. 

CONTINER. Sistema de embalagem de mercadorias 
em recipientes metlicos para o transporte, 
o que aumenta a velocidade de embarque 



CONTINGENCIAMENTO 

e desembarque, reduzindo, portanto, os custos 
de transporte. 

CONTINGENCIAMENTO. Poltica econmica 
de interveno governamental que consiste em 
imposio de limites  produo, comercializao 
interna e importao ou exportao de um 
produto. Com maior freqncia, o contingenciamento 
 empregado para deter em determinado 
nvel a importao de certo produto, estimulando 
sua produo no pas. 

CONTINGENCIAR. Ao relacionada com a 
administrao do oramento governamental 
mediante o qual um governo regula as despesas 
de acordo com as receitas, de tal forma a no 
apresentar dificuldades financeiras no decorrer 
de um exerccio, embora a lei oramentria possa 
autoriz-lo a realizar despesas maiores do que 
as que realiza em determinado perodo. 

CONTINGENT VALUATION. Expresso em 
ingls que significa uma tcnica de valor no-
monetrio, isto , procura-se aferir, por meio de 
questionrio, a concordncia dos consumidores 
em pagar por melhorias na prestao de um servio, 
melhorias essas que ainda no foram implementadas. 
Trata-se, portanto, de avaliar a potencialidade 
de um mercado hipottico, e no 
do mercado existente, e  obtida mediante questes 
que procuram analisar o grau de consentimento 
dos consumidores em efetuar pagamentos 
por servios de que ainda no dispem, com 

o grau de qualidade que se pretende criar. Por 
exemplo, busca-se, por meio dessa tcnica, avaliar 
at que ponto os habitantes de determinada 
localidade estariam dispostos a pagar pela melhoria 
das condies ambientais, pela existncia 
de reas verdes nas proximidades do meio urbano, 
ou pelo tratamento adequado ao processamento 
do lixo. 
CONTO (de Ris). Unidade monetria utilizada 
no Brasil durante o sculo XIX at meados 
do sculo XX, equivalente a 1 milho de ris, 
ou a mil ris. 

CONTRABANDO. Ato de importar ou exportar 
mercadorias proibidas ou sonegar o pagamento 
de direitos ou impostos devidos ao Estado 
pela entrada e sada de mercadorias. Genericamente, 
o contrabando inclui o conceito de 
descaminho: todo e qualquer ato fraudulento 
com o fim de evitar o pagamento dos direitos 
estabelecidos sobre a entrada, sada, fabricao 
ou consumo de mercadorias. O contrabando tem 
sido praticado onde quer que haja restries alfandegrias. 
No sculo XVII, quando a Espanha 
proibiu o comrcio de suas colnias com outros 
pases, contrabandistas ingleses praticavam lucrativo 
comrcio nas costas da Amrica do Sul. 
O Bloqueio Continental, estabelecido por Napo


leo para fechar a Europa ao comrcio britnico, 
foi em grande parte anulado pelas atividades 
de contrabandistas. O contrabando floresce particularmente 
nos casos de produtos sobre os 
quais incidem altas taxas alfandegrias (seda, 
lcool e ch na Inglaterra do sculo XVIII, ou 
caf e tabaco na maior parte da Europa, na mesma 
poca) ou onde haja proibies na importao 
(narcticos) e exportao (armas e divisas). 
Os artigos mais propcios a ser contrabandeados 
so os altamente taxados e os de pequenas dimenses, 
como relgios e drogas. Algumas condies 
geogrficas favorecem o contrabando: 
costas martimas extensas, fronteiras remotas ou 
a proximidade de um territrio favorecido por 
condies fiscais especiais - a ilha de Man j 
constituiu tal ameaa  Inglaterra, at 1765, ou 
Gibraltar em relao  Espanha; outros exemplos 
so Hong-Kong, Macau e Andorra. 

CONTRABANDO-FORMIGA. Contrabando realizado 
em pequenas quantidades, geralmente 
contando com a complacncia das autoridades 
de um pas, como acontece na fronteira entre o 
Paraguai e o Brasil, onde, quando um sem-nmero 
de "sacoleiros" atravessam a ponte que 
une ambos os pases, compram no Paraguai e 
trazem mercadorias a preos muito mais baixos 
para o Brasil, como cigarros (os mesmos cigarros 
brasileiros exportados para aquele pas sem, 
contudo, a incidncia de impostos), pequenos 
aparelhos eletrnicos, peas de vesturio etc. 
Veja tambm Sacoleiros. 

CONTRA BROKER. Expresso em ingls que 
designa o corretor que est do lado da compra 
numa ordem de venda, ou do lado da venda 
numa ordem de compra. 

CONTRATO. Acordo de vontades entre duas 
ou mais pessoas que, reciprocamente, se atribuem 
direitos e obrigaes. Os contratos so em 
geral escritos e, em alguns casos, a lei prev uma 
forma solene para sua celebrao, mas podem 
ser tambm consensuais ou verbais. Em princpio, 
ningum  obrigado a vincular-se contratualmente. 
Para que o contrato possua validade 
jurdica, exige-se que as partes tenham capacidade 
de contratar e que o objetivo do contrato 
seja lcito. A parte que causar o rompimento do 
contrato se sujeita a ser constrangida pela Justia 
a atender aos danos causados  outra parte. Embora 
a prpria natureza do contrato tenha como 
fundamento a concordncia das partes, h contratos, 
como o de adeso, no qual o objeto do 
pacto  determinado de antemo por uma das 
partes, enquanto a outra se limita a aceit-lo. 
H outros tipos de contrato, destacando-se: acessrio 
(subordinado a um principal ou a ele oposto), 
administrativo (entre pessoa fsica ou jurdica 
e o poder pblico), gratuito (em que s uma das 



partes se beneficia), oneroso (que impe nus s 
partes, como os de locao, compra e venda), 
bilateral (em que as partes assumem obrigaes 
recprocas), unilateral (em que as obrigaes so 
apenas de uma parte), coletivo (entre grupos ou 
entidades representativas dos mesmos), comercial 
(na esfera do direito comercial), de trabalho 
(entre empregado e empregador), judicial (firmado 
perante um juiz). 

CONTRATO DE GAVETA. Sistema de transferncia 
de contratos de compra, geralmente de 
imveis, mediante o qual o vendedor continua 
sendo o titular de um financiamento, e o comprador 
paga o restante de um financiamento de 
posse de uma procurao que lhe d plenos direitos, 
para que as condies vantajosas desse 
financiamento no sejam perdidas por mudana 
de titularidade. Os contratos de financiamento 
de casa prpria - entre os quais os financiados 
pelo extinto Banco Nacional da Habitao 
(BNH) -, com condies muito favorveis, so 
submetidos a esse tratamento. Como o contrato 
de compra e venda s  registrado no final do 
financiamento e permanece guardado at ento, 
recebe o nome de "contrato de gaveta". 

CONTRATO DE GESTO. Contratos celebrados 
entre empresas estatais, por intermdio de 
suas diretorias e o acionista majoritrio - o Estado 
-, mediante ministrios, quando se trata 
da Unio (governo federal), ou secretarias, quando 
se trata de Estados (governos estaduais), 
constituindo um compromisso gerencial com 
metas e objetivos de produo a serem alcanados 
em determinado perodo de tempo. O objetivo 
bsico desses contratos  estabelecer maior 
transparncia na gesto das empresas estatais e 
permitir ao Estado um maior controle e superviso 
sobre as empresas das quais  acionista 
majoritrio. O Estado de So Paulo implantou 
esses contratos a partir de 1992, em suas empresas 
estatais, e o governo federal tambm iniciou 
sua implantao na Companhia Vale do 
Rio Doce e, em 1994, na Petrobrs. 

CONTRATO DE MTUO. Veja Mtuo, Contrato 
de. 

CONTRATO DE RISCO. Veja Risco, Contrato de. 

CONTRATO SOCIAL. Conceito elaborado pelo 
filsofo francs Rousseau, segundo o qual a sociedade 
se origina de um acordo convencional 
entre os homens, com o objetivo de eliminar disputas 
e possibilitar a vida em comum. A teoria 
do contrato social de Rousseau parte do seguinte 
postulado: "A liberdade  um direito e um dever". 
A viabilidade da liberdade geral resulta 
da renncia individual a certas prerrogativas, 
para que assim os homens se tornem cidados, 
criadores e participantes da "vontade geral", que 

CONTROLE DO MEIO CIRCULANTE 

 a coletividade. O contedo poltico do contrato 
social  essencialmente democrtico, pois o poder 
e a autoridade esto vinculados  soberania 
popular, que  indivisvel e inalienvel: ela no 
pode ser partilhada, mas pode ser delegada em 
suas funes executivas (de governo). A lei, 
como ato da vontade geral, coletiva e expresso 
de soberania,  de vital importncia, pois determina 
o destino do Estado. Veja tambm Rousseau, 
Jean-Jacques. 

CONTRIBUIO DE MELHORIA. Tributo gerado 
pela valorizao imobiliria decorrente das 
obras pblicas realizadas pelo governo. Essa valorizao 
significa um acrscimo patrimonial 
dos detentores das propriedades imobilirias beneficiadas. 
Uma parte dessa valorizao poderia 
se transformar em receitas pblicas mediante a 
cobrana da contribuio de melhoria, muitas 
vezes viabilizando investimentos infra-estruturais 
que de outra forma seriam muito custosos 
para ser realizados. A Constituio de 1988 faculta 
 Unio, aos Estados e aos municpios a 
instituio de contribuies de melhoria decorrentes 
da realizao de obras pblicas. 

CONTROLE CAMBIAL. Controle que as autoridades 
monetrias exercem sobre o comrcio 
de moedas estrangeiras, por meio do sistema 
bancrio (basicamente, pelo Banco Central). Esse 
controle estende-se sobre toda a compra e venda 
de divisas pelas pessoas residentes e empresasestabelecidas no pas.  apoiado sobretudo na 
fixao das taxas de cmbio oficiais e numa srie 
de restries para a compra de moeda estrangeira 
e sua remessa para o exterior. Um dos mecanismos 
mais comuns do controle cambial  a 
venda obrigatria, ao Estado, da moeda estrangeira 
recebida pelos exportadores. Outro  a limitao 
para a aquisio de divisas pelos que 
viajam ao exterior; no Brasil, a partir de 1991, 
segundo deciso do Ministrio da Economia, 
qualquer cidado pode adquirir livremente dlares, 
desde que comprovada sua utilizao. 
Veja tambm Poltica Cambial. 

CONTROLE DE PREOS. Veja Preos, Controle 
de. 

CONTROLE DE QUALIDADE. Processo que 
permite a uma empresa verificar, por meio de 
mtodos estatsticos, a qualidade dos produtosque produz.  medida que a concorrncia internacional 
vem se intensificando, o controle de 
qualidade torna-se uma exigncia cada vez 
maior e as empresas tm dedicado uma ateno 
crescente a esse problema. Veja tambm ISO 
9000. 

CONTROLE DO MEIO CIRCULANTE. Veja 
Meio Circulante, Controle do. 



CONTROVRSIA DE CAMBRIDGE 

CONTROVRSIA DE CAMBRIDGE. Debate 
travado entre a Escola de Cambridge (Universidade 
de Cambridge, Inglaterra) e a Escola Neoclssica, 
do Massachusetts Institute of Tecnology 
(MIT), Cambridge, Massachusetts (Estados Unidos) 
sobre a validade da abordagem neoclssica 
em economia. Esse debate envolveu os economistas 
mais destacados do MIT, como P. Samuelson 
e R. Solow, e da Escola de Cambridge, 
como J. Robinson, P. Sraffa e N. Kaldor. O ponto 
central da controvrsia girava em torno do conceito 
de capital e do papel por ele desempenhado 
numa funo de produo agregada. De acordo 
com a Escola de Cambridge, a possibilidade 
da reciclagem de tcnicas seria suficiente para invalidar 
muitos dos supostos da Escola Neoclssica 
e especialmente sua teoria do crescimento 
econmico. A Escola Neoclssica, embora admitindo 
que a possibilidade de reciclagem enfraquecia 
suas concepes sobre o capital, no concordava 
que por essa razo a teoria deveria ser 
abandonada. Tal debate ainda prossegue, embora 
com menor mpeto, uma vez que os defensores 
da Escola de Cambridge consideram 
que suas crticas foram comprovadas. Veja tambm 
Escola de Cambridge; Escola Neoclssica; 
Reciclagem; Teoria Neoclssica do Crescimento 
Econmico. 

CONTROVRSIA DO CAPITAL. Veja Controvrsia 
de Cambridge. 

CONTROVRSIA DO MTODO (Methodenstreit). 
Polmica desenvolvida entre Carl 
Menger e Gustav Schmoller no final do sculo 
XIX, considerada um dos principais debates metodolgicos 
na histria da cincia econmica. 
Teve incio com a publicao do livro de Menger 
sobre o mtodo (1883), que recebeu de Schmoller 
uma resenha crtica muito desfavorvel, a qual 
foi respondida com a mesma veemncia por 
Menger no ano seguinte (1884), no The Errors of 
Historicism (Os Erros do Historicismo). Na verdade, 
as crticas de parte a parte estavam enraizadas 
em discordncia mais profunda, e no 
apenas em questes metodolgicas. Enquanto 
Menger acreditava que o comportamento econmico 
implicava um sistema social constitudo 
por indivduos movidos por interesses egostas, 
Schmoller considerava que os indivduos formavam 
grupos, naes, com objetivos e interesses 
grupais, embora tambm individuais. O 
mais importante  que as concepes de Menger 
resultavam e davam especial nfase  primazia 
das polticas liberais (laissez-faire), que deveriam 
ser as mais abrangentes para permitir o funcionamento 
dos mecanismos de ajuste e equilbrio 
dos mercados. As concluses de Schmoller iam 
em direo oposta, supondo a interveno do 
Estado por meio de polticas governamentais 
como as emanadas pelo governo da Alemanha 

recm-unificada. Como o ministro da Educao 
em Berlim dava quase exclusiva preferncia aos 
adeptos de Schmoller na indicao de professores 
universitrios, a polmica incorporou (alm 
das questes do mtodo e da poltica econmica) 
tambm as questes relacionadas com a liberdade 
acadmica, pois os ataques de Menger a 
Schmoller abarcavam toda a comunidade universitria 
composta, em grande medida, de 
"partidrios" deste ltimo. Sobre a importncia 
da teoria e de estudos empricos em economia, 
no entanto, ambos concordavam. As divergncias 
estavam na nfase que se devia dar a cada 
instncia e no desenvolvimento das concluses. 
Menger argumentava que a economia "pura" 
poderia ser desenvolvida por meio de anlises 
lgicas cujas concluses seriam amplamente 
aplicveis e, portanto, teis do ponto de vista 
prtico. Proposies apoiadas em dados empricos, 
no entanto, seriam corretas apenas at os 
limites dos dados em que as proposies se baseassem. 
Na medida em que os dados empricos 
eram sempre parciais e limitados no espao e 
no tempo, as concluses deles emanadas seriam 
problemticas e de generalizao limitada. Proposies 
corretas e de aplicao geral poderiam 
ser desdobradas por meio de rigorosa anlise 
lgica de supostos no limitados no tempo, espao 
ou circunstncias especiais. Para Menger, 
os dados empricos atuariam como uma espcie 
de ponte entre a economia pura (teoria) e as 
questes de poltica aplicada  economia, mas 
advertia que isso s poderia ser feito mediante 
exaustivos estudos empricos. Schmoller tambm 
defendia o uso de estudos empricos e da 
teoria econmica, mas de acordo com uma combinao 
diferente. Ele rejeitava o mtodo lgico 
dedutivo de Menger por trs razes: os pressupostos 
eram irreais, seu elevado nvel de abstrao 
tornava a teoria irrelevante para resolver 
os problemas do mundo real e no continha elementos 
empricos. Dessa forma, a teoria seria 
intil para esclarecer as principais questes com 
as quais os economistas se defrontavam: de que 
maneira se desenvolveram as instituies econmicas 
do mundo moderno, alcanando seu 
presente estgio, e quais so as leis e as regularidades 
que as governam? Para Schmoller, o 
mtodo mais apropriado era a induo dos princpios 
gerais por intermdio dos estudos histrico-
empricos. Veja tambm Menger, Carl; Mtodo; 
Schmoller, Gustav. 

CONVENO DE LOM. Denominao dada 
a uma srie de acordos de comrcio e cooperao 
econmica assinados, a partir de 1975, na capital 
do Togo, entre a Comunidade Econmica Europia 
e pases da frica, do Caribe e do Pacfico. 
Esses acordos substituram e ampliaram o estabelecido 
na Conveno de Yaound entre a Co




munidade Econmica Europia e pases da frica 
e a Repblica Malgaxe. O aspecto mais importante 
desses acordos foi a garantia dada pela 
CEE de eximir de tarifas (e sem exigir reciprocidade) 
todos os produtos manufaturados ou de 
agricultura tropical oriundos desses pases. Veja 
tambm Conveno de Yaound. 

CONVENO DE YAOUND. Conjunto de 
acordos assinados em Yaound (Camares), a 
partir de 1963, entre a Comunidade EconmicaEuropia e a Associao de Pases da frica e 
da Repblica Malgaxe, estabelecendo uma srie 
de polticas recprocas e no-discriminatrias de 
comrcio, ajuda financeira, assistncia tcnica e 
eliminao gradual de barreiras alfandegrias. 
A Conveno de Yaound prevaleceu at 1975, 
quando foi substituda pela Conveno de Lom. 
Veja tambm Conveno de Lom. 

CONVNIO DE TAUBAT. Convnio assinado 
em Taubat (SP), em 1906, por representantes 
dos trs Estados maiores produtores de caf - 
So Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro -, 
com o objetivo de valorizao do produto no 
mercado internacional por meio do controle da 
oferta. As clusulas eram as seguintes: 1) a fim 
de garantir o equilbrio entre a oferta e a demanda 
do caf no mercado internacional, o governo 
federal interviria no mercado para comprar 
os excedentes; 2) o financiamento necessrio 
para essas compras e para a manuteno de 
estoques seria feito mediante emprstimos estrangeiros; 
3) o servio da dvida externa resultante 
seria pago com um imposto em ouro sobre 
cada saca de caf exportada; 4) os governos dos 
pases produtores deveriam desencorajar a expanso 
das plantaes. O ponto vulnervel desse 
acordo residia no fato de o controle ser da 
oferta e no da produo, o que aumentava consideravelmente 
o risco de superproduo. A crise 
econmica mundial de 1929-33 mostrou a extenso 
dessa vulnerabilidade. Veja tambm Crise 
Econmica; Dardanismo. 

CONVERGNCIA, Tese da. Concepo de que 
as economias capitalistas e socialistas, embora 
partindo de pontos completamente opostos, 
convergiriam crescentemente nas formas de 
comportamento, pensamento, instituies e mtodos. 
Essa hiptese foi levantada originalmente 
pelo economista holands Jan Tinbergen, no sentido 
de que tal convergncia seria inevitvel em 
funo da necessidade de padres similares do 
desenvolvimento tecnolgico. Com as transformaes 
ocorridas nos pases do Leste Europeu 
e na ex-Unio Sovitica depois de 1989, a tese 
foi totalmente superada. 

CONVERSO. Mudana das caractersticas de 
uma ao ou ttulo, inclusive nos rendimentos 

CONVEXIDADE 

assegurados. Depois da Segunda Guerra Mundial, 
por exemplo, os ttulos de dvida pblica 
ingleses foram trocados por outros, com juros 
menores. Aes ou debntures podem ser trocadas, 
com mudanas na sua essncia, isto , 
passar de nominativas para ao portador ou de 
ordinrias para preferenciais. Veja tambm 

Consols. 

CONVERSO DAS UNIDADES DE PESOS 
E MEDIDAS. Medidas do Sistema Imperial Ingls 
e do Sistema Consuetudinrio Americano 
e suas converses ao Sistema Mtrico Decimal: 

Ver tabelas nas pgs. 647, 648 e 649. 

CONVERSO DE DVIDA. Troca de ttulos de 
dvida pblica, vencidos ou a vencer, por outros 
com vencimentos a prazo mais longo. Equivale, 
na prtica, a uma rolagem da dvida, j que seu 
vencimento  "empurrado" para o futuro. No 
que se refere  dvida externa de um pas, pode 
consistir na transformao de parte dessa dvida 
em capital de risco, operao que geralmente 
implica um desgio no ato de converso. Veja 
tambm Capital de Risco; Desgio. 

CONVERSIBILIDADE. Originalmente, era a 
possibilidade de trocar-se moeda-papel ou papel-
moeda por seu correspondente em ouro 
amoedado, segundo cotaes determinadas. Durante 
o sculo XX, a conversibilidade existiu no 
Brasil por dois perodos curtos: entre 1906 e 1914 
com a Caixa de Estabilizao, e entre 1926 e 1930 
com a Caixa de Converso. Atualmente, o termo 
indica a situao em que uma moeda  livremente 
trocvel por moedas estrangeiras, segundo 
taxas de cmbio determinadas ou preos estabelecidos 
pela oferta e demanda da moeda. A 
conversibilidade monetria  considerada fundamental 
para o desenvolvimento e a manuteno 
do comrcio internacional. Em contrapartida, 
cria possibilidades de evaso de divisas e 
crises no balano de pagamentos. Por isso, muitos 
pases impem limites  conversibilidade de 
suas moedas. O real, por exemplo, s  conversvel 
em moedas estrangeiras em condies determinadas 
pela poltica cambial - viagens ao 
exterior, por exemplo, e segundo uma quantia-
limite. Veja tambm Caixa de Converso; Caixa 
de Estabilizao; Comrcio Internacional; Padro 
Cmbio-ouro; Padro-Ouro. 

CONVERSOR. Em informtica,  um equipamento 
capaz de transformar dados de uma forma 
para outra, a fim de torn-los adequados a 
um certo equipamento. Um conversor  por 
exemplo uma unidade que transforma quantidades 
analgicas em quantidades digitais. Veja 
tambm Computador. 

CONVEXIDADE. Veja Funo Convexa. 



COOPERATIVA 

COOPERATIVA. Empresa formada e dirigida 
por uma associao de usurios, que se renem 
em igualdade de direitos com o objetivo de desenvolver 
uma atividade econmica ou prestar 
servios comuns, eliminando os intermedirios. 
O movimento cooperativista contrape-se s 
grandes corporaes capitalistas de carter monopolista. 
Conforme a natureza de seu corpo 
de associados, as cooperativas podem ser de produo, 
de consumo, de crdito, de troca e comercializao, 
de segurana mtua, de venda por atacado 
ou de assistncia mdica. As mais comuns so as 
cooperativas de produo, consumo e crdito; 
h ainda as cooperativas mistas, que unem 
numa s empresa essas trs atividades. Na Europa 
e nos Estados Unidos, as cooperativas de 
crdito so a principal fonte do crdito rural, e 
na Unio Sovitica formam a base de economia 
dos kolkhozes. No Brasil, a formao de cooperativas 
 regulamentada por lei desde 1907. Internacionalmente, 
a atividade  incentivada pela 
Aliana Cooperativa Internacional. Veja tambm 

Cooperativismo. 

COOPERATIVISMO. Doutrina que tem por 
objetivo a soluo de problemas sociais por meio 
da criao de comunidades de cooperao. Tais 
comunidades seriam formadas por indivduos 
livres, que se encarregariam da gesto da produo 
e participariam igualitariamente dos bens 
produzidos em comum. Sua realizao prtica 
prev a criao de cooperativas de produo, 
consumo e de crdito. O cooperativismo pretendeu 
representar uma alternativa entre o capitalismo 
e o socialismo, mas sua origem encontra-
se nas propostas dos chamados socialistas 
utpicos. O iniciador deste movimento foi 

o ingls Robert Owen, que patrocinou a criao 
da primeira cooperativa na Europa, a sociedade 
Pioneiros Equitativos de Rochdale, em 1844, integrada 
por teceles. Na Frana, o movimento 
cooperativista representou uma negao do capitalismo 
e foi incentivado por Charles Fourier, 
Saint-Simon e Louis Blanc, os quais procuraram 
organizar cooperativas de produo, principalmente 
com os artesos arruinados pela Revoluo 
Industrial. Mais tarde, em lugar do contedo 
socialista, o cooperativismo adquiriu caractersticas 
mais atenuadas de reforma social, nas formulaes 
de Beatrice Potter Webb, Luigi Luzzatti 
e Charles Gide. No Brasil, o cooperativismo 
iniciou-se no final do sculo XIX, principalmente 
no meio rural. Atualmente,  regulamentado por 
leis especiais e subordinado ao Conselho Nacional 
de Cooperativismo, rgo do Ministrio 
da Agricultura. Conta ainda com uma instituio 
financeira especial, o Banco Nacional de Crdito 
Cooperativo. Veja tambm Banco Nacional 
de Crdito Cooperativo; Fourier, Charles; Gide, 
Charles; Owen, Robert; Webb, Beatrice. 
COOPETITION. Termo em ingls constitudo 
das palavras cooperation (cooperao) e competition 
(concorrncia), isto , uma contradio em 
termos, na medida em que se trata de uma cooperao 
entre competidores. Este conceito  aplicado 
nos casos em que empresas competidoras, 
mas desejosas de criar um novo mercado ou de 
reduzir riscos que envolvem investimentos vultosos 
em inovaes, cooperam entre si, at que 

o resultado seja alcanado, para ento continuar 
em sua trilha de competio. No  raro encontrar 
empresas que se enfrentam ferozmente em 
determinados mercados, cooperando amistosamente 
em outros. Por exemplo, as empresas Sun, 
IBM, Apple e Netscape entraram num processo 
de cooperao para sustentar o novo programa 
para computadores Java, a fim de enfraquecer 
a Microsoft. A linha divisria entre o que vem 
sendo denominado coopetition e a formao de 
cartis no  muito clara. As instituies encarregadas 
de zelar pela manuteno da concorrncia 
ainda no definiram tais limites, que separam 
as duas formas de comportamento. Fatalmente, 
sero levadas a faz-lo e at mesmo 
a consolidar uma legislao correspondente, na 
medida em que essa aproximao entre empresas 
possa resultar em benefcios para o pblico. 
Veja tambm Cartel; Concorrncia. 
COORDENADAS CARTESIANAS. Mtodo de 
representao grfica no qual se constroem duas 
linhas perpendiculares, sendo a horizontal denominada 
"eixo de X " e a vertical, "eixo de Y". 
O ponto de interseco chama-se "origem" e designa-
se pela abreviao "0", ou o ponto zero a 
partir do qual medem-se as distncias horizontais 
e verticais. 

COPELAO. Veja Ouro. 

COPEQUE. Veja Rublo. 

COPYRIGHT. Direito de cpia ou de reproduo, 
em ingls. Direito de propriedade que tem 

o autor de uma obra literria, artstica ou 
cientfica. 
CORBISIER, Roland. Veja ISEB. 

CORD. Medida de volume para madeira utilizada 
nos Estados Unidos, equivalente a uma pilha 
de 4 ps de altura por 4 ps de largura e 8 
ps de comprimento. Veja tambm Sistemas de 
Pesos e Medidas; Unidades de Pesos e Medidas. 

CRDOBA. Unidade monetria da Nicargua. 
Submltiplo: centavo. 

CORECON - Conselho Regional de Economia. 
rgo estadual vinculado ao Cofecon, que 
tem por finalidade zelar pelo exerccio da profisso 
em nvel estadual, proporcionando inclusive 
a habilitao legal mediante registro pro




fissional. O Corecon  responsvel tambm pelo 
registro de pessoas jurdicas que exeram a atividade 
de economista. Os membros do Corecon 
(conselheiros) tm seus cargos renovados em 
um tero de seu nmero a cada ano. 

CORN BELT. Expresso que designa as regies 
onde se cultivam os principais cereais, como trigo, 
arroz, cevada, milho etc. Em sentido estrito, 
corn significa "milho", mas no sentido genrico 
refere-se ao cereal mais importante de uma regio 
(na Europa e nos Estados Unidos, geralmente 
o trigo). Assim, a traduo mais apropriada 
seria "cinturo cerealista". 

CORN-HOG RATIO. Expresso em ingls que 
significa o coeficiente determinado pelo nmero 
de bushels de milho igual em valor de cem libras-
peso de carne de porco. Este coeficiente indica 
- dados os preos de mercado dos dois 
produtos - se os fazendeiros tendero a vender 

o milho que produzirem ou o utilizaro para 
alimentar seus porcos e vender a carne destes 
no mercado. 
CORN LAWS (Leis dos Cereais ou Leis do Trigo). 
Legislao inglesa que restringia a importao 
de cereais. Essas leis existiam desde a Idade 
Mdia, mas se tornaram uma questo central 
na primeira metade do sculo XIX, gerando acirrada 
polmica entre donos de terras e industriais. 
O isolamento imposto  Inglaterra durante 
as guerras napolenicas contribuiu para a elevao 
dos preos dos cereais, particularmente o 
trigo, beneficiando os donos de terras, que tinham 
a maioria no Parlamento e queriam manter 
as restries s compras de trigo russo, norte-
americano e francs. Como o preo dos cereais 
ingleses era muito alto, isso resultava numa 
presso constante sobre os salrios, pois os trabalhadores 
tinham nos cereais seu gasto principal. 
Os industriais, sobretudo de Manchester 
(centro da produo de tecidos), insurgiram-se 
contra a manuteno das restries impostas pelas 
Corn Laws, pois de um lado queriam baratear 
o preo de mo-de-obra (via importao de 
trigo mais barato) e, de outro, queriam intensificar 
a exportao de produtos industriais para 
a Rssia, os Estados Unidos, a Frana e outros 
pases, que s podiam pagar esses produtos com 
gneros alimentcios. Era a poltica do livre-cambismo. 
A discusso ps em confronto no s 
industriais e latifundirios, mas tambm os economistas 
clssicos: Malthus colocou-se ao lado 
dos proprietrios rurais, e Ricardo (que era tambm 
deputado) tomou o partido dos industriais. 
No seu trabalho terico, Ricardo procurou ainda 
ligar o preo dos cereais aos problemas de repartio 
da renda, crescimento da populao, 
aumento da renda diferencial, salrios e desenvolvimento 
do comrcio internacional. A pol-

CORONELISMO 

mica sobre as Corn Laws acentuou-se entre 1838 
e 1846, com a mobilizao promovida pela Liga 
contra as Corn Laws (criada pelos industriais) 
e que recebeu a adeso de trabalhadores. Essa 
questo, em particular, foi tratada por Marx em 
seu Discurso sobre o Livre-cambismo. 

CORNER. Termo em ingls que significa uma 
situao na qual um investidor ou um grupo 
articulado de investidores controla a maior parte 
da oferta de uma ao ou ttulo, podendo influir 
decisivamente sobre suas cotaes. Desse termo 
deriva a expresso cornering the market, que significa 
uma compra volumosa de um ttulo ou 
commodity de tal forma que o(s) comprador(es) 
passa(am) a deter o controle dos respectivos preos. 
Quando isso acontece, aqueles que porventura 
tenham vendido a descoberto, isto , venderam 
um volume maior do que os ttulos possudos, 
devero pagar cotaes muito elevadas 
para honrar seus contratos. Embora esta prtica 
seja considerada ilegal na maioria das Bolsas de 
Valores, ela continua sendo praticada. Veja tambm 
Bolsa de Valores. 

COROA. Unidade monetria da Islndia (Nova 
Coroa Islandesa; Submltiplo: aurar), da Dinamarca 
(Coroa Dinamarquesa; submltiplo: ore), 
da Noruega (Coroa Norueguesa; submltiplo: 
ore), da Sucia (Coroa Sueca; submltiplo: ore), 
da Repblica Tcheca (Coroa Tcheca; submltiplo: 
halru). Territrios e dependncias: Groenlndia 
(Dinamarca, Coroa - ore), Ilhas Faro 
(Dinamarca, Coroa - ore), Sual Bard (Noruega, 
Coroa - ore). 

CORONELISMO. Termo que designa, no Brasil, 
o tipo social do grande proprietrio rural de 
comportamento desptico e patriarcal que, por 
fora do consenso geral de um sistema de obrigaes 
e favores, confunde em sua pessoa 
atribuies de carter privado e pblico. O "coronel" 
protege e sustenta economicamente seus 
agregados, exigindo deles obedincia e fidelidade 
a sua chefia poltica. O termo surgiu no perodo 
da Regncia, com a criao da Guarda Nacional, 
em 1831, um corpo militar formado por 
cidados armados em que o governo confiava 
e que atuou vrias vezes na represso a movimentos 
internos de rebeldia. Posteriormente, a 
Guarda Nacional perdeu sua funo militar, tornando-
se meramente honorfica e decorativa. O 
posto de coronel, o mais elevado da guarda, era 
concedido aos indivduos de maior fora econmica 
e poltica nos municpios, em geral grandes 
proprietrios rurais. Com o correr do tempo, 

o termo "coronel" passou a designar os fazendeiros 
mais abastados que, em cada municpio, 
ocupavam posies de liderana poltica, tornando-
se os pontos de apoio locais do ordenamento 
poltico que caracterizou a Primeira Re


CORPORAO 

pblica (1889-1930). O grande proprietrio rural 
estendia seu domnio econmico e poltico a centenas 
e at milhares de pessoas, que dependiam 
dele como agregados, meeiros ou colonos, tipificando-
se no exerccio de um poder mercantil 
e patriarcal-patrimonial. Embora produzisse 
para o mercado, muitas vezes para o mercado 
externo, o "coronel" comportava-se como patriarca 
e chefe de clientela em seus domnios. 
Em torno do latifndio, formava-se uma teia de 
reciprocidades e de lealdades mtuas. Em troca 
de emprego, de um pedao de terra para cultivar, 
de emprstimos ou outros "favores", os 
agregados deviam incondicional fidelidade ao 
partido do coronel. A aplicao do sistema eleitoral 
pelo regime republicano, em vez de solapar 
a fora do coronelismo, conservou-lhe e deu-lhe 
feio particular. O voto, teoricamente livre, continuou 
a ser, no Interior do pas, um "voto de 
cabresto", cegamente atribudo pelo eleitorado 
dependente economicamente aos candidatos de 
seu chefe poltico, que impunha ainda seu domnio 
eleitoral com as "atas falsas" e "eleies 
de bico de pena". Desse modo, durante a Primeira 
Repblica, o poder central apoiou-se nos 
coronis, que dele obtinham todas as prerrogativas 
no setor municipal, onde controlavam a 
vida econmica e poltica e dominavam o aparelho 
administrativo, judicirio e policial. A partir 
de 1930, com o desenvolvimento e crescimento 
da economia industrial e da urbanizao, com 

o peso cada vez maior da classe operria e das 
camadas mdias urbanas, e com a adoo do 
voto secreto e o aperfeioamento do poder central 
nos municpios, o sistema de coronelismo 
passou a enfraquecer-se, entrando em irreversvel 
decadncia nas ltimas dcadas. Isso se 
deu com a transformao das grandes propriedades 
rurais em empresas agrcolas capitalistas, 
nas quais a mo-de-obra  assalariada e obrigada 
a grande mobilidade, no permitindo vnculos 
de dependncia pessoal. Outros fatores que solaparam 
as bases polticas do coronelismo foram 
a modernizao dos meios de transporte 
e comunicao e a cada vez maior presena 
do poder central nos municpios. Veja tambm 
Patriarcalismo. 

CORPORAO. Associao profissional de comerciantes 
ou artesos da Idade Mdia. Conhecidas 
tambm como confrarias, grmios, fraternidades 
ou guildas, as corporaes situavam-se nas 
cidades e comunas medievais. Desenvolveram-
se entre os sculos XII e XIV, acompanhando o 
processo do renascimento comercial. Foi na Itlia 
onde mais proliferaram; na Frana, perduraram 
at 1791, quando foram abolidas por lei. 
Eram organizaes fechadas, cujos membros 
monopolizavam o exerccio de determinada profisso 
ou atividade comercial. Numa comuna, 

s podia ser pedreiro quem pertencesse  corporao 
dos pedreiros ou s podia ser comerciante 
de l quem fizesse parte da guilda correspondente. 
At os mendigos tinham suas corporaes. 
As atividades de cada membro da corporao 
eram regulamentadas por estatutos, 
cuja violao era punida severamente pelos prprios 
tribunais da entidade - um privilgio que 
era comprado ao senhor feudal. A corporao 
controlava a qualidade da produo artesanal 
de seus membros, determinava o preo das mercadorias, 
fiscalizava o aprendizado de ajudantes 
e jornaleiros (que recebiam por dia ou jornada 
de trabalho) e realizava exames de capacitao 
para o aprendiz tornar-se mestre arteso e poder 
ingressar na corporao. As corporaes tambm 
tiveram importante papel poltico. Muitas 
cidades eram totalmente controladas pelas corporaes 
dos comerciantes; estes impediam a 
participao poltico-administrativa das associaes 
artesanais, que se sublevaram vrias vezes 
contra isso. Em troca de privilgios, muitas corporaes 
apoiaram os reis na luta contra os senhores 
feudais, durante o processo de formao 
dos Estados Nacionais. 

CORPORAO FINANCEIRA INTERNACIONAL 
(International Finance Corporation). 

Agncia financeira das Naes Unidas criada em 
1956 e filiada ao Banco Mundial (Bird). Destina-
se a prestar ajuda - nas formas de crdito 
a longo prazo ou subscrio de capital - a empresas 
privadas em pases subdesenvolvidos, 
sem necessidade de garantias governamentais. 
Pode tambm investir em novos empreendimentos, 
mas essa participao limita-se, geralmente, 
a 25% do investimento total. Edita um 
relatrio anual (Annual Reports). 

CORPORATIVISMO. Doutrina que prega a 
harmonizao dos desajustes da economia de 
mercado e dos conflitos sociais por meio da criao 
de um sistema de corporaes (unidades 
profissionais) formadas por representantes de 
patres e empregados. A corporao, eficiente 
e autodisciplinada, regulamentaria as relaes 
entre capital e trabalho, organizaria a produo 
e seus limites, respondendo ainda pela qualidade 
dos produtos e pela comercializao. O corporativismo 
abrange vrias tendncias doutrinrias, 
algumas enfatizando os problemas econmicos 
e sociais, outras voltando-se mais para 
a ao do Estado como criador, controlador e 
beneficirio do sistema corporativo. Todas cultuam 
o dirigismo estatal, visto como caminho 
intermedirio entre o liberalismo e o socialismo, 
ambos condenados. As doutrinas corporativistas 
surgiram no final do sculo XIX como reao 
ao espontanesmo do liberalismo econmico 
para resolver os desequilbrios do mercado, e 



ao coletivismo defendido pelos socialistas. Consideravam 
a luta de classes algo artificial, desagregador 
e que deveria ser destrudo por meio 
da conciliao dos interesses conflitantes criados 
pelo capitalismo. Influenciados pelo catolicismo 
tradicionalista e pelo saudosismo medieval, os 
defensores do corporativismo viam nas corpo-
raes romanas e medievais o padro do mecanismo 
conciliador, capaz de unir interesses de 
patres e empregados, como no passado unia 
os de mestres e aprendizes e controlava a produo 
artesanal. O ideal corporativista surgiu 
com a obra de La Tour du Pin, a ao parlamentar 
de Albert de Mun e as publicaes da 
revista Association Catholique, que se empenharam 
na busca de uma ordem social crist que 
amenizasse os problemas sociais gerados pela 
Revoluo Industrial. Esse ideal foi uma das inspiraes 
da encclica Rerum Novarum (1891) e 
influenciou muitos intelectuais europeus, entreeles o socilogo mile Durkheim. Foi na dcada 
de 20, em decorrncia dos efeitos da Primeira 
Guerra Mundial e da crise econmica, que o corporativismo 
se concretizou como poltica de Estado, 
particularmente na Itlia de Mussolini e 
no regime salazarista portugus. Na Itlia, foi 
oficializado em 1934, com a criao das 22 corporaes 
subordinadas ao Ministrio das Corporaes: 
eram formadas por representantes de 
patres, empregados, tcnicos e representantes 
do Partido Fascista; no topo do sistema ficava 

o Conselho Nacional das Corporaes, integrante 
da Camera dei Fasci e delle Corporazioni - que 
substituiu a Cmara dos Deputados. Os membros 
das corporaes, nomeados pelo governo, 
atuavam nas questes trabalhistas e na regulamentao 
da economia. Toda essa estrutura tinha 
por base uma nova organizao sindical, 
estreitamente vinculada ao Estado e estruturada 
no por setor industrial, mas por profisso. O 
corporativismo aboliu, na teoria e na prtica, o 
pluralismo sindical, considerado um dos males 
do liberalismo. No Estado corporativo, os sindicatos, 
para no desenvolver atividades tidas 
como anti-sociais, tornam-se coisa pblica, 
apndices do Estado para servir de instrumentos 
de conciliao e de paz social. Foi essa a poltica 
sindical imposta pelo corporativismo fascista na 
Itlia e em Portugal, e que tambm inspirou a 
regulamentao das atividades sindicais no Brasil 
a partir de 1930. Um dos principais tericos 
do corporativismo brasileiro foi Oliveira Viana, 
que via como uma aplicao dos princpios corporativistas 
a tendncia crescente de interveno 
do Estado na economia e a poltica desenvolvida 
pelos monoplios capitalistas em relao ao controle 
dos mercados e ao dimensionamento da 
produo. 
CORPUS. Veja Trust. 

CORREO PREFIXADA 

CORREO CAMBIAL. Atualizao das taxas 
cambiais, segundo a poltica econmica governamental 
e a situao interna do pas. Uma inflao 
elevada pode provocar violento aumento 
de custos dos produtos para exportao: acelerando-
se a correo cambial, pode-se evitar que 
os aumentos de custo internos dificultem as exportaes. 
A correo cambial pode ser utilizada 
tambm como um indexador de valores 
de contratos, especialmente nas compras de 
bens durveis a prazo. Veja tambm Desvalorizao; 
Maxidesvalorizao; Poltica Cambial; 
Valorizao. 

CORREO MONETRIA. Mecanismo financeiro 
criado em 1964 pelo governo Castelo Branco. 
Consiste na aplicao de um ndice oficial 
para o reajustamento peridico do valor nominal 
de ttulos de dvida pblica (Obrigaes Reajustveis 
do Tesouro Nacional) e privados (letras 
de cmbio, depsitos a prazo fixo e depsitos 
de poupana), ativos financeiros institucionais 
(FGTS, PIS, Pasep), crditos fiscais e ativos patrimoniais 
das empresas. Os ndices de correo 
monetria so calculados de acordo com a taxa 
oficial de inflao, tendo por objetivo compensar 
a desvalorizao da moeda. Com a decretao 
do Plano Cruzado, em fevereiro de 1986, e a 
criao da Obrigao do Tesouro Nacional (OTN) 
em substituio  ORTN, a correo monetria 
foi eliminada, sendo reintroduzida a partir de 
1987, quando a inflao retornou a nveis muito 
elevados. Novamente, em 1991, em decorrncia 
do Plano Collor 2, a correo monetria foi oficialmente 
abolida com a extino do Bnus do 
Tesouro Nacional (BTN). Com o recrudescimento 
da inflao, a correo monetria volta a ser 
praticada at a adoo do Plano Real (1/7/1994), 
quando  outra vez desativada. Veja tambm 

Plano Cruzado; Plano Real; Plano Vero. 

CORREO MONETRIA PREFIXADA. Veja 
Correo Prefixada. 

CORREO PREFIXADA. Mecanismo de poltica 
econmica pelo qual as autoridades determinam, 
antecipadamente, qual ser a desvalorizao 
da moeda em determinado perodo. Essa 
poltica, em geral, exige tambm prefixao da 
correo cambial. Baseia-se na premissa de que 
com uma correo prefixada (quase sempre subvalorizada), 
as expectativas inflacionrias podero 
ser mais bem controladas, com resultados 
benficos no verdadeiro comportamento dos 
preos. Em geral, no Brasil, tem sido adotada a 
correo ps-fixada. O termo tambm indica os 
ttulos cujo rendimento  determinado antecipadamente. 
Nesses casos, os investidores esto 
sempre jogando contra a inflao: se diminuir, 
ganham mais; se aumentar, perdem. 



CORRELAO 

CORRELAO. Grau em que duas variveis 
esto relacionadas linearmente, seja por meio de 
causalidade direta, indireta ou por probabilidade 
estatstica. A correlao  medida geralmente 
pelo coeficiente: 

S x . y

r = ,

vS x2 vS y2

.......

onde x e y so os desvios das mdias das duas 
variveis respectivamente. Este coeficiente pode 
assumir valores entre -1 e 1. O primeiro indica 
uma perfeita correlao negativa e o segundo, 
uma perfeita correlao positiva, enquanto o valor 
0 (zero) ou prximo de zero indica no haver 
correlao entre as duas variveis. Valores prximos 
dos extremos indicam a existncia de correlao, 
seja ela positiva ou negativa; valores 
afastados dos extremos indicam no haver correlao 
entre as variveis.  necessrio considerar, 
no entanto, que o coeficiente r indica apenas 
a medida em que duas variveis esto linearmente 
relacionadas, pois duas variveis podem 
estar perfeitamente relacionadas de forma no-
linear como, por exemplo, y = x2, e resultar num 
valor muito baixo para r. 

CORRELAO DE POSTOS (Coeficiente de). 

A correlao de postos  um conceito estatstico 
que significa a dependncia estatstica entre os 
pares de postos de um mesmo conjunto de indivduos 
relativamente a duas classificaes, 
sendo uma delas tomada como ponto de referncia, 
e o seu coeficiente Pi calculado da seguinte 
maneira: suponhamos dez indivduos 
portadores de certo atributo que, pela apreciao 
de dois observadores, so classificados por ordem 
decrescente (ou por um observador, segundo 
dois atributos). Uma dessas observaes 
pode ser tomada como ponto de referncia ou 
fundamental e seus elementos substitudos pela 
seqncia 1, 2, 3, .... 10, nmeros estes que passaro 
a identificar os indivduos. Ento teremos 
as seguintes sries: 
a) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10; 
b) 2 4 1 3 6 5 7 10 9 8. 
Comparando-se cada elemento de b) com os seguintes, 
conta-se +1 se for menor, e -1 se for 
maior. O mesmo se faz com o segundo termo, 
comparando-o aos sucessivos e assim por diante. 
A soma algbrica de todos esses valores ser 
equivalente a W, e o Coeficiente de Correlao 
de Postos p ser igual a p = 2W/n(n-1). Se a 
correspondncia entre as duas classificaces for 
perfeita e direta, p = +1; se perfeita mas inversa, 
p = -1; se for igual a zero, inexistir correlao. 
No exemplo anterior, p ser igual a W = 32 e 
p = 2 x 32/90 = 0,711. 

CORRELAO FALSA. Situao em que duas 
variveis aparecem altamente relacionadas, mas, 

na verdade, um fenmeno nada ou pouco tem 
a ver com o outro. Por exemplo, a freqncia 
de aparecimento das manchas solares e a freqncia 
de casamentos no interior da Bahia. Estes 
fenmenos podem encontrar-se estatisticamente 
correlacionados, mas eles no se determinam 
reciprocamente. 

CORRETAGEM. Atividade do intermedirio entre 
o vendedor e o comprador de ttulos, propriedades 
imobilirias etc. Nas Bolsas de Valores 
brasileiras, as taxas de corretagem variam 
cumulativamente de acordo com o montante da 
operao, desde 1,5% para valores menores, at 
0,5% para valores maiores. Nos casos de propriedades 
imobilirias, esta taxa costuma ser 
maior. O profissional que realiza esta atividade 
denomina-se corretor. Veja tambm Broker; 
Jobber. 

CORRETOR. Veja Corretagem. 

CORRIDA BANCRIA. Saques generalizados 
que depositantes fazem em seus bancos devido 
 perda de confiana na solvncia dos bancos 
ou por notcias alarmantes sobre iminncia de 
guerra, cataclismos etc. No passado, as corridas 
se caracterizavam pela presena dos depositantes 
nos guichs dos bancos. Hoje, com os sistemas 
eletrnicos integrados, uma corrida pode 
acontecer de forma silenciosa ("corrida silenciosa"), 
isto , por ordens de saque emitidas pelos 
sistemas integrados de computadores, nos quais 
os depositantes transferem seus depsitos de 
um banco para outro ou fazem aplicaes em 
instituies que representem maior segurana. 
Geralmente, quando uma corrida se generaliza, 
as autoridades monetrias autorizam o fechamento 
temporrio dos bancos declarando feriados 
bancrios mais ou menos longos. Muitos 
bancos, no entanto, podem quebrar (isto , fechar 
suas portas unilateralmente) antes que a 
autorizao chegue. 

CORRIDA SILENCIOSA. Veja Corrida Bancria. 

CORTE TRANSVERSAL, Anlise de. Mtodo 
de estudo econmico que consiste em fazer o 
levantamento de uma "fatia" da populao ou 
de setores produtivos, em determinado perodo 
de tempo. Esses dados so posteriormente extrapolados 
para o resto de cada conjunto que 
estava representado no corte. Exemplo de anlise 
de corte transversal  a Pesquisa Nacional 
por Amostragem Domiciliar (PNAD), realizada 
anualmente pelo IBGE, com o intuito de conhecer 
constantemente a variao do comportamento 
econmico dos vrios segmentos da populao. 
Esses dados, depois de extrapolados, servem 
de base para dar o peso relativo de cada 
produto no cmputo da inflao, do custo de 
vida e do INPC. 



CORUMBA. Veja Bia-fria. 

CORVIA. Trabalho gratuito que o campons, 
notadamente na primeira fase da Idade Mdia, 
era obrigado a prestar ao senhor feudal. Este 
dividia suas terras em parcelas ou glebas - retendo 
uma parte e entregando o restante a seus 
servos - para que fossem por eles lavradas. Os 
servos eram obrigados a trabalhar a terra do senhor 
feudal com seus prprios instrumentos de 
trabalho, durante alguns dias por semana, durao 
que variava de regio para regio, mas 
que em todos os casos representava uma carga 
consideravelmente pesada para o servo. Veja 
tambm Jobagie. 

CO-SENO. Veja Funes Trigonomtricas. 

COSIPA - Companhia Siderrgica Paulista. 

Empresa de economia mista do grupo Siderbrs, 
produtora de ao e laminados planos. Localizada 
em Cubato (SP), foi criada em 1953 com 
recursos do BNDES, em colaborao com o governo 
do Estado. Em 1975, seu controle acionrio 
passou do BNDES para a Siderbrs, que detinha 
95% do seu capital social. Em 1983, a Cosipa 
comeou a operar sua primeira unidade, 
com capacidade inicial de produo de 500 mil 
toneladas de ao por ano. Em 1965, inaugurou 
seu complexo siderrgico integrado, a usina Jos 
Bonifcio de Andrada e Silva, que ocupa uma 
rea de 10,5 milhes de m2 e se distribuiu por 
dezenove unidades fabris, para a transformao 
das matrias-primas em ao e seu processamento 
em laminados planos no-revestidos. A usina 
est localizada a 70 km do plo industrial da 
capital paulista, o maior e mais importante do 
pas, e liga-se ao porto de Santos (tambm o 
maior do pas) por um canal de acesso de 5 km 
de extenso. Seu terminal martimo recebe toda 
a matria-prima destinada  produo de ao, 
procedente de outros Estados brasileiros e do 
exterior. Tambm desse terminal saem suas exportaes, 
que representam parcela substancial 
das exportaes brasileiras de ao. Foi privatizada 
no dia 20 de agosto de 1993, tendo sido 
adquirida pela Usiminas por intermdio da 
Brastubo. 

COSSA, Luigi (1831-1896). Nasceu na Itlia e 
foi professor de economia poltica na Universidade 
de Pdua, de 1858 at sua morte. Sua influncia 
se exerceu menos pela obra que produziu 
diretamente e mais pelos alunos que teve.
 considerado um dos "socialistas de ctedra" 
italianos e como tal foi acusado por Ferrara de 
ser "germanfilo, socialista e corruptor da juventude 
italiana". Cossa foi muito influenciado 
por Roscher - com quem estudou - e aceitava 
a idia da relatividade histrica das leis econmicas. 
Tambm admitia que o protecionismo, 

COTAO 

em certos casos e condies, permitia grande 
progresso da indstria. A fama de Cossa deve-se 
tambm, em boa medida, aos ensaios bibliogrficos 
que publicou, como o Guida allo Studio 
dell'Economia Politica (Guia para o Estudo da 
Economia Poltica), 1876, reeditado com ampliaes 
em 1892, com o ttulo Introduzione allo Studio 
dell'Economia Poltica (Introduo ao Estudo da 
Economia Poltica). 

COST PLUS. Expresso em ingls da rea do 
clculo tarifrio (energia eltrica, transportes 
etc.) que consiste no retorno sobre o investimento 
feito (modelo tradicional), que se diferencia 
do sistema britnico do "preo-teto" ou price cap, 
que implica na cobrana de um determinado 
preo por um servio, mesmo que no seja remunerativo 
do capital empregado. 

COSTA, Artur de Sousa (1893-1957). Financista 
e poltico brasileiro, presidente do Banco da 
Provncia do Rio Grande do Sul e, em 1931, do 
Banco do Brasil. Ocupou a pasta da Fazenda de 
1934 at a deposio de Vargas, em 1945. Nesse 
perodo, empreendeu a reforma tributria e reorganizou 
o sistema de arrecadao de impostos, 
gerando recursos para o Estado impulsionar o 
processo de industrializao do pas. Entre 1940 
e 1944, efetuou a renegociao da dvida externa 
brasileira, tendo antes suspenso o pagamento 
de juros e parcelas de amortizao aos credores. 
Nessa poca introduziu o regime de cmbio livre, 
criou o Banco de Crdito da Borracha, fundou 
a Companhia Vale do Rio Doce e instituiu 

o cruzeiro como padro monetrio brasileiro. Foi 
tambm o criador da Cacex (Carteira de Exportao 
do Banco do Brasil) e da Sumoc (Superintendncia 
da Moeda e do Crdito). Foi deputado 
federal pelo Partido Social Democrtico (PSD) 
de 1946 at sua morte, em 1957. 
COT. Veja BOT. 

COTA. Tambm denominado "quota" no mbito 
do comrcio internacional,  o limite quantitativo 
para a importao de determinados produtos, 
especialmente os primrios. A limitao 
por cotas  considerada mais efetiva que as tarifas 
diferenciadas de importao, pois no depende 
da elasticidade da demanda. Cota  tambm 
a frao com que cada scio participa do 
capital de uma sociedade por cotas de responsabilidade 
limitada. 

COTAO. Preo de cada um dos ttulos, aes, 
moedas estrangeiras ou mercadorias que esto 
sendo transacionadas. O termo  usado principalmente 
nas Bolsas de Valores ou de Mercadorias. 
A Cotao de Abertura  a primeira cotao 
de uma ao num dia de prego; a Cotao 
de Fechamento  a ltima negociao com uma 
ao num dia de prego; a Cotao Mxima  



COTAO DE ABERTURA 

a mais elevada que uma ao teve durante um 
prego; a Cotao Mnima  a mais baixa que 
uma ao teve num prego, e a Cotao Mdia 
 o preo mdio pelo qual uma determinada 
ao foi negociada em Bolsa durante um prego. 

COTAO DE ABERTURA. Veja Cotao. 

COTAO DE FECHAMENTO. Veja Cotao. 

COTAO DO BLACK. Veja Black. 

COTAO MXIMA. Veja Cotao. 

COTAO MDIA. Veja Cotao. 

COTAO MNIMA. Veja Cotao. 

COTTAGE ECONOMY. Ttulo de um livro escrito 
por William Cobbett, jornalista e escritor 
que exerceu grande influncia no incio do sculo 
XIX. O livro consistia numa espcie de economia 
domstica rural, e com ele o autor procurava 
fazer reviver as atividades domsticas e 
familiares. Dava conselhos sobre como preparar 
a cerveja em casa, no apenas por ser mais econmico, 
mas tambm porque era um estmulo 
para que os homens passassem as noites em casa 
em vez de ir para a taverna se embebedar. Para 
Cobbett, uma mulher que no soubesse fazer 
po era "indigna de confiana" e "um peso para 
a comunidade". Ele assegurava aos pais que a 
melhor maneira de garantir um bom casamento 
para as filhas era conseguir que elas se tornassem 
"destras, hbeis e ativas nas tarefas indispensveis 
de uma famlia". As covinhas e as 
faces rosadas no bastavam. Saber fazer po e 
cerveja, desnatar o leite e fabricar manteiga  
que permitia a uma mulher que fosse uma pessoa 
digna de respeito. Haveria outra imagem 
mais tocante para o Senhor do que a de um 
"trabalhador que, voltando do trabalho duro 
num dia frio de inverno, senta-se com sua mulher 
e filhos em volta de um bom fogo, enquanto 

o vento assobia na chamin e a chuva tamborila 
no telhado?". 
COULISSE. Um dos mercados de ttulos na Bolsa 
de Valores de Paris. O Parquet, no andar principal, 
tambm denominado Corbeille,  onde os 
ttulos mais importantes so comercializados. O 
papel da "Pequena Coulisse"  anlogo ao desempenhado 
pela American Stock Exchange em 
relao  Bolsa de Nova York, isto , o local 
onde os ttulos de importncia secundria so 
transacionados. Veja tambm American Stock 
Exchange; Curb Market. 

COULOMB. Unidade de medida da quantidade 
de eletricidade que passa por um ponto de um 
fio (condutor eltrico) em um tempo determinado. 
O nome tem origem no fsico francs 
Charles Coulomb. Veja tambm Ampre; Ohm; 
Unidades de Pesos e Medidas; Volt; Watt. 

COUNTERVAILING DUTY. Expresso em ingls 
que significa literalmente "taxa contrabalanadora", 
isto , uma taxa alfandegria introduzida 
acima dos tributos de importao de um 
produto com o propsito especfico de neutralizar 
ou contrabalanar um subsdio s exportaes, 
ou um dumping praticado pelo pas de 
origem desse produto. Veja tambm Dumping. 

COUNTERVAILING POWER. Expresso em 
ingls que significa literalmente "fora contrabalanadora", 
e que consiste num conceito desenvolvido 
por John Kenneth Galbraith, segundo 
o qual um excessivo poder econmico por 
parte de um grupo pode ser combatido e neutralizado 
pela fora de um grupo contrrio. O 
exemplo mais freqentemente citado  o de um 
empregador (ou grupo de empregadores) poderoso 
recebendo a oposio de um poderoso sindicato 
(ou de um grupo de sindicatos). 

COUNTRY LIMIT. Expresso em ingls utilizada 
no mercado financeiro internacional para 
designar o limite colocado por um banco no total 
de emprstimos a ser concedido a devedores 
tanto pblicos como privados de um pas. Esse 
teto  estabelecido pela direo de cada banco 
e pode ser ampliado, dependendo das garantias 
proporcionadas pelo pas devedor. 

COUNTRY OF ORIGIN. Veja Pas de Origem. 

COUNTRY RISK. Risco que os devedores tanto 
pblicos como privados de um determinado 
pas representam para os bancos de outros pases 
que concedem crditos ao primeiro. 

COUPLING-UP. Expresso em ingls que significa 
dobrar um turno de trabalho para garantir 
a continuidade da produo. Empregados que 
tenham responsabilidades de dobrar turnos podem 
receber adicionais de salrio especiais. 

COUPON. Veja Cupom. 

COUPON BONDS. Expresso em ingls que 
significa ttulos ao portador, isto , no registrados 
em nome do possuidor, ao contrrio dos 
registered bonds, que so nominativos. Os coupon 
bonds so pagveis ao portador, os ttulos mudando 
de mos sem necessidade de endosso. 
Os juros sobre esses ttulos so recebidos (em 
geral semestralmente) destacando os cupons na 
medida do seu vencimento e apresentando-os 
ao emissor (a organizao devedora) ou ao agente 
fiscal (financeiro) do emissor.Veja tambm 

Zero Coupon Bond. 

COUPON RATE. Expresso em ingls que significa 
um ttulo que traz declarada a taxa de 
juros que proporcionar. 

COUPONS. Certificados anexados a um ttulo 
e que representam os montantes de juros devi




dos no prazo de vencimento, estabelecidos na 
prpria emisso do ttulo. 

COURNOT, Antoine Augustin (1801-1877). Filsofo 
e professor de matemtica francs, um dos 
precursores da Escola Neoclssica (juntamente 
com Thnen e Gossen) por sua contribuio  
teoria do valor-utilidade. Seu livro Recherches sur 
les Principes Mathmatiques de la Thorie des Richesses 
(Pesquisas sobre os Princpios Matemticos 
da Teoria das Riquezas), de 1838,  considerado 
o ponto de partida da teoria matemtica 
em economia. Nessa obra, ele considera que o 
nico fundamento da riqueza  o valor da troca. 
Mostra que relaes de mercado como demanda, 
preo e oferta podem ser expressas em equaes 
funcionais e que as leis econmicas podem ser 
formuladas em linguagem matemtica. A parte 
central dos Principes  uma teoria dos preos de 
monoplio, em que o autor chega a determinar 
com preciso, em funo da demanda de um 
bem, o preo que ser fixado pela empresa. As 
aplicaes matemticas de Cournot aos problemas 
do preo no regime de concorrncia perfeita, 
de monoplio ou do que se conhece hoje 
como duoplio foram esquecidas por muito 
tempo e s retomadas por marginalistas como 
Jevons e Walras. Escreveu ainda Exposition de la 
Thorie des Chances et des Probabilits (Exposio 
da Teoria das Chances e das Probabilidades), 
1843. 

COUTINHO, Luciano Galvo (1946- ). Nasceu 
em Recife (PE) e formou-se em economia na Faculdade 
de Economia e Administrao da Universidade 
de So Paulo, em 1968. Obteve doutoramento 
pela Universidade de Cornell (Estados 
Unidos) e  professor titular da Universidade 
de Campinas desde 1986. Foi presidente 
do Conselho Regional de Economia da 2 Regio 
(So Paulo) em 1983 e em 1990, e secretrio-geral 
do Ministrio da Cincia e Tecnologia entre 1985 
e 1988. Colabora com vrios jornais como articulista, 
entre os quais Gazeta Mercantil, Folha de 

S. Paulo, O Estado de S. Paulo e na revista Exame. 
 professor de Economia do Instituto de Economia 
da Unicamp. 
CVADO. Medida de comprimento utilizada 
pela Casa da Moeda do Brasil antes da adoo 
do Sistema Mtrico Decimal e equivalente a 3 
palmos ou a 66 cm. 

COVARIAO. Variao concomitante, em grandeza 
e sinal, dos termos de duas sries cronolgicas 
que se medem tomando os afastamentos 
dos termos de cada srie em relao a sua respectiva 
tendncia secular. Veja tambm Covarincia; 
Tendncia Secular. 

COVARINCIA. Medida estatstica do grau em 
que duas variveis aleatrias se movimentam jun-

CRAWLING PEG 

tas. A medida estatstica da covarincia entre a 
varivel x e a varivel y no conjunto de pares 
(xi, yi), onde i = 1, 2, 3, .... n,  dada pela frmula 

n __ __ 
S( xi - x)( Yi - Y ) 

COVxy = i = 1N 
, 

que expressa a mdia aritmtica dos produtos 
dos afastamentos em relao s mdias aritmticas. 
A mdia aritmtica de xi  x, e de yi  y. 

CPM. Iniciais da expresso em ingls Critical 
Path Method, denominao de uma das tcnicas 
de Caminho Crtico (que considera a durao 
das tarefas perfeitamente determinada). CPM 
tambm significa Control Program for Microcomputers: 
programa de controle ou sistema operacional 
usado em grande parte dos modelos de 
microcomputadores. 

CPU (Central Processing Unit). Dispositivo ou 
mquina integrado em um sistema que contm 
a unidade aritmtica e de controle e a memria 
central. 

CR. Grafia da unidade monetria "cruzeiro 
real", instituda no Brasil a partir de 2/8/1992 
e que vigorou at o advento do Real, em 
1/7/1994. Veja tambm Real. 

CRASH. Denominao dada a uma forte queda 
nas Bolsas de Valores. O crash mais famoso teve 
incio no dia 24/10/1929, na Bolsa de Valores 
de Nova York, inaugurando a grande crise econmica 
mundial dos anos 30. Mais recentemente, 
em 19/10/1987, a Bolsa de Nova York voltou 
a sofrer uma queda acentuada, de cerca de 22% 
num s dia, mas que no teve conseqncias 
depressivas como a de 1929, isto , as Bolsas 
mais importantes do mundo se recuperaram rapidamente 
e as economias dos pases industrializados 
continuaram crescendo. 

CRAWLING PEG. Sistema de taxas de cmbio 
flexveis no qual um pas trataria de manter sua 
moeda num valor fixo ou ao par, mas poderia 
mud-lo gradualmente, se isso fosse necessrio 
para corrigir um "desequilbrio fundamental" 
no seu balano de pagamentos. O sistema anterior, 
estabelecido em Bretton Woods, significava 
que as mudanas dos valores ao par das 
taxas de cmbio seriam realizadas com pouca 
freqncia, e, quando isso ocorresse, a alterao 
seria de uma s vez e por "degraus", isto , por 
meio de um adjustable peg. A inteno do crawling 
peg  evitar possveis desordens no fluxo 
internacional de capitais por meio de uma marcha 
vagarosa da taxa de cmbio de um patamar 
para outro. Para isso  necessrio tambm que 
ela seja acompanhada por uma poltica apropriada 
de taxa de juros. Por exemplo, se fosse 



CRAWLING PEG ASCENDENTE 

necessrio desvalorizar a moeda de um pas em 
6%, isso poderia ser realizado em trs etapas de 
2% para que a taxa interna de juros no tivesse 
de ser elevada em 6% de uma s vez, e com 
isso o capital flusse para pases onde no houvesse 
desvalorizao. Quando o sistema do adjustable 
peg de Bretton Woods comeou a se desintegrar 
sob a influncia dos fluxos de capital 
especulativo, no final dos anos 60, a adoo do 
sistema de taxas flexveis de cmbio, com suas 
dificuldades inerentes, comeou a se tornar inevitvel. 
Este sistema permitia que os pases defendessem 
o valor ao par de suas moedas e mudassem 
este valor sem provocar uma ruptura 
no sistema como um todo. A grande dificuldade 
 que o crawling peg torna muito difcil ou mesmo 
impossvel usar a poltica de taxas de juros 
no controle interno da economia. Por exemplo, 
se um pas tiver um dficit no balano de pagamentos 
e ao mesmo tempo nveis elevados 
de desemprego, ao desvalorizar o cmbio (crawling 
peg descendente; quando se trata de uma 
valorizao cambial, temos o crawling peg ascendente) 
para eliminar o dficit, teria de elevar as 
taxas de juros internas para evitar a fuga de capitais. 
Isso seria inibidor dos investimentos e, 
portanto, inconsistente com a poltica de combate 
ao desemprego. Veja tambm Adjustable 
Peg; Balano de Pagamentos; Conferncia de 
Bretton Woods. 

CRAWLING PEG ASCENDENTE. Veja Crawling 
Peg. 

CRAWLING PEG DESCENDENTE. Veja Crawling 
Peg. 

CRDITO. Transao comercial em que um 
comprador recebe imediatamente um bem ou 
servio adquirido, mas s far o pagamento depois 
de algum tempo determinado. Essa transao 
pode tambm envolver apenas dinheiro. 
O crdito inclui duas noes fundamentais: confiana, 
expressa na promessa de pagamento, e 
tempo entre a aquisio e a liquidao da dvida. 
O crdito direto ao consumidor financia a compra 
de qualquer produto de consumo e at viagens. 
O comprador passa a usufruir imediatamente 
de um bem que ser pago com sua renda pessoal. 
Em muitos casos, as prprias vendedoras 
financiam o cliente, mas, em escala cada vez 
maior, financeiras especializadas pagam o vendedor 
e "compram" a dvida e tambm o risco 
de no-pagamento. O lucro da financeira  formado 
pelos juros cobrados do comprador. Os 
cartes de crdito, extremamente difundidos nos 
Estados Unidos e alcanando boa receptividade 
no Brasil, so tambm uma forma de crdito 
direto ao consumidor. O financiamento de casas 
e apartamentos constitui o chamado crdito imobilirio. 
Envolve pouco risco, pois em geral o 

prprio imvel  garantia do emprstimo, sob 
forma de hipoteca. As facilidades de crdito levam 
os consumidores  tentao de uma melhoria 
imediata do padro de vida, dado o imediatismo 
do consumo a crdito. Nos casos de 
recesso prolongada ou de depresso econmica, 
no entanto, a tendncia  de inadimplemento 
(ou falta de pagamento) generalizado, o que acaba 
por agravar a crise. O crdito ao governo baseia-
se na expectativa de que os impostos futuros 
sero capazes de cobrir o valor do emprstimo 
e seus juros. Em geral, o governo obtm 
crdito por meio da emisso de ttulos de dvida 
pblica negociveis (como as ORTNs). J o financiamento 
de obras de infra-estrutura, como 
estradas e usinas,  conseguido junto a rgos 
internacionais (como o Bird) e consrcios de 
bancos de grande porte. Finalmente, o crdito  
produo baseia-se na suposio de que ser pago 
por si mesmo, isto , o investimento gerar 
meios necessrios para o pagamento da dvida, 
seus encargos e ainda sobrar algo para o lucro. 
Os crditos  produo podem ser a curto prazo 
(crdito comercial) ou a longo prazo (crdito de 
investimento). O crdito comercial, para pagamento 
no prazo de trinta a 129 dias, serve, na maioria 
dos casos, para a formao do capital de giro 
da empresa. O crdito de investimento, a longo 
prazo, com vencimentos previstos para alguns 
anos, tem o papel de desenvolver determinadas 
reas, inclusive proporcionando recursos para 
a pesquisa tecnolgica. O crdito agrcola  feito 
a mdio prazo (vencimento em um ano ou mais) 
e empregado na compra de insumos e implementos. 
O governo tem criado carteiras agrcolas, 
tanto nos bancos particulares como nos estatais, 
a juros subsidiados, com a inteno de 
desenvolver o setor. 

CRDITO CONTINGENTE (ou Crdito Standby). 
Linha de crdito oferecida pelo Fundo Monetrio 
Internacional aos pases-membros, at olimite de suas respectivas cotas.  um emprstimo 
de curto prazo (geralmente um ano) e requer, 
para ser liberado, uma carta de intenes 
do pas que solicita o crdito. Veja tambm Carta 
de Inteno; FMI. 

CRDITO-PRMIO. Linha de crdito criada 
pelo governo federal para incentivar principalmente 
os setores ligados  exportao. Consiste 
num emprstimo feito pelo Banco Central e que 
corresponde a uma porcentagem dos aumentos 
de faturamento das empresas exportadoras num 
dado perodo. Em 29/12/1982, por exemplo, o 
governo baixou um decreto-lei criando um crdito-
prmio de 10% para as empresas que conseguissem 
converter seus emprstimos em moeda 
estrangeira em investimentos no pas (por 
exemplo, na compra de suas aes), diminuindo 
assim a dvida externa. O pagamento do crdi




to-prmio  feito pelo sistema de desconto da 
receita tributria: os bancos descontam o pagamento 
do emprstimo do volume de impostos 
que arrecadam das empresas para o Tesouro Nacional. 


CRDITO QUIROGRAFRIO. Veja Falncia. 

CRDITO SUBSIDIADO. Tipo de emprstimo 
feito pelo governo a uma taxa de juros menor 
que a vigente no mercado. Pode ser implcito ou 
explcito. O implcito, destinado principalmente 
aos financiamentos agropecurios e s exportaes, 
corresponde  diferena entre as taxas de 
juros normais desses emprstimos e o custo real 
pago pelo governo para a captao desse dinheiro. 
Crdito subsidiado explcito so os fundos 
aplicados em programas especiais como o Proagro, 
o Proterra e o Fundag, criados para incentivar 
certas regies ou atividades econmicas 
por meio de emprstimos a taxas de juros extremamente 
baixas, variando entre 12 e 25%. 
Atualmente, o crdito subsidiado (implcito e explcito) 
corresponde a 60% de todo o crdito concedido 
(2,5 trilhes de cruzeiros, em 1982, contra 
4,2 trilhes do total de crditos aprovados). Todavia, 
com o programa de estabilizao financeira 
proposto pelo Plano Collor, lanado em 
15/3/1990, foram cortadas todas as formas de 
crdito subsidiado, principalmente os que eram 
dados  agricultura e s exportaes, em conformidade 
com a medida provisria n 161, 
aprovada pelo Congresso. 

CRDITO SUPLEMENTAR. Crdito destinado 
a reforar as dotaes consignadas no Oramento 
em vigor. A abertura de crdito suplementar 
depende de prvia autorizao legislativa. 

CREMATSTICA (ou Cincia das Riquezas). 

Conceito criado por Aristteles para designar 
as atividades de comrcio realizadas a distncia. 
Ele distingue esse conceito do de economia, que 
seria a atividade econmica basicamente agrcola 
e ligada  cidade. Num sentido diferente, 

o termo foi retomado no sculo XIX por alguns 
autores que consideraram a crematstica uma 
cincia econmica das coisas e da realidade 
pura, distinguindo-a do conceito tradicional de 
economia, que estaria excessivamente impregnado 
de filosofia moral e poltica. Veja tambm 
Aristteles. 

CRESCIMENTO ECONMICO. Aumento da 
capacidade produtiva da economia e, portanto, 
da produo de bens e servios de determinadopas ou rea econmica.  definido basicamente 
pelo ndice de crescimento anual do Produto Nacional 
Bruto (PNB) per capita. O crescimento de 
uma economia  indicado ainda pelo ndice de 
crescimento da fora de trabalho, pela proporo 

CRISE DO XENXM 

da receita nacional poupada e investida e pelo 
grau de aperfeioamento tecnolgico. Os pases 
industrializados atravessaram uma fase de crescimento 
econmico e prosperidade desde o fim 
da Segunda Guerra Mundial at o incio da dcada 
de 70. Em 1974-1975, entretanto, o crescimento 
da produo industrial em todo o mundo, 
que foi de 6 a 7% ao ano na dcada de 60, comeou 
a declinar, enquanto o desemprego atingia 
nveis elevados. Veja tambm Desenvolvimento 
Econmico. 

CRESCIMENTO EQUILIBRADO. No mbito 
da teoria do crescimento econmico,  a situao 
na qual todas as variveis do crescimento econmico 
se alteram nas mesmas taxas proporcionais 
na dinmica econmica. Embora possa parecer 
paradoxal, essas taxas de crescimento podem 
ser iguais a zero ou negativas. Veja tambm 

Crescimento Econmico. 

CRESCIMENTO NATURAL. Veja Crescimento 
Vegetativo. 

CRESCIMENTO VEGETATIVO. Na populao 
de determinado pas, Estado, municpio ou 
cidade, em determinado intervalo de tempo,  

o resto da diferena que tem por minuendo o 
nmero de nascimentos e por subtraendo o de 
bitos.  o mesmo que crescimento natural de 
uma populao. 
CRIME DE 1873. Denominao dada pelos defensores 
do bimetalismo (padro ouro e prata) 
nos Estados Unidos  lei de 1873 que estabelecia 
as condies para a cunhagem da prata, mas 
que em termos prticos desmonetizava o metal. 
Veja tambm Desmonetizao; Mgico de Oz. 

CRIME FALIMENTAR. Veja Falncia. 

CRISE ASITICA. Denominao genrica  
crise que os pases do Sudeste (Tailndia, Filipinas, 
Malsia e Indonsia) e do Nordeste (Coria, 
Taiwan, Cingapura, Hong-Kong, China e 
Japo) sofreram a partir de meados de 1997 e 
que consistiu na forte desvalorizao de suas 
moedas - com as excees da China e Hong-
Kong -, na baixa acentuada de suas Bolsas de 
Valores, na interrupo do crescimento econmico 
e at na queda de governos, como foi o 
caso da Indonsia em 1998. Veja tambm Novo 
Acordo de Emprstimo. 

CRISE DO XENXM. Crise sofrida pelo sistema 
monetrio brasileiro logo depois de proclamada 
a independncia em 1822 e que durou at 
1835. Sua ecloso deveu-se basicamente ao fato 
de D. Joo VI e sua corte, ao voltarem para Portugal 
em abril de 1821, terem levado todas as 
reservas metlicas do Tesouro, obrigando o Ban




CRISE ECONMICA 

co do Brasil a emitir papel-moeda sem lastro. 
A aceitao cada vez mais precria desse tipo 
de moeda fez com que desaparecessem aquelas 
de ouro e prata de circulao, levando D. Pedro 
I a autorizar particulares a cunhar moedas de 
cobre cujo valor nominal era superior ao seu 
peso legal de 10 ris por oitava. As moedas de 
cobre assim cunhadas eram denominadas "xenxm". 
Para ter uma idia da desproporo entre 

o valor nominal e o valor do cobre no qual as 
moedas eram cunhadas, basta examinar o discurso 
do deputado Lino Coutinho, na Cmara 
do Deputados em 20/5/1826, que encaminhava 
um projeto para resolver a crise do "xenxm": 
"...uma libra de cobre custa dezoito vintns e, 
cunhada, produz o valor de dois mil ris". Na 
poca, 18 vintns equivaliam a 360 ris. 
CRISE ECONMICA. Perturbao na vida econmica, 
atribuda pela economia clssica a um 
desequilbrio entre produo e consumo, localizado 
em setores isolados da produo. Nas 
economias pr-capitalistas, as crises derivavam 
da escassez sbita no abastecimento de bens, 
provocada por fenmenos naturais (secas, inundaes, 
epidemia etc.) ou por acontecimentos sociais 
como guerras e insurreies. Na economia 
capitalista, embora tambm possam ocorrer perturbaes 
derivadas da escassez, as crises econmicas 
caractersticas do sistema so as de superproduo. 
Essas crises constituem uma fase 
regular do ciclo econmico, caracterizada pelo 
excesso geral da produo sobre a demanda, primeiro 
no setor de bens de capital e, em seguida, 
no setor de bens de consumo. Em conseqncia, 
h queda brusca na produo, falncia de empresas, 
desemprego em massa, reduo de salrios, 
lucros e preos etc. A mais sria crise econmica 
mundial foi a de 1929-1933, chamada 
Grande Depresso. Na teoria marxista, a noo 
de crise est associada ao conceito de mais-valia 
devido  tendncia de o capital concentrar-se 
mais e mais em poucas mos e tambm  pauperizao 
relativa da classe trabalhadora; por 
isso, as crises tornam-se mais freqentes e mais 
fortes, o que levaria o sistema a uma ruptura. 
As teorias mais modernas de conjuntura denominam 
a fase de crise de depresso. O desenvolvimento 
econmico  entendido como um 
processo cclico, dividido em vrias fases, com 
pontos de mudanas nas partes inferior e superior 
do ciclo. A partir de um ponto abaixo de 
sua linha de equilbrio, o processo de desenvolvimento 
econmico sairia de uma fase de recuperao 
para uma fase de expanso, com aumento 
da taxa de investimento, aumento relativo 
da soma de salrios, acrscimo do consumo. 
Segue-se a fase de prosperidade (boom), na qual 
os fatores de produo estariam plenamente 
ocupados e, em conseqncia, no poderiam 
mais fazer crescer a renda nacional e o lucro. A 

partir desse ponto, haveria um aumento crescente 
dos preos, uma desorganizao no mercado 
financeiro e de capitais, entrando a economia 
em processo de contrao, pois os preos, 
que se mantiveram relativamente estveis durante 
a fase de prosperidade, apesar da excessiva 
taxa de juros para os investimentos, j no se 
revelam rentveis. Essa contrao  tambm chamada 
de recesso, pois a taxa de crescimento 
da renda nacional decresce em termos absolutos. 
O agravamento da fase recessiva caracteriza a 
depresso, com aumento da taxa de desemprego, 
queda da capacidade produtiva, restrio 
dos investimentos e alta liquidez bancria. As 
crises so classificadas em endgenas (crises de 
superproduo, venda, crdito e especulao) e 
exgenas (de causas no-econmicas, como guerras, 
desastres naturais e epidemias). Veja tambm 
Ciclo Econmico; Conjuntura; Depresso; 
Prosperidade; Recesso. 

CRITRIO DE CONDORCET. Denominao 
de sistema de escolha coletiva na qual a alternativa 
escolhida  de tal natureza que derrota 
todas as demais numa srie de comparaes por 
pares (uma diante da outra), utilizando a regra 
de maioria simples. Este critrio deve-se ao marqus 
de Condorcet, que analisou esta questo 
no final do sculo XVIII. Por exemplo, se em 
trs cidades diferentes, quatro candidatos se 
apresentassem para represent-las e a preferncia 
do eleitorado fosse a seguinte: 

Cidades A, B, C 
Candidatos X, Y, W, Z 
Cidades A, B, C 
Candidatos 1 lugar W W W 

2 lugar X Y Z 

Como o candidato W vence X na cidade A, vence 
Y na cidade B, e vence Z na cidade C, teremos 
configurado o Critrio de Condorcet. 

CRITRIO DE IGUAL VEROSSIMILHANA. 
Veja Critrio de Laplace. 

CRITRIO DE LAPLACE. Tambm denominado 
"critrio de igual verossimilhana", consiste 
em atribuir a todas as situaes de uma matriz 
de decises igual probabilidade e, em seguida, 
utilizar o critrio da esperana matemtica. 

CRITRIO DE SAVAGE. Critrio de deciso 
que se fundamenta naquilo que se deixa de ganhar 
por desconhecer o que vai acontecer com 
as condies gerais que um tomador de decises 
enfrentar no futuro. Esta perda no representa 
outra coisa seno o custo da incerteza. O toma-
dor de decises deve tentar minimizar o custo 



da incerteza ou o que ele deixa de ganhar por 
desconhecer as mudanas nas condies que 
tm influncia sobre suas atividades. Se da matriz 
de decises que, por exemplo, expressa nveis 
de lucro, subtrairmos todos os elementos 
de cada coluna do maior valor encontrado, obteremos 
uma segunda matriz de decises, que 
expressar aquilo que se pode deixar de ganhar 
por desconhecer as alteraes que uma atividade 
sofrer no futuro. O tomador de decises deve 
optar por aquela fila da matriz de decises que 
minimize o que se deixa de ganhar. 

CRITRIO DE WALD. Tambm denominado 
"critrio pessimista", o critrio de Wald consiste 
em escolher numa matriz de decises a fila que 
proporcione ao tomador de decises o maior dos 
menores lucros que possam ser obtidos, e por 
isso  tambm chamado de critrio "maxmin". 
Nesse caso, o tomador de decises se contentaria 
em ganhar o mximo de suas possibilidades mnimas. 
Este critrio se assemelha ao critrio de 
"minimax" que Von Neumann e Morgenstern 
idealizaram para a teoria dos jogos de estratgia. 
Wald adaptou o critrio de "minimax" aos problemas 
da teoria da deciso. 

CRITRIO OTIMISTA. Critrio segundo o qual 

o tomador de decises escolhe a fila da matriz 
de decises que proporciona o mximo dos 
maiores lucros que podem ser obtidos. 
CROSS-COLLATERAL. Expresso em ingls 
que significa uma garantia (collateral) utilizada 
para diversos emprstimos sob um mesmo acordo 
de ttulos. Tambm denominado dragnet clause 
e mother hubbard,  em essncia o sistema no 
qual a garantia para cada emprstimo serve para 
um conjunto de emprstimos. 

CROSS-DEFAULT. Expresso em ingls que 
designa uma clusula nos contratos de emprstimo 
(geralmente quando o emprstimo  realizado 
por vrios emprestadores por intermdio 
de um sindicato) que d ao emprestador o direito 
de acelerar o recebimento da dvida se o 
devedor deixar de pagar outra dvida, isto ,  
declarado em default em relao a outro credor. 

CROSS HEDGE. Expresso em ingls que significa 
literalmente "salvaguarda cruzada", ou 
seja, o estabelecimento de um hedge contra o risco 
de variaes nas taxas de juros mediante a 
compra de ttulos financeiros a futuro num ativo 
diferente, mas relacionado com o primeiro. Este 
mecanismo  utilizado quando no mercado de 
futuros no existem os ttulos possudos ou 
quando  mais lucrativo no utilizar o mesmo 
mercado. 

CROWDING HYPOTHESIS. Veja Hiptese do 
Congestionamento. 

CRUZADO 

CROWDING IN. Veja Crowding Out. 

CROWDING OUT. Expresso em ingls quesignifica "efeito deslocamento".  utilizada geralmente 
para designar uma situao em que os 
gastos governamentais deslocam (crowd out) algum 
outro componente dos gastos, embora sem 
alterar a despesa agregada. Num sentido mais 
concreto, significa que se o governo tomar grandes 
emprstimos no mercado, a elevao das 
taxas de juros (que o governo est disposto a 
pagar e pode faz-lo) deslocaria tomadores do 
setor privado (no-governamentais), que no teriam 
condies de pagar taxas to elevadas. Na 
prtica, as coisas no se desenvolvem exatamente 
assim, pois na medida em que as taxas de 
juros sobem, novas fontes de crdito surgem 
para suprir essa demanda. O contrrio desse 
processo  o crowding in, quando os gastos governamentais 
estimulam os investimentos privados, 
em vez de desloc-los ou inibi-los. 

CROWN JEWELS. Veja Jias da Coroa. 

CRUZADAS. Conjunto das expedies militares 
empreendidas pelos europeus entre o final 
do sculo XI e o sculo XIII, para acabar com a 
dominao dos turcos muulmanos sobre Jerusalm 
e outras regies do Imprio Bizantino 
onde se iniciara o cristianismo. Alm do sentimento 
religioso, o movimento foi animado por 
importantes motivaes econmicas. As Cruzadas 
ofereciam a possibilidade de saque s cidades 
orientais e o acesso a glebas de terra numa 
poca em que na Europa j no havia mais feudo 
a ser doado. Para as cidades italianas, particularmente 
Gnova, Veneza e Pisa, que dominavam 
a venda de produtos orientais no Ocidente, 

o empreendimento era um meio de ampliar seus 
privilgios comerciais junto s cidades mediterrneas 
do Oriente fornecedoras de sedas, musselinas, 
tapetes e especiarias. Assim, na organizao 
da IV Cruzada, o doge de Veneza forneceu 
4 500 cavalos, 30 mil soldados, 4 500 cavaleiros, 
alimentos e armas, com a condio de receber 
metade do saque e das terras conquistadas. 
Alm disso, as Cruzadas provocaram o deslocamento, 
pela Europa, de milhares de pessoas, 
antes isoladas nos feudos, aldeias e pequenos 
burgos. Isso intensificou o rompimento com o 
particularismo e o imobilismo feudal e ampliou 
as relaes de troca entre as regies. E o contato 
com o Oriente divulgou e aumentou a procura 
dos produtos da originrios, cujo comrcio 
era monopolizado pelos italianos. 
Veja tambm Feudalismo. 
CRUZADO. Denominao de moeda originria 
da Europa, intimamente vinculada s Cruzadas, 
expedies de carter militar e religioso cujo objetivo 
principal era reconquistar a Terra Santa 



CRUZEIRO 144


em poder dos muulmanos. A moeda que passou 
a ter essa determinao surgiu inicialmente 
na Espanha, cunhada em prata, e seu uso em 
Portugal foi determinado por D. Afonso V, em 
1457, ao receber do papa Pio II a Bula da Cruzada, 
que o autorizava a participar da guerra 
santa contra os mouros. Ao iniciar-se a colonizao 
no Brasil, em 1532, o cruzado passou a 
integrar o meio circulante brasileiro, embora em 
pequena escala. Cunhado em ouro de 22 quilates, 
nele se destacava, em uma das faces, a Cruz 
de So Jorge, com a legenda In Hoc Signo Vinces 
("Sob Este Signo Vencers"), dstico inscrito em 
grande parte da moedagem portuguesa para 
perpetuar a viso que, segundo a lenda, teve D. 
Afonso Henriques antes da batalha de Ourique 
(1139), da qual foi vencedor. Derrotados os mouros 
e triunfante o cristianismo, ficou a legenda 
como um marco de f. Esse mesmo lema, tambm 
segundo a lenda, foi o que apareceu, no 
cu, inscrito em uma cruz, ao imperador romano 
Constantino, o Grande, na vspera da batalha 
da ponte Milvius, no ano 312, em que derrotou 
Maxncio. Com o advento do ciclo do ouro, no 
sculo XVIII, foi tambm cunhado no Brasil, na 
Casa da Moeda do Rio de Janeiro, entre 1707 e 
1727, e na Casa da Moeda de Minas Gerais, entre 
1724 e 1727. Seu valor nominal era de 400 ris 
e circulava no Brasil e em Portugal. Mais tarde 
passou a ter o valor de circulao de 480 ris, 
sendo denominado "cruzado novo", e o de valor 
de 400 ris, "cruzadinho". A cunhagem do cruzado, 
no Brasil Colnia e no Imprio, foi realizada 
em prata em substituio s patacas, que 
integravam a moedagem provincial. Em fevereiro 
de 1986, com a decretao do Plano Cruzado 
e a reforma monetria correspondente, o 
padro monetrio brasileiro passou a denominar-
se cruzado. Em janeiro de 1989, com a decretao 
do Plano Vero, o cruzado foi substitudo 
pelo cruzado novo. Este ltimo foi extinto 
em maro de 1990, em decorrncia da reforma 
decretada pelo Plano Collor. Em seu lugar foi 
reintroduzido o cruzeiro como padro monetrio. 
Em agosto de 1993, durante o governo Itamar 
Franco, ocorreu nova mudana no padro 
monetrio, agregando-se a palavra real ao cruzeiro, 
sendo a nova moeda denominada cruzeiro 
real. O cruzeiro real deixou de existir a partir 
de 1/7/1994, quando foi substitudo pelo Real. 
Veja tambm Unidades Monetrias Brasileiras. 

CRUZEIRO. Unidade monetria brasileira, implantada 
em novembro de 1942, em substituio 
ao mil-ris. Em 1967, passou a valer mil cruzeiros 
antigos, chamando-se durante algum tempo 
cruzeiro novo. A partir de 28/2/1986, foi substituda 
pelo cruzado. O cruzeiro foi reintroduzido, 
como padro monetrio, a partir de 
15/3/1990, quando foi realizada, por meio do 

Plano Collor, tambm chamado Plano Brasil 
Novo, uma profunda reforma monetria. Em 
agosto de 1993, passou a ser chamado cruzeiro 
real, valendo mil cruzeiros. Veja tambm Cruzado; 
Unidades Monetrias Brasileiras. 

CRUZEIRO NOVO. Veja Unidades Monetrias 
Brasileiras. 

CS. Abreviatura usada nos boletins emitidos pelas 
Bolsas de Valores, indicando que determinada 
ao est sendo comercializada com direito 
 subscrio de novas aes. Ope-se a ES, que 
significa ex-subscrio (sem direito a subscrio). 


CSQ. Veja Certificao de Sistema da Qualidade. 


CTA - Centro Tcnico Aeroespacial. Antigo 
Centro Tcnico de Aeronutica, localizado em 
So Jos dos Campos (SP), fundado com o objetivo 
de desenvolver pesquisas aeronuticas. 
Mais tarde, suas atribuies foram ampliadas, 
passando a incluir as investigaes espaciais. No 
CTA, funcionam o Instituto Tecnolgico da 
Aeronutica (ITA), destinado  formao de engenheiros 
e tcnicos em aeronutica, e a Embraer, 
empresa dedicada  produo de avies. 
Ao CTA subordinam-se o Instituto de Pesquisa 
e Desenvolvimento (IPD), o Instituto de Atividades 
Espaciais (IAE), o Instituto de Fomento 
e Coordenao Industrial (IFCI) e o Instituto de 
Ensaios e Padres (IEP). 

CUACHA. Unidade monetria de Malavi (submltiplo: 
tambala) e da Zmbia (submltiplo: 
ngui). 

CUANZA. Unidade monetria de Angola. Submltiplo: 
luei. 

CUM DIVIDEND. Expresso anglo-latina que 
significa que um ttulo contm dividendos, isto 
, o comprador de uma ao cum dividend receber 
os dividendos que este ttulo proporcionar.
 o contrrio de ex-dividend. 

CUM RIGHTS. Expresso anglo-latina que significa 
que o portador de um ttulo goza de todos 
os direitos que este ttulo contm. 

CUNHA TRIBUTRIA. Expresso que designa 
a presena de impostos, taxas e demais cobranas 
sobre as aplicaes financeiras, tendo 
por resultado um aumento da taxa de juros das 
mesmas. O Imposto sobre Operaes Financeiras 
(IOF)  um caso tpico de "cunha tributria". 
Veja tambm IOF. 

CUNHAGEM. Antes da inveno da cunhagem, 
muitos bens mveis foram utilizados como 
meio de troca e padro de valor. Esses bens eram 
relacionados uns com os outros, formando uma 



CUNHAGEM 

escala de valores. Os povos primitivos utilizavam 
nas trocas intertribais, como dinheiro, os 
produtos que via de regra representavam a riqueza 
na comunidade. Nas trocas com as demais 
tribos, a seleo de produtos dependia das preferncias 
dos outros povos. A partir da, as matrias-
primas comearam aparentemente a ser 
utilizadas como dinheiro, em substituio aos 
produtos acabados. Essa tendncia pode ser observada 
com mais clareza no caso dos metais, 
como o ferro, o cobre e o bronze, que gradualmente 
foram superando outros meios de troca.
( muito provvel que os sistemas de pesos tenham 
sido criados para medir os metais preciosos.) 
As civilizaes antigas alcanaram esse estgio 
de desenvolvimento, fundamental para o 
incio do processo de cunhagem, no sculo VIII 
a.C., embora as primeiras notcias de cunhagemdatem do sculo VII a.C.: a Ldia (sia Menor) 
j nessa poca produzia peas de uma liga de 
ouro e prata chamada electrum. A escolha dos 
metais era determinada mais pelas necessidades 
econmicas imediatas e pelas oportunidades do 
que por ordens dos governantes. O desenvolvimento 
do comrcio, no entanto, superou as limitaes 
ditadas pela distribuio geogrfica 
dos metais, cuja escolha serviria de base materialpara a moeda.  por esta razo que na Grcia 
Antiga, assim como em Roma, depois da morte 
de Csar, moedas de ouro e prata foram cunhadas 
em substituio s de bronze. Na Idade Mdia, 
com a retrao do comrcio, apenas moedas 
de cobre e prata foram cunhadas, com exceo 
de uma cunhagem temporria de ouro durante 
a poca carolngea. Com o crescimento da demanda 
de moedas, as cunhagens de ouro foram 
retomadas com os florins florentinos, e os zecchini 
de Veneza. Desde ento, o ouro constituiu-se 
no metal preferido para a cunhagem de moedas, 
e no comrcio internacional na forma de lingotes. 
O desenvolvimento da tcnica de cunhagem, 
no entanto, foi relativamente lento. S a partir 
do sculo XVI a produo deixou de ser manual 
e passou a ser mecnica. Em 1786, Boulton introduziu 
a fora a vapor na cunhagem, e em 
1839, Ulhhrn inventou a prensa de cunhagem, 
que acelerou enormemente seu processo de fabricao. 
O desenvolvimento econmico proporcionado 
por esses avanos tcnicos  digno 
de nota. O custo de produo da cunhagem, que 
at o sculo XVIII oscilava entre 10 e 20% do 
valor da moeda, foi reduzido nas moedas de 
ouro a menos de 0,3%. As novas tcnicas de 
cunhagem permitiriam tambm a uniformidade 
das moedas, o que facilitava a aceitao por seu 
valor de face, e no por peso, como ocorria em 
Roma, na Idade Mdia e mesmo na era moderna. 
A modernizao das tcnicas resolveu tambm 
um dos problemas mais graves do setor: a escassez 
de moeda. A inadequao da oferta monetria 
foi provavelmente a responsvel pela 

produo de moedas to diminutas e finas que 
bastava cunh-las de um s lado; e tambm pelas 
emisses privadas de moeda. Desde o incio, 
a cunhagem foi uma prerrogativa de quem detinha 
o poder. Durante a Idade Mdia, era praticada 
no apenas pelo soberano, mas tambm 
por aqueles que obtinham esse direito como 
uma concesso feudal. Em conseqncia, entre 
os sculos IX e XII, a cunhagem foi completamente 
descentralizada. Durante a primeira fase 
medieval, esse fato no teve grande importncia, 
em funo do incipiente desenvolvimento do comrcio. 
Mais tarde, com a expanso deste, tais 
concesses foram se extinguindo e, na Inglaterra 
e na Frana no tempo de Henrique VII, s o rei 
tinha o poder de cunhagem. Durante os sculos 
XII e XIII, com a descentralizao poltica, o privilgio 
de cunhagem obtido por alguns (assim 
como outros privilgios reais) era exercitado 
com a finalidade de realizar os maiores ganhos 
possveis. As receitas da cunhagem dependiam 
no apenas da diferena permitida legalmente 
entre o valor da face da moeda e o seu contedo 
metlico (a senhoriagem), mas particularmente na 
gradual e desautorizada reduo do contedo 
metlico das unidades-padro ou no peso e teor 
das moedas individuais. Mais importante, no 
entanto, do ponto de vista da receita de quem 
cunhava, era a produo total realizada: para 
aument-la, as moedas sofriam alteraes constantes, 
o que exigia a necessidade de sua recunhagem 
e renovao. Tais alteraes consistiam 
tanto na elevao do valor de face das moedas 
como na reduo do seu contedo metlico: com 
a emisso de novas moedas depreciadas, as antigas 
eram geralmente "convocadas"  recunhagem, 
de acordo com os novos padres. Depois 
de certo tempo de depreciaes, a medida inversa 
era adotada, e as moedas eram outra vez 
convocadas, agora para sua valorizao e conseqente 
recunhagem. Assim, em algumas localidades 
da Alemanha e da ustria, durante o 
sculo XIV, as cidades adquiriam do senhor feudal 
(detentor dos direitos de cunhagem) o privilgio 
de controlar as depreciaes de suas 
moedas, elevando seu valor por meio da recunhagem. 
As recunhagens tambm eram processadas 
em funo das dificuldades de circulao 
oriundas das imperfeies das tcnicas de produo 
existentes at o sculo XVIII. Mas a histria 
da cunhagem at o incio do sculo passado 
(com variao de pas para pas, especialmente 
no continente europeu)  a histria de uma longa 
srie de experimentos destinados a extrair da 
cunhagem o mximo de receita possvel. No Brasil, 
os precursores do processo de cunhagem foram 
as oficinas de fundio, onde se fundia o 
ouro oriundo das minas recm-descobertas durante 
o sculo XVIII. Depois de pago o quinto  
Coroa, o ouro era fundido em barras com marcao 
do peso em onas, oitavas e gros (medi




CUNHAGEM DECIMAL 

das usadas antes da adoo do sistema mtrico 
decimal no Brasil), o nmero de ordem, o ttulo 
ou toque, e o ano da fundio. Com a multiplicao 
das casas de fundio, as barras passaram 
a ter os nomes ou as iniciais da respectiva oficina 
e as iniciais do chefe de cunhagem. Essas peas 
eram entregues aos proprietrios acompanhadas 
de um certificado ou guia que comprovava a 
posse como legtima e a efetivao do pagamento 
do quinto. Mais tarde, com a intensificao 
do comrcio e para minimizar a falta de moedas 
no Brasil, a Metrpole autorizou que se fizesse 
aqui a marcao de novas caractersticas em peas 
de outros pases, especialmente moedas espanholas, 
francos franceses, liras, moedas chilenas 
e argentinas. Essas alteraes eram realizadas 
nas oficinas monetrias, que entravam em 
funcionamento ou eram extintas dentro das necessidades 
ditadas pelas diversas conjunturas da 
poca. Mas as freqentes variaes no valor das 
moedas que circulavam no Brasil, os aumentos 
e rpidos rebaixamentos desses valores, as inmeras 
remarcaes, as constantes proibies, as 
refundies e os recolhimentos em prazos curtssimos 
levaram  quase paralisao do comrcio. 
Para superar essas dificuldades, foi autorizado 
o funcionamento de uma Casa da Moeda 
no Brasil, no final do sculo XVII. Essa autorizao 
ocorreu durante o governo de D. Pedro II 
de Portugal, cognominado "O Pacfico", que por 
Carta Rgia de 8/3/1694 criou a Casa da Moeda 
na Bahia, a primeira do Brasil. Quatro anos depois 
ela foi transferida para o Rio de Janeiro. Veja tambm 
Casa da Moeda; Senhoriagem. 

CUNHAGEM DECIMAL. Sistema de circulao 
monetria que utiliza a base dez. Quase todos 
os sistemas mundiais operam nessa base. 
A importante exceo era a Inglaterra, onde, at 
1971, uma libra esterlina valia 20 xelins e cada 
xelim, 12 pence. A partir daquela data, a libra 
esterlina manteve o seu valor e foi dividida em 
100 novos pence (p), que equivalem a 2,4 dos 
antigos. 

CUPOM. No mercado de capitais, cupom  a 
parte destacvel de uma ao ou obrigao utilizada 
no momento do pagamento dos dividendos 
ou da entrega de bonificaes. O cupom 
tambm significa a taxa de juros estampada na 
face de um ttulo de dvida, cujo emissor se compromete 
a pagar na data do vencimento, contra 
recibo do cupom anexado ao ttulo. Em outra 
acepo, quando h racionamento de alguma 
mercadoria (durante guerras, por exemplo), os 
governos emitem tales de cupons, cada um deles 
servindo para a aquisio de certa quantidade 
da mercadoria racionada. Cupons so tambm 
cdulas destacveis de jornais e revistas que 
funcionam como um recurso de marketing, dando 
ao possuidor o direito de receber desconto 

ou brinde na compra de determinados produtos. 
Veja tambm Coupon Bonds; Zero Coupon Bond. 

CUPOM CAMBIAL COBERTO. Denominao 
da taxa de rendimento efetivo (juros) de operaes 
financeiras indexadas ao dlar, que podem 
ser aplicaes com risco cambial coberto por derivativos, 
um swap de moedas, ou operaes nos 
mercados futuros de juros ou cmbio. Veja tambm 
Derivativos; Swap. 

CURB MARKET. Denominao dada aos mercados 
de aes que originalmente se desenvolviam 
fisicamente na rua, isto , em locais descobertos. 
A maioria desses mercados hoje opera 
em locais apropriados. Sua funo original era 
oferecer uma oportunidade para a transao de 
ttulos que no estavam inscritos nas Bolsas de 
Valores, na medida em que no preenchiam as 
condies estabelecidas por esses mercados. 
Constituam, na verdade, mercados secundrios 
e complementares para as Bolsas de Valores das 
grandes cidades norte-americanas. Em Nova 
York, por exemplo, o mercado conhecido anteriormente 
como New York Curb Exchange hoje 
denomina-se American Stock Exchange. Veja 
tambm American Stock Exchange. 

CURRENCY BOARD (Comit da Moeda). A 
principal caracterstica dos Currency Boards  
a garantia de trocar moeda nacional numa taxa 
determinada e fixa por reservas de moeda estrangeira. 
O Currency Board pode atuar tambm 
como um rgo emissor de moeda nacional contra 
lastro de moeda estrangeira mantida em reserva. 
Nessa medida, as emisses no Currency 
Board no so fiducirias, ou melhor, sua aceitao 
decorre do fato de a moeda ser conversvel 
a qualquer momento e em qualquer quantidade 
por moeda forte (que se encontra em reserva). 
Esse sistema foi muito utilizado nas colnias inglesas 
da frica, sia, Caribe e Oriente Mdio 
at a independncia, e em alguns casos de crise 
ou de forte instabilidade poltica, como aconteceu 
durante a guerra civil na Rssia, entre 1918 
e 1921, nas regies do Norte dominadas pelos 
Brancos (contra-revolucionrios). Hoje existem 
Comits da Moeda em Cingapura, Brunei, 
Hong-Kong e na Estnia, depois da separao 
da ex-Unio Sovitica. A idia da introduo de 
um Currency Board no Brasil vem sendo discutida 
pelas autoridades monetrias como um 
dos instrumentos para evitar a hiperinflao 
e/ou dotar a moeda nacional de estabilidade. 
A condio prvia, no entanto, para que se estabelea 
o Currency Board,  a existncia de reservas 
em quantidade suficiente para sustentar 
as emisses de moeda para a movimentao dosnegcios numa economia.  necessrio tambm 
que essas reservas se mantenham dentro de certos 
limites, isto , que a conversibilidade no provoque 
sua reduo a ponto de inviabilizar o pr




prio sistema. Depois da crise financeira no Sudeste 
Asitico durante o segundo semestre de 
1997, a Indonsia vem tentando implantar esse 
sistema para aumentar a confiana da populao 
na rpia, mas as autoridades do FMI condicionaram 
um vultoso emprstimo a que o governo 
daquele pas no adotasse aquele sistema, pois 
a moeda local e a taxa de cmbio permaneceriam 
engessadas, o que poderia no contribuir para 
que o pas obtivesse os necessrios supervits 
comerciais. 

CURRENCY BONDS. Expresso em ingls que 
significa ttulos cujos termos de emisso estabelecem 
que o pagamento de juros e o resgate do 
principal no vencimento sero feitos em moeda 
legal, para distingui-los dos gold bonds, que anteriormente, 
nos Estados Unidos, eram pagos 
em moedas de ouro. 

CURRENCY SWAP. Expresso em ingls que 
designa uma obrigao contratual mantida entre 
dois sujeitos que se comprometem a entregar 
determinada soma em dinheiro na moeda de 
determinado pas, contra uma soma em dinheiro 
na moeda de outro pas em intervalos e condies 
estabelecidos. 

CURSO FORADO. Atributo do papel-moeda 
(e das moedas metlicas que no sejam de metais 
preciosos) que faz dele um meio irrecusvel de 
pagamento. O papel moeda oficial  atualmente 
de curso forado, o mesmo no acontecendo com 

o cheque ou a nota promissria. Nos antigos 
sistemas monetrios baseados no padro-ouro, 
em pocas de grave crise econmico-financeira, 
de convulses sociais ou de guerras, os governos 
decretavam o curso forado do seu papel-moeda 
ou das notas bancrias, tornando obrigatria a 
sua aceitao e ao mesmo tempo desobrigando 
os bancos emissores, ou o Tesouro Nacional, de 
convert-los em ouro amoedado, ou em moedas 
metlicas, suspendendo dessa forma a conversibilidade. 
Este atributo do papel-moeda tem 
origem em determinao governamental, obrigando 
a aceitao desse tipo de moeda desprovida 
de lastro metlico (ouro ou prata). 
CURTO PRAZO. Termo aplicado aos vencimentos 
(de crditos ou dbitos) que ocorrero dentro 
de pouco tempo. O perodo de tempo varia em 
funo do setor: um investimento financeiro a 
curto prazo no open market refere-se a uma aplicao 
para ser resgatada no dia seguinte (aplicao 
overnight); em outros setores, pode significar 
at um ano de prazo. No mbito financeiro, 
curto prazo, geralmente referindo-se a um processo 
de endividamento,  aquele inferior a um 
ano. Em outra acepo, Alfred Marshall definiu 
curto prazo como o perodo insuficiente para 
que o abastecimento de insumos destinado  
produo de commodities responda a mudanas 

CURVA DE CRESCIMENTO 

de demanda; isso, dependendo do caso, pode 
equivaler a alguns meses ou, em caso extremo, 
a algumas horas. Veja tambm Longo Prazo. 

CURVA A B C. Veja Mtodo ABC. 

CURVA DA DEMANDA. Relao entre o preo 
de mercado de um produto e a quantidade 
desse mesmo bem que os consumidores desejamadquirir.  representada numa escala grfica 
(da ser tambm chamada Escala da Demanda) 
em cujos eixos registram-se os preos do mercado 
(eixo vertical) e a quantidade de produto 
que os consumidores adquiririam queles preos 
(eixo horizontal). As alteraes na Curva da 
Demanda ocorrem em funo das variaes no 
preo e na renda dos consumidores. Por exemplo, 
se ocorrer a elevao no preo da soja no 
mercado internacional, os consumidores devero 
demandar uma quantidade menor desse 
produto no mercado. Ao contrrio, se as safras 
forem muito boas, os preos devero cair e os 
consumidores devero consumir mais desse 
produto. Para estabelecer-se o equilbrio anterior, 
dever ocorrer retrao na oferta, o esgotamento 
dos estoques, a elevao dos preos e a retrao 
conseqente da demanda. Veja tambm Bem de 
Giffen; Curva Marshalliana da Demanda. 

CURVA DA OFERTA. Relao entre o preo 
de mercado de um produto e a quantidade desse 
mesmo bem que os produtores se dispem a 
destinar aos consumidores.  representada 
numa escala grfica (da ser tambm chamada 
Escala da Oferta) em cujos eixos registram-se os 
preos do mercado (eixo vertical) e a quantidade 
de produto destinada aos consumidores (eixo 
horizontal). As alteraes na Curva da Oferta 
ocorrem em funo das variaes no preo e,  
claro, da procura dos consumidores. Por exemplo, 
se ocorrer a elevao no preo da soja no 
mercado internacional ou a elevao do consumo 
do produto, os agricultores tendero a ampliar 
as culturas da soja at o ponto em que os 
custos dos fatores de produo assegurem um 
lucro compensador; at esse ponto, a curva ser 
ascendente. Todavia, tender a decrescer quando 
houver uma saturao na capacidade consumidora 
do mercado, que, ento, ficar aqum 
da oferta do produto. Para estabelecer o equilbrio 
e para a curva tornar-se outra vez ascendente, 
dever ocorrer retrao na oferta e o fim 
dos estoques. 

CURVA DE CRESCIMENTO. Em geral,  a expresso 
do tamanho de uma populao y como 
uma funo de um tempo t e a descrio de sua 
trajetria de crescimento. A expresso se aplica 
tambm ao caso de um indivduo. Se a taxa relativa 
de crescimento diminui numa taxa constante, 
isto , se 



CURVA DE ENGEL 

1 dy 

. = -b b > 0 

ydt 

a curva  conhecida como Curva de Gompertz, 
e pode ser escrita como: 

y = ae-bt 

se o valor assinttico de y, na medida em que 
t tende ao infinito, for uma constante positiva 
C, ento: 

y = C+ae-bt 

esta curva  tambm conhecida como Curva Exponencial 
Modificada. 

Uma Curva de Crescimento na qual

 dy = bY (k - y)

dt 

 chamada de Logstica ou Autocataltica, e sua 
forma explcita  

K

Y = 

1 + e -kbt 

uma forma mais geral do tipo 

K

Y = 

1 + e c(t) 

onde (t)  uma funo do tempo,  chamada 
Logstica. 

CURVA DE ENGEL. Curva elaborada pelo estatstico 
alemo Ernest Engel, relacionando renda 
das famlias e suas despesas com alimentos. 
Os estudos realizados por Engel mostraram que 
essas despesas eram relativamente maiores nas 
famlias mais pobres do que nas mais ricas, isto 
, os mais pobres comprometiam uma porcentagem 
relativamente grande de sua renda com 
alimentos, embora em termos absolutos os gastos 
dessas famlias com alimentao fossem consideravelmente 
menores do que aqueles observados 
nas famlias mais ricas. Veja tambm Engel, 
Ernest. 

CURVA DE INDIFERENA. Veja Indiferena, 
Curva de. 

CURVA DE LAFER. Teoria desenvolvida pelo 
economista monetarista norte-americano Arthur 
Lafer, segundo a qual existe uma relao peculiar 
entre a arrecadao tributria e a taxa de 
impostos na economia. Quando esta ltima  
baixa, a relao  diretamente proporcional, mas 
depois de ultrapassar um ponto de maximizao 
da arrecadao, a relao passa a ser inversamente 
proporcional. Assim, a partir de determinado 
nvel de tributao, qualquer elevao 
da taxa, em lugar de provocar aumento da ar


recadao, resultaria numa reduo. Ao contrrio, 
uma reduo da taxa de impostos proporcionaria 
um aumento da arrecadao. Para Lafer, 
a economia norte-americana se encontraria 
na seco descendente da curva, onde a arrecadao 
 inversamente proporcional  variao 
da taxa fiscal. As causas principais desse fenmeno 
so a evaso fiscal (quando os impostos 
so muito elevados) e o desestmulo provocado 
sobre os negcios em geral. No entanto, a inteno 
da Curva de Lafer no era determinar a 
taxa de impostos que maximizaria a receita, mas 
chamar a ateno dos formuladores de poltica 
econmica para os efeitos dinmicos de uma poltica 
tributria. 

Curva de Lafer 

Arrecadao 
fiscal A taxa de impostos Tx2 maximiza a arrecadao 
(valor) (A2), enquanto a taxa Tx1, embora maior que 
Tx2, proporciona uma arrecadao menor (A1). 

A2 

A1 

0 
Tx2 Tx1 

CURVA DE LEXIS.  a que representa a extino 
gradual de uma mesma gerao humana, 
anotando-se as idades nas abcissas e o nmero 
de sobreviventes nas ordenadas. 

CURVA DE LORENZ. Veja Lorenz, Curva de. 

CURVA DE NVEL. Processo de representao 
grfica que consiste em: 1) projetar normalmente 
sobre o plano dos xy os pontos de um estereograma; 
2) reunir por uma linha contnua (Curva 
de Nvel) os pontos de igual cota ou aqueles 
cujas cotas esto contidas dentro de dados intervalos 
cuja amplitude constitui o "mdulo" do 
grfico.  usada, em geral, para representao 
grfica de distribuio de freqncia a dois atributos. 
As curvas de nvel tm origem na topografia. 
Na economia, elas servem para representar 
as curvas de indiferena. Veja tambm 

Curva de Indiferena. 

CURVA DE PARETO. Tambm denominada 
Curva de Distribuio de Pareto ou Lei da Distribuio 
da Renda,  uma relao emprica descrevendo 
o nmero de pessoas Y cuja renda  
X, apresentada por Pareto em 1897, na forma 

Y = A 
ou Y = A (X - a)-a 
(X - a)a0 = x <8 



cuja representao grfica  

Y 

a 

PX 

Sendo X o eixo das abscissas e nele marcadas as 
rendas e, no eixo das ordenadas, o nmero mnimo 
de pessoas Y cujas rendas sejam iguais ou superiores 
a X, geramos uma Curva de Pareto. Verifica-se que 
quando X_a, Y_8, enquanto X_8, Y_0, tendo 
portanto a Curva de Pareto duas assntotas X 
= a e Y = 0. Se deslocarmos o eixo Y at o ponto 
p correspondente  menor renda, ento a = O e 
a equao de Pareto ter a forma. 

A- a

Y == A.X 

Xa 

Esta  a forma simplificada e utilizada na prtica, 
j que as informaes sobre o nmero de pessoas 
com pequenas rendas so imprecisas. Veja tambm 
Curva de Lorenz; ndice de Gini; ndice 
de Pareto. 

CURVA DE PHILLIPS. Representao grfica 
de uma regularidade estatstica, encontrada em 
1958 por A.W.H. Phillips ao estudar a economia 
inglesa entre 1861 e 1957. A curva indicaria a 
existncia de uma relao inversamente proporcional 
entre o nvel de desemprego e a taxa de 
variao dos salrios monetrios. A.W.H. Phillips 
no apenas observou a existncia dessa relao 
no caso ingls, como tambm concluiu que 
ela era consideravelmente estvel durante um 
perodo de quase cem anos. Economistas como 
Paul Samuelson realizaram estudos semelhantes 
para os Estados Unidos, encontrando as mesmas 
tendncias, embora bem menos conclusivas 
do que as de Phillips. Do ponto de vista 
da poltica econmica, a Curva de Phillips 
mostra que em muitos casos a reduo do desemprego 
implica elevao dos salrios monetrios 
e, portanto, inflao; ou, ao contrrio, 
uma poltica de combate  inflao (reduo 
dos salrios monetrios) significa aumento da 
taxa de desemprego. 

CURVA LOGSTICA 

Taxa de 
Reajuste dos 
Salrios 
Monetrios 
(Inflao) 

Taxa de Desemprego A 

A = Taxa Natural de Desemprego 
CURVA DE RENDIMENTO INVERTIDA. Curva 
resultante de uma situao no mercado financeiro 
na qual as taxas de juros de curto prazo 
so mais elevadas do que as de longo prazo, 
resultando numa curva de inclinao negativa. 
Em condies normais de mercado, a curva tem 
uma inclinao positiva, isto , quanto maior 
for o prazo de vencimento coeteris paribus, maior 
ser a taxa de juros. Essa inverso pode acontecer 
quando as autoridades monetrias provocam 
um aperto monetrio tornando o crdito 
mais difcil e, conseqentemente, as taxas de juros 
mais elevadas. Nos pases onde existe relativa 
estabilidade de preos, as taxas de juros de 
longo prazo so influenciadas mais pelas expectativas 
inflacionrias do que pela poltica monetria 
das autoridades monetrias. Portanto, a 
Curva de Rendimento Invertida  considerada 
um fenmeno transitrio no ultrapassando 
quinze meses, e  considerada sinal de que a 
economia est entrando numa recesso. 

CURVA EM SINO. Veja Curva Normal; Distribuio 
Normal; Risco. 

CURVA IS-LM. Veja Curvas IS-LM. 

CURVA J (Jota). Imediatamente depois da desvalorizao 
da moeda de um pas, este pode acusar 
um dficit no balano de pagamentos. Logo 
aps, no entanto, o pas obter um supervit 
em conta corrente. O nome da Curva J tem origem 
no formato grfico deste movimento: se colocarmos 
o resultado da balana comercial no 
eixo y e o tempo no eixo x, ento a Curva J 
mostrar um dficit inicial para ser rapidamente 
transformado em supervit, na medida em que 
os efeitos da desvalorizao cambial se generalizam. 
Este fenmeno deve-se ao fato de que a 
resposta das importaes  mudana nos preos 
relativos no se processa imediatamente, resultando 
em dficits nos primeiros momentos depois 
da desvalorizao. 

CURVA LOGSTICA. Veja Logstica, Curva. 

CURVA MARSHALLIANA DA DEMANDA. 

Curva de Demanda inspirada em conceitos de 
Alfred Marshall, na qual a quantidade demandada 
em resposta aos preos depende no ape




CURVA NORMAL 

nas do nvel de renda, mas tambm incorpora 

o efeito substituio. Veja tambm Efeito Substituio; 
Marshall, Alfred. 
CURVA NORMAL. Expresso grfica de uma 
distribuio normal. Tem a forma aproximada 
de uma seco transversal de um sino. Teoricamente 
a curva se estende de -8 a 8, tendo o 
eixo horizontal como assntota.  tambm chamada 
de Curva em Sino, Curva de Gauss ou 
Curva Sigmide. Veja tambm Distribuio 
Normal; Probabilidade; Risco. 

estende-se de -8 a 8 


-8 8 

curva normal  = mdia 

CURVA SIGMIDE.  aquela cuja forma se 
assemelha  Curva Normal de Distribuio. Veja 
tambm Curva Normal. 

CURVA VERTICAL DE PHILLIPS. Hiptese 
de que, a longo prazo, no existe um trade-off 
(troca conflituosa) entre as mudanas na taxa 
nominal de salrios e o nvel de desemprego, 
como indicava originalmente a Curva de Phillips. 
Contrastando com a hiptese original de Phillips, 
Milton Friedman, em 1968, levantou o problema 
de que a questo central no so os salrios nominais, 
mas sim os reais. A hiptese  que os 
trabalhadores assalariados esto preocupados 
com os seus salrios reais e, portanto, suas demandas 
sobre os salrios nominais so feitas para 
compensar as taxas esperadas de inflao. Assim, 

dW = F(U)t + .dPet 

onde dw  a mudana nas taxas nominais de 
salrio;U  a taxa de desemprego e dPe, as mudanas 
esperadas nos preos, todas no perodo 
t e . = 1. Este movimento  ilustrado no grfico. 

Taxa de
Reajuste dos
Taxa de Desemprego 
Salrios
Monetrios
(Inflao)


D 

W2 E 

W1 
BC 

UA 

Partindo do ponto de equilbrio A, correspondente 
 taxa natural de desemprego, o governo 
aumenta a demanda agregada na tentativa de 
reduzir o desemprego. A demanda aumenta, os 
empresrios contratam mais trabalhadores e o 
desemprego diminui. Com o aumento do nvel 
de emprego, os salrios aumentam e ocorre o 
deslocamento sobre a Curva de Phillips de curto 
prazo de A para B. Supondo que no ocorra 
nenhum aumento de produtividade, os preos 
aumentam, os salrios reais diminuem e o desemprego 
volta para o ponto C. Agora existe 
uma taxa de inflao positiva no nvel de desemprego 
natural, pois aqueles que permanecem 
empregados formulam suas demandas salariais 
mais elevadas com base nas expectativas 
de futura elevao de preos, para compensar 
as taxas positivas de inflao. Se nenhuma ao 
for tomada pelo governo, esta taxa de inflao 
de equilbrio permanecer. Mas se o governo 
tentar reduzir outra vez o desemprego abaixo 
da taxa natural de desemprego, nos moveremos 
para uma segunda Curva de Phillips de curto 
prazo, primeiro para o ponto D e, posteriormente, 
para o ponto E. Os pontos A, C e E esto 
situados numa Curva Vertical de Phillips. O sistema 
tenderia a uma taxa natural de desemprego. 
Veja tambm Curva de Phillips; Expectativas 
Racionais. 

CURVAS DE PROGRESSO DOS SALRIOS. 
Curvas registradas em grficos, relacionando 
o salrio de um trabalhador com sua idade 
ou experincia. Elas so utilizadas nos casos 
em que no  possvel estabelecer uma graduao 
precisa das faixas salariais, como acontece, 
por exemplo, entre o pessoal dedicado  pesquisa 
ou de elevada capacidade tcnica. Em algumas 
empresas, as curvas so utilizadas como 
parmetro para a realizao de revises salariais 
globais. 

CURVAS IS-LM. Interpretao formal da teoria 
geral de Keynes, as curvas IS-LM representadas 
em diagramas mostram: a primeira delas, a Curva 
IS, as combinaes possveis entre taxas de 
juros e renda nacional, que mantm em equilbrio 
o mercado de bens e servios (mercadorias); 
a segunda, a Curva LM, representa as combinaes 
possveis entre taxas de juros e renda 
nacional, que mantm o mercado monetrio em 
equilbrio. John Hicks (1904-1989) inicialmente 
batizou a curva LM apenas como L, mas Alvin 
Hansen (1887-1975) rebatizou-a como LM, enfatizando 
que a curva representa pontos nos 
quais L (demanda por moeda) = M (oferta de 
moeda). Essas curvas e sua interao representam 
em sntese a relao de equilbrio entre 
taxas de juros e produto nacional e podem ser 
utilizadas para testar a eficcia de polticas fiscais. 
A curva IS representa a esfera dos gastos, 



ou o setor real da economia, e mostra que os 
gastos de consumo, de investimento ou as despesas 
do governo se elevam quando as taxas de 
juros diminuem. A curva LM, por outro lado, 
mostra que, no mbito financeiro, um aumento 
nos gastos s  viabilizado com um deslocamento 
para cima das taxas de juros. A razo disso 
estaria na teoria da preferncia pela liquidez das 
pessoas, proposta por Keynes, segundo a qual 
as pessoas preferem manter seus valores na forma 
mais lquida possvel, isto , na forma de 
dinheiro ou de depsitos  vista, para realizar 
transaes - dadas as oportunidades - e investir 
nos mercados financeiros especulativos. 
Quando os gastos se elevam, as pessoas necessitam 
de mais dinheiro para realizar as transaes. 
Se o volume de dinheiro em circulao fosse 
fixo, as pessoas s poderiam realizar seu desejo 
de aumentar os gastos se os saldos monetrios 
mantidos para garantir a liquidez diminussem. 
Para que essa reduo ocorra,  necessrio 
que as taxas de juros aumentem. Na esfera 
financeira, portanto, a relao  entre maiores 
gastos e taxas de juros mais elevadas. O perfil 
da curva LM , portanto, ascendente. Os nveis 
de equilbrio entre renda (produto) e taxas de 
juros so fornecidos pela interseco das curvas 
IS e LM. Do ponto de vista da eficcia da poltica 
fiscal, as curvas IS-LM funcionariam da seguinte 
maneira: maiores despesas do governo ou reduo 
dos impostos aumentariam a renda das 
pessoas e, portanto, provocariam maiores dispndios 
na seqncia. A curva IS seria deslocada 
de IS1 para IS2. Este aumento dos gastos provoca 
uma necessidade adicional de dinheiro 
para as transaes, o que, por sua vez, provoca 
uma elevao das taxas de juros. O aumento 
inicial dos gastos Y3 - Y1 sofre uma reduo 
(passa a Y2 - Y1), mas o impacto final da poltica 
fiscal ainda promove o crescimento da renda ou 
do produto, pois Y2 - Y1  positivo. 

LM 

IS2 

IS1 

Y1Y2 Y3 

Este esquema representa uma determinada interpretao 
da Teoria Geral de Keynes. No en-

CUSTO BRASIL 

tanto, na medida em que chama a ateno para 
as condies de equilbrio do sistema, no focaliza 
devidamente a estrutura subjacente e uma 
das questes que perpassam toda a obra keynesiana: 
a incerteza que caracteriza o mercado 
monetrio e financeiro. Veja tambm Curva de 
Phillips; Reagnomics; Supply Side Economics. 

CUSHION THEORY. Expresso em ingls que 
designa uma teoria segundo a qual o preo de 
uma ao deve subir se muitos investidores estiverem 
em posies vendidas, uma vez que tais 
posies devem ser cobertas pela compra de aes. 
Os analistas de mercado consideram existir 
uma tendncia altista se as posies vendidas 
de uma determinada ao registrarem um nvel 
duas vezes superior ao nmero de aes negociadas 
diariamente. Isso acontece porque a elevao 
de preos fora os portadores de posies 
vendidas a cobrir suas posies comprando aes, 
fazendo com que o preo destas suba ainda mais. 

CUSTO ALTERNATIVO. Veja Custos de 
Oportunidade. 

CUSTO/BENEFCIO, Anlise de. Processo usado 
para a determinao da eficincia econmica 
global de investimentos pblicos em obras infra-
estruturais. Comparam-se os custos com os 
benefcios sociais que provavelmente resultaro 
do investimento. Segundo esse processo, deve-
se escolher, entre vrios projetos, aquele que 
apresenta a maior diferena positiva entre os benefcios 
globais (econmicos e sociais) e os custos 
globais. As dificuldades apresentadas por 
esse processo de anlise so a quantificao dos 
benefcios e dos custos sociais e a determinao 
de uma taxa de juros para os capitais empregados. 
O mtodo tem sido usado particularmente 
para a anlise dos benefcios advindos da construo 
de estradas e outros empreendimentos 
pblicos. Veja tambm Benefcios Sociais. 

CUSTO BRASIL. Denominao genrica dada 
a uma srie de custos de produo, ou despesas 
incidentes sobre a produo, que tornam difcil 
ou desvantajoso para o exportador brasileiro colocar 
seus produtos no mercado internacional, 
ou ento tornam invivel ao produtor nacional 
competir com os produtos importados. Tais custos 
estariam relacionados com aspectos legais 
(legislao trabalhista, por exemplo, e os encargos 
sociais), institucionais (excesso de burocracia 
para a instalao de empresas ou para a exportao 
de produtos), tributrios (excesso de 
tributos sobre produtos que direta ou indiretamente 
participam das exportaes ou sofrem 
concorrncia de produtos estrangeiros), de infra-
estrutura (falta de estradas bem conservadas, 
comunicaes deficientes e caras) e corporativas 
(domnio de sindicatos de trabalhadores sobre 
certos tipos de atividade, dificultando a incor




CUSTO DE VIDA 

porao do progresso tcnico e o aumento da 
produtividade). 

CUSTO DE VIDA, ndice do. Medida da variao 
dos preos de bens e servios consumidos 
por uma amostra representativa da populao 
de uma regio, em certo perodo de tempo. Permite 
avaliar quantitativamente o poder de compra 
dos salrios e o valor real da moeda. Os 
diversos mtodos de clculo do ndice do custo 
de vida tomam como base o oramento-padro 
de uma amostra de famlias e incluem uma srie 
de bens e servios bsicos devidamente ponderada. 
Para que o ndice esteja sempre atualizado, 
 necessrio rever periodicamente o oramento-
padro e o preo de cada um dos itens. No Brasil, 
os primeiros estudos sistemticos sobre o assunto 
datam de 1936 e tinham por objetivo fornecer 
elementos para a fixao do salrio mnimo, 
institudo dois anos mais tarde pelo governo 
Vargas. Na atualidade, as principais instituies 
que se dedicam ao assunto so a Fundao Getlio 
Vargas, do Rio de Janeiro, o Instituto de 
Pesquisas Econmicas da Universidade de So 
Paulo, o Departamento Intersindical de Estatstica 
e Estudos Scio-Econmicos (Dieese), de So 
Paulo, e o IBGE. Esses ndices no so diretamente 
comparveis entre si porque diferem em 
seus campos de aplicao. O ndice da Fundao 
Getlio Vargas mede, desde 1944, as variaes 
de preos para o conjunto da populao carioca 
e oferece uma mdia para os diferentes nveis 
de renda. O do Instituto de Pesquisas Econmicas 
mede as variaes de preo para uma classe 
de renda modal na cidade de So Paulo. O Dieese 
ocupa-se das variaes do custo de vida dos 
trabalhadores de So Paulo, dividindo-os em 
trs estratos, de acordo com os salrios recebidos. 
E, finalmente, o do IBGE calcula o INPC 
em bases nacionais. Veja tambm DIEESE; FGV; 
IBGE; INPC. 

CUSTO DO PRAZO. Diferena que pode existir, 
especialmente nos gastos pblicos, entre o 
momento em que uma despesa  realizada e o 
momento em que  efetivamente paga. Nas economias 
onde existe um processo inflacionrio 
intenso e onde o mecanismo da correo monetria 
no se aplica em todos os contratos, esse 
prazo pode criar fortes distores dos valores 
reais efetivamente transacionados, causando 
perdas para os fornecedores do setor pblico 
ou para o prprio setor pblico, dependendo 
da forma na qual os contratos forem assinados 
e as formas indexadas ou no das receitas pblicas. 
No caso brasileiro, durante o perodo de 
vigncia da URV (28/2/1994 a 30/6/1994), as 
administraes (governos) que converteram 
para a URV suas despesas, e no tiveram suas 
receitas tambm convertidas, acusaram desequilbrios 
financeiros srios. 

CUSTO HISTRICO. Princpio adotado em 
contabilidade segundo o qual todos os elementos 
de uma demonstrao financeira devem ser 
baseados no custo de aquisio (ou original), supondo 
que a unidade monetria utilizada nessa 
demonstrao no sofra desvalorizao no perodo 
considerado, ou, quando isso ocorrer, 
compensando com a respectiva atualizao monetria 
daqueles custos. 

CUSTO MARGINAL DO CAPITAL. Sendo o 
custo de uma unidade adicional de uma determinada 
mercadoria ou produto, o custo marginal 
do capital  o custo de obteno de fundos 
adicionais, o que geralmente equivale s taxas 
de juros vigentes no mercado para tal tipo de 
operao. 

CUSTOMARY SYSTEM (Sistema Consuetudinrio). 
Sistema de unidades de medidas em vigor 
nos Estados Unidos, derivado do Sistema 
Imperial Ingls (Britnico), embora com algumas 
variaes, especialmente no que se refere 
 medida de substncias lquidas. Mas assim 
como o Sistema Imperial Ingls, o Sistema Consuetudinrio 
dos Estados Unidos tem o p (medida 
de comprimento) e a libra (medida de peso) 
como suas unidades bsicas. Ambos os sistemas 
esto sendo paulatinamente substitudos pelo 
Sistema Internacional. Veja tambm Sistema Internacional 
de Pesos e Medidas. 

CUSTOS. Avaliao, em unidades de dinheiro, 
de todos os bens materiais e imateriais, trabalho 
e servios consumidos pela empresa na produo 
de bens industriais, bem como aqueles consumidos 
tambm na manuteno de suas instalaes. 
Expresso monetariamente, o custo resulta 
da multiplicao da qualidade dos fatores de 
produo utilizados pelos seus respectivos preos. 

CUSTOS (Minimizao de). Para qualquer nvel 
de produo,  a combinao do emprego 
de fatores (em geral capital e trabalho) que torna 
os custos mnimos. 

CUSTOS COMPARATIVOS (ou Lei das Vantagens 
Comparativas). Conceito de custos introduzido 
na teoria do comrcio exterior por David 
Ricardo, em 1817. Para efeito de simplificao, 
relacionam-se os custos de produo dos 
produtos A e B, produzidos por dois pases distintos 
(1 e 2), comparando-os. Os custos de produo 
do produto A so expressos em relao 
aos custos de produo do produto B. Possui a 
vantagem comparativa o pas em que for menor 
a relao dos custos de produo dos produtos 
A e B. Ricardo introduziu esse conceito como 
prova de que  vantajosa para um pas sua especializao 
internacional. Veja tambm Ricardo, 
David. 



CUSTOS DE CARREGAO. Veja Carrying 
Costs. 

CUSTOS DE OPORTUNIDADE. Conceito de 
custos utilizado por Marshall. Segundo esse conceito, 
os custos no devem ser considerados absolutos, 
mas iguais a uma segunda melhor oportunidade 
de benefcios no aproveitada. Ou seja, 
quando a deciso para as possibilidades de utilizao 
de A exclui a escolha de um melhor B, 
podem-se considerar os benefcios no aproveitados 
decorrentes de B como opportunity costs, 
custos de oportunidade. Veja tambm Marshall, 
Alfred. 

CUSTOS DE PRODUO. Soma de todos os 
custos originados na utilizao dos bens materiais 
(matria-prima, mo-de-obra, depreciao 
e amortizao de mquinas, patentes, gastos diversos) 
de uma indstria na elaborao de seus 
produtos. 

CUSTOS DE TRANSAO. Conceito relacionado 
com os custos necessrios para a realizao 
de contratos de compra e venda de fatores num 
mercado composto por agentes formalmente independentes. 
Esses custos so comparados com 
aqueles necessrios  internalizao dessas atividades 
no mbito da prpria empresa e constituem 
um critrio importante na tomada de deciso 
nas empresas modernas. O conceito tem 
relevncia tambm nas teorias desenvolvidas 
por Ronald Coase que, mediante suas formulaes, 
denominadas Teorema de Coase, estabeleceu 
que as externalidades (economias externas) 
no determinam uma alocao imperfeita 
de recursos desde que os custos de transao 
sejam nulos. Veja tambm Coase, Ronald; Economias 
Externas; Teorema de Coase. 

CUSTOS DIRETOS. Custos que podem ser identificados 
diretamente com uma unidade do produto. 
 o caso dos custos decorrentes do consumo 
de matria-prima, embalagem e mo-deobra 
- a parte do salrio paga ao operrio que 
trabalha diretamente no produto, segundo o perodo 
de tempo gasto com a unidade que est 
sendo produzida. 

CUSTOS FIXOS. Custos que permanecem inalterados, 
independentemente do grau de ocupao 
da capacidade da empresa. So custos originados 
pela prpria existncia da empresa, sem 
levar-se em conta se ela est produzindo ou no 
(aluguis, juros, instalaes etc.). 

CUSTOS INDIRETOS. Custos relacionados com 
a fabricao e que no podem ser economicamente 
identificados com as unidades que esto 
sendo produzidas. Por exemplo: aluguel das ins-

CVM 

talaes da fbrica, depreciao, mo-de-obra indireta, 
impostos, seguro etc. 

CUSTOS INEVITVEIS. Custos que, considerados 
a curto prazo, coincidem com os custos 
fixos. 

CUSTOS SOCIAIS. Despesas feitas durante o 
processo de produo e que no so pagas pelos 
que as ocasionaram, mas por terceiros, ou so 
transferidas para toda a sociedade. Trata-se das 
despesas acarretadas, por exemplo, pela poluio 
do ar e das guas, pela destruio da fauna 
e da flora, pelos acidentes de trabalho e pelas 
doenas profissionais, entre outros fatores. Determinar 
esses custos  muito difcil, pois apenas 
uma parte deles chega a ser identificada em 
grandezas monetrias. 

CUSTOS SUPLEMENTARES. Custos que, na 
contabilidade financeira da empresa, no aparecem 
contrapostos por nenhuma despesa, mas 
precisam entrar no clculo de custos, pois significam 
concretamente gastos. Por exemplo: clculo 
do aluguel de um imvel da empresa, utilizado 
por ela mesma. 

CUSTOS VARIVEIS. Parte do custo total que 
varia conforme o grau de ocupao da capacidade 
produtiva da empresa: por exemplo, custos 
com matrias-primas, salrios por produo e 
outros. 

CUT - Central nica dos Trabalhadores. Uma 
das centrais sindicais brasileiras, fundada em 
agosto de 1983 em congresso que contou com 
a participao de 5 059 trabalhadores, delegados 
de sindicatos urbanos e rurais. No congresso, 
foi eleita uma coordenao composta de 86 
membros, tendo como presidente o ex-presidente 
do Sindicato dos Metalrgicos de So Bernardo 
do Campo, Jair Meneguelli. A CUT e a CGT 
constituem as duas grandes centrais do movimento 
sindical brasileiro. Por seu programa e 
pelas greves e aes coletivas que tem patrocinado 
no campo e na cidade desde a sua origem, 
a CUT  considerada mais  esquerda do que 
a CGT. Veja tambm CGT; Conclat. 

CUTTHROAT COMPETITION. Expresso em 
ingls que significa competio selvagem (matar 
ou morrer), que sempre termina em perdas para 
as empresas envolvidas e cuja inteno  eliminar 
o concorrente. As perdas sofridas pela empresa 
vencedora so compensadas em seguida 
pela elevao de preos e pela ausncia ou reduo 
da concorrncia. Esse tipo de competio 
 tambm denominado War Rate, isto , Guerra 
de Preos. 

CVM - Comisso de Valores Mobilirios. Comisso 
criada pela lei n 6 385, de 7/12/1976, 



CVRD 

inspirada na Securities and Exchange Commission, 
dos Estados Unidos, para exercer uma funo 
at ento atribuda ao Banco Central: regular, 
prestar consultoria e julgar, em instncia administrativa, 
as operaes e dispositivos do Mercado 
de Valores Mobilirios. Sob a jurisdio 
da CVM, esto as Bolsas de Valores e sociedades 
corretoras, os bancos de investimentos, as sociedades 
distribuidoras e as companhias abertas, 
os agentes autnomos de investimento e as carteiras 
de depsitos de valores mobilirios, os 
fundos e sociedades de investimento e os auditores 
independentes, os consultores e analistas 
de valores mobilirios. A CVM, juntamente com 

o Conselho Monetrio Nacional, estabelece as 
normas e diretrizes para o funcionamento do 
mercado de valores. 
CVRD - Companhia Vale do Rio Doce S.A. 

Empresa de economia mista criada em 1942, tendo 
o governo federal como acionista majoritrio. 
 a maior empresa de minerao de ferro do 
mundo e a principal exportadora mundial do 
produto. Sua criao resultou do mesmo esforo 
de nacionalizao dos setores bsicos que levaria 
 criao da Companhia Siderrgica Nacional e 
da Petrobrs. Incorporou a Companhia Brasileira 
de Minerao e Siderurgia,  qual se integravam 
a Estrada de Ferro Vitria-Minas e a Itabira 
Mining Company. Opera nos Estados de 
Minas Gerais, Esprito Santo, Rio de Janeiro, 
Par e Mato Grosso do Sul. O transporte de minrio 
das jazidas ao porto de embarque  feito 
pela ferrovia Vitria-Minas, com 550 km. Quase 
toda a exportao  realizada pelo porto de Tubaro, 
em Vitria, inaugurado em 1966. A Vale, 
com mais de vinte subsidirias, extrai minrio 
de ferro, mangans e alumnio e promove projetos 
de reflorestamento e de industrializao de 
celulose, fertilizantes, fosfato, titnio e outros 
metais raros. Opera ainda com transportes martimo 
e ferrovirio, pesquisas geolgicas e engenharia 
de projetos. Tem uma filial em Nassau, 
Bahamas (Itabira International Company Ltd. - 
Itaco) e outra na Alemanha, a Itabira Eisenerz 

G.m.b.H. Sua principal subsidiria, a Docenave 
(Vale do Rio Doce Navegao S.A.), fundada em 
1961 e com sede no Rio,  a segunda maior empresa 
de navegao do Brasil, encarregando-se 
da construo de navios e transporte a granel 
(minrio de ferro, carvo, leo cru, bauxita, acar, 
rocha fosftica, cereais e fertilizantes). Entre 
as subsidirias, destacam-se ainda a Florestas 
Rio Doce S.A. (Belo Horizonte), a Rio Doce Madeiras 
S.A. - Docemade (Vitria) e a Amaznia 
Minerao S.A. (Belm). A Vale tem exclusividade 
na explorao dos 18 bilhes de toneladas 
de ferro da serra dos Carajs, no Par. 
CWO. Iniciais da expresso em ingls cash with 
order, que significa "pagamento com o pedido", 
isto , o pedido de uma mercadoria ou 
servio deve ser acompanhado pelo devido pagamento. 


CY PRS (Doutrina). Expresso em francs que 
significa "por aproximao" e  aplicada no caso 
de instituies de caridade que, por uma razo 
ou outra, no podem exercer suas atividades em 
total concordncia com os termos em que a instituio 
foi criada. Nesses casos, os tribunais podem 
adotar a doutrina cy prs, universalmente 
reconhecida na legislao internacional, e determinar 
que a instituio (trust) desenvolva suas 
atividades de tal forma a se aproximar o mais 
possvel do desejo original do doador dos bens 
ou recursos  disposio da instituio. Esta 
doutrina est baseada no princpio de que, em 
ltima instncia,  o Estado o protetor de todos 
os objetos de caridade. 

CYBERPHOBIA. Termo relacionado com os estudos 
dos impactos da incorporao do progresso 
tcnico sobre os trabalhadores e que consiste 
no medo ou nas fobias causadas pela presena 
de computadores e aparelhos a eles relacionados 
nos locais de trabalho. 

CYCLICAL ASSYMETRY. Expresso em ingls 
cuja traduo literal  "assimetria cclica".  utilizada 
nos Estados Unidos para designar que a 
poltica monetria da Reserva Federal  mais eficaz 
durante uma fase do ciclo econmico do que 
em outra.

 D 


D. Inicial de: 1) debnture; 2) default (classificao 
da Standard & Poor's); 3) delivery (entrega); 4) 
demand (Curva da Demanda); 5) dinar (unidade 
monetria da Tunsia); 6) discount (desconto); 7) 
dlar (unidade monetria dos Estados Unidos). 
DAO EM PAGAMENTO. Conceito utilizado 
em administrao pblica, que significa a entrega 
de um bem que no seja dinheiro para a 
liquidao de uma dvida. Aquilo que, dado em 
pagamento, pode ser de qualquer natureza e espcie, 
desde que o credor consinta no recebimento 
da prestao devida. Por exemplo, este 
dispositivo era utilizado nas operaes interli




gadas nas quais, em troca do aumento do potencial 
construtivo de um terreno, seu proprietrio 
entregava  prefeitura municipal um determinado 
nmero de habitaes de interesse social 
para a remoo de favelas. Nesse caso, as 
moradias eram entregues como dao em pagamento 
desse compromisso (atualmente, o pagamento 
pode ser feito em dinheiro, o que simplifica 
consideravelmente o processo). 

DADOS DE REFERNCIA. Veja Bench Mark. 

DAEs. Veja NICs. 

DAISY CHAIN. Expresso em ingls que significa 
"corrente da felicidade", que designa a 
realizao de transaes entre manipuladores 
num mercado financeiro para criar uma aparncia 
de que determinados ttulos ou aes estaro 
em processo de alta, como forma de atrair investidores 
incautos e ingnuos. Quando estes 
ltimos entram no mercado comprando aes 
ou ttulos e elevando, assim, as respectivas cotaes, 
os especuladores vendem maciamente 
seus ttulos e aes, realizando lucros e deixando 
os incautos com papis "micados". Veja tambm 

Especulao; Mico. 

DALASI. Unidade monetria da Gmbia. Submltiplo: 
butut. 

DARDANISMO. Palavra derivada de Dardanus, 
feiticeiro fencio que destrua as colheitas. Significa 
a destruio consciente de uma colheita 
ou produo agrcola, para que os preos no 
caiam por excesso de oferta e a lucratividade se 
mantenha satisfatria. No Brasil, o caso mais expressivo 
de dardanismo foi a queima do caf 
nas fornalhas das locomotivas nos primeiros 
anos da dcada de 30, para evitar que os preos 
cassem ainda mais no mercado internacional, 
deprimido pela crise econmica a partir de 1929. 

DARWINISMO SOCIAL. Escola do pensamento 
scio-econmico surgida na Europa no final 
do sculo XIX e que teve em Herbert Spencer 
seu principal terico. Aceita as proposies neoclssicas 
e condena a interveno do Estado nos 
mecanismos de mercado e em outras esferas da 
vida social; e, apoiando-se em Darwin, transplanta 
para a vida econmico-social a teoria da 
seleo natural, segundo a qual os menos aptos 
tenderiam a desaparecer. A interveno do Estado 
no "organismo" social - segundo os seguidores 
de Spencer - seria contrria  evoluo 
natural. A empresa monopolista - principal 
caracterstica do capitalismo moderno - resultaria 
do processo de seleo na vida econmica 
e, portanto, seria benfica, na medida em que 
afastaria os menos aptos. Nessa questo, a teoria 

DAVANZATI, Bernardo 

de Spencer afasta-se do neoliberalismo, que defende 
algum grau de interveno do Estado para 
garantir a concorrncia. Veja tambm Spencer, 
Herbert. 

DATA MINING. Expresso em ingls que significa 
a extrao de conhecimentos dos dados 
encontrados nos modernos meios de estocagem 
dos mesmos. A combinao de computadores 
cada vez mais rpidos, a capacidade de armazenamento 
de dados de forma barata e o progresso 
nas comunicaes tornam possvel combinar, 
para efeitos de marketing, por exemplo, 
dados fornecidos por diversas fontes para traar 

o perfil de tendncias de novos consumidores. 
 verdade que formas de pesquisa como essa, 
que se assemelham ao ato de cavar uma mina 
at encontrar metais preciosos, tornam cada vez 
mais tnues os limites entre o que so dados de 
domnio pblico (lista telefnica, por exemplo) 
e aquilo que pertence a cada cidado e somente 
com sua autorizao poderia ser utilizado. Veja 
tambm Marketing. 
DATIO IN SOLUTUM. Expresso em latim que 
significa "dao em pagamento", no sentido em 
que, dessa forma, se extinguiu uma obrigao. 

DAVANZATI, Bernardo (1529-1606). Comerciante, 
tradutor e economista, Davanzati nasceu em 
Florena, e ali trabalhou at o final de sua vida. 
Suas obras mais importantes foram Notizie dei 
Cambi (Anotaes sobre o Cmbio), 1582, na qual 
ele explica as operaes com moedas estrangeiras, 
e Lezione delle Monete (Lies sobre a Moeda). 
Sua anlise sobre o cmbio mostra como as taxas 
flutuam entre gold points, de acordo com a oferta 
e a demanda de notas, sendo tais gold points determinados 
por um prmio de risco, custo de 
transporte e perda de juros, enquanto os fundos 
esto em trnsito. As consideraes de Davanzati 
sobre a moeda constituem uma das primeiras 
verses da viso dos metalistas sobre a origem 
e a natureza do dinheiro. Ele destaca as 
vantagens do dinheiro sobre o escambo, por facilitar 
as trocas entre pases e a diviso do trabalho. 
Para explicar a origem do valor do dinheiro, 
Davanzati apresenta uma primitiva teoria 
quantitativa, que relaciona o valor dos estoques 
de mercadorias com o estoque de moeda. 
Embora consciente da importncia da circulao 
monetria, no relacionou isto com o conceito 
da velocidade de circulao. Davanzati criticava 
as desvalorizaes monetrias por meio da recunhagem, 
e defendia que a moeda deveria circular 
"de acordo com o seu valor intrnseco", 
isto , pela quantidade fixa de material que a 
compunha. Na tradio metalista, definia o dinheiro 
como "ouro, prata e cobre" cunhados 



DAVOS 

pela autoridade pblica, transformando-se no 
preo e na medida das coisas. O dinheiro no-
metlico ou no-conversvel somente poderia 
circular junto ao pblico pela coero. 

DAVOS (Frum de). Denominao dada ao Frum 
Econmico Mundial que se realiza anualmente 
na cidade sua de Davos, reunindo chefes 
de Estado e ministros (especialmente da rea 
econmica e financeira) para discutir os grandes 
problemas que afetam a economia mundial. No 
tem carter deliberativo. 

DAWES PLAN. Veja Plano Dawes. 

DAY AFTER RECALL. Expresso em ingls que 
significa literalmente "lembrana do dia seguinte". 
Utilizada em propaganda e marketing, designa 
a lembrana que o pblico reteve de uma 
pea publicitria veiculada na vspera. 

DAY-TO-DAY MONEY. Veja Call Money. 

DAY TRADE. Expresso em ingls que significa 
a realizao de uma operao financeira e 
sua liquidao no mesmo dia, isto , a compra 
e a venda de um ttulo por um mesmo operador 
num mesmo dia. Dessa forma, um ganho ou 
uma perda so imediatamente obtidos. O mecanismo 
tambm  conhecido como in-and-out 
trade. Por exemplo, um operador realiza o seguinte 
negcio: adquire s 9:00 (no incio do prego) 
100 onas de ouro por 37,5 mil dlares. 
Vende s 14:00 (no final do prego) 100 onas 
de ouro por 37 650 dlares. Na medida em que 
uma operao compensa a outra, esta liquidao 
tem preferncia sobre as demais, e o operador 
realiza um ganho bruto (sem contar a comisso) 
de 150 dlares. 

DCB (Debt Convertion Bond). Veja Plano Brady; 
TJLP. 

DCP. Veja Freight or Carriage Paid To. 

DDP. Veja Delivered Duty Paid. 

DE MOIVRE, Abraham. Veja Distribuio Normal; 
Risco. 

DE NOVO. Expresso de origem latina que, utilizada 
no mbito financeiro, significa um banco 
novo que recebe uma carta de autorizao constituindo-
se, dessa forma, em uma nova sociedade 
financeira numa determinada economia. Esta 
forma se distingue quando algum adquire, por 
meio de compra, controle acionrio etc., um banco 
j em funcionamento, isto , que j possui 
uma carta de autorizao para funcionar. 

DEAD HORSE WORK. Expresso em ingls 
que significa trabalho pelo qual os trabalhadores 
foram pagos por adiantamento ou aquele que 

deve ser repetido, embora no seja estritamente 
necessrio faz-lo. 

DEADLINE. Termo em ingls que significa 
"prazo final", isto , data ou momento final para 
que um projeto seja finalizado ou uma deciso 
seja tomada. 

DEAR MONEY. Veja Dinheiro Caro. 

DEBNTURE. Ttulo mobilirio que garante ao 
comprador uma renda fixa, ao contrrio das aes, 
cuja renda  varivel. O portador de uma 
debnture  um credor da empresa que a emitiu, 
ao contrrio do acionista, que  um dos proprietrios 
dela. As debntures tm como garantia 
todo o patrimnio da empresa. Debntures 
conversveis so aquelas que podem ser convertidas 
em aes, segundo condies estabelecidas 
previamente. 

DBITO. Em contabilidade, especialmente no 
sistema de partidas dobradas,  qualquer quantia 
devida pela empresa, contrapondo-se ao crdito. 
Assim, por exemplo, a compra de uma mquina 
entra como dvida na coluna de dbito, 
ao mesmo tempo que a mquina, como equipamento, 
entra como crdito de mesmo valor. Veja 
tambm Crdito; Partidas Dobradas. 

DEBREU, Gerard (1921- ). Nascido na Frana 
e naturalizado norte-americano, Gerard Debreu 
 um economista matemtico, ganhador do Prmio 
Nobel em economia em 1983 por seus trabalhos 
relacionados com a Teoria do Equilbrio 
Geral. Debreu retomou e examinou em detalhe 
as questes levantadas por Smith e Walras relacionadas 
com o equilbrio dos mercados, especialmente 
de que maneira um sistema de mercados 
descentralizados poderia levar  desejvel 
coordenao dos planos individuais dos consumidores. 
Em seu trabalho em conjunto com Arrow, 
ele foi capaz de provar a existncia de preos 
proporcionadores de equilbrio, confirmando 
desta forma a lgica da viso de Smith e 
Walras. Debreu respondeu a duas questes adicionais 
neste campo. Em primeiro lugar, ele estabeleceu 
de que maneira as condies sob as 
quais a mo invisvel de uma economia de mercado 
poderia assegurar a eficincia alocativa dos 
fatores e recursos. Em segundo lugar, ele analisou 
a questo da estabilidade do equilbrio de 
uma economia de mercado e foi capaz de mostrar 
que, em economias de grande porte, com 
inmeros agentes de mercado, o equilbrio seria 
estvel. Seu livro mais importante, Theory of Value 
(Teoria do Valor), 1959,  conhecido por sua 
abrangncia (universalidade) e sua elegante 
abordagem analtica, uma vez que Debreu foi 
capaz, no mesmo modelo de equilbrio, de in




tegrar a teoria da locao (location), a teoria do 
capital e a teoria do comportamento em condies 
de incerteza. 

DEBT RELIEF. Expresso em ingls que significa 
"reduo da dvida", e ocorre quando, diante 
da impossibilidade de um devedor pagar uma 
dvida, o credor proporciona uma reduo dela 
(s vezes acompanhada de uma reduo tambm 
nas taxas de juros), de forma tal que o devedor 
possa honr-la. Veja tambm Plano Baker; 
Plano Brady. 

DECIL. Veja Percentil. 

DECIMAL (Sistema). Veja Sistemas de Pesos 
e Medidas. 

DECISES, Tomada de. Processo que envolve 
desde o estabelecimento de uma poltica empresarial 
ou governamental at a execuo de uma 
poltica j determinada, pelo julgamento de dados 
e escolha de meios necessrios para alcanar 
um objetivo. A tomada de decises tornou-se 
mais formal e cientfica a partir da introduo 
de mtodos matemticos, como a programao 
linear, o uso de computadores e outras inovaes. 
Esses avanos, contudo, apenas proveram 

o processo decisrio de meios mais confiveis 
para determinar claramente as conseqncias de 
cursos alternativos de ao; a escolha final de 
poltica apropriada continua nas mos do executivo. 
DECLARAO DE FILADLFIA. Proclamao 
histrica numa das conferncias da Organizao 
Internacional do Trabalho (OIT), em 1944, contra 
a pobreza e pela liberdade de expresso e organizao 
dos trabalhadores. 

DECRETO-LEI 1.401. Veja Sociedade de Investimento 
D.L. 1.401. 

DECRETO-LEI 157. Assinado em 10/2/1967 pelo 
governo federal, dispunha sobre a criao de 
fundos fiscais de investimento, com a finalidade 
de estimular a capitalizao de empresas com 
aes negociveis nas Bolsas de Valores e reforar 
o mercado de capitais. Por meio desse benefcio 
fiscal, as pessoas fsicas passaram a poder 
aplicar at 12% do Imposto de Renda devido 
na compra de cotas de fundos fiscais de investimento, 
administrados por instituies financeiras 
especializadas. Aps um perodo mnimo de 
cinco anos, as cotas poderiam ser vendidas, recebendo 
o investidor o dinheiro aplicado, acrescido 
da valorizao das cotas correspondentes. 
O fim de sua vigncia foi decretado em 1983. 

DEDUES DO IMPOSTO DE RENDA. Despesas 
que podem ser subtradas do total de ren-

DEFICIENCY PAYMENT 

dimentos em cada uma das cdulas da declarao 
do Imposto de Renda. Permitem, assim, uma 
reduo da renda sobre a qual o imposto incide. 
Cada cdula possui dedues prprias, em funo 
do tipo de fonte que originou o rendimento. 
Dessa forma, a cdula A/B (rendimentos de capital) 
permite dedues com despesas de comisso 
e corretagem, necessrias para receber os 
rendimentos em questo. Na cdula C (rendimentos 
do trabalho assalariado), podem-se deduzir 
despesas relacionadas com o exerccio da 
profisso, como compra de uniformes e roupas 
especiais ao exerccio profissional, despesas judiciais 
(para recebimento dos rendimentos), 
compra de publicaes e materiais necessrios 
ao desempenho de funes tcnicas e outras. 
Veja tambm Imposto de Renda. 

DEEP-DISCOUNT BOND. Expresso em ingls 
que designa, no mercado financeiro, aqueles 
ttulos com um cupom (taxa de juros) muito baixo 
ou mesmo sem proporcionar juros, mas vendidos 
com um desconto muito grande, isto , 
por um preo muito abaixo do seu valor de face. 
Quando o ttulo no tem cupom, isto , no paga 
juros, denomina-se pure-discount ou original-issue-
discount bond. Veja Tambm Zero Coupon 
Bonds. 

DEFASAGEM CAMBIAL. Situao na qual a 
moeda de um pas encontra-se valorizada em 
relao s moedas fortes, o que constitui um desestmulo 
s exportaes. Dependendo do grau 
dessa defasagem, os exportadores devero ser 
compensados com isenes tributrias e/ou 
vantagens financeiras como, por exemplo, acontece 
com as Antecipaes de Contratos de Cmbio 
(ACC). Veja tambm ACC. 

DEFAULT. Termo de origem francesa que significa 
a declarao de insolvncia do devedor decretada 
pelos credores quando as dvidas no so 
pagas nos prazos estabelecidos. A clusula de default 
fez parte dos contratos assinados pelo governo 
brasileiro em seus emprstimos ou avais 
com as instituies financeiras internacionais. 

DEFICIENCY PAYMENT. Expresso em ingls 
que significa "pagamento por compensao" e 
que consiste num instrumento utilizado pelo governo 
norte-americano para compensar os agricultores 
que aderirem ao programa de reduo 
de rea cultivada de determinado produto, para 
que no haja excesso de produo. Esta compensao 
 paga ao agricultor se o preo de mercado 
no alcanar o preo-meta (target price), 
previamente determinado pelo governo e que 
busca assegurar um grau de rendimento normal 
(mdio) para o agricultor. A magnitude deste 
pagamento por compensao depende da diferena 
entre o preo-meta e o preo de mercado 
do produto em questo ou o preo-emprstimo 



DFICIT 

de suporte (aquele que for o mais elevado). Esses 
mecanismos de incentivo e desincentivo tm significado 
(nos Estados Unidos) que mais de 75% 
dos gros para alimentao humana (especialmente 
o trigo) participam deste programa. Este 
pagamento por compensao no pode, no entanto, 
ultrapassar 50 mil dlares por produtor. 

DFICIT. Em linguagem contbil,  um excesso 
de passivo em relao ao ativo, isto , as despesas 
e pagamentos so maiores que o faturamento 
e o total de crdito. Nas finanas pblicas, 
fala-se em dficit oramentrio quando as despesas 
so superiores  arrecadao, e em dficit 
da balana comercial quando o valor total das 
importaes  superior ao total das exportaes. 
Nas contas do governo, o dficit pode ser considerado 
dficit primrio (inclui todas as receitas 
e todas as despesas do governo menos juros) e 
dficit operacional. A diferena entre os dois  que 

o segundo inclui as despesas com juros das dvidas 
interna e externa do setor pblico. O quadro 
abaixo mostra a evoluo do dficit operacional 
e primrio do setor pblico consolidado, 
isto , incluindo Unio, Estados, municpios e 
empresas estatais entre 1985 e 1994: 
1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 

Resultado operacional 
4,4 -3,6 -5,7 -4,8 -6,9 1,3 -0,2 -2,8 1,3 0,5 
Governo Federal 
-1,1 -1,3 -3,2 -3,4 -3,9 2,3 -0,1 -1,2 -1,0 1,3 
Estados e municpios 
-1,0 -0,9 -1,6 -0,4 -0,6 -0,4 0,7 -0,7 -0,1 -0,6 
Empresas estatais 
-2,3 -1,4 -,09 -1,0 -2,4 -0,6 -0,8 -0,9 -0,2 -0,2 

Resultado primrio 
2,6 1,6 -1,0 0,9 -1,0 4,6 2,9 0,7 1,8 4,1 
Governo Federal 
1,6 0,4 -1,8 -1,0 -1,4 2,7 1,0 0,7 0,6 2,6 
Estados e municpios 
0,1 -0,1 -0,6 0,5 0,3 0,2 1,5 0,0 0,6 0,8 
Empresas estatais 
0,9 1,3 1,4 1,4 0,1 1,7 0,4 0,0 0,6 0,7 

Juros lquidos 
-0,7 -5,2 -4,7 -5,7 -5,9 -3,3 -3,1 -3,5 -3,0 -3,7 
Governo Federal 
-2,7 -1,7 -1,4 -2,4 -2,5 -0,4 -1,1 -1,8 -1,5 -1,4 
Estados e municpios 
-1,1 -0,8 -1,0 -0,9 -0,9 -0,6 -0,8 -0,7 -0,7 -1,4 
Empresas estatais 
-3,2 -2,7 -2,3 -2,4 -2,5 -2,3 -1,2 -1,0 -0,8 -0,9 

Setor Pblico Consolidado: resultado operacional 
e primrio e juros reais em porcentagens do 
PIB. 
Observa-se que, embora o resultado primrio 
tenha sido em geral positivo, o operacional tem 
se mostrado negativo, uma vez que o peso dos 
juros produzidos pelo elevado grau de endividamento 
pblico tem mais do que superado o 
supervit primrio. 

DFICIT CAMBIAL. Veja Supervit Cambial. 

DFICIT EM CONTA CORRENTE. Tambm 
denominado dficit em transaes correntes,  
aquele que ocorre quando a soma das balanas 
comercial e de servios e de transferncias unilaterais 
do balano de pagamentos mostra um 
resultado negativo, isto , de dficit. Veja tambm 
Balano de Pagamentos. 

DFICIT EM TRANSAES CORRENTES. 
Veja Dficit em Conta Corrente. 

DFICIT OPERACIONAL. Veja Dficit. 

DFICIT ORAMENTRIO. Mecanismo de 
equilbrio econmico proposto por Keynes, visando 
superar os problemas criados pelas crises 
cclicas da economia capitalista. Segundo Keynes, 
cabe ao Estado o papel de restabelecer o 
equilbrio econmico por meio de uma poltica 
fiscal, creditcia e de gastos, realizando investimentos 
ou inverses reais que atuem, nos perodos 
de depresso, como estmulo  economia. 
Dessa poltica resultaria um dficit sistemtico 
no oramento. Nas fases de prosperidade, ao 
contrrio, o Estado deve manter uma poltica 
tributria alta, formando com isso um supervit, 
que deve ser utilizado para o pagamento das 
dvidas pblicas e para a formao de um fundo 
de reserva a ser investido nos perodos de depresso. 
Esse tipo de proposta oramentria ficou 
conhecido como oramento cclico e decorreu 
da verificao feita por Keynes de que o 
equilbrio oramentrio no constitui um benefcio 
para a economia; ao contrrio, atua de forma 
prejudicial, j que contribui para agravar a 
conjuntura do ciclo, seja ele de expanso ou de 
depresso. A teoria keynesiana dos oramentos 
cclicos constitui uma tentativa de encontrar sada 
para o laissez-faire, e serve para confirmar a 
falncia do sistema liberal-individualista e reafirmar 
a necessidade de interveno estatal permanente 
na economia. Veja tambm: Keynes, 
John Maynard; Oramento. 

DFICIT PRIMRIO. Veja Dficit. 

DFICIT PBLICO. Veja Dficit e Dficit 
Operacional. 

DEFLAO. Queda persistente do nvel geral 
de preos, o oposto da inflao. Caracteriza-se 



pela baixa oferta de moeda em relao  oferta 
de bens e servios ou pela queda na demanda 
agregada (associada, por exemplo, a um maior 
ndice de poupana). Esse excesso de oferta de 
bens - ou carncia de demanda - aumenta o 
ndice de capacidade ociosa na economia e causa 
um acirramento da concorrncia entre os produtos, 
que disputam os poucos consumidores 
disponveis, o que leva a uma rpida queda nos 
preos. Cai o investimento e, conseqentemente, 
h queda no produto real e aumento no desemprego. 
A deflao, assim, pode acabar provocando 
depresso (como a que ocorreu em 19291933 
nos Estados Unidos). Normalmente, combate-
se a deflao por meio de um aumento nos 
gastos pblicos e um maior grau de endividamento 
pblico, como forma de aumentar a demanda 
agregada. Veja tambm Deflacionar; Deflator; 
Demanda Agregada; Inflao. 

DEFLACIONAR. Ato de comparar um preo 
corrente especfico com a inflao mdia existente 
numa economia em determinado perodo,
mediante um ndice de inflao (IGP-ndice Geral 
de Preos; IPC-ndice de Preos ao Consumidor 
etc.) denominado deflator. Para calcular 
a evoluo do salrio real,  necessrio deflacionar 
o salrio nominal por meio de um deflator 
que reflita a evoluo dos preos dos produtos 
adquiridos pelos assalariados de forma habitual, 
como  o INPC (IBGE). Assim, por exemplo, 
entre julho de 1994 e julho de 1997, o salrio 
mnimo nominal cresceu 71,4%, enquanto o 
INPC (IBGE) aumentou 57,2%, o que resultou 
num aumento de 9,3% no salrio mnimo real 
entre as duas datas, como mostram os nmeros 
abaixo: 

INPC 
(IBGE) 
Salrio 
Nominal 
Salrio 
R$ 
Salrio Real 
Nominal 
ndice 
SN/IPC x 100 
1994 100 70 100 100 
1995 130,5 100 142,8 109,4 
1996 149,9 112 160 106,7 
1997 157,2 120 171,4 109,3 

(Base: julho/1994 = 100) 

Veja tambm Deflao. 

DEFLATOR. ndice de correo das flutuaes 
monetrias utilizado para determinar o preo 
real dos produtos. O deflator  calculado a partir 
do valor do volume de bens e servios, a preos 
constantes produzidos durante um perodo (um 
ms, um ano): essa  a referncia inaltervel, 
utilizada ento como divisor para o valor do 
volume de bens e servios produzidos em qualquer 
outro perodo. O quociente da diviso ser 

o deflator, que mostrar a variao do poder 
aquisitivo da moeda. Os preos corrigidos por 
esse deflator crescero em valor absoluto, mas 
DELFIM NETO, Antnio 

permanecero com valores reais comparveis. 
Veja tambm Deflacionar. 

DEKASSEGUIS. Originalmente, o termo em japons 
significa "migrante ou trabalho fora da 
residncia". Era empregado no Japo para designar 
os trabalhadores do Norte e Nordeste que 
iam  procura de trabalho nas regies desenvolvidas 
de Tquio e Osaka. Hoje, o termo  
utilizado para designar os descendentes de japoneses 
nascidos no Brasil que voltam ao Japo 
como trabalhadores temporrios, tendo em vista 
que o desemprego aumentou em nosso pas nos 
ltimos anos. Calcula-se que o nmero desses 
trabalhadores brasileiros que se transferiram 
para o Japo j supera os 230 mil, isto , um 
nmero superior ao dos imigrantes japoneses 
que vieram ao Brasil no incio deste sculo. Calcula-
se tambm que esses trabalhadores temporrios 
no Japo enviem para o Brasil uma mdia 
de 1,5 bilho de dlares anualmente, o que j 
representa um valor expressivo e que contribui 
para a obteno de um resultado positivo em 
transaes correntes no balano de pagamentos, 
embora parcela desse valor possa entrar sem o 
devido registro no Banco Central. Com a recesso 
da economia japonesa em 1993, e com a conseqente 
reduo de postos de trabalho, especialmente 
aqueles onde se empregavam os 
"dekasseguis", esse fluxo migratrio comeou 
a diminuir. 

DEL CREDERE (Acordo). Expresso em italiano 
que designa uma comisso extra paga por 
uma empresa (geralmente exportadora) a um 
agente quando este assume o risco de que o 
cliente que adquiriu mercadorias do primeiro  
solvente e honrar o compromisso de pagar pelo 
que comprou. 

DELEGAO. Processo pelo qual a autoridade 
 distribuda de cima para baixo numa organizao. 


DELFIM NETO, Antnio (1929- ). Economista 
e poltico brasileiro. Cursou a Faculdade de 
Cincias Econmicas e Administrao da Universidade 
de So Paulo, da qual se tornou professor 
catedrtico. Em 1966, foi secretrio da Fazenda 
do Estado de So Paulo e, em maro de 
1967, assumiu o Ministrio da Fazenda, mantendo-
se no cargo at maro de 1974. Nesse perodo, 
correspondente aos governos Costa e Silva 
e Garrastazu Medici, foi considerado o principal 
artfice do "milagre brasileiro". Embora 
teoricamente ligado  escola monetarista neoclssica, 
ao liberalismo econmico e ao antiestatismo, 
Delfim Neto utilizou-se amplamente 
dos instrumentos de interveno estatal na economia. 
Com o incio do governo Geisel, em 1974, 
foi nomeado embaixador brasileiro na Frana. 
Em 1979, assumiu o Ministrio do Planejamento, 



DELINQUENT INTEREST 

no governo Figueiredo. Para enfrentar a falncia 
do "milagre", a recesso do final da dcada de 
70, valeu-se fundamentalmente de recursos tcnicos 
monetaristas, enfatizando o controle dos 
salrios como meio de combater a inflao. Com 
a elevao da dvida externa e diante da impossibilidade 
de o pas saldar seus compromissos 
financeiros no exterior, conduziu as negociaes 
com os credores estrangeiros e com o Fundo 
Monetrio Internacional (FMI). Esse fato e o 
agravamento da crise tornaram-no o principal 
alvo das crticas dirigidas ao governo Figueiredo. 
Delfim Neto escreveu O Problema do Caf no 
Brasil, tese de doutoramento. Nessa obra, analisa 
as polticas dos governos brasileiros de valorizao 
forada do caf e aponta as distores que 
essas medidas acarretam para outros setores da 
economia brasileira. Ao mesmo tempo, mostra 
como isso contribui para tornar competitivo, no 
mercado internacional, o caf produzido a custos 
elevados em outros pases. Foi eleito deputado 
federal em 1986, reeleito em 1990 e novamente 
eleito em 1994. 

DELINQUENT INTEREST. Expresso em ingls 
que significa "juro de mora". Veja tambm 

Juro de Mora. 

DELIVERED AT FRONTIER. Expresso do comrcio 
internacional que significa "entregue na 
fronteira", seguida do nome do lugar de entrega 
na fronteira entre dois pases. Nessa modalidade, 
as obrigaes do vendedor cessam quando 
a mercadoria chega  fronteira, mas antes de 
passar na alfndega do pas designado no contrato. 
Este termo foi criado para descrever o 
transporte por rodovia ou ferrovia, mas serve 
para ser utilizado por qualquer meio de transporte. 
Cdigo ou abreviao: DAF. Veja tambm 

Incoterms. 

DELIVERED DUTY PAID. Expresso do comrcio 
internacional que significa impostos e taxas 
pagas at o local de destino indicado no 
pas importador pelo vendedor. Esta modalidade, 
ao contrrio do ex work, significa a obrigao 
mxima para o vendedor, que  responsvel 
pelo pagamento de todos os impostos e taxas 
alfandegrias no pas importador, sendo que o 
ponto crtico ou o ponto de transferncia dos 
riscos e custos d-se no estabelecimento do comprador. 
Salvo acordo em contrrio, as operaes 
de descarga correm por conta do vendedor. 
Cdigo ou abreviao: DDP. Veja tambm EXW; 
Incoterms. 

DELTA. Termo que designa - no campo das 
opes - quanto o preo de uma opo varia, 
dada uma variao no preo do ativo, objeto 
sobre o qual incide a opo. Veja tambm Alfa; 
Beta. 

DEMAND MONEY. Veja Call Money. 

DEMANDA. Na teoria microeconmica, a demanda 
(ou procura)  a quantidade de um bem 
ou servio que um consumidor deseja e est disposto 
a adquirir por determinado preo e em 
determinado momento. Dessa forma, a demanda 
deve explicar o comportamento de um consumidor 
tomado individualmente como, por 
exemplo, um sujeito interessado na compra de 
arroz. A demanda depende de fatores como: 1) 
preferncia do consumidor - dada uma mudana 
na preferncia do consumidor, a demanda 
pelo bem em questo ser conseqentemente 
afetada; 2) poder de compra do consumidor, 
sem o qual a demanda no existe em termos 
econmicos; 3) preos dos outros bens, tanto os 
bens substitutos como os complementares; 4) 
preo do bem em questo, pois, pelos mecanismos 
comuns do mercado, quanto mais alto for 

o preo, menor ser a quantidade demandada; 
5) qualidade do bem; 6) expectativas do consumidor 
quanto  renda pessoal e preos. Dada a 
impossibilidade prtica de relacionar todos esses 
fatores com a quantidade demandada, os 
economistas isolam um fator, considerando os 
outros constantes. Veja tambm Consumidor, 
Soberania do; Consumo; Elasticidade da Demanda; 
Mercado; Necessidade; Oferta. 
DEMANDA AGREGADA (ou Demanda de 
Mercado ou Demanda Global). Quantidade de 
bens ou servios que a totalidade dos consumidores 
deseja e est disposta a adquirir em determinado 
perodo de tempo e por determinado 
preo. Obtm-se, portanto, a demanda agregada 
de um produto somando-se todas as demandas 
individuais desse produto. A demanda agregada 
depende de todos os fatores que determinam 
a demanda individual mais o nmero de compradores 
do bem ou servio em questo existentes 
no mercado.  a soma das despesas das 
famlias, do governo e os investimentos das empresas, 
consistindo na medida da demanda total 
de bens e servios numa economia. Tanto a poltica 
monetria (determinao das taxas de juros) 
e a poltica fiscal (determinao dos impostos 
e gastos governamentais) tentam influenciar 
a demanda agregada para alcanar metas desejadas 
de crescimento e emprego. 

DEMANDA CONJUNTA.  a procura de bens 
que tm entre si uma relao de complementaridade, 
sendo por isso tambm chamada de demanda 
complementar. Determinados produtos so 
complementares de tal forma - lapiseira e grafite, 
por exemplo - que a demanda de um gera 
automaticamente a demanda de outro. Mesmo 
existindo efeitos de interdependncia entre os 
bens complementares, os aumentos ou quedas 
em suas demandas no so necessariamente 
iguais. A complementaridade pode diminuir ou 



DEMANDA EFETIVA 

mesmo cessar devido a uma mudana nos hbitos 
do consumidor (levando-o a deixar de usar 
conjuntamente dois bens complementares) ou a 
inovaes tecnolgicas (como a dos motores a 
lcool, que alteraram a complementaridade entre 
veculos automotivos e petrleo). 

DEMANDA EFETIVA (ou Demanda Solvente). 
Num sentido amplo,  a demanda de bens 
e servios para os quais existe capacidade de 
pagamento, uma vez que, na economia de mercado, 
a demanda solvente  a nica que conta, 
embora seja inferior quela decorrente das necessidades 
do conjunto da populao. Num sentido 
mais especfico, trata-se de um conceito desenvolvido 
por Keynes em A Teoria Geral do Emprego, 
do Juro e do Dinheiro (1936) para representar 
as foras determinantes nas mudanas da 
escala de produo e do emprego tomados globalmente. 
Keynes atribuiu aos economistas clssicos 
o ponto de partida da discusso sobre os 
determinantes da oferta e da demanda, sobre 
os nveis de produo geral e, em particular, ao 
debate entre Ricardo e Malthus a discusso sobre 
a possibilidade de superproduo generalizada 
de mercadorias, problema que desembocou 
no que se tornou conhecido como a Lei dos 
Mercados de Say, ou, abreviadamente, Lei de 
Say. O conceito de demanda efetiva de Keynes 
e sua teoria pretendiam substituir a Lei de Say, 
embora o conceito j esboado no seu livro Treatise 
on Money (Tratado sobre a Moeda), 1930, 
fosse mais alm e constitusse uma crtica ou 
anttese da teoria monetria dos economistas 
clssicos. A Lei de Say afirmava que era a produo 
que determinava a demanda, pois, se a 
produo  que capacita as pessoas a comprar, 
ento a demanda no poderia ser inferior quela, 
isto , incapaz de realizar a produo. Embora 
fosse admitido o excesso de produo em alguns 
mercados, este seria compensado por escassez 
em outros. J. S. Mill, no entanto, j havia percebido 
que o dinheiro permitia a separao da 
troca em duas etapas, de tal forma que aquele 
que vende no necessariamente compra no mesmo 
ato. Mas isso s poderia causar transtornos 
passageiros no equilbrio entre oferta e demanda, 
uma vez que o dinheiro era demandado ou 
retido apenas para ser em seguida gasto. Para 
a escola marginalista, um excesso de oferta somente 
poderia acontecer no caso em que o preo 
da oferta superasse a utilidade marginal. Mas 
num mercado competitivo, o ajustamento entre 
oferta e demanda ocorria pela mudana nos preos 
relativos, embora por algum tempo, isto , 
de forma transitria, pudesse ocorrer um excesso 
de oferta. Assim, embora houvesse divergncias 
entre os clssicos, como Smith e Ricardo, e 
marginalistas, como Marshall e Pigou, sobre outros 
temas, na medida em que coincidiam na 
questo da oferta e demanda pela produo, 

Keynes os classificava como "clssicos". Ou seja, 
as explicaes dos marginalistas para a existncia 
de superproduo eram que esta no decorria 
de entesouramento devido  falta de confiana, 
mas de temporrios perodos de ajustes 
dos preos relativos. Assim, embora divergissem 
de Smith, Ricardo e Mill sobre a origem do 
valor, os contemporneos de Keynes (margina-
listas) sustentavam que as discrepncias entre 

o nvel de emprego e o nvel de pleno emprego 
seriam determinadas por causas temporrias nopersistentes e eliminadas a longo prazo.  claro 
que as crticas que Keynes j esboava a essas 
concepes tiveram um reforo considervel nos 
anos subseqentes  crise econmica de 1929, 
quando os nveis de desemprego ultrapassaram 
20% da fora de trabalho - o que estourava 
qualquer limite do que se pudesse considerar 
desemprego friccional de curto prazo. Em outras 
palavras, os mecanismos automticos de ajustamento 
no ocorreram como afirmavam os clssicos 
e os neoclssicos, embora Keynes reconhecesse 
que enquanto os primeiros pelo menos admitiam 
que aquilo que era poupado transformava-
se em investimento (e, portanto, em demanda 
de meios de produo), a teoria neoclssica 
pressupunha a validez da Lei de Say sem 
dar  questo nenhuma discusso adicional. 
Para Keynes, tratava-se ento de substituir a insuficiente 
Lei de Say pela nova concepo da 
demanda efetiva. Portanto, ele divergia das concepes 
dos clssicos em dois pontos fundamentais. 
O primeiro consistia em admitir que os salrios 
superavam o nvel de subsistncia dos trabalhadores 
de tal forma que as despesas com 
bens de consumo no exauriam a renda total 
obtida pelo trabalho. De acordo com a teoria do 
consumo de Keynes, isso significava que  medida 
que a produo crescia, aumentava tambm 
a diferena entre o custo do fator trabalho 
e as despesas globais com consumo. A menos 
que tal diferena fosse coberta com gastos de 
investimentos, haveria problemas para a realizao 
da produo no mercado, e os empresrios 
acusariam perdas. O segundo ponto da divergncia 
estava relacionado com o automatismo 
da transformao das poupanas em investimento, 
defendido pelos clssicos. Se o investimento 
produzisse perdas, ou mesmo mudanas 
nas taxas de juros, se provocasse alteraes 
no valor do capital, maiores ganhos futuros 
poderiam ser obtidos pela ao de no investir. 
Ou seja, numa economia monetria, nada garantia 
que a maximizao do retorno na forma 
monetria maximizaria tambm tanto a capacidade 
produtiva quanto a demanda por fora de 
trabalho. Para Keynes, o nvel de produo no 
qual o custo marginal de produo fosse equivalente 
ao preo esperado da oferta seria determinado 
pelo nvel de investimento e pela pro


DEMARCAO DIAMANTINA 

penso a consumir. E esse nvel de produo 
seria obtido dinamicamente pelas mudanas nas 
taxas de investimentos baseadas nas expectativas 
dos empresrios sobre seus lucros futuros. 
Nesse sentido, a demanda efetiva dependeria, 
acreditava Keynes, da soma de dois fatores, isto 
, das expectativas do que vai ser consumido e 
daquilo que vai ser investido. Portanto, alm de 
uma explicao sobre o consumo baseada na 
propenso de consumir, a teoria da demanda 
efetiva necessitava explicar o que determinava 
as flutuaes no investimento. Os neoclssicos 
resolviam este problema assumindo que o investimento 
era compatvel com o pleno emprego 
por meio da taxa de juros, porm Keynes considerava 
que a falha devia-se ao fato de essa 
escola no ter conseguido desenvolver uma teoria 
satisfatria dos juros e das taxas de juros. 
Para Keynes, os elementos materiais que concretizam 
os investimentos so adquiridos porque 
seu custo presente (ou preo da oferta) so 
inferiores ao preo presente de seus ganhos futuros 
antecipados (ou preo da demanda). 
Quanto maior for essa diferena, maior ser a 
taxa esperada de retorno. Na medida em que 
uma mudana no preo de um bem de capital 
durvel influenciar sua taxa de retorno, uma 
teoria que explique o preo dos bens de capital 
tambm explicar as taxas de retorno que Keynes 
denomina eficincia marginal de capital. Como 

o preo de demanda de um bem de capital est 
baseado no valor dos ganhos futuros esperados, 
descontados pelas taxas de juros, uma teoria dos 
juros torna-se crucial para a teoria da demanda 
efetiva. Keynes estabelece primeiro uma diferena 
entre o dinheiro e os meios que materializam 
o capital, cada um deles tendo um preo 
da demanda e da oferta. No caso do primeiro, 
 a preferncia pela liquidez e a poltica dos bancos 
que determinariam a taxa de juros. O nvel de 
investimento dependeria, portanto, da eficincia 
marginal do capital e da taxa de juros: quando 
ambas se igualassem, estaria determinado o nvel 
de produo de equilbrio escolhido pelos 
empresrios. No entanto, como a propenso a 
consumir em sua trajetria significa que o investimento 
ter de crescer de acordo com a ampliao 
da diferena entre a renda e o consumo 
( medida que a renda cresce), as taxas de juros 
teriam de ser compatveis com as taxas de investimentos. 
Mas a determinao das taxas de 
juros pela eficincia marginal do capital e a preferncia 
pela liquidez no garantem essa nivelao 
automtica. Em outras palavras, como os 
empresrios esto em busca da maximizao de 
sua renda, ou retorno monetrio, e no do emprego 
ou da produo fsica, no se deve esperar 
que suas decises de investimentos caminhem 
para um ponto de equilbrio de pleno emprego. 
O nvel de pleno emprego seria um dos pontos 
possveis de equilbrio, mas no o nico. Nesse 
sentido, a concepo de Keynes  mais geral do 
que a concepo clssica de Say, segundo a qual 

o ponto limite de equilbrio seria alcanado no
nvel de pleno emprego.
Veja tambm Eficincia Marginal do Capital;
Lei de Say; Propenso a Consumir.
DEMARCAO DIAMANTINA. Durante a dcada 
de 1720, foram descobertos diamantes na 
regio da Serra do Espinhao, no centro de Minas 
Gerais. A importncia econmica das pedras 
justificou um controle mais estrito da Coroa sobre 
toda a rea. O governo portugus cercou-a 
chamando-a de Demarcao Diamantina, e determinou 
inicialmente que sua explorao se fizesse 
na forma de contratos de arrendamento 
por particulares. Surgiram os contratadores, pessoas 
que tomavam em arrendamento reas dentro 
da Demarcao. O mais clebre deles foi Joo 
Fernandes de Oliveira, que se notabilizou tanto 
pelo montante da fortuna amealhada quanto por 
ter sucumbido aos encantos de uma escrava negra, 
Chica da Silva. Em 1771, o sistema foi mudado, 
criando-se a Real Extrao. Inaugurava-se 
a poca dos intendentes. Nomeados pela metrpole, 
autnomos ante o governo das Minas, 
eles deviam obedecer e comandar a Demarcao 
segundo um regimento prprio, que o povo chamou 
de Livro da Capa Verde, por ser desta cor 
a capa do exemplar existente na Sede da Intendncia. 
Veja tambm Distrito Diamantino. 

DEMARRAGEM (Demurrage). Taxa cobrada por 
uma empresa transportadora pela permanncia 
de veculos ou embarcaes fretados alm do 
perodo destinado para a descarga. 

DEMING, Edwards (1900-1994). Engenheiro e 
estatstico norte-americano, foi o introdutor dos 
processos de controle de qualidade no Japo a 
partir dos anos 50. Sua importncia foi to grande 
para o desenvolvimento da economia japonesa 
no ps-guerra que, em 1960, o imperador 
lhe conferiu a Medalha da Segunda Ordem do 
Tesouro Sagrado, e foi criado um prmio de qualidade 
denominado Prmio Deming. Veja tambm 
Deming Prize. 

DEMING PRIZE. Um dos mais importantes prmios 
concedidos no mundo empresarial japons, 
assim denominado em homenagem ao dr. Edwards 
Deming, o introdutor dos conceitos de 
controle de qualidade no Japo. O Prmio Deming 
foi criado pela Associao Japonesa de 
Cincia e Engenharia (Juse) e  distribudo 
anualmente s empresas que mais se destacaram 
no desenvolvimento da qualidade de seus produtos. 
A contribuio de Deming - consultor 
de renome internacional - foi to significativa 
para o Japo que em 1960 o Imperador confe




DEMOGRAFIA 

riu-lhe a Medalha da Segunda Ordem do Tesouro 
Sagrado. Nos Estados Unidos, onde Deming 
nasceu, sua contribuio tambm  reconhecida: 
em 1956, ele recebeu a Medalha Shewhart 
de Qualidade e, em 1983, o Prmio Samuel 

S. Wilks da Associao Americana de Estatstica. 
Apesar de ter iniciado sua carreira no campo 
especfico do controle de qualidade, as contribuies 
de Deming vo mais alm, abordando 
outros temas de administrao, especialmente 
os relacionados com o estilo de gerncia. Veja-se, 
por exemplo, seu livro Qualidade: a Revoluo da 
Administrao, em que ele estabelece os catorze 
princpios bsicos da prtica administrativa. 
Veja tambm Prmio Baldridge. 
DEMOCRACIA. Regime de governo que reconhece 
o direito de todos os membros da sociedade 
participarem das decises polticas, direta 
ou indiretamente. A democracia direta, na qual 
as decises polticas so tomadas pelo conjunto 
de todos os cidados, somente  possvel onde 
a populao  pequena, como ocorria em algumas 
cidades da Grcia Antiga. Na moderna democracia 
representativa, as decises polticas so 
tomadas por representantes eleitos pelo povo. 
A democracia representativa comeou a desenvolver-
se durante os sculos XVIII e XIX na Inglaterra, 
na Frana e nos Estados Unidos. Sua 
instituio central  o Parlamento representativo, 
no qual se tomam decises por maioria de votos. 
Instituies intrnsecas  democracia representativa 
so: eleies regulares, com livre escolha 
de candidatos; sufrgio universal; liberdade 
de organizao de partidos polticos; independncia 
dos poderes executivo, legislativo 
e judicirio; liberdade de expresso e de imprensa; 
preservao das liberdades civis e dos direitos 
das minorias. A Revoluo Americana, a Revoluo 
Francesa e o crescimento da classe mdia 
que se seguiu  Revoluo Industrial foram 
fatores importantes na formao das democracias 
modernas. A teoria da democracia representativa 
incorpora os conceitos de direitos naturais 
e igualdade poltica dos homens, expressos 
por filsofos como John Locke, Voltaire, 
Jean-Jacques Rousseau e John S. Mill. Veja tambm 
Democracia Popular. 

DEMOCRACIA INDUSTRIAL. Veja Co-gesto. 

DEMOCRACIA POPULAR. Regime social e 
poltico surgido nos pases da Europa Oriental 
que ficaram sob a influncia sovitica, aps a 
Segunda Guerra Mundial. No incio, apresentaram 
a peculiaridade de no ser democracias no 
sentido ocidental da expresso, nem Estados socialistas, 
como a Unio Sovitica. Assim, em vrios 
setores da economia, permanecia a propriedade 
privada dos meios de produo e diversos 
partidos polticos podiam existir, formando uma 

coligao com o Partido Comunista e compartilhando 
o poder. Essas caractersticas mantiveram-
se at por volta de 1948-1949; a partir de 
ento, acentuou-se a identidade com a Unio 
Sovitica. Com a queda do muro de Berlim em 
1989 e a extino da Unio Sovitica, as democracias 
populares existentes em pases como a 
Tchecoslovquia, Romnia, Polnia e Hungria 
deram lugar a democracias parlamentares, com 
ampla representao partidria e abandono do 
modelo seguido at ento da ex-Unio Sovitica. 

DEMOGRAFIA. Estudo estatstico das coletividades 
humanas. Os dados para esse estudo, que 
abrange o tamanho, a distribuio territorial e 
as mudanas de uma populao, so obtidos por 
meio dos censos, estatsticas vitais e outras observaes 
especficas. O estudo de populaes 
antigas  feito por meio de documentos, que 
constituem o campo da demografia histrica. 
Distinguem-se duas reas na demografia: a anlise 
demogrfica, que relaciona a composio populacional 
 natalidade (ou fertilidade), mortalidade 
e migrao, por meio de levantamento 
de dados, clculo de ndices e elaborao de modelos 
matemticos; e o estudo populacional, que 
relaciona esses dados numricos a fatores de ordem 
social, psicolgica, econmica, poltica, sociolgica, 
cultural e geogrfica. Mortalidade, fertilidade 
e migraes so os componentes bsicos 
da dinmica populacional. A mortalidade  expressa 
por um ndice geral que relaciona o nmero 
total de mortes, ocorridas num local e em 
determinada poca, com o total da populao 
do local nessa data. Outros ndices relacionam 
mortes ou causas especficas de morte (doenas 
cardiovasculares, acidentes de trnsito etc.) a 
grupos especficos (por idade, sexo etc.) da populao. 
A fertilidade resulta de duas variveis: 
a fecundidade, ou potencial que a mulher tem 
para conceber, e a exposio  possibilidade de 
conceber, que pode ser interrompida temporariamente 
por causas como gravidez, parto, aborto 
e lactao. O ndice ou taxa geral de fertilidade 
relaciona o nmero de nascimentos vivos num 
local e poca com o nmero de mulheres em 
idade frtil no mesmo local e poca. J o componente 
das migraes depende de fatores entre 
os quais se destaca o da restrio ao nmero de 
migrantes imposta por um pas. A migrao 
pode ser medida diretamente, por meio de registro 
de entrada e sada de pessoas em determinado 
perodo, ou indiretamente, por meio de 
dados censitrios e registros civis. Atualmente, 
so as migraes internas, ligadas ao processo 
de urbanizao, que mais alteram a estrutura 
da populao, afetando a fora de trabalho e as 
taxas de nupcialidade das regies de origem e 
de destino. A estrutura populacional  analisada 
por meio de classificao das pessoas em cate




DEMURRAGE 

gorias a partir de caractersticas biolgicas e sociais 
bsicas, como sexo, idade e estado civil. O 
sexo  um elemento da maior importncia para 
a demografia: a ocorrncia de nascimentos, bitos 
e casamentos depende diretamente da proporo 
de homens e mulheres numa populao; 
e o sexo tambm influi na distribuio das pessoas 
pelas profisses e nas migraes. Quanto 
 idade, a estrutura etria de uma populao 
influi diretamente sobre: 1) a fertilidade, pois 
delimita uma poca reprodutiva; 2) a mortalidade, 
em que  um importante diferencial; 3) o 
nmero de indivduos inseridos na fora de trabalho 
e a relao entre estes e os economicamente 
dependentes. O estado civil, da mesma 
forma,  um fator diferencial para a fertilidade 
e a mortalidade: a idade ao casar e a proporo 
de pessoas casadas relacionam-se diretamente 
com a fertilidade, e h indcios de que a mortalidade 
 menor entre as pessoas casadas do 
que entre as no casadas. Alm desses fatores 
essenciais, a atuao dos componentes da mudana 
populacional depende de caractersticas 
como nvel de educao, status ocupacional, traos 
culturais e religiosos, entre outros. Problemas 
como o da chamada exploso demogrfica, 
que  o crescimento intenso e desordenado da 
populao, tm sido objeto de diversas doutrinas 
populacionais: a de Thomas Malthus, no final 
do sculo XVII, foi a primeira a chamar a 
ateno sobre as conseqncias de um crescimento 
populacional rpido e chegou a ser revi-
vida no sculo XX com o neomalthusianismo. 
Veja tambm Censo; Malthusianismo; Mortalidade; 
Natalidade; Neomalthusianismo; Poltica 
Populacional; Populao. 

DEMURRAGE. Veja Demarragem. 

DENARIUS. Veja Dinheiro. 

DENIER. Antiga unidade de medida de peso 
dos fios para tecidos, utilizada at hoje para pesar 
a seda, o nilon e o raiom. Surgiu durante 

o sculo XVI, quando a Frana desenvolveu a 
indstria da seda e escolheu um peso para o 
fio, instituindo uma moeda chamada denarius, 
em francs denier. Assim, um fio de 1 denier teria 
cerca de 9 mil quilmetros por quilograma.  
medida que aumenta o nmero de deniers, o 
comprimento do fio por peso diminui, isto , 
quanto maior o denier, mais grosso  o fio. 
DENNCIA VAZIA. Veja Lei do Inquilinato. 

DEPENDNCIA. Sistema de relaes econmicas, 
financeiras, polticas e culturais que mantm 
as naes subdesenvolvidas subordinadas aos 
grandes centros do mundo desenvolvido. A situao 
de dependncia atinge especialmente os 
pases de passado colonial recente, alm dos que 
se iniciaram mais tarde no desenvolvimento in


dustrial, estruturando-se como um sistema perifrico, 
que se estende pelo chamado TerceiroMundo (frica, sia e Amrica Latina). De 
modo geral, as naes dependentes baseiam sua 
economia no setor primrio (agropecurio e extrao 
mineral), mas a dependncia pode subsistir 
mesmo quando o pas possui, como o Brasil, 
um setor secundrio consideravelmente desenvolvido. 
Essa subordinao processa-se na 
medida de tecnologia, de matrias-primas elaboradas, 
de equipamentos e de capitais para investimentos 
internos ou compras no exterior. 
Um dos aspectos principais da dependncia tem 
sido justamente o endividamento constante e 
acelerado dos pases dependentes, cujas divisas 
auferidas com as exportaes acabam sendo insuficientes 
para cobrir os dficits do balano de 
pagamentos. A importao sistemtica de tecnologia 
para diversificao do sistema produtivo 
nacional contribui para gerar distores sociais: 
a utilizao de tecnologias sofisticadas libera, 
nesses pases, grandes contingentes de 
mo-de-obra, que no encontram trabalho no setor 
de servios, como comumente ocorre nos pases 
desenvolvidos. Esses contingentes vo aumentar 
o nmero de desempregados e subempregados. 
A estrutura social das naes dependentes 
refora os laos de subordinao, na medida 
em que h solidariedade de interesses entre 
as camadas dirigentes locais e os centros econmicos 
externos. Muitos industriais de pases 
subdesenvolvidos realizam suas atividades associando-
se a empresas estrangeiras ou mesmo 
vendendo a elas seus estabelecimentos industriais. 
Paralelamente, podem subsistir alguns 
grupos econmicos nacionais mais fortes, sem 
vnculo orgnico com grupos internacionais e 
com eles concorrendo em escala local e mesmo 
internacional. As relaes de dependncia estendem-
se  esfera cultural e aos padres de comportamento, 
com a adoo de hbitos de vida 
e de consumo, valores, modas e formas de pensamento 
gerados nos pases mais desenvolvidos. 
Veja tambm Desenvolvimento Econmico; Imperialismo; 
Subdesenvolvimento. 

DEPSITO BANCRIO. Quantia em dinheiro 
confiada a um banco por uma pessoa ou empresa. 
Pode ser de dois tipos:  vista ou a prazo 
fixo. Os depsitos  vista podem ser retirados pelo 
depositante a qualquer momento e no rendem 
juros. Os depsitos a prazo fixo s podem ser retirados 
aps o prazo combinado e rendem juros. 

DEPSITO COMPULSRIO. Dispositivo de 
poltica monetria utilizado pelo Banco Central 
quando deseja reduzir a liquidez do sistema 
e/ou restringir a capacidade de expanso de crdito 
do sistema bancrio. Consiste em estabelecer 
uma taxa de depsitos compulsrios que 



cada banco dever efetuar junto ao Banco Central 
em relao aos emprstimos que realizar e 
aos depsitos que obtiver, sendo que tais depsitos 
compulsrios no proporcionam juros para 

o banco depositante. Assim, por exemplo, se um 
banco emprestar R$ 10000,00 e o compulsrio 
for igual a 15%, ter de depositar R$ 1500,00 no 
Banco Central. Portanto, para realizar este emprstimo, 
ele dever captar R$ 11500,00 e, conseqentemente, 
ter de elevar a taxa de juros 
cobrada, pois dever dispor de 15% a mais de 
recursos para emprestar o mesmo volume que 
vinha fazendo anteriormente. O objetivo do governo 
com esta poltica  encarecer os emprstimos 
e ao mesmo tempo retirar dinheiro de circulao, 
reduzindo a liquidez do sistema. No 
incio de 1995, considerando que o Plano Real 
estava ameaado pelo excesso de demanda, o 
governo brasileiro adotou um compulsrio de 
15%. Veja tambm Banco Central; Liquidez; 
Plano Real; Poltica Monetria. 
DEPRECIAO. Reduo do valor ativo em 
conseqncia de desgaste pelo uso, obsolescncia 
tecnolgica ou queda no preo de mercado 

- geralmente de mquinas, equipamentos e edificaes. 
O clculo da depreciao pode ser feito 
pelo custo original (ou custo histrico) ou pelo 
custo atual (ou custo de reposio). Os mtodos 
para calcular a depreciao so o da linha reta, 
o do balano decrescente e o da anuidade e fundo 
de amortizao. O mtodo de linha reta consiste 
em dividir o custo original do ativo considerado 
pelo seu nmero provvel de anos de vida; o 
quociente resultante  debitado como um custo 
anual. O mtodo do balano decrescente consiste 
em deduzir, ano a ano, uma porcentagem fixa 
do valor decrescente do ativo; a amortizao  
maior nos primeiros anos do ativo, quando os 
custos de manuteno e de reparao so pequenos. 
O mtodo da anuidade e fundo de amortizao 
leva em considerao os juros que, supostamente, 
se acrescentariam ao capital investido 
no incio; somados o preo de custo inicial e os 
juros, divide-se o total pelo nmero de anos e 
procede-se como no mtodo da linha reta. 
DEPRECIAO ACELERADA. Mtodo de contabilidade 
que consiste na reduo do valor em 
livros de um ativo num ritmo superior, no incio 
de sua operao, ao do perodo final de sua existncia. 
Est baseado na teoria de que o valor de 
um ativo  maior durante o primeiro perodo 
de sua vida til, quando ele est novo e tem 
ganhos potenciais maiores do que quando j est 
envelhecido. 

DEPRECIAO LINEAR. Mtodo de depreciao 
de um ativo fixo que consiste em dividir 

o seu custo (preo de aquisio), menos o valor 
DERIVATIVOS 

residual (sucata), pelo seu perodo estimado de 
vida til. Se, por exemplo, o custo (preo de 
aquisio) de uma mquina  de R$ 10000,00 e 

o seu valor residual (sucata)  de R$ 2000,00 e 
seu perodo de vida til  estimado em oito anos, 
a depreciao (linear) anual ser igual a: 10000 
- 2000/8 = 1000. 
DEPRESSO ECONMICA. Fase do ciclo econmico 
em que a produo entra em declnio 
acentuado, gerando queda nos lucros, perda do 
poder aquisitivo da populao e desemprego. 
Para minorar seus efeitos, os governos procuram 
tomar medidas que possibilitem aumentar o 
consumo e o nvel de emprego. Entre essas medidas 
esto a reduo do Imposto de Renda, o 
aumento dos investimentos em obras pblicas, 
a diminuio das taxas de redesconto e a emisso 
de papel-moeda. A maior parte dessas medidas 
foi teorizada por Keynes, durante o governo 
do presidente Franklin Delano Roosevelt, 
nos Estados Unidos, aps a depresso de 1929. 
Veja tambm Ciclo Econmico; Crise Econmica; 
Grande Depresso; Pleno Emprego; Recesso. 

DERIVADA. Alteraes da varivel dependente 
de uma funo originadas por cada unidade 
de variao na varivel independente, calculadas 
a partir de intervalos infinitesimais desta 
ltima. O processo de clculo da derivada  chamado 
de diferenciao em relao  varivel independente. 
Nas funes no-lineares, a derivada 
ser ela mesma funo da varivel independente. 
A derivada da derivada  chamada 
de derivada segunda, e assim sucessivamente. 
A derivada tem uma interpretao grfica na 
inclinao do grfico da funo. Dessa forma, a 
derivada primeira de qualquer funo total pode 
ser considerada sua funo marginal. Assim, a 
derivada primeira da funo do custo total em 
relao  quantidade  o seu custo marginal. A 
derivada da funo Y = f(X)  convencionalmente 
grafada Y/dX ou f'(X). 

DERIVATIVOS. Operaes financeiras cujo valor 
de negociao deriva (da o nome derivativos) 
de outros ativos, denominados ativos-objeto, 
com a finalidade de assumir, limitar ou 
transferir riscos. Abrangem um amplo leque de 
operaes: a termo, futuros, opes e swaps, tanto 
de commodities quanto de ativos financeiros, 
como taxas de juros, cotaes futuras de ndices 
etc. A utilizao ampliada dos derivativos no 
mundo todo tem gerado uma preocupao crescente 
por parte dos bancos centrais, autoridades 
monetrias e de superviso bancria e tcnicos, 
dada a dificuldade de avaliao de sua dimenso 
e suas conseqncias em termos de riscos, 
j que as atividades financeiras se tornam cada 
vez mais globalizadas. Veja tambm Futuro(s); 
Opes; Operaes a Termo; Swaps. 



DERRAMA 

DERRAMA. Imposto ou contribuio que incide 
arbitrariamente sobre os habitantes de uma 
localidade, obrigando-os pela fora a pagar ao 
fisco determinada quantia. Essa prtica de arrecadao 
foi empregada pela Coroa portuguesa 
no Brasil colonial, na regio aurfera de Minas 
Gerais. Isso ocorreu a partir de 1762, quando a 
economia mineradora dava sinais de esgotamento 
e a arrecadao de impostos no atingia 
a cota mnima de 100 arrobas de ouro anuais 
estipulada pela metrpole. A cada ano, o governo 
portugus escolhia uma vila de minera-
dores, que era ocupada pelas tropas at que os 
habitantes cobrissem, com ouro e moedas, a taxa 
determinada. A ltima derrama ocorreu em 1789 
e foi a causa imediata da Inconfidncia Mineira. 

DES. Veja Direitos Especiais de Saque. 

DESGIO. Depreciao que sofre o papel-moeda 
em relao ao preo do ouro. O termo tambm 
se aplica  depreciao do valor nominal 
de um ttulo ou do preo de tabela de uma mercadoria 
em relao ao seu valor real no mercado. 
Veja tambm gio. 

DESAPROPRIAO. Transferncia compulsria 
de um bem pblico ou privado para o Estado 
ou para quem ele determinar. Pelo Direito brasileiro, 
a desapropriao deve ocorrer com fundamento 
em utilidade pblica, necessidade pblica 
ou interesse social, e deve ser feita mediante 
prvia e justa indenizao, podendo ter 
por objeto qualquer bem mvel ou imvel, corpreo 
ou incorpreo. Na desapropriao para 
fins de reforma agrria, a indenizao pode ser 
paga com ttulos da dvida pblica. Essa desapropriao 
 da competncia apenas da Unio 
e s pode ocorrer em reas qualificadas legalmente 
como latifndios e cuja explorao seja 
considerada contrria aos princpios bsicos da 
ordem econmica e social. A indenizao, nesse 
caso, no  calculada por critrio de mercado, 
mas segundo aqueles definidos por lei. No entanto, 
a Constituio de 1988 estabelece que no 
podero ser desapropriadas para fins de reforma 
agrria as pequenas e mdias propriedades, assim 
como as propriedades produtivas. Quando 
se baseia no princpio da utilidade pblica, a 
desapropriao pode ser realizada pela Unio, 
Estados, municpios, Distrito Federal e Departamento 
Nacional de Estradas de Rodagem. 
Aps a declarao de utilidade pblica,  feita 
a apurao do valor do bem; em caso de haver 
necessidade premente para o usufruto do bem 
pelo poder pblico, este deve efetuar em juzo 
um depsito prvio de indenizao, enquanto 
corre o processo de desapropriao. Legalmente, 
em caso de imvel urbano destinado  residncia, 
o expropriado tem o direito de recusar o 
preo oferecido pelo expropriador. Havendo de


sacordo entre as partes, caber ao juiz determinar 
o valor. 

DESAQUECIMENTO. Fase de retrao da economia, 
com restrio ao crdito, aumento nas 
taxas de juros e diminuio nas demandas intermediria 
e final. Com isso pretende-se eliminar 
a presso de demanda sobre os preos, diminuindo 
os fatores inflacionrios. 

DESCARREGAR. Veja Unload. 

DESCENTRALIZAO. Poltica governamental 
de estmulo ao desenvolvimento de regies 
menos desenvolvidas, por meio de relocalizao 
de setores empresariais nessas reas. Em geral, 
utilizam-se diversos tipos de incentivos (fiscais, 
creditcios) e subsdios, pois de outra forma as 
empresas no se instalariam por conta prpria. 
Considerando que um sistema geral de incentivos 
tende a ser ineficiente e improdutivo, os governos 
se inclinam a uma poltica de descentralizao 
seletiva (escolhendo tanto os locais como 
as empresas que recebem os benefcios) e a um 
sistema de incentivos temporrios, eliminando-
os depois, progressivamente. Veja tambm Localizao 
Industrial. 

DESCOBRIMENTOS MARTIMOS. Conseqncias 
das grandes navegaes iniciadas por 
Portugal e Espanha no sculo XV com o objetivo 
de explorar novas rotas martimas para comerciar 
com o Oriente. Os descobrimentos no s 
de um novo caminho para as ndias, mas de 
todo o continente americano (configurando o 
que j se chamou de revoluo geogrfica), situam-
se no contexto da revoluo comercial iniciada 
no sculo XIV, como desenvolvimento das 
trocas entre as cidades italianas e o Norte da 
Europa, a introduo de moedas de circulao 
geral e a acumulao de capitais excedentes, entre 
outros fatores. Os pases da pennsula Ibrica 
buscavam uma nova rota para o Oriente, pois 
eram obrigados a pagar altos preos pelos produtos 
importados da sia pelas cidades italianas, 
que monopolizavam o comrcio com o 
Oriente atravs do mar Mediterrneo at serem 
barradas pelos turcos em 1453, quando estes tomaram 
Constantinopla. Essa busca foi facilitada 
pelos progressos do conhecimento geogrfico, 
pelo uso de instrumentos de navegao, como 
a bssola e o astrolbio, e pela caravela, embarcao 
de grande tonelagem e notvel desempenho, 
desenvolvida em Portugal. Em meados do 
sculo XV, os portugueses descobriram e colonizaram 
a Madeira e os Aores e exploraram a 
costa africana at a Guin. Em 1497, Vasco da 
Gama contornou a extremidade sul da frica, 
chegando no ano seguinte  ndia. Na mesma 
poca, o genovs Cristvo Colombo, a servio 
da Espanha, chegava ao continente americano 



(1492), seguido por outros navegantes e conquistadores, 
como Cortez e Pizarro. Resultou da a 
fundao de um vasto imprio colonial espanhol, 
que inclua a atual poro sudoeste dos 
Estados Unidos, a Flrida, o Mxico, as Antilhas, 
a Amrica Central e toda a Amrica do Sul, com 
exceo do Brasil, descoberto pelos portugueses 
em 1500. Seguiram-se viagens inglesas e francesas: 
as de Giovanni e seu filho, Sebastiano Caboto, 
em 1497-1498, deram base s pretenses 
inglesas na Amrica do Norte, reforadas em 
1607 com a colonizao da Virgnia; as de Cartier 
asseguraram aos franceses o Canad oriental no 
incio do sculo XVII e, cem anos depois, Joliet, 
La Salle e o padre Marquette permitiram  Frana 
estabelecer-se no vale do Mississpi e na regio 
dos Grandes Lagos. Os holandeses, ao se 
libertarem do domnio espanhol, lanaram-se 
tambm  conquista de terras e, embora tivessem 
de entregar aos ingleses sua colnia de 
Nova Holanda, na regio do rio Hudson, mantiveram 
suas possesses de Malaca, as Molucase os portos da ndia e da frica tomados aos 
portugueses no comeo do sculo XVII. O comrcio, 
que at os descobrimentos se limitara 
ao Mediterrneo, assumiu pela primeira vez 
propores mundiais, ocenicas. Seu eixo deslocava-
se nitidamente do Oriente, terra de sonhos 
e luxos, para um Ocidente mais prtico e 
imediatista. O monoplio do trfico oriental 
mantido pelas cidades italianas foi eliminado, e 
os portos de Lisboa, Bordeaux, Liverpool, Bristol 
e Amsterd ocuparam o primeiro plano. Com 
a descoberta e o crescente consumo dos produtos 
tropicais americanos e africanos, como tabaco, 
chocolate, melao e marfim, ocorreu um aumento 
considervel no volume do comrcio. Intensificou-
se tambm o trfico de escravos. Mas 

o resultado mais importante dos descobrimentos 
foi a expanso do suprimento de metais preciosos. 
Calcula-se que o total do ouro e da prata 
em circulao na Europa quando Colombo descobriu 
a Amrica havia aumentado de cinco vezes 
por volta de 1600, uma inflao de metais 
preciosos que provocou violenta alta de preos, 
beneficiando os comerciantes e prejudicando a 
nobreza fundiria sujeita a rendas fixas. Os metais 
preciosos vinham da pilhagem dos tesouros 
incas e astecas e principalmente das minas do 
Mxico, do Peru e da Bolvia. Nenhuma outra 
causa influi to decisivamente no desenvolvimento 
da economia capitalista como esse descomunal 
aumento das reservas de metal precioso 
na Europa. A acumulao de riquezas para 
investimento futuro  uma caracterstica essencial 
do capitalismo, e os homens dispunham ento 
de riqueza sob uma forma que podia ser 
convenientemente armazenada para uso subseqente. 
O rpido afluxo de metais preciosos induziu 
ainda  especulao:  medida que eram 
DESCONTO 

descobertas novas jazidas, umas revelando-se 
mais rendosas, outras menos, o valor dos metais 
preciosos sofria flutuaes, que se refletiam nos 
preos das mercadorias; nesse contexto, jogavam 
os mercadores e banqueiros. Veja tambm Comrcio; 
Comrcio Internacional; Feudalismo; 
Revoluo Industrial. 

DESCONSTITUCIONALIZAR. Termo que significa 
o ato de retirar da Constituio elementos 
que impediriam maior flexibilidade para o governo 
de um Estado, passando os respectivos 
dispositivos para leis ordinrias. Esse processo 
foi batizado em funo das iniciativas daqueles 
que consideram os dispositivos da Constituio 
de 1988 no Brasil excessivamente normatizadores. 

DESCONTO. Quantia deduzida do valor nominal 
de notas promissrias, letras de cmbio 
e duplicatas, quando so pagas antes do prazo 
estipulado. A mais freqente operao de desconto 
 a realizada pelos bancos, que recebem 
por um preo menor as duplicatas emitidas por 
uma empresa contra seus clientes. Em geral, o 
termo designa qualquer abatimento feito pelos 
comerciantes no preo de suas mercadorias. No 
mercado financeiro, o termo tambm  denominado 
"desconto simples", em contraposio ao 
desconto composto, que significa a diferena entre 
o valor de face de um ttulo (ou valor futuro 
a ser obtido na data de seu vencimento) e o seu 
valor na data em que  transacionado. Esta diferena 
representa, para quem adquire um ttulo, 
o rendimento esperado por essa aplicao. 
Por exemplo, se um ttulo com valor de face 
igual a R$ 1000,00, com data de vencimento em 
um ms, for vendido por R$ 950,00, a diferena 
de R$ 50,00 representa o ganho que o comprador 
obter quando, no vencimento, trocar este ttulo 
por R$ 1000,00. Existem duas modalidades de 
calcular o desconto: o desconto "por fora" e o 
desconto "por dentro". No primeiro caso, multiplica-
se o valor de face de um ttulo pela taxa 
de desconto, e o resultado pelo prazo compreendido 
entre o momento da compra do ttulo e o 
seu vencimento. Por exemplo, se quisermos calcular 
o desconto "por fora" de um ttulo de R$ 
1000,00, com vencimento em um ms e com taxa 
de desconto de 5% ao ms, teramos: 1000 x 0,05 
x 1 (ms) = 50 ou R$ 50,00. No segundo caso, 
ou do desconto "por dentro", tambm chamado 
de racional, multiplica-se o valor atual do ttulo 
pela taxa de desconto, e o resultado pelo prazo 
compreendido entre a aquisio do mesmo e seu 
vencimento. Por exemplo, se um ttulo estiver 
sendo vendido por R$ 950,00 e a taxa de desconto 
for de 5%, o desconto "por dentro" ser 
igual a 950 x 0,05 x 1 (ms) = 47,50, ou seja, o 



DESCONTO COMPOSTO 

desconto "por dentro" ser igual a R$ 47,50. Veja 
tambm Desconto Composto; Redesconto. 

DESCONTO COMPOSTO.  o desconto determinado 
pela diferena entre o valor futuro de 
um ttulo e seu valor atual, calculado a partir 
da capitalizao composta. Assim como no desconto 
simples, existem duas modalidades de clculo, 
o desconto "por fora" e o desconto "por 
dentro". No primeiro caso, o desconto de um 
ttulo de prazo equivalente a n perodos, com 
taxa de desconto composto "por fora",  calculado 
a partir da seguinte frmula: Dc = VF - VF 
(1 - i)n. Por exemplo, se quisermos calcular o 
desconto composto de um ttulo de R$ 20000,00, 
com vencimento em trs meses, descontado a 
uma taxa de 3% ao ms, teremos: Dc = 20000 - 
20000 (1 - 0,03)3 = 1746,54. No segundo caso, 
isto , no desconto "por dentro", o desconto  
calculado de acordo com a seguinte frmula: Dc 
= VF x (1 + i)n - 1 / (1 + i)n. Utilizando os mesmos 
valores do exemplo anterior, teramos: Dc = 
20000 x[(1 + 0,03)3 - 1 / (1 + 0,03)3] = 3551,70. 

DESCONTO POR DENTRO. Veja Desconto. 

DESCONTO POR FORA. Veja Desconto. 

DESCONTO RACIONAL. Veja Desconto. 

DESCONTOS AGREGADOS. Prtica comercial 
de concesso de descontos na compra de 
determinadas mercadorias como forma de manter 
o cliente ou incentiv-lo a adquirir outros 
produtos. 

DESDOBRAMENTO. Ato pelo qual uma empresa 
com aes negociadas em Bolsa desdobra 
cada uma das aes em duas, trs ou mais, todas 
com o valor nominal igual ao da ao desdobrada. 
Para ter validade, o desdobramento precisa 
ser emitido pelas Caixas de Liquidao, anexas 
s Bolsas de Valores. Veja tambm Caixas 
de Liquidao; Split-Up. 

DESECONOMIAS DE ESCALA. A elevao unitria 
de custos decorrente de um aumento no 
volume (escala) de produo, seja de uma empresa, 
de um setor, regio ou pas. 

DESECONOMIAS EXTERNAS. Veja Economias 
Externas. 

DESEMPREGO. Situao de ociosidade involuntria 
em que se encontram pessoas que compem 
a fora de trabalho de uma nao. Uma 
das principais tentativas de formulao de uma 
teoria econmica para explicar o desemprego 
surgiu com o conceito de exrcito industrial de 
reserva, tambm denominado por Marx de "populao 
excedente relativa": uma massa de trabalhadores 
seria constantemente desempregada 
pelo progresso tcnico e, na concorrncia para 

a obteno de empregos, pressionaria para baixo 

o nvel de salrios, evitando assim sua elevao. 
O desemprego seria, desse modo, uma conseqncia 
do prprio processo de acumulao de 
capital, e os desempregados funcionariam como 
reguladores das taxas de salrio dos trabalhadores 
e, em certa medida, das taxas de lucro 
dos capitalistas. Alguns economistas de linha 
monetarista recomendam a manuteno de uma 
taxa permanente de desemprego, por considerar 
que o pleno emprego da fora de trabalho disponvel 
- defendido por Keynes - impulsionaria 
a elevao dos salrios, provocando uma 
conjuntura inflacionria que acabaria reduzindo 
a acumulao de capitais. O desemprego  classificado 
em vrias categorias conforme suas causas. 
Nas grandes recesses econmicas, quando 
a produo declina drasticamente, manifesta-se 
o chamado desemprego cclico, ligado a uma fase 
de queda do ciclo econmico. O desemprego disfarado 
ou subemprego consiste na remunerao 
muito abaixo de padres aceitveis, que afeta 
trabalhadores no registrados, mas que nem por 
isso deixam de compor a fora de trabalho de 
uma nao. Alguns pases desenvolvidos criaram 
o auxlio-desemprego ou seguro-desemprego, 
instrumento governamental destinado a minorar 
o problema social gerado pelo desemprego. 
O desemprego friccional ou normal ocorre por desajuste 
ou falta de mobilidade entre a oferta e 
a procura, quando empregadores com vagas 
desconhecem a existncia de mo-de-obra disponvel, 
enquanto trabalhadores desempregados 
desconhecem as ofertas reais de trabalho. 
Em certas atividades, como agricultura e hotelaria, 
ocorre o desemprego sazonal, limitado a certas 
pocas do ano por no haver oferta homognea 
de emprego durante o ano inteiro. O desemprego 
tecnolgico ou estrutural origina-se em 
mudanas na tecnologia de produo (aumento 
da mecanizao e automao) ou nos padres 
de demanda dos consumidores (tornando obsoletas 
certas indstrias e profisses e fazendo surgir 
outras novas): em ambos os casos, grande 
nmero de trabalhadores fica desempregado a 
curto prazo, enquanto uma minoria especializada 
 beneficiada pela valorizao de sua mo-
de-obra. Veja tambm Emprego; Pleno Emprego; 
Seguro-desemprego. 
DESEMPREGO CCLICO. Veja Desemprego. 

DESEMPREGO CONJUNTURAL. Veja Desemprego. 


DESEMPREGO DISFARADO. Veja Desemprego. 


DESEMPREGO ESTRUTURAL. Veja Desemprego. 




DESEMPREGO FRICCIONAL. Veja Desemprego. 


DESEMPREGO MARGINAL. Veja Desemprego. 

DESEMPREGO PARCIAL. Veja Desemprego. 

DESEMPREGO SAZONAL. Veja Desemprego. 

DESEMPREGO SETORIAL. Veja Desemprego. 

DESEMPREGO TECNOLGICO. Veja Desemprego. 


DESEMPREGO VOLUNTRIO. Veja Desemprego. 


DESENTESOURAMENTO. Veja Preferncia 
pela Liquidez; Propenso a Poupar. 

DESENVOLVIMENTISMO. Ideologia que no 
Brasil caracterizou particularmente o governo 
Kubitschek e que identifica o fenmeno do desenvolvimento 
a um processo de industrializao, 
de aumento da renda por habitante e da 
taxa de crescimento. Os capitais para impulsionar 
o processo so obtidos junto s empresas 
locais, ao Estado e s empresas estrangeiras. As 
polticas ligadas ao desenvolvimentismo concentram 
sua ateno nas questes relativas  
taxa de investimentos, ao financiamento externo 
e  mobilizao da poupana interna. So menosprezadas 
pela teoria as questes relativas  
distribuio da renda, concentrao regional da 
atividade econmica, condies institucionais, 
sociais, polticas e culturais que influem sobre 

o desenvolvimento. Ao faz-lo, o desenvolvimentismo 
ope-se  escola estruturalista originria 
da Comisso Econmica para a Amrica 
Latina (Cepal), que v o desenvolvimento como 
um processo de mudana estrutural global. 
DESENVOLVIMENTO AUTNOMO. Desenvolvimento 
de um pas  custa de seus prprios 
meios, sem que se crie uma situao de dependncia 
em relao a outros mais desenvolvidos. 
Teoricamente, para o desenvolvimento de um 
pas  preciso mobilizar o excedente potencial 
de sua economia, encaminhando-o para setores 
prioritrios, de cujo crescimento depende todo 

o resto (indstrias de base, transporte, energia 
etc.). Para muitos estudiosos, apesar da crena 
de que os pases subdesenvolvidos, por serem 
pobres, no possuem capital suficiente para sustentar 
seu prprio desenvolvimento, isso no se 
justifica. Nesses pases h considervel perda de 
recursos, sob a forma de exportao de capitais, 
importaes desnecessrias, desenvolvimento 
de setores no prioritrios, gastos militares excessivos, 
desemprego e subemprego, o que, em 
princpio, poderia ser evitado. Os recursos assim 
poupados constituem um excedente acumulvel, 
que, uma vez reinvestido, tende a reprodu-
DESENVOLVIMENTO ECONMICO 

zir-se e aumentar. A verdadeira dificuldade est 
em mobilizar esse excedente, pois a interferncia 
no uso desses recursos costuma contrariar interesses 
que, muitas vezes, se encontram representados 
com muita fora junto ao poder. 

DESENVOLVIMENTO ECONMICO. Crescimento 
econmico (aumento do Produto Nacional 
Bruto per capita) acompanhado pela melhoria 
do padro de vida da populao e por 
alteraes fundamentais na estrutura de sua economia. 
O estudo do desenvolvimento econmico 
e social partiu da constatao da profunda 
desigualdade, de um lado, entre os pases que 
se industrializaram e atingiram elevados nveis 
de bem-estar material, compartilhados por amplas 
camadas da populao, e, de outro, aqueles 
que no se industrializaram e por isso permaneceram 
em situao de pobreza e com acentuados 
desnveis sociais. Durante o sculo XIX, 
a industrializao de muitos pases da Europa 
e da Amrica do Norte reduziu os demais pases 
 condio de colnias polticas e/ou econmicas 
dos primeiros. A guinada para o desenvolvimento, 
ocorrida a partir da Segunda Guerra 
Mundial, foi quase sempre precedida por mudanas 
polticas profundas (especialmente a 
conquista da independncia poltica e a formao 
de governos que colocavam o desenvolvimento 
nacional como objetivo principal); a partir 
da fortaleceu-se a idia de "desenvolvimento", 
um processo de transformao estrutural com 
o objetivo de superar o atraso histrico em que 
se encontravam esses pases e alcanar, no prazo 
mais curto possvel, o nvel de bem-estar dos 
pases considerados "desenvolvidos". O desenvolvimento 
de cada pas depende de suas caractersticas 
prprias (situao geogrfica, passado 
histrico, extenso territorial, populao, 
cultura e recursos naturais). De maneira geral, 
contudo, as mudanas que caracterizam o desenvolvimento 
econmico consistem no aumento 
da atividade industrial em comparao com 
a atividade agrcola, migrao da mo-de-obra 
do campo para as cidades, reduo das importaes 
de produtos industrializados e das exportaes 
de produtos primrios e menor dependncia 
de auxlio externo. A Organizao 
das Naes Unidas usa os seguintes indicadores 
para classificar os pases segundo o grau de desenvolvimento: 
ndice de mortalidade infantil, 
expectativa de vida mdia, grau de dependncia 
econmica externa, nvel de industrializao, 
potencial cientfico e tecnolgico, grau de alfabetizao, 
instruo e condies sanitrias. Entre 
os muitos obstculos ao desenvolvimento, esto: 
1) a dificuldade de toda a populao integrar-se 
na economia nacional (entre outros fatores, por 
inexistncia de um sistema de transporte eficien




DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL 

te que interligue, de fato, as regies do pas); 2) 

o isolamento social, cultural ou econmico, representado 
por barreiras lingsticas e religiosas 
entre diferentes setores da populao e por subsistemas 
econmicos alienados do conjunto da 
economia nacional (empresas estrangeiras, latifndios 
etc.); 3) a dificuldade de encaminhamento 
do excedente potencial da economia para os 
setores prioritrios (indstria de base, transporte, 
energia etc.), de cujo crescimento depende 
todo o processo; 4) o desperdcio de recursos 
(sob a forma de exportao de capitais, consumo 
suprfluo, gastos militares excessivos, especulao 
financeira) que, investidos, poderiam reproduzir-
se e ampliar. A chamada "escassez de capital", 
tpica dos pases no desenvolvidos, surge 
algumas vezes sob a forma de carncia de 
divisas para importar bens e servios essenciais 
ao desenvolvimento:  o chamado "estrangulamento 
externo" da economia. Essa dificuldade 
 muitas vezes agravada pelo fato de o pas no 
desenvolvido depender poltica e economicamente 
de uma grande potncia que - em maior 
ou menor grau - monopoliza seu comrcio externo. 
Esses laos de dependncia so muitas 
vezes reforados por investimentos do pas industrializado 
em alguns setores em expanso do 
pas que pretende se desenvolver. Embora esses 
investimentos possam inicialmente aliviar o "estrangulamento 
externo", ao proporcionar divisas 
e/ou equipamentos, s vezes acabam por 
agrav-lo, pela evaso de divisas na forma de 
remessa de lucros, royalties e juros ao pas investidor. 
Nesse caso, o desenvolvimento no 
tem como mola propulsora o mercado interno, 
mas sim um grau de dependncia maior ou menor 
ao mercado externo ou s grandes potncias 
econmicas. Veja tambm Dependncia; Subdesenvolvimento. 
DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL. Conceito 
que pertence ao campo da ecologia e da 
administrao e que se refere ao desenvolvimento 
de uma empresa, ramo industrial, regio ou 
pas, e que em seu processo no esgota os recursos 
naturais que consome nem danifica o 
meio ambiente de forma a comprometer o desenvolvimento 
dessa atividade no futuro. 

DESEQUILBRIO. Situao em que um sistema 
econmico no est em equilbrio devido a alteraes 
das foras internas (endgenas) que 
agem sobre ele. Um exemplo clssico do mercado 
em desequilbrio  aquele em que o total 
de mercadorias oferecidas  inferior ao total de 
mercadorias que os compradores esto dispostos 
a adquirir. Alguns compradores no realizaro 
seus projetos, os preos subiro e os com


pradores e vendedores sero obrigados a rever 
seus planos. 

DESEQUILBRIO FUNDAMENTAL. Conceito 
elaborado quando da criao do Fundo Monetrio 
Internacional (FMI) no Acordo de Bretton 
Woods (New Hampshire, EUA, 1944), mas que 
acabou no sendo bem definido por aquela organizao. 
Apesar dessa falta de definio estatutria, 
um desequilbrio fundamental consiste 
num desequilbrio de um balano de pagamentos 
(dficit ou supervit) que tenha natureza persistente 
ou permanente. Em casos como esse, 
em que o ajustamento ou a volta ao equilbrio 
no se daria rapidamente, a nica soluo seria 
a desvalorizao da moeda correspondente (no 
caso de um dficit persistente) ou a sua valorizao, 
se o supervit for crnico. Veja tambm 

Adjustable Peg; Balano de Pagamentos; Conferncia 
de Bretton Woods; Crawling Peg; FMI. 

DESILUSO MONETRIA. Em contraposio 
 iluso monetria, significa o desencanto 
quando, depois de um plano de estabilizao, 
com a inflao se reduzindo muito, os consumidores 
percebem que os preos, embora estveis, 
se encontram num patamar muito elevado 
em relao aos seus rendimentos. A expresso 
foi cunhada para refletir o que aconteceu no Brasil 
logo depois da implantao do Plano Real 
em 1/7/1994. Veja tambm Iluso Monetria; 
Plano Real. 

DESINDUSTRIALIZAO. Processo de desaparecimento 
de importantes empresas de setores 
industriais de pases latino-americanos como o 
Chile, a Argentina e, em menor escala, o Mxico 
e o Brasil, devido  adoo de polticas 
de ajuste aos desequilbrios externos originados 
pela dvida externa. Essas polticas de ajuste 
causaram profundas e prolongadas crises, 
contribuindo para a falncia de muitas empresas 
industriais e a perda de competitividade 
em nvel internacional. 

DESINFLAO. Remoo de presses inflacionrias 
da economia, visando a manter o valor 
da unidade monetria. A desinflao  obtida 
por meio da restrio direta da expanso do consumo, 
pelo controle das vendas a prazo, pelo 
supervit oramentrio, pela elevao da taxa 
de juros, pela restrio do crdito e por outras 
medidas que exeram controle sobre os gastos 
custeados por emprstimos. Essas medidas no 
pretendem reverter o processo inflacionrio provocando 
sbitas baixas de preos, fazendo perder 
quem se beneficiava com a inflao e ganhar 
quem perdia com ela. Visam simplesmente corrigir 
e limitar os aspectos prejudiciais da inflao 
em termos macroeconmicos. Existem pelo menos 
duas dificuldades operacionais para a im




plantao de polticas desinflacionrias: durante 
determinado tempo, essas medidas tendem a reduzir 
a quantidade de empregos a um nvel muito 
abaixo do politicamente aceitvel; alm disso, 
quando as medidas desinflacionrias adotadas 
pelo governo so muito violentas, podem provocar 
a deflao. A necessidade de medidas desinflacionrias 
pode ser atenuada, sob o ngulo 
da oferta, na proporo em que a produtividade 
da economia aumenta. Por outro lado, a reduo 
da procura monetria total  conseqncia do 
aumento nas poupanas privadas, do aumento 
relativo da tributao em comparao com os 
gastos governamentais, de medidas especficas 
visando a reduzir os gastos em consumo e em 
investimento, e da reduo das despesas governamentais 
para que se situem em nvel 
abaixo ao da arrecadao. Veja tambm Deflao; 
Inflao. 

DESINTERMEDIAO. Fenmeno em que as 
pessoas deixam de investir em ttulos ou em 
outras formas de poupana e passam a utilizar 
dinheiro no consumo de bens durveis. Esse 
processo ocorre quando os rendimentos financeiros 
so inferiores s taxas da inflao. Ao 
mesmo tempo, os juros cobrados nos emprstimos 
ao consumidor, tambm inferiores  inflao, 
favorecem o endividamento para compras 
imediatas. Esse processo ocorreu no Brasil, em 
1980, quando a correo monetria foi fixada em 
45%, mas a inflao foi muito superior. Veja tambm 
Inflao. 

DESINTERMEDIAO FINANCEIRA. Processo 
de deslocamento da realizao de transaes 
de intermediao do setor financeiro para o setor 
no-financeiro da economia. As razes deste fenmeno 
esto fincadas na atuao direta de 
grandes empresas no mercado de capitais, na 
criao de um mercado de ttulos e valores que 
no dependem diretamente da atuao de instituies 
financeiras e na criao de mecanismos 
inovadores de transaes financeiras que dispensem 
a atividade clssica de intermediao 
das instituies financeiras. Quando, por exemplo, 
investidores ou poupadores retiram suas 
aplicaes de intermedirios financeiros (bancos, 
caixas econmicas etc.) e emprestam diretamente 
a investidores ou consumidores comprando 
ttulos de dvida como duplicatas, ou 
mesmo cheques pr-datados, esto operando no 
sentido da desintermediao financeira. Nos 
momentos em que os diferenciais de taxas de 
juros aumentam entre o que um cliente de um 
banco paga por um emprstimo e o que recebe 
por aplicar seus recursos nas instituies financeiras, 
a desintermediao torna-se mais atraente, 
valendo a pena para o aplicador correr maiores 
riscos, mas obter uma remunerao maior 
por seu investimento. 

DESNACIONALIZAO 

DESINVESTIMENTO. Ou investimento negativo, 
 o contrrio de investimento. Ocorre quando 
uma empresa no faz a reposio dos bens de 
capital (mquinas, equipamentos, veculos, imveis, 
instalaes)  medida que eles se desgastam 
pelo uso. Desse modo, h uma reduo do ativo 
fixo. Veja tambm Depreciao; Investimento. 

DESMONETIZAO. Em sentido amplo, o 
termo significa a retirada de circulao de uma 
forma especfica de moeda por determinao governamental. 
Aplica-se a cdulas ou moedas metlicas 
que passam a ser declaradas sem valor, 
perdendo assim qualquer obrigao de curso 
forado. Em sentido estrito, significa que um 
metal (especialmente o ouro ou a prata) deixa 
de ser cunhado como moeda. No campo da numismtica, 
refere-se a um selo que, por fora de 
decreto ou mudana poltica de governo, perdeu 

o valor para franquia postal. 
DESNACIONALIZAO. Processo pelo qual 
grupos ou empresas estrangeiras adquirem o 
controle de uma parcela crescente da economia 
de um pas. A desnacionalizao de uma economia 
pode ocorrer de trs maneiras distintas: 
1) compra de empresas nacionais por grupos 
estrangeiros; 2) concorrncia que esses grupos 
fazem s companhias nacionais, desalojando-as 
do mercado; 3) ocupao de setores dinmicos 
da economia por capitais estrangeiros. O primeiro 
mecanismo talvez seja o mais polmico, 
mas tudo indica ser o de menor importncia, 
na medida em que os antigos proprietrios de 
empresas nacionais conservam seu patrimnio, 
mantendo assim a possibilidade de investir em 
outras reas da economia nacional. No caso da 
concorrncia, as empresas estrangeiras penetram 
em setores onde j existem investimentos 
nacionais importantes e, aproveitando-se de 
vantagens como maiores recursos financeiros, 
tecnologia mais avanada e maior experincia, 
tendem a reduzir a participao das empresas 
nacionais no mercado, levando-as  estagnao 
ou  falncia. Na terceira forma de desnacionalizao, 
as empresas estrangeiras ocupam setores 
novos e importantes, onde inexistem investimentos 
nacionais ou onde estes so relativamente 
pequenos. Durante todo o sculo XIX e 
at a primeira metade do sculo XX, os pases 
industrializados tolheram a incipiente indstria 
dos pases agrcolas com a exportao de seus 
produtos manufaturados. O dispositivo de defesa 
encontrado pelos pases agrcolas foi o da 
alterao de suas tarifas aduaneiras, que tornaram 
mais caros os referidos produtos, incentivando 
as indstrias locais. Foi assim que as indstrias 
da Alemanha e dos Estados Unidos se 
defenderam da desigual concorrncia inglesa no 
final do sculo XIX e incio do sculo XX. Com 



DESORDEM 

o trmino da Segunda Guerra Mundial, esse tipo 
de concorrncia tornou-se extremamente difcil 
devido  escassez geral de divisas em todo o 
mundo. Os pases subdesenvolvidos, interessados 
em adquirir equipamentos e matrias-primas 
necessrios para a sua incipiente industrializao, 
foram particularmente afetados. Assim, 
os artigos vindos dos pases que j contavam 
com indstrias desenvolvidas esbarravam contra 
um obstculo bem maior que o representado 
pelas barreiras aduaneiras, que na verdade sempre 
podiam ser contornadas mediante a reunio 
dos preos dos produtos exportados. Com a 
aguda escassez de divisas do ps-guerra, os 
mercados em potencial simplesmente no contavam 
com meios para adquirir os bens oferecidos, 
independentemente dos preos do mercado. 
A soluo encontrada foi criar unidades 
produtivas completas instaladas dentro dos 
mercados a serem conquistados, dando origem 
ao processo de desnacionalizao das economias 
nacionais. A Constituio de 1988 estabeleceu 
uma srie de restries ao capital estrangeiro: 
vedou sua participao direta ou indireta na assistncia 
 sade; reservou aos brasileiros natos 
ou naturalizados h mais de dez anos a propriedade 
de empresas jornalsticas de radiodifuso 
e televiso; vedou ao capital estrangeiro 
do setor financeiro a criao de novas agncias 
ou o aumento de sua participao nas instituies 
com sede no pas at que sejam fixadas 
condies em lei, e proibiu novos contratos de 
risco para a prospeco de petrleo. Criou tambm 
a figura da empresa brasileira de capital 
nacional, como sendo aquela que tem seu controle 
efetivo - capital e gesto - em mos de 
pessoas fsicas domiciliadas e residentes no pas, 
atribuindo-lhe tratamento preferencial na aquisio 
de bens e servios do poder pblico e determinando 
que somente ela pode receber do 
Estado concesso para pesquisa e lavra de jazidas, 
minas e outros recursos minerais, com exceo 
do petrleo e minerais nucleares. As concesses 
j estabelecidas com empresas de capital 
estrangeiro tornam-se nulas caso a explorao 
no tenha sido iniciada. 
DESORDEM (Coeficiente de). Medida do grau 
de ordenao com que aparece uma seqncia 
(Yi) quando comparada a uma ordenao de referncia 
(Xi). Pode ser representada pelo Coeficiente 
Pi de Correlao de Postos. Veja tambm 

Correlao de Postos (Coeficiente de). 

DESPESA INTERNA BRUTA. Denominao 
dada ao Produto Interno Bruto (PIB) quando calculado 
sob a tica do dispndio. Veja tambm 

PIB. 

DESPESA NACIONAL BRUTA. Valor contbil 
equivalente ao Produto Nacional Bruto (PNB), 

a preos de mercado, quando calculado sob a 
tica do dispndio. Veja tambm PNB. 

DESREGULAO. Tendncia que surgiu durante 
o final dos anos 70 nos pases industrializados, 
recomendando a reduo da participao 
do Estado - direta ou indireta - na economia 
e nos mercados, baseada na tese de que 
as empresas, os preos e a alocao de recursos 
so controlados e administrados mais eficazmente 
pelas foras do mercado do que por regulamentos 
governamentais. As polticas econmicas originadas 
dessa tendncia abarcaram desde as privatizaes 
at a reduo da carga tributria. 

DESSAZONALIZAO. Operao de retirada 
da sazonalidade, isto , variaes estacionais de 
uma srie estatstica. A sazonalidade, ou os efeitos 
de ocorrncias sazonais regulares sobre uma 
srie estatstica, pode provocar alteraes sobre 
as tendncias fundamentais desta mesma srie. 
Mediante mtodos estatsticos como a utilizao 
de mdias mveis, dummy variables e mesmo a 
retirada por subtrao dos ndices estacionais, 
pode-se efetuar a dessazonalizao. Veja tambm 
Sazonalidade. 

DESVALORIZAO. Reduo oficial do valor 
real da moeda de um pas em relao a moedas 
estrangeiras. Na maioria dos casos, essa operao 
tem o objetivo de eliminar o dficit acumulado 
no balano de pagamentos por meio de 
mecanismos de depreciao cambial. Decidida 
pelas autoridades monetrias, essa medida tem 

o efeito de tornar mais caras as importaes, inibindo-
as, e de estimular as exportaes, uma vez 
que o exportador recebe mais unidades de moeda 
nacional para cada unidade de moeda estrangeira 
convertida  nova taxa de cmbio. 
Alm disso, a desvalorizao tende a produzir 
fortes presses inflacionrias. Quando a depreciao 
ou reduo do valor da moeda era feita 
por diminuio de seu peso e/ou do lastro ouro, 
ocorria a chamada desvalorizao de cunhagem. 
DESVIO PADRO. Medida estatstica da variao 
absoluta ou disperso de uma distribuio 
de freqncia em torno de sua mdia (quanto 
menor o desvio, maior a representatividade 
da mdia), obtida mediante o clculo da raiz 
quadrada da mdia aritmtica dos quadrados 
dos desvios da distribuio de freqncia. Esta 
forma de clculo da varincia ou disperso em 
torno da mdia  conhecida tambm pela denominao 
de mdias quadrticas ou mdias dos mnimos 
quadrados, e sua frmula geral de clculo  

Dp = vS Xi2 . fi 

.....

n 
xi = xi - x = desvio em relao  mdia 



N = nmero total de casos ou de elementos de 
uma distribuio 

Exemplo: 

Desvio em Quadrado de Multiplicado 
Freqncia relao  desvio da pela freqncia 
mdia mdia 

xi fi xi=Xi-x x=17 xi2 X2i. fi 

7 30 - 10 100 3000 

12 40 - 5 25 1000 

17100 0 0 

2250 5 25 1250 

27 25 10 100 2500 

155 7750 

 7750 

Dp = v.....= 7,071 

155 

DETERIORAO DAS RELAES DE TROCA. 
Veja Relaes de Troca. 

DETERMINANTES. Veja Teoria dos Determinantes. 


DETERMINISMO. Doutrina filosfica segundo 
a qual todos os fenmenos esto submetidos a 
leis e se ligam entre si de acordo com o princpio 
da causalidade. Em Demcrito de Abdera (460370 
a.C.), filsofo grego sistematizador do materialismo 
e do atomismo, encontra-se a primeira 
expresso do determinismo:  um processo 
que depende mais de certezas do que de probabilidades. 
Na Idade Moderna, o determinismo 
ganhou nova fora com o grande desenvolvimento 
das cincias da natureza. No terreno da 
economia, os tericos admitem que os fatos esto 
subordinados a leis, mas estas so vistas, 
em geral, como tendncias, isto , expressando 
certa direo que os fatos tomaro, a partir do 
momento em que se cumpram certas condies. 

DEVASTAO. Explorao predatria dos recursos 
naturais de um pas ou regio, com conseqncias 
prejudiciais para o meio ambiente, 
a fauna e a flora. No que diz respeito  devastao 
da fauna, os dados relativos ao Brasil so 
impressionantes. Em Mato Grosso, por exemplo, 
contrabandistas e caadores ilegais tm sistematicamente 
dizimado diversas espcies naturais 
do Pantanal, estimando-se que somente no ano 
de 1982 tenham sido mortos aproximadamente 
1 milho de jacars, que tiveram suas peles contrabandeadas 
sobretudo para a Bolvia. Tambm 
na Amaznia a explorao inescrupulosa e os 
crescentes desmatamentos esto ameaando seriamente 
a perpetuao das 2 mil espcies de 
peixes que formam a fauna ictica mais rica do 
mundo, quando comparada com as 165 espcies 
de peixes conhecidas em toda a Europa central. 
A pescaria desses peixes costuma ser feita com 

DIALTICA 

a ajuda de bombas e pelo cerco de cardumes 
jovens, ainda em crescimento, nos lagos marginais 
da regio amaznica, com resultados desastrosos 
sobre o equilbrio ecolgico local. No 
que diz respeito  destruio da flora, o Brasil 
vem sendo devastado desde a poca colonial, 
com a eliminao pura e simples das florestas 
de pau-brasil do Norte e Nordeste. Atualmente, 
a situao no mudou muito. Mato Grosso  
um dos Estados mais afetados pelos desmatamentos, 
tendo j perdido a cobertura florestal 
de 2,8 milhes de hectares de seu territrio (ou 
3,2% de seus 88,1 milhes de hectares). O Estado 
do Par apresenta situao igualmente calamitosa, 
pois de seus 122,7 milhes de hectares, 2,2 
milhes (cerca de 1,8%) encontram-se completamente 
desmatados, sendo que metade apenas 
nos ltimos quatro anos. O desmatamento do 
Estado de Gois mostra-se proporcionalmente 
mais grave, pois de seus 28,6 milhes de hectares, 
includos na chamada "Amaznia Legal", 
mais de 1 milho (ou perto de 3,6%) j foram 
desmatados. Em Rondnia, a velocidade do desmatamento 
mostra-se realmente chocante, pois, 
dos 23 milhes de hectares do territrio, j foram 
desmatados aproximadamente 350 mil. A principal 
causa desses desmatamentos tem sido a 
pecuria, que faz com que quilmetros e mais 
quilmetros de reservas florestais seculares sejam 
derrubadas para a formao de pastagens. 
E, apesar dos nmeros impressionantes, as fazendas 
que receberam aprovao da Superintendncia 
do Desenvolvimento da Amaznia 
(Sudam) para se fixar na Amaznia ainda no 
derrubaram nem metade da rea a que tm direito 
de acordo com a legislao.Veja tambm 

Ecologia. 

DIA DE OPO. Data na qual uma opo (de 
compra ou de venda) expira, a no ser que seja 
concretizada. Se o exerccio da opo no for 
rentvel, seu custo pode ser considerado um 
custo menor, na medida em que possa ser utilizada 
tanto no caso de compra ou de venda, 
para reforar uma posio "comprada" (short) 
ou "vendida" (long). Veja tambm Long; Opo; 
Short. 

DIAGRAMAS IS-LM. Veja Curvas IS-LM. 

DIALTICA. Termo filosfico empregado em 
diferentes acepes, ao longo da histria do pensamento 
ocidental. Em Plato (428 ou 427-348 
ou 347 a.C.), designa o processo de aquisio 
da verdade por meio da ascese intelectual, que 
conduz ao mundo das idias, entendidas estas 
como essncias imutveis e fundamentos racionais 
das coisas sensveis. Em Aristteles (383-322 
a.C.),  o conjunto das formas de raciocnio provvel, 
 diferena da lgica, que se ocuparia da 
certeza. Na Idade Moderna, prepondera certo 



DIBOR 

desprezo pela dialtica, com Kant (1724-1804), 
por exemplo, considerando-a simples "lgica daaparncia".  com Hegel (1770-1831) que o termo 
ganha novas foras, tornando-se o eixo central 
de sua filosofia; para esse filsofo alemo, 
a dialtica  tanto o processo racional de desenvolvimento 
das idias quanto o processo de desenvolvimento 
da prpria realidade, desenvolvimento 
esse marcado pela tenso dos opostos 
e pela contradio. Ainda para Hegel,  a dialtica 
das idias que determina a dialtica da 
realidade. Marx (1818-1883) inverte essa relao 
e ope ao idealismo dialtico hegeliano o materialismo 
dialtico e o materialismo histrico, 
segundo os quais a dialtica  constituda pelas 
contradies reais, que se manifestam principalmente 
nos nveis poltico, social e econmico. 
Para Marx,  dialtico, por exemplo, o movimento 
histrico que faz com que o enriquecimento 
da burguesia implique, necessria e contraditoriamente, 
o fortalecimento do proletariado 
(quanto maior a acumulao capitalista, tanto 
maior a massa explorada). A tradio hegeliana 
 continuada nos sculos XIX e XX por pensadores 
como Croce (1866-1952), Gentile (18751944) 
e Colingwood (1889-1943). Veja tambm 

Hegel, Georg W. Friedrich; Marx, Karl Heinrich; 
Marxismo; Materialismo Histrico. 

DIBOR. Veja Ibor. 

DIEESE - Departamento Intersindical de Estatstica 
e Estudos Scio-Econmicos. Instituto 
de pesquisas criado em 1955 em So Paulo, com 
o objetivo de assessorar os sindicatos de trabalhadores. 
Fornece periodicamente dados relativos 
a custo-desemprego, produtividade e nvel 
do salrio real. Realiza estudos crticos sobre poltica 
econmica e medidas governamentais que 
atinjam os interesses do trabalhador. O Dieese 
 mantido por sindicatos e associaes profissionais 
que utilizam seus servios. Tem filiais 
no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, 
Recife, Curitiba e Braslia. Edita um boletim 
mensal. 

DIGITAL. Veja Computador. 

DIGITAL SIGNATURES. Expresso em ingls 
que corresponde a "assinaturas digitais" e significa 
formas de autenticao de documentos, 
informaes etc., no mundo da informtica, que 
substituam as assinaturas em tinta e papel. Os 
problemas de segurana envolvidos so considerveis, 
pois na mesma medida em que um 
sistema seguro de assinaturas digitais pode ser 
um mecanismo confivel (sem riscos) para o desenvolvimento 
rpido dos negcios, pode tambm 
servir de guarida para a contraveno ou 

o crime "seguros", desde que criminosos e delinqentes 
tenham acesso a tais mecanismos. 
DGITO. Antiga medida de comprimento, eventualmente 
utilizada ainda na Inglaterra e equivalente 
 largura de um dedo, ou o correspondente 
a 1,87 cm.  tambm equivalente a um 
algarismo. Veja tambm Unidades de Pesos e 
Medidas. 

DILEMA DO PRISIONEIRO (Prisioner's Dilema). 
O termo est relacionado com a teoria 
dos jogos e a teoria da deciso, e refere-se ao 
caso em que criminosos so submetidos a um 
interrogatrio em separado. Cada criminoso 
sabe que se ningum confessar sobre a participao 
prpria e dos demais no crime, ele ser 
libertado ou no mximo ter uma pena muito 
pequena. Mas se um deles confessar, e os demais 
no o fizerem, esse um poder ser libertado, enquanto 
os outros sofrero pesadas penas. Se todos 
confessarem, todos recebero penas, embora 
menos severas do que se apenas um confessar. 
O incentivo, nesse caso, para o indivduo racional 
 confessar e deixar os demais sofrerem as 
conseqncias. Porm, se todos forem racionais 
e agirem desta forma, o resultado para todos 
ser pior do que seria se todos pudessem entrar 
num acordo prvio para ningum confessar. 
Este caso busca ilustrar como o comportamento 
racional no mbito microeconmico pode produzir 
um resultado aparentemente irracional na 
esfera macroeconmica. Veja tambm Equilbrio 
de Nash; Teoria dos Jogos. 

DIN. Iniciais de Deutsche Industrie Normenausschutz 
(ou Deutsche Industrie Normen), que significa 
Comisso de Normas da Indstria Alem, 
sistema criado em 1922 na Alemanha e transformado 
em conveno internacional, e empregado 
em muitos pases para o formato de papel 
de impresso (livros, jornais etc.). 

DINAR. Unidade monetria da Arglia (dinar 
argelino; submltiplo: cntimo), do Bahrein (dinar 
do Bahrein; submltiplo: fil), do Imen do 
Sul (dinar sul-iemenita; submltiplo: fil), do Ira-
que (dinar iraquiano; submltiplo: fil ou dirr), 
da Jordnia (dinar jordaniano; submltiplo: fil), 
do Kuweit (dinar kuweitiano; submltiplo: fil 
ou dirr), da Lbia (dinar lbio; submltiplo: dirr) 
e da Tunsia (dinar tunisiano; submltiplo: 
millime). 

DINHEIRO. Denominao genrica do meio de 
pagamento mais comum em praticamente todos 
os pases. Nas lnguas ocidentais,  a designao 
do meio de pagamento geralmente utilizado nas 
trocas, a moeda metlica. Assim, a palavra dinheiro, 
em portugus, tem origem na palavra 
latina denarius, moeda de prata equivalente a 
dez ases, que eram moedas de cobre de uso corrente 
na Roma Antiga. Em ingls, o termo money 
conservou o sentido especfico de moeda at o 



175 DINHEIRO


final do sculo passado, quando se generalizou 
seu significado como dinheiro. A vigncia do 
metalismo, ou correspondncia do valor da 
moeda ao ouro ou  prata, fez com que em alguns 
pases ainda hoje esses metais nobres sejam 
sinnimos de dinheiro, como na Alemanha (geld, 
da palavra gold que, em alemo, significa ouro) 
e na Frana (argent, que em francs significa tambm 
prata). Da mesma forma, at poucos anos 
atrs era comum no Brasil ouvir-se a expresso 
"ganhar uns cobres", pois durante o sculo XIX 
e incio do sculo XX, existiam muitas moedas 
cunhadas em cobre, assim como na Argentina 

o dinheiro  designado pela palavra plata (prata) 
e o nome do prprio pas evoca a palavra argent(prata, em francs).  interessante observar tambm 
como certas palavras indicativas de alguma 
relao com o dinheiro revelam ainda perodos 
remotos da histria dos meios de pagamento. 
Os termos "pecnia" e "pecunirio", por exemplo, 
originam-se da palavra latina pecus, que significa 
gado, o que indica a utilizao que se fazia 
no passado remoto de bois e outros animais 
como meio de troca e pagamento. Nas chamadas 
sociedades primitivas ou em estgio ainda muito 
prximo de uma economia natural, os mais 
variados objetos serviram como meio de troca: 
conchas, colares, ossos, peles, sementes etc. A 
generalizao de um nico meio de pagamento, 
isto , a transformao de uma mercadoria como 
o gado, o sal, ou um metal como o ouro, ou a 
prata em equivalente geral, uma mercadoria na 
qual todas as demais expressavam o seu valor, 
e a fixao de unidades monetrias representaram 
o fim do perodo do escambo, quando 
as trocas e os pagamentos se faziam in natura, 
ou seja, quantidade x de um produto trocada 
por quantidade y de outro. Alm da determinao 
de ser equivalente do valor de todas as 
demais mercadorias, o dinheiro adquiriu uma 
srie de outras funes como decorrncia do 
prprio desenvolvimento do mercado num primeiro 
momento e do capitalismo em geral. A 
primeira caracterstica, prvia a todas as demais, 
 de ser um meio de troca, utilizado no intercmbio 
de mercadorias, servios, e mesmo na 
aquisio de dinheiro estrangeiro (divisas). Outra 
funo do dinheiro  a de representar uma 
medida de valor que serve para comparar o valor 
das mercadorias entre si, tomando por base 
o preo de cada uma em relao  mercadoria-
padro (equivalente geral), que passou a ser o 
prprio dinheiro. A terceira funo  a de diferir 
pagamentos, isto , o dinheiro permite realizar 
determinadas transaes estabelecendo-se prazos 
para o pagamento, vencidos os quais o comprador 
dever pagar o valor estipulado no momento 
em que adquiriu uma mercadoria. Uma 
quarta e ltima funo, intrinsecamente vinculada 
 anterior,  a de reserva de valor, que possibilita 
o entesouramento ou reserva de dinheiro 
sem que este perca o seu valor, o que originou 

o processo de poupana, elemento bsico na formao 
de capital. Para que possa cumprir todas 
essas funes, o dinheiro deve necessariamente 
apresentar algumas caractersticas, como a divisibilidade, 
a durabilidade, a estabilidade e a homogeneidade. 
Ou melhor, o material no qual o 
dinheiro est representado e que lhe serve de 
base deve ser divisvel para facilitar as operaes 
de compra e venda e o transporte; a durabilidade 
 essencial, pois no seria conveniente que 
um material que representasse o valor ou fosse 
uma forma de manuteno da riqueza se dilusse 
ou estragasse de forma tal a provocar uma 
perda para o seu possuidor; mesmo o papel-
moeda fabricado com material mais facilmente 
destrutvel do que as moedas metlicas  feito 
com papel de alta resistncia. A estabilidade  
tambm muito importante, pois no  conveniente 
que a mercadoria que sirva como expresso 
do valor de todas as demais tenha seu valor 
varivel, isto , as oscilaes para mais ou para 
menos podem prejudicar o desenvolvimento 
dos negcios. Tais oscilaes so caractersticas 
de pocas inflacionrias ou deflacionrias, e no 
dependem em geral do material de que  feito 
o dinheiro. A homogeneidade do material que 
constitui o dinheiro tambm  muito importante 
para evitar que existam diferenas de valor, por 
exemplo, em duas moedas do mesmo valor facial, 
mas compostas de um material que possa 
representar mais valor num caso do que em outro. 
O valor do dinheiro  inversamente proporcional 
ao ndice geral de preos. Se a quantidade 
de dinheiro crescer em maior proporo do que 
a quantidade de bens e servios existentes no 
mercado, haver elevao do ndice geral de preos 
(se considerarmos que a velocidade de circulao 
da moeda permanece constante); se a 
quantidade de dinheiro crescer menos intensamente 
do que os bens e servios colocados no 
mercado, haver queda de preos ou deflao, 
supondo tambm que a velocidade de circulao 
da moeda no se altere. Com o desenvolvimento 
do capitalismo, a funo da moeda de diferir 
pagamentos ganhou enorme importncia ao engrossar 
as possibilidades de crdito brindadas 
pelos bancos. O crdito, ou a moeda escritural, 
tambm deve ser levada em conta quando avaliamos 
o total de meios de pagamento existentes 
numa economia, e, portanto, este tipo de moeda 
tambm deve ser levada em considerao quando 
estimamos as relaes entre a quantidade de 
moeda em circulao, os bens e servios colocados 
no mercado, a velocidade de circulao 
da moeda e o resultante nvel geral de preos. 
O termo tambm era utilizado no passado para 
designar o ttulo ou o toque das moedas de prata. 
O mximo que poderia ser alcanado seria 


DINHEIRO BARATO 

uma moeda de 12 dinheiros, isto , uma moeda 
totalmente fabricada com prata. Uma moeda de 
prata de 9 dinheiros seria constituda de 3/4 de 
prata e 1/4 de outro metal, que formaria sua 
liga. As moedas cunhadas em Portugal e no Brasil 
tinham o toque de 11 dinheiros, ou 11/12, 
ou 0,91666 de toque. "Dinheiro" era tambm a 
denominao dada s moedas de cobre em Portugal 
durante o reinado de D. Joo I. Veja tambm 
Deflao; Inflao; Moeda Escritural; 
Moeda; Moeda Legal; Moeda-papel; Papel-
moeda; Teoria Quantitativa do Valor da Moeda; 
Velocidade de Circulao da Moeda; Xenxm, 
Crise do. 

DINHEIRO BARATO. Situao criada por uma 
poltica governamental de manuteno de emprstimos 
a juros baixos, de forma a tornar mais 
barato o dinheiro e incrementar a atividade econmica 
em todos os campos. Ope-se  poltica 
do dinheiro caro. 

DINHEIRO CARO (Dear Money). Situao criada 
por poltica governamental que se caracteriza 
por juros altos, e com a qual as autoridades procuram 
reprimir gastos demasiados em perodos 
de grande prosperidade, como medida de preveno 
de crises. Ope-se  poltica do dinheiro 
barato. 

DINHEIRO DE EMERGNCIA. Veja Werbestndiges 
Notgeld; Crise do Xexm. 

DINHEIRO DE PLSTICO. Denominao popular 
dos cartes de crdito que em determinadas 
circunstncias substituem (com vantagem) 
a moeda legal, seja o papel-moeda ou os cheques. 
Este tipo de moeda pode ser entendido 
como aqueles cartes que efetuam compras de 
pequeno valor para evitar problemas de troco 
e que so descontados na conta corrente do 
usurio e abastecidos de fundos por essa mesma 
conta. 

DINHEIRO FCIL. Veja Easy Money. 

DINHEIRO QUENTE. Veja Hot Money. 

DINHEIRO VIVO. Veja Numerrio. 

DIP. Termo que designa uma pequena queda 
nas cotaes das aes e ttulos no mercado financeiro 
depois de vrios preges em que ocorreu 
uma tendncia de alta. Se as anlises conclurem 
que a tendncia de elevao das cotaes 
prosseguir,  o momento de investir nesse 
mercado. O grande problema , portanto, no 
apenas identificar o prprio dip, mas tambm 
as tendncias do mercado imediatamente depois. 

DIRECT BUSINESS. Expresso em ingls que 
significa negcios  vista, utilizada nas Bolsas 
de Valores quando as aes so vendidas  vista. 

DIRECTOR'S LAW. Veja Lei de Director. 

DIREITO COMERCIAL. Parte do direito privado 
que regula o exerccio da atividade mercantil 
e todos os atos a ela inerentes. Divide-se 
em direito comercial terrestre, direito comercial martimo 
e direito comercial areo, tendo em vista as 
peculiaridades de cada um desses ramos de atividade 
mercantil. O direito comercial internacional 
trata do comrcio entre as naes. 

DIREITO DE SUBSCRIO. Veja Subscrio. 

DIREITO DO TRABALHO. Conjunto das normas 
jurdicas que regulam as relaes entre empregados 
e empregadores. Nas primeiras dcadas 
de desenvolvimento do capitalismo industrial, 
seguindo os princpios do pensamento liberal, 
o Estado no intervinha nas relaes entre 
trabalhadores e indstrias, a no ser para reprimir 
as revoltas operrias, ficando os acordos 
eventuais entre essas duas partes como fenmenos 
localizados na rea do direito privado. Com 

o desenvolvimento das presses sociais exerci-
das pelo movimento operrio e pelas organizaes 
socialistas contra as pssimas condies de 
vida dos operrios, surgiram as primeiras leis 
de proteo ao trabalho de crianas e mulheres, 
principalmente na Inglaterra. Essas conquistas 
trabalhistas ampliaram-se no final do sculo XIX 
e incio do sculo XX, quando os partidos de 
tendncia socialista se firmaram como organizaes 
polticas fortes. Assim, a questo trabalhista 
adquiriu dimenso pblica e estruturou-se 
um ordenamento jurdico ligado aos interesses 
dos segmentos assalariados da moderna sociedade 
industrial. No Brasil, a legislao trabalhista 
surgiu fundamentalmente aps a Revoluo 
de 1930 e foi reunida na Consolidao das 
Leis do Trabalho (CLT). Veja tambm CLT; Justia 
do Trabalho. 
DIREITO INTELECTUAL. Direitos exclusivos 
do autor de obra intelectual (produo literria, 
cientfica ou artstica e do autor de inveno de 
qualquer campo, descoberta cientfica, desenho 
industrial, marca comercial e nome de produto). 
O direito intelectual rene dois aspectos distintos: 
a propriedade industrial, que envolve royalties, 
patentes e as criaes com utilidade prtica 
(invenes, desenvolvimentos tecnolgicos etc.), 
e os direitos do autor, que envolvem criaes 
estticas e o prprio autor. Os direitos do autor 
so formados por dois itens: os direitos morais, 
inalienveis e intransferveis (paternidade da 
obra e exigncia de manter a integridade da 
obra, por exemplo), e direitos patrimoniais, que 
podem ser transferidos a terceiros (explorao 
comercial da obra, adaptao etc.). Para a defesa 
da propriedade intelectual, formou-se, em 1967, 
em Estocolmo, a Organizao Mundial de Pro




DIRTY FLOAT 

priedade Intelectual (Ompi), que se tornou, a 
partir de 1974, uma agncia especializada da Organizao 
das Naes Unidas (ONU). A Ompi 
tem entre seus objetivos bsicos: assistncia aos 
pases para o desenvolvimento de leis apropriadas; 
promoo e disseminao de criaes intelectuais; 
cooperao, a pedido dos pases, na formao 
de instituies governamentais. 

DIREITO NATURAL. Conjunto de normas que 
tm por fundamento a prpria natureza humana 
e, portanto, so consideradas universais e imutveis. 
Contrape-se ao direito positivo, que  obra 
dos poderes do Estado. O princpio do direito 
natural vem da Antiguidade greco-romana (jus 
naturae) e foi incorporado  tica crist. Assumiu 
carter revolucionrio no contexto do pensamento 
iluminista do sculo XVIII, dando respaldo 
ideolgico  Revoluo Francesa (com sua 
Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado) 
e ao movimento de independncia dos Estados 
Unidos. Foi com base no direito natural 
que Rousseau elaborou sua teoria do Estado, 
como resultado de um contrato social, e o pensamento 
liberal radical forjou o direito de os cidados 
rebelarem-se contra a tirania. Moderna-
mente, os princpios do direito natural, ao mesmo 
tempo que so usados para defender os direitos 
humanos contra o arbtrio do Estado, so 
empregados tambm como principal argumento 
ideolgico do pensamento conservador contra 

o socialismo. Este, ao pretender abolir a propriedade 
privada dos meios de produo, estaria 
violentando um dos direitos naturais. 
DIREITOS ESPECIAIS DE SAQUE (DES). Um 
tipo de reserva ou moeda internacional criada 
em 1967, na Conferncia do Fundo Monetrio 
Internacional realizada no Rio de Janeiro, para 
substituir o ouro como o principal meio de liquidao 
de transaes financeiras internacionais, 
e por essa razo tambm denominado 
"ouro-papel". Cada pas pode saldar os dficits 
de seu balano de pagamentos com DES, ouro 
ou com moedas fortes. Os DES foram criados 
para aliviar as tenses criadas pela escassez de 
ouro e de outros tipos de reserva em face de 
um comrcio internacional em expanso. A oferta 
de ouro estava crescendo num ritmo pequeno 
(menos de 2% ao ano) e os sucessivos dficits 
externos dos Estados Unidos e da Inglaterra enfraqueceram 
o dlar e a libra esterlina a tal ponto 
que os demais pases foram perdendo a confiana 
nestas moedas. At 1971, o governo americano 
conseguiu manter a paridade do dlar 
em 35 dlares por ona troy de ouro, mas suas 
reservas caram tanto que esta paridade foi suspensa 
naquele ano, e dali em diante adotou-se 

o sistema de taxas de cmbio flutuantes (crawling 
peg). Dentro de certos limites, cada pas poderia 
trocar sua prpria moeda no FMI por DES, o 
que tornava o DES a reserva para ser utilizada 
em caso de dficit no respectivo balano de pagamentos. 
Os DES so utilizados apenas para 
acertos entre os bancos centrais de cada pas e 

o FMI, e no tm uma existncia tangvel, isto 
, no existem notas nem moedas de DES, nem 
um smbolo para design-los. At meados de 
1974, os DES eram avaliados em termos do ouro 
e do dlar. Mas, uma vez que esse sistema dava 
lugar a flutuaes acentuadas em funo do enfraquecimento 
da moeda norte-americana, os 
pases lderes do comrcio internacional pressionaram 
para que se fixasse o valor dos DES 
numa cesta de moedas. Esta cesta  formada 
por moedas de dezesseis pases da Europa Ocidental, 
dos Estados Unidos, do Canad, do Japo 
e da frica do Sul. O resultado  que os 
DES tornaram-se mais estveis do que cada 
moeda individual, e o seu uso se expandiu. Veja 
tambm Crawling Peg; FMI; Ona Troy; Padro-
ouro; Padro Cmbio-ouro. 
DIRIGISMO. Tendncia de o Estado manter 
uma interveno reguladora permanente numa 
economia capitalista, em contraposio ao absentesmo 
do Estado liberal. Sem conduzir necessariamente 
 estatizao de empresas privadas, 
a ao governamental pode existir sob as 
formas de regulamento, participao, controle e 
planejamento da produo. Inclui medidas como 
tabelamento de mercadorias, servios e salrios, 
controle do comrcio exterior, incentivos fiscais 
e creditcios, concesso de contratos de fornecimento 
ao Estado e execuo de obras pblicas. 
A evoluo das economias ocidentais revela a 
presena crescente do dirigismo, embora nos ltimos 
anos as crticas dos defensores da no-interveno 
tenham crescido e alguns pases europeus, 
como a Inglaterra, por exemplo, tenham 
iniciado um vigoroso processo de desestatizao 
da economia. Veja tambm Estatismo; Liberalismo; 
Mercantilismo. 

DIRR. Unidade monetria do Marrocos, submltiplo: 
centime; e dos Emirados rabes Unidos, 
submltiplo: fil. Veja tambm Dinar; Rial. 

DIRTY FLOAT. Expresso em ingls que significa 
literalmente "flutuao suja" e que, no 
mercado cambial, designa um processo no qual 
a taxa de cmbio de um pas sofre intervenes 
no mercado pelas autoridades monetrias desse 
pas (especialmente o Banco Central). A maioria 
das moedas ocidentais, incluindo o dlar dos 
Estados Unidos e o iene japons, mas tambm 

o franco francs, o marco alemo e a lira italiana, 
e em especial a moeda brasileira, o real, sofrem 
intervenes das respectivas autoridades monetrias, 
e, portanto, caem na categoria do dirty 
float. O oposto de dirty float  clean float, isto , 


DISARRAY 

"flutuao limpa", aquela livre de intervenes 
das autoridades monetrias e dependente apenas 
das foras do mercado. 

DISARRAY. Veja Desordem (Coeficiente de). 

DISCLOSURE. Termo em ingls do mercado 
financeiro e das Bolsas de Valores que significa 
a obrigao de todas as empresas que lanam 
ttulos no mercado revelar (to disclose) todas as 
informaes relevantes de sua situao econmico-
financeira aos investidores potenciais. 

DISCO (Disquete). Em informtica, pea feita 
de plstico recoberto de material magntico (disco 
flexvel ou disquete) ou de alumnio (disco 
rgido), utilizada para o armazenamento de dados 
de computador. 

DISCO WINCHESTER. Disco magntico rgido, 
cuja cabea de leitura no toca o disco: um 
efeito aerodinmico a mantm suspensa a uma 
distncia de alguns milsimos de milmetro da 
superfcie. 

DISCOUNT. Tcnica de marketing de acordo 
com a qual so concedidos descontos atraentes 
na venda de determinados produtos em lugares 
determinados, para atrair a clientela ou os "scios". 
Esta prtica  mais usual entre os supermercados 
em relao aos alimentos no perecveis, 
bebidas, artigos de higiene pessoal etc. A 
organizao do sistema muitas vezes exige a 
congregao de scios que, pagando uma determinada 
anuidade ou mensalidade, tm acesso 
a essas lojas onde os descontos podem alcanar 
25% ou 30% se o cliente ou scio adquirir produtos 
em certa quantidade. O discount j se encontra 
bem difundido nos Estados Unidos e comea 
a ser introduzido agora no Brasil. 

DISCRIMINAO COMERCIAL. Prtica da 
poltica de comrcio exterior de um pas responsvel 
pela criao de estmulos ou desestmulos 
(taxas alfandegrias diferenciadas, controles 
de cmbio, acordos bilaterais de comrcio 
etc.) para a negociao em determinados mercados. 
A discriminao comercial  utilizada 
principalmente para a correo de desequilbrios 
no balano de pagamento entre pases. Assim, 
se a balana comercial entre o pas A e o pas 
B  muito desfavorvel ao pas A, A pode criar 
mecanismos que desestimulem a compra de produtos 
de B, ou B pode criar estmulos  compra 
de produtos do pas A. A criao de cotas determinadas 
e diferenciadas por pas para o comrcio 
de determinados produtos (caf e acar, 
por exemplo) tambm  uma forma de discriminao 
comercial, com vistas a manter certo 
equilbrio nas relaes comerciais entre pases. 
Para evitar que pases com maior poder de bar


ganha econmica utilizem a discriminao comercial 
de forma prejudicial, foram criadas organizaes 
internacionais, entre as quais se destaca 
o Acordo Geral de Tarifas e Comrcio 
(Gatt), com funes de estruturar uma conduta 
geral no intercmbio entre os pases. Veja tambm 
GATT; OMC. 

DISCRIMINAO DE PREOS. Adoo de 
preos diferentes para o mesmo produto conforme 
o comprador, prtica que pode ser adotada 
em situaes de monoplio. A discriminao 
de preos pode ocorrer basicamente em duas 
situaes: 1) quando os produtos no podem 
ser revendidos ( o caso, por exemplo, dos servios 
de gua, esgoto, eletricidade) ou no caso 
de impedimento por barreiras alfandegrias; 2) 
quando os compradores no podem locomoverse 
 procura de preos mais baixos ou produtos 
substitutos. Para a discriminao de preos, h 
sempre necessidade de grandes grupos diferentes 
de consumidores (domsticos e industriais 
ou mercado interno e externo, por exemplo). 
Como a elasticidade da demanda desses grupos 
 diferente, pode-se aplicar um preo mais elevado 
ao grupo com menor elasticidade. Assim, 
a maior margem de lucro nesses mercados mais 
ou menos cativos compensa a menor lucratividade 
nos mercados onde existe maior competio. 
E, de qualquer modo, essa prtica monopolista 
(tambm possvel em situaes de oligoplio 
e concorrncia imperfeita) supe que os 
que compram mais barato no consigam revender 
o produto aos que compram mais caro. 

DISPERSO. Conceito do campo da estatstica 
que significa a propriedade ou a qualidade de 
um atributo de variar nos diversos indivduos 
(homogneos) em que esse atributo foi observado, 
ou a propriedade que as medidas da intensidade 
de um mesmo atributo tm de variar 
nas diversas observaes feitas sobre um mesmo 
indivduo.  o mesmo que variabilidade. 

DISSDIO COLETIVO. Processo que corre nos 
tribunais da Justia do Trabalho com o objetivo 
de solucionar conflitos entre patres e empregados. 
As partes conflitantes so representadas 
por suas organizaes de classe (sindicatos de 
trabalhadores e de patres), e o processo instaura-
se quando uma delas recorre  Justia do 
Trabalho para se pronunciar sobre questes discordantes 
que no puderam ser resolvidas por 
meio de negociaes. O dissdio coletivo pode 
ser de natureza jurdica ou de natureza econmica. 
No dissdio jurdico, a sentena do tribunal 
diz respeito a interpretaes do texto de acordos 
coletivos de trabalhos existentes. J o dissdio 
econmico trata da criao de novas condies 
de trabalho para determinada categoria profissional. 
H tambm o dissdio individual, que diz 



respeito a conflitos entre um empregado e seu 
patro e cujo processo  iniciado nos rgos de 
primeira instncia (juntas de Conciliao e Julgamento), 
cabendo recurso aos tribunais de segunda 
instncia (TRT e TST). O instituto do dissdio 
coletivo foi criado pela Carta del Lavoro da 
Itlia, na poca de Mussolini, e incorporado  
legislao trabalhista brasileira depois de 1930. 
 garantido pelo artigo 142 da Constituio Federal 
do Brasil, e suas fases esto estabelecidas 
na Consolidao das Leis do Trabalho (CLT), a 
partir do artigo 856. Veja tambm Trabalho, 
Conveno Coletiva do. 

DISTRIBUIO. Modo como se processa a repartio 
da riqueza e dos bens socialmente produzidos 
entre os indivduos e entre os diversos 
segmentos da populao em determinada sociedade. 
O carter e os mecanismos de distribuio 
do produto social variam de poca para poca 
e dependem diretamente da organizao da produo 
e da forma de propriedade nela vigente. 
A distribuio decorre, portanto, do prprio processo 
produtivo e  por meio dela que os bens 
chegam aos consumidores, aproximando, assim, 
os inmeros produtores separados pela diviso 
social do trabalho. A forma de distribuio mais 
evidente  a distribuio fsica dos produtos, fenmeno 
que se desenvolve nas relaes de troca, 
isto , na esfera da comercializao dos produtos. 
H tambm a distribuio funcional, que recebeu 
ateno especial nas anlises dos economistas 
clssicos e que se refere  repartio do 
produto global entre os vrios agrupamentos sociais. 
Tal repartio, segundo esses economistas, 
relaciona-se diretamente com a participao de 
cada grupo ou classe social no processo produtivo; 
relaciona-se tambm com a propriedade 
dos fatores de produo e aparece sob a forma 
de juros, lucros, rendas e salrios. Veja tambm 

Renda. 

DISTRIBUIO BINOMIAL. Modelo matemtico 
para a distribuio de um nmero de "sucessos" 
em n tentativas, quando a probabilidade 
de um sucesso permanece constante em qualquer 
tentativa e estas so independentes. Tambm 
 conhecida como a distribuio da soma 
de n variveis aleatrias de Bernoulli, cada uma 
com a mesma probabilidade  e 1- de sucesso 
ou fracasso. Veja tambm Bernoulli. 

DISTRIBUIO DA RENDA. Veja Renda. 

DISTRIBUIO NORMAL. Distribuio originalmente 
estudada em conexo com erros de 
medida e por isso tambm denominada "curva 
normal de erros". A distribuio normal  um dos 
pilares da Teoria Estatstica e sua equao (Curva 
Normal) foi primeiramente deduzida por 

DIVERSIFICATION PAYOFFS 

Abraham De Moivre em 1730, mas formalizada 
por Karl F. Gauss com a seguinte expresso: 

1 (x - )2 
f (x)= e- 
2s2

sv.2 p

Principais caractersticas da Curva Normal: 

1) o ponto de mxima funo  o ponto x = u, 
onde u  a mdia da distribuio; 2) os pontos 
de inflexo so x = s, onde s  o desvio padro; 
3) a curva  simtrica em relao a u, e 4) 
a curva  assinttica ao eixo horizontal em ambas 
as direes. Veja tambm Desvio Padro; 
Mdia; Varivel Normal Reduzida. 

DISTRITO DIAMANTINO. A grande produtividade 
das minas de diamantes, que permitiu 
enorme acumulao de riqueza por parte dos 
"contratadores", e a convico de que estes fraudavam 
o fisco levaram as autoridades do reino 
a pretender explorar diretamente as minas. Para 
tal fim organizou-se uma Junta da Administrao 
Geral dos Diamantes, e dentro de uma extensa 
regio no entorno onde se encontravam 
as minas estabeleceu-se o Distrito Diamantino. 
Proibia-se a entrada de qualquer pessoa sem a 
permisso do Intendente, e este reinava absoluto 
no permetro do distrito, no necessitando prestar 
conta de seus atos a ningum, exceto no que 
se referia  produo de ouro, resultante do trabalho 
de milhares de escravos pertencentes  
Coroa. Veja tambm Contratadores. 

DITADURA DO PROLETARIADO. Veja Proletariado, 
Ditadura do. 

DIVERSIFICAO. Participao de uma mesma 
firma na produo ou venda de diferentes 
tipos de bens e servios. Ao adotar esse procedimento, 
as empresas procuram precaver-se 
contra prejuzos causados por oscilaes bruscas 
nos mecanismos de mercado (demanda, preos), 
admitindo que isso no ocorrer ao mesmo tempo 
em relao a todos os bens e servios que 
negociam, podendo, portanto, manter a taxa mdia 
geral de seus rendimentos. Uma firma com 
grande produo na rea de bens durveis (automveis, 
geladeiras), que tm maior possibilidade 
de flutuao de demanda, pode diversificar 
sua produo atuando em setores de demanda 
mais estvel (ou menos elstica), como o de 
gneros alimentcios, cujas vendas tendem a subir 
de acordo com o aumento da populao. 

DIVERSIFICATION PAYOFFS. Expresso em 
ingls cujo significado literal  "ganhos por diversificao". 
Tais ganhos esto relacionados 
com: 1) a reduo dos riscos (princpio da no 
colocao dos ovos numa cesta s); 2) a estabilizao 
dos ganhos, eliminando-se as bruscas oscilaes 
que podem ocorrer se a empresa se de




DVIDA 180


dica apenas a um produto ou servio; 3) o aumento 
das sinergias, pois o resultado positivo 
de uma rea pode influenciar as demais; 4) a 
melhor alocao de recursos materiais e humanos, 
isto , os recursos existentes podero ser 
melhor alocados, pois a empresa oferece internamente 
um leque mais amplo de alternativas; 
5) a adaptao s necessidades dos consumidores 
e  comparabilidade do desempenho dos vrios 
setores da empresa que se dedicam a cada 
produto e/ou servio visando o aprimoramento 
da direo global da empresa. 

DVIDA. Total dos dbitos contrados por uma 
pessoa fsica ou jurdica junto a outras pessoas 
fsicas ou jurdicas. A sociedade capitalista moderna 
estimula o consumo, essencial para que 
se mantenha a produo e se gerem riquezas. 
A dvida passou a ser uma forma de acelerar o 
consumo, baseando-se na expectativa de uma 
renda futura. Alm disso, aumenta a velocidade 
da circulao de dinheiro, pois de outra forma 
ele ficaria estagnado em poupanas mantidas 
para a compra dos produtos. 

DVIDA, Administrao da. Termo aplicado  
poltica econmica desenvolvida pelas autoridades, 
de forma a controlar a composio e a natureza 
das dvidas pblicas, tanto interna como 
externamente. Para o financiamento de novos 
dbitos e para a rolagem de dbitos maduros (vencidos 
ou com vencimento muito prximo), os 
governos emitem novos ttulos. Um dos objetivos 
dessa medida  estimular a estabilizao da 
atividade empresarial, o crescimento econmico 
e a gradual reduo da dvida. A dvida pblica 
 parte considervel da base monetria de um 
pas e, portanto, sua administrao (e colocao 
de novos ttulos) influencia fortemente todo o 
mercado financeiro. Emitindo, por exemplo, ttulos 
com vencimentos variveis, as autoridades 
econmicas influem na liquidez geral (quanto 
menor for o prazo de vencimento, maior liquidez 
ter um ttulo e, portanto, mais rapidamente 
se converter em dinheiro). Em perodos de 
maior expanso, o governo utiliza-se de ttulos 
a longo prazo, reduzindo aqueles de curto prazo 
e diminuindo a liquidez da economia como um 
todo. Em perodo de recesso, o governo rola a 
dvida por meio de ttulos de curto prazo, com 

o intuito de restaurar a liquidez de todo o sistema 
e estimular o crescimento. 
DVIDA CONSOLIDADA. Conjunto dos dbitos 
de longo prazo, sem data determinada de 
pagamento, que o governo assume por meio da 
emisso de ttulos negociveis. 

DVIDA EXTERNA. Somatrio dos dbitos de 
um pas, garantidos por seu governo, resultantes 
de emprstimos e financiamentos contrados 

com residentes no exterior. Os dbitos podem 
ter origem no prprio governo, em empresas 
estatais e em empresas privadas. Neste ltimo 
caso, isso ocorre com aval do governo para o 
fornecimento das divisas que serviro s amortizaes 
e ao pagamento dos juros. Os residentes 
no exterior que forneam os emprstimos e financiamentos 
podem ser governos, entidades financeiras 
internacionais, como o Fundo Monetrio 
Internacional ou o Banco Mundial, bancos 
e empresas privadas. Os emprstimos so geralmente 
realizados em moeda estrangeira, desvinculados 
de programas e projetos de investimento 
especficos, ao contrrio dos financiamentos, 
que na maior proporo de seu montante 
requerem a aprovao de um projeto (construo 
de estradas, hidreltricas etc.) para serem 
liberados. A dvida externa registra apenas 
aqueles emprstimos e financiamentos cujo prazo 
de vencimento  superior a um ano; os recursos 
cujo prazo de vencimento  inferior a um 
ano - os capitais de curto prazo - no so 
registrados no montante da dvida externa. A 
dvida externa pode ser considerada dvida externa 
bruta quando dela no so subtradas as 
reservas, e dvida externa lquida quando resultante 
da dvida externa bruta menos as reservas. 
Veja tambm Balano de Pagamentos; Carta de 
Inteno; Dvida Interna; Moratria; Plano Baker; 
Plano Brady. 

DVIDA FLUTUANTE. Dvida cujo perodo de 
amortizao ou resgate no ultrapassa doze meses. 
Compreende os restos a pagar, os servios 
da dvida a pagar e os dbitos de tesouraria. 
Pode ser entendida tambm como o conjunto 
dos dbitos de curto prazo assumidos pelo governo 
e representados por ttulos negociveis. 
Como os ttulos de curto prazo permitem maior 
liquidez ao meio circulante, uma dvida flutuante 
muito alta pode provocar presses inflacionrias. 
Por isso,  comum que os governos procurem 
transformar a dvida flutuante em dvida 
consolidada, isto , com vencimento a longo prazo, 
para restringir a liquidez no mercado. 

DVIDA FUNDADA. Dvida proveniente de recursos 
obtidos pelo governo sob a forma de financiamentos 
ou emprstimos, mediante celebrao 
de contratos, emisso ou aceite de ttulos 
ou concesso de quaisquer garantias que representem 
compromisso assumido para resgate em 
exerccio subseqente. 

DVIDA INTERNA. Total dos dbitos assumidos 
pelo governo junto s pessoas fsicas e jurdicas 
residentes no prprio pas. Sempre que 
as despesas do governo superam a receita, h 
necessidade de dinheiro para cobrir o dficit. 
Para isso, as autoridades econmicas podem optar 
por trs solues: emisso de papel-moeda, 



181 DNOCS 


aumento da carga tributria e lanamento de ttulos. 
A emisso de papel-moeda nem sempre 
 inflacionria, mas, em muitos pases, h necessidade 
de autorizao do legislativo. O aumento 
da carga tributria, alm de ser uma medida 
politicamente antiptica, pode trazer conseqncias 
recessivas, pela diminuio do meio 
circulante. Finalmente, a colocao de ttulos 
junto ao pblico pode gerar altas violentas nas 
taxas de juros, provocando um aumento da prpria 
dvida interna (agora acrescida dos juros). 
Dessa forma, dependendo do nvel do dficit, 
podem ser combinadas as trs solues, com 
maior ou menor nfase em cada uma das alternativas, 
de tal maneira que sejam evitados os 
males de cada uma delas. 

DVIDA SNIOR. Dvida cujo pagamento tem 
prioridade sobre qualquer outra obrigao. No 
caso de uma empresa estar sendo liquidada, a 
venda de ativos desta empresa deve ser utilizada 
prioritariamente para o pagamento das dvidas 
snior. 

DIVIDENDO. Renda atribuda a cada ao de 
uma sociedade annima.  obtida dividindo-se 

o lucro do exerccio financeiro pelo nmero total 
de aes. Em sentido amplo, dividendo  toda 
espcie de cota, porcentagem ou contribuio 
obrigatria em qualquer rateio, diviso ou repartio. 
DIVISO DO TRABALHO. Veja Trabalho, Diviso 
do. 

DIVISAS. Letras, cheques, ordens de pagamento 
etc. que sejam conversveis em moedas estrangeiras, 
e as prprias moedas estrangeiras de 
que uma nao dispe, em poder de suas entidades 
pblicas ou privadas. Veja tambm Reservas; 
Reservas-ouro. 

DIVISIA, Franois Jean-Marie (1889-1964). Nasceu 
na Arglia e formou-se em engenharia em 
1919. Tornou-se professor de economia aplicadana cole Polytechnic entre 1929 e 1959. Foi membro 
fundador da Sociedade Economtrica em Paris 
e seu presidente em 1935. Tambm presidiu 
a Sociedade Estatstica de Paris e a Sociedade 
Economtrica Internacional. Entre suas obras 
mais importantes destacam-se L'Indice Monetaire 
et la Teorie de la Monnaie (O ndice Monetrio e 
a Teoria da Moeda), 1926, Economie Rationnelle 
(Economia Racional), 1928, e Traitement conomtrique 
de la Monnaie l'Intert et l'Emploi (Tratamento 
Economtrico do Dinheiro, do Juro e 
do Emprego), 1962. Na primeira obra, desenvolveu 
o chamado ndice de Divisia, seu ndice de 
preos com ponderaes variveis. 

DZIMO. Tributo obrigatrio cobrado pela Igreja 
Catlica durante a Idade Mdia. Correspondia 

 dcima parte da produo do campons ou 
mestre arteso. Originou-se na Frana no sculo 
IV e difundiu-se por toda a Europa. O proco 
ou dizimeiro era o encarregado da cobrana. No 
Brasil colonial, a Coroa portuguesa cobrava o 
dzimo graas a uma bula papal que concedia 
esse direito  Ordem de Cristo, cujo mestre era 

o rei de Portugal. O dzimo foi abolido na Europa 
a partir da Revoluo Francesa e, no Brasil, 
perdurou at a independncia. Enquanto durou, 
consistia numa contribuio in natura ou sobre 
as rendas auferidas de aproximadamente 10%, 
incidente sobre a produo agrcola, destinada 
a assegurar a subsistncia dos membros do clero, 
a celebrao dos cultos e o servio de assistncia 
hospitalar e manuteno de Santas Casas, que 
se encarregavam tambm do sepultamento dos 
mortos. Hoje, o dzimo tem mais um significado 
simblico do que uma prestao devida e determinada 
que os cidados devam pagar. Veja 
tambm Quinto. 
DNER - Departamento Nacional de Estradas 
de Rodagem. Autarquia vinculada  Secretaria 
dos Transportes, cuja tarefa : 1) elaborar e executar 
o planejamento da poltica rodoviria federal; 
2) supervisionar os sistemas rodovirios 
estaduais e municipais, de modo a integr-los 
no sistema rodovirio nacional; 3) encarregar-se 
da construo, melhoria e administrao de rodovias, 
pontes e outras obras virias; 4) controlar 
a aplicao dos recursos provenientes do Imposto 
nico sobre Lubrificantes e Combustveis 
Lquidos e Gasosos, da arrecadao do pedgio 
e dos demais recursos destinados ao sistema rodovirio 
nacional. 

DNOCS - Departamento Nacional de Obras 
Contra as Secas. Autarquia federal subordinada 
ao Ministrio da Infra-estrutura e ligada  Sudene. 
As grandes secas que assolaram o Nordeste 
no final do sculo passado deram origem, 
em 1909,  Inspetoria de Obras Contra as Secas 
(Iocs), que em 1924 passou a chamar-se Inspetoria 
Federal de Obras Contra as Secas (Ifocs); 
e em 1945 surgiu o DNOCS, subordinado ao 
antigo Ministrio da Viao e Obras Pblicas. 
S a partir de junho de 1963  que o rgo passou 
a ter autonomia administrativa, com fontes especficas 
de receita. O DNOCS atua dentro do 
chamado Polgono das Secas, rea de quase 1 
milho de quilmetros quadrados, delimitada 
por uma lei de 1951, abrangendo os Estados do 
Piau, Cear, Rio Grande do Norte, Paraba, Pernambuco, 
Alagoas, Sergipe, Bahia e parte de Minas 
Gerais. Seus objetivos so: 1) realizar estudos 
e projetos para prevenir e combater os efeitos 
das secas no Nordeste; 2) executar e operar esses 
projetos e atividades indicados pelo ministrio, 
relativos aos recursos hdricos, objetivando es




DNPM 

pecialmente a irrigao e a construo de audes 
e de poos profundos. Veja tambm Sudene. 

DNPM - Departamento Nacional da Produo 
Mineral. rgo do Ministrio da Infra-estrutura, 
criado em maro de 1934, que tem por 
finalidade o planejamento, coordenao e execuo 
dos estudos geolgicos em todo o territrio 
brasileiro, bem como a superviso, fiscalizao 
e controle da explorao dos recursos minerais 
do pas. 

DOBB, Maurice Herbert (1900-1976). Economista 
marxista ingls. Elaborou uma anlise terica 
e histrica do desenvolvimento do capitalismo, 
alm de trabalhos sobre a formao de salrios, 

o clculo econmico racional e a transformao 
dos sistemas econmicos. Professor do Trinity 
College da Universidade de Cambridge desde 
1924, Dobb ocupa lugar de importncia entre 
os economistas marxistas contemporneos pelo 
rigor de suas anlises e pela amplitude de sua 
obra; nela se destacam a teoria econmica, os 
problemas do socialismo e a histria do desenvolvimento 
do capitalismo. Profundo conhecedor 
da teoria econmica neoclssica, criticou-a 
e rejeitou-a em seu livro Os Salrios, 1926. Dobb 
foi um dos primeiros economistas a reconhecer 
a importncia poltica da interveno dos sindicatos 
e dos poderes pblicos no estabelecimento 
de uma poltica de salrios. Tambm foi 
um dos primeiros economistas ocidentais a estudar, 
desde o incio, a economia socialista sovitica, 
defendendo o socialismo centralizado 
em On Economic Theory and Socialism (Teoria Econmica 
e Socialismo), 1955. Em seguida, porm, 
admitiu uma transio para uma economia descentralizada, 
realizando uma crtica  burocracia 
e discutindo os temas da democracia dos trabalhadores 
e da democracia econmica. Realizou 
ainda uma ampla anlise econmica e histrica 
do desenvolvimento do capitalismo em Studies 
in the Development of Capitalism, 1946 (traduzido 
no Brasil como A Evoluo do Capitalismo), na 
qual destaca as caractersticas do capitalismo 
contemporneo. A obra traz  tona as novas funes 
econmicas do Estado e os problemas decorrentes 
do surgimento de um setor socialista 
mundial e das novas naes do Terceiro Mundo, 
voltadas para medidas de planejamento econmico 
e de capitalismo de Estado como meio de 
ultrapassar o atraso econmico. Dobb analisou 
os problemas de crescimento econmico dos pases 
do Terceiro Mundo e investigou as relaes 
entre o crescimento econmico e as linhas gerais 
de poltica econmica em An Essay on Economic 
about Growth and Planning (Um Ensaio sobre o 
Crescimento Econmico e Planejamento), 1960. 
Alm de publicar, junto com o economista Piero 
Sraffa, as obras completas de David Ricardo, escreveu 
os seguintes livros: Capitalist Enterprise 
and Social Progress (Empresa Capitalista e Progresso 
Social), 1925; Soviet Economic Development 
since 1917 (Desenvolvimento da Economia Sovitica 
desde 1917), 1928; Economia Poltica e Capitalismo, 
1937; Marx as Economist (Marx como 
Economista), 1943; Papers on Capitalism, Development 
and Planning (Estudos sobre o Capitalismo, 
Desenvolvimento e Planejamento), 1967; Welfare 
Economics and the Economics of Socialism (Economia 
do Bem-estar e Economia do Socialismo), 
1969; Theories of Value and Distribution since Adam 
Smith (Teorias do Valor e da Distribuio desde 
Adam Smith), 1973. 

DOBRA. Moeda cunhada em ouro no perodo 
colonial no Brasil. A "de quatro escudos" 
equivalia a 6 400 ris e a de "oito escudos", 
a 12 800 ris.  tambm a unidade monetria 
de So Tom e Prncipe. Submltiplo: centavo. 

DOBRO. Moeda cunhada em ouro no Brasil 
colonial, com valor equivalente a 24 mil ris. 

DOENA DE MINAMATA. Veja Minamata, 
Mal de. 

DLAR. Unidade monetria dos Estados Unidos 
da Amrica e de outros catorze pases. A 
denominao tem origem provavelmente no thaler, 
velha moeda que circulou na Alemanha, ou 
no daler sueco. Desde 1971, quando os Estados 
Unidos abandonaram oficialmente o padro 
cmbio-ouro, e a conversibilidade do dlar em 
ouro numa taxa fixa, o valor de moeda norte-
americana tem flutuado livremente em relao 
s outras moedas nos mercados internacionais 
de cmbio. Na realidade, o dlar sofreu uma 
forte desvalorizao desde 1971, quando uma 
ona troy de ouro equivalia a 35 dlares; em 1997 
uma ona de ouro valia (em dlares) cerca de 
dez vezes mais do que em 1971. A partir de 
1996, no entanto, o dlar vem se fortalecendo 
em relao s demais moedas, especialmente 
porque a situao fiscal dos Estados Unidos vem 
melhorando e as projees indicam a eliminao 
do dficit pblico at o ano 2000. Veja tambm 

Unidades Monetrias Internacionais. 

DLAR, Escassez de. Fenmeno econmico-financeiro 
(dollar gap) que se caracteriza por excessiva 
demanda de dlares no mercado mundial. 
Ao mesmo tempo, no ocorre um movimento 
equivalente nas operaes cambiais, envolvendo 
as moedas nacionais que se encontram 
desvalorizadas em relao ao dlar. Embora o 
fenmeno j tivesse ocorrido logo depois da Primeira 
Guerra Mundial com o dlar e tambm 
com a libra esterlina, a escassez do dlar foi um 
caso tpico do fim da Segunda Guerra Mundial 
at meados dos anos 50, quando a moeda norte-
americana substituiu definitivamente a inglesa 
no mbito internacional. Nessa poca, os pa




ses europeus, asiticos e africanos devastados 
pelo conflito lanaram-se a uma intensa busca 
de dlares para fazer frente s necessidades da 
reconstruo; ao mesmo tempo no dispunham 
de reservas em ouro nem contavam com um 
comrcio exportador capaz de captar divisas. 
Esse desequilbrio passou ento a ser coberto 
por meio de emprstimos aos Estados Unidos, 
conteno de importaes e emprego de mecanismos 
eficientes para o controle cambial. Essas 
medidas, no entanto, se revelariam insuficientes 
para a recuperao das economias destrudas 
pela guerra, o que levou  implantao, na Europa, 
do Plano Marshall, marcado por uma grande 
captao de investimentos norte-americanos 
na regio. Com isso, houve uma gradual recuperao 
da capacidade produtiva europia e 
equilibraram-se as relaes cambiais internacionais 
baseadas no dlar. Atualmente, muitos organismos 
financeiros internacionais (como o 
FMI) atuam como instrumentos de preveno a 
uma possvel escassez de dlares. Veja tambm 

Plano Marshall. 

DOLLAR GAP. Veja Dlar, Escassez de. 

DOMAR, Evsey David (1914- ). Economista e 
matemtico norte-americano que desenvolveu 
um modelo abstrato de crescimento econmico. 
Para isso, baseou-se no pressuposto keynesiano 
de que o investimento  igual  poupana; acrescentou, 
entretanto, uma segunda igualdade, que 
considerou necessria para assegurar o equilbrio 
do pleno emprego: a de que o crescimento 
da renda nacional deve ser igual ao da capacidade 
produtiva. Em seu modelo, Domar conclui 
que o equilbrio econmico e o pleno emprego 
s podem ser concebidos numa situao de crescimento. 
E a taxa de crescimento que assegura 
esse equilbrio do pleno emprego ser igual ao 
produto da propenso  poupana pelo coeficiente 
de intensidade do capital. Domar iniciou 
sua teoria do crescimento no artigo "Capital Expansion 
Rat of Growth and Employment" ("Expanso 
do Capital, Taxa de Crescimento e Emprego"), 
publicado em 1940 na revista Econometrica. 
Desenvolveu esse trabalho em seguida 
num artigo para a American Economic Review, intitulado 
"Expansion and Employment" ("Expanso 
e Emprego"), 1946, e no livro Essays in the 
Theory of Economic Growth (Ensaios sobre a Teoria 
do Crescimento Econmico), 1957. Veja tambm 
Modelo Harrod-Domar. 

DOMICLIO PARTICULAR.  o domiclio de 
uma famlia censitria. Este conceito estatstico 
se caracteriza pelo local onde uma pessoa dorme. 
Assim, o estabelecimento comercial, industrial, 
de servios, escolar etc. no qual uma pessoa 
dorme  considerado seu domiclio particular. 

DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA 

DOMINAO ECONMICA. Veja Dependncia; 
Imperialismo. 

DOMNIO. Toda soma de poder ou de direito 
que se tem sobre uma coisa ou uma pessoa. Em 
alguns casos, a palavra indica a propriedade de 
bens mveis ou imveis, mas, a rigor, propriedade 
e domnio so dois conceitos diferentes:  
possvel ter domnio sobre um bem sem que se 
seja proprietrio dele. 

DOMNIO IMINENTE. Direito que tem o Estado 
de desapropriar bens particulares, mediante 
indenizao. 

DOMNIO PBLICO. Bens que pertencem ao 
Estado (Unio, Estados e municpios), inalienveis, 
e que podem ser usufrudos por toda a 
populao; so obras literrias e artsticas, ruas, 
praas, rios, praias etc. No caso de obras literrias, 
estas tornam-se de domnio pblico depois 
de passados cinqenta anos de sua publicao. 

DOMNIO TIL. Veja Enfiteuse. 

DONG. Unidade monetria do Vietn. Submltiplo: 
xu ou hao. 

DONOR. Veja Trust. 

DOTAO ORAMENTRIA. Toda e qualquer 
verba prevista como despesa em oramentos 
pblicos e destinada a fins especficos. Qualquer 
tipo de pagamento que no tem dotao 
especfica s pode ser realizado se for criada 
uma verba nova ou dotao nova para suprir a 
despesa. 

DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA. Conjunto 
dos pronunciamentos da Igreja Catlica Romana, 
com base nos textos da Bblia e dos pensadores 
cristos, apresentando normas para anlise 
e soluo dos problemas sociais. Tais declaraes 
no possuem valor dogmtico, constituindo, 
porm, documentos oficiais, sob a forma 
de encclicas, discursos e mensagens sociais dos 
papas, e das concluses sobre temas sociais publicadas 
pelos bispos em conjunto e pelas conferncias 
episcopais. A doutrina social da Igreja 
est compendiada principalmente nas grandes 
encclicas sociais. Rerum Novarum, a primeira delas, 
foi promulgada em 1891 pelo papa Leo XIII, 
diante das condies miserveis da classe proletria 
criadas pela Revoluo Industrial, quando 
chegavam at a Igreja as tenses entre o capitalismo 
e o socialismo marxista. Procurando 
manter-se eqidistante dos dois sistemas, defendia 
o direito de livre associao dos trabalhadores 
e a interveno do Estado na economia, 
denunciava o liberalismo capitalista e apontava 

o socialismo como o perigo mais ameaador. 
Quarenta anos depois, ainda dentro da crise 
mundial causada pela depresso econmica nor


DOW JONES 

te-americana, Pio XI publicou a encclica Quadragesimo 
Anno (1931), ratificando a anterior e 
elaborando um modelo alternativo: o corporativismo 
cristo. O mesmo papa publicou ainda 
as encclicas Non Abbiamo Bisogno (1931), contra 

o fascismo, e Mit Brennender Sorge (1937), contra 
o nazismo. Joo XXIII, com a abertura do Conclio 
Vaticano II e com duas encclicas, d ao 
pensamento social da Igreja uma direo marcantemente 
realista. Na Mater et Magistra (1961), 
a palavra "socializao" aparece pela primeira 
vez nos documentos pontifcios. Em 1963 surge 
a Pacem in Terris, apontando como sinais dos 
tempos a ascenso das classes trabalhadoras, a 
promoo da mulher e o fim do colonialismo. 
O conclio, com o documento intitulado Gaudium 
et Spes e a obra de Paulo VI, acentua o papel 
da pastoral social. Duas encclicas marcam esse 
perodo: a Populorum Progressio (Paulo VI, 1967) 
e a Laborem Exercens (Joo Paulo II, 1981). Como 
nos demais documentos, defende-se a a dignidade 
do trabalho e sua primazia sobre o capital, 
condena-se a luta de classes e se proclama a 
legitimidade e a funo social da propriedade 
privada, inclusive dos meios de produo. Documentos 
particularmente importantes para a 
doutrina social da Igreja so os aprovados na II 
e na III Celam (Conferncia Geral do Episcopado 
Latino-Americano). A II Celam, realizada em 
Medelln (Colmbia), em 1968, assumiu a conscincia 
da necessidade de libertao das massas 
pobres da Amrica Latina e consagrou a experincia 
das comunidades de base, ncleos cristos 
que se inspiram na chamada teologia da 
libertao. A III Celam, reunida em 1979 em Puebla 
(Mxico), sob a presidncia de Joo Paulo 
II, definiu a misso pastoral como "opo preferencial 
pelos pobres". Entre as Concluses de 
Puebla, l-se: "Esta opo, exigida pela escandalosa 
realidade dos desequilbrios econmicos da 
Amrica Latina, deve levar a estabelecer uma 
convivncia humana digna e a construir uma 
sociedade justa e livre". Em 1993, a encclica Veritas 
Splendor deslocou o eixo das preocupaes 
sobre as questes sociais, que marcaram encclicas 
anteriores, para problemas mais gerais e 
abstratos. A verdade, o sentido moral dos atos 
e a liberdade, entendida no como independncia 
ou autonomia, mas como a possibilidade 
e a capacidade de agir bem, passam a constituir 
os principais temas dessa nova encclica. 
DOW JONES. ndice utilizado para o acompanhamento 
da evoluo dos negcios na Bolsa 
de Valores de Nova York. Seu clculo  feito a 
partir de uma mdia das cotaes entre as trinta 
empresas industriais de maior importncia na 
Bolsa de Valores, as vinte companhias ferrovirias 
mais destacadas e as quinze maiores empresas 
concessionrias de servios pblicos. 

DOW JONES AVERAGES. Veja Mdias Dow 
Jones. 

DOW THEORY. Teoria explicativa do movimento 
das cotaes das aes baseada na interpretao 
das oscilaes das mdias Dow Jones, 
que considera as tendncias das aes das principais 
empresas industriais e de transportes dos 
Estados Unidos. Para a determinao da direo 
das principais tendncias, a teoria as classifica 
como: a) primrias, consistindo nos maiores movimentos 
de alta ou baixa; b) secundrias, que 
so reverses temporrias nas tendncias primrias. 
As flutuaes dirias no so consideradas 
individualmente, mas tomadas em seu 
conjunto formam os dois primeiros movimentos. 
As cotaes de fechamento das empresas 
industriais e de transporte (originalmente as empresas 
de estradas de ferro) so usadas apenas 
como dados bsicos. A tendncia primria  
comparada com as mars; a tendncia secundria, 
com as ondas, e as flutuaes dirias, com 
as espumas. O objetivo de previso na aplicao 
da Teoria Dow  determinar a direo da tendncia 
primria (a mar). Uma vez estabelecido, 

o movimento primrio prossegue na mesma direo, 
embora interrompido por movimentos secundrios, 
at que se confirme uma mudana 
de direo do movimento. As tendncias das 
empresas industriais tm de ser confirmadas pelas 
empresas de transporte, ou vice-versa, na indicao 
da mudana das tendncias primrias. 
Em sua verso atual, a Teoria Dow foi reformulada 
por William P. Hamilton, sucessor de Charles 
Dow (depois da morte deste em 1902) na 
chefia de redao do Wall Street Journal. Veja 
tambm Teoria das Vagas. 
DOWBOR, Ladislau (1941- ). Nasceu na Frana 
e obteve a graduao em economia poltica pelacole des Sciences Sociales et Politiques (Facult 
de Droit) da Universidade de Lausanne (Sua) 
em 1968, obtendo o doutoramento em Cincias 
Econmicas pela Escola Central de Planificao 
e Estatstica de Varsvia, na Polnia. Seus trabalhos 
e pesquisas tm se desenvolvido no campo 
da poltica econmica, com destaque para o 
planejamento central, a participao comunitria 
e os mecanismos de concertamento internacional. 
Trabalhou nessa direo, como consultor 
de projetos das Naes Unidas, em pases emdesenvolvimento da frica e da Amrica Latina. 
Entre seus livros mais importantes, destacam-se: 

Formao do Capitalismo Dependente no Brasil 
(1977) e Salrios e Lucros na Diviso Internacional 
do Trabalho (1982). Entre 1989 e 1991, foi Secretrio 
dos Negcios Extraordinrios da Prefeitura 
de So Paulo. Atualmente,  professor de economia 
no curso de ps-graduao da Pontifcia 
Universidade Catlica de So Paulo. 



DOYUKAI. Termo em japons que significa associao 
empresarial fundada em 1946 por um 
grupo de jovens e progressistas dirigentes das 
corporaes mais importantes do Japo. Insatisfeitos 
com as lideranas empresariais at ento 
predominantes e diante da crise do ps-guerra, 
cerca de setenta executivos (atualmente so mais 
de mil) fundadores da associao procuraram 
formular uma ideologia empresarial ou administrativa 
compatvel com a situao do ps-
guerra. Desse pequeno ncleo inicial, a associao 
cresceu para tornar-se uma importante organizao 
do mundo dos negcios, gozando de 
grande influncia e prestgio. As principais caractersticas 
dessa associao so as seguintes: 
1) sua preocupao fundamental foi articular 
uma ideologia empresarial com as condies impostas 
por uma nova era (ps-guerra); 2) o corpo 
de associados  quase exclusivamente formado 
por executivos com as caractersticas daqueles 
que surgiram no ps-guerra, representando portanto 
as posies dessa nova camada de administradores; 
3) todas as manifestaes de carter 
ideolgico emitidas pela associao so resultantes 
de cuidadosas e extensas discusses que 
vo desde os lderes at a base dos associados; 
4) como principal porta-voz das concepes dessa 
nova classe de dirigentes empresariais, o 
Doyukai tem tido grande influncia na formao 
de novos administradores, uma vez que seus 
associados tm ganho posies de destaque e 
liderana nas principais empresas japonesas. 

DRACMA. Antiga moeda cunhada em prata a 
partir do sculo IV a.C. e cujo valor, inicialmente, 
correspondia a 4,9 g de prata, mas que, posteriormente, 
foi reduzido para 3,40 g.  tambm 
unidade de medida de peso para pedras e metais 
preciosos, equivalente a 27,3437 gros ou 1,771 g, 
e que se mantm at hoje no sistema Avoirdupois. 
Atualmente, o Dracma  grafado com 
"Dram" em ingls.  tambm a denominao 
da unidade monetria da Grcia, tendo como 
submltiplo o ieptae. 

DRAGNET CLAUSE. Veja Cross-collateral. 

DRAM. Veja Dracma. 

DRAs. Iniciais de Depsitos a Prazo de Reaplicao 
Automtica. Veja tambm TBF (Taxa Bsica 
Financeira). 

DRAWBACK VERDE-AMARELO. Veja Drawback. 


DRAWBACK. Termo em ingls que significa 
literalmente "devoluo" ou "reembolso" e que, 
utilizado no comrcio internacional, significa a 
devoluo de impostos alfandegrios pagos por 
mercadorias importadas e que so reexportadas 
para um terceiro pas. No Brasil, no incio dos 

DU PONT DE NEMOURS, Pierre Samuel 

anos 80 (Instruo Normativa SRF n 52, de 
3/6/1983), criou-se o Drawback Verde-Amarelo, 
que  um sistema praticamente idntico ao sistema 
tradicional do drawback, com a nica diferena 
que a matria-prima utilizada no produto 
exportado  comprada no mercado interno, ao 
contrrio do sistema tradicional, em que ela  
importada. 

DRIVE. Termo em ingls que significa um sbito 
ataque sobre as cotaes de ttulos ou commodities 
por parte dos vendedores, numa tentativa 
de reduzir os respectivos preos. 

DRUCKER, Peter (1909- ). Consultor de empresas 
norte-americano, acadmico e ensasta sobre 
temas de administrao que popularizou o conceito 
de management by objectives (administrao 
por objetivos) e que tambm contribuiu para o 
desenvolvimento da prtica do planejamentonas grandes empresas.  considerado um dos 
principais autores da Escola Neoclssica. Seus 
livros mais importantes so os seguintes: The 
Practice of Management (Prtica da Administrao), 
1954; An Introductory View of Management 
(Introduo  Administrao), 1973; Innovation 
and Entrepreneurship (Inovao e Esprito Empreendedor), 
1985; Managing for the Future (Administrando 
para o Futuro), 1992, e The Post Capitalist 
Society (A Sociedade Ps-Capitalista), 
1993. Veja tambm ABO. 

DRY FARMING. Expresso inglesa que significa 
o desenvolvimento da agricultura nas condies 
do solo semi-rido. Esta forma de cultivo 
teve especial relevncia no desenvolvimento da 
agricultura dos Estados Unidos durante o sculo 
XIX, quando a colonizao se estendeu a oeste 
do rio Mississpi. Os moinhos de vento tiveram 
especial importncia como fora motriz para a 
captao de gua no subsolo. 

DU PONT DE NEMOURS, Pierre Samuel. Administrador, 
poltico e economista francs (17391817), 
um dos mais influentes membros do grupo 
dos fisiocratas. Discpulo de Quesnay, em 
1764 publicou L'Importation et l'Exportation des 
Grains (A Importao e a Exportao de Cereais), 
defendendo as teses de Turgot em favor da liberdade 
do comrcio internacional de cereais. 
Em 1765, tornou-se diretor do Journal de l'Agriculture, 
du Commerce et des Finances. Em 1768, 
publicou Origines et Progrs d'une Science Nouvelle 
(Origens e Progresso de uma Cincia Nova), 
considerado um excelente resumo da doutrina 
fisiocrtica. Com a morte de Turgot em 1781, 
Du Pont de Nemours passou a ser a eminncia 
parda de muitos polticos da poca e autor da 
maior parte das reformas econmicas e administrativas 
que se processaram entre 1780 e 1789. 
Aps a ecloso da Revoluo Francesa, foi preso, 



DUAL CURRENCY BOND 

exilando-se depois nos Estados Unidos, onde colaborou 
com Jefferson (1743-1826) num plano de 
educao nacional. De volta  Frana em 1809, 
ali permaneceu at 1814, quando se instalou definitivamente 
nos Estados Unidos. Neste pas, 
deixou importantes descendentes, entre os quais 

o criador do grande complexo de indstrias qumicas 
que leva seu nome. 
DUAL CURRENCY BOND. Expresso em ingls 
que designa ttulo que proporciona juros 
numa moeda, mas no vencimento  pago em 
outra. Por exemplo, um ttulo desse tipo pode 
ser emitido por um banco alemo, pagando juros 
em marcos alemes, mas no vencimento 
pode ser convertido em dlares dos Estados 
Unidos. 

DUALISMO. Concepo segundo a qual as economias 
encontram-se divididas em dois setores 
que de certa forma se opem, como, por exemplo, 
a indstria e a agricultura, ou um setor moderno 
e um arcaico, um avanado e outro atrasado, 
um rural e outro urbano. Esta concepo 
origina-se em Malthus (Thomas Robert, 17661834), 
o qual considerava a economia constituda 
de dois setores: a agricultura e a indstria. Essa 
metodologia era utilizada para facilitar a compreenso 
do todo. No Brasil, o dualismo desenvolveu-
se a partir dos anos 50 com as concepes 
estruturalistas (os Dois Brasis ou o Dualismo 
Estrutural), sendo que as estruturas atrasadas 
do meio rural seriam um impedimento ao desenvolvimento 
dos setores dinmicos como a indstria, 
na medida em que no eram capazes 
de proporcionar alimentos e matrias-primas 
baratas para a indstria, provocando de um lado 
a inflao (oferta inelstica de alimentos) e de 
outro uma presso sobre as importaes desses 
produtos, contribuindo para os dficits comerciais. 
A soluo seria a reforma agrria, para 
quebrar essa estrutura arcaica, modernizando-a. 
Veja tambm Estruturalistas; Plano Trienal (de 
Desenvolvimento Econmico e Social). 

DUALISMO ESTRUTURAL. Veja Dualismo. 

DUCADO BRASILEIRO. Moeda cunhada no 
Brasil durante a ocupao holandesa (16451654), 
com valores equivalentes a 3, 6 e 12 florins. 
Foram as primeiras moedas cunhadas em 
territrio brasileiro e tinham o formato retangular 
ou rombide, com as iniciais GWC representando 
o nome da Geoctroyerde Westindische 
Compagnie (Companhia Privilegiada das ndias 
Ocidentais), companhia holandesa que financiou 
a ocupao de 1645 a 1654. Cunhadas em 
ouro, as moedas tinham um valor 20% superior 
s da Holanda, a fim de que no sassem do 
Brasil e pudessem ser mais tarde recolhidas. 

DUE PROCESS OF LAW. Expresso em ingls 
que significa literalmente "devido processo legal". 
Constitui um princpio universal dos estados 
de direito, com origem no direito angloamericano, 
e seu principal elemento  a garantia 
constitucional do direito de defesa a todo acusado. 
Dessa forma, processo administrativo sem 
oportunidade de defesa, ou com a defesa cerceada, 
torna-se nulo. 

DUESENBERRY. Veja Hiptese Modigliani-
Duesenberry. 

DHRING, Karl Eugen (1833-1921). Filsofo positivista 
alemo conhecido por atacar as concepes 
de Karl Marx e Friedrich Engels em seus 
escritos e conferncias feitos a partir de 1870. 
Engels, por sua vez, escreveu em resposta o longo 
livro Herrn Eugen Dhrings Umwlzung der 
Wisenschaft (A Subverso da Cincia pelo Senhor 
Eugen Dhring), 1878, conhecido como o Anti-
Dhring, e que adquiriu grande importncia 
para a teoria do materialismo dialtico e histrico. 
O pensamento de Dhring alia ao positivismo 
de Comte a economia poltica de H.C. 
Carey, o materialismo mecanicista e o socialismo 
utpico. Foi professor na Universidade de Berlim 
de 1864 a 1877 e escreveu Kapital und Arbeit 
(Capital e Trabalho), 1865; Careys Umwlzung der 
Volkswirtschaftslehre und Sozialwissenschaft (Revoluo 
de Carey na Teoria Econmica e na Sociologia), 
1865; Kritische Geschichte der Philosophie 
(Histria Crtica da Filosofia), 1869; Cursus der 
National und Sozialkonomie (Curso de Economia 
Poltica e Social), 1873-1892, uma de suas obras 
de maior sucesso. 

DUMMY (Variable). Uma varivel que considera 
as alteraes exgenas ou mudanas de inclinao 
de uma curva numa relao economtrica. 
Por exemplo, as variveis dummy podem 
ser utilizadas para a estimao das influncias 
sazonais sobre um conjunto de dados. Atribuindo 
a uma dummy o valor 1 para os meses do 
inverno e 0 para os demais, ela indicar em que 
medida uma relao economtrica (por exemplo, 
preos de produtos agrcolas e quantidades 
produzidas) se alterar durante o inverno em 
relao aos demais meses do ano. Quando o termo 
 aplicado a respeito de diretores de empresas, 
funcionrios graduados, acionistas etc., designa 
uma pessoa que atua como representante 
de outra, mas que s o faz formalmente, isto , 
no assume responsabilidades reais pela funo 
desempenhada, como, por exemplo, acontece 
quando uma pessoa  designada a um cargo 
apenas para completar o nmero exigido por 
lei etc. Veja tambm Dummy Incorporators. 

DUMMY INCORPORATORS. Expresso em 
ingls que designa as pessoas que durante o pe




rodo de formao de uma empresa atuam como 
incorporadores e diretores, em seguida passando 
essas funes para os reais proprietrios. Esta 
prtica existe e as pessoas que assumem essas 
funes so pagas para que os reais proprietrios 
no tenham de perder tempo comparecendo 
a uma srie de reunies necessrias  formao 
de uma nova empresa. 

DUMPING. Prtica comercial que consiste em 
vender produtos a preos inferiores aos custos, 
com a finalidade de eliminar concorrentes e/ou 
ganhar maiores fatias de mercado. No mercado 
internacional, o dumping pode ser persistente 
quando existem subsdios governamentais para 

o incremento das exportaes e as condies de 
mercado permitem uma discriminao de preos 
tal que a maior parte dos lucros de uma 
empresa que o pratica seja obtida no mercado 
interno. O dumping temporrio  utilizado para 
afastar concorrentes de determinados mercados 
quando um pas necessita colocar neles excedentes 
de certos produtos, sem prejudicar os 
preos praticados em seu mercado interno. A 
Comunidade Econmica Europia (agora Unio 
Europia) probe o dumping. E o Acordo Geral 
de Tarifas e Comrcio (Gatt) - agora substitudo 
pela Organizao Mundial do Comrcio 
(OMC) - permite a introduo de tarifas especiais 
ou sobretaxas de importao como forma 
de limitar os efeitos de tal poltica. Essas 
medidas, entre outras, so denominadas medidas 
antidumping. 
DUMPING SOCIAL.  medida que a globalizao 
da produo, isto , produo e fornecimento 
de produtos em escala mundial, se aprofunda, 
vai atingindo o capital, os bens e a tecnologia, 
mas no os trabalhadores. Os pases que 
vm perdendo condies competitivas, especialmente 
em face daqueles que contam com mo-
de-obra barata e pagam encargos sociais muito 
baixos, acusam estes ltimos de estar praticando 
dumping social, isto , sacrificando seus trabalhadores 
(em seu bem-estar) para conquistar mercados 
de seus vizinhos. Veja tambm Dumping; 
Global Sourcing; Globalizao. 

DUMPING TEMPORRIO. Veja Dumping. 

DUODECIMAL (Sistema). Veja Sistemas de Pesos 
e Medidas. 

DUOPLIO. Situao de mercado caracterizada 
pela existncia de apenas dois vendedores 
de determinada mercadoria ou servio. As empresas 
que o compem esto de tal modo ligadas 
que qualquer mudana verificada numa delas 
ir influenciar a outra. Por isso, cada empresa 
procura estar sempre atenta no s ao que a 
outra faz, mas tambm ao que far no futuro. 
Para amenizar essa tenso, que pode ser preju-

DURKHEIM, mile 

dicial a ambas,  comum que as empresas entrem 
em acordo, estabelecendo preos nicos e 
tomando outras medidas anlogas, com o que 
criam na prtica um monoplio. O estudo do 
duoplio  de interesse analtico para os economistas, 
por constituir um caso simplificado de oligoplio. 
Veja tambm Monoplio; Oligoplio. 

DUOPSNIO. Situao de mercado caracterizada 
pela existncia de apenas dois compradoresde determinada mercadoria ou servio.  o contrrio 
de duoplio. Veja tambm Monopsnio. 

DUPLICATA. Ttulo privado de crdito mediante 
o qual o comprador de um bem se compromete 
a pagar ao vendedor, no prazo fixado, 
a importncia estipulada. Corresponde a uma 
cpia da fatura que, nas vendas comerciais a 
prazo, o vendedor  obrigado a entregar ao comprador; 
este devolver ao vendedor a duplicata 
assinada, caso as condies da transao atendam 
ao combinado. A duplicata contm o nmero 
e a importncia da fatura, os nomes e os 
domiclios do vendedor e do comprador, a data 
de vencimento, a clusula, a ordem e o lugar 
onde deve ser feito o pagamento. Em geral, o 
vendedor negocia a duplicata com um estabelecimento 
bancrio e este encarrega-se de cobrla 
do comprador. As duplicatas so protestveis 
por falta de assinatura, devoluo ou pagamento. 
Emitir uma duplicata sem venda de mercadorias 
(fraude a que recorrem certas empresas 
quando escasseia o crdito na praa)  crime 
punvel por lei. 

DURKHEIM, mile (1858-1917). Pensador francs, 
foi um dos criadores da sociologia cientfica. 
Para ele, os fatos sociais devem ser estudados 
como "coisas", independentes das conscincias 
individuais, assim como os fenmenos fsicos. 
Ops-se  tendncia de transformar a sociologia 
num simples raciocnio dedutivo a partir de leis 
universais, como pretendia Augusto Comte e 
seus seguidores positivistas. O que caberia  sociologia 
seria procurar leis que expressassem 
com preciso as relaes empricas entre os grupos 
sociais. Para isso, seriam necessrios dois 
requisitos: a existncia de um objeto especfico 
- o fato social - e a possibilidade de se observar 
e explicar esse objeto de modo anlogo 
ao das demais cincias. Em seu primeiro grande 
livro, Da Diviso do Trabalho Social, 1893, Durkheim 
caracteriza a sociedade moderna pelo aumento 
da diviso do trabalho social, exigido pela 
crescente complexidade das atividades econmicas. 
Isso instaura um tipo de solidariedade 
que ele chama de "orgnica", baseada na diferenciao 
dos indivduos; ela se contrape  solidariedade 
mecnica, caracterstica das sociedades 
sem escrita, onde os indivduos diferem 
pouco entre si e partilham os mesmos valores 



DUROS 

e sentimentos. Num livro posterior, O Suicdio, 
Estudo Sociolgico, 1897, trata a diviso orgnica 
do trabalho como um desenvolvimento normal 
e desejvel para as sociedades humanas, pois 
aumentaria a iniciativa pessoal em substituio 
 autoridade da tradio, mas ressalva que  
necessrio que a tarefa de cada um corresponda 
a seus desejos e aptides. 

DUROS. Denominao popular dada na Espanha, 
desde o sculo XIX, s moedas de prata de 
5 pesetas, cunhadas em 1860, e que se mantm 
at hoje naquele pas. 

DUTIES ON BUYER'S ACCOUNT. Veja Ex-
Quay. 

DUTY PAID. Veja Ex-Quay. 

DZIA. Maneira mais comum de contagem de 
unidades de mercadorias no comrcio. Corresponde 
a doze unidades, e o termo vem do latim 
duodecim (doze) - duo (dois) e decem (dez). Doze 
dzias formam uma grosa, e doze grosas recebem 
a denominao de grande grosa. 

DWT. Veja Pennyweight.

 E 


E. Inicial de uma srie de termos em economia, 
entre os quais: 1) exportaes; 2) escudo (unidade 
monetria de Portugal); 3) estimativa; 4) The Economist 
(Revista). 
EAGLE. Termo em ingls que significa, literalmente, 
"guia", utilizada para designar antigas 
moedas de 10 dlares em ouro cunhadas nos 
Estados Unidos. Em 1934, deixaram de ser cunhadas. 


EARLY-BIRD FARMER. Expresso em ingls 
que designa os agricultores (fazendeiros granjeiros) 
nos Estados Unidos que adotam as tecnologias 
mais avanadas para o setor, aumentam 
a produtividade de suas fazendas e conseguem 
sobreviver na acirrada concorrncia existente 
nesse setor. Veja tambm Laggards. 

EARMARKING. Termo em ingls que significa 
a prtica, em administrao pblica, de vincular 
certos gastos com as receitas obtidas de taxas 
determinadas. Esta medida  controvertida, pois 
pode trazer certa rigidez ao gasto pblico, embora 
exista tambm a possibilidade de, por se


rem os benefcios decorrentes destinados aos 
que pagaram as taxas, as mesmas serem consideradas 
preos. No Brasil, os recursos obtidos 
dessa forma e vinculados a determinados fins 
so denominados recursos "carimbados". 

EASY MONEY. Dinheiro que pode ser obtido 
a taxas muito baixas de juros e sem dificuldade, 
por existir grande liquidez no sistema bancrio 
de uma economia. 

EB. Veja CB. 

EBIT. Iniciais da expresso em ingls earnings 
before interest and taxes, que significa "rendimentos 
antes dos juros e impostos". Dependendo 
da magnitude destes ltimos, uma situao inicialmente 
muito favorvel pode transformar-se 
numa situao empresarial bastante precria. 

ECOLOGIA. rea das cincias biolgicas que 
estuda os seres vivos em relao com o ambiente. 
A maior unidade ecolgica conhecida, a biosfera 
- que abrange todos os ambientes onde 
vivem os seres vivos -, pode ser dividida em 
subunidades ecolgicas menores, os ecossistemas. 
Um deserto, uma floresta tropical ou um lago 
so ecossistemas nos quais existe um delicado 
equilbrio entre os organismos e o ambiente. 
Uma pequena modificao pode alterar esse 
equilbrio e modificar o ecossistema. As mudanas 
naturais nos ecossistemas so relativamente 
lentas, o que permite que eles evoluam junto 
com as modificaes. As alteraes ambientais 
provocadas pelo homem, no entanto, so violentas 
e suas conseqncias, muitas vezes irreversveis. 
A mo humana foi responsvel pela 
destruio de muitos ecossistemas e pela extino 
de inmeras espcies de animais e vegetais. 
A utilizao desregrada de inseticidas e herbicidas, 
por exemplo, alm de poluir o ambiente 
do homem e contaminar seus prprios alimentos, 
permite o crescimento populacional de espcies 
mais resistentes ou que no encontram 
mais seus inimigos naturais. Como conseqncia, 
baratas, pernilongos, mosquitos diversos 
proliferam, destruindo lavouras e alimentos armazenados 
e transmitindo doenas ao homem 
e aos animais domsticos. Outro exemplo  a 
destruio de florestas para a extrao predatria 
de madeira. A falta de vegetao, alm de 
alterar o clima, diminui a capacidade de infiltrao 
da gua no subsolo, provocando a escassez 
de fontes de gua potvel e de recursos hdricos. 
As violentas enxurradas que se formam 
devido  inexistncia do obstculo vegetal, alm 
de erodir o solo, carregam sua parte mais frtil, 
exigindo dos agricultores grandes investimentos 
em adubos e fertilizantes. A terra carregada assoreia 
rios, e estes, pela diminuio da vazo 
de suas guas, provocam enchentes, que destroem 
lavouras e criaes de animais. A Cons




ECONOMIA APLICADA 

tituio de 1988 estabeleceu, no artigo n 225, 
uma srie de dispositivos em defesa do meio 
ambiente, declarando a floresta amaznica brasileira, 
a Serra do Mar, o Pantanal Mato-grossense 
e a zona costeira patrimnio nacional, e 
determinando sanes penais e administrativas 
s pessoas fsicas ou jurdicas cuja conduta for 
lesiva ao meio ambiente, independentemente da 
obrigao de reparar os danos causados. As usinas 
nucleares devero ter sua localizao definida 
em lei federal, sem o que no podero ser 
instaladas. Veja tambm Bhopal; Economias Externas; 
Devastao; Minamata, Mal de; Pigou, 
Arthur C. 

ECONOMS. Designao dada por no-economistas 
ao linguajar, geralmente de difcil compreenso, 
utilizado por economistas em suas 
anlises, textos, discursos etc. sobre a conjuntura 
econmica de um pas. 

ECONOMETRIA. Ramo da economia que cuida 
do estabelecimento de leis quantitativas para 
os fenmenos econmicos. Partindo da teoria 
econmica geral, analisa os dados fornecidos 
pela estatstica, mediante a aplicao de mtodos 
matemticos. Com isso, prepara o quadro de variveis 
concretas que poder servir de base a 
uma programao econmica. Um dos aspectos 
inovadores da econometria foi a possibilidade 
de exprimir, em linguagem matemtica, as leis 
econmicas, anteriormente formuladas de forma 
literria, o que dificultava sua comprovao emprica. 
Na econometria, o mtodo segue quatro 
fases: especificao (construo do modelo economtrico 
a partir do modelo econmico sugerido); 
estimativa (determinao aproximada de 
parmetros para os modelos economtricos); verificao 
(aceitao ou rejeio das hipteses 
apoiadas em determinada teoria econmica); 
previso (apresentao dos dados que permitam 
orientar uma poltica econmica). Veja tambm 

Escola Matemtica; Estatstica. 

ECONOMIA. Cincia que estuda a atividade 
produtiva. Focaliza estritamente os problemas 
referentes ao uso mais eficiente de recursos materiais 
escassos para a produo de bens; estuda 
as variaes e combinaes na alocao dos fatores 
de produo (terra, capital, trabalho, tecnologia), 
na distribuio de renda, na oferta e 
procura e nos preos das mercadorias. Sua preocupao 
fundamental refere-se aos aspectos 
mensurveis da atividade produtiva, recorrendo 
para isso aos conhecimentos matemticos, estatsticos 
e economtricos. De forma geral, esse 
estudo pode ter por objeto a unidade de produo 
(empresa), a unidade de consumo (famlia) 
ou ento a atividade econmica de toda a 
sociedade. No primeiro caso, os estudos pertencem 
 microeconomia e, no segundo,  macroe


conomia. A palavra "economia", na Grcia Antiga, 
servia para indicar a administrao da casa, 
do patrimnio particular, enquanto a administrao 
da polis (cidade-estado) era indicada pela 
expresso "economia poltica". A ltima expresso 
caiu em desuso e s voltou a ser empregada, 
na poca do mercantilismo, pelo economista 
francs Antoine Montchrestien (1615); os economistas 
clssicos utilizavam-na para caracterizar 
os estudos sobre a produo social de bens visando 
 satisfao de necessidades humanas no 
capitalismo. Foi somente com o surgimento da 
escola marginalista, na segunda metade do sculo 
XIX, que a expresso "economia poltica" 
foi abandonada, sendo substituda apenas por 
"economia". Desde ento,  a denominao dominante 
nos meios acadmicos, enquanto o termo 
"economia poltica" ficou restrito ao pensamento 
marxista. Modernamente, de acordo com 
os objetivos tericos ou prticos, a economia se 
divide em vrias reas: economia privada, pura, 
social, coletiva, livre, nacional, internacional, estatal, 
mista, agrcola, industrial etc. Ao mesmo 
tempo, o estudo da economia abrange numerosas 
escolas que se apiam em proposies metodolgicas 
comumente conflitantes entre si. 
Isso porque, ao contrrio das cincias exatas, a 
economia no  desligada da concepo de mundo 
do investigador, cujos interesses e valores 
interferem, conscientemente ou no, em seu trabalho 
cientfico. Em decorrncia disso, a economia 
no apresenta unidade nem mesmo quanto 
a seu objeto de trabalho, pois este depende da 
viso que o economista tem do processo produtivo. 
Veja tambm Economia Poltica. 

ECONOMIA APLICADA. Emprego pragmtico 
do conhecimento das leis econmicas visando 
a disciplinar e orientar a atividade produtiva. 
Enquanto a chamada "economia pura" cuida da 
formulao conceitual abstrata da realidade econmica, 
a economia aplicada tem a funo normativa 
de determinar alternativas, mtodos e 
processos de produo tanto no mbito da empresa 
quanto no da sociedade. Na medida em 
que utiliza recursos tcnicos para atender s necessidades 
prticas do processo econmico, a 
economia aplicada vai se especializando e se ramifica 
em: economia industrial, economia agrcola, 
economia comercial e economia financeira. Essa especializao 
corresponde ao objetivo de racionalizar 
os processos de produo, distribuio 
e consumo. A normatizao da cincia econmica 
nas economias de mercado  caracterstica 
do capitalismo moderno, marcado pelo poder 
da empresa monopolista e pela interveno do 
Estado na atividade produtiva. O controle dos 
processos produtivos baseado na aplicao dos 
conhecimentos fornecidos pela teoria econmica 
tambm  - pelo menos no plano da ideologia 



ECONOMIA CENTRALIZADA

- o elemento norteador da economia dos pases 
socialistas. Veja tambm Economia. 

ECONOMIA CENTRALIZADA (ou Centralmente 
Planificada). Denominao dada s economias 
socialistas, por oposio  descentralizao 
que caracteriza as economias capitalistas 
ou de mercado. Distingue-se pela propriedade 
estatal dos meios de produo e pela planificao 
centralizada da economia nacional. O Estado, 
por meio de rgos especializados, administra 
a produo em geral, determinando seus 
meios, objetivos e prazos de concretizao; organiza 
os processos e mtodos de emprego dos 
fatores de produo; controla de forma rgida 
os custos e preos dos produtos; controla ainda 
os mecanismos da distribuio e dimensiona o 
consumo. Embora tenha aparecido pela primeira 
vez nos trabalhos de Sismondi, a questo da economia 
do bem-estar adquiriu destaque no mbito 
do pensamento econmico com a obra de 

A.C. Pigou: Economics of Welfare (Economia do 
Bem-estar), 1920. Pigou procurou superar o carter 
subjetivo do bem-estar, os estados de conscincia, 
e submet-lo a uma quantificao com 
base na moeda. Isto , a quantidade de satisfao 
de bens deve ser igual  quantidade de moeda. 
A partir de 1934, essa questo foi aprofundada 
com o surgimento da nova economia do bem-estar, 
escola  qual esto ligados os nomes de Hicks, 
Kaldor, Little, Lerner, Hoteling, Samuelson, 
Lange, Bergson e outros. Retomando o sistema 
das configuraes timas de Pareto, esses economistas 
concluram que a obteno do bem-
estar econmico seria o resultado da escolha feita 
entre os inmeros timos de produo. Ao 
contrrio de Pareto, que dizia que a imposio 
de uma configurao mxima ou tima implica 
o prejuzo da concorrente (no se pode, por 
exemplo, dar a algum sem tirar de outrem), os 
adeptos da nova economia do bem-estar preconizam 
a eliminao desse prejuzo, desde que, 
alcanada a nova configurao tima, os que melhoram 
de situao garantam a existncia de recursos 
suficientes para indenizar os que foram 
socialmente prejudicados. Essa formulao abre 
espao para aplicao de polticas governamentais 
distributivas que garantam o bem-estar socioeconmico 
do conjunto dos indivduos (a 
mais ampla escolha de bens e servios) sem alterao 
do sistema econmico. Veja tambm Estado 
do Bem-Estar. 
ECONOMIA CENTRALMENTE PLANIFICADA. 
Veja Economia Centralizada. 

ECONOMIA DA ATENO. Veja Attention 
Economy. 

ECONOMIA DE ESCALA. Produo de bens 
em larga escala, com vistas a uma considervel 

reduo nos custos. Tambm chamadas de economias 
internas, as economias de escala resultam 
da racionalizao intensiva da atividade 
produtiva, graas ao empenho sistemtico de 
novos engenhos tecnolgicos e de processos 
avanados de automao, organizao e especializao 
do trabalho. Representada fisicamente 
por gigantescas unidades de produo, as empresas 
de economia de escala possibilitam o emprego 
de amplo contingente de mo-de-obra altamente 
qualificada, grande capacidade de estocagem 
de produo e de matrias-primas. Seu 
elevado grau de especializao garante melhores 
processos e mtodos de controle de qualidade 
da produo e maior uniformidade na padronizao 
dos produtos. Alm disso, os recursos 
colocados a sua disposio possibilitam maiores 
investimentos na pesquisa e na criao de novos 
produtos, alm da elaborao de eficientes campanhas 
publicitrias e slidas estratgias de 
marketing. Todos esses fatores integrantes da 
economia de escala esto fora do alcance das 
pequenas e mdias empresas. Conseqentemente, 
a tendncia  a concentrao monopolista, 
fundamentalmente de carter multinacional, 
com a eliminao dos concorrentes. As economias 
de escala no comportam mercados consumidores 
limitados. Sua existncia est diretamente 
ligada ao consumo de massa, capaz de 
absorver em todos os nveis a produo em srie. 

ECONOMIA DE SUBSISTNCIA. Produo 
agrcola de bens de consumo imediato e para o 
mercado local. Ao contrrio do que a designao 
possa sugerir, ela tem algum carter mercantil, 
diferenciando-se por isso da agricultura de auto-
subsistncia ou economia natural, cuja produo 
 destinada  subsistncia do produtor, praticamente 
no existindo um excedente. Praticada 
desde a Antiguidade greco-romana, a economia 
de subsistncia constitui a atividade mais importante 
da economia medieval, sobretudo a 
partir do sculo XI, com a ampliao das relaes 
de troca nos mercados locais e nas feiras. No 
Brasil colonial, era praticada nos engenhos e fazendas 
(milho, feijo, arroz) ou nos ncleos de 
imigrao colonizadora europia, baseada na 
pequena propriedade (Rio Grande do Sul, Santa 
Catarina e Paran). No perodo ps-abolicionista, 
foi obra dos colonos que trabalhavam nas 
fazendas de caf. Na atualidade, est ligada s 
pequenas propriedades agrcolas, que abastecem 
os centros urbanos de cereais, leguminosas 
e tubrculos. 

ECONOMIA DO BEM-ESTAR. Veja Pareto, 
Vilfredo. 

ECONOMIA DO LADO DA OFERTA. Veja 
Supply Side Economics. 



ECONOMIA FECHADA. Economia tpica de 
uma regio isolada. No h importao nem exportao 
de produtos. O intercmbio de mercadorias 
no se realiza alm dos limites territoriais 
determinados pelos agentes econmicos locais: 
produtores, intermedirios e consumidores. 
Esse tipo de economia praticamente no existe 
no mundo atual. Mas  til como modelo para 
analisar de que forma o total das despesas de 
consumo, gastos governamentais, investimentos 
e tributos interagem para determinar os nveis 
do emprego e da renda nacionais. Na classificao 
de sistemas econmicos de Werner Sombart, 
 um tipo de economia voltada fundamentalmente 
para a auto-subsistncia, com o uso de 
instrumentos e trabalho rudimentares. Veja tambm 
Economia de Subsistncia. 

ECONOMIA INFORMAL. Parte da economia 
que abrange pequenas unidades dedicadas  
produo ou venda de mercadorias ou  produo 
de servios. Sua denominao vem do 
fato de que a maioria dessas unidades no  
constituda de acordo com as leis vigentes, no 
recolhe impostos, no mantm uma contabilidade 
de suas atividades, utiliza-se geralmente 
da mo-de-obra familiar e seus eventuais assalariados 
no so registrados. Este setor  tambm 
denominado de economia subterrnea, 
clandestina etc. Veja tambm Microempresa. 

ECONOMIA LIVRE. Sistema econmico baseado 
na livre ao da empresa privada, na ausncia 
de mecanismos restritivos  concorrncia, ao investimento, 
ao comrcio e ao consumo. Corresponde 
aos princpios do liberalismo econmico, 
segundo o qual a nica funo do Estado seria 
garantir a livre concorrncia entre as empresas. 
Nas condies atuais do capitalismo, o sistema 
de economia livre  em grande parte limitado 
pela ao dos monoplios e pela interveno estatal. 
Veja tambm Liberalismo. 

ECONOMIA MADURA. Conceito criado por 
Rostow para designar o estgio de crescimento 
de uma economia, no qual ela possui tecnologia 
e recursos para desenvolver sua produo, podendo 
ou no faz-lo.  uma problemtica tpica 
das economias altamente desenvolvidas, expressa 
na dicotomia desenvolvimento versus estagnao. 
A maturidade de uma economia, em seu 
ponto crtico, iria se traduzir num esgotamento, 
na chegada a uma fase estacionria, marcada 
por queda nos investimentos e no nvel de emprego, 
e pela no-utilizao dos recursos disponveis, 
em decorrncia da retrao no mercado 
consumidor. Para Keynes, a sada estaria na interveno 
do Estado na economia, elaborando 
polticas de investimento e de emprego. 

ECONOMIA POLTICA 

ECONOMIA MERCANTIL. Sistema econmico 
voltado para a produo de mercadorias, ouseja, bens destinados s trocas.  o contrrio da 
economia natural ou de auto-suficincia. A economia 
de produo mercantil simples era caracterstica 
das formaes sociais pr-capitalistas, 
quando s uma parte da produo se destinava 
 troca, feita diretamente pelo produtor ou por 
um mercador. A economia mercantil feudal desenvolveu-
se a partir de produtores isolados, 
donos dos meios de produo, que produziam 
para um mercado bem limitado. Foi s com o 
surgimento do capitalismo que a produo mercantil 
tornou-se dominante e universal, envolvendo 
todos os bens e servios, alm da prpria 
fora de trabalho. Todas as relaes econmicas 
so baseadas na mercadoria e na moeda. Cada 
empresa destina  venda toda a sua produo.
 a produo mercantil ampliada. Veja tambm 

Economia Natural. 

ECONOMIA MISTA. Sistema econmico em 
que uma parte dos meios de produo pertence 
ao Estado e a outra, a empresrios particulares. 
Existe em muitos pases capitalistas, particularmente 
nos de regime social-democrata. Nessas 
condies, o Estado, alm de orientar a economia, 
detm a propriedade de importantes empresas 
em setores considerados estratgicos 
(bancos, indstrias de base, transporte, sade e 
educao). 

ECONOMIA NATURAL. Forma de organizao 
econmica em que os bens produzidos se 
destinam  satisfao das necessidades dos prprios 
produtores, raramente havendo um excedente. 
Representa, portanto, uma economia de 
auto-suficincia, ao contrrio da economia de 
subsistncia, que tem algum carter mercantil. 
A economia natural foi caracterstica dos sistemas 
econmicos pr-capitalistas, como as comunidades 
tribais, o escravismo patriarcal e o feudalismo. 
S nos casos de comunidades completamente 
isoladas, contudo,  que a economia natural 
chega a ser caracterizada. Na sociedade capitalista 
contempornea, a economia natural 
subsiste apenas como forma residual. Veja tambm 
Economia de Subsistncia. 

ECONOMIA POLTICA. Cincia que estuda as 
relaes sociais de produo, circulao e distribuio 
de bens materiais, definindo as leis que 
regem tais relaes. Procura tambm analisar o 
carter das leis econmicas, sua especificidade, 
sua natureza e suas relaes mtuas. Nesse sentido, 
 uma cincia fundamentalmente terica, 
valendo-se dos dados fornecidos pela economia 
descritiva e pela histria econmica. Para atingir 
seu objetivo, a economia poltica recorre a 
um conjunto de categorias que formam seu instrumental 
terico e a uma metodologia capaz 



ECONOMIA PS-KEYNESIANA 

de conduzir o investigador cientfico a um conhecimento 
objetivo do processo produtivo e de 
suas leis. Impossibilitada de recorrer  experimentao, 
como ocorre nas cincias exatas, a 
economia poltica vale-se da abstrao, que se 
baseia na observao comparativa dos processos 
estudados. A partir da, procura estabelecer as 
relaes mais gerais, eliminando os aspectos secundrios 
e ocasionais da problemtica econmica. 
A sntese desse procedimento metodolgico 
 a formulao de teorias econmicas que 
definem a posio de indivduos e at mesmo 
de grupos sociais em face dos fenmenos e dos 
fatos econmicos. Embora a questo dos problemas 
econmicos tenha sido objeto de preocupao 
de pensadores da Antiguidade clssica 
(Aristteles) e da Idade Mdia (Santo Toms de 
Aquino), foi somente na era moderna que surgiu 

o estudo emprico e sistemtico dos fenmenos 
econmicos de um ponto de vista cientfico. Esse 
estudo assumiu a denominao de economia poltica, 
sendo o termo "poltica" sinnimo de "social", 
segundo a tradio aristotlica de que o 
homem  um animal poltico, isto , um animal 
social. Os estudos de economia poltica comearam 
com a escola mercantilista, cujos principais 
representantes foram Thomas Mun, Josiah 
Child e Antoine Montchrestien. Este ltimo foi 
quem restabeleceu a nomenclatura grega: economia 
poltica. Avano considervel dos estudos 
econmicos ocorreu com os fisiocratas no 
sculo XVIII (Quesnay, Turgot), conhecidos 
como les conomistes, que, ao contrrio dos mercantilistas, 
deslocaram o foco de sua anlise da 
circulao para a produo, fundamentalmente 
para a produo agrcola. Com a escola clssica 
- William Petty, Adam Smith e David Ricardo 
-, a economia poltica definiu claramente seu 
contorno cientfico integral, passando a centralizar 
a abordagem terica na questo do valor, 
cuja nica fonte original foi identificada no trabalho, 
tanto agrcola quanto industrial. A escola 
clssica firmou os princpios da livre-concorrncia, 
que exerceram influncia decisiva no pensamento 
econmico capitalista. A escola marxista, 
fundada por Karl Marx e Friedrich Engels, 
seguindo a teoria do valor-trabalho, chegou ao 
conceito de mais-valia, fonte do lucro, do juro 
e da renda da terra. Centrando seu estudo na 
anatomia do modo de produo capitalista, o 
marxismo desvendou a lei principal desse sistema 
e forneceu a base doutrinria para o pensamento 
revolucionrio socialista. Com Marx e 
Engels, a economia poltica passou a ver o capitalismo 
como um modo de produo historicamente 
determinado, sujeito a um processo de 
superao. A partir de 1870, a concepo ampla 
da economia poltica foi sendo paulatinamente 
abandonada, dando lugar a uma viso mais restrita 
do processo produtivo, que ficou conhecido 
como economia. Essa postura terica foi iniciada 
pela escola neoclssica: William Stanley Jevons, 
Carl Menger, Lon Walras e Vilfredo Pareto. A 
abordagem abstrata de contedo histrico e social 
foi substituda pelo enfoque quantitativo 
dos fatores econmicos. A inovao mais importante 
na tradio neoclssica ocorreu com a 
obra de J.M. Keynes, que refutou a teoria do equilbrio 
automtico da economia capitalista, apresentando 
uma nova viso do problema do desemprego, 
dos juros e da crise econmica. Aps 
a Segunda Guerra Mundial, o pensamento econmico 
capitalista vem seguindo duas linhas 
fundamentais: a dos ps-keynesianos, com sua 
nfase nos instrumentos de interveno do Estado 
e voltada para o planejamento e o controle 
do ciclo econmico, e a corrente liberal neoclssica, 
tambm chamada de monetria, que volta 
sua ateno fundamentalmente para as foras 
espontneas do mercado. No que diz respeito  
economia poltica marxista, trava-se em seu interior 
um amplo debate (sobretudo no Ocidente), 
visando a aprofundar certos aspectos tericos 
no desenvolvidos por Marx e tambm a 
levar adiante a anlise crtica do capitalismo moderno. 
Ao mesmo tempo, empreende-se um esforo 
semelhante visando  abordagem, tambm 
crtica, dos problemas econmicos do chamado 
socialismo real, e  tentativa de elaborar a economia 
poltica a partir das formaes sociais prcapitalistas. 
Veja tambm Economia. 

ECONOMIA PS-KEYNESIANA. Conjunto de 
formulaes e propostas de um grupo de economistas 
- entre os quais se destacam Joan Robinson 
e Paul Davidson -, que, tomando como 
ponto de partida as idias de Keynes e Kalecki 
sobre a crtica das idias convencionais acerca 
do equilbrio, desenvolveu uma nova macroeconomia. 
A nfase dessa abordagem  a natureza 
dinmica da economia de mercado (que utiliza 

o dinheiro como intermedirio de trocas), que 
est sujeita a grande dose de incerteza. A dinmica 
dos mercados, que envolve uma noo de 
tempo cronolgico, nem sempre encontra-se em 
equilbrio e o comportamento dos agentes econmicos 
em tais mercados nem sempre responde 
adequadamente aos estmulos proporcionados, 
de forma a alcanar qualquer ponto de otimizao. 
Alguns autores ps-keynesianos colocaram 
menor nfase na dinmica de curto prazo 
e concentraram suas atenes nas condies que 
permitiriam uma taxa de crescimento estvel a 
mdio e longo prazos. Seguindo as teses de Sraffa, 
alguns autores dessa corrente estudaram as 
tendncias de longo prazo da economia capitalista 
e a diviso do excedente entre o capital e 
o trabalho e as contradies que cercam essas 
relaes. Tais contradies criariam incertezas, 


o que impediria que uma economia crescesse 
num ritmo estvel, correspondendo a todas as 
expectativas dos agentes. Veja tambm Keynes, 
John Maynard; Kalecki, Michal; Robinson, 
Joan; Sraffa, Paolo. 
ECONOMIA QUANTITATIVA. Parte da economia 
que trata da quantificao e anlise dos fenmenos 
econmicos passveis de mensurao. 
Para isso, recorre  matemtica e  estatstica. 
Muitas categorias econmicas podem ser objetivamente 
mensurveis, como preo, lucro, custos, 
renda etc., enquanto outras, como concorrncia, 
conflitos entre capital e trabalho e nvel 
de satisfao das necessidades, s podem ser 
quantificadas em suas manifestaes exteriores. 
Para Oskar Lange, entretanto, os manuais 
de economia terica esto sempre repletos de 
inferncias matemticas, mesmo que em suas 
pginas no apaream registradas frmulas 
matemticas. 

ECONOMIA SOBRECARREGADA. Estado da 
economia sujeita a um processo inflacionrio reprimido. 
Nesse contexto, a demanda de bens 
suplanta a oferta, desequilbrio que pressiona o 
sistema no sentido de uma elevao rpida dos 
preos. Essa tendncia no segue seu curso natural 
quando os preos passam a ser administrados 
por um rigoroso controle governamental. 
Como esse controle no  geral, ocorrendo tradicionalmente 
em bens de consumo de primeira 
necessidade, os investimentos tendem a deslocar-
se para os setores econmicos no controlados. 
Nos setores cujos preos esto administrados, 
os empresrios so obrigados a voltar a 
ateno fundamentalmente para a venda dos estoques. 
Isso pode levar ao esgotamento dos estoques, 
que no so renovados, configurando-se 
uma violenta queda na oferta. Por isso, a economia 
sobrecarregada  tambm chamada de 
economia vazia. Uma economia revela-se tambm 
sobrecarregada quando se tenta levar  frente 
uma poltica de projetos econmicos muito alm 
dos recursos internamente disponveis. 

ECONOMIAS DE AGLOMERAO. Caso especial 
de economias externas quando  possvel 
reduzir custos pelo fato de vrias empresas ou 
atividades estarem localizadas umas prximas 
das outras, o que permite reduzir despesas, por 
exemplo, com transportes (fretes) e o tempo de 
fornecimento de uma empresa a outra. 

ECONOMIAS DE ESCALA. Reduo de custos 
unitrios decorrente de um aumento no volume 
(escala) de produo, seja de uma empresa, 
setor, regio ou pas. 

ECONOMIAS EXTERNAS (Externalidades). 

Benefcios obtidos por empresas que se formam 

ECU 

(ou j existentes) em decorrncia da implantao 
de um servio pblico (por exemplo, energia eltrica) 
ou de uma indstria, proporcionando  
primeira vantagens antes inexistentes. Por 
exemplo, a construo de uma rodovia pode 
permitir aos produtores agrcolas prximos custos 
de transporte mais baixos e acesso mais rpido 
aos mercados consumidores. A existncia 
de economias externas permite em geral uma 
reduo de custos para as empresas e significa 
uma importante alavanca do desenvolvimento 
econmico. Muitas empresas, antes de tomar a 
deciso de se instalar em determinados locais, 
avaliam seu potencial presente e futuro de economias 
externas. O contrrio acontece quando 
a instalao de certas atividades traz aumentos 
de custos para as empresas ou afugenta clientes 
ou, ainda, desestimula a demanda de certos produtos. 
Nesse caso, ocorrem as "deseconomias 
externas", como, por exemplo, quando indstrias 
contaminam com chumbo as pastagens e 
guas adjacentes: o leite produzido na regio 
pode ter sua demanda em queda no apenas 
por constatar-se que o produto contm aquele 
metal, como pelo simples fato de que os consumidores, 
sabendo da origem do leite, se recusam 
a compr-lo, por precauo. Veja tambm Coase, 
Ronald; Teorema de Coase. 

ECONOMIAS INTERNAS. Forma de economia 
de escala em que a prpria empresa cria a 
infra-estrutura necessria a sua expanso e  reduo 
de seu custo unitrio de produo. Seria 

o caso de uma empresa que constri uma estrada 
de ferro para que seu produto seja escoado com 
mais facilidade. Esse procedimento requer recursos 
financeiros que s esto ao alcance de 
grandes empresas. Esse processo de expanso 
tende a gerar situaes de monoplio. 
ECONOMISTAS DO LADO DA OFERTA. 
Veja Supply Side Economics. 

CONOMISTES, les (os Economistas). Denominao 
pela qual eram conhecidos em sua poca 
(sculo XVIII) os fisiocratas franceses, liderados 
por Quesnay, e que depois se generalizou 
aos estudiosos da economia. 

ECT - Empresa Brasileira de Correios e Telgrafos. 
Empresa pblica criada em 1969, em 
substituio ao antigo Departamento de Correios 
e Telgrafos do Ministrio da Viao. Vinculada 
ao Ministrio das Comunicaes, tem por 
objetivo planejar, implantar e explorar os servios 
postais e telegrficos. 

ECU. Iniciais de European Currency Unit (Unidade 
Monetria Europia) ou European Monetary 
Unit. A ECU  uma unidade monetria no 
tangvel, isto , moeda escritural cujo valor  



ECUMENPOLE 

formado por uma cesta de moedas dos pases 
da Comunidade Europia: marco alemo (deutschmark), 
franco francs, libra esterlina (inglesa), 
lira italiana, franco belga, guilda holandesa, coroa 
dinamarquesa, franco luxemburgus, punt 
irlands e uma participao de 20% de ouro. 
Foi criada quando o Conselho Europeu estabeleceu 
o Sistema Monetrio Europeu, em 1978. 
O nome foi dado no apenas porque corresponde 
s iniciais das palavras em ingls European 
Currency Unity, mas tambm porque era o 
nome de uma moeda cunhada na Frana por 
Lus IX, no sculo 13. As propores de cada 
moeda que compe a cesta so determinadas 
por uma Junta da Comunidade Europia, tendo 
como base o PNB e a situao financeira de cada 
pas emissor. Essas propores so revisadas a 
cada cinco anos para a assimilao de alteraes 
nas economias de cada pas e para a incluso 
de novos membros. Com a aprovao do Tratado 
de Maastrich (1992), a ECU deveria transformar-
se em unidade monetria dos pases que 
constituem a Unio Europia at 1997, se a maioria 
dos pases-membros preenchesse as condies 
necessrias. Se isto no for possvel, aqueles 
pases que atenderem s condies entraro sozinhos 
numa unio de moeda nica em 
1/1/1999. Frana, Alemanha e Benelux j concordaram 
em adot-la a partir de 1999. At 2002, 
ela deve circular em paralelo com as moedas 
nacionais, e a partir de ento, dever subsistir 
apenas a moeda nica. As condies macroeconmicas 
exigidas para que tal objetivo seja alcanado 
so no entanto duras: dficit fiscal no 
mximo em 3% do PIB, inflao entre 2 e 3% 
anual, taxa de cmbio fixa e reduo da relao 
dvida interna/PIB. 

ECUMENPOLE. Para Doxiadis, seria a cidade 
universal. Doxiadis argumentava que os espaos 
humanos evoluiriam numa seqncia lgica: 
desde o espao ocupado pelo homem sozinho, 
passando pela cidade, metrpole, conurbao, 
megalpole, regio urbana, continente urbano e 
tendo a ecumenpole como conseqncia final 
do crescimento ilimitado da populao. Veja 
tambm Urbanizao. 

ED. Veja CD. 

EDGEWORTH, Francis Ysidro (1845-1926). Economista 
e matemtico ingls, professor nas universidades 
de Londres e Oxford. Em sua primeira 
obra, Mathematical Psychics (Psicologia 
Matemtica), 1881, elaborou e desenvolveu os 
conceitos da Curva de Indiferena e da Curva 
de Contrato, mostrando as contradies da teoria 
do valor de Jevons; esses conceitos foram 
utilizados posteriormente por Pareto para demonstrar 
a possibilidade de uma teoria econ


mica baseada apenas em escalas de preferncia. 
Edgeworth editou The Economic Journal de 1891 
a 1926, e a maioria de sua obra consiste em artigos 
publicados em revistas especializadas, depois 
reunidos em Papers Relating to Political Economy 
(Artigos Relacionados com Economia Poltica), 
1925. Seus livros Theory of Monopoly (Teoria 
do Monoplio), 1897, e Theory of Distribution 
(Teoria da Distribuio), 1904, o consagraram 
como um dos primeiros especialistas no uso da 
matemtica na teoria econmica. 

EDITIO PRINCEPS. Expresso latina que significa 
"primeira edio" e utilizada por antiqurios 
e operadores de mercado nos leiles de livros 
raros. 

EFEITO. Quando associada a um atributo, a palavra 
significa um mecanismo econmico caracterstico, 
como, por exemplo, "efeito demonstrao", 
"efeito Arizona", "efeito Pigou" etc. 

EFEITO AGLOMERAO. Denominao dada 
aos efeitos positivos ou negativos decorrentes 
da aglomerao de empresas (industriais, comerciais, 
financeiras etc.) num s local, produzindo 
vantagens para que novos empreendimentos 
se instalem nesse mesmo local (em geral 
uma cidade) ou provocando tambm desvantagens, 
que atuam como fator de repulso a novos 
empreendimentos. Entre os efeitos positivos, podem 
ser citados a ampliao do mercado de fatores, 
a ampliao do mercado final e as possibilidades 
de integrao vertical e horizontal; 
nesse caso, diz-se que h ganhos de aglomerao. 
Os efeitos negativos decorrem, por exemplo, 
do crescimento da poluio, das dificuldades 
no trnsito e no transporte, da elevao do 
preo dos terrenos etc. Veja tambm Economias 
Externas; Economias de Escala. 

EFEITO ARIZONA. Iluso que consiste em tomar 
a conseqncia pela causa. Por exemplo, a 
mortalidade devida  tuberculose em dcadas 
passadas era mais elevada no Arizona do que 
nos demais Estados norte-americanos. Este fato 
poderia levar  concluso de que aquele Estado 
 muito insalubre, quando, na realidade, por ter 
um clima muito seco,  para l que se dirigem 
os portadores da doena mencionada, desejosos 
de cura. 

EFEITO AVERCH-JOHNSON.  aquele relacionado 
com empresas obrigadas a proporcionar 
um determinado retorno sobre o capital investido 
ou uma taxa mnima de lucro, sendo induzidas 
a escolher combinaes de capital e trabalho 
mais intensivas em capital do que as que 
seriam escolhidas se no houvesse tal obrigao. 

EFEITO BACKWASH. Conceito desenvolvido 
por Gunnar Myrdal (1898-1987), segundo o qual 



o desenvolvimento econmico de uma regio 
de um pas pode ter efeitos perversos no desenvolvimento 
de outras. Esse efeito se daria especialmente 
mediante o deslocamento de fatores 
de produo - capital e trabalho - de regies 
de desenvolvimento lento para regies de desenvolvimento 
acelerado. Se o desenvolvimento 
econmico de uma regio ultrapassa o ritmo das 
regies vizinhas, o efeito backwash operaria no 
sentido de ampliar a diferena, e o resultado 
seria a ampliao do fosso que separa as taxas 
de desenvolvimento no plano inter-regional. 
Trata-se, do ponto de vista metodolgico, do 
conceito de causao circular cumulativa aplicado 
ao desenvolvimento regional. Veja tambm 
Causao Circular. 

EFEITO BANDWAGON. Efeito mediante o qual, 
 medida que o preo de uma mercadoria diminui 
e a demanda de alguns setores da sociedade 
aumenta, outros setores, imitando esse 
comportamento, tendero a aumentar a sua demanda 
tambm. Dessa forma, a demanda aumentar 
alm do previsto, pois consumidores 
adicionais se agregam ao bandwagon, fazendo 
com que a curva de demanda se desloque mais 
do que proporcionalmente  queda nos preos. 
Veja tambm Efeito Manada. 

EFEITO BUMERANGUE. Conseqncias negativas 
de uma deciso econmica ou empresarial 
que voltam sobre quem a tomou. Por exemplo, 
durante a crise do petrleo nos anos 70, a 
brusca elevao dos preos do produto pelos 
pases exportadores provocou efeito semelhante 
nos preos de produtos finais que tinham o petrleo 
como principal matria-prima (petroqumicos) 
e que eram importados pelos pases exportadores 
de petrleo. 

EFEITO CANIBALISMO. A expresso  utilizada 
em vrios contextos empresariais, em todos 
eles denotando uma ao que, embora melhore 
a situao num aspecto, o faz  custa da piora 
em outro. Assim, esse efeito pode ser observado 
quando uma empresa lana um produto cujas 
vendas se ampliam no mercado  custa da reduo 
das vendas de outro produto da mesma 
empresa; ou tambm quando uma empresa consegue 
sobreviver no mercado utilizando seu fundo 
de depreciao para cobrir despesas correntes 
(ficando, portanto, sem condies de repor 
no futuro seu capital fixo); ou mesmo de uma 
forma mais direta, quando uma empresa - de 
transportes, por exemplo -, sem recursos para 
comprar peas de reposio, retira-as de um de 
seus veculos (imobilizando-o) para que outro 
possa ser consertado e funcionar. 

EFEITO CONTGIO. Por analogia ao que 
acontece com uma epidemia, o efeito contgio 

EFEITO DOMIN 

se d quando o que aconteceu na economia de 
um pas - especialmente uma crise, agravada 
por algum plano econmico - provoca a sensao 
de que vai ocorrer num pas vizinho por 
ele ter as mesmas caractersticas e haver elaborado 
planos semelhantes. Por exemplo, logo depois 
da crise financeira e cambial do Mxico em 
1994, temia-se que o mesmo ocorresse na Argentina 
e no Brasil por "contgio". Veja tambm 

Efeito Tequila. 

EFEITO DE HALO. Denominao do processo 
que ocorre quando, na avaliao de desempenho 
de uma pessoa, ou no ato de contratao de um 
novo funcionrio, o avaliador deixa-se influenciar 
por um aspecto do carter ou do desempenho 
do entrevistado. Assim, um erro ou um 
acerto cometidos pelo entrevistado, ou elementos 
pontuais de antipatia, ou de simpatia, podem 
condicionar toda a avaliao, prejudicando a 
anlise dos demais fatores. 

EFEITO DEMONSTRAO. Tendncia dos pases 
de menor desenvolvimento socioeconmico 
de imitar ou tentar reproduzir em seu territrio 
os hbitos de consumo e de vida dos pases mais 
desenvolvidos, acarretando presses sobre as 
importaes. Durante os anos 60, no Brasil, alguns 
autores atriburam ao efeito demonstrao 
as dificuldades registradas em nossa balana comercial 
e os respectivos dficits, atribuindo ao 
efeito demonstrao a necessidade de desvalorizaes 
cambiais, que por sua vez alimentavam 

o processo inflacionrio. O efeito demonstrao 
tambm caracteriza uma situao na qual os elementos 
de um estrato social procuram copiar 
padres de comportamento de estratos superiores, 
tentando demonstrar um status que no 
possuem. O efeito demonstrao  intensamente 
utilizado na publicidade, sugerindo que bastaria 
o simples consumo de determinados produtos 
para ascender na escala social. 
EFEITO DESLOCAMENTO. Veja Crowding 
Out. 

EFEITO DEUSENBERY. Veja Efeito Demonstrao. 


EFEITO DOMIN. Quando algum acontecimento, 
geralmente negativo do ponto de vista 
econmico, se encadeia com outro, provocando 
efeito semelhante e assim sucessivamente, "at 
que todas as peas do jogo de domin" sejam 
derrubadas. Por exemplo, a falncia de uma 
grande empresa pode provocar o mesmo efeito 
em vrias outras empresas, acarretando da uma 
crise geral. O termo tem mais aplicao na poltica 
e na rea militar, e foi muito utilizado durante 
o tempo da guerra fria, quando se acreditava 
que a passagem de um pas da rbita 



EFEITO FISHER 

capitalista para a socialista poderia provocar um 
efeito domin. 

EFEITO FISHER. Concepo desenvolvida pelo 
economista e matemtico norte-americano Irving 
Fisher (1867-1947), segundo o qual a diferena 
positiva entre as taxas nominais de juros 
e as taxas reais (ajustadas de acordo com o poder 
de compra do dinheiro) reflete a taxa de inflao 
futura ou antecipada. 

EFEITO HARRIS-TODARO. Originalmente atribudo 
a Todaro (1968), mas conhecido como Hiptese 
de Harris-Todaro pelas contribuies de 
Harris (1970),  uma conseqncia da tentativa 
de explicar a continuidade da migrao do campo 
para a cidade mesmo quando a taxa de desemprego 
nas cidades  muito elevada. Esses 
autores observaram que, especialmente em pases 
em desenvolvimento, o migrante abandona 
um emprego rural, onde recebe um salrio S, 
tentando obter um salrio S' mais elevado nos 
centros urbanos, embora correndo o risco de permanecer 
desempregado. A observao desse 
comportamento levou-os a substituir o conceito 
de equivalncia de salrios pelo de equivalncia de 
salrios esperados como a condio bsica de equilbrio 
num mercado de trabalho segmentado, 
mas homogneo. 

EFEITO HICKS. Tambm denominado Efeito 
Renda, consiste no comportamento dos consumidores 
diante da baixa do preo de um bem 
A, fazendo com que o poder de compra assim 
economizado se desloque para a compra de um 
produto B, cuja aquisio no era viabilizada de 
acordo com os nveis de renda anteriores. 

EFEITO IMITAO. Veja Efeito Demonstrao. 


EFEITO "J". Efeito imediato de uma desvalorizao 
cambial, quando um determinado volume 
de importaes exige um dispndio maior de 
moeda nacional e acelera a sada de recursos, 
piorando em vez de melhorar a situao de dficit 
comercial. 

EFEITO JANEIRO. Tendncia, nos Estados Unidos, 
de elevao das cotaes das aes de pequenas 
e mdias empresas nos primeiros dias 
de janeiro, como movimento contrrio ou com-
pensador da tendncia vendedora - e, portanto, 
de baixa das cotaes - nos ltimos dias de 
dezembro, entre Natal e ano-novo, quando muitas 
empresas necessitam maquiar seus balanos, 
disfarar seus ganhos ou mesmo ampliar sua 
liquidez para enfrentar as despesas de final de 
ano. Isso acontece mais freqentemente com pequenas 
e mdias empresas, mas tambm pode 
ser o caso de empresas grandes. Veja tambm 

Window Dressing. 

EFEITO KEYNES. Efeito decorrente de uma 
mudana na demanda de mercadorias e servios, 
provocada por uma alterao no nvel geral 
de preos. Por exemplo, se acontecer uma queda 
geral no nvel dos preos, existiro mais sobras 
monetrias para ser aplicadas com finalidades 
especulativas. Disso resultar uma elevao nos 
ttulos de risco do mercado financeiro e uma 
queda na taxa de juros, o que, por sua vez, estimular 
o investimento e far aumentar a demanda 
por mercadorias e servios. Se houver 
uma elevao geral dos preos, os efeitos inversos 
ocorrero. 

EFEITO LIBERATRIO. Caracterstica de uma 
moeda, geralmente papel-moeda, de ser recebida 
obrigatoriamente (por fora de lei) por um 
credor para a efetuao de um pagamento ou 
a liquidao de uma dvida. 

EFEITO LOCK-IN. A tendncia de conservar ttulos 
cuja cotao caiu no mercado financeiro 
de tal forma a evitar uma perda. 

EFEITO MALYNES. Efeito destacado por Gerard 
Malynes (mercantilista do sculo XVII), 
quando uma desvalorizao da moeda de um 
pas, em vez de eliminar um dficit comercial 
de um pas, agrava-o devido  inelasticidade das 
importaes. 

EFEITO MANADA. Tambm denominado Efeito 
Bandwagon, ocorre quando o comportamento 
dos agentes econmicos, especialmente no mercado 
financeiro, se assemelha ao de uma manada; 
se alguns agentes praticam algumas aes 

- comprando ou vendendo maciamente certos 
ttulos -, o resto tende a acompanhar, mesmo 
que essa no seja a melhor atitude ou ao mais 
correta a ser tomada, ou mesmo que no existam 
razes objetivas para isso. 
EFEITO ORLOFF. Expresso popular inspirada 
em um comercial de televiso sobre uma bebida 
que aparentemente no causava efeitos de ressaca. 
Nesse comercial, um personagem apresentava-
se bem-disposto a ele prprio (depois de 
ter bebido), dizendo: "Eu sou voc amanh". O 
Efeito Orloff  aplicado nos casos brasileiro e 
argentino, indicando que o que acontecia na Argentina 
(Plano Austral e falncia do mesmo) 
aconteceria um pouco depois no Brasil (Plano 
Cruzado e fracasso do mesmo). Veja tambm 

Efeito Tequila; Plano Austral; Plano Cruzado. 

EFEITO PIGOU. Tambm conhecido como efeito 
de balana real, foi enunciado por Arthur Cecil 
Pigou, para quem o volume de emprego poderia 
ser aumentado em conseqncia do declnio de 
preos. Com isso, o poder de compra dos salrios 
aumentaria, elevando tambm o consumo, 



a margem de lucro e, finalmente, o nvel de emprego. 


EFEITO PONZI. Situao de um devedor que, 
para pagar as dvidas passadas, s pode faz-lo 
contraindo mais dvidas no presente. O nome 
refere-se a Charles Ponzi, um estelionatrio talo-
americano que, durante os anos 20 deste sculo, 
prometia pagar taxas de juros extraordinariamente 
elevadas para quem lhe emprestasse 
dinheiro, e pagava essas dvidas com novos endividamentos, 
at quebrar. Ponzi foi preso e sua 
empresa, fechada. A partir dessa experincia, a 
mesma situao relacionada com as finanas de 
um pas ou de uma empresa foi batizada com 
esse nome. Veja tambm Ponzi Games. 

EFEITO PREO. Modificao na demanda decorrente 
de uma alterao no preo de um determinado 
produto. Essa modificao pode ser 
influenciada no apenas pela renda dos consumidores, 
mas tambm pela possibilidade que estes 
tm de substituir o produto cujo preo foi 
alterado. Em termos matemticos teramos: Efeito 
Preo = Efeito Renda + Efeito Substituio. 
Esta equao  tambm chamada de Equao 
de Slutsky. Veja tambm Efeito Renda; Efeito 
Substituio; Slutsky, Eugen. 

EFEITO RENDA. Efeito provocado sobre a renda 
real dos consumidores quando os preos aumentam 
ou diminuem. Como conseqncia dessa 
alterao na renda real, deve-se esperar que 
os consumidores compraro mais (ou menos) 
de todos os produtos, inclusive aquele cujo preo 
se alterou. Veja tambm Efeito Substituio. 

EFEITO SALTER. Com o aumento da produtividade 
e reduo de custos e preos, expandem-
se a demanda e as vendas, alm de crescerem 
a competitividade e as exportaes. A Lei de 
Verdoorn e o Efeito Salter referem-se a um crculo 
virtuoso em que o crescimento econmico 
gera ganhos de produtividade, os quais, por sua 
vez, engendram o crescimento econmico. 

EFEITO SAUVY. Tambm denominado Princpio 
do Crescimento das Necessidades,  o fenmeno 
de insatisfao psicolgica permanente 
dos consumidores, mesmo que seu padro de 
vida esteja melhorando. 

EFEITO SERENDIP. A obteno de um resultado 
exatamente inverso daquele desejado. O 
nome  oriundo de um conto de Walpole, Os 
Trs Prncipes de Serendip, ambientado no Ceilo, 
onde tudo acontecia ao contrrio. 

EFEITO SINRGICO. Melhora do desempenho 
global de vrios agentes econmicos, empresariais, 
administrativos etc.,  medida que 
eles unem seus esforos e os aplicam simulta-

EFEITO VEBLEN 

neamente, de forma articulada, para a obteno 
de um fim. Nesse caso, o efeito sinrgico pode 
ser representado pela frmula: 2 + 2 = 5. 

EFEITO SPREAD. Conceito desenvolvido por 
Gunnar Myrdal (1898-1987), relacionando os 
efeitos benficos do desenvolvimento de uma 
economia regional sobre as economias de outras 
regies. Esses efeitos benficos seriam decorrentes 
da ampliao dos mercados para os produtos 
das demais regies e a difuso do progresso tcnico 
a partir da regio mais desenvolvida. Trata-
se de um caso particular de causao circular 
cumulativa e apresenta resultado contrrio ao 
do Efeito Backwash. Veja tambm Causao Circular; 
Efeito Backwash. 

EFEITO SUBSTITUIO. Denominao dada 
 alterao provocada na demanda de um bem 
quando seu preo se modifica, supondo que a 
renda real permanea constante. O conceito de 
renda real tem abordagens diferentes. Segundo 
Hicks, renda real constante significa que o consumidor 
permanece na mesma curva de indiferena. 
Para Slutsky a renda real permanece constante 
se o consumidor puder comprar sua combinao 
de bens original antes que a alterao 
de preo ocorra. Veja tambm Hicks, John; 
Slutski, Eugen. 

EFEITO TANZI. Relao entre a arrecadao 
tributria e as taxas de inflao desenvolvida 
pelo economista italiano Vito Tanzi. Como existe 
uma defasagem entre o fato gerador de um tributo 
e o momento de sua efetiva arrecadao, 
quanto maior for a inflao nesse perodo, menor 
ser a arrecadao real do governo, provo-
cada pela desvalorizao da moeda na qual os 
impostos so pagos. A partir dos ltimos anos 
da dcada de 80, o intenso processo inflacionrio 
brasileiro contribuiu para a reduo das receitas 
tributrias reais, de tal forma que foi necessrio 
indexar os tributos (estabelecer correo monetria 
para o seu pagamento) para reduzir o Efeito 
Tanzi. 

EFEITO TEQUILA. Denominao popular dada 
 crise cambial sofrida pelo Mxico no final de 
1994, em funo de fortes dficits em seu balano 
de pagamentos. A crise representou uma enorme 
fuga de capitais e o peso mexicano sofreu 
uma intensa desvalorizao, representando uma 
quebra na estabilidade de preos que vinha sendo 
sustentada desde 1989 e lanando o pas 
numa forte recesso. O nome tem origem na bebida 
homnima cujos efeitos de ressaca podem 
ser comparados ao que aconteceu com a crise 
cambial mexicana. 

EFEITO VEBLEN. Processo destacado pelo economista 
e socilogo norte-americano Thorstein 
Veblen (1857-1929), segundo o qual quando 



EFFICIENT FRONTIER 

ocorre uma baixa de preo de certos produtos, 
os consumidores sequiosos de diferenciao social 
so levados a abandonar o seu consumo. 
Inversamente, quando o preo de certos produtos 
se eleva, a sua demanda ou consumo, em 
vez de diminuir, pode aumentar pela mesma 
razo anterior. Nesse caso, ele  denominado 
"preo psicolgico", de grande influncia nas estratgias 
de marketing na era da concorrncia 
oligoplica. 

EFFICIENT FRONTIER. Veja Fronteira da Eficincia. 


EFFICIENT MARKET HYPOTHESIS. Veja Hiptese 
do Mercado Eficiente. 

EFICCIA. Significa fazer o que necessita ser 
feito para alcanar determinado objetivo. Este 
conceito  distinto do de eficincia por se referir 
ao resultado do trabalho de um empregado, isto 
, se este ou o seu produto  adequado a um 
fim proposto. Dessa forma, um trabalhador 
pode produzir um produto adequado (idealmente 
a um consumidor), mas se no realizar 
as tarefas correspondentes com eficincia, o resultado 
final no ser apropriado. O ideal  que 

o resultado de uma tarefa seja eficaz (adequado 
a um objetivo) e que a tarefa seja realizada com 
eficincia. Em resumo, fazer a coisa certa de forma 
certa  a melhor definio de trabalho eficiente 
e eficaz. 
EFICINCIA. Este conceito  distinto do de eficcia 
por se referir  forma de realizar uma tarefa. 
Se um trabalhador realizar uma tarefa de 
acordo com as normas e padres preestabelecidos, 
ele a estar realizando de forma eficiente. 
No conceito de eficincia, no se examina se 
aquilo que foi produzido com eficincia  eficaz, 
isto , se o produto ou o resultado do trabalho 
eficiente est adequado  finalidade proposta. 
Por exemplo, se um mdico realizar uma interveno 
cirrgica num paciente, poder faz-lo 
com grande eficincia, mas se a interveno tiver 
sido realizada no rgo errado, ela no ter a 
mnima eficcia. Dessa forma, uma ao pode 
ser eficiente sem ser eficaz. 

EFICINCIA DE PARETO. Veja timo de Pareto. 


EFICINCIA ECONMICA. Relao entre o 
valor comercial de um produto e o custo unitrio 
de sua produo. Portanto, a eficincia econmica 
aumenta quando aumenta a relao entre 

o valor de um produto em relao a seu custo 
unitrio, mantendo-se as qualidades que satisfaam 
as normas tcnicas. 
EFICINCIA MARGINAL DO CAPITAL. Conceito 
desenvolvido por John Maynard Keynes, 

que significa a taxa de desconto que torna o valor 
presente dos rendimentos lquidos esperados 
de um ativo de capital igual ao seu preo de 
oferta, supondo no haver elevao no preo de 
oferta dos elementos que constituem o ativo considerado. 
Consiste nas taxas de retorno esperadas 
em relao s oportunidades de investimento 
existentes. Veja tambm Propenso a Investir. 

EFTA - Associao Europia de Livre-Comrcio 
(European Free Trade Association). Organismo 
de cooperao econmica criado em 1960, 
visando a abolir, entre os pases-membros, as 
tarifas alfandegrias na comercializao de produtos 
industrializados. Esse objetivo foi alcanado 
em 1966. Quanto aos produtos agrcolas, 
as facilidades comerciais e alfandegrias devem 
resultar de acordos bilaterais entre os pases-
membros. Sediada em Genebra, a associao  
integrada por ustria, Finlndia, Islndia, Noruega, 
Portugal, Sucia e Sua. Em 1973, a Gr-
Bretanha, um dos pases fundadores da EFTA, 
deixou o organismo, ingressando no Mercado 
Comum Europeu. Em julho do ano anterior, as 
duas associaes j haviam assinado um acordo, 
objetivando abolir, por um prazo de cinco anos, 
as tarifas no comrcio de produtos industrializados. 
Veja tambm Mercado Comum Europeu 

- MCE. 
EI BOND (Eligible Interest Bond). Veja Plano 
Brady; TJLP. 

EIGHTY-TWENTY RULE. Veja Regra do Oitenta-
Vinte. 

EINZIG, Paul (1897-1973). Einzig nasceu e formou-
se na Hungria, tendo obtido doutorado na 
Universidade de Paris. Em 1919, radicou-se na 
Inglaterra, onde se tornou editor de poltica do 
Financial Times. Seus estudos se desenvolveram 
na rea das finanas internacionais e da moeda. 
Sua obra A Dinamic Theory of Forward Exchange 
(Uma Teoria Dinmica do Cmbio a Termo), 
1961, descreve os mtodos de interveno dos 
bancos centrais nos mercados de cmbio a termo, 
no perodo entre as guerras mundiais, e 
tambm a prtica dos bancos centrais da ustria 
e da Rssia no final do sculo XIX. Einzig mostrou 
que, exceto no caso de perfeita arbitragem, 
os mercados a termo de cmbio tm de ser considerados 
explicitamente numa anlise de curto 
prazo dos movimentos internacionais de capital. 
No livro Primitive Money in its Ethnological, Hitorical 
and Economic Aspects (O Dinheiro Primitivo 
nos seus Aspectos Etnolgicos, Histricos 
e Econmicos), 1949, Einzig rejeita a hiptese 
de que o dinheiro desenvolveu-se primitivamente 
pela expanso da diviso do trabalho e 
pelo aumento da complexidade das trocas, o que 
tornou o escambo crescentemente complicado. 



Para ele, muito mais importante era a designao 
de uma mercadoria para o uso em "pagamentos" 
no comerciais, como nos sacrifcios religiosos. 


EITC. Iniciais da expresso em ingls earned income 
tax credit, que significa "crdito fiscal por 
remunerao recebida" e constitui um instrumento 
sugerido por Milton Friedman e adotado 
por lei durante o governo Gerald Ford, em 1975, 
nos Estados Unidos. Consistia num complemento 
 remunerao de quem recebesse abaixo de 
um mnimo estipulado. Veja tambm Imposto 
de Renda Negativo. 

EJIDO. Forma de propriedade comunal da terra 
existente entre os povos indgenas antes da conquista 
do Mxico. Este sistema prevaleceu mesmo 
durante os primeiros anos do perodo colonial. 
Posteriormente, sobretudo depois de 1860 
e at o fim do regime de Porfirio Daz (1911), 
numerosas comunidades foram privadas de 
suas terras e estas transformadas em propriedade 
de grandes fazendeiros, com os antigos 
ocupantes passando a ser seus trabalhadores. 
Durante a Revoluo Mexicana, uma das principais 
reivindicaes dos trabalhadores agrcolas 
foi o retorno ao sistema original desenvolvido 
pelos indgenas, isto , que as terras voltassem 
a ser propriedade comunitria e cultivadas em 
parcelas individuais entregues a cada uma das 
famlias pertencentes  comunidade. 

ELASTICIDADE. Relao entre as diferentes 
quantidades de oferta e procura de certas mercadorias, 
em funo das alteraes verificadas 
em seus respectivos preos. De acordo com esse 
conceito, as mercadorias podem ser classificadas 
em bens de demanda inelstica ou fracamente elsticas, 
e bens de demanda fortemente elstica. Os 
primeiros englobam os bens de primeira necessidade, 
indispensveis  subsistncia diria da 
populao. O sal  o mais caracterstico entre 
os bens de demanda inelstica. Consumido em 
pequenas quantidades, mas tratando-se de ingrediente 
indispensvel  alimentao cotidiana, 
as alteraes no preo do sal praticamente em 
nada afetam sua procura. Entre os bens de demanda 
inelstica, encontram-se tambm alguns 
produtos de luxo, utilizados pela camada mais 
rica da populao, que continua comprando esses 
artigos, mesmo que os preos se elevem bastante. 
Os bens de demanda fortemente elstica 
so aqueles que no so indispensveis  subsistncia 
da populao, sendo geralmente utilizados 
pelos setores mdios da sociedade. Selecionados 
cuidadosamente pelos consumidores, 
uma elevao do preo desses artigos acarreta 
imediata diminuio da demanda. Demanda 
fortemente elstica caracteriza tambm os artigos 
que podem ser, sem problemas, substitudos 

ELASTICIDADE DA DEMANDA 

por outros produtos similares. Existem duas categorias 
de elasticidade: 1) elasticidade perfeita, 
quando uma diminuta mudana nos preos provoca 
grande alterao no consumo; 2) elasticidade 
imperfeita, quando uma mudana no preo no 
interfere na quantidade do consumo. A elasticidade 
tambm pode ser definida de forma matemtica, 
como medida da fora de reao de 
uma grandeza econmica tomada como varivel 
independente. Assim, a reao de uma grandeza, 
quando a outra se altera,  expressa pela 
variao relativa da varivel independente. Se 
duas grandezas econmicas, a e b, se relacionam 
segundo a equao b = f(a), designa-se por N a 
elasticidade de a em relao a b. O conceito de 
elasticidade estendeu-se a outros campos do estudo 
econmico, passando a englobar a elasticidade 
de custos, a elasticidade-renda, a elasticidade 
de produo e outras. Atualmente,  bastante 
utilizado em estudos de mercado, especialmente 
naqueles onde h uma preocupao 
com a anlise da procura, que engloba a elasticidade-
preo, a elasticidade-renda e a elasticidade 
mista. Nesses casos, tomando-se o preo 
como varivel dependente da demanda ou da 
oferta, pesquisa-se a elasticidade do preo em 
relao  oferta e  demanda. Em alguns estudos 
tericos,  utilizado o conceito de elasticidade de 
substituio, que  a relao entre as variaes 
relativas dos preos e quantidades de dois bens 
de consumo ou dois fatores de produo. 

ELASTICIDADE CRUZADA DA DEMANDA. 
 a variao na quantidade demandada de 
um produto provocada pela alterao de preo 
de outro produto. Ela  estimada de acordo com 
a seguinte equao: 

dQi dPj dQiPj 

 . 100   . 100 =

QiPjdPjQi 

onde Qi  a quantidade do produto i, e Pj  o 
preo do produto j. As variaes nas quantidades 
e preos esto representadas por d. Se os 
produtos i e j forem substituveis, a elasticidade 
cruzada ser positiva, pois uma reduo no preo 
do produto j resultar na queda da demanda 
do produto i, na medida em que i ser substitudo 
por j. Se os bens forem complementares, 
a elasticidade cruzada ser negativa. Se no houver 
relao entre os produtos i e j, a elasticidade 
cruzada ser zero. Veja tambm Elasticidade de 
Substituio. 

ELASTICIDADE DA DEMANDA. Medida da 
variao na demanda de uma mercadoria. A demanda, 
considerada a quantidade de certa mercadoria 
comprada por unidade de tempo, depende 
de alguns fatores: do preo da mercadoria, 
da renda do consumidor, do preo de outras 
mercadorias, do gosto do consumidor, entre ou




ELASTICIDADE DE SUBSTITUIO 

tros. Quando h qualquer mudana num desses 
fatores, ocorre variao na quantidade comprada 
da mercadoria na unidade de tempo em questo. 
A elasticidade da procura mede a variao 
relativa da quantidade comprada na unidade de 
tempo, quando ocorre uma variao em um dos 
fatores citados anteriormente, mantendo-se constantes 
os demais. Em vista disso, mede-se a elasticidade-
preo da demanda, a elasticidade-renda 
da demanda e outras variveis. Veja tambm 

Demanda. 

ELASTICIDADE DE SUBSTITUIO. Medida 
que serve para determinar o grau de facilidade 
ou dificuldade com que os consumidores 
substituem uma mercadoria por outra, o mesmo 
ocorrendo com os produtores diante do emprego 
dos mais diversos fatores de produo. O 
grau de elasticidade de substituio de uma 
mercadoria  representado pelo resultado da diviso 
da mudana proporcional, na qual as duas 
mercadorias se combinam, pela mudana proporcional 
na relao de suas utilidades marginais. 
Quando o resultado da diviso  elevado 
(alta elasticidade de substituio), significa que 
grandes mudanas nas propores combinadas 
levariam a uma pequena mudana na utilidade 
marginal relativa. Quanto aos fatores de produo, 
a elasticidade de substituio  encontrada 
quando se divide a mudana proporcional na 
relao de combinao de dois fatores pela mudana 
proporcional na relao de suas produtividades 
marginais fsicas. Um resultado alto indica 
um elevado ndice de substituio entre os 
fatores considerados, enquanto um baixo valor 
revela uma baixa tendncia  substituio. 

ELASTICIDADE-EMPREGO. Coeficiente que 
mede a sensibilidade do emprego, isto , suas 
variaes diante das alteraes da produo em 
cada setor ou numa economia como um todo. 
Por exemplo, se o produto industrial aumentar 
5% e o nvel de emprego na indstria apenas 
1%, estaremos diante de uma situao de inelasticidade. 
Este conceito tem ganho importncia 
na mesma medida que o crescimento do 
produto (especialmente o industrial) nos pases 
mais desenvolvidos tem sido realizado, nos 
ltimos anos, com um aumento do emprego 
muito pequeno. 

ELASTICIDADE-PREO. Relao entre a variao 
relativa na quantidade procurada ou ofertada 
de um bem e uma variao relativa de seu 
preo. O coeficiente de elasticidade-preo da demanda 
pode ser obtido dividindo-se a variao 
percentual dos seus preos. Caso o coeficiente 
seja maior do que 1, a procura  dita elstica, 
ou seja, uma variao percentual no preo resultar 
numa variao percentual maior na 
quantidade procurada. Se o coeficiente for igual 

a 1, a demanda tem elasticidade unitria - haver 
a mesma variao percentual na quantidade 
demandada e no preo. Quando o coeficiente 
 menor que 1, a demanda  inelstica - uma 
variao percentual no preo resulta numa variao 
percentual menor na quantidade demandada. 
De modo semelhante, o coeficiente da elasticidade-
preo da oferta  obtido pela diviso da 
variao percentual da quantidade ofertada pela 
variao percentual dos preos. Assim, haver 
oferta com elasticidade unitria quando o coeficiente 
for igual a 1; oferta elstica, quando ele 
for maior que 1, e oferta inelstica, quando for 
menor que 1. Veja tambm Oferta. 

ELASTICIDADE-RENDA DA DEMANDA. 

Medida da variao na quantidade demandada 
de um bem quando a renda do consumidor  
alterada, mantendo-se constantes todos os outros 
fatores que influenciam a demanda. Para 
obter o coeficiente de elasticidade-renda da demanda, 
divide-se a variao percentual da quantidade 
demandada pela variao percentual na 
renda do consumidor. Caso o coeficiente seja 
negativo, o bem  chamado inferior e apresentar 
queda na demanda quando houver aumento na 
renda do consumidor;  o que acontece, por 
exemplo, com a margarina, cuja demanda diminui 
quando a renda do consumidor aumenta e 
ele prefere adquirir manteiga. Se o coeficiente 
for positivo, o bem  chamado normal, e quando 
ocorre um acrscimo relativo na renda, a demanda 
tambm se eleva em termos relativos;  

o que sucede com os bens de luxo e os chamados 
suprfluos. Veja tambm Demanda. 
ELECTRO. Liga de ouro e prata encontrada diretamente 
na natureza. Esta liga foi muito usada 
na fabricao de moedas na Antiguidade, e as 
propores de cada metal eram aproximadamente 
de 75% de ouro e 25% de prata. A cor 
da liga era amarelo-plido. 

ELECTRONIC BANKING. Expresso em ingls 
que significa a forma de transferncia de 
fundos entre bancos ou instituies financeiras 
por meio de sinais eletrnicos em vez de instrumentos 
como cheques, certificados de depsito 
etc. 

ELEFANTE BRANCO. Expresso de uso muito 
amplo, mas que, aplicada aos negcios, designa 
empreendimento invivel do ponto de vista econmico-
financeiro, por serem suas despesas 
muito superiores s receitas possveis. O termo 
tem origem no balano entre o que custa manter 
um elefante e os rendimentos que podem ser 
extrados dele mediante sua atividade. 

ELETROBRS - Centrais Eltricas Brasileiras 
S.A. Empresa estatal brasileira criada em 



25/4/1961, vinculada ao Ministrio das Comunicaes 
e com sede em Braslia. Controla dezesseis 
empresas estatais subsidirias e participa, 
como acionista, de vinte empresas controladas 
por governos estaduais e organismos regionais. 
 o rgo responsvel pela execuo da 
poltica nacional de energia eltrica, contando 
para isso com recursos internos e externos. 

ELIGIBLE INTEREST PAPER. Veja Bradies. 

ELIGIBLE PAPER. Expresso em ingls que significa 
ativos financeiros que um Banco Central 
est disposto a comprar (redescontar) ou aceitar 
como garantia de emprstimos em circunstncias 
especiais em suas negociaes com determinadas 
instituies, geralmente do setor privado. 
Veja tambm Bradies. 

ELISO FISCAL. Mtodo que empresas encontram, 
amparadas nos desvos da legislao, para 
no pagar impostos ou pagar menos do que deveriam. 
Isto se deve ao fato da legislao permitir 
brechas, ou interpretaes que so aproveitadas 
especialmente por grandes empresas, 
ou conglomerados. 

ELITE. Minoria influente que toma as decises 
no interior de uma classe ou grupo social. Distinguem-
se vrias elites, abrangendo os membros 
dos grupos ocupacionais que possuem status 
elevado no conjunto da sociedade: a elite poltica, 
a elite intelectual, a elite empresarial e a elite 
militar esto entre as mais poderosas. O conceito 
de elite nas cincias polticas e sociais foi particularmente 
estudado pelos socilogos italianos 
Vilfredo Pareto e Gaetano Mosca, no incio do 
sculo XX. Para eles, a elite seria formada por 
indivduos superiores, socialmente bem organizados. 
Ambos se preocuparam especificamente 
com a anlise das elites polticas, controladoras 
do poder e donas de todas as vantagens proporcionadas 
pela funo. Opunham-se, dessa 
forma, s teorias que centralizavam a anlise poltica 
e social no mecanismo das classes sociais 
e no conflito existente entre elas. Atualmente, o 
estudo das elites relaciona-se com a complexidade 
das chamadas sociedades de massa, que 
abrigam poderosas organizaes burocrticas 
(empresas oligoplicas, partidos polticos, sindicatos, 
meios de comunicao de massa e organizaes 
estatais). Todas essas organizaes 
seriam dominadas por elites especficas. O socilogo 
Wright Mills, analisando a sociedade 
norte-americana em seu livro As Elites do Poder, 
distingue trs elites fundamentais - dirigentes 
de empresas, lderes polticos e chefes militares -, 
todas basicamente recrutadas no interior do 
mesmo estrato social e unificadas em torno de 
objetivos comuns. Outros socilogos norte-americanos 
distinguem cinco tipos de elite que ha-

EMBRAER 

bitualmente assumiram a liderana do processo 
econmico: elite dinstica, proveniente da aristocracia 
agrria (caso do Japo); elite de classe mdia, 
composta de membros de uma nova classe empresarial 
(Inglaterra e Estados Unidos); intelectuais 
revolucionrios de tendncia socialista (ex-
Unio Sovitica, China, Cuba); administradores 
coloniais, representantes do poder metropolitanonas colnias (frica e sia); e lderes nacionalistas, 
recrutados no interior das camadas superiores 
ou nas Foras Armadas de pases em desenvolvimento 
(Egito, Lbia). 

ELs (Eligible Interest Bonds). Veja Bradies. 

EM ESPCIE. Veja In Natura. 

EMBARGO. Em termos jurdicos, embargo  o 
impedimento, obstculo ou embarao judicial 
utilizado por uma pessoa para evitar uma ao 
de outra que seja prejudicial a seus interesses 
ou direitos. Compreende desde a suspenso de 
despachos ou sentenas judiciais at a interdio 
de bens, com o conseqente arresto ou seqestro 
dos mesmos. Pode ser uma forma de defesa de 
quem  executado por dvida ou obrigao, ou 
do executante, para garantir bens suficientes 
para o pagamento de uma dvida da qual  credor. 
No mbito internacional,  a suspenso do 
comrcio ou do crdito entre dois pases como 
forma de presso econmica e/ou poltica. Os 
Estados Unidos utilizaram e continuam utilizando 
esta arma em maior ou menor grau contra 
Cuba, contra a ex-Unio Sovitica (quando determinaram 
o embargo  venda de cereais quele 
pas em represlia  invaso do Afeganisto) econtra a frica do Sul, devido  poltica do apartheid 
praticada pelos governos at a eleio do 
presidente Nelson Mandela. Veja tambm Bloqueio; 
Apartheid. 

EMBARGO DE PRNCIPE. Veja Fato do Prncipe. 


EMBRAER - Empresa Brasileira de Aeronutica 
S.A. Sociedade de economia mista dedicada 
 fabricao de avies e que, em 1982, situava-se 
entre as dez maiores fabricantes do mundo no 
setor de aviao geral. Possui filiais na Frana 
e nos Estados Unidos, e at 1982 tinha produzido 
2 915 aparelhos. O governo federal detm 51% 
do capital flutuante e 8% do capital integralizado. 
Criada em 1968, sob superviso do Ministrio 
da Aeronutica (ao qual est vinculada), a 
empresa tem sede em So Jos dos Campos (SP). 
Resultou das atividades de um grupo de engenheiros 
do Instituto Tecnolgico da Aeronutica 
(ITA), que projetou e desenvolveu os avies 
Bandeirante e Xavante, grandes sucessos comerciais 
da aviao brasileira. Com produo normal 
iniciada em 1973, o Bandeirante, turbolice 
para vinte lugares, fazia parte, em 1982, das li




EMBRAFILME 

nhas comerciais de mais de vinte pases. Outros 
sucessos de vendas da Embraer so o avio militar 
de treinamento Tucano e o avio agrcola 
Ipanema. Em 1985, a empresa iniciou a operao 
comercial do Braslia, um turbolice para trinta 
lugares, o maior modelo a ser construdo no pas 
e do qual se projeta uma verso militar para 
patrulhamento martimo e transporte de tropas. 
Tambm se encontram em desenvolvimento 
verses do jato de ataque AM-X, em conjunto 
com as indstrias italianas Aermacchi e Aeritalia. 
As dificuldades financeiras durante os anos 
90 levaram a sua privatizao em 1994, quando 
foi adquirida por um consrcio formado pelo 
grupo Bozano Simonsen, Sistel (fundo de previdncia 
da Telebrs), Previ (fundo de previdncia 
do Banco do Brasil), a Fundao Cesp e o 
Clube de Investimentos dos Empregados da 
prpria Embraer. 

EMBRAFILME - Empresa Brasileira de Filmes 
S.A. Sociedade de economia mista criada 
em 1969 pelo decreto-lei n 862, em substituio 
ao Instituto Nacional do Cinema. A criao da 
empresa teve como objetivo incentivar o desenvolvimento 
da indstria cinematogrfica nacional 
sob os aspectos tcnico, artstico e cultural, 
mediante a concesso de financiamento, de comercializao, 
distribuio e divulgao dos filmes 
no mercado interno e externo, assim como 

o registro dos aspectos socioculturais do pas, 
por meio de pesquisa, prospeco, recuperao 
e conservao de filmes, alm da produo e 
difuso de filmes educativos, tcnicos e cientficos. 
A Embrafilme, assim como outras autarquias 
do governo federal, foi extinta em 15/3/1990, 
segundo medida provisria de n 151, posteriormente 
aprovada pelo Congresso como parte de 
um plano de estabilizao financeira que visava, 
entre outras medidas, diminuir a participao 
do Estado em vrias atividades. 
EMBRAMEC. Veja BNDESPAR - BNDES 
Participaes S.A. 

EMBRATEL - Empresa Brasileira de Telecomunicaes 
S.A. Empresa de economia mista, 
constituda em setembro de 1965 pelo governo 
federal com a finalidade de implantar e explorar 
industrialmente os servios de telecomunicaes. 
 uma sociedade por aes, de cujo capital 
podem participar somente a Unio (com 51% 
obrigatoriamente), bancos e empresas governamentais. 
At 1972, estava diretamente ligada ao 
Ministrio das Comunicaes. Com a criao da 
Telebrs, tornou-se uma subsidiria dessa empresa, 
transferindo-lhe os recursos do Fundo 
Nacional de Telecomunicaes. A Embratel centraliza 
nacionalmente o controle sobre os servios 
de telefones, telegrafia, telex, transmisso de 
dados, transmisso radiofnica de alta-fidelida


de (FM, por exemplo) e televiso. A partir de 
1967, a empresa instalou troncos de microondas 
de alta capacidade ligando todos os Estados do 
Brasil e a estao do sistema internacional de 
comunicaes via satlite. Em 1975, a Embratel 
integrou o pas ao sistema internacional de discagem 
direta (DDI). No mesmo ano, a instalao 
de novos equipamentos colocava o Brasil entre 
os cinco maiores usurios do sistema internacional 
de comunicaes via satlite. Veja tambm 
Informtica. 

EMBRATER - Empresa Brasileira de Assistncia 
Tcnica e Extenso Rural. Empresa pblica 
vinculada ao Ministrio da Agricultura, foi 
criada em junho de 1974 com o objetivo de promover, 
estimular e coordenar programas visando 
 difuso nas reas rurais de conhecimentos 
agrcolas econmicos e sociais. Da mesma forma 
que a Embrafilme e outras autarquias, a Embrater 
foi extinta em 15/3/1990, segundo medida 
provisria de n 151, mais tarde referendada 
pelo Congresso como parte de um programa de 
diminuio das atividades econmicas do governo 
federal. 

EMBRATUR - Empresa Brasileira de Turismo. 
Entidade governamental criada em 1966 
com o objetivo de incentivar a indstria turstica 
no pas. A atuao da Embratur faz-se por meio 
de incentivos fiscais  iniciativa privada para 
construo e aperfeioamento da infra-estrutura 
turstica do pas e do controle de qualidade dos 
servios de interesse turstico. Alm de incentivos 
fiscais, o governo participa tambm com investimentos 
no setor, obtidos do Imposto de 
Renda das pessoas jurdicas. 

EMH. Iniciais da expresso em ingls efficient 
market hypothesis, que significa Hiptese do Mercado 
Eficiente. Veja tambm Hiptese do Mercado 
Eficiente. 

EMISSO FIDUCIRIA. Emisso de papel-
moeda cujo valor de face no corresponde a uma 
reserva real de ouro ou outro metal precioso. O 
termo "fiduciria", que se aplica hoje praticamente 
a todo o papel-moeda em circulao no 
mundo (e tambm s moedas constitudas de 
metal no precioso), refere-se  "f" ou "confiana" 
(do latim fides e fiducia) que merece o 
emissor do papel-moeda. A generalizao das 
emisses fiducirias em todo o mundo decorreu 
do gradativo declnio do padro-ouro e do padro 
cmbio-ouro. Veja tambm Fiat Money; 
Moeda Fiduciria; Padro Cmbio-ouro; Padro-
ouro. 

EMISSOR. Pas, autoridade monetria ou instituio 
responsvel pela emisso e colocao de 
moeda (metlica ou papel-moeda) em circulao. 
Entre essas instituies no Brasil, destacam




se em cada poca os bancos, o Tesouro Nacional, 

o Banco Central e as Caixas de Converso e de 
Estabilizao. 
EMITENTE. Pessoa fsica ou jurdica responsvel 
pela emisso de um ttulo (em geral negocivel) 
como cheque, nota promissria, duplicata, 
ao etc. e por seu pagamento na data do 
vencimento. 

EMPENHO. Termo utilizado na rea de administrao 
e finanas pblicas para designar o 
compromisso de pagamento, no caso assumido 
pelo governo, dentro dos limites determinados 
das dotaes oramentrias e utilizados em condies 
especficas. Emanado por autoridade 
competente, cria obrigao de pagamento para 
a administrao governamental. 

EMPENHO ESTIMATIVO. Ato gerador de obrigao 
para o governo, referente a pagamentos 
de despesas cujo montante no se pode previamente 
determinar. 

EMPENHO GLOBAL. Ato gerador de obrigao 
para o governo, referente a pagamento de 
despesas contratuais sujeitas a parcelamento de 
servios peridicos ou de base mensal. 

EMPENHO ORDINRIO. Ato gerador de obrigao 
para o governo, referente a pagamento 
de despesas cujo montante pode ser previamente 
determinado. 

EMPIRISMO. Doutrina filosfica segundo a 
qual a origem de todo o conhecimento  a experincia 
sensvel. Ope-se ao racionalismo, 
para o qual a origem do conhecimento  a prpria 
razo. Encontrado j na Antiguidade grega, 
entre os sofistas e outros filsofos, o empirismo 
desenvolveu-se na Idade Moderna a partir de 
Francis Bacon (1521-1626). Grandes filsofos empiristas 
foram John Locke (1632-1704), George 
Berkley (1685-1753) e David Hume (1711-1776). 
No sculo XIX, o filsofo e economista Stuart 
Mill (1806-1873) foi seu maior representante. No 
sculo XX, o empirismo assumiu novas formas, 
constituindo o chamado empirismo lgico, de 
Bertrand Russel (1872-1970) e outros. No terreno 
da economia, o empirismo e o racionalismo aparecem 
como base metodolgica dos especialistas 
que tendem a privilegiar ora uma ora outra dessas 
posies. 

EMPREENDIMENTO. Veja Empresa. 

EMPREGO. Em sentido amplo,  o uso do fator 
de produo por uma empresa. Estritamente,  
a funo, o cargo ou a ocupao remunerada 
exercida por uma pessoa. A oferta total de empregos 
que um sistema econmico pode proporcionar 
depende do que se produz, da tecnologia 
empregada e da poltica econmica gover-

EMPRESA 

namental e empresarial. Numa economia de 
mercado, distinguem-se trs categorias entre a 
populao economicamente ativa: empregadores, 
empregados e trabalhadores autnomos. Os 
empregadores e, por vezes, os autnomos so 
aqueles que possuem capital prprio, ou tomado 
de emprstimo, que lhes permite empregar outras 
pessoas. J os empregados no precisam dispor 
de recursos prprios, apenas de sua capacidade 
de trabalho e de algum empregador que 
ir contrat-los. O nvel de emprego consiste na 
relao entre aqueles que podem e desejam trabalhar 
e os que efetivamente o conseguem, isto 
, aqueles que, em tese, so necessrios para criar 

o produto social. Os que possuem condies fsicas 
ou mentais e desejo de enquadrar-se na 
diviso social do trabalho constituem a oferta 
da fora de trabalho. Essa oferta depende da 
situao econmica e social do pas. Os aspectos 
sociais influem na oferta da fora de trabalho 
na medida em que determinam a idade em que 
uma pessoa estaria habilitada ao desempenho 
de determinada atividade, a participao das 
mulheres no trabalho, o prestgio conferido a 
certas funes, entre outros fatores. A procura 
de fora de trabalho  o resultado da demanda 
de bens e servios, do volume de mo-de-obra 
necessrio para produzi-los e do grau em que 
a capacidade de produo das empresas  utilizado. 
Todos esses fatores - e o nvel de emprego 
em geral - dependem da existncia de 
uma demanda de consumo por parte da populao. 
Se essa demanda for relativamente baixa, 
parte da capacidade instalada das empresas ficar 
ociosa e parte da fora de trabalho, desempregada. 
Para evitar que isso acontea, os governos 
de pases capitalistas adotam certas medidas 
para elevar o consumo de mercadorias e 
servios, de modo que a economia seja conduzida 
 situao de pleno emprego, na qual todos 
os que tm capacidade, aptido e desejo de trabalhar 
possam efetivamente faz-lo. Veja tambm 
Emprego; Desemprego. 
EMPREGO, Conselho Nacional de. rgo interministerial 
ligado s reas econmica e social 
e coordenado pelo Ministrio do Trabalho. Criado 
em maio de 1977, o Conselho tem a funo 
de orientar as aes do governo e traar uma 
poltica de emprego para todo o pas. Os dados 
para isso so fornecidos pelo Sistema Nacional 
de Emprego (Sine). 

EMPRESA. Organizao destinada  produo 
e/ou comercializao de bens e servios, tendo 
como objetivo o lucro. Em funo do tipo de 
produo, distinguem-se quatro categorias de 
empresas: agrcola, industrial, comercial e financeira, 
cada uma delas com um modo de funcionamento 
prprio. Independentemente da natureza 



EMPRESA PRIVADA 

do produto, a empresa define-se por seu estatuto 
jurdico, podendo ser pblica, privada ou de economia 
mista. Uma empresa pode ser organizada 
de vrias formas, dependendo da maneira como 

o capital se divide entre os proprietrios. Nas 
pequenas e mdias empresas, a direo , habitualmente, 
entregue aos proprietrios. J nas 
grandes empresas,  freqente a contratao de 
administradores profissionais para dirigi-las. As 
pequenas e mdias empresas organizam-se na 
forma de sociedades por cotas, com responsabilidade 
limitada ou no, ou sob a forma de sociedades 
annimas de capital fechado. As grandes empresas 
organizam-se geralmente na forma de sociedades 
annimas de capital aberto, com aes (cotas 
unitrias) livremente negociveis nas Bolsas 
de Valores. Veja tambm Administrao. 
EMPRESA PRIVADA. Organizao pertencente 
a indivduos ou grupos, que produz e/ou comercializa 
bens ou servios com o objetivo de 
lucro. Apesar do crescente aumento da ingerncia 
estatal nas atividades econmicas, a empresa 
privada predomina nos grandes pases capitalistas, 
cuja economia se assenta na instituio 
da propriedade privada. Veja tambm Economia 
Mista; Estatismo; Livre-Empresa. 

EMPRESA PBLICA. Organizao que se destina 
a garantir a produo de bens e servios 
fundamentais  coletividade (transporte, energiaeltrica, combustvel etc.).  criada por lei e  
de responsabilidade do Estado. Os contratos, a 
organizao da empresa, os mtodos de financiamento, 
de contabilidade etc. seguem as normas 
do direito privado, o que lhes permite agir 
de acordo com princpios comerciais. Em geral, 
a empresa pblica  dirigida a atividades que 
requerem investimentos muito elevados e apresentam 
retorno lento, sendo por isso pouco atrativas 
para a iniciativa particular. Ao mesmo tempo, 
a empresa pblica costuma ter assegurado 

o monoplio de sua atividade. Veja tambm 
Economia Mista; Estatismo. 

EMPRESA RURAL. Veja Estatuto da Terra. 

EMPRESA SUBSIDIRIA. Veja Subsidiria. 

EMPRESRIO. Pessoa ou grupo de pessoas que 
inicia e/ou administra uma empresa, assumindo 
a responsabilidade por seu funcionamento e eficincia. 
Encarrega-se de reunir e coordenar os 
fatores de produo no processo produtivo, avaliar 
os mecanismos de oferta e demanda e assumir 
os riscos inerentes ao empreendimento.
 quem cuida do suprimento de capital, compra 
e combina os insumos e decide o nvel da produo. 
No incio da Revoluo Industrial e durante 
boa parte da primeira metade do sculo 
XIX, o papel do empresrio confundia-se com 

o do capitalista, dono da empresa. A busca de 
maior produtividade, a crescente diversificao 
do mercado e o rpido progresso tecnolgico 
fizeram com que as empresas se tornassem cada 
vez mais complexas, o que resultou numa maior 
diviso do trabalho e na intensa participao de 
tcnicos especializados. Delegando poderes, o 
proprietrio das grandes firmas atua como um 
juiz das decises dos quadros superiores, deixando 
de ser dono-administrador para ser apenas 
dono. O administrador, por seu lado, s  
considerado empresrio quando assume os riscos 
do empreendimento (por participao no capital 
e nos lucros, por exemplo). Veja tambm 
Gerencialismo. 

EMPRESAS COLIGADAS. Empresas juridicamente 
independentes, mas cuja direo pertence 
aos mesmos scios. Isso ocorre quando esse conjunto 
de scios detm um percentual de participao 
suficiente para assegurar o comando da 
empresa. 

EMPRESAS DE CAPITALIZAO. Instituies 
financeiras que oferecem ao pblico um tipo de 
poupana - os ttulos de capitalizao - no qual 
se assume o pagamento de pequenas parcelas 
mensais. O reembolso do capital  geralmente 
feito aps perodos superiores a dez anos; ento 

o portador do ttulo recebe a quantia estabelecida, 
acrescida de juros. Esses rendimentos costumam 
ser inferiores aos pagos pelas cadernetas 
de poupana, mas os portadores de ttulos de 
capitalizao concorrem mensalmente a prmios 
em dinheiro. 
EMPRESAS ESTRANGEIRAS. So aquelas sociedades 
que no possuem a sede de sua administrao 
(a matriz) no Brasil. Dependem de autorizao 
do governo federal para que suas filiais, 
sucursais, subsidirias ou agncias operem 
no Brasil. No entanto, como tais empresas podero 
sempre se associar a empresas brasileiras, 
basta que tal ocorra para que as empresas possam 
superar este obstculo e se instalar em territrio 
nacional sem a necessidade de pedido 
de autorizao ao governo brasileiro. 

EMPRESAS FORMA-U. Empresas nas quais o 
processo de deciso est centralizado num grupo 
superior de executivos cujas responsabilidades 
funcionais aplicam-se a tudo o que a empresa 
produz. Esta forma de organizao geralmente 
 caracterstica de pequenas e mdias empresas. 
Quando aplicada a grandes, geralmente 
provoca uma perda de controle. 

EMPRSTIMO. Quantia de dinheiro obtida 
com o compromisso de devoluo ao fim de determinado 
prazo, mediante remunerao (juro). 

EMPRSTIMO AMARRADO. Veja Crdito 
Contingente. 



EMPRSTIMO COMPULSRIO.  aquele previsto 
no artigo 148 da Constituio, que reza o 
seguinte: "A Unio, mediante lei complementar, 
poder instituir emprstimos compulsrios, a) 
para atender a despesas extraordinrias, decorrentes 
de calamidade pblica, de guerra externa 
ou de sua iminncia; b) no caso de investimento 
pblico, de carter urgente e de relevante interesse 
nacional, observado o disposto no artigo 
150". No pargrafo nico, l-se o seguinte: "A 
aplicao dos recursos provenientes de emprstimo 
compulsrio ser vinculada  despesa que 
fundamentou sua instituio". 

EMPRSTIMO-JUMBO. Denominao dada a 
um emprstimo quando este ultrapassa a cifra 
de 1 bilho de dlares. Geralmente,  concedido 
por um consrcio (syndicate) de bancos, uma vez 
que seria uma quantia muito grande para as disponibilidades 
de apenas um banco. O Brasil j 
obteve emprstimos dessa natureza a partir de 
1982, em funo da crise de seu balano de pagamentos 
e da dvida externa. Veja tambm Balano 
de Pagamentos; Dvida Externa; Exposure; 
Syndicate. 

EMPRSTIMO COLATERAL. Emprstimo de 
curto prazo em relao ao qual o devedor depositou 
junto ao credor algum tipo de ttulo colateral, 
como aes, certificados de depsitos 
bancrios etc. que poder ser vendido no mercado 
se a dvida no for paga no seu vencimento. 
Veja tambm Colateral. 

EMPRSTIMO COMPENSATRIO. Recurso 
financeiro que cada pas scio-cotista do Fundo 
Monetrio Internacional pode obter como crdito 
de emergncia, sem necessidade de submeter-
se s exigncias do prprio FMI, para ajustar 
internamente sua economia. Para obter o emprstimo, 
o pas solicitante deve provar que sua 
balana comercial se encontra em desequilbrio 
devido  deteriorao da relao de trocas, isto 
,  baixa dos preos das exportaes e elevao 
dos preos das importaes, e que o dficit resultante 
contribuiu para um saldo negativo no 
balano de pagamentos. 

EMPRSTIMO-PONTE (Bridge Loan). Emprstimo 
internacional de emergncia, a curto 
prazo, feito para que um pas possa cobrir necessidades 
imediatas de pagamento.  sempre 
vinculado a um emprstimo a prazo maior j 
contratado e que, ao ser liberado, ser usado 
em parte para pagar o emprstimo-ponte. Trata-
se, portanto, de um mero expediente adotado 
enquanto se aguarda a liberao de um crdito. 

EMULAO PECUNIRIA. Conceito criado 
pelo economista e socilogo norte-americano 
Thorstein Veblen (1857-1929) em resposta  abstrao 
do "homem econmico" e ao processo 

ENCILHAMENTO 

econmico que traduz toda a atividade humana 
em termos de lucro. Veblen usou o termo ao 
analisar os atributos funcionais da moderna classe 
capitalista em sua obra principal, The Theory 
of the Leisure Class (A Teoria da Classe Ociosa), 
1899, na qual desmistifica a maioria dessas funes, 
apontando seu carter fictcio. Tambm 
utilizou o termo "cultura pecuniria" para referir-
se ao processo mental e s racionalizaes 
de conduta surgidas sob o capitalismo. 

ENAP. Iniciais de Escola Nacional de Administrao 
Pblica, organismo vinculado ao Ministrio 
da Administrao e Reforma do Estado 
(Mare), tendo por finalidade a formao de administradores 
pblicos, o treinamento de servidores 
do servio pblico federal e a formulao 
de estruturas organizacionais para o melhor desempenho 
dos servidores da Unio. Sua sede 
est localizada em Braslia. 

ENCARGOS SOCIAIS. Conjunto de obrigaes 
trabalhistas que devem ser pagas pelas empresas 
mensalmente ou anualmente, alm do salrio 
do empregado. No Brasil, incluem-se entre 
os encargos sociais os depsitos feitos no Fundo 
de Garantia por Tempo de Servio (FGTS), o 
percentual da firma devido ao Instituto de Administrao 
da Previdncia e Assistncia Social 
(Iapas), o seguro de vida e o 13 salrio. De modo 
geral, esses encargos podem acarretar para a empresa 
um desembolso mensal entre 50 e 90% a 
mais em relao ao salrio de cada empregado. 
Veja tambm Custo Brasil. 

ENCILHAMENTO. Poltica financeira de estmulo 
 indstria, adotada por Rui Barbosa quando 
ministro da Fazenda (novembro de 1889 a 
janeiro de 1891), aps a proclamao da Repblica. 
Baseava-se no incremento do meio circulante 
com a criao de bancos emissores (tendo 
como lastro no libras-ouro, mas ttulos da dvida 
pblica), cujos emprstimos teriam de ser 
aplicados apenas no financiamento de novas 
empresas industriais (e no na agricultura). Por 
isso, incentivou-se intensamente a criao de sociedades 
annimas, concitando-se o pblico a 
investir seu capital na indstria e no comrcio. 
Com crditos, garantias oficiais e um ambiente 
psicolgico favorvel, a Bolsa de Valores do Rio 
de Janeiro entrou em intensa atividade e a poltica 
do ministro foi popularmente identificada 
com o encilhamento dos cavalos logo antes da 
largada na pista dos hipdromos, quando a atividade 
dos apostadores se torna frentica. As 
aes em alta rpida e constante faziam a fortuna 
de uma infinidade de especuladores. Surgiram 
com isso numerosas empresas inexeqveis 
e mesmo fictcias. O investimento especulativo 
na Bolsa tornou-se um fim em si mesmo 
e no o que imaginava Rui Barbosa, esperanoso 



ENCLOSURE 

de ver esse dinheiro empregado de fato em atividades 
industriais produtivas. O resultado foi 
uma desenfreada espiral inflacionria e de falncias. 
Esses efeitos negativos foram politicamente 
usados pelos inimigos de Barbosa, localizados 
sobretudo na cafeicultura e nas firmas 
importadoras, cujos interesses o ministro contrariara. 
Rui Barbosa procurara responder s necessidades 
do mercado nacional, que contava 
naquela altura com grande contingente de imigrantes 
e, em certa medida, fora ampliado tambm 
com os negros libertos. Seu projeto objetivava 
ainda limitar os privilgios dos cafeicultores, 
que no pagavam impostos territoriais e 
eram beneficiados por um sistema cambial fixo 
que transferia para o conjunto da populao os 
prejuzos causados pelas baixas dos preos do 
caf. Veja tambm Barbosa, Rui de Oliveira. 

ENCLOSURE. Expresso inglesa que significa 
cercamento. A partir do sculo XVII, na Inglaterra, 
passou a designar o processo de eliminao 
dos campos abertos ou pastos comuns mediante 
o cercamento de terras, que passaram a 
constituir propriedade privada dos landlords. O 
processo de cercamento provocou a substituio 
de lavouras por pastagens para a produo de 
l (matria-prima por excelncia da florescente 
indstria txtil inglesa), causando a runa dos 
camponeses que antes habitavam essas terras e 
sua migrao macia para as cidades. Veja tambm 
Landlord. 

ENCOMENDEROS. Veja Encomienda. 

ENCOMIENDA. Durante o perodo colonial na 
Amrica Espanhola, a encomienda consistia numa 
concesso real que inaugurou o sistema de tributo 
em trabalho. Foi usada primeiro na Espanha 
sobre os mouros vencidos e mais tarde na 
Amrica Latina sobre os ndios nativos. Estes 
tinham de pagar tributo sobre as terras que haviam 
sido concedidas a fidalgos espanhis. Em 
troca, recebiam proteo e instruo crist. Esse 
sistema destruiu as populaes indgenas, especialmente 
na regio do Caribe, o que levou a 
Coroa espanhola a suprimir o sistema. Depois 
de 1542, foi substitudo pelo repartimiento, sistema 
em que os ndios deveriam prestar servios 
aos conquistadores, seus soldados, oficiais e 
missionrios. Na verdade, tratava-se de um sistema 
de trabalho forado. 

ENCUMBRANCE. Termo em ingls que significa 
uma obrigao ou gravame que incide sobre 
uma propriedade imobiliria - como, por 
exemplo, uma hipoteca -, que reduz o valor 
lquido da mesma, ou a parte de valor real que 

o proprietrio tem sobre ela. 
ENDIVIDAMENTO. Aumento das dvidas de 
uma empresa ou governo. O endividamento 

pode ser conseqncia de uma necessidade empresarial 
(como, por exemplo, a compra de maquinrio 
para enfrentar a concorrncia) ou de 
um erro na tomada de decises (retorno do investimento 
mais lento do que o esperado, por 
exemplo, com perda de liquidez para a empresa). 
Na rea governamental, acontece a mesma 
coisa: a urgncia na concretizao de uma obra 
de grande vulto ou um erro no planejamento 
podem levar o pas a maior endividamento. Em 
qualquer dos casos (setor privado ou governamental), 
h necessidade de um limite de endividamento, 
varivel segundo o tipo de atividade 
e composio da dvida. Na rea privada, os 
limites so estabelecidos pelo bom senso e pela 
direo da empresa; na rea pblica, so determinados 
por leis, uma vez que as dvidas pblicas 
afetam de maneira determinante todo o 
comportamento econmico da sociedade. 

ENDOSSO. Assinatura no verso (do latim indorsum, 
"nas costas") de um ttulo, pelo qual o 
proprietrio (endossante) transfere sua posse para 
outrem (endossatrio). O endosso pode ser em 
branco (ou incompleto, no-qualificado, subentendido), 
quando o endossante apenas assina sem indicar 
o endossatrio; ou em preto (nominativo, pleno, 
completo, qualificado, expresso), quando o favorecido 
 nomeado no ttulo. 

ENERGTICA, Poltica. Consiste nas opes referentes 
 explorao das diferentes fontes de 
energia, com base nos recursos energticos, econmicos 
e tecnolgicos disponveis. Praticamente 
toda a energia disponvel na Terra provm, 
direta ou indiretamente, da energia solar (98%, 
99%). Dela se originam as fontes renovveis de 
energia, entre as quais a energia eltrica, e as 
no-renovveis (carvo, petrleo, gs natural e 
xisto). Alm da energia solar, h ainda energia 
geotrmica (calor provocado pela atividade natural 
do urnio e trio existentes no interior da 
Terra), a energia das mars e a energia nuclear 
(proveniente de tomos). O desenvolvimento 
tecnolgico condicionou, ao longo do tempo, as 
possibilidades de explorao das diferentes fontes 
de energia disponveis. Em alguns casos, a 
tecnologia se encontra plenamente desenvolvida 
e ento se pode falar de fontes convencionais 
de energia (carvo, petrleo, gs natural, energia 
hidreltrica, fotossntese). Em outros casos, a tecnologia 
 incipiente, h barreiras econmicas ou 
de padro de consumo. Fala-se ento de fontes 
no-convencionais de energia (mars, ventos, 
xisto, energia geotrmica, fisso nuclear, energia 
solar). Por ltimo, h as fontes exticas, em que 
a tecnologia ainda no est demonstrada, como,
por exemplo, no caso da fuso nuclear.  impossvel 
tambm falar de fontes renovveis de 
energia (hidreltrica, fotossntese) e no-renovveis 
ou fsseis (carvo, petrleo, gs natural). 



Os pases industrializados dependem em larga 
escala do petrleo, que historicamente substituiu 
o carvo como principal fonte de energia. 
A explorao da energia hidreltrica, por sua 
vez, atingiu seus limites mximos nesses pases, 
com a tecnologia atualmente existente. Prevendo 

o esgotamento dos recursos energticos convencionais 
no-renovveis do planeta, e impulsionados 
pela crise do petrleo, esses pases investem 
hoje no aproveitamento de fontes no-convencionais 
e exticas, particularmente a nuclear. 
No Brasil, a energia hidreltrica oferece ainda 
grandes possibilidades de aproveitamento, pois 
apenas 20% dos seus 120 milhes de quilowatts 
so aproveitados atualmente. A fotossntese,
com o Programa Nacional do lcool, passou a 
ocupar lugar de destaque na poltica energtica 
nacional, visando  substituio do petrleo importado, 
visto que as perspectivas de auto-suficincia 
na produo de petrleo so remotas. 
A utilizao da energia nuclear, apesar de j possuir 
um programa em desenvolvimento, esbarra 
nas dificuldades econmicas do pas e nos problemas 
de transferncia de tecnologia. A isso 
acrescentam-se as exigncias de maior participao 
da comunidade cientfica e da indstria 
nacional. O consumo de energia per capita no 
Brasil atual  de 1 quilowatt, prevendo-se que 
atinja 3 a 4 quilowatts no ano 2000. O consumo 
atual, nos Estados Unidos,  de aproximadamente 
10 quilowatts. Veja tambm Fontes de 
Energia. 
ENERGIA. Veja Energtica, Poltica; Fontes de 
Energia. 

ENERGIA ELICA. Energia obtida mediante o 
deslocamento dos ventos por meio de moinhos, 
velame de navios etc. 

ENFITEUSE. Contrato que atribui ao titular o 
direito de explorar um imvel alheio, sem lhe 
destruir a essncia, mediante o pagamento de 
um foro anual. O contrato de enfiteuse  perptuo 
e distingue-se dos demais direitos reais 
constitudos sobre coisa alheia por sua amplitude: 
seu detentor tem, alm de uso (domnio 
til), os direitos de hipotecar, alienar e transmitir 
por sucesso hereditria. O proprietrio tem, no 
entanto, o direito de receber, alm do foro, o 
laudmio, que  uma porcentagem do valor da 
transao, sempre que o domnio til  transferido 
a outra pessoa. Essa porcentagem varia de 
caso para caso e de cidade para cidade. Geralmente, 
as propriedades enfituticas so reas da 
Marinha, ou pertencentes  Cria Metropolitana, 
ou aos descendentes da famlia real brasileira. 
Veja tambm Foro; Laudmio. 

ENGEL, Ernest (1821-1896). Estatstico alemo 
mais conhecido pela descoberta da Curva (de 

ENGELS, Friedrich 

Engel) e das leis que tambm levam seu nome. 
Seus primeiros estudos em conjunto com o socilogo 
francs Frdric Le Play versaram sobre 
a composio das despesas das famlias. Os dados 
obtidos levaram Engel a acreditar na existncia 
de uma relao entre a renda familiar e 
os gastos com alimentao. Esta foi uma das primeiras 
relaes funcionais estabelecidas quantitativamente 
em economia. Engel observou tambm 
que as famlias com renda mais elevada 
tendiam a gastar mais com alimentao, mas que 
a participao desses gastos na renda variava 
de forma inversa  magnitude desta. Ou seja, 
com o aumento da renda diminua proporcionalmente 
a despesa com alimentao, mesmo 
que esta crescesse de forma absoluta. Trata-se 
da lei mais importante de Engel. Por exemplo, 
no caso brasileiro, ela pode ser observada no 
exame dos resultados da Pesquisa Nacional por 
Amostragem Domiciliar (PNAD) de 1974: enquanto 
as famlias mais pobres gastavam 62,8% 
de sua renda com alimentao, as mais ricas utilizavam 
apenas 6,3%, para uma mdia nacional 
de 25,3%. No entanto, os mais ricos despendiam 
cerca de oito vezes mais com alimentao do 
que os mais pobres em termos absolutos. Esta 
regularidade estatstica levou Engel a inferir 
que, no processo de desenvolvimento econmico, 
a participao relativa da agricultura tenderia 
a diminuir na renda nacional. Mediante a 
tabulao de uma pesquisa entre famlias operrias 
belgas em 1857, Engel foi o primeiro a 
mostrar que as despesas familiares com alimentao 
dependiam da renda ou da despesa total 
realizada. A representao grfica dessa tendncia 
tornou-se conhecida como Curva de Engel. 
Entre 1860 e 1882, Engel dirigiu o Instituto Estatstico 
da Prssia, em Berlim, e em 1885 foi 
um dos fundadores do Instituto Estatstico Internacional. 


ENGELS, Friedrich (1820-1895). Pensador alemo, 
colaborador de Karl Marx na elaborao 
dos princpios do socialismo cientfico e do materialismo 
histrico. Abordou temas de filosofia, 
histria, etnologia, cincias naturais, estratgia 
militar e economia poltica. Filho de um rico industrial 
alemo de Manchester (Inglaterra), seus 
trabalhos sobre economia antecedem as pesquisas 
de Marx sobre o modo de produo capitalista. 
Em 1843, escreveu o artigo Umrisse zur Kritik 
der Nationalkonomie (Esboos para uma Crtica 
da Economia Poltica), considerado por 
Marx - que s conheceria o autor no ano seguinte 
- uma obra profunda, que influenciaria 
sua teoria econmica. Em Die Lage der arbeitenden 
Klasse in England (A Situao da Classe Operria 
na Inglaterra), 1845, trabalho pioneiro de pesquisa 
de campo, Engels analisa as conseqncias 
sociais da Revoluo Industrial nas condies 



ENGENHARIA HUMANA 

de vida dos operrios (condies que o levariam 
a tornar-se partidrio de uma soluo comunista 
desde 1845). Publicou com Marx Die deutsche 
Ideologie (A Ideologia Alem), 1845/1846, e Die 
heilige Familie (A Sagrada Famlia), 1845. s vsperas 
do movimento revolucionrio europeu de 
1848, ambos publicaram Das kommunistische Manifest 
(O Manifesto Comunista). Sozinho, publicou 
ainda Der deutsche Bauernkrieg (A Guerra 
Camponesa na Alemanha), 1850; Anti-Dhring, 
1877; Der Ursprung der Familie, des Privateigentums 
und des Staates, 1884 (A Origem da Famlia, 
da Propriedade e do Estado); Ludwig Feuerbach 
und das Ende der Klassischen deutschen Philosophie 

(Ludwig Feuerbach e o Fim da Filosofia Clssica 
Alem), 1888; Die Entwicklung des Sozialismus von 
der Utopie zur Wissenschaft (Do Socialismo Utpico 
ao Socialismo Cientfico), 1892. Colaborou 
intensamente na redao do Livro Primeiro de 
O Capital, de Marx. Depois da morte do amigo, 
editou os livros Segundo e Terceiro da mesma 
obra, com numerosas notas explicativas, alm 
de redigir o captulo "Rotao do Capital", do 
qual Marx deixara apenas o ttulo. Como reconhecimento 
da contribuio de Engels  teoria 
econmica de Marx, passaram a ser editados, 
como apndice de O Capital, dois trabalhos econmicos 
de sua autoria: Lei do Valor e Taxa de 
Lucro e A Bolsa. Veja tambm Marx, Karl Heinrich. 


ENGENHARIA HUMANA. Veja Ergonomia. 

ENGENHARIA INDUSTRIAL. Termo utilizado, 
no Brasil, em trs sentidos: engenharia de 
produo, engenharia especializada em um setor 
industrial e engenharia de fbrica. A engenharia 
de produo ocupa-se com a otimizao do 
aproveitamento dos recursos produtivos de uma 
empresa. Projeta, amplia, modifica e avalia o desempenho 
de homens, mquinas e equipamentos. 
Trata normalmente do arranjo fsico dos prdios, 
disposio interna etc. A engenharia especializada 
restringe-se a setores particulares da indstria. 
A especializao tornou-se imprescindvel 
devido ao desenvolvimento tecnolgico, 
pois cada ramo industrial possui tecnologia prpria, 
sendo que, em alguns casos, h apenas um 
mtodo para produzir determinado produto. A 
engenharia de fbrica est ligada essencialmente 
 operao dos sistemas de apoio. Ocupa-se com 
a instalao e manuteno de mquinas e equipamentos, 
conservao e limpeza de prdios e 
vias de acesso, instalao, operao e manuteno 
dos servios de utilidade geral, como energia 
eltrica, gua, esgotos, ventilao etc. 

ENGENHARIA SOCIAL. Matria que trata da 
organizao e transformao de comunidades 
socioeconmicas segundo uma ao central dirigida, 
voltada para determinados objetivos. A 

criao do termo  atribuda aos pensadores norte-
americanos Roscoe e Pound, mas uma formulao 
mais elaborada foi proposta por Karl 
Popper, que parte de princpios inerentes  engenharia 
tcnica ou  mecnica aplicados s relaes 
sociais. 

ENIAC. Denominao do primeiro computador 
fabricado nos Estados Unidos, em 1946, para as 
Foras Armadas daquele pas. A sigla Eniac  
composta pelas iniciais da expresso electronic 
numeric integrator computer (computador e integrador 
numrico eletrnico), que pesava 24 toneladas 
e tinha 24 m de comprimento. Esse primeiro 
computador rudimentar foi inventado pelos 
engenheiros John Mauchty e Prosper Eckert. 
Ele consumia uma quantidade enorme de energia 
eltrica e esquentava muito, o que tornava 
sua operacionalidade muito complicada. 

ENSAIO. Ato de avaliar um metal precioso em 
termos de seu peso e pureza (toque). Veja tambm 
Toque. 

ENTENTE CORDIALE. Expresso do campo 
da poltica internacional e da diplomacia que 
significa um acordo ou um pacto de interesses 
entre duas ou mais naes. 

ENTESOURAMENTO. Veja Preferncia pela 
Liquidez; Propenso a Poupar. 

ENTRADAS. Veja Bandeiras. 

ENTREPOSTO. Grande centro de armazenagem 
de mercadorias originrias do exterior e que 
devem ser reexportadas, estando isentas de taxas 
alfandegrias. Destacam-se atualmente, 
como grandes entrepostos mundiais, os portos 
europeus de Roterd e Anturpia. 

ENTROPIA. Significa a tendncia  perda,  desintegrao 
e  desorganizao. O reverso da segunda 
lei da termodinmica  a entropia negativa 
(ou negentropia), ou seja, o suprimento de 
informao adicional (ou elementos adicionais) 
capaz no apenas de repor as perdas, mas de proporcionar 
integrao e organizao nos sistemas. 

ENTROPIA NEGATIVA. Veja Entropia. 

ENVIRONMENT. Termo em ingls que significa 
"entorno", aplicado geralmente no sentido 
de meio ambiente, e relacionado com a cincia 
da ecologia. 

E&OE. Iniciais da expresso em ingls Errors 
and Omissions Excepted, que significa "salvo erros 
e omisses". Se esta declarao aparece como 
nota de um documento contendo dados financeiros, 
isso significa que os mesmos no so necessariamente 
precisos, estando sujeitos a erros 
e omisses. 



EOM. Iniciais da expresso em ingls end of 
month, que significa "fim do ms", geralmente 
utilizada para determinar a poca de um pagamento, 
ou a realizao de uma transao, ou 
mesmo se o vencimento de um ttulo acontece 
no incio ou no final de um ms. 

EOQ. Iniciais da expresso em ingls economic 
ordering quantity, que significa a magnitude de 
um pedido que resulta ao mesmo tempo no menor 
custo de aquisio e de manuteno de estoques. 


EOY. Iniciais da expresso em ingls end of year, 
que significa "fim do ano", designando um momento 
no qual vence um ttulo, dever ser realizada 
uma operao comercial ou financeira, ou 
mesmo uma dvida dever ser saldada. 

EPS. Iniciais da expresso em ingls earnings per 
share, que significa "rendimento por ao". 

EQUAO CBICA.  aquela na qual a potncia 
mais alta de uma varivel independente 
 igual a trs (3). Por exemplo, a equao 
Y = a + bX + cX2 + dX3  uma equao cbica, 
pois seu ltimo termo dX  elevado ao cubo. 

EQUAO DE CAMBRIDGE. Veja Teoria 
Quantitativa da Moeda. 

EQUAO DE LIPSEY. Equao desenvolvida 
por R.G. Lipsey na Inglaterra, em 1960, que, 
 semelhana da Curva de Phillips, relaciona taxas 
de salrios monetrios (nominais) com o nvel 
de desemprego, mas levando em conta as 
mudanas nos preos no varejo durante os ltimos 
doze meses. 

EQUAO DE REGRESSO. Veja Regresso, 
Anlise de. 

EQUAO DE SLUTSKY. Veja Efeito Preo. 

EQUILBRIO. Condio hipottica do mercado 
na qual a oferta  igual  procura. Expressa a 
estabilidade do sistema de foras que atuam na 
circulao e troca de mercadorias e ttulos. Um 
sistema econmico  considerado em equilbrio 
quando todas as variveis permanecem imutveis 
em determinado perodo. Se as condies 
de oferta e demanda permanecem inalteradas, 
os preos tendem tambm a permanecer estveis. 
Freqentemente, condies externas (polticas, 
sociais) atuam sobre o equilbrio de preos 
e acabam alterando essa situao de estabilidade. 
Se a oferta baixa os custos de mercadorias, 
ocorre um aumento de demanda, levando  alta 
dos preos. E se os preos sobem, os produtos 
permanecem estocados (ou os capitais no negociados) 
e os preos tendem a cair. Portanto, 
somente ao preo de equilbrio a oferta e a demanda 
seriam iguais, pois as preferncias dos 

EQUIPARAO SALARIAL 

compradores se ajustariam s dos vendedores. 
O equilbrio pode ser estvel ou instvel, parcial 
ou geral. Ser estvel se houver uma tendncia 
para que o equilbrio original se restaure, mesmo 
que haja ligeiras perturbaes no preo ou na 
quantidade produzida. No entanto, se uma perturbao 
acidental (dos preos ou das quantidades 
produzidas) no gerar tais tendncias, 
diz-se que o equilbrio  instvel. Em outros termos, 
quando a vertente da Curva da Oferta for 
mais acentuada que a vertente da Curva da Demanda, 
ocorrer uma situao de equilbrio estvel; 
por outro lado, se a vertente da curva da 
oferta for menos acentuada do que a vertente 
da curva da demanda, ocorrer um equilbrio 
instvel. O equilbrio parcial refere-se a dados restritos 
- por exemplo, a anlise da evoluo no 
preo de um produto, enquanto os outros se 
mantm constantes - e foi estudado por Marshall. 
O equilbrio geral supe a anlise de todas 
as variveis relevantes para o problema em estudo 
- por exemplo, produo e preos de todos 
os setores industriais - e foi estudado por 
Walras. Veja tambm Ponto de Equilbrio; Walras, 
Leon. 

EQUILBRIO DE NASH. Conceito desenvolvido 
no mbito da Teoria dos Jogos por John Nash 
e relacionado com a tomada de decises antagnicas 
de dois jogadores que alcanam uma 
situao de equilbrio, mas que individualmente 
prefeririam outras alternativas ou escolhas individuais. 
Para conseguir um acordo ou uma 
situao melhor, os jogadores deveriam abandonar 
suas posies antagnicas e trabalhar 
num sentido cooperativo, ou pelo menos neutro, 
de tal forma a que um no atrapalhe o outro. 
Quando tal acontece, a nova situao denomina-
se Soluo de Nash. Veja tambm Dilema 
do Prisioneiro; Nash, John; Teoria dos Jogos. 

EQUILBRIO DO CONSUMIDOR. Situao na 
qual o consumidor maximiza sua utilidade (satisfao) 
tendo como restrio um determinado 
nvel de renda. Num grfico (ou mapa) de indiferena, 
esta situao  obtida quando o consumidor 
alcana a Curva de Indiferena situada 
no ponto mais elevado, dadas as limitaes de 
seu nvel de renda. 

EQUILBRIO GERAL. Veja Equilbrio. 

EQUILBRIO PARCIAL. Veja Equilbrio. 

EQUIPARAO SALARIAL. Aplicao do princpio 
de direito trabalhista segundo o qual a trabalho 
igual deve corresponder salrio igual. Esse 
princpio constou no Tratado de Versalhes 
(1919), na Carta das Naes Unidas (1945) e na 
Conveno n 100 da Organizao Internacional 
do Trabalho (OIT). No Brasil, o princpio foi incorporado 
s constituies de 1934 e 1946 e de




EQUITY 

talhado no artigo n 461 da Consolidao das 
Leis do Trabalho (CLT), que impe vrias condies 
para que a equiparao seja reclamada 
na Justia: os empregados devem exercer a mesma 
funo, na mesma empresa e localidade, com 
a mesma perfeio tcnica e a mesma produtividade. 
Alm disso, a legislao trabalhista brasileira 
admite salrios maiores para o empregado 
que tenha um tempo de servio na casa de 
dois anos a mais que outro na mesma funo. 

EQUITY. Termo em ingls que significa a diferena 
entre o valor de uma propriedade e todas 
as demandas que existam contra ela. Por exemplo, 
a equity de um proprietrio em relao a 
sua casa  a diferena entre o valor atual da 
casa menos o montante de sua hipoteca. Aplicada 
ao mercado de aes, significa o valor lquido 
de uma empresa da qual um acionista 
possua aes, ou seja, o valor do ativo que exceda 
o do passivo. Significa tambm o capital 
livre de uma empresa ou de uma pessoa, isto 
, seu patrimnio lquido. Ou ainda, a diferena 
entre a soma de seus ativos e de seus passivos. 

ERA. Termo utilizado em numismtica que designa 
o ano de cunhagem de uma moeda. 

ERGONOMIA. Termo formado das palavras 
gregas ergon (trabalho) e nomos (uso, regulamentao), 
designa a cincia que estuda os ritmos 
e mtodos de trabalho na perspectiva de uma 
melhor adaptao do homem ao processo de trabalho. 
Tambm denominada "engenharia humana", 
estuda as caractersticas fsicas e psicolgicas 
dos seres humanos em situaes de trabalho. 
Objetiva planejar ambientes, produzir 
instrumentos e adotar mtodos de trabalho que 
permitam aumentar a eficincia do trabalhador. 

ERRO DE ESTIMAO. Diferena existente 
entre a estimativa e o valor verdadeiro. 

ERRO DE PRIMEIRA ESPCIE. Veja Erro do 
Tipo I. 

ERRO DE SEGUNDA ESPCIE. Veja Erro do 
Tipo II. 

ERRO DE TERCEIRA ESPCIE. Veja Erro do 
Tipo III. 

ERRO DO TIPO I (Erro de Primeira Espcie). 

No exame de uma hiptese estatstica, consiste 
na rejeio desta hiptese, sendo ela verdadeira. 

ERRO DO TIPO II (Erro de Segunda Espcie). 

No exame de uma hiptese estatstica, consiste 
em no rejeit-la sendo ela falsa. 

ERRO DO TIPO III (Erro de Terceira Espcie). 

No exame de uma hiptese estatstica, consiste 
em rejeit-la quando ela  falsa, mas por um 
motivo errado. 

ERRO NO-AMOSTRAL. No clculo estatstico, 
 todo aquele que no pode ser imputado 
s flutuaes das amostras. 

ERROS E OMISSES. Item do balano de pagamentos 
onde so computados os erros e omisses 
cometidos durante o ano no registro das 
operaes das vrias contas desse balano. Por 
exemplo, no final de 1997 o governo anunciou 
um dficit na balana comercial de 8,536 bilhes 
de dlares; no incio de 1998, constatou um erro 
e uma omisso que reduziram o dficit para 
8,372 bilhes. O erro foi cometido no registro 
de uma operao de 91 mil dlares, que foi computada 
como 90 milhes de dlares. E a omisso 
foi devida ao cancelamento de Declaraes de 
Importao, no valor de 73 milhes de dlares, 
no utilizadas pelas empresas na segunda quinzena 
de dezembro de 1997. Veja tambm Balana 
Comercial; Balano de Pagamentos. 

ERTRAGSWERT. Termo em alemo que, de 
acordo com a conceituao marginalista, significa 
"valor de rendimento", ou "valor dos bens 
de produo", tambm denominado Produktivittswert 
(valor de produtividade). Com esta definio 
pode-se, por exemplo, diferenciar o valor 
de uso dos bens de produo do valor de uso 
dos bens de consumo. 

ESCALA, Deseconomia de. Aumentos nos custos 
unitrios dos produtos de uma empresa que 
atua segundo os princpios de uma economia 
de escala. As deseconomias de escala revertem, 
na prtica, a tendncia das economias de escala 
de aproveitamento racional e intensivo de fatores 
de produo; conseqentemente, revertem 
tambm a tendncia de queda nos custos unitrios 
dos produtos. Essa reverso pode decorrer 
de fatores internos e externos a determinada empresa. 
Os fatores internos dizem respeito a deficincias 
gerenciais: falta de coordenao ou 
controle administrativo, ou burocratizao e 
centralizao excessivas. Os fatores externos desencadeadores 
de deseconomias de escala resultam 
da escassez de insumos utilizados pela empresa, 
o que pode decorrer de processos de deseconomia 
na empresa fornecedora. Assim, o fenmeno 
de deseconomia interna, em determinada 
empresa, pode desencadear deseconomia 
externa nas empresas que formam o mercado 
consumidor do que ela produz. Veja tambm 

Economia de Escala. 

ESCALA DE MIONNET. Srie graduada de 
crculos para medir o mdulo das moedas. 

ESCALA LOGARTMICA. Na elaborao de 
grficos,  aquela em que se aplica apenas a uma 
das coordenadas a escala logartmica aos pontos 



a serem representados no plano, enquanto a outra 
coordenada se aplica  escala aritmtica. Ela 
 tambm denominada escala semilogartmica. 
Esta forma de representao grfica  muito utilizada 
nas variveis que tm um crescimento 
exponencial, como, por exemplo, nos casos de 
hiperinflao, quando os preos num curto espao 
de tempo sofrem variaes muito grandes. 
Esta forma facilita a representao grfica desses 
fenmenos. 

ESCALA MVEL. Veja Salrio, Escala Mvel de. 

ESCAMBO. Troca de bens e servios sem a intermediao 
do dinheiro.  o estgio mais primitivo 
nas relaes de troca e caracteriza as sociedades 
de economia natural. Nas sociedades 
modernas, o escambo pode ressurgir em momentos 
de elevada taxa inflacionria, em que os 
consumidores perdem a confiana no papel-
moeda. Isso ocorreu na Alemanha depois da Segunda 
Guerra Mundial, quando o marco, hiperdesvalorizado, 
foi substitudo, nas relaes de 
troca mais simples, pelo caf e pelo cigarro. O 
escambo pode ocorrer tambm entre dois pases, 
quando suas trocas se realizam  base de mercadoria 
por mercadoria. Logo aps a descoberta 
do Brasil, o escambo foi intensamente empregado 
nas relaes entre europeus e indgenas, 
para o carregamento de pau-brasil. Os ndios 
cortavam a madeira e a deixavam na praia, para 
ser colocada nos navios, e recebiam em troca 
facas, espelhos e bugigangas de fabricao europia.
Veja tambm Comrcio. 

ESCASSEZ. Em termos econmicos, a escassez 
surge do pressuposto de que as necessidades 
humanas so infinitas, ao passo que os bens ou 
os meios de satisfaz-las so sempre finitos. De 
acordo com as teorias econmicas neoclssicas, 

o homem pode produzir o suficiente de qualquer 
bem econmico para satisfazer completamente 
determinada necessidade, mas jamais poder 
produzir o suficiente de todos os bens para 
atender simultaneamente a todas as necessidades. 
De acordo com essa definio, as cincias 
econmicas serviriam exatamente para gerir a 
escassez. Por outro lado, os bens econmicos so 
escassos porque normalmente se dispe apenas 
de quantidades limitadas de recursos produtivos 
necessrios para criar os bens em questo, 
recursos estes que compreendem basicamente o 
trabalho, a terra e o capital. Mas o total dos bens 
econmicos que se podem produzir com tais recursos 
 bastante influenciado pela tcnica e pelo 
grau de especializao, isso sem falar das complexas 
determinantes polticas que freqente-
mente afetam a produo e a distribuio dos 
bens. Assim, os economistas estudam tambm 
os processos produtivos pelos quais a escassez 
pode ser reduzida, empregando plenamente e 
ESCOLA BANCRIA 

de forma mais eficiente os recursos disponveis, 
agilizando as formas de produo e distribuio 
dos bens em questo. 

ESCHEAT. Termo em ingls que designa situao 
na qual uma propriedade abandonada (imveis, 
saldos bancrios etc.), deixada por uma 
pessoa falecida sem herdeiros e sem fazer testamento, 
 transferida para o Estado. 

ESCOLA AUSTRACA. Tambm conhecida 
como Escola de Viena, a Escola Austraca  constituda 
por um grupo de economistas que lecionou 
na Universidade de Viena e sustentou algumas 
idias comuns, mais tarde englobadas no 
marginalismo. Nascida com Carl Menger (18401921), 
a escola continuou com Friedrich von 
Wieser (1851-1926) e Eugen von Bhm-Bawerk 
(1851-1914). A tradio austraca encontra-se 
tambm nos trabalhos de Ludwig Edler von Mises 
(1881-1973), de Friedrich August von Hayek 
(1899- ) e de John Richard Hicks (1904- ). O ponto 
de partida de Carl Menger consistiu em chamar 
a ateno para os fundamentos psicolgicos do 
valor, voltando a certas idias de Condillac, que 
criticava os economistas clssicos que pesquisavam 
a origem do valor nas coisas e no no homem. 
Baseando-se nessa idia, Menger constatou que 
a intensidade de um desejo decresce com sua 
satisfao e da concluiu que o valor de um bem 
(supondo que ele seja divisvel, como um pedao 
de po)  determinado por sua ltima poro, 
ou seja, por sua poro menos desejvel. 
Esse  o princpio da utilidade marginal. A concluses 
semelhantes chegaram os economistas 
William Stanley Jevons (1835-1882) e Lon Walras 
(1834-1910), mas foram os representantes da 
escola austraca os que melhor exploraram o 
princpio. Reduzindo todos os fatos econmicos 
a valores e partindo da nova noo de valor 
que formularam, os austracos acreditaram poder 
reconstituir abstratamente os mecanismos 
da vida econmica. Assim, eles propuseram novas 
explicaes para o valor dos bens de produo, 
os juros, a moeda e a distribuio dos 
bens. Veja tambm Marginalismo. 

ESCOLA BANCRIA. Denominao dada a um 
grupo de economistas e financistas ingleses que 
defendia a emisso de notas pelo sistema bancrio 
ingls entre 1825-1860, em contraposio 
aos defensores da Escola das Contrapartidas 
Metlicas. Essa denominao parece ter sido devida 
a Samuel Jones Lloyd, numa declarao perante 
o Commitee on Banks of Issue, em 1840. 
Os membros mais destacados dessa escola foram 
Tooke, John Fularton, James Wilson e J. W. 
Gilbart. Opunham-se  Escola das Contrapartidas 
Metlicas, que defendia a regulao automtica 
da emisso de notas. Para eles, os bancos 



ESCOLA CLSSICA 

privados deveriam ter liberdade de emitir o volume 
de notas que desejassem, com a condio 
de que pudessem ser convertidas em ouro quando 
os portadores exigissem. Nessas circunstncias, 
o volume de notas bancrias em circulao 
seria regulamentado no pela quantidade de 
metal em reserva, mas pela concorrncia entre 
os bancos, e variaria de acordo com a situao 
dos negcios e as necessidades do pblico. Veja 
tambm Escola das Contrapartidas Metlicas. 

ESCOLA CLSSICA. Linha de pensamento econmico 
que vai da publicao do livro A Riqueza 
das Naes, de Adam Smith, em 1776, aos Princpios 
de Economia Poltica, de John Stuart Mill, 
de 1848, e  marcada pela obra de David Ricardo, 
Princpios de Economia Poltica e Tributao, de 
1817. Fundada por Smith e Ricardo, a escola 
clssica desenvolveu-se nos escritos de Malthus, 
Stuart Mill, McCulloch, Senior e do francs Jean-
Baptiste Say. Com os representantes da escola 
clssica, a economia adquiriu carter cientfico 
integral quando passou a centralizar a abordagem 
terica na questo do valor, cuja nica fonte 
original era identificada no trabalho em geral. 
Alm da teoria do valor-trabalho, do uso do mtodo 
dedutivo, do materialismo e da preocupao 
em simplificar e generalizar as proposies 
econmicas e de uma viso de conjunto da evoluo 
econmica, a escola clssica baseou-se nos 
preceitos filosficos do liberalismo e do individualismo 
e firmou os princpios da livre-concorrncia, 
que exerceram decisiva influncia no 
pensamento revolucionrio burgus. A escola 
clssica tambm  caracterizada por enfatizar a 
produo, relegando a segundo plano o consumo 
e a procura. Para Adam Smith, o objeto da 
economia est indicado no ttulo completo de 
sua obra:  uma investigao sobre a natureza 
e as causas da riqueza das naes, entendendo-
se por riqueza os bens que possuem valor de 
troca. Adam Smith distingue o valor de uso do 
valor de troca das mercadorias, destacando que 
este ltimo  determinado pela quantidade de 
trabalho necessria para produzi-las. Para os 
fisiocratas, apenas o trabalho na agricultura produzia 
valor. Smith refutou-os, demonstrando todas 
as atividades que produzem mercadorias. 
E, contra as concepes mercantilistas, Smith argumenta 
que a riqueza  constituda pelos valores 
de troca, e no pela moeda, que  apenas 

o meio que permite a circulao dos bens. Baseando-
se na teoria do valor-trabalho, Smith 
mostra que o crescimento da riqueza de uma 
nao depende essencialmente da produtividade 
do trabalho, que, por sua vez,  funo do 
grau de especializao, ou da extenso, obtida 
pela diviso do trabalho, determinado pela expanso 
do mercado e do comrcio. Nesse processo, 
todos os participantes ganhariam, beneficiando-
se do aumento da produtividade. Smith 
conclui, ento, pela remoo de todas as barreiras 
ao comrcio interno e externo. A poltica livre-
cambista deveria ser posta em prtica, uma 
vez que s ela conduziria ao desenvolvimento 
das foras produtivas. O padro mercantilista 
de regulamentao estatal e controle passa tambm 
a ser claramente contestado. A poltica econmica 
deveria ser medida por seus efeitos sobre 
o processo de riqueza e por suas conseqncias 
sobre a acumulao de capital e especializao 
do trabalho. A verdadeira fonte de riqueza 
de um pas  seu trabalho, e ela s pode ser 
elevada com o aumento da produtividade, com 
a extenso de sua especializao e com a acumulao 
do produto sob a forma de capital. Essas 
proposies seriam endossadas por Ricardo, 
que colocou o trabalho como determinante do 
valor de troca. O valor de determinada mercadoria 
seria dado pela quantidade de trabalho 
empregada para produzi-la. O trabalho seria, 
portanto, fonte de todo o valor. Em suas anlises, 
Ricardo localiza uma contradio entre o 
valor de troca e o preo relativo das mercadorias, 
que s seria resolvida muitos anos mais tarde 
por Marx, ao analisar a transformao do valor de 
troca em preo de produo. As principais questes 
da escola clssica so as que se incluem 
hoje dentro da teoria do valor e da distribuio. 
A distribuio do produto nacional continuou 
sendo tratada de modo tradicional, por meio da 
diviso do produto em trs partes destinadas a 
remunerar o trabalho (salrios), o capital (o lucro) 
e a terra (renda). Em seguida, o trabalho 
de Say e seus discpulos, os rendimentos do capital, 
denominados juros, passaram a ser considerados 
de modo separado dos lucros. A teoria 
clssica do valor destaca o fato de que os preos 
dos bens produtivos eram proporcionais aos respectivos 
custos de produo, quando prevaleciam 
as leis de livre-concorrncia do mercado. 
Porm, os custos no significavam apenas as 
despesas em capital dos produtores, mas, principalmente, 
os "custos reais", o custo do esforo 
humano em produzir determinado produto em 
detrimento da produo de outro. A teoria dos 
preos desdobra-se numa teoria da repartio 
que visa a explicar a renda, a terra, o salrio, o 
juro e o lucro. Ao mesmo tempo, a escola clssica 
apresenta uma viso de conjunto da dinmica 
econmica, na qual os elementos decisivos so 

o princpio do crescimento populacional de 
Malthus, a lei dos rendimentos no-proporcionais 
e o princpio da acumulao de capital. O 
utra caracterstica da economia clssica  a suposio 
do emprego constante de todas as fontes 
produtivas disponveis. A teoria clssica  elaborada 
em funo de um equilbrio automtico 
que ignora as crises e os ciclos econmicos. Desse 
modo, a oferta deve criar necessariamente sua 


ESCOLA DE ADMINISTRAO FAZENDRIA 

procura (Say), e a soma dos salrios e dos ganhos 
retidos pelos consumidores deve corresponder 
 quantidade global de bens oferecidos no mercado. 
No contexto pragmtico da escola clssica, 
destaca-se ainda a teoria de Ricardo sobre a renda 
da terra, que estava relacionada ao aumento 
da populao, o que explicava a alta renda fundiria 
da Inglaterra. Ricardo admitia que o proprietrio 
rural ocupava reas menos frteis  medida 
que a populao aumentava. Desse modo, 
os proprietrios das terras mais frteis beneficiavam-
se com a elevao dos custos de produo 
em outras reas, uma vez que os preos dos 
produtos seriam mantidos para cobrir os custos 
mais elevados em terras de baixa categoria. Assim, 
acabariam tendo uma maior receita, independentemente 
do capital e do trabalho aplicados 
na produo. Esse excedente econmico foi 
denominado por Ricardo de renda diferencial 
da terra. Com o crescimento dessa renda diferencial, 
os proprietrios rurais iriam se apropriar 
de um excedente econmico maior, em detrimento 
dos capitalistas, que teriam seus lucros 
reduzidos, a ponto de colocar em perigo a acumulao 
de capital, prejudicando o desenvolvimento 
econmico. Para superar esse problema, 
Ricardo prope o livre-cambismo no comrcio 
internacional, que permitiria aproveitar as melhores 
terras em escala mundial. Formula, assim, 
a teoria das vantagens comparativas, na qual 
demonstra as vantagens de um pas importar 
determinados produtos, mesmo que pudesse 
produzi-los por preo inferior, desde que suas 
vantagens comparativas em outros produtos 
fossem maiores. Contra a interveno estatal, a 
escola clssica apia-se no liberalismo e no individualismo. 
Os clssicos ingleses propem um 
sistema de liberdade econmica, pois seria mediante 
o mecanismo impessoal do mercado que 
se conseguiria harmonizar os interesses individuais. 
Entretanto, as revolues que ocorreram 
na Europa no perodo de 1830 a 1848 mostraram 
que a harmonia de uma "ordem natural" e do 
no-intervencionismo preconizado pela escola 
clssica era remota. O liberalismo e o individualismo 
comeam ento a sofrer vrias crticas de 
pensadores preocupados com os problemas econmicos 
e sociais. E j na obra de Stuart Mill, 
considerada um resumo de todo o pensamento 
da escola clssica, surgem indcios de aceitao 
de algumas restries  liberdade individual. A 
ssim, contra o liberalismo da escola clssica desenvolvem-
se, a partir de 1830, reaes doutrinrias 
que apresentam diferentes concepes de 
mundo. Surgem a doutrina intervencionista de 
Sismonti, o industrialismo de Saint-Simon, o nacionalismo 
de List, o liberalismo otimista de Bastiat 
e o socialismo utpico de Fourier e Proudhon. 
Esses autores apontam algumas das principais 
falhas do pensamento clssico - identi


ficam crises e depresses da atividade econmica, 
destacam a questo do desemprego eventual 
e econmico, a distribuio desigual de renda 
e a oposio entre os interesses individuais e 
coletivos. Mas falta a essas crticas uma viso 
global do sistema econmico diante da viso integrada 
e coerente apresentada pela escola clssica. 
Marx  o primeiro autor a contestar verdadeiramente 
a anlise realizada pelos clssicos, 
tanto nas suas premissas e objetivos como em 
suas concluses, ao desenvolver a anlise do 
processo capitalista baseado na concepo materialista 
da Histria e na luta de classes, embora 
conservasse dos clssicos parte do instrumental 
analtico e alguns conceitos, como a teoria do 
valor-trabalho, que utilizou para desenvolver o 
conceito de mais-valia. 

ESCOLA DAS CONTRAPARTIDAS METLICAS. 
Destacada escola econmica da Inglaterra, 
na primeira metade do sculo XIX. Considerava 
apenas o papel-moeda e moedas como 
dinheiro. Entrou em debate aberto com a escola 
bancria sobre o papel especfico do Banco da 
Inglaterra em emitir papel-moeda e a quantidade 
necessria para suprir a economia, que passou 
a ser regulado pelo Peel's Bank Act de 1844. 
A escola das contrapartidas metlicas defendia 
que a regulamentao da emisso do fluxo de 
dinheiro deveria corresponder a uma contrapartida 
metlica (o ouro), e assim manter um equilbrio 
automtico da emisso de papel-moeda 
com o movimento de entrada e sada de ouro. 
O Banco da Inglaterra passou a seguir essa orientao, 
mantendo uma relao constante entre 
seus emprstimos, investimentos, papis, aes 
e sua total liquidez. Por sua vez, a escola bancria 
argumentava que, como o papel-moeda era 
conversvel em ouro, no havia necessidade de 
regulamentar sua emisso, pois a conversibilidade 
preveniria qualquer problema de supere-
misso e as necessidades do comrcio regulariam 
automaticamente o volume de papel-moeda 
emitido. Alm disso, a demanda de papel-
moeda seria atendida pela expanso de depsitos 
bancrios, que teria o mesmo efeito que a 
expanso da emisso de papel-moeda. A escola 
das contrapartidas metlicas contra-argumentava 
que a checagem da emisso de papel-moeda 
proporcionada pela conversibilidade em ouro 
no operava em tempo para prevenir srios problemas 
comerciais de liquidez. O papel-moeda 
deveria ser visto como o valor do ouro que ele 
representava e sua quantidade de emisso deveria 
flutuar de acordo com o balano de pagamentos 
do pas. Veja tambm Escola Bancria. 

ESCOLA DE ADMINISTRAO FAZEND-
RIA. Unidade de ensino vinculada ao Ministrio 
da Fazenda e destinada  formao de pessoal 



ESCOLA DE CAMBRIDGE 

especializado (auditores, fiscais, tcnicos etc.) 
para o prprio Ministrio. 

ESCOLA DE CAMBRIDGE. Conjunto dos pensamentos 
econmicos desenvolvidos em duas 
fases distintas por um grupo de economistas ligados 
 Universidade de Cambridge, na Inglaterra. 
O primeiro e maior nome do grupo foi 
Alfred Marshall, terico do marginalismo e titular 
da cadeira de economia poltica de Cambridge 
at 1908. Marshall foi sucedido por seu 
discpulo Arthur C. Pigou, terico da poltica 
do bem-estar social e que lecionou em Cambridge 
at 1944. Em todo esse perodo, o pensamento 
econmico de Cambridge foi caracterizado pelo 
refinamento da teoria marginalista e da teoria 
econmica clssica, com nfase nas teorias do 
valor, da distribuio e do equilbrio, assim 
como nas anlises microeconmicas. Depois da 
Segunda Guerra Mundial, entretanto, os economistas 
de Cambridge refutaram os preceitos bsicos 
da teoria marginalista, ou o que se tornou 
conhecido como teoria econmica neoclssica, 
desenvolvendo idias baseadas no trabalho de 
John Maynard Keynes e abrindo um grande debate 
com o pensamento ortodoxo. As principais 
figuras nesse debate do ps-guerra foram Joan 
Robinson e Nicholas Kaldor. Nesse perodo, 
tambm passaram por Cambridge e exerceram 
considervel influncia pelo rigor dos trabalhos 

o italiano Piero Sraffa e o polons Michal Kalecki. 
Em sua nova postura, a escola de Cambridge 
passou a enfatizar a anlise macroeconmica, 
em contraste com as anlises microeconmicas 
baseadas na utilidade marginal. E refutou 
diretamente alguns dogmas da teoria marginalista, 
como o de que haveria uma relao 
funcional direta entre a taxa de lucro e a aplicao 
intensiva de capital. Os economistas de 
Cambridge demonstraram a possibilidade da reciclagem 
do capital e criticaram os marginalistas 
por tirarem concluses sobre os grandes agregados 
econmicos a partir de microanlises, argumentando 
que a funo dos agregados de produo 
no  compatvel na prtica com as microfunes 
econmicas. Criticaram tambm a 
teoria neoclssica da distribuio, que relaciona 
o fator preo com a produtividade marginal. E 
passaram a desenvolver uma teoria do crescimento 
econmico fundamentada em Keynes, 
tendo como objetivo o pleno emprego, por meio 
do qual se poderia determinar uma redistribuio 
de lucros e salrios. De modo geral, essa 
abordagem tenta equacionar o subemprego de 
recursos econmicos, privilegiando o investimento 
como o motor da economia, em contraste 
com a teoria neoclssica, que, detendo-se no equilbrio 
do pleno emprego, destaca a poupana, em 
vez do investimento, como fator de crescimento. 
Veja tambm Keynesianismo; Marginalismo. 
ESCOLA DE CHICAGO. Escola de pensamento 
econmico monetarista, reunida em torno de 
Milton Friedman e outros professores da Universidade 
de Chicago, e que sustenta a possibilidade 
de manter-se a estabilidade de uma economia 
capitalista apenas por meio de medidas 
monetrias, baseadas nas foras espontneas do 
mercado. Milton Friedman, o principal terico 
do grupo, considera a proviso de dinheiro o 
fator central de controle no processo de desenvolvimento 
econmico. Explica as flutuaes da 
atividade econmica no pelas variaes do investimento, 
mas apenas pelas variaes de oferta 
de dinheiro - entendida como a demanda 
monetria que depende da renda permanente 
dos agentes econmicos. A escola de Chicago 
baseia-se na teoria quantitativa da moeda, formulada 
por meio de uma equao que estabelece 
uma relao entre os preos, o nmero de transaes 
e o volume do dinheiro e sua velocidade 
de circulao na economia: a quantidade de dinheiro 
em circulao  considerada o determinante 
principal do nvel dos preos, que pode 
ser influencivel por determinadas formas de 
poltica monetria. Dessa maneira, a inflao, 
por exemplo,  vista como fenmeno puramente 
monetrio. Apoiando-se numa forte crena nos 
mecanismos de competio e nas foras do livre 
mercado, a escola de Chicago  contrria a qualquer 
poltica ps-keynesiana de participao do 
Estado na expanso das atividades econmicas, 
sustentando que qualquer interveno desse 
tipo  intil e nociva e que apenas uma correta 
poltica monetria pode levar  estabilidade econmica. 
Alm de Friedman, destacam-se na escola 
de Chicago os economistas Henry Simons, 

F. A. von Hayek, Frank Knight e George Stigler. 
A atuao de Friedman como conselheiro econmico 
do governo chileno do general Pinochet 
provocou veementes protestos de setores liberais 
da comunidade cientfica internacional, tornando 
conhecida do grande pblico a Escola de 
Chicago como inspiradora de recentes polticas 
econmicas ortodoxas recessivas, praticadas por 
governos autoritrios sul-americanos. Veja tambm 
Friedman, Milton; Monetarismo. 
ESCOLA DE LAUSANNE. Escola de pensamento 
econmico marcada pelas obras do economista 
francs Lon Walras (1834-1910), primeiro catedrtico 
de economia da Faculdade Lausanne, 
e de seu sucessor e discpulo, o italiano Vilfredo 
Pareto (1848-1923). A escola caracteriza-se tambm 
pela formulao da teoria do equilbrio geral, 
desenvolvida por Walras, e pela nfase no 
tratamento matemtico dos problemas econmicos. 
Walras e Pareto procuraram demonstrar 
como todos os valores econmicos determinam-
se mutuamente, definindo uma interdependncia 
geral dos mercados de produtos e dos fatores 



ESCOLA HISTRICA 

de produo (ou de servios produtivos, segundo 
a expresso de Walras). Essa interdependncia 
seria assegurada pela ao do empresrio, 
que utiliza os fatores de produo para produzir 
e vender bens e servios, e pelo fato de que as 
receitas totais provenientes de todas as vendas 
dos meios de produo devem igualar - numa 
concorrncia pura e equilibrada - as receitas 
totais obtidas pelas vendas de todos os bens deconsumo.  noo de interdependncia de mercados, 
acrescenta-se a de equilbrio. Walras e Pareto 
procuraram definir as condies de um 
equilbrio estvel, onde existiriam foras que 
compensariam automaticamente os desvios e 
desequilbrios, restabelecendo o equilbrio geral. 

ESCOLA DE MANCHESTER. Parte da escola 
clssica de pensamento econmico que se desenvolveu 
na cidade industrial inglesa de Manchester 
entre 1820 e 1850. Foi inspirada no movimento 
contra as Corn Laws, liderado por Richard 
Cobden e John Bright. Propunha a revogao 
dessas leis restritivas  importao de cereais 
e defendia o livre-comrcio para a Inglaterra, 
baseando-se nas idias de David Ricardo 
e no princpio do laissez-faire. Opunha-se  poltica 
protecionista e a qualquer interveno do 
Estado, mesmo na rea social, argumentando 
que a iniciativa privada e os mecanismos da concorrncia 
seriam os melhores meios de obter-se 
prosperidade e crescimento. Veja tambm Corn 
Laws. 

ESCOLA DE VIENA. Veja Escola Austraca. 

ESCOLA HISTRICA. Caracterizada pela importncia 
primordial concedida  Histria no estudo 
do processo econmico, surgiu em 1840, 
na Alemanha, como reao  escola econmica 
clssica e teve influncia durante cerca de quatro 
dcadas. Seus principais componentes, na primeira 
fase (1840-60), foram Wilhelm Roscher 
(1817-1894), Bruno Hildebrand (1812-1878) e 
Karl Knies (1821-1898). Em sua crtica ao classicismo, 
a escola histrica alem nega que as 
leis econmicas possam ter validade universal, 
argumentando que no podem ser consideradas 
absolutas e de atuao perptua, mas, ao contrrio, 
devem ser relativas e variveis com o tempo 
e o lugar. Rejeitando o processo dedutivo 
como mtodo, enfatizou o relativismo. Ao mesmo 
tempo, insistiu sobre a unidade da vida social, 
afirmando que existe uma interao estreita 
entre os diferentes aspectos sociais, o que tornaria 
impossvel a uma nica cincia esgotar o 
campo a ser investigado. A primeira obra que 
marca a escola histrica alem  a de W. Roscher, 

Grundriss zu Vorlesungen ber die Staatswirtschaft 
nach geschichtlicher Methode (Esboo de um Curso 
de Economia Poltica Segundo o Mtodo Histrico), 
1843, que se baseia nos mtodos da escola 

do direito de Savigny e considera o empirismo 
histrico a base de toda pesquisa econmica. 
Sem muita clareza de mtodo, Roscher utiliza 

o material histrico como ilustrao e fonte de 
inspirao dos problemas econmicos. Com 
Bruno Hildebrand, que publica em 1848 Die Nationalkonomie 
der Gegenwart und Zukunft (A Economia 
Poltica do Presente e do Futuro), a escola 
histrica torna-se mais explicativa, procurando 
formular leis do desenvolvimento econmico, e 
mais consistente na oposio ao classicismo. Hildebrand 
nega a pretenso da escola clssica de 
ter encontrado as leis da economia natural, vlida 
em todos os tempos, e distingue os problemas 
econmicos prticos da anlise terica,  
qual se dedica. Prope-se ainda estudar a evoluo 
da experincia econmica humana, para 
chegar a uma histria econmica da cultura, que 
se desenvolveria junto com outros ramos da histria 
e da estatstica. Karl Knies foi mais preciso 
na exposio dos problemas metodolgicos da 
escola. Em Die politische konomie von Standpunkte 
der geschichtlichen Methode (A Economia Poltica 
do Ponto de Vista do Mtodo Histrico), 
1883, revela-se um crtico mais sistemtico da 
escola clssica que Roscher e Hildebrand, aos 
quais se ope, mostrando que Roscher confunde 
diferentes ramos da investigao econmica e 
criticando as leis do desenvolvimento de Hildebrand 
por fazerem concesses  teoria pura. Sustenta 
que o mtodo histrico  a nica forma 
legtima de economia, que no poderia proporcionar 
leis como as cincias fsicas, mas apenas 
descobrir certas regularidades no desenvolvimento 
social, sugerindo analogias. Prope ainda 
aos economistas que evitem polmicas metodolgicas, 
mas produzam obras sobre os problemas 
econmicos do ponto de vista histrico. A 
escola histrica alem teve continuidade com 
Gustav Schmoller (1838-1917) e seus discpulos 
Adolph Wagner e K. Bcher, inaugurando, a 
partir de 1870, uma segunda fase basicamente 
positiva e descritiva, e desenvolvendo uma forte 
tendncia para a investigao histrico-econmica. 
J no se nega a existncia de leis sociais, 
mas coloca-se em dvida a capacidade do mtodo 
clssico para desvend-las. Tambm no 
se procura formular leis gerais do desenvolvimento, 
mas simplesmente analisar os fatos econmicos 
e as instituies, argumentando que os 
mecanismos econmicos so relativos s instituies 
do momento. A nova escola histrica alem 
tornou-se conhecida tambm por entrar em 
conflito com os marginalistas, na chamada "controvrsia 
sobre o mtodo" (o Methodenstreit), que 
durou duas dcadas. A polmica foi iniciada 
pelo marginalista austraco Carl Menger, com a 
publicao de seu Untersuchungen ber die Methode 
der Sozialwissenschaften und der Politischen 
konomie insbesondere (Pesquisas sobre o Mtodo 


ESCOLA LIBERAL 

das Cincias Sociais e da Economia Poltica em 
Especial), 1883. Menger usa a discusso do mtodo 
das cincias sociais em geral para atacar 
as idias da escola histrica, argumentando que, 
se  necessria uma base histrica para a soluo 
dos problemas econmicos, no se poderia dispensar 
a utilizao dos conceitos gerais nem a 
procura de regularidades sob a forma de leis. 

ESCOLA LIBERAL. Veja Escola Clssica. 

ESCOLA MARXISTA. Escola de pensamento 
econmico fundada por Karl Marx e Friedrich 
Engels. Consiste num conjunto de teorias econmicas 
(a mais-valia), filosficas (o materialismo 
dialtico), sociolgicas (o materialismo histrico) 
e polticas, desenvolvido a partir da filosofia 
de Hegel, do materialismo filosfico francs 
do sculo XVIII e da economia poltica inglesa 
do incio do sculo XIX. A sntese dessas 
formulaes foi apresentada em O Capital (1867), 
em que, a partir da teoria do valor-trabalho da 
escola clssica inglesa, Marx desenvolve o conceito 
de mais-valia como trabalho excedente, 
no-pago, fonte do lucro, do juro e da renda da 
terra. A partir da teoria da mais-valia, Marx analisa 
o processo de acumulao de capital no sistema 
capitalista, mostrando haver uma correlao 
entre a crescente acumulao e concentrao 
de capital e a pauperizao do proletariado e a 
proletarizao da classe mdia, situaes que 
causariam a ecloso das contradies bsicas do 
sistema. Entre os principais fatores que contriburam 
para as crises peridicas no sistema capitalista, 
Marx destacou: o progressivo decrscimo 
da taxa de lucro (a diminuio da mais-
valia), decorrente do maior aumento do capital 
constante (mquinas e equipamentos) em relao 
ao capital varivel (mo-de-obra empregada); 
o dinamismo anrquico do sistema, ligado 
 busca incessante de lucros maiores e expresso 
no fato de os progressos tcnicos tornarem os 
antigos instrumentos de trabalho ultrapassados 
antes de sua utilizao normal; a desordem dos 
mercados provocada pela contradio bsica entre 
o aspecto coletivo dos meios de produo 
(as grandes unidades tcnicas) e o carter privado 
de sua apropriao. A queda do regime 
capitalista ocorreria por fora de suas prprias 
contradies internas, mas a mudana seria impulsionada 
pela luta de classes, pela ao revolucionria 
do proletariado, que implantaria um 
regime socialista, com a socializao dos meios 
de produo, estgio preparatrio para a fase 
definitiva do comunismo. Entretanto, aps a 
morte de Marx e Engels, a rpida industrializao 
da Alemanha e o fortalecimento do Partido 
Social-Democrata e dos sindicatos melhoraram 
as condies de vida dos operrios alemes. 
Nesse contexto, considerando que as previses 
de pauperizao progressiva das massas no se 

tinham verificado, surgiu na II Internacional 
uma tendncia revisionista da teoria marxista. 
Seu principal porta-voz foi Eduard Bernstein 
(1850-1932), que props substituir o contedo 
revolucionrio do marxismo pela concepo de 
uma evoluo reformista e gradual. O revisionismo 
"direitista" de Bernstein foi combatido 
pelo "centro" ortodoxo representado por Karl 
Kautsky (1854-1938) e pela "esquerda" social-
democrata de Rosa Luxemburgo (1870-1919). A 
controvrsia que se seguiu referiu-se basicamente 
 teoria do colapso do sistema capitalista e  
natureza das crises que levariam a seu fim e ao 
advento do socialismo: as crises provocadas pela 
tendncia decrescente da taxa de lucros e as causadas 
pelo subconsumo das massas. Nessa discusso, 
destacou-se a posio do economista revisionista 
russo Tugan-Baranovski, para quem 
as crises se deviam  "desproporo" entre os 
vrios ramos da produo. Mas o destaque 
maior nessa controvrsia coube a Rosa Luxemburgo. 
Em A Acumulao do Capital, 1913, ela argumenta 
que acumulao de capital era impossvel 
num sistema capitalista fechado, adaptando 
a teoria de Marx s novas condies do imperialismo 
econmico e poltico do incio do sculo 
XX. Pouco antes, o dirigente socialista austraco 
Rudolf Hilferding havia publicado seu famoso 
livro, O Capital Financeiro (1910), no qual 
mostra que o imperialismo  uma conseqncia 
do desenvolvimento dos monoplios, controlados 
pelo capital financeiro. As concepes desses 
autores foram desenvolvidas por Lnin em 
O Imperialismo, Etapa Superior do Capitalismo, 
1916, em que caracteriza o capitalismo moderno 
por sua prpria dinmica de formao e ampliao 
de mercados por meio da dominao colonial 
e da guerra. A ao do capital monopolista 
internacional dividiria os pases em dois grupos: 
os de estrutura financeira e industrial poderosa 
(em permanente expanso econmica) e os atrasados 
(fornecedores de matria-prima e mo-deobra 
barata), em relao de dependncia com 
os primeiros. A importncia da contribuio terica 
e prtica de Lnin para a teoria marxista 
deu origem  expresso marxismo-leninismo. O 
marxismo-leninismo atribui ao Partido Comunista 
o papel de conscincia terica e liderana 
prtica do proletariado na derrocada do capitalismo, 
doutrina vitoriosa na Revoluo Russa de 
1917. Mais tarde, durante os primeiros anos de 
regime sovitico, destacou-se a posio do economista 
Preobrajenski, autor de uma proposta 
de industrializao imediata e de um rpido 
progresso tcnico, em detrimento da expanso 
do setor agrcola. Aps a morte de Lnin, surgiram 
novamente posies "direitistas", "esquerdistas" 
e "centristas" no mbito da experincia 
sovitica (e na Internacional Comunista). 
Seus principais porta-vozes eram, respectiva




mente, Nikolai Bukharin (1888-1938), Leon 
Trotski (1879-1940) e Joseph Stalin (1879-1953), 
que esmagou seus adversrios e adotou uma poltica 
que oscilou entre as concepes de Bukharin 
e Trotski, ambos tericos de peso. Aps 
a estagnao dogmtica que caracterizou o perodo 
stalinista, houve um revigoramento da 
pesquisa terica no campo do marxismo. Desenvolveu-
se uma srie de polmicas, centradas 
particularmente em torno das contribuies de 
Mao Ts-Tung, Antonio Gramsci, Rosa Luxemburgo, 
Georg Lukcs, Louis Althusser e outros. 
No campo da teoria econmica, depois da importante 
contribuio do economista polons 
Oskar Lange  planificao socialista, dando-lhe 
fundamento matemtico, destacam-se as contribuies 
tericas do belga Ernst Mandel, dirigente 
da IV Internacional (fundada por Trotski em 
1938) e autor de penetrante anlise do capitalismo 
contemporneo, que denomina de "capitalismo 
tardio"; do economista ingls Maurice 
Dobb, no estudo dos problemas econmicos do 
socialismo; do austraco Andre Gorz, nas anlises 
das contradies do capitalismo e numa 
estratgia alternativa de transio para o socialismo; 
do francs Charles Bettelheim, autor de 
importante estudo da estrutura de classes na 
Unio Sovitica; e dos norte-americanos Paul 
Sweezy e Paul Baran, na anlise das caractersticas 
do capitalismo monopolista contemporneo. Veja 
tambm Marx, Karl Heinrich; Marxismo. 

ESCOLA MATEMTICA. O uso da matemtica 
na anlise dos princpios e problemas econmicos 
foi feito pela primeira vez pelo economista 
francs Antoine Cournot, na obra Recherches 
sur les Principes Mathmatiques de la Thorie 
des Richesses (Pesquisa sobre os Princpios Matemticos 
da Teoria das Riquezas), 1838. Aps 
esse trabalho precursor, a anlise matemtica foi 
amplamente utilizada pelo terico marginalista 
Stanley Jevons (1835-1882), autor de General Mathematical 
Theory of Political Economy (Teoria Geral 
Matemtica da Economia Poltica), 1862, e pelos 
marginalistas Lon Walras (1834-1910) e Vilfredo 
Pareto (1848-1923), da escola de Lausanne, 
que elaboraram formulaes matemticas sobre 
as condies do equilbrio econmico geral. Outros 
autores expressaram matematicamente questes 
tericas tradicionais da economia e estenderam 
a teoria a novos temas, como o da dinmica 
econmica. Destaca-se o livro pioneiro do 
norte-americano Paul Samuelson, Foundations of 
Economic Analysis (Fundamentos da Anlise Econmica), 
1947. Ao lado do desenvolvimento da 
matemtica, da estatstica e de sua aplicao isolada 
na anlise econmica, surgiu, a partir da 
dcada de 30, uma tentativa mais complexa de 
conjugar essas duas tcnicas  anlise terica e 
sistemtica: a econometria, que formula mate-

ESCOLA ORGNICA 

maticamente as teorias econmicas, mas sujeitando-
as  comprovao emprica. Veja tambm 

Econometria. 

ESCOLA NEOCLSSICA. Escola de pensamento 
econmico predominante entre 1870 e a Primeira 
Guerra Mundial, tambm conhecida como 
escola marginalista, por fundamentar-se na teoria 
subjetiva do valor da utilidade marginal para 
reelaborar a teoria econmica clssica. Seus precursores 
foram Thgnen, Gossen e Cournot. So 
considerados seus fundadores os economistas 
Carl Menger, na ustria - iniciador do grupo 
da chamada escola austraca -, William Jevons, 
na Inglaterra, e Lon Walras - criador do grupo 
de Lausanne, na Frana. E, como representantes 
da segunda gerao neoclssica, destacam-se Alfred 
Marshall, em Cambridge, Eungen von 
Bhm-Bawerk, em Viena, Vilfredo Pareto, em 
Lausanne, e John Bates Clark e Irving Fisher, 
nos Estados Unidos. Os economistas neoclssicos 
negaram a teoria do valor-trabalho da escola 
clssica, substituindo-a por um fator subjetivo 

- a utilidade de cada bem e sua capacidade de 
satisfazer as necessidades humanas -, acreditando 
que o mecanismo da concorrncia (ou a 
interao da oferta e da demanda), explicado a 
partir de um critrio psicolgico (maximizao 
do lucro pelos produtores e da utilidade pelos 
consumidores),  a fora reguladora da atividade 
econmica, capaz de estabelecer o equilbrio 
entre a produo e o consumo. A anlise da escola 
neoclssica caracteriza-se fundamentalmente 
por ser microeconmica, baseada no comportamento 
dos indivduos e nas condies de um 
equilbrio esttico, estudando os grandes agregados 
econmicos a partir desse ponto de vista 
e com uso da matemtica. Tem como postulados 
a concorrncia perfeita e a inexistncia de crises 
econmicas, admitidas apenas como acidentes 
ou conseqncias de erros. Aps a Grande Depresso 
de 1929-1933, os princpios da teoria 
neoclssica foram contestados por Keynes, que 
desenvolveu uma anlise macroeconmica e introduziu 
o conceito de equilbrio de subemprego. 
Veja tambm Marginalismo. 
ESCOLA OPERACIONAL. Veja Escola Neoclssica. 


ESCOLA ORGNICA. Termo que designa 
aqueles que fazem uma analogia entre a sociedade 
(a economia, o mundo dos negcios) com 
o organismo humano. Assim, por exemplo, para 
os adeptos desta escola, as estradas de ferro seriam 
o sistema arterial; os fios do telgrafo, o 
sistema nervoso; a Bolsa de Valores, o corao 
etc. Tais paralelos foram desenvolvidos com 
grande detalhe por Herbert Spencer. 



ESCOLA SUECA 

ESCOLA SUECA. Grupo de economistas suecos 
(Myrdal, Lundberg, Lindhal, Heckscher, Ohlin) 
que, inspirados na obra de Knut Wicksell, 
notabilizaram-se por estudos sobre as relaes 
temporrias entre os fenmenos econmicos. 
Em 1934, Myrdal desenvolveu, em seu livro Monetary 
Equilibrium (Equilbrio Monetrio), a anlise 
das antecipaes econmicas, introduzindo 
as distines entre o que chamou de "ex-ante" 
e "ex-post", ou seja, a definio das quantidades 
econmicas em termos de aes projetadas no 
incio de um perodo e de medidas realizadas 
no fim do mesmo perodo. Em seguida, Lundberg, 
em seus Studies in the Theory of Economic 
Expansion (Estudos sobre a Teoria da Expanso 
Econmica), 1937, e Lindhal, na obra Studies in 
the Theory of Money and Capital (Estudos sobre 
a Teoria do Dinheiro e do Capital), 1939, utilizaram 
a anlise de seqncia, que indica como 
uma situao econmica se transforma em outra 
e explica os processos de ajustamento das variveis 
econmicas no tempo. Como Myrdhal, 
Lindhal insiste na importncia das antecipaes 
das receitas, dos investimentos, dos movimentos 
de preos, dos juros etc. Para Lindhal,  a partir 
dessas antecipaes que se calcula o valor do 
capital, e este, por sua vez, determinar a importncia 
da renda global e do movimento dos 
preos. Ohlin no acredita na eficcia prtica das 
taxas monetrias de juros para determinar a 
quantidade de investimentos e o conjunto da 
atividade econmica, mas sim nos planos "exante" 
de poupana, de consumo e de antecipao 
da renda. Lundberg, por sua vez, procurou 
dinamizar o equilbrio monetrio com seus modelos 
de seqncia, que se aplicam, em particular, 
no estudo da influncia dos diferentes tipos 
de expanso (da produo de bens de consumo 
e investimentos de capital) sobre o desenvolvimento 
econmico. Ao contrrio das anlises econmicas 
estticas, que estudavam apenas a posio 
final do equilbrio econmico e o resultado 
das foras em ao, a dinmica das seqncias 
desenvolvidas pelos economistas suecos estuda 

o jogo das foras econmicas e seus encadeamentos 
temporais. O desenvolvimento da anlise 
dinmica contribui para a explicao das flutuaes 
econmicas, que no estavam integradas 
nos sistemas de equilbrio esttico. E essa explicao 
foi elaborada simultaneamente com a 
construo de uma teoria macroeconmica da 
renda global e da teoria dinmica. Veja tambm 
Ex-ante; Ex-post. 

ESCOLHA. No campo da numismtica, so as 
cotaes que indicam se um selo  perfeito ou 
imperfeito. Denominam-se selos de primeira escolha 
os selos perfeitos. 

ESCOLHA BERNOULLI. Modelo matemtico 
para um experimento com apenas dois resulta


dos (ou estados) possveis, normalmente denominados 
sucesso ou fracasso, bom ou mau, ligado 
ou desligado. Essas escolhas so tambm 
denominadas binrias ou comutativas, isto , os 
resultados podem ser 0 ou 1.  um caso especial 
da distribuio binomial. Veja tambm Bernoulli 
(Famlia); Distribuio Binomial; Varivel 
Aleatria de Bernoulli. 

ESCOLHA PBLICA. Veja Public Choice. 

ESCRAVIDO. Condio em que um ser humano, 
o escravo,  propriedade de outro, o senhor, 
dono absoluto do produto de seu trabalho. 
Em sua forma plena, a condio de escravo  
perptua e hereditria, isto , transmissvel aos 
descendentes do cativo. O escravo constitui tambm 
uma mercadoria, podendo portanto ser objeto 
de compra e venda, herana, doao, aluguel, 
hipoteca e seqestro judicial. A escravido 
surgiu no processo de desagregao da primitiva 
comunidade tribal, quando eram feitos prisioneiros 
de guerra. No Egito Antigo, na frica 
Negra e nos imprios orientais, prevaleceu a escravido 
domstica, pois raramente o escravo 
era empregado em trabalhos produtivos. Foi na 
Grcia e em Roma que surgiram as primeiras 
economias escravistas: os escravos eram empregados 
em trabalhos domsticos, artesanato, minerao, 
agricultura e navegao. Durante a Idade 
Mdia, a escravido permaneceu apenas 
como elemento residual, raro, mas durante a reconquista 
crist da pennsula ibrica (sculos 
XIII-XV), ela recrudesceu com o aprisionamento 
de guerreiros muulmanos. Depois, com a colonizao 
europia do continente americano, a 
escravido voltou a ser amplamente praticada: 
foram escravizados milhes de indgenas e cerca 
de 15 milhes de negros africanos foram trazidos 
como escravos para trabalhar nas minas e plantaes 
do Novo Mundo. A escravido negra em 
terras americanas estendeu-se do sculo XVI ao 
XIX, sendo Cuba (1880) e o Brasil (1888) os ltimos 
pases a decretar definitivamente sua extino. 

ESCRPULO. Medida de peso para pedras preciosas, 
utilizada pela Casa da Moeda do Brasil 
antes da adoo do Sistema Mtrico Decimal e 
equivalente a 6 quilates ou aproximadamente 
1,125 g. 

ESCROW (Fideicomisso). Termo em ingls empregado 
no mercado financeiro internacional e 
que significa um acordo por escrito entre trs 
partes, mantido em custdia pela terceira parte 
e s liberado por esta se as condies constantes 
do acordo forem preenchidas pelas duas primeiras. 
Geralmente, essa "terceira" que mantm o 
documento do acordo em custdia  um banco 
ou uma trust company.  obrigada a seguir estritamente 
os termos do acordo mantido entre 
as outras duas partes. Esse mecanismo  utili




ESPIRAL INFLACIONRIA 

zado para a cobrana de tributos e de seguros 
de propriedades imobilirias hipotecadas. Mas 
tambm pode ser usado em outras circunstncias, 
como no caso do Mxico durante a renegociao 
de sua dvida externa, a partir de 1989. 

ESCROW BOND. Expresso em ingls do mercado 
financeiro que significa um ttulo mantido 
com uma opo de compra ou sujeito a alguma 
outra condio limitativa. O escrow bond pode 
ser tambm um ttulo cuja autorizao de emisso 
j existe, mas ainda no emitido, sendo mantido 
como alternativa por um curador (trustee) 
at que recursos adicionais sejam necessrios 
para a realizao de melhorias ou expanso de 
uma atividade especfica. 

ESCUDETE. Puno de pequeno escudo em 
moedas existentes (em circulao) com o objetivo 
de alterar para maior o valor das mesmas, 
em cumprimento a determinaes governamentais. 
Veja tambm Carimbo; Cunhagem; Recunho; 
Senhoriagem. 

ESCUDO. Unidade monetria de Portugal, Cabo 
Verde e Macau. Submltiplo: centavo. 

ESPADIM DE OURO. Moeda cunhada em 
Portugal a partir de 1489 por D. Joo II e equivalente 
a meio justo. Veja tambm Justo. 

ESPALDAS MOJADAS. Veja Bracero. 

ESPECIALIZAO. Processo mediante o qual 
um empregado se dedica a realizar apenas um 
tipo de tarefa ou atividade, de tal forma que 
seu rendimento esperado aumente. O termo 
pode ser aplicado tambm no comrcio internacional, 
no qual alguns pases se especializam na 
produo e exportao de determinados tipos 
de mercadorias. 

ESPCIE (em). Literalmente, a expresso "em 
espcie" significa "na mesma classe ou categoria". 
Ou seja, uma obrigao a ser paga "em 
espcie" significa pagamento realizado na forma 
especificada no contrato. No entanto, genericamente 
o termo  utilizado quando se designa 
uma operao qualquer realizada em dinheiro. 
No mercado financeiro, no entanto, significa dinheiro 
em sua forma metlica - moedas de 
ouro ou prata - para distingui-lo do dinheiro 
como papel-moeda e outros meios de pagamento. 
O termo tambm  utilizado para designar 
ouro e prata monetrios na forma de lingotes. 

ESPECTROFOTOMETRIA DE ABSORO 
ATMICA. Veja Toque. 

ESPECULAO. Compra e venda sistemtica 
de ttulos, aes, imveis etc. com a inteno de 
obter lucro rpido e elevado, aproveitando a oscilao 
dos preos. A atuao de um especulador 

consiste em comprar ttulos ou commodities 
quando seus preos esto baixos, ou em baixa, 
e vender esses mesmos ttulos ou commodities 
quando os preos esto em alta ou alcanam 
um ponto mximo de elevao. As reas preferidas 
para a ao dos especuladores so as Bolsas 
de Valores e de Mercadorias ou os gneros 
de primeira necessidade. E no caso da especulao 
com produtos agrcolas, ou provenientes 
da minerao, ou do extrativismo vegetal, a especulao 
ocorre geralmente com o produto em 
estado bruto, e no com o j processado por 
algum sistema de beneficiamento, pois as oscilaes 
de preo para cima ou para baixo so 
muito mais acentuadas nas matrias-primas do 
que nos produtos acabados. Nos perodos de 
crise econmica ou de grande instabilidade financeira, 
os especuladores tendem a atuar com 
maior desenvoltura. No entanto, como a base 
da atuao desses operadores  a incerteza, e 
esta torna-se presente em maior ou menor grau 
em todos os processos econmico-financeiros, 
mesmo nos momentos de estabilidade os especuladores 
esto presentes nos mercados de risco, 
como so, por exemplo, as Bolsas de Valores e 
de Mercadorias. Veja tambm Inflao. 

ESPERANA MATEMTICA. Supondo que x 
 uma varivel aleatria discreta com valores: 
x1, x2, ... xn e probabilidades respectivas: p(x1), 
p(x2),... p(xn), sua esperana matemtica (ou sua 
mdia) ser a magnitude: E (a) = x1 p(x1) + x2 
p(x2) + ... xn p(xn). Por exemplo, se x assumir 
os valores: 0, 1, 2, e 3 com probabilidade: 1/2, 
1/4, 1/8 e 1/8, sua esperana matemtica ser: 
0 (1/2) + 1 (1/4) + 2 (1/8) + 3 (1/8) = 7/8. Se 
todas as p (xi) forem iguais, a esperana matemtica 
se reduz a: (1/n) (x1 + x2 + ... + xn), ou 
seja,  mdia aritmtica dos valores da varivel. 
A caracterstica fundamental da esperana matemtica 
de uma varivel aleatria est em sua 
propriedade de aproximar com grande exatido 
a mdia aritmtica de qualquer nmero de realizaes 
aleatrias da varivel, especialmente 
quando o nmero de eventos (casos)  grande. 
No caso de uma varivel aleatria contnua com 
funo de densidade f(x) e valores possveis entre 
os limites a e b, a definio de sua esperana 
matemtica  a mesma, com a ressalva de que 
as somas do caso discreto se convertem em integrais 
no caso contnuo. Assim, S (a) = . x f(x) 
dx. 

ESPIRAL INFLACIONRIA. Processo em que 
elementos interligados, que participam da inflao, 
funcionam como geradores de mais inflao, 
num processo auto-alimentador. Teoricamente, 
os aumentos de preos devidos  inflao 
deveriam provocar retrao na demanda e, conseqentemente, 
diminuio nos preos. Se assim 
ocorresse, a inflao se extinguiria por si mesma. 



ESPLIO 

Na prtica, a inflao tende a ser cumulativa. 
Os empresrios recusam-se a diminuir suas margens 
de lucro, e o aumento de custos dos produtos 
primrios  repassado totalmente, e em 
"cascata", ao consumidor. O aumento de preos 
conduz  elevao do custo de vida e, por conseguinte, 
s reivindicaes salariais por parte 
dos trabalhadores. As pequenas e mdias empresas 
que operam em mercados muito concorridos 
no podem repassar diretamente a seus 
consumidores os aumentos de salrios. Mas as 
grandes empresas oligopolistas transferem totalmente 
o nus dos aumentos salariais dos funcionrios, 
mediante os aumentos nos preos dos 
produtos. Isso ocasiona a elevao no custo de 
vida, novas reivindicaes salariais e novos aumentos 
nos custos dos produtos, levando a preos 
finais mais altos. Se o processo inflacionrio 
se mantm, pode-se chegar  nova componente 
da espiral inflacionria. A expectativa de aumento 
de preos leva  antecipao de compras 
com a finalidade de evitar os futuros aumentos. 
O crescimento na demanda, alm de provocar 
um aumento de preos, traduz-se tambm em 
aumento de produo. Assim, os empresrios 
fazem maiores investimentos, h uma demanda 
acelerada de mo-de-obra e os empregados conseguem 
salrios melhores, tudo isso alimentando 
a espiral custos-preos-finais-salrios. Finalmente, 
deve-se salientar a componente psicolgica 
do processo: os empresrios passam a calcular 
os preos em funo dos custos futuros, 
antecipando ndices inflacionrios que s existiriam 
muito mais tarde. Veja tambm Inflao. 

ESPLIO. Totalidade de bens deixados por 
uma pessoa, aps sua morte. Caso existam herdeiros, 
o juiz do esplio faz a partilha dos bens, 
segundo os ditames legais e acordos estabelecidos 
entre os herdeiros. Enquanto a partilha no 
estiver legalmente concluda, no se pode dispor 
de nenhum bem do esplio (imvel, dinheiro 
em conta bancria etc.) sem concordncia judicial 
explcita. 

ESTABILIDADE. Situao da economia de um 
pas caracterizada pela ausncia relativa de flutuaes 
cclicas. Depende basicamente do nvel 
da produo, do emprego e dos preos, fatores 
que costumam flutuar em conjunto de forma cclica. 
No plano da produo e do emprego, 
pode-se considerar situao de estabilidade 
aquela em que o produto nacional e o emprego 
crescem de forma modesta, porm a taxas relativamente 
constantes. Em termos de preos, estabilidade 
significa um ndice de preos com flutuaes 
mnimas ou a ausncia relativa de flutuao 
e deflao. No plano governamental, busca-
se a estabilizao por meio das polticas monetria, 
fiscal e salarial e dos mecanismos de 
controle de preos. 

ESTABILIZAO. Geralmente, o termo vem 
associado a polticas monetrias efetuadas por 
bancos centrais, para reduzir ou limitar as flutuaes 
de uma moeda nacional nos mercados 
financeiros internacionais, comprando ou vendendo 
reservas de, ou para, outros bancos centrais. 
Quando um Banco Central intervm no 
open market para vender suas reservas, o valor 
dessa moeda nacional tende a cair ou, na melhor 
das hipteses, permanece o mesmo. No entanto, 
um Banco Central pode intervir tambm para 
evitar que o valor de uma outra moeda diminua 
no mercado internacional: em agosto de 1993, 
para impedir que o dlar norte-americano casse 
abaixo dos 100 ienes - rompendo uma barreira 
"psicolgica" -, o Banco Central do Japo adquiriu 
mais de 1 bilho de dlares, sustentando 
assim o valor da moeda norte-americana acima 
daquele patamar. O termo estabilizao tambm 
se aplica a polticas de ajuste que os pases do 
Terceiro Mundo realizaram durante os anos 80, 
em funo da crise ocasionada pelo seu elevado 
endividamento externo. Esses planos de ajuste 
foram quase sempre acompanhados por intensos 
processos inflacionrios e, nesses casos, a 
estabilizao significou no apenas intervenes 
dos bancos centrais no mbito da poltica monetria, 
mas tambm nos planos fiscal, cambial, 
administrativo etc., alterando-se as taxas de juros, 
de cmbio, de salrios e de impostos. Veja 
tambm Plano Cruzado; Plano Collor; Plano 
Real. 

ESTADO, Capitalismo de. Veja Capitalismo de 
Estado. 

ESTADO DO BEM-ESTAR (Welfare State). Sistema 
econmico baseado na livre-empresa, mas 
com acentuada participao do Estado na promoo 
de benefcios sociais. Seu objetivo  proporcionar 
ao conjunto dos cidados padres de 
vida mnimos, desenvolver a produo de bens 
e servios sociais, controlar o ciclo econmico e 
ajustar o total da produo, considerando os custos 
e as rendas sociais. No se trata de uma economia 
estatizada; enquanto as empresas particulares 
ficam responsveis pelo incremento e 
realizao da produo, cabe ao Estado a aplicao 
de uma progressiva poltica fiscal, de 
modo a possibilitar a execuo de programas 
de moradia, sade, educao, Previdncia social, 
seguro-desemprego e, acima de tudo, garantir 
uma poltica de pleno emprego. O Estado do 
bem-estar corresponde fundamentalmente s diretrizes 
estatais aplicadas nos pases desenvolvidos 
por governos social-democratas. Nos Estados 
Unidos, certos aspectos do Estado do bem-
estar desenvolveram-se particularmente no perodo 
de vigncia do New Deal. Segundo Paul 
Sweezy, economista norte-americano, alguns ru




dimentos do Estado do bem-estar foram aplicados 
no governo de Bismarck (1815-1898), no Imprio 
Germnico. No campo terico, o ponto de 
partida da formulao dos contornos do Estado 
do bem-estar tem seus fundamentos na obra de 

A.C. Pigou, Economics of Welfare (Economia do 
Bem-estar), 1920. Posteriormente, sua natureza 
foi rigorosamente analisada e defendida pelo 
economista ingls John Strachey e pelo sueco 
Gunnar Myrdal. Para Myrdal, trata-se de uma 
economia organicamente estruturada pela ao 
do poder pblico. Essa interveno ocorre no 
plano dos poderes central, estadual e municipal. 
Ao mesmo tempo, o controle pblico sobre a 
economia  limitado pelo controle que a sociedade 
civil tem sobre o Estado. Embora Myrdal 
tenha como ponto de referncia para a sua anlise 
as social-democracias escandinavas, ele afirma 
que o Estado do bem-estar  ainda um objetivo 
futuro. Ser, segundo ele, uma sociedade 
na qual se torne possvel a realizao dos princpios 
de fraternidade, liberdade e igualdade, 
prometidos pela Revoluo Francesa. Mesmo 
discordando de Karl Marx, o ensasta sueco diz 
que o Estado do bem-estar, no futuro, corresponder 
ao "reino da felicidade", sonhado pelo 
autor de O Capital. 
ESTADO GENDARME. Estado cujo papel ou 
participao econmica foi reduzida ao mnimo 
e se limita a fornecer alguns servios coletivos 
que as empresas privadas no podem oferecer 
de maneira satisfatria. Como tais servios esto 
geralmente associados  ordem pblica, designa-
se tal Estado de Estado Gendarme. Coloca-se 
em oposio ao Estado Organizador ou Estado 
Previdncia. 

ESTADO MNIMO. Veja Consenso de Washington; 
Smith, Adam. 

ESTADOS NACIONAIS. Forma de Estado que 
se estruturou na Europa a partir do final da Idade 
Mdia e que definiu a fisionomia territorial 
e poltica das modernas naes europias. Cor-
respondem ao perodo de consolidao do absolutismo 
monrquico, quando os reis, apoiados 
pela burguesia, conseguiram firmar seu poder 
perante o papado e os senhores feudais. A poltica 
econmica dos Estados Nacionais foi o 
mercantilismo, que favoreceu a acumulao primitiva 
de capitais, posteriormente aplicados na 
Revoluo Industrial. Embora voltada para o desenvolvimento 
comercial, a estrutura econmica 
dessas naes (Inglaterra, Frana, Portugal, Espanha) 
baseava-se na explorao agrcola dominada 
pela nobreza e pela Igreja, no artesanato 
corporativista e na nascente produo manufatureira. 
Veja tambm Feudalismo; Mercantilismo; 
Revoluo Industrial. 

ESTALO 

ESTAGFLAO. Situao na economia de um 
pas na qual a estagnao ou o declnio do nvel 
de produo e emprego se combinam com uma 
inflao acelerada. O fenmeno contraria a teoria 
clssica segundo a qual a inflao tenderia 
a declinar com o aumento do desemprego. Fenmeno 
tpico do ps-guerra, a estagflao tem 
se acentuado em quase todas as economias capitalistas 
desenvolvidas depois da chamada crise 
do petrleo (1973-1979). As medidas essencialmente 
monetaristas adotadas pelos governos 
norte-americano e britnico para reverter essa 
tendncia tm sido acompanhadas, no entanto, 
por considervel elevao dos preos, dos ndices 
de desemprego e da recesso econmica. Entre 
1963 e 1966, o Brasil atravessou um perodo 
de estagflao quando o PIB chegou a diminuir 
(1964-1965) e a inflao ainda no havia sido 
dominada. A partir de 1981, o fenmeno reapareceu 
com inusitada fora, permanecendo at o 
primeiro semestre de 1984. Depois da fase de 
crescimento correspondente ao binio 1985-1986, 
a estagflao voltou a caracterizar a economia 
brasileira com ndices inflacionrios elevados e 
um crescimento do PIB pequeno. A partir de 
1994, com a introduo do Plano Real e da reforma 
monetria (advento do real), a inflao 
baixou consideravelmente e o PIB voltou a crescer 
de forma expressiva. Veja tambm Inflao; 
Plano Cruzado; Plano Real. 

ESTAGNAO. Situao em que o produto nacional 
(ou produto per capita) no mantm nvel 
de crescimento  altura do potencial econmico 
do pas. Pode ocorrer, por exemplo, que mesmo 
com amplo emprego dos recursos disponveis, 

o ndice de crescimento do produto no supere 
o ndice de aumento da populao ou at fique 
abaixo dele. Uma demanda global deficiente 
pode gerar esse quadro de estagnao numa economia 
que tenha grande capacidade de crescimento: 
 o caso, segundo alguns economistas, 
das dificuldades que envolviam as economias 
norte-americana e inglesa, ameaadas pela estagnao 
e pelo desemprego, no incio da dcada 
de 80. Segundo os economistas da escola keynesiana, 
a tendncia  estagnao  uma das caractersticas 
do capitalismo, caso a economia 
concorrencial seja relegada a seus mecanismos 
naturais. Para combater essa tendncia, advogam 
a interveno do Estado na economia, como 
instrumento de controle da taxa de juros e incentivador 
de novos investimentos. 
ESTALO. Termo s vezes encontrado em textos 
em portugus sobre finanas e problemas 
monetrios, que corresponde a "padro".  uma 
traduo da palavra francesa talon. Veja tambm 
Padro. 



ESTTICA COMPARATIVA 

ESTTICA COMPARATIVA. Mtodo de anlise 
econmica com o qual o investigador compara, 
nas mais variadas situaes de equilbrio, 

o conjunto de caractersticas de um modelo econmico, 
teoricamente construdo. Trata-se de 
um conceito proveniente da fsica e serve para 
indicar a teoria do equilbrio de foras, que se 
contrape  da dinmica, na qual os elementos 
de um modelo so estudados em sua transformao. 
A noo de esttica e dinmica foi introduzida 
na economia por Stuart Mill, mas sua 
aplicao mais abrangente na teoria econmica 
foi feita por Schumpeter. 
ESTATISMO. Participao do Estado nas atividades 
econmicas, nas quais ele atua como empresrio 
em setores da produo industrial e de 
servios. Embora o fenmeno do estatismo ocorra 
nas economias capitalistas mais desenvolvidas, 
foi nos pases subdesenvolvidos que a penetrao 
do Estado na economia surgiu comouma necessidade nacional. Na sia, frica e 
Amrica Latina, o Estado foi o principal responsvel 
pelos projetos de implantao das indstrias 
de base (siderurgia, petrleo, gerao de 
energia) e sistemas de transportes e comunicaes. 
Nas colnias afro-asiticas que se tornaram 
independentes aps a Segunda Guerra Mundial, 

o Estado formou seu patrimnio com base nas 
empresas estrangeiras nacionalizadas pelos movimentos 
de libertao vitoriosos. No Brasil, o 
Estado responde por cerca de um tero dos investimentos 
dirigidos para os setores produtivos, 
domina mais da metade do capital bancrio 
e tem presena empresarial preponderante em 
vrios setores bsicos. Veja tambm Dirigismo; 
Liberalismo; Nacionalizao; Privatizao. 
ESTATSTICA. Ramo da matemtica que lida 
com os dados numricos relativos a fenmenos 
sociais ou naturais, com o objetivo de medir ou 
estimar a extenso desses fenmenos e verificar 
suas inter-relaes. Os mtodos estatsticos so 
necessrios para permitir o estudo de fenmenos 
numericamente extensos (fenmenos de massa), 
classificando e abreviando os dados obtidos e 
procurando determinar a existncia de tendncias 
caractersticas que se acentuam com o aumento 
do nmero de observaes. A estatstica 
descritiva cuida da classificao e apresentao 
dos dados. A estatstica inferencial ou analtica estuda 
os meios de coleta dos dados, sua anlise 
e interpretao; aqui, os mtodos estatsticos 
permitem a elaborao de inferncias estatsticas, 
isto , fazer afirmaes gerais, com escassa 
margem de erro, tambm medida estatisticamente 
a partir de informaes incompletas sobre 

o grupo (populao) em estudo. Como  praticamente 
impossvel examinar todos os elementos 
de uma populao, considera-se apenas uma 
amostra representativa (casual ou sistemtica), 
extrapolando-se os dados para a totalidade do 
grupo. Os dados coletados so analisados sob 
vrios parmetros, destacando-se o desvio padro 
e a mdia da distribuio dos dados. A 
distribuio, por sua vez, pode ser representada 
graficamente (por histograma, polgono de freqncias 
ou curva de freqncias). Em termos 
ideais, o estatstico procura criar um modelo matemtico 
da distribuio dos dados, especialmente 
se ele se aproxima da normalidade, isto 
, se os dados distribuem-se simetricamente em 
torno da mdia, configurando uma curva em 
forma de sino. Existem diferentes testes para determinar 
se um modelo  conveniente. Utilizada 
praticamente em todas as cincias em que exista 
um elemento de probabilidade envolvido, a estatstica 
 de importncia fundamental para a economia 
poltica. Veja tambm Amostra; Censo; 
Econometria; Mdia; Probabilidade; Varivel. 

ESTATSTICA ECONMICA.  o campo da 
estatstica aplicada que tem por objetivo o estudo 
e a apresentao dos dados relativos  produo, 
 distribuio,  circulao e ao consumo 
da riqueza em determinada economia. 

ESTATSTICA INDUTIVA. Veja Induo Estatstica. 


ESTATSTICO DAS NAES UNIDAS, Escritrio. 
Central de dados estatsticos das Naes 
Unidas. No mbito de suas funes, presta 
servios aos pases interessados, publica estudos, 
pesquisas, guias e manuais sobre assuntos 
estatsticos, organiza seminrios e conferncias 
e mantm centros de treinamento de mbito internacional, 
possibilitando o intercmbio de experincias 
sobre estatsticas dos pases desenvolvidos 
e subdesenvolvidos. Veja tambm ONU. 

ESTATUTO DA TERRA. Lei n 4 504 de 
30/11/1964, que regula os direitos e obrigaes 
concernentes aos bens imveis rurais, tendo 
como objetivo promover e executar a poltica 
agrcola e a reforma agrria. A poltica agrcola 
 entendida como um conjunto de medidas que 
orientem as atividades agropecurias com o intuito 
de garantir  propriedade rural sua plena 
utilizao, harmonizando-a com o processo de 
industrializao. A reforma agrria  entendida 
como uma meta que estabelea um sistema de 
relaes entre o homem, a propriedade rural e 

o uso da terra capaz de promover a justia social, 
o progresso, o bem-estar do trabalhador rural e 
o desenvolvimento econmico do pas. Para a 
consecuo de tais objetivos, o Estatuto da Terra 
estabeleceu que o cadastramento dos imveis 
rurais passaria a ser efetuado com base num 
"mdulo" de propriedade, ou seja, uma propriedade 
familiar capaz de assegurar ao trabalhador 
rural um rendimento suficiente para seu pro


gresso e seu bem-estar econmico e social. Esse 
mdulo varia de acordo com as condies geogrficas 
de cada regio. A partir dessa conceituao, 
passou-se a chamar minifndio a rea que 
no corresponde a um mdulo; empresa rural, o 
imvel rural cuja rea seja de at seiscentas vezes 

o mdulo e no qual pelo menos metade da rea 
cultivvel seja explorada de forma racional; latifndio 
por explorao, as propriedades com as 
mesmas dimenses da empresa rural, mas cuja 
rea explorada  inferior ao que seria admitido 
racionalmente; e latifndio por dimenso, o imvel 
cuja rea ultrapassa seiscentas vezes o mdulo. 
O Estatuto da Terra estabelece tambm que o 
acesso  propriedade rural se far mediante a 
distribuio ou redistribuio de terras por interesse 
social, com o intuito de condicionar o 
uso da terra a sua funo social e obrigar a sua 
explorao racional; compra e venda; doao; 
herana; e reverso ao poder pblico de terras 
indevidamente ocupadas e exploradas por terceiros. 
Para fixao da importncia a ser paga 
em caso de desapropriao, o estatuto estabelece 
que sero levados em conta o valor declarado 
do imvel para efeito do imposto territorial rural, 
o valor constante do cadastro acrescido das 
benfeitorias e seu valor venal. As terras so distribudas, 
sob a forma de propriedade familiar, 
a agricultores cujos imveis rurais sejam comprovadamente 
destinados a associaes de agricultores, 
sob a forma de cooperativas, quando 
se desejar a formao de glebas destinadas  explorao 
extrativa, agrcola, pecuria ou agroindustrial. 
Os beneficiados pela reforma sero inicialmente 
os proprietrios do imvel desapropriado, 
desde que desejem explorar, diretamente 
ou por meio de suas famlias, uma parcela 
do imvel desapropriado, como posseiros, assalariados, 
parceiros ou arrendatrios, e aqueles 
que tenham comprovada competncia para a 
prtica de atividades agrcolas e que no possuem 
terras. A Constituio de 1988 estabeleceu 
que so insuscetveis de desapropriao a pequena 
e a mdia propriedade rural (a definio 
de uma e de outra ser determinada em lei complementar), 
desde que seu proprietrio no possua 
outra, e a propriedade produtiva, qualquer 
que seja o seu tamanho. O rgo responsvel 
pela execuo e promoo dessa reforma era o 
Instituto Brasileiro de Reforma Agrria (Ibra). 
Posteriormente, essas atribuies passaram para 
o Incra. Com a extino do Incra, em 1987, elas 
foram assumidas pelo Ministrio da Reforma e 
do Desenvolvimento Agrrio (Mirad) e, em 
1990, com a desativao desse Ministrio, essas 
atribuies passaram a pertencer ao Ministrio 
da Agricultura. Veja tambm Incra. 
ESTREO. Medida de capacidade equivalente 
a 1 metro cbico. 

ESTRATGIA EMPRESARIAL 

ESTERLINO (A). Termo que aparece vinculado 
 libra quando se trata de unidade monetria 
da Inglaterra e no unidade de peso do sistema 
imperial ingls e do consuetudinrio americano. 
O esterlino  tambm medida de pureza da prata: 
no passado, representava prata com 92,5% 
de pureza. Hoje, seu padro  igual a 50%. 

ESTOCSTICO, Modelo. Veja Modelo Estocstico. 


ESTOQUE. Quantidade de um bem armazenado 
ou em conservao (matrias-primas, combustveis, 
produtos semi-acabados ou acabados). 
Os bens podem ser estocados para venda, 
abastecimento de entressafra ou simplesmente 
para especulao. O estoque deve ser periodicamente 
avaliado para possibilitar o balano 
anual de uma empresa. O volume total de estoques 
numa economia tende a crescer com o 
produto nacional e, a curto prazo, est sujeito 
a flutuaes conjunturais (valorizao ou depreciao, 
conforme o nvel dos preos ou a situao 
cambial). Veja tambm Aambarcamento; Just 
in Time. 

ESTOQUE DE SEGURANA.  aquele mantido 
para enfrentar problemas e imprevistos ou 
acidentes com a renovao do suprimento, de 
tal forma que o processo produtivo no sofra 
interrupes por falta de matrias-primas, peas, 
equipamentos etc. 

ESTRANGULAMENTO. Veja Ponto de Estrangulamento. 


ESTRATGIA EMPRESARIAL. Denominao 
dada  maneira de agir das empresas dentro de 
uma perspectiva temporal e em decorrncia de 
anlise de uma determinada conjuntura. As estratgias 
adotadas podem ter vrias classificaes, 
entre as quais se destacam as seguintes: 
1) estratgia tradicional - aquela adotada num 
mercado que se caracteriza pela ausncia de inovaes 
tecnolgicas relevantes (mercados estagnados); 
2) estratgia dependente - aquela que caracteriza 
a situao de empresas vinculadas  
relao de subcontratao com outras empresas 
geralmente de maior porte; 3) estratgia oportunista 
- aquela relacionada com a identificao 
de nichos do mercado tecnologicamente dinmicos 
que no interessam s grandes empresas; 
4) estratgia ofensiva - tem como ponto de partida 
a convico de que ser o primeiro a introduzir 
determinada inovao no mercado representa 
uma vantagem que pode se traduzir em 
lucros mais elevados no curto prazo; 5) estratgia 
defensiva - aquela que considera interessante 
acompanhar com uma certa defasagem as empresas 
mais agressivas na incorporao de ino




ESTRATIFICAO 

vaes (progresso tcnico), mas introduzindo 
uma diferenciao no produto para torn-lo 
mais competitivo; 6) estratgia imitativa - aquela 
que reconhece um atraso em relao s demais 
no que se refere  incorporao do progresso 
tcnico, mas que administra com competncia 
essa diferena, sem deixar que se amplie. Veja 
tambm Nicho. 

ESTRATIFICAO. Modo pelo qual, nas diversas 
sociedades, se estrutura um sistema de 
posies e papis sociais dos indivduos, dispostos 
em diferentes camadas (estratos), que 
correspondem a diversos graus de poder, riqueza 
e prestgio. As diversas posies (ocupaes) 
no so igualmente importantes socialmente, 
nem requerem o mesmo grau de treinamento. 
Para garantir que as posies sejam preenchidas 
de forma completa e sem atritos, associam-se a 
elas certas recompensas, tornando atraentes as 
mais significativas e de mais difcil desempenho. 
Essas recompensas refletem os critrios da estratificao 
social. Em geral, as pesquisas sobre 
estratificao social tomam como ndices: montante 
e origem das rendas, propriedades, educao, 
prestgio da profisso, rea residencial e 
etnia. A teoria da estratificao social vigora sobretudo 
na sociologia norte-americana e constitui 
um tema polmico nas cincias sociais. Seus 
crticos salientam seu carter a-histrico e a tentativa 
de constituir-se num esquema universal, 
vlido para qualquer tipo de sociedade; alm 
disso, apontam a confuso que se estabelece entre 
as noes de status, camada e classe social. 
Outros reconhecem a existncia objetiva da estratificao, 
mas procuram analis-la no conjunto 
da estrutura social e, paralelamente, no da caracterizao 
e do desempenho das classes. Veja 
tambm Classes Sociais; Mobilidade Social. 

ESTRUTURA ECONMICA. Conjunto de elementos 
relativamente estveis que se relacionam 
no tempo e no espao para formar uma totalidade 
econmica. Na economia descritiva, a estrutura 
corresponde  relao entre os trs grandes 
setores de atividade: primrio (atividade 
agrcola e extrativa), secundrio (atividade de 
transformao fabril) e tercirio (servios em geral, 
inclusive o comrcio e os transportes). O 
crescimento desses setores no ocorre de forma 
harmnica, mas desigual, e essa defasagem setorial 
 um elemento bsico para avaliar a estrutura 
que corresponde ao grau de desenvolvimento 
de uma economia. Nessa perspectiva, 
considera-se menos desenvolvido um pas de 
estrutura agrria, aquele cuja principal atividade 
econmica corresponde  agricultura. Isso porque 
os elementos caractersticos do progresso 
estariam no setor secundrio, o que implica a 

hegemonia do setor industrial sobre as atividades 
primrias. A supremacia do setor secundrio, 
correspondente a uma estrutura industrial, 
foi caracterstica dos pases altamente desenvolvidos 
a partir da Revoluo Industrial. Mais recentemente, 
a nfase tem-se deslocado, nesses 
pases, para o setor de servios. H estudos que 
se baseiam no nvel de produtividade para caracterizar 
uma estrutura econmica, que corresponderia 
ao grau de presena de apenas dois 
setores fundamentais: setor moderno, de produtividade 
elevada, graas a tcnicas avanadas de 
produo, e o setor tradicional, baseado em tcnicas 
primitivas e, portanto, com baixa produtividade. 
Freqentemente, na mesma economia, 
coexistem uma estrutura moderna e uma tradicional. 
Uma terceira anlise focaliza a estrutura 
do mercado como dado bsico da complexidade 
de uma estrutura econmica. Numa economia 
no desenvolvida, h basicamente um setor de 
mercado externo muito especializado em produtos 
agrcolas ou extrativos, destinados  exportao; 
podem existir ainda um setor de mercado 
interno (incluindo os produtos manufaturados) 
e um setor de subsistncia, voltado para o auto-
consumo e com baixa produtividade. Nesse 
caso, o desenvolvimento da estrutura econmica 
dependeria da expanso do setor de mercado 
interno - isso estimularia o aumento da produtividade 
agrcola, a expanso da rea de servios 
em geral e levaria a uma crise de setor 
voltado para a subsistncia. O conceito marxista 
de estrutura econmica liga-se ao conceito mais 
amplo de totalidade social. Assim, a estrutura 
(ou infra-estrutura) representa a base econmica 
da sociedade, sobre a qual se ergue a superestrutura 
(relaes jurdicas, polticas e demais formas 
de conscincia social). Essa estrutura cor-
responde ao modo de produo dominante 
numa formao social e, mais especificamente, 
ao conjunto das relaes sociais de produo 
(forma de propriedade, instrumentos de trabalho 
e seu desenvolvimento tecnolgico e classes 
sociais).  o fio condutor que, em ltima instncia, 
explica os fenmenos poltico-sociais de 
uma poca. Mas a relao entre a estrutura e a 
superestrutura que ela engendra no se d mecanicamente, 
 uma relao dinmica, dialtica: 
os fenmenos econmicos determinam os polticos, 
mas so tambm por eles influenciados. 
Veja tambm Conjuntura; Desenvolvimento 
Econmico; Sistema Econmico; Setores de 
Produo; Revoluo. 

ESTRUTURA INDUSTRIAL. Veja Organizao. 

ESTRUTURA SOCIAL. Em termos gerais, a totalidade 
formada pelo conjunto das relaes sociais. 
Abrange toda interao entre indivduos, 



grupos, classes sociais e o conjunto de normas, 
valores e padres de comportamento que norteiam 
essas relaes. O conceito de estrutura tem 
variado de acordo com a posio terica e metodolgica 
do cientista social. O termo foi empregado 
pela primeira vez em cincias sociais 
por Herbert Spencer, que fez uma analogia entre 
a sociologia e a biologia em que a noo de estrutura 
aparece vinculada  de funo: o conjunto 
das funes diferenciadas formaria a estrutura 
em torno da qual ocorreria o funcionamento 
do "organismo" social. A partir dessa referncia, 
o conceito de estrutura ganhou fora 
e caractersticas prprias nas obras de mile 
Durkheim, Radcliffe-Brown e Talcot Parsons. De 
forma particular, e mais modernamente, a noo 
de estrutura passou a nortear os estudos de Lvi-
Strauss e sua anlise estrutural das relaes de 
parentesco nas comunidades tribais. A formulao 
marxista de estrutura social relaciona-se 
com as noes de modo de produo e formao 
social, consideradas em sua dinmica histrica: 
nesse sentido, a estrutura est sujeita a transformaes, 
determinadas pelo grau de desenvolvimento 
das foras produtivas das relaes 
de produo. 

ESTRUTURALISMO. Corrente de pensamento 
econmico latino-americana inspirada nos trabalhos 
dos componentes da Cepal, que analisava 

o desenvolvimento econmico do ponto de vista 
dos obstculos estruturais que impediam um 
crescimento maior dessas economias. Na explicao 
do fenmeno inflacionrio, os estruturalistas 
acreditavam que estruturas inadequadas 
como a agrria, por exemplo, tornavam inelstica 
a oferta de alimentos e matrias-primas, o 
que significava elevao de preos nos centros 
urbanos. A deteriorao das relaes de troca 
provocaria dficits comerciais e do balano de 
pagamentos, obrigando tais pases a desvalorizaes 
cambiais constantes, sendo estas outro 
alimentador do processo inflacionrio. As solues 
propostas: para o primeiro caso, a reforma 
agrria; para o segundo, a transio de uma economia 
exportadora de matrias-primas para outra 
que vendesse ao exterior principalmente produtos 
manufaturados. O autor mais influente 
dessa escola de pensamento econmico  o argentino 
Raul Prebisch. Entre os economistas brasileiros, 
o mais importante estruturalista  certamente 
Celso Furtado. Veja tambm Furtado, 
Celso; Plano Trienal; Prebisch, Raul; Relaes 
de Troca. 
ESTRUTURALISTAS. Veja Estruturalismo. 

ESTUDO DE MOVIMENTOS. Anlise dos movimentos 
de um trabalhador ao realizar uma tarefa, 
para determinar aqueles que so indispen-

EULER, Leonhard 

sveis  realizao da mesma e eliminar os movimentos 
suprfluos ou desnecessrios, com o 
intuito de racionalizar o trabalho e aumentar a 
produtividade. Veja tambm Estudo de Tempos. 

ESTUDO DE TEMPOS. Estudos realizados em 
geral num processo de trabalho fabril, a fim de 
determinar o tempo adequado para a realizao de 
uma tarefa. Veja tambm Estudo de Movimentos. 

ESTUDO DE TEMPOS E MOVIMENTOS. Estudo 
que rene o Estudo de Tempos e os Estudos 
de Movimentos, no sentido de determinar o 
tempo adequado ou normal para que um trabalhador 
execute os movimentos indispensveis 
ou necessrios  realizao de uma tarefa. 

ET ALII. Expresso em latim que significa, literalmente, 
"e outros", utilizada quando, ao referir-
se a um artigo ou livro de autoria de vrios 
autores, cita-se o principal ou o primeiro em 
ordem alfabtica, seguido da expresso et alii. 

ET SIC DE COETERIS. Expresso em latim que 
significa "e assim por diante", e cuja abreviao 
 etc. 

EUCKEN, Walter (1891-1950). Economista alemo 
neoliberal que tentou integrar a tradio 
da abordagem da escola histrica alem com a 
teoria econmica neoclssica, desenvolvendo o 
estudo comparativo de sistemas econmicos. Influenciado 
pelo conceito de "tipos ideais" de 
Max Weber, Eucken desenvolveu a noo de 
"ordem econmica", entendida como um conjunto 
de elementos funcionais que estabelecem 
as condies para o funcionamento do processo 
econmico. Elaborou uma "morfologia econmica" 
com base em dois tipos abstratos de organizao: 
1) economia dirigida ou centralizada; 
2) economia de troca, descentralizada, em que 
as aes das unidades econmicas independentes 
seriam coordenadas por meio do mercado 
e da moeda. Professor nas universidades de 
Tbingen e de Freiburg, Eucken influiu no movimento 
para liberalizar a economia alem aps 
a Segunda Guerra Mundial. Sob esse tema destaca-
se seu artigo "On the Theory of the Centrally 
Administered Economy: an Analysis of 
the German Experiment" ("Sobre a Teoria da 
Administrao Econmica Centralizada: uma 
Anlise da Experincia Alem"), 1948. Escreveu 
tambm os livros Kapitaltheoretsche Untersuchungen 
(Consideraes Tericas sobre o Capital), 
1934, e Grundlagen der Nationalkonomie (Os Fundamentos 
da Economia Poltica), 1940. 

EULER, Leonhard (1707-1783). Matemtico e fsico 
suo cujas proposies os marginalistas utilizaram 
nas teorias da produo e da distribuio, 
formulando o chamado teorema de Euler. 
A teoria marginalista da distribuio afirma que 



EURATOM 

a remunerao dos fatores de produo (terra, 
trabalho e capital) corresponder ao valor do 
produto produzido pela ltima unidade do fator 
empregado. A partir de hipteses simplificadoras 
sobre o modo como os fatores de produo 
se combinam para produzir uma mercadoria, o 
teorema de Euler demonstra a forma pela qual 
a teoria da produtividade marginal explica a melhor 
combinao de fatores de produo e a distribuio 
da renda entre esses fatores. A utilizao 
desse teorema resolveu o problema da 
agregao, que preocupava os primeiros tericos 
da produtividade marginal: o teorema permitiu 
demonstrar como a soma da remunerao dos 
principais fatores de produo (terra, trabalho 
e capital), determinada pela produtividade marginal 
de cada fator, seria acrescida ao produto 
total. Tambm com base nas proposies matemticas 
de Euler, construram-se os modelos 
econmicos dinmicos, principalmente sobre as 
flutuaes do ciclo econmico. 

EURATOM - Comunidade Europia de Energia 
Atmica. Organismo de colaborao cientfica 
criado em maro de 1957 para coordenar as 
pesquisas e os projetos de produo industrial 
de energia atmica, com fins pacficos, do Mercado 
Comum Europeu. Sediada em Bruxelas, 
possui centros de pesquisa em Ispra (Itlia), Geel 
(Blgica), Karlsruhe (Alemanha), Culham (Inglaterra) 
e Petten (Holanda). Desde 1967 integra a 
Comunidade Europia. Veja tambm Comunidade 
Europia; Tratado de Maastricht. 

EURCO. Iniciais de european composite unit, que 
significa uma unidade de conta no oficial e privada 
baseada nas moedas dos pases da Comunidade 
Europia. Esta unidade  composta por 
tais moedas, na proporo da importncia econmica 
de cada pas na Comunidade Europia. 
Veja tambm ECU. 

EURIBOR. Iniciais de european interbank offered 
rate, ou a taxa de juros oferecida pelo Banco Central 
Europeu, que representar os pases da 
Unio Monetria Europia e se encarregar da 
poltica monetria e cambial (emisso de euros, 
fixao das taxas de juros e de cmbio) da regio. 
Veja tambm Euro; Libor. 

EURO. Denominao da moeda unificada que 
a Unio Europia adotar em 1999 e que dever 
circular a partir de 2002. O Euro, no entanto, 
somente ser adotado pelos pases que em 1997 
atingiram as metas relacionadas com o dficit 
pblico (inferior a 3% do PIB) e o endividamento 
interno (inferior a 60% do PIB) fixadas pelo Tratado 
de Maastricht. Esses pases so os seguintes, 
com as cotaes de suas moedas nacionais 
em euros, em 1/1/1999: ustria (13,91 xelins), 
Blgica (40,78 francos belgas), Finlndia (6,63 
markkas), Frana (6,63 francos franceses), Ale


manha (1,98 marco), Holanda (2,23 florins), Irlanda 
(0,80 libra irlandesa), Itlia (1957,61 liras), 
Luxemburgo (40,78 francos luxemburgueses), 
Portugal (202,70 escudos) e Espanha (168,22 pesetas). 
Os pases que permaneceram fora da 
unio monetria nessa primeira fase tambm tiveram 
suas moedas nacionais cotadas em termos 
de euros: Grcia (357,00 dracmas), Dinamarca 
(7,54 coroas dinamarquesas), Sucia (9,43 
coroas suecas) e Gr-Bretanha (0,65 libra esterlina). 
A cotao do dlar dos Estados Unidos 
foi fixada como referncia em US$ 1,166 = 1 
Euro. Veja tambm ECU; Tratado de Maastricht; 
Unio Monetria Europia. 

EUROBANK. Banco da Europa Ocidental, especialmente 
aquele que recebe depsitos, que 
concede emprstimos e proporciona crdito nas 
moedas dos vrios pases que constituem a 
Unio Europia. 

EUROBILL OF EXCHANGE. Expresso em ingls 
que designa uma letra de cmbio emitida 
e aceita da forma usual, mas denominada em 
moeda estrangeira e aceita para ser paga fora do 
pas cuja moeda foi utilizada na letra de cmbio. 

EUROBOND. Ttulo emitido por uma empresa 
norte-americana ou no-europia. Neste tipo de 
mercado, esses ttulos so geralmente de vencimento 
entre dez e quinze anos. 

EURO-CANADIAN DOLLARS. Dlares canadenses 
negociados nos mercados da Unio Europia 
(euromarkets). 

EUROCARD. Carto de crdito europeu desenvolvido 
pelo sistema bancrio alemo e aceito 
na maior parte dos pases europeus. 

EUROCHEQUE. Um tipo de carto de crdito 
para a compra de mercadorias na maior parte 
dos pases europeus. 

EUROCLEAR. Sistema de compensao e depsitos 
computadorizado, para a manuteno 
em custdia, entrega e pagamento dos Eurobonds. 
 propriedade de 120 bancos e corretoras 
de ttulos, e gerenciada pelo Morgan Guaranty. 
Veja tambm Eurobonds. 

EUROCOMMERCIAL PAPER. Ttulo comercial 
emitido em moeda europia (eurocurrency). 

EUROCOMUNISMO. Uma das tendncias do 
movimento comunista internacional, representada 
por alguns partidos comunistas da Europa 
(particularmente Itlia, Frana e Espanha), cuja 
linha poltica se fundamenta na reviso de algumas 
teses bsicas do marxismo-leninismo. 
Partindo de uma nova interpretao da natureza 
do Estado e do significado da democracia, nega 
a necessidade da ditadura do proletariado na 



EUROPEAN BANK FOR RECONSTRUCTION AND DEVELOPMENT 

construo do socialismo e defende o pluripartidarismo 
em lugar do sistema de partido nico, 
que  tradicional nos pases de regime comunista. 
No plano econmico, a socializao dos 
meios de produo seria feita de forma gradual, 
incluindo inicialmente apenas as empresas monopolistas 
e as grandes corporaes, enquanto 
os setores mdio e pequeno da indstria permaneceriam 
em mos privadas. 

EUROCRATA. Denominao popular aplicada 
queles funcionrios que trabalham em Bruxelas 
ou Luxemburgo em comisses, conselhos e atividades 
relacionados com o Mercado Comum 
Europeu. 

EUROCREDIT. Qualquer emprstimo denominado 
em moeda europia (eurocurrency). 

EUROCREDIT SECTOR. Seo do mercado 
europeu na qual os bancos funcionam como emprestadores 
de longo prazo mediante a constante 
rolagem de emprstimos de mdio e curto 
prazos, a taxas de juros flutuantes. 

EUROCURRENCY. Moedas de vrios pases 
depositadas em bancos europeus, utilizadas no 
mercado financeiro europeu. 

EUROCURRENCY MARKET. Veja Mercado 
de Euromoedas. 

EURODLAR. Termo aplicado atualmente  
moeda norte-americana que  depositada em 
bancos comerciais da Europa, Oriente Mdio e 
Japo e que resulta dos gastos ou emprstimos 
feitos pelos Estados Unidos no exterior. Em decorrncia 
do poder de conversibilidade das diversas 
moedas nacionais, o mercado dos eurodlares 
(ou euromoedas) acabou por englobar 

o conjunto das moedas estrangeiras escrituralmente 
depositadas na Europa, formando-se assim 
uma grande reserva monetria em disponibilidade 
no mercado internacional. As transaes 
e a conversibilidade realizam-se por meio 
de uma operao financeira que envolve os bancos 
comerciais e os bancos centrais de cada pas, 
tendo Londres como o principal mercado. Veja 
tambm Petrodlar. 
EURODOLLAR COLLATERALIZED - CDs 
(Certificados de Depsito). Certificados de depsito 
de no mnimo 100 mil dlares para investidores 
estrangeiros emitidos por Federally 
Chartered and Federal Savings and Loan Insurance 
Corporation. 

EURODOLLAR DEPOSITS. Depsitos bancrios, 
geralmente rendendo juros e por tempo determinado, 
denominados em Dlares dos Estados 
Unidos, mas feitos em bancos fora desse 
pas. 

EURODOLLARS. Depsitos de curto prazo, e 
fonte de alta qualidade de recursos para os bancos, 
realizados em bancos ou filiais sediadas no 
estrangeiro (fora dos Estados Unidos), denominados 
em dlares. 

EUROEQUITY. Equity share (aes patrimoniais) 
denominadas numa moeda diferente da moeda 
do pas no qual elas so negociadas. 

EUROFER. Cartel do ferro e do ao dos pases 
do Mercado Comum Europeu. Sediado em Luxemburgo, 
foi fundado oficialmente em 1976 e 
 dirigido por um conselho de cinqenta pessoas 
eleitas pelas companhias produtoras de ao localizadas 
na comunidade. Uma das prerrogativas 
da Eurofer  negociar com grupos monopolistas 
semelhantes, como os seis maiores produtores 
de ao do Japo. 

EUROFRANCS. Francos belgas, suos e franceses 
negociados nos mercados financeiros europeus. 


EUROGUILDERS. Guildas holandesas negociadas 
no mercado monetrio europeu. 

EUROLAND. Veja Euro. 

EUROMARKS. Marcos alemes negociados no 
mercado monetrio europeu. 

EUROMONEY. Veja Eurocurrency. 

EUROPA, Conselho da. Organismo criado em 
1949 para desenvolver a cooperao econmica, 
social, cultural e cientfica entre os pases-membros. 
Outro de seus objetivos  salvaguardar os 
direitos humanos e as liberdades fundamentais 
do cidado no plano continental. Sua jurisdio 
abrange ainda os problemas decorrentes de atos 
terroristas, emigrao de trabalhadores e segurana 
coletiva. Sediado em Estrasburgo,  integrado 
por Alemanha, ustria, Blgica, Chipre, 
Dinamarca, Espanha, Frana, Grcia, Holanda, 
Inglaterra, Irlanda, Islndia, Itlia, Liechtenstein, 
Luxemburgo, Malta, Noruega, Portugal, Sucia, 
Sua e Turquia. Os rgos principais do conselho 
so o Comit de Ministros, a Assemblia 
Parlamentar (na qual as representaes se alinham 
de acordo com suas tendncias polticas: 
liberais, conservadores, socialistas, democratas 
cristos) e a Corte de Direitos Humanos. 

EUROPEAN BANK FOR RECONSTRUCTION 
AND DEVELOPMENT. Banco Europeu de Reconstruo 
e Desenvolvimento fundado em 
15/1/1990 pelos doze membros da Comunidade 
Europia. A finalidade do banco  realizar emprstimos 
que contribuam para a reconstruo 
das economias dos pases do ex-bloco sovitico. 
O banco iniciou suas operaes em abril de 1991 
e est sediado em Londres. Tambm denomi




EUROPEAN COMMUNITY 

nado European Development Bank (Banco de 
Desenvolvimento Europeu). 

EUROPEAN COMMUNITY. Veja Comunidade 
Europia. 

EUROPEAN CURRENCY BAND. Veja Serpente. 

EUROPEAN CURRENCY UNIT. Veja ECU. 

EUROPEAN INVESTMENT BANK. Banco de 
Investimento Europeu, criado pelo Tratado de 
Roma como instituio financeira da Comunidade 
Econmica Europia, cuja finalidade  financiar 
projetos de investimento nos pases que 
compem o Mercado Comum Europeu. Veja 
tambm Tratado de Maastricht. 

EUROPEAN MONETARY UNION (EMU). Veja 
Unio Monetria Europia. 

EUROPEAN MONETARY UNITY. Veja ECU. 

EUROPEAN NARROW MARGIN ARRANGEMENT. 
Veja Serpente. 

EUROSTERLING. Depsitos em libras esterlinas 
obtidos por um banco fora do Reino Unido. 

EUROSYNDICATED LOANS. Emprstimos 
concedidos por grandes bancos com prazos de 
vencimento entre trs e dez anos, mediante a 
formao de sindicatos internacionais de bancos 
para cada caso especfico. Os fundos para os 
emprstimos so retirados do Euromarket. 

EUROYEN BONDS. Ttulos emitidos em ienes 
no Euromercado. Antes de junho de 1986, o mercado 
de Euroyenes estava confinado s empresas 
japonesas e estrangeiras, governos de pases 
soberanos e organizaes supranacionais como 

o Banco Mundial. Os bancos estrangeiros estavam 
impedidos de emitir certificados de depsito 
em Euroyenes. Em junho de 1986, o Ministrio 
de Finanas do Japo autorizou os bancos 
dos Estados Unidos e outros bancos estrangeiros 
a levantar recursos em ienes como parte da liberalizao 
do mercado financeiro japons, desta 
forma permitindo a bancos no japoneses (estrangeiros) 
o acesso a recursos de baixo custo. 
Em pouco tempo essas emisses superaram o 
outro instrumento de obteno de recursos, os 
samurai bonds, que so ttulos emitidos em ienes 
no Japo por no-residentes. Veja tambm Samurai 
Bond. 
EVALUATOR. Veja Appraisal. 

EVEN KEELING. Expresso em ingls que designa 
um processo de controle da liquidez aplicado 
pelos bancos que constituem a Reserva Federal 
(Federal Reserve Banks), nos Estados Unidos, 
e que consiste em manter as taxas de juros 

estveis, ampliando a quantidade de moeda em 
circulao, mas ao mesmo tempo com o Tesouro 
lanando ttulos da dvida pblica no mercado, 
para neutralizar esta expanso dos meios de 
pagamento. 

EVENING UP. Expresso do mercado de aes 
que designa uma situao na qual, para cobrir 
seus contratos, operadores "longos" vendem 
aes, e operadores "curtos" compram simultaneamente, 
de tal forma que a demanda e a oferta 
de aes se equilibram e as alteraes das cotaes 
so de pouca significncia. 

EVERGREEN CREDIT. Veja Evergreen Loan. 

EVERGREEN LOAN. Emprstimo que no exige 
do devedor pagamentos peridicos, isto , 
no tem data de vencimento, embora o credor 
possa convert-lo num emprstimo por tempo 
determinado, sendo que, no vencimento, ele 
pode ser renovado ou pago. 

EWG. Iniciais da expresso em alemo Europische 
Wirtschaft Gemeinschaft, que significa 
Comunidade Econmica Europia. 

EX-ALL. Expresso em ingls que, aplicada ao 
mercado de aes, significa que as aes vendidas 
nessas condies so transacionadas sem nenhum 
direito ou privilgio que as mesmas contm, 
como, por exemplo, dividendos pendentes, 

o direito de subscrever novas aes etc. 
EX-ANTE. Expresso criada por Gunnar Myrdal 
e que se aplica s quantidades de investimento, 
poupana ou consumo planejadas como ao 
para um perodo que se inicia. Portanto, sendo 
quantidades hipotticas, funcionam como rota 
para planos econmicos gerais, que sero depois 
confrontados com os clculos ex-post, realizados 
no fim do perodo. Veja tambm Ex-post; Myrdal, 
Gunnar Karl. 

EXCESSO DE ARRECADAO. Saldo positivo 
das diferenas acumuladas ms a ms entre 
a arrecadao prevista e a realizada, considerando-
se ainda a tendncia do exerccio. 

EXCHEQUER. Nome oficial da conta do Chancellor 
of the Exchequer do Reino Unido com o 
Banco da Inglaterra. Corresponderia, nos Estados 
Unidos, s contas do Departamento do Tesouro 
com os Bancos da Reserva Federal. No 
Brasil, se aproximaria da conta do Tesouro Nacional 
junto ao Banco Central. Esta conta  destinada 
s grandes receitas do pas e  de onde 
so pagas as despesas do governo. 

EXCHEQUER BILLS. Denominao das antigas 
notas promissrias emitidas pelo governo 
ingls. Sua emisso teve incio em 1696 e constituram, 
durante muito tempo, o principal ttulo 



da dvida flutuante da Inglaterra. Foram substitudas 
pelos Treasury Bills (Letras do Tesouro 
ingls). 

EXCHEQUER BONDS. Denominao dada na 
Inglaterra aos ttulos emitidos pelo governo ingls 
ou pelas indstrias nacionalizadas e garantidas 
pelo governo, e que so negociados na Bolsa 
de Valores de Londres. 

EXCISE TAX. Imposto seletivo lanado sobre 
produtos determinados ou sobre as importaes, 
com o intuito de proteger atividades internas, 
priorizar as importaes de determinadas regies 
ou de pases e elevar a arrecadao tributria. 

EX-DIVIDENDO. Condio aposta a uma ao, 
significando que, por determinado perodo, aps 
a transao, o vendedor reter os dividendos. Em 
decorrncia, o preo da ao sofre uma reduo. 

EXECUO. Ato pelo qual a autoridade judicial 
obriga uma pessoa fsica ou jurdica a cumprir 
algo que era de seu dever, em decorrncia 
de solicitao processual de uma parte prejudicada. 
Resume-se no cumprimento de uma sentena, 
constrangendo o ru (devedor) a assumir 
uma obrigao que  comprovadamente de suaresponsabilidade.  a parte final de uma ao 
judicial. 

EXERCCIO. Perodo de tempo de doze meses 
em que o oramento financeiro de uma empresa 
deve ser executado. Ao final do exerccio, deve-
se fazer um balano das atividades, em funo 
do qual so calculados impostos, lucros, dividendos 
etc. As sociedades annimas so obrigadas 
a publicar os balanos de cada exerccio 
em jornais de ampla circulao, para informao 
de seus acionistas e do pblico. 

EXRCITO INDUSTRIAL DE RESERVA. Expresso 
empregada por Karl Marx para designar 

o conjunto dos trabalhadores desempregados. 
A esse mesmo contingente humano ele deu tambm 
a denominao de populao relativa excedente. 
Ao contrrio de todos os economistas que 
o precederam, Marx analisou a existncia do 
exrcito industrial de reserva como um fenmeno 
inerente  prpria produo capitalista. Para 
ele, os capitalistas, a fim de vencerem os concorrentes, 
so obrigados a empregar continuamente 
novas mquinas, com o intuito de baratear 
os custos de produo e aumentar a produtividade 
do trabalho. O emprego de novas 
mquinas e novos equipamentos leva  diminuio 
da parte relativa  mo-de-obra, o que 
provoca o chamado desemprego tecnolgico. 
Marx analisa tambm outras formas de criao 
do exrcito industrial de reserva: mo-de-obra 
de jovens que no so absorvidos em sua totalidade 
pelo mercado de trabalho; trabalhadores 
agrcolas que tm empregos temporrios ou que 
EXTICAS 

se deslocam para a cidade em decorrncia da 
mecanizao da agricultura; pequenos proprietrios 
e artesos arruinados. Marx salientou o 
fato de que o capitalismo, mesmo em poca de 
prosperidade, necessita da existncia de um nmero 
razovel de trabalhadores desempregados 
com a finalidade de impedir uma maior presso 
sobre o preo dos salrios. Veja tambm Marx, 
Karl Heinrich. 

EX-FACTORY. Veja EXW (Ex Works). 

EXIMBANK (Export and Import Bank of the 
United States). O Banco de Exportao e Importao 
dos Estados Unidos  uma instituio 
criada em 1934 pelo governo norte-americano, 
com o objetivo de promover o comrcio exterior 
nos anos que se seguiram  Grande Depresso. 
Mais tarde, passou a financiar programas de governos 
e empresas do exterior na compra exclusiva 
de equipamentos e servios norte-americanos 
(crdito contingenciado). Atuando sobretudo 
na rea do Terceiro Mundo, o Eximbank foi 
tambm responsvel pelo financiamento dos 
planos de reconstruo dos pases europeus 
aps a Segunda Guerra Mundial, at a instituio 
do Plano Marshall. 

EX-INTEREST. Expresso que, aplicada a um 
ttulo, significa que o prximo cupom de juros 
a vencer foi destacado. 

EXIT BONDS. Expresso em ingls que designa 
"bnus de sada", que so os ttulos emitidos 
e negociados para que credores que tenham uma 
participao pequena numa dvida possam ser 
pagos, tornando a renegociao dessa dvida 
com os demais credores mais fcil. Veja tambm 

Bradies; Plano Baker; Plano Brady. 

EXIT FEE. Veja Back-End Load. 

EX-MILL. Veja EXW (Ex Works). 

EX NUNC. Expresso em latim que significa 
"de agora em diante", "sem efeito retroativo", 
especialmente nos contratos em que no h retroatividade 
de efeitos. Quando h retroatividade 
de efeitos, a expresso latina correspondente 
 ex tunc. 

EX-OFFICIO. Literalmente, a expresso latina 
significa "em virtude de um ofcio". No mundo 
dos negcios, o termo  utilizado para identificar 
alguns deveres e prerrogativas que recaem sobre 

o titular de um cargo, mas que no constituem 
parte das tarefas regulares desse cargo. Assim, 
o presidente de uma corporao, em virtude de 
sua posio, pode ser o presidente (ex-officio) do 
conselho de diretores da mesma empresa. 
EXTICAS. Termo que designa, no campo das 
opes, aquelas destinadas a atender a interesses 
especficos das organizaes. Como as caracte




EXPECTATIVAS 

rsticas so especiais, tornam-se de difcil colocao 
nos mercados padronizados, isto , nas 
Bolsas de Valores, sendo negociadas mais freqentemente 
pelos bancos. Tais formas tornaram-
se conhecidas e vieram a ser designadas por 
cap, floor e collar, podendo tambm ser encontradas 
outras como, por exemplo, as Opes de 
Barreira, as Opes Asiticas, as Opes Retrospectivas 
(look back) e outras. Veja tambm Cap; 
Collar; Floor. 

EXPECTATIVAS. Conceito usado por Keynes 
para designar o grau de incerteza em relao 
ao futuro. Um indivduo far um investimento, 
dependendo da taxa de juros e das expectativas. 
Se as expectativas, por exemplo, forem boas (otimistas), 
ele provavelmente investir. Esse conceito, 
considerado uma das grandes contribuies 
de Keynes  economia, foi tambm desenvolvido 
pela escola sueca. As expectativas so 
importantes para a teoria da preferncia pela 
liquidez. A demanda de dinheiro para satisfazer 

o motivo especulativo depende das expectativas 
sobre as mudanas da taxa corrente de juros. 
Se, por exemplo, a taxa corrente  baixa e os 
preos das aes so altos,  de esperar que os 
preos das aes caiam. Diante dessa perspectiva, 
as pessoas preferiro ter dinheiro a aes, 
porque seu custo de manuteno  baixo e, dessa 
forma, evitaro perdas de capital, se carem - 
como se espera - os preos das aes. Veja tambm 
Conjuntura Econmica; Expectativas Racionais; 
Previso Econmica; Propenso a Investir; 
Propenso a Poupar. 
EXPECTATIVAS ADAPTATIVAS. Expresso 
que significa a formao de expectativas sobre 

o comportamento futuro de uma varivel, ou 
de um processo econmico, ou de uma economia 
que se baseia apenas no comportamento 
passado dessa mesma varivel, processo econmico 
ou economia. Em outras palavras, os agentes 
econmicos adaptariam seu comportamento 
futuro ao desempenho de um processo econmico 
baseando-se apenas na evoluo passada 
e recente desse mesmo processo. Foi Milton 
Friedman quem introduziu este conceito no debate 
travado entre os defensores das expectativas 
racionais (monetaristas) e os neo-keynesianos, 
argumentando que os indivduos ajustam 
suas expectativas correntes para corrigir erros 
de previso cometidos em perodos precedentes. 
Veja tambm Expectativas Racionais; Friedman, 
Milton; Neokeynesiano. 
EXPECTATIVAS HOMOGNEAS. Concepo 
de que todos os indivduos (que atuam no mercado 
financeiro) tm as mesmas crenas no que se refere 
a investimentos futuros, lucros e dividendos. 

EXPECTATIVAS RACIONAIS. Conceito da 
corrente monetarista que interpreta a ao dos 

agentes econmicos como racional, no sentido 
de que tais agentes formam suas expectativas 
(e agem de acordo com elas) sobre o desenvolvimento 
futuro da economia no apenas examinando 
o passado, mas tambm o presente, ao 
levar em considerao todas as aes governamentais 
e do mundo dos negcios (nacionais e 
internacionais) que possam influir, por exemplo, 
sobre a taxa de inflao. No incio dos anos 60, 

o economista John Muth afirmou que as expectativas 
dos indivduos (no contexto de um modelo) 
so racionais quando so idnticas s predies 
desse modelo. No final da mesma dcada, 
as idias de Muth apareceram num artigo de 
Robert Lucas e Leonard Rapping. As concluses 
apoiavam a idia monetarista da existncia de 
uma taxa natural de desemprego. Leonard Rapping 
abandonou esta linha de pesquisa rejeitando 
este enfoque da economia neoclssica em favor 
de um enfoque neo-keynesiano. Lucas, no 
entanto, prosseguiu e, em conjunto com Edward 
Prescott, escreveu, em 1971, um artigo utilizando 
o conceito explorando as conseqncias das 
expectativas racionais sobre o comportamento 
dos investimentos. As concluses coincidiram 
com as da economia clssica: a moeda  neutra 
e a poltica governamental intervencionista  ineficaz. 
Por esta razo, esta corrente tambm  denominada 
nova economia clssica. Esta corrente de 
pensamento econmico colidiu frontalmente com 
as concepes dos neo-keynesianos, e os principais 
representantes nesse debate, do lado da nova 
economia clssica, so: Thomas Sargent, Neil Wallace, 
Bennett McCallum, Robert Barro e Robert 
Towsend. Veja tambm Economia Clssica; Expectativas 
Adaptativas; Neokeynesiano. 
EX-PLANTATION. Veja EXW (Ex Works). 

EXPOENTE. Nmero que se afixa no alto de 
um outro, em tipo menor, indicando quantas 
vezes este outro deve ser multiplicado por si 
mesmo. Por exemplo: 103 significa que 10 deve 
ser multiplicado trs vezes por ele prprio: 10 
x 10 x 10 = 1 000. No caso, o nmero trs afixado 
no alto do nmero dez (103)  o seu expoente 
ou sua potncia. Veja tambm Logaritmo; Potncia. 


EXPONENCIAL. Quando relacionada com uma 
funo, tem a conformao em que a varivel 
dependente est vinculada ao nmero e elevado 
a alguma potncia contendo a varivel independente, 
onde e = 2,718, a base dos logaritmos 
naturais. Um exemplo  Y = a.ebX, onde X  a 
varivel independente e a e b so constantes. 
Estas funes so apropriadas para a descrio 
do crescimento de variveis no tempo, como os 
preos, a populao etc. 

EXPORTAO. Vendas, no exterior, de bens e 
servios de um pas. Resulta, como a importa




o, da diviso internacional do trabalho, pela 
qual os pases tendem a especializar-se na produo 
dos bens para os quais tm maior disponibilidade 
de fatores produtivos, garantindo um 
excedente exportvel. Exportar mais do que importar 
era o mecanismo preconizado pelos mercantilistas, 
no sculo XVII, como a nica maneira 
de atrair metais preciosos para um pas e torn-
lo rico e poderoso. Atualmente, considera-se 
ainda a exportao um dos principais instrumentos 
de uma poltica de pleno emprego. As 
exportaes so chamadas visveis quando envolvem 
mercadorias, e invisveis quando se trata 
de servios (turismo, transportes, servios bancrios, 
juros, dividendos, seguros, fundos dos 
migrantes, heranas, donativos). As mercadorias 
ou servios exportados como pagamento de juro 
sobre emprstimos ou amortizao de capital, 
no sendo pagas por quem as recebe, no captam 
moeda estrangeira, constituindo as chamadas 
exportaes no-remuneradas. Veja tambm 

Balana Comercial; Comrcio Internacional; 
Importao; Troca, Relaes de. 

EX-POST. Expresso criada por Myrdal para indicar 
a quantidade de investimentos, poupana 
e consumo realizados em determinado perodo. 
Como so clculos processados posteriormente, 
baseiam-se em quantidades reais e suas concluses 
so fundamentais para a definio de planos 
e projetos calculados ex-ante. Veja tambm 

Ex-ante. 

EX-QUAY. Expresso do comrcio internacional 
que significa "no cais", seguida da indicao do 
porto onde devero ser colocadas as mercadorias. 
O vendedor coloca a mercadoria  disposio 
do comprador no porto, no lugar convencionado 
no contrato de venda, arcando com todos 
os custos e riscos de transporte do produto 
at esse local. Existem, no entanto, dois tipos 
de contratos ex-quay: a modalidade duty paid, 
quando a responsabilidade de liberar a mercadoria 
na alfndega do pas importador cabe ao 
vendedor, e duties on buyer's account, quando tais 
despesas so arcadas pelo comprador. Cdigo 
ou abreviao: EXQ. Veja tambm Incoterms. 

EX-RIGHTS. Expresso que se aplica quando 
uma ao  vendida e todos os direitos e privilgios 
que a mesma possui permanecem com o 
vendedor, isto , ela  vendida sem direitos. 

EX-SHIP. Expresso do comrcio internacional 
que significa "no navio", seguida da designao 
do porto de destino. O vendedor coloca a mercadoria 
 disposio do comprador a bordo do 
navio escolhido, sendo o frete pago pelo vendedor. 
A transferncia de custos e riscos faz-se 
a bordo do navio, no ponto de descarga usual, 

EXW 

no porto designado. Cdigo ou abreviao: EXS. 
Veja tambm Incoterms. 

EX-SITU. Expresso em latim que significa "fora 
de lugar" (no sentido fsico) e aplicada nos casos 
em que se quer designar, por exemplo, a manuteno 
de uma planta fora de seu lugar natural 
de crescimento, como acontece nos jardins 
botnicos ou mesmo nos laboratrios. 

EXPOSURE. A expresso, de origem inglesa, significa 
"grau de exposio" de um banco em relao 
a suas aplicaes nos diversos pases. Tecnicamente, 
representa a porcentagem de emprstimos 
e financiamentos que um banco tem 
em cada pas em relao ao total de seus emprstimos 
e financiamentos. Quando um banco 
tem uma percentagem grande de seus emprstimos 
comprometida com um s devedor, seu 
grau de exposio ou sua vulnerabilidade aumenta, 
especialmente quando este devedor 
apresenta sinais de inadimplncia. 

EXPURGAR. Verbo utilizado geralmente para designar 
o ato de purificar, limpar, ou eliminar aquilo 
que  considerado nocivo ou prejudicial. Em economia, 
o termo tem sido utilizado para referir a 
retirada de um ou mais produtos que compem 
a cesta cujos preos estabelecem os ndices inflacionrios, 
ou mesmo desconsiderando perodos 
(semana, quinzena) nos quais os preos se alteraram, 
mas no foram registrados nos ndices, 
alterando via de regra para menos o valor destes. 

EXQ. Veja Ex-Quay. 

EXS. Veja Ex-Ship. 

EXTERNALIDADES. Veja Economias Externas. 

EXTRAPOLAO. Veja Interpolao e Extrapolao. 


EXTRAPOLAO DE TENDNCIA. Mtodo 
de previso vinculado  regresso estatstica, segundo 
o qual a direo e a magnitude experimentadas 
por uma varivel no passado tero a 
mesma configurao no futuro. Isto , os valores 
futuros de uma varivel tendero a situar-se 
numa linha de tendncia geral. Na medida em 
que esses valores podem situar-se acima ou abaixo 
da linha de tendncia, aquele que utiliza esse 
instrumento de previso poder traar linhas de 
tendncias alternativas ou possveis. 

EXTRATOS. Forma simplificada de apresentao 
de uma conta corrente, com a relao dos 
dbitos, crditos e saldo. 

EXW. Abreviao de ex-works e o mesmo que 
ex-mill, ex-factory, ex-plantation, e que significa 
que a responsabilidade sobre a mercadoria posta 
na porta da fbrica recai sobre o comprador. Veja 
tambm Incoterms; Ponto Crtico. 



F


F 


F. Inicial de: 1) farthing (unidade monetria inglesa); 
2) fen (unidade monetria chinesa); 3) forint 
(unidade monetria hngara); 4) franco (unidade 
monetria francesa). 
FAA. Iniciais da expresso em ingls free of all 
average, que significa "livre de avarias" ou "sem 
avarias". 

FABIANA. Veja Sociedade Fabiana. 

FBRICA. Conjunto industrial constitudo de 
instalaes, equipamentos e trabalhadores voltados 
para a transformao de matrias-primas. 
A produo fabril distingue-se da produo artesanal 
e da produo manufatureira por concentrar 
grande nmero de trabalhadores com 
funes especializadas, as quais so executadas 
com o auxlio de mquinas-ferramentas. As fbricas 
podem ser de dois tipos: de processamento 
e de montagem. As primeiras obtm o produto 
mediante transformao de matrias-primas por 
meios mecnicos, qumicos ou fsico-qumicos. 
Nas fbricas de montagem (como as de automveis), 
o produto final resulta da combinao 
de peas e subconjuntos mecnicos produzidos 
nas fbricas de processamento. H ainda as fbricas 
que combinam os dois tipos acima citados. 
As primeiras fbricas surgiram na Inglaterra 
com a Revoluo Industrial, no final do sculo 
XVIII, quando a introduo da mquina a vapor 
na produo permitiu o aumento da produtividade 
e a intensificao da diviso do trabalho; 
atualmente, o desenvolvimento desses fatores se 
apia na automao. Veja tambm Artesanato; 
Indstria; Localizao Industrial. 

FACO, Passar o. No jargo dos operrios e 
trabalhadores, particularmente os industriais, 
designa o ato de demitir empregados em grande 
nmero, e de uma s vez. 

FACILIDADES DE CAIXA. Atitude tomada por 
bancos, em relao a clientes preferenciais - 
empresas, sobretudo -, permitindo que permaneam 
com caixa a descoberto (sem liquidez), 
especialmente em ocasies de grande concentrao 
de pagamentos. No chega a ser uma operao 
de crdito, mas uma tolerncia motivada 
pelo interesse em manter determinados clientes. 

FACTOR DRIVEN. Expresso em ingls que 
significa vantagens competitivas de um pas baseadas 
na abundncia de fatores de produo, 
especialmente matrias-primas. 

FACTORING. Atividade pela qual uma instituio 
financeira especializada compra e administra 
as duplicatas de outras empresas, ou outros 
ttulos a receber, inclusive cheques pr-datados. 
Com esse sistema, cria-se a possibilidade 
de uma reduo no custo do dinheiro (ou do 
crdito) das empresas, uma vez que se elimina 
a intermediao dos bancos nos descontos de 
duplicatas. Ao mesmo tempo, as empresas passam 
a ter maior capital de giro, uma vez que 
as instituies que operam com factoring adiantam 
os valores das duplicatas (de 50 a 80%, por 
exemplo) antes de seus vencimentos, cobrando 
pelo adiantamento menos do que os bancos em 
termos de taxas de juros. O sistema de factoring 
 adotado sobretudo como um servio a pequenas 
e mdias empresas, ou, no comrcio internacional, 
como um servio aos exportadores. 
Este tipo de atividade est ganhando muito impulso 
no Brasil, j existindo at mesmo uma Associao 
Nacional de Factoring (Anfac). Veja 
tambm Capital de Giro; Duplicata. 

FACTOR-PRICE FRONTIER. Expresso cunhada 
por Paul Samuelson para designar a inclinao 
negativa do trade-off entre a taxa de salrios 
e a taxa de lucros no mbito da teoria do crescimento. 
Os economistas da Escola de Cambridge 
preferem a expresso wage/rate of profit frontier, 
enquanto Hicks (sir John Hicks) referia-se 
ao mesmo processo como wage-frontier. 

FADEN. Veja Braa. 

FAF. Veja Fundo de Aplicao Financeira. 

FAISCADORES. Indivduos que realizavam a 
minerao do ouro independentemente, e que, 
ao contrrio da produo em "lavras", no se 
fixavam num lugar. Exerciam suas atividades 
em reas franqueadas a todos, mas cada um trabalhando 
por si e isoladamente. O sistema admitia 
tambm a presena de escravos, que trabalhavam 
para seus proprietrios entregando a 
estes certa proporo do ouro produzido, e em 
caso de produo excepcionalmente elevada, podiam 
ganhar com isso sua liberdade. Veja tambm 
Lavras. 

FALCIA. Sinnimo de sofisma, estudado e classificado 
por Aristteles. Consiste em concluir 
partindo-se de uma proposio particular para 
uma universal, ou em tratar o que  acidental 
como essencial. Tambm se aplica a proposies 
que parecem verdadeiras sem o ser. As falcias 
econmicas envolvem com freqncia o elemen




FAMLIA CENSITRIA 

to tempo e a chamada composio da proposio. 
A falcia que utiliza o tempo ocorre em 
proposies econmicas que no definem claramente 
sua dependncia do fator tempo. Por 
exemplo, muitos autores acreditam que no 
pode ser considerada verdadeira a proposio 
segundo a qual, numa economia dinmica, sujeita 
a vrios choques e influncias, as principais 
variveis (salrios, lucros, preos e custos) encontraro 
sempre seu nvel de crescimento, mas 
sim que elas estaro sempre tendendo a encontrar 
esse nvel. A falcia de composio da proposio 
deve-se  prtica de ampliar, no final do 
argumento, a significao de termos utilizados 
de modo restritivo em seu incio. Esse tipo de 
confuso produz grande nmero de erros vulgares, 
que consistem em supor que o que  verdadeiro 
em relao a uma parte ser, apenas 
por isso, tido como verdadeiro em relao ao 
todo. Por exemplo, afirmar que uma ao considerada 
til para um indivduo ou uma empresa 
o ser tambm para o conjunto de um 
pas. Outros tipos de falcias surgem quando 
quantidades variveis so tratadas como fixas 

- como na antiga "lei de bronze" de Lassale, 
pela qual os salrios tenderiam a equilibrar-se 
no nvel da simples subsistncia. Alfred Marshall 
procurou denunciar esse tipo de sofisma, 
introduzindo na teoria econmica uma nova 
compreenso pela qual diferentes fatores determinam-
se mutuamente. 
FALANSTRIO. Comunidade organizada de 
acordo com os princpios socialistas defendidos 
por Charles Fourier. Os falanstrios eram estruturados 
em bases cooperativas, e a repartio 
dos bens produzidos coletivamente se fazia segundo 
o capital empregado, a capacidade e o 
trabalho de cada membro da comunidade. Os 
partidrios de Fourier criaram falanstrios na 
Europa, nos Estados Unidos e no Brasil, mas 
no tiveram condies de sobreviver s imposies 
do sistema capitalista. Veja tambm Fourier, 
Charles. 

FALNCIA. Situao em que, por fora de deciso 
judicial, uma empresa  declarada insolvente, 
ou seja, incapaz de saldar seus dbitos 
nos prazos contratuais estabelecidos. Duas condies 
so bsicas para a declarao de falncia: 

o carter comercial da empresa, isto , ela deve 
ser enquadrada no que, em direito comercial,  
considerado comrcio, e a situao real ou presumida 
de insolvncia. A insolvncia do comerciante 
(empresa) pode ser apenas presumida, segundo 
circunstncias expressas no artigo 2 da 
Lei de Falncias: 1) se, ao sofrer uma execuo 
judicial qualquer, ele no pagar, no depositar 
a quantia necessria ou no nomear bens  penhora 
que bastem para satisfazer a obrigao; 
2) se, na iminncia de vencimento de suas obrigaes, 
ele liquidar precipitadamente seu ativo, 
ou o estoque de mercadorias a preo inferior 
ao custo, ou ento lanar mo de meios ruinosos 
(como o emprstimo de dinheiro a juros elevados), 
ou ainda utilizar-se de meios fraudulentos 
para conseguir dinheiro necessrio para o pagamento 
de suas dvidas; 3) se ele convocar os 
credores solicitando prazo maior para o pagamento 
de obrigaes a vencer, pedindo remisso 
(desistncia) de crditos, ou propondo-lhes a 
cesso de bens. A falncia pode ser pedida pelo 
prprio comerciante (alis,  sua obrigao legal, 
se estiver em insolvncia) ou por credor munido 
de ttulo de dvida lquida e certa. Uma vez decretada 
a falncia, inicia-se o processo de execuo: 
todos os bens do falido so liquidados e 
repartidos proporcionalmente entre os credores, 
segundo as prioridades definidas em lei: 1) crditos 
com direitos reais de garantia (hipotecas, 
por exemplo); 2) crditos com privilgio especial 
sobre determinado bem (garantia por cauo, 
at o limite do ttulo caucionado, por exemplo); 
3) crditos com privilgio geral (empregados, 
FGTS, dvidas fiscais etc.); 4) crditos quirografrios 
(todos os demais no privilegiados e, portanto, 
os ltimos na ordem de rateio do pagamento). 
A massa falida  administrada por um 
sndico escolhido entre os credores e sob superviso 
do juiz da falncia. Todos os credores devem 
apresentar, em juzo, provas de suas condies, 
o que  chamado de habilitao de crdito. 
Em todo processo de falncia  feita uma 
investigao do procedimento do falido para verificar 
a existncia ou no de atos considerados, 
por lei, crimes falimentares. Considera-se criminosa 
a falncia se, para que ela ocorresse, o comerciante 
tiver agido dolosamente (com inteno 
deliberada de prejudicar seus credores), ou 
culposamente (se ele dirigiu os negcios com 
omisso ou impercia). Veja tambm Concordata. 

FALLEN ANGELS. Expresso em ingls que significa 
literalmente "anjos cados" e que, no jargo 
do mercado financeiro, designa um ttulo 
ou ao com boa classificao de crdito por parte 
das empresas especializadas (como a Standards 
and Poor's ou a Moody's) e que, posteriormente, 
tem a sua qualificao em queda para 
nveis em que no se recomenda ao investidor 
adquiri-los como investimento. Veja tambm 

Moody's Investors Service; Standard & Poor's. 

FAMLIA CENSITRIA. Conceito adotado pela 
Fundao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia 
e Estatstica) e que designa tanto o conjunto 
de pessoas que, em virtude de parentesco, adoo, 
subordinao, hospedagem ou simples dependncia, 
vivem em domiclio comum sob a 
direo e comando de uma pessoa, como a pessoa 
que vive s, em domiclio independente. 



FANEGA 234


FANEGA. Unidade de medida utilizada no Brasil 
antes da adoo do sistema mtrico decimal 
e equivalente a aproximadamente 55 l. A fanega 
era uma antiga medida de capacidade utilizada 
na Espanha e em grande parte dos pases de 
colonizao espanhola, equivalente a 55,5 ou 
56,5 l. Veja tambm Unidades de Pesos e Medidas. 


FANNO, Marco (1878-1965). Economista italiano 
e professor de economia poltica nas universidades 
de Sassari, Messina e Pdua. Sua obra 
se classifica na escola do equilbrio geral predominante 
na Itlia durante os anos 30. Nessa poca, 
seus estudos mais importantes versaram sobre 
a elasticidade da demanda e sobre questes 
monetrias. No entanto, seu trabalho mais importante 
trata das flutuaes econmicas. No livro 
La Teoria delle Fluttuazioni Economiche (A Teoria 
das Flutuaes Econmicas), 1947, desenvolve 
uma sntese das principais teorias existentes 
sobre o tema e apresenta farto material histrico 
e emprico. O eixo principal do trabalho  um 
exame detalhado do papel do crdito na determinao 
da durao dos ciclos econmicos. 

FAO - Organizao para Alimentao e Agricultura 
(Food and Agriculture Organization). 

rgo das Naes Unidas fundado em 1943 e 
inaugurado em 1945 na reunio de Quebec (Canad). 
Sediada em Roma, a FAO tem por objetivo 
elevar os nveis de alimentao e nutrio 
das populaes carentes do mundo, promovendo 
o aumento dos nveis de produtividade da 
agricultura e uma melhor e mais eqitativa distribuio 
de alimentos em escala internacional. 
 dirigida por um conselho de representantes 
de 31 pases, eleitos pela conferncia bianual de 
todas as naes associadas. 

FAPIS. Iniciais de Fundos de Aposentadoria 
Programada Individual. 

FARAD. Unidade de medida da capacidade 
(quantidade) de eletricidade que um corpo (objeto 
qualquer) pode armazenar. O nome tem origem 
no inventor ingls Michael Faraday, que 
construiu o primeiro gerador eltrico. 

FARDO. Antiga unidade de medida de peso 
do algodo, usada at hoje e admitindo pesos 
muito variados, dependendo do pas que o produz 
e exporta. Por exemplo, nos Estados Unidos, 
um fardo de algodo pesa 226,5 kg; no Egito,
317,1 kg; na ndia, 181,2 kg; no Brasil e no Peru, 
113,25 kg. O algodo pode ser medido tambm 
por blocos, que so grandes rolos de fios com 
cerca de 2,5 kg, ou por sacos pesando 63 kg nos 
Estados Unidos e 126 kg na Inglaterra. Veja tambm 
Sakellerides. 

FARMER. Veja Via Farmer. 

FARQUHAR, Percival (1864-1953). Empresrio 
norte-americano ligado  construo de vrias 
estradas de ferro no Brasil, onde chegou em 
1905. Foi fundador da Light and Power (1905), 
da Brasil Railway (1906) e das estradas de ferro 
Sorocabana (1907) e Madeira-Mamor (1912). 
Obteve concesso do governo brasileiro para a 
reconstruo dos portos de Belm, Rio Grande 
e Rio de Janeiro, alm de ligar-se  atividade 
agropecuria e madeireira. Em 1920, mediante 
contrato com o governo de Epitcio Pessoa, Farquhar 
fundou a Itabira Iron Ore & Co. (Companhia 
de Minrio de Ferro de Itabira), que se 
encarregaria de extrair e exportar o minrio, 
alm de construir uma ferrovia, um porto e uma 
siderrgica. Acusado de ser agente do capital 
estrangeiro por vrias personalidades influentes, 
teve a concesso de explorao dos minrios 
cassada em 1931 por Getlio Vargas, pois at 
ento no iniciara os trabalhos de prospeco 
mineral. Ainda assim, a Companhia de Minerao 
e Siderurgia, fundada em 1939, incorporou 
a Itabira Iron, ficando o grupo de Farquhar com 
48% das aes. Em 1942, quando o governo federal 
criou a Vale do Rio Doce, a Companhia 
de Minerao foi comprada e anexada ao patrimnio 
estatal. Continuando suas atividades, entre 
1944 e 1950, Farquhar criou a Acesita, que 
passou a ser controlada pelo Banco do Brasil, 
em 1952, por endividamento. 

FARTHING. Moeda de cobre inglesa de valor 
equivalente a 1/4 de penny, constituindo a moeda 
de menor valor no sistema monetrio ingls. 
Em 1960, o farthing foi oficialmente retirado de 
circulao devido ao seu valor irrisrio. 

FAS (Free Alongside Ship). Expresso do comrcio 
internacional que significa "posto no costado 
do navio" seguida da especificao "porto 
de embarque indicado". De acordo com esta modalidade, 
as obrigaes do vendedor terminam 
quando a mercadoria for colocada no cais no 
costado do navio, ou em embarcaes utilizadas 
para realizar o carregamento no navio que far 

o transporte, passando o comprador, a partir 
desse momento, a arcar com todos os custos e 
riscos de perdas e danos. Diversamente do FOB 
(free on board), o FAS exige que o comprador 
desembarace a mercadoria na alfndega para a 
exportao, sendo tambm por sua conta a designao 
do navio e o pagamento do frete martimo. 
Veja tambm FOB; Incoterms. 
FASCISMO. Regime poltico totalitrio que se 
caracteriza por domnio de um partido nico, 
hipertrofia do aparelho policial, exaltao nacionalista, 
pregao do antiliberalismo, do anticomunismo 
e defesa da ao do Estado como principal 
dirigente da economia nacional. Embora 
se tenha desenvolvido tambm na Alemanha 



(nazismo), Espanha (franquismo) e Portugal (salazarismo), 
foi na Itlia, no perodo entre guerras, 
que o fascismo adquiriu um corpo doutrinrio, 
o qual se materializou no governo de Benito 
Mussolini. No plano econmico, o fascismo 
combateu o capitalismo liberal tpico do sculo 
XIX e aparelhou o Estado de organismos burocrticos 
para dirigir e controlar a atividade econmica 
e minimizar ao mximo as tenses sociais. 
Para realizar essa tarefa, os Estados fascistas 
instituram o corporativismo, que se baseava 
na organizao profissional e setorial de 
patres e empregados. Embora em sua origem 

o fascismo se tenha caracterizado por forte sentimento 
anticapitalista, pois pregava uma nao 
livre do "capitalismo de rapina" - sobretudo 
o capital financeiro -, depois de investidos no 
poder, os fascistas tornaram-se instrumento dos 
grandes grupos monopolistas italianos e alemes, 
aos quais interessava a poltica expansionista 
de grande nao e o combate ao movimento 
reivindicatrio dos operrios. Profundamente 
enraizado nos setores da classe mdia, o fascismo 
foi fruto da crise social e econmica em que 
a Europa enveredou aps a Primeira Guerra 
Mundial - devastada pelo conflito, por uma 
espiral inflacionria incontrolvel, pelo desemprego, 
e abalada pelas tenses polticas entre as 
correntes liberais, social-democratas e socialistas. 
FAST TRACK. Expresso em ingls que significa 
literalmente "via rpida" e que se refere a 
um mandato especial que o governo norte-americano 
busca obter do Congresso para negociar 
com outros pases novos acordos de liberalizao 
do comrcio, especialmente a criao da Alca 
(rea Livre de Comrcio das Amricas). Veja 
tambm Alca. 

FAT. Iniciais de Fundo de Amparo ao Trabalhador. 


FATO DO PRNCIPE (Teoria do). Conceito de 
administrao pblica que designa qualquer ato 
governamental imprevisto e imprevisvel, positivo 
ou negativo, que onere substancialmente a 
execuo de contratos celebrados com terceiros. 
Se tal onerosidade torna intolervel ou impede 
que o contrato seja cumprido, o poder pblico 
estar obrigado a aceitar a resciso do contrato 
e garantir as indenizaes cabveis  parte contratada. 
O princpio que rege este dispositivo  

o mesmo que se aplica nas indenizaes pagas 
ao expropriado por utilidade pblica ou interesse 
social: o poder pblico no pode causar 
danos ou prejuzos aos administrados, mesmo 
quando isso acontece em benefcio da coletividade. 
Nesse caso, cabe o pagamento de uma 
indenizao. Quando o poder pblico probe a 
sada de um navio ou aeronave estrangeira de 
FATURA 

seu territrio por razes sanitrias, polticas, financeiras 
ou judiciais, tal ato  denominado arresto 
de prncipe ou embargo de prncipe. 

FATORES DE PRODUO. Elementos indispensveis 
ao processo produtivo de bens materiais. 
Tradicionalmente, desde Say, so considerados 
fatores de produo a terra (terras cultivveis, 
florestas, minas), o homem (trabalho) e o 
capital (mquinas, equipamentos, instalaes, 
matrias-primas). Atualmente, costuma-se incluir 
mais dois fatores: organizao empresarial e 

o conjunto cincia/tcnica (pesquisa). H ainda 
os que consideram cada insumo um tipo particular 
de fator de produo. De modo geral, os 
fatores de produo so limitados e, por isso, 
eles se combinam de forma diferente conforme 
o local e a situao histrica. Por exemplo, o 
emprego de mquinas na agricultura moderna 
diminui o peso especfico do trabalho e mesmo 
da terra como fatores de produo, enquanto 
aumenta o peso do capital; j na agricultura escravista 
ou extensiva, o peso maior encontra-se 
na terra e no trabalho, pois o emprego de instrumentos 
de produo (mquinas) e adubos  
significativamente inferior ao dos dois primeiros 
fatores. Do mesmo modo, no perodo manufatureiro, 
a nfase maior estava no trabalho, pois 
os meios de produo empregados eram ainda 
artesanais, ao contrrio do que ocorre com o uso 
de tecnologia moderna, que minimiza o papel 
do trabalho no processo produtivo e enfatiza o 
do capital. A forma como esto distribudos os 
fatores de produo tem particular importncia 
na teoria dos preos dos fatores e na teoria dos 
custos de produo, sendo portanto fundamental 
na produtividade e rentabilidade da empresa. 
Por isso, a ateno do empresrio deve recair 
num dimensionamento correto dos fatores fixos 
(mquinas, instalaes) e dos fatores variveis 
(matrias-primas e mo-de-obra). Veja tambm 
Capital; Capital Intensivo; Lei dos Rendimentos 
Decrescentes; Organizao; Tecnologia; 
Terra; Trabalho; Trabalho Intensivo. 

FATORIAL. Designado pelo ponto de exclamao 
(!), significa uma seqncia decrescente de 
multiplicaes como, por exemplo, 6! = 6 x 5 x 
4 x 3 x 2 x 1 = 720. 

FATURA (ou Nota Fiscal). Documento contbil 
que comprova a venda de uma mercadoria ou 
de um servio. Como os impostos so cobrados 
sobre os valores registrados nas faturas, elas so 
documentos que permitem a circulao das mercadorias. 
Sem fatura ou nota fiscal, os produtos 
no podem circular e, se o fizerem, estaro sujeitos 
ao confisco, pois presume-se que h neste 
caso sonegao de impostos. No caso de venda 
ao exterior, existe a "fatura pr-forma", que consiste 
num documento emitido pelo exportador, 



FATURA PR-FORMA 

sem valor contbil, jurdico ou fiscal, sendo apenas 
considerado um instrumento de apoio  exportao, 
que serve de base para a confeco da 
fatura comercial definitiva. 

FATURA PR-FORMA. Veja Fatura. 

FATURAMENTO. Conjunto dos recebimentos, 
expresso em unidades monetrias, obtidos por 
uma empresa em determinado perodo com a 
venda de bens ou servios. Em outros termos, 
 o nmero de unidades vendidas multiplicado 
pelo preo de venda unitrio. Diferencia-se de 
receita, que tambm inclui os valores obtidos 
de outras fontes, como aplicaes financeiras ou 
vendas a prazo. 

FAVORECIDO. Nas atividades de ttulos e valores 
mobilirios,  o credor, aquele a quem ser 
paga a importncia em dinheiro quando do resgate 
dos ttulos ou vencimento das obrigaes. 
Nos setores de seguros, peclio ou penso, o 
favorecido denomina-se beneficirio, isto , 
aquele que se torna titular do direito. 

FAZENDA. Denominao dada aos rgos pblicos 
federais, estaduais ou municipais que cuidam 
da administrao financeira e monetria do 
pas, Estado ou municpio, sendo responsveis 
pela arrecadao de impostos, taxas e tributos, 
fiscalizao e distribuio de bens pblicos, elaborao 
de polticas econmicas e contabilidade 
das contas pblicas. 

FAZENDA ESTATAL. Tipo de explorao agrcola 
dos pases socialistas, em que a terra e os 
instrumentos de trabalho pertencem ao Estado, 
que tambm controla e organiza a produo. 
Veja tambm Sovkhoz. 

FCVS (Fundo de Compensao das Variaes 
Salariais). Este fundo foi criado em 1967 para 
compensar os agentes financeiros (bancos) que 
faziam financiamentos habitacionais dentro das 
condies do Sistema Financeiro da Habitao 
(SFH). Pelas regras do SFH, a dvida dos muturios 
era gravada com os juros pagos pelas 
cadernetas de poupana, mas as prestaes eram 
corrigidas pelas variaes salariais (dos muturios). 
Como os dois ndices no se desenvolviam 
na mesma proporo, a diferena era coberta 
pelo FCVS, no final dos contratos. Ou melhor, 
no final dos contratos, havia um resduo, pois 
as prestaes (corrigidas pelos reajustes salariais) 
no cobriam a totalidade da dvida (reajustada 
pela remunerao da poupana). Essa 
diferena se ampliou durante os anos 80 com a 
elevao da inflao e das taxas de juros, pois 
os salrios foram reajustados em nveis bem inferiores. 
O FCVS tornou-se crescentemente deficitrio. 
Entre 1985 e 1990, durante o governo 
Sarney (mais especificamente durante o Plano 

Cruzado, em 1986), o governo aplicou um redutor 
sobre as prestaes dos muturios, elevando 
consideravelmente a diferena entre as 
prestaes e o saldo devedor, fazendo crescer o 
rombo no FCVS. A partir de 1988, os novos financiamentos 
deixaram de ser cobertos pelo 
FCVS. 

FEBRE DAS TULIPAS. Denominao dada a 
um processo especulativo que se desenvolveu 
na Holanda no sculo XVII, envolvendo a comercializao 
de opes de compra e venda detulipas.  medida que se transacionavam as opes, 
mas no as prprias tulipas, os preos acabaram 
se descolando do valor das tulipas, e a 
crise resultante ocasionou enormes perdas 
para os produtores e investidores nesse mercado 
especulativo. 

FECHAMENTO. Termo utilizado nas Bolsas de 
Valores para indicar o ltimo leilo realizado 
no prego. O fechamento pode ser em alta, quando 
os preos superam a mdia do dia, ou em 
baixa, quando os preos so inferiores  mdia 
do dia. 

FEDERAL RESERVE SYSTEM. Veja Sistema 
de Reserva Federal. 

FEELING. Termo em ingls que significa, literalmente, 
"sentimento" ou "ter o pressentimento" 
de alguma coisa. Como as decises empresrias, 
dos investidores em geral, dos especula-
dores nas bolsas ocorrem numa base de considervel 
incerteza, muitas decises, para serem 
tomadas, dependem do feeling desses agentes 
econmicos. 

FEITORIA. Estabelecimento promovido pela 
Coroa portuguesa no Brasil colonial, constitudo 
de dez a vinte portugueses comandados por um 
feitor e localizado no litoral para viabilizar o 
carregamento de produtos, como o pau-brasil, 
em navios que tinham como destino os portos 
europeus. Dentre as feitorias mais importantes, 
destacou-se a de Pernambuco e a do Rio de Janeiro. 


FELIPETA. Veja Ponzi Games. 

FEN. Veja Iuan. 

FEPASA - Ferrovia Paulista S.A. A segunda 
maior empresa ferroviria do pas (mais de 5 
mil km de vias), criada em 1971 com a unificao 
das cinco estradas de ferro que operavam no 
Estado. Alm do transporte de cargas, que constitui 
sua principal atividade, a empresa atende 
ao transporte de passageiros de longo percurso 
e ao transporte dos habitantes dos subrbios da 
regio Oeste da Grande So Paulo. As linhas da 
Fepasa vo at as divisas com Mato Grosso do 
Sul e com o Paran e penetram em Minas Gerais, 



o Estado com o qual a rede paulista mais se 
integra. As vias da Fepasa fazem confluncia 
em diversos pontos com a Rede Ferroviria Federal. 
FERMAT, Pierre de (1601-1665). Advogado e 
mdico francs que contribuiu para o desenvolvimento 
da Teoria das Probabilidades e da anlise 
do risco.  tambm chamado de O Criador 
de Enigmas, tal a quantidade de desafios matemticos 
que elaborou, sendo o mais complexo 
deles o denominado ltimo Teorema de Fermat, 
que s foi resolvido mais de trezentos anos depois, 
em 1995, pelo matemtico ingls Andrew 
Wiles. Esse desafio consistia em encontrar a prova 
de que no existe soluo para nmeros inteiros 
na frmula pitagrica: x2 + y2 = z2, quando 

o expoente for maior que 2. Veja tambm Probabilidade; 
Risco. 
FERREIRA LAGE, Mariano Procpio (18211872). 
Engenheiro brasileiro, foi um dos maiores 
empresrios de seu tempo, notabilizando-se 
pela idealizao e construo da primeira rodovia 
do Brasil, a Unio Indstria, construda entre 
1856 e 1861. Com 144 km de extenso, ligando 
Juiz de Fora (MG) a Petrpolis (RJ), teve grande 
significado econmico por facilitar o escoamento 
da produo cafeeira da Zona da Mata mineira 
para o porto do Rio de Janeiro. Sua antiga residncia 
foi transformada em museu (Museu 
Mariano Procpio) em Juiz de Fora. 

FERTILIDADE. Veja Natalidade. 

FETICHISMO DA MERCADORIA. Conceito da 
economia marxista segundo o qual nas condies 
da produo mercantil, baseada na propriedade 
privada dos meios de produo, desenvolve-
se a iluso ou representao ideolgica de 
que as mercadorias so dotadas de propriedades 
inatas, foras extra-humanas que terminam por 
influir no destino das pessoas. Trata-se, portanto, 
de algo anlogo ao fetichismo religioso do 
selvagem, que diviniza os objetos por ele mesmo 
produzidos. Segundo Marx, esse fenmeno 
ocorre porque, numa economia em que a diviso 
social do trabalho alcanou grande complexidade 
e na qual os produtores (trabalhadores) no 
tm nenhum controle sobre o produto de seu 
trabalho, os vnculos entre os indivduos e os 
grupos sociais aparecem sob a forma de troca 
de coisas-mercadorias e no claramente como 
relaes sociais entre classes. Nesse contexto, as 
mercadorias no se apresentam como resultado 
do trabalho humano apropriado pelo capitalista, 
mas como coisas dotadas de vida prpria. As 
relaes entre objetos, coisas, mercadorias mascaram 
as relaes sociais, as formas de propriedade, 
a alienao real que existe entre o trabalhador 
e os objetos por ele criados. O fetichismo 
da mercadoria revela-se com maior intensidade 

FEUDALISMO 

no dinheiro, que se apresenta, nas relaes sociais, 
dotado de uma fora sobrenatural que proporciona 
poder a seus possuidores. Supe-se 
que a capacidade de tudo poder comprar seja 
uma propriedade natural da moeda, do ouro, 
quando na realidade essa fora estranha  determinada 
no pelo dinheiro em si, mas pelas 
relaes sociais entre produtores de mercadorias. 


FEUDALISMO. Organizao social e econmica 
tpica da Idade Mdia europia, caracterizada 
pelo sistema de grandes propriedades territoriais 
isoladas (feudos) pertencentes  nobreza e 
ao clero e trabalhadas pelos servos da gleba, 
numa economia de subsistncia. O sistema era 
organizado segundo uma extensa e intrincada 
hierarquia de feudos. A terra, nica fonte de 
poder, era recebida pelo senhor em carter hereditrio. 
O senhor beneficirio da doao de 
um feudo tornava-se vassalo do doador (suserano), 
qualquer que fosse o ttulo nobilirquico 
deste (rei, duque, conde, visconde, marqus, baro), 
ficando ambos ligados por laos de lealdade 
e ajuda mtua. A propriedade da terra no 
era plena. O senhor que a recebia em doao 
no podia vend-la, e a propriedade era herdada, 
una e indivisvel, pelo filho primognito. 
Essa estrutura de relaes de vassalagem tornava 
o poder muito descentralizado. Na prtica, 
os prprios reis eram senhores feudais com domnios 
limitados. Em cada feudo, o senhor fazia 
as leis, administrava a Justia, cunhava moedas, 
exigia impostos aos mercadores que transitavam 
por suas terras e estipulava o tributo que os camponeses, 
livres e servos, tinham de pagar. Cada 
feudo era economicamente auto-suficiente. Nele, 
eram produzidos os alimentos necessrios aos 
servos e ao nobre, bem como roupas, instrumentos 
de trabalho e armas. Os camponeses pagavam 
impostos ao senhor em produtos (parte da 
colheita), em trabalho gratuito nas terras senhoriais 
(corvia) ou em dinheiro. Tambm os habitantes 
da cidade (burgo) tinham de pagar uma 
taxa ao senhor das terras em que viviam. O feudalismo 
nasceu da desintegrao do Imprio Romano 
e do modo de produo escravista, atingindo 
seu apogeu entre os sculos XI e XIV. Seu 
declnio deveu-se  conjugao do desenvolvimento 
das atividades comerciais e artesanais nas 
cidades (atividades cerceadas pelo isolamento 
mtuo dos feudos), com a ampliao do poder 
monrquico, que aos poucos foi abolindo o particularismo 
feudal e estendendo as fronteiras 
para o comrcio. A servido da gleba foi suprimida 
em quase toda a Europa entre os sculos 
XIII e XV, mas os camponeses continuaram sujeitos 
a vrios encargos feudais, que s seriam 
definitivamente extintos nas sucessivas revolues 
burguesas que implantaram a ordem capi




FGTS 

talista no Velho Continente. O feudalismo tambm 
existiu no Japo at a segunda metade dosculo XIX e em vrios pases do Norte da frica 
e do mundo rabe at o sculo XX. Na Rssia, 
os servos s foram libertados em 1861. Na Espanha 
e em Portugal no houve feudos, mas a 
ordenao social e as relaes de produo feudais 
permaneceram na pennsula at meados do 
sculo XIX, quando foram eliminadas pelas revolues 
liberais. Veja tambm Artesanato; Estados 
Nacionais; Mercantilismo. 

FGTS - Fundo de Garantia por Tempo de Servio. 
Fundo formado, no Brasil, por depsitos 
bancrios feitos em nome dos empregados, para 
prover indenizaes trabalhistas. Criado pelo 
governo federal em 13/9/1966, obrigou as empresas 
sujeitas  Consolidao das Leis do Trabalho 
(CLT) a depositarem at o dia 30 de cada 
ms, em conta bancria vinculada, 8% do salrio 
de cada funcionrio que renunciasse ao sistema 
de indenizao at ento vigente e optasse pelo 
fundo. O prazo de opo para os que, na ocasio, 
j trabalhavam na empresa era de 365 dias; para 
os que fossem admitidos dessa data em diante, 
esse mesmo prazo comeava a ser contado a partir 
da data de admisso. Apesar da possibilidade 
de opo prevista na lei, em geral as empresas 
levavam o recm-admitido a aceitar o sistema 
do FGTS como condio para a contratao. Os 
depsitos feitos mensalmente em nome do empregado 
eram sujeitos, at o Plano Real, a correo 
monetria e juros de 3% ao ano. Para os 
optantes admitidos antes da Lei n 5 705, de 
21/9/1971, o pagamento dos juros  feito da 
seguinte forma: 3% nos dois primeiros anos, 4% 
do terceiro ao quinto ano de permanncia na 
mesma empresa, 5% do sexto ao dcimo ano e 
6% do dcimo primeiro ano em diante. Quando 
ocorre o desligamento do funcionrio de uma 
empresa e sua admisso em outra, a conta vinculada 
 transferida para um estabelecimento 
bancrio de escolha do novo empregador. O depsito 
do FGTS  obrigatrio por parte da empresa 
nos seguintes casos de afastamento do empregado 
da empresa em que trabalha: para prestao 
de servio militar; por motivo de doena, 
at um perodo de quinze dias; por acidente de 
trabalho; por motivo de gravidez e parto, entre 
outros. O optante pode utilizar o FGTS nas seguintes 
situaes: 1) ao ser dispensado sem justa 
causa, dispondo ento de todos os depsitos feitos 
em sua conta e ficando a empresa obrigada 
a pagar mais 40% desse montante (antes da 
Constituio de 1988, esta multa era de 10%); 
quando a dispensa ocorre por justa causa, o empregado 
tem direito aos depsitos, juros e correo 
monetria relativos ao perodo em que esteve 
na empresa, perdendo no entanto o acrs


cimo de 40%; 2) para aplicao do capital em 
atividades comerciais, industriais ou agropecurias; 
3) na compra de casa prpria pelo Sistema 
Financeiro da Habitao ou para o abatimento 
das respectivas prestaes; 4) diante de uma necessidade 
premente: doena pessoal ou familiar 
e desemprego; 5) no casamento do empregado 
do sexo feminino. No caso de falecimento do 
optante, o FGTS  pago a seus dependentes habilitados 
na Previdncia Social. Quando no h 
dependentes reclamantes, depois de dois anos 
do falecimento do optante os depsitos revertem 
em benefcio do FGTS. 

FGV - Fundao Getlio Vargas. Entidade 
fundada em 1944 com o objetivo de dedicar-se 
 pesquisa no campo das cincias sociais, da administrao 
e da economia. De acordo com o 
decreto-lei n 6 693, assinado pelo ento presidente 
Getlio Vargas, ficou autorizada "a criao 
de uma entidade que se proponha ao estudo 
e divulgao dos princpios e mtodos da organizao 
racional do trabalho e ao preparo de 
pessoal qualificado para a administrao pblica 
e privada, mantendo ncleos de pesquisa, estabelecimentos 
de ensino e servios que forem necessrios". 
A FGV rene caractersticas de escola, 
editora e centro de estudos, pesquisa e cooperao 
tcnica. Desde sua constituio, vem 
cooperando com rgos oficiais federais, estaduais 
e municipais, bem como com entidades 
internacionais. Os primeiros trabalhos da entidade 
foram publicados em 1945, e desde ento, 
com a criao de escolas superiores de economia, 
administrao pblica e administrao de empresas, 
no Rio de Janeiro, So Paulo e Nova Friburgo, 
tornou-se um dos mais importantes centros 
de ensino do pas, com cursos de graduao, 
mestrado, doutorado e de especializao. No 
campo da economia, em que suas pesquisas tm 
maior relevncia, a fundao atua por intermdio 
do Instituto Brasileiro de Economia, que funciona, 
praticamente, como um rgo de assessoramento 
do poder pblico. A FGV edita as 
seguintes publicaes: revistas Correio da Unesco, 
Administrao de Empresas, Conjuntura Econmica, 
Administrao Pblica, Direito Administrativo, Cincia 
Poltica, Arquivos Brasileiros de Psicologia, Frum 
Educacional e Revista Brasileira de Economia. 
Veja tambm Conjuntura Econmica. 

FGV - Escola de Administrao de Empresas 
de So Paulo (Eaesp). Criada em 1954, a Escola 
de Administrao de Empresas da Fundao Getlio 
Vargas foi sediada em So Paulo por ser 
esta cidade, na poca, um dos maiores centros 
industriais da Amrica Latina. A idia partiu 
do prof. Luiz Simes Lopes, que designou um 
grupo de trabalho que iniciou o desenvolvimento 
do projeto Eaesp a partir de 1951, em convnio 



com a Campanha de Aperfeioamento de Pessoal 
de Ensino Superior (Capes) e o governo 
dos Estados Unidos. O primeiro corpo docente 
foi formado por professores da FGV, um grupo 
de professores assistentes via concurso e outro 
formado por professores da Michigan State University, 
mais conhecidos como "Misso Americana". 
Em 1954, ano de fundao da Eaesp, foi 
criado um curso intensivo de administrao; no 
ano seguinte, tiveram incio os cursos de graduao 
em administrao de empresas; em 1959, 
foram criados os cursos de ps-graduao em 
administrao de empresas e o Ncleo de Pesquisas 
e Publicaes (NPP), alm da Associao 
de Ex-Alunos; em 1961, foi lanada a Revista de 
Administrao de Empresas (RAE); em 1963, a 
Eaesp tornou-se reconhecida pelo governo; em 
1965, criou-se o Fundo de Bolsas; em 1966, os 
cursos de extenso universitria; em 1969, o curso 
de administrao pblica; em 1975, o curso 
de administrao de sade e hospitalar; em 1989, 

o curso de ps-graduao em economia de empresas; 
em 1993, o Master in Business Administration 
(MBA). Em 1994, a Eaesp oferecia os seguintes 
cursos: graduao: administrao de empresas 
e administrao pblica. Ps-graduao: 
mestrado em administrao de empresas; mestrado 
em administrao pblica; mestrado em 
economia de empresas; doutorado em administrao 
de empresas; doutorado em economia de 
empresas, (MBA). Especializao: especializao 
em administrao para graduados (Ceag); especializao 
em administrao hospitalar e sistemas 
de sade (Ceahs); programa de educao 
continuada para executivos (GVPEC). 
FIABCI - Federao Internacional das Profisses 
Imobilirias. Federao de associaes nacionais, 
fundada em Paris em 1951, que constitui 
um enlace internacional para cerca de um milho 
de agentes imobilirios, promotores e construtores, 
administradores de imveis, avaliadores, 
consultores, peritos em financiamento imobilirio, 
agrupados em 84 associaes nacionais 
em 51 pases dos cinco continentes. Sua sede em Paris.  credenciada junto s Naes Unidas, 
onde participa na busca de solues para os assentamentos 
humanos. 

FIANA. Garantia dada por uma pessoa (fiador) 
de que pagar parte ou o total das dvidas 
de outra pessoa, se esta no puder pag-las. 

FIAT MONEY. Expresso anglo-latina que significa 
o papel-moeda emitido sem nenhuma vinculao 
com metais preciosos ou obrigao de 
convert-lo em moedas metlicas compostas 
desses metais. Diferencia-se a rigor da moeda 
fiduciria, papel-moeda que contm uma promessa 
de converso em moeda metlica composta 
de metais preciosos (ouro e prata). 

FIESP 

FIBONACCI, Leonardo (1175-1240). Matemtico 
italiano, tambm conhecido como Leonardo 
de Pisa, foi o primeiro a aliar a matemtica  
geometria. Desenvolveu a chamada Srie Fibonacci, 
na qual cada nmero de sua srie  a soma 
dos dois anteriores. Seu trabalho s foi publicado 
depois de muitos sculos, em 1857. A Srie 
Fibonacci  constituda dos nmeros 1, 1, 2, 3, 
5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377... e assim 
sucessivamente. A relao bsica - a que ocorre 
a partir do dcimo segundo nmero da srie - 
entre dois nmeros consecutivos da Srie Fibonacci 
 0,618. A Srie Fibonacci  utilizada na 
Teoria das Vagas, desenvolvida por Ralph Nelson 
Elliot (1871-1948), para a explicao dos movimentos 
oscilatrios das cotaes dos ativos financeiros 
- ttulos, opes etc. A Srie de Lucas, 
derivada da de Fibonacci, difere desta na medida 
em que seus dois nmeros iniciais so 1 e 
3, o que significa que a srie prossegue com 4, 
7, 11, 18, 29, 47, 76, 123, 199 etc. Veja tambm 

Teoria das Vagas. 

FICHTE, Johann Gottlieb (1762-1814). Filsofo 
alemo da poca do romantismo. Na obra Der 
geschlossene Handelstaat (O Estado Comercial Fechado), 
1800, ele defende a criao de um Estado 
socialista autrquico, sem moeda, com a economia 
regida por planos qinqenais e a produo 
e distribuio de bens rigorosamente planejadas. 

FIDEICOMISSRIO. Veja Fideicomisso. 

FIDEICOMISSO. Modo de adquirir o domnio 
fiducirio de uma coisa com a condio de entreg-
la a um terceiro logo que sejam cumpridas 
determinadas condies ou um prazo resolutrio 
imposto. A pessoa encarregada dessa misso 
 denominada fideicomissrio. Utiliza-se este 
dispositivo, por exemplo, na designao de dois 
ou mais herdeiros sucessivos. O fideicomisso 
impe ao herdeiro (fiducirio) a obrigao de, 
por sua morte, ou dentro de certos prazos, ou 
condies, transferir a herana a um terceiro (fideicomissrio) 
j designado no testamento. Veja 
tambm Fiducirio. 

FIDUCIAL. Veja Moeda Fiduciria. 

FIESP - Federao das Indstrias do Estado 
de So Paulo. rgo sindical de representao 
dos interesses dos industriais do Estado. Congrega 
mais de 100 mil indstrias, grandes, mdias 
e pequenas, reunidas em 106 sindicatos diferentes. 
Surgiu a partir do Centro das Indstrias 
do Estado de So Paulo (Ciesp), fundado 
em abril de 1928, e que mudou o nome para 
Federao das Indstrias em 1931. Em 1942, a 
Fiesp foi reconhecida pelo Ministrio do Trabalho 
como rgo sindical de representao. Em 
1943, ressurgiu o Ciesp, como sociedade civil 
de utilidade pblica. As duas entidades atuam 



FIFO 

conjuntamente, uma como entidade sindical e 
outra cuidando do funcionamento das empresas, 
no plano tcnico e administrativo. 

FIFO. Iniciais da expresso inglesa first in, first 
out, que significa "primeiro a entrar, primeiro a 
sair", sistema utilizado na prtica financeira, 
bancria, de gesto de estoques e de telecomunicaes, 
em que o primeiro elemento a entrar 
 o primeiro a sair (ou ser atendido). O sistema 
Fifo  o clssico sistema observado nas filas. Veja 
tambm Filo; Lifo. 

FIL. Veja Dinar; Dirr; Rial. 

FILHOTE. Termo do jargo das Bolsas de Valores 
para designar as aes concedidas na forma 
de bonificao. Veja tambm Desdobramento. 

FILIGRANA. Veja Marca D' gua. 

FILL OR KILL (FOK). Expresso em ingls utilizada 
no mercado financeiro para designar 
aquelas operaes que, se no forem concludas 
dentro de determinadas condies, devero ser 
canceladas, isto , no devem permanecer  espera 
de que as condies estipuladas aconteam 
no mercado. 

FILLR. Veja Florim. 

FILO. Iniciais da expresso inglesa first in, last 
out (o primeiro a entrar e o ltimo a sair), utilizada 
na prtica financeira, bancria, ou de controle 
de estoques, indicando uma ordem em que 
os elementos entram e saem de um registro. No 
comrcio internacional, so tambm as iniciais 
de free in liner out, significando que, no frete 
pago pelo transporte de uma mercadoria, as despesas 
de embarque correm por conta do exportador 
e as de desembarque, por conta do armador 
do navio. Veja tambm Fifo; Lifo. 

FINAME - Agncia Especial de Financiamento 
Industrial. Instituda por decreto federal em 
setembro de 1966 e transformada em empresa 
pblica em 1971, tem o objetivo de: 1) atender 
s exigncias financeiras da crescente comercializao 
de mquinas e equipamentos fabricados 
no Brasil; 2) concorrer para a expanso da produo 
nacional de mquinas e equipamentos, 
mediante facilidade de crdito aos respectivos 
produtores e aos usurios; 3) financiar a importao 
de mquinas e equipamentos industriais 
no produzidos no pas; 4) financiar e fomentar 
a exportao de mquinas e equipamentos industriais 
de fabricao brasileira. Desenvolve 
suas atividades basicamente com recursos colocados 
a sua disposio pelo BNDES e outras 
agncias financeiras da Unio e dos Estados. 

FINANAS. rea da economia que engloba os 
ramos de atividade e os processos relacionados 

com a gesto dos recursos pblicos, privados, 
dinheiro, crdito, ttulos, aes e obrigaes pertencentes 
ao Estado, s empresas e aos indivduos. 
Refere-se ao sistema financeiro, que engloba 
os estabelecimentos financeiros e seus 
agentes: bancos centrais, bancos comerciais, bancos 
de desenvolvimento, de investimentos, instituies 
no-bancrias de crdito (como, por 
exemplo, as associaes de poupana e emprstimos), 
instituies cooperativas, sociedades de 
investimento, casas de cmbio, Bolsas de Valores, 
corretoras e agentes intermedirios na colocao 
de valores. As finanas constituem representaes 
simblicas e indiretas de atividades 
econmicas reais. Os papis financeiros, por 
exemplo, representam e promovem fenmenos 
econmicos, como a transferncia de fundos 
acumulados por pessoas ou entidades, destinados 
ao pagamento de, em ltima instncia, algum 
trabalho produzido. A poupana  tambm 
parte importante das finanas e constitui o produto 
do trabalho que excede as necessidades da 
populao. Numa sociedade monetarista, a poupana 
 encaminhada ao setor financeiro para 
ser acumulada e aplicada. No regime capitalista, 
a captao da poupana  realizada por empresas 
privadas. Num regime socialista,  o Estado 
que monopoliza a captao da poupana. As instituies 
financeiras so entidades que se dedicam 
 captao, intermediao e aplicao de recursos 
financeiros. Podem ser pblicas ou privadas 
e, no Brasil, devem ter autorizao do Banco 
Central para operar. Se forem empresas estrangeiras, 
necessitaro de autorizao de funcionamento 
por meio de decreto do poder executivo. 
As principais instituies no Brasil so: Conselho 
Monetrio Nacional, Banco Central do Brasil, 
Banco do Brasil, Banco de Desenvolvimento 
Econmico e Social (BNDES), Banco Nacional 
da Habitao (BNH), sociedades de crdito imobilirio, 
associaes de poupana e emprstimo, 
cooperativas habitacionais, cooperativas de crdito, 
bancos comerciais privados, sociedades financeiras, 
Bolsas de Valores, sociedades distribuidoras 
de valores, sociedades corretoras e outras. 
As finanas empresariais tratam da vida financeira 
das empresas e possuem um corpo de 
conhecimento bem definido. Em sua origem, as 
entradas das empresas provm da contribuio 
dos scios para a formao do capital social. Essa 
entrada, em geral, costuma ser aumentada pela 
obteno de financiamento. J em funcionamento, 
a principal fonte de recursos da empresa provm 
das vendas de seus produtos. Essas vendas 
podem ser efetuadas  vista, caracterizando-se 
ento uma entrada financeira, ou a prazo, que 
caracterizar uma entrada denominada formao 
de crdito. Quanto aos gastos: na fase de 
implantao e nas de ampliao, a empresa gasta 
recursos em investimentos. Quando em funcio




FINANAS PBLICAS 

namento, a sada de recursos resulta da compra 
dos fatores (mo-de-obra, matria-prima, energia 
e servios), do pagamento de encargos (juros, 
aluguis e impostos) e de quaisquer outros gastos 
necessrios  produo ou comercializao 
de seus produtos. Mais modernamente, em decorrncia 
da complexidade da vida econmica 
e do crescimento da renda de algumas categorias 
de pessoas, surgiu um novo ramo das finanas, 
que se encarrega de estudar alguns temas especficos. 
Denomina-se finanas individuais e estuda 
problemas como o oramento familiar, a utilizao 
de mecanismos de crdito para o consumidor, 
a aplicao mais vantajosa para a poupana 
privada e a diversificao das fontes de 
renda pessoal. Historicamente, a palavra "finanas" 
foi inicialmente aplicada para referir-se  
"Fazenda Real", que constitua a parte dos bens 
do Estado  qual o rei tinha direito para satisfazer 
suas necessidades. Depois, passou a ser 
empregada para designar a administrao dosdinheiros pblicos.  medida que se ampliava 

o setor financeiro das naes, que se expandiam 
os negcios da Bolsa de Valores e as transaes 
imobilirias, que se desenvolvia o sistema bancrio 
e crescia o sistema de crdito, a palavra 
"finanas" ampliou tambm seu significado at 
atingir a abrangncia dos dias de hoje, quando, 
em termos econmicos, engloba todo o setor financeiro 
nacional e internacional. 
FINANAS PBLICAS. Setor que controla a 
massa de dinheiro e de crdito que o governo 
federal e os rgos a ele subordinados movimentam 
em um pas. Abrange no s as operaes 
relacionadas com o processo de obteno, 
distribuio e utilizao dos recursos financeiros 
do Estado, como tambm a atuao dos organismos 
pblicos em setores da vida econmica. 
Essa atuao amplia o mbito da ao financeira 
do Estado que, nos dias de hoje, constitui agente 
econmico determinante do volume da renda 
nacional e da distribuio dessa renda entre os 
diferentes grupos sociais. Ao mesmo tempo que 
atua como recolhedor de tributos e aplicador 
desses tributos em benefcios sociais, salrios e 
obras pblicas, o Estado tem ampliado sua ao 
por meio de empresas estatais, que operam em 
diferentes setores da economia e por meio de 
um controle mais direto do comrcio exterior e 
dos mecanismos de consumo, investimentos e 
distribuio de matrias-primas. Esses controles 
podem ser complementares ou alternativos com 
relao aos instrumentos financeiros mais comuns. 
Tradicionalmente, as finanas pblicas referiam-
se s operaes desenvolvidas para se 
obter, distribuir e utilizar os recursos financeiros 
necessrios para o cumprimento da finalidade 
do Estado. Sob a influncia das doutrinas de 
economistas clssicos, como Adam Smith, David 

Ricardo e J.B. Say, o estudo das finanas pblicas 
tornou-se bastante normativo, fixando regras 
para a seleo dos gastos pblicos e para a criao 
de tributos, os quais deveriam perfazer a 
quantia estritamente necessria para o atendimento 
dos compromissos governamentais. A 
partir do sculo XX, o campo de ao do Estado 
passou a se expandir. A crise dos anos 30 deixou 
ao Estado a responsabilidade de tentar evitar 
novas crises econmicas, por meio de uma ao 
regularizadora. A Segunda Guerra Mundial s 
veio acentuar essa tendncia. Para cumprir sua 
nova funo, o Estado ampliou tambm sua atividade 
financeira. Criou novos impostos, aumentando 
a receita na mesma proporo em que 
aumentaram os gastos. Houve um crescimento 
progressivo dos rgos estatais encarregados 
das finanas pblicas, que, ao se expandir, tornaram 
os mecanismos de arrecadao de impostos 
e a administrao das dvidas governamentais 
cada vez mais burocratizados e complexos. 
Nas finanas pblicas, esto includas a receita 
e a despesa pblicas. Em geral, a receita  obtida 
por meio de tributos (impostos e taxas), de rendas 
patrimoniais (aluguis, juros, dividendos de 
bens e valores patrimoniais), de rendas industriais 
(renda lquida de servios pblicos e industriais 
e saldos das empresas estatais), contribuies 
parafiscais (previdncia); transferncias 
correntes e emprstimos. Quando emite papel-
moeda, o Estado obtm recursos extraordinrios. 
No entanto, essa emisso de papel-moeda 
deve ser aprovada pelo legislativo. O controle 
 necessrio porque se a emisso no corresponder 
a um aumento equivalente do Produto Interno 
Bruto, ela ter ao inflacionria na economia 
do pas. A despesa pblica  realizada 
pelos rgos da administrao governamental. 
Em geral, nela se incluem: o pagamento do corpo 
de funcionrios dos diversos rgos pblicos, 
em todos os nveis (municipal, estadual e federal); 
a compra de material e equipamento para 
os diversos setores dos ministrios e demais rgos 
da administrao pblica; os investimentos 
pblicos; as subvenes; os subsdios etc. A despesa 
e a receita pblicas so controladas pelo 
oramento nacional. No conceito de finanas pblicas, 
tambm esto includas as finanas com 

o exterior, as quais, basicamente, dizem respeito 
 renda das exportaes de bens e servios, receitas 
de servios como fretes, turismo, juros, 
assistncia tcnica, lucros, investimentos diretos 
e emprstimos e financiamentos.  o saldo apresentado 
pelo balano de pagamentos do pas que 
vai indicar se ele  devedor ou credor de outras 
naes. O setor financeiro pblico, por intermdio 
de seus rgos competentes,  encarregado 
de receber ou efetuar pagamentos aos pases estrangeiros. 
Essas transaes com o exterior 
so geralmente feitas em moedas fortes como 


FINANCEIRA 

o dlar dos Estados Unidos, em Direitos Especiais 
de Saque ou mesmo em ouro monetrio. 
Veja tambm Balano de Pagamentos; Dficit; 
Direitos Especiais de Saque; Moeda Forte; 
Oramento. 
FINANCEIRA. Instituio especializada no fornecimento 
de crdito ao consumidor e no financiamento 
de bens durveis e de investimentos, 
operando principalmente por meio do aceite de 
letras de cmbio. Boa parte do capital das financeiras 
provm de investimentos realizados 
pelo pblico (tanto pessoas fsicas como empresas), 
que  atrado por rendimentos elevados. 
Na verdade, a maior parte do dinheiro envolvido 
nas operaes das financeiras provm de 
bancos comerciais, dos quais as financeiras so, 
freqentemente, subsidirias. Em outros casos, 
as financeiras so subsidirias de grandes empresas 
(como fbricas de automveis), que assim 
procuram facilitar o crdito aos consumidores 
de seus produtos. 

FINANCIAL TIMES. Dirio ingls, apresentado 
como "o jornal de negcios da Europa". Respeitado 
pela qualidade de suas informaes, 
destaca-se pela nfase na cobertura internacional 
e pela diversidade de postura de seus colunistas. 
Fundado em 1888, pertence ao grupo Pearson 
Longman Ltd., que tambm edita outros jornais 
e boletins na Gr-Bretanha e uma revista nos 
Estados Unidos (a World Business Weekly). Desde 
1979, o Financial Times  impresso simultaneamente 
em Londres e Frankfurt, na Alemanha 
(de onde  despachado, com algumas pginas 
especiais, para os Estados Unidos, chegando s 
bancas quase junto com o Wall Street Journal). 
Considerado tradicionalmente o jornal mais rentvel 
da Inglaterra, o Financial Times tinha, em 
1990, uma tiragem em torno de 280 mil exemplares, 
30% dos quais circulavam no exterior. 

FINANCIAMENTO DO DFICIT. Poltica econmica 
de compensao do dficit oramentrio 
por meio de emisso de ttulos de dvida pblica. 
Evita a emisso de papel-moeda, o que 
causaria presso inflacionria imediata, e tambm 
facilita o controle de desempenho da economia, 
por meio da combinao de papis comvencimentos de curto e de longo prazo.  medida 
que o montante da dvida pblica cresce, 

o servio dessa dvida pode ser um fator determinante 
de dficits futuros, e, nesse caso, o financiamento 
do dficit mediante o endividamento 
pode resultar num acelerador do prprio 
dficit. O montante do dficit geralmente d a 
medida da Necessidade de Financiamento do 
Setor Pblico (NFSP). Veja tambm Dficit; Dvida, 
Administrao da; Efeito Ponzi. 
FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos 

S.A. Empresa criada em 1967 com o objetivo de 
elaborar projetos e programas de desenvolvimento 
econmico. At o final de 1989 esteve vinculada 
ao Ministrio do Planejamento e Coordenao 
Geral. A partir de 1990, suas atribuies 
passaram para o Ministrio da Economia. Os 
recursos a seu dispor so aplicados prioritariamente 
em estudos que visem  implementao 
das metas setoriais estabelecidas no plano de 
ao do governo. Uma de suas metas  contribuir 
para o aperfeioamento da tecnologia nacional, 
principalmente no que se refere  engenharia 
de projetos e assistncia tcnica. Financia 
tambm estudos de aproveitamento de recursos 
naturais. Os clientes da Finep so as empresas 
nacionais e as universidades, institutos e centros 
de pesquisa tecnolgica. Seu apoio financeiro 
concretiza-se por meio de trs linhas de atuao, 
representadas pelos programas de Apoio ao Desenvolvimento 
Tecnolgico da Empresa Nacional 
(Adten), Apoio a Usurios de Servios de 
Consultoria (Ausc) e Apoio  Consultoria Nacional 
(ACN). O programa Adten financia a realizao 
de projetos de desenvolvimento tecnolgico 
e de formao de recursos humanos nas 
empresas nacionais. Pelo programa Ausc, so 
concedidos recursos s entidades de natureza 
pblica ou privada, de modo que possam contratar 
empresas de consultoria para desenvolver 
seus projetos nos setores econmico e/ou social. 
O programa ACN tem por finalidade prestar 
colaborao financeira s empresas nacionais de 
consultoria, favorecendo a gradativa nacionalizao 
do setor. A Finep funciona tambm como 
Secretaria Executiva do Fundo Nacional de Desenvolvimento 
Cientfico e Tecnolgico (FNDCT) 
e da Comisso Coordenadora dos Ncleos de 
Articulao com a Indstria (CCNAI), cabendo-
lhe promover a substituio de importaes de 
bens de capital e servios de engenharia demandados 
pelas empresas estatais. 

FINEX - Fundo de Financiamento da Exportao. 
Organismo criado pela Lei n 5 025, de 
10/6/1966, que unificou o comando da poltica 
do comrcio exterior no Conselho de Exportao 
(Concex). Coordenado pela Carteira de Crdito 
e Exportao (Cacex), o Finex tem como funo 
apoiar crediticiamente as vendas no exterior de 
bens de capital e de consumo durveis. Seus 
recursos financeiros so fornecidos por uma linha 
de crdito rotativo em favor do Banco do 
Brasil. A parcela financiada pelo Finex  de no 
mximo 85% do valor da venda ao exterior, ficando 
os outros 15% por conta do importador, 
que deve efetuar o pagamento at a data do 
embarque da mercadoria. De acordo com a Resoluo 
n 68, de 14/5/1971, o Finex passou a 
financiar tambm a exportao em consignao 
de bens de capital e de consumo durveis, em 
at 80% do valor CIF da mercadoria, por prazos 



de 180 dias, que podero ser prorrogados pelo 
mesmo perodo. A Resoluo n 68 estendeu a 
atuao do fundo no crdito  venda de estudos 
e projetos tcnico-econmicos e de engenharia 
utilizados em empreendimentos de companhias 
brasileiras no exterior, tambm numa proporo 
de 85% da parcela financiada. 

FINOR - Fundo de Investimentos do Nordeste. 
Organismo criado pelo governo federal para 
apoiar financeiramente empresas nacionais ou 
estrangeiras estabelecidas ou que venham a se 
estabelecer dentro da rea de atuao da Sudene 
(Superintendncia do Desenvolvimento do Nordeste). 
O apoio financeiro do Finor d-se pela 
participao acionria ou pela aquisio de debntures, 
conversveis ou no em aes. Somente 
as empresas industriais, agrcolas, agropecurias, 
agroindustriais ou de telecomunicaes podem 
receber esse apoio. A participao do Finor 
na estrutura financeira de cada projeto varia, 
sendo estabelecida de acordo com o grau de 
prioridade atribudo pela Sudene ao referido 
projeto, em funo de seu interesse no desenvolvimento 
regional. 

FINTA. Durante o ciclo do ouro no Brasil, a 
Coroa cobrava os respectivos impostos por meio 
de vrios mecanismos. Um deles era o "quinto", 
que consistia no pagamento por parte dos produtores, 
a ttulo de imposto, de 20% de todo o 
ouro produzido nas minas. Como a fiscalizao 
de quanto ouro era produzido consistia num 
processo de difcil execuo, apesar dos "registros" 
instalados nos caminhos e estradas, enquanto 
no se criou uma Casa de Fundio e 
se proibiu a circulao do ouro em p, estabeleceu-
se um pagamento total constitudo de uma 
cota comum para o conjunto dos produtores, 
variando de 25 a 30 arrobas por ano. Esta cota 
denominava-se finta. A partir de 1725, com o estabelecimento 
das Casas de Fundio voltou-se 
ao sistema de cobrana do "quinto". Veja tambm 

Arroba; Capitao; Quinto; Renda Presumida. 

FIO DE SEGURANA. Dispositivo de segurana 
colocado nas cdulas e outros documentos 
de valor, constitudo de um fio de metal ou plstico 
luminescente, que pode conter sinais magnticos, 
ou cdigos especiais de tal forma a dificultar 
as falsificaes e facilitar o reconhecimento 
de papel-moeda, ou outros ttulos de valor 
falsificados. 

FIP. Iniciais da expresso em ingls free in pipeline, 
que significa, nos contratos de compra e 
venda de petrleo, que o produto ser entregue 
ao comprador na entrada do oleoduto, se o comprador 
assim o desejar. 

FIPE - Fundao Instituto de Pesquisas Econmicas. 
Entidade privada de ensino e pesquisa 

FISCAL 

criada em 27/11/1973 por um grupo de professores 
do Departamento de Economia da Universidade 
de So Paulo. Tendo como objetivos 
a pesquisa e a divulgao na rea de economia, 
a Fipe mantm regularmente diversas publicaes: 
a Revista de Estudos Econmicos, a srie Estudos 
Econmicos, a srie Relatrios de Pesquisa, 
os Ensaios Econmicos e um boletim mensal chamado 
Informaes Fipe. 

FIRM CENTERED ECONOMY. Expresso em 
ingls utilizada nas anlises de economia urbana 
e desenvolvimento regional. Denomina a economia 
formal na qual, geralmente, os preos tm 
forte inflexibilidade para baixo e prevalecem as 
formaes oligopolistas. A obteno de um lucro, 
depois de cobertos todos os custos,  fundamental 
para a sua reproduo. Contrape-se 
ao conceito de bazaar economy. Caractersticas: 
tecnologia e capital intensivo, organizao burocrtica, 
capital de grande magnitude, emprego 
relativamente reduzido, trabalho predominantemente 
na forma assalariada, preos fixos e movendo-
se para cima, crdito bancrio institucional, 
relao impessoal e institucionalizada com 
a clientela, publicidade indispensvel e compondo 
parte considervel dos custos, ajuda governamental 
importante (subsdios, isenes). 

FIRMA. Veja Teoria da Firma. 

FIRMWARE. Em informtica, termo que designa 
o conjunto de microprogramas permanentes 
colocados em memria ROM (read only memory), 
considerados suporte inaltervel da programao. 
Um exemplo so os sistemas operacionais 
e as linguagens tradutoras. 

FIRST-CLASS PAPER. Expresso em ingls que 
significa, literalmente, "papel de primeira classe"; 
aplicada ao mercado financeiro, significa 
um ttulo gilt edged endossado por empresas de 
elevada reputao em funo dos produtos que 
produzem, responsabilidade financeira e amplitude 
de crdito. Em contraposio aos second and 
third class papers, endossados por empresas menores 
e no to slidas do ponto de vista financeiro 
e creditcio. Veja tambm Gilt Edged. 

FISCAIS, Incentivos. Veja Incentivo Fiscal. 

FISCAIS DO SARNEY. Denominao popular 
dada s pessoas que, munidas de tabelas de preos 
congelados, iam especialmente aos supermercados 
verificar se os preos praticados cor-
respondiam queles oficiais ou no. Isso aconteceu 
em ocasio da vigncia do Plano Cruzado, 
em 1986, durante a presidncia de Jos Sarney 
(1985-1990). Veja tambm Plano Cruzado. 

FISCAL, Poltica. Corresponde  ao do Estado 
quanto aos gastos pblicos e  obteno da receita 
pblica. Sua rea de ampliao acompa




FISCO 244


nhou o crescimento do papel do Estado e do 
setor pblico na demanda efetiva de bens e servios, 
uma vez que a atividade fiscal afeta o 
poder aquisitivo dos diferentes segmentos da 
economia e da sociedade, bem como os tipos 
de bens e servios que sero produzidos e consumidos. 
As fontes principais de receita do Estado 
so: 1) impostos; 2) emprstimos; 3) venda 
de bens, servios e concesses; 4) emisso de 
dinheiro. Os efeitos decorrentes da utilizao de 
cada um desses mtodos so distintos. Afetam 
de maneira diversa os preos relativos, o consumo, 
o emprego e a distribuio de renda. Dentre 
os objetivos buscados pela poltica fiscal podem 
incluir-se: 1) sistema de preos adequados, 
tendo em vista que as atividades que se deseja 
estimular, bem como seu volume, so determinadas 
em grande parte pelos preos; 2) nvel de 
consumo conveniente; 3) nvel de emprego desejvel; 
4) distribuio da renda, objetivo fundamental 
que relaciona de imediato a poltica 
fiscal e a questo do poder poltico na sociedade 

- seja porque a eficincia de uma economia est 
em grande parte determinada pela forma como 
 dividida a riqueza criada, seja porque afeta 
diretamente os preos, a quantidade de consumo 
e o volume e a estabilidade do emprego. 
Veja tambm Carga Fiscal; Fundos Fiscais; Incentivo 
Fiscal; Oramento Fiscal; Reforma Tributria; 
Sonegao Fiscal. 
FISCO. rgos pblicos federais, estaduais ou 
municipais que cuidam da arrecadao e fiscalizao 
de taxas, tributos e impostos. Veja tambm 
Fazenda; Imposto; Receita Federal. 

FISCUS SEMPER LOCUPLES. Expresso em 
latim que significa "o fisco  sempre merecedor 
de f". 

FISCUS SEMPER SOLVENDO CENSITUR. 

Expresso em latim que significa que o "fisco 
(o Estado)  sempre considerado solvente". 

FISHBACKING. Mtodo de transporte por frete 
no qual dois tipos de veculos so usados simultaneamente, 
sendo um deles um cargueiro. 
Por exemplo, um caminho carregado com mercadorias 
transportado por um navio at o seu 
destino. Ao chegar ao porto de desembarque, o 
caminho segue o seu trajeto por terra, ou at 
atingir o ponto na cidade onde ser descarregado. 

FISHER, Irving (1867-1947). Economista e matemtico 
norte-americano, um dos maiores expoentes 
do monetarismo. Formulou a clebre 
equao que relaciona as trocas na quantidade 
de dinheiro e as trocas no nvel geral dos preos. 
Em sua verso da teoria quantitativa da moeda, 
distingue dois tipos de unidades monetrias: a 
moeda metlica e as notas bancrias de um lado, 
e os depsitos bancrios de outro. Essa teoria 

est desenvolvida no livro The Purchasing Power 
of Money (O Poder de Compra do Dinheiro), 
1911, e em sua forma mais simples  sintetizada 
na clebre equao MV = PT, onde M  a massa 
de moeda em circulao, V a velocidade de circulao 
dessa moeda, P o nvel geral dos preos 
e T o ndice do volume de negcios ou transaes 
efetuadas no tempo pelos sujeitos econmicos. 
Desse modo, a equao mostra que o volume 
do dinheiro em circulao multiplicado 
pela velocidade de circulao  igual ao nvel 
geral de preos multiplicado pelo volume de negcios 
ou nmero de transaes. Conclui-se que 

o nvel geral dos preos varia na razo inversa 
do volume dos negcios e na razo direta da 
quantidade de dinheiro e da velocidade de sua 
circulao. Num livro anterior, The Rate of Interest 
(A Taxa de Juros), 1907, substancialmente 
revisado em 1930, Fisher parte da teoria dos juros 
de Bhm-Bawerk para elaborar uma moderna 
teoria da avaliao de investimento. Para ele, 
a taxa de juros  dominada pela interao de 
duas foras: a disposio ou ansiedade dos indivduos 
em utilizar um rendimento presente para 
obter um rendimento maior no futuro; e o que 
chama de princpio de oportunidade de investimento, 
a habilidade em converter um rendimento 
atual num rendimento futuro, que denomina de 
taxa de retorno sobre o custo, e que Keynes disse 
ser o mesmo que a eficincia marginal do capital. 
Essa taxa de retorno sobre o custo  definida 
por Fisher como uma taxa de desconto que equaliza 
o valor presente ou atual do rendimento 
nas possveis alternativas de investimentos abertas, 
e que depende em seu retorno das taxas de 
juros utilizadas. Fisher tambm contribuiu para 
classificar as idias sobre a natureza do capital, 
fazendo uma distino entre um acervo ou estoque 
de capital e renda como um fluxo de mercadorias 
e servios ao longo do tempo. Assim, 
por exemplo, uma casa  um acervo de capital, 
mas seu uso a torna um fluxo de rendimento. 
Tambm desenvolveu numerosos estudos sobre 
o dlar compensado, um dlar com valor constante 
de compra, e uma teoria dos nmeros-ndices, 
estabelecendo as condies ideais de uma 
indexao de preos. Fisher foi professor de poltica 
econmica da Universidade de Yale (18981935) 
e um dos fundadores da Remington Rand, 
Inc. (1926), da qual foi diretor at seu falecimento. 
Alm da economia, interessou-se tambm 
por outros campos, defendendo vrias causas, 
como a paz mundial e a medicina preventiva. 
Entre outras obras, escreveu: Mathematical Investigations 
in the Theory of Value and Prices (Investigaes 
Matemticas na Teoria do Valor e dos 
Preos), 1892; The Nature of Capital and Income 
(A Natureza do Capital e da Renda), 1906; Elementary 
Principles of Economics (Princpios Elementares 
de Economia), 1912; Stabilizing the Dol


lar (Estabilizando o Dlar), 1920; The Making of 
Index Numbers (A Elaborao de Nmeros-ndices), 
1922; The Theory of Interest (A Teoria dos 
Juros), 1930; e Booms and Depressions (Altas e Depresses), 
1932. 

FISIOCRATAS. Grupo de economistas franceses 
do sculo XVIII que combateu as idias mercantilistas 
e formulou, pela primeira vez, de maneira 
sistemtica e lgica, uma teoria do liberalismo 
econmico. Transferindo o centro da anlise 
do mbito do comrcio para o da produo, 
os fisiocratas criaram a noo de produto lquido: 
sustentaram que somente a terra, ou a natureza 
(physis, em grego),  capaz de realmente 
produzir algo novo (s a terra multiplica, por 
exemplo, um gro de trigo em muitos outros 
gros de trigo). As demais atividades, como a 
indstria e o comrcio, embora necessrias, no 
fazem mais do que transformar ou transportar 
os produtos da terra (da a condenao ao mercantilismo, 
que estimulava essas atividades em 
detrimento da agricultura). Dividiam, portanto, 
a sociedade em trs classes: os produtores (agricultores), 
os proprietrios de terra (a nobreza e 

o clero) e as "classes estreis" (os demais cidados). 
Descobriram que existe uma circulao 
da renda entre essas trs classes: os agricultores 
e proprietrios compram produtos e servios 
dos demais grupos, que depois fazem retornar 
essa renda comprando produtos agrcolas (o que 
 exposto no Tableau conomique, de Quesnay). 
Achavam que isso correspondia a uma ordem 
natural regida por leis imutveis como as leis 
fsicas: toda interveno do Estado  condenvel 
quando no se limita a garantir essa ordem. Por 
isso, defenderam a mais ampla liberdade econmica 
(contra as barreiras feudais, ainda imperantes 
na poca, e o intervencionismo mercantilista) 
e lanaram a clebre mxima do liberalismo: 
laissez-faire, laissez-passer ("deixar fazer, 
deixar passar"). Propuseram tambm a supresso 
de todas as taxas, com sua substituio por 
um imposto nico, que incidiria sobre a propriedade, 
j que esta seria a nica fonte de riqueza 
e os proprietrios apenas se apropriariam 
da renda da terra sem contribuir para o aumento 
do produto lquido, enquanto os agricultores, 
os comerciantes e os artesos deveriam ficar aliviados 
da carga tributria para que se facilitasse 
a circulao da renda. Para manter essa ordem 
natural, o Estado deveria assumir o papel exclusivo 
de guardio da propriedade e garantidor 
da liberdade econmica. O principal representante 
dos fisiocratas foi Franois Quesnay, 
ao qual se juntaram o ministro Turgot, o marqus 
de Mirabeau e Du Pont de Nemours, entre 
outros. Suas teses exerceram influncia sobre 
Adam Smith, embora tenham sido bastante cri-
FLIRB 

ticadas por este e por toda a escola clssica. Veja 
tambm Escola Clssica; Liberalismo; Mercantilismo; 
Quesnay, Franois. 

FIVE C's OF CREDIT. Expresso em ingls relacionada 
com as iniciais de cinco palavras (que 
comeam por c) e que constituem critrios para 
a concesso de crdito. Essas cinco palavras so: 
carter, capacidade, capital, colateral (garantias) e 
condies. As quatro primeiras esto relacionadas 
com a capacidade de pagamento do devedor, 
enquanto a ltima diz respeito s condies gerais 
do mercado financeiro. 

FIXPRICE. Conceito desenvolvido pelo economista 
John Hicks, que significa preos fixados 
para os produtos industriais de acordo com o 
custo mais uma margem de lucro. Veja tambm 

Flexprice. 

FLAN BRUNI. Veja Proof. 

FLAT. No mercado financeiro, o termo significa 
que o preo de um ttulo inclui qualquer juro 
acumulado desde o ltimo recebimento. Os ttulos, 
na verdade, so vendidos a um preo que 
exclui os juros acrescentados, sendo estes includos 
de acordo com a taxa estabelecida no ttulo. 
As aes, ao contrrio, geralmente so vendidas 
flat, isto , excludos os dividendos acrescentados. 

FLAT-FEE. Comisso paga, no Brasil e no exterior, 
a uma pessoa fsica ou jurdica por seu 
papel de intermedirio em negcio mobilirio. 

FLAT YIELD. O montante anual pago como juros 
a um ttulo (security), expresso como porcentagem 
de seu preo de compra. 

FLEXIBILIDADE. Em informtica, sistema capaz 
de oferecer possibilidades de diferentes aplicaes. 
O termo  freqentemente utilizado para 
indicar que as novas tecnologias possibilitam a 
produo de diferentes modelos ou tipos com 
os mesmos equipamentos. No mbito da poltica 
econmica, designa uma fase que geralmente sucede 
a algum tipo de congelamento de preos, 
quando se admite que estes possam se mover 
dentro de certos limites, caracterizando a "flexibilidade 
de preos" ou a "flexibilizao de preos".
Veja tambm Plano Bresser. 

FLEXITIME. Veja Horrio Flexvel. 

FLEXPRICE. Conceito desenvolvido por John 
Hicks, relacionado com os preos gerados em 
setores altamente competitivos (na agricultura, 
por exemplo) que admitem grandes oscilaes 
e so negociados nos mercados futuros e a termo. 
Veja tambm Fixprice. 

FLIRB (Front-Loaded Interest Reduction Bond). 
Veja Plano Brady; TJLP. 



FLOOR 246


FLOOR. Termo em ingls cujo significado literal 
 "cho" ou "piso" e que, aplicado no mercado 
financeiro, significa a taxa de juros mnima que 
um banco pode impor sobre um emprstimo 
contratado na base de juros flutuantes. Geralmente, 
esse tipo de mecanismo  negociado conjuntamente 
com um "teto" ou mximo que a 
taxa pode alcanar, denominado interest rate cap. 
Quando essas duas garantias financeiras aparecem 
juntas, so denominadas interest rate collar. 
O floor protege o emprestador de uma eventual 
queda brusca das taxas de juros, enquanto o cap 
assegura ao devedor que as taxas de juros no 
representaro custos insuportveis no caso de 
uma elevao pronunciada das taxas de juros 
no mercado financeiro. 

FLOOR TRADER. Denominao que se d, na 
atividade das Bolsas de Valores,  pessoa que, 
sendo membro desta instituio, organiza pessoalmente 
suas prprias operaes no crculo 
onde se realizam as operaes de futuros (no 
piso da Bolsa). Veja tambm Collar. 

FLORIM. Em 1252, para fortalecer e ampliar 
suas prsperas transaes comerciais, Florena 
comea a emitir uma moeda de ouro denominada 
fiorino d'oro. As nicas moedas de ouro 
que circulavam na Europa na poca eram rabes. 
E o florim de ouro converteu-se pouco a pouco 
em moeda "internacional" e manteve seu valor 
e peso inalterados durante muito tempo. Juntamente 
com o gros de prata, passa a constituir 
uma moeda confivel, que ajuda a tornar mais 
estvel a circulao monetria e de mercadorias 
na Europa por mais de dois sculos, apesar dos 
abusos de reis e prncipes que durante certas 
pocas conseguiram rebaixar o seu valor. Atualmente, 
o florim  a unidade monetria da Holanda 
(submltiplo: cent), da Hungria (florim 
hngaro, submltiplo: fillr) e do Suriname (flo-
rim surinams, submltiplo: cent). 

FLUTUAO SUJA. Veja Dirty Float. 

FLUXO DE CAIXA (Cash Flow). O pagamento 
ou recebimento efetivo de dinheiro por uma empresa 
ou instituio governamental. Na medida 
em que tais fluxos no coincidem necessariamente 
com os momentos nos quais os bens ou 
servios so adquiridos, se no houver um planejamento 
financeiro adequado uma empresa 
pode encontrar-se em dificuldades para saldar 
seus compromissos, mesmo que esteja numa posio 
economicamente slida. 

FLUXO ECONMICO. Movimento de uma 
mercadoria, servio ou ttulo iniciado em um 
mercado e para ele dirigido, ou realizado no interior 
da economia em seu conjunto. O conceito 
de fluxo econmico para o conjunto do pas - 
consumo, produo, investimento -  utilizado 

nas modernas teorias do emprego e do ciclo econmico. 
No processo produtivo, so gerados um 
fluxo de bens e mercadorias (produto) e um fluxo 
de rendimentos (renda). O primeiro denomina-
se fluxo real e o segundo, fluxo nominal. O 
fluxo real, ou seja, as rendas geradas no processo 
produtivo, destina-se ao consumo e  poupana. 
O fluxo nominal dirige-se ao mercado para suprir 
as necessidades de consumo. Certa proporo 
desses bens  diretamente absorvida pelas 
empresas. 

FMI - Fundo Monetrio Internacional. Organizao 
financeira internacional criada em 1944 
na Conferncia Internacional de Bretton Woods 
(em New Hampshire, Estados Unidos).  uma 
agncia especializada da Organizao das Naes 
Unidas (ONU) com sede em Washington, 
e que faz parte do sistema financeiro internacional, 
ao lado do Banco Internacional de Reconstruo 
e Desenvolvimento (Bird). O FMI foi 
criado com a finalidade de promover a cooperao 
monetria no mundo capitalista, de coordenar 
as paridades monetrias (evitar desvalorizaes 
concorrenciais) e de levantar fundos entre 
os diversos pases-membros, para auxiliar os 
que encontrem dificuldades nos pagamentos internacionais. 
Quase todos os pases relativamente 
industrializados (com exceo dos pases socialistas) 
fazem parte da organizao. Cada pas 
contribui com cotas-parte para o fundo (uma 
quarta parte em ouro e o restante em moeda 
nacional corrente) e nomeia um delegado e um 
suplente como seus representantes. O fundo  
dirigido por vinte diretores (cinco nomeados pelos 
pases que detm o maior nmero de cotas 
e os restantes eleitos entre os representantes), 
que elegem entre si um diretor-geral. Uma das 
principais funes do fundo  regular as paridades 
das moedas (sua relao com o ouro). Nos 
primeiros anos da atuao do fundo, se um pas 
desejasse alterar a relao, deveria encaminhar 
uma proposta ao FMI, para que este estudasse 
as conseqncias da modificao no mbito do 
comrcio internacional. Assim, a organizao 
tentava manter constante as taxas de compra e 
venda das vrias moedas entre si. A partir de 
1971, com a queda da cotao das moedas em 
ouro, o Grupo dos Dez (Estados Unidos, Inglaterra, 
Canad, Alemanha Ocidental, Frana, Blgica, 
Holanda, Itlia, Sucia e Japo) formou um 
novo "valor central", desvalorizando o dlar em 
10% e permitindo uma variao das demais 
moedas em 2,25% em torno desse valor. Para 
regular os auxlios aos pases com problemas 
nos balanos de pagamentos, criou-se, em 1967, 

o Direito Especial de Saque (DES), que funciona 
como uma moeda escritural de aceitao internacional 
e cuja paridade  regulada por um conjunto 
de dezesseis moedas. Cada pas-membro 


tem seu DES na proporo das cotas que possui. 
Valores mais altos podem ser solicitados diretamente 
 diretoria do FMI. De qualquer forma, 
os auxlios so vinculados  finalidade que ser 
atendida com a quantia e devem ser devolvidos 
em prazos que variam de trs a cinco anos. Sempre 
que solicitada, a entidade envia representantes 
para auxiliar na soluo de problemas 
econmicos dos pases-membros, especialmente 
quando esses enfrentam situaes econmicas 
instveis (inflao acentuada, queda de exportaes 
etc.), permitindo uma rpida adoo de 
medidas corretivas, para que as dificuldades internas 
no se reflitam no comrcio internacional. 
Tambm nos casos de pedidos de auxlio, o FMI 
oferece sua assistncia, fiel a uma poltica do 
tipo monetarista (taxa cambial nica e fixa, moeda 
conversvel, corte nos gastos pblicos, conteno 
salarial etc.), que nem sempre corresponde 
aos interesses dos pases que almejam o desenvolvimento, 
pois costuma provocar efeitos 
depressivos na economia, com custos sociais 
elevados. 

FMS. Iniciais da expresso em ingls flexible manufacturing 
systems, que significa sistemas flexveis 
de manufatura. 

FOA. Veja Fob Airport. 

FOB (Free on Board). Expresso do comrcio 
internacional que significa "posto a bordo", seguida 
da indicao do porto de embarque. Nessa 
modalidade, o exportador (vendedor)  obrigado 
a colocar a mercadoria a bordo do navio designado 
no contrato de venda, cessando sua responsabilidade 
sobre a mesma no momento em 
que ela transpe a amurada do navio. As formalidades 
de exportao so executadas pelo 
vendedor. Cdigo ou abreviao: FOB. Veja tambm 
Fas; Incoterms. 

FOB AIRPORT. Expresso do comrcio internacional 
que significa "livre a bordo" ou "posto 
a bordo" de um avio, seguida da designao 
do aeroporto de embarque. Nessa modalidade, 
as obrigaes do vendedor terminam com a entrega 
da mercadoria ao transportador areo no 
aeroporto de partida, e no, como no FOB martimo, 
no navio. A escolha da empresa area, 

o pagamento do frete, dos impostos e taxas correm 
por conta do comprador. O desembarao 
alfandegrio na exportao, no entanto,  feito 
pelo vendedor. Cdigo ou abreviao: FOA. 
Veja tambm Incoterms. 
FOK. Veja Fill or Kill. 

FOME. Estado de carncia de alimentos. Do 
ponto de vista bioqumico e mdico, inicia-se 
logo abaixo do consumo de 2 500 calorias dirias 
para um adulto de estatura mediana e que no 

FONTES DE ENERGIA 

seja trabalhador braal.  deficincia calrica 
soma-se a falta de protenas, vitaminas e sais 
minerais. Sociologicamente, a fome resulta de 
uma desigual distribuio das riquezas socialmente 
produzidas. Para que se tenha uma idia, 
a safra de gros brasileira em 1997 alcanou 80 
milhes de toneladas. Se dividirmos por uma 
populao de 160 milhes de pessoas, teremos 
500 kg de gros por pessoa/ano, o que equivale 
a cerca de 1,3 kg de gros por pessoa/dia (a 
mdia mundial  um pouco inferior a 1 kg). Se 
tal distribuio fosse possvel (trata-se apenas 
de um exerccio terico que serve para dar-nos 
uma indicao de que o problema no est na 
produo, mas sim na distribuio), ningum 
morreria de fome ou de subnutrio no Brasil. 
O fenmeno ocorre tambm em decorrncia de 
flagelos naturais (secas, inundaes, epidemias,
pragas).  um fenmeno tpico dos pases subdesenvolvidos 
ou do Terceiro Mundo, onde imperam 
profundas desigualdades sociais e so escassos 
os recursos produtivos. Para os estudiosos 
do problema, a fome s ser extinta por meio 
de uma srie de medidas de alcance social, como 
reforma agrria, melhor distribuio da renda, 
diversificao da produo, aumento da produtividade 
agropecuria e cooperao internacional, 
especialmente da parte dos pases ricos. Em 
1993, foi criado no Brasil o Programa Nacional 
de Combate  Fome, inspirado e dirigido pelo 
socilogo Betinho (Herbert Jos de Souza), at 
a sua morte, ocorrida em 1997. Veja tambm 

FAO; Subdesenvolvimento. 

FONDO SPECCHIO. Veja Proof. 

FONDS D'ETAT. Veja Valeurs. 

FONTES DE ENERGIA. Termo que indica correntes 
de gua, vento, sol e combustveis que, 
com meios apropriados, fornecem energia e trabalho 
ao homem. A primeira fonte de energia 
utilizada pelo homem foi a fora de seus prprios 
msculos. Depois, o homem passou a utilizar 
a fora de animais domesticados, do calor 
do fogo, das correntes de gua e do vento. No 
sculo XIX, o carvo mineral e vegetal era o combustvel 
que movia mquinas a vapor, na indstria 
e nos transportes. No final daquele sculo, 
o petrleo, na forma de seus derivados, 
comeou a ser cada vez mais utilizado, tornando-
se imprescindvel no decorrer do sculo XX. 
A energia eltrica tambm passou a encontrar 
aplicaes cada vez mais amplas. Produzida a 
partir da queima de carvo ou de derivados de 
petrleo, ou em grandes usinas hidreltricas, seu 
consumo, em uso industrial ou domstico, passou 
a significar o grau de industrializao e bem-
estar de um povo. Em meados do sculo XX, 
nova fonte de energia comeou a ser aproveitada 
pelo homem: a energia atmica. Utilizada em 
navios e submarinos e em grandes usinas pro




FOOT 248


dutoras de eletricidade, a energia atmica encontra 
tambm aplicaes especficas nas reas 
mdica e cientfica. A crise do petrleo na dcada 
de 70 acelerou a busca por fontes alternativas 
de energia ou formas mais sofisticadas de 
aproveitamento das fontes tradicionais. A energia 
eltrica, obtida a partir de recursos hdricos, 
passou a ser incrementada nos pases que possuem 
condies geogrficas favorveis. Em outros, 
como na Frana, construram-se grandes 
fornos e usinas solares e aproveitou-se a fora 
das mars para a produo de energia eltrica. 
Na Itlia, utiliza-se a fora vulcnica para produzir 
eletricidade. No entanto, como todas as 
formas de energia so, em ltima anlise, simples 
transformaes da energia trmica produzida 
pelo sol, a maioria dos projetos volta-se 
para o aproveitamento dessa fonte no poluente 
e no esgotvel. Utilizando grandes sistemas 
concentradores de calor ou clulas que transformam 
a energia solar diretamente em eletricidade, 
ou fazendo uso de pequenos sistemas domsticos, 
a engenharia de sistemas solares desenvolveu-
se muito. Em termos domsticos, foram 
incrementados sistemas energticos simples 
mas eficientes, como aquecimento solar, bombas 
movidas pelo vento ou biodigestores, que produzem 
gs a partir do lixo. Veja tambm Crise 
do Petrleo; Recursos Naturais. 

FOOT. Veja P. 

FOOTSIE. Apelido do ndice ponderado das 
cem principais aes (aes alpha) negociadas 
na Bolsa de Valores de Londres, identificado 
pela sigla FT-SE 100 (Financial Times-Stock Exchange 
100 Stock Index), publicada pelo Financial 
Times de Londres. Veja tambm Alfa. 

FOR (Free On Rail). Expresso do comrcio internacional 
que significa "posto no vago", seguida 
da indicao do ponto de entrega na fronteira. 
Esta modalidade  especfica para o transporte 
ferrovirio e engloba dois tipos de acordo: 

o primeiro, em que o vendedor assume os custos 
e riscos do transporte da mercadoria at o seu 
carregamento no vago, e o outro, onde essa 
responsabilidade termina na chegada dos produtos 
 estao ferroviria. Cdigo ou abreviao: 
FOR. Veja tambm Incoterms. 
FOR A TURN. Expresso utilizada no mercado 
financeiro para designar uma compra ou uma 
venda especulativas com a finalidade de realizar 
um pequeno mas rpido ganho. 

FORA DE BALANO. Expresso do mercado 
financeiro que designa as operaes financeiras 
que no so registradas nas contas patrimoniais 
do balano de um banco ou de qualquer empresa. 
No entanto, a existncia dessas contas 
pode acarretar alteraes futuras na estrutura 

dos ativos e passivos, como, por exemplo, acontece 
com os swaps. No Brasil, as instituies financeiras 
so obrigadas a registrar tais operaes 
em contas de compensao, e, em casos especficos, 
a apontar em contas patrimoniais o efeito 
atualizado das operaes nos balanos e balancetes. 
Veja tambm Marcar ao Mercado; Swap. 

FORAIS. Denominao dada aos documentos 
emitidos pela monarquia portuguesa concedendo 
terras a determinadas pessoas, e que continham 
normas para o desenvolvimento desses 
contratos. As Capitanias Hereditrias no Brasil 
foram regulamentadas por forais, os quais estabeleciam 
os direitos e deveres dos donatrios e 
das pessoas que viviam nessas terras. Veja tambm 
Capitanias Hereditrias. 

FORBEARANCE. Termo em ingls que admite, 
no mbito financeiro e dos negcios, dois significados: 
1) deciso do credor de no exercer 
seus direitos legais sobre um devedor default, 
em troca de promessa deste de regularizar os 
pagamentos no futuro; 2) alvio temporrio 
dado por uma autoridade monetria em relao 
a um banco que no cumpriu com os dispositivos 
que regulam as atividades bancrias, por 
se localizar em regies onde existe forte recesso 
ou se encontrar em crise econmica. Nesse caso 
tambm, o banco tem de se comprometer a se 
enquadrar nos dispositivos financeiros num futuro 
imediato. 

FORBONNAIS, Franois (1884-1965). Economista 
francs, colaborou com a confeco da Enciclopedie 
e escreveu duas obras importantes em 
seu tempo, Elements de Commerce (Elementos do 
Comrcio), 1754, e Principes et Observations Economiques 
(Princpios e Observaes Econmicas), 
1767. A primeira foi a pioneira na Frana 
em utilizar elementos matemticos na anlise de 
equilbrio das taxas de cmbio entre mais de 
dois pases, nas condies do bimetalismo quando 
existem diferenas nas relaes de preo entre 
o ouro e a prata. A outra  uma obra polmica, 
a maior parte dedicada  crtica do Tableau 
Economique (Quadro Econmico) de Franois 
Quesnay, especialmente quanto s bases empricas 
das teses dos fisiocratas. 

FORA DE TRABALHO. Nmero de pessoas 
com capacidade para participar do processo de 
diviso social do trabalho em determinada sociedade. 
A forma e o grau de aproveitamento 
desse potencial humano dependem de como a 
sociedade est organizada, do regime de propriedade 
e do nvel de desenvolvimento das foras 
produtivas. Numa tribo indgena, o baixo 
nvel de desenvolvimento tecnolgico exige o 
esforo de todos os indivduos na atividade de 
sobrevivncia. Numa sociedade moderna, industrial, 
regida pela economia de mercado, as 



contingncias econmicas e o uso de inovaes 
tecnolgicas determinam as oscilaes no preo 
da fora de trabalho (aumento ou diminuio 
do salrio real), o desemprego e o subemprego. 
Ao mesmo tempo, ao crescerem a complexidade 
e a diversificao de uma economia, incorporam-
se  atividade produtiva urbana contingentes 
sociais at ento voltados para atividades tradicionais, 
como artesanato, agricultura de subsistncia 
e servios domsticos.  o caso da fora 
de trabalho feminina, amplamente empregada 
em tarefas do setor secundrio e, sobretudo, do 
setor tercirio. 

FORA MAIOR. Evento humano que, por sua 
imprevisibilidade e inevitabilidade, torna impossvel 
para o contratante a execuo de um 
contrato. Por exemplo, a ecloso de uma greve 
que paralise completamente a produo de peas 
e componentes de um produto cuja data de 
entrega no pode ser adiada. Veja tambm Caso 
Fortuito. 

FORAS PRODUTIVAS. Foras naturais (inclusive 
o prprio homem) apropriadas pelo homem 
para a produo e reproduo de sua vida 
social. A parte material das foras produtivas, 
isto , os instrumentos e os objetos de trabalho, 
constituem a base material e tcnica da sociedade. 
A principal fora produtiva, no entanto, 
 o prprio homem, que cria instrumentos de 
trabalho cada vez mais poderosos, aperfeioa 
seus objetos de trabalho e combina ambos no 
sentido de ampliar constantemente a produo. 
Isso significa que as foras produtivas tendem 
a crescer constantemente. Essa expanso opera 
modificaes nas relaes de produo e no 
modo de produo. Assim, a determinado nvel 
de desenvolvimento das foras produtivas cor-
respondem determinadas relaes de produo. 
De acordo com Marx, "(...) o que distingue as 
pocas econmicas no  o que se produz, mas 
como se produz, isto , com que instrumentos 
de trabalho se produz. Os instrumentos de trabalho 
no so apenas o barmetro indicador do 
desenvolvimento da fora de trabalho do homem, 
mas tambm o expoente das condies 
sociais em que se produz". Em determinada fase 
de seu desenvolvimento, as foras produtivas 
entram em contradio com as relaes de produo 
existentes. Nos modos de produo escravista, 
feudal e capitalista, se, no princpio, as 
relaes de produo significaram um estmulo 
para o desenvolvimento das foras produtivas, 
posteriormente, com o desenvolvimento destas 
ltimas, transformaram-se em freios a sua ulterior 
expanso. A revoluo social seria a forma 
pela qual essa contradio se resolveria. 

FORCE MAJEURE. Veja Fora Maior. 

FORCED SALE. Veja Venda Forada. 

FORDISMO 

FORD, Henry (1863-1947). Empresrio norte-
americano, pioneiro da indstria automobilstica 
e inovador dos processos de produo com 
a introduo da linha de montagem na fabricao 
em srie de automveis. Originrio de uma 
famlia de agricultores do Estado de Michigan, 
tornou-se mecnico aos dezesseis anos, trabalhando 
em vrias oficinas em Detroit. Entre 1892 
e 1896, construiu um automvel pea por pea 
e, em 1903, fundou a Ford Motor Company, com 
outros homens de negcios. Em 1919, tinha o 
controle acionrio da empresa. Conhecido como 

o "homem que ps a Amrica do Norte sobre 
rodas", foi o primeiro fabricante a tornar o automvel 
um produto de consumo de massa. 
Conseguiu isso baixando os custos por meio da 
produo em srie e incrementando as vendas 
pelo barateamento do produto. Para enfrentar 
a concorrncia, aperfeioou ainda mais a linha 
de montagem, adquiriu plantaes de seringueiras, 
minas de carvo e ferro e uma frota de navios. 
Criou o modelo mais popular dos carros 
norte-americanos - o Modelo T -, conhecido 
no Brasil como Ford Bigode, que atingiu o recorde 
de vendas de quinze milhes de unidades 
entre 1908 e 1926. Apesar da viso empreendedora 
e inovadora, Ford era extremamente conservador, 
negando-se a rever iniciativas que tiveram 
xito e atualizar o processo de administrao 
industrial. No admitia especialistas em 
administrao nem queria pessoas formadas em 
universidades no seu quadro de funcionrios. 
Por muito tempo negou-se a produzir carros que 
no fossem de cor preta. Ops grande resistncia 
 produo do Modelo A, em 1927, quando o 
Modelo T (Ford Bigode) j estava superado e 
os concorrentes ameaavam seu poderio. Durante 
a Segunda Guerra Mundial, construiu a maior 
linha de montagem do mundo para produzir 
os bombardeiros B-54. Adversrio ferrenho dos 
sindicatos, adotava uma ao paternalista nas 
relaes trabalhistas: diminuiu a jornada de trabalho 
de seus empregados e pagava cerca de 20 
dlares semanais, quando a mdia dos salrios 
nas outras empresas era de 11 dlares; s a partir 
de 1941  que passou a aceitar a sindicalizao 
de seus empregados. Veja Tambm Fordismo. 
FORD BIGODE. Veja Ford, Henry. 

FORDISMO. Conjunto de mtodos de racionalizao 
da produo elaborado pelo industrial 
norte-americano Henry Ford, baseado no princpio 
de que uma empresa deve dedicar-se apenas 
a produzir um tipo de produto. Para isso, 
a empresa deveria adotar a verticalizao, chegando 
a dominar no apenas as fontes das matrias-
primas, mas at os transportes de seus 
produtos. Para reduzir os custos, a produo deveria 
ser em massa, e dotada de tecnologia capaz 
de desenvolver ao mximo a produtividade de 



FORD PINTO 

cada trabalhador. O trabalho deveria ser tambm 
altamente especializado, cada operrio realizando 
apenas um tipo de tarefa. E para garantir 
elevada produtividade, os trabalhadores deveriam 
ser bem remunerados e as jornadas de trabalho 
no deveriam ser muito longas. Em sntese, 
Henry Ford desenvolveu trs princpios de 
administrao, em seu livro My Life and Work, 
que podem ser assim resumidos: 1) princpio 
da intensificao - consiste em reduzir o tempo 
de produo com o emprego imediato dos equipamentos 
e matrias-primas e a rpida colocao 
do produto no mercado; 2) princpio da economicidade 
- consiste em reduzir ao mnimo 

o estoque da matria-prima em transformao, 
de tal forma que uma determinada quantidade 
de automveis (a maior possvel) j estivesse 
sendo vendida no mercado antes do pagamento 
das matrias-primas consumidas e dos salrios 
dos empregados; 3) princpio de produtividade 
- consiste em aumentar a quantidade de produo 
por trabalhador na unidade de tempo mediante 
a especializao e a linha de montagem. 
Os princpios do Fordismo foram amplamente 
difundidos no apenas nos Estados Unidos, mas 
em todo o mundo, tornando-se uma das bases 
da organizao do processo de produo nas 
indstrias durante muito tempo, e, embora de 
maneira modificada, mantendo-se at hoje em 
muitos pases. Veja tambm Economia de Escala; 
Especializao; Ford, Henry; Just in Time; 
Montagem, Linha de; Organizao; Racionalizao; 
Verticalizao. 
FORD PINTO. Modelo da linha Ford criado no 
incio dos anos 60 e que apresentava grandes 
problemas de segurana, uma vez que o tanque 
de gasolina ficava muito exposto aos choques 
traseiros, provocando incndios nos veculos em 
decorrncia de colises e morte dos ocupantes, 
que permaneciam presos nas ferragens. 

FOREIGN BONDS. Expresso utilizada no mercado 
financeiro dos Estados Unidos para designar 
ttulos emitidos por devedores estrangeiros 
no mercado interno de determinado pas. A denominao 
especfica desses ttulos geralmente 
leva o nome do pas de origem do devedor, e 
a sua denominao de valor  feita na unidade 
monetria do pas em cujo mercado interno  
lanado. Esses ttulos so tambm denominados 
yankee bonds, e sua classificao  realizada por 
empresas de orientao de investidores como, 
por exemplo, a Standard & Poor's. Muitos yankee 
bonds se encontram na listagem da Bolsa de Valores 
de Nova York. 

FOREIRO. Literalmente, aquele que paga o foro. 
Na regio Nordeste do Brasil, os foreiros so os 
pequenos arrendatrios no capitalistas que pa


gam aos proprietrios um foro ou renda pela 
utilizao da terra. 

FORFAITIERUNG. Veja Forfaiting. 

FORFAITING. Operao de financiamento de 
ttulos a receber semelhante ao factoring. Na Alemanha 
e na ustria, so denominados forfaitierung. 
Enquanto uma operao de factoring geralmente 
implica ttulos a receber de curto prazo, 
no forfaiting um banco compra ttulos a receber 
de longo prazo com um mximo de vencimento 
de oito anos. Ao banco de forfaiting no 
cabe recorrer ao vendedor das mercadorias, objeto 
da operao financeira (se o comprador no pagar), 
mas em compensao adquire os ttulos com 
um desconto substancial. Os principais centros 
do forfaiting so Zurique e Viena, de onde os grandes 
bancos processam o forfaiting por intermdio 
de suas filiais ou subsidirias especializadas. 

FORMAO DE CAPITAL. Conjunto de processos 
pelos quais uma economia poupa recursos, 
que de outra maneira serviriam ao consumo 
improdutivo, e os transforma em capital. A repetio 
dos ciclos produtivos seria impossvel 
se toda produo fosse consumida. Parte da produo 
anual deve ser destinada  renovao do 
capital depreciado e, mais ainda,  ampliao 
da capacidade produtiva. Ordinariamente, a 
poupana  feita pelas empresas, que deixam 
de distribuir parte de seus lucros e a destinam 
a seus fundos de investimento; ou pelas pessoas 
fsicas, que separam do consumo privado parte 
de seus rendimentos para aplic-la numa empresa. 
A criao de novas empresas faz parte 
dos processos de formao de capital, os quais, 
em seu somatrio, constituem um dos agregados 
das contas nacionais. O problema histrico 
da formao originria do capital  controverso 
na economia poltica. Segundo o economista Senior, 
os primeiros capitais surgiram da abstinncia, 
isto , dos trabalhadores frugais que reduziram 
o consumo pessoal para poder aumentar 
seus recursos produtivos. Segundo Karl 
Marx, o perodo de acumulao originria do 
capital, a partir do sculo XV, incluiu a expulso 
dos camponeses de suas terras, a runa dos artesos 
despojados de seus meios de produo, 
os lucros com a dvida pblica, o protecionismo, 

o crdito usurrio, a fraude comercial, o saque 
das colnias e o trfico de escravos. Atualmente, 
o problema da formao de capital nos pases 
subdesenvolvidos tem sido um dos mais debatidos 
nos meios cientficos e nos organismos internacionais. 
 exceo dos exportadores de petrleo, 
a formao de capital nos pases exportadores 
de matrias-primas e gneros alimentcios 
vincula-se negativamente  deteriorao dos 
termos de intercmbio no comrcio internacional 
e ao agigantamento de sua dvida externa. 


FRMULA DE BAYES. Frmula utilizada para 

o clculo de algumas probabilidades condicionais 
s vezes denominadas probabilidade de 
"causas". Permite que se expressem a posteriori 
probabilidades em termos de probabilidade a 
priori e outras probabilidades conhecidas, e, portanto, 
que se revisem as probabilidades  luz 
de nova evidncia. A frmula tem um papel fundamental 
em alguns enfoques da inferncia estatstica, 
sendo assim representada: 
P (Aj) . P(B/Aj)
P(Aj/B)=S P (Ai) . P(B/A)

 i = 1, 2,...n 
j = 1, 2,...n


FORO. Localidade onde se devem desenrolar 
eventuais questes judiciais. Em contratos, as 
partes envolvidas devem escolher um foro (por 
exemplo, So Paulo), onde ser levada qualquer 
ao entre elas. Em outros casos, os foros so 
determinados pelo domiclio de uma das partes 
envolvidas. O foro pode ser tambm uma modalidade 
de pagamento de renda da terra. A 
utilizao do termo neste sentido ocorre geralmente 
no Nordeste brasileiro. 

FORT KNOX. Dependncia do Exrcito norte-
americano, localizada no Estado de Kentucky, 
onde o governo federal mantm suas reservas 
em ouro. 

FORTRAN. Sigla da expresso inglesa formula 
translation (formulao transposta). Um tipo de 
linguagem utilizada na elaborao de programas 
para computador, voltado principalmente 
para a aplicao cientfica e acadmica. 

FORTUNE 500. Designao dada a qualquer 
das empresas que apaream relacionadas na listagem 
apresentada anualmente pela revista Fortune 
sobre as maiores e melhores empresas norte-
americanas. 

FRUM ECONMICO MUNDIAL. Veja Da-
vos (Frum de). 

FORWARD. Veja Operaes a Termo. 

FOT (Free on Truck). Expresso do comrcio 
internacional que significa "posto no caminho", 
seguida do nome do lugar para entrega na fronteira. 
Esta modalidade  especfica para o transporte 
rodovirio e apresenta duas variantes: no 
primeiro caso, o vendedor assume os custos e 
riscos do transporte da mercadoria at seu carregamento 
no caminho; no segundo caso, essa 
responsabilidade termina na chegada dos produtos 
ao terminal rodovirio de caminhes. Cdigo 
ou abreviao. Veja tambm For; Incoterms. 

FRAO 

FOURIER, Franois-Marie Charles (1772-1837). 

Pensador francs, um dos principais representantes 
do chamado socialismo utpico ou romntico. 
Desenvolveu uma filosofia social de 
base naturalista - ligada  corrente de Rousseau 
e George Sand -, que considera o homem uma 
criatura fundamentalmente boa. Essencial a sua 
doutrina  a idia de uma evoluo natural do 
homem, na qual se poderiam distinguir quatro 
fases: a primitiva, a selvagem, a patriarcal e a 
civilizada. Esta ltima, que Fourier considera a 
de seu tempo, estaria fadada a dar lugar a uma 
quinta: a fase da harmonia. O autor via nas desordens 
sociais provocadas pelo comrcio e pelo 
af de lucro dos empresrios e detentores do 
poder econmico os sinais de decadncia da civilizao. 
Ao liberalismo econmico, causador 
dessa situao, contrapunha a "liberdade das 
paixes", baseada na "atrao social". Para concretizar 
suas idias, props a criao de comunidades 
cooperativas livres, os falanstrios, bases 
de uma nova organizao social. Suas idias 
encontram-se registradas em vrios livros, entre 
os quais se destaca Thorie des Quatre Mouvements 
et des Destines Gnrales (Teoria dos Quatro 
Movimentos e dos Destinos Gerais), 1808. 
Fourier  tambm a denominao de um sistema 
de medidas em tipografia e artes grficas. Veja 
tambm Cooperativismo; Falanstrio; Gide, 
Charles; Medidas Tipogrficas; Socialismo; Socialismo 
Utpico. 

FOURIER. Veja Medidas Tipogrficas; Fourier, 
Franois-Marie Charles. 

FOUR PERCENT RULE. Veja Regra do Quatro 
por Cento. 

FOURTH MARKET. Expresso em ingls que 
significa literalmente "quarto mercado" e que 
designa a prtica de negociao direta de grandes 
blocos de valores mobilirios entre investidores 
institucionais, para evitar o pagamento de 
corretagem. Este mercado  facilitado pela existncia 
do Instinet (Institutional Networks Co.), 
sistema registrado nos Estados Unidos junto  
Comisso de Valores Mobilirios como Bolsa de 
Valores. Veja tambm Instinet. 

FPA. Expresso do comrcio internacional (free 
of particular average) que significa "livre de avarias 
particulares". Veja tambm Incoterms. 

FPS. Designao das unidades absolutas do Sistema 
Imperial Ingls e Consuetudinrio Americano: 
foot (p), pound (libra-peso) e second (segundo). 
Veja tambm Sistemas de Unidades de 
Medidas. 

FRAO. Parte de um todo. No mercado financeiro, 
as fraes so utilizadas para designar 
a existncia de um valor inferior a um inteiro 

- em geral lote de aes, ttulos etc. -, e no 


FRACTIONAL GOLD STANDARD 

caso das taxas de juros ou de cmbio, a cotao 
de uma moeda pode ser registrada como tantos 
inteiros de outra frao. Por exemplo, em 1929, 

o mil ris era cotado em 5 d. (pence) e 115/126, 
isto , quase 6 pence. As fraes mais utilizadas 
e suas equivalncias decimais so as seguintes: 
1/2 = 0,5; 1/4 = 0,25; 1/8 = 0,125; 3/8 = 0,375; 
5/8 = 0,625; 3/4 = 0,75; 7/8 = 0,875. Veja tambm 
Casas Decimais. 

FRACTIONAL GOLD STANDARD. Expresso 
em ingls que significa padro-ouro parcial, 
isto , um sistema no qual uma unidade de ouro 
monetrio pode lastrear mais de uma unidade 
de papel-moeda em circulao. Esta modalidade 
de padro-ouro prevaleceu em quase todos os 
pases capitalistas avanados depois da crise 
econmica de 1929, at o final dos anos 60. Veja 
tambm Padro Cmbio-ouro; Padro-ouro. 

FRANCHISING. Mtodo de comercializao de 
produtos ou servios no qual o franqueado obtm 
o direito de uso de uma marca (geralmente 
nome comercial), com ou sem exclusividade, e 
opera de acordo com um padro de qualidade 
estabelecido pelo franqueador, em troca do pagamento 
de um determinado montante em dinheiro 
(franquia). 

FRANQUIA. Livre entrada e sada de mercadorias 
no pas ou em determinado local (porto 
livre ou zona franca), sem pagamento de impostos 
e sem controle alfandegrio. Os materiais 
diplomticos, por exemplo, gozam dessa franquia. 
No setor de seguros, especialmente de automveis, 
franquia  a importncia no coberta 
pela seguradora, isto , a despesa que necessariamente 
 feita pelo proprietrio do veculo, independentemente 
do valor do prejuzo (com exceo 
da perda total, quando deixa de existir 
franquia). 

FRC. Veja Free Carrier. 

FREE BANKING. Expresso em ingls que designa 
um sistema monetrio no qual, num regime 
de competio, a emisso de moeda se realiza 
por meio de um grande nmero de bancos 
emissores. Seus defensores argumentam que as 
vantagens sobre o sistema central banking (nico 
emissor)  que a competio entre os bancos privados 
seria uma garantia de estabilidade da 
moeda, enquanto, no outro sistema, o Banco 
Central estaria sujeito s presses inflacionrias 
provocadas por seu controlador, o governo. 
Atualmente, no  muito utilizado pelos pases, 
que preferem ter o seu sistema vinculado a um 
nico banco emissor (central banking). Esse sistema 
foi utilizado durante o sculo passado na 
Esccia, no Canad e em algumas regies dos 
Estados Unidos. Veja tambm Banco Central. 

FREE CARRIER (Named Point). Expresso do 
comrcio internacional que significa franco transportador 
(ponto designado) e designa uma modalidade 
que, na verdade,  uma adaptao da 
modalidade FOB s condies do transporte intermodal. 
A diferena com o FOB consiste em 
que o ponto crtico passa a ser o ponto designado, 
isto , quando a mercadoria  entregue 
em custdia ao transportador, e no quando colocado 
a bordo do navio. Cdigo ou abreviao: 
FRC. Veja tambm FOB; FOB Airport; Incoterms. 


FREIE MAKLER. Corretores autnomos (livres) 
que atuam nas Bolsas de Valores da Alemanha. 
Eles atuam paralelamente aos corretores oficialmente 
designados (Amtliche Kursmakler) e aos 
representantes dos bancos nas Bolsas de Valores 
da Alemanha. 

FREIGHT OR CARRIAGE PAID TO. Expresso 
do comrcio internacional que significa "frete 
ou transporte pago at (local do destino)". 
Nessa modalidade, o vendedor escolhe a empresa 
de transporte e paga o respectivo frete da 
mercadoria at o local estabelecido no contrato. 
Os riscos de avaria e perda da mercadoria ou 
aumento dos custos durante o trnsito so transferidos 
do vendedor ao comprador quando da 
entrega da mercadoria ao primeiro transportador. 
As despesas com alfndega, na exportao, 
so pagas pelo vendedor. O cdigo ou abreviao 
 DCP. Veja tambm Incoterms. 

FREIGHT TON. Termo em ingls que significa 
"tonelada de frete" e equivale a 40 ps cbicos. 

FREQNCIA. Nmero de vezes que um evento 
acontece na unidade de tempo. O termo se 
aplica aos campos mais variados da cincia. Por 
exemplo, o nmero de ciclos de ondas de rdio 
que se formam e se movem num segundo constitui 
a sua freqncia. Quando uma rdio anuncia 
que est operando em tantos megaciclos, para 
que os ouvintes possam sintonizar o rdio naquele 
ponto, significa que a estao est emitindo 
tantos milhes de ondas de rdio por segundo. 

FRETE. Quantia paga pelo aluguel de embarcao 
ou pelo transporte de mercadorias em 
trens, navios, caminhes ou avies. O preo do 
frete costuma constar nos conhecimentos de embarques, 
e a clusula CIF nos preos das mercadorias 
indica que estes incluem o frete, o custo 
e o seguro. Veja tambm Afretamento. 

FRIEDMAN, Milton (1912- ). Economista norte-
americano, recebeu o Prmio Nobel de economia 
em 1976. Principal terico da escola monetarista 
e membro da Escola de Chicago, para 
a qual a proviso de dinheiro  o fator central 
de controle no processo de desenvolvimento 
econmico. Para Friedman, as variaes da ati




vidade econmica no se explicam pelas variaes 
do investimento, mas pelas variaes da 
oferta de moeda. Assim, as intervenes multiformes 
do Estado na vida econmica de um pas 
poderiam ser substitudas pelo controle cientfico 
da evoluo da massa de moeda em circulao. 
A poltica monetria visaria  reduo das 
possibilidades de intervenes especficas da autoridade 
pblica e  introduo no sistema de 
um grau mais elevado de auto-regulao dos 
aspectos do ambiente social que constituem as 
determinantes bsicas do funcionamento da economia. 
H conexes entre as opinies de Friedman 
sobre a poltica econmica nacional e a internacional. 
Na esfera internacional, ele advoga 
a adoo de taxas de cmbio totalmente flexveis, 
que seriam determinadas pelo livre jogo 
das foras do mercado. Milton Friedman  colunista 
da revista Newsweek, leciona na Universidade 
de Chicago desde 1946 e  membro do 
Departamento Nacional de Pesquisas Econmicas 
dos Estados Unidos. Foi conselheiro do governo 
chileno do general Pinochet. Entre suas 
obras principais, encontram-se: Essays in Positive 
Economics (Ensaios em Economia Positiva), 1953; 
Capitalismo e Liberdade,1962; A Monetary History 
of the United States (Uma Histria Monetria dos 
Estados Unidos),1963; Inflation Causes and Consequences 
(Causas e Conseqncias da Inflao), 
1963. Veja tambm Monetarismo. 

FRINGE BENEFITS. Veja Benefcios Salariais. 

FRISCH, Ragnar (1895-1973). Economista noruegus, 
criador do termo "econometria" e um 
dos fundadores da Sociedade Internacional de 
Econometria, em 1930, nos Estados Unidos. Recebeu 
o primeiro Prmio Nobel de cincias econmicas, 
em 1969, juntamente com Jan Tinbergen. 
Elaborou modelos de poltica econmica (os 
"modelos decisionais"), cuja finalidade  mostrar 
os efeitos de diversas polticas econmicas 
em determinado pas, em determinado momento 
e estudar as diversas combinaes possveis 
dos "nveis de comando", sua coerncia com os 
fins da poltica econmica perseguidos e suacoerncia entre eles.  autor, entre outros ensaios, 
de Propagation Problems and Impulse Problems 
in Dynamic Economics (Problemas de Propagao 
e Problemas de Impulso em Economia 
Dinmica), 1933. 

FRONAPE - Frota Nacional de Petroleiros. 

Empresa estatal brasileira criada em 1950 com 
o objetivo de realizar o transporte de petrleo 
e derivados no pas e no exterior, alm de realizar 
a respectiva armazenagem e comrcio. At 
ento o transporte de produtos petrolferos vinha 
sendo feito quase exclusivamente por navios 
estrangeiros, cujos fretes acarretavam ao 
pas grande evaso de divisas. Ao ser criada, a 
Fronape recebeu do Conselho Nacional de Pe-

FUKUMI 

trleo um patrimnio de 22 navios-tanques de 
fabricao estrangeira, totalizando 220 mil toneladas 
de porte bruto (tpb). Em 1952, a Fronape 
passou para a jurisdio do CNP. Em 1953, a 
lei n 2 004 (que criou a Petrobrs) estabelecia 
como monoplio da Unio no s a pesquisa e 
a lavra das jazidas nacionais e a refinao do 
petrleo nacional ou estrangeiro, mas tambm 
seu transporte. Em conseqncia disso, o patrimnio 
e as atividades da Fronape foram transferidos 
para a Petrobrs. A Fronape figura entre 
as maiores empresas mundiais de petroleiros e 
constitui a maior frota petroleira do hemisfrio 
sul. Em 1982, possua 63 navios prprios com 
capacidade total de 4 877 599 toneladas de porte 
bruto. 

FRONTEIRA AGRCOLA. Regio compreendida 
dentro das fronteiras nacionais de um pas, 
ocupada pela produo agrcola efetiva. No Brasil, 
essas fronteiras ampliaram-se consideravelmente 
nas ltimas dcadas, provocando praticamente 
a duplicao da rea ocupada pela 
agropecuria, na direo dos Estados de Mato 
Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondnia, Gois, 
Amazonas e Par. 

FRONTEIRA DA EFICINCIA (Efficient Frontier). 
Em finanas, significa a curva que representa 
os porta-flios (carteiras) com os mais 
altos retornos relativos ao risco. 

FT-SE 100. Veja Footsie. 

FUGGER, Famlia. Cl alemo de mercadores 
e banqueiros, tpicos representantes do mercantilismo 
e financiadores da nobreza europia. A 
fortuna da famlia iniciou-se com Hans Fugger 
(?-1409), filho de um tecelo de Graben, localidade 
vizinha de Augsburgo. A partir da, a casa 
Fugger alcanou grande prosperidade com o domnio 
do comrcio europeu do sal e a exportao 
de prata das minas do Tirol e de cobre da Hungria. 
Financiando prncipes e reis, os Fugger adquiriram 
privilgios e foram enobrecidos. Atingiram 
o apogeu com Jakob II, o Rico (1459-1525), 
cujos negcios se estendiam pela Europa Ocidental 
e Central, pelo Mediterrneo, pelo Bltico 
e, por intermdio de Lisboa, se incorporaram 
ao comrcio ultramarino de especiarias asiticas. 
Jakob Fugger foi o financiador dos imperadores 
Maximiliano e Carlos V, cuja eleio imperial 
assegurou com um emprstimo de 544 mil florins. 
Na segunda metade do sculo XVI, a casa 
Fugger entrou em declnio, e seu banco faliu 
em 1607. 

FUKUMI. Termo em japons que designa uma 
situao na qual o valor de mercado de determinados 
ativos supera seu valor em livros. Tambm 
denominado capital virtual, capital latente 
ou potencial. 



FULL COUPON BOND 

FULL COUPON BOND. Expresso em ingls 
que designa os ttulos que pagam uma taxa de 
juros prxima ou um pouco acima das taxas correntes 
de mercado. 

FULLARTON, John (1780-1849). Economista escocs, 
importante analista da atividade bancria. 
Sua obra On the Regulation of Currencies (Sobre 
a Regulamentao das Moedas), 1844, insere-se 
na controvrsia em torno do Peel's Act de 1844, 
que reformulava a estrutura e as funes do Banco 
da Inglaterra. Fullarton ops-se  escola monetria, 
sustentando que a conversibilidade das 
notas emitidas era a nica exigncia para a estabilidade 
da moeda. Veja tambm Escola Bancria. 


FUNARO, Dlson Domingos (1933-1989). Engenheiro, 
empresrio e poltico brasileiro, graduado 
pela Universidade Mackenzie em 1957. 
Presidente da empresa Trol S.A. (fabricante de 
brinquedos), participou ativamente de organizaes 
empresariais brasileiras e latino-americanas, 
como o Sindicato da Indstria do Plstico 
do Estado de So Paulo, a Federao das Indstrias 
do Estado de So Paulo e a Associao Latino-
Americana da Indstria do Plstico. Em 
1969, assumiu a Secretaria da Economia e Planejamento 
do Estado de So Paulo. Posteriormente, 
foi indicado para a Secretaria da Fazenda 
durante o governo de Abreu Sodr. Ocupou o 
Ministrio da Fazenda no governo de Jos Sarney, 
entre agosto de 1985 e abril de 1987, notabilizando-
se pela implantao do Plano Cruzado, 
no incio de 1986, e pela declarao da moratria 
da dvida externa, em 1987. O perodo 
final de sua gesto caracterizou-se por um processo 
inflacionrio muito intenso e aparentemente 
fora de controle, o que contribuiu decisivamente 
para a sua exonerao. Veja tambm 

Plano Cruzado. 

FUNO CNCAVA. Funo cuja curva se 
apresenta de forma cncava em relao  origem, 
e, portanto, funo cuja derivada segunda 
 negativa. 

FUNO CONSUMO. Veja Propenso a Consumir. 


FUNO CONVEXA.  toda funo convexa 
em relao  origem, e, portanto, uma funo 
cuja derivada segunda  positiva. 

FUNO DE MITSCHERLICH (Lei de Mitscherlich). 
Funo muito utilizada em economia 
agrcola e em estudos agronmicos, desenvolvida 
por Mitscherlich (1939) mediante experimentos 
correlacionando quantidades de fertilizantes 
com o nvel de produo. Tal funo refere-
se a fenmenos de crescimento restrito 

(dentro de certos limites), uma vez que organismos, 
populaes e mesmo a produo agrcola 
(por unidade de rea) no podem crescer 
indefinidamente. A formalizao do modelo 
parte da seguinte concepo: 

dP 

= K (A - P0)

dX 

ou seja, a taxa de aumento na produo em decorrncia 
de um aumento na utilizao de fertilizantes 
(fP/fX)  proporcional  diferena entre 
a produo mxima a ser obtida (A) e a produo 
(P0) existente se a quantidade de fertilizantes 
fosse nula. Assim, 

dP 

(A - P0)= kdx, integrando obteremos A - P0 = Ce-kx 

P0 = A - Ce-kx se x = 0 ento C = A - P0, 

P = A - Ce-kx P = A- (A- P0)e-kx 

se x .8 P . A 

se x . 0 P . P0 

Na verso original P0 = 0, ento a funo  da 
forma P = A. (1 - ekx) 

se P0 = 0 P = A (1 - ekx) graficamente teramos 

se P0 > 0 se P0 > 0 

x xP = A . (A - P0) C-kx 
P = A . (1 - C-kx)
PA PA


P0 
A constante K  denominada coeficiente de eficcia 
do fertilizante em questo. 

FUNO DE PRODUO. A relao entre a 
produo de um bem e os insumos ou fatores 
de produo necessrios para produzi-lo. Uma 
funo de produo pode ser apresentada na 
forma genrica Q = f(L,K,t), onde Q  o produto, 
L  a fora de trabalho, K  o capital e t  o 
progresso tcnico. Outros fatores de produo, 
como as matrias-primas, podem fazer parte 
tambm da funo de produo. Embora tenha 
sido elaborada originalmente no mbito da teoria 
da firma,  possvel estender o conceito para 
uma economia onde o produto nacional resultaria 
do emprego dos fatores de produo existentes. 
Nesse caso a funo de produo  uma 
funo de produo agregada e teria a mesma forma 
anterior, sendo, no entanto, o Q equivalente ao 
Produto Nacional Bruto, e K e L o total de capital 
e de fora de trabalho empregados, respectivamente. 
Veja tambm Cobb-Douglas. 



FUNO ESTOCSTICA. Diz-se que Y  uma 
funo estocstica de X, se a cada valor de X 
corresponde uma distribuio de valores de Y; 
nesse caso, Y  uma varivel aleatria que pode 
ser expressa como Y = g(x) + a, onde g  uma 
funo no sentido comum da palavra e a  uma 
varivel aleatria, X podendo ser um vetor. 

FUNO HOMOGNEA. Uma funo  homognea 
do grau n se a multiplicao de todas 
as variveis independentes por uma constante 
V resultar na multiplicao da varivel dependente 
por Vn. Assim, a funo Y = X2+Z2  homognea 
do segundo grau, uma vez que 
(VX)2+(VZ)2 = V2(X2+Z2) = V2Y. Uma funo homognea 
do primeiro grau  denominada linear 
homognea. Uma funo de produo homognea 
do primeiro grau apresenta retornos constantes 
 escala, isto , se todos os fatores utilizados 
(trabalho e capital) aumentarem 50%, o 
produto resultante tambm aumentar 50%. 
Veja tambm Cobb-Douglas. 

FUNO NO-LINEAR. Relao matemtica 
entre variveis que no constituem uma funo 
linear, como, por exemplo, funes do tipo: a) 
Y = aX1X2; b) Y = aXn; c) Y = a.e bX. 

FUNO-PERDA (Loss-function). Denominao 
dada a uma funo desutilidade que uma 
poltica macroeconmica deseja minimizar. O 
conceito tambm pode ser estendido a polticas 
empresariais ou a objetivos individuais, mas, 
neste ltimo caso, j escapa ao mbito da cincia 
econmica. A funo-perda  usualmente apresentada 
como a diferena ao quadrado dos valores 
das variveis atuais e seu nvel desejado, 
ponderada por parmetros associados s variveis. 
Formalmente, poderamos apresentar a 
funo-perda da seguinte forma: L = #1[d*-d]2 

+ #2[p*-p] onde, por exemplo, d* e p* so respectivamente 
a taxa de desemprego e a taxa de 
inflao atuais; d e p so as taxas de desemprego 
e de inflao desejadas. Os parmetros (pesos) 
#1 e #2 tm suas magnitudes estabelecidas pelos 
gestores da poltica econmica. A minimizao 
da funo-perda capacita os executores de uma 
poltica econmica a estabelecer um trade-off 
(troca) entre os objetivos d e p. O desenvolvimento 
conceitual e formal da funo-perda se 
deve aos trabalhos dos economistas Jan Tinbergen 
e Henri Theil. Veja tambm Trade-off. 
FUNES BIOMTRICAS. So grandezas absolutas 
ou relativas, estabelecidas sobre a hiptese 
de que o nmero de sobreviventes a uma 
qualquer idade X  funo contnua e diferencivel 
do valor dessa idade, desde X = 0 at X 
= alfa, idade extrema da tbua de mortalidade 
adotada. As notaes universais para cada uma 
dessas grandezas so as seguintes: nmero de 

FUNDAO 

sobreviventes  idade, x, 1x; nmero de mortos 
dentro do intervalo x a x mais 1, dx; probabilidade 
px de vida; probabilidade qx de morte 
ou coeficiente anual de mortalidade; coeficiente 
instantneo de mortalidade ux, na idade 
x; coeficiente central mx de mortalidade; vida 
mdia completa ex; vida mdia abreviada ex; 
vida provvel (no possui notao universal) e 
populao estacionria Lx. 

FUNES TRIGONOMTRICAS. Funes definidas 
em termos das propriedades dos tringulos 
retngulos, como o seno (sen), o co-seno (cos) e a 
tangente (tg). Num tringulo retngulo, se os lados 
adjacentes ao ngulo reto so de comprimento X 
(horizontal) e Y (vertical), e o ngulo entre a 
hipotenusa (H) e o lado horizontal  a, ento, 
Tg a = Y/X, Sen a = Y/vX2 + Y2, Cos a

...... = 
X/vX2 + Y2 . Por meio dessas relaes, conheci


......
dos, por exemplo, a dimenso do cateto oposto 
e o ngulo formado pelo cateto adjacente e a 
hipotenusa,  possvel calcular as dimenses 
destes ltimos. 

H 

x 

a 

y 
FUNDAO. Entidade jurdica sem finalidade 
lucrativa, destinada  prestao de servios coletividade.  criada por meio da constituio 
de um patrimnio - por doao ou testamento 
-, que  prprio e independente de indivduos. 
A origem mais remota das fundaes  a dotao 
instituda para a construo e manuteno da 
Biblioteca de Alexandria, no Egito helenstico. 
Mais tarde, tornou-se comum com o uso dos 
fundos de caridade levantados pela Igreja. As 
primeiras fundaes brasileiras foram as Santas 
Casas de Misericrdia, criadas no perodo colonial 
e que visavam a fornecer assistncia mdica 
 populao. Atualmente, o Brasil conta com numerosas 
fundaes sustentadas por contribuies 
regulares do poder pblico, como a Fundao 
Getlio Vargas (de estudos econmicos), 
a Fundao Padre Anchieta (mantenedora da TV 
Educativa do Estado de So Paulo) e a Fundao 
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica 
(IBGE), responsvel pelos censos e ndices econmicos 
oficiais. A lei estabelece normas para 
a criao das fundaes, que so regidas por 
estatutos prprios, aprovados e fiscalizados pela 
Justia. 



FUNDAMENTAL DISEQUILIBRIUM 

FUNDAMENTAL DISEQUILIBRIUM. Veja Desequilbrio 
Fundamental. 

FUNDAMENTALIST. Designao dada, nos 
Estados Unidos, ao operador de Bolsa cujas decises 
de vender ou comprar se baseiam mais 
nas tendncias ou desenvolvimentos imediatos 
da oferta e da demanda, e menos nas anlises 
tcnicas ou dos grafistas. Veja tambm Grafismo; 
Grafista. 

FUNDING. Termo do mercado financeiro que 
geralmente significa a substituio de uma dvida 
de curto prazo por uma dvida de longo 
prazo. Originalmente, no entanto, o termo estava 
relacionado com a substituio de uma dvida 
fundada por uma dvida com um prazo certo 
de vencimento. Veja tambm Curto Prazo; Longo 
Prazo. 

FUNDING LOAN. Moratria concedida pelos 
credores a um Estado devedor. Em troca, so 
emitidos novos ttulos correspondentes aos encargos 
da dvida e das operaes com os excedentes 
comerciais. O termo incorporou-se  histria 
brasileira, pois esse recurso foi utilizado 
vrias vezes pelos credores do Brasil no exterior, 
a partir da Independncia. 

FUNDO. Conjunto de recursos monetrios empregados 
como reserva ou para cobrir despesas 
extraordinrias. No setor de finanas pblicas, 

o termo refere-se s verbas destinadas ao desenvolvimento 
de determinados setores; esto 
nesse caso as aplicaes incentivadas nas reas 
da Sudene e da Sudam e os fundos de incentivos 
fiscais. 
FUNDO DE AMORTIZAO. Reserva de capital 
mantida por uma empresa, destinada a cobrir 
a amortizao de dvidas e o pagamento 
dos devidos juros. O fundo de amortizao pode 
ser utilizado tambm para fazer frente a eventuais 
prejuzos ou despesas extraordinrias. 

FUNDO DE APLICAO FINANCEIRA. Criado 
pelo Plano Collor 2, em substituio aos fundos 
de curto prazo, o fundo de aplicao financeira 
(FAF) foi institudo com o objetivo de obter 
os recursos necessrios para o desenvolvimento, 
a expanso e a modernizao das empresas pblicas 
e privadas. Seus investidores podero movimentar 
livremente seu capital, aplicado em 
quaisquer agncias ou instituies credenciadas, 
sendo que sua remunerao ser calculada pela 
Taxa Referencial Diria (TRD), descontando-se 
Imposto de Renda e lucros obtidos para as aplicaes 
inferiores a trinta dias. 

FUNDO DE DEPRECIAO. Reserva em dinheiro 
formada pelas empresas e regulamentadapor lei.  suprida pela taxa de depreciao do 

ativo fixo da empresa (imveis, mquinas etc.) 
e destina-se  renovao desse ativo. 

FUNDO DE PENSO. Espcie de peclio ou 
poupana formada por um conjunto de pequenos 
investidores e poupadores, com o intuito 
de garantirem para si uma penso mensal, depois 
de um prazo determinado. Em geral, os 
fundos de penso (assim como peclios e outros 
sistemas da previdncia privada) so organizados 
por empresas financeiras que fazem aplicaes 
com a soma do dinheiro dos pequenos poupadores. 
Depois de um prazo (em geral, sempre 
superior a dez anos), o indivduo passa a receber 
seu dinheiro de volta, acrescido de juros e correo, 
como uma espcie de complementao de 
aposentadoria. A Constituio de 1988 veda 
qualquer subveno ou auxlio do poder pblico 
s entidades de previdncia privada com fins 
lucrativos. 

FUNDO DE RESERVA LEGAL. Em contabilidade, 
 a parte do lucro lquido de uma empresa 
que fica retida para cobrir eventuais perdas, despesas 
extraordinrias ou mesmo um investimento. 


FUNDO DE SALRIOS. Doutrina da escola 
clssica desenvolvida em meados do sculo XIX, 
segundo a qual o salrio mdio do trabalhador 
define-se pela quantidade de capital disponvel 
nas mos dos empregadores, dividida pelo nmero 
de trabalhadores. Dessa forma, os salrios 
no poderiam subir enquanto o capital disponvel 
do empregador no aumentasse, o que, 
por sua vez, dependeria do aumento da poupana; 
a reduo da poupana seria a nica forma 
plausvel de aumentos efetivos de salrios. 
A escola clssica desenvolveu a teoria de fundo 
de salrios a partir da idia dos fisiocratas de 
que os salrios so pagos aos trabalhadores antes 
da venda de seu produto. A curto prazo, 
existe um nmero determinado de trabalhadores 
e certa quantidade de poupana para pagar 
os salrios, o que determinaria o salrio mdio. 
A longo prazo, o salrio relaciona-se com o grau 
mnimo de subsistncia necessrio para sustentar 
a fora de trabalho, e est vinculado a padres 
de qualidade de vida determinados por 
lei. Se os salrios aumentassem alm desses padres, 
a populao deveria aumentar, e, no caso 
inverso, diminuir. Ainda a longo prazo, o nvel 
de demanda pela fora de trabalho  determinado 
pelo montante do fundo de salrios, que 
depende, por sua vez, do nvel de poupana dos 
empregadores. Segundo John Stuart Mill, isso 
significa que "a demanda de bens no  a mesma 
coisa que a demanda de trabalho", j que um 
aumento do consumo reduziria a poupana e, 
desse modo, o fundo de salrios. Por outro lado, 
a produtividade no influencia os salrios reais, 



que so calculados pela taxa de lucros do empresrio, 
pois a poupana depende dos lucros 
obtidos. Desse modo, a poupana  obtida em 
propores iguais no capital fixo e no capital 
varivel (os salrios), fazendo com que a composio 
orgnica do capital, na denominao de 
Marx, permanea constante. Ricardo questionou 
esse aspecto da teoria do fundo de salrios ao 
realizar uma anlise do efeito de mquinas e 
equipamentos sobre o emprego, desviando o investimento 
do fundo de salrios e reduzindo a 
demanda pelo fator trabalho. J W.T. Thornton 
criticou a doutrina do fundo de salrios, argumentando 
que os salrios so determinados pelos 
fatores de oferta e procura estabelecidos pelo 
mercado. Stuart Mill aceitou parcialmente o argumento 
de Thornton, admitindo que a idia 
do fundo de salrios seria mais apropriada no 
contexto de um processo de produo descontnuo, 
como no caso das safras agrcolas, do que 
num processo contnuo de produo industrial. 

FUNDO MONETRIO RABE. Criado em 
1976, o Fundo Monetrio rabe  uma instituio 
financeira que busca acelerar a integrao e 

o desenvolvimento dos pases rabes. As principais 
atividades do fundo so: 1) corrigir desequilbrios 
no balano de pagamentos dos pases-
membros por meio de emprstimos especiais; 
2) manter a taxa de cmbio estvel entre 
as moedas dos pases rabes; 3) assegurar emprstimos 
aos pases rabes para a eliminao 
de dficits decorrentes da implantao de projetos 
de desenvolvimento; 4) encorajar a adoo 
de uma moeda rabe unificada. 
FUNDO MONETRIO INTERNACIONAL. 
Veja FMI. 

FUNDO MTUO. Conjunto de recursos formados 
pela soma de valores aplicados por diversos 
investidores e administrados por uma corretora 
de valores ou banco de investimentos. Trata-se 
de uma espcie de condomnio, no qual cada 
um dos aplicadores  proprietrio de cotas. A 
corretora ou banco de investimentos rene os 
recursos levantados e os aplica na compra de 
ttulos, aes ou valores mobilirios. Os rendimentos 
obtidos so distribudos aos cotistas do 
fundo de acordo com o nmero de cotas que 
possuem. 

FUNDO PERDIDO. Veja Investimento a Fundo 
Perdido. 

FUNDO SOCIAL DE EMERGNCIA. Fundo 
aprovado em 23/2/1994 pelo Congresso revisor 
por 402 votos a favor, 95 contra e 3 abstenes 
e previsto para vigorar em 1994 e 1995, quando 
seria submetido  legislao complementar, decidindo-
se sobre sua continuidade. Em 1995 foi 

FUNGVEL 

prorrogado por mais dezoito meses, vigorando 
portanto at junho de 1997. Seu objetivo era financiar 
projetos da rea social considerados 
prioritrios pelo governo. Os recursos do fundo 
seriam originados na reteno de uma parcela 
das seguintes receitas federais: 1) 20% dos gastos 
constitucionais com educao; 2) 20% da arrecadao 
do IPMF destinado a programas de habitao 
popular; 3) adicional de 3% sobre o lucro 
dos bancos; 4) PIS dos bancos, isto , 0,75% sobre 
a receita operacional bruta dos mesmos; 5) Imposto 
de Renda do funcionalismo pblico (agora 
exclusivamente destinado ao FSE). O FSE consiste, 
na realidade, em um desbloqueio de recursos 
que antes tinham destinao mais amarrada 
do que atualmente, isto , com o FSE, o 
governo federal ganha flexibilidade para realizar 
suas despesas. A previso era que fossem obtidos 
dessas fontes 16 bilhes de dlares de arrecadao 
em 1994. Em 1997 foi outra vez prorrogado 
at o final de 1998. 

FUNDOS FISCAIS. Fundos de investimentos 
no mercado de aes, formados por quantias 
abatidas do Imposto de Renda devido pelos contribuintes. 
No Brasil, os fundos de investimentos 
com recursos de incentivos fiscais foram criados 
a partir do decreto-lei n 157, de 10/2/1967, que 
acabou dando nome a esse tipo de fundo. O 
objetivo era estimular a poupana, iniciar os contribuintes 
na rea do mercado de capitais, obter 
recursos para empresas mdias e pequenas por 
meio de aes e estimular os negcios das Bolsas 
de Valores. Esses fundos beneficiam apenas as 
pessoas fsicas, e o valor das aplicaes  calculado 
no momento da declarao do Imposto de 
Renda. As porcentagens de aplicao variam de 
acordo com os rendimentos do contribuinte e 
com os ndices preestabelecidos pelo governo. 
Depois de calcular quanto deve de imposto, o 
contribuinte pode abater desse total certa porcentagem 
para aplicao no mercado de capitais. 
Essa parte do imposto pago que foi transformada 
em aes pode ser resgatada alguns anos depois. 
O governo renuncia ao controle direto de 
parcelas de arrecadao tributria, que seriam 
a ele alocadas, confiando  iniciativa privada o 
papel de administradora. Os fundos so administrados 
por corretoras ou bancos de investimento, 
obrigados a informar regularmente aos 
cotistas a receita dos dividendos das aes, o 
nmero de cotas adquiridas, o valor destas e 
quais as que esto livres para resgate. Os fundos 
157 foram extintos em 1983. 

FUNGVEL. Aplicado ao mercado financeiro, o 
termo significa um instrumento financeiro de 
valor equivalente a outro e facilmente trocvel 
ou substituvel. 



FUNRURAL 

FUNRURAL - Fundo de Assistncia ao Trabalhador 
Rural. rgo executor do Programa 
de Assistncia ao Trabalhador Rural (Prorural). 
Sua administrao  presidida pelo presidente 
da Previdncia e Assistncia Social, ou seu representante, 
mais seis membros designados pelo 
Ministrio da Sade, Ministrio do Trabalho, 
Ministrio da Agricultura, Instituto Nacional da 
Previdncia e Assistncia Social, Confederao 
Nacional da Agricultura e Confederao Nacional 
dos Trabalhadores na Agricultura. Sua atividade 
bsica  conceder benefcios aos trabalhadores 
rurais, classificados do seguinte modo: 
1) trabalhador rural - aquele que presta servios 
ao empregador em estabelecimentos rurais, 
recebendo salrios ou pagamento em produtos 
agrrios; 2) produtor rural - aquele que, sendo 
proprietrio ou no, trabalha sem ajuda de terceiros 
em atividades rurais, individualmente ou 
com a ajuda familiar, desde que em condies 
de mtua independncia e colaborao. Dessa 
forma, esse conceito abrange parceiros meeiros, 
arrendatrios e posseiros; 3) pescadores - aqueles 
que, na condio de pequenos produtores, 
trabalhando individualmente ou com a famlia, 
desde que no possuam nenhum vnculo empregatcio, 
fazem da pesca seu meio de vida, 
sendo necessrio pagarem prestaes ao Prorural; 
4) garimpeiros - aqueles que exercem trabalho 
de garimpagem, faiscao e cata; 5) safristas 
- aqueles trabalhadores cujo contrato depende 
de variaes sazonais da atividade agrria. 
So igualmente beneficirios seus dependentes, 
na medida em que possuam o nome anotado 
na carteira profissional ou declarao de 
dependncia feita pelo segurado e confirmada 
pela entidade de classe a que pertena, seja de 
trabalhadores, seja de empregadores. Sendo assim, 
esses trabalhadores tm direito aos seguintes 
benefcios: 1) aposentadoria por velhice, que 
corresponde ao maior salrio mnimo vigente 
no pas, concedida ao trabalhador rural que tiver 
completado 65 anos de idade, cabendo ao chefe 
de famlia e/ou pessoas isoladas, de modo que 
no se repita numa mesma famlia, mesmo que 
a mulher (cnjuge) preencha os requisitos para 

o recebimento; 2) aposentadoria por invalidez 
- corresponde ao maior salrio mnimo vigente 
no pas e  concedida ao trabalhador rural portador 
de enfermidade ou leso orgnica que o 
torne totalmente, e em carter definitivo, incapaz 
de exercer qualquer atividade; enquanto 
esse aposentado no completar 55 anos, o Funrural 
poder efetuar percia mdica para manuteno 
ou cancelamento do benefcio. Ambas as 
aposentadorias atingem o trabalhador rural que 
comprove o exerccio de sua atividade durante 
doze meses, mesmo em perodos descontnuos, 
nos trs anos anteriores ao pedido de aposentadoria. 
Se a aposentadoria por invalidez decorrer 
de acidentes de trabalho, o segurado ter 
direito a 75% do maior salrio mnimo vigente 
no pas; 3) penso - concedida aos dependentes 
do segurado aps sua morte, corresponde a 50% 
do maior salrio mnimo vigente no pas, cessando 
seu pagamento quando os direitos do ltimo 
pensionista terminarem; 4) auxlio-funeral 

- tem a finalidade de indenizar quem realizou 
o funeral do segurado falecido, das despesas devidamente 
comprovadas, at o valor do maior 
salrio mnimo vigente no pas; 5) auxlio inatividade 
- concedido queles que possuem 70 
anos ou mais e que comprovem a inexistncia 
de renda ou meios de subsistncia; essa comprovao 
se faz por meio de atestado passado 
por autoridade administrativa ou judiciria local 
ou, ainda, por meio de declarao do interessado 
com testemunho de duas pessoas que o conheam. 
Sendo assim, tanto as autoridades como 
as testemunhas devem conhecer o requerente 
no prazo mnimo de cinco anos. O Funrural tambm 
presta servios de sade que compreendem: 
preveno de doenas, educao sanitria, 
assistncia  maternidade e  infncia, atendimento 
mdico ou cirrgico, assistncia odontolgica 
(clnica e cirrgica) e exames complementares. 
Para a realizao de tais servios, o Funrural 
no pode contratar ou manter pessoal, mas 
celebrar convnios com estabelecimentos hospitalares 
ou ambulatrios, de modo que os mesmos 
sejam mantidos pela Unio, Estados, municpios, 
instituies de previdncia social, universidades, 
fundaes, entidades privadas, cooperativas 
de produtos rurais, enfim, empresas 
que executem servios de sade e que sejam idneas. 
Atualmente, essas tarefas foram encampadas 
pelo Inamps. Cabem s entidades sindicais 
os encargos concernentes  anotao de dependentes, 
ao encaminhamento de trabalhadores ao 
servio de sade e  fiscalizao do atendimento 
do trabalhador rural. Os servios sociais tm por 
finalidade propiciar assistncia jurdica, colaborao 
nos servios de preveno s doenas e 
de educao sanitria, sendo isso efetuado mediante 
acordo ou convnio com estabelecimentos 
de ensino, entidades sindicais, instituies 
pblicas e privadas. O financiamento de tal programa 
baseia-se na contribuio de 2% sobre o 
valor comercial dos produtos rurais, sendo esse 
recolhimento efetuado pelo produtor quando ele 
vende diretamente ao consumidor, ou esse encargo 
caber s cooperativas quando estas fizerem 
o trabalho de intermediao. Acresce ainda 
mais 0,5% para custeio das prestaes em casos 
de acidentes de trabalho. As empresas urbanas 
tambm contribuem com 2,4% da folha de sa


lrio-de-contribuio de seus empregados. O 
empregador rural, por sua vez, contribui com 
1,2% do valor da respectiva produo rural do 
ano anterior, e com 0,6% do valor da parte da 
propriedade rural mantida sem cultivo, segundo 
a ltima avaliao feita pelo Incra. O controle 
de arrecadao de tais tributos cabe ao Instituto 
de Administrao Financeira e Assistncia Social 
(Iapas) que, posteriormente, os repassa ao Funrural. 


FURLONG. Antiga medida de distncia utilizada 
na Inglaterra e equivalente a 201,168 m ou 
1/8 de milha terrestre. Sua origem provvel encontra-
se nas medidas de reas na agricultura. 
O termo furlong deriva de furrow, denominao 
do sulco deixado pelo arado. 

FURNAS CENTRAIS ELTRICAS S.A. Empresa 
de economia mista, subsidiria da Eletrobrs 
e ligada ao Ministrio das Minas e Energia. Produz 
e transmite energia eltrica em toda a regio 
Sudeste e parte da regio Centro-Oeste. Sua 
atuao abrange os Estados do Rio de Janeiro, 
So Paulo, Minas Gerais, Esprito Santo, Gois 
(at o paralelo 12) e Distrito Federal, rea de 
maior concentrao do parque industrial brasileiro 
e onde  consumida cerca de 75% da produo 
nacional de energia eltrica. Criada em 
28/02/1957, com o nome de Central Eltrica de 
Furnas S.A. e com sede em Passos, MG, tinha 
por objetivo construir a curto prazo a primeira 
usina hidreltrica de grande porte no Brasil (Furnas, 
no rio Grande, inaugurada em 1963 e com 
capacidade de 1 216 megawatts). Em 1971, a sede 
foi transferida para o Rio de Janeiro. A empresa 
contava, em 1982, com um complexo de sete usinas 
hidreltricas, trs termeltricas e uma nuclear 
(Angra I), totalizando uma potncia de 8 
107 megawatts. 

FUROSHIKI (Overtime). Termo em japons que 
significa trabalho que o empregado leva para 
casa e que, na realidade, significa horas extras 
no computadas e pelas quais o trabalhador 
nada recebe. 

FURTADO, Celso Monteiro (1920- ). Economista 
brasileiro, primeiro superintendente e 
idealizador da Superintendncia do Desenvolvimento 
do Nordeste (Sudene), ministro do Planejamento 
no governo de Joo Goulart (19611964). 
Foi tambm um dos diretores da Cepal 
(1949) e do BNDE (1953). Aps o golpe militar 
de 1964, teve os direitos polticos suspensos e 
exilou-se, passando a lecionar na Sorbonne (Paris), 
nas universidades de Washington (Estados 
Unidos) e de Cambridge (Inglaterra). Antes de 
1964, escreveu livros importantes, como Formao 
Econmica do Brasil (1959) e a A Pr-revoluo 

FWH 

Brasileira (1962). Posteriormente, reviu suas posies 
desenvolvimentistas puramente econmicas 
e passou a dar maior importncia aos fatores 
sociais e polticos. Desse perodo, datam, entre 
outros, os livros Subdesenvolvimento e Estagnao 
na Amrica Latina (1966), Um Projeto para o Brasil 
(1968) e A Fantasia Organizada (1985). Tornou-se 
ministro da Cultura no governo de Jos Sarney, 
entre 1985 e 1988. , junto com Raul Prebisch, 
um dos mais expressivos representantes do pensamento 
estruturalista da Cepal no Brasil. Veja 
tambm Cepal; Estruturalistas; Prebisch, Raul. 

FUSO. Unio de duas ou mais companhias, 
formando uma nica grande empresa, geralmente 
sob controle administrativo da maior ou 
mais prspera delas. Esse tipo de associao permite 
redues de custos, mas pode levar a prticas 
restritivas ou monopolistas. Veja tambm 

Monoplio. 

FUSO HORIZONTAL. Fuso de duas empresas 
que produzem o mesmo produto no mercado. 
Por exemplo, duas empresas que produzem 
cerveja. Geralmente, esse tipo de fuso 
acontece entre uma empresa grande (com alta 
participao no mercado) e outra de menor porte 
e menor participao no mercado. 

FUSO VERTICAL. Fuso de duas empresas 
que produzem produtos que pertencem a diferentes 
etapas do processo produtivo. Por exemplo, 
quando uma empresa que produz calados 
se funde com uma empresa que produz couro, 
ocorre uma fuso vertical. 

FUSO. Veja Typp. 

FUSO HORRIO. Unidade de registro da hora 
correspondente a 15 graus da circunferncia da 
Terra e determinado em relao ao Prime Meridien 
(Primeiro Meridiano - Greenwich, Londres, 
Inglaterra), podendo assumir um valor de 
12 positivos ou negativos, estando a oeste ou a 
leste desse ponto de referncia. Veja tambm 

Greenwich; Linha Internacional da Data. 

FUTSU KABUSHIKI. Expresso em japons 
equivalente a aes ordinrias, isto , aes que 
representam direitos de propriedade sobre uma 
empresa, dando ao seu possuidor a faculdade 
de receber dividendos, bonificaes e de votar 
nas assemblias de acionistas. 

FUTURLOGO. Veja Cenarista. 

FUTURO(S). Veja Mercado a Futuro. 

FWH. Iniciais da expresso em ingls flexible 
working hours, que significa "jornada flexvel de 
trabalho". Veja tambm Jornada Flexvel de Trabalho. 




G


G 


G. Iniciais de: 1) geld (unidade monetria alem; 
literalmente, "dinheiro"); 2) gourde (unidade monetria 
do Haiti); 3) groschen (unidade monetria 
austraca); 4) groszy (unidade monetria polonesa); 
5) guaran (unidade monetria do Paraguai); 
6) guilder ou gulden (unidade monetria holandesa); 
7) guirsh (unidade monetria da Arbia 
Saudita). 
G-7. Veja Grupo dos Sete. 

G-7 + 1. Veja Grupo dos Sete. 

G-10. Veja Grupo dos Dez. 

GA. Iniciais da expresso em ingls gold auctions, 
que significa "leilo de ouro". 

GAB. Iniciais da expresso em ingls general 
agreements to borrow. Veja tambm General 
Agreements to Borrow. 

GALO. Medida antiga de capacidade para lquidos 
utilizada at hoje nos Estados Unidos e 
na Inglaterra. O galo americano - Sistema 
Consuetudinrio - equivale a 3,785 l e o ingls 

- Sistema Imperial -, a 4,546 l. Na Inglaterra, 
costumava-se tambm utilizar um galo duas 
vezes e meia maior do que o imperial para medir 
vinho. O galo  tambm dividido em quartas 
e pintas, mas sendo que o sistema decimal facilita 
as contas, os americanos utilizam a diviso 
do galo em dcimos quando, por exemplo, enchem 
o tanque de gasolina de seus carros. Veja 
tambm Sistema Consuetudinrio Americano; 
Sistema Imperial Ingls; Unidades de Pesos e 
Medidas. 
GALBRAITH, John Kenneth (1908- ). Economista 
e escritor norte-americano, nascido no Canad, 
destacado crtico do poder das grandes 
empresas monopolistas e da tecnocracia. Galbraith 
desenvolveu seu trabalho terico no sentido 
de mostrar que a moderna economia capitalista, 
dominada por grandes organizaes monopolistas, 
 um fato consumado, que deve ser 
enfrentada com uma nova atitude por parte da 
sociedade e do Estado. Em Capitalismo, 1952, introduz 
o conceito de poder compensador e questiona 
o esprito competitivo da sociedade industrial 
norte-americana, dominada por grandes 
empresas, sugerindo a organizao de diferentes 

setores da sociedade (sindicatos, cooperativas 
etc.) em blocos de presso. Em The Affluent Society 
(A Sociedade Afluente), 1958, Galbraith defende 
a tese de que os recursos absorvidos pela 
produo dos bens de consumo suprfluos deveriam 
ser canalizados para investimentos pblicos 
e de bem-estar social. Por sua posio liberal 
e pela crtica mordaz aos monoplios e 
aos mitos da sociedade industrial, Galbraith tornou-
se conhecido do grande pblico, notabilizando-
se pela capacidade de expor claramente 
complexos problemas econmicos. Escritor prolfico, 
em sua numerosa obra destacam-se ainda: 
A Theory of Price Control (Uma Teoria do Controle 
de Preos), 1952; The Great Crash, 1929 (O 
Colapso da Bolsa, 1929), 1955; The Economics Discipline 
(A Disciplina Econmica), 1967; The New 
Industrial State (O Novo Estado Industrial), 
1967; Economics, Peace and Laughter (Economia, 
Paz e Humor), 1971; Economics and the Public 
Purpose (Economia e Senso Pblico), 1974; The 
Age of Uncertainty (A Era da Incerteza), 1977; 
e mais recentemente (1996), A Sociedade Justa: 
uma Perspectiva Humana. Veja tambm Poder 
Compensador. 

GALIANI, Ferdinando (1728-1787). Escritor e 
economista italiano, um dos representantes do 
mercantilismo e alto funcionrio do reino de Npoles. 
Seu livro Della Moneta (Sobre a Moeda), 
1750, tornou-se um clssico por sustentar que, 
alm da utilidade, a raridade de uma coisa intervm 
na determinao de seu valor. Na obra 
Dilogos sobre o Comrcio de Trigo (1770), combateu 
as teorias dos fisiocratas da poca e defendeu 

o mercantilismo, sustentando a opinio de que 
a exportao de cereais no deveria ser livre. 
Veja tambm Mercantilismo. 
GALON. Veja Galo. 

GALTON, Francis. Veja Distribuio Normal; 
Quincunx de Galton; Risco; Tringulo de Pascal. 

GAMA. Termo (letra grega) que designa o indicador 
de riscos sobre opes. Sinaliza a variao 
do indicador Delta para uma variao sofrida 
pelo valor do ativo, objeto sobre o qual 
incide a opo. O indicador Delta mostra quanto 

o preo de uma opo varia, dada uma variao 
no preo do ativo, objeto sobre o qual incide a 
opo. Veja tambm Alfa; Beta; Delta. 
GAMBLER'S RUIN PROBLEM. Veja Problema 
da Runa do Jogador. 

GANHOS DE CAPITAL. Todo lucro obtido em 
transaes comerciais, em conseqncia da especulao 
com capital, e no da aplicao de 
trabalho. Incluem compra e venda de aes, aluguis, 
venda de veculo ou imvel e juros de 



investimentos financeiros, entre outras modalidades. 
Diferenciam-se da renda, na qual o lucro 
 obtido em atividade produtiva, depois de descontados 
os custos de produo. Veja tambm 

Renda. 

GANHOS NO OPERACIONAIS. Veja Ganhos 
de Capital. 

GANILH, Charles (1785-1836). Nasceu na Frana 
e tornou-se conhecido como economista pela 
elaborao de dois livros: Systemes d'Economie 
Politique (Sistema de Economia Poltica), 1809, e 
Dictionnaire d'Economie Politique (Dicionrio de 
Economia Poltica), 1826. Estes livros constituem 
os primeiros estudos sistemticos de que se tem 
notcia sobre a histria do pensamento econmico 
e suas teorias. No entanto, sua contribuio 
nova  muito pequena, no indo muito alm de 
uma introduo para leigos das principais teses 
de Adam Smith. Ganilh, apesar disso, criticava 
Smith em dois pontos: defendia o protecionismo 
em relao s indstrias francesas nascentes, de 
certa forma antecipando o Das Nationale System 
der Politischen konomie (Sistema Nacional de 
Economia Poltica), 1841, de Frederic List, e rejeitava 
o conceito de Smith de trabalho produtivo; 
para Ganilh, qualquer trabalho que fosse 
trocado por dinheiro daria lugar a algum valor, 
e, portanto, seria produtivo. 

GAP. Termo em ingls que significa lacuna, fosso 
ou diferencial, e  aplicado em vrios contextos: 
por exemplo, technological gap significa a 
diferena tecnolgica que separa duas economias, 
uma mais avanada e outra mais atrasada. 
O termo pode ser utilizado tambm no mercado 
financeiro, quando, por exemplo, num grfico 
de barras e num movimento de alta, o preo 
mximo de um ttulo num determinado prego 
 inferior ao preo mnimo do mesmo ttulo no 
prego seguinte. Os gaps podem ser de vrios 
tipos: gap comum, gap de corte, gap de fuga (ou de 
medida) e gap exaustivo. Os primeiros ocorrem 
em formaes de reverso ou consolidao de 
tendncias de mercado, sendo reas de baixa negociao. 
Os segundos tendem a ocorrer logo 
aps um rompimento de tendncia. Os gaps de 
fuga surgem durante um movimento de subida 
ou de descida, logo aps a ultrapassagem de 
uma rea de congesto. E os gaps exaustivos 
ocorrem no final de uma rpida e ngreme alta 
ou baixa, sinalizando que a tendncia chegou 
ao seu limite. Veja tambm Grfico de Barras; 
Prego. 

GAP ANALYSIS. Expresso em ingls usada 
em pesquisa de mercado e que significa uma 
tcnica estatstica utilizada para identificar lacunas 
(gaps) no atendimento a um mercado ou 
em sua cobertura. Veja tambm Gap. 

GATILHO SALARIAL 

GAP COMUM. Veja Gap. 

GAP DE CORTE. Veja Gap. 

GAP DE FUGA. Veja Gap. 

GAP EXAUSTIVO. Veja Gap. 

GARANTIA. Compromisso adicional que se estabelece 
numa transao, como forma de assegurar 
sua realizao e/ou lisura. Geralmente, 
envolve a posse de um bem de valor, que  dado 
em garantia. Uma forma muito comum  a hipoteca 
de um imvel como garantia de pagamento 
de uma dvida. Outras so o penhor e a fiana. 
Na rea comercial, a garantia  estabelecida em 
documento para assegurar a qualidade do produto. 
Assim, durante certo perodo de tempo e 
em determinadas condies, o fabricante obriga-
se a repor ou restaurar o equipamento. No 
Sistema Financeiro da Habitao, por exemplo, 
institui-se a garantia na construo do imvel: 

o construtor obriga-se, durante cinco anos, a reparar 
qualquer dano devido a problemas de 
construo. Veja tambm Fiana; Penhor. 
GARDENALLI, Geraldo (1946- ). Nasceu na cidade 
de Tiet (SP) e formou-se em economia 
pela Faculdade de Economia So Lus, tornando-
se mestre em administrao de empresas 
pela Escola de Administrao de Empresas da 
Fundao Getlio Vargas (So Paulo). Seus trabalhos 
e pesquisas tm se dirigido para as questes 
relacionadas com as finanas pblicas e o 
desenvolvimento econmico nacional. Seu trabalho 
mais importante  Reforma Econmica para 

o Brasil, Anos 90, em co-autoria com Yoshiaki 
Nakano. Foi presidente da Ordem dos Economistas 
de So Paulo entre 1991-1992. Entre 1990 
e 1991, durante o governo Collor, foi secretrio 
da Fazenda Nacional do Ministrio da Economia, 
Fazenda e Planejamento (gesto Zlia Cardoso 
de Mello). Atualmente,  professor de economia 
do Departamento de Economia da Escola 
de Administrao de Empresas da Fundao Getlio 
Vargas, em So Paulo. 
GARY DINNERS. Expresso em ingls que significa 
"acordo de cavalheiros" e utilizada no sentido 
de celebrao de acordos verbais (no escritos) 
sobre questes que violam a legislao 
(especialmente a antitruste, nos Estados Unidos), 
entre empresrios, na formao de preos. 

GATILHO SALARIAL. Dispositivo criado pelo 
decreto-lei n 2 283, que originou o Plano Cruzado. 
Conforme o decreto, os salrios seriam 
reajustados automaticamente, isto , o gatilho 
dispararia sempre que a inflao atingisse 20%. 
Desta forma, os salrios seriam protegidos contra 
uma elevao futura dos preos. No incio 
de 1987, o processo inflacionrio retornou com 



GATO 

redobrada intensidade, superando mensalmente 
aquela percentagem. O gatilho salarial passou 
ento a disparar todo ms, tornando o dispositivo 
anmalo para a poltica econmica governamental 
de combate  inflao, que tem na reduo 
dos salrios reais um de seus pilares de 
sustentao. Com a substituio do ministro da 
Fazenda Dlson Funaro por Bresser Pereira, esse 
dispositivo foi eliminado, sendo introduzida 
uma nova poltica salarial. Veja tambm Funaro, 
Dlson Domingos; Plano Cruzado; Plano Bresser; 
URP. 

GATO. Denominao dada ao intermedirio de 
fora de trabalho que contrata trabalhadores no 
meio rural. Os trabalhadores contratados pelo 
gato, para a realizao de tarefas numa fazenda, 
no mantm vnculos empregatcios com o proprietrio. 
O fazendeiro paga ao gato pelo servio 
prestado e este remunera os trabalhadores contratados, 
ficando, evidentemente, com uma comisso. 
O gato geralmente possui um caminho 
ou outro meio para o transporte dos trabalhadores 
de suas residncias at a fazenda e viceversa. 


GATT - Acordo Geral de Tarifas e Comrcio 
(General Agreement on Tariffs and Trade). 

Tratado multilateral de comrcio internacional 
firmado em Genebra em 1947, tendo por princpio 
bsico o livre-comrcio, o Gatt constituiu-
se numa organizao internacional com um secretariado 
em Genebra, que entrou em operao 
em 1948. O tratado  constitudo por um cdigo 
de tarifas e regras de comrcio estabelecido em 
comum acordo pelas 23 naes signatrias, inclusive 
os Estados Unidos, componentes de uma 
comisso especial da ONU. O acordo foi originariamente 
projetado pela comisso como um 
meio temporrio de lidar com as questes de 
tarifa e comrcio ao longo de linhas multilaterais, 
at que a International Trade Organization 
(ITO - Organizao Internacional do Comrcio) 
fosse estabelecida, mas em 1950 o Senado dos 
Estados Unidos rejeitou a carta da ITO, e o Gatt 
tornou-se efetivo. O Gatt rege-se por trs princpios 
bsicos: tratamento igual, no discriminatrio, 
para todas as naes comerciantes; reduo 
de tarifas por meio de negociaes; eliminao 
das cotas de importao. Nos termos 
do Gatt, as negociaes para reduo de tarifas 
seguiram desde o incio o padro estabelecido 
pelos anteriores Tratados Recprocos de Comrcio 
ou acordos (bilaterais) entre pares de pases, 
cuidando de produto por produto. As concesses 
bilaterais assim alcanadas eram estendidas 
a todos os signatrios pelo uso da clusula de 
nao mais favorecida e pela incorporao de 
todos os acordos individuais a um documento 
multilateral. Em seus primeiros anos, o Gatt 
priorizou a reduo e a estabilizao das tarifas 

entre os membros, e durante os anos 50, as restries 
sobre as importaes foram largamente 
reduzidas. Entre outros compromissos, os membros 
do Gatt devem fornecer detalhes a respeito 
de quaisquer subsdios criados, e, se estes forem 
passveis de prejudicar os interesses de qualquer 
outro membro, deve ento ser discutida sua reduo 
ou eliminao. Como a orientao para 

o livre-comrcio favorece a situao privilegiada 
dos pases altamente industrializados em detrimento 
dos pases subdesenvolvidos, estes tm 
pleiteado e, s vezes, obtido, nas reunies peridicas 
do Gatt, algumas modificaes do acordo 
original que os favorecem. O princpio bsico 
do Gatt tem sido tambm contrariado pelo protecionismo 
de alguns pases, sobretudo os industrializados, 
e pelo surgimento de blocos econmicos 
e mercados regionais institucionalizados 
(como o Mercado Comum Europeu), cuja 
existncia  levada em conta por ocasio das 
negociaes tarifrias internacionais. Em 1990, 
o Gatt reunia 96 pases. Em 1995, em Marrakesh 
(Marrocos), esses pases assinaram um acordo 
constituindo a Organizao Mundial do Comrcio 
(OMC), organismo de carter permanente, 
em substituio ao Gatt, que tinha um carter 
temporrio. Veja tambm Comrcio Internacional; 
OMC; Protecionismo; Tarifas; Troca, Relaes 
de; Unctad. 
GAUSS, Karl F. Veja Distribuio Normal; 
Risco. 

GB. Veja Gold Bond. 

GEIA - Grupo Executivo da Indstria Automobilstica. 
Organismo criado pelo governo 
brasileiro em 1956. Planejou a implantao da 
indstria automobilstica no pas, estudando incentivos 
governamentais e outras medidas que 
favorecessem esse objetivo. 

GENERAL AGREEMENTS TO BORROW 
(GAB). Acordos estabelecidos entre os pases 
componentes do Grupo dos Dez e o FMI, para 
que esses pases fizessem emprstimos em suas 
moedas ao FMI, para financiar saques de pases 
membros do G-10. A Sua tambm fez parte 
do acordo. O G-10 e a Sua resolveram estender 

o GAB para todos os pases membros do FMI. 
GENERAL AVERAGE. Expresso em inglsque significa "grande avaria".  utilizada na atividade 
de seguros e significa uma perda resultante 
de um sacrifcio voluntrio (que teve xito) 
ou despesas incorridas sob circunstncias extraordinrias, 
com o objetivo de impedir ou evitar 
um perigo maior e iminente  segurana comum. 
As perdas de "grande avaria" so distribudas 
entre todos os interesses que passaram 
pelo risco e que foram registrados na Ata de 
Grande Avaria. 



GENRYO KEIEI. Expresso em japons que designa 
o processo que acometeu, em meados da 
dcada de 70, as empresas japonesas, as quais 
foram submetidas a enormes presses para reduzir 
custos de todas as formas possveis, e a 
administrao das empresas deslocou sua ateno 
das questes relacionadas com o crescimento 
econmico para as questes decorrentes dos 
custos explosivos da energia, alta inflao e 
recesso. Foi durante esse perodo que o processo 
de introduo de robs nas linhas de 
montagem comeou a se disseminar em muitas 
atividades industriais no Japo. Veja tambm 

Robotizao. 

GEN-SAKI. Expresso em japons que designa 

o mercado monetrio de curto prazo no Japo, 
utilizado como mercado secundrio para recompra 
e revenda de ttulos de mdio e longo prazos 
do governo e das corporaes daquele pas. O 
mercado Gen-Saki se desenvolveu no Japo porque 
no existe naquele pas um mercado secundrio 
para transaes com ttulos emitidos pelo 
Banco do Japo. 
GEORGE, Henry (1839-1897). Jornalista e economista 
norte-americano. Props o imposto nico 
sobre a renda da terra em Progresso e Pobreza 
(1880), obra que revela grande influncia de 
Adam Smith, Ricardo e Stuart Mill. Argumentava 
que a renda da terra resulta do crescimento 
da economia do pas e no do esforo do seu 
proprietrio; que o progresso econmico acaba 
fazendo da terra um fator cada vez mais escasso 
e que os proprietrios de terras improdutivas 
se beneficiariam  custa do capital e do trabalho; 
e, finalmente, que os governos deveriam apropriar-
se dessa renda por meio de um imposto 
nico sobre o valor da terra improdutiva. A arrecadao 
seria destinada a obras pblicas. Suas 
idias tiveram grande repercusso nos Estados 
Unidos nas ltimas dcadas do sculo XIX, e 
Henry George chegou a disputar as eleies para 
a prefeitura de Nova York como candidato doPartido do Imposto nico. 

GEREGELTER FREIEVERKEHR. Veja Amtlicher 
Markt. 

GERENCIALISMO. Doutrina econmica, social 
e poltica segundo a qual tanto nos pases capitalistas 
como nos pases socialistas predomina 
a tendncia para elevao dos gerentes  condio 
de classe dominante. Para James Burnham, 
seu principal terico, autor do livro A Revoluo 
dos Gerentes, os tecnocratas, executivos e administradores 
de empresa, nos pases capitalistas, 
cada vez mais sobrepem seus interesses tanto 
aos trabalhadores quanto aos proprietrios acionistas. 
Estes vo se transformando em meros 
rentistas, sem nenhum poder ou influncia na 

GETAT 

direo das empresas. Para ele, a forma mais 
desenvolvida de sociedade de gerentes  aquela 
na qual os meios de produo esto sob o controle 
e propriedade do Estado. A ex-Unio Sovitica 
foi o nico pas do mundo onde esse 
processo esteve totalmente concludo. Nos Estados 
Unidos, essa mudana estaria em marcha 
desde o New Deal. 

GERMAN-PFANDBRIEF. Veja Pfandbrief. 

GESSELCHAFTLICHER GEBRAUCHSWERT. 

Expresso em alemo que significa "valor de uso 
social", correspondente, na Alemanha,  elaborao 
filosfica, durante o sculo XIX, da teoria 
da utilidade marginal. Veja tambm Teoria da 
Utilidade Marginal; Teoria do Bem-estar; 
Wieser. 

GETAT - Grupo Executivo das Terras do Araguaia-
Tocantins. Criado em 1980 por decreto 
presidencial, subordinado  Secretaria Geral do 
Conselho de Segurana Nacional, destina-se a 
"regularizar questes relacionadas com terras no 
sudeste do Par, norte de Gois e oeste do Maranho". 
Na exposio de motivos apresentada 
pelo ministro da Agricultura e pelo secretrio-
geral do Conselho de Segurana Nacional, historia-
se a situao fundiria e social da regio: 
"Desde o ano de 1945, quando se intentou a 
colonizao do vale dos rios Araguaia-Tocantins, 
atravs da Fundao Brasil Central, essa 
regio vem-se caracterizando por titulao fundiria 
extremamente indefinida. As grandes rodovias 
amaznicas tm-se constitudo em conduto 
de fluxo migratrio intenso e desordenado, 
carreando para essa rea um grande nmero de 
famlias em busca de terras frteis e disponveis 
(...). A concentrao humana assim formada gerou 
a luta pela posse e pelo uso da terra entre 
invasores, posseiros e presumidos proprietrios. 
A grande extenso da rea, a fragilidade das 
estruturas dos rgos pblicos e os enormes interesses 
envolvidos criaram um ambiente de incerteza, 
insegurana e violncia. O problema 
fundirio est na origem de grande parte dos 
conflitos, lutas e mortes que provocam instabilidade 
social e comprometem o desenvolvimento 
econmico e a prpria segurana nacional". 
O Getat exerce as atribuies previstas no Estatuto 
da Terra para alienao de imveis, discriminao 
das terras devolutas federais, reconhecimento 
de posses legtimas, incorporao ao patrimnio 
pblico de terras devolutas ilegalmente 
ocupadas e celebrao de convnios com os Estados 
e municpios quanto s terras devolutas 
estaduais e municipais. Tambm coordena as 
atividades dos diversos rgos federais, estaduais 
e municipais existentes na rea, que tem 
a extenso aproximada de 200 mil km2 e foi considerada 
pelo Instituto Nacional de Colonizao 



GEWINN UND VERLUST RECHNUNG 

e Reforma Agrria (Incra) a mais conflagrada 
do pas em termos de propriedade de terras e 
a mais tensa socialmente. O Getat tem seis membros, 
todos eles nomeados diretamente pelo presidente 
da Repblica. 

GEWINN UND VERLUST RECHNUNG. Expresso 
em alemo que significa "balano de lucros 
e perdas". 

GIANNETTI DA FONSECA, Eduardo (1957- ). 

Nasceu em Minas Gerais e graduou-se em economia 
em 1978 e em cincias sociais em 1979, 
na Universidade de So Paulo (USP). Obteve 
seu PhD na Universidade de Cambridge (Inglaterra), 
em 1988, com a tese "Beliefs in Action: 
Economic Philosophy and Social Change". Tornou-
se professor de histria do pensamento econmico 
na Faculdade de Economia e Administrao 
(FEA) da USP, em 1988. Foi pesquisador 
do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial 
e, entre 1993 e 1994, foi colaborador do jornal 
Folha de S. Paulo. Entre suas obras mais importantes 
destacam-se: Vcios Privados, Benefcios 
Pblicos? A tica na Riqueza das Naes (1993); 
As Partes e o Todo (1995); Auto-Engano (1997).  
professor da Faculdade de Economia e Administrao 
da Universidade de So Paulo. 

GIDE, Charles (1847-1932). Economista francs 
de tendncia liberal, terico do cooperativismo. 
Escreveu um dos mais difundidos manuais de 
economia, Principes d'conomie Politique (Princpios 
de Economia Poltica), 1884, que estabeleceu 
uma atitude mais aberta no ensino da economia, 
ao adotar uma perspectiva econmico-
social. Como terico do movimento cooperativista 
na Frana, Gide reabilitou a tradio de 
Fourier. Para ele, o desenvolvimento das cooperativas 
deveria absorver gradualmente todos 
os ramos de atividade econmica, estendendo-se 
dos bens de produo aos de consumo, a ponto 
de estabelecer uma "repblica cooperativa", 
com caractersticas prprias e diferenciada do 
socialismo e do capitalismo. Entre suas obras 
destacam-se ainda: Economie Sociale (Economia 
Social), 1883; Cours d'conomie Politique (Curso 
de Economia Poltica), 1909; Histoire des Doctrines 
conomiques (Histria das Doutrinas Econmicas), 
juntamente com Charles Rist, 1909; e Les 
Colonies Communistes et Cooperatives (As Colnias 
Comunistas e Cooperativas), 1930. Gide foi 
professor da Universidade de Paris de 1898 a 
1920. Veja tambm Cooperativismo; Fourier, 
Charles. 

GIFFEN, Robert (1837-1910). Nasceu na Inglaterra 
e iniciou sua carreira como jornalista em 
Londres, em 1862. Mais tarde, tornou-se chefe 
do departamento de estatstica na Cmara do 
Comrcio e, em 1889, seu secretrio-assistente. 

Giffen  mais conhecido por seu nome estar ligado 
a um efeito da teoria do consumidor, conhecido 
como Paradoxo de Giffen. No entanto, 
Giffen parece jamais ter formulado tal paradoxo. 
Quem deu origem a essa indevida atribuio foi 
Marshall, quando ele mencionou o nome de Giffen 
na 3 edio dos Principles. O que veio a ser 
denominado Paradoxo de Giffen consiste no aumento 
da demanda de um bem quando seu preo 
aumenta, em funo da reduo da renda 
real do consumidor. Este comportamento daria 
 Curva da Demanda de certos produtos uma 
inclinao positiva. Marshall assim resumiu o 
paradoxo: "Como assinalou o senhor Giffen, 
uma elevao no preo do po altera tanto os 
recursos das famlias dos trabalhadores pobres, 
e eleva tanto a utilidade marginal do dinheiro 
para eles, que so forados a reduzir seu consumo 
de carne e de alimentos farinceos mais 
caros; sendo o po ainda o alimento mais barato 
que podem obter, eles consumiriam mais, e no 
menos do mesmo". 

GIGABYTE. Tambm designado por gbyte ou 
GBY. Medida equivalente a 1 000 megabytes. Veja 
tambm Megabyte. 

GIGAFLOPS (GFlops). Bilhes de contas por 
segundo que representam a unidade de medida 
de tempo de operao de supercomputadores. 

GILL. Denominao antiga utilizada nos pases 
de lngua inglesa como medida de volume de 
lquidos ou slidos; equivale a 1/4 de pint, ou 
a 4 onas. No passado, media um copo de vinho 
e, hoje,  utilizada eventualmente para referncia 
de bebidas como o caf. Veja tambm Ona; 
Pint; Sistema Apothecary. 

GILT EDGED. Denominao dos ttulos de longo 
prazo emitidos em libras esterlinas pelo Banco 
da Inglaterra e conhecidos no mercado como 
gilts (dourados), pois seu risco de default  mnimo. 
Aplicada a ttulos, aes, papis em geral, 
significa alta qualidade, grande mrito, elevada 
segurana ou o mais alto nvel. Um ttulo gilt 
edged tem aceitao geral e, portanto, grande liquidez. 
Os ttulos emitidos pelas corporaes 
dos Estados Unidos e classificados como AAA 
tambm so considerados gilt edged. Veja tambm 
AAA; Default; First-Class Paper. 

GILT EDGED MARKET. Expresso em ingls 
que designa o mercado onde so negociados os 
gilt edged securities, isto , ttulos do governo ingls. 


GILT EDGED SECURITIES. Denominao dos 
ttulos de longo prazo (30 anos e mais) emitidos 
pelo governo ingls com taxas de juros fixas e 
pagas no vencimento. So ttulos muito seguros, 
isto , quase sem risco algum de default, como 



acontece com aqueles emitidos pelo Tesouro 
norte-americano. Veja tambm Gilt Edged. 

GINI, Corrado (1884-1965). Nasceu na Itlia e 
formou-se na Universidade de Bolonha em cincia 
social e estatstica. Lecionou economia, estatstica, 
sociologia e demografia nas universidades 
de Cagliari, Pdua e Roma.  mais conhecido 
dos economistas pelo coeficiente de concentrao 
da renda que leva seu nome, o Coeficiente 
de Gini. Suas contribuies, no entanto, foram 
alm da elaborao desse ndice. Apresentou 
uma teoria dinmica da sociedade na qual 
os fatores demogrficos, como taxas distintas de 
natalidade entre as classes e a mobilidade social, 
tm um papel determinante. Realizou estudos 
que contriburam para a formulao de Wiener 
(ciberntica) e as teorias do desequilbrio econmico 
de Von Bertalanffy. Pesquisou tambm 
as causas e conseqncias das migraes internacionais, 
e apresentou novos enfoques para a 
anlise das migraes internas. Foi fundador e 
primeiro presidente (1926-1932) do Instituto 
Centrale di Statistica (Instituto Central de Estatstica). 
Veja tambm Coeficiente de Gini. 

GINZA. Denominao do maior distrito comercial 
do Japo, situado no centro de Tquio. Ginza 
significa "cunhagem da prata" de gin (prata) 
e za (cunhagem). 

GIRO. Veja Giro, Capital de; Giro System. 

GIRO, Capital de. Veja Capital de Giro. 

GIRO SYSTEM. Expresso originada na prtica 
do sistema bancrio alemo e utilizada tambm 
por outros pases europeus, e que consiste na 
manuteno de contas (giro) para facilitar a 
transferncia de fundos da conta de devedores 
para a de credores, apenas mediante ordens diretas 
dos devedores para o banco. Dessa forma, 

o pagamento em dinheiro ou em cheque emitido 
pelo devedor para o credor  eliminado, simplificando 
as operaes. Na poca do Reichsbank, 
no apenas os bancos, mas tambm o pblico 
em geral mantinham tais contas naquela 
instituio, e o Reichsbank possua cerca de quinhentas 
filiais em todo o pas, alm de manter 
um sistema de compensao com o sistema Giro 
do Reichspost, correspondente ao servio de correio. 
No moderno sistema bancrio alemo, esta 
prtica encontra-se generalizada e centralizada 
por intermdio do Bundesbank. 
GL. Forma abreviada de Graus de Liberdade. 
Em ingls, DF (degrees of freedom). Veja tambm 

Graus de Liberdade. 

GLASNOST. Palavra russa que significa "transparncia". 
Foi usada para designar o conjunto 
de medidas poltico-culturais empreendidas a 

GODWIN, William 

partir da ascenso de Mikhail Gorbatchev  Secretaria 
Geral do Partido Comunista Sovitico. 
Consistia basicamente na concesso de maior liberdade 
de expresso e de manifestao a amplos 
setores da populao em relao aos problemas 
de ordem cultural, econmica ou poltica. 
O significado de glasnost est intimamente 
ligado  perestroika (reestruturao econmica), 
no sentido de que aquela visava a fornecer o 
esteio poltico para o desenvolvimento desta. 
Assim, a abertura democrtica trazida pela glasnost 
procurava responder s contradies internas 
da burocracia sovitica para a viabilizao 
da reforma econmica. Veja tambm Perestroika. 

GLASS-STEAGALL ACT. Veja Ato Bancrio 
de 1933. 

GLEITZEIT. Termo em alemo que significa jornada 
flexvel de trabalho. 

GLOBAL SOURCING. Veja Globalizao. 

GLOBALIZAO. Termo que designa o fim 
das economias nacionais e a integrao cada vez 
maior dos mercados, dos meios de comunicao 
e dos transportes. Um dos exemplos mais interessantes 
do processo de globalizao  o global 
sourcing, isto , o abastecimento de uma empresa 
por meio de fornecedores que se encontram em 
vrias partes do mundo, cada um produzindo 
e oferecendo as melhores condies de preo e 
qualidade naqueles produtos que tm maiores 
vantagens comparativas. Veja tambm Vantagens 
Comparativas. 

GLUT THE MARKET. Expresso em ingls que 
significa o ato de abarrotar ou saturar o mercado 
com determinada mercadoria ou conjunto de 
mercadorias. 

GNOMOS DE ZURIQUE. Denominao dada 
pelo ministro do Trabalho ingls, durante a crise 
da libra esterlina em 1964, aos especuladores do 
mercado financeiro de Zurique. Tambm chamados 
de "anes de Zurique". 

GODWIN, William (1756-1836). Pensador ingls, 
de linha anarquista idealista. Pastor protestante, 
aderiu ao atesmo por influncia dos 
enciclopedistas franceses e desenvolveu uma filosofia 
social inspirada em Rousseau. Tornou-se 
conhecido com a obra Enquiry Concerning the 
Principles of Political Justice (Investigao Sobre 
os Princpios de Justia Poltica), 1793, na qual 
ataca firmemente o governo (atribui-se a ele a 
frase "Todo governo, mesmo o melhor,  um 
mal"), a famlia (sua mulher, Mary Wollstonecraft, 
foi a primeira terica do feminismo) e a 
propriedade privada. Para Godwin, a nica propriedade 
legtima  a que resulta de uma distribuio 
das coisas segundo as necessidades de 



GOING CONCERN VALUE 

cada um. Apontava os governos como os principais 
responsveis pela manuteno do estatuto 
da propriedade privada, do direito de herana 
e de todas as conseqentes desigualdades sociais. 
No defendeu a derrubada violenta dos 
governos, acreditando que eles pudessem ser 
naturalmente dissolvidos pelo desenvolvimento 
dos homens e da sociedade. Considerava que o 
homem  produto do meio e poderia atingir a 
perfeio por intermdio da razo e da compreenso 
mtua. A crtica desse otimismo de 
Godwin foi um dos pontos de partida para a 
teoria econmica de Malthus. 

GOING CONCERN VALUE. Expresso em ingls 
que significa a diferena de valor entre uma 
empresa j em funcionamento, ou uma propriedade 
onde j se desenvolve uma atividade comercial, 
e uma empresa ou uma propriedade 
pronta e completa para ser operada, mas ainda 
no em funcionamento. O termo  utilizado no 
mercado imobilirio para diferenciar o valor de 
uma propriedade imobiliria, sobre a qual j se 
desenvolve uma atividade comercial, de outro 
que tem apenas o potencial para que tal acontea. 
Veja tambm Highest and Best Use; Operaes 
Interligadas; Plottage. 

GOLDANHEILE. Termo em alemo que significa 
emprstimo em ouro ou bnus de emprstimo 
em ouro, e que foram emitidos durante o 
processo hiperinflacionrio alemo do incio dos 
anos 20 e antes da apario dos Rentenmarks 
(marcos-papel). Constitui mais uma tentativa de 
proporcionar  populao uma moeda de valor 
estvel. Foram emitidos 500 milhes de marcos-
ouro em Goldanheile, que serviriam como meio 
de troca. O valor dessas emisses era mantido 
estvel em termos de dlares, embora o governo 
no dispusesse de cobertura (reservas em ouro 
ou moedas fortes) para sustent-las. Os Goldanheile, 
embora no tivessem um lastro efetivo, 
serviram por sua vez para lastrear as emisses 
dos Rentenmarks, na medida em que estes poderiam 
ser trocados ou equivaliam a uma soma 
fixa de Goldanheiles (marcos-ouro). 

GOLD AUCTIONS. Veja GA. 

GOLD BASIS. Expresso em ingls que designa 
a situao na qual a moeda de um pas  
composta de uma certa quantidade (peso) de 
ouro e a mesma  o padro monetrio, e sua 
unidade, padro de valor. 

GOLD BLOC. Expresso que significa literalmente 
"bloco de ouro", utilizada para designar 
os pases europeus que durante a onda de suspenso 
do padro-ouro, entre 1931 e 1932, se 
mantiveram dentro daquele sistema. Faziam 
parte deste bloco a Frana (assumindo a liderana), 
a Sua, a Holanda, a Blgica, o Luxem


burgo, a Polnia e a Itlia. Durante a Conferncia 
Econmica Mundial de Londres, em julho de 
1933, estes pases lutaram para que os 35 pases 
que haviam abandonado o sistema, depois da 
crise econmica de 1929, se comprometessem a 
voltar ao sistema como um pr-requisito  eliminao 
de barreiras ao comrcio exterior. Com 
a desvalorizao do dlar, em janeiro de 1934, 
estes pases ficaram isolados na manuteno das 
antigas paridades de suas moedas e sofreram 
uma pesada fuga de ouro para os Estados Unidos. 
Esta evaso s cessou e teve o seu sinal 
trocado durante a Segunda Guerra Mundial, 
como resultado do lend-lease e outros gastos militares 
feitos pelos americanos na Europa. 

GOLD BOND (GB). Denominao dos ttulos 
que so resgatveis na forma de moedas de 
ouro. Veja tambm Currency Bonds. 

GOLD BRICK. Expresso em ingls que significa 
literalmente "tijolo de ouro", mas, utilizada 
no mercado financeiro de ttulos ou empreendimentos 
financeiros, tem um sentido pejorativo, 
denotando ttulo sem valor, empreendimento 
falido ou mesmo fraudulento, que possui, porm, 
a aparncia de algo slido e atrativo. 

GOLD BULLION STANDARD. Sistema monetrio 
adotado em 1925 pela Inglaterra, que 
consistia num padro-ouro no qual no se colocavam 
em circulao moedas de ouro, e as 
cdulas eram conversveis em barras ou lingotes 
de ouro. Era, na realidade, uma variante do padro-
ouro na qual no h a conversibilidade do 
papel-moeda em moedas de ouro. A vantagem 
deste sistema  a existncia de uma economia 
de ouro, por este no circular como dinheiro 
internamente, embora conservando a sua conversibilidade 
ou movimento no mbito internacional. 
Os Estados Unidos, entre 1934 e 1971, 
mantiveram um gold bullion standard restrito, isto 
, o dlar era conversvel em mbito internacional, 
mas no internamente, embora cotizado em 
ouro para efeitos contbeis at o fechamento da 
gold window, em agosto de 1971 (quando o dlar 
foi desvalorizado e deixou de ser conversvel 
em mbito internacional numa taxa fixa). Veja 
tambm Padro Cmbio-ouro; Padro-ouro. 

GOLD FIXING. Processo de fixao diria das 
cotaes do ouro no mercado internacional, o 
que se faz simultaneamente em Londres, Paris 
e Zurique, s 10:30 da manh e s 3:30 da tarde, 
por especialistas dos bancos oficiais do mercado 
de ouro. 

GOLDEN AGE GROWTH. Expresso em ingls 
que significa literalmente "poca dourada 
de crescimento". Cunhada por Joan Robinson 
(1903-1983), significa uma situao de crescimento 
equilibrado na qual a taxa de crescimento 



garantido (warranted)  igual  taxa natural de 
crescimento no pleno emprego. O termo foi utilizado 
por Joan Robinson para enfatizar a baixa 
possibilidade de uma situao dessas acontecer 
numa economia capitalista sem a interveno 
governamental. 

GOLDEN SHARE. Expresso em ingls que 
significa a parte do capital acionrio de uma empresa 
que est sendo vendida (ou privatizada) 
por parte de seu(s) proprietrio(s), para venda 
futura quando o conjunto das aes for valorizado 
pelo fato de a empresa ter sido vendida 
ou privatizada. 

GOLD-POINTS. Limites superior e inferior nas 
taxas de cmbio entre dois pases que participavam 
de um sistema de padro-ouro. Quando 
esses limites ou pontos eram atingidos, tornava-
se mais rentvel transferir o ouro do que 
comprar divisas estrangeiras. A operao desse 
mecanismo consistia no seguinte: no sistema do 
padro-ouro (1870-1914), havia uma grande estabilidade 
nas taxas de cmbio, e tal estabilidade 
devia-se, pelo menos em parte, a um mecanismo 
de compensao denominado gold-points. Se, por 
exemplo, a taxa de cmbio ou a paridade entre 
duas moedas fortes atreladas ao padro-ouro, 
como a libra esterlina e o dlar dos Estados Unidos, 
fosse 1 L = 4 US$, e, por alguma razo de 
mercado, a demanda pela moeda inglesa no 
mercado norte-americano aumentasse de intensidade, 
o preo da libra esterlina ultrapassaria 
a paridade fixada de 1 para 4. Nesse caso, para 
aqueles que necessitassem adquirir libras esterlinas, 
seria mais interessante liquidar suas obrigaes 
no exterior, no na moeda inglesa, mas 
sim em ouro monetrio (ou amoedado). A remessa 
de ouro monetrio, no entanto, demandaria 
um certo custo em frete, seguro etc. Se, 
por exemplo, este custo fosse equivalente a 10 
centavos de dlar, a cotao da libra esterlina 
nos Estados Unidos jamais poderia ultrapassar 
4,10 dlares, pois se isto ocorresse, seria mais 
vantajoso enviar o ouro monetrio para saldar 
compromissos externos, pois, mesmo com o acrscimo 
dos custos de envio, ainda seria um preo 
por libra inferior ao praticado no mercado entre 
as duas moedas. Esse valor era denominado 
gold-point de sada, pois, acima dele, o ouro sairia 
dos Estados Unidos. Ao contrrio, se a cotao 
da libra esterlina casse no mercado norte-americano, 
isso no poderia dar-se abaixo dos 3,90 
dlares, pois, para qualquer valor inferior, seria 
vantajoso para aqueles que dispusessem de libras 
na Inglaterra - como os bancos norte-americanos, 
por exemplo - convert-las em ouro e 
enviar o ouro para os Estados Unidos. Esse ponto 
era denominado, por essa razo, gold-point de 
entrada, pois, abaixo dele, o ouro, em vez de 
sair, fluiria para o mercado interno dos Estados 

GOOD WILL 

Unidos. Por esta razo, as flutuaes cambiais 
eram muito pequenas e demarcadas pelos custos 
de transferncia de ouro monetrio de um pas 
para outro. O grfico abaixo mostra estes limites 
de flutuao: 

4,10 
4,00 
3,90 

Paridade metlica 
Gold-point de sada 
Gold-point de entrada 
GOLD-POINT DE ENTRADA. Veja Gold-points. 

GOLD-POINT DE SADA. Veja Gold-points. 

GOLD STANDARD. Veja Padro-ouro. 

GOLD TRANCHE. Os primeiros 25% da contribuio 
de um pas-membro ao Fundo Monetrio 
Internacional, normalmente em lingotes de 
ouro. 

GOLDEN RULE. Literalmente, a expresso significa 
"regra dourada" e se refere  forma otimizada 
de crescimento que proporciona o mximo 
de consumo sustentado s pessoas numa 
economia. O termo foi criado por E.S. Phelps, 
que o usou em seu artigo "Fable for Growthmen" 
("Fbula para os Homens do Crescimento"), 
publicado na American Economic Review, em 
1961, no qual eram apresentados os problemas 
econmicos de um imaginrio Reino da Solvia, 
como uma pardia a Robert Solow, um dos principais 
representantes da teoria neoclssica do 
desenvolvimento econmico. 

GOOD DELIVERY. Condio que os ttulos depositados 
como garantia colateral, junto a um 
banco ou um corretor, devem possuir. A condio 
de good delivery dos ttulos significa que 
eles devem ser genunos, reconhecidos por seu 
proprietrio, isto , no ter sua propriedade contestada, 
de tal maneira que possam ser vendidos 
a qualquer momento, se for necessrio. 

GOOD WILL. Expresso em ingls que significa 
literalmente "boa vontade", mas que, aplicada 
 atividade das empresas, denota a reputao 
que estas e/ou seus produtos gozam junto 
aos consumidores. Uma empresa obtm essa 
condio por intermdio da qualidade de seus 
produtos, de propaganda e publicidade dos 
mesmos, mas tambm mediante atitudes e procedimentos 
como o financiamento de campanhas 
humanitrias, a defesa do meio ambiente, 

o apoio a esportistas e artistas etc., que de uma 


GORZ, Andr 

forma direta ou indireta ajudam a criar uma imagem 
positiva junto aos consumidores (efetivos 
ou potenciais) de seus produtos. O good will consiste 
num ativo da empresa e, no caso de venda 
desta, ele  avaliado e entra como parte do valor, 
na categoria de bens intangveis. Veja tambm 

Intangveis. 

GORZ, Andr (1924- ). Nasceu em Viena e radicou-
se na Frana aps a Segunda Guerra Mundial. 
Seus escritos esto concentrados na anlise 
das contradies da sociedade capitalista e da 
transio para o socialismo. Uma das premissas 
principais de Gorz  a de que o desenvolvimento 
das foras produtivas do capitalismo se deu de 
modo a impedir uma apropriao coletiva por 
parte do proletariado. A superao do capitalismo, 
sua negao em nome de uma racionalidade 
diferente, s poderia resultar da ao de 
camadas que representam ou prefiguram a dissoluo 
de todas as classes, inclusive da classe 
operria. Chega-se, por esse caminho, ao tema 
central de Adeus ao Proletariado (1980): a abolio 
do trabalho. Para Gorz, esse termo sintetizaria 
um processo em curso, e em rpida acelerao, 
nos pases mais industrializados da Europa Ocidental. 
Neles, ocorreria a ampliao do espao 
da liberdade, do tempo livre, destinado a atividades 
autnomas, a partir da reduo progressiva 
da necessidade de trabalhar para comprar 

o direito  vida. Outras obras: La Morale de l'Histoire 
(A Moral da Histria), 1960; Stratgie Ouvire 
et No-capitalisme (Estratgia Operria e 
Neocapitalismo), 1966; The Socialisme Difficile (O 
Socialismo Difcil), 1967; Fondements pour une 
Morale (Fundamentos para uma Moral), 1977. 
GOSPLAN - Comisso Estatal de Planejamento. 
rgo central de planificao econmica 
da ex-Unio Sovitica. Foi criado em 1921, para 
garantir a execuo do plano de eletrificao 
apresentado por Lnin no ano anterior. Com a 
elaborao do I Plano Qinqenal, em 1928, a 
Gosplan tornou-se o mais importante rgo da 
poltica econmica daquele pas. O modelo de 
planejamento que desenvolveu se tornou o padro 
da organizao econmica socialista, sendo 
seguido por todos os pases do Leste europeu, 
exceto a Iugoslvia, que adotou um planejamento 
descentralizado.Veja tambm Planificao; 
Planos Qinqenais. 

GOSSEN, Herman Heinrich (1810-1858). Economista 
alemo que, apesar de no ter exercido 
nenhuma influncia durante sua vida, antecedeu 
com seus teoremas a teoria da utilidade 
marginal. Sua principal obra  Entwicklung der 
Gesetze des menschlichen Verkehrs und der daraus 
Fliessenden regeln fr menschliches handeln (Desenvolvimento 
das Leis do Intercmbio Humano e 
Regras Decorrentes para a Atuao do Homem), 
1854. Nela, procura analisar as leis da conduta 

humana por meio do utilitarismo e do uso do 
mtodo matemtico. Ignorada durante muitos 
anos, a obra foi redescoberta e citada em 1871 
por Willian Jevons, um dos tericos da utilidade 
marginal, na introduo de Theory of Political 
Economy (Teoria da Economia Poltica). A partir 
do pressuposto de que toda conduta humana 
tem por objetivo um mximo de satisfao, Gossen 
desenvolve algumas leis, das quais duas so 
conhecidas como Leis de Gossen. A primeira 
apresenta o princpio da utilidade decrescente: 
"A quantidade de uma mesma satisfao diminui 
constantemente  medida que a realizamos 
sem interrupo, at obter a saciedade". A segunda 
lei, decorrente da primeira e do postulado 
de que  impossvel obter satisfao completa 
de todas as necessidades, expe o princpio de 
que se pode obter o mximo de prazer com um 
nvel uniforme de satisfao de cada necessidade. 
O restante da obra de Gossen  dedicado  
elaborao e s conseqncias econmicas dessas 
leis, como: "As unidades isoladas de um 
mesmo bem tero diferentes valores segundo a 
quantidade que dele se possua"; ou "Alm de 
uma certa quantidade, uma unidade desse bem 
perder inteiramente seu valor". O autor tambm 
classifica os objetos que podem ter valor 
(que, para ele,  sempre relativo) em: bens de 
consumo (os que so capazes de proporcionar 
imediatamente uma satisfao), bens de segunda 
classe (de que se necessita conjuntamente para 
obter a satisfao) e bens de terceira classe (os bens 
empregados na produo de outros bens). Veja 
tambm Utilidade Marginal. 

GOURDE. Unidade monetria do Haiti. Submltiplo: 
centime. 

GOURNAY, Vincent de (1712-1759). Negociante 
francs ligado aos fisiocratas.  atribuda a 
ele a autoria da mxima "laissez-faire, laissez-passer" 
("deixar fazer, deixar passar"), no sentido 
de no se restringir o livre-comrcio, e que passou 
a sintetizar o liberalismo econmico. Gournay 
exerceu uma influncia direta sobre Quesnay 
e Turgot com seu proselitismo liberal. E, ao 
contrrio de Quesnay, que dava primazia  agricultura, 
destacou a importncia bsica da indstria. 


GOUVEIA, Delmiro Augusto da Cruz (18631917). 
Empresrio brasileiro, pioneiro da industrializao. 
Depois de fazer fortuna com o comrcio 
de couro, dedicou-se  atividade aucareira, 
com a Usina Beltro, em Pernambuco. 
Construiu em Recife o Mercado Modelo Derby 
(1899) - que contava com hotel, teatro e parque 
de diverses -, onde o preo das mercadorias 
estava abaixo da concorrncia. Em conseqncia 
de rixas com outros coronis que dominavam 
a poltica em Pernambuco, o mercado foi incendiado 
pela polcia em 1900. Transferindo-se en




to para Pedra, lugarejo perdido no serto alagoano, 
s margens do So Francisco, Delmiro 
Gouveia voltou ao comrcio de couro e  agropecuria, 
divulgando na regio o uso da palma 
como forragem para o gado. Ao mesmo tempo, 
tentou inutilmente influenciar o governo do Estado 
de Alagoas para o aproveitamento hidreltrico 
do So Francisco. Decidiu levar adiante 

o empreendimento por conta prpria: importou 
tcnicos e equipamentos da Europa e inaugurou, 
em 1913, a primeira usina hidreltrica de Paulo 
Afonso. Em Pedra, Gouveia tornou-se um pioneiro 
da industrializao do Nordeste com a instalao 
da fbrica de fios e linhas Estrela (primeira, 
no gnero, da Amrica Latina). Alm de 
abastecer o mercado regional, a empresa exportava 
para o Chile e o Peru. Ao lado da fbrica, 
o industrial construiu centenas de casas para os 
operrios, escolas e chafarizes, e instalou luz eltrica. 
Desenvolveu um plano de previdncia social 
implantando servio mdico, caixa de previdncia, 
descanso dominical e uma jornada diria 
de apenas oito horas. O sucesso da empresa 
chamou a ateno da firma inglesa Machine Cotton, 
que tentou por todos os meios comprar a 
fbrica. Por motivos polticos e questes de terras, 
Delmiro Gouveia entrou em conflito com 
vrios coronis da regio, o que ocasionou seu 
misterioso assassinato a bala. Seus herdeiros, 
no podendo resistir s presses da Machine 
Cotton, venderam a fbrica  empresa estrangeira 
(produtora das linhas Corrente), que a 
mandou demolir e lanar os escombros no rio 
So Francisco. 
GRADIENTE DE FERTILIDADE. No caso da 
experimentao agrcola,  a linha que representa 
essa fertilidade como funo das sucessivas 
reas onde tais experimentos se desenvolvem. 

GRFICO CUMULATIVO. Todo grfico que, 
para o valor xj da varivel, registra o correspondente 
valor Ef(xi) da soma dos valores da funo 
f(xi), menores ou que precedem xj, inclusive o deste. 

GRFICO DE REAS. Construo de figuras, 
geralmente em crculo, divididas em reas proporcionais 
s magnitudes a serem representadas. 

35% 

9% 

3% 

25% 

28% 

GRFICO PONTO-FIGURA 

GRFICO DE BARRAS.  a representao grfica 
que consiste em construir retngulos, chamados 
barras, em que uma das dimenses  proporcional 
 magnitude a ser representada, sendo 
a outra arbitrria, porm igual para todas as barras 
que so colocadas paralelamente umas s 
outras, horizontal ou verticalmente. No mbito 
do mercado financeiro, o grfico de barras  entendido 
como aquele que registra, por meio de 
uma barra, as cotaes mxima e mnima que 
um determinado ttulo alcanou (ou o mercado 
como um todo) em cada prego. No mercado de 
ttulos e aes, as projees baseadas num grfico 
de barras levam em conta no apenas os preos, 
mas tambm as quantidades negociadas. 

Cotao
DIAS DE PREGO 
Abertura


18.000 mxima fechamento 

17.500 mnima 
17.400 

17.000 

16.600 

16.350 

16.000 

15.000 

Por exemplo, no 1 dia de prego, o ndice da Bolsa de 
Valores abriu em 17.400, teve uma mxima em 17.500 
pontos, uma mnima em 16.350 e fechou em 16.600 pontos. 

Veja tambm Grfico Ponto-figura. 

GRFICO DE CURVAS DE NVEL. Veja Curva 
de Nvel. 

GRFICO DE FREQNCIA ACUMULADA. 
Veja Ogiva. 

GRFICO DE VOLUMES. Representao grfica 
que consiste em constituir figuras planas 
que so a perspectiva de slidos cujos volumes 
so proporcionais s magnitudes a serem representadas. 


GRFICO MXIMO E MNIMO. Em cada 
ponto xi da abcissa, marcam-se duas ordenadas 
fM(xi-1) e fm(xi-1), valores no ponto anterior de 
uma funo f(x) do tempo, tais como preos, 
quantidades etc. Traa-se uma poligonal dos 
mximos e outra dos mnimos, ou renem-se 
aqueles dois pontos da ordenada por um bastonete. 


GRFICO PONTO-FIGURA. Grfico utilizado 
para projees no mercado de ttulos e aes e 
que leva em considerao apenas os preos desses 
papis como varivel relevante. Veja tambm 
Grfico de Barras; Grafismo. 



GRAFISMO 

GRAFISMO. Anlise e projeo das cotaes 
das aes e ttulos do mercado financeiro, em 
geral a partir da elaborao de grficos de preges 
anteriores. Veja tambm Dow Theory; 
Gap; Grfico de Barras; Grfico Ponto-figura; 
Teoria das Vagas. 

GRAFISTA. Operador ou analista do mercado 
acionrio que baseia suas aplicaes nas informaes 
e projees proporcionadas pelos grficos 
elaborados a partir do que ocorreu no passado. 
Veja tambm Dow Theory; Grafismo; 
Teoria das Vagas. 

GRAFO. Conjunto de elementos unidos por flechas 
representando relaes entre elementos de 
uma atividade. Em todos os grafos existem arcos 
ou flechas e vrtices. A teoria dos grafos  uma 
derivao da teoria dos conjuntos e faz parte 
do que vem sendo denominado matemtica moderna. 
Existem muitos tipos ou famlias de grafos. 
Um organograma, por exemplo, onde se estabeleam 
relaes de autoridade e responsabilidade 
entre os distintos setores de uma empresa, 
 um grafo. No entanto, o tamanho de um 
arco ou flecha de um grafo no  proporcional 
 dimenso real do fenmeno que representam. 

GRAFO-PERT. Tipo de grafo que mostra a interdependncia 
ou ordem temporal que existe 
entre as distintas atividades ou tarefas elementares 
que integram um projeto complexo. Os arcos 
ou flechas representam as distintas tarefas 
ou atividades elementares, enquanto os vrtices 
ou ns, tambm chamados sucessos, acontecimentos 
ou eventos, representam a terminao 
de metas parciais do projeto. Em todo Grafo-pert 
existe um vrtice (n) do qual partem atividades, 
mas que nenhuma nele termina; este vrtice representa 
o incio do projeto. Assim como existe 
um vrtice no qual as atividades terminam, mas 
sem nenhuma ter incio nele, este vrtice representa 
o trmino de um projeto. A construo do 
Grafo-pert constitui a primeira fase de uma anlise 
Pert (caminho crtico). Se, por exemplo, um 
projeto est constitudo das atividades W, V, X, 
Y, Z, K, a inter-relao ou ordem temporal entre 
estas atividades  a seguinte: a atividade W precede 
a atividade X; as atividades W e V precedem 
a atividade Y; a atividade X precede a atividade 
Z e a atividade Y precede as atividades 
Z e K. 

GRAMEEN BANK. Banco fundado em Bangladesh, 
em 1983, pelo economista Muhammad Yunus, 
destinado a emprestar recursos para pessoas 
de baixa renda. Depois de quinze anos de 
funcionamento, o Grameen Bank conta com 
mais de 2 milhes de clientes (mais de 90% mulheres). 
Os emprstimos so feitos em pequena 
escala - de 20 a 30 dlares em mdia - e con


dicionados a que as famlias mantenham seus 
filhos na escola. Geralmente, esses recursos so 
utilizados para a compra de ferramentas ou animais 
para o auxlio da produo domstica. O 
ndice de inadimplncia  muito baixo em comparao 
com bancos que operam em maior escala 
de valores, oscilando entre 2,0 e 2,5%. J 
existem bancos deste tipo (Bancos do Povo) na 
Bolvia, Peru, Equador, Costa do Marfim, Honduras 
e Guatemala. No Brasil, Porto Alegre criou 
um Banco do Povo em 1995, que concede pequenos 
emprstimos para micro e pequenos empresrios. 
No final de 1996, o BNDES criou uma 
linha de crdito para que Estados e municpios 
estabeleam organizaes que emprestem para 
capital de giro, criador de renda. 

GRANDE DEPRESSO. Perodo da maior crise 
econmica mundial, entre os anos de 1929 e 
1933. Atingiu, em primeiro lugar e mais profundamente, 
a economia norte-americana, espalhando-
se em seguida para a Europa e os pasesda frica, sia e Amrica Latina. A crise iniciou-
se no mbito do sistema financeiro na chamada 
Quinta-Feira Negra (24/10/1929), que a 
histria registra como sendo o primeiro dia de 
pnico na Bolsa de Nova York. Era um momento 
de intensa especulao na Bolsa, e a economia 
norte-americana estava em plena prosperidade. 
De repente, 70 milhes de ttulos foram jogados 
no mercado sem encontrar uma contrapartida 
da demanda. A desconfiana com os acontecimentos 
da Bolsa espalhou-se para outros ramos 
da atividade econmica, atingindo a produo. 
A queda da renda nacional levou a uma retrao 
na demanda, ao aumento dos estoques e  vertiginosa 
queda dos preos. Muitas atividades 
econmicas foram se paralisando, e, como uma 
bola de neve, sucederam-se as falncias e milhes 
de trabalhadores ficaram desempregados. 
Nos Estados Unidos, entre 1929 e 1933, havia 
cerca de 15 milhes de desempregados, 5 mil 
bancos paralisaram suas atividades, 85 mil empresas 
faliram, as produes industrial e agrcola 
reduziram-se  metade. Quando a crise atingiu 
propores internacionais, o comrcio mundial 
ficou reduzido a um tero, e o nmero de 
desempregados chegou a cerca de 30 milhes. 
Na Europa, os primeiros pases atingidos forama Inglaterra, a Alemanha e a ustria. Na Frana, 
faliram a Citron, o Banco Nacional do Comrcio 
e a Companhia Geral de Transportes. No Brasil, 

o principal efeito da crise manifestou-se na queda 
vertical dos preos do caf, levando o governo 
federal a comprar grande parte das safras e 
a destruir 80 milhes de sacas do produto, para 
diminuir os estoques e sustentar o preo. Essa 
destruio de bens - algodo nos Estados Unidos, 
trigo no Canad - ocorreu em outras economias 
capitalistas. A elevao das tarifas al


fandegrias por muitos pases reduziu o nvel 
do comrcio internacional, agravando a crise. O 
padro-ouro foi sendo abandonado: em 1935, 
apenas Blgica, Frana, Holanda, Polnia e Sua 

o mantinham. A depresso trouxe tambm conseqncias 
na estrutura da sociedade, particularmente 
nas relaes do Estado com o processo 
produtivo. Em todas as grandes economias capitalistas, 
coube ao Estado instituir mecanismos 
para controlar a crise e reativar a produo. 
Ocorria assim o abandono dos princpios do liberalismo 
econmico, que entregava aos prprios 
mecanismos de mercado a funo de saneamento 
dos desequilbrios que porventura 
surgissem nas atividades econmicas. Esse tipo 
de procedimento esteve presente por muito tempo 
na administrao do presidente norte-americano 
Hoover, na poca  frente do governo 
dos Estados Unidos. Somente em 1933, quando 
o democrata Franklin Delano Roosevelt assumiu 
o governo,  que se aplicou de forma contundente 
a interveno do Estado na economia, para 
a superao da crise, por meio da aplicao do 
New Deal. A crise no chegou a afetar a Unio 
Sovitica, que pouco antes acabara de entrar na 
fase da planificao econmica centralizada, 
pois ela se encontrava relativamente isolada do 
resto do mundo, no campo econmico. A falncia 
da poltica econmica liberal aplicada at ento 
fortaleceu as concepes estatizantes e intervencionistas 
na economia. Veja tambm Ciclo 
Econmico; Crise Econmica; New Deal; Recesso; 
Sexta-feira Negra. 
GRANDE GROSA. Veja Dzia. 

GRANEL. Forma em que so vendidas ou transportadas 
determinadas mercadorias, isto , sem 
uma embalagem acondicionando-as em recipientes 
(sacos, barris, caixas etc.).  muito comum 
entre os gros (milho, soja, arroz) ou alguns 
lquidos, como os derivados do petrleo. 

GRANTOR. Veja Trust. 

GRO. Denominao da menor unidade dos 
sistemas avoirdupois e troy e forma bsica de todas 
as pesagens. Foi provavelmente o primeiro 
de todos os padres e deve ter sido criado a 
partir do comrcio do trigo, pois se constitua, 
desde o incio, de um gro tirado do meio de 
uma espiga de trigo. Cada gro corresponde a 
64,798 mg, sendo necessrios, portanto, 7 mil 
gros para compor uma libra de 453 g. No famoso 
livro de Malba Tahan,  reproduzida a 
lenda do homem que inventou o jogo de xadrez 
e, como recompensa, solicita ao rei o pagamento 
em gros de trigo na proporo de 2 elevado a 
64; o resultado final equivale a mais de 110 trilhes 
de toneladas de trigo, produo inalcanvel 
quando se considera que a produo mun-

GREENBACKS 

dial mdia anual, durante a dcada de 90, deste 
cereal situa-se em torno de 600 milhes de toneladas. 
Em qualquer sistema, o peso do gro 
 o mesmo, variando apenas a quantidade degros necessria para compor cada medida.  a 
menor unidade de peso do Sistema Imperial Ingls 
e do Sistema Consuetudinrio Americano. 
No Brasil, antes da adoo do Sistema Mtrico 
Decimal, era utilizado pela Casa da Moeda do 
Brasil e equivalia a 49,6 mg. Veja tambm Libra; 
Ona; Pennyweight; Unidades de Pesos e Medidas; 
Sistemas de Pesos e Medidas. 

GRO DE QUILATE. Veja Quilate. 

GRAU DE ASSIMETRIA.  a intensidade relativa 
com que uma curva de freqncia se afasta 
do tipo simtrico, expressa por uma frmula que 

o representa em grandeza e sinal. 
GRAU DE SOLVNCIA. Veja Solvncia. 

GRAUS DE LIBERDADE. O nmero de dados 
que podem variar independentemente entre si. 
Uma amostra de n observaes ter n graus de 
liberdade. Mas o clculo da mdia da amostra 
significaria a perda de um grau de liberdade, 
pois mudanas independentes nas n-1 observaes 
da amostra implicariam necessariamente 
uma mudana compensadora na ensima observao, 
para manter inalterado o valor da mdia 
da amostra. Da mesma forma o clculo de K 
estimativas paramtricas, num problema economtrico, 
significa a perda de K graus de liberdade, 
ou gl = n-k. Geralmente, os graus de liberdade 
entram como parmetros de distribuio 
de probabilidade, como nos casos das distribuies 
de Student(t) e de Chi-Quadrado(X2), 
e podem afetar fundamentalmente sua forma. 

GREENBACKS. Durante a Guerra Civil nos Estados 
Unidos (1861-1865), o crdito do governo 
federal estava to baixo que os bancos eram relutantes 
em emprestar dinheiro para que aquele 
financiasse suas atividades blicas. O Congresso 
votou ento uma lei permitindo a emisso de 
moeda fiduciria para financiar a guerra, e o 
Tesouro emitiu cerca de 450 milhes de dlares 
no lastreados em ouro. Essas emisses tinham 
curso forado, com exceo do pagamento dos 
juros da dvida interna pblica e das taxas de 
importao. As notas dessa emisso receberam 

o nome de greenbacks porque foram impressas 
num papel de cor verde. Em pouco tempo essas 
notas perderam parte de seu valor (ainda durante 
a guerra). Depois do trmino da guerra, 
os banqueiros e os empresrios foraram (e tiveram 
xito) o governo a troc-las pelo seu valor 
original em ouro. Veja tambm Conversibilidade; 
Curso Forado; Lastro; Moeda Fiduciria. 


GREEN CARD 

GREEN CARD. Documento que torna legal otrabalho de imigrantes nos Estados Unidos.  
muito cobiado, uma vez que permite a permanncia 
em territrio norte-americano de imigrantes 
com mo-de-obra sem qualificao. Em 
geral, o trabalhador nessas atividades (relacionadas 
com a faxina e a cozinha)  denominado 
dishwasher (lavador de pratos) e pizzaman (fazedor 
de pizzas). 

GREENFIELDS. Designao das reas de fronteira 
econmica onde so instaladas plantas industriais 
para gozar de vantagens de tipo econmico 
(mercado de trabalho com fora de trabalho 
barata e abundante), ou polticas (sindicatos 
de trabalhadores pouco atuantes), ou tributrias 
(iseno de impostos). 

GREENWICH. Localidade prxima de Londres 
onde passa o primeiro meridiano (prime meridien) 
em relao ao qual se fixa o horrio mundial. 
Esse primeiro meridiano tem o valor zero, 
e os demais 24 so fixados de quinze em quinze 
graus (na linha do equador), doze positivos no 
sentido leste e doze negativos no sentido oeste, 
equivalendo cada quinze graus a um fuso horrio.
Veja tambm Linha Horria Internacional. 

GRESHAM, Lei de. Veja Lei de Gresham. 

GRESHAM, Thomas (1519-1579). Financista ingls. 
Como conselheiro da rainha Elizabeth I 
(1533-1603), promoveu a restaurao do valor 
da libra, que tinha sido desvalorizada por Henrique 
VIII (1491-1547), e criou a Bolsa de Valores 
de Londres. Atribui-se a ele a formulao da 
Lei de Gresham. Veja tambm Lei de Gresham. 

GREVE. Interrupo coletiva do trabalho para 
atendimento de reivindicaes. Geralmente, a 
greve  deflagrada por causa de problemas salariais, 
para a obteno de melhorias nas condies 
de trabalho ou para o reconhecimento da 
atividade sindical. Uma greve pode ser parcial 
(numa empresa ou em vrias empresas de um 
setor) ou geral (atingindo a maioria das atividades 
de uma regio). Em geral, os trabalhadores 
deixam temporariamente de ir ao servio e organizam-
se em piquetes, mas h greves em que 
eles permanecem no local de trabalho, como a 
greve tartaruga (que consiste na lentido deliberada 
na execuo das tarefas) e a greve de braos 
cruzados (paralisao total no interior da empresa). 
A resoluo das greves depende em grande 
parte do grau de militncia dos trabalhadores, 
das condies financeiras dos sindicatos e da 
capacidade de negociao deles e dos empresrios, 
assim como dos instrumentos legais que 
regulem a questo. O direito de greve  assegurado 
nos pases capitalistas mais avanados 
desde fins do sculo XIX (na Inglaterra, desde 

1871). No Brasil, a greve tem sido proibida e 
reprimida por quase todos os governos republicanos. 
Considerada recurso anti-social na Constituio 
de 1937, foi reconhecida como direito 
dos trabalhadores na Carta de 1946, mas voltou 
a sofrer restries em 1964 pela lei n 4 330. Reagindo 
 sucesso de greves ocorridas no pas 
em 1978, o governo assinou o decreto-lei n 1 632, 
tornando passvel de enquadramento na Lei de 
Segurana Nacional os grevistas de vrios setores 
bsicos (gua e esgotos, energia eltrica, petrleo, 
gs, bancos, transportes, comunicaes, 
carga e descarga, sade) e de certos ramos da 
indstria. Para o sindicato promotor de uma greve 
considerada ilegal, a lei permitia a cassao 
da diretoria sindical e seu enquadramento em 
processo criminal. A Constituio de 1988 assegura 
o direito de greve, reconhecendo aos trabalhadores 
a competncia para decidir sobre a 
oportunidade de exerc-lo e os interesses que 
por meio dele devero ser definidos. A nova 
Constituio estabelece ainda que uma lei complementar 
definir os servios ou atividades essenciais, 
dispondo sobre o atendimento das necessidades 
inadiveis da comunidade, e as penas 
s quais estaro submetidos aqueles que cometem 
abusos no exerccio desse direito. 

GRIDLOCK. Situao na qual, numa rede de 
transferncia de valores via cabo, a incapacidade 
de um banco de saldar suas obrigaes em relao 
a outros bancos pode causar situaes semelhantes 
nestes ltimos, provocando um efeito 
domin e causando srios transtornos no mercado 
financeiro internacional. O risco de uma 
situao semelhante ocorrer denomina-se "risco 
sistmico". Veja tambm Risco Sistmico. 

GRILAGEM. Apropriao ilcita de terras, por 
meio da expulso de seus proprietrios, posseiros 
ou ndios, e legalizao do domnio mediante 
documentos falsos. O sujeito do ato de grilagem 
 o grileiro. Veja tambm Posse. 

GROS (Grossus). Moeda de prata emitida em 
Veneza a partir do final do sculo XII e que 
equivalia a 1 soldo carolngio, mas convertido 
em moeda real (unidade monetria) em vez de 
ser apenas unidade de conta. Esta moeda foi 
cunhada tambm na Frana, com o nome de gros 
tournois ou gros de So Lus, e se converteu numa 
moeda internacional graas, em grande parte, 
ao auge e prosperidade das feiras da Champagne. 
Veja tambm Florim; Libra. 

GROS TOURNOIS. Veja Gros. 

GROSA. Veja Dzia. 

GROSCHEN. Veja Xelim. 



GROSSMANN, Henryk (1881-1950). Economista 
austraco de linha marxista que desenvolveu 
uma teoria do colapso do sistema capitalista a 
partir da escassez da mais-valia e da expanso 
do capital, provocando controvrsias entre os 
tericos marxistas na dcada de 30. Sua teoria 
 elaborada no livro Das akkumulations und Zusammenbruchsgesetz 
des kapitalistischen System (A 
Lei da Acumulao e do Colapso do Sistema 
Capitalista), 1929. Baseia-se num esquema abstrato 
de reproduo desenvolvido por Otto 
Bauer, em que a taxa de crescimento da fora 
de trabalho  estabelecida em 5%, a taxa de mais-
valia em 100% e a do capital constante em 10% 
ao ano, duas vezes maior que a do capital varivel. 
Grossmann extrapola esse esquema abstrato 
para um perodo de 35 anos, no fim dos 
quais, segundo ele, haveria uma escassez de 
mais-valia para a acumulao do capital, com 

o conseqente desmoronamento do sistema. Vrias 
crticas foram feitas  teoria do colapso de 
Grossmann. A principal delas  que seu esquema, 
aplicado mecanicamente, torna a taxa de 
acumulao de capital dependente da taxa do 
crescimento da populao (que  estabelecida 
numa cifra muito alta) e na suposta necessidade 
de que o capital constante aumente duas vezes 
mais que o capital varivel. E que, alm disso, 
a teoria ignora a relao entre a produo e o 
consumo (o problema da realizao) e o significado 
da taxa decrescente de lucro. Grossmann 
escreveu tambm sobre a teoria dos ciclos econmicos 
e foi professor nas universidades de 
Frankfurt e Leipzig. Publicou ainda Simonde de 
Sismondi et Ses Thories conomiques (Simonde de 
Sismondi e Suas Teorias Econmicas), 1924, e o 
artigo "The Evolucionist Revolt against Classical 
Economics" ("A Revolta Evolucionista contra a 
Economia Clssica"), 1943. 
GROSSOS. Moeda cunhada entre l450 e 1481 em 
Portugal, durante o reinado de D. Affonso V. 

GROSZ. Veja Zloty. 

GRUNDRISSE. Palavra alem que significa 
"fundamento". Utilizada para designar a obra 
de Marx Grundrisse der Kritik der politischen konomie 
(Fundamentos para a Crtica da Economia 
Poltica), escrita entre 1857 e 1858, editada pelo 
Instituto Marx-Engels-Lnin de Moscou em 
1939-1941. Na realidade, os Grundrisse foram elaborados, 
no dizer do prprio Marx, como "um 
conjunto de manuscritos redigidos com grandes 
intervalos, em diferentes perodos, para o esclarecimento 
de minhas prprias idias e no para 
publicao". 

GRUPO ANDINO. Organizao econmica latino-
americana criada em maio de 1969 com o 
objetivo de melhorar a cooperao entre os pa-

GRUPO DOS 77 

ses da regio andina. Os signatrios do acordo, 
conhecido como Pacto Andino, foram Bolvia, 
Colmbia, Equador, Peru e Chile. Em 1973, a 
Venezuela associou-se ao grupo e, em 1977, o 
Chile abandonou-o. Firmado em bases mais restritas 
e homogneas que as da Alalc,  qual esses 
pases j pertenciam, o Pacto Andino conseguiu 
multiplicar por dez o comrcio entre os signatrios 
de 1969 a 1979. Um dos itens mais conhecidos 
do acordo  a deciso n 24, de 31/12/1970, 
a respeito do capital estrangeiro: os investidores 
estrangeiros deveriam transferir 51% de suas 
aes para os investidores locais; e as empresas 
no poderiam remeter para o exterior mais do 
que 14% de seus lucros, exceto quando houvesse 
autorizao do pacto. Em 1976, o Chile tentou 
revogar essa deciso e, no obtendo nenhum resultado 
positivo, retirou-se da organizao em 
janeiro de 1977. Em 1975, pelo Acordo de Cartagena, 
os pases do pacto criaram um plano de 
desenvolvimento integrado da indstria petroqumica. 
A sede do Pacto Andino funciona em 
Lima, no Peru. 

GRUPO DOS DEZ. Veja Clube de Paris. 

GRUPO DOS SETE. Grupo internacional formado 
pelos dirigentes das sete mais importantes 
potncias econmicas e que se renem anualmente 
para coordenar a poltica econmica, monetria 
e financeira mundial. Tambm conhecido 
como G-7, compreende a Alemanha, Japo, 
Itlia, Frana, Gr-Bretanha, Canad e Estados 
Unidos. Devido  importncia poltica e militar 
da Rssia, esta vem sendo convidada a participar 
das reunies, dando lugar  denominao 
de G-7+1, que passou a denominar-se Grupo 
dos Oito. Quando o Grupo dos Sete se rene 
sem a presena da Itlia e do Canad, o grupo 
passa a denominar-se Grupo dos Cinco ou G-5. 

GRUPO DOS OITO. Veja Grupo dos Sete. 

GRUPO DOS 77. Grupo de pases subdesenvolvidos 
da sia, frica e Amrica Latina, que 
se reuniram pela primeira vez na Conferncia 
da Unctad (Conferncia das Naes Unidas para 

o Comrcio e Desenvolvimento), realizada em 
Genebra em 1964. Atualmente, o grupo engloba 
mais de cem naes do Terceiro Mundo, que se 
renem periodicamente para discutir os mecanismos 
e as relaes do comrcio internacional 
e exigir dos pases industrializados pagamentos 
mais justos para seus produtos. As posies assumidas 
por esses pases so geralmente discutidas 
em conferncias que antecedem as reunies 
da Unctad, no interior da qual formam 
um grupo de presso. O Grupo dos 77 no tem 
secretariado, mas na 62 Conferncia realizada 
na Argentina, em abril de 1983, este pas props 
que fosse criado um secretariado permanente e 


GRUPO MISTO DE ESTUDOS BNDE-CEPAL 

que todas as medidas aprovadas em conjunto 
fossem adotadas, obrigatoriamente, por todos os 
pases participantes. A proposta foi rejeitada por 
vrios pases, inclusive o Brasil. Nessa reunio 
estiveram presentes delegados de 106 naes do 
Terceiro Mundo. 

GRUPO MISTO DE ESTUDOS BNDE-CEPAL. 
Criado em 1953 para estudar a aplicao 
 economia brasileira dos mtodos de planejamento 
e propostas elaboradas pela Cepal. Formado 
por tcnicos do BNDE e da Cepal, sob a 
presidncia de Celso Furtado, o grupo realizou 
anlises da situao financeira, dos gargalos do 
desenvolvimento, para direcionar os investimentos 
no sentido de super-los. Os resultados 
desse relatrio serviram de base para a elaborao 
do Plano de Metas de Juscelino Kubitschek. 
As atividades desse organismo foram encerradas 
em 1957. Veja tambm BNDES; Cepal; 
Furtado, Celso; Plano de Metas. 

GRUPO MITSUBISHI. Mitsubishi significa, em 
japons, trs (mitsu) diamantes (bishi), que  o 
logotipo internacional do grupo. Ele consiste no 
Keiretsu mais coeso centrado num banco no Japo 
com origens nos Zaibatsu de antes da Segunda 
Guerra Mundial. O grupo  composto 
de mais de 160 empresas em praticamente todos 
os setores da economia, empregando cerca de 
500 mil trabalhadores. As trs mais importantes 
empresas do grupo so a Mitsubishi Corporation, 
o Mitsubishi Bank e a Mitsubishi Heavy 
Industries. A origem do Grupo Mitsubishi remonta 
 poca anterior  Segunda Guerra Mundial, 
no Ziabatsu Mitsubishi, um poderoso conglomerado 
que iniciou sua trajetria entre 1870 
e 1880. Seu fundador chamava-se Y. Iwasaki, 
cuja famlia controlava a empresa (o grupo) por 
intermdio de uma holding. Inicialmente, o grupo 
se concentrava nas atividades de transporte 
martimo, financeira, cambial e de minerao. 
Mais tarde, passou  construo naval, montando 
estaleiros em Nagasaki, com subsdios governamentais. 
Durante a Segunda Guerra Mundial, 
o grupo produziu equipamentos blicos e 
deu sustentao aos dirigentes militares japoneses. 
Depois da guerra, as foras de ocupao 
tornaram a holding fora de lei (Lei Antimonoplio) 
e dissolveram os Zaibatsu, inclusive a Mitsubishi. 
Todas as empresas do grupo tornaram-
se independentes do ponto de vista legal, mas 
os vnculos pessoais entre seus dirigentes permaneceram, 
o que constituiu a base para a restaurao 
do grupo no ps-guerra. Os membros 
do grupo mantm laos de diversos tipos. Por 
exemplo, o Clube de Sexta-Feira (Kinyokai)  o 
momento mensal de encontro - na segunda 
sexta-feira de cada ms -, no qual os presidentes 
das trinta empresas mais importantes se encontram 
para trocar impresses. Nessas ocasi


es, eles se programam para que nenhum deles 
tome decises que possam afetar as demais empresas, 
alm de manter posse cruzada de aes 
para impedir as aquisies agressivas de alguma 
empresa do grupo por investidores de fora. O 
Mitsubishi Bank atua como a principal entidade 
financeira das empresas do grupo, proporcionando-
lhes a maior parte do financiamento necessrio. 
Veja tambm Keiretsu; Zaibatsu. 

GTC. Iniciais da expresso em ingls good'till 
canceled, que significa uma ordem de um cliente 
a um corretor, que deve permanecer vlida at 
ser executada ou cancelada. Veja tambm GTM; 
GTW. 

GTM. Iniciais da expresso em ingls good this 
month, que significa uma ordem dada por um 
cliente a um corretor, para comprar ou vender 
ttulos, que permanece vlida durante o ms em 
que foi emitida. Findo esse prazo, se no tiver 
sido executada, perde a validez, isto , estar 
automaticamente cancelada. Veja tambm GTC; 
GTW. 

GTW. Iniciais da expresso em ingls a good this 
week, que significa uma ordem de um cliente 
para seu corretor, a fim de comprar ou vender 
ttulos, vlida durante a semana na qual foi emitida. 
Findo este prazo, se a ordem no tiver sido 
executada estar automaticamente cancelada. 

GUARANI. Unidade monetria do Paraguai. 
Submltiplo: cntimo. 

GUARDIAN AD LITEM. Expresso em latim 
que significa a pessoa determinada por um tribunal 
para representar os interesses de um menor 
de idade num processo. 

GUDIN, Eugnio (1886-1986). Engenheiro e economista, 
o representante mais expressivo da escola 
monetarista neoliberal no Brasil. No incio 
do sculo, participou da construo de vrias 
estradas de ferro no Nordeste, a servio de companhias 
inglesas. Depois, voltou-se para a rea 
econmica, assumindo, em 1938, a ctedra de 
economia monetria e financeira na Faculdade 
de Cincias Econmicas da Universidade Federal 
do Rio de Janeiro. Delegado brasileiro  Conferncia 
Monetria de Bretton Woods (1944), foi 
diretor do Fundo Monetrio Internacional (FMI) 
e do Banco Mundial (Bird). Foi ministro da Fazenda 
no governo Caf Filho (1954), executando 
uma reforma cambial da qual fez parte a instruo 
113, da antiga Superintendncia da Moeda 
e do Crdito (Sumoc), que regulamentou a 
importao de bens de capital sem cobertura 
cambial pelas firmas estrangeiras. Posteriormente, 
foi um dos mais srios crticos do processo 
de industrializao por substituio de importaes 
nos governos Kubitschek e Goulart. Alm 



da intensa atividade jornalstica, escreveu: As 
Origens da Crise Mundial (1931), Capitalismo e sua 
Evoluo Monetria (1935), Princpios de Economia 
Monetria (1943) e Rumos da Poltica Econmica 
(1945). 

GUERRA DE PREOS. Competio entre duas 
ou mais empresas pela conquista de mercados, 
caracterizada pela baixa de preos at que as 
mais fracas se inviabilizem e saiam do mercado. 
Como, geralmente, nesses casos, o objetivo  eliminar 
a concorrncia, os preos caem muito, 
chegando a ficar abaixo dos custos durante um 
tempo maior ou menor. A empresa vencedora 
se compensa elevando, depois, substancialmente, 
seus preos, o que se torna mais fcil com o 
desaparecimento dos concorrentes ou com a reduo 
destes. Veja tambm Cutthroat Competition. 


GUILDA. Veja Corporao. 

GUINU. Moeda de ouro inglesa, emitida entre 
1663 e 1813. Em 1717, seu valor foi fixado em 
21 xelins, sendo ela, portanto, mais valiosa que 
a libra, cujo valor era de 20 xelins. Veja tambm 

Libra. 

GULD (EN). Antiga moeda alem e austraca, 
equivalente ao florim, subdividida em Kreutzers 
e Pfennings. 

GUNDER FRANK, Andr (1929- ). Economista 
alemo especializado no tema do subdesenvolvimento, 
que considera inerente ao sistema 
capitalista. Nascido em Berlim e educado nos 
Estados Unidos, Gunder Frank doutorou-se em 
economia em 1957 pela Universidade de Chicago, 
com uma dissertao sobre a agricultura sovitica. 
Lecionou cincias econmicas e sociais 
em diversas universidades norte-americanas e, 
em 1962, veio para a Amrica Latina, onde permaneceu 
durante quatro anos. Lecionou teoria 
sociolgica na Universidade de Braslia, desenvolvimento 
econmico na Universidade de Chicago 
e problemas do desenvolvimento latino-
americano na Universidade Nacional do Mxico. 
Suas obras estudam particularmente a relao 
entre o desenvolvimento do sistema capitalista 
em escala mundial e o subdesenvolvimento dos 
pases latino-americanos. Para Gunder Frank, o 
subdesenvolvimento na Amrica Latina  o resultado 
da participao do continente, durante 
vrios sculos, no processo de desenvolvimento 
capitalista em nvel mundial. Estudou particularmente 
a histria econmica e social do Brasil 
e do Chile e formulou a tese do "desenvolvimento 
do subdesenvolvimento". O trao caracterstico 
da economia desses pases seria dado 
pela posio que ocupam na relao "satlite-

GYOSEI SHIDO 

metrpole". Sua concluso  de que a causa do 
subdesenvolvimento no est em "instituies 
envelhecidas" ou na "falta de capital", mas sim 
no prprio desenvolvimento capitalista dos pases 
centrais e na absoro, por estes, do excedente 
econmico gerado nos pases perifricos. 
O desenvolvimento nos pases subdesenvolvidos 
no  visto como conseqncia da difuso 
do progresso, permitida pelo contato com pases 
desenvolvidos. Pelo contrrio, quando esses laos 
so mais fracos  que o desenvolvimento 
dos pases satlites ocorreria de maneira mais 
intensa. A tese da existncia do feudalismo na 
histria da Amrica Latina tambm  negada 
em seus escritos, tendo como conseqncia a impossibilidade 
de uma revoluo burguesa em 
pases que j so parte integrante do sistema 
capitalista mundial. Conclui pela necessidade e 
inevitabilidade da revoluo socialista como 
prximo estgio da histria da Amrica Latina. 
Entre suas obras, destacam-se: Capitalismo e Subdesenvolvimento 
na Amrica Latina - Estudos da 
Histria do Chile e do Brasil; Amrica Latina: Subdesenvolvimento 
ou Revoluo. Veja tambm Subdesenvolvimento. 


GUSHER. Denominao dada a um poo de petrleo 
que produz grandes quantidades, especialmente 
se o petrleo jorra, isto , no tem de 
ser bombeado. 

GYOSEI SHIDO. Expresso em japons cuja 
traduo literal corresponde a "induo administrativa" 
e que significa o processo mediante 

o qual os organismos governamentais japoneses 
obtm a adeso de indivduos e/ou empresas 
a polticas e prticas consideradas desejveis 
pelo governo. Embora no exista um vnculo 
legal que induza as empresas a seguir tais orientaes 
governamentais, algumas sanes informais 
so impostas quelas que no aderem voluntariamente. 
Essa prtica intervencionista no 
 nova no Japo, onde os burocratas tiveram 
sempre grandes poderes administrativos para 
inspirar e propor legislao que permitisse uma 
canalizao de esforos da sociedade - especialmente 
no campo econmico - para a realizao 
de grandes objetivos nacionais. Mas esta 
tendncia se manifestou de maneira especial depois 
da Segunda Guerra Mundial, durante a fase 
de reconstruo do pas, quando foram aprovados 
dispositivos legislativos permitindo ao governo 
determinar diretamente planos de investimentos 
para setores estratgicos, como o refino 
de petrleo, indstria naval e a marinha mercante, 
assim como planos de racionalizao de 
outros setores industriais. A induo administrativa 
 realizada concretamente por meio de 
vrios mecanismos de comunicao de diretri


GYSHA 

zes, sugestes, avisos, advertncias e estmulos, 
mas, geralmente, tais recomendaes so emanadas 
do Shingikai, isto , do Conselho Deliberativo 
Ministerial, que  uma diviso do poderoso 
Ministrio da Indstria e do Comrcio Internacional 
(Miti). A partir de 1970, a resistncia 
do setor empresarial  "induo administrativa" 
aumentou bastante, na mesma medida em que 
vrios setores se tornaram menos dependentes 
dos auxlios governamentais e que, mediante o 
incremento da produtividade, passaram a prescindir 
do forte protecionismo, que foi uma das 
caractersticas do desenvolvimento japons no 
ps-guerra. 

GYSHA. Termo em japons formado por gy 
(negcio, comrcio, profisso) e sha (homem, 
pessoa, partido), utilizado para diferenciar empresas 
privadas, cujo objetivo  o lucro, de organizaes 
governamentais ou instituies pblicas 
(sem objetivo de lucro). No passado, o 
termo era usado para designar os comerciantes 
que faziam negcios com o governo, e tinha uma 
certa conotao pejorativa. Atualmente, o termo 
 utilizado para designar at mesmo as maiores 
corporaes industriais comerciais ou financeiras, 
e, com o prefixo d (que significa "o mesmo"), 
perde qualquer conotao pejorativa. D-
Gysha significa simplesmente "empresa do 
mesmo ramo de negcios".

 H 


HAAVELMO, Trygve (1911- ). Nasceu na Noruega 
e se formou na Universidade de Oslo. Em 
1933, ingressou no Instituto de Economia, recm-
criado por Ragnar Frisch, como pesquisador-
assistente. As primeiras contribuies de 
Haavelmo ocorreram no campo da teoria economtrica, 
no tempo em que passou nos Estados 
Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial. 
Seu artigo na revista Economtrica (1943) foi o 
primeiro a considerar as implicaes estatsticas 
da simultaneidade dos modelos econmicos. 
Mais tarde, de volta  Noruega, Haavelmo se 
deslocou da econometria para a teoria econmica. 
Seu livro Study in the Theory of Economic Evolution 
(Estudos sobre a Teoria da Evoluo Econmica), 
1954,  uma ampla abordagem das contribuies 
que a economia analtica pode realizar 
para entender as desigualdades econmicas 
mundiais. Em Study in the Theory of Investment 

(Estudo Sobre a Teoria do Investimento), 1960, 
seu objetivo  proporcionar uma fundamentao 
microeconmica mais segura para a teoria macroeconmica 
da demanda de investimento. 

HABERLER, Gottfried (1900- ). Economista da 
escola neomarginalista austraca que reformulou 
a teoria dos custos comparados no comrcio internacional, 
ligando-a  moderna teoria do equilbrio 
geral. A teoria clssica baseava-se no valor-
trabalho. Com a crtica dessa teoria pela escola 
marginalista austraca, houve esvaziamento 
da teoria dos custos comparados no comrcio 
internacional e a necessidade de uma explicao 
mais precisa no enfoque da teoria marginalista 
do valor. Foi o que Haberler fez. Para isso, partiu 
das combinaes possveis de quantidades de 
dois bens que podem ser produzidos com quantidades 
especficas de fatores de produo, em 
um pas determinado. Formulou desse modo 
uma Curva de Substituio dos dois produtos, 
tambm chamada "curva de limite de produo 
possvel", que descarta toda referncia  teoria 
do valor-trabalho, considera simultaneamente 
vrios fatores de produo e permite indicar 
quais so os ganhos ou desvantagens obtidos 
no comrcio internacional. Haberler tambm escreveu 
sobre a teoria de transferncias internacionais 
de capital e de reparaes e sobre a teoria 
da paridade do poder de compra. Analisou as 
vantagens e desvantagens dos sistemas de cmbio 
fixo e flutuante. Sintetizou as principais teorias 
do ciclo econmico. Ao estudar o problema 
do nvel de preo e valor da moeda, adotou a 
medio de suas variaes pelo mtodo dos nmeros-
ndices. Foi professor nas universidades 
de Viena e Harvard e consultor da Liga das Naes 
e do Departamento do Tesouro dos Estados 
Unidos. Entre suas obras destacam-se ainda Der 
Sinn der Indexzahlen (O Significado dos Nmeros-
ndices), 1927; Der internationale Handel (O 
Comrcio Internacional), 1933; The Theory of International 
Trade, With its Application to Commercial 
Policy (A Teoria do Comrcio Internacional 
com Suas Aplicaes na Poltica Comercial), 
1936; Prosperity and Depression (Prosperidade e 
Depresso), 1937; e Economic Growth and Stability 
(Crescimento Econmico e Estabilidade), 1974. 

HABILITAO DE CRDITO. Veja Falncia. 

HABITAO DE INTERESSE SOCIAL. Denominao 
dada s moradias utilizadas em processos 
de desfavelizao e de pequenas dimenses 
(at cerca de 40 m2), geralmente financiadas 
com recursos pblicos a fundo perdido. Veja 
tambm Fundo Perdido; Operaes Interligadas. 

HALRU. Veja Coroa. 

HALF CROWN. Literalmente, "meia coroa", 
denominao dada a uma moeda de prata in




glesa de valor igual a 2,5 xelins, cunhada a partir 
de 1551. Em 1971, quando a cunhagem decimal 
foi implantada no Reino Unido, esta moeda deixou 
de ser cunhada. Veja tambm Cunhagem 
Decimal. 

HAMBURGUS. Veja Mtodo Hamburgus. 

HAMMERED. Termo em ingls que, literalmente, 
significa "martelado", e que, no jargo das 
Bolsas de Valores, significa que uma empresa 
de corretagem perdeu seus direitos de operar 
nessas Bolsas devido a sua incapacidade de saldar 
compromissos com credores ou com outras 
firmas de corretagem. A denominao vem do 
fato de que o anncio da suspenso  feito depois 
que o golpe de um martelo de madeira pede 
silncio aos operadores. Veja tambm Hammering 
the Market. 

HAMMERING THE MARKET. Expresso em 
ingls que, literalmente, significa "martelar o 
mercado". Aplicada no mercado de aes, caracteriza 
uma situao em que os especuladores 
realizam vendas macias de aes por acreditar 
que os preos esto inflados e que  iminente 
uma baixa nas cotaes, e portanto, que  o momento 
para a realizao de lucros. Veja tambm 

Realizao de Lucros. 

HAND. Termo em ingls que significa literalmente 
"mo" e que, aplicado como unidade de 
medida de comprimento ou de altura,  equivalente 
a 4 polegadas.  utilizado principalmente 
(nos Estados Unidos) para a medida da altura 
de cavalos. 

HANSEN, Alvin (1887-1975). Nasceu nos Estados 
Unidos e formou-se pela Universidade de 
Wisconsin, em 1919. Seus primeiros trabalhos 
versaram sobre as questes dos movimentos cclicos 
da economia: Cycle of Prosperity and Depression 
(Ciclos de Prosperidade e Depresso), 
1921, e Business Cycle Theory (Teoria do Ciclo 
Econmico), 1927. Mais tarde, iniciou seus trabalhos 
em Harvard, ao mesmo tempo que era 
editada a Teoria Geral de Keynes. Hansen tornou-
se um dos principais expositores das idias 
de Keynes nos Estados Unidos. Ajudou tambm 
a formar, por intermdio do Seminrio de Poltica 
Fiscal, em Harvard, uma gerao de economistas 
especializados em poltica econmica. 
Dessa poca datam os trabalhos mais importantes 
de Hansen, como Full Recovery and Stagnation 
(Recuperao Total e Estagnao), 1938; Fiscal 
Policy and Business Cycles (Poltica Fiscal e Ciclos 
Econmicos), 1941; e Business Cycle and National 
Income (Ciclos Econmicos e Renda Nacional), 
1951; mais tarde, elaborou um livro-texto muito 
utilizado: A Guide to Keynes (Um Guia para Keynes), 
1953. A temtica central dessas obras  o 
desemprego causado pela incapacidade do in-

HARROD, Roy Forbes 

vestimento privado absorver toda a poupana 
gerada num nvel de pleno emprego. Como isso 
no poderia ser alcanado com os instrumentos 
da poltica monetria, s a expanso da poltica 
fiscal poderia aproximar os nveis de poupana 
e investimento. Assim, o objetivo central do pleno 
emprego necessitava de uma poltica fiscal 
e oramentria para ser concretizado. A experincia 
econmica do ps-guerra, no entanto, 
mostrou que eram necessrios, alm dos instrumentos 
fiscais, aqueles da poltica monetria, 
para obter o pleno emprego. Hansen, pragmaticamente, 
apoiou a sntese neoclssica de meados 
da dcada de 60. 

HAO. Veja Dong. 

HARD CASH. Veja Soft Money. 

HARD CURRENCY. Veja Hard Money. 

HARD MONEY (Hard Currency). Expresso 
em ingls que significa literalmente "moeda 
dura", isto , moeda forte na qual todos confiam, 
no apenas em mbito nacional, mas tambm 
internacional, como acontece especialmente com 

o dlar dos Estados Unidos e tambm, em menor 
escala, com o franco suo, a libra inglesa e 
o marco alemo. Hard Money significa tambm 
moeda metlica de ouro ou prata (mas 
especialmente de ouro), em oposio ao papel-
moeda, considerado soft money. Veja tambm 
Soft Currency. 

HARD SPOT. Expresso do mercado de aes 
utilizada para indicar uma ao que se destacou 
no prego, por sua firmeza ou estabilidade, 
quando todas as demais aes tiveram cotaes 
fracas e oscilantes. 

HARDWARE. Termo em ingls que designa o 
conjunto dos componentes eletrnicos, dos terminais 
e perifricos de um computador, como 
impressora, leitora de cartes, microfone, vdeo, 
scanner etc. Veja tambm Software. 

HARROD, Roy Forbes (1900-1978). Economista 
ingls que, baseado em Keynes, procurou demonstrar, 
por meio de um modelo puramente 
abstrato, as condies tericas do crescimento 
equilibrado da economia capitalista. Apresentou 
sua teoria no artigo "An Essay in Dynamic Theory" 
("Um Ensaio sobre Teoria Dinmica"), 1939, 
e a desenvolveu no livro Towards a Dynamic Economy 
(Para uma Economia Dinmica), 1948. O 
modelo de Harrod baseia-se na igualdade keynesiana 
entre poupana e investimento. Considera 
ainda o coeficiente capital/produto (nmero 
de unidades de capital necessrias  elaborao 
de uma unidade do produto) e a propenso 
 poupana; e pressupe que o nico fator 
de produo  o capital, sendo que o fator tra




HARROD-DOMAR 

balho se associa a ele em propores predeterminadas, 
e que o crescimento demogrfico influi 
apenas sobre o crescimento da renda per capita. 
De modo geral, o modelo de crescimento equilibrado 
tenta demonstrar que, se a quantidade 
de dinheiro poupada pelos consumidores for 
igual  quantidade investida pelas empresas em 
cada perodo, a economia tender a crescer a 
uma taxa adequada; e essa taxa ser determinada 
pela propenso marginal  poupana e 
pelo incremento da taxa de investimento do capital. 
O modelo de Harrod seria complementado 
pelo de E.R. Domar, e sua anlise ps-keynesiana 
de crescimento teria continuidade nas 
obras de Kaldor e Robinson. Entre outras obras, 
Harrod escreveu International Economics (Economia 
Internacional), 1933; The Life of John Maynard 
Keynes (A Vida de John Maynard Keynes), 1951; 
Policy against Inflation (Poltica contra a Inflao), 
1958; Reforming the World's Money (Reformando 

o Dinheiro Mundial), 1965; Towards a New Economic 
Policy (Para uma Nova Poltica Econmica), 
1967; Dollar-Sterling Collaboration (A Colaborao 
entre o Dlar e a Libra Esterlina) 1968; 
e Money (Dinheiro), 1969. 
HARROD-DOMAR. Veja Modelo Harrod-Domar. 


HARSANYI, JOHN (1920- ). Nascido em Budapeste 
(Hungria) e naturalizado norte-americano, 
Harsanyi foi professor da Universidade 
da Califrnia e obteve o Prmio Nobel de Economia, 
em 1994, por seus trabalhos sobre a Teoria 
dos Jogos. Veja tambm Teoria dos Jogos. 

HAWTREY, Ralph George (1879-1975). Economista 
ingls, terico do ciclo econmico sob o 
enfoque da escola do equilbrio monetrio. Estudando 
a questo monetria aps a Primeira 
Guerra Mundial, ressaltou a influncia dos juros 
sobre as diversas fases do ciclo. A quantidade 
de dinheiro que os consumidores e investidores 
esto dispostos a poupar ou despender seria determinada 
pela taxa de juros. As flutuaes econmicas 
dependeriam das variaes na quantidade 
de dinheiro disponvel, especialmente o 
crdito bancrio. Os bancos centrais, aps certo 
tempo, teriam de conter o volume do crdito 
para manter sua liquidez; assim, os empresrios 
tambm teriam de conter sua atividade, e haveria 
um freio  expanso econmica. Entre as 
obras de Hawtrey destacam-se Good and Bad Trade 
(Bom e Mau Negcio), 1913, e Currency and 
Credity (Dinheiro e Crdito), 1919. 

HAYEK, Friedrich August von (1899-1992). Economista 
austraco, naturalizado ingls, representante 
da corrente neoliberal, contrria a qualquer 
interveno do Estado na economia. Ganhador 
do Prmio Nobel de Economia de 1974, 

juntamente com Gunnar Myrdal. Membro da escola 
austraca neomarginalista, Hayek refundiu 
a teoria do ciclo econmico de Von Mises, integrando-
a  teoria do capital de Bhm-Bawerk 
e desenvolvendo um sistema terico para a anlise 
das modificaes na estrutura de produo, 
de acordo com as flutuaes do nvel geral da 
atividade econmica. Ao estudar as flutuaes 
das atividades econmicas, Hayek deu nfase 
especial s despropores que ocorrem entre os 
ramos da produo, particularmente aqueles 
que se relacionam com a construo e a produo 
de bens de capital, e os que produzem bens 
de consumo. Entre outras obras, escreveu: Monetary 
Theory and the Cyele (Teoria Monetria e 

o Ciclo Econmico), 1929; Prices and Production 
(Preos e Produo), 1931; Profits, Interest, Investment 
(Lucros, Juros e Investimento), 1939; The 
Pure Theory of Capital (A Teoria Pura do Capital), 
1941; The Road to Serfdom (O Caminho da Servido), 
1944; Individualism and Economic Order 
(O Individualismo e a Ordem Econmica), 1948; 
The Constitution of Liberty (A Constituio da Liberdade), 
1961; Law, Legislation and Liberty (Lei, 
Legislao e Liberdade), trs volumes, 1973; e 
Denationalization of Money (Desnacionalizao do 
Dinheiro), 1976. 
HBR. Iniciais de Harvard Business Review, revista 
editada pela Harvard Business School (Escola 
de Administrao de Harvard). 

HEAD GAMES. Veja Mind Games. 

HEAD-HUNTER. Expresso em ingls que significa 
literalmente "caador de cabea". Aplicada 
ao mundo empresarial, designa a pessoa ou 
representante de uma empresa especializada em 
identificar, selecionar e recrutar para terceiros 
os executivos, administradores e cientistas mais 
talentosos e capazes para desempenhar determinadas 
funes, geralmente de alta gerncia, 
em empresas determinadas. Esta tcnica  utilizada 
de preferncia colocando-se anncios em 
jornais, pois, geralmente, os profissionais selecionados 
j esto trabalhando. Por se tratar de 
uma transferncia de uma empresa para outra, 
em geral acompanhada de uma melhoria salarial, 
aqueles que se encontram nesse caso preferem 
se transferir com a mxima discrio, isto 
, sem correr o risco de manifestar um pretenso 
descontentamento com a empresa onde esto 
trabalhando. 

HECKSCHER, Eli Filip (1879-1952). Economista 
sueco, estudioso da poca mercantilista. Enunciou 
o princpio, desenvolvido por seu discpulo 
Bertil Ohlin (1899-1979), que explica o comrcio 
internacional a partir da abundncia ou da raridade 
relativa dos fatores de produo nos pases: 
os pases tenderiam a exportar os bens para 



a produo dos quais contam com abundncia 
de fatores. Heckscher enunciou pela primeira 
vez esse princpio num artigo publicado em 1919 
e reimpresso na obra coletiva Readings in the 
Theory of International Trade (Leituras sobre a 
Teoria do Comrcio Internacional), 1949. Em 
1931, publicou Mercantilism (Mercantilismo), em 
dois volumes, considerada uma obra de consulta 
obrigatria sobre as teorias e polticas da era 
mercantilista. Heckscher tambm desenvolveu 
trabalhos na rea da estatstica e sobre movimentos 
populacionais na Sucia. Escreveu ainda 

The Continental System: An Economic Interpretation 
(O Sistema Continental: Uma Interpretao 
Econmica), 1922, e An Economic History of Sweden 
(Uma Histria Econmica da Sucia), 1954. 
Veja tambm Mercantilismo. 

HECKSCHER-OHLIN, Princpio. Veja Heckscher, 
Eli Filip; Ohlin, Bertil Gotthard. 

HECKSCHER-OHLIN THEOREM. Veja Teorema 
de Heckscher-Ohlin. 

HEDGE. Termo em ingls que significa "salvaguarda". 
 um mecanismo utilizado por operadores 
do mercado financeiro e de commodities 
para se resguardarem de uma flutuao de preos. 
 comum, por exemplo, que operadores do 
mercado de commodities atuem tambm no mercado 
a termo, de tal forma que a baixa de preos 
num destes mercados atue no sentido negativo 
numa das operaes, mas positivo em outra. Vejamos 
o exemplo de um operador da Bolsa de 
Cereais que compra soja spot (entrega imediata) 
e vende para entrega futura. Suponhamos que 
este operador compre, no dia 1 de maio, 10 mil 
sacas de soja ao preo de 12,75 dlares cada saca 
na Bolsa de So Paulo, o que equivale a 127 500 
dlares. Desejando proteger-se contra flutuaes 
no preo da soja, vende nesse mesmo dia na 
Bolsa de Chicago 10 mil sacas de soja a futuro 
por 12,95 dlares, o que equivaleria a um total 
de 129 500 dlares. Nesta operao haveria um 
ganho bruto de 2 mil dlares. No entanto, as 
operaes de hedge devem ser entendidas numa 
seqncia, pois as flutuaes de preos no presente 
e no futuro obrigam um operador a constituir 
salvaguardas ao longo do tempo; e, em 
algumas destas operaes, ele pode at mesmo, 
acusar perdas. Assim, continuando com nosso 
exemplo, se o preo a futuro baixasse (situando-
se em 12,65 dlares), este operador poderia 
vender 5 mil sacas de soja a um produtor de 
leo por um preo 10 centavos menor do que 

o preo futuro e, portanto, a 12,55 dlares, e, 
para proteger-se desta venda, comprar 5 mil sacas 
de soja no mercado futuro a 12,65 dlares, 
acusando, nesse caso, uma perda de 63 250 - 
62750 = 500 dlares. No final dessas duas operaes 
de hedging, o ganho do operador seria o 
HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich 

que obteve na primeira operao (dois mil dlares) 
menos o que perdeu na segunda (500 dlares). 
O resultado final nesse caso seria de 1 
500 dlares. As operaes de Hedge no tm 
por finalidade obter lucros com as sucessivas 
operaes de compra e venda de commodities, 
ttulos etc., mas sim permitir aos operadores defesas 
e proteo contra as flutuaes de preo 
que essas mercadorias sofrem no decorrer do 
tempo. Veja tambm Spot. 

HEDGING. Termo em ingls que designa a prtica 
do hedge. Veja tambm Hedge. 

HEDONISMO. Concepo fundamental para o 
desenvolvimento do pensamento econmico e 
da formulao de teorias econmicas desde a 
poca dos fisiocratas, que consiste em todo comportamento 
humano como sendo naturalmente 
dirigido no sentido de assegurar o mximo de 
satisfao e prazer ou o mnimo de sacrifcio. 

HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich (1770-1831). 

O mais importante filsofo alemo da primeira 
metade do sculo XIX. Esforou-se por unificar 
todo o conhecimento num vasto sistema lgico 
e racional, com o objetivo de apreender o real 
em sua totalidade. Uma das preocupaes de 
Hegel foi a de eliminar a distncia que, na concepo 
de seus antecessores, separava o ser do 
conceito. Assim, Fichte e Schelling haviam concludo 
que o ser s se determina na oposio e 
na luta com seu oposto. De Fichte, Hegel aceita 
a noo de dialtica como processo de afirmao, 
negao e negao da negao, isto , sntese; 
e de Schelling, a noo de idealismo objetivo 
e da identidade do sujeito e do objeto na 
conscincia do absoluto. Hegel leva s ltimas 
conseqncias o "trabalho do negativo", concluindo 
que o conceito  um conhecimento do 
ser, que se cumpre como um retorno a si, depois 
da sada de si e da exteriorizao na natureza. 
Essa idia  central no sistema de Hegel e justifica 
as divises de sua filosofia em: fenomenologia 
do esprito, na qual a conscincia se eleva 
progressivamente das formas elementares de 
sensao at a cincia; lgica, que estuda o ser, 
a essncia e o conceito; filosofia da natureza, que 
apresenta o momento em que o esprito se torna 
estranho a si mesmo, alienando-se em natureza; 
e filosofia do esprito, que descreve o retorno do 
esprito a si, por meio do direito, da moral, da 
religio e, finalmente, da filosofia. Segundo Hegel, 
a filosofia atinge as coisas, a natureza e a 
histria em sua verdade, ou seja,  vista como 
momentos de realizao de um esprito que, por 
meio deles, toma conscincia de si. Esse processo 
leva  transformao dos dados dos sentidos em 
pensamento, conduz da individualidade  universalidade. 
E sua realizao  marcada pelo rit




HEINRICH'S LAW 

mo ternrio da dialtica: a realidade  posta em 
si (tese), em seguida manifesta-se fora de si (anttese) 
para, finalmente, retornar a si (sntese). 
Para Hegel, o esprito absoluto realiza-se gradativamente 
atravs da histria, assumindo a 
forma de esprito objetivo (arte, cincia, religio 
e demais criaes humanas). A verdade seria, 
assim, historicamente determinada, correspondendo 
a cada uma das fases do desenvolvimento 
do esprito e contendo em si o germe da contradio. 
A identidade entre o real e o racional 
faz com que a compreenso do real - basicamente 
histrica - somente possa ser construda 
por meio de uma lgica dialtica, movida pela 
idia de negao determinada. O final do processo 
em que o absoluto se relativiza em histria 
seria a liberdade absoluta: por intermdio da 
conscincia filosfica, o esprito absoluto torna-
se autoconscincia. No plano poltico, essa culminao 
 identificada por Hegel com a criao 
do Estado prussiano. O hegelianismo foi o ltimo 
dos grandes sistemas filosficos do Ocidente, 
exercendo decisiva influncia nas cincias 
sociais, no marxismo, no existencialismo e em 
algumas correntes do pensamento cristo. Obras 
principais: Die Phnomenologie des Geistes (A Fenomenologia 
do Esprito), 1807; Wissenschaft der 
Logik (A Cincia da Lgica), 1812-1816; e Encyclopdie 
der philosophischen Wissenschaften (Enciclopdia 
das Cincias Filosficas), 1817. Veja 
tambm Marxismo. 

HEINRICH'S LAW. Sistematizao estatstica 
sobre acidentes de trabalho na indstria, segundo 
a qual a cada morte de trabalhador por acidente 
correspondem, em mdia, 29 que foram 
feridos pela mesma causa e trezentos que ficaram 
expostos ao acidente e, por pouco, no foram 
vtimas dele. 

HERANA. Conjunto de bens que, aps a morte 
de seu proprietrio, se transmite a seus sucessores. 
Pode ser testamentria (quando disposta 
pelo falecido por via de testamento), legal (a 
que cabe ao herdeiro por fora de lei), jacente 
(aquela cujos herdeiros so desconhecidos) e vacante 
(a que  reconhecida pela autoridade judicial 
como no tendo herdeiros e que, portanto, 
passa ao domnio do Estado). 

HERSTATT. Veja Quebra do Herstatt. 

HETEROCEDASTICIDADE. Conceito de estatstica 
que designa uma distribuio de freqncia 
em que todas as distribuies condicionadas 
tm desvios-padro (afastamentos) diferentes. 
Veja tambm Desvio-padro. 

HICKS, John Richard (1904-1989). Economista 
ingls da corrente marginalista contempornea, 

terico do valor subjetivo e do equilbrio econmico 
geral. Professor na Universidade de Oxford 
(1952-65), recebeu o Prmio Nobel de Economia 
de 1972 (com Kenneth Arrow). Num artigo 
de 1934, junto com R.G. Allen, "A Reconsideration 
of the Theory of Value" ("Uma Reconsiderao 
da Teoria do Valor"), Hicks iniciou 
uma nova exposio de Marshall, utilizando-se 
do conceito de curvas de indiferena de Pareto. 
O artigo foi ampliado em seguida em sua obra 
mais importante, Value and Capital (Valor e Capital), 
1939, em que procura realizar uma exposio 
definitiva da teoria do valor subjetivo e 
da teoria marginalista do equilbrio geral. Hicks 
tenta demonstrar as deficincias da verso de 
Marshall da conduta do consumidor e mostrar 
que o mtodo de Pareto permite super-las, desenvolvendo 
e complementando o prprio mtodo 
das curvas de indiferena. Argumenta que 
a teoria de Marshall continua baseando-se nos 
conceitos de utilidade decrescente, embora desde 
a obra de Menger se negasse a possibilidade 
de medir a utilidade. Segundo Hicks, a anlise 
das curvas de indiferena permite superar essa 
dificuldade, proporcionando um sistema de 
equilbrio que exige menos dados que o mtodo 
da utilidade marginal. Assim, em vez do princpio 
da utilidade decrescente, Hicks utiliza o 
que chama de "taxa marginal de substituio", 
que mede uma srie de combinaes de quantidades 
entre duas mercadorias mais ou menos 
preferidas ou indiferentes ao consumidor. Na 
obra A Contribution to the Theory of the Trade Cycle 
(Uma Contribuio  Teoria do Ciclo Econmico), 
1950, Hicks elaborou uma teoria baseada 
na distino entre investimento induzido (do 
tipo interno), dirigido pelo desenvolvimento 
normal do crescimento econmico, e investimento 
autnomo (de origem externa), demonstrando, 
por meio de modelos matemticos, como 

o princpio do acelerador pode levar a vrios 
tipos de flutuaes. Entre suas obras destacam-
se ainda The Theory of Wages (A Teoria dos Salrios), 
1932; A Revision of Demand Theory (Uma 
Reviso da Teoria da Demanda), 1956; Capital 
and Growth (Capital e Crescimento), 1965; Critical 
Essays in Monetary Theory (Ensaios Crticos sobre 
a Teoria Monetria), 1967; A Theory of Economic 
History (Uma Teoria da Histria Econmica), 
1969; The Crisis of Keynesian Economics (A crise 
da Economia Keynesiana), 1975, e Capital and 
Time: A Neo-Austrian Theory (Capital e Tempo: 
Uma Teoria Neo-austraca), 1976. 
HIFO. Termo constitudo das iniciais das expresses 
highest in, first out ("o mais alto a entrar, 

o primeiro a sair"), que designa um sistema para 
determinar o custo das primeiras peas que es


to sendo fabricadas, em funo dos preos mais 
elevados do que se tem em estoque nos armazns. 


HIGH FARMING. Expresso em ingls que designa 
a forma de desenvolvimento da agricultura 
durante o sculo XIX, isto , uma agricultura 
organizada com uma clara separao entre 
as funes de direo e de execuo do processo 
produtivo, e na qual apareciam claramente as 
figuras do capitalista agrrio (arrendatrio), do 
proprietrio de terras (rentista) e do trabalhador 
assalariado agrcola. Este modelo de desenvolvimento 
da produo agrcola, pela eficincia 
em termos de produtividade que apresentava, 
chegou a influenciar - durante o sculo XIX - 
pases como a Frana e o Japo, onde predominava 
o sistema campons e os arrendamentos 
eram geralmente no-capitalistas. 

HIGH POWERED MONEY. Expresso em ingls 
correspondente a "base monetria". Veja 

Base Monetria. 

HIGH-TECH. Contrao da expresso, em ingls, 
high technology, que significa literalmente 
"tecnologia avanada". Em geral, aplica-se aos 
processos e produtos novos que representam e 
incorporam os processos tecnolgicos mais 
avanados e desenvolvidos. 

HIGHEST AND BEST USE. Expresso em ingls 
utilizada no mercado imobilirio norte-
americano na avaliao de um terreno. Por este 
conceito, entende-se que um terreno urbano 
deva ser avaliado pelo seu mximo e mais eficiente 
aproveitamento, independentemente do 
uso que tal terreno tenha no momento da avaliao. 
Em termos financeiros, este conceito est 
relacionado com a utilizao da qual resultaria 

o mximo retorno lquido do investimento que 
for realizado no mencionado terreno. Veja tambm 
Appraisal. 
HILDEBRAND, Bruno (1812-1878). Economista 
alemo da primeira escola histrica. Inspirou-
se na filosofia histrica e negou a pretenso dos 
partidrios da escola clssica, que afirmavam ter 
encontrado as leis da economia natural, vlidas 
em todos os tempos e para todos os pases. Com 
Hildebrand, a escola histrica alem tornou-se 
mais explicativa e assumiu uma posio mais 
consistente em oposio ao pensamento clssico. 
Ele ops-se  idia de que  possvel descobrir 
a "fisiologia" da vida econmica e separou os 
problemas prticos de poltica econmica da 
anlise terica, concentrando-se nesta ltima. 
Props-se a estudar a evoluo econmica da 
humanidade para chegar a uma histria econmica 
da cultura, desenvolvida junto com outros 

HIPERINFLAO 

ramos da histria e da estatstica. Estudando o 
processo do desenvolvimento econmico, distinguiu 
nele trs estgios: economia natural, economia 
do dinheiro e economia do crdito. Sua 
principal obra, Die Nationalkonomie der Gegenwant 
und Zukunft (A Economia Poltica do Presente 
e do Futuro), 1848,  uma oposio mais 
trabalhada ao pensamento genrico da escola 
clssica e marca a segunda fase da primeira escola 
histrica alem. Hildebrand tambm desenvolveu 
trabalhos no campo da estatstica e fundou 
o Centro de Estatstica da Turngia. 

HILFERDING, Rudolf (1877-1941). Economista 
e poltico marxista alemo, embora nascido 
na ustria, um dos pioneiros na anlise do capitalismo 
monopolista. Foi professor da escola 
de quadros do Partido Social Democrata da Alemanha 
e editor do jornal partidrio Vorwrts 
(1907-1915). A partir da Primeira Guerra Mundial, 
tornou-se um dos mais destacados tericos 
do socialismo reformista, ocupando, em 1923 e 
1928-1929, o Ministrio das Finanas da Repblica 
de Weimar. Exilou-se em 1933 e foi assassinado 
na Frana pelos nazistas, em 1941. Em 
sua crtica ao capitalismo, Hilferding demonstrou 
como a concentrao do capital conduziu 
a um papel decisivo dos bancos no processo de 
crescimento industrial, fenmeno que no se 
manifestara ainda nas condies do capitalismo 
concorrencial observado por Marx. O novo estgio 
do capitalismo, na viso de Hilferding, caracterizava-
se pela hegemonia do "capital controlado 
pelos bancos e utilizado pelos industriais". 
Antes da publicao de O Capital Financeiro, 
1910, Hilferding destacou-se como competente 
discpulo de Marx ao rebater as crticas 
feitas por Bhm-Bawerk a possveis contradies 
entre o Livro Primeiro e o Livro Terceiro 
de O Capital, nas passagens em que Marx trata 
da troca de equivalentes, isto , sobre a questo 
dos preos e suas relaes com a teoria do valor-
trabalho. Essa resposta recebeu a denominao 
de A Crtica de Bhm-Bawerk a Marx (1904). 

HIPRBOLE. O grfico de uma funo do tipo 
Y = a+bx-c, onde c  uma constante positiva. 
Estas funes so geralmente utilizadas para 
representar curvas de demanda, dada a equao 
de suas propriedades tericas. O caso especial 
da hiprbole retangular, cuja equao  Y = bx-1 
= b/x, resultar numa curva de demanda (se Y 
corresponder s quantidades e x aos preos), 
com elasticidade-preo constante e igual a -1. 

HIPERINFLAO. Caso especial de inflao 
galopante, em que os preos aumentam tanto 
(em geral por uma expanso substancial dos 
meios de pagamento) que as pessoas no pro




HIPERINVESTIMENTO 

curam reter dinheiro, mesmo por poucos dias, 
em razo da rapidez com que diminui seu poder 
de compra. Cai assim a confiana dos agentes 
econmicos na estabilidade da moeda e eles procuram 
gast-la o mais rapidamente possvel. 
Isso provoca um aumento na velocidade de circulao 
da moeda e acelera ainda mais o aumento 
dos preos. O mais famoso caso de hiperinflao 
(um trilho por cento entre agosto 
de 1922 e novembro de 1923) ocorreu na Alemanha, 
aps a Primeira Guerra Mundial. Veja 
tambm Inflao. 

HIPERINVESTIMENTO. Situao na qual os 
nveis de investimento realizados ou projetados 
para uma economia superam seu nvel de poupana 
e requerem formas especiais de financiamento, 
seja mediante poupanas externas ou de 
processos inflacionrios mais ou menos agudos. 
Veja tambm Investimento. 

HIPOTECA. Garantia de pagamento de uma dvida 
dada sob a forma de um bem imvel (com 
exceo de navios e avies, que tambm podem 
ser hipotecados). Embora conserve a posse do 
bem, o devedor s readquire sua propriedade 
aps o pagamento integral da dvida. Se a dvida 
no for paga, ou se s for paga uma parte dela, 
ao fim do prazo contratado, o credor pode executar 
a hipoteca, assumindo a propriedade total 
do bem. 

HIPTESE DA EFICINCIA ESPECULATIVA. 
A proposio emprica de que os preos a 
futuro ou a termo no representam outra coisa 
que no os preos spot esperados. 

HIPTESE DE BERNOULLI. Soluo proposta 
pelo matemtico Daniel Bernoulli, durante o 
sculo XVIII, ao Paradoxo de So Petersburgo. 
O problema consistia em explicar por que os 
indivduos se negavam a apostar somas muito 
elevadas no seguinte jogo: lana-se uma moeda 
at que d, por exemplo, coroa. Se der coroa no 
segundo lanamento, o jogador recebe como 
prmio 22 unidades (monetrias) como prmio. 
Se der coroa no terceiro lanamento, o prmio 
ser equivalente a 23 unidades monetrias. Se 
der coroa no quarto lanamento, o prmio ser 
24 e assim sucessivamente. A soma das probabilidades 
da ocorrncia de prmios seria a unidade, 
mas, para um nmero infinito de lanamentos, 
o valor esperado de prmios  infinito. 
Dessa forma, seria lgico esperar que os jogadores 
apostassem grandes somas de dinheiro 
nesse jogo. Para explicar por que isso no acontecia, 
Bernoulli argumentava que os jogadores 
estavam menos interessados na recompensa monetria 
do que na utilidade de tal recompensa. 
Assumindo a hiptese da utilidade marginal de


crescente da renda (antecedendo portanto o pensamento 
dos economistas marginalistas do sculo 
XIX), Bernoulli mostrou que, embora o jogo 
tivesse um valor esperado do prmio infinito, 
tinha um valor esperado finito da utilidade. A 
hiptese , portanto, de grande interesse como 
a primeira tentativa de substituir a maximizao 
da utilidade por algum objetivo de ganhos monetrios 
inferiores num contexto de risco e incerteza. 
Veja tambm Bernoulli, Famlia; Paradoxo 
de Allais. 

HIPTESE DE STUDENT. Na anlise estatstica, 
 a hiptese relativa ao valor de um parmetro 
de uma populao normal cuja varincia 
no se especifica, usando-se ento uma sua estimativa. 


HIPTESE DO CICLO DE VIDA. Hiptese de 
que os indivduos (famlias) consomem uma 
parte constante do valor presente de sua renda, 
durante seu tempo de vida, em cada perodo 
desta. Esta proporo depender dos gastos e 
preferncias de cada consumidor, mas na medida 
em que a distribuio da populao por 
idade e renda  mais ou menos constante, estas 
funes individuais de consumo podem ser 
agregadas para formar uma funo de consumo 
agregada. De acordo com essa hiptese, uma 
amostra aleatria de domiclios segundo nvel 
de renda apresentaria um nmero desproporcionalmente 
grande de pessoas de meia-idade 
na faixa superior dos nveis de renda, e um nmero 
desproporcionalmente grande de jovens e 
idosos na faixa inferior. Domiclios "jovens" e 
"idosos" tm uma elevada propenso a consumir, 
ou rendimentos presentes, ou poupanas. 
Os domiclios jovens tomam emprstimos para 
consumir no presente e pagar com renda futura, 
e os domiclios idosos consomem suas poupanas 
acumuladas no passado. Em contraste, os 
domiclios de "meia-idade" ou esto pagando 
suas dvidas contradas anteriormente, ou esto 
poupando para a velhice, e, portanto, tm uma 
baixa propenso mdia a consumir. Conseqentemente, 
os domiclios de baixa renda possuem 
uma propenso mdia a consumir muito elevada, 
acontecendo o contrrio com os de renda 
elevada. Uma vez que as rendas do trabalho (salrios) 
primeiro aumentam e depois diminuem, 
nesta trajetria de longo prazo, a propenso mdia 
a consumir variar inversamente em relao 
 renda, no transcorrer do ciclo econmico, como 
sugerido pela funo consumo de curto prazo. 

HIPTESE DO CONGESTIONAMENTO 
(Crowding Hypothesis). Concepo desenvolvida 
nos Estados Unidos de que barreiras  entrada 
e imperfeies informacionais (desequil




brios de informao) fariam com que certos grupos 
(por exemplo, mulheres e negros) se concentrassem 
em certo tipo de atividade, dedicando-
lhe sua fora de trabalho e fazendo com que 
os salrios cassem, determinando um nvel salarial 
menor nelas do que nas demais. 

HIPTESE DO MERCADO DE TRABALHO 
DUAL. Hiptese segundo a qual o mercado de 
trabalho estaria dividido em dois setores, o primrio 
e o secundrio. Os bons empregos, isto 
, aqueles que proporcionam bons salrios, perspectivas 
de promoo, segurana, benefcios e 
vantagens, constituiriam o setor primrio; e os 
empregos ruins, destinados aos que no conseguem 
entrar no primeiro, constituiriam o setor 
secundrio. Neste ltimo, os salrios seriam formados 
pela competio e existiriam postos de 
trabalho para todos. A entrada no setor primrio 
no se daria tanto pela falta de capital humano 
e treinamento, mas por fatores institucionais 
como a discriminao, a prtica restritiva de sindicatos 
e pela simples escassez relativa de empregos 
bem remunerados. A soluo para o problema 
no adviria apenas pela remoo dos obstculos 
institucionais, mas tambm pela criao 
de empregos mais bem remunerados. Esta concepo 
entra em choque com a viso neoclssica, 
que interpreta as desvantagens no mercado 
como um resultado de deficincias nos investimento 
em capital humano. Veja tambm Capital 
Humano. 

HIPTESE DO MERCADO EFICIENTE. A formulao 
central desta hiptese  que os preos 
das aes nas Bolsas de Valores tm um movimento 
aleatrio. A anlise do movimento dos 
preos durante um perodo longo confirma este 
movimento, na medida do grau de correlao 
encontrado nestes movimentos. Os proponentes 
destas formulaes consideram, portanto, que 
as abordagens da Anlise Fundamental e da 
Anlise Tcnica so de pouca valia para a previso 
dos futuros movimentos dos preos das 
aes, pois se baseiam em dados do passado, 
cujas flutuaes foram aleatrias. Esta concepo 
do comportamento do mercado se baseia 
nas seguintes premissas: 1) existem inmeros 
participantes num mercado eficiente; 2) todos 
tm acesso s informaes relevantes que afetam 
os preos das aes; 3) estes participantes competem 
livremente e em igualdade de condies 
pelas aes no mercado de tal forma que as cotaes 
das mesmas refletem seus valores (patrimoniais). 
Neste contexto, e na medida em que 
novas informaes surgem aleatoriamente, seus 
reflexos nos preos fazem com que estes tambm 
se comportem aleatoriamente. Na mesma medida 
em que os adeptos desta concepo criti-

HISTOGRAMA 

cam os adeptos da Anlise Tcnica e da Anlise 
Fundamental, estes tambm desfecham suas crticas 
queles que acreditam na Hiptese do Mercado 
Eficiente. Em outras palavras, as cotaes 
das aes nas Bolsas de Valores so as melhores 
estimativas de seu valor real, devido ao altamente 
eficiente sistema do mecanismo de preos 
(flutuaes) inerente ao mercado de aes nas 
Bolsas de Valores. Esta hiptese estende-se tambm 
s taxas de cmbio: neste caso, a hiptese 
 que as taxas a termo (futuro) so a melhor 
aproximao do que sero as taxas spot no futuro. 

HIPTESE MODIGLIANI-DUESENBERRY. 

Hiptese sobre a importncia dos hbitos para 
a explicao das flutuaes do consumo. A hiptese 
de Modigliani, tambm sustentada por 
Duesenberry, afirma que os gastos de um consumidor 
no dependem unicamente da renda 
corrente, mas tambm do nvel de sua ltima 
renda mxima. Esta hiptese se baseia no fato 
de que os consumidores planejam seu consumo 
de acordo com seu nvel mximo anterior de 
vida, at que um novo nvel superior de renda 
determine novos hbitos. Se a renda diminuir, 
a taxa de poupana diminuir, podendo inclusive 
ser negativa. A aplicao da hiptese s economias 
americana, canadense e alem, no perodo 
entre guerras, deu resultados aceitveis, 
com a variante de T.E. Davis (The Consumption 
Function as a Tool for Prediction), que, em lugar 
da renda mxima, coloca o nvel de consumo 
mximo alcanado. 

HIS. Veja Habitao de Interesse Social. 

HISTOGRAMA. Representao grfica de distribuies 
de freqncia obtida construindo tantos 
retngulos contguos quantas forem as classes 
da distribuio, de tal forma que suas bases 
colineares sejam proporcionais s amplitudes de 
classe, e suas reas, proporcionais s respectivas 
freqncias. Se as amplitudes de classe forem 
todas iguais, as alturas dos retngulos sero proporcionais 
s freqncias. 




HISTOGRAMA DE FREQNCIAS ACUMULADAS 

Nmero Acumulado deEmpregados por Faixa Salarial 

HISTOGRAMA DE FREQNCIAS ACUMULADAS. 
Representao grfica de freqncias 
acumuladas obtidas marcando, sobre o eixo das 
abcissas, segmentos sucessivos proporcionais s 

190
180


150 

70 

20 

2 4 81012 

Faixas Salariais 

amplitudes de classe; e, sobre eles, construindo

6

retngulos contnuos, cujas alturas so proporcionais 
s respectivas freqncias acumuladas. 

HISTORICAL COST. Veja Custo Histrico. 

HKIBOR. Iniciais de Hong Kong Interbank Offer 
Rate, isto , a taxa de juros interbancria praticada 
na praa de Hong-Kong, com as mesmas 
caractersticas da Libor. Veja tambm Libor. 

HOBBES, Thomas (1588-1679). Pensador ingls 
de concepo rigorosamente materialista e mercantilista, 
autor de uma importante obra de teoria 
poltica: Leviat, 1651. Nela,  retomada a afirmao 
de que "o homem  o lobo do homem". 
Para superar o conflito permanente entre os homens, 
a nica via possvel seria o estabelecimento 
de um contrato social para criar um Estado 
todo-poderoso que controlaria todos os indivduos. 
O soberano de tal Estado teria poder absoluto 
para fazer respeitar esse contrato acima 
dos interesses de grupos. Considerava a liberdade 
de comrcio uma lei natural. O economista 
William Petty foi seu discpulo. Veja tambm 

Petty, William. 

HOBSON, John Atkinson (1858-1940). Economista 
e reformador social ingls. Precursor de 
Keynes, sustentou que a causa fundamental da 
crise econmica  a predominncia da poupana 
em detrimento do consumo, com a conseqente 
queda da produo. Socialista fabiano, Hobson 
definia-se como um hertico entre os economistas 
de sua poca. Recusando-se a separar a economia 
da tica, opunha ao bem-estar econmico 

o bem-estar humano. Criticou a teoria marginalista 
da utilidade final como uma "futilidade final", 
procurando substitu-la por uma nova anlise 
da distribuio da renda. A principal contribuio 
de Hobson foi a explicao das crises 
econmicas pelo subconsumo, desenvolvida em 
Physiology of Industry (Fisiologia da Indstria), 
1889, livro escrito em colaborao com A.F. Mumery. 
Essa teoria do subconsumo baseia-se na 
idia de que os gastos do capital e do consumo 
experimentam um desequilbrio entre si devido 
ao excesso da poupana de uma minoria privilegiada, 
que freia a utilizao dos meios de produo 
disponveis. Defende um investimento 
constante da poupana como meio de incentivar 
a demanda de bens, tese que seria desenvolvida 
mais tarde por Keynes, em sua Teoria Geral 
(1936). Numa obra posterior sobre o problema 
do desemprego, Hobson argumenta que a repartio 
injusta da renda  um dos fatores que 
provocam o excesso de poupana e a insuficincia 
do consumo. Acrescenta que a soluo para 
a crise estaria na realizao de obras pblicas 
financiadas pelo Estado. Outra contribuio importante 
de Hobson est na obra Imperialism: A 
Study (Imperialismo: Um Estudo), 1902. Aps 
comparar as despesas pblicas feitas nos empreendimentos 
coloniais e os lucros dos capitalistas, 
argumenta que a Inglaterra deveria abandonar 
o imperialismo por basear-se em impostos 
elevados dos contribuintes para sustentar ganhos 
particulares. Repleto de dados e cifras, o 
livro foi freqentemente utilizado por autores 
marxistas como Hilferding e Lnin. Militante do 
Partido Trabalhista ingls desde 1914, suas 
idias desempenharam um importante papel na 
evoluo da doutrina do partido. Alm de numerosos 
artigos e panfletos, publicou 35 livros, 
destacando-se, alm dos citados, The Evolution 
of Modern Capitalism (A Evoluo do Capitalismo 
Moderno), 1894; The Industrial System (O Sistema 
Industrial), 1909; Work and Wealth (Trabalho e 
Riqueza), 1914; The Economics of Unemployment 
(A Economia do Desemprego), 1922, e Confessions 
of an Economic Heretic (Confisses de um 
Herege em Economia), 1938. 

HODGSKIN, Thomas (1787-1869). Pensador socialista 
ingls da corrente anarquista, crtico de 
Ricardo, Malthus e de outros autores clssicos 
do incio do sculo XIX. Hodgskin condenava 

o capitalismo e propunha reformas sociais a partir 
das lutas dos trabalhadores por meio das associaes 
de trabalhadores e do Parlamento. 
Seus escritos econmicos so baseados na idia 
de que o trabalho  a nica fonte de riqueza e 
que os trabalhadores so privados da riqueza 
que produzem. No livro Labour Defended against 
the Claims of Capital (A Defesa do Trabalho contra 
as Pretenses do Capital), 1825, e em Popular 
Political Economy (Economia Poltica Popular), 
1827, um dos primeiros manuais socialistas de 
economia, Hodgskin denuncia os proprietrios 
rurais e os capitalistas por reduzirem os salrios 


ao mnimo possvel e confiscarem todo o excedente 
do valor criado pelo trabalho, sustentando 
que os trabalhadores devem receber integralmente 
o valor do que produzem. Entretanto, 
Hodgskin no era um adversrio da propriedade 
privada e reprovava a interveno do Estado 
na economia, sustentando que apenas os sindicatos 
operrios poderiam suprimir a explorao 
do trabalho pelo capital. Publicou ainda The Natural 
and Artificial Rights of Property Contrasted 

(Os Direitos Natural e Artificial da Propriedade 
Comparados), 1832. 

HOGSHEAD. Antiga medida inglesa de capacidade 
que significa literalmente "cabea de porco", 
e, dependendo do lugar, admite variaes 
entre 63 (pequena) at 140 (grande) gales, ou 

o correspondente a 238 at 530 l aproximadamente. 
Veja tambm Sistemas de Pesos e Medidas; 
Unidades de Pesos e Medidas. 
HOLDING. Designao de empresa que mantm 
o controle sobre outras empresas mediante 
a posse majoritria de aes destas. Em geral, 
a holding no produz nenhuma mercadoria ou 
servio especficos, destinando-se apenas a centralizar 
e realizar o trabalho de controle sobre 
um conjunto de empresas geralmente denominadas 
subsidirias. Nesse caso, ela  denominada 
pure holding company ou "holding pura". A 
empresa que, alm de operar, isto , produzir 
bens e servios, tambm controla subsidirias  
denominada holding operating company, isto , 
"empresa holding operadora". Essa forma de organizao 
empresarial, um dos estgios mais 
avanados da concentrao de capital, permite 
a uma holding controlar um capital muito maior 
que o seu, obtendo lucros desproporcionalmente 
elevados. Nos Estados Unidos, por exemplo, o 
grupo Van Sweringen, dono de estradas de ferro 
no valor de mais de 2 bilhes de dlares, era 
controlado por uma holding com um investimento 
inferior a 20 milhes de dlares. As multinacionais 
costumam centralizar o controle de suas 
subsidirias espalhadas pelo mundo numa holding 
instalada no pas de origem ou em algum 
outro onde a legislao fiscal seja mais branda. 
Veja tambm Concentrao; Oligoplios; Zaibatsu. 


HOLDING EM PIRMIDE. Uma sociedade controla 
uma outra, que controla uma terceira e assim 
sucessivamente, inexistindo, no entanto, 
participaes recprocas. Isso permite que a empresa 
holding, com um montante de capital relativamente 
baixo, controle um conjunto de empresas 
cujo capital  vrias vezes superior ao 
capital da controladora. Veja tambm Holding. 

HOLSTICO. Termo derivado do grego hlos, 
que significa o todo, ou aquilo que  inteiro e 

HOMOLOGAO 

completo. As concepes que perpassam e fundamentam 
a administrao japonesa so holsticas 
na medida em que consideram o conjunto 
dos trabalhadores de uma empresa, o grupo ou 

o coletivo, e no o indivduo, ou do mais nfase 
a tais aspectos de totalidade. 
HOMEM ECONMICO (Homo Economicus). 

Conceito criado pelos economistas da escola 
clssica (Adam Smith, David Ricardo etc.) e utilizado 
pelos administradores, segundo o qual o 
homem seria perfeitamente racional e capaz de 
fundamentar suas decises exclusivamente por 
razes econmicas, preocupando-se em obter o 
mximo de benefcio com o mnimo de sacrifcio 
de modo imediato. O homem econmico agiria 
racionalmente no sentido de maximizar sua riqueza 
e assim introduzir novos mtodos produtivos 
para enfrentar a concorrncia no mercado. 
O conceito foi uma abstrao conveniente 
da escola clssica, til nas discusses e anlises 
econmicas e na elaborao de suas teorias. Contrapondo-
se a essa noo abstrata do homem, a 
escola histrica alem procurou estudar o comportamento 
do verdadeiro homem, situando-o 
em diferentes pocas histricas e condies sociais. 
Veja tambm Escola Clssica; Escola Estruturalista; 
Escola Neoclssica. 

HOMESTEAD, Lei do. Lei aprovada em 1862, 
durante o governo Lincoln, nos Estados Unidos, 
estabelecendo a distribuio de terras no Oeste 
de forma quase gratuita, na proporo de 160 
acres (cerca de 65 hectares). O homestead estabelecia, 
em resumo, que a propriedade da terra 
era de quem conseguisse demarc-la durante 
um dia, legitimando dessa forma as posses que 
os agricultores iam obtendo ao desbravar o Oeste. 
A lei representou um poderoso estmulo para 
a colonizao do Oeste dos Estados Unidos e 
atraiu um enorme fluxo migratrio para aquele 
pas. Alm disso, o homestead eliminava um poderoso 
empecilho ao desenvolvimento da agricultura, 
na medida em que, pela nova lei, a propriedade 
da terra no pressupunha a propriedade 
de escravos, nem essa ltima, a propriedade 
de terras. 

HOMO FABER. Expresso em latim que significa 
o homem enquanto atividade criadora ou 
produtiva, isto , aquele que realiza uma atividade 
orientada para um fim, a atividade produtiva 
consciente, que o distingue dos outros 
animais. 

HOMOCEDASTICIDADE. Propriedade de uma 
distribuio de freqncia em que todas as distribuies 
condicionais, como, por exemplo, a varincia, 
possuem o mesmo afastamento-padro. 

HOMOLOGAO. Ato pelo qual a autoridade 
reconhece ou aprova um outro ato, dando-lhe 



HORAS EXTRAS 

validade jurdica. No direito do trabalho,  a 
aprovao, pela autoridade competente - a Delegacia 
Regional do Trabalho ou o sindicato profissional 
-, da demisso do empregado com 
mais de um ano de servio numa empresa. 
Quando o empregado trabalha h menos de um 
ano numa firma, a homologao  feita na prpria 
empresa. No ato da homologao, verifica-
se o cumprimento de todos os direitos trabalhistas, 
tais como comprovao da guia de recolhimento 
do Fundo de Garantia por Tempo de 
Servio (FGTS), frias, 13 salrio e aviso prvio. 

HORAS EXTRAS. Horas trabalhadas pelo empregado 
alm da jornada de trabalho normal fixada 
por lei ou por contrato coletivo de trabalho.
 um recurso amplamente utilizado pelas empresas, 
para aumentar a produo sem precisar 
contratar novos trabalhadores e arcar, conseqentemente, 
com os respectivos encargos sociais. 
No Brasil, o valor da hora extra  fixado 
pela Consolidao das Leis do Trabalho (CLT). 
O valor da hora extra ou suplementar deve ser, 
no mnimo, 20% superior ao da hora normal, e 
nos dias de descanso (domingo) e feriados, a 
majorao  de 100%. No entanto, a Constituio 
de 1988 estabeleceu que a remunerao do servio 
extraordinrio deve ser no mnimo 50% superior 
 do normal. 

HORSE-POWER. Expresso em ingls que significa 
unidade de potncia ou trabalho. James 
Watt calculou que um cavalo normal podia levantar 
um peso de 550 libras (cerca de 250 kg)  
altura de um p (30 cm) em um segundo. Foi 
estabelecido ento que uma mquina com a mesma 
potncia seria denominada mquina de 1 HP. 
A potncia pode ser medida tambm em watts, 
sendo um HP igual a 746 watts. O cavalo-vapor, 
tambm usado para medir potncia, equivale a 
735 watts. Outra medida tambm utilizada, embora 
com menor frequncia,  o man-power, que 
equivale ao trabalho de elevar um peso de 90 
libras (cerca de 40 kg) a uma altura de 30 cm. 

HOT ISSUE. Expresso do mercado acionrio 
que significa literalmente "emisso quente" e 
que designa emisses recentes de aes muito 
demandadas pelo pblico e que, por esta razo, 
sofrem elevao em suas cotaes. 

HOT MONEY. Expresso inglesa que significa 
literalmente "dinheiro quente", isto , so aplicaes 
em ttulos ou no cmbio, atradas por 
taxas de juros elevadas ou diferenas cambiais 
significativas, de curtssimo prazo, podendo 
deslocar-se de um mercado para outro com 
grande agilidade. Esse tipo de operao pode 
provocar grandes turbulncias, especialmente 
no equilbrio cambial de um pas. Atualmente, 

parte das reservas brasileiras so constitudas 
de operaes hot money. 

HP. Veja Horse-power. 

HUAN. Veja Uon. 

HULBERT RATING. Classificao do desempenho 
dos investimentos recomendados pelas 
publicaes especializadas no assunto, realizada 
pelo Hulbert Financial Digest. A classificao estima 
as perdas e ganhos daqueles investidores 
hipotticos que tivessem seguido a orientao 
dessas revistas especializadas na constituio de 
seus porta-flios. Veja tambm Moody's Investors 
Service; Porta-flio; Standard & Poor's. 

HUME, David (1711-1776). Filsofo escocs, o 
maior representante do ceticismo no sculo 
XVIII e um dos precursores do liberalismo econmico. 
Levou s ltimas conseqncias o empirismo 
de Francis Bacon (1561-1626) e John Locke 
(1632-1704), concluindo que o conhecimento 
humano no pode alcanar a certeza, mas somente 
o provvel. Kant afirmava que Hume o 
despertara de seu "sono dogmtico". Adam 
Smith, considerado o fundador da cincia econmica, 
tambm foi muito influenciado por ele: 
nas obras filosficas de Hume, esto desenvolvidas 
algumas das teses fundamentais do liberalismo, 
como, por exemplo, a de que a propriedade 
no  um direito natural e seu primeiro 
fundamento  o trabalho. As idias exclusivamente 
econmicas esto em oito ensaios que fazem 
parte de Political Discourses (Discursos Polticos), 
1752. Particularmente importante  o primeiro 
ensaio, no qual o autor trata dos problemas 
do comrcio exterior, atacando a tese central 
do mercantilismo (de que a riqueza privada  

o fundamento da riqueza pblica) e mostrando 
que os comerciantes e donos de manufaturas 
absorvem recursos que poderiam servir ao fortalecimento 
do Estado. Nesse texto, Hume procura 
mostrar que o comrcio exterior exerce o 
papel de fornecedor do estmulo inicial  indstria, 
com o que aumenta o nmero de empregos, 
a demanda interna e a riqueza da nao. Passada 
essa fase inicial, no entanto, o comrcio exterior 
deixaria de ser essencial ao desenvolvimento da 
indstria, tornando-se um mal que deveria ser 
combatido, pois as pessoas ricas causariam um 
crescimento ilimitado da demanda interna. O 
mercantilismo  tambm atacado quando afirma 
que a abundncia de moeda (trazida pelo comrcio 
exterior) no  a causa da baixa nas taxas 
de juros, pois estas dependeriam dos lucros no 
comrcio e na indstria, tese posteriormente retomada 
por Smith e Ricardo. 
HUNDREDWEIGHT. Termo em ingls que significa 
medida de peso equivalente a um quintal, 
100 libras ou 45,359 kg. 



HUNG UP. Expresso em ingls que tem dois 
significados parecidos: 1) descreve a situao de 
um investidor ou especulador que comprou ttulos 
cujos preos caram e que no podem ser 
revendidos, a no ser com uma perda; 2) descreve 
a situao de uma empresa repleta de ttulos 
indesejveis e de baixa liquidez que imobilizam 
seu capital e a impedem de aproveitar 
as oportunidades que apaream no mercado. 

HURDLE RATE. A taxa mnima de retorno esperada 
pela aplicao de capital num determinado 
projeto. Se a taxa de retorno esperada for 
inferior  hurdle rate, o projeto ser rejeitado. A 
hurdle rate dever ser pelo menos equivalente 
ao custo marginal do capital. Veja tambm Custo 
Marginal do Capital. 

HYMER, Steven Herbert (1934-1974). Economista 
canadense radicado nos Estados Unidos, Hymer 
recebeu seu ttulo de doutoramento no Massachussets 
Institute of Technology (MIT), em 1960. 
Depois de trabalhar em Gana por alguns anos, 
regressou aos Estados Unidos, onde lecionou em 
Yale de 1964 a 1970. Inclinando-se no sentido 
do marxismo, no final dos anos 60, foi afastado 
de Yale e se transferiu para a New School for 
Social Research, onde ajudou a fundar e desenvolver 
um programa de economia poltica at 
sua morte prematura, em 1974. As contribuies 
mais importantes de Hymer foram suas anlises 
sobre o investimento no exterior das empresas 
multinacionais. Afastando-se da teoria tradicional 
do comrcio internacional, considerava os 
investimentos diretos no exterior das empresas 
multinacionais uma conseqncia de suas contradies 
internas e da tendncia a ampliar seu 
controle territorial. Suas contribuies tambm 
se desdobraram no desenvolvimento das anlises 
da economia poltica marxista. Seus ensaios 
mais significativos a esse respeito, assim como 
as anlises sobre as corporaes multinacionais, 
foram publicados postumamente no livro The 
Multinational Corporation (A Corporao Multinacional), 
1979. Veja Tambm Anlise Tcnica; 
Mercado Spot.

 I 


I. Inicial de: 1) income (renda); 2) interest (juros). 
I-SENN. Veja ndice Senn. 
IBC 

IAA - Instituto do Acar e do lcool. Fundado 
em 1933, o IAA era um rgo autrquico 
vinculado ao Ministrio da Indstria e Comrcio. 
Encarregava-se da definio e direo da 
economia canavieira nacional, controlando a 
produo, o comrcio, a exportao e os preos 
do acar e do lcool de cana. O IAA sucedeu 
 Comisso de Defesa do Acar, criada em 1931 
com o objetivo de enfrentar a grande crise aucareira 
mundial, reflexo da quebra do sistema 
financeiro internacional de 1929. Desde sua criao 
at 1965, o IAA orientou a produo do acar 
e do lcool (mediante a fixao de cotas de 
produo), visando a garantir o equilbrio entre 
produo e consumo interno. Eventuais excessos 
de produo eram exportados por meio do 
IAA, mas os riscos eram assumidos pelo produtor. 
Em 1965, a poltica do rgo foi substancialmente 
alterada com a criao do Fundo Especial 
de Exportao, que equiparou os preos 
do mercado interno aos do mercado internacional, 
incentivando assim as exportaes. A partir 
de ento, o governo passou a pagar a diferena 
entre os preos internos e os preos internacionais, 
mais baixos. Alm de executar a poltica 
aucareira nacional, o IAA dava assistncia a 
plantadores e usineiros, promovia o aumento 
do consumo e a exportao do produto, fixava 
preos, arrecadava impostos e fiscalizava o cumprimento 
da legislao. Em 15/3/1990, em decorrncia 
da poltica do governo federal de eliminar 
empresas estatais deficitrias e autarquias, 
o Instituto do Acar e do lcool foi extinto 
pela medida provisria de n 151, referendada 
em abril pelo Congresso Nacional. 

IAEA - Agncia Internacional de Energia Atmica 
(International Atomic Energy Agency). 

Organismo de colaborao internacional, criado 
em 1957 e ligado  Organizao das Naes Unidas 
(ONU). Sediada em Viena, destina-se a promover 
o emprego da energia atmica para fins 
pacficos. Conta com a participao de 113 pases-
membros e serve de intermedirio entre eles 
para o fornecimento de combustvel e intercmbio 
de informaes cientficas e tecnolgicas no 
campo das pesquisas nucleares. 

IBC - Instituto Brasileiro do Caf. Autarquia 
vinculada ao Ministrio da Indstria e Comrcio, 
cuja principal finalidade era executar a poltica 
cafeeira nacional em nvel da produo e 
de sua comercializao interna e externa. Foi 
criado em dezembro de 1952 e tinha como atribuies 
fundamentais: 1) realizar estudos necessrios 
ao planejamento da poltica cafeeira; 2) 
prestar assistncia tcnica e econmica  cafeicultura; 
3) controlar a comercializao do caf; 
4) promover a expanso do consumo do produto; 
5) executar e fazer cumprir a legislao 
cafeeira, julgar os processos fiscais e aplicar as 



IBDF 

sanes pertinentes. Em 15/3/1990, como parte 
do programa de estabilizao financeira do governo 
(Plano Collor), que, entre outras medidas, 
eliminou empresas estatais deficitrias ou autarquias 
onerosas ao Estado, o IBC foi extinto 
pela medida provisria de n 151, aprovada no 
ms seguinte pelo Congresso. 

IBDF - Instituto Brasileiro de Desenvolvimento 
Florestal. Entidade autrquica vinculada 
ao Ministrio da Agricultura, criada em 1967. 
Tem como objetivo formular a poltica florestal, 
bem como orientar, coordenar e executar ou fazer 
executar as medidas necessrias  utilizao 
racional,  proteo e  conservao dos recursos 
naturais renovveis e ao desenvolvimento florestal 
do pas. Elabora ainda planos de implantao 
de florestas e reflorestamento, promove 
pesquisas e controla a utilizao racional das florestas 
pela indstria. O instituto possui um rgo 
consultivo e normativo, a Comisso de Poltica 
Florestal, reunindo representantes do poder 
pblico, autrquicos e organizaes patronais, 
cuja funo  orientar e facilitar a coordenao 
e execuo da poltica florestal, nos termos 
regulados pelo poder executivo. A receita do 
IBDF  constituda por dotaes oramentrias 
da Unio; crditos especiais abertos por lei; rendas 
provenientes da explorao e venda de produtos 
florestais; rendas de qualquer natureza resultantes 
do exerccio de suas atividades ou da 
explorao de imveis sob sua jurisdio; emprstimos, 
subvenes, dotaes e outras rendas 
que eventualmente receber; e produtos de multas. 
O IBDF controla a produo de cada indstria 
que opera na rea sob sua jurisdio, estabelecendo 
padres de conservao e instituindo 
a obrigatoriedade de plantio de rvores para 
cada metro cbico utilizado, em nmero varivel 
conforme o tipo de indstria. Administra 
ainda os 34 parques nacionais e reservas biolgicas 
do pas. Mas seu esforo ressente-se da 
falta de pessoal especializado: pouco mais de 3 
mil guardas florestais, quando seriam necessrios 
80 mil. Essa situao reflete-se num ndice 
anual de reflorestamento varivel entre 300 mil 
e 400 mil hectares, a partir de 1973, insuficiente 
para as necessidades brasileiras. O esquema de 
incentivos fiscais do IBDF para projetos de reflorestamento 
para pessoas jurdicas  mais generoso 
na regio Norte/Nordeste, onde o investidor 
pode abater 25% do Imposto de Renda devido; 
nas outras regies, esse abatimento  de 
17,5%. Veja tambm Reflorestamento. 

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica. 
rgo vinculado  Secretaria de Planejamento 
da Presidncia da Repblica. Sua atribuio 
bsica consiste em fornecer informaes 
e estudos de natureza estatstica, geogrfica, cartogrfica, 
demogrfica, de recursos naturais, 

meio ambiente e poluio necessrios ao conhecimento 
da realidade fsica, econmica e social 
do pas, para fins de planejamento econmico 
e social e segurana nacional. Entre os trabalhos 
de informao levados a efeito pelo IBGE destacam-
se o processamento dos dados das estatsticas 
a cargo da instituio; o desenvolvimento 
de sistemas de obteno de informaes de 
caractersticas geogrficas, de questes geodsicas, 
cartogrficas e de recursos naturais; e a coordenao 
do Sistema Estatstico Nacional. O IBGE 
publica mensalmente a Revista Brasileira de Estatstica 
e o Boletim Estatstico. 

IBM. Iniciais de International Business Machines, 
uma das mais importantes empresas mundiais 
de fabricao de equipamentos para as empresas, 
especialmente computadores. A evoluo 
das cotaes de suas aes so um indicador 
da evoluo geral dos negcios nos Estados 
Unidos. 

IBOR. Iniciais da expresso em ingls interbank 
offered rate, que significa a taxa (de juros) adotada 
pelos bancos que emprestam a outros bancos 
numa moeda determinada e num local determinado. 
As mais importantes so as seguintes: 
Libor (London Interbank Offered Rate); Luxibor 
(Luxemburgo Interbank Offered Rate); Mibor; Kibor; 
Hkibor (Hong Kong Interbank Offered Rate); 
Dibor; Bribor e Bibor. 

IBOVESPA - ndice da Bolsa de Valores de 
So Paulo. Nmero que exprime a variao mdia 
diria dos valores das negociaes, na Bolsa 
de Valores de So Paulo, de uma carteira de 
aes de cerca de cem empresas selecionadas. 
O crescimento ou diminuio desse nmero - 
que  expresso em unidades chamadas "pontos" 

- representa a tendncia geral dos preos das 
aes negociadas na Bolsa. Os critrios para a 
escolha das aes que compem a carteira se 
baseiam sobretudo na participao delas no volume 
de negcios e em sua presena nos preges. 
Quando alcana nmeros muito elevados 
(50 mil pontos), o ndice  ajustado para um 
nmero-base (cem pontos), para facilitar os clculos. 
IBV - ndice da Bolsa de Valores. Nmero 
que exprime a variao mdia diria dos valores 
das negociaes, na Bolsa de Valores do Rio de 
Janeiro, de uma carteira de aes de cerca de 
cem empresas. Veja tambm Ibovespa; Nmero-
ndice. 

ICERC. Sigla em ingls correspondente a Comit 
Interministerial de Avaliao de Risco Soberano, 
instncia criada pelo governo norte-
americano, depois da crise internacional da dvida 
externa em 1982, para proteger seu sistema 
financeiro. Durante os anos 80, a classificao 



brasileira foi sendo rebaixada at alcanar o seu 
nvel mais baixo depois da moratria de 1987 
(durante o governo Sarney), quando foi considerada 
value impaired ou o equivalente a crdito 
duvidoso. Aps o acordo em 1994 sobre a dvida 
externa nos termos do Plano Brady, a classificao 
do Brasil vem melhorando e o desgio 
sobre os ttulos da dvida securitizada vem diminuindo 
no mercado internacional. Veja tambm 
Moody's Investors Service; Plano Brady; 
Standard & Poor's. 

ICM - Imposto sobre Circulao de Mercadorias. 
Introduzido no Brasil em 1/12/65 em 
substituio ao Imposto de Vendas e Consignaes 
(IVC), o ICM  cobrado, em cada Estado 
da federao, por ocasio da primeira operao 
de venda de uma mercadoria. Nas etapas subseqentes 
da circulao dessa mercadoria, o tributo 
incide apenas sobre o valor acrescentado 
em relao  operao anterior. De acordo com 
a Constituio de 1988, o ICM e o Imposto sobre 
Servios (ISS) foram fundidos num nico imposto, 
o ICMS. 

ICMS. Veja ICM. 

IDDC. Iniciais de International Debt Discount 
Corporation. 

IDEMSONANS. Termo latino que significa literalmente 
"o mesmo som" e que  um documento 
legal no qual a fidelidade absoluta na 
grafia de um nome no  exigida, desde que 
soe da mesma forma que a grafia correta, em 
se tratando de nome prprio, como, por exemplo, 
Yeda, Ieda ou Yedda. 

IDEOLOGIA. Um dos conceitos mais controversos 
no mbito da filosofia, da sociologia e 
da historiografia, designando, na acepo mais 
geral, um conjunto de idias peculiar a uma classe 
ou camada social. O termo foi criado no comeo 
do sculo XIX pelo francs Destutt de Tracy, 
com a significao de cincia que tem por 
objeto o estudo das idias. Foi retomado por 
Karl Marx e Friedrich Engels em A Ideologia Alem 
(1845), com o sentido de conscincia social 
falsa que os agentes intelectuais de uma classe 
elaboram, obscurecendo a natureza objetiva dos 
interesses materiais dessa mesma classe. Toda 
ideologia seria, por conseguinte, incompatvel 
com a cincia social, considerada como conhecimento 
verdadeiro dos fenmenos sociais. As 
ideologias manifestar-se-iam na poltica, no direito, 
na moral, na arte, na religio e na filosofia, 
integrando, na concepo marxista, a superestrutura 
social. O conceito tomou, no entanto, significaes 
diferentes dentro do marxismo e fora 
dele. Para Lnin, na obra Que Fazer? (1903), a 
ideologia do proletariado seria cientfica, identificando-
se com o prprio marxismo. Pontos de 

ILIQUIDEZ 

vista variados sobre o tema podem ser encontrados 
em Georg Lukcs, Antonio Gramsci, Lucien 
Goldmann, Louis Althusser, Maurice Gaudelier 
e outros. Fora do marxismo, estudaram 
a ideologia Georges Gurvitch e Karl Mannheim. 

IDU (Interest Due and Unpaid). Veja Plano 
Brady; TJLP. 

IENE. Unidade Monetria do Japo. Submltiplo: 
sen ou rin. 

IEPTAE. Veja Dracma. 

IGNORNCIA OPORTUNISTA. Expresso cunhada 
por Gunnar Myrdal (1898-1987) para designar 
economistas que, para provar suas teorias, 
enfatizam elementos irrelevantes e ignoram 
elementos importantes na anlise de uma 
realidade. 

IGP - ndice Geral de Preos. ndice calculado 
pela Fundao Getlio Vargas desde os anos 40.
O IGP  composto pelo ndice de Preos porAtacado (IPA), que participa com 60%, pelo ndice 
de Preos ao Consumidor (IPC) da cidade 
do Rio de Janeiro, com a participao de 30%,
e do ndice Nacional de Custo da Construo 
Civil (INCC), com o peso de 10%. O ndice de 
maior participao no IGP, o IPA,  calculado 
sob o conceito de Oferta Global (OG), de Disponibilidade 
Interna (DI) e de Mercado (M). Na 
Oferta Global, so consideradas a produo interna 
e as importaes, e na Disponibilidade Interna 
so excludas as exportaes da Oferta 
Global; o IGP-M (de Mercado) tem a mesma 
composio que o IGP-DI, embora seja calculado 
tomando-se os preos entre os dias 21 do ms 
anterior e 20 do ms em curso, e no entre os 
dias 1 e 30 de cada ms; a diferena deve-se  
necessidade de determinar a rentabilidade dos 
ativos financeiros. Dependendo do IPA que se 
utilize na composio do IGP, este ndice ser 
apresentado como Oferta Global (OG) ou como 
Disponibilidade Interna (DI). 

IGREJA, Doutrina Social da. Veja Doutrina Social 
da Igreja. 

ILHAS DE FABRICAO. Consistem no agrupamento 
de mquinas de tal forma que cada 
"ilha" possa confeccionar completamente um 
certo conjunto ou "famlia" de peas semelhantes. 
Com esse procedimento, so eliminados os 
transportes entre as sees e o fluxo do processo 
de fabricao  feito como se estivesse em linha. 
No setor de usinagem, as ilhas de fabricao 
substituem a organizao produtiva tradicional, 
compreendida pelas sees de tornos, fresas, retficas 
etc. 

ILIQUIDEZ. Falta de liquidez, isto , falta de 
dinheiro para realizar pagamentos. Por proble




ILUSO FISCAL 

mas gerenciais, por exemplo, uma empresa pode 
chegar a um excesso de estoque e ter sua liquidez 
comprometida, j que boa parte do capital 
est em forma de mercadorias. Nesses casos, 
costuma-se fazer uma liquidao, isto , vender 
rapidamente o estoque, transformando-o em dinheiro. 


ILUSO FISCAL. Situao na qual os benefcios 
ocasionados por determinados gastos do 
governo so claramente percebidos pelos beneficirios, 
no acontecendo o mesmo, no entanto, 
com os custos. Este fenmeno pode levar a muitas 
distores nos gastos pblicos. 

ILUSO MONETRIA. Processo que consiste 
basicamente em confundir a correo monetria 
de aplicaes financeiras com ganhos reais, ou 
com juros reais incidentes sobre as mesmas. No 
Brasil, com o intenso processo inflacionrio a 
partir do incio dos anos 80 e com os sucessivos 
planos de estabilizao a partir do Plano Cruzado, 
a brusca reduo dos patamares inflacionrios 
(e, portanto, da correo monetria) levou 
muitos aplicadores em cadernetas de poupana, 
Fundos de Aplicaes Financeiras etc. a retirar 

o dinheiro para destin-lo ao consumo, uma vez 
que a remunerao dessas aplicaes havia se 
tornado insignificante, quando, na realidade, 
seu rendimento real havia permanecido o mesmo. 
Em funo da iluso monetria - e tambm 
para facilidade de clculos -, pases que enfrentam 
taxas inflacionrias extremamente elevadas 
costumam realizar reformas monetrias, 
dividindo o valor da moeda anterior por 100, 
1 000 ou mais, num esforo de criar a iluso de 
que os preos diminuram. 
IMBEL - Indstria de Material Blico do Brasil. 
Empresa pblica com sede em Braslia e vinculada 
ao Ministrio do Exrcito. Criada em 
1975 com o objetivo de: 1) colaborar no planejamento 
e fabricao de material blico pela 
transferncia de tecnologia; 2) dar incentivo  
implantao de novas indstrias e prestao de 
assistncia tcnica e financeira; 3) promover, 
com base na iniciativa privada, a implantao 
e o desenvolvimento da indstria de material 
blico de interesse do Exrcito; 4) administrar, 
industrial e comercialmente, seu prprio parque 
de material blico por fora de contingncia de 
pioneirismo, convenincia administrativa ou no 
interesse da segurana nacional. Cabe ainda  
Imbel estabelecer planos visando ao desenvolvimento 
do setor de material blico, bem como 
formar pessoal tcnico habilitado para essa indstria. 


IMIGRAO. Veja Migrao. 

IMO. Iniciais de International Maritime Organization. 


IMPERIALISMO. Poltica de dominao territorial 
e/ou econmica de uma nao sobre outras. 
O conceito passou a ser difundido em fins 
do sculo XIX, com a expanso econmica e poltica 
da Gr-Bretanha. Na poca, representava 

o desejo de cada uma das naes mais desenvolvidas 
de adquirir, administrar e explorar economicamente 
territrios menos avanados, com 
a finalidade principal de comrcio, mas algumas 
vezes para eliminar um risco estratgico em sua 
competio mtua. Atualmente, os termos "imperialismo 
econmico", "neocolonialismo" e 
"dependncia" so comumente usados para definir 
as relaes econmicas dos pases desenvolvidos 
com os pases pobres. Para o pensamento 
de orientao liberal, o imperialismo 
constitui uma poltica expansionista de grandes 
potncias industriais que poderia ser evitada. J 
para o pensamento de orientao marxista, o imperialismo 
 uma fase inevitvel do desenvolvimento 
da economia capitalista, devido  prpria 
natureza dessa economia. O ingls J.A. Hobson, 
um dos primeiros autores a estudar as caractersticas 
econmicas dessa poltica em Imperialismo 
(1902), vinculou-a s exportaes de capitais 
e  conquista de fontes de matrias-primas 
e mercados. Para J.A. Schumpeter (Imperialismo 
e Classes Sociais, 1919-1927), a poltica imperialista 
no tem relao com a natureza do capitalismo, 
por essncia pacifista, mas com um impulso 
atvico de luta, prprio de estruturas e 
camadas sociais pr-capitalistas, que no poderiam 
existir sem guerras e conquistas territoriais. 
Hilferding em O Capital Financeiro (1910), Bukhrin 
em A Economia Mundial e o Imperialismo 
(1915) e principalmente Lnin em O Imperialismo, 
Etapa Superior do Capitalismo definiram o capital 
financeiro como a fuso do capital bancrio com 
o capital industrial, o que marcaria a passagem 
do capitalismo de livre-concorrncia para o capitalismo 
dos monoplios. Nessa fase ocorreria 
a formao de grandes excedentes de capitais 
nos pases industriais adiantados, capitais esses 
que precisariam ser exportados, tornando a exportao 
de capitais mais importante que a exportao 
de mercadorias. Outras caractersticas 
do imperialismo seriam a necessidade das grandes 
potncias de garantir mercados e fontes de 
matrias-primas e a luta - at mesmo por meio 
de guerras - pela repartio territorial das esferas 
de influncia e das reas coloniais e semicoloniais. 
Lnin partiu das teses econmicas de 
Marx em O Capital e desenvolveu os estudos 
empricos e tericos de J.A. Hobson e Hilferding, 
afirmando que o imperialismo no  uma poltica 
eventual, mas faz parte da natureza da evoluo 
do prprio capitalismo. Uma atualizao 
da teoria marxista sobre o imperialismo, estudado 
sob o aspecto da grande empresa norte-
americana, foi feita por Paul Baran e Paul Swee


zy em O Capitalismo Monopolista (1966). Veja 
tambm Capitalismo; Colonialismo; Comrcio 
internacional; Dependncia; Monoplio; Multinacionais; 
Subdesenvolvimento. 

IMPLIED VOLATILITY. Expresso em ingls 
que significa o grau de volatilidade implcita 
pelo preo de mercado de uma opo. Alguns 
operadores compram opes quando o seu grau 
de volatilidade  baixo, e as vendem quando 
seu grau de volatilidade  alto. Utilizando o Modelo 
Black Scholes, um operador que conhea 

o preo da opo, seu preo de exerccio e outros 
fatores, pode determinar a volatilidade de um 
ttulo. Veja tambm Black Scholes Model; Volatilidade. 
IMPORTAO. Entrada de mercadorias e servios 
estrangeiros num pas. Os servios, cujo 
valor no figura na receita comercial, constituem 
as importaes invisveis. Para manter a balana 
comercial favorvel ou ao menos equilibrada, 
os pases submetem as importaes a diversas 
formas de controle. Os importadores podem recorrer 
ao mercado financeiro internacional para 
obter o crdito necessrio ao pagamento de suas 
importaes. Para facilitar essas transaes, com 

o aumento do volume do comrcio mundial, foram 
criados instrumentos de troca, como os certificados 
de crdito sobre operaes futuras e 
os direitos especiais de saque que cada pas tem 
junto ao FMI, variando conforme suas cotas neste 
rgo. Veja tambm Comrcio Internacional; 
Incoterms. 
IMPORTAO, Restries . Medidas restritivas 
impostas  importao de produtos por 
um pas consistentes em tarefas, cotas ou depsitos 
de importao. So geralmente impostas 
com o objetivo de: 1) corrigir um dficit no balano 
de pagamentos, substituindo o consumo 
de bens importados pelo de bens produzidos 
no pas. A extenso desse efeito depender da 
elasticidade da demanda pelas importaes em 
questo, isto , do grau em que o mercado local 
dispe de substitutos aceitveis; 2) aumentar a 
economia do bem-estar social de um pas s expensas 
de outros, na medida em que haja poder 
para explorar os supridores estrangeiros, por 
meio, por exemplo, de monoplio, sem perigo 
de retaliao; 3) proteger o mercado da indstria 
nacional enquanto ela est se estabelecendo. 
Restries no-tarifrias incluem direitos fiscais, 
tais como taxas de valor de acrscimo. 
Outros exemplos de restries so as taxas domsticas 
aplicadas de acordo com as caractersticas 
tcnicas dos produtos. Veja tambm 

Balana Comercial; Protecionismo; Substituio 
de Importaes. 

IMPOSTO 

IMPORTAES, Substituio de. Veja Substituio 
de Importaes. 

IMPOSTO. Taxas obrigatrias pagas ao Estado, 
que devem reverter  coletividade sob forma de 
benefcios de interesse geral: transporte, educao, 
sade etc. Historicamente, esse pagamento 
despontou sob a forma de tributo, exprimindo 
uma relao de fora que um povo vencido devia 
a seus dominadores. Na Idade Mdia, prevaleceu 
a idia de que o imposto no podia ser 
estabelecido sem o consentimento dos contribuintes; 
ou que o imposto era estabelecido a 
rogo do rei. Seria assim uma ajuda que se oferecia 
ao soberano, como um complemento de 
seus recursos normais. Mais tarde essas formas 
de tributos ganharam o sentido de obrigatoriedade, 
de coisa imposta; uma imposio que no 
pode ser exercida sem o consentimento dos contribuintes, 
consentimento este que, nos regimes 
representativos,  atribudo ao poder legislativo. 
A obrigatoriedade dos impostos pode ser entendida 
em termos de uma relao contratual 
entre os cidados e o Estado, que lhes protege 
os bens e a prpria vida. De acordo com outra 
teoria, o imposto corresponderia ao preo que 

o indivduo paga pelos servios prestados pelo 
Estado  coletividade; outros o vem como uma 
espcie de dvida social, com a qual os cidados 
teriam de arcar pelo simples fato de fazer parte 
da comunidade poltica. Os impostos podem ser 
de vrios tipos: imposto pessoal - grava os bens, 
levando em conta o contribuinte que deles usufrui 
e seu grau de bem-estar; imposto real - incide 
sobre a matria tributvel, sem levar em 
considerao a pessoa do contribuinte, sua situao 
ou grau de riqueza; imposto direto - afeta 
a riqueza dos contribuintes, incidindo diretamente 
sobre seus capitais ou suas rendas, e depende 
da importncia das riquezas possudas 
ou das rendas ou salrios recebidos; imposto indireto 
- decorrente da produo e comercializao 
(geralmente, incide sobre vendas, produtos 
industrializados, importao etc.); imposto 
por cotas - sua tarifa  fixada pela lei fiscal, 
sem que seja determinado o produto total; imposto 
por contingente - a lei fixa determinada 
quantia, o contingente; no se estabelece tarifa; 
imposto progressivo - aumenta em proporo 
maior que o valor sobre o qual incide; imposto 
proporcional - aumenta na mesma proporo 
que o valor gravado; imposto regressivo - tem 
um impacto menor ao incidir sobre as faixas 
baixas de renda. A distino entre imposto progressivo 
e imposto regressivo  tnue, referida 
a seu mvel de aspirao: o primeiro pretenderia, 
sobretudo, sobrecarregar os contribuintes de 
rendas mais elevadas; o segundo teria a finalidade 
de aliviar os mais despossudos. No Brasil, 
os impostos indiretos so geralmente regressi


IMPOSTO DE CONSUMO 

vos e os impostos diretos, progressivos. Entre 
os impostos diretos podemos citar o imposto 
sobre a renda, que apresenta alquotas crescentes 
em relao  elevao das faixas de renda. 
Entre os impostos indiretos temos o Imposto sobre 
Produtos Industrializados, Imposto sobre 
Circulao de Mercadorias e Servios, Imposto 
de Importao etc. Uma caracterstica do sistema 
tributrio do Brasil e dos demais pases subdesenvolvidos 
 a preponderncia dos impostos 
indiretos. A posio secundria da tributao direta 
pode ser atribuda  inexistncia de um sistema 
de arrecadao eficiente, ao baixo nvel de 
renda da populao e  constante premncia de 
recolhimento imediato dos impostos. Muitos 
economistas atribuem aos impostos indiretos 
uma presso inflacionria maior que a dos impostos 
diretos, devido ao fato de as empresas 
transferirem para o consumidor o valor dos impostos 
pagos, elevando o preo da venda de seus 
produtos. Veja tambm Oramento. 

IMPOSTO DE CONSUMO. Tributo federal substitudo, 
em 1966, pelo IPI. 

IMPOSTO DE EXPORTAO. Imposto criado, 
em 1979, com o propsito de reduzir a queda 
na receita de exportaes em funo da maxidesvalorizao 
do cruzeiro daquele ano, bem 
como de elevar o preo de vrios produtos para 

o consumidor externo, contendo a exportao 
desses produtos e garantindo seu fornecimento 
no mercado interno. Foi utilizado tambm por 
ocasio da maxidesvalorizao de 1983, com alquotas 
que variaram de 5 a 20% sobre 69 produtos 
da pauta de exportaes, tanto primrios 
como industrializados. A reduo desse imposto 
 progressiva,  medida que se vo atenuando 
os efeitos da maxidesvalorizao. Embora possa 
ser aplicado sobre qualquer bem ou servio, tem 
sido utilizado em bens primrios, como caf, 
soja, algodo, acar e produtos agropecurios. 
IMPOSTO DE LAREIRA. Tipo de imposto existente 
na Inglaterra no sculo XVII e incidente 
sobre a(s) lareira(s) existente(s) numa casa. Segundo 
William Petty, este imposto era o mais 
fcil, claro e apropriado, na medida em que 
era fcil determinar o nmero de lareiras existentes 
numa comunidade por meio do nmero 
de chamins existentes, e que no eram facilmente 
removveis como as pessoas. Veja tambm 
Capitao. 

IMPOSTO DE RENDA. Tributo cobrado das 
pessoas fsicas e jurdicas sobre os rendimentos 
auferidos no exerccio de suas atividades profissionais 
ou comerciais, ou ainda sobre os rendimentos 
resultantes da aplicao de seus capitais. 
O Imposto de Renda no Brasil foi criado 
pelo presidente Artur Bernardes, em 1922, sendo 

a primeira cobrana feita sobre o exerccio financeiro 
de 1924. O Imposto de Renda  direto 
e progressivo, isto , incide diretamente sobre 
uma pessoa fsica ou jurdica, e a taxao  progressivamente 
proporcional ao valor do rendimento. 
Por isso,  considerado o imposto mais 
justo. O sistema de arrecadao, apesar das constantes 
mudanas feitas, sustenta-se em duas bases: 
o imposto arrecadado na fonte e o imposto lanado. 
O imposto arrecadado na fonte  retido e 
recolhido pelas fontes pagadoras do rendimento, 
enquanto o lanado baseia-se na declarao 
do contribuinte. 

IMPOSTO DE RENDA NEGATIVO. O conceito 
de Imposto de Renda negativo surgiu como 
um dos mecanismos de transferncia de renda 
inseridos no plano mais geral dos esforos de 
reformas dos sistemas de bem-estar, durante os 
anos 60, nos Estados Unidos. Os ancestrais desse 
programa devem ser encontrados, no entanto, 
na Lei dos Pobres, na Inglaterra, durante o sculo 
XIX, e no Dividendo Social promovido por 
lady Rhis-Williams, tambm na Inglaterra, depois 
da Segunda Guerra Mundial. Embora o termo 
tenha sido criado por Milton Friedman, ao 
apresentar um esquema sinttico do sistema no 
seu livro Capitalism and Freedom (Capitalismo e 
Liberdade), 1962, o Imposto de Renda negativo 
tem sido preocupao de economistas convencidos 
da necessidade de ampliar transferncias 
como uma componente da reduo da pobreza, 
em vista da ineficcia dos programas ento existentes. 
A idia bsica do Imposto de Renda negativo 
 fixar um nvel de renda mnimo, e todos 
aqueles que no alcanassem esse nvel receberiam 
uma quantia em dinheiro para complementar 
sua renda. Outros benefcios que visam o 
bem-estar e so concedidos in natura aos mais 
pobres seriam substitudos, inclusive para reforar 
o fundo que viabilizasse financeiramente 

o programa. No Brasil, o Imposto de Renda negativo 
vem sendo discutido e defendido pelo 
senador Eduardo Suplicy por meio de um Programa 
de Renda Mnima transformado em projeto 
de lei e j aprovado no Senado em primeira discusso. 
Veja tambm EITC. 
IMPOSTO DIRETO. Veja Imposto. 

IMPOSTO DO SELO. Veja Lei do Selo. 

IMPOSTO DO VINTM. Taxa de vinte ris sobre 
as passagens de bonde do Rio de janeiro, 
cuja incluso na lei do oramento deu motivos 
a um movimento popular que se estendeu de 
1 a 4 de janeiro de 1880. Aps vrios choques 
entre a populao revoltada e as tropas da Brigada 
Policial, do Corpo de Bombeiros e do Corpo 
de Imperiais Marinheiros, o imperador D. 



Pedro II resolveu suspender a cobrana do imposto, 
o que foi confirmado pelo Parlamento 
quando da abertura de seus trabalhos, no dia 
1 de maio daquele ano. 

IMPOSTO EM BENEFCIO DO BANCO DO 
BRASIL. Imposto criado durante o reinado de 

D. Joo VI no Brasil, de 12$800, incidente sobre 
cada negociante, livreiro, boticrio, sobre lojas 
de ouro, prata, estanho e artigos de cobre, tabaco 
etc., isentas somente as lojas de barbeiro e sapateiro. 
IMPOSTO INDIRETO. Veja Imposto. 

IMPOSTO INFLACIONRIO. O imposto inflacionrio 
 aquele decorrente das receitas obtidas 
pelo governo pela emisso de moeda. Toda 
emisso de moeda que o governo realiza significa 
automaticamente que ele aumenta sua capacidade 
de adquirir bens e servios, pagar dvidas 
etc., isto , fazer frente s despesas governamentais. 
 como se um governo tivesse obtido 
tais recursos dos tributos que lana. Como tal 
atitude, via de regra, provoca inflao, pois o 
aumento das emisses, expandindo os meios de 
pagamento, resulta numa elevao dos preos, 
denomina-se esta arrecadao "imposto inflacionrio". 
Nos pases onde a inflao  muito baixa, 
e onde, portanto, o governo emite uma quantidade 
muito pequena de moeda adicional, este 
imposto no representa uma parcela significativa 
do total de receitas de um governo: nos 
pases industrializados da Europa e Amrica do 
Norte, entre 1960 e 1978, esta receita mdia no 
alcanou 1% do PIB desses pases. Nos pases, 
no entanto, onde o processo inflacionrio  muito 
intenso, estas receitas podem alcanar nveis 
expressivos. Por exemplo, durante os anos 20, 
nas hiperinflaes dos pases europeus, como a 
Alemanha, esta participao alcanou cerca de 
10% do PIB e quase a totalidade da arrecadao 
do governo central. Mais recentemente, na Argentina, 
entre 1960 e 1975, as receitas do imposto 
inflacionrio alcanaram em mdia cerca de 6% 
do PIB e quase 50% do total de receitas do governo. 
Veja tambm Braceagem; Senhoriagem. 

IMPOSTO PROGRESSIVO. Veja Imposto. 

IMPOSTO PROPORCIONAL. Veja Imposto. 

IMPOSTO RETIDO NA FONTE. Todo imposto 
que  descontado em sua prpria fonte geradora. 
Nessa fonte, existe a figura do responsvel, 
solidrio com o contribuinte e que deve 
proporcionar o pagamento do imposto devido. 
Por exemplo: no Brasil, o Imposto de Renda  
deduzido do salrio no momento em que o empregado 
recebe sua remunerao, ficando a em-

IN AND OUT 

presa responsvel pelo recolhimento desse imposto 
junto ao fisco. 

IMPOSTO SELETIVO. Veja Excise Tax. 

IMPOSTO SOBRE VENDAS. Veja ICM. 

IMPOSTO SONEGADO.  o imposto no pago 
de forma dolosa, isto , o contribuinte sabe que 
tem que pagar e, conscientemente, no recolhe 
aos cofres pblicos as importncias devidas, embora 
exista expressa disposio legal para fazlo. 
Vrios estudos desenvolvidos pela Secretaria 
da Receita Federal indicam que o nvel de sonegao 
 muito elevado no Brasil, sendo que 
para cada real de imposto pago corresponderia 
outro de imposto sonegado. Veja tambm Receita 
Federal (Secretaria da); Sonegao Fiscal. 

IMPOSTO NICO. Tipo de imposto que constituiria 
a nica fonte de receita do governo. O 
imposto nico pode incidir sobre a receita, o 
capital, a propriedade etc., mas a forma que tem 
recebido mais ateno dos estudiosos  sobre o 
valor da terra. A idia do imposto nico sobre 

o valor da terra foi lanada pelo economista e 
poltico americano Henry George, em sua obra 
Progresso e Pobreza, e tem certa afinidade com o 
impt unique dos fisiocratas. Segundo Henry 
George, a renda econmica da terra era resultado 
do crescimento da economia e no do esforo 
individual; em conseqncia, os governos 
tinham uma justificativa para apropriar-se dessa 
renda, eliminando a necessidade de cobrar outros 
impostos. No Brasil, o principal defensor 
do projeto do imposto nico (adaptado s condies 
brasileiras)  o economista e vereador 
Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque, professor 
da Escola de Administrao de Empresas 
da Fundao Getlio Vargas de So Paulo. 
IMPT UNIQUE. Veja Imposto nico. 

IMPUTED INTEREST. Veja Juros Imputados. 

INA - Indicador do Nvel de Atividade. ndice 
apurado pela Fiesp (Federao das Indstrias 
do Estado de So Paulo) e que estima o nvel 
de capacidade ociosa na indstria no Estado de 
So Paulo. 

INADIMPLNCIA. Falta de cumprimento das 
clusulas contratuais em determinado prazo. 
Alm de permanecer em dbito, a parte inadimplente 
fica sujeita ao pagamento de juros de 
mora, multa contratual ou outros encargos. 

INAMPS. Veja INSS. 

IN AND OUT. Expresso em ingls utilizada 
entre especuladores para designar uma operao 
de compra imediatamente seguida por uma 
venda, ou vice-versa. Por exemplo, a compra de 



INCENTIVO FISCAL 

um ttulo e sua venda no mesmo dia  uma 
operao in and out. 

INCENTIVO FISCAL. Subsdio concedido pelo 
governo, na forma de renncia de parte de sua 
receita com impostos, em troca do investimento 
em operaes ou atividades por ele estimuladas. 
Os incentivos podem ser diretos ou indiretos. 
Quando concedidos na forma de iseno do pagamento 
de um imposto direto, como o imposto 
sobre a renda, beneficiam o contribuinte; no caso 
de um imposto indireto, tendem a diminuir o 
preo da mercadoria produzida pela empresa 
que recebe a iseno, beneficiando tambm o 
consumidor. Veja tambm Fundos Fiscais. 

INCERTEZA. Situao em que, partindo-se de 
determinado conjunto de aes, chega-se a vrios 
resultados possveis. Os resultados so conhecidos, 
mas no a probabilidade de eles ocorrerem. 
Caso as probabilidades sejam conhecidas, 
fala-se em risco. Veja tambm Risco. 

INCH. Veja Polegada. 

INCOMPATVEIS. Veja Mutuamente Exclusivos. 

INCORPORAO. Aquisio de uma empresa 
por outra. Pode ser feita pela compra  vista 
das aes, pagando-se por elas um preo superior 
ao preo de mercado, ou adquirindo-se o 
controle acionrio a longo prazo. As incorporaes 
so realizadas, em geral, para aumentar o 
poder de monoplio dos grupos empresariais e 
diminuir a concorrncia. O termo "incorporao" 
traz implcito o sentido de que a aquisio 
foi feita sem total acordo por parte da incorporada, 
diferindo, por isso, da fuso. Veja tambm 

Concorrncia; Fuso; Merger. 

INCORPORAO DE RESERVAS. Processo 
contbil pelo qual os lucros retidos e no distribudos 
nos exerccios anteriores (fundos de 
reserva etc.) passam a ser contabilizados como 
integrantes do capital da empresa. 

INCOTERMS. Abreviao da expresso em ingls 
international commercial terms, que significa 
"termos do comrcio internacional". Os incoterms 
surgiram em 1936, quando a Cmara de 
Comrcio Internacional resolveu editar um livro 
consolidando e interpretando as vrias frmulas 
contratuais que vinham havia muito sendo utilizadas 
pelos comerciantes internacionais. Esse 
conjunto de normas ficou conhecido como Incoterms 
1936. Em 1953, foi reformulado, tendo 
sofrido algumas emendas e adies em 1967, 
1976 e 1980, sendo que, atualmente, o novo conjunto 
de regras denomina-se Incoterms 1980. 
Alm dos incoterms, existem tambm as Revised 
American Foreign Trade Definitions 1941 (Definies 
Americanas Revisadas para o Comrcio Ex


terior 1941). Estas definies foram estabelecidas 
no XXVII Congresso Nacional do Comrcio Exterior, 
realizado nos Estados Unidos em 1940, e 
so ainda aplicadas naquele pas, embora a tendncia 
seja a uniformizao em torno dos incoterms, 
pois estes proporcionam uma aplicao 
mais universal. A importncia dos incoterms est 
no estabelecimento do que se denomina "ponto 
crtico", isto , aquele momento de transferncia 
de obrigaes, ou seja, quando o vendedor (exportador) 
 considerado isento de responsabilidade 
legal sobre a mercadoria entregue ao comprador, 
tendo direito a receber o pagamento estipulado 
na medida em que, daquele ponto em 
diante, as despesas e os riscos correm por conta 
do comprador (importador). A relevncia dos 
incoterms  sua capacidade de definir com preciso, 
e sem deixar margem a dvidas, o ponto 
crtico das transaes. Os incoterms so os seguintes: 
ex work; freight or carriage paid to; delivered 
duty paid; free carrier (franco-transportador); named 
point (ponto designado); FAS; FOB; C&F; 
CIF; ex ship; ex quay; FOB Airport; FOR/FOT; delivered 
at frontier. As fortes mudanas ocorridas 
nas modalidades de transporte e nos procedimentos 
documentais do comrcio internacional 
criaram a necessidade de uma reviso dos incoterms 
capaz de coloc-los em sintonia com essas 
transformaes. Entre as mudanas mais importantes 
encontram-se as seguintes: 1) estabelecimento 
de um nico operador responsvel por 
todas as etapas do sistema de transporte, com 
apenas um contrato de transporte abrangendo 
todo o percurso, da origem ao destino; 2) entrega 
das mercadorias (exceto quando se trata de grandes 
volumes) na estao de fretes ou terminais 
em vez de no navio, o que torna ociosos os incoterms, 
que tm como ponto crtico (ponto de 
transferncia de responsabilidades) o costado do 
navio (free alongside ship, por exemplo); 3) a conteinerizao 
impossibilitou a constatao de avarias 
durante o trnsito de uma mercadoria, a 
no ser antes do embarque ou depois do desembarque, 
quando o continer  aberto; 4) a 
substituio do conhecimento de embarque tradicional 
por faturas e recibos fornecidos por sistemas 
de dados computadorizados, o que possibilita 
a revenda da mercadoria antes mesmo 
de sua chegada ao destino, mediante a entrega 
do documento ao novo comprador. A partir de 
1980, foram introduzidos dois novos termos, 
alm da atualizao de um j existente. Os dois 
novos so os seguintes: 1) free carrier, que  uma 
adaptao do termo FOB para adapt-lo s peculiaridades 
do transporte intermodal, isto , enquanto 
no sistema FOB o vendedor cumpre suas 
obrigaes e isenta-se de responsabilidade quanto 
a risco de perdas e danos da mercadoria no 
momento do embarque (quando a mercadoria 
 colocada a bordo do navio), na nova verso 



o ponto crtico  o "ponto designado", ou seja, 
quando o produto  entregue em custdia ao 
transportador; 2) freight/carriage and insurance 
paid to (named point of destination) CIP. Segue os 
mesmos princpios do CIF (cost, insurance and 
freight), sendo que o vendedor arca com os custos 
de transporte e seguro at o ponto acordado 
entre as partes. Os riscos de perdas e avarias e 
os aumentos de despesas so transferidos no 
mais no momento do embarque (como ocorre 
no sistema CIF), o que atende apenas ao transporte 
martimo, mas quando da entrega da mercadoria 
ao primeiro transportador, adaptando-
se desta forma a qualquer tipo de transporte, 
inclusive o intermodal. A atualizao do termo 
existente refere-se a freight/carriage paid to. Este 
termo no  novo, tendo sido apenas atualizado 
s condies do transporte integrado ou intermodal. 
 praticamente igual ao anterior, com a 
nica diferena de que no exige do vendedor 
a contratao do seguro. Alguns incoterms admitem 
variaes, sendo as mais importantes as 
seguintes: 1) FOB americano. Neste caso, os custos 
de transporte at o porto ou aeroporto de 
embarque e aqueles referentes ao desembarao 
alfandegrio na exportao no esto a cargo 
do vendedor, mas sim do comprador. O FOB 
americano fica num ponto intermedirio entre 
o ex work e o free carrier; 2) ex work. Nesta modalidade, 
os custos de carregamento da mercadoria 
da fbrica para o veculo do transportador 
correm por conta do comprador. No entanto, 
caso haja acordo entre as partes, a responsabilidade 
desta operao pode passar ao vendedor; 
3) CIF landed. Os custos de descarregamento, inclusive 
despesas de chatas e cais, correm por 
conta do vendedor, apesar dos riscos de transporte 
da mercadoria passarem para o comprador 
a partir do momento em que ela ultrapassar 
efetivamente a amurada do navio, no porto de 
embarque. Esta variante pode representar riscos 
para o vendedor, no caso de o porto de destino 
ser mal equipado, o que pode causar despesas 
adicionais e no previstas ao exportador; 4) CIF 
landed/ex quay (duties on buyer's account). No que 
se refere a custos, estes dois termos se equivalem, 
uma vez que cabe ao vendedor arcar com 
as despesas de desembarque da mercadoria. 
Mas no que se refere aos riscos, h uma diferena 
importante, pois enquanto no primeiro caso (CIF 
landed) a transferncia se d no porto de embarque, 
viajando a mercadoria por conta do comprador, 
no ltimo, a transferncia de riscos ocorre 
no porto de destino, quando, at ento, a mercadoria 
esteve sob responsabilidade do vendedor. 
INCRA - Instituto Nacional de Colonizao 
e Reforma Agrria. rgo do governo federal 
criado em 1970 e vinculado em 1982 ao novo 

INDICADOR SOCIAL 

Ministrio de Assuntos Fundirios. Tinha como 
finalidade fazer o levantamento cadastral das 
propriedades agrcolas e a demarcao de reas 
prioritrias para colonizao e reforma agrria, 
alm de cuidar das medidas executivas para sua 
implementao. O Incra foi extinto por decreto-
lei assinado pelo presidente Jos Sarney em 
21/10/1987. As atribuies do Incra passaram 
a ser desempenhadas diretamente pelo Ministrio 
da Reforma e do Desenvolvimento Agrrio 
(Mirad). As superintendncias regionais do Incra 
foram mantidas e seus diretores esto vinculados 
diretamente ao gabinete do ministro. 

INCRA, Cadastramentos do. Levantamentos cadastrais 
das propriedades agrcolas realizados 
periodicamente, a partir de 1967, com a finalidade 
da cobrana do Imposto Territorial Rural 
e a classificao das propriedades rurais como 
minifndio, empresa rural, latifndio por explorao 
e latifndio por dimenso, com o objetivo 
de realizar a reforma agrria. Veja tambm Incra; 
Reforma Agrria. 

INDENTURE. Termo em ingls que significa 
um acordo por escrito entre uma corporao que 
emite ttulo de dvida e quem o adquire (o credor), 
estabelecendo data de vencimento, taxa de 
juros e outras condies do acordo. 

INDEXAO. Mecanismo de poltica econmica 
pelo qual as obrigaes monetrias tm seus 
valores em dinheiro corrigidos com base em ndices 
oficiais do governo. No Brasil, por exemplo, 
os salrios, penses e aluguis residenciaiseram corrigidos em funo da variao do ndice 
Nacional de Preos ao Consumidor (INPC). Depois 
de 1986, com o Plano Cruzado, o Plano 
Bresser (1987) e o Plano Vero (1989), as regras 
de indexao sofreram vrias alteraes, sendo 
at suspensas durante algum tempo. Desde a 
aplicao do Plano Collor 2, a indexao como 
medida de correo monetria foi oficialmente 
abolida. No entanto, com a acelerao da inflao 
entre 1991 e 1994, ela voltou a ser admitida, 
para ser outra vez eliminada (pelo menos parcialmente) 
com o advento do Plano Real. Veja 
tambm Plano Bresser; Plano Collor 2; Plano 
Cruzado; Plano Real; Plano Vero. 

NDIAS OCIDENTAIS. Veja Companhia Holandesa 
das ndias Ocidentais. 

NDIAS ORIENTAIS. Veja Companhia das ndias 
Orientais; Companhia Holandesa das ndias 
Orientais. 

INDICADOR SOCIAL. Procedimento estatstico 
que objetiva quantificar o grau de bem-estar 
ou qualidade de vida de uma populao. A necessidade 
de detectar esses ndices decorreu do 
descontentamento generalizado do uso do con




INDICADORES ECONMICOS 

ceito de crescimento do produto nacional bruto 
como principal referencial para se aferir o grau 
de desenvolvimento social de uma comunidade. 
O conceito de indicador social procura superar 
essas caractersticas puramente quantitativas da 
produo. Incluem-se, portanto, como indicadores 
sociais: nvel de emprego, qualidade habitacional, 
nvel de instruo, mobilidade social, servios 
de transporte e de sade, educao e perfil 
cultural global, oportunidades de lazer, grau de 
depredao dos recursos naturais no-renovveis, 
poluio do ar, da gua e sonora, entre 
outros dados. De posse desse tipo de informao, 
o poder pblico, em qualquer nvel, estaria 
mais capacitado a planejar e desenvolver uma 
poltica social. Veja tambm Bem-estar, Economia 
do; Desenvolvimento Econmico. 

INDICADORES ECONMICOS. Conjunto de 
dados estatsticos, passveis de mudana e oscilaes, 
capaz de dar uma idia do estado de 
uma economia em determinado perodo ou 
data. Tambm chamados indicadores de conjuntura, 
em geral fornecem dados sobre produo, 
comercializao e investimentos. Entre os indicadores 
econmicos mais relevantes esto os referentes 
a desemprego, oferta de empregos, emprstimos 
bancrios, reservas, preos de certos 
produtos (como petrleo), taxas de juros, movimentos 
de importao e exportao, produo 
industrial geral e setorial, produo de ao e veculos, 
preos de materiais de construo e consumo 
energtico, entre outros. 

NDICE. Veja Nmero-ndice. 

NDICE AGREGADO PONDERADO. ndice 
agregado de preos pelo qual se estabelece, para 
cada um, um peso ou ponderao.  utilizado, 
por exemplo, na determinao do custo de vida 
e suas variaes, na medida em que os vrios 
produtos participam de forma diferenciada no 
consumo habitual de uma populao, variando 
tambm de acordo com as diversas faixas de 
renda dessa populao. Por exemplo, o consumo 
de pimenta  muito menor do que o de arroz 
e feijo, na alimentao habitual das famlias 
brasileiras: uma alterao de 10% em seu preo 
no ter a mesma influncia sobre a variao 
do custo de vida do que a mesma alterao no 
preo do arroz ou do feijo. Os ndices agregados 
ponderados tambm admitem distines, 
uma vez que uns incluem um leque mais amplo 
de preos do que outros, ora registrando os preos 
do atacado, isto , praticados entre empresrios, 
e ora os preos apenas do varejo, ou seja, 
preos praticados entre empresrios e os consumidores 
finais. A formula genrica desses ndices 
 a seguinte: 

S Pn . w 
Iap =S Po. w 

Onde Pn so os preos do ano n, Po so os preos 
do ano base, e W so os pesos designados acada preo. No Brasil, os ndices Agregados Ponderados 
mais utilizados para a estimativa da inflao 
so os seguintes: ndice Geral de Preos-
Disponibilidade Interna (IGP-DI), apurado pela 
Fundao Getlio Vargas (FGV) entre os dias 
1 e 30 de cada ms, composto por uma mdiaponderada do ndice de Preos ao Consumidor 
(30%), da cidade do Rio de Janeiro, do ndicede Preos no Atacado (60%) e do ndice Nacional 
da Construo Civil (10%) e utilizado na correo 
de contratos; ndice Geral de Preos de Mercado 
(IGP-M), o mesmo que IGP-DI, mas apurado 
entre os dias 21 e 20 de cada ms; ndice Nacional 
de Preos ao Consumidor (INPC), apurado pelo 
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica) 
de 1 a 30 de cada ms, entre as faixas 
de renda de um a oito salrios mnimos em onze 
regies metropolitanas (So Paulo, Rio de Janeiro, 
Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Belm, 
Fortaleza, Salvador, Curitiba, Goinia e Braslia), 
utilizado para a correo de contratos; ndice do 
Custo de Vida (ICV), apurado pelo Dieese (Departamento 
Intersindical de Estudos e Estatstica 
Scio-Econmicos) entre os dias 1 e 30 de cada 
ms nas faixas de renda de um a trinta salrios 
mnimos no municpio de So Paulo, utilizado 
para correo de acordos (salariais) setoriais, estando 
presente como ndice de correo salarial 
de vrias categorias at o advento do Plano Real; 
ndice do Custo de Vida da Classe Mdia (ICVM), 
apurado pela Ordem dos Economistas de So 
Paulo entre os dias 1 e 30 de cada ms nas 
faixas de renda de dez a quarenta salrios mnimos 
no municpio de So Paulo e utilizado 
para correo de contratos; ndice de Preos ao 
Consumidor (IPC), apurado pela Fundao Instituto 
de Pesquisas Econmicas (Universidade 
de So Paulo) entre os dias 1 e 30 de cada ms 
nas faixas de dois a seis salrios mnimos no 
municpio de So Paulo, utilizado para a correo 
de impostos municipais e estaduais; ndice 
de Preos ao Consumidor em Real (IPCr), apurado 
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica 
(IBGE) (a partir da vigncia do Plano Real) 
entre os dias 16 do ms anterior at o dia 15 de 
ms de referncia, nas faixas de um a oito salrios 
mnimos nas onze regies metropolitanas 
correspondentes ao INPC, utilizado para a correo 
de salrios e contratos em geral. 

NDICE BIG MAC. Indicador do poder de compra 
das principais moedas mundiais, tendo 
como referencial o preo do sanduche homnimo 
produzido com as mesmas matrias-primas 
e vendido praticamente em todo o mundo. 



Criado pela revista The Economist, de Londres, 
suas variaes mensais podem refletir alteraes 
de custos e aumentos ou perdas de eficincia 
em cada economia na produo dos componentes 
que entram na composio nessa pea bsica 
das unidades do fast-food. A Unio dos Bancos 
Suos tem uma verso do ndice relacionada 
com o poder de compra, comparando quanto 
tempo de trabalho necessita o assalariado mdio 
para comprar um Big Mac. Em 1997, os pontos 
extremos eram: duas horas para o caso de um 
assalariado em Caracas (Venezuela) e nove minutos 
para um trabalhador em Tquio (Japo). 
Veja tambm Cassel, Gustav; Paridade do Poder 
de Compra. 

NDICE CAMPONS. Veja Kondratieff, Nikolai 
Dmitrievitch. 

NDICE DE ATIVIDADE ECONMICA DO 
NEW YORK TIMES. Veja New York Times 
Business Index. 

NDICE DE BOLSA DE VALORES. Valor numrico 
equivalente  mdia das cotaes de certo 
grupo de aes, consideradas representativas 
de todo o mercado, em determinado momento. 
Pela comparao dos ndices apurados sucessivamente 
pelas Bolsas de Valores, pode-se saber 
se o mercado se encontra em alta, estvel ou 
em baixa, o que orienta os investidores em suas 
aplicaes no futuro prximo. O acompanhamento 
do ndice  feito em geral por meio de 
um grfico simples que registra sua evoluo 
no tempo: um ano, um ms, uma semana ou 
at mesmo ao longo de um dia. 

NDICE DE FISHER. Tambm denominado "ndice 
Ideal de Fisher",  um nmero que tem afinalidade de eliminar o vis para cima do ndicede Laspeyres, e o vis para baixo do ndice de 
Paasche, calculando a mdia geomtrica entre 
ambos: 

If =vS Pn. qn . S Pn. qo 

.............. . 100 

S Po . qnS Po . qoOnde Pn = preos do ano n; Po = preos no 
ano-base; Qn = quantidades no ano n; Qo = 
quantidades no ano-base. 

NDICE DE GINI. Veja Coeficiente de Gini. 

NDICE DE HERFINDAHL. ndice idealizado 
pelo economista Orris Herfindahl, para a determinao 
dos efeitos anticompetitivos potenciais 
de uma fuso de bancos. O ndice mede o grau 
de concentrao por meio da soma das participaes 
individuais de cada empresa, elevadas 
ao quadrado, de tal forma que 

IH =S p2 
i 

NDICE DE LIQUIDEZ CORRENTE 

onde p = participao percentual no mercado 
de cada empresa. Quando um nico banco controla 
todo o mercado (monoplio ou monopsnio), 
o ndice de Herfindahl  igual a 1. Nos 
casos de oligoplios ou oligopsnios, quando 
existem poucos bancos explorando um mercado, 

o ndice ser prximo a 1, e quanto mais concorrencial 
for o mercado, mais o ndice ser prximo 
de 0. Supondo a existncia de seis bancos 
num determinado mercado, com participaes 
nos depsitos de 30%, 25%, 20%, 15% e 5%, a 
soma dos quadrados dessas participaes ser 
0,22. Se os dois maiores bancos se fundirem, o 
ndice aumentar para 0,37, o que pode ser considerado 
uma fuso anticoncorrencial. No entanto, 
se a fuso ocorrer entre os dois menores 
bancos, a alterao no ndice ser desprezvel, 
isto , ele passar para 0,225, e, portanto, esta 
fuso no seria anticoncorrencial. O ndice de 
Herfindahl  apenas um dos indicadores dos 
efeitos da fuso de bancos sobre o mercado, e 
dentro desta limitao, no pode ser considerado 
a palavra final numa anlise de concentrao 
de mercados, na medida em que  apenas aproximativo. 
NDICE DE LASPEYRES. ndice de preos agregado 
ponderado no qual o numerador  a soma 
dos preos correntes ponderados pelas quantidades 
de um perodo-base, e o denominador  
a soma dos preos do perodo-base, ponderados 
da mesma forma. A frmula para o clculo  a 
seguinte: 

nS  Pn . Qo 

nd. Lasp. = i =
n 
1 

S  Po . Qo 
i = 1 

onde Pn = preo no ano n; Po = preo no ano-
base; Qo = quantidade no ano-base. 

NDICE DE LERNER. Um indicador do poder 
de monoplio de uma empresa, definido pela 
frmula: 

Preo - Custo Marginal 

L = 

Preo 

Quando existe concorrncia perfeita, o preo se 
iguala ao custo marginal, e, portanto, L ser = 

0. Quando o preo supera o custo marginal, o 
ndice torna-se positivo e varia entre 0 e 1. Quanto 
mais prximo L estiver de 1, maior ser o 
grau de monoplio exercido pela empresa. 
NDICE DE LIQUIDEZ CORRENTE. Medida 
de liquidez calculada mediante a diviso do ativo 
circulante da empresa pelo seu passivo circulante. 
Quanto maior for este ndice, tanto 
maior ser a liquidez da empresa. 



NDICE DE LIQUIDEZ SECO 

NDICE DE LIQUIDEZ SECO (Acid-test Ratio). 
Medida de liquidez que retira do ativo circulante 
os estoques de duvidosa realizao, dividindo-
se o resultado pelo passivo circulante. 
Este ndice , portanto, menor ou igual ao ndice 
de liquidez corrente, e quanto maior for, maior 
ser a liquidez da empresa. 

NDICE DE OFELIMIDADE. ndice desenvolvido 
por Vilfredo Pareto (1848-1923), que relaciona 
o grau de prazer ou satisfao de combinaes 
de dois bens de tal forma que: 1) tal ndice 
seja idntico para duas combinaes entre 
as quais a escolha seja indiferente para o consumidor; 
2) tal ndice seja diferente para duas 
combinaes entre as quais uma seja prefervel 
 outra (a preferida deve ter um ndice maior). 
Veja tambm Indiferena, Curva de; Ofelimidade; 
Pareto, Vilfredo. 

NDICE DE OSCILAO. Numa srie estatstica 
cronolgica de x termos,  a mdia aritmtica 
das x-1 diferenas, em valor absoluto, entre 
cada termo e o que se lhe segue imediatamente, 
tomados todos eles na sua ordem natural de 
apresentao. 

NDICE DE PARETO.  aquele em que a elasticidade 
da funo de distribuio  igual ao parmetro 
e  constante, ou: 

E = dy 
. 
X = - a ou |E| =..
dy 
. 
X.
. = a 

dxY .dxY. 

O parmetro indica o decrscimo do nmero de 
pessoas quando se passa de uma classe de renda 
para outra mais elevada. Se a = 1,5 e passamos 
de uma classe de renda X0 para uma classe X1 
(sendo X10), ou que a renda da classe X1 seja 
10% superior  renda da classe X0, o nmero 
de pessoas que ganha X1 ser 15% menor (a  
1,5) do que aquele que ganha X0. Analisando 
os dados estatsticos relativos  renda de diversos 
pases, Vilfredo Pareto descobriu que a grandeza 
do parmetro em termos absolutos situava-
se entre os limites 1,2 e 1,9, sendo a mdia 
1,5. O valor de X pode ser considerado uma 
medida da desigualdade da distribuio da renda. 
Quanto maior for o valor do parmetro, tanto 
mais cncava ser a hiprbole e tanto maior 
a diferena entre as rendas dos vrios grupos 
da populao. 

NDICE DE VALOR. ndice que mede as variaes 
no valor da produo, do consumo etc., 
comparando as variaes nos preos e nas quantidades 
num determinado ano (ms, semana 
etc.) com os preos e as quantidades num ano-
base. 

S Pn. qn 
Iv =S Po. qo 

onde pn = preos no ano n; po = preos no ano-
base; qn = quantidades no ano n; qo = quantidades 
no ano-base. 

NDICE IDEAL DE FISHER. Veja ndice de 
Fisher. 

NDICE MARSHALL-EDGEWORTH. Um nmero-
ndice para o clculo da variao de preos 
proposto por Marshall e Edgeworth como uma 
alternativa para as frmulas de Laspeyres e 
Paashe, com a inteno de eliminar o vis de 
cada uma delas: 

S [Pn (qo + qn)]
IME =S [Po (qo + qn)] 

A desvantagem deste ndice  a falta de comparabilidade 
entre os diferentes anos, na medida 
em que os padres de ponderao se deslocam. 
Veja tambm ndice de Fisher; ndice de Laspeyres 
e ndice Paasche. 

NDICE NIKKEI. ndice criado em 1950 e constitudo 
pelos preos mdios (no ponderados) 
de 225 aes relacionadas na primeira seco da 
Bolsa de Valores de Tquio, e estimado pelo Nihon 
Keizai Shimbum, Inc. (editor do principal 
jornal de economia e negcios no Japo, o Nihon 
Keizai Shimbum, fundado em 1876 e com circulao 
diria de mais de 3 milhes de exemplares). 
Ele  calculado diariamente por meio de 
uma mdia no-ponderada de 225 aes selecionadas 
dentre cerca de 1 200 registradas na 
primeira seo da Bolsa de Valores de Tquio. 
Como o ndice no  ponderado, pode dar lugar 
a manipulaes e, em alguns casos, passar uma 
impresso falsa sobre o desempenho na Bolsa 
de Valores, pois transaes com grandes lotes 
de aes de empresas pequenas ou mdias podem 
provocar alteraes muito fortes no ndice. 
Como o ndice foi criado em 1950, existe um 
vis no sentido da indstria pesada. Em 1982,
foi introduzido o ndice Nikkei Ampliado, contendo 
a mdia de quinhentas aes registradas 
na primeira seo da Bolsa de Valores de Tquio. 
Contendo um nmero maior de aes, este ndice 
reflete melhor as flutuaes do mercado 
acionrio no Japo. Veja tambm Topix. 

NDICE NIKKEI AMPLIADO. Veja ndice 
Nikkei. 

NDICE PAASCHE. ndice de preos, agregado 
e ponderado, no qual a ponderao dos preos 
 feita pelas quantidades produzidas, compradas, 
vendidas etc. em determinado perodo de 
tempo. A frmula : 

S Pn . qn 

Ip =S Po . qn 
. 100 



onde Po = preo no ano-base; Pn = preo no 
ano n; Qn = quantidade produzida no ano n. 
Veja tambm ndice Ideal de Fisher; ndice 
de Laspeyres. 

NDICE SENN. ndice do Sistema Eletrnico de 
Negociao Nacional das Bolsas de Valores do 
Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Alagoas, Minas 
Gerais, Esprito Santo, Braslia, Paran, Pernambuco, 
Paraba e Santos. Este ndice, que computa 
as oscilaes de preos de cinqenta aes, indica 
a movimentao dos negcios nas Bolsas 
de Valores destes Estados e cidades. 

INDIFERENA, Curva de. Lugar geomtrico 
em que so representadas todas as combinaes 
possveis de vrios produtos que, para o consumidor, 
tm a mesma escala de preferncia. 
Foi criada por Pareto para demonstrar a possibilidade 
de construir uma teoria baseada somente 
em escalas de preferncias individuais. Tomando-
se duas mercadorias quaisquer A e B, a 
preos fixos, combinam-se as quantidades unitrias 
de cada uma, estabelecendo-se assim os 
pontos em que para o consumidor  indiferente 
adquirir uma ou outra combinao de quantidades 
de A e B. Cada ponto sobre a curva representa 
uma combinao diferente da preferncia 
do consumidor pelos dois produtos. A Curva 
de Indiferena  traada de tal modo que, se o 
consumidor tivesse de escolher um desses pontos, 
no saberia qual preferir, pois para ele no 
haveria diferena entre as combinaes oferecidas. 

INDIVIDUALISMO. Doutrina segundo a qual 

o centro da vida humana se encontra na ao 
do indivduo, naturalmente livre, e no na coletividade 
ou no Estado. Fruto das idias de John 
Locke, David Hume e outros pensadores do sculo 
XVII e XVIII, o individualismo serviu de 
base ao liberalismo econmico clssico, que adotou 
a livre-concorrncia como princpio mximo 
e teve em Adam Smith seu maior representante. 
Foi a expresso terica da luta da nascente burguesia 
contra as restries econmicas impostas 
pelo Estado absolutista mercantilista, e em favor 
da livre-iniciativa e do livre-cambismo. Dudley 
North foi o primeiro idelogo a expressar claramente 
a tica individualista. Dizia que os homens 
so por natureza egostas, motivados apenas 
por interesses prprios. Deveriam, contudo, 
ser deixados livres, sem leis restritivas nem favorecimentos, 
pois assim se desenvolveriam as 
potencialidades naturais de cada indivduo e, 
pela soma dessas potencialidades - expressa 
no livre jogo das foras do mercado -, atingir-
se-ia o bem comum. O individualismo se aproxima 
estreitamente da tica protestante, que, ao 
insurgir-se contra a doutrina escolstica da Igreja 
medieval, glorificava o lucro e a usura, chegando 
os adeptos mais extremados da seita pu-
INDSTRIA 

ritana a pregar que o mercado e o cmbio haviam 
sido institudos por Deus. Na atualidade, 

o individualismo econmico integra de forma 
atenuada a doutrina do neoliberalismo, que admite 
a ao do Estado no apenas como guardio 
da propriedade privada e da livre-iniciativa, 
mas tambm como regulador da estabilidade 
monetria e das finanas nacionais. A crtica ao 
individualismo est centrada em seu oposto, o 
coletivismo, defendido pelos socialistas a partir 
de Saint-Simon. Veja tambm Capitalismo; Coletivismo; 
Contrato Social; Direito Natural; Dirigismo; 
Laissez-faire; Liberalismo; Utilitarismo. 
INDIVISIBILIDADE. Caracterstica de um fator 
de produo cuja utilizao no pode ser 
efetivada abaixo de um determinado nvel ou 
nmero de unidades. Se, por exemplo, uma mquina 
ou equipamento tiver um nvel mnimo 
de produo superior ao que pode ser absorvido 
pelo mercado consumidor, a indivisibilidade 
(tcnica) deste fator pode significar a existncia 
de capacidade ociosa, elevao de custos ou, no 
limite, a no-realizao de um investimento para 
a produo de um produto que enfrenta estas 
dificuldades. Por outro lado, a existncia desta 
indivisibilidade pode estimular a empresa a conquistar 
novos mercados e, assim, operar com 
uma mquina a plena capacidade. 

INDIVISIBILIDADES. Conceito econmico que 
relaciona as limitaes tcnicas de um investimento 
produtivo (especialmente na indstria) 
com a demanda correspondente. Existem certos 
produtos cuja escala de produo mnima rentvel 
muitas vezes supera a demanda existente, 
como acontece, por exemplo, com a produo 
de ao. Dessa forma, por ter atingido seu limite 
mnimo de diviso, este investimento torna-se 
invivel em funo da demanda insuficiente 
desses produtos. O problema das indivisibilidades 
atinge mais fortemente os pases em processo 
de industrializao, cujos mercados internos 
so estreitos ou de pequena magnitude. Veja 
tambm Big Push. 

INDUO. Veja Mtodo Indutivo. 

INDUO ADMINISTRATIVA. Veja Gyosei 
Shido. 

INDUO ESTATSTICA.  a parte da estatstica 
que tem por fim, baseando-se no estudo 
de conjuntos chamados amostras, chegar a concluses 
que dizem respeito a conjuntos que 
contm os primeiros e que so denominados 
populaes. Possui o mesmo significado de inferncia 
estatstica. 

INDSTRIA. Conjunto de atividades produtivas 
que se caracterizam pela transformao de 



INDSTRIA DE BASE 

matrias-primas, de modo manual ou com auxlio 
de mquinas e ferramentas, no sentido de 
fabricar mercadorias. De uma maneira bem ampla, 
entende-se como indstria desde o artesanato 
voltado para o autoconsumo at a moderna 
produo de computadores e instrumentos eletrnicos. 
A indstria moderna surgiu com a Revoluo 
Industrial (sculos XVIII-XIX), como resultado 
de um longo processo que se iniciou 
com o artesanato medieval, passando pela produo 
manufatureira (primeiro momento da organizao 
fabril). A indstria contempornea caracteriza-
se pela produo em massa nas fbricas, 
na qual os objetos padronizados resultam 
da intensa mecanizao e automao do processo 
produtivo. Outra caracterstica  a racionalizao 
do trabalho, objetivando o aumento da 
sua produtividade e o mximo rendimento das 
mquinas. Ocorreu tambm uma radical mudana 
na estrutura da direo e da propriedade 
das indstrias: as sociedades annimas tornaram-
se a forma mais freqente de propriedade 
e a organizao do processo produtivo passou 
 responsabilidade de um corpo de tcnicos administradores, 
ao qual cabe realizar o planejamento 
da produo e a poltica de investimentos. 
Nos pases altamente industrializados, muitas 
empresas perderam seu carter local, tornando-
se grandes corporaes multinacionais. Distinguem-
se as indstrias em vrios ramos, conforme 
os bens que produzem: indstrias de bens 
de capital ou bens de produo (mquinas, equipamentos), 
indstrias de bens intermedirios (matrias-
primas para outras empresas) e indstrias 
de bens de consumo (artigos de utilidade individual 
ou familiar). So classificadas como indstrias 
tradicionais ou de trabalho intensivo as que 
ocupam grande contingente de mo-de-obra e 
se apiam em tecnologia atrasada; e como indstrias 
modernas ou de capital intensivo as portadoras 
de tecnologia sofisticada, com operrios 
altamente especializados e elevada taxa de 
investimento por pessoa empregada. Veja tambm 
Artesanato; Automao; Fbrica; Industrializao; 
Manufatura; Mecanizao; Revoluo 
Industrial. 

INDSTRIA DE BASE. Empresa ou setor industrial 
que alimenta os demais. So indstrias 
de base as que operam a extrao de minrios 
e sua transformao em matria-prima para outros 
setores industriais, e tambm as indstrias 
de produo de energia eltrica. Veja tambm 

Tecnologia de Base. 

INDSTRIA DE PONTA. Empresa ou setor industrial 
que realiza a montagem final de um 
conjunto de peas fornecidas por outras fbricas, 
concluindo assim um processo fabril que abrange 
vrias unidades produtoras. So indstrias 

de ponta as fbricas de avies, de automveis, 
de aparelhos eletrnicos e de computadores, entre 
outras.Veja tambm Tecnologia de Ponta. 

INDSTRIA DE TRANSFORMAO. Setor 
da produo industrial voltado para a transformao 
de matrias-primas em bens, distinguindo-
se, portanto, da produo agrcola e da indstria 
extrativa vegetal e mineral. Abrange todos 
os momentos da produo industrial: matrias-
primas elaboradas (ao), bens de capital 
(mquinas-ferramentas, autopeas) e bens de consumo 
(automveis, roupas). Inclui-se nessa categoria 
a produo agroindustrial, como acar, sucos 
e beneficiamento de produtos agrcolas. 

INDSTRIA EXTRATIVA MINERAL. Veja 
Minerao. 

INDSTRIA NASCENTE. Conceito protecionista 
aplicado aos setores industriais em formao. 
Esses setores no alcanariam o tamanho 
suficiente para trabalhar com uma economia de 
escala competitiva se no recebessem proteo, 
especialmente quando a competio  com indstrias 
estrangeiras. Uma indstria nova, de 
um pas em desenvolvimento, estaria sempre em 
posio vulnervel de concorrncia em relao 
s indstrias j estabelecidas de pases adiantados. 
No entanto, essa indstria poderia conquistar 
uma vantagem comparativa se tivesse condies 
de iniciar sua atividade sem a concorrncia 
externa. Aps a independncia dos Estados 
Unidos, o estadista Alexander Hamilton sustentou 
que as indstrias nascentes deveriam ser 
protegidas com tarifas especiais at superar essa 
fase. A tese seria retomada mais tarde pelo economista 
Friedrich List e apoiada at mesmo por 
ortodoxos como Marshall e Taussig. 

INDUSTRIAL. Veja Engenharia Industrial; Localizao 
Industrial; Organizao; Psicologia 
Industrial; Relaes Industriais; Revoluo Industrial. 


INDUSTRIALISMO. Doutrina que considera a 
indstria a meta principal do homem e da sociedade. 
Refere-se aos princpios e valores da 
sociedade gerada pela Revoluo Industrial, que 
fazem a apologia da mecanizao da produo 
e dos processos sociais dela decorrentes. O termo 
foi usado pela primeira vez por Thomas Carlyle, 
em 1830. 

INDUSTRIALIZAO. Processo histrico-social 
por meio do qual a indstria fabril se torna 

o setor predominante da economia de um pas. 
Comeou na Inglaterra com a Revoluo Industrial, 
espalhando-se depois pela Europa, Estados 
Unidos e Japo. Embora em certos casos (como 
no Brasil) inicie-se com a implantao da inds


301 INFLAO


tria leve (produtos alimentcios e txteis), o processo 
de industrializao caracteriza-se pela formao 
de um ncleo de indstria pesada, produtora 
de matrias-primas bsicas e de mquinas-
ferramentas (indstrias de base) e alimentadora 
de todo o parque industrial. O processo 
de industrializao corresponde a um intenso 
desenvolvimento urbano (urbanizao) e do setor 
de servios, particularmente o relacionado 
com as atividades comerciais e financeiras. Tem 
como pressuposto a existncia de um mercado 
interno e capitais disponveis para serem investidos 
nas atividades industriais. No Brasil, essas 
condies surgiram no final do sculo XIX, 
quando se implantaram as primeiras indstrias 
no pas, mas o processo s se intensificou durante 
a Segunda Guerra Mundial, sendo retomado 
entre 1956 e 1960 e atingindo seu auge 
na dcada de 70. 

INDUSTRIAL WORKERS OF THE WORLD 
(IWW). Organizao sindical fundada nos Estados 
Unidos em 1905, sob inspirao anarco-sindicalista 
e que chegou a ter mais de 100 mil 
membros. Adversria do conservadorismo da 
American Federation of Labor (AFL), tinha 
apoio entre os trabalhadores no-qualificados da 
cidade e do campo e defendia o confronto direto 
com os patres e o aparelho repressivo como 
forma de destruir o capitalismo. Durante a Primeira 
Guerra Mundial, liderou violentos movimentos 
grevistas no pas; acusados de traio, 
seus dirigentes foram presos e a organizao 
praticamente destruda pela ao policial. Veja 
tambm AFL-CIO; Sindicalismo; Teamsters. 

INEFICINCIA TCNICA. Veja X-Efficiency. 

INRCIA INDUSTRIAL. Termo utilizado em 
economia industrial e teoria da localizao para 
caracterizar uma situao em que uma empresa 
no muda o local onde est estabelecida, mesmo 
quando sua localizao deixa de ser a mais vantajosa 
do ponto de vista de sua rentabilidade. 
Tal comportamento pode ser explicado pelo fato 
de que os custos de relocao podem superar 
(vigorando determinadas condies) os lucros 
extraordinrios originados em uma eventual 
mudana de localizao. 

INRCIA INFLACIONRIA. Veja Inflao 
Inercial. 

INERCIAL. Veja Inflao Inercial. 

INFANT INDUSTRY ARGUMENT. Expresso 
em ingls que significa "argumento de indstria 
nascente" e designa o argumento utilizado pelas 
atividades industriais emergentes, especialmente 
em pases de industrializao recente, e que 
por esta razo necessitam de proteo contra os 
concorrentes externos - mais poderosos e con


solidados - at que, mediante os ganhos de 
escala e aumento de produtividade, tenham condies 
de competir no mercado internacional em 
p de igualdade e no necessitem mais de proteo. 
Veja tambm Tese de Manoilescu. 

INFERNCIA. Quando uma informao sobre 
determinado processo ou populao se baseia 
numa amostra extrada dos mesmos, as concluses 
resultantes dessa informao so denominadas 
inferncias. Por exemplo, se uma empresa 
decide quanto vai produzir de um determinado 
artigo a partir do consumo mdio daquele artigo, 
estimado a partir do consumo mdio de uma 
amostra, esta deciso ter sido baseada numa 
inferncia. 

INFERNCIA ESTATSTICA. Veja Induo 
Estatstica. 

INFLAO. Aumento persistente dos preos 
em geral, de que resulta uma contnua perda 
do poder aquisitivo da moeda.  um fenmeno 
monetrio, e isso coloca uma questo bsica: se 
 a expanso da oferta de moeda que tem efeito 
inflacionrio ou se ela ocorre como resposta  
maior demanda de moeda provocada pela inflao. 
A inflao, normalmente, pode resultar 
de fatores estruturais (inflao de custos), monetrios 
(inflao de demanda) ou de uma combinao 
de fatores. Entretanto, independentemente 
da causa inicial do processo de elevao 
dos preos, a inflao adquire autonomia suficiente 
para se auto-alimentar por meio de reaes 
em cadeia (a elevao de um preo "puxando" 
a elevao de vrios outros). Desse 
modo, configura-se a chamada espiral inflacionria. 
A escola monetarista atribui papel decisivo 
s expectativas inflacionrias como impulsionadoras 
das elevaes da taxa de juros, das 
maiores demandas salariais, dos reajustes sistemticos 
da taxa cambial e, por extenso, como 
fator explicativo da autonomia relativa do processo 
inflacionrio. Tudo surgiria espontaneamente 
em funo do comportamento racional 
dos agentes dentro de mercados competitivos. 
Os estruturalistas, por sua vez, explicam a inflao 
pelo fato de as demandas salariais deixarem 
de ser uma questo exclusivamente econmica; 
elas adquirem carter sociopoltico, envolvendo 
sindicatos, empresas e o governo, o que 
contribui para generalizar a prtica da fixao 
dos preos em funo dos aumentos de custos, 
em detrimento do rigor impessoal dos mercados 
competitivos. Dessas duas posies originam-se 
modelos diferenciados para o processo inflacionrio. 
Segundo os monetaristas, o ndice de preos 
depende do nvel de produo fsica, da velocidade-
renda da moeda e do estoque nominal 
de moeda. Como os dois primeiros mudam de 
forma estvel no mercado livre, os movimentos 



INFLAO DE CUSTOS 

do ndice geral de preos refletiriam unicamente 
os movimentos do estoque nominal de moeda, 
determinados pela poltica econmica. Os planos 
de gastos do governo, excessivos em relao 
 capacidade de tributao e endividamento do 
Tesouro Nacional, devidos a crdito subsidiado 
ou a uma poltica econmica incompetente (por 
exemplo, taxas de juros abaixo do nvel de equilbrio), 
fariam com que se expandissem os meios 
de pagamentos para cobrir esses gastos. Como 
no haveria aumentos equivalentes no produto 
real ou na velocidade com que a moeda circula, 
os preos subiriam. O combate  inflao deveria 
respeitar a "espontaneidade" do mercado (aumentando 
o desemprego, se necessrio) para 
procurar reverter as expectativas inflacionrias. 
Seria necessrio emitir ttulos, aumentar os impostos 
e, sobretudo, neutralizar a ao dos mecanismos 
de reajustes, espontneos ou no, de 
preos, salrios, cmbio e taxa de juros. Em contrapartida, 
os no-monetaristas lembram o impacto 
inflacionrio do aumento de salrios, do 
custo de certos insumos (por exemplo, o petrleo, 
no caso brasileiro), da indexao dos preos 
de certos produtos ao custo de produo, da 
estagnao da produtividade de bens de consumo 
etc. Para combater a inflao, o governo deveria 
intervir diretamente nos reajustes de preos, 
salrios, cmbio e juros, para eliminar o poder 
de barganha dos agentes econmico-sociais 
"inflacionantes" (por exemplo, as grandes empresas 
e os sindicatos). Na ausncia de um mecanismo 
de correo monetria, a inflao tende 
a favorecer os devedores e especuladores, prejudicando 
os credores, as classes de renda fixa, 
os pensionistas e os investidores conservadores. 
Ela redistribui a renda entre setores (por exemplo, 
agricultura/indstria) e/ou grupos de renda 
(por exemplo, lucros/salrios). Alm disso, 
a inflao tende a mudar os hbitos de consumo 
e a incentivar a aplicao em bens de valorizao 
garantida, mesmo com o surto inflacionrio 
(jias, imveis etc.). E pode ainda estimular a 
queda da poupana, se a remunerao desta no 
se adaptar aos novos nveis de aumento de preos. 
Em princpio, o ndice ideal para medir a 
inflao resultaria do deflator implcito do produto 
nacional gerado em determinado perodo 
de tempo, que daria uma medida, a uma certa 
periodicidade, do crescimento dos preos dos 
bens de consumo, dos bens de produo e de 
todos os servios gerados no intervalo de tempo 
relevante com o concurso da fora de trabalho. 
Por motivos de ordem prtica, outros ndices 
so usados. Para medir a variao dos preos 
dos produtos finais consumidos pela populao,
usam-se os ndices de Custo de Vida (ICV) ou 
de Preos ao Consumidor (IPC), tendo como 
base os hbitos de consumo de uma famlia-padro 
(para toda a sociedade ou para certa classe). 

Para medir a variao nos preos dos insumos 
e fatores de produo (e demais produtos intermedirios), 
usam-se ndices de Preos ao Produtor 
ou, em termos agregados, o ndice de Preos 
ao Atacado (IPA). No Brasil, a inflao medida pelo ndice Geral de Preos (IGP), da 
Fundao Getlio Vargas, e pelo IPC, elaborado 
pela Fundao IBGE. Veja tambm Correo 
Monetria; Deflao; Deflator; Estagflao; Hiperinflao; 
IGP; Imposto Inflacionrio; IPC; 
Moeda; Preo; Senhoriagem. 

INFLAO DE CUSTOS. Processo inflacionrio 
gerado (ou acelerado) pela elevao dos custos 
de produo, especialmente das taxas de juros, 
de cmbio, de salrios ou dos preos das 
importaes. 

INFLAO DE DEMANDA. Tambm chamada 
de inflao dos compradores,  o processo 
inflacionrio gerado pela expanso dos rendimentos. 
Ocorre que os meios de pagamento crescem 
alm da capacidade de expanso da economia, 
ou antes que a produo esteja em plena 
capacidade, o que impede que a maior demanda 
decorrente da expanso dos rendimentos seja 
atendida. Com isso, aumentam os preos e, por 
extenso, os salrios e os rendimentos em geral, 
dando origem a uma espiral inflacionria. 

INFLAO DE PAPEL-MOEDA. Expresso 
utilizada para designar uma inflao decorrente 
de emisso excessiva de moeda (papel) no conversvel. 
Nos pases onde existia a conversibilidade 
interna do papel-moeda, sempre que as 
emisses desta superavam as possibilidades governamentais 
de convert-las em metal precioso, 
dizia-se que havia uma inflao de papel-moeda. 

INFLAO GALOPANTE. Surto inflacionrio 
em que os preos sobem rapidamente, a inflao 
se mantm alta (no mnimo de 20 a 50%) e se 
torna crnica, tendendo a se realimentar. O Brasil 
sofreu inflao galopante em 1958-1964 e a 
partir de 1978. A economia pode se adaptar a 
esse carrossel de preos crescentes por mecanismos 
de correo monetria. Mas, caso haja perda 
de confiana na moeda, a remarcao desenfreada 
de preos pode resultar na hiperinflao. Veja 
tambm Inflao. 

INFLAO INERCIAL. Processo inflacionrio 
muito intenso, gerado pelo reajuste pleno de 
preos, de acordo com a inflao observada no 
perodo imediatamente anterior; os contratos 
contm clusulas de indexao que restabelecem 
seus valores reais aps intervalos fixos de tempo. 
Na medida em que esses intervalos so cada 
vez menores e os reajustes cada vez maiores e 
concedidos com a mesma intensidade para todos 
os preos, estes tendem a ficar alinhados. 
Embora variando com grande intensidade, um 



congelamento manteria as mesmas posies relativas 
anteriores, garantindo a neutralidade da 
operao, isto , no haveria nem ganhadores 
nem perdedores se a inflao deixasse de existir 
repentinamente pelo congelamento de preos. 
Veja tambm Choque Heterodoxo; Plano Cruzado. 


INFLAO REPRIMIDA. Tambm chamada de 
inflao contida ou oprimida,  aquela que se 
caracteriza por uma taxa de elevao dos preos 
inferior  taxa de expanso do meio circulante. 
Essa no-elevao dos preos, em geral,  conseqncia 
de bem-sucedidos controles governamentais 
sobre os preos. Quando vrios setores 
da economia planejam despesas que excedem a 
capacidade de produo dessa economia, os planos 
no podem ser cumpridos. Uma possibilidade 
de ajustamento seria ento dada pela alta 
dos preos, visto que a presso da demanda 
atuaria nesse sentido. Mas, estando sob controle, 
os preos no podem se alterar. O hiato inflacionrio 
permanece sob a forma de inflao reprimida. 
Veja tambm Inflao. 

INFORMTICA. Disciplina matemtica que cuida 
da transmisso de informaes e da sua representao 
matemtica. O objetivo principal da 
informtica  ampliar ao mximo o nmero de 
informaes transmitidas e diminuir ao mnimo 
os erros que possam acontecer durante as transmisses. 
Em computao, as informaes so 
transformadas em bits (do ingls binary digits, 
ou "dgitos binrios"); cada bit  uma alternativa 
sim-ou-no, representada matematicamente por 
0 ou 1. Cinco bits apenas representam qualquer 
letra do alfabeto, e as mensagens so representadas 
por seqncias de bits. A informtica 
preocupa-se ainda com os "suportes" de informao 
(cartes perfurados, fitas perfuradas, fitas 
magnticas etc.) e com o modo como esses suportes 
devem ser manipulados para ter mxima 
eficincia. Veja tambm Automao; Ciberntica; 
Computador. 

INFRA-ESTRUTURA. Conjunto de instalaes 
e equipamentos empregados na extrao, transporte 
e processamento de matrias-primas essenciais, 
nos meios de treinamento da fora de 
trabalho e na fabricao de bens de capital. 
Abrange indstria extrativa mineral, ferrovias, 
rodovias, navegao, siderurgia, metalurgia de 
no-ferrosos, indstria energtica e mecnica. 
Na concepo marxista, infra-estrutura designa 
a base econmica da sociedade, o modo de produo 
dominante e, mais especificamente, o conjunto 
das relaes de produo. Essa infra-estrutura 
econmica determina a superestrutura 
poltico-social historicamente correspondente. 
Veja tambm Indstria de Base; Modo de Produo; 
Superestrutura. 

INPI 

INGOT. O mesmo que lingote, utilizado no caso 
do ouro, ou uma das formas nas quais o ouro 
 mantido como reserva de um pas. Veja tambm 
Lingote. 

IN NATURA. Expresso em latim que significa 
produto ou matria-prima que se encontra em 
estado natural, isto , submetido a poucas etapas 
dos processos de trabalho. Quando esta expresso 
aparece associada a forma de pagamento, 
significa que o mesmo foi realizado no em dinheiro, 
mas em produto, seja ele de origem agrcola 
ou mineral. Contrape-se a pagamento "em 
espcie", que significa a interveno do dinheiro 
(moedas metlicas fundamentalmente, mas tambm 
papel-moeda) na concluso de transaes 
comerciais. 

INNOVATION DRIVEN. Expresso em ingls 
que significa vantagens competitivas de um pas 
baseadas no nmero elevado de inovaes no mbito 
dos processos produtivos e dos produtos. 

INOVAO. Introduo de novos produtos ou 
servios, ou de novas tcnicas para sua produo, 
ou funcionamento. Pode consistir na aplicao 
prtica de uma inveno, devidamente desenvolvida 
(como o transistor). Tambm so inovaes 
as novas formas de marketing, vendas, 
publicidade, distribuio etc. que resultem em 
custos menores e/ou faturamentos maiores. 
Alm do grande impacto que podem produzir 
na prpria vida social, as inovaes tm um 
importante papel de estmulo  atividade econmica, 
na medida em que implicam novos 
investimentos. 

INPC - ndice Nacional de Preos ao Consumidor. 
Mdia ponderada de ndices elaborados 
pela Fundao IBGE para dez regies metropolitanas 
brasileiras (So Paulo, Rio de Janeiro, 
Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, 
Recife, Belm, Fortaleza e Braslia). O INPC 
 elaborado sob dois conceitos: o amplo, correspondendo 
a famlias com renda mensal entre 
um e trinta salrios mnimos, e o restrito, cor-
respondendo a famlias com renda entre um e 
cinco salrios mnimos. O INPC restrito tem sido 
calculado para dois intervalos diferentes de levantamento 
de preos: um deles relativo ao ms-
calendrio, e o outro correspondente ao perodo 
compreendido entre o dia 16 do ms anterior e 

o dia 15 do ms de referncia. Este ltimo clculo 
 tambm denominado IPC, e constitui a base 
para o reajuste ou a indexao de contratos. 
INPI - Instituto Nacional da Propriedade Industrial. 
rgo integrante do Sistema Setorial 
de Cincia e Tecnologia do Ministrio da Indstria 
e Comrcio. Foi criado em 11/12/70, pela 
lei n 5 648, substituindo o antigo Departamento 
da Propriedade Industrial. Principais atribuies 



INPUT-OUTPUT 

no plano nacional: executar as normas que regulam 
a propriedade industrial (marcas e patentes); 
adotar medidas capazes de acelerar e 
regular a transferncia de tecnologia; pronunciar-
se quanto  convenincia de assinatura, ratificao 
ou denncia de convenes, tratados, 
convnios e acordos sobre a propriedade industrial. 
Com a reforma ministerial de 1990, o rgo 
passou a ser subordinado ao novo Ministrio 
da Infra-estrutura. 

INPUT-OUTPUT. Veja Insumo-Produto. 

INQUILINATO. Veja Lei do Inquilinato. 

IN REM. Expresso em latim que significa um 
processo jurdico direcionado contra uma coisa 
(objeto), em vez de contra uma pessoa. Geralmente, 
esses processos envolvem a diviso de 
propriedade imobiliria. 

INSIDER. Termo aplicado, especialmente no 
mercado de aes, a uma pessoa que dispe de 
informaes privilegiadas sobre a situao de 
empresas que tm seus ttulos cotados em Bolsa 
e que, fazendo uso delas (antes que as mesmas 
sejam acessveis ao pblico), pode realizar grandes 
lucros comprando e/ou vendendo aes. A 
legislao em geral pune a ao dos insiders, embora 
com graus diferenciados de severidade. 

INSIDER INFORMATION. Veja Insider. 

IN-SITU. Expresso em latim que significa "dentro 
de um lugar" (no sentido fsico) e se aplica 
quando se quer designar a manuteno de uma 
planta ou de um conjunto de plantas no seu 
lugar natural de crescimento. 

INSOLVNCIA. Situao em que uma pessoa 
fsica ou jurdica  incapaz de pagar seus compromissos. 
A caracterizao da insolvncia permite 
que, independentemente de qualquer pedido 
formal por parte dos credores, seja decretada 
a falncia. 

INSPEO AMOSTRAL.  a que incide apenas 
sobre uma amostra do conjunto do material 
a ser julgado. 

INSPEO POR AMOSTRAGEM. Tcnica utilizada, 
especialmente em grandes empresas, 
para a verificao da qualidade de um conjunto 
de produtos por meio de amostras dele extradas. 
Esta tcnica foi introduzida por H.F. Dodge 
e H.G. Romig e publicada pelo Bell Systen Technical 
Journal, em 1929. 

INSPEO TOTAL. No processo de inspeo 
de um conjunto de produtos, ou lotes de peas, 
 a que incide sobre a totalidade dos elementos 
desse conjunto ou lote. Este processo de inspeo, 
embora realize o controle mximo que um 

produto pode ter,  bem mais dispendioso do 
que a inspeo amostral. Veja tambm Inspeo 
Amostral. 

INSS - Instituto Nacional do Seguro Social. 

Autarquia que regula e prev aposentadorias e 
penses, assistncias mdica, odontolgica e farmacutica, 
reabilitao profissional e servio social 
a cerca de 18,5 milhes de segurados e seus 
dependentes. O instituto presta a seus segurados 
mais de trinta benefcios diferentes. Os mais importantes 
so: salrio-maternidade (correspondente 
ao salrio da segurada e pago durante 
quatro meses, pouco antes e posteriormente ao 
parto); auxlio-natalidade (correspondente a um 
salrio mnimo da regio e pago  segurada ou 
dependente do segurado); auxlio-doena (correspondente 
a no mximo 90% do salrio de benefcio); 
vrios tipos de aposentadoria; auxlio-
funeral (indenizao das despesas do funeral do 
segurado, at o mximo de duas vezes o salrio 
de referncia da regio). Para receber esses benefcios, 
exige-se que o segurado seja contribuinte 
pelo menos durante doze meses. At 1966, a 
previdncia social urbana no Brasil esteve a cargo 
dos vrios Institutos de Aposentadoria e Penses, 
que beneficiavam separadamente comercirios, 
ferrovirios, servidores pblicos, empregados 
em transportes de cargas, bancrios, industririos, 
porturios e martimos. A partir de 
26/11/1966, de acordo com o decreto-lei n 72, 

o antigo INPS absorveu esses institutos e tambm 
o Servio de Assistncia Mdica Domiciliar 
e de Urgncia (Samdu) e o Servio de Reabilitao 
Profissional (Suserps). O custeio da Previdncia 
Social provm de contribuies dos trabalhadores 
segurados, das empresas e de dotaes 
oramentrias do governo federal. A lei n 
6 036, de 1/5/1974, criou o Ministrio da Previdncia 
e Assistncia Social, no qual incluiu o 
INPS. Em 1/9/1977, este passou a atender apenas 
 concesso dos benefcios, sendo criado o 
Instituto Nacional de Assistncia Mdica e Previdncia 
Social (Inamps), para o atendimento 
mdico-hospitalar, e o Instituto de Administrao 
Financeira da Previdncia e Assistncia Social 
(Iapas), para o servio de arrecadao. Como 
parte do Plano Collor, em 15/3/1990, o poder 
executivo instituiu o INSS como autarquia federal, 
mediante a fuso do Iapas com o INPS. 
INSTAR OMNIUM. Expresso em latim que 
significa "seguir o costume comum". 

INSTINET. Termo utilizado no mercado financeiro 
norte-americano, formado pelas palavras 
institutional net, que consiste num sistema totalmente 
automatizado de comunicaes mediante 

o qual um terminal de computador  instalado 


INSUMO-PRODUTO 

no departamento de operaes financeiras de 
cada subscritor - a grande maioria investidores 
institucionais ligados por um circuito telefnico 
privado -, conectado ao computador central. 
Cada terminal de assinante dispe de uma unidade 
impressora que registra instantaneamente 
as ordens (de compra ou venda) emitidas ou 
recebidas. Os assinantes apresentam suas ofertas 
no sistema com o nome, a quantidade, o preo 
e os prazos das aes que desejam transacionar. 
Por meio deste sistema, os investidores institucionais 
podem se comunicar e transacionar diretamente 
com outros investidores, sem a necessidade 
de um corretor. 

INSTITOR. Termo de origem latina que designa 
aquele que administra ou dirige os negcios de 
um banco, representando a outrem em funes 
de preposto. 

INSTITUCIONALISMO. Escola de pensamento 
econmico que surgiu na dcada de 20 nos 
Estados Unidos, influenciada principalmente 
pela obra de Thorstein Veblen (1857-1929). Desenvolve 
uma anlise econmica baseada no estudo 
das estruturas, regras e comportamentos 
de instituies - como empresas, cartis, sindicatos, 
o Estado e seus organismos. Ressaltando 

o papel da estrutura e da organizao poltica 
e social na determinao dos acontecimentos 
econmicos, os institucionalistas entraram em 
aberta polmica com os economistas ortodoxos, 
criticando-os por distorcerem a realidade pelo 
uso de modelos puramente tericos e matemticos, 
no levando em conta o ambiente institucional 
que envolve a economia. Para os institucionalistas, 
no  a racionalidade, mas os instintos 
e costumes que movem o comportamento 
econmico; no  a competio pelo mercado, 
mas a competio por riqueza e poder. Desse 
modo, defendem a importncia de outras disciplinas 
sociais, como a sociologia, a poltica e 
a antropologia no estudo e na soluo dos problemas 
econmicos. Entre os economistas mais 
conhecidos dessa tendncia, alm de Veblen, esto 
W.C. Mitchell (1874-1948) e Gunnar K. Myrdal 
(1898-1987). 
INSTITUTO BROOKINGS. Veja Plano Brady. 

INSTRUMENTO NEGOCIVEL. Qualquer ttulo 
que pode ser comercializado e possui valor 
de mercado. So instrumentos negociveis os 
cheques, notas promissrias, termos de garantia, 
certificados de depsitos, aes e debntures. Alguns 
desses ttulos, em casos excepcionais, no 
podem ser negociados:  o caso do cheque avulso. 

INSUMO-PRODUTO, Anlise do. Anlise de 
modelos que pretendem detalhar as implicaes 
de determinada demanda ou de determinada 

oferta. Para isso, valem-se de um sistema contbil 
que centra sua ateno na maneira como 
as funes tecnolgicas de produo das vrias 
indstrias afetam as relaes entre as indstrias 
e determinam a estrutura industrial do sistema 
econmico. Os dados proporcionados pelo sistema 
contbil insumo-produto so relacionados 
na tabela de insumo-produto, constituda dos 
nmeros correspondentes s quantidades de 
produto que cada indstria comprou e vendeu 
s outras unidades industriais, no conjunto da 
economia. As indstrias devem ser cuidadosamente 
selecionadas; de acordo com a finalidade 
da anlise e em conformidade com seu nmero, 
a tabela de insumo-produto apresentar um nmero 
correspondente de linhas - uma para 
cada indstria - e de colunas, tambm uma 
para cada indstria. Cada linha mostrar para 
onde ir o produto de uma indstria; cada coluna 
mostrar a quantidade de insumo que cada 
indstria empregou. Essa tabela e suas variaes 
so utilizadas para analisar o impacto que a demanda 
de um valor extra de certo tipo de produto 
pode causar na economia. As teorias elaboradas 
sobre as estatsticas de insumo-produto 
tm vrias utilizaes: 1) indicam a expanso 
requerida em reas de importncia econmica, 
a longo prazo, servindo como subsdio para os 
rgos governamentais orientar seus investimentos 
e garantir um crescimento econmico 
adequado; 2) ajudam a determinar a viabilidade 
da obteno de qualquer nvel de produo, 
comparando os custos de obteno de vrios nveis 
e dando a conhecer os insumos requeridos 
para atingir determinado nvel; 3) permitem prever 
o impacto que uma variao no padro de 
exportao provocar na estrutura industrial, 
bem como as variaes nos requisitos de importao, 
decorrentes de alteraes na estrutura da 
demanda (o impacto dessas variaes nas transaes 
externas pode ser acompanhado at a verificao 
dos seus efeitos sobre o balano de pagamento); 
4) facilitam a investigao do resultado 
de polticas de desenvolvimento regional, 
em contraposio ao crescimento e  variao 
nacional; 5) facilitam o acompanhamento do impacto 
de uma variao dos preos dos fatores 
sobre o nvel e a estrutura do preo dos produtos 
finais. E tambm so utilizadas para acompanhar 
o impacto das variaes de produtividade 
sobre a estrutura da economia e o nvel de produo.
Os modelos insumo-produto contm um 
nmero considervel de suposies simplificadoras, 
tais como os retornos constantes (independentes 
da escala de produo) e a ausncia 
de substituio entre os produtos (demanda final) 
e entre os insumos (demanda intermediria). 
Em termos matemticos, a anlise do insumo-
produto  representada por funes de pro




INSUMO-PRODUTO 

duo lineares, que descrevem as relaes entre 
todos os setores da economia. Assim, 

a11 X1 + a12 X2 + ... + a1n Xn + F1 = X1 

an1 X1 + an2 X2 + ... + ann Xn + Fn = Xn 

onde X1 representa o produto do isimo setor 
da economia; aij representa a quantidade do isimo 
produto usado na produo de uma quantidade 
do produto j. F1 representa a demanda 
final do isimo produto. Portanto, a produo 
total do isimo setor  subdividida em quantidades 
usadas na produo de todos os outros 
produtos, as quais so por sua vez finalmente 
consumidas. Em termos matriciais o sistema poderia 
ser escrito da seguinte maneira: A X + F 
= X, onde A  a matriz dos coeficientes de insumo-
produto aij geralmente denominada matriz 
de coeficientes tcnicos. X  o vetor de produo 
intermediria de produtos, e F  o vetor 
da demanda final. Dessa maneira,  possvel determinar 
as quantidades necessrias de produo 
em cada setor para satisfazer uma dada demanda 
final de tal forma que X = [I-A]-1 F. 

INSUMO-PRODUTO. Veja Insumo-Produto, 
Anlise do. 

INTANGIBLES. Veja Intangveis. 

INTANGVEIS. Designao dada a valores que 
no tm uma representao fsica imediata, 
como acontece com as mercadorias em geral. So 
"intangveis" do ponto de vista contbil, por 
exemplo, as patentes, as franquias, as marcas, 
os copyrights, o goodwill etc. 

INTEGRAO. Veja Cartel; Fuso; Holding; 
Integrao Horizontal; Integrao Vertical; 
Verticalizao. 

INTEGRAO HORIZONTAL. Processo ocasionado 
pela fuso de duas ou mais empresas 
que operam no mesmo estgio e com os mesmos 
produtos. Pode-se tambm dizer que existe integrao 
horizontal quando as empresas so integradas 
por utilizar a mesma matria-prima, 
embora no fabriquem o mesmo produto. A integrao 
horizontal pode permitir que as empresas 
ganhem em termos de economia de escala, 
contem com maior poder econmico, operem 
com um sistema mais amplo de revende-
dores e, em ltima instncia, diminuam a concorrncia, 
conquistando faixas maiores do mercado. 
Veja tambm Verticalizao. 

INTEGRAO VERTICAL. Veja Verticalizao. 

INTEGRALIZAO. Concluso do pagamento 
de um ttulo ou ao, comprados para serem 
pagos em etapas, como ocorre nas subscries 
de aes ou debntures conversveis. Quando 

se faz o pagamento de uma s vez, denomina-se 

integralizao no ato. 

INTERAO.  toda subseqncia de 
n(1\=n\=N) elementos da mesma qualidade, 
em uma seqncia de N elementos de 
m(1\=m\=N), qualidades mutuamente exclusivas. 
Tambm se diz repetio ou chorrilho. 

INTERCMBIO, Termos de. Veja Relaes de 
Troca. 

INTEREST RATE PARITY THEOREM. Veja 
Teorema da Paridade das Taxas de Juros. 

INTERFACE. Forma pela qual se estabelece a 
comunicao entre o computador e os perifricos, 
ou local ou locais onde dois sistemas ou subsistemas 
interagem entre si. A comunicao de 
dados por meio de interfaces pode realizar-se basicamente 
por dois mtodos: o paralelo e o serial. 
No primeiro caso, todos os sinais se integram 
a uma palavra ou dado e so transferidos simultaneamente 
por meio de um grupo de linhas 
paralelas. A comunicao do tipo serial se d 
quando diversos sinais se transferem, um atrs 
do outro, sobre a mesma linha de comunicao. 
Veja tambm Perifricos. 

INTERIM DIVIDEND. Dividendo pago por 
antecipao ao dividendo peridico normal. Algumas 
empresas costumam fazer pequenos 
adiantamentos de dividendos (s vezes trimestrais) 
para tornar suas aes mais atrativas nas 
Bolsas de Valores. Esses adiantamentos so descontados 
no momento em que o dividendo normal 
 pago. No Brasil, os bancos so obrigados 
a pagar dividendos semestrais. 

INTERNA CORPORIS. Expresso em latim 
que significa algo que se d dentro de um mbito 
determinado, ou que se resolve dentro de uma 
organizao ou instituio sem se desdobrarpara o exterior.  muito utilizada para designar 
processos que se desenvolvem dentro de organizaes 
fechadas e submetidas a uma rgida 
hierarquia e disciplina, como acontece nas Foras 
Armadas. 

INTERNACIONALIZAO. Veja Multinacional. 


INTERNACIONAL SOCIALISTA. Designao 
comum a sucessivas associaes mundiais de 
trabalhadores, com objetivos socialistas. A I Internacional 
foi criada em Londres em 28/9/1864, 
sob a liderana de Marx e Engels. Reunia entidades 
operrias de toda a Europa, de tendncias 
polticas as mais variadas, e tinha como lema a 
palavra de ordem de Marx de que a emancipao 
da classe trabalhadora  obra dos prprios 
trabalhadores. Dissolveu-se em 1876, depois da 



derrota da Comuna de Paris (1871), e tambm 
em conseqncia das agudas divergncias entre 
os partidrios de Marx (com maioria no comit 
central) e os anarquistas, liderados por Mikhail 
Bakunin, expulsos em 1872. Paralelamente, com 

o desenvolvimento acelerado do capitalismo europeu, 
acirraram-se os conflitos sociais, o que 
contribuiu para o surgimento de fortes partidos 
socialistas, organizados segundo o modelo do 
Partido Social Democrata alemo. Em 1889, esses 
partidos fundaram em Paris a II Internacional 
ou Internacional Socialista, que se definiu oficialmente 
pelo marxismo. Entre seus lderes, 
destacavam-se Karl Kautsky, Lnin, Rosa Luxemburgo, 
Eduard Bernstein, Jean Jaurs e Wilhelm 
Liebknecht. Dirigiu numerosas lutas por 
melhorias nas condies de trabalho - sobretudo 
pela jornada de oito horas, pelo sufrgio 
universal e contra a guerra. As discusses em 
torno das teses centrais do marxismo e sobre os 
caminhos de instaurao do socialismo dividiram 
a II Internacional em duas grandes tendncias: 
uma pregava a transformao gradual do 
capitalismo por meio de reformas sociais, outra 
defendia a luta revolucionria para a conquista 
do poder pelos trabalhadores. O rompimento 
total entre as duas correntes ocorreu s vsperas 
da Primeira Guerra Mundial, quando os socialistas 
alemes, franceses e ingleses, que participavam 
dos parlamentos, votaram a favor dos 
crditos de guerra. J a corrente liderada por 
Lnin e Rosa Luxemburgo propunha a transformao 
da guerra em luta revolucionria contra 
o capitalismo: foi o que fizeram os bolcheviques 
na Rssia. Em meio aos acontecimentos revolucionrios 
na Rssia e  guerra mundial, a II Internacional 
se desfez e os seguidores de Lnin 
fundaram, em 1919, em Moscou, a III Internacional 
ou Internacional Comunista. Foi nessa 
poca que surgiram em todo o mundo os partidos 
comunistas marxistas-leninistas, orientados 
pela III Internacional, segundo o modelo da 
Revoluo Russa e do Partido Comunista da 
Unio Sovitica. A III Internacional tornou-se 
em pouco tempo um instrumento de difuso da 
poltica sovitica e, aps a morte de Lnin, do 
pensamento ideolgico de Stlin. O rompimento 
poltico-ideolgico entre Stlin e Trotski, motivado 
por interpretaes divergentes sobre a conduo 
da construo do socialismo na Rssia e 
da revoluo mundial, levou Trotski e seus partidrios 
a fundarem, em 1938, na Frana, a IV 
Internacional. Em 1943, em plena guerra, Stlin 
desfez a III Internacional para consolidar sua 
poltica de aliana antinazista com os Estados 
Unidos e a Inglaterra. A Internacional trotskista 
continua a existir, mas dividida em numerosas 
faces. Veja tambm Comunismo; Socialismo. 
INTERPOLAO E EXTRAPOLAO 

INTERNATIONAL ALGEBRIC LANGUAGE. 
Veja Algol. 

INTERNATIONAL BROTHERHOOD OF 
TEAMSTERS (Fraternidade Internacional dos 
Caminhoneiros). A maior organizao sindical 
do mundo, com mais de 2 milhes de associados 
em 1969. Fundada em 1888, aglutina sobretudo 
motoristas de caminhes, alm de trabalhadores 
de armazns, da indstria alimentcia e de outros 
setores. Sua jurisdio estende-se aos Estados 
Unidos, Canad e Porto Rico, e cada associao 
local goza de autonomia em relao  direo 
central. Publica mensalmente, em Washington, 
o jornal International Teamster. 

INTERNATIONAL STANDARD CLASSIFICATION 
OF OCCUPATIONS. Classificao padronizada 
de ocupaes desenvolvida pela Organizao 
Internacional do Trabalho (OIT) como 
um referencial para permitir comparaes internacionais 
das ocupaes. 

INTERNATIONAL TRADE ORGANIZATION. 
Veja Organizao Internacional do Comrcio. 

INTERNET. Rede internacional de intercomunicaes 
aberta a quem queira se associar e estabelecer 
comunicaes (enviando e recebendo 
mensagens e informaes) de uma rede que se 
espalha por mais de setenta pases com cerca 
de 30 milhes de associados e 48 mil redes diferentes. 
Esta rede mundial de computadores  
acessada por milhes de usurios diariamente. 

INTERPOLAO E EXTRAPOLAO (ou 
Anlise Regressiva). Tcnica matemtica utilizada 
para medir a relao entre variveis, com 
o objetivo de fazer previses ou determinar a 
existncia de correlao entre essas variveis. 
Serve para estimar valores no conhecidos de 
uma varivel dependente a partir de uma srie 
de valores conhecidos e correspondentes a determinados 
valores de uma varivel independente. 
Em outros termos: enquanto, dada 
uma equao, ao ser resolvida ela pode ser expressa 
em diversos pontos e representada por 
um grfico, com a anlise regressiva ocorre o 
inverso - dada uma srie de pontos, trata-se 
de descobrir a equao. Em economia, a anlise 
regressiva  utilizada para destacar tendncias 
ou padres de comportamento a partir de observaes. 
Um exemplo clssico  o do aumento 
dos gastos com alimentao a partir do crescimento 
da renda. A renda  a varivel independente, 
e os gastos com alimentao so a 
varivel dependente. Com base num nmero 
aprecivel de informaes, pode-se saber, com 
relativa certeza, a tendncia dos gastos futuros 
com alimentao, em funo das provveis rendas. 
A anlise regressiva  um dos recursos mais 
comuns da econometria. 



INTERPOLATRIZ 

INTERPOLATRIZ. De um conjunto de valores 
ou de pontos,  a funo ou sua imagem geomtrica 
usada para a interpolao dos mesmos. 

INTERVALO DE CONFIANA. Termo estatstico 
que significa um intervalo entre dois nmeros 
em que temos x% de confiana de que 
se encontra o verdadeiro valor de um parmetro. 
Veja tambm Desvio Padro; Mdia. 

INTERVENCIONISMO. Veja Dirigismo; Gyosei 
Shido. 

INTERVENTION POINTS. Veja Support Points. 

INTI. Unidade monetria do Peru. Submltiplo: 

centavo. 

INTRABRAND COMPETITION. Expresso em 
ingls que significa um processo de concorrncia 
entre empresas que se encontram fabricando um 
produto de uma mesma marca, geralmente mediante 
algum tipo de franchising ou pagamento 
de royalties. 

INTRA-EMPREENDEDOR. Denominao dada 
a indivduo que  empreendedor no mbito interno 
das empresas. 

INTRANET.  uma rede interna de uma organizao 
empresarial que utiliza tecnologias da 
Internet para permitir que os funcionrios da 
empresa "naveguem" pela rede e compartilhem 
informaes eletrnicas com grande facilidade 
(no confundir com Internet).  uma verso particular 
da World Wide Web, a parte multimdia 
da Internet, disponvel s para as pessoas que 
trabalham na empresa. Veja tambm Internet; 
WWW. 

INVARINCIA. Conceito relacionado com a 
Teoria da Deciso e utilizado para caracterizar 
escolhas incoerentes mas no necessariamente 
incorretas, quando o mesmo problema aparece 
sob perspectivas diferentes. Por exemplo, se A 
for prefervel a B, e B prefervel a C, ento pessoas 
racionais deveriam preferir A a C. Se tal 
no ocorre - no importando o motivo -, diz-
se que h falta de invarincia nesse comportamento 
ou nessas decises. Esta concepo, a 
existncia de invarincia,  o ponto central do 
enfoque da utilidade de Oskar Morgenstern e 
Johannes von Neumann no desenvolvimento da 
Teoria dos Jogos. Veja tambm Morgenstern, 
Oskar; Neumann, Johannes von; Paradoxo de 
Allais; Teoria das Decises; Teoria dos Jogos; 
Varincia. 

INVASO DO COBRE. Veja Crise do Xenxm. 

INVENTRIO. Relao pormenorizada dos bens 
e valores de uma pessoa ou firma. Em direito, 

 o processo pelo qual se faz a exata demonstrao 
da situao econmica de uma pessoa falecida, 
antes de realizar a partilha entre os herdeiros. 
Em contabilidade,  a base sobre a qual 
se faz o balano de uma firma. 

INVERSO. Termo que, aplicado em economia, 
tem o mesmo significado que investimento. Na 
verdade, trata-se de um termo em espanhol (castelhano), 
inversion, traduzido diretamente para 

o portugus como "inverso". Os textos de economia 
dos anos 50 e 60, escritos no Brasil, receberam 
forte influncia do pensamento estruturalista 
da Cepal, cujas principais obras foram 
elaboradas por economistas argentinos e chilenos. 
Veja tambm Investimento. 
INVERTED YIELD CURVE. Veja Curva de 
Rendimento Invertida. 

INVESTIDOR INSTITUCIONAL. Pessoa jurdica 
que, por fora de determinaes governamentais, 
 obrigada a investir parte de seu capital 
no mercado de aes, constituindo uma 
carteira segura e com rentabilidade mdia razovel. 
Por exemplo: fundos de incentivo fiscal 
(fundo 157), fundos de penso e seguradoras. 

INVESTIMENTO. Aplicao de recursos (dinheiro 
ou ttulos) em empreendimentos que rendero 
juros ou lucros, em geral a longo prazo. 
Num sentido amplo, o termo aplica-se tanto  
compra de mquinas, equipamentos e imveis 
para a instalao de unidades produtivas como 
 compra de ttulos financeiros (letras de cmbio, 
aes etc.). Nesses termos, investimento  
toda aplicao de dinheiro com expectativa de 
lucro. Em sentido estrito, em economia, investimento 
significa a aplicao de capital em meios 
que levam ao crescimento da capacidade produtiva 
(instalaes, mquinas, meios de transporte), 
ou seja, em bens de capital. Por isso, considera-
se tambm investimento a aplicao de 
recursos do Estado em obras muitas vezes no 
lucrativas, mas essenciais por integrarem a infra-
estrutura da economia (saneamento bsico, 
rodovias, comunicaes). O investimento bruto 
corresponde a todos os gastos realizados com 
bens de capital (mquinas e equipamentos) e 
formao de estoques. O investimento lquido exclui 
as despesas com manuteno e reposio 
de peas, equipamentos e instalaes desgasta-
das pelo uso. Como est mais diretamente ligado 
 compra de bens de capital e, portanto,  
ampliao da capacidade produtiva, o investimento 
lquido mede com maior preciso o crescimento 
da economia. Os investimentos realizados 
na compra de equipamentos e instalaes 
so registrados nas contas nacionais no item 
"formao de capital fixo" (ou investimento 
fixo). Os investimentos com capital circulante 



(formados pelos estoques de produtos finais) 
compem o item "variao de estoques". Diferencia-
se ainda a formao interna de capital 
dentro de um pas e os investimentos realizados 
no exterior. Geralmente cada pas define o que 
considera investimento de uma forma especfica 
e que corresponda melhor s suas necessidades 
econmicas. 

INVESTIMENTO A FUNDO PERDIDO.  o 
investimento realizado sem expectativa de retorno 
do montante investido. Esse tipo de investimento 
 geralmente realizado pelo Estado, 
no sentido de melhorar as condies de existncia 
de setores de baixa renda, como na construo 
de moradias populares, saneamento bsico, 
ou mesmo realizaes de obras de infra-estrutura 
como estradas, que estimulam os investimentos 
privados por meio da oferta de um produto 
ou servio antes inexistentes. 

INVESTIMENTO AUTNOMO. Investimento 
que no est relacionado com alteraes nos 
nveis de renda. Os investimentos pblicos, os 
investimentos que acontecem em funo de 
avanos tecnolgicos, ou aqueles que se realizam 
sem expectativa de obteno de uma taxa 
mdia de lucro, ou mesmo os realizados a fundo 
perdido, so considerados investimentos autnomos. 
Veja tambm Investimento a Fundo 
Perdido; Investimento Induzido. 

INVESTIMENTO ESTRANGEIRO. Aquisio 
de empresas, equipamentos, instalaes, estoques 
ou interesses financeiros de um pas por 
empresas, governos ou indivduos de outros 
pases. O investimento de capital estrangeiro 
pode ser direto, quando aplicado na criao de 
novas empresas ou na participao acionria em 
empresas j existentes; e indireto, quando assume 
a forma de emprstimos e financiamentos a longo 
prazo. Os investimentos privados no exterior 
so feitos geralmente em decorrncia de algumas 
motivaes bsicas: 1) visando a um lucro 
maior, ou a maiores facilidades fiscais e/ou legislativas 
do que se conseguiria no prprio pas; 
2) na expectativa de variaes cambiais favorveis; 
3) por temor a mudanas polticas ou fiscais 
no pas de origem. O investimento governamental, 
por sua vez,  realizado geralmente por razes 
polticas, diplomticas ou militares, independentemente 
de possveis rendimentos econmicos, 
mas pode ter a funo de equilibrar, a longo 
prazo, o balano de pagamentos do pas de origem. 
Para o pas receptor, o investimento estrangeiro 
pode ser um meio de estimular o crescimento 
econmico quando o nvel de poupana 
interna for insuficiente para atender s necessidades 
potenciais de investimento, embora isso 
geralmente acentue o grau de dependncia econmica 
e poltica do pas anfitrio em relao 

IPEN 

aos pases exportadores de capital.Veja tambm 

Dependncia; Multinacional. 

INVESTIMENTO INDUZIDO. O investimento 
realizado em decorrncia de um aumento de 
renda  chamado induzido. Contrape-se ao 
conceito de investimento autnomo, que ocorre 
em virtude de fatores externos como inovaes 
tecnolgicas, guerras, poltica governamental 
etc. H uma relao entre renda e investimento: 

o aumento da capacidade de consumo de uma 
economia incentiva os investimentos. O aumento 
da renda induz a uma elevao do consumo 
e a um incremento da capacidade de produo. 
Quando essa capacidade se esgota, pode ser aumentada 
por meio de novos investimentos. So 
esses investimentos, destinados a atender  demanda 
gerada pelo aumento da renda, que so 
chamados de induzidos. 
INVESTMENT DRIVEN. Expresso em ingls 
que significa vantagens competitivas de um pas 
baseadas na elevada capacidade de investir em 
mquinas, equipamentos e em incorporao do 
progresso tcnico. 

INVESTMENT SECURITIES. Veja Ttulos de 
Investimento. 

IOF - Imposto sobre Operaes Financeiras. 

Institudo em 20/10/1966, incide sobre as operaes 
de crdito e seguro realizadas por instituies 
financeiras e seguradoras. So contribuintes 
do imposto os tomadores de crdito e 
os segurados. O recolhimento, de responsabilidade 
da instituio financeira,  efetuado mensalmente 
ao Banco Central do Brasil. Em contas 
correntes, o IOF  gerado sobre o saldo devedor: 
se uma conta fica devedora, imediatamente incide 
sobre ela um imposto sobre o valor devido. 
No caso de cheques especiais, o imposto  sobre 

o saldo mdio devedor mensal. O imposto  cobrado 
sobre: 1) o deferimento de emprstimo 
de soma utilizvel de uma s vez, parcelada-
mente ou sob forma de conta corrente; 2) o desconto 
de ttulos cambirios, em moeda nacional; 
3) o valor global dos prmios de seguro pagos. 
IPA. Iniciais de ndice de Preos do Atacado e 
da expresso em ingls, utilizada nas atividades 
de seguros, including particular average, que significa 
"includas avarias parciais (particulares)". 
Veja tambm ndice Agregado Ponderado. 

IPC. Veja INPC. 

IPEN - Instituto de Pesquisas Energticas e 
Nucleares. Denominao que recebeu, a partir 
de 1979, o Instituto de Energia Atmica (IEA), 
fundado em 1956. At novembro de 1982, constitua 
uma entidade autrquica do Estado de So 



IPI 

Paulo, subordinada  Secretaria de Estado dos 
Negcios da Indstria, Comrcio, Cincia e Tecnologia, 
participando do Plano Nacional de 
Energia Nuclear mediante convnios firmados 
com a Comisso Nacional de Energia Nuclear 
(Cnen) e as Empresas Nucleares Brasileiras (Nuclebrs). 
Os objetivos bsicos do Ipen tm sido 
a investigao e o desenvolvimento da energia 
nuclear para aplicaes pacficas, bem como a 
formao de pessoal tcnico especializado e aplicao 
da tecnologia nuclear na soluo de problemas 
brasileiros. O ponto de partida e centro 
forte de todo o seu trabalho tem sido o reator 
de investigao montado no campus da Universidade 
de So Paulo (USP); ali se realizou a primeira 
reao nuclear produzida em cadeia na 
Amrica Latina. Em 1/11/1982, porm, o Ipen 
passou a ser controlado pelo governo federal, 
com a denominao de Unidade Administrativa 
de So Paulo (Cnen). 

IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados. 
Tributo criado pelo governo brasileiro em 
12/11/1966, em substituio ao Imposto de Consumo. 
Recolhido na fonte de produo das mercadorias, 
 incorporado ao preo destas, sendo, 
portanto, pago pelo consumidor no ato da compra. 
Incide proporcionalmente sobre o preo do 
produto, em taxas variveis: a taxa  mais elevada 
sobre artigos considerados suprfluos e de 
luxo (cigarros, automveis) e mais baixa sobre 
bens de primeira necessidade (alguns dos quais 
podem ser isentos da tributao). A Constituio 
de 1988 estabeleceu que o IPI permanecer seletivo 
(em funo da essencialidade do produto), 
ser cumulativo e no incidir sobre produtos 
industrializados destinados ao exterior (exportaes). 
Estabeleceu tambm que a Unio entregar 
47% do total arrecadado aos Estados e ao 
Distrito Federal (21,5%), aos municpios (22,5%) 
e 3% para a aplicao em programas de financiamento 
do setor produtivo das regies Norte, 
Nordeste e Centro-oeste. 

IPK. Iniciais de ndice de Passageiros por Quilmetro, 
que, no clculo das tarifas de meios de 
transportes coletivos (nibus, trens etc.),  o divisor 
da totalidade dos custos fixos e variveis. 
Quanto maior for o IPK, considerando constantes 
os custos fixos e variveis, menor dever ser 
a tarifa, e vice-versa. 

IPMF - Imposto Provisrio sobre Movimentao 
Financeira. Mais conhecido como "imposto 
do cheque", entrou em vigor em 26/8/1993, 
e foi extinto em 1/1/1995. Este imposto incidia 
fundamentalmente sobre os depsitos em contas 
correntes, poupanas, depsitos especiais nas 
contas remuneradas, assim como sobre os recebimentos 
em dinheiro mediante ordens de pagamento. 
O imposto era cobrado de acordo com 

uma alquota de 0,25%, sempre que o dinheiro 
sasse da conta de um cliente. Inicialmente, o 
imposto foi proposto com a dupla finalidade de 
aumentar a arrecadao tributria do governo 
federal e combater a sonegao, revelando por 
intermdio dos cheques as movimentaes realizadas, 
especialmente pelo setor informal da 
economia. No entanto, as expectativas da receita 
- cerca de 600 milhes de dlares mensais - 
pareceram superestimadas, pois as liminares 
contra o pagamento do imposto concedidas a 
Estados e municpios e tambm a alguns setores 
privados reduziram essas receitas em at 40%. 
Os saques do Fundo de Garantia do Tempo de 
Servio estavam isentos do IPMF, assim como 
os pensionistas e aposentados do INPS, que recebero 
0,25% a mais em seus benefcios para 
compens-los do imposto. Em setembro de 1993, 

o Supremo Tribunal Federal acolheu demanda 
e emitiu liminar suspendendo o pagamento do 
IPMF em todo o territrio nacional. Em 1995, o 
governo conseguiu aprovar a adoo da CPMF 
(Contribuio Provisria sobre Movimentaes 
Financeiras), com as mesmas caractersticas do 
IPMF, devendo vigorar de 1/1/96 a 31/12/98. 
Veja tambm CPMF. 
IPSO JURE. Expresso em latim que significa 
"pela lei", em funo da lei, ou em decorrncia 
da lei. 

IPT - Instituto de Pesquisas Tecnolgicas 

S.A. Organizao de pesquisa e assessoria tcnico-
cientfica, criada em 1934 como autarquia 
da Universidade de So Paulo (USP) e transformada 
em empresa de economia mista em 1975. 
Tem como atribuies executar projetos de pesquisa 
nas reas de engenharia e indstria e colaborar 
na formao de tcnicos de nvel superior. 
IRINEU EVANGELISTA DE SOUZA. Veja 
Mau, Baro e Visconde de. 

IRISH DIVIDEND. Expresso que significa, literalmente, 
"dividendo irlands", mas que, no 
jargo do mercado financeiro norte-americano, 
se aplica  situao em que o possuidor de aes, 
em vez de receber dividendos por elas,  chamado 
a pagar algum tipo de contribuio necessria 
 manuteno das mesmas. 

ISBN. Iniciais da expresso em ingls International 
Standard Book Number, que significa o padro 
internacional de numerao de livros, que 
consiste num cdigo para a identificao de uma 
publicao, afixado geralmente na quarta-capa 
da mesma, composto de dez dgitos assim dispostos: 
os dois primeiros indicam a rea lingstica 
do livro; os quatro seguintes, a editora; os 
trs subseqentes, o nmero de ordem da obra 
na produo da editora, e o dgito final (que 



tambm pode ser uma letra)  o verificador que 
indica ao computador examinar a exatido das 
informaes anteriores. 

ISCO. Veja International Standard Classification 
of Occupations. 

ISEB - Instituto Superior de Estudos Brasileiros. 
Instituto pblico criado em 4/7/1955 
pelo decreto-lei n 57 608. Surgiu como uma espcie 
de sucessor do Instituto Brasileiro de Economia, 
Sociologia e Poltica (Ibesp), formado em 
1953 pelo chamado Grupo de Itatiaia, composto 
por Hlio Jaguaribe, lvaro Vieira Pinto, Cndido 
Mendes, Alberto Guerreiro Ramos, Nlson 
Werneck Sodr e Roland Corbisier. O Iseb subordinava-
se diretamente ao ministro da Educao 
e Cultura, embora gozasse de "autonomia 
administrativa e plena liberdade de pesquisa, 
de opinio e de ctedra", segundo seu regulamento 
geral. Compunha-se inicialmente de trs 
rgos principais: o conselho consultivo, constitudo 
por cinqenta membros designados pelo 
ministro da Educao e Cultura, escolhidos entre 
"cidados representativos dos diversos ramos 
do saber ou da ao, relacionados com os 
estudos ou as atividades sociais, econmicas e 
polticas do pas"; o conselho curador, rgo diretivo, 
com oito membros tambm designados 
pelo ministro; e a diretoria executiva, encarregada 
de executar as deliberaes do conselho 
curador, exercida por um diretor eleito pelo conselho 
curador e escolhido entre seus membros. 
Alm desses rgos, o Iseb era integrado por 
cinco departamentos, responsveis pela organizao 
de cursos e outras atividades patrocinadas 
pela instituio. Durante quase nove anos de atividades, 
o Iseb organizou cursos, conferncias, 
seminrios de estudos e pesquisas diversas, contando 
com a participao de representantes de 
vrios setores do aparelho do Estado - Foras 
Armadas, Congresso Nacional etc. - e da sociedade 
civil - empresrios, lderes sindicais, 
profissionais liberais, funcionrios pblicos, professores, 
estudantes universitrios etc. Representou 
nesse processo um foco de elaborao 
de ideologia nacionalista, despertando a hostilidade 
dos setores estimulados contra o presidente 
Joo Goulart. O Iseb foi extinto no dia 
13/4/1964 pelo decreto-lei n 53 884, assinado 
por Paschoal Ranieri Mazzilli, que assumira interinamente 
a presidncia aps a deposio de 
Goulart. Pouco antes, nos primeiros dias de 
abril, a sede do Iseb foi invadida por grupos 
paramilitares e seus arquivos foram queimados. 

ISENO FISCAL. Forma de incentivo fiscal 
em que uma pessoa fsica ou jurdica fica liberada 
do pagamento de determinados impostos. 

ISO 9 000 

Para as pessoas fsicas, a iseno fiscal mais conhecida 
 a do Imposto de Renda para aqueles 
que recebem uma renda lquida inferior a um 
piso determinado. Quanto a empresas, as autoridades 
podem isentar determinados produtos, 
em funo da sua necessidade de consumo (portanto, 
uma forma de barateamento desses produtos). 
Da mesma forma, outros tipos de impostos 
(Imposto Predial e Territorial, impostos 
de exportao etc.) podem ser abolidos durante 
determinado perodo e para certas atividades. 
Veja tambm Imposto; Incentivo fiscal. 

ISO 9 000. Certificado que atesta a aplicao 
permanente de padres de qualidade reconhecidos 
internacionalmente, o que  indispensvel 
para participar do mercado internacional. A origem 
da ISO 9 000 remonta a 1987, quando, diante 
da enorme proliferao de normas para a fabricao 
de produtos industriais, a ISO - International 
Organization for Standardization 
(Organizao Internacional para a Normalizao) 
estabeleceu o Comit Tcnico TC/176 - 
Garantia de Qualidade, com a finalidade de analisar 
criticamente as diversas normas existentes 
e consolidar seus diversos contedos. As normas 
resultantes dessa anlise foram denominadas 
ISO 9 000 e adotaram a maioria dos elementos 
contidos nas normas inglesas identifica-
das pela sigla BS 5 750 - 1979. No mesmo ano, 
a Comunidade Europia adotou a ISO 9 000 com 
a designao de srie EN-29 000. No Brasil, elas 
correspondem  srie NBR-19 000. Em 1995, j 
existiam quase cem pases com participao no 
comit da ISO, sendo que o Brasil  representado 
pela Associao Brasileira de Normas Tcnicas 
(ABNT). Na realidade, desde que os grandes 
compradores mundiais comearam a exigir garantias 
dos padres de qualidade para os produtos 
que estavam adquirindo, a normalizao 
dos padres utilizados por cada pas se imps 
no s como uma necessidade tcnica, mas tambm 
econmica. A tendncia ao global sourcing, 
isto ,  globalizao dos fornecedores, acelerou 
ainda mais a adoo de normas de qualidade 
que fossem aceitas mundialmente. Os setores relacionados 
com segurana, como o Departamento 
de Defesa dos Estados Unidos, cujos fornecedores 
contam-se aos milhares em vrios pases 
do mundo, a indstria de energia nuclear, os 
produtores de equipamentos mdicos e os produtores 
de petrleo foram os primeiros que, ao 
exigir normas muito rgidas de qualidade, impulsionaram 
a adoo das normas ISO. Embora, 
para muitos, a imposio do certificado de qualidade 
tenha significado, num primeiro momento, 
quase uma barreira no-tarifria que inviabilizava 
a entrada de certos produtos em determinados 
mercados, com a generalizao do processo 
de certificao, o selo da ISO passou a ser 
um verdadeiro passaporte de entrada nos mer




ISO 9 660 

cados mais exigentes.A srie ISO 9 000  formada 
basicamente por trs normas contratuais: ISO 
9 001, ISO 9 002 e ISO 9 003, voltadas especialmente 
para a indstria, e duas normas com diretrizes 
para a elaborao de sistemas de qualidade, 
ISO 9 004-1 e ISO 9 004-2, verso para 
servios. A certificao das normas ISO 9 000 
geralmente requer a interveno de uma empresa 
especializada em auditorias e credenciada por 
organismos oficiais de credenciamento. Essas 
auditorias so geralmente rigorosas, pois embora 
as normas ISO da srie 9 000 sejam suficientemente 
abrangentes, respeitando a trajetria e 

o tamanho da empresa que requer a certificao, 
no existe flexibilidade no que se relaciona ao 
problema da consistncia e coerncia entre o sistema 
documentado e o implementado. A utilizao 
das normas ISO da srie 9 000 geralmente 
envolve trs elementos: 1) o cliente comprador, 
que exige uma demonstrao de que o fornecedor 
est utilizando sistemas de qualidade de 
acordo com as normas ISO 9 000; 2) o fornecedor 
que necessita seguir as normas ISO 9 000 em 
sua(s) prpria(s) unidade(s); 3) os fornecedores 
do fornecedor (ou os sub-contratados) que necessitam 
demonstrar a este ltimo que esto 
adotando sistemas de qualidade na produo 
de seus produtos com as normas ISO 9 000. Uma 
vez obtida a certificao, a tendncia  que uma 
empresa s adquira produtos e/ou servios de 
empresas tambm certificadas pelas normas ISO 
9 000. Especialmente para os exportadores, que 
necessitam colocar seus produtos em mercados 
altamente competitivos e onde a qualidade  
pr-requisito bsico, a ausncia da certificao 
pode representar a perda de contratos de grande 
valor. No Brasil at o final de 1995, mais de mil 
empresas j haviam obtido a certificao das 
normas ISO 9 000. 
ISO 9 660. Norma da International Standards 
Organization para a gravao e leitura de dados 
em CD-ROM, padro atual dos CD-ROMs utilizados 
em PC's. 

ISO 14 000. Normas da International Standards 
Organization para os processos relacionados 
com a preservao do meio ambiente e os processos 
de proteo econolgica. O Comit Tcnico 
207 da ISO, especificamente voltado para 
questes ambientais, estuda a criao da ISO 
14 000 com base na norma inglesa BS-7 750 para 
empresas que tenham sistemas de gesto ambiental 
- garantir ao consumidor que os processos 
utilizados na fabricao do produto que 
ele est consumindo sejam ambientalmente sustentveis. 


ISOLACIONISMO. Doutrina de poltica exterior 
que preconiza evitar o relacionamento de 
um pas com outros. Exemplo extremo de poltica 
isolacionista, s encerrada em 1868 (incio 

do perodo Meiji), foi a praticada no Japo desde 
meados do sculo XVII: quase todos os estrangeiros 
foram expulsos, foram proibidas a entrada 
e a sada dos prprios japoneses e imposto 
um rgido controle ao intercmbio comercial 
com a China e a Holanda. Mas o termo "isolacionismo" 
entrou no vocabulrio internacional 
em decorrncia da poltica exterior dos Estados 
Unidos, que em vrios momentos foi caracterizada 
como isolacionista. So indicativos dessa 
poltica a Doutrina Monroe, a relutncia do pas 
em participar da Primeira Guerra Mundial e a 
recusa de entrar para a Liga das Naes. Esse 
mesmo procedimento repetiu-se em relao  
Segunda Guerra Mundial, que s contou com a 
participao dos Estados Unidos depois que a 
base naval norte-americana de Pearl Harbor foi 
atacada pelos japoneses. Exemplos mais recentes 
de poltica isolacionista: a China, no perodo da 
Revoluo Cultural (1966-1969), e a Albnia, 
desde seu rompimento poltico com a China 
(1977). 

ISONOMIA. Princpio segundo o qual todos 
os indivduos de uma comunidade devem receber 
tratamento igual por parte das autoridades 
tributrias. 

ISOQUANTA. Representao grfica, tambm 
conhecida por linha de igual produo, linha de 
isoproduto e curva de indiferena de produo. 
Corresponde, num grfico bidimensional, a uma 
curva em que todos os pontos indicam combinaes 
dos fatores que apresentam a mesma 
quantidade de produo. Em outras palavras, 
uma isoquanta representa o mesmo nvel de produo 
resultante da utilizao diferenciada de 
dois insumos. O que determina o perfil de uma 
isoquanta  o grau de substitutibilidade entre 
os fatores, referido numa tabela de igual produo. 
Num grau de substituio perfeito, a isoquanta 
 representada por uma linha reta. Quando 
a substitutibilidade existe, mas no  perfeita, 
tem-se uma linha curvilnea convexa em relao 
 origem. No havendo substitutibilidade entre 
os fatores de produo, a isoquanta  representada 
por linhas em ngulo reto. 

IT. Iniciais da expresso em ingls information 
technology, que significa "tecnologia de informao" 
e designa toda uma srie de tecnologias 
vinculadas  informtica, utilizadas no mbito 
da administrao das finanas e dos negcios 
em geral. 

ITO. Iniciais de International Trade Organization, 
organismo criado no mbito da ONU, em 
1948. 

IUAN. Unidade Monetria da China. Submltiplo: 
jiad ou fen. 



IVA - Imposto sobre Valor Agregado. Este 
imposto est sendo examinado para constituir 
um dos elementos da reforma tributria preparada 
pelo governo, a ser enviada ao Congresso 
at o final de 1998. Em conjunto com o Imposto 
sobre Vendas a Varejo (IVV) e o Imposto Seletivo 
(excise tax), poderiam substituir o Imposto 
sobre Circulao de Mercadorias e Servios 
(ICMS), o Imposto sobre Produtos Industrializados 
(IPI) e o Imposto sobre Servios (ISS), o 
PIS/Pasep e a Contribuio Social para o Financiamento 
da Seguridade Social (Cofins) sem perda 
de receita final e simplificando bastante o 
recolhimento de impostos pela Receita Federal. 
Veja tambm Excise Tax. 

IVV. Veja IVA.

 J 


JAGUARIBE, Hlio. Veja Iseb. 

JAPAN CHAMBER OF COMMERCE AND 
INDUSTRY (Nihon Shko Kaigisho). Cmara 
Japonesa do Comrcio e Indstria, organizao 
que representa as pequenas e mdias empresas. 
Fundada em 1922, congrega mais de quinhentas 
cmaras locais de comrcio e indstria e tem 
cerca de 1,4 milho de membros. 

JAPAN COMMITTEE FOR ECONOMIC DEVELOPMENT. 
Denominao em ingls da Keizai 
Dyu Kai, organizao japonesa de empresrios 
e executivos de vrias empresas. A finalidade 
da organizao  promover o progresso 
e a estabilidade na economia japonesa, fazendo 
propostas com o objetivo de melhorar a situao 
econmica do pas como um todo, evitando contudo 
assumir posicionamentos polticos. Quando 
foi fundada, em 1946, era composta de lderes 
empresariais progressistas, preocupados com a 
reconstruo do Japo e com a democratizao 
de sua vida poltica e social. Mais tarde, mesmo 
com o extraordinrio desenvolvimento observado 
pela economia japonesa, esta organizao 
permaneceu com suas preocupaes sociais, 
sempre enfatizando as responsabilidades sociais 
das empresas e uma vinculao estreita com as 
universidades. 

JAPAN INTERNATIONAL COOPERATION 
AGENCY (JICA). Denominao em ingls da 
Kokusai Kyryoku Jigydan, rgo pblico ja-

JETRO 

pons fundado em 1974 para oferecer assistncia 
tcnica aos pases em desenvolvimento e aos 
emigrantes japoneses. Criado pelo governo japons, 
este rgo pode fazer emprstimos e emitir 
ttulos. 

JARDA (YARD). Medida de comprimento equivalente 
a 36 polegadas ou 0,914 m. Sua origem 
 incerta. No norte da Europa, parece ter-se originado 
do comprimento da cinta utilizada pelos 
soldados. Nos pases do sul, seria o equivalente 
ao dobro do cbito. Como um cbito equivalia 
a aproximadamente 45 cm, uma jarda teria cerca 
de 90 cm. Conta-se tambm que, no incio do 
sculo XII, o rei Henrique I, da Inglaterra, determinou 
que a jarda correspondesse  distncia 
entre seu nariz e o polegar de seu brao esticado. 
No decorrer do tempo, a jarda admitiu muito 
pouca variao, tanto que seu valor oficial  hoje 
91,440 cm. Veja tambm Unidades de Pesos e 
Medidas. 

JARI. Veja Projeto Jari. 

JAVA. Veja Coopetition. 

JBRI. Iniciais de Japan Bond Research Institute, 
denominao da empresa japonesa que realiza 
pesquisas, para os investidores no Japo, sobre 
a qualidade das aes e ttulos emitidos por empresas 
japonesas e internacionais. Veja tambm 

Standard & Poor's; Moody's Investors. 

JEDI (Level). Iniciais da expresso em ingls 
just enough desirable inventory, que significa, literalmente, 
"o nvel mnimo de estoque desejado", 
e que se ope ao conceito de estoque zero, 
a ser alcanado a qualquer custo. 

JEIRA. Antiga unidade de superfcie utilizada 
no Brasil antes do Sistema Mtrico Decimal 
e equivalente a uma rea varivel entre 19 e 
36 hectares. Veja tambm Sistema Mtrico 
Decimal. 

JET-LAG. Efeito causado sobre um pessoa que 
viaja por avio e atravessa muitos fusos horrios 
num perodo curto de tempo, e tem de se adaptar, 
fsica e mentalmente, a um novo ciclo ou 
ritmo de tempo de viglia e sono. Com a generalizao 
de rpidos transportes areos e a multiplicao 
de viagens de negcios no sentido leste-
oeste ou oeste-leste, este termo passou a 
constar do vocabulrio dos executivos das empresas, 
especialmente as multinacionais. 

JETRO. Iniciais da denominao, em ingls, da 
Japan External Trade Organization (Nihon Beki 
Shinkkai), que  a associao japonesa para o 
fomento do comrcio exterior, organizao supervisionada 
pelo Ministry of International Trade 
and Industry (Miti). At 1970, a principal fun




JETSAM 

o da Jetro era obter informaes para ajudar 
as empresas japonesas, tanto grandes como pequenas, 
a expandir suas exportaes. Escritrios 
da Jetro foram criados nos principais centros de 
comrcio mundiais e campanhas de marketing 
foram planejadas para impulsionar o comrcio 
exterior japons. Com o aumento da competitividade 
do Japo, a partir dos anos 70, e os supervits 
comerciais japoneses se ampliando, a 
Jetro comeou a se encarregar tambm de fomentar 
as importaes. Veja tambm MITI. 

JETSAM. Veja Jettinson. 

JETTINSON. Ato de atirar ao mar a carga de 
um navio para deix-lo mais leve quando h 
perigo de naufrgio. Geralmente, um cargueiro 
no se responsabiliza pela ocorrncia de jettinson. 
Este risco deve ser coberto pela aplice de 
seguro das mercadorias embarcadas. 

JEVONS, William Stanley (1835-1882). Economista 
ingls da escola marginalista, professor de 
lgica em Manchester e de economia poltica em 
Londres, onde se destacou por combinar a anlise 
terica com a estatstica. Ao mesmo tempo 
que Menger e Walras, Jevons elaborou, independentemente, 
a teoria da utilidade marginal, 
em 1870. Sua principal obra, The Theory of Political 
Economy (A Teoria da Economia Poltica), 
1871, reuniu todas as anlises anteriores baseadas 
na utilidade para formular uma teoria mais 
abrangente do valor, da troca e da distribuio. 
Para isso, o autor desenvolveu uma exposio 
matemtica das leis do mercado e da teoria do 
valor-utilidade, que seria o ponto central de sua 
teoria. Tomou como ponto de partida o indivduo 
e suas necessidades e, baseando-se nos princpios 
da filosofia hedonista de Bentham, definiu 
utilidade como a capacidade que um objeto tem 
de provocar o prazer ou impedir a dor. A explicao 
de Jevons para a formao do valor de 
troca e do preo baseia-se numa adaptao da 
Segunda Lei de Gossen. Afirma que, quando 
uma mercadoria  capaz de satisfazer necessidades 
em vrios usos diferentes, ela fica distribuda 
entre eles de tal modo que seu grau de 
utilidade ser o mesmo em todos os usos. Jevons 
no chegou a apresentar uma teoria subjetiva 
completa, mas negou o trabalho como fonte de 
valor. Para ele, o trabalho gasto na produo da 
mercadoria "passara e se havia perdido para 
sempre", no podendo exercer nenhuma influncia 
sobre o preo. Apenas de modo indireto 

o trabalho poderia afetar o valor de um produto, 
valor este definido pelo grau final de utilidade, 
por meio da seguinte relao: "O custo da produo 
determina a oferta, que determina o grau 
final de utilidade, que por sua vez determina o 
valor". Jevons tambm legou uma contribuio 
importante  teoria do capital. Afirmou que o 
capital pode ser medido em termos de tempo, 
alm de quantidade. Um aumento do capital investido 
seria o mesmo que o aumento do perodo 
de tempo em que o capital  empregado. 
Embora se considerasse um "ardente defensor 
da liberdade de comrcio", Jevons declarou-se 
a favor do protecionismo na Inglaterra, em sua 
obra The State in Relation to Labour (O Estado 
em Relao ao Trabalho), 1882. Seus trabalhos 
em economia aplicada e economia poltica foram 
reunidos no livro Investigations in Currency and 
Finance (Investigaes em Moeda e Finanas), 
1884. Examinou especialmente o problema das 
flutuaes econmicas, chegando ao ponto de 
tentar relacionar os ciclos com a atividade solar. 
Veja tambm Marginalismo; Menger, Karl; 
Walras, Leon. 

JGB. Iniciais de japanese government bond, isto , 
ttulo do governo japons. 

JIAD. Veja Iuan. 

JIDOKA. Termo em japons que corresponde 
a "automao". Veja tambm Automao. 

JIS. Iniciais de Japanese Industrial Standards 
(Normas Industriais Japonesas), que  o rgo 
nacional que estabelece parmetros para a indstria 
no Japo. 

JIT. Veja Just in Time. 

JLTPR. Iniciais de japanese long term prime rate, 
que significa a taxa de juros cobrada pelos bancos 
japoneses a seus clientes preferenciais (de 
primeira linha), para emprstimos de mais de 
um ano. 

JOBAGIE. Palavra de origem francesa que designa 
prestaes em trabalho que, na poca feudal, 
o servo proporcionava ao senhor, caso ocorressem 
necessidades extraordinrias na produo. 
Assemelhava-se  corvia, e na Europa implicava 
que cada aldeia fornecesse anualmente 
um grupo de pessoas (trabalhadores) para a jobagie, 
proporcional ao tamanho de sua populao.
Veja tambm Corvia. 

JOBBER. Veja Stock Jobber. 

JOB CLUSTER. Termo em ingls cuja traduo 
literal  "nichos ocupacionais", mas que significa 
um grupo estvel de ocupaes ou profisses, 
dentro de um mercado interno de trabalho, que 
se encontram to vinculadas que possuem determinaes 
de salrio comuns. Estes empregos 
esto vinculados como: 1) resultado do tipo de 
tecnologia utilizada na empresa; 2) resultado da 
organizao administrativa da produo ou 
como resultante dos usos e costumes no interior 
da empresa. 

JOGO DE BALLA. Veja Risco. 



JUNTA DE CONCILIAO E JULGAMENTO 

JOGO DE ESTRATGIA PURA. Veja Jogo de 
Estratgia. 

JOGOS. Veja Teoria dos Jogos. 

JOGOS DE AZAR. Veja Jogos de Estratgia. 

JOGOS DE ESTRATGIA. Ao contrrio dos 
jogos de azar, nos quais o resultado depende 
unicamente do acaso, os jogos de estratgia so 
aqueles em que o resultado depende total ou 
parcialmente das decises (ou estratgias) tomadas 
pelos jogadores individuais. Por exemplo, 
enquanto o cara-ou-coroa  um jogo de azar (depende 
inteiramente do acaso), o pquer  um 
jogo de estratgia, pois seu resultado depende 
em grande parte das decises de cada jogador. 
O jogo de estratgia pura  aquele em que cada 
jogador tem uma jogada tima que no depende 
do conhecimento prvio do jogo do opositor. 
Este tipo de jogo  tambm identificado como 
Ponto de Sela. A palavra "jogo", no sentido anterior, 
pode aplicar-se s mais variadas situaes 
e campos de atividade, especialmente no mbito 
dos negcios. Veja tambm Ponto de Sela; Teoria 
dos Jogos. 

JOGOS DE SOMA ZERO. Veja Teoria dos Jogos. 

JIAS DA COROA. Expresso utilizada quando 
uma empresa, na iminncia de ser incorporada 
por outra, ou pedir concordata, ou mesmo 
falir, vende seus ativos mais importantes, como 
faziam prncipes e reis no passado, que, diante 
de dificuldades financeiras, vendiam ou lanavam 
mo das jias da Coroa. 

JOINT-VENTURE. Expresso em ingls que 
significa "unio de risco" e designa o processo 
mediante o qual pessoas, ou, o que  mais freqente, 
empresas se associam para o desenvolvimento 
e execuo de um projeto especfico no 
mbito econmico e/ou financeiro. Uma jointventure 
pode ocorrer entre empresas privadas, 
entre empresas pblicas e privadas, e entre empresas 
pblicas e privadas nacionais e estrangeiras. 
Durante a vigncia da joint-venture, cada 
empresa participante  responsvel pela totalidade 
do projeto. No caso brasileiro, esta modalidade 
foi estimulada especialmente durante os 
anos 70, envolvendo empresas privadas nacionais, 
empresas estatais e empresas estrangeiras. 

JORNADA FLEXVEL DE TRABALHO. Sistema 
de trabalho no qual cada trabalhador tem a 
liberdade de escolher, dentro de determinados 
limites, isto , respeitando um perodo no qual 
todos os trabalhadores devem estar simultaneamente 
no processo de produo, seu horrio de 
entrada e de sada na empresa. Veja tambm 

Core Time. 

JUGLAR, Clment (1819-1905). Economista francs, 
pioneiro no estudo dos ciclos econmicos e 
na constatao da natureza peridica das crises. 
Seu nome denomina os ciclos curtos, o "ciclo 
Juglar", de oito a dez anos, de variaes alternadas 
na atividade econmica. Mdico, Juglar 
interessou-se pela economia ao estudar os fenmenos 
demogrficos. Em seguida, passou a analisar 
as crises econmicas, que, para ele, tinham 
causas naturais, inevitveis mas previsveis e 
que retornariam em ciclos. Destacou-se como estatstico 
realizando previses acuradas da retomada 
das atividades econmicas, o que tambm 
lhe permitiu acumular uma grande fortuna por 
meio da especulao. Professor da Escola Livre 
de Cincias Polticas de Paris e fundador da Sociedade 
de Estatstica de Paris, seu mais importante 
trabalho foi Des Crises Commerciales et de 
Leur Retour Priodique en France, en Angleterre et 
aux tats-Unis (Das Crises Comerciais e Seu Retorno 
Peridico  Frana,  Inglaterra e aos Estados 
Unidos), 1862, a primeira obra a fornecer 
uma descrio pormenorizada do ciclo econmico 
e a insistir na periodicidade das crises. Publicou 
ainda Du Change et de la Libert d'mission 
(Da Troca e da Liberdade de Emisso), 1868, e 
Les Banques de Dpt, d'Escompte et d'mission (Os 
Bancos de Depsito, de Desconto e de Emisso), 
1884. 

JUMBO. Veja Emprstimo-jumbo. 

JUNIOR SECURITY. Obrigao (ttulo) que 
tem um baixo nvel de prioridade para ser saldada 
contra liquidao de ativos. Estes ttulos 
tm menos prioridade do que os senior securities. 
Geralmente, as prioridades seguem a seguinte 
ordem: ttulos de hipotecas, bonds, debntures, 
aes preferenciais e aes ordinrias. 

JUNK BOND. Expresso em ingls que designa 
ttulo (bond) de pssima qualidade, isto , ttulo 
de alto risco com classificao de crdito inferior 
ao nvel BB. Em geral, so ttulos emitidos por 
empresas de baixa credibilidade no mercado. Ttulos 
que oferecem rendimentos elevados, mas 
cujo risco  tambm muito alto. Estes ttulos obtm 
classificaes BB ou mais baixas, de acordo 
com o sistema de classificao da Moody's Investors 
Service e da Standard & Poor's. Veja 
tambm Moody's Investors Service; Standard 
& Poor's. 

JUNKER. Veja Via Junker. 

JUNTA DE CONCILIAO E JULGAMENTO. 
rgo de primeira instncia da Justia do 
Trabalho brasileira, responsvel pelo julgamento 
dos dissdios individuais entre patro e empregado. 
Cada junta  constituda de dois juzes 



JURO 

classistas (vogais), representantes dos empregadores 
e dos empregados, e de um juiz togado 
(presidente). Os vogais so escolhidos entre os 
eleitos de cada sindicato de classe, numa lista 
trplice enviada ao Tribunal Regional do Trabalho 
(TRT). De posse dessas listas, o tribunal nomeia 
o nmero de vogais para as vagas existentes 
nas diversas Juntas de Conciliao e Julgamento. 
Esses organismos da Justia do Trabalho 
foram criados pelo governo federal, em 
1932. As decises das juntas podem ser alteradas 
pelo TRT, desde que uma das partes em litgio 
recorra a essa instncia superior. 

JURO. Remunerao que o tomador de um emprstimo 
deve pagar ao proprietrio do capital 
emprestado. Quando o juro  calculado sobre o 
montante do capital,  chamado de juro simples. 
Para o clculo do juro composto, o juro vencido 
e no pago  somado ao capital emprestado, formando 
um montante sobre o qual  calculado 

o juro seguinte. Suponhamos um emprstimo 
de R$ 1000,00 a 5% ao ano, por um perodo de 
trs anos. Se o contrato estabelecer juros simples, 
o resultado ser: juros simples = 3 X 5% de R$ 
1000,00 = R$ 150,00 
Se o juro for composto, o resultado ser: 
juros do 1 ano = 5% de R$ 1000,00 = R$ 50,00 
juros do 2 ano = 5% de R$ 1050,00 = R$ 52,50 
juros do 3 ano = 5% de R$ 1102,50 = R$ 55,125

 ___________ 

R$ 157,625 

O juro composto (R$ 157,625)  maior do que 

o juro simples (R$ 150,00). Na medida em que 
o juro composto  calculado sobre um montante 
cada vez maior, seu resultado ser sempre maior 
do que o juro simples. O clculo do juro composto 
pode ser simplificado mediante a frmula 
j = c(1+i)n - c, onde j  o juro a ser calculado; 
c  o capital emprestado; i  a taxa de juro; n  
o nmero de perodos (um ano, uma semana 
etc.) ou intervalos nos quais o juro  composto. 
No exemplo anterior, o clculo do juro composto 
seria o seguinte: j = R$ 1000 (1+0,05) - R$ 1000 
= 157,625. Do ponto de vista terico, os economistas 
clssicos como Adam Smith, Ricardo e 
Marx associam de alguma forma a taxa de juro 
 taxa de lucro. Marx, por exemplo, considera 
o juro a participao financeira no lucro (forma 
de expresso da mais-valia) do capitalista produtivo, 
e afirma que a taxa de juro deve ser 
inferior  taxa mdia de lucro, resultante da produo 
capitalista. Os economistas clssicos atribuam 
a cobrana de juros  produtividade do 
capital, ou seja, ao lucro que o capital proporciona 
a quem o possui. A cobrana tambm foi 
considerada o pagamento de um servio, isto , 
da possibilidade de dispor de um capital. Outros 
viram na cobrana de juros uma compensao 
pela "espera", ou seja, uma compensao pelo 
fato de o dono do capital deixar de dispor desse 
dinheiro. Keynes explicou a cobrana de juros 
pela escassez de capital (fator objetivo) e por 
um elemento subjetivo, a "renncia" do dono 
do capital  liquidez. As vrias correntes econmicas 
tambm se posicionam sobre as variaes 
da taxa de juros. Para os economistas clssicos, 
essas variaes so decorrncia das variaes 
na taxa de lucro, cujo movimento acompanham. 
Na teoria marginalista, a taxa de juros 
vem associada  taxa de lucro marginal e no 
 taxa de lucro mdio. A contribuio decisiva 
para a teoria do juro foi oferecida por John M. 
Keynes, para quem a quantidade de moeda, aliada 
 preferncia pela liquidez,  que determina 
a taxa de juros. Esta seria determinada pela oferta 
e procura da moeda, que tanto pode ser utilizada 
em investimentos quanto em consumo ou 
especulao. A conseqncia prtica da teoria 
keynesiana do juro foi possibilitar a manipulao 
da oferta monetria disponvel e, conseqentemente, 
alterar a taxa de juros, transformada 
em instrumento de uma poltica de desenvolvimento 
econmico ou de combate  inflao. Alguns 
keynesianos propuseram a instituio de 
uma taxa de juros alta, atuando como fator 
de desestmulo ao gasto de recursos escassos e 
de incentivo  poupana. A essa posio contraps-
se o prprio Keynes, quando considerou 
que a extenso da poupana  determinada pelo 
fluxo de investimento e este, por sua vez, cresce 
com uma taxa de juros baixa. A poltica econmica 
ideal seria a de baixar a taxa de juros at 

o ponto em que, em relao  curva de lucro, 
alcanasse o mais alto nvel de atividade econmica, 
com pleno emprego. Deve-se dizer, porm, 
que a determinao da taxa de juros como 
instrumento de poltica econmica tem sido considerada 
pouco eficaz, uma vez que o peso do 
juro no custo da produo no  significativo. 
Antes da expanso comercial e do desenvolvimento 
do capitalismo, a cobrana de juros constitua 
um problema tico. Chamada de usura, 
era terminantemente proibida pela Igreja na Idade 
Mdia. Mas, com a expanso do comrcio, 
as novas exigncias de capitais mais vultosos 
estimularam a cobrana de juros. A reboque dos 
fatos, a Igreja teve de fazer concesses e passou 
a proibir somente a cobrana de juros em emprstimos 
destinados ao consumo pessoal. No 
sculo XVI, a reforma calvinista aceitou e justificou 
"teologicamente" a cobrana de juros, mas 
foi somente no sculo XVIII que os estudiosos 
comearam a buscar uma justificativa econmica 
para a cobrana de juros sobre os emprstimos 
monetrios. Embora ainda existam limites para 
a cobrana de juros, esses limites, atualmente, 
possuem finalidade econmica e so estabelecidos 
pelas autoridades monetrias de cada pas. 


No Brasil, a Constituio de 1988 estabeleceu 
que o juro real mximo a ser cobrado pelo sistema 
financeiro  de 12% ao ano. Esse dispositivo 
constitucional necessita de lei complementar 
para ser regulamentado, uma vez que a 
Constituio no esclarece o que significa juro 
real nem estabelece as sanes para aqueles que 
infringirem a norma. Veja tambm Keynes, John 
Maynard; Marx, Karl Heinrich; Renda; Tabela 
Price. 

JURO BANCRIO. A taxa de juros cobrada pelos 
bancos nas operaes efetuadas junto aos 
clientes varia com o tipo de operao realizada: 
cheque especial, emprstimo pessoal, desconto 
de duplicata, capital de giro etc. Os valores so, 
em geral, fixados pelos movimentos do mercado, 
isto , giram em torno de taxas comuns a 
todos os bancos, com pequenas variaes conforme 
a poltica de cada estabelecimento. 

JURO NOMINAL.  o juro correspondente a 
um emprstimo ou financiamento, incluindo a 
correo monetria do montante emprestado. 
Quando a inflao  zero, inexistindo correo 
monetria, o juro nominal  equivalente ao juro 
real. 

JURO REAL.  o juro cobrado ou pago sobre 
um emprstimo ou financiamento, sem contar 
a correo monetria do montante emprestado. 

JUROS COMPOSTOS. Veja Juro. 

JUROS DE MORA. Juros decorrentes da mora, 
isto , do atraso no pagamento de algo, em conseqncia 
de ato do devedor. 

JUROS EXATOS. So aqueles incidentes tomando-
se por base um ano de 365 dias. Veja 
tambm Juros Ordinrios. 

JUROS FLUTUANTES. Vigentes no mercado 
no momento do pagamento dos juros das dvidas 
contradas. Ao contrrio dos juros fixos, pagos 
durante todo o perodo do emprstimo, de 
acordo com uma taxa preestabelecida em contrato, 
os juros flutuantes trazem surpresas muito 
desagradveis para os devedores, pois podem 
elevar-se acentuadamente antes do trmino do 
pagamento de um emprstimo, onerando extraordinariamente 
o servio da dvida, como 
aconteceu com o Brasil no final dos anos 70 e 
incio dos anos 80. 

JUROS IMPUTADOS. Juros considerados efetivamente 
pagos, apesar de no ter havido um 
desembolso real em dinheiro para efetiv-lo. 

JUROS ORDINRIOS. So aqueles incidentes 
tomando-se por base um ano de doze meses, 
de trinta dias cada, ou um ano de 360 dias. A 

JUST IN TIME 

diferena entre os juros ordinrios e os exatos 
(ano de 365 dias)  calculado por meio da razo 
365/360 = 1,01388 e representa 1,388%, o que 
no  desprezvel, tratando-se de grandes somas 
aplicadas a juros. 

JUROS PR OU PS-FIXADOS. Veja Pr-fixada 
(Juros). 

JUS CUNNI E MONETA. Expresso em latim 
que significa um dos direitos reais durante a 
Idade Mdia, isto , o direito de cunhar moedas. 
Veja tambm Senhoriagem. 

JUS SANGUINIS. Expresso em latim que significa 
o princpio segundo o qual s se reconhece 
como nacional a pessoa nascida de pais nacionais. 


JUS SOLI. Expresso em latim que significa o 
princpio adotado por alguns pases segundo o 
qual o indivduo conserva a cidadania vinculada 
ao pas em que nasceu, independente da nacionalidade 
de seus genitores. 

JUS UTENDI ET ABUTENDI. Expresso em 
latim que significa o direito de usar e dispor de 
uma coisa ou um bem. 

JUST IN TIME (JIT). Tambm denominado Sistema 
de Produo Toyota, ou Sistema Kanban, 
e tambm traduzido como "produo apenas-
a-tempo",  um sistema de controle de estoques 
desenvolvido pela empresa homnima, no qual 
as partes e componentes so produzidos e entregues 
nas diferentes sees um pouco antes 
de ser utilizadas. A definio mais sinttica deste 
sistema seria "a pea certa, no lugar certo, no 
momento certo". A Toyota comeou a desenvolver 
este sistema durante os anos 30, mas s 
iniciou sua difuso no final dos anos 50 e incio 
dos 60. A principal razo que levou a sua adoo 
e difuso, nas palavras de Taiichi Ohno, vicepresidente 
daquela empresa e um de seus principais 
implementadores: "O sistema Toyota de 
produo (just in time-Kanban) nasceu da necessidade 
de desenvolver um sistema de produo 
de pequenas quantidades de automveis diferentes 
no mesmo processo produtivo". Esta necessidade 
estava vinculada ao princpio de "suprir 
o mercado com aquilo que  demandado, 
quando  demandado, e na exata quantidade 
necessria". Esta razo fundamental tambm 
ajudou no apenas a minimizar o nvel de estoques, 
reduzindo os respectivos custos financeiros, 
como tambm as necessidades de espao 
fsico (to caro no Japo) para a armazenagem 
dos estoques. Este sistema permite grande agilidade 
para a mudana de modelos nas linhas 
de montagem, e, portanto, adaptao mais rpida 
s alteraes nos gostos dos consumidores 
e da demanda em geral. Esta forma de admi




JUST IN TIME SEQENCIAL 

nistrao da produo, que reduz sensivelmente 
os custos, aumentando a produtividade, se difundiu 
rapidamente no Japo e em todo o mundo, 
inclusive no Brasil. No Japo, no entanto, a 
reduo dos estoques provocou um extraordinrio 
aumento dos fluxos, e as empresas que 
adotaram este sistema passaram a depender 
crescentemente do sistema de transportes. E a 
expanso destes ltimos sobrecarregou o trnsito, 
tornando mais freqentes os congestionamentos 
nas principais cidades japonesas. O trabalho 
nas atividades de transporte e trnsito tornou-
se mais duro e pesado e, de certa forma, 
perigoso. Ou melhor, se no interior das empresas 
o trabalho tendeu para os "5 S", isto , trabalho 
limpo, ordenado, organizado etc., em seu 
exterior as atividades tornaram-se mais duras, 
tendendo a transformar-se em Trabalho 3 K, ou 
seja, trabalho duro, pesado e perigoso. A difuso 
do just in time no Japo exigiu no apenas uma 
melhoria no sistema de transportes, mas tambm 
maior segurana no cumprimento dos contratos 
com as empresas fornecedoras no que se 
refere  qualidade e  pontualidade. Conceitos 
como acidente zero, defeito zero, atraso zero, 
passaram a fazer parte do vocabulrio corrente 
das empresas que adotaram o just in time. 

JUST IN TIME SEQENCIAL. Denominao 
dada ao sistema quando aplicado a duas ou mais 
empresas que mantm contratos de fornecimento 
entre si e que utilizam, em suas linhas produtivas, 
o processo just in time. Nesse caso, os 
dois sistemas necessitam estar sincronizados na 
medida em que um, para se desenvolver, depende 
do fornecimento do outro. Veja tambm 

Just in Time. 

JUSTIA DO TRABALHO. Instituio do poder 
judicirio responsvel pelo julgamento dos 
dissdios individuais e coletivos entre patres e 
trabalhadores, abrangendo todos os conflitosoriginrios das relaes de trabalho.  formada 
pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunais 
Regionais do Trabalho (TRTs) e Juntas 
de Conciliao e Julgamento. Sua organizao 
foi prevista nas Constituies de 1934 e 1937, 
mas como rgo normativo. Foi instituda com 
carter judicirio em 1941 e reconhecida pela 
Constituio de 1946 como rgo do poder judicirio, 
independente do poder executivo, dotado 
de instncias especializadas nos julgamentos 
de dissdios trabalhistas, com quadros de 
magistrados de carreira, passando tambm a nomear 
seus prprios funcionrios. Veja tambm 

Junta de Conciliao e Julgamento; TRT; TST. 

JUSTO. Moeda cunhada por D. Joo II, rei de 
Portugal, a partir de 1489, em ouro de 22 quilates, 
valendo 600 reais. 

JUSTO PREO. Critrio moral do valor de uma 
mercadoria, isto , o justo preo  o considerado 
moralmente correto para a compra e venda de 
uma mercadoria. O termo est associado  poca 
medieval e a So Toms de Aquino. De acordo 
com este conceito, o mercado no seria o local 
onde os preos se formariam. Veja tambm Preo 
Justo. 

JUSTUM PRETIUM. Veja Justo Preo.

 K 


K. Inicial de: 1) kip (unidade monetria do Laos); 
2) kopeck (unidade monetria russa); 3) krona 
(unidade monetria da Islndia e da Sucia); 4) 
krone(ur) (unidade monetria da Dinamarca e da 
Noruega); 5) kroon (unidade monetria da Estnia); 
6) kurus (unidade monetria da Turquia); 
7) kuacha (unidade monetria da Zmbia e do 
Malawi); 8) kyat (unidade monetria de Myanma, 
antiga Birmnia). 
KABUTO-CHO. Denominao do centro financeiro 
do Japo, distrito de Tquio que representa, 
para aquele pas, o mesmo que Wall Street 
para os Estados Unidos. Ali esto sediadas as 
principais empresas e organizaes financeiras 
japonesas. 

KAFFIRS. Termo utilizado na Inglaterra paradenominar as aes das minas de ouro da frica 
do Sul. So ttulos negociados no mercado de 
balco (over the counter), nos Estados Unidos, sob 
a forma de recibos de depsitos de aes que 
representam direitos de participao sobre certificados 
custodiados por bancos no exterior. De 
acordo com a legislao sul-africana, os kaffirs 
devem distribuir quase a totalidade de seus rendimentos 
aos acionistas como dividendos, o que 
torna muito atraente - do ponto de vista da 
rentabilidade - o investimento nestas aes. 
Alm disso, estas aes oferecem aos investidores 
um investimento em ouro, o que significa 
um hedge contra a inflao. Antes do governo 
de Nelson Mandela, estes atrativos econmicos 
eram em certa medida anulados pelas incertezas 
que a situao poltica apresentava. 

KAHN, Richard F. (1905-1982). Economista ingls 
que desenvolveu suas atividades em Cambridge, 
entre as dcadas de 30 e 70. Desenvolveu 

o conceito keynesiano de multiplicador e, no 


KALECKI, Michal 

campo da economia do bem-estar, estudou as 
condies para atingir um timo social. Sua obra 
mais importante  Selected Essays on Employment 
and Growth (Ensaios Escolhidos sobre Emprego e 
Crescimento), 1973. Veja tambm Multiplicador. 

KAISHAS. Denominao dada, no Japo, s 
maiores empresas. 

KALDOR, Nicholas (1908-1986). Nasceu em Budapeste, 
na Hungria. De 1927 a 1947, estudou e 
lecionou na London School of Economics. Depois 
de passar dois anos na Comisso Econmica 
para a Europa, em Genebra, transferiu-se 
para a Universidade de Cambridge, onde se tornou 
membro do King's College e, em 1966, professor 
da mesma instituio. Em 1974, em reconhecimento 
s suas contribuies, foi elevado  
condio de baro Kaldor of Newham. Kaldor 
sempre se envolveu com problemas prticos da 
poltica econmica. Como membro da British 
Royal Commission, no incio dos anos 50, adquiriu 
renome internacional no campo da tributao. 
Mas tratava constantemente das questes 
internas e internacionais mais importantes em 
livros, artigos, cartas aos jornais e em conferncias 
e discursos. Foi conselheiro especial do British 
Chancellor of the Exchequer em 1964/1968 
e 1974/1976, e tambm de governos de outros 
pases e de vrias organizaes internacionais. 
Embora defendesse o sistema de mercado e de 
empresas privadas, freqentemente aconselhou 
a interveno governamental para tornar as economias 
capitalistas mais produtivas e equilibradas, 
e concebeu vrias polticas e instrumentos 
com esta finalidade. No entanto, o maior interesse 
de Kaldor e a principal causa de sua reputao 
como economista foi a teoria ou a explicao 
de como as economias funcionam. Mas 
as preocupaes tericas sempre estiveram relacionadas 
com a observao da realidade. Seu 
envolvimento com questes prticas contribuiu 
(e beneficiou) com seus trabalhos tericos: foi 
um grande consumidor de estatstica e trabalhos 
empricos de outros economistas. Seus livros 
mais importantes so: Essay on Economic Stability 
and Growth (Ensaios sobre Estabilidade e Crescimento 
Econmico), 1960; Capital Accumulation 
and Economic Growth (Acumulao de Capital e 
Crescimento Econmico), 1961; Causes of the Slow 
Rate of Growth of the Uk (Causas do Lento Crescimento 
do Reino Unido), 1966; e Conflict in Policy 
Objectives (Conflitos nos Objetivos de Poltica 
Econmica), 1971. 

KALECKI, Michal (1899-1970). Economista polons, 
um dos pioneiros da crtica sistemtica  
doutrina do marginalismo. Ao mesmo tempo e 
independentemente de Keynes, demonstrou a 

fragilidade do princpio do equilbrio automtico 
da escola clssica e desenvolveu uma teoria 
da dinmica capitalista e dos seus ciclos de conjuntura 
e crise. Em 1933, publicou, numa revista 
polonesa, o primeiro esboo de sua teoria, "Prba-
Teorii Koniunktury" ("Esboo de Uma Teoria 
do Ciclo Econmico"), trabalho apresentado no 
mesmo ano numa conferncia da Sociedade Internacional 
de Econometria, na Holanda. Dois 
anos depois, o trabalho sairia na Revue d'conomie 
Politique e na revista norte-americana Econometrica. 
Era um dos primeiros modelos matemticos 
construdos para explicar os ciclos econmicos 
de conjuntura, mas no despertou ateno 
na poca e foi completamente ofuscado, em 
1936, pela publicao de A Teoria Geral do Emprego, 
do Juro e da Moeda, de Keynes. Sustentou 
que o nvel de atividade econmica depende dos 
investimentos: se eles aumentarem, subiro os 
nveis de atividades e de emprego, haver maior 
demanda de bens e tambm os lucros dos capitalistas 
sero maiores. A demanda efetiva aumentar 
se o Estado gastar mais do que arrecada 
e se o pas conseguir exportar mais do que importa, 
mas a deciso bsica continuar nas mos 
dos capitalistas: se eles investirem, a produo 
e os lucros aumentaro at o ponto em que os 
lucros acumulados (a poupana) sejam equivalentes 
ao investimento. Por sua vez, a insuficincia 
do investimento em relao  poupana 
causa a contrao da produo e a subutilizao 
da capacidade produtiva. Isso ocorre quando a 
poupana cresce em excesso devido  baixa dos 
salrios reais. Na Sucia, em contato com Gunnar 
Myrdal, Kalecki inicia um livro, mas o abandona 
ao tomar conhecimento do livro de Keynes, 
propondo sugestes semelhantes s suas. 
Na Inglaterra, conhece Joan Robinson e Piero 
Sraffa, e, em seguida, Keynes, que o convida a 
trabalhar em Cambridge. Kalecki aceita e prepara 
uma obra em que expe de modo mais 
amplo sua teoria: Essay in the Theory of Economic 
Fluctuations (Ensaio sobre a Teoria das Flutuaes 
Econmicas), 1939. Este livro e o seguinte, 
Studies in Economic Dynamics (Estudos de Dinmica 
Econmica), 1943, so seus mais importantes 
trabalhos sobre a teoria dos ciclos. Para Kalecki, 
o mundo capitalista  regido pelas decises 
dos empresrios quanto a investir, pelo Estado 
quanto ao equilbrio oramentrio e pelo comrcio 
internacional. Nesse sistema, os ciclos de 
conjuntura so inevitveis, mas a profundidade 
das crises e sua durao dependem de decises 
polticas, e no apenas das foras cegas do mercado. 
Essa posio era heterodoxa nos meios 
marxistas da poca, que esperavam, como absoluta 
fatalidade ao final da guerra, uma reedio 
da crise dos anos 30. Desse modo, Kalecki 



KAMERALISMUS 

desempenhou, no lado marxista, um papel semelhante 
ao de Keynes entre os marginalistas, 
embora com impacto e xito menores. Ainda durante 
a guerra, em 1943, escreveu um artigo proftico: 
"The Political Aspects of Full Employment" 
("Aspectos Polticos do Pleno Emprego"). 
No final, prev que o desenvolvimento da conjuntura 
econmica dependeria cada vez mais de 
decises polticas, sugerindo que as crises cclicas 
poderiam ser atenuadas por meio da poltica 
econmica, e elaborando a noo de "ciclo de 
conjuntura poltica", que ajuda a entender as 
contradies do capitalismo contemporneo. 
Depois de curtos perodos em Oxford, Paris, 
Montreal e Varsvia (onde contribui para a planificao 
da economia socialista polonesa), Kalecki 
assumiu, em 1946, um cargo no secretariado 
da ONU. Ali, editou os Relatrios sobre a Economia 
Mundial, at 1954, quando se demitiu sob 
presso poltica dos representantes norte-americanos. 
Veja tambm Marginalismo. 

KAMERALISMUS. Veja Cameralismo. 

KAN'EI KOJO. Expresso que designa, no Japo, 
as indstrias dirigidas pelo governo japons 
em vrios ramos de atividade, como estaleiros, 
indstria txtil, entre 1868 e o final de 
perodo Meiji, em 1912, como parte da poltica 
de importao e transferncia de tecnologia do 
Ocidente visando o desenvolvimento industrial 
do pas. 

KANDIR, Antnio (1953-). Nasceu em So 
Paulo e graduou-se em engenharia mecnica 
pela Escola Politcnica da Universidade de So 
Paulo em 1975, obtendo o ttulo de doutor em 
economia pelo Instituto de Economia da Universidade 
Estadual de Campinas em 1984. Foi 
presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econmica 
Aplicada) entre 1990 e 1991. Tornou-se 
secretrio especial de Poltica Econmica do Ministrio 
da Economia, Fazenda e Planejamento 
no incio do governo Collor at maio de 1991. 
Em seus trabalhos e pesquisas, tem se interessado 
pelos temas do desenvolvimento econmico 
e da inflao. Seu livro mais importante  A 
Dinmica da Inflao (1989).  professor de economia 
do Instituto de Economia da Universidade 
Estadual de Campinas e articulista do jornal 
a Folha de S. Paulo. Foi eleito deputado federal 
pelo PSDB de So Paulo em 1994 e foi nomeado 
ministro do Planejamento em 1996. 

KANRI KAKAKU. Expresso em japons que 
significa preos administrados (fixados unilateralmente) 
pelo setor oligoplico da economia, 
em contraposio aos preos resultantes da interao 
da oferta e da demanda num mercado 
de livre concorrncia. A utilizao da expresso 

se tornou mais difundida no final dos anos 60, 
quando ocorreu uma srie de fuses entre grandes 
empresas do setor siderrgico e automobilstico, 
aumentando o grau de concentrao empresarial 
no Japo. Embora tais fuses tenham 
chamado a ateno do governo, a utilizao dos 
dispositivos antitruste naquele pas foi muito 
pouco eficaz, limitando-se a alguns produtos de 
consumo final de pouca importncia do ponto 
de vista do valor agregado. 

KANT, Emmanuel (1724-1804). Filsofo alemo 
de profunda influncia no pensamento moderno. 
Em suas trs obras principais, Crtica da Razo 
Pura (1781), Crtica da Razo Prtica (1788) e Crtica 
do Juzo (1790), fez uma profunda anlise do 
conhecimento, superando a posio empirismo/
racionalismo que marcava a filosofia ocidental 
desde os pensadores gregos. No plano 
econmico, social e poltico, Kant desenvolveu 
algumas teses que podem ser consideradas uma 
justificao da sociedade burguesa e do liberalismo; 
em Metaphysik der Sitten (Metafsica dos 
Costumes), 1797, defendeu a propriedade privada, 
o livre intercmbio dos bens e o privilgio 
de cidadania exclusivamente aos proprietrios. 

KANTOROVITCH, Leonid Vitalovitch (19121986). 
Economista e matemtico russo, elaborou 

o primeiro modelo matemtico de programao 
linear. Recebeu o Prmio Nobel de Economia 
de 1975 por suas aplicaes da matemtica aos 
problemas econmicos. Especializado na pesquisa 
de um emprego timo dos recursos e dos 
meios de produo numa economia socialista, 
publicou em 1939 O Mtodo Matemtico de Organizao 
do Planejamento da Produo. Esta obra 
foi uma das primeiras tentativas de planejamento 
econmico por meio da programao linear. 
Em Os Melhores Usos dos Recursos Econmicos 
(1960), Kantorovitch desenvolveu modelos matemticos 
de otimizao dos recursos e concluiu 
que, para obter um resultado timo dos investimentos 
no conjunto da economia,  necessrio 
remunerar com um ganho extra as empresas 
pela utilizao de mtodos mais racionais de 
produo, com uma taxa igual  da produtividade 
marginal realizada pelo equipamento na 
empresa. Kantorovitch aplicou seus modelos de 
otimizao dos recursos em problemas de planejamento, 
transportes, teorias do preo e do 
investimento, progresso tcnico e outras reas 
da economia socialista. Foi professor nas universidades 
de Leningrado, Glasgow, Grenoble, 
Helsinque, Paris e Cambridge e diretor do Instituto 
de Sistemas e Estudos da Academia de 
Cincias, Comrcio e Tcnica de Moscou. Escreveu 
ainda Soluo tima em Economia (1972), Ensaio 
sobre Planejamento timo (1976) e Anlise Funcional 
(1977). 


KEIDANREN 

KARAT. Na cunhagem de moedas de ouro, ou 
na fabricao de peas de joalheria, o metal que 
participa na liga com o ouro (para dar a este 
maior consistncia)  medido em karats, sendo 
o ouro em "quilates". Assim, por exemplo, um 
anel de ouro de 18 quilates ter dezoito partes 
de ouro e seis partes de outro metal que compe 
a liga, ou 6 karats. 

KAROB. Veja Quilate. 

KAROSHI. Termo em japons (ka = demasiado; 
ro = trabalho; shi = morte) que significa "morte 
sbita provocada por excesso de trabalho", tambm 
conhecida como sndrome da morte sbita. 
Esse processo, que ocorre entre trabalhadores 
de escritrio ("colarinhos brancos") relativamente 
jovens, vem chamando cada vez mais a ateno 
atualmente no Japo. A morte do trabalhador 
ocorre geralmente por enfarte do miocrdio 
ou hemorragias internas. Alguns estudiosos do 
tema atribuem o aumento da incidncia do karoshi 
s formas intensas e extensas de trabalho 
(o Japo  o pas que tem jornadas de trabalho 
mais extensas entre os pases desenvolvidos), 
determinadas pela concorrncia internacional. 
As grandes empresas onde esse processo acontece 
com mais freqncia procuram no reconhecer 
publicamente o fato, assim como as prprias 
autoridades governamentais. No entanto, 
as novas geraes que surgiram na poca da 
prosperidade no Japo tendem a reagir contra 
esse tipo de problema, no aceitando jornadas 
to longas ou intensas de trabalho, dedicando 
mais tempo ao lazer e ao consumo. 

KATO KYS. Expresso em japons que significa 
"excesso de competio" entre as empresas 
e que teve origem na enorme expanso da 
economia japonesa durante os anos 50, e numa 
desacelerao do incio dos anos 60, quando as 
empresas apresentaram excesso de capacidade 
instalada. 

KAUTSKY, Karl Johann (1854-1938). Poltico 
alemo, principal terico da II Internacional. Foi 
inspirador do Programa de Erfurt sobre a luta 
de classes, adotado pelo Partido Social Democrata 
Alemo em 1891, e que prope um caminho 
evolutivo para o socialismo. Aps a morte 
de Engels (1895), de quem foi secretrio, tornou-
se a figura de maior destaque do movimento 
marxista internacional. A trajetria terica de 
Kautsky foi singular: tornou-se marxista sob a 
influncia de Eduard Bernstein, mas combateu 

o revisionismo deste e o radicalismo de Rosa 
Luxemburgo, tornando-se porta-voz do marxismo 
centrista, que se opunha  ala mais radical 
do Partido Social Democrata. Durante a Primeira 
Guerra Mundial, formou uma minoria de socialistas 
independentes, contrrios  poltica belicista 
do partido. Condenou a Revoluo Russa 
de 1917, criticando o poder discricionrio dos 
lderes bolcheviques. Em 1883, Kautsky fundou 
a revista marxista Die Neue Zeit, que editou at 
1917. Todos os seus escritos posteriores visavam 
 difuso e  popularizao do marxismo. A 
maior parte de suas idias, que foram aproveitadas 
para a orientao prtica de sua poltica, 
est em seu livro mais famoso, Karl Marx konomische 
Lehren (As Doutrinas Econmicas de 
Karl Marx), 1887, no qual defende a proposta 
de um marxismo evolutivo, que deveria levar 
 revoluo como um fenmeno natural. Em diversos 
escritos, aplicou os mtodos marxistas  
interpretao da Histria, como na obra Thomas 
More und seine Utopie (Thomas More e sua Utopia), 
1888. A maior parte de sua obra, contudo, 
est impregnada de outras concepes, como o 
iluminismo e o evolucionismo social, mesmo em 
seu principal livro terico, Die Materialistische 
Geschicht-sauffassung (A Concepo Materialista 
da Histria), 1927. Entretanto, Kautsky  lembrado 
por duas importantes contribuies  teoria 
socialista: a publicao do livro pioneiro A 
Questo Agrria, 1899, um dos primeiros estudos 
do desenvolvimento do capitalismo no campo 
sob o ponto de vista marxista; e a edio das 
notas manuscritas que formariam o quarto volume 
de O Capital, de Marx, publicadas com o 
ttulo de Theorien ber den Mehrwert (Teorias da 
Mais-valia), 1905-1910. Em O Marxismo e Sua Crtica, 
1900, reviu a teoria da pauperizao, que 
seria relativa: "a quantidade de produtos que chega 
a cada trabalhador pode crescer; a parte que 
lhe chega dos produtos que criou diminui". 
Kautsky foi ministro-adjunto dos Negcios Estrangeiros 
do governo socialista alemo de 1919, 
editando documentos que provavam a responsabilidade 
do governo imperial no desencadeamento 
da Primeira Guerra Mundial: Wie der 
Weltkrieg Entstand (Como Eclodiu a Guerra 
Mundial), 1919. Trabalhou em Viena de 1924 a 
1938. Com a ocupao alem, foi refugiar-se em 
Amsterd, na Holanda. Escreveu ainda O Socialismo 
e a Poltica Colonial (1907), O Caminho do 
Poder (1909), A Ditadura do Proletariado (1919) e 
Terrorismo e Comunismo (1919). 

KD. Iniciais da expresso em ingls knocked down, 
que significa "desmontado", isto , que um determinado 
produto (automveis, por exemplo) 
chega desmontado a seu destino; tambm pode 
significar Kuwait Dinar, isto , a denominao da 
unidade monetria do Kuweit (dinar kuweitiano). 

KEEP OFF. Veja KO. 

KEIDANREN. Termo em japons composto pelas 
iniciais da expresso Keizai Dantai Rengokai, 
que significa Federao das Organizaes Eco




KEIRETSU 322


nmicas. A Keidanren  uma das quatro maiores 
organizaes empresariais do Japo, sendo as 
trs outras a Nikkeiren, o Comit Japons para 

o Desenvolvimento Econmico e a Cmara do 
Comrcio e da Indstria do Japo. A Keidanren 
foi criada em 1946, como resultado da reorganizao 
das associaes empresariais na Japo, 
depois que os Zaibatsus foram dissolvidos pelas 
foras militares de ocupao norte-americanas. 
Em 1952, no entanto, com a retirada dessas foras, 
a Keidanren absorveu o Nihon Sangyo Kyogikai 
(Conselho Industrial do Japo), aumentando 
consideravelmente sua fora e influncia. As 
principais funes do Keidanren so coordenar 
as vrias reivindicaes das diferentes indstrias 
e atividades empresariais afiliadas e submet-las 
ao governo como propostas para estimular o desenvolvimento 
econmico. A Keidanren possui 
vrios comits e rgos consultivos que desenvolvem 
estudos sobre poltica econmica, poltica 
de comrcio exterior, energia e poltica internacional, 
atravs dos quais mantm relaes 
com entidades semelhantes da Europa, Estados 
Unidos e Amrica Latina. A influncia da Keidanren 
 considervel no apenas na economia, 
mas tambm na poltica no Japo: esta organizao 
influiu decisivamente para que os dois 
partidos conservadores do Japo (o Nihon Mishuto 
e o Jiyuto, partidos Liberal e Democrtico) 
se fundissem, formando um poderoso partido 
conservador que governou o Japo do ps-guerra 
at os anos 90. 
KEIRETSU. Designao de organizao de grupo 
de empresas privadas japonesas originadas 
da dissoluo do Zaibatsu, depois da Segunda 
Guerra Mundial. Tais conglomerados existiam 
na poca do Zaibatsu com um grau de integrao 
muito maior do que ocorre hoje em dia. Os 
maiores keiretsu da poca do Zaibatsu eram o 
Mitsui Keiretsu, o Mitsubishi Keiretsu e o Sumitomo 
Keiretsu. Os keiretsu admitem outras 
formas tambm, como os Kin'yu Keiretsu, isto , 
conglomerados financeiros; os Shihon Keiretsu, 
ou conglomerados de capital; e os Kigyo Keiretsu, 
ou conglomerados de empresas. O Kin'yu Keiretsu 
 um grupo de empresas que toma emprstimos 
no Banco que d ao grupo seu nome. 
O Shihon Keiretsu  aquele constitudo por empresas 
que tm a mesma matriz, e o Kigyo Keiretsu 
 constitudo por um grupo de empresas 
que realiza subcontratos para a mesma empresa. 
Os keiretsu formados atualmente pela Sumitomo, 
Mitsui e Mitsubishi so bem diferentes daqueles 
formados pelas mesmas empresas durante 
o perodo do Zaibatsu. A primeira e principal 
diferena  que hoje no existe uma holding controladora 
dos vrios grupos: essa prtica foi eliminada 
no Japo depois da Segunda Guerra 
Mundial, com a Lei Antimonoplio e com a dis


soluo do Zaibatsu. A coordenao dos keiretsu 
 realizada por intermdio de associaes dos 
presidentes das empresas mais importantes, no 
existindo entre eles, contudo, diferenciaes hierrquicas. 
A participao acionria no interior 
das empresas que constituem um keiretsu  consideravelmente 
menor do que no perodo do 
Zaibatsu, no ultrapassando os 5% das aes. 
Os keiretsu podem admitir vrias modalidades: 

o keiretsu intermercados, constitudo por vrias 
empresas em torno de um banco comercial; o 
keiretsu vertical, associao de uma nica grande 
empresa com vrias empresas satlites de um 
mesmo setor industrial organizado de acordo 
com uma rgida estrutura hierrquica. Os keiretsus 
verticais, por sua vez, podem ser divididos 
em trs tipos: os Sangyoo, ou keiretsus de produo, 
os quais se encontram organizados em hierarquias 
de subcontratados (vrias camadas), 
que so fornecedores da empresa principal; os 
Ryuutsuu, ou keiretsus de distribuio, que se organizam 
em sistemas lineares de distribuio 
que operam sob o nome de uma grande empresa 
do setor produtivo ou de um grande atacadista; 
e os Shihon, que so os keiretsus do mbito financeiro, 
isto , que no operam com base em produtos 
fsicos (produo ou distribuio), mas 
nos fluxos de capitais por eles representados, a 
partir da empresa principal. 
KEIZAI DYU KAI. Veja Japan Committee for 
Economic Development. 

KENNEDY ROUND. A sexta de uma srie de 
negociaes iniciadas em 1947, entre os signatrios 
do Tratado Geral de Tarifas e Comrcio 
(GATT), com vistas  reduo das barreiras comerciais 
sobre uma base multilateral. Realizada 
entre 1964 e 1967, essa negociao distinguiu-se 
das anteriores pelo fato de o presidente Kennedy 
ter sido autorizado pelo Congresso norte-americano 
a negociar uma reduo tarifria at 50% 
abaixo das determinaes do Ato de Expanso 
Comercial. Tomaram parte na Kennedy Round 
os 58 mais importantes pases comerciais do 
mundo,  exceo da Unio Sovitica e da Repblica 
Popular da China, ausentes das negociaes. 
Algumas tarifas foram reduzidas em 
50%, mas a mdia geral das redues esteve em 
torno de 30%. Alm disso, foi elaborado um cronograma 
para o cumprimento do acordo. A primeira 
etapa, a ser executada pelos Estados Unidos, 
comeou em 1968 e desdobrou-se em cinco 
estgios anuais. A segunda, a cargo do Mercado 
Comum Europeu, Associao Europia de Livre 
Comrcio e Japo, determinava que dois quintos 
da reduo de tarifas poderiam ser levados a 
efeito em julho de 1968. Novas redues ocorreram 
em 1970, 1971 e 1972. Em 1973, os representantes 
dos pases signatrios, reunidos em 
Tquio, concordaram em executar a stima eta




KEYNES, John Maynard 

pa de redues tarifrias, iniciada em 1974. Veja 
tambm GATT; OMC. 

KEOGH PLAN. Plano aprovado nos Estados 
Unidos, no incio da dcada de 60, permitindo 
uma tributao diferida para os autnomos e 
empregados de pequenas e mdias empresas 
que apliquem dinheiro em programas de aposentadoria. 
As retiradas s podem ser feitas depois 
dos 59,5 anos e s podem ter incio antes 
dos 70,5. Retiradas fora destes limites esto sujeitas 
a Imposto de Renda e multas. 

KEYNES, John Maynard (1883-1946). O mais 
clebre economista da primeira metade do sculo 
XX, pioneiro da macroeconomia. Seus estudos 
sobre o emprego e o ciclo econmico deitaram 
por terra os conceitos da ortodoxia marginalista, 
e as polticas por ele sugeridas conduziram 
a um novo relacionamento, de interveno, 
entre o Estado e o conjunto das atividades 
econmicas de um pas. Keynes estudou 
e foi professor em Cambridge. Discpulo de Alfred 
Marshall, o "papa do marginalismo", foi 
nomeado redator do Economic Journal em 1911. 
Dois anos depois, tornou-se secretrio e redator 
da Sociedade Real de Economia e, em 1915, ingressou 
no servio pblico. Seria o representante 
financeiro do Tesouro britnico na Conferncia 
de Paz, em 1919. As obras de Keynes mostram 
que suas preocupaes estavam sempre ligadas 
a questes prticas, a polticas de conjuntura. 
Ele no parecia interessado em reconstruir a teoria 
econmica a partir da anlise do valor, mas 
em verificar por que motivo as teses marginalistas, 
nas quais fora educado, conduziam a polticas 
econmicas inconsistentes. Em 1930, escreveu 
o Treatise on Money (Tratado sobre a Moeda), 
em que, a pretexto de tratar da moeda e 
do nvel de preos, preparou as bases da anlise 
do nvel geral da produo. Esse problema seria 
desenvolvido em seu principal livro, The General 
Theory of Employment, Interest and Money (A Teoria 
Geral do Emprego, do Juro e da Moeda), 
publicado em 1936, que contestou o conjunto 
de dogmas sobre os quais repousava o marginalismo. 
Escrito durante os anos da Grande Depresso, 
A Teoria Geral abalou irremediavelmente 
as inovaes clssicas do liberalismo econmico, 
mostrando a inexistncia do princpio do 
equilbrio automtico na economia capitalista. 
Supunha-se at ento, nos meios marginalistas, 
que uma economia de mercado encontrava "naturalmente" 
seu equilbrio numa situao em 
que todos os que desejassem trabalhar por uma 
remunerao correspondente a sua produtividade 
poderiam faz-lo. Acreditava-se tambm que 
nessa economia jamais poderia haver superproduo, 
pois a cada venda corresponderia uma 
compra. Repetia-se dessa maneira a Lei dos Mercados 
de Say, segundo a qual, em um regime 

de liberdade de comrcio, a produo cria seu 
prprio mercado. Assim, para os marginalistas, 
a depresso e o desemprego que atingiram os 
pases capitalistas a partir de 1929 simplesmente 
no existiram, ou no passaram de desajuste 
temporrio a ser autocorrigido. Keynes criticou 
esse conjunto de crenas, mostrando que, a cada 
momento, o nvel de emprego numa economia 
capitalista depende da demanda efetiva, ou seja, 
da proporo da renda que  gasta em consumo 
e investimento. E que, ao contrrio da Lei de 
Say, numa economia monetria  possvel receber 
sem imediatamente gastar o dinheiro, ou 
seja,  possvel vender sem comprar. Qualquer 
quantia de dinheiro pode ser aplicada lucrativamente, 
mas em certos casos pode haver vantagem 
em reter o dinheiro, em entesour-lo. 
Quando isso acontece, a demanda efetiva de 
mercadoria cai e o nmero de atividades tambm 
diminui, reduzindo a renda. Ao analisar 
as variaes de produo e emprego, Keynes 
concluiu que o fator responsvel pela alterao 
do volume de emprego  a procura da mo-deobra 
(e no sua oferta, como pensavam os neoclssicos). 
Assim, o desemprego  resultado de 
uma demanda insuficiente de bens e servios, 
e s pode ser resolvido por meio de investimentos 
- o fator dinmico na economia, capaz de 
assegurar o pleno emprego e influenciar a demanda. 
Na anlise keynesiana, as crises econmicas 
foram atribudas a variaes nas propenses 
a investir e consumir e ao aumento da preferncia 
pela liquidez (o entesouramento). A 
economia pode encontrar seu nvel de equilbrio 
com uma alta taxa de desemprego, e assim permanecer, 
a menos que o governo intervenha 
com uma poltica adequada de investimentos e 
incentivos que sustentem a demanda efetiva, 
mantendo altos nveis de renda e emprego, de 
modo que, a cada elevao da renda, o consumo 
e o investimento tambm cresam. Para isso,  
preciso dotar o Estado de instrumentos de poltica 
econmica que permitam: regular a taxa 
de juros, mantendo-a abaixo da "eficincia marginal 
do capital" (a expectativa de lucros); incrementar 
o consumo por meio da expanso dos 
gastos pblicos; expandir os investimentos por 
meio de emprstimos pblicos capazes de absorver 
os recursos ociosos. Muitas dessas idias 
foram propostas antes da crise de 29, mas s 
foram reunidas num corpo terico consistente 
em A Teoria Geral, em 1936. O impacto do livro 
entre intelectuais foi enorme. Apesar de algumas 
das principais teses j terem sido antecipadas 
por Gunnar Myrdal e Michal Kalecki, a obra de 
Keynes oferecia aos economistas solues concretas 
para os problemas de conjuntura. O impacto 
poltico tambm foi grande, mas retardado: 
apenas no ps-guerra a receita keynesiana 
foi apreendida e cuidadosamente aplicada pelos 



KEYNESIANISMO 

pases capitalistas. O pleno emprego tornou-se 
um objetivo explcito, e os instrumentos de poltica 
econmica do Estado foram postos em 
ao. Em 1944, Keynes representou a Inglaterra 
na Conferncia Monetria de Bretton Woods, 
que criou o Fundo Monetrio Internacional 
(FMI). Na ocasio, props o abandono do padro-
ouro e a estabilizao internacional da 
moeda. Em 1946, Keynes tornou-se presidente 
do FMI, mas o apego dos Estados Unidos ao 
padro-ouro tornou impraticvel a aplicao das 
medidas por ele preconizadas. Veja tambm Escola 
Neoclssica; Keynesianismo; Macroeconomia; 
Marginalismo. 

KEYNESIANISMO. Modalidade de interveno 
do Estado na vida econmica, com a qual 
no se atinge totalmente a autonomia da empresa 
privada, e que prega a adoo, no todo 
ou em parte, das polticas sugeridas na principal 
obra de Keynes, A Teoria Geral do Emprego, do 
Juro e da Moeda, 1936. Tais polticas propunham 
solucionar o problema do desemprego pela interveno 
estatal, desencorajando o entesouramento 
em proveito das despesas produtivas, por 
meio da reduo da taxa de juros e do incremento 
dos investimentos pblicos. As propostas 
da chamada "revoluo keynesiana" foram feitas 
no momento em que a economia mundial 
sofria o impacto da Grande Depresso, que se 
estendeu por toda a dcada de 30 at o incio 
da Segunda Guerra Mundial. Suas idias influenciaram 
alguns pontos do New Deal, o programa 
de recuperao econmica de Franklin 

D. Roosevelt (1933-1939). De fato, sob o estmulo 
de grandes despesas governamentais, impostas 
pelo conflito mundial, a crise do desemprego 
deu lugar  escassez de mo-de-obra na maioria 
dos pases capitalistas. Para a maioria dos economistas, 
era a comprovao da eficcia das propostas 
keynesianas. Surgiu a convico de que 
o capitalismo poderia ser salvo, desde que os 
governos soubessem fazer uso de seu poder de 
cobrar impostos, reduzir juros, contrair emprstimos 
e gastar dinheiro. Aps 1945, a teoria econmica 
keynesiana converteu-se em ortodoxia, 
tanto para os economistas quanto para a maioria 
dos polticos. O keynesianismo lanou razes 
principalmente nos Estados Unidos, temerosos 
de que o regresso dos veteranos de guerra pudesse 
provocar nova depresso. Em 1946, foi 
aprovada a Lei do Emprego, que transformou 
em obrigao legal do governo manter o pleno 
emprego mediante emprstimos e financiamentos 
de obras pblicas. No perodo imediatamente 
posterior  guerra, a poltica econmica e uma 
parcela importante dos trabalhos tericos dos 
keynesianos centraram-se no problema da manuteno 
do pleno emprego. Assim, as pesquisas 
voltavam-se para as flutuaes da atividade 
econmica a curto prazo, para os meios de vencer 
a depresso e para a tendncia  estagnao, 
manifestada a longo prazo pelo sistema econmico. 
Os trabalhos mais importantes baseados 
nas idias de Keynes surgiram nos Estados Unidos, 
elaborados por um grupo de jovens economistas 
liderados por Alvin Hansen, professor 
em Harvard. Alguns desses trabalhos referem-se 
ao arcabouo tcnico de A Teoria Geral; outros 
procuram analisar as relaes entre os salrios 
reais e nominais, tendo como preocupao o 
equilbrio no desemprego, bem como os fatores 
que contribuem para o esgotamento dos perodos 
de elevado nvel de atividade econmica e 

o incio das depresses. Mas os trabalhos tericos 
de maior alcance dos keynesianos prendiam-
se s tendncias, a longo prazo, da economia 
capitalista (a chamada teoria do declnio das 
oportunidades de investimento) e  possibilidade 
de o nvel de atividade econmica ser influenciado 
ou determinado pelo governo mediante 
uma poltica monetria e fiscal. Veja tambm 
Economia Ps-Keynesiana. 
KfW. Veja Kreditanstalt fr Wiederaufbau. 

KHOUM. Veja Uguia. 

KIBOR. Veja Ibor. 

KIBUTZ. Fazenda coletiva de Israel onde se pratica 
o regime de co-propriedade e cooperao 
mtua voluntria. Todas as atividades administrativas 
e produtivas so realizadas comunalmente. 
O kibutz fornece a seus habitantes alojamento, 
alimentao, berrios e educao elementar, 
de acordo com as necessidades de cada 
indivduo. A educao fica a cargo da prpria 
comunidade. Os primeiros kibutzim surgiram no 
incio do sculo XX, originando-se dos ideais socialistas 
dos imigrantes sionistas russos. Muitos 
kibutzim acabaram se tornando organizaes 
econmicas fortes, que incluem indstrias de 
transformao. 

KILLING. Termo em ingls que, aplicado ao 
mercado de aes, significa a realizao de um 
grande e inesperado lucro. 

KILOPOND (KP). Antiga medida de fora, sendo 
1 kp = 9,80665 newton. Veja tambm Unidades 
de Pesos e Medidas. 

KIMEI KABUSHIKI. Expresso que, no mercado 
acionrio japons, significa aes nominativas, 
isto , aes emitidas com o nome do possuidor 
e registradas nos livros da empresa emissora. 
A propriedade destas aes pode ser transferida, 
mas os direitos que elas tenham (dividendos 
etc.) s sero transferidos quando o 
nome do novo proprietrio for registrado nos 



KNIES, Karl Gustav 

livros da empresa. A maioria das aes no Japo 
so deste tipo. 

KINA. Unidade monetria da Papua-Nova Guin. 
Submltiplo: toea. 

KINDLEBERGER, Charles P. (1910- ). Economista 
norte-americano, especialista em estrutura 
financeira. Em seus estudos, enfatizou o papel 
dos pases que emprestam dinheiro como ltima 
fonte de recursos, desenvolvendo a teoria de que 
os Estados Unidos funcionam como um banco, 
intermediando a conduo do sistema financeiro 
internacional e provendo o mundo ocidental 
com liquidez. Kindleberger tambm elaborou 
estudos sobre o balano de pagamentos dos pases 
como reflexo do nvel de desenvolvimento 
de suas economias e da estrutura de suas atividades. 
Dentro dessa perspectiva, pesquisou a 
evoluo dos fatores de troca do comrcio internacional 
e as causas do desequilbrio estrutural 
dos balanos de pagamentos. Segundo Kindleberger, 
esse desequilbrio no pode ser analisado 
em termos puramente monetrios, e sim 
dos produtos, e poderia resultar de diversos fatores: 
a modificao da demanda internacional, 
mudana de tcnica ou um fato institucional (tarifas 
aduaneiras), alterao da oferta nacional 
(perda de safras, por exemplo) ou perda de rendas 
no exterior. Em todos esses casos, o desequilbrio 
s poderia ser resolvido por transformaes 
na estrutura econmica e por esforo de 
adaptao e inovao. O desequilbrio no balano 
de pagamentos poderia ainda ser provocado 
no plano dos fatores de produo. Seria o caso 
de uma economia dualista na qual os salrios 
fossem mais elevados no setor de exportao 
do que nos setores industriais domsticos, e os 
investimentos da rea da exportao no fossem 
absorvidos pelo conjunto da economia, conduzindo 
a uma grave inflao. E haveria ainda um 
"desequilbrio secular" quando, num pas toma-
dor de emprstimos, o capital proveniente do 
exterior fosse insuficiente para financiar o excedente 
de importao, ou, no caso contrrio, 
quando as exportaes de capital fossem inferiores 
 poupana do excedente de investimento. 
Nesses casos, as relaes entre poupana e investimento 
devem ser modificadas pela poltica 
monetria ou fiscal. Kindleberger foi durante vrios 
anos professor do Instituto de Tecnologia 
de Massachusetts (MIT). Escreveu, entre outras 
obras: International Short-term Capital Movements 
(Movimentos Internacionais de Capital de Curto 
Prazo), 1937; Economic Growth in France and Britain, 
1851-1950 (Crescimento Econmico na 
Frana e na Inglaterra, 1851-1950), 1964; The 
World in Depression, 1929-1939 (O mundo em Depresso, 
1929-1939); Manias, Panic and Crashes 
(Manias, Pnico e Quebras), 1978; e International 
Money (Dinheiro Internacional), 1981. 

KINYOKAI. Veja Grupo Mitsubishi. 

KIN'YU. Veja Keiretsu. 

KIN'YU KEIRETSU. Expresso em japons que 
designa os Keiretsu Financeiros ou os seis grupos 
financeiros centralizados em bancos como o Mitsubishi, 
Mitsui, Sumitomo, Fuyo, Sanwa e Dai-
Ichi Kangyo. Veja tambm Keiretsu. 

KIP. Medida de peso designada pelas iniciais 
de kilopound, ou mil libras (peso), ou o equivalente 
a meia tonelada (curta), isto , tonelada 
de 2 mil libras, ou equivalente a 907,184 kg. 

KIP NOVO. Unidade monetria do Laos. Submltiplo: 
at. 

KITING. Termo em ingls que designa uma 
prtica s vezes ilegal (irregular) de emitir cheques 
contra uma conta bancria que no possui 
fundos para cobri-los, na esperana de que, antes 
de o cheque ser apresentado para desconto 
ou compensao, os fundos necessrios sero 
depositados nessa conta para permitir o saque. 

KLEIN, Lawrence Robert (1920- ). Economista 
norte-americano. Depois de formar-se pela Universidade 
da Califrnia (1942), trabalhou com 
econometria no Instituto Tecnolgico de Massachusetts, 
sob a superviso de Paul Samuelson. 
Dando prosseguimento aos trabalhos do holands 
Ian Tinbergen, procurou produzir um instrumento 
que pudesse prever a evoluo das 
conjunturas e estudar os efeitos das diferentes 
medidas da economia poltica. Em 1976, foi coordenador 
do grupo que assessorou, em assuntos 
de natureza econmica, o ento candidato Jimmy 
Carter  presidncia dos Estados Unidos. 
Em 1980, foi laureado com o Prmio Nobel de 
Economia por seus trabalhos em econometria. 

KLEIN-GOLDBERG (Modelo). Veja Modelo 
Klein-Goldberger. 

KNIES, Karl Gustav (1821-1898). Economista 
alemo que, junto com Wilhelm Roscher e 
Bruno Hildebrand, foi um dos fundadores da 
escola econmica histrica alem. Influenciados 
principalmente pelas idias de Auguste Comte, 

o fundador do positivismo, esses autores procuraram 
criar uma cincia econmica por meio 
do exame dos fatos histricos, ao mesmo tempo 
que faziam a crtica da escola clssica. Knies foi 
o mais preciso na exposio dos problemas metodolgicos 
da escola histrica. Em seu livro Die 
Politsche konomie von geschichtlichen Standpunkte 
(A Economia Poltica do Ponto de Vista Histrico), 
1883, mostra-se um crtico mais decidido 
da escola clssica que Roscher e Hildebrand, aos 
quais se ope. Aponta a confuso metodolgica 
de Roscher, que mistura diferentes ramos da investigao 
econmica, e critica Hildebrand por 



KNIGHT, Frank 

fazer concesses  teoria pura com suas leis do 
desenvolvimento. Sustenta que o estudo histrico 
 a nica forma legtima da economia, que 
no poderia formular leis como as cincias fsicas, 
mas apenas descobrir regularidades no desenvolvimento 
da sociedade, sugerindo analogias. 
Prope aos economistas que evitem provar 
a superioridade do mtodo histrico, mas, ao 
mesmo tempo, produzam obras que tratem dos 
problemas econmicos sob o ponto de vista histrico. 
Com Knies encerra-se a primeira fase da 
escola histrica (1840-1860), que teve continuidade, 
sob novo prisma (passou-se  discusso 
metodolgica das cincias sociais em geral), com 
Gustav Schmoller e seus discpulos. 

KNIGHT, Frank (1885-1973). Nascido em Illinois, 
nos Estados Unidos, Frank Knight formou-
se em economia e filosofia e incorporou-se, como 
professor de economia,  Universidade de Iowa, 
em 1919, e, mais tarde, em 1928, passou a lecionar 
na Universidade de Chicago, onde permaneceu 
at a sua morte. Realizou vrios estudos 
sobre tica e metodologia, mas talvez sua principal 
contribuio tenha sido o fruto da discusso 
travada com J.B. Clark e com as concepes 
de Alfred Marshall sobre a existncia de lucros 
num estado estacionrio. Os discpulos de Marshall 
(Knight, por sua vez, foi discpulo de Clark) 
sustentavam que o lucro somente poderia ser 
apropriado pelos empresrios nas pocas de 
mudanas. Numa economia estacionria, a renda 
somente aparecia na forma de salrios, juros 
e renda (no sentido de renda da terra, por exemplo). 
Os lucros seriam a remunerao da capacidade 
empreendedora dos empresrios, que saberiam 
fazer investimentos e organizar a produo 
em condies de mudanas. Knight argumentava 
que no eram as mudanas em si 
que geravam os lucros, mas as discrepncias entre 
a realidade e os resultados esperados, isto 
, as expectativas. A incerteza sobre o futuro 
seria a causadora do lucro. De acordo com esta 
linha de raciocnio, Knight desenvolveu o seu 
conceito de lucro puro: seria a recompensa do 
empresrio por investir e organizar a produo 
em atividades em que prevalecia a incerteza, isto 
, nas quais no era possvel quantificar o risco. 
Numa poca em que a teoria econmica predominante 
enfatizava a tomada de decises sob 
condies de concorrncia perfeita e sob leis estabelecidas 
da probabilidade, as concepes de 
Knight no tiveram o impacto que mereciam. 
Knight foi um dos fundadores da Escola de Chicago, 
e seus livros mais importantes so os seguintes: 
Risk, Uncertainity and Profit (Risco, Incerteza 
e Lucro), 1921; The Economic Organization 
(A Organizao Econmica), 1930; Freedom and 
Reform (Liberdade e Reforma), 1947; Essay on the 

History and Method in Economics, 1956. Veja tambm 
Escola de Chicago; Lucro Puro. 

KNOCKOUT. Apelido das aes da Coca-Cola 
na Bolsa de Valores de Nova York. 

KNOWLEDGE WORKER. Termo em ingls 
que significa, literalmente, "trabalhador com conhecimentos" 
ou "conhecedor". O termo foi introduzido 
por Peter Drucker, para caracterizar 

o trabalhador moderno, ps-capitalista, como 
aquele que no se baseia principalmente no uso 
da fora fsica (manpower) para realizar seu trabalho, 
mas na capacitao sob a forma de conhecimentos. 
KO. Iniciais da expresso em ingls keep off, utilizada 
especialmente na atividade de seguros e 
que significa evitar assumir qualquer risco em 
determinada negociao de um contrato, at que 
investigaes sejam feitas em relao ao negcio. 

KOBO. Veja Naira. 

KOKUDAINO. Prtica desenvolvida no Japo, 
durante a era Edo (1600-1868), de pagamento 
da taxa anual de renda (mengu) em dinheiro, 
em vez de arroz, o meio de pagamento mais 
comum naquela poca. Utilizava-se o kokudaino 
quando o transporte de gros era inconveniente 
ou quando colheitas fracas limitavam os estoques 
de arroz. Os mtodos de medio e as taxas 
de converso do pagamento in natura para o pagamento 
em espcie diferiam de lugar para lugar. 
Esta prtica aumentou consideravelmente 
depois de meados do sculo XVIII, na medida 
em que a economia monetria se expandiu, mas 

o xogunato (governo), preocupado com a reduo 
dos estoques de arroz, colocou limitaes 
ao kokudaino e encorajou o pagamento em arroz. 
KOKUSAI. Termo em japons que significa "ttulo 
do governo" ou "ttulo da dvida pblica". 
No Japo, as finanas pblicas so normatizadas 
pela Lei das Finanas Pblicas, segundo a qual 

o governo central deve operar com um oramento 
equilibrado. Mas ela autoriza a emisso 
de ttulos da dvida pblica para o financiamento 
de projetos de investimento do governo. A 
lei, no entanto, probe que o Banco do Japo 
(Banco Central do Japo) adquira estes ttulos. 
Eles s podero ser vendidos no mercado aberto 
(open market) para bancos (privados), empresas 
(corporaes) ou indivduos. Esta restrio busca 
evitar presses inflacionrias pela expanso 
da base monetria, se o governo se endividasse 
com a principal autoridade monetria do pas. 
Entre 1947 e 1964, o governo japons operou 
com equilbrio oramentrio, mas a partir de 
1965, a emisso dos kokusai tornou-se mais fre


qente e, atualmente, em conjunto com os ttulos 
de dvida emitidos pelas empresas pblicas, alcana 
um percentual expressivo, tratando-se porm 
de endividamento de mdio e longo prazos. 

KOLMOGOROFF, Nicolai Andrei (1903-1987). 

Matemtico russo, tornou-se professor de matemtica 
do Instituto de Moscou em 1929. Considerado 
fundador da moderna teoria da probabilidade, 
deu contribuies significativas  
teoria das funes reais. Sua obra mais importante 
 Grundbegriffe der Wahrscheinlichkeitsrechnung 
(Fundamentos Conceituais do Clculo de 
Probabilidades), 1933. 

KONDRATIEFF, Nicolai Dmitrievitch (18921930). 
Economista e estatstico russo. Seu nome 
est associado ao estudo dos ciclos econmicos 
longos, ou ciclos seculares, de quarenta a sessenta 
anos, os chamados ciclos Kondratieff. A 
maioria dos economistas admite a existncia de 
trs ciclos Kondratieff no perodo que vai de 
1790 a 1950. O primeiro estende-se at 1850, 
compreendendo 24 anos de alta e 36 de baixa; 

o segundo, entre 1850 e 1896, corresponde a 23 
anos de alta e 23 de baixa da atividade econmica, 
e o terceiro, de 1896 a 1940, com 22 anos 
de alta e 22 de baixa. Entretanto, a marcao 
das datas dos ciclos Kondratieff  um problema 
de conceituao imprecisa. Por exemplo, no se 
sabe quando terminou a baixa iniciada supostamente 
em 1920 e se, atualmente, estamos ou 
no numa fase de baixa de um novo ciclo Kondratieff. 
Kondratieff foi ministro da Alimentao 
no governo provisrio de Kerenski, logo aps 
a Revoluo de Fevereiro de 1917 (no confundir 
com a de Outubro do mesmo ano). Posteriormente, 
fundou o Instituto do Comrcio de Moscou 
e participou da elaborao do primeiro plano 
qinqenal agrcola da Unio Sovitica. Seus 
trabalhos em estatstica agrcola incluem a elaborao 
do chamado "ndice campons" de produtos 
comprados e vendidos pelos agricultores. 
Entre suas obras destacam-se os livros Mirovoe 
Khoziaistro i Ego Kon'inktury Vo Vremia i Posle Voiny 
(A Economia Mundial e suas Condies durante 
e depois da Guerra), 1922; Bolshie Tsikly Kon'inktury 
(Os Ciclos Longos de Conjuntura), 1928; e 

o artigo "As Ondas Seculares na Vida Econmica", 
1925. Veja tambm Ciclos Econmicos. 
KONDRATIEFF, Ciclos de. Veja Ciclo Econmico; 
Kondratieff, Nikolai D. 

KONZERN. Termo em alemo que significa 
"negcio" ou "organizao comercial". 

KOOPMANS, Tjalling C. (1910-1985). Economista 
holands radicado nos Estados Unidos, 
Prmio Nobel de Economia de 1975. Considerado 
um dos expoentes da econometria e da estatstica 
matemtica, dirigiu a Cowles Commis-

KRUGERRAND 

sion, o maior centro norte-americano de econometria. 
Professor das universidades de Chicago 
e de Yale, Koopmans destacou-se por seus trabalhos 
de aplicao da estatstica matemtica em 
mtodos economtricos e no estudo da dinmica 
econmica. Na rea monetria, procurou precisar 
a frmula do equilbrio monetrio mostrando 
a relao entre a oferta e a demanda da moeda 
pelo prprio funcionamento da economia e 
ressaltando a incidncia do entesouramento e 
do investimento. Entre outras obras, publicou: 

Linear Regression Analysis of Economic Time Series 

(Anlises de Regresso Linear de Sries de Tempo 
Econmico), 1937; Statistical Inference in Dynamic 
Economic Models (Inferncia Estatstica em 
Modelos de Dinmica Econmica), 1950; Activity 
Analysis of Production and Allocation (Anlise Ativa 
da Produo e Alocao), 1951; e Studies in 
Econometric Method (Estudos em Mtodos Economtricos), 
1953. 

KREDITANSTALT FR WIEDERAUFBAU. 

Banco oficial alemo criado em 1948, dedicado 
ao financiamento da reconstruo da Alemanha 
no ps-guerra. Com a prosperidade alem a partir 
dos anos 60, tornou-se uma agncia de desenvolvimento 
e de financiamento para pases 
em desenvolvimento, entre eles o Brasil. A sede 
do Kreditanstalt se encontra em Frankfurt. 

KREUTZERS. Veja Guld(en). 

KRON. Veja Afegani. 

KROON. Unidade monetria da Estnia. 

KROPOTKIN, Piotr Alekseievitch (1842-1921). 

Prncipe e gegrafo russo, destacado lder e terico 
do anarquismo. Abandonou a carreira e a 
posio social em 1871, para dedicar-se s atividades 
revolucionrias. Foi preso em 1874, mas 
conseguiu fugir da Rssia. Esteve preso na Frana 
entre 1883 e 1886 e, em seguida, viveu na 
Inglaterra, dedicando-se aos estudos, escrevendo 
e proferindo conferncias. Retornou  Rssia 
em 1917, mas reprovou a Revoluo de Outubro 
e viveu no isolamento at a morte. Entre seus 
livros destacam-se A Conquista do Po (1888), Auxlio 
Mtuo (1902) e A Grande Revoluo Francesa, 
1789-1903 (1909). Em A Conquista do Po, considerada 
sua obra principal, defende teses prximas 
das de Bakunin, outro grande terico do 
anarquismo, e tambm se preocupa com os problemas 
da indstria, negando as vantagens da 
produo em grandes empresas e prevendo um 
retorno s pequenas unidades produtivas, com 
a difuso da energia eltrica. 

KRUGERRAND. Moeda de ouro de uma onatroy 
(31,104 g) cunhada pela frica do Sul. Os 
krugerrands so vendidos a um valor ligeiramen




KRUGMAN 

te superior em relao ao valor de seu contedo 
metlico. Em 1985, os Estados Unidos proibiram 
sua importao. As outras moedas em ouro comercializveis 
so as seguintes: a moeda mexicana 
de 50 pesos, a austraca de 100 coroas e a 
maple leaf canadense. 

KRUGMAN, Paul R. Economista norte-americano, 
professor do Massachussets Institute of 
Technology (MIT) e ganhador da medalha John 
Bates de 1992. Tem desenvolvido seus trabalhos 
sobre economia internacional como consultor do 
Council of Economic Advisers e  autor de numerosos 
artigos e livros sobre este tema. Ganhou 
notoriedade ao analisar as debilidades das economias 
do Sudeste asitico antes da crise de 
1997, mostrando que elas se encontravam vulnerveis 
e ataques especulativos. 

KRUPP, Famlia. Famlia de industriais alemes 
que se tornou famosa como a maior fabricante 
de armas do mundo e por estar ligada, durante 
muito tempo, ao militarismo alemo, contribuindo 
at mesmo para a ascenso do nazismo. A 
empresa dos Krupp, em Essen, foi fundada em 
1811 por Friedrich Krupp (1787-1826), com uma 
pequena fundio de ao e, sob a direo de 
seu filho Alfred (1812-1887), transformou-se na 
maior fabricante de ao fundido do mundo. A 
famlia teve importante papel como fornecedora 
de armas na Guerra Franco-prussiana e na Primeira 
e Segunda Guerras Mundiais. Alfred 
Krupp von Bohlen und Halbach (1907-1967), 
presidente da empresa desde 1943, foi preso em 
1948 como criminoso de guerra por ter utilizado 
prisioneiros de campos de concentrao nazistas 
como escravos em suas fbricas durante a guerra, 
sendo anistiado em 1951. Aps a guerra, a 
empresa foi reorganizada, retendo ainda grande 
parte de suas posses, e dedicou-se  produo 
de equipamentos industriais pesados. 

KULAKS. Camponeses da Rssia czarista que 
eram possuidores de grandes reas cultivveis. 
Distinguiam-se pela explorao impiedosa de 
seus assalariados e pelos emprstimos usurrios 
aos camponeses pobres, da derivando a denominao 
pejorativa kulak, que significa "punho". 
Com a coletivizao forada da agricultura sob 
Stlin, a oposio dos kulaks foi violentamente 
reprimida e eles acabaram presos ou deportados 
para a Sibria. 

KURTOSIS. Veja Medidas de Achatamento. 

KURUSH. Veja Lira; Rial. 

KUZNETS, Simon Smith (1901-1985). Economista 
norte-americano de origem russa, terico 
do crescimento econmico. Foi pioneiro no desenvolvimento 
de uma base conceitual para o 
clculo da renda nacional dos Estados Unidos, 
trabalho que lhe valeu o Prmio Nobel de Eco


nomia de 1971. Destacou-se por um tipo de pesquisa 
que alia as investigaes estatsticas ao 
aperfeioamento de conceitos tericos e aos estudos 
histricos. No famoso artigo "National Income" 
("Renda Nacional"), 1933, publicado na 
Encyclopaedia of the Social Sciences, vol. XI, Kuznets 
exps claramente as vrias definies e classificaes 
dos itens que integram a contabilidade 
social, associando-os com as proposies fundamentais 
da teoria econmica relacionadas a salrios, 
lucros, capital e juros. Em seu livro National 
Income and its Composition 1919-1938 (Renda 
Nacional e sua Composio 1919-1938), utilizou 
abundante material histrico para analisar 
a evoluo da renda nacional norte-americana 
numa perspectiva demogrfica, poltica, social 
e tcnica do crescimento. Analisou tambm as 
variaes cclicas da atividade econmica e estendeu 
a aplicao de seus conceitos ao estudo 
comparativo da estrutura do crescimento da 
Alemanha e da Inglaterra e sua influncia na 
distribuio da renda. Em sua anlise da dinmica, 
utilizou o conceito de coeficiente de capital, 
que  a relao capital-produto entre capital 
aplicado e a produo anual, e serve para medir, 
em termos tecnolgicos, a intensidade do capital 
e, em termos financeiros, o ndice de capitalizao. 
Salientou ainda os aspectos demogrficos 
do crescimento e da distribuio da renda. Kuznets 
foi professor nas universidades John Hopkins 
(1954-1960) e Harvard (1960-1971). Entre 
outros livros, escreveu: Secular Movements in Production 
and Prices (Movimentos Seculares na Produo 
e nos Preos), 1930; Seasonal Variations in 
Industry and Trade (Variaes Sazonais na Indstria 
e no Comrcio), 1934; National Income since 
1869 (Renda Nacional desde 1869), 1946; Modern 
Economic Growth (Crescimento Econmico Moderno), 
1966; e Economic Growth of Nations (Crescimento 
Econmico das Naes), 1971. 

KYAT. Unidade monetria de Myanma.

 L 


L. Inicial de: 1) lempira (unidade monetria de 
Honduras); 2) leu (unidade monetria da Romnia); 
3) lev (unidade monetria da Bulgria); 4) 
libra (medida de peso); 5) lira (unidade monetria 
da Itlia); 6) litas (unidade monetria da 
Litunia); 7) litro. 
LAARI. Veja Rufi. 



LAB. Iniciais de "livre a bordo"; o mesmo que 
FOB (free on board). 

LABEL. Termo em ingls que significa marca e 
 utilizado na Gr-Bretanha para designar um 
selo, ou uma etiqueta, ou sinal especial que os 
operrios, com a finalidade de boicotar a venda 
de um produto que produzem, colocam nele 
para indicar ao consumidor o empregador que 
no cumpre as condies de trabalho estabelecidas 
com o sindicato a que pertencem. 

LABINI, Paolo Sylos (1920- ). Economista italiano, 
discpulo de Schumpeter, dedicou-se ao 
estudo do comportamento das grandes empresas 
industriais. Em Oligoplio e Progresso Tcnico 
(1956), rompe com a teoria tradicional da empresa 
e seus pressupostos: a teoria da concorrncia 
perfeita, a hiptese da livre-concorrncia 
e mesmo a hiptese da concorrncia imperfeita 
ou monopolista, tal como apresentada por Joan 
Robinson. Labini adota a hiptese do oligoplio. 
O progresso tcnico e a acumulao do capital 
seriam os elementos principais da evoluo dos 
mercados, elementos desprezados na anlise tradicional. 
Na obra Sindacati, Inflazione e Produttivit 
(Sindicatos, Inflao e Produtividade), 1972, 
desenvolve um modelo economtrico da economia 
italiana, tomado como base para uma anlise 
dos movimentos de preos, salrios e investimentos. 
Conclui, ento, pela impossibilidade 
de uma poltica de renda que regule salrios e 
preos segundo modelos preestabelecidos. Sugere, 
em vez disso, a introduo de uma poltica 
econmica baseada em mecanismos de consulta 
sistemtica entre governo e sindicatos, no contexto 
do planejamento econmico e tambm da 
poltica social. 

LAFFEMAS, Barthlemy de (1545-1612). Economista 
francs da escola mercantilista. Como superintendente-
geral do comrcio da Frana desde 
1602, incrementou as atividades mercantis e 
promoveu a implantao de numerosas indstrias 
txteis. Escreveu duas obras, que testemunharam 
o esprito e as prticas do mercantilismo: 
Rglement pour Dresser les Manufactures du 
Royaume (Regulamento para Construir as Manufaturas 
do Reino), 1597, e Comme l'on Doit Permettre 
la Libert du Transport de l'Or e del'Argent 
Hors du Royaume et par Tel Moyen Conserver leNtre et Attirer Celui des trangers (Como se Deve 
Dar Liberdade ao Transporte de Ouro e Prata 
Fora do Reino e por Tal Meio Conservar o que Nosso e Atrair o que  dos Estrangeiros), 1602. 
Para aumentar a produo, Laffemas propunha 

o desenvolvimento de invenes que possibilitassem 
o trabalho de crianas. 
LAGGARDS. Termo em ingls utilizado para 
designar, nos Estados Unidos, os agricultores 
que no adotam as tecnologias mais avanadas 

LANGE, Oskar 

e cedo ou tarde se atrasam tecnologicamente. 
Sua produtividade  menor do que a dos demais 
e, no agentando a concorrncia, comeam a 
operar com prejuzo; no limite, so obrigados a 
abandonar o ramo de atividades. Veja tambm 

Early-Bird Farmer. 

LAISSEZ-FAIRE, LAISSEZ-PASSER ("Deixar 
Fazer, Deixar Passar"). Palavras de ordem do 
liberalismo econmico, proclamando a mais absoluta 
liberdade de produo e comercializao 
de mercadorias. O lema foi cunhado pelos fisiocratas 
franceses no sculo XVIII, mas a poltica 
do laissez-faire foi praticada e defendida de 
modo radical pela Inglaterra, que estava na vanguarda 
da produo industrial e necessitava de 
mercados para seus produtos. Essa poltica opunha-
se radicalmente s prticas corporativistas 
e mercantilistas, que impediam a produo em 
larga escala e resguardavam os domnios coloniais. 
Com o desenvolvimento da produo capitalista, 
o laissez-faire evoluiu para o liberalismo 
econmico, que condenava toda interveno do 
Estado na economia. Veja tambm Liberalismo; 
Mercantilismo. 

LAMB. Termo em ingls que se aplica ao operador 
inexperiente que investe seu dinheiro na 
Bolsa s cegas. Por seguir as tendncias de mercado, 
isto , por comprar quando a maioria est 
comprando e vender quando a maioria est vendendo, 
 denominado "carneiro", por seguir o 
rebanho e ser, portanto, presa fcil para os espertalhes 
e especuladores experientes. 

LAME DUCK. Expresso em ingls que, literalmente, 
significa "pato manco", e que, aplicada 
ao mercado financeiro, especialmente nas 
Bolsas de Valores, significa pessoa que se encontra 
em dificuldades financeiras em relao 
aos especuladores. 

LANCE. Oferta de preo para compra de um 
lote de aes ou para arrematar peas vendidas 
em leilo. 

LANDLORD. Termo em ingls que significa,
literalmente, "senhor da terra".  o correspondente 
ao latifundirio no Brasil. 

LANGE, Oskar (1904-1965). Economista e poltico 
polons. Emigrou para os Estados Unidos 
em 1934, onde lecionou em universidades. Naturalizou-
se norte-americano em 1943, porm retomou 
a nacionalidade polonesa em 1945. Representou 
seu pas em Washington (1945-1946) 
e no Conselho de Segurana da ONU (19461948). 
Como vice-presidente do conselho de ministros 
e presidente da Associao Central de 
Cooperativas, influiu praticamente na planificao 
da economia da Polnia. No mbito da teoria, 
figura como um dos mais importantes fundadores 
da econometria. Empenhou-se em in




LAPLACE 330


corporar,  economia poltica marxista, as tcnicas 
mais modernas de pesquisa e quantificao 
e em dar  planificao socialista um fundamento 
matemtico cientfico. Escreveu Wstep 
Ekonometrii (Introduo  Econometria), 1957; 
Ekonomia Polityczna (Economia Poltica), 1959; 
Essays on Economic Planning (Ensaios sobre Planificao 
Econmica), 1960; Caloszi Roswoj w 
swietle Cybernetki (Totalidade e Desenvolvimento 
 Luz da Ciberntica), 1962; e Problmes d'conomie 
Socialiste et de Planification (Problemas da 
Economia Socialista e da Planificao), 1964. 

LAPLACE. Veja Risco; Teorema do Limite Central. 


LARA RESENDE, Andr Pinheiro de (1951- ). 

Nasceu no Rio de Janeiro e formou-se em economia 
pela PUC (RJ) em 1973. Obteve o mestrado 
em 1975 e o PhD em 1979, pelo Massachussets 
Institute of Technology, com a tese "Inflation 
and Oligopolistic Prices in Semi-industrialized 
Economies" ("Inflao e Preos Oligoplicos 
em pases semi-industrializados"). Em 
1984, apresentou, juntamente com Prsio Arida, 
uma proposta de estabilizao da economia brasileira, 
que ento atravessava um intenso processo 
inflacionrio. O trabalho tinha o ttulo de 
"Inertial Inflation and Monetary Reform in Brazil" 
e passou a ser conhecido como "Proposta 
Larida". Em 1986, ocupou o cargo de diretor da 
Dvida Pblica e Mercado Aberto do Banco Central 
e colaborou na concepo e elaborao do 
Plano Cruzado. Depois do malogro do Plano 
Cruzado, participou de atividades na iniciativa 
privada: conselho de administrao das Lojas 
Americanas, diretor do Brasil Warrant Administrao 
de Bens (grupo Moreira Salles), vicepresidente 
do Unibanco, diretor da Companhia 
Siderrgica de Tubaro e fundador do Banco 
Matrix, em 1993. Em agosto de 1993, voltou ao 
governo durante a gesto de Fernando Henrique 
Cardoso no Ministrio da Fazenda, como negociador-
chefe da dvida externa brasileira, tendo 
sido um dos principais formuladores do Plano 
Real. Veja tambm Plano Cruzado; Plano Real. 

LARIDA. Veja Arida, Prsio; Lara Resende, Andr 
Pinheiro de. 

LASSALLE, Ferdinand (1825-1864). Filsofo poltico 
alemo, socialista, discpulo de Fichte e de 
Hegel. Fundou, em 1863, a Associao Geral dos 
Trabalhadores Alemes, o primeiro partido operrio 
da Alemanha, transformado depois no Partido 
Social Democrata. Defendeu a transformao 
progressiva da sociedade por meio de reformas 
sociais conduzidas pelo Estado. Participou 
do movimento revolucionrio de Dsseldorf, 
em 1848, que resultou na sua priso. Assumiu 
ento a liderana do Partido Operrio 
Alemo, lutando pela fuso de duas tendncias 

que se opunham: a nacionalista e a socialista. 
Partidrio da unidade alem, liderada pela Prssia, 
lutou pelo estabelecimento do sufrgio universal, 
para ele um objetivo da classe operria 
e um meio de o Estado servir aos interesses da 
maioria e realizar o socialismo. O pensamento 
de Lassalle, inspirado em Fichte e Hegel, est 
presente na sua principal obra, Das System der 
erworbenen Rechte (O Sistema dos Direitos Adquiridos), 
1861, na qual defende uma linha socialista 
distante das concepes de Marx. Conclui 
que a sociedade europia se tornaria socialista 
gradualmente, acompanhando uma mudana 
do que chamou de "esprito do povo". 
Aceitava a teoria da chamada Lei de Bronze dos 
Salrios, segundo a qual a presso demogrfica 
que sucede a todo aumento salarial torna geralmente 
impraticvel esse aumento. Para fugir a 
isso, defendeu a formao de cooperativas operrias 
de produo, subsidiadas pelo Estado. 
Lassalle defendia a aliana com o governo como 
caminho para o socialismo e colaborou com Bismarck 
para alcanar tal objetivo, embora, aps 
sua morte, os socialistas tenham sido perseguidos 
sistematicamente pelo Estado. O Partido Socialista 
Alemo, contudo, adotou em 1875 um 
programa inspirado em Lassalle, no que foi contestado 
por Marx em A Crtica ao Programa de 
Gotha (1875). Lassalle escreveu ainda ber die 
Verfassung (Sobre a Constituio), 1863, e Arbeiterprogramm 
(Programa dos Trabalhadores), 1863. 
A maioria de seus escritos foi reunida postumamente 
em Gesammelte Reden und Schriften (Coletnea 
de Discursos e Escritos), 1919. 

LA SALLE STREET. Denominao da rua onde 
se encontra o centro financeiro de Chicago. Veja 
tambm Lombard Street; Old Lady of Threadneedle 
Street; Wall Street. 

LASPEYRES, Etienne (1834-1913). Economista e 
estatstico alemo. Laspeyres estudou em Heidelberg 
e, de 1874 a 1900, lecionou na Universidade 
de Giessen. Suas contribuies mais importantes 
foram no campo da estatstica, especialmente 
a estatstica de preos. Entre seus primeiros 
trabalhos, so mais conhecidas as pesquisas 
sobre preos das mercadorias em Hamburgo 
entre 1851 e 1863. Mais tarde publicou 
vrios estudos a respeito do mesmo tema. O 
mais importante deles versa sobre os movimentos 
gerais de preos na segunda metade do sculo 
XIX e sobre os preos na Prssia de produtos 
agrcolas entre 1821 e 1895. Em conexo 
com seus estudos de preos, Laspeyres tambm 
deu importantes contribuies  tcnica dos nmeros-
ndices. Ele estabeleceu a frmula de nmero-
ndice, na qual o numerador  a soma dos 
preos correntes ponderados por um perodo-
base, e o denominador  a soma dos preos do 
perodo-base ponderados da mesma forma. No 



entanto, nunca aplicou sua frmula, pois dados 
insuficientes no permitiram que ele determinasse 
"as quantidades de todos os bens consumidos 
num pas". No folheto Die Kathedersocialisten 
und die Statischen Congresse (Os Socialistas 
de Ctedra e o Congresso de Estatstica), Laspeyres 
propugnava entre outras coisas por uma 
economia quantitativa que pudesse traar as regularidades 
nos fenmenos sociais. 

LA TOUR DU PIN CHAMBLY DE LA CHARCE, 
Ren, Marqus de (1834-1924). Pensador catlico 
e monarquista francs, principal terico 
do corporativismo no sculo XIX. Impressionado 
pelos acontecimentos da Comuna de Paris, 
fundou com Albert de Mun os primeiros crculos 
operrios, dentro de um esprito corporativo. 
Suas concepes foram apresentadas numa srie 
de ensaios escritos entre 1882 e 1907, reunidos 
no livro Vers un Ordre Social Chrtien (Rumo a 
uma Ordem Social Crist). Neles, La Tour du 
Pin condenou o lucro das grandes empresas, defendeu 
a funo social da propriedade particular, 
recusou o regime assalariado e props, em 
seu lugar, a remunerao dos operrios pela partilha 
dos lucros entre o trabalho e o capital. Essas 
posies, que o colocam entre os pioneiros da 
doutrina social da Igreja, fundamentaram sua 
proposta de regime corporativista. Em sntese, 
cada corporao deveria possuir um patrimnio 
coletivo; seria reconhecida a capacidade e necessidade 
profissional de patres e trabalhadores; 
as corporaes teriam poderes regulamentares 
e judicirios e seus delegados formariam 

o "grande conselho", espcie de Senado nacional. 
As idias de La Tour du Pin influenciaram 
decisivamente a formao do "neocorporativismo" 
defendido pela ultraconservadora Action 
Franaise. Veja tambm Corporativismo. 
LASTRO. Termo que, antigamente, tinha o significado 
do carregamento de uma coisa qualquer, 
mas que, na prtica da navegao, significa 
um peso de 2 toneladas (curtas), ou 4 mil libras, 
ou 1 812 kg. Mas  uma medida que admite 
grande variabilidade. Usa-se atualmente o lastro 
como capacidade para navios, podendo assumir 

o valor de 1 ou 2 toneladas (curtas). O lastro 
pode ainda equivaler a 82,5 bushels (2 907 l) nos 
Estados Unidos e a 80 bushles (2 819 l) na Inglaterra, 
tratando-se de uma carga seca, isto , 
cereais, o que equivale a respectivamente 2 907 
e 2 819 l. No tempo em que a plvora era transportada 
em barris, o lastro seria equivalente a 
24 barris deste produto, sendo cada barril equivalente 
a 100 libras ou 45,3 kg; tratando-se de 
carga de peixes (arenques), o lastro poderia equivaler 
a 10 mil, 13 200, 20 mil peixes ou doze 
sacos de l. Veja tambm Lastro Metlico; Padro-
ouro; Sistemas Monetrios; Unidades de 
Pesos e Medidas. 
LAUDMIO 

LASTRO METLICO. Quantidade de metal 
precioso mantida em reserva, em geral ouro, 
mas tambm prata, para garantir a conversibilidade 
do papel-moeda em circulao. Esses metais 
preciosos eram geralmente amoedados, isto 
, ouro ou prata monetrios, que poderiam ser 
trocados, de acordo com uma taxa de cmbio 
fixada em lei, pelo papel-moeda em circulao. 
Este sistema de conversibilidade correspondente 
ao padro-ouro ou ao padro cmbio-ouro j 
no existe mais. No entanto, durante os perodos 
em que vigorou no Brasil, a converso do milris, 
por exemplo, garantida pela Caixa de Estabilizao 
em 1926, estabelecia que o mil-ris 
poderia ser trocado por 0,2 gramas de ouro fino 
(amoedado). 

LATIFUNDIRIO. Veja Latifndio. 

LATIFNDIO. Tipo de grande propriedade rural 
caracterizada pela existncia de vasta rea 
inculta ou cultivada com tecnologia primitiva e 
baixo investimento de capital. J existia na Antiga 
Roma, onde as terras confiscadas aos povos 
vencidos nas guerras eram entregues a aristocratas 
e a oficiais do Exrcito, que, no podendo 
explor-las plenamente, mantinham-nas como 
sinal de nobreza. Isso foi causa de revoltas camponesas 
que abalaram a Repblica e o Imprio. 
Na Idade Mdia, o latifndio predominou como 
estrutura agrria bsica do regime feudal, formado 
por uma grande gleba senhorial e pequenas 
extenses exploradas pelos camponeses. 
Persistiu de forma diferenciada at a atualidade 
em todo o mundo, com exceo dos pases socialistas, 
onde foi extinto pela coletivizao das 
terras. Sua presena  maior nos pases subdesenvolvidos, 
onde constitui grande obstculo ao 
progresso econmico, social e poltico. No Brasil, 

o latifndio originou-se das sesmarias doadas 
pela Coroa portuguesa no perodo colonial. At 
o final do sculo XIX, caracterizou-se pela explorao 
do trabalho escravo e pela monocultura 
voltada para o mercado externo. Constituam 
tambm unidades polticas at certo ponto autnomas 
em relao ao poder central. Apesar 
das transformaes econmicas ocorridas no 
pas a partir da dcada de 30, a presena dos 
latifndios continua forte nos dias atuais. Veja 
tambm Estatuto da Terra; Minifndio; Reforma 
Agrria; Sistemas Agrrios. 
LATIFNDIO POR DIMENSO. Veja Estatuto 
da Terra. 

LATIFNDIO POR EXPLORAO. Veja Estatuto 
da Terra. 

LAUDMIO. Tributo de origem feudal. Incide 
sobre a venda de terras usufrudas em regime 
de enfiteuse. Quando ocorre a transferncia da 
propriedade (terra e benfeitorias) de um usu




LAUDERDALE, James Maitland, Conde de 

fruturio para outro, o proprietrio da terra, 
alm de dar seu consentimento, tem direito a 
certa porcentagem do preo da terra e de suas 
benfeitorias. Ou seja, uma porcentagem compete 
ao senhorio direto, nos aforamentos, quando o 
domnio til do imvel  alienado com o seu 
consentimento. Em geral, o pagamento do laudmio 
cabe ao vendedor. Veja tambm Enfiteuse. 

LAUDERDALE, James Maitland, Conde de 
(1759-1839). Poltico e economista ingls. Baseando-
se em Condillac, introduziu um elemento 
utilitrio nas interpretaes da teoria do valor 
de Adam Smith. Argumentou que riqueza  
tudo o possui utilidade, que a riqueza individual 
possui utilidade e escassez, e esses dois fatores 
determinam o valor. Negou a distino entre 
trabalho produtivo e improdutivo, adotando o 
ponto de vista de Jean-Baptiste Say sobre os fatores 
de produo. Sua principal obra  An Inquiry 
into the Nature and Origin of Public Wealth 
and into the Means and Causes of its Increase (Uma 
Investigao sobre a Natureza e a Origem da 
Riqueza Pblica e sobre os Meios e Causas do 
Seu Crescimento), 1804. Em Three Letters to the 
Duke of Wellington (Trs Cartas ao Duque de 
Wellington), 1829, Lauderdale faz uma exposio 
pioneira de uma teoria do excesso de poupana. 


LAUSANNE, Escola de. Veja Escola de Lausanne. 

LAVAGEM. Termo geralmente utilizado para 
designar a operao de transferir dinheiro oriundo 
de operaes irregulares, escusas ou ilcitas, 
como aquele originrio no trfico de drogas (dinheiro 
sujo), para contas regulares ou operaes 
financeiras oficiais. Esta operao s vezes  
tambm denominada "branqueamento", em 
oposio s operaes do black, isto , do mercado 
negro. 

LAVAGEM DE DINHEIRO. Ato de legalizar 
dinheiro oriundo de atividades ilegais - como 

o contrabando ou trfico de drogas - no mercado 
financeiro mediante a aquisio de propriedades 
(imveis, fazendas etc.), a compra de 
bilhetes premiados de loteria ou a abertura de 
contas-fantasmas nas instituies financeiras. 
LAVRAS. Empreendimentos para a explorao 
do ouro, correspondentes  fase de auge do respectivo 
ciclo no Brasil, e que dispunham de recursos 
de certa importncia e equipamentos especializados, 
reunindo grande nmero de trabalhadores 
(geralmente escravos) sob um nico 
comando. Esta forma de organizao da produo 
se manteve enquanto a fertilidade das jazidas 
era elevada. Posteriormente, quando estas 
foram se esgotando, esta forma cedeu lugar  
atividade dos "faiscadores", que eram indivduos 
isolados que no se fixavam num ponto 

determinado, como acontecia com as lavras. 
Veja tambm Faiscadores. 

LAW, John (1671-1729). Financista escocs radicado 
na Frana, adepto da teoria quantitativa 
da moeda. Law, como os mercantilistas seus 
contemporneos, considerava que o aumento do 
dinheiro, fator de desenvolvimento, estimularia 

o crescimento da produo e do poder do pas. 
Acrescentava que o ouro e a prata, ento escassos, 
poderiam ser substitudos por papel-moeda 
emitido por um banco central controlado pelo 
governo. Fundou tal banco (Banque Royale), em 
1716, e a Compagnie des Indes Occidentales, em 
1719, com apoio estatal. A companhia monopolizava 
o comrcio no Territrio do Mississpi. 
As atividades do banco, no entanto, resultaram 
em especulao desenfreada, poltica inflacionria 
e pnico na economia francesa em 1720. As 
teorias de Law encontram-se em sua obra Consideraes 
sobre a Moeda e o Comrcio, com uma 
Proposta para Suprir a Nao de Dinheiro (1705). 
LAY DAY. Expresso em ingls que significa o 
dia no qual um navio pode permanecer no porto 
sem pagar taxas de permanncia. 

LAY-OUT. Disposio ou distribuio dos elementos 
de um todo. Aplicado a uma fbrica, 
significa a disposio das mquinas, dos equipamentos, 
das diversas sees, da organizao 
do processo tcnico de produo no espao fsico 
disponvel. 

LBO. Iniciais da expresso em ingls leveraged 
buyout. Veja Leveraged Buyout. 

LE CHATELIER. Veja Princpio de Le Chatelier. 


LEAP-FROGGING. Expresso em ingls que 
significa o processo desencadeado pela conquista 
de uma reivindicao salarial por um grupo 
de empregados, que encoraja outros grupos a 
obter algo semelhante, sob a fundamentao de 
que os diferenciais de salrios dentro de uma 
empresa ou de uma organizao devem ser 
mantidos. 

LEASING (ou Arrendamento Mercantil). Operao 
financeira entre uma empresa proprietria 
de determinados bens (veculos, mquinas, unidades 
fabris etc.) e uma pessoa jurdica, que usufrui 
desses bens contra o pagamento de prestaes. 
Os contratos so sempre com tempo determinado, 
ao fim do qual a empresa arrendatria 
tem opo de compra do bem. A grande 
vantagem do leasing  a no-imobilizao de capital, 
sobretudo em casos de bens de alto preo, 
que tero utilizao limitada. 

LEBRET, Padre Louis Joseph (1897-1966). Economista 
e escritor francs, estudioso do subde




LEGISLAO MONETRIA BRASILEIRA 

senvolvimento e dos problemas dos pases do 
Terceiro Mundo. Fundou, em 1941, o movimento 
Economie et Humanisme, cujos estudos eobras editados tiveram intensa difuso na frica 
Negra e na Amrica Latina. Criou tambm o 
Instituto Internacional de Investigao e de Formao 
para o Desenvolvimento Harmonizado 
e a revista Dveloppement et Civilisation. No Brasil, 
em 1944, proferiu um curso sobre economia 
humana na Escola de Sociologia e Poltica de 
So Paulo. Lebret sintetizou seus estudos na 
obra Suicide ou Survie de l'Occident (Suicdio ou 
Sobrevivncia do Ocidente), 1959, na qual questiona 
a finalidade do progresso tal como  encarado 
na chamada civilizao ocidental, e procura 
mostrar que o desenvolvimento no deve 
ser considerado simplesmente sob um prisma 
econmico, tcnico e industrialista. 

LEGADO. Parte precisamente determinada de 
uma herana que a pessoa falecida deixa em testamento 
para algum (legatrio). Este pode ser 
ou no herdeiro legtimo. O legado tambm 
pode ser doado a instituies. 

LEGISLAO ANTITRUSTE. Conjunto de leis 
promulgadas nos Estados Unidos para restringir 
a ao monopolista de certas grandes empresas. 
Iniciou-se em 1890 com a aprovao da Lei Sherman, 
que tornava ilegais os contratos e combinaes 
monopolistas para o controle do comrcio 
interno e exterior. Em 1914, as restries foram 
ampliadas pela Lei Clayton, que proibia a 
imposio de preos monopolistas para eliminar 
concorrentes e a concentrao de empresas de 
um ramo sob uma mesma direo. Na Europa, 
os instrumentos jurdicos antimonopolistas s 
foram aprovados depois da Segunda Guerra 
Mundial. Na prtica, s vezes essas leis tm sido 
incuas: os grandes trustes do petrleo e do 
fumo, por exemplo, foram dissolvidos por ocasio 
da Lei Sherman, mas se reconstituram posteriormente. 
No Japo, esta legislao foi criada 
em 1947 com a dissoluo dos Zaibatsu. Veja 
tambm Monoplio; Truste; Zaibatsu. 

LEGISLAO MONETRIA BRASILEIRA. 

Conjunto de leis, decretos, alvars, avisos, bandos, 
regimentos, provises, cartas rgias, documentos, 
que ao longo de nossa histria regeram 

o meio circulante brasileiro. No incio, durante 
a poca colonial, essa legislao era aquela que 
Portugal estabelecia para sua prpria moeda; 
posteriormente, podemos distinguir mais trs 
fases distintas: Brasil Colnia, at 1815; Reino 
Unido de Portugal, Brasil e Algarves, at 1822; 
Brasil Imprio, at 1889, e Brasil Repblica. As 
disposies mais importantes sobre o meio circulante 
nesses quatro perodos foram as seguintes: 
1) Brasil Colnia: lei de 11/6/1560 - determina 
a suspenso da cunhagem das moedas de 1 real; 
alvar de 9/2/1564 - probe a circulao de 
patacas e pesos espanhis; proviso de 
29/3/1568 - determina a circulao do real; lei 
de 25/111582 - estabelece a correspondncia 
de valores entre as moedas espanholas e as portuguesas; 
regimento de 15/8/1603 - determina 
a abertura de uma Casa de Fundio em Minas 
Gerais; decreto de 1640 - estabelece as ordenanas 
ou ordens de pagamento, garantidas pelas 
rendas reais provenientes de arrecadaes; 
lei de 1/7/1641 - sanciona a circulao dos 
reales castelhanos; lei de 27/7/1641 - determina 
que sejam refundidas todas as moedas de prata 
da colnia; alvar de 26/2/1643 - determina a 
instalao de oficinas monetrias no Maranho, 
Bahia e Rio de Janeiro; alvar de 8/7/1643 - 
determina a fundio de moedas de prata; documento 
de 1645 - estabelece o valor das primeiras 
moedas cunhadas no Brasil (ouro-gulden), 
fixando o acrscimo de 20% sobre as de 
igual representatividade cunhadas na Holanda 
(lei do Conselho de Finanas durante a ocupao 
holandesa); documento de 28/5/1652 - determina 
a aplicao de um carimbo com a era de 
1643 nas patacas castelhanas que fossem de 
"bom-toque", transformando-as em moedas de 
cruzado (Capitania de So Paulo); em 1654, sem 
que se conhea o documento de autorizao,  
efetuado o batimento de moedas de emergncia, 
de prata-stuber (Conselho de Finanas, durante 
a ocupao holandesa); alvar de 6/7/1663 - 
determina a seguinte paridade de valores: cruzado 
= $ 500 ris, meio cruzado = $ 250 ris, 
meia pataca = $ 200 ris, moeda de $ 120 = 
$ 150 ris, moeda de $ 100 = $ 120 ris, moeda 
de $ 60 = $ 80 ris, moeda de $ 50 = $ 60 ris; 
carta rgia de 6/7/1677 - determina que o governador 
do Rio de Janeiro informe sobre a necessidade 
de o acar circular como dinheiro, 
pela falta de moeda; portaria de 23/3/1679 - 
determina a contramarca, com o valor de $ 640, 
das patacas do valor de $ 620 (Portaria do Conselho 
Ultramarino); lei de 17/10/1685 - probe 
a circulao de moedas de ouro e de prata que 
no tenham peso legal; decreto de 26/5/1686 

- estabelece que as moedas de ouro e de prata, 
entradas nas Oficinas Monetrias para serem 
contramarcadas, retornem  circulao aps receber 
uma serrilha denominada "cordo"; lei de 
9/8/1686 - estabelece a obrigatoriedade da 
contramarca e do "cordo" nas moedas de ouro; 
lei de 14/6/1688 - probe a circulao de moedas 
de prata, cerceadas e por cercear, e determina 
que o retorno ao meio circulante se faa 
aps encordoamento (colocao do "cordo") e 
cunhagem de nova orla (serrilha); lei de 
8/3/1694 - cria a Casa da Moeda da Bahia e 
determina o levantamento em 10% do preo do 
ouro e da prata; alvar de 19/12/1695 - probe 
a circulao, no Brasil, das moedas cunhadas 
em Portugal; carta rgia de 12/1/1698 - cria a 
Casa da Moeda do Rio de Janeiro; proviso de 


LEGISLAO MONETRIA BRASILEIRA 

30/7/1706 - probe o uso de moedas metlicas 
no Maranho, estabelecendo apenas a circulao 
do pano de algodo como moeda (Cmara de 
So Lus do Maranho); lei de 11/2/1711 - estabelece 
a rea de circulao do ouro em p; 
carta rgia de 15/11/1712 - determina que o 
acar, o cacau, o cravo, o tabaco e o pano de 
algodo circulassem como moeda no Maranho; 
carta rgia de 24/3/1714 - determina o restabelecimento 
da Casa da Moeda da Bahia; proviso 
de 25/3/1715 - determina a cunhagem 
de moedas de cobre; ordem de 29/10/1718 - 
determina a cunhagem do cruzado de ouro com 

o valor $ 480 ris ou o equivalente a 1/10 do 
valor da moeda (Ordem do Conselho da Fazenda); 
carta rgia de 16/6/1719 - estabelece normas 
para a circulao do ouro em p no distrito 
das Minas, no valor de 1$000 (mil-ris) a oitava 
(3,571g). Eram fundidas barras, deduzindo-se a 
quinta parte do ouro (imposto do quinto). Essas 
barras eram marcadas com as armas reais, o 
peso, quilates e a era da fundio; carta rgia 
de 19/3/1720 - cria a Casa da Moeda de Vila 
Rica, Minas, e probe a circulao de ouro em 
p; alvar de 20/3/1720 - determina a cunhagem 
do dobro e do meio dobro com valores 
respectivos de 5 e 2,5 moedas; carta rgia de 
7/2/1730 - cria-se o "cruzadinho" ou o "quarto 
de escudo"; bando de 25/5/1730 - reduz o 
quinto a 12% (doze por cento); carta rgia de 
24/4/1732 - eleva o quinto outra vez para 20% 
(vinte por cento); carta rgia de 18/7/1734 - 
determina o encerramento das atividades da 
Casa da Moeda de Vila Rica, Minas; carta rgia 
de 1/7/1735 -  regulado imposto de capitao; 
alvar de 1/9/1750 - probe a circulao 
de ouro em p em todas as capitanias e determina 
que a circulao de ouro se faa em barras 
fundidas nas Casas de Fundio; alvar de 
3/12/1750 - determina a abolio do imposto 
de capitao em Minas Gerais. Restabelece o 
quinto, com o mnimo de 100 arrobas; proviso 
de 6/5/1799 - determina,  Casa da Moeda da 
Bahia, a cunhagem de patacas; alvar de 
12/10/1808 - cria o primeiro Banco do Brasil 
e autoriza a emisso de bilhetes (cdulas) ao portador; 
alvar de 20/11/1808 - determina o recolhimento, 
s Casas da Moeda do Rio de Janeiro 
e da Bahia, dos pesos espanhis de $ 750, 
para serem carimbados como moeda provincial 
com o valor de $ 960; lei de 10/4/1809 - determina 
que o valor das moedas de cobre, cunhadas 
em 1803, passem a ter o aumento de 
100%, desde que carimbadas com as armas reais; 
proviso de 15/11/1810 - determina que a junta 
de Fazenda da Bahia compre pesos espanhis 
a $ 800, para serem recunhados com o valor de 
$960; aviso de 4/8/1814 - determina o recolhimento 
de pesos espanhis, do valor facial de 
$ 800, para serem recunhados com o valor de 
$ 960; proviso de 14/12/1815 - determina que 
as Provncias de Pernambuco e Maranho recolham 
pesos espanhis, pelo valor de $ 800, para 
recunhagem pelo valor de $ 960. 2) Reino Unido 
de Portugal, Brasil e Algarves: lei de 16/12/1815 

- eleva o Brasil  condio de Reino Unido de 
Portugal, criando o Reino Unido de Portugal, 
Brasil e Algarves; lei de 13/5/1816 - cria o escudo 
do Brasil, a bandeira e as armas do Reino 
Unido; alvar de 23/5/1818 - determina a cunhagem 
de moedas com as armas do Reino Unido; 
decreto de 6/3/1822 - eleva o valor da moeda 
"meia pea" para 3$750; portaria de 6/9/1822 
- determina a cunhagem urgente de moedas 
de cobre. 3) Brasil Imprio: portaria de 9/9/1822 
- determina a cunhagem de moedas de cobre 
na Casa da Moeda do Rio de Janeiro e na Casa 
da Moeda da Bahia; portaria de 15/10/1822 - 
probe a cunhagem de moedas com as caractersticas 
de Portugal; decreto de 19/11/1822 - 
determina a cunhagem da primeira moeda com 
as caractersticas do Brasil independente (Pea 
da Coroao); portaria de 17/9/1823 - declara 
no ter fundamento a queixa dos deputados  
Assemblia Legislativa, por serem pagos com 
notas de banco; Constituio de 25/3/1824, em 
seu artigo 15 # 17 - declara ser de atribuio 
da assemblia geral determinar o peso, o valor, 
a inscrio, o tipo e as denominaes das moedas, 
assim como o padro dos pesos e medidas; 
lei de 15/11/1827 - cria a Caixa de Amortizao; 
decreto de 23/9/1829 - determina a terceira 
emisso de cdulas do Banco do Brasil, 
mediante a hipoteca de propriedades nacionais, 
para garantia do pagamento das cdulas; lei de 
23/9/1829 - determina a extino do primeiro 
Banco do Brasil; decreto de 1/6/1833 - determina 
a retirada de circulao das cdulas de 
emisso do Banco do Brasil, substituindo-as por 
cdulas de emisso do Tesouro Nacional; lei de 
3/10/1833 - determina a troca de moedas de 
cobre por cdulas; decreto n 59 de 8/10/1833 
- cria o Sistema Monetrio Brasileiro; decreto 
de 13/3/1834 - determina o encerramento das 
atividades da Casa da Moeda da Bahia, passando 
a ser a Casa da Moeda da Corte (Rio de Janeiro) 
a nica do Imprio; decreto de 11/10/1837 
- determina que as moedas de cobre, sem nenhum 
recunho, passem a valer metade do valor 
facial; decreto n 475, de 20/9/1847 - determina 
a cunhagem de moedas de ouro, do ttulo 22 
quilates, no valor de 20$000 e 10$000, e de prata 
de 11 dinheiros, no valor de 2$000, 1$000 e $500 
(o peso e o toque dessas moedas so fixados 
pelo decreto n 625, de 28/7/1849); 1851 - por 
iniciativa do baro e visconde de Mau,  fundado 
o segundo Banco do Brasil, que no chega 
a se constituir naquele ano; lei n 863 de 
5/7/1853 - autoriza a incorporao de um Banco 
de Depsitos, Descontos e Emisso na cidade 
do Rio de Janeiro (o Banco Comercial) e fixa as 
diretrizes para a unificao do sistema bancrio 


nacional; lei n 1 223 de 31/8/1853 - aprova 
os estatutos do terceiro Banco do Brasil; lei n 
1 172 de 28/8/1862 - determina a fuso do banco 
Rural e Hipotecrio com o Banco Comercial 
e Agrcola e com o Banco do Brasil, reorganizando 
este ltimo; 4) Brasil Repblica: decreto n 
1 154, de 7/11/1890 - determina a unificao 
gradual do meio circulante e cria o Banco dos 
Estados Unidos do Brasil; decreto n 1 167 de 
17/12/1892 - cria o Banco da Repblica do Brasil 
com a fuso do Banco dos Estados Unidos 
do Brasil e do Banco do Brasil; decreto 1 455 de 
30.12.1905 - determina a extino do Banco da 
Repblica e a criao do terceiro Banco do Brasil 
(quarto de igual nome); lei n 1 575 de 6/12/1906 

- cria a Caixa de Converso; decreto n 5 108 
de 18/12/1926 - cria a Caixa de Estabilizao 
e altera o sistema monetrio criando o cruzeiro, 
dividido em centsimos e que s  efetivado em 
1942; decreto 19 423 de 22/11/1930 - extingue 
a Caixa de Estabilizao; decreto-lei n 4 791 de 
17/10/1942 - institui o cruzeiro, dividido em 
100 centavos, como unidade monetria brasileira, 
determinando o incio de sua circulao em 
1/11/1942; lei n 1 216 de 28/10/1950 - cria 
o Museu da Casa da Moeda; decreto n 42 820 
de 16/12/1957 - regulamenta as operaes de 
cmbio e o intercmbio comercial com o exterior, 
bem como a entrada e sada de papel-moeda 
nacional e estrangeiro; lei n 4 595 de 31/12/1964 
- cria o Conselho Monetrio Nacional e dispe 
sobre a poltica e as instituies monetrias, bancrias 
e creditcias; decreto-lei n 1 de 
13/11/1965 - institui o cruzeiro novo, que s 
entra em vigor em 13/2/1967; decreto n 60 190 
de 8/2/1967 - regulamenta o decreto-lei n 1 
de 13/11/1965, que institui o cruzeiro novo; resoluo 
n 47 de 8/2/1967 - estabelece que a 
partir de 13/2/1967 a unidade do sistema monetrio 
brasileiro passar a denominar-se cruzeiro 
novo; resoluo n 65 de 5/9/1967 - dispe 
sobre o resgate dos Ttulos da Dvida Pblica 
Interna Fundada Federal, que no possuam 
clusula de correo monetria; resoluo n 144 
de 31/3/1970 - estabelece que, a partir de 
15/5/1970, a unidade do sistema monetrio brasileiro 
passa a denominar-se "cruzeiro" (pela segunda 
vez, isto , retira-se a palavra "novo" da 
unidade monetria anterior); lei n 5 895 de 
19/6/1973 - determina a transformao da 
Casa da Moeda em empresa pblica e ratifica 
a exclusividade da Casa da Moeda para a fabricao 
de cdulas e moedas; resoluo 414 de 
20/1/1977 - cria o Certificado de Recolhimento 
Restituvel pelo Conselho Monetrio Nacional; 
decreto-lei n 2 283 de 27/2/1986 e resoluo 
n 1 100 do Conselho Monetrio Nacional de 
28/2/1986 - institui nova unidade do sistema 
LEI ABERDEEN 

monetrio brasileiro, o "cruzado", e so criados 
os dispositivos monetrios para a introduo do 
Plano Cruzado; comunicado mecir n 29 de 
3/3/1986 - esclarece a equivalncia em cruzados 
das cdulas e moedas em circulao; resoluo 
n 1 565 de 16/1/1989 - comunica que 

o presidente do Conselho Monetrio Nacional, 
ad referendum daquele colegiado, com base no 
artigo 2 do decreto n 94 303 de 1/5/1987 e tendo 
em vista a medida provisria n 32 de 
15/1/1989, resolveu que a partir de 16/1/1989 
a unidade monetria brasileira passa a denominar-
se "cruzado novo", equivalente a mil cruzados, 
denominando-se "centavo" a centsima 
parte do cruzado novo; lei n 7 730 de 31/1/1989 
- institui o "cruzado novo", determina o congelamento 
de preos e estabelece regras de desindexao 
da economia; medida provisria n 
168 de 15/3/1990 - cria o "cruzeiro" como nova 
unidade do sistema monetrio nacional (pela 
terceira vez) com o valor de 1 cruzado novo; 
resoluo n 1 689 de 18/3/1990 do Conselho 
Monetrio Nacional - institui o cruzeiro como 
unidade do sistema monetrio nacional; lei n 
8 024 de 12/4/1990 - institui o cruzeiro como 
unidade do sistema monetrio nacional e estabelece 
os dispositivos para a implantao do Plano 
Collor. Veja tambm Banco do Brasil; Caixa 
de Amortizao; Caixa de Converso; Caixa de 
Estabilizao; Casa da Moeda; Conselho Monetrio 
Nacional; Correo Monetria; Crise do 
Xenxm; Cruzado; Cruzeiro; Mau, Baro e 
Visconde de; Plano Collor; Plano Cruzado; Recunho; 
Rentenmark; Unidades Monetrias Brasileiras. 
LGUA. Antiga medida de distncia gaulesa 
que, dependendo do lugar, variava entre 2,5 e 
4,5 milhas (4,022 e 7,240 km). Nos pases de lngua 
inglesa, hoje ela vale 3 milhas (4 827 m). 
Uma lgua quadrada tem 5 760 acres ou 23,304 
km2. A lgua brasileira mede 6 600 m; a portuguesa, 
6 179,74 m; a inglesa, 5 569,34 m; a francesa, 
4 444,44 m; a espanhola, 5 606,57 m. 

LGUA GEOMTRICA. Medida de comprimento 
do antigo sistema de medidas brasileiro 
(anterior ao mtrico decimal), equivalente a 6 
Km. Veja tambm Sistema de Pesos e Medidas. 

LGUA NUTICA. Medida de distncia equivalente 
a 3 milhas nuticas ou cerca de 5,560 km. 

LEI ABERDEEN. Dispositivo jurdico aprovado 
pelo Parlamento ingls em 8/8/1845, com o objetivo 
de combater o trfico de escravos para o 
Brasil. A lei, que recebeu o nome do conde de 
Aberdeen, secretrio do Exterior da Inglaterra, 
dava direito  Marinha inglesa de perseguir, 
apresar ou atacar, mesmo em guas brasileiras, 



LEI ANTIMONOPLIO 

os navios negreiros. Alm disso, estabelecia que 
a tripulao traficante passaria a ser julgada por 
tribunais do Alto Almirantado. o Bill Aberdeen 
teve grande influncia na promulgao da Lei 
Eusbio de Queirs (1850), que aboliu o trfico 
negreiro. 

LEI ANTIMONOPLIO (Japo). Lei aprovada 
em 1947 como parte dos programas de reestruturao 
poltica e econmica do Japo, impostos 
pelas Foras Aliadas de Ocupao. Durante a 
Segunda Guerra Mundial, a economia japonesa 
encontrava-se consideravelmente concentrada 
sob o domnio dos Zaibatsu, que eram grandes 
conglomerados industriais e financeiros e que, 
de acordo com as interpretaes do governo norte-
americano, teriam contribudo com as iniciativas 
blicas japonesas e, portanto, deviam ser 
eliminados. Inspirada nas leis antitruste dos Estados 
Unidos, a lei Antimonoplio bania os trustes, 
os cartis e as empresas holding, as quais 
constituam parte importante dos Zaibatsu. A 
lei proibia o monoplio privado, qualquer restrio 
no justificada ao comrcio e mtodos injustos 
de competio. Ela restringia as fuses e 
proibia qualquer instituio financeira de possuir 
mais de 5% das aes de qualquer empresa, 
para evitar a concentrao da propriedade e do 
controle de empresas. Esta lei foi revisada diversas 
vezes, e criou-se uma comisso (Fair Trade 
Comission) subordinada ao primeiro-ministro 
para implement-la. Essa comisso, no entanto, 
permaneceu como um organismo sem fora 
e no devidamente instrumentado para enfrentar 
as poderosas empresas japonesas. Embora 
a implementao dessa lei tenha sofrido 
vrias restries, associada  dissoluo dos Zaibatsu, 
ajudou a restaurar pelo menos em parte 
a concorrncia entre as empresas no Japo, nos 
anos seguintes ao final da Segunda Guerra Mundial. 
Veja tambm Zaibatsu. 

LEI UREA. Ato que aboliu a escravido no 
Brasil. Sancionado em 13/5/1888 pela regente 
princesa Isabel, seu texto diz apenas: "Artigo 
1:  declarada extinta a escravido no Brasil. 
Artigo 2: revogam-se as disposies em contrrio". 
Com esse ato, o governo imperial extinguia 
a principal barreira ao desenvolvimento do trabalho 
livre no pas, representado sobretudo pelo 
contingente de imigrantes europeus necessrios 
para a expanso da cafeicultura. Veja tambm 

Escravido. 

LEI DA CO-GESTO (DETERMINAO). Legislao 
alem que d aos empregados de uma 
empresa o direito de serem representados no 
conselho de administrao (Aufsichtsrat), assim 
como no works council (Betriebsrat). No sistema 
de administrao de dois nveis, freqente na 

Alemanha, o rgo mais elevado  o conselho 
de administrao (Aufsichtsrat). O rgo que se 
encarrega da administrao do dia-a-dia, ou 
diretoria, denomina-se Vorstand. O termo "cogesto" 
("co-determinao")  utilizado de forma 
muito ampla para designar as mltiplas 
formas mediante as quais os trabalhadores participam 
da gesto das empresas das quais so 
empregados. 

LEI DA ENTROPIA. Trata-se da transposio, 
para a economia, da segunda lei da termodinmica 
sobre a degradao da qualidade da energia. 
Isto , na medida em que uma economia 
se torna mais complexa, os desperdcios e as 
disfunes em seu interior tendem a se desenvolver 
e a se generalizar. 

LEI DA OFERTA E DA PROCURA (ou DEMANDA). 
Conjunto de conceitos que designam 
a disponibilidade de bens e servios  venda no 
mercado, por um lado, e sua demanda solvvel, 
por outro. A correlao entre ambas fixa o preo 
de mercado para o comprador num dado momento, 
constituindo uma lei da circulao mercantil. 
Os preos movimentam-se no sentido inverso 
da oferta e no sentido direto da demanda. 
A formao de monoplios introduz um fator 
deformante nessas correlaes. A lei da oferta 
e da procura explica as oscilaes dos preos 
no mercado, porm no explica sua determinao 
bsica, que  dada pelo valor dos bens. Veja 
tambm Demanda; Oferta. 

LEI DA PARCIMNIA. Entre duas solues, 
 provvel que a correta seja a mais simples. 

LEI DA REMESSA DE LUCROS. No Brasil, a 
legislao sobre o controle da remessa de lucros 
para o exterior teve incio no governo do general 
Gaspar Dutra (1946-1950), com o decreto 
n 9 025, de fevereiro de 1946, fixando um limite 
de 8% do valor registrado do capital na remessa 
de lucros e dividendos. No entanto, em agosto 
do mesmo ano, a extinta Superintendncia da 
Moeda e do Crdito (Sumoc) emitia a instruo 
n 20, que abolia as limitaes impostas pelo 
decreto n 9 025. Alguns anos mais tarde, durante 
o governo de Getlio Vargas (1951-1954), 
em 3/1/1952, o presidente baixou o decreto n 
3 363, revalidando os dispositivos estabelecidos 
no governo anterior. O capital estrangeiro com 
direito a retorno era apenas o que estivesse investido 
no pas, tivesse vindo do exterior e estivesse 
registrado na Carteira de Cmbio do 
Banco do Brasil. Determinou-se tambm uma 
reviso dos registros de capital estrangeiro no 
Brasil, para verificar se as remessas realizadas 
at ento no haviam ultrapassado os percentuais 
permitidos sobre o capital efetivamente re




gistrado como estrangeiro. Mas esse decreto 
tambm no foi levado  prtica. A chamada 
Lei do Cmbio Livre (n 1 807), de janeiro de 
1953, aboliu o registro e as limitaes ao capital 
estrangeiro, revogou a nacionalizao dos lucros 
excedentes e liberou totalmente a movimentao 
ao capital estrangeiro no mercado livre, oferecendo 
at mesmo uma taxa cambial favorvel 
a investimentos considerados de interesse especial 
para a economia do pas. Em 1955, durante 

o governo Caf Filho, a Sumoc emitiu a instruo 
n 113, de 17 de janeiro, aumentando ainda 
mais as vantagens dos capitais estrangeiros aplicados 
no Brasil. Em 1961, a questo polarizou 
novamente a opinio pblica e, em 3/9/1962, 
j durante o governo Joo Goulart (1961-1964), 
foi promulgada a lei n 4 131, limitando em 10% 
do capital registrado o valor das remessas de 
lucros permitida ao capital estrangeiro. Esta lei 
foi posteriormente modificada durante o governo 
do general Castelo Branco pela lei n 4 390, 
de 29/8/ de 1964, ampliando para 12% o limite 
fixado na lei anterior. Veja tambm Lei 4 131. 
LEI DA UTILIDADE MARGINAL DECRESCENTE. 
Tambm denominada Primeira Lei de 
Gossen (Hermann Heinrich, 1810-1858), estabelece 
que a intensidade de uma necessidade diminui 
na medida em que esta necessidade  satisfeita 
pelo consumo de bens e servios, e desaparece 
por completo quando o consumo atinge 
o nvel de saturao. 

LEI DAS PROPORES VARIVEIS. Veja Lei 
dos Rendimentos Decrescentes. 

LEI DE BRONZE DOS SALRIOS. Veja Lassalle, 
Ferdinand; Salrios, Lei de Ferro dos. 

LEI DE COLIN CLARK-FOURASTI. Veja Lei 
dos Trs Setores. 

LEI DE DIRECTOR. Concepo desenvolvida 
por Aaron Director, de acordo com a qual, numa 
sociedade democrtica, onde os governos so 
constitudos pelo voto popular, eles tendero a 
seguir polticas que redistribuam a renda (mediante 
o oramento), tirando dos mais ricos e 
dos mais pobres e transferindo tais recursos para 
a populao de renda mdia. A concepo deriva 
do Teorema do Votante Mediano (Median 
Voter Theorem) segundo o qual, numa democracia, 
os candidatos tentaro refletir, em suas propostas, 
as preferncias dos eleitores que se encontram 
no meio de espectro poltico ou social, 
de tal forma que os polticos eleitos tenderiam 
a realizar aes (obras, projetos etc.) em favor 
desse eleitor mdio. Veja tambm Public Choice. 

LEI DE GRESHAM. Lei econmica segundo a 
qual, quando duas moedas tm circulao legal 

LEI DE MALTHUS 

num pas, "a moeda m expulsa a moeda boa" 
de circulao. Isso acontece porque a moeda considerada 
boa tende a valorizar-se cada vez mais 
e desaparece de circulao, ou porque  entesourada, 
ou porque  fundida e trocada por uma 
maior quantidade de moeda m, ou  reservada 
para a realizao de pagamentos internacionais. 
O enunciado dessa lei econmica aparece em 
diversos escritos annimos do sculo XIV e num 
tratado do telogo e estudioso dos problemas 
econmicos Nicolas d'Oresme (1325-1382). No 
sculo XVI, foi retomada pelo financista ingls 
Thomas Gresham (1519-1579), conselheiro e chefe 
da Casa da Moeda durante o reinado de Elizabeth 
I (1533-1603), que promoveu a restaurao 
do valor da libra, desvalorizada por Henrique 
VIII (1491-1547), e criou a Bolsa de Valores 
de Londres. 

LEI DE KING. Como a demanda de produtos 
agrcolas  relativamente inelstica, a receita do 
produtor agrcola varia de forma inversamente 
proporcional  magnitude da colheita. Veja tambm 
Dardanismo. 

LEI DE KUZNETS. O economista Simon Kuznets 
(1901-1985) realizou, depois da Segunda 
Guerra Mundial, estudos sobre desenvolvimento 
econmico, relacionando desigualdades na 
distribuio da renda e nos nveis de renda per 
capita. Verificou que pases bastante pobres (renda 
per capita muito baixa) possuam ndices de 
distribuio da renda (ndices de Gini) menos 
desiguais do que pases que haviam iniciado seu 
processo de desenvolvimento, enquanto os pases 
desenvolvidos possuam ndices de Gini 
mais equilibrados do que os primeiros. Esta regularidade 
estatstica - que admitia excees, 
entre as quais se destaca o caso dos pases que 
haviam realizado reformas agrrias profundas 
depois da Segunda Guerra Mundial, como Taiwan 
- constituiu a base de uma concepo de 
que, para o desenvolvimento econmico, seria 
inevitvel que os pases subdesenvolvidos atravessassem 
uma fase durante a qual as desigualdades 
de distribuio da riqueza se acentuariam 
para, posteriormente - com o desenvolvimento 
-, voltar a diminuir e equiparar-se com a distribuio 
mais igualitria dos pases desenvolvidos. 
Ou seja, a distribuio da renda pioraria 
inicialmente com o desenvolvimento, para s 
melhorar depois. Este processo foi denominado 
"efeito Kuznets". Veja tambm Coeficiente de 
Gini; Desenvolvimento Econmico; Renda per 
Capita. 

LEI DE MALTHUS. Enquanto a populao cresce 
numa progresso geomtrica (2, 4, 8, 16, 32...), 
os meios de subsistncia crescem em progresso 
aritmtica (2, 4, 6, 8...), o que significaria uma 
falta crnica de alimentos e a condenao  fome 



LEI DE MURPHY 

e  misria da populao, se medidas de controle 
ao crescimento populacional no fossem tomadas. 

LEI DE MURPHY. Concepo relacionada com 
a seguinte hiptese: se existir a possibilidade de 
que um item de um equipamento seja montado 
ou reparado de forma errada, ento algum, em 
algum lugar e em determinado momento, agirexatamente assim. s vezes esta "lei"  apresentada 
da seguinte forma: "Se alguma coisa puder 
dar errado, ela dar errado, e, portanto, um 
equipamento dever ser produzido  prova de 
tolos". 

LEI DE OKUN. Conceito desenvolvido pelo economista 
norte-americano Arthur Okun (19291979), 
relacionando a perda do produto agregado 
decorrente de um aumento no nvel do desemprego. 
A afirmao de Okun  que a elasticidade 
da razo entre o produto real e o potencial 
e a mudana na taxa de desemprego  
uma constante aproximadamente igual a 3 (trs). 
Desta forma, se a taxa de desemprego aumentasse 
2%, a razo entre o produto real e o potencial 
aumentaria 6%. 

LEI DE PARETO. Veja timo de Pareto. 

LEI DE SAY. Tambm conhecida como Lei dos 
Mercados, foi elaborada pelo economista francs 
Jean-Baptiste Say. Estabelece que a oferta cria 
sua prpria demanda, impossibilitando uma crise 
geral de superproduo. De acordo com esse 
conceito de equilbrio econmico, a soma dos 
valores de todas as mercadorias produzidas seria 
sempre equivalente  soma dos valores de 
todas as mercadorias compradas. Ou, em outras 
palavras, ao ser criado, um produto est ao mesmo 
tempo abrindo um mercado para outro produto 
do mesmo valor. Em conseqncia, a economia 
capitalista seria perfeitamente auto-regulvel, 
no exigindo a interveno estatal. A Lei 
de Say constituiu a pedra angular da teoria econmica 
neoclssica, tendo exercido grande influncia 
sobre a obra de Ricardo. Keynes questionou 
seriamente a sua validade nas condies 
econmicas do mundo moderno. Rigorosamente, 
a lei aplicar-se-ia a uma economia baseada 
no escambo, isto , uma economia no-monetria. 
Nas condies modernas, contudo, a intermediao 
da moeda cria sempre a possibilidade 
de adiar decises de compra, portanto, interrompendo 
as vendas, o que causa uma retrao da 
demanda, que pode resultar numa crise econmica. 
Veja tambm Say, Jean-Baptiste. 

LEI DE TERRAS. Lei n 601, promulgada no 
Brasil em 1850, mais conhecida como Lei de Terras, 
visava fundamentalmente a alcanar trs objetivos, 
todos eles confluindo para a obteno, 
por parte dos fazendeiros, de mo-de-obra 
abundante e barata: 1) proibir a aquisio de 

terras que no se desse por meio da compra, 
extinguindo, portanto, o regime de posses; 2) 
aumentar o preo da terra e dificultar a sua obteno 
por parte dos trabalhadores rurais, visando 
a impedir a reduo da oferta de fora 
de trabalho na agricultura e, conseqentemente, 
a elevao dos salrios; 3) os recursos obtidos 
com a venda das terras seriam destinados ao 
financiamento da imigrao de trabalhadores, 
com a finalidade de ampliar a oferta de fora 
de trabalho e impedir que os salrios se elevassem. 
A Lei de Terras foi objeto de muita controvrsia 
e sua regulamentao, realizada somente 
em 1854. A motivao bsica, no entanto, 
foi impedir o livre acesso dos trabalhadores  
terra diante da evidncia da falncia do escravismo. 
Os proprietrios de terras de So Paulo, 
e tambm de outras regies onde a agricultura 
se expandia com intensidade, estavam conscientes 
de que, se os homens passassem a ser livres 
(com a abolio da escravatura), "o acesso  terra 
deveria deixar de s-lo". Veja tambm Escravido; 
Migrao. 

LEI DE VERDOORN. Popularizada por Nicholas 
Kaldor h mais de duas dcadas, afirma 
que o crescimento econmico conduz, simultaneamente, 
ao crescimento do emprego e da produtividade. 
Quando a economia cresce, produz-
se mais com as mesmas mquinas e equipamentos, 
aumentando a produtividade e reduzindo 
os custos. H tambm ganhos que se perpetuam 
no tempo, uma vez que, com o crescimento, h 
novos investimentos, acompanhados de inovaes 
tcnicas, que aumentam a produtividade. 
Veja tambm Kaldor, Nicholas. 

LEI DE VERHULST. Em oposio s concepes 
de Malthus, esta lei estabelece que o crescimento 
demogrfico est submetido a um processo 
de autofreagem, sendo o fator de freagem 
proporcional  magnitude da populao. 

LEI DE WAGNER. Forma de participao da 
despesa pblica na renda nacional, elaborada 
pelo economista alemo homnimo no final do 
sculo XIX. O elemento central desta lei  que 

o desenvolvimento industrial provoca um aumento 
da participao das despesas pblicas na 
renda nacional, devido s seguintes causas: 1) 
um aumento relativo dos custos com administrao 
pblica, a garantia da lei e da ordem e 
os elementos reguladores numa sociedade que 
se industrializa; 2) bens e servios oferecidos 
pelo Estado nas reas de cultura e bem-estar 
teriam uma elasticidade na renda da demanda 
maior do que a unidade. Assim, na medida em 
que a renda aumentasse, a demanda por tais 
bens e servios aumentaria mais do que proporcionalmente, 
pressionando os gastos pblicos; 
3) a industrializao seria acompanhada 


pela formao de oligoplios e monoplios, os 
quais exigiriam um grau maior de controle estatal, 
o que significaria tambm um aumento 
das despesas correspondentes. Embora muitas 
das economias europias tivessem apresentado 
situaes em que as despesas do Estado aumentaram 
mais do que proporcionalmente  renda 
(no necessariamente pelas razes apresentadas 
por Wagner), na medida em que essas concluses 
no se baseiam em uma teoria sobre o comportamento 
humano ou na ao dos governos, 

o que se apresenta como "lei" no passa de uma 
srie de constataes que podem ou no se repetir 
em economias que atravessam intensos 
processos de industrializao. Veja tambm 
Wagner, Adolph Heinrich Gotthelf. 

LEI DE ZONEAMENTO. Lei que determina as 
formas de uso do solo urbano (e tambm rural), 
visando proporcionar s cidades um desenvolvimento 
harmnico tanto no campo econmico 
quanto no social e poltico. Em termos prticos, 
no entanto, as leis de zoneamento das cidades 
brasileiras contm um sem-nmero de casusmos 
que significam um desvirtuamento das finalidades 
de uma legislao desse tipo. Por outro 
lado, o prprio crescimento das cidades tem 
tornado obsoletas certas leis de zoneamento, 
sendo imperioso - em nome do melhor desenvolvimento 
das cidades - sua urgente reviso. 
Veja tambm Operaes Interligadas; Operaes 
Urbanas. 

LEI DO ACAR. Ato do Parlamento ingls, 
em 1764, que reforava o monoplio comercial 
sobre as colnias antilhanas britnicas produtoras 
de acar. Visava especialmente a impedir 
que os colonos da Amrica do Norte comprassem 
diretamente acar, melao e rum, a preos 
mais baixos, nas colnias francesas das Antilhas. 
Medida protecionista, tpica do mercantilismo, 
contribuiu para precipitar a luta pela independncia 
norte-americana. 

LEI DO CMBIO LIVRE. Veja Lei da Remessa 
de Lucros. 

LEI DO INQUILINATO. Designao comum a 
vrias leis que regulamentam as relaes entre 

o locador (proprietrio do imvel, tambm denominado 
senhorio) e o locatrio (aquele que 
paga o aluguel do imvel, ou inquilino) no Brasil, 
tanto as relacionadas com residncias como 
com estabelecimentos comerciais. Nas ltimas 
duas dcadas, as leis mais importantes foram 
as seguintes: lei n 6 649, de maio de 1979 - 
estabeleceu 1) que o aluguel s poderia ser corrigido 
se o contrato estipulasse isso, determinando 
ainda a poca e as condies do reajuste; 
2) a prorrogao automtica do contrato no seu 
LEI DO SELO 

trmino, se no houvesse manifestao das partes; 
3) que a locao residencial no admitia a 
retomada do imvel pela "denncia vazia", isto 
, a retomada pela simples manifestao da vontade 
do locador, sem apresentar nenhuma justificativa 
para isso, ou a resciso unilateral do 
contrato. De acordo com aquela lei, para retomar 

o imvel, o locador necessitava comprovar que 
seria para uso prprio, ou de ascendentes, ou 
descendentes diretos. A lei de 1979 incorporava 
tambm uma nova sistemtica para o reajuste 
dos aluguis, admitindo-se a semestralidade. O 
teto mximo para a correo do valor do aluguel 
ficou sendo a variao das ento existentes 
ORTNs (Obrigaes Reajustveis do Tesouro 
Nacional) durante o perodo considerado, isto 
, a correo monetria do perodo do reajuste; 
no caso de aluguis com reajuste anual, aplicava-
se a correo monetria dos doze meses anteriores 
ao ms do reajuste; no caso dos semestrais, 
dos seis meses anteriores. A lei n 6 698 
de outubro de 1969 complementou a lei anterior, 
estabelecendo que, depois de cinco anos, os contratos 
seriam corrigidos de acordo com a variao 
das ORTNs. Se o locador considerasse que 
o aluguel do imvel estava abaixo do valor de 
mercado, poderia solicitar um reviso judicial, 
tambm denominada "revisional". A partir de 
janeiro de 1983, os contratos residenciais novos 
passaram a ter como teto de reajuste 80% da 
variao do ndice Nacional de Preos ao Consumidor 
(INPC). Com a decretao do Plano 
Cruzado, os aluguis foram congelados at 
28/2/1987. A partir dessa data, as condies 
para os reajustes foram estabelecidas pelo decreto-
lei n 2 290 de novembro de 1986, determinando 
que os reajustes voltassem a ter como 
base as ento existentes Obrigaes do Tesouro 
Nacional (OTNs) - no confundir com as 
ORTNs -, embora em perodos no inferiores 
a um ano. O decreto-lei n 2 322, no entanto, 
voltou a estabelecer um prazo mnimo de seis 
meses para o reajuste dos aluguis residenciais. 
Em outubro de 1991, foi aprovada a lei n 8 245, 
estabelecendo algumas mudanas importantes 
na legislao anterior, como a livre negociao 
entre as partes para os novos aluguis e a volta 
da denncia vazia para os aluguis antigos. 
LEI DO MENOR ESFORO. Tambm denominado 
Princpio Hedonstico,  a tendncia dos 
indivduos a alcanar seus objetivos econmicos 
com o menor esforo possvel. 

LEI DO SELO. Primeiro imposto direto decretado 
pelo Parlamento ingls, em 1765, s treze 
colnias norte-americanas. Consistia na obrigatoriedade 
de todos os documentos comerciais e 
legais, panfletos, cartas e jornais serem selados, 



LEI DO VENTRE LIVRE 

para que o dinheiro arrecadado cobrisse as despesas 
com as tropas coloniais inglesas que se 
encontravam na Amrica. Os colonos reagiram 
a essa imposio, argumentando que toda taxao 
deveria ser votada e aprovada pelos seus 
representantes, e passaram a boicotar os produtos 
ingleses. Por isso, o Parlamento suspendeu 
a aplicao da lei em maro de 1766. 

LEI DO VENTRE LIVRE. Aprovada pelo Senado 
imperial do Brasil em 28/9/1871, declarava 
livres os filhos de mulher escrava nascidos 
a partir daquele momento. Estipulava, no entanto, 
que os senhores das mes poderiam explorar 
o trabalho desses libertos at que completassem 
a idade de 21 anos, caso no fossem 
indenizados pelo governo imperial. A lei declarava 
ainda livres os escravos de propriedade da 
Coroa e institua um fundo de emancipao e 
peclio destinado aos libertos. 

LEI DOS GRANDES NMEROS. Lei estatstica 
segundo a qual a probabilidade de um evento 
se aproxima da certeza na medida em que 
se repete e se multiplica o nmero desses eventos. 
Veja tambm Risco. 

LEI DOS MERCADOS. Veja Lei de Say. 

LEI DOS PEQUENOS NMEROS. Lei estatstica 
que estabelece uma tendncia para a regularidade 
dos eventos raros, definidos como os 
que se afastam significativamente das mdias e 
caractersticas normais dos fatos de uma determinada 
ordem. 

LEI DOS RENDIMENTOS DECRESCENTES. 

Tambm conhecida por Lei das Propores Variveis 
ou Lei da Produtividade Marginal Decrescente. 
Pode ser conceituada da seguinte maneira: 
ampliando-se a quantidade de um fator 
varivel, permanecendo fixa a quantidade dos 
demais fatores, a produo, de incio, aumentar 
a taxas crescentes; a seguir, aps certa quantidade 
utilizada do fator varivel, passar a aumentar 
a taxas decrescentes; continuando o aumento 
da utilizao do fator varivel, a produo 
decrescer. Um exemplo clssico  o do aumento 
do nmero de trabalhadores em certa extenso 
de terra a ser cultivada. Numa primeira 
fase, a produo aumenta, mas logo se chega a 
um estado de nenhum crescimento na produo, 
devido ao excesso de trabalhadores em relao 
 extenso de terra (que no aumentou). 

LEI DOS RENDIMENTOS NO-PROPORCIONAIS. 
O incremento da utilizao de meios 
de produo em determinado processo de trabalho 
nem sempre resulta num aumento proporcional 
da produo. Esse pode ser: 1) mais 
do que proporcional ao incremento dos meios 
de produo, quando os rendimentos sero cres


centes; 2) menos do que proporcionais, quando 
os rendimentos sero decrescentes. 

LEI DOS SEXAGENRIOS. Aprovada pelo 
Parlamento imperial em 28/9/1885, estabelecia 
normas para a libertao obrigatria dos escravos 
que tivessem mais de 60 anos de idade. Segundo 
essa lei, o valor do escravo decresceria 
gradualmente a partir dessa idade, devendo ele 
pagar sua alforria com trs anos de trabalho obrigatrio 
ao senhor, at a idade mxima de 65 
anos. Acima dessa idade, a emancipao era automtica 
e paga com fundos do Estado. Proposta 
em 1884 pelo senador Dantas, a lei foi rejeitada, 
mas aprovada no ano seguinte na Cmara e no 
Senado com base num projeto apresentado sucessivamente 
pelos presidentes do conselho de 
ministros J.A. Saraiva e baro de Cotegipe. 

LEI DOS TRS SETORES. Na medida em que 
uma economia se desenvolve, a populao economicamente 
ativa tende a se deslocar do setor 
primrio (agricultura, pecuria, extrativismo) 
para o setor secundrio (indstria), e, em seguida, 
para o setor tercirio (finanas, telecomunicaes). 

LEI ECONMICA.  uma relao necessria 
que se repete constantemente entre os diversos 
elementos do processo produtivo. So leis econmicas 
a Lei do Valor e a Lei dos Rendimentos 
Decrescentes. As leis econmicas, alm de reger 

o processo produtivo, determinam seu desenvolvimento 
e suas transformaes. Nesse sentido, 
elas tm carter objetivo; isto , existem independentemente 
da vontade dos homens, embora 
manifestem a ao humana na atividade 
produtiva. Uma determinada lei econmica no 
atua de forma isolada, ela se relaciona com inmeras 
outras leis, que compem e caracterizam 
uma estrutura produtiva. Em sua manifestao 
e ao, as leis econmicas tm carter histrico; 
por um lado, ligam-se ao nvel de desenvolvimento 
das foras produtivas de uma poca ou 
de uma sociedade e, por outro, refletem as formas 
de propriedade e de diviso do trabalho 
historicamente dadas. Por esse motivo, no so 
leis eternas da natureza, mas so produtos de 
condies histricas concretas. Nessa perspectiva, 
h leis que so especficas de uma formao 
social, enquanto outras so comuns a vrias formaes 
sociais. Assim, a Lei de Formao dos 
Preos s se manifesta em formaes sociais em 
que as trocas se encontram num elevado grau 
de desenvolvimento, particularmente nas sociedades 
regidas por economias de mercado. Embora 
numa formao social atuem numerosas 
leis econmicas, h em cada sociedade uma lei 
econmica fundamental, que determina todas as 
outras leis econmicas, e tambm o modo de 
ao dos indivduos, dos grupos sociais e inclusive 
do Estado no tocante s questes econmi


cas prticas. O carter objetivo e espontneo das 
leis econmicas aparece na conscincia dos homens 
como foras cegas da natureza, como algo 
estranho e totalmente independente das aes 
humanas. No entanto, a desmitificao desse 
processo de divinizao ou fetichismo das leis 
econmicas  de vital importncia para a ao 
social e produtiva dos homens. 

LEI NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Lei 
n 6 938, de 31/8/1981. Dispe sobre a poltica 
nacional do meio ambiente, seus fins e mecanismos 
de formulao e aplicao. Alm disso, 
constitui o Sistema Nacional do Meio Ambiente, 
cria o Conselho Nacional do Meio Ambiente e 
institui o Cadastro Tcnico Federal de Atividades 
e Instrumentos de Defesa Ambiental. A poltica 
nacional do meio ambiente tem por objetivo 
a preservao, melhoria e recuperao da 
qualidade ambiental propcia  vida. Preocupa-
se, entre outros aspectos, com a manuteno do 
equilbrio ecolgico; a racionalizao do uso do 
solo, do subsolo, da gua e do ar; a proteo 
dos ecossistemas, com a preservao de reas 
representativas; o controle e zoneamento das atividades 
potenciais ou efetivamente poluidoras; 
a recuperao de reas degradadas; a proteo 
de reas ameaadas de degradao; a educao 
ambiental em todos os nveis de ensino, inclusive 
a educao da comunidade, objetivando capacit-
la para participao ativa na defesa do 
meio ambiente.Veja tambm Meio Ambiente. 

LEI NATURAL. Veja Ordem Natural. 

LEI 4 131. Lei promulgada em 3/9/1962, regulando 
o capital estrangeiro no Brasil. Tambm 
conhecida como Lei da Remessa de Lucros, definia 
como capital estrangeiro "os bens, mquinas 
e equipamentos entrados no Brasil com dispndio 
inicial de divisas, bem como os recursos 
financeiros ou monetrios introduzidos no pas 
para a aplicao em atividades econmicas, desde 
que, em ambas as hipteses, pertenam a pessoas 
fsicas ou jurdicas residentes, domiciliadas 
ou com sede no exterior". Esses capitais deveriam 
ser registrados na antiga Superintendncia 
da Moeda e do Crdito (Sumoc). Hoje, isso  
feito no Banco Central, assim como as remessas 
para o exterior e os reinvestimentos dos lucros, 
igualmente considerados capital estrangeiro. A 
remessa de juros sobre emprstimos, crditos e 
financiamentos no poderia exceder a taxa registrada 
no contrato; qualquer quantia superior 
s previstas seria considerada amortizao de 
capital. As firmas poderiam deduzir at 5% da 
receita bruta no Imposto de Renda, a ttulo de 
royalties, do produto fabricado e vendido, ficando 
proibido o pagamento de royalties e servios 
semelhantes por parte de uma filial brasileira  

LEILO 

matriz no exterior. O artigo 31 limitava a 10% 
as remessas anuais sobre o valor dos investimentos 
registrados. Os excedentes seriam considerados 
retorno de capital e deduzidos do registro 
na Sumoc, no podendo exceder a 20% 
do capital registrado. Os lucros que excedessem 
20% deveriam ser registrados  parte, sem dar 
direito a futuras remessas. Outros artigos determinavam 
que as empresas com maioria de capital 
estrangeiro no teriam acesso ao crdito 
das entidades oficiais brasileiras antes do incio 
comprovado de suas operaes, com exceo de 
projetos considerados de alto interesse pelo poder 
pblico. Em termos fiscais, a lei n 4 131 
estabelecia a regulamentao do pagamento do 
Imposto de Renda na fonte para lucros e dividendos 
atribudos a pessoas fsicas ou jurdicas 
residentes no exterior, com um acrscimo de 
20% para empresas de setores de menor interesse 
para a economia nacional. Determinava 
tambm que os bancos estrangeiros autorizados 
a funcionar no Brasil sofressem as mesmas restries 
dos bancos brasileiros nas sedes de suas 
matrizes. A lei n 4 390, promulgada em 29/8/1964, 
no governo Castelo Branco, trouxe inmeras 
modificaes  lei n 4 131. Entre outros aspectos, 
aumentou para 12% o limite de remessa de 
lucros e concedeu maiores facilidades de crditos 
oficiais s empresas estrangeiras. Veja tambm 
Lei da Remessa de Lucros. 

LEI 4 390. Veja Lei 4 131. 

LEI SECA. Emenda constitucional que proibiu, 
nos Estados Unidos, a produo e a comercializao 
de bebidas alcolicas. Vigorou de 1919 
a 1933, mas seu cumprimento foi amplamente 
burlado pelo contrabando e a fabricao clandestina, 
prticas dominadas por quadrilhas que 
disputavam violentamente o domnio do rendoso 
negcio. 

LEIBNIZ, Gottfried von. Veja Risco. 

LEILO. Processo de venda de bens no qual o 
comprador em potencial procura com seus lances 
(ofertas de preo) vencer os demais. A regra 
bsica dos leiles  que aquele que oferecer o 
preo mais elevado adquire os bens leiloados. 
A tradio dos leiles  que os mesmos se promovam 
sob prego, isto , pela declarao em 
altas vozes do preo oferecido por cada um dos 
interessados. Hoje, no entanto, com os modernos 
meios de comunicao, os lances podem ser feitos 
de forma mais discreta (pelo telefone, por 
exemplo) e informados aos demais pelo leiloeiro. 
Embora o leilo se assemelhe  hasta pblica 
(os romanos plantavam uma hasta (lana) no 
stio do leilo, isto , o leilo dava-se sub hasta) 
e tenha a mesma finalidade (vender em pblico 



LEILO ADMINISTRATIVO 

por almoeda ou sob prego), mantm uma distino, 
uma vez que  dirigido e executado pessoalmente 
pelo leiloeiro, quer se trate de leilo 
judicial (quando determinado pelo juiz e cumprido 
sob suas ordens) ou extrajudicial, quando 
cumprido por determinao e a pedido de particulares, 
interessados diretamente na venda. 
Veja tambm Leilo Holands; Vickrey Auctions. 


LEILO ADMINISTRATIVO.  a modalidade 
de leilo realizado pela administrao pblica 
para a venda de mercadorias apreendidas como 
contrabando ou abandonadas nas alfndegas, 
nos armazns ferrovirios, porturios, aeroporturios 
e rodovirios de sua administrao e nas 
reparties pblicas em geral. 

LEILO COMUM.  aquele realizado pela administrao 
pblica e regido pela legislao federal 
pertinente, embora as condies de sua 
realizao possam ser estabelecidas pela administrao 
interessada. Veja tambm Leilo Holands. 


LEILO HOLANDS. Leilo no qual o vendedor 
(leiloeiro) oferece algum bem a um preo 
inicial relativamente elevado e, em seguida, vai 
reduzindo esse preo at que algum o aceite, 
manifestando-se, e adquira o bem que est sendo 
leiloado. Originalmente, o leilo holands era 
denominado mineing, que deriva do termo em 
ingls mine, isto , a manifestao daquele que 
aceitava o preo declarado pelo leiloeiro e pronunciava 
essa palavra que corresponde, em portugus, 
 expresso " meu". Vendem-se vrios 
tipos de mercadorias dessa forma, destacando-
se o comrcio de flores na Holanda e tambm 
os ttulos do Tesouro dos Estados Unidos. 

LEIS DE ENGEL. Veja Engel, Ernest. 

LEIS DE PARKINSON. Conjunto de "leis" elaboradas 
de forma satrica por C. Northcote Parkinson 
sobre o funcionamento da administrao 
pblica e privada, contendo no fundo crticas 
s formas burocrticas e emperradas que a administrao, 
tanto pblica como privada, adquirira 
nos tempos atuais. Exemplos dessas "leis" 
so, entre outros, os seguintes: 1) o trabalho ou 
qualquer atividade invariavelmente se estende 
at preencher todo o tempo previsto para a sua 
realizao; 2) as despesas sempre se elevam at 
alcanar as receitas. So tambm "princpios", 
como "o nmero de funcionrios de uma empresa 
ou repartio tende a aumentar independentemente 
da quantidade de trabalho administrativo 
existente", ou ainda, "quanto mais 
tempo se dispe para realizar um trabalho, mais 

esse trabalho demandar tempo para ser realizado". 


LEIS DO TRIGO. Veja Corn Laws. 

LEIS DOS POBRES (Poor Laws). Leis de amparo 
oficial aos pobres, surgidas na Inglaterra 
no final do sculo XV e durante o sculo XVI. 
Essas leis foram conseqncia direta das profundas 
transformaes sociais decorrentes da 
explorao dos recursos naturais do Novo Mundo 
e da abertura de novos mercados de consumo, 
que favoreceram a expanso do comrcio 
e da indstria manufatureira. Na Inglaterra, a 
tcnica evoluiu, a produo de l expandiu-se 
e a nao preparou-se para o processo que, dois 
sculos mais tarde, culminaria na Revoluo Industrial. 
Essa transformao nas formas de produo 
e de vida causou a proliferao da pobreza, 
da vagabundagem e da mendicncia. 
Muitas reas agrcolas, antes cultivadas e que 
garantiam a subsistncia de inmeras famlias 
de camponeses, foram cercadas e transformadas 
em pastagens para a produo de l. Sem condies 
de adaptar-se  rgida disciplina da manufatura 
ou mesmo  vida urbana, os camponeses 
transformaram-se em mendigos. Durante 
todo o sculo XVI, sucederam-se leis e decretos 
para diminuir essa categoria de habitantes das 
cidades. Geralmente desumanas, essas leis proibiam 
a existncia de desempregados, punindo 
com severas penas o "crime" de vadiagem. Em 
1530, por exemplo, Henrique VIII estabeleceu 
em lei que "doentes e velhos incapacitados tm 
direito a uma licena para pedir esmolas, mas 
vagabundos sadios sero flagelados e encarcerados...". 
A crescente influncia das idias e sentimentos 
humanitrios no sculo XIX atenuou 
os aspectos mais speros dessas leis, mas no 
eliminou de todo os efeitos de sua crena dogmtica 
nas "virtudes redentoras" do trabalho 
rduo, que penalizava sobretudo velhos e 
crianas. 

LEMPIRA. Unidade monetria de Honduras. 
Submltiplo: centavo. 

LEND LEASE. Programa estabelecido nos Estados 
Unidos em 11/3/1941, que encaminhava 
uma lei anterior do Congresso denominada An 
Act to Promote the Defense of the United States, a 
qual autorizava o presidente dos Estados Unidos 
a auxiliar as naes aliadas, mediante agncias 
governamentais, a vender, transferir, trocar, 
liberar, emprestar etc. bens e suprimentos tanto 
para uso militar quanto civil, necessrios para 

o desenvolvimento da guerra. O programa prosseguiu 
depois do final da guerra e, em julho de 
1946, um total de 50,442 bilhes de dlares havia 
sido transferido para pases aliados. Os principais 
pases que receberam esta ajuda foram a 
Inglaterra (31,267 bilhes de dlares) e a ex


LNIN, Vladimir Ilitch Ulianov 

Unio Sovitica (11,260 bilhes). O programa 
teve uma grande importncia na vitria dos 
Aliados e tambm contribuiu para o desenvolvimento 
da indstria blica americana e a eliminao 
do desemprego nos Estados Unidos. 
Em 1945, em prosseguimento ao Acordo de 
Washington (Washington Agreement), a dvida inglesa 
de cerca de 25 bilhes de dlares, que a 
Inglaterra havia contrado por meio do Lend 
Lease, foi prescrita, e os ingleses obtiveram mais 
cerca de 3,7 bilhes de emprstimos adicionais 
at 1952, com taxas de juros de 2% ao ano e 
pagveis em cinqenta prestaes anuais a partir 
de 1951. 

LNIN, Vladimir Ilitch Ulianov (1870-1924). 

Ativista e dirigente poltico socialista, terico e 
principal lder da Revoluo Russa de 1917, primeiro 
dirigente da Unio Sovitica e fundador 
da III Internacional. Iniciou sua carreira revolucionria 
em 1887, ao entrar para a Faculdade de 
Direito da Universidade de Kazan. Repeliu o 
terrorismo depois que seu irmo mais velho foi 
enforcado por ter-se envolvido num atentado 
contra o czar Alexandre III. Em 1893, em So 
Petersburgo, uniu-se a intelectuais marxistas 
que atuavam junto aos operrios. No ano seguinte, 
publicou clandestinamente seu primeiro 
trabalho, Quem So os Amigos do Povo e como Lutam 
os Sociais-Democratas?, 1894. Em 1895, entrou 
em contato com Plekhanov e outros marxistas 
russos exilados em Genebra. De volta  Rssia, 
Lnin e seus companheiros tentaram fundar um 
jornal clandestino, mas foram presos antes da 
publicao do primeiro nmero. Aps catorze 
meses de priso, foi exilado para a Sibria, onde 
permaneceu trs anos. Durante o exlio, completou 
o livro O Desenvolvimento do Capitalismo 
na Rssia, 1899, no qual analisa a formao do 
mercado interno na Rssia czarista. Em 1900, 
seguiu para a Sua, aproximando-se de Plekhanov. 
Em janeiro de 1901, surgia o jornal revolucionrio 
Iskra (A Centelha). Foi num artigo 
publicado no Iskra, "A Questo Agrria e os Crticos 
de Marx", que pela primeira vez usou o 
pseudnimo de Lnin. O segundo Congresso do 
Partido Social Democrata Russo (fundado em 
1898), realizado em Londres em 1903, provocou 
uma diviso no movimento socialista. Alguns 
dirigentes (Plekhanov, Martov e Axelrod) sustentavam 
que a revoluo socialista deveria ser 
precedida por uma revoluo democrtico-burguesa 
que instaurasse o liberalismo. Lnin defendia 
a aliana entre operrios e camponeses 
como condio indispensvel para a vitria da 
revoluo, pois a burguesia seria incapaz de assumir 
a liderana do processo. A posio de Lnin 
teve mais votos; seus adeptos ficaram conhecidos 
pelo nome de "bolcheviques" (majoritrios), 
enquanto os outros receberam a deno


minao de "mencheviques" (minoritrios). 
Com a Revoluo de 1905, Lnin voltou  Rssia. 
Mas o fracasso do movimento levou-o novamente 
ao exlio. Nos anos seguintes, dedicou-se aos 
estudos filosficos, publicando Materialismo e 
Empirocriticismo, 1909, e  organizao do movimento 
social-democrata, na Rssia e em escala 
internacional. Durante a Primeira Guerra Mundial, 
atacou os socialistas que aderiram s concepes 
de defesa nacional, insistindo na necessidade 
de os operrios de cada pas transformarem 
a guerra em revoluo. Participou das conferncias 
socialistas pacifistas nas localidades 
suas de Zimmerwald (1915) e Kienthal (1916). 
Analisando as relaes entre a sociedade capitalista 
e a guerra, Lnin escreveu O Imperialismo, 
Etapa Superior do Capitalismo, 1916, sua mais importante 
contribuio  economia poltica. 
Apoiando-se nas concepes de Hilferding sobre 
o capital financeiro, analisa o imperialismo 
como uma etapa do desenvolvimento do capitalismo 
em que se estabelece a hegemonia dos 
monoplios e dos grandes bancos. A prpria dinmica 
de formao e ampliao de mercados 
levaria o capitalismo a buscar a dominao colonial 
e a guerra. Lnin aponta ainda a acentuada 
importncia que a exportao de capital adquiriu, 
a diviso do mundo entre trustes internacionais 
e a situao dos territrios coloniais 
fornecedores de matria-prima e mo-de-obra 
barata repartidos entre as grandes potncias capitalistas. 
E a combinao de revoltas na periferia 
do sistema com revolues proletrias nas 
metrpoles, que tornaria inevitvel o advento 
do socialismo. Aps a queda do czar, provocada 
pelas revoltas populares em So Petersburgo, 
em fevereiro de 1917, Lnin voltou  Rssia. 
Logo em seguida, elaborou suas Teses de Abril, 
propondo, entre outras medidas, a paz imediata, 
a confraternizao com os soldados alemes, o 
poder para os soviets (conselhos) populares e a 
expropriao de terras e fbricas. Orientados por 
essas palavras de ordem, os bolcheviques realizaram 
intensa propaganda junto aos operrios, 
camponeses e soldados. Em novembro de 1917, 
foi derrubado o governo provisrio de Kerenski, 
e Lnin tornou-se presidente do Conselho dos 
Comissrios do Povo. Sob sua influncia, o Congresso 
dos Soviets aprovou um decreto abolindo 
a grande propriedade rural, confiscando terras 
da famlia imperial e da Igreja e nacionalizando 
os bancos e as grandes indstrias. Em 1918, em 
Brest-Litovsk, foi assinada a paz em separado 
com a Alemanha. Em condies adversas, o recm-
criado Exrcito Vermelho enfrentou a contra-
revoluo, de 1918 a 1921, estimulada tanto 
dentro como fora da Unio Sovitica. At 1921 
vigorou o chamado "comunismo de guerra", 
mas nesse ano comeou a ser aplicada a Nova 
Poltica Econmica (NEP), um retorno ttico e 



LEONE 344


parcial  economia de mercado, imposto pela 
virtual destruio das estruturas econmicas do 
pas. Simultaneamente, Lnin criou o plano de 
eletrificao da Unio Sovitica. Em maio de 
1922, Lnin sofreu uma hemorragia cerebral. Em 
novembro, ditou seu testamento, no qual recomendava 
a ampliao do Comit Central do Partido 
Comunista, para tornar possvel uma representao 
mais democrtica. Em 1923, sofreu 
um segundo ataque, morrendo no ano seguinte. 
Do ponto de vista de sua contribuio  economia 
poltica, destacam-se os escritos a respeito 
do imperialismo e seu estudo pioneiro sobre o 
desenvolvimento do capitalismo na Rssia. Nesse 
livro, mostra a inconsistncia terica da corrente 
populista, que afirmava haver a possibilidade 
de a Rssia ser um pas agrcola, evitar 

o "estgio ocidental" do capitalismo e passar 
diretamente do feudalismo ao socialismo. Os populistas 
argumentavam que a viabilidade do capitalismo 
na Rssia era problemtica, pois arruinaria 
a economia camponesa, limitando seu 
mercado interno, e no teria nenhuma possibilidade 
de expanso devido  ocupao dos mercados 
externos pelos pases industrializados. Baseado 
em dados concretos, Lnin pde mostrar 
que a runa dos camponeses no implica a liquidao 
do mercado interno para o capitalismo. 
Ao contrrio,  uma conseqncia necessria 
do processo de instalao e evoluo do capitalismo, 
que promove a industrializao, acelera 
e aprofunda as contradies j existentes 
na comunidade camponesa, desintegrando-a e 
liberando as massas para a formao do proletariado. 
Na estrutura de sua obra, Lnin realiza 
um mapeamento do conjunto da economia agrria 
russa, examina a mercantilizao das atividades 
agrcolas e verifica a penetrao do capitalismo 
na agricultura. Analisa em seguida as 
atividades industriais, estabelecendo as fases 
evolutivas do capitalismo na indstria russa, da 
modalidade artesanal at o advento da grande 
indstria mecanizada, que ele examina em detalhes. 
Outras obras importantes deste autor, 
traduzidas em mais de cem idiomas: O Que Fazer?, 
1902; Duas Tticas da Social-democracia na 
Revoluo Democrtica, 1905; Um Passo  Frente, 
Dois Passos Atrs, 1904; O Estado e a Revoluo, 
1917; O Socialismo e a Guerra, 1915; e O Esquerdismo, 
Doena Infantil do Comunismo, 1920. Veja 
tambm Imperialismo; Proletariado, Ditadura 
do; Social-democracia; Socialismo. 
LEONE. Unidade monetria de Serra Leoa. Submltiplo: 
cent. 

LEONTIEF, Vassily (1906-1989). Economista 
russo radicado desde 1931 nos Estados Unidos, 
criador da anlise de input-output (insumo-produto), 
que estimulou e desenvolveu o enfoque 
macroeconmico com base em dados reais. Re


cebeu em 1973 o Prmio Nobel de Economia. 
Ao desenvolver pela primeira vez a anlise dos 
grandes agregados econmicos em termos de insumo-
produto, Leontief inspirou-se no sistema 
abstrato de equaes do equilbrio geral de Walras, 
dando-lhe, porm, um contedo emprico, 
por meio de dados sobre os diferentes setores 
que se inter-relacionam no processo econmico 
norte-americano. Usando anlise matemtica e 
computao, Leontief estabeleceu,  maneira de 
Quesnay, um "quadro econmico" dos Estados 
Unidos, em que a economia  descrita em termos 
de circulao, isto , como um sistema integrado 
de fluxos e transferncias de insumos e produtos 
de um setor a outro da produo industrial. 
Cada setor absorve insumos de outros setores, 
alm de produzir bens e servios que sero utilizados, 
por sua vez, por outros setores, para 
serem processados ou para consumo final. Com 

o uso desse quadro,  possvel detectar as conseqncias 
que uma mudana num setor da economia 
traz para outros setores e para o conjunto. 
Os resultados do trabalho de Leontief foram publicados 
em 1941 no livro The Structure of the 
American Economy 1919-1929: An Empirical Application 
of Equilibrium Analysis (A Estrutura da 
Economia Norte-americana 1919-1929: Uma Aplicao 
Emprica da Anlise do Equilbrio). Numa 
segunda edio, em 1951, Leontief atualizou os 
dados at 1939. Em seguida, publicou uma obra 
mais ampla sobre o assunto, Studies in the Structure 
of the American Economy: Theoretical and Empirical 
Explorations in Input-output Analysis (Estudos 
na Estrutura da Economia Norte-americana: 
Exploraes Tericas e Empricas na Anlise 
de Insumo-produto), 1953. O mtodo de 
Leontief, que  uma dinamizao da anlise esttica 
de Walras, pode ser aplicado tanto aos 
problemas micro como macroeconmicos. Leontief 
estudou em Leningrado e Berlim, foi professor 
titular em Harvard desde 1946 e ocupou 
diversos cargos de assessoria no governo dos 
Estados Unidos e na ONU. Publicou ainda Essays 
in Economics (Ensaios em Economia), 1966; 
Input-output Economics (A Economia do Insumoproduto), 
1966; e The Future of the World Economy 
(O Futuro da Economia Mundial), 1977. 
LER NOVO. Unidade monetria da Albnia. 
Submltiplo: quindarka. 

LERNER, Abba P. (1905-1982). Economista nascido 
na Rssia e com formao em universidades 
inglesas. Trabalhou nas universidades americanas, 
inicialmente com desdobramentos das 
teorias marshallianas sobre preos, at as questes 
relacionadas com concorrncia imperfeita 
nos trabalhos de Joan Robinson e Edward Hastings 
Chamberlin. Seu trabalho enfocou a tentativa 
de encontrar um conceito adequado de 



poder de monoplio e a defesa do igualitarismo 
a partir da lei da utilidade marginal decrescente. 
Sua obra principal  The Economics of Control (A 
Economia do Controle), na qual Lerner utiliza 
a anlise marshalliana para defender a tese do 
socialismo de mercado. No plano da poltica 
econmica, Lerner estabeleceu as condies nas 
quais uma mudana na taxa de cmbio de um 
pas melhoraria sua balana comercial. Esta condio 
 tambm chamada de Condio Marshall-
Lerner e estabelece que, supondo altos preos 
da elasticidade da oferta, uma desvalorizao 
cambial melhorar a situao em conta corrente 
de um pas, se a soma das elasticidades 
da demanda interna por importaes, mais a demanda 
externa por exportaes, for maior do 
que a unidade. Veja tambm Balano de Pagamentos; 
Curva J (Jota); Marshall, Alfred; Socialismo 
de Mercado. 

LEROY-BEAULIEU, Pierre Paul (1843-1916). Economista, 
empresrio agrcola e jornalista francs, 
professor no Collge de France. Representante 
do liberalismo econmico, rejeitou a teoria da 
renda de Ricardo e a Lei de Bronze dos Salrios 
de Lassalle, expondo uma viso otimista e apologtica 
do capitalismo. Em sua principal obra, 
Essai sur la Rpartition des Richesses (Ensaio sobre 
a Repartio das Riquezas), 1881, Leroy-Beaulieu 
procura mostrar que o fundo de salrios 
aumenta com a riqueza das empresas. O aumento 
das riquezas produziria uma baixa dos juros, 
provocando uma diminuio do capital no produto 
nacional e, em conseqncia, um aumento 
da participao do trabalho. Tambm justificou 
os juros como um rendimento natural do capital, 
e o lucro, como uma justa remunerao do empresrio 
pelo seu esprito empreendedor, inventivo 
e pioneiro. Entre outras obras, escreveu: 

L'tat Moral et Intellectual des Classes Ouvrires 

(O Estado Moral e Intelectual das Classes Trabalhadoras), 
1868; Trait de la Science des Finances 
(Tratado da Cincia das Finanas), 1877; e Trait 
Thoretique et Pratique d'conomie Politique (Tratado 
Terico e Prtico de Economia Poltica), 
1895. 

L'TAT C'EST MOI. Expresso em francs que 
significa, literalmente, "O Estado sou eu" e que 
corresponde  monarquia absoluta. 

LETRA DE CMBIO. Tipo de ttulo negocivel 
no mercado. Consiste numa ordem de pagamento 
em que uma pessoa (sacador ou emitente) 
ordena que uma segunda pessoa (sacado) pague 
determinada quantia a uma terceira (tomador 
ou beneficirio). Deve trazer, de forma explcita, 

o valor do pagamento, a data e o local para efetu-
lo. Acredita-se que a letra de cmbio teve 
origem na Itlia, ainda na Idade Mdia, como 
LETTRES DE FAIRE 

forma de evitar o transporte de grandes somas 
de dinheiro e, ao mesmo tempo, reduzir os problemas 
ocasionados pelas diferentes moedas cunhadas 
em cada cidade. A forma atual da letra 
de cmbio e seu funcionamento foram desenvolvidos 
na Alemanha, no sculo XIX, quando 
se definiram as regras de sua circulao. A partir 
de ento, as letras de cmbio passaram a ter 
valor prprio, tornando-se transmissveis e com 
garantia legal. Na prtica, a letra de cmbio  
uma forma de crdito: em pagamento a determinada 
compra, o sacador emite a letra de cmbio, 
que ser resgatada no dia de seu vencimento. 
O sacado, em geral uma instituio financeira, 
deve dar o aceite, ou seja, tornar-se o devedor 
direto da quantia estabelecida na letra de cmbio. 
O sacador, no entanto,  o responsvel pelo 
pagamento, mesmo que o sacado no o faa. 
Em funo da credibilidade do sacado, a letra 
de cmbio tem maior ou menor liquidez, ou seja, 

o beneficirio ter maior ou menor facilidade 
de vend-la a outra pessoa (se a letra de cmbio 
for nominal, basta um endosso), e assim por 
diante, sempre com certo desgio. 
LETRA DO TESOURO. Qualquer ttulo emitido 
pelo governo federal, com prazo fixo e que 
paga juros de mercado. As letras do Tesouro 
so usadas como instrumento de controle do dinheiro 
circulante e de financiamento a investimentos 
e obras pblicas. Recebem tambm o 
nome de ttulos de dvida pblica. Veja tambm 

Ttulo de Dvida Pblica. 

LETRA HIPOTECRIA. Ttulo de crdito emitido 
por bancos hipotecrios.  transmissvel por 
endosso e garante a seu portador preferncia 
sobre todos os imveis, capital e fundo de reserva 
do banco. 

LETRA IMOBILIRIA. Ttulo de crdito emitido 
por sociedades de crdito imobilirio. Pode 
ser emitida ao portador ou ser nominal (neste 
caso,  transfervel por endosso), rendendo juros. 
Estes ttulos no so emitidos com freqncia, 
e praticamente no tm liquidez. No passado, 
eram tambm emitidos pelo extinto Banco 
Nacional de Habitao, ocasio em que rendiam 
juros e correo monetria; os recursos levantados 
pela emisso destas letras destinavam-se exclusivamente 
 construo de casas populares. 
Veja tambm Banco Nacional de Habitao. 

LETRA MONETRIA. Veja Marca Monetria. 

LETTER OF INTENT. Veja Carta de Inteno. 

LETTRES DE FAIRE. Expresso em francs que 
designava, nas feiras medievais, os contratos 
que os vendedores assinavam para entrega futura 
dos produtos vendidos. Forma precursora 
dos atuais contratos de futuros praticados nas 



LEU 

Bolsas de Valores. Veja tambm Mercado a Futuro; 
Mercado a Termo. 

LEU. Unidade monetria da Romnia. Submltiplo: 
ban. 

LEV. Unidade monetria da Bulgria. Submltiplo: 
stotinri. 

LEVASSEUR, Pierre mile (1828-1911). Economista, 
estatstico e gegrafo francs. Considerado 
o fundador da moderna histria econmica 
na Frana, introduziu na histria os ensinamentos 
da economia e de outras cincias sociais. Descreveu 
sua rea de trabalho como "arte econmica", 
para diferenci-la da teoria pura, definindo 
esta como "cincia econmica". Escreveu 
para a Grande Encyclopdie trabalhos de geografia 
e histria do Brasil. Publicou: Recherches Historiques 
sur le Systme de Law (Pesquisas Histricas 
sobre o Sistema de Law), 1854; Histoires des Classes 
Ouvrires en France, depuis la Conqute de Jules 
Csar jusqu' la Revolution (Histria das Classes 
Operrias na Frana, desde a Conquista de Jlio 
Csar at a Revoluo), 1859; Histoires des Classes 
Ouvrires en France, depuis la Revolution jusqu' 
Nos Jours (Histria das Classes Operrias na 
Frana, desde a Revoluo at Nossos Dias), 
1867; Du Rle de l'Intelligence dans la Production 
(Sobre o Papel da Racionalizao na Produo), 
1867; Cours d'conomie Rurale, Industrielle et Commerciale 
(Curso de Economia Rural, Industrial e 
Comercial), 1869. 

LEVELLERS (Niveladores). Grupo de reforma-
dores radicais do perodo da Revoluo Puritana 
inglesa (1642-1651), formado por pequenos camponeses 
ameaados de expulso das propriedades 
rurais. Seu lder, John Lilburne, propunha 
a implantao do regime republicano, reformas 
econmicas e igualdade poltica e religiosa. Foram 
derrotados por Cromwell. 

LEVERAGE. Termo em ingls que significa "alavancagem", 
isto , a relao entre o capital prprio 
de uma empresa e o capital de terceiros e 
os efeitos desta estrutura de capital sobre a rentabilidade 
das aes da mesma. Este ndice  
importante na medida em que orienta as decises 
financeiras da empresa no sentido de determinar 
uma estrutura tima de capital que minimize 
os custos financeiros. O leverage pode ter 
tambm um significado econmico, quando se 
tomam como pontos de referncia o volume de 
vendas e sua variao sobre a magnitude dos 
lucros. 

LEVERAGED BUYOUT. Expresso em ingls 
que significa a conquista do controle acionrio 
de uma empresa utilizando recursos de emprstimos 
por um grupo de pessoas, entre as quais 
geralmente se encontra algum membro da ad


ministrao da empresa cujo controle acionrio 
 transferido. 

LEVIAT. Conceito desenvolvido por Thomas 
Hobbes na obra homnima, publicada em 1651. 
Hobbes considerava o homem um ser livre, mas, 
em virtude dessa liberdade, capaz de fazer o 
mal a seus semelhantes. Para que no exista esse 
risco de destruio mtua, Hobbes via no Estado 
(Leviat) a entidade capaz de controlar a sociedade 
e evitar os conflitos. O Estado, personificado 
na figura do rei, passa a ser o rbitro e 
controlador da sociedade. O Leviat  uma obra 
importante para justificar o absolutismo, e, do 
ponto de vista econmico, a forma poltica mais 
ajustada  prtica do mercantilismo. Veja tambm 
Mercantilismo. 

LEWIS, William Arthur (1915-1991). Economista 
ingls, especializado em modelos de desenvolvimento, 
com nfase no papel dos setores 
no-capitalistas e da agricultura. Recebeu o Prmio 
Nobel de Economia de 1979, juntamente 
com Theodore W. Schultz, por seus trabalhos 
sobre os problemas do desenvolvimento dos 
pases subdesenvolvidos. Em sua principal obra, 

Development with Unlimited Supplies of Labour 

(Desenvolvimento com Reservas Ilimitadas de 
Trabalho), 1954, Lewis elabora um modelo dualista 
de desenvolvimento, no qual o grande setor 
no-capitalista da economia, localizado no campo, 
fornece recursos para a expanso do setor 
urbano, capitalista, mediante abundantes reservas 
de mo-de-obra, deslocadas para o setor produtivo 
da economia. Entretanto, Lewis no leva 
em conta que o setor no-capitalista da economia 
 o responsvel pela produo de alimentos 
e que uma queda de produtividade nesse setor 
pode reverter as expectativas de um crescimento 
real da economia e dos salrios. Ampliando o 
alcance de seu modelo, Lewis tentou explicar a 
deteriorao dos termos de trocas entre os pases 
subdesenvolvidos e desenvolvidos. Sua anlise 
do comrcio internacional pretende mostrar que 
os custos de produo de matrias-primas e da 
indstria esto relacionados com a receita do 
setor agrcola, que por sua vez depende do nvel 
de produtividade na produo de alimentos. Seria 
este, em ltima instncia, o responsvel pela 
deteriorao do comrcio internacional. Nascido 
na ilha de Santa Lcia, no Caribe, Lewis foi durante 
vrios anos vice-reitor da Universidade de 
West Indies, professor na Universidade de Princeton 
e o primeiro presidente do Banco de Desenvolvimento 
do Caribe, alm de servir como 
consultor econmico aos governos de Gana, Jamaica 
e Guiana. Escreveu mais de dez livros e 
de cem artigos, destacando-se entre eles: Economic 
Problems of Today (Problemas Econmicos 
Atuais), 1940; The Principles of Economic Planning 
(Princpios do Planejamento Econmico), 1949; 



The Economics of Overhead Costs (A Economia dos 
Custos Fixos); The Theory of Economic Growth (A 
Teoria do Crescimento Econmico), 1955; Politics 
in West Africa (Poltica na frica Ocidental), 
1965; Reflection on The Economic Growth of Nigeria 
(Reflexes sobre o Crescimento Econmico da 
Nigria), 1967; The Evolution of the International 
Economic Order (A Evoluo da Ordem Econmica 
Internacional), 1978; e Aspects of Tropical 
Trade (Aspectos do Comrcio Tropical), 1969. 

LIBERAL, ESCOLA. Veja Escola Clssica. 

LIBERALISMO. Doutrina que serviu de substrato 
ideolgico s revolues antiabsolutistas 
que ocorreram na Europa (Inglaterra e Frana, 
basicamente) ao longo dos sculos XVII e XVIII, 
e  luta pela independncia dos Estados Unidos. 
Correspondendo aos anseios de poder da burguesia, 
que consolidava sua fora econmica 
ante uma aristocracia em decadncia, amparada 
no absolutismo monrquico, o liberalismo defendia: 
1) a mais ampla liberdade individual; 2) 
a democracia representativa com separao e independncia 
entre trs poderes (executivo, legislativo 
e judicirio); 3) o direito inalienvel  
propriedade; 4) a livre iniciativa e a concorrncia 
como princpios bsicos capazes de harmonizar 
os interesses individuais e coletivos e gerar o 
progresso social. Segundo o princpio do laissez-
faire, no h lugar para a ao econmica do 
Estado, que deve apenas garantir a livre-concorrncia 
entre as empresas e o direito  propriedade 
privada, quando esta for ameaada por 
convulses sociais. O pensamento econmico liberal 
constitui-se, a partir do sculo XVIII, no 
processo da Revoluo Industrial, com autores 
como Franois Quesnay, estruturando-se como 
doutrina definitiva nos trabalhos de John Stuart 
Mill, Adam Smith, David Ricardo, Thomas Malthus, 
J.B. Say e F. Bastiat. Eles consideravam que 
a economia, tal como a natureza fsica,  regida 
por leis universais e imutveis, cabendo ao indivduo 
apenas descobri-las para melhor atuar 
segundo os mecanismos dessa ordem natural. 
S assim poderia o homo economicus, livre do 
Estado e da presso de grupos sociais, realizar 
sua tendncia natural de alcanar o mximo de 
lucro com o mnimo de esforo. Os princpios 
do laissez-faire aplicados ao comrcio internacional 
levaram  poltica do livre-cambismo, que 
condenava as prticas mercantilistas, as barreiras 
alfandegrias e protecionistas. A defesa do 
livre-cambismo foi uma iniciativa fundamentalmente 
da Inglaterra, a nao mais industrializada 
da poca, ansiosa por colocar seus produtos 
em todos os mercados europeus e coloniais. 
Com o desenvolvimento da economia capitalista 
e a formao dos monoplios no final do sculo 
XIX, os princpios do liberalismo econmico foram 
cada vez mais entrando em contradio com 

LIBID 

a nova realidade econmica, baseada na concentrao 
da renda e da propriedade. Essa defasagem 
acentuou-se com as crises cclicas do 
capitalismo, sobretudo a partir da Primeira 
Guerra Mundial, quando o Estado se tornou um 
dos principais agentes orientadores das economias 
nacionais. Coube a J.M. Keynes redefinir 
os pressupostos da economia clssica, considerando 
a interveno do Estado na economia e 
os prprios monoplios uma evoluo racional 
e natural no desenvolvimento capitalista. O liberalismo 
econmico atual mantm-se mais no 
plano da retrica, pois, na prtica, h muito dirigismo 
econmico na sociedade capitalista moderna. 
Tambm as diretrizes dos mais importantes 
organismos econmico-financeiros internacionais, 
como o Fundo Monetrio Internacional 
(FMI) e o Acordo Geral de Tarifas e Comrcio 
(GATT), contradizem os princpios do liberalismo 
clssico. Veja tambm Dirigismo; Estatismo; 
Mercantilismo; Planejamento Econmico; 
Planificao. 

LIBERMAN, Yevsey Grigorievitch (1897-1975). 

Economista russo, crtico da centralizao econmica 
rgida da poca de Stlin. Na dcada de 
60, defendeu uma relativa autonomia para as 
empresas, com a possibilidade de reinvestirem 
parte do excedente por conta prpria e reorientarem 
sua produo em funo das necessidades 
e do desejo dos consumidores. A reforma sugerida 
por Liberman na economia sovitica foi autorizada 
a ttulo de experincia em 1964 em duas 
empresas, estendida depois a quatrocentas empresas 
da indstria leve e generalizada a partir 
de 1965. Constava de trs pontos essenciais: liberdade 
para as empresas ultrapassarem o plano 
oficial de planejamento, com a condio de assegurar 
a liquidao dos seus estoques; direito 
de entrarem em comunicao direta com outras 
empresas; princpio de "direo nica", proporcionando 
certa autonomia na gesto dos recursos 
e salrios. Os resultados econmicos dessas 
empresas passaram a ser medidos pelo lucro 
real, calculado segundo a contabilidade habitual 
do capital investido, e no apenas pela estrita 
execuo do planejamento oficial. A experincia 
das idias de Liberman mostrou a importncia 
da eficincia ante as consideraes puramente 
ideolgicas e refletiu as pesquisas recentes sobre 
a reabilitao do clculo econmico e da taxa 
de rentabilidade das empresas, definida como 
uma relao entre o lucro lquido e o montante 
de investimento. Entre os trabalhos publicados 
por Liberman, destaca-se Os Mtodos Econmicos 
da Elevao da Eficincia das Empresas Socialistas, 
1967. 

LIBID. Iniciais da expresso inglesa London interbank 
bid rate, isto , taxa de juros sob a qual 
os maiores bancos do mercado interbancrio 



LIBOR 

londrino esto dispostos a emprestar recursos 
entre si,  diferena da taxa de concesso de 
emprstimo (libor), estabelecida pelos bancos desejosos 
de emprestar excedentes de depsitos 
em eurodlares. A libid  mais baixa do que a 
libor. 

LIBOR. Iniciais de London interbank offer rate, que 
significa a taxa de juros cobrada pelos bancos 
londrinos e, juntamente com a prime rate - taxa 
cobrada pelos bancos norte-americanos a seus 
clientes preferenciais -, serve de base para a 
maior parte dos emprstimos internacionais. Em 
termos mais especficos, a libor  a taxa de juros 
cobrada pelos emprstimos em moedas, prazos 
e magnitudes determinadas no mercado de euromoedas. 
A libor constitui uma base para a determinao 
das taxas de juros cobradas pelos 
bancos em seus emprstimos de mdio prazo, 
que geralmente no ultrapassam os dois anos. 
A libor flutua de acordo com a situao financeira 
internacional; no incio dos anos 80, situou-
se em patamares muito elevados, quase alcanando 
os 17% anuais (como taxa de juros nominal, 
isto , incluindo a inflao); na primeira 
metade dos anos 90, tem oscilado entre 4 e 7% 
ao ano. Veja tambm Adibor; Hkibor; JLTPR; 
Luxibor; Mercado de Euromoedas; Prime Rate; 
Sibor. 

LIBRA. O sistema monetrio durante o reinado 
de Carlos Magno (747-814) rompe com o sistema 
romano (baseado no ouro) ao adotar o monometalismo 
de prata. Suas unidades de conta so 
a libra e o soldo, e, como unidade real, o denrio. 
As equivalncias entre elas eram as seguintes: 
1 libra = 20 soldos = 240 denrios, sendo 1 soldo 
= 12 denrios. O governo de Carlos Magno se 
encarregou de garantir com grande cuidado a 
manuteno do peso e do toque da prata, alm 
de reservar-se o direito exclusivo de cunhar a 
libra, estabelecendo as mais pesadas sanes 
queles que ousassem falsificar ou que se negassem 
a aceitar o denrio como meio de pagamento. 
O soldo era tambm chamado soldo carolngio. 
Atualmente, a libra  unidade monetria 
de vrios pases, especialmente da Gr-Bretanha, 
onde  denominada libra esterlina. Equivalia 
a 20 xelins ou 240 pence. Depois da adoo 
pela Inglaterra da cunhagem decimal, a partir 
de 1971, a libra esterlina passou a ser dividida 
em 100 novos pence, os quais equivalem a 2,4 
dos antigos, deixando-se de cunhar os xelins. 
Como unidade de peso, a libra  equivalente a 
453,59 g. No Brasil, antes da adoo do Sistema 
Mtrico Decimal, a Casa da Moeda utilizava a 
libra-peso de 16 onas ou 447,104 g como unidade 
de medida de peso. Veja tambm Converso 
das Unidades de Pesos e Medidas; Cunhagem; 
Sistemas de Pesos e Medidas; Unidades 
de Pesos e Medidas. 

LIBRA DE NAVIO. Unidade de peso utilizada 
na Inglaterra e correspondente a um peso que 
varia entre 300 e 400 libras comuns, ou 136 e 
181 kg. 

LICITAO. Procedimento administrativo cujo 
objetivo  verificar, entre vrios concorrentes, 
quem oferece condies mais vantajosas para 
contratao de obras, servios, compras e alienaes 
da administrao pblica. Os princpios 
que regem a licitao, independentemente do 
princpio da moralidade, so o da publicidade 
e o da igualdade de tratamento entre os concorrentes. 


LIDERANA DE PREO. Situao de mercado 
que ocorre, em geral num oligoplio, quando 
uma das firmas que atuam no mercado impe 
seu preo, sendo seguida pelas demais. Essa liderana 
pode resultar da maior dimenso da 
empresa ou por seus custos de produo serem 
mais baixos. Pode ocorrer, entretanto, que a liderana 
de preo seja exercida justamente pela 
empresa que tem os maiores custos, o que ir 
requerer alguma forma de acordo entre as empresas 
para o domnio do mercado. 

LIFE CYCLE HYPOTHESIS. Teoria sobre as 
decises de poupar, considerando que as pessoas 
poupam no presente para manter um nvel 
estvel de consumo no futuro. 

LIFO. Iniciais da expresso em ingls last in, first 
out, que significa "ltimo a entrar, primeiro a 
sair", cuja sigla em portugus  UEPS. Este sistema 
 utilizado no controle de estoques, valorizao 
contbil dos mesmos e em alguns casos 
de formao de filas. Veja tambm Fifo. 

LIFT A LEG. Expresso em ingls que significa, 
literalmente, "levantar uma perna", e que, aplicada 
ao mercado de futuros monetrio, financeiro, 
cambial e de commodities, significa fechar 
um lado de um hedge long-short, antes de liquidar 
o outro. Veja tambm Straddle the Market. 

LIGA RABE. Organizao criada em maro 
de 1945 para promover a cooperao econmica, 
cultural e poltica entre os pases rabes. Teve 
papel de destaque durante a crise de Suez (1956), 
esteve  frente dos pases-membros por ocasio 
do boicote do petrleo aos pases ocidentais aliados 
de Israel (1972), enviou uma fora de paz 
ao Lbano (1976) e condenou os Acordos de 
Camp David, assinados em 1978 entre o Egito 
e Israel. Originariamente, abrangia Egito, Iraque, 
Lbano, Arbia Saudita, Sria, Transjordnia (a 
partir de 1949, Jordnia); mais tarde, ingressaram 
Tunsia, Marrocos, Kuweit, Mauritnia, Imen 
do Norte, Imen do Sul, Arglia, Sudo, 
Om, Qatar, Somlia, Unio dos Emirados ra




bes e a Organizao para a Libertao da Palestina 
(OLP). 

LIGA HANSETICA. A mais poderosa confederao 
de cidades e mercadores da Idade Mdia 
europia, organizada com o objetivo de preservar 
os interesses dos comerciantes alemes 
ao longo da costa do mar Bltico e outras regies 
da Europa. Desenvolveu-se a partir de 1157 e 
em seu apogeu - sculos XIV e XV -, chegou 
a aglutinar cerca de mil cidades sob a liderana 
de Lbeck, estendendo sua influncia comercial 
e poltica de Novgorod (Rssia) at Londres. 
Controlava a venda de pescado e sal do Bltico, 
peles russas, vinhos franceses, l inglesa e produtos 
de Portugal e Espanha. Para pertencer  
liga, o comerciante tinha de ser alemo, pagar 
as taxas para o fundo de defesa comum e acatar 
as decises do grupo contra os inimigos. Essas 
normas eram traadas de trs em trs anos num 
congresso realizado em Lbeck. Muitas vezes 
as rotas e entrepostos comerciais eram garantidos 
pela fora armada contra os concorrentes 
(os principais eram os flamengos e os escandinavos) 
e tambm contra os senhores feudais. A 
associao perdurou at 1669, enfraquecendo-se 
na medida em que se processava a formao 
dos Estados Nacionais. 

LIGHT COIN. Expresso em ingls que significa, 
literalmente, "moeda leve", isto , moeda 
que, devido  abraso, tem o seu peso em metal 
inferior ao estabelecido por lei. No caso das moedas 
de ouro, se a reduo do peso fosse maior 
do que o limite de tolerncia (tambm determinado 
em lei), o seu valor legal seria reduzido 
na proporo dessa perda. No caso da moeda 
divisionria de prata, cobre e nquel, o princpio 
no se aplica, uma vez que estas moedas (a no 
ser em casos excepcionais de hiperinflao) valem 
bem mais como moeda do que como metal, 
do qual elas so feitas. Veja tambm Abraso. 

LILANGENI. Unidade monetria da Suazilndia. 
Submltiplo: cent. 

LIMEAN. Iniciais da expresso inglesa London 
interbank median average rate, que  a mdia das 
medianas da libid e da libor no mercado monetrio 
europeu. 

LIMIT DOWN. A mxima queda de preos permitida 
pelo regulamento em sesses de uma Bolsa 
de Valores. Seu oposto, a elevao mxima 
permitida,  denominado limit up. 

LIMITES. Valores mximo e mnimo de um ttulo 
ou ao, estabelecidos diariamente pelas 
Bolsas de Valores, fora dos quais nenhuma operao 
pode ser efetuada. Tm a finalidade de 
manter certo equilbrio no mercado e evitar especulao 
desenfreada. Negcios sem limites de 

LINHA DE MONTAGEM 

preo podem ser realizados no dia de lanamento 
de uma ao ou em condies especiais, sempre 
a critrio da direo da Bolsa. 

LIMITES DE TOLERNCIA NO-PARAM-
TRICOS. So os determinados por processo que 
dispensa o conhecimento da distribuio da populao 
de que provm a amostra sobre a qual 
se baseia aquela determinao. 

LIMIT UP. Veja Limit Down. 

LINDER. Veja Tese de Linder. 

LINGOTE. Forma em que so produzidos e estocados 
os metais preciosos, especialmente o 
ouro e a prata, tambm denominada barra de 
ouro e prata ou pela palavra em ingls bullion. 
A Casa da Moeda do Brasil produz lingotes de 
ouro nas seguintes dimenses: barra de 250 g 

- forma trapezoidal com 64 mm por 31 mm 
de base, altura de 7 mm e topo com 67 mm por 
33 mm; barra de 1 kg - base de 99 mm por 44 
mm, altura de 12 mm e topo de 104 mm por 
49 mm; barra de 100 onas (ona-troy = 31,103 
g), base de 99 mm por 44 mm, altura de 31 mm 
e topo de 111 mm por 56 mm; e barra de 400 
onas - base 198 mm por 79 mm, altura de 37 
mm e topo de 210 mm por 95 mm. Na atividade 
tipogrfica,  uma pea de chumbo (antimnio) 
usada para deixar espaos em branco numa 
composio. 
LINHA DA POBREZA. Nvel de renda que define 
a populao pobre de um pas. Geralmente, 
se considera um determinado nvel de consumo 
de bens essenciais e quanto esse conjunto representa 
em termos monetrios. Aqueles que recebem 
menos do que tal montante em dinheiro 
estariam abaixo da linha da pobreza. Em muitos 
casos, esses nmeros aparecem em porcentagens, 
isto , que porcentagem da populao encontra-
se abaixo dessa linha. 

LINHA DE MONTAGEM. Sistema de produo 
industrial no qual os trabalhadores so dispostos 
numa seqncia, de modo que o produto 
vai sendo elaborado ao passar por eles, por meio 
de operaes sucessivas. A linha de montagem 
pode ser instalada sobre um sistema de esteiras 
rolantes, no qual as operaes efetuadas pelos 
trabalhadores tm um tempo preciso para ser 
realizadas, ou sobre uma grande mesa imvel, 
em que cada trabalhador, sucessivamente, executa 
uma etapa da produo de um produto.  
uma forma de organizao do trabalho bem parcelada 
e especializada, com o objetivo de aumentar 
a produtividade industrial. O sistema de 
linha de montagem est historicamente ligado 
 indstria automobilstica, onde foi introduzido 
por Henry Ford. Veja tambm Consrcio Modular; 
Ford, Henry. 



LINHA HORRIA INTERNACIONAL 

LINHA HORRIA INTERNACIONAL. Linha 
que corresponde mais ou menos ao meridiano 
180 do lado oposto do de Greenwich, no qual 

o dia comea para a determinao da data. Assim, 
por exemplo, quando a segunda-feira tem 
incio nesta linha, ainda  domingo em qualquer 
outro lugar do mundo. Nos ltimos tempos, 
com a integrao do mercado financeiro internacional, 
essa demarcao ganhou grande importncia, 
pois os pases que se encontram a leste 
da linha ainda esto na data anterior, e os 
que se encontram a oeste j esto na data seguinte. 
Dessa forma, as operaes na Bolsa de 
Valores de Tquio, por exemplo, podem ter incio 
na segunda-feira pela manh, quando a Bolsa 
de Nova York ainda no comeou a operar, porque 
l ainda  domingo. Este meridiano liga os 
plos mais ou menos na altura da metade do 
oceano Pacfico. Veja tambm Greenwich. 
LINHA INTERNACIONAL DA DATA. Veja 
Linha Horria Internacional. 

LIPSEY EQUATION. Veja Equao de Lipsey. 

LIQUIDAO. Em termos amplos,  a converso 
de estoques ou ativos de uma empresa emdinheiro.  comum uma empresa com problemas 
de liquidez (falta de dinheiro em caixa) promover 
uma liquidao parcial - isso consiste, geralmente, 
em vender estoques ou vender parte 
do ativo, tanto para comprar matria-prima 
como para poder pagar dvidas. Em alguns casos, 
 feita a liquidao total da empresa, com 
conseqente fechamento da firma. Essa liquidao 
pode ser amigvel ou voluntria, quando  
da iniciativa dos prprios interessados; ou forada, 
quando feita sob mandado judicial. Neste 
ltimo caso, no  necessrio ser uma falncia; 
alguns casos expressos em lei obrigam ao fechamento 
da firma e, portanto,  liquidao de seu 
ativo - isso ocorre, por exemplo, com a sociedade 
annima que passe a ter menos de sete 
scios. A liquidao precipitada, caracterizada pela 
venda de estoques e ativos a preos muito baixos, 
sem motivos plausveis, pode trazer prejuzos 
aos credores (levando  insolvncia da empresa). 
Essa  uma das situaes previstas em 
lei que permitem o pedido de falncia contra o 
comerciante. 

LIQUIDEZ. Disponibilidade em moeda corrente, 
meios de pagamento, ou posse de ttulos, ou 
valores conversveis rapidamente em dinheiro. 
Dependendo do tipo de aplicao financeira, a 
liquidez pode ser maior ou menor, sendo inversamente 
proporcional aos prazos em que as aplicaes 
financeiras forem feitas: por exemplo, 
aplicaes de longo prazo tm menor liquidez 
do que aplicaes de curto prazo. A liquidez 
absoluta, no entanto, s  possuda pelo papel-

moeda e a moeda metlica numa economia. Entre 
ttulos ou aplicaes com o mesmo prazo de 
vencimento, tero maior liquidez aqueles ttulos 
que possam ser vendidos mais facilmente no 
mercado, como acontece, no mercado acionrio, 
com as aes consideradas blue chips. Para uma 
empresa, a liquidez  representada pelo disponvel 
(dinheiro em caixa mais ttulos de mercado) 
e pelo realizvel a curto prazo (mercadorias 
vendidas a prazos inferiores a seis meses, duplicatas 
e promissrias). Veja tambm Blue Chip; 
Liquidez Internacional; Preferncia pela Liquidez; 
Quase-Moeda. 

LIQUIDEZ INTERNACIONAL. Capacidade 
que um pas tem de pagar seus dbitos nos prazos 
estabelecidos em nvel internacional. Como 
os outros pases dependem desses pagamentos 
para tambm realizarem os seus, o fato de um 
pas protelar ou deixar de pagar seus dbitos 
afeta a liquidez internacional ou a capacidade 
de os pases credores realizar pagamentos. Por 
isso, nos momentos em que um pas apresenta 
falta de liquidez, ele pode solicitar emprstimos 
ao Fundo Monetrio Internacional (FMI), de forma 
a poder cumprir seus compromissos e no 
romper o fluxo de transaes internacionais ou 
ainda reduzir de forma indesejvel a liquidez 
internacional. Veja tambm FMI; Default; Dvida 
Externa; Reservas. 

LIQUIDITY TRAP (Armadilha da Liquidez). 

Processo identificado por Keynes e que consiste 
no seguinte: uma situao na qual o aumento 
da oferta de dinheiro no tem por conseqncia 
uma queda das taxas de juros, mas simplesmente 
provoca um incremento nos saldos monetrios 
ociosos. A explicao do fenmeno  que, 
em condies normais, um aumento na oferta 
monetria resultaria num aumento do preo dos 
ttulos, na medida em que os indivduos procurariam 
adquirir ativos e no permanecer com 
moeda, e isto provocaria uma tendncia para 
queda na taxa de juros. Mas, na situao descrita 
por Keynes, os indivduos acreditam que o preo 
dos ttulos esto muito elevados, e certamente 
diminuiro, assim como as taxas de juros se encontram 
em nveis muito baixos, e certamente 
aumentaro no futuro imediato. Assim sendo, 
acreditam que a aquisio de ttulos acarretar 
uma perda, e por isso mantm o dinheiro na 
forma lquida. Em conseqncia, a expanso da 
oferta monetria apenas provoca o incremento 
dos saldos monetrios ociosos, no afetando o 
nvel da taxa de juros. 

LIRA. Unidade monetria da Itlia (lira italiana; 
submltiplo: centesimi), de San Marino (lira italiana; 
submltiplo: centesimi), do Vaticano (lira 
italiana; submltiplo: centesimi), de Chipre (setor 



turco, lira turca; submltiplo: kurush) e da Turquia 
(lira turca; submltiplo: kurush). 

LISBOR. Iniciais da expresso em ingls Lisbon 
interbank offered rate ou taxa de juros interbancria 
do mercado financeiro de Lisboa (Portugal). 
Veja tambm Libor. 

LISENTE. Veja Loti. 

LIS PENDENS. Expresso latina que denota a 
existncia de alguma pendncia legal (ou litgio) 
sobre algum ttulo de propriedade. Em funo 
do resguardo de direitos, sua existncia deve 
ser tornada pblica. 

LIST, Friedrich (1789-1846). Economista e poltico 
alemo, terico do nacionalismo econmico 
e do protecionismo. Professor em Tbingen, List 
liderou em 1819 uma associao de comerciantes 
e industriais alemes (o Zollverein), que lutava 
pela unificao econmica do pas, com a eliminao 
das barreiras alfandegrias entre seus 
Estados independentes e a criao de taxas para 
os produtos estrangeiros. Por sua atividade poltica, 
List foi condenado em 1820 e exilou-se 
em vrios pases europeus e nos Estados Unidos 
(1825). De volta  Alemanha em 1832, continuou 
a lutar pela unio alfandegria, concretizada 
dois anos depois. Em 1841, List publicou sua 
obra mais importante, Das nationale System derpolitischen konomie (O Sistema Nacional de Economia 
Poltica), na qual exps uma teoria protecionista 
em favor da nascente indstria alem, 
defendeu a industrializao como meio de superar 
o atraso econmico e atacou a doutrina 
inglesa do livre-comrcio, por basear-se na desigualdade 
do desenvolvimento entre os pases 
e mascarar o imperialismo ingls. Defendeu a 
ativa interveno do Estado no desenvolvimento 
das foras produtivas nacionais. List classifica 

o desenvolvimento dos pases em cinco estados: 
selvagem, pastoril, agrcola, agrcola-manufatureiro 
e agrcola-manufatureiro-comercial. O Estado 
deveria realizar o equilbrio entre a agricultura, 
a indstria e o comrcio. Seu protecionismo 
era parcial, por fundamentar-se na indstria 
e excluir a agricultura, e provisrio, aplicando-
se somente s indstrias nascentes, e s 
at o ponto em que elas estivessem suficientemente 
fortes para competir com as do exterior. 
Durante seu exlio nos Estados Unidos, List escreveu 
Outlines of American Political Economy (Esboo 
de uma Economia Poltica Norte-americana), 
1827. 
LISTA NEGRA. Lista contendo nomes de trabalhadores, 
geralmente com capacidade de agitao 
e organizao sindicais (ou de greves), que 
os empresrios elaboram e distribuem entre si, 
para que tais trabalhadores demitidos de uma 
empresa no sejam admitidos em outra. 

LIVRE-EMPRESA 

LIVING TRUST. Veja Trust. 

LIVRE-CMBIO. Regime no qual a taxa de 
cmbio - ou preo da moeda de um pas em 
relao a outra moeda - fica livre para flutuar 
segundo as variaes em sua procura e oferta 
mundiais, no sendo fixa em termos de um metal 
precioso como o ouro nem mantida estvel 
por iniciativa governamental. Nesse regime, se 
a oferta de uma moeda excede sua procura, seu 
valor de troca tende a cair, estimulando a procura 
e diminuindo o excesso da oferta. Tais flutuaes, 
tidas como nocivas ao comrcio exterior, 
so evitadas por mtodos artificiais estabelecidos 
pela maioria dos pases (por meio de 
rgos como o FMI, por exemplo), para garantir 
a estabilidade da taxa cambial. 

LIVRE-COMRCIO. Doutrina econmica segundo 
a qual o fluxo de mercadorias e servios 
entre os pases no deve ser submetido a tarifas, 
a restries quantitativas, ou a quaisquer outros 
impedimentos criados ou encorajados por interveno 
governamental direta. Baseia-se na tese 
segundo a qual o uso pleno dos recursos econmicos 
mundiais e a conseqente melhoria dos 
padres de vida seriam inversamente proporcionais 
s obstrues ao comrcio entre pases. 
Deriva da teoria clssica do comrcio internacional, 
que em fins do sculo XVIII reagiu contra 

o protecionismo da doutrina mercantilista, reforando 
um novo liberalismo econmico ligado 
 doutrina do laissez-faire. O livre-comrcio prevaleceu 
na Inglaterra por quase um sculo, enquanto 
o pas dominava o comrcio internacional. 
Aps a Primeira Guerra Mundial, o nacionalismo 
econmico atingiu seu apogeu e o livre-
comrcio foi substitudo pelo protecionismo. 
Depois da Segunda Guerra Mundial, no entanto, 
desenvolveram-se internacionalmente o combate 
ao protecionismo e a busca de reduo das 
barreiras comerciais, sobretudo em relao aos 
bens manufaturados. Veja tambm Laissez-faire; 
Mercantilismo; Protecionismo. 
LIVRE-CONCORRNCIA. Veja Concorrncia. 

LIVRE-EMPRESA. Doutrina econmica baseada 
nos princpios da propriedade e da iniciativa 
privadas. No regime de livre empresa, tpico do 
capitalismo, o indivduo  considerado absolutamente 
livre para exercer qualquer atividade 
econmica e dispor dos meios de produo da 
forma que lhe for mais eficiente para atingir o 
lucro. Para alcanar esse objetivo, as empresas 
so soberanas para contratar, produzir e determinar 
o preo que lhes parecer mais conveniente. 
Idealmente, a livre concorrncia e o livre jogo 
das foras de mercado (oferta e procura) seriam 
os elementos controladores dessa liberdade econmica. 
A doutrina da livre empresa est ali




LIVRE-INICIATIVA 

cerada nos princpios do liberalismo econmico 
ou laissez-faire, que afasta qualquer participao 
do Estado nos mecanismos da produo e da 
comercializao. A esse caberia apenas zelar 
pela segurana pblica e garantir o direito  propriedade. 
Veja tambm Capitalismo; Dirigismo; 
Intervencionismo; Laissez-faire; Liberalismo. 

LIVRE-INICIATIVA. Princpio do liberalismo 
econmico que defende a total liberdade do indivduo 
para escolher e orientar sua ao econmica, 
independentemente da ao de grupos 
sociais ou do Estado. A liberdade para as iniciativas 
econmicas, nesse sentido, implica a total 
garantia da propriedade privada, o direito 
de o empresrio investir seu capital no ramo 
que considerar mais favorvel e fabricar e distribuir 
os bens produzidos em sua empresa da 
forma que achar mais conveniente  realizao 
dos lucros. Os limites da livre-iniciativa, de acordo 
com a economia clssica, estariam determinados 
no prprio sistema de concorrncia entre 
empresrios particulares, cabendo ao Estado 
apenas garantir a manuteno dos mecanismos 
naturais da economia de mercado. Nas condies 
atuais do desenvolvimento capitalista, a necessidade 
de defender o sistema dos efeitos das 
crises cclicas levou o Estado a impor limites  
livre-iniciativa, seja atuando diretamente no 
processo produtivo, seja agindo como elemento 
orientador de investimentos e controlador de desajustes 
sociais.Veja tambm Dirigismo. 

LIVRO-CAIXA. Livro de escriturao contbil 
de uma empresa, no qual so registradas as entradas 
e sadas de dinheiro. Em geral, possui 
duas colunas: a da direita, relativa s importncias 
pagas; e a da esquerda, relativa s importncias 
recebidas. Nas empresas que fazem pagamentos 
e recebimentos por meio de bancos, 

o livro-caixa pode receber mais duas colunas referentes 
a essas importncias. Os saldos dirios 
do livro-caixa mostram, a qualquer tempo, a 
quantidade de dinheiro em poder da empresa, 
e devem ser transportados para outro livro, o 
dirio, sob o ttulo Caixa - Deve ou Haver. 
LIVRO DA CAPA VERDE. Veja Demarcao 
Diamantina. 

LLOYD. Veja Aturia. 

LMT DEBT. Iniciais da expresso em ingls long 
and medium term debt, que significa "dvida de 
mdio e longo prazos". 

LOAD UP. Expresso em ingls que designa 
uma situao no mercado financeiro na qual um 
operador (especulador) comprou ttulos ou aes 
no limite de sua capacidade financeira com 
fins especulativos, ou que tal operador est lo


tado com ttulos indesejveis, ou de baixa liquidez 
no mercado. 

LOBBY. Termo em ingls que significa, literalmente, 
"vestbulo" ou "ante-sala", mas que se 
refere a pessoa ou grupo organizado para procurar 
influenciar procedimentos e atos dos poderes 
pblicos como o Executivo, o Legislativo 
e o Judicirio. Esta atividade desenvolveu-se 
particularmente no Legislativo dos Estados Unidos, 
onde foi regulamentada em 1946. Empresas, 
grupos econmicos, sindicatos e associaes de 
classe mantm escritrios (ou contratam escritrios 
especializados) devidamente registrados 
em Washington, que acompanham atentamente 
as atividades do Legislativo e se relacionam diretamente 
com os deputados e/ou senadores 
que tm mais influncia nas comisses para o 
encaminhamento e a aprovao de leis. Tais escritrios 
preparam argumentos, organizam campanhas 
e fazem diversos tipos de movimentao 
para tentar impedir a aprovao de leis desfavorveis 
aos grupos ou empresas que representam, 
ou acelerar a tramitao e obter a aprovao 
daquelas leis que interessam a tais grupos. 
No Brasil, embora no exista legislao especfica 
regulamentando a atividade, esses grupos 
e escritrios de "lobistas" proliferam, especialmente 
em Braslia, exercendo em alguns casos 
grande influncia sobre a aprovao ou rejeio 
de projetos de lei pelo Congresso Nacional. 

LOBISMO. Atividade desenvolvida pelos lobbies. 
Veja Lobby. 

LOBISTA. Veja Lobby. 

LOC. Iniciais de letter of credit, que significa "carta 
de crdito".Veja tambm Carta de Crdito. 

LOCALIZAO INDUSTRIAL. O estudo das 
influncias que determinam a distribuio geogrfica 
de empresas levou  elaborao de uma 
"teoria da localizao", que busca facilitar a tomada 
de decises dos empresrios nesse sentido. 
Essa especialidade originou-se dos estudos 
de Von Thnen, que desenvolveu modelos de 
localizao em condies de competio perfeita, 
visando  maximizao de lucros. Como resultado 
desses modelos, a deciso para escolha 
de local de instalao da indstria era tomada 
em funo da natureza do produto e dos custos 
de transporte at o mercado consumidor. O modelo 
mais simples supe que os custos de produo, 
em qualquer localidade, sejam os mesmos. 
Ento, o problema resumir-se-ia em escolher 
uma regio onde os custos de distribuio 
sejam os mais baixos possvel. Na realidade, os 
fatores no so to controlveis e variam desde 

o custo do terreno at simpatias pessoais. Para 
produzir, uma empresa necessita fundamentalmente 
de mo-de-obra, combustveis, matrias


primas e mquinas. Ao mesmo tempo, deve ter 
acesso relativamente fcil a seu mercado consumidor. 
Essas condies devem equilibrar-se de 
forma a diminuir ao mximo o custo da unidade 
produzida. Em alguns tipos de indstria, um 
dos fatores citados  o mais importante. As mineraes, 
por exemplo, devem situar-se nos locais 
onde esto as jazidas. As siderrgicas, devido 
ao alto custo do transporte do carvo, tambm 
costumam procurar localizaes no muito 
distantes das jazidas (isso explica por que as 
primeiras fbricas do mundo concentraram-se 
junto s minas). E, no passado, algumas fbricas 
situavam-se perto de quedas-d'gua para aproveitamento 
da energia hidrulica. Atualmente, 
com a distribuio de energia eltrica atravs 
de grandes distncias, no h mais necessidade 
de a indstria ficar to restrita  proximidade 
da fonte energtica. Quando o custo de transporte 
da matria-prima no  fundamental, os 
custos de distribuio do produto podem passar 
a ser decisrios. Indstrias de bens de consumo 
durveis (geladeira, televisores, foges), por 
exemplo, tendem a procurar locais prximos a 
grandes centros urbanos, onde se concentra seu 
mercado consumidor. Tambm a interveno 
governamental pode alterar os fatores decisrios. 
Assim, procurando desenvolver determinadas 
regies, os governos podem doar terrenos, 
conceder isenes de impostos ou subvencionar 
os custos de servios bsicos (como gua 
e energia eltrica). Veja tambm Incentivos Fiscais; 
Zona Franca; Thnen, Johann Heinrich von. 

LOCKE, John (1632-1704). Filsofo e economista 
ingls, terico do empirismo e do liberalismo. 
Em Two Treatises on Government (Dois Tratados 
sobre o Governo), 1690, prope uma monarquia 
constitucional, liberal e representativa, defendendo 
a tese de que os homens so iguais e 
livres por natureza e formam a sociedade por 
livre consentimento (o contrato social) e com 
base em direitos naturais, como a integridade 
pessoal e a propriedade. Entende a finalidade 
da vida social como a de produzir a maior quantidade 
possvel de coisas teis, no importando 
como sejam distribudas. Essas idias exerceram 
profunda influncia nos tericos clssicos do liberalismo 
econmico ingls (Adam Smith, Malthus, 
Ricardo). Locke opunha-se  limitao dos 
juros. Era ainda influenciado pelas idias mercantilistas. 
J considerava o trabalho, e no a 
terra, a fonte principal do valor dos bens. Em 

Some Considerations on the Consequences of the Lowering 
of Interest and Raising the Value of Money 

(Algumas Consideraes sobre as Conseqncias 
da Baixa dos Juros e da Elevao do Valor 
da Moeda), 1692, o autor analisa a formao dos 
preos em funo da oferta e da procura, ado-

LOMBARD STREET 

tando a teoria quantitativa da moeda, que relaciona 
o nvel dos preos  quantidade de moeda 
em circulao. 

LOCK-IN EFFECT. Veja Efeito Lock-In. 

LOCKOUT. Paralisao das empresas pelos 
prprios empregadores. Seus objetivos podem 
ser: 1) frustrar a realizao de uma greve; 2) induzir 
os grevistas de outras empresas a voltarem 
ao trabalho para no prejudicar os companheiros 
das empresas fechadas pelos patres; 3) protestar 
contra medidas governamentais; 4) forar 
elevao de preos e/ou tarifas de bens ou servios. 


LOGARITMO NATURAL. Logaritmo de um 
nmero  a potncia  qual a base do logaritmo 
deve ser elevada para ser igual quele nmero. 
Por exemplo, se a base de um logaritmo  w, 
ento, Log w b = 1, de tal forma que b = w1. 
A base dos logaritmos mais comumente usada 
 a 10, dos chamados logaritmos comuns, e o 
nmero e = 2,718, tambm chamado logaritmo 
neperiano ou logaritmo natural, e representado 
pelas letras Ln. 

LOGSTICA, Curva. Uma funo da forma Y 
= A/(1 + e elevado a (a+bX)), onde X e Y so 
variveis, A, a, b so constantes e e  a base dos 
logaritmos naturais (neperianos). O grfico desta 
funo tem a forma de um S e esta frmula 
s vezes  utilizada para representar o valor de 
uma varivel econmica no tempo, ou de uma 
varivel demogrfica (especialmente do crescimento 
de uma populao). Veja tambm Curva 
de Crescimento. 

LIDE BRASILEIRO. Maior empresa da Marinha 
Mercante brasileira, criada em 1890. Estatal 
 poca de sua fundao, foi transformada 
em sociedade de economia mista em 1967, sob 
controle acionrio do governo. Possui linhas regulares 
para todos os continentes. Tem escritrios 
em Nova York, Tquio, Hamburgo, Gnova 
e Buenos Aires. 

LOMBARD RATE. Veja Lombarda, Taxa. 

LOMBARDA, Taxa. Taxa de juros instituda pelos 
bancos na Alemanha sobre emprstimos colateralizados 
(garantidos) por securities. O termo 
 usado oficialmente pelo Bundesbank (Banco 
Central da Alemanha), que fixa a taxa lombarda 
em 0,05% acima de sua taxa de desconto. Informalmente, 
 usada por bancos europeus quando 
se refere a emprstimos garantidos por securities. 

LOMBARD STREET. Rua na city londrina 
onde esto sediados os principais bancos do 



LOM 

pas. O correspondente ingls da Wall Street de 
Nova York. Veja tambm Lombarda, Taxa. 

LOM. Veja Conveno de Lom. 

LOMI. Iniciais da expresso em ingls letter of 
moral intent, que significa um documento obtido 
por uma empresa sem as suficientes garantias 
legais, geralmente dado pela matriz em relao 
a uma filial. 

LONG. Termo utilizado no mercado financeiro 
para designar operador com aes ou ttulos que 
possui uma quantidade maior desses papis do 
que deve entregar a compradores num momento 
dado. Essa situao se aplica geralmente aos 
operadores do tipo bull, ao contrrio dos bears, 
cuja posio  exatamente a contrria, ou seja, 
a posio por eles mantida  em geral (vendida) 
short. Veja tambm Bull; Bear; Long Account; 
Shorts. 

LONG ACCOUNT. Expresso em ingls que, 
aplicada ao mercado financeiro, significa que 
um ttulo ou o conjunto de ttulos adquiridos 
no mercado so mantidos na expectativa de uma 
elevao de suas cotaes. 

LONGA MANUS. Expresso em latim que significa, 
literalmente, "longa mo", mas que, aplicada 
no campo administrativo, designa o prolongamento 
do poder pblico. Neste sentido, 
uma autarquia  uma longa manus ou prolongamento 
do poder pblico. 

LONG PULL. Expresso em ingls utilizada no 
mercado financeiro quando a compra de um ttulo 
 feita na expectativa de mant-lo durante 
um longo perodo de tempo antes que os lucros 
da operao possam ser realizados. 

LONGFIELD, Samuel Mountifort (1802-1884). 

Economista e jurista irlands. Primeiro professor 
da cadeira de economia poltica do Trinity College, 
em Dublin (Irlanda), foi precursor da teoria 
da utilidade marginal. Sua principal obra, Lectures 
on Political Economy (Conferncias sobre 
Economia Poltica), 1834, em geral seguiu as 
doutrinas fundamentais da economia clssica, 
mas introduziu inovaes. Identificou o valor 
de um bem com sua utilidade. Afirmou que a 
concorrncia asseguraria o equilbrio entre oferta 
e procura e que a procura seria determinada 
pela utilidade. Longfield refutou a teoria do fundo 
de salrio, argumentando que os salrios dos 
trabalhadores dependem do valor de seu trabalho 
e no de suas necessidades, naturais ou adquiridas. 
Antecipou uma teoria marginal da produtividade 
do trabalho e do capital. A demanda 
de trabalhadores dependeria da "utilidade ou 
valor do trabalho que eles so capazes de rea


lizar"; o capital seria til por ajudar o trabalho 
a tornar-se mais produtivo; os lucros do capital 
dependeriam de sua produtividade; e esta seria 
determinada marginalmente pela poro do capital 
menos eficiente em ajudar o trabalho. 
Longfield realizou ainda trabalhos sobre tarifas, 
taxas de juros e ciclos econmicos que se anteciparam 
a idias posteriores, principalmente as 
anlises da escola austraca. Escreveu ainda 

Three Lectures on Commerce and one on Absenteeism 

(Trs Conferncias sobre Comrcio e Uma sobre 
Absentesmo), 1835. 

LONGO, Carlos Alberto (1941- ). Nasceu em 
So Paulo e graduou-se em economia na Faculdade 
de Cincias Econmicas da Universidade 
Mackenzie (SP) em 1971. Obteve o ttulo de doutor 
em economia pela Universidade de Rice 
(EUA) em 1978, e tornou-se professor titular da 
Faculdade de Economia e Administrao da 
Universidade de So Paulo em 1989. Seus trabalhos 
e pesquisas tm tratado de questes tributrias 
e oramentrias relacionadas com o 
processo de desenvolvimento econmico. Seus 
livros mais importantes so: Em Defesa de um 
Imposto de Renda Abrangente (1984), Caminhos 
para a Reforma Tributria (1986) e Estado Brasileiro: 
Diagnstico e Alternativas (1990). Foi presidente 
da Academia Nacional de Direito e Economia 
entre 1989 e 1991, e membro da Comisso Executiva 
de Reforma Fiscal em 1992.  membro 
do Conselho de Diretores do Institute of Economics 
Fernand Brandel desde 1992.  professor 
de economia da Faculdade de Economia e Administrao 
da Universidade de So Paulo. 

LONGO PRAZO. Termo aplicado aos vencimentos 
(de crditos ou dbitos) que ocorrero 
aps um perodo de tempo longo. Esse perodo 
varia conforme o caso: no que se refere a uma 
letra de cmbio, por exemplo, o longo prazo indica 
aplicaes superiores a 360 dias; j na compra 
de uma casa ou um emprstimo internacional, 
indica prazos de vrios anos. No mbito 
financeiro, longo prazo significa um perodo superior 
a cinco anos. Em outra acepo, Alfred 
Marshall denominou longo prazo aquele em que 
existe tempo suficiente para que o abastecimento 
de insumos para a produo de commodities seja 
feito para se adaptar s mudanas na demanda. 
Veja tambm Curto Prazo. 

LOP. Iniciais da expresso em ingls law of one 
price, que significa que uma mercadoria ter o 
mesmo preo, qualquer que seja a moeda utilizada 
para compr-la. 

LORENZ, Curva de. Representao grfica da 
distribuio da renda usada pela primeira vez 
em 1905 por M.C. Lorenz. 



355 

Renda 
% 
100 
10 20 10090807060504030 
100,0 

90 

80 

70 

60 

50 49,5 

40 

35,0 

30 

25,2

20 

18,6 
10 13,5 
9,1 
1,0 3,2 5,9 Populao 

Consiste em representar sobre o eixo horizontal 
(em porcentagem) o total dos destinatrios da 
renda, e sobre o eixo vertical, a soma (ou porcentagem 
tambm) de todas as rendas recebidas 
no perodo (em geral, um ano). Ligando os pontos 
desses dois eixos, pode-se traar uma linha 
ascendente a partir do ponto 0, com ngulo de 
45, o que representaria a curva de distribuio 
ideal da renda ou de igualdade absoluta: por 
exemplo, 10% da renda total corresponderiam 
a 10% das pessoas que receberam renda ou 90% 
da soma da renda total corresponderiam a 90% 
das pessoas a quem essa renda foi destinada. A 
representao da renda real sobre esse grfico 
mostrar como se distribuem os diferentes grupos 
de pessoas em relao a essa distribuio 
ideal. A curva que surge ento poder ser assim 
interpretada: x% das pessoas mais pobres perceberam 
y% da renda total, ou, ao contrrio, y% 
das rendas mais baixas corresponderam a x% 
de pessoas. A curva serve, portanto, para medir 

o grau de desigualdade entre os limites opostos 
da distribuio da renda. 
LORO ACCOUNTS. Expresso talo-inglesa que, 
aplicada ao mercado interbancrio internacional, 
designa as contas correntes dos bancos de 
um pas em bancos no exterior, nas unidades 
monetrias desses pases, mantidas a favor de 
seus clientes. Literalmente, a expresso significa 
"conta deles". 

LS. Abreviao da expresso em ingls place of 
the seal, que significa lugar de embarque. 

LOTAO MODULAR. Medida da capacidade 
que um imvel rural tem de absorver um 
determinado nmero de famlias de acordo com 
a sua capacidade de uso, condies regionais de 
produo e mercado nos projetos de Reforma 
Agraria e Desenvolvimento. 

LTDA. Abreviao de "limitada", isto , daquelas 
sociedades empresariais nas quais a responsabilidade 
de seus proprietrios limita-se ao capital 
investido na empresa, ou seja, sociedades 

LTCM 

limitadas. Corresponde, nos Estados Unidos, a 
Inc. (incorporated), embora naquele pas, em alguns 
Estados, se utilize tambm a abreviao 
"Ltd", correspondente  palavra limited. 

LOTE. Grupo de bens ou valores, iguais ou diferentes, 
colocado  venda em leilo. No mercado 
de ttulos,  o grupo de aes ou ttulos 
de qualquer natureza, arrematado em leilo ou 
em prego normal das Bolsas. No mercado imobilirio, 
 um terreno objeto de parcelamento 
de uma rea maior. 

LOTE ECONMICO DE COMPRA. Trata-
se da quantidade de matrias-primas, produtos 
semi-acabados ou acabados (peas, 
por exemplo) que uma empresa encomenda 
de cada vez para minimizar seu custo total, 
levando-se em conta as despesas de armazenamento, 
os juros do capital empatado e as 
despesas gerais de compra. 

LOTE FRACIONRIO. Denominao dada nas 
Bolsas de Valores a um lote que no contenha 
um nmero de unidades igual a um mltiplo 
inteiro do lote padro. Veja tambm Lote Padro; 
Lote Redondo. 

LOTE PADRO. Denominao dada nas Bolsas 
de Valores  quantidade mnima de aes 
vendidas e compradas nos preges. No Brasil, 
esse lote padro costuma ser de mil aes. 

LOTE REDONDO. Denominao dada nas Bolsas 
de Valores a um lote de ttulos, aes etc. 
que corresponde a um mltiplo inteiro de um 
lote padro. Veja tambm Lote Fracionrio. 

LOTI. Unidade monetria de Lesoto. Submltiplo: 
lisente. 

LOW GRADE. Expresso em ingls que significa 
"baixa qualidade" e designa mercadorias, 
ttulos, aes de qualidade inferior. Veja tambm 

Moody's Investors Service; Standard & Poor's. 

LTCM. Iniciais de Long Term Capital Managment 
(Administrao de Investimentos de Longo 
Prazo), denominao de um fundo de investimentos 
norte-americano que, ao apresentar 
fortes perdas durante o ms de setembro de 
1998, teve de ser socorrido pelo Fed (Banco Central 
dos Estados Unidos), para evitar que houvesse 
uma reao em cadeia e outro fundos fossem 
tambm afetados, gerando uma crise financeira 
de grandes propores. O fato relevante  
que este fundo tinha como consultores dois ganhadores 
do Prmio Nobel de Economia, Robert 
Merton e Myron Scholes, os quais, durante os 
anos 70, haviam desenvolvido frmulas para 
realizar operaes no mercado financeiro com 
risco mnimo de perdas. Veja tambm Prmio 
Nobel (Economia). 



LTN 356


LTN - Letras do Tesouro Nacional. Ttulos de 
renda fixa, com taxas de juros convencionais, 
emitidos pelo governo federal e utilizados para 
financiar obras pblicas e para controlar as operaes 
de open market. Quando h excesso de 
liquidez (muito dinheiro em circulao), o governo 
vende LTNs, "enxugando" o meio circulante. 
Em caso contrrio, o governo recompra 
esses ttulos, repondo dinheiro em circulao. 

LUCAS, Robert E. (1937- ). Economista norte-
americano ganhador do Prmio Nobel de Economia 
em 1995. Professor da Universidade de 
Chicago, desenvolveu, do ponto de vista macroeconmico, 
a teoria das expectativas racionais. 
Um dos representantes da chamada Nova 
Economia Clssica, em funo dos resultados 
obtidos com a aplicao do conceito de expectativas 
racionais ao comportamento dos investimentos. 
Seus trabalhos mais importantes so 
os seguintes: Real Wages, Employment and Inflation 
(Salrios Reais, Emprego e Inflao), em colaborao 
com Leonard Rapping; Econometric 
Testing of the Natural Rate Hypothesis (Teste Economtrico 
da Hiptese da Taxa Natural); Expectations 
and the Neutrality of Money (Expectativas 
e a Neutralidade da Moeda); An Equilibrium Model 
of Business Cycles (Um Modelo de Equilbrio 
dos Ciclos Econmicos). Veja tambm Expectativas 
Racionais; Expectativas Adaptativas. 

LUCRO. Rendimento atribudo especificamente 
ao capital investido diretamente por uma empresa. 
Em geral, o lucro consiste na diferena 
entre a receita e a despesa de uma empresa em 
determinado perodo (um ano, um semestre 
etc.). O lucro bruto  a diferena entre a receita 
obtida pela venda de mercadorias e o custo de 
sua produo, incluindo-se nesse custo os gastos 
com insumos (matrias-primas), energia e outras 
despesas, mais os impostos e a remunerao 
da fora de trabalho. O lucro lquido  calculado 
subtraindo-se do lucro bruto a quantia correspondente 
 depreciao do capital fixo (mquinas 
e equipamentos) e as despesas financeiras 
(pagamento de juros de emprstimos). Parte do 
lucro lquido  paga em dinheiro para retirada 
dos scios (em empresas individuais) ou em dividendos 
(em sociedades annimas). Outra parte, 
destinada a ampliar o capital da empresa,  
colocada num fundo de reserva. O lucro bruto 
 considerado excedente econmico, ou seja, um 
rendimento gerado no interior da empresa, deduzidos 
todos os custos necessrios  produo 
da mercadoria. A produo de excedente caracteriza 
vrios sistemas econmicos, mas somente 
no capitalismo ela assume a forma de lucro. As 
escolas econmicas clssica, neoclssica e marginalista 
consideram o lucro uma remunerao 
do capital, justificada de vrias maneiras: abstinncia 
do consumo pessoal e poupana do em


presariado visando a um futuro rendimento, risco 
do investimento, engenhosidade do empresrio, 
posse de um fator de produo escasso 
(o capital). Para o marxismo, o lucro  uma forma 
de manifestao da mais-valia, resultante da 
apropriao, pelo empresrio, de uma parte do 
valor criado pelos trabalhadores. O principal objetivo 
de uma empresa capitalista  produzir lucro 
para seus proprietrios. Todas as decises 
importantes - o que, quanto e como produzir 

- tm como critrio bsico aumentar o lucro 
do capital investido. E isso  verificado pela taxa 
de lucro da empresa: a relao entre o lucro lquido 
e o capital revela em que medida esse 
objetivo foi alcanado. Como o lucro resulta da 
diferena entre a receita das vendas e as despesas 
da produo, num mercado competitivo 
uma das formas de elev-lo consiste em aumentar 
o volume de vendas e ao mesmo tempo reduzir 
os custos. Nesse caso, a taxa de lucro mede 
tambm o desempenho, ou eficincia, da empresa. 
No caso de um monoplio ou oligoplio, 
quando a empresa tem relativa liberdade de fixar 
o preo de venda dos produtos que fabrica, 
a margem de lucro  muito maior. Alm disso, 
as empresas monopolistas tm melhores condies 
de baixar seus custos de produo no apenas 
porque produzem em grande escala, mas 
tambm porque impem preos baixos aos seus 
fornecedores de matrias-primas e insumos em 
geral. Portanto, nem sempre uma alta lucratividade 
 expresso de grande eficincia. Os rendimentos 
proporcionados pela produo social 
dividem-se entre as classes sociais de acordo 
com a forma como participam do processo econmico. 
Os trabalhadores participam da renda 
recebendo salrios; os donos de recursos naturais 
ou imveis obtm a renda da terra ou aluguis; 
os proprietrios do capital financeiro recebem 
juros; e os donos das empresas industriais, 
comerciais, de servios ou de outra natureza, 
os lucros. Numa economia capitalista moderna, 
os rendimentos fundamentais so os salrios 
e os lucros, que mantm entre si uma relao 
complexa. Da magnitude dos salrios depende 
o poder aquisitivo da maioria da populao. 
Por ter essa importncia social, os salrios 
no so determinados apenas por mecanismos 
de mercado, mas tambm por regras institucionais 
(salrio mnimo, contratos coletivos de trabalho 
etc.) que atingem todas as empresas. 
Quando os salrios aumentam, cria-se uma expanso 
da demanda de bens e servios, que permite 
s empresas elevar seus preos e, assim, 
preservar suas margens de lucro. Nesse caso, 
so especialmente beneficiadas as empresas que 
produzem mercadorias de consumo de massa, 
onde os assalariados concentram seus gastos. 
Quando h uma queda de salrios, os custos 
das empresas tornam-se menores e aumenta a 
margem de lucro. No entanto, isso pode ser anu


lado pela reduo do consumo e conseqente 
reduo das vendas e da produo das empresas. 
Mas o aumento do lucro no tem efeito semelhante 
na economia ao de uma elevao salarial, 
pois enquanto a maior parte dos salrios 
 empregada em gastos de consumo, grande 
parcela do lucro  destinada  poupana. Uma 
parte do lucro lquido  quase sempre retida 
nas empresas e reinvestida. Alm disso, como 
os que recebem rendimentos provenientes do 
lucro costumam ter uma renda elevada, sua propenso 
a poupar  maior. Desse modo, um aumento 
dos lucros em detrimento dos salrios 
tem um efeito depressivo sobre a demanda geral 
da economia. Dependendo do grau em que a 
capacidade de produo das empresas  utilizada, 
a poupana proveniente do lucro pode 
transformar-se ou no em investimento de natureza 
produtiva, gerando novos lucros, empregos 
e salrios. Por isso, a relao entre poupana, 
consumo e investimento depende em grande 
parte do modo como o produto social  repartido 
entre salrios e lucros. Veja tambm Capital; 
Consumo; Investimento; Juros; Poupana; 
Renda; Salrio. 

LUCRO ARBITRADO.  a forma escolhida para 

o lanamento do imposto quando o contribuinte 
(sujeito  tributao com base no lucro real) no 
mantm escriturao na forma estabelecida na 
legislao comercial. 
LUCRO CESSANTE. Lucro que o credor deixou 
de obter durante o perodo em que o devedor 
no cumpriu as obrigaes contradas 
(por emprstimo, contratos de fornecimento deservios ou execuo de obras etc.).  includo 
entre as perdas e danos pelos quais o credor 
pode requerer indenizao. 

LUCRO TIMO. Veja Maximizao de Lucros. 

LUCRO PRESUMIDO. Uma das bases para o 
clculo do Imposto de Renda. Ele pode ser tomado 
opcionalmente, mas s no caso de pessoas 
jurdicas que preencham cumulativamente os 
seguintes requisitos: 1) tenham receita bruta reduzida, 
e 2) a receita tenha origem fundamentalmente 
na venda de produtos de prpria fabricao, 
ou de mercadorias adquiridas para revenda, 
ou da produo de artigos de encomenda. 

LUCRO PURO.  a diferena resultante se subtrairmos 
da renda de qualquer atividade seus 
custos de oportunidade e o lucro normal (mdio) 
necessrio para que os empresrios faam 
investimentos na economia. Este conceito suscitou 
a seguinte discusso: o "lucro puro" existiria 
num sistema de concorrncia perfeita? O 
argumento de alguns economistas defendendo 
a existncia de tal lucro, como Frank Knight,  
que a incerteza levaria os empresrios a fazer 

LUCRO REAL 

estimativas sobre o futuro com ganhos superiores 
ao lucro normal, sendo a diferena o lucro 
puro. Veja tambm Knight, Frank. 

LUCRO REAL. Do ponto de vista financeiro,  

o lucro nominal de uma empresa deflacionado 
por um ndice oficial de variao de preos. Do 
ponto de vista tributrio,  aquele correspondente 
ao lucro lquido do exerccio ajustado pelas 
adies ou compensaes prescritas ou autorizadas 
legalmente e sobre o qual incide o Imposto 
de Renda. 
LUCROS. Veja Lei da Remessa de Lucros; Participao 
nos Lucros. 

LUDITAS. Grupos de operrios ingleses que no 
incio do sculo XIX destruam as mquinas introduzidas 
na indstria txtil. O emprego da 
mquina no processo produtivo provocou a runa 
de milhares de artesos, que se viram obrigados 
a vender sua fora de trabalho aos empresrios. 
Voltaram-se ento contra as mquinas 
que substituam nas fbricas seus instrumentos 
de trabalho. A prtica foi reprimida com a pena 
de morte (lei de 1812) e a deportao. A designao 
veio do nome de King Ludd, um dos lderes 
do movimento. Atualmente, aqueles cidados, 
especialmente nos Estados Unidos, que rejeitam 
a utilizao de computadores ou no reconhecem 
as enormes vantagens oferecidas por 
esses equipamentos, e no os tm em suas casas, 
tm sido denominados de neoluditas. 

LUEI. Veja Cuanza. 

LUMEN. Veja Vela. 

LUMPEMPROLETARIADO. Termo utilizado 
por Marx para designar a camada social que 
vive de subemprego ou de atividades marginais 
como prostituio, rufianismo, mendicncia, 
roubo e trfico de drogas. Esses indivduos seriam 
incapazes de qualquer ao conseqente 
contra a sociedade capitalista. 

LUTA DE CLASSES. Conflitos e antagonismos 
entre as classes sociais, decorrentes da oposio 
de interesses econmicos e polticos. Pode se expressar 
de diversas formas, desde a luta econmica, 
passando pela luta poltica (por exemplo, 
a disputa parlamentar entre os partidos representantes 
das diversas classes), at a luta armada. 
O marxismo explica a histria universal como 
a histria da luta de classes, considerando-a a 
principal fora motriz das transformaes sociais. 

LUTINE BELL. Sino tocado pela Lloyds (de 
Londres) para anunciar acontecimentos importantes 
no mbito dos seguros. Ele tocava duas 
vezes para anunciar boas notcias e uma vez 
para anunciar notcias ruins. O sino foi retirado 
do navio Lutine, que naufragou no mar do Norte 
em 1799, com uma carga de lingotes de ouro. 



LUVAS 

LUVAS. Quantia paga em dinheiro durante 
uma negociao a ttulo de compensao ou gratificao. 
Costuma-se cobrar luvas sempre que 
h transferncia de contrato, como compensao parte cedente (que transfere).  o caso de pontos 
comerciais, em que o cedente (o que passa 

o ponto) investiu na formao de uma clientela.
 tambm o caso da contratao de atletas, em 
que o cedente investiu na formao do nome 
do atleta e em seu desenvolvimento. 
LUXEMBURGO, Rosa (1870-1919). Revolucionria 
alem de origem polonesa, economista, dirigente 
da II Internacional. Autora de A Acumulao 
do Capital, 1913, marco da anlise econmica 
marxista. Iniciou sua militncia nas fileiras 
do Partido Socialista Revolucionrio polons e, 
em 1889, j estava no exterior para escapar  
priso. Doutorou-se em economia poltica em 
Zurique (Sua), aproximando-se de Plekhanov 
e outros marxistas russos no exlio. Em 1898, 
passou a militar na social-democracia alem. No 
Congresso de Dressen (1903), reivindicou a expulso 
de Eduard Bernstein, que propunha a 
realizao de reformas graduais como meio para 
chegar ao socialismo. Publicou na poca os artigos 
reunidos em Reforma Social ou Revoluo, 
1899. Ainda contra o reformismo, escreveu Greve 
de Massas, Partido e Sindicatos, 1906. Voltou  Polnia 
em 1905, para liderar o movimento de 
apoio  Revoluo Russa, unindo grupos socialistas 
poloneses e lituanos. Foi presa e libertada 
sob fiana. Retornou  Alemanha, onde proferiu 
conferncias na escola do Partido Social Democrata 
em Berlim, que deram origem a seus principais 
trabalhos. Em 1914, Rosa Luxemburgo 
condenou o apoio da social-democracia alem 
 "defesa nacional" na guerra imperialista. Por 
fazer propaganda pacifista, ficou presa de 1915 
a 1918. Escreveu ento as Cartas da Priso, 1921. 
Ainda no crcere, fundou com Karl Liebknecht, 
tambm internacionalista e pacifista, o grupo de 
ao revolucionria Spartakus. O grupo liderou, 
em janeiro de 1919, um levante socialista contra 

o novo governo republicano de Berlim, composto 
de social-democratas reformistas aliados aos 
conservadores. A revolta foi sufocada por voluntrios 
de extrema-direita. Rosa Luxemburgo 
e Liebknecht foram presos e em seguida assassinados, 
seus corpos atirados num canal. Em A 
Acumulao do Capital, sua mais importante obra 
econmica, tenta mostrar que a acumulao do 
capital  impossvel num sistema capitalista fechado, 
por no haver uma correspondncia entre 
o crescimento da oferta de bens e o crescimento 
da procura. Para realizar a mais-valia 
num esquema de reproduo ampliada, o capitalismo 
necessita expandir-se para regies ou 
pases subdesenvolvidos, no-capitalistas, ou 
para setores no-capitalistas de produo dentro 
dos prprios pases capitalistas. O imperialismo 
surge, desse modo, como uma tentativa das potncias 
capitalistas de controlar o mximo possvel 
do mundo no-capitalista; e as tarifas protecionistas 
so o meio pelo qual cada pas impede 
aos outros o acesso a seu prprio mercado 
interno no-capitalista. O livro de Luxemburgo 
provocou uma acesa controvrsia no pensamento 
marxista, envolvendo Kautski, Bukhrin, Otto 
Bauer e outros autores. Devido ao fato de abordar 
criticamente as caractersticas da fase imperialista 
do capitalismo, foi considerado um trabalho 
precursor do estudo que Lnin realizou 
sobre o tema. 

LUXIBOR. Iniciais de Luxembourg interbank offer 
rate, isto , taxa de juros interbancria praticada 
na praa de Luxemburgo, com as mesmas caractersticas 
da libor. 

LW. Iniciais da expresso em ingls low water, 
que significa "guas rasas" ou "pouco profundas" 
e aplicada na navegao quando esta se 
d em guas de pouca profundidade.

 M 


M. Inicial de: 1) mark (unidade monetria da 
Alemanha); 2) markka (unidade monetria da 
Finlndia); 3) mediana; 4) millime (unidade monetria 
da Tunsia); 5) mortgage (hipoteca). 
M-1. Representao dos meios de pagamento, 
isto , a soma do papel-moeda em poder do 
pblico e dos depsitos  vista no sistema bancrio. 


M-2. Representao do estoque de moeda, constitudo 
pelo papel-moeda em poder do pblico, 
mais os depsitos  vista no sistema bancrio, 
mais os depsitos a prazo neste mesmo sistema. 
O M-2 , portanto, a soma do M-1 mais os depsitos 
a prazo no sistema bancrio. A partir 
de 1991, com a criao dos fundos de aplicao 
financeira, o M-2 passou a ser constitudo por 
M-1 mais carteiras dos fundos de investimento 
de curto prazo, mais os ttulos federais, estaduais 
e municipais em poder do pblico no-
financeiro, sendo que os fundos excluem os depsitos 
 vista (j contemplados em M-1) e os 
ttulos pblicos excluem ttulos pertencentes s 
carteiras das instituies financeiras e dos fundos 
de investimento. O M-2  chamado tambm 
de "moeda de Friedman", pois corresponde  
definio de estoque de moeda utilizada por 



Friedman em seu livro A Monetary History of the 
United States (Histria Monetria dos Estados 
Unidos). 

M-3. Representao do estoque de moeda constitudo 
por M-2 mais o total dos depsitos em 
poupana. 

M-4. Representao do estoque de moeda constitudo 
por M-3 mais o saldo dos ttulos pblicos 
federais em circulao, isto , fora da carteira 
do Banco Central. A partir de 1991, M-4 passou 
a ser constitudo por M-3 mais os ttulos privados, 
sendo estes ltimos constitudos pelos depsitos 
a prazo, letras de cmbio e letras hipotecrias, 
exceto aqueles pertencentes s carteiras 
das instituies financeiras e dos fundos. 

M-5. Entre maro de 1990, com o lanamento 
do Plano Collor, e julho de 1992, as retenes 
efetuadas nas aplicaes financeiras e nas cadernetas 
de poupana criaram os chamados Valores 
 Ordem do Banco Central (Vobc). Para 
contemplar este novo e transitrio estoque de 
moeda, foi institudo o M-5, composto de M-4 
mais os Vobc. Veja tambm Base Monetria; 
FAF; Meios de Pagamento; Plano Collor. 

MA. Veja Mima. 

MACEDO, Roberto Brs Matos (1943-). Nasceu 
em Belo Horizonte (MG) e formou-se em 
economia pela Faculdade de Economia e Administrao 
da Universidade de So Paulo (FEAUSP) 
em 1967. Obteve o doutoramento na Universidade 
de Harvard em 1974, e tornou-se professor 
titular no Departamento de Economia da 
Universidade de So Paulo em 1984. Foi membro 
do Conselho Editorial da Folha de S. Paulo 
(1985-1991), chefe do Departamento de Economia 
da FEA-USP (1985-1986), presidente da Ordem 
dos Economistas de So Paulo (1986-1991), 
presidente do Ipea, do Ministrio da Economia, 
Fazenda e Planejamento (1991-1992) e secretrio 
especial de Poltica Econmica deste mesmo Ministrio 
durante a gesto de Marclio Marques 
Moreira (governo Collor), entre 1991 e 1992. Seus 
principais livros versam sobre questes relacionadas 
com os salrios: Distribuio Funcional na 
Indstria de Transformao: Aspectos da Parcela Salarial 
(1980), Os Salrios na Teoria Econmica 
(1982), e Os Salrios nas Empresas Estatais (1985). 
Embora aposentado, continua prestando colaborao 
voluntria  FEA-USP. 

MACROECONOMIA. Parte da cincia econmica 
que focaliza o comportamento do sistema 
econmico como um todo. Tem como objeto de 
estudo as relaes entre os grandes agregados 
estatsticos: a renda nacional, o nvel de emprego 
e dos preos, o consumo, a poupana e o investimento 
totais. Esse direcionamento fundamenta-
se na idia de que  possvel explicar a ope-

MACROECONOMIA 

rao da economia sem que haja necessidade de 
compreender o comportamento de cada indivduo 
ou empresa que dela participam. Ao detectar 
as foras gerais que impelem os agregados 
em determinada direo, a macroeconomia estabelece 
as chamadas foras de "ajuste" ou 
"equilbrio", que explicam o comportamento 
econmico, caracterizando-o, de forma mecnica, 
como um sistema de igualdades de equilbrio. 
 suposto que a demanda agregada de algum 
bem deve ser igual  oferta agregada desse 
mesmo bem. A teoria macroeconmica fornece 
parmetros que permitem que a mensurao da 
atividade econmica geral de dado sistema simplifique 
o modelo agregativo, tornando possvel 
a utilizao de um nmero restrito de variveis 
fundamentais. Isso porque trabalha sobre relaes 
estatsticas estveis entre as diversas variveis 
agregadas, eliminando muitos fatores que 
afetam o comportamento individual. Dessa maneira, 
permite a anlise e mesmo a previso do 
comportamento das economias capitalistas desenvolvidas. 
Essa limitao a um tipo bem determinado 
de formao econmico-social explica-
se, por um lado, pelo fato de a anlise macroeconmica 
utilizar pressupostos e instrumentais 
referentes s foras de mercado, que desempenham 
papis de pouca ou nenhuma importncia 
em economias de planejamento centralizado, 
inspiradas no modelo da ex-Unio Sovitica. 
Alm disso, uma anlise agregativa macroeconmica 
exige um instrumental estatstico bastante 
complexo, que os pases capitalistas subdesenvolvidos 
dificilmente podem oferecer. Mais 
ainda, esse tipo de anlise supe como dadas 
certas condies que se apresentam como metas 
longnquas para muitas sociedades subdesenvolvidas: 
um grande estoque de capital, fora 
de trabalho especializada, mercados financeiros 
eficientes etc. Essas condies impuseram um 
relativo atraso  elaborao de modelos macroeconmicos 
em pases com as caractersticas do 
Brasil, que a partir de 1956 disps de dados estatsticos 
mais precisos, elaborados pela Fundao 
Getlio Vargas, e que s em 1964 comeou 
a construir modelos macroeconmicos. A macroeconomia 
tornou-se um ramo da cincia econmica 
a partir de 1936, com a publicao de 
A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, 
de Keynes. Antes dele, os economistas clssicos 
e Karl Marx j haviam considerado o organismo 
econmico como um todo. Keynes, porm, forneceu 
o modelo, a sistematizao terica e as 
"receitas prticas", que nas dcadas seguintes 
inspirariam a maioria dos economistas ocidentais. 
Entretanto,  medida que suas falhas foram 
aparecendo, a teoria macroeconmica foi modificada 
e complementada. Mais recentemente, 
um grupo de economistas liderados por Milton 
Friedman - os monetaristas - contestaram a 
economia keynesiana e apresentaram uma nova 



MACROMODELO 

teoria macroeconmica que enfatiza o papel desempenhado 
pela demanda de moeda e crdito, 
opondo-se frontalmente  interveno direta ou 
indireta do Estado na economia. Veja tambm 

Keynes; Keynesianismo; Macromodelos; Microeconomia; 
Monetarismo. 

MACROMODELO. Viso deliberadamente simplificada 
do conjunto da economia, para fins de 
anlise ou previso. O primeiro macromodelo 
foi constitudo em 1936 por J.M. Keynes; baseava-
se nas relaes de renda-despesa, com referncia 
especial aos "vazamentos" e s "injees" 
do circuito renda-consumo. O papel central desse 
modelo  desempenhado pelas decises das 
famlias (consumidores) no sentido de destinar 
suas rendas ao consumo ou  poupana. Quando 
expressa em termos exatos, a relao entre 
consumo e renda  denominada funo-consumo. 
A poupana, nico vazamento, aparece determinada 
pelo nvel de renda real (relao funo-
consumo ou, tambm, funo-poupana). 
Admite-se que as injees sejam independentes 
da renda, e o investimento, considerado como 
dado,  a principal injeo. No entanto, todas 
as injees afetam o modelo da mesma maneira. 
Nesse modelo bsico, a economia s pode estar 
em equilbrio quando os vazamentos forem 
iguais ao nvel das injees. O nvel da poupana, 
nico vazamento, depende do nvel do produto; 
portanto, o nico nvel de produto sustentvel 
corresponde ao nvel exato de renda 
para que a poupana corresponda ao investimento 
(ou total das injees, se houver outras). 
Da dinmica desse modelo simplificado, os keynesianos 
chegam a algumas concluses: o nvel 
do produto  determinado a partir da funo-
consumo e do nvel de injees; um nvel muito 
baixo de injees d origem ao desemprego; um 
aumento das injees provocar um aumento 
maior no produto e na renda, em virtude do 
chamado efeito multiplicador, cujo valor  igual 
a 1/(1 - PMgC), onde PMgC  a propenso marginal 
a consumir. O modelo keynesiano implica 
a possibilidade de um governo intervir para o 
aumento do produto. Se o nvel planejado de 
investimento conduzir a um nvel de produto 
real inferior ao da capacidade produtiva, o produto 
pode aumentar at o nvel dessa capacidade, 
mediante uma injeo adicional, igual  
diferena entre o investimento necessrio para 
atingir o pleno emprego e o nvel planejado de 
investimento real. Isso pode ser feito por meio 
de uma poltica fiscal ou do aumento do prprio 
investimento planejado. No entanto, para servir 
aos objetivos prticos das polticas econmicas, 
os macromodelos devem ser mais complexos 
que os keynesianos. A funo-consumo, por 
exemplo, deveria envolver maior nmero de variveis: 
moeda, taxas de juros, polticas de impostos 
etc.; o investimento, por sua vez, deveria 

ser determinado dentro do prprio modelo, e 
no ser apresentado como dado. Os modelos 
empricos modernos e as tcnicas de computao 
permitiriam o desenvolvimento de modelos 
macroeconmicos abrangentes e complexos - 
todos desenvolvidos, entretanto, a partir do modelo 
keynesiano pioneiro. Esses modelos subdividem 
os agregados estatsticos e acrescentam 
outras variveis ao modelo bsico. Valem-se de 
tcnicas economtricas para estimar as relaes 
numricas exatas entre as variveis e se utilizam 
tambm de dados histricos relacionados  economia 
de que tratam. Desse modo, fornecem 
previses quantitativas sobre os resultados de 
polticas especficas e outros tipos de alteraes 
econmicas. O mais simples dos macromodelos 
modernos  o de Klein-Goldberger, montado a 
partir do modelo macroeconmico quantitativo 
de Lawrence Klein, construdo em 1946 e desenvolvido 
at aproximadamente 1953. O modelo 
Klein-Goldberger  o que mais se aproxima 
da estrutura bsica keynesiana. Contm dezesseis 
equaes estruturais, enquanto no modelo 
keynesiano simples a funo-consumo constitui 
a nica equao estrutural. Considera perodos 
de um ano, sendo por isso pouco utilizvel para 
a maior parte das aplicaes polticas. O macromodelo 
mais complexo e elaborado  o Brookings-
SSRC, construdo por grande nmero de 
pesquisadores (entre os quais Lawrence Klein). 
Contm 150 relaes estruturais e toma o trimestre 
como perodo bsico de tempo. Apesar 
de sua complexidade, foi considerado inadequado 
para o tratamento dos aspectos monetrios. 
Por isso, seus crticos criaram o modelo Federal 
Research Board (MIT), que contm mais detalhes 
monetrios, embora recorra a apenas setenta 
relaes estruturais. Outro modelo macroeconmico 
- o de Warton - foi construdo com 
o objetivo de servir a previses econmicas gerais 
para estudo de polticas. Possui 47 relaes 
estruturais e seu perodo-base de tempo  o trimestre. 
Veja tambm Klein, Lawrence; Macroeconomia. 


MAE-DAOSHI. Expresso em japons que significa, 
literalmente, o arremessar de passageiros 
para a frente quando um nibus freia repentinamente. 
Nas finanas pblicas, a expresso  
utilizada quando um governo aplica capitais em 
obras pblicas para estimular investimentos, desembolsando 
durante o segundo trimestre, por 
exemplo, aquilo que estava previsto para ser 
gasto apenas no terceiro. No caso das empresas 
privadas, a expresso  utilizada quando a execuo 
de um projeto ocorre antecipadamente, 
isto , antes das datas previstas no planejamento. 

MGICO DE OZ. Frank Baum, o autor de O 
Mgico de Oz, no deixou nenhuma indicao 
explcita a respeito, mas existem fortes razes 



MGICO DE OZ 

para se crer que a histria de Dorothy e seus 
companheiros - o Espantalho, o Homem de 
Lata, o Leo Covarde e o cachorrinho Tot - 
era na verdade uma alegoria  luta feroz travada 
nos Estados Unidos no ltimo decnio do sculo 
passado entre os defensores do padro-ouro e 
os adeptos do bimetalismo (padro-ouro e prata). 
Dorothy  a personagem central de O Mgico 
de Oz. Morava no interior do Kansas com seus 
tios fazendeiros numa casa pobre de um nico 
aposento, mas dotada de alapo anticiclones. 
A ao tem incio quando um ciclone arremessa 
a casa, Dorothy e Tot at o mgico Reino de 
Oz. Honesta e plena de virtudes, Dorothy representa 
o povo americano. O ciclone  o movimento 
populista que em poucos anos cresce de 
pequenas reunies de fazendeiros endividados 
e quase arruinados, at se tornar um vasto movimento 
que desafiou os poderosos de Washington 
e Nova York. O Reino de Oz representa os 
interesses dos banqueiros e financistas, defensores 
do padro-ouro, onde o dinheiro prevalece 
sobre tudo. A Bruxa Malvada do Leste  a sua 
mais legtima expresso: a casa de Dorothy cai 
justamente sobre ela. Do impacto sobram apenas 
os sapatos de prata desta, ou melhor, sua poro 
boa: a base do bimetalismo. Para retornar ao 
Kansas, Dorothy sai em busca do Mgico de Oz, 
que impera na Cidade das Esmeraldas. Em seu 
caminho, Dorothy vai superando obstculos at 
chegar  estrada dos tijolos amarelos (o padro-
ouro), ante-sala da Cidade das Esmeraldas. No 
trajeto, encontra um espantalho (agricultores arruinados) 
preso  terra por uma estaca e  merc 
dos corvos que devoram todo o milho. Dorothy 
liberta o Espantalho e este torna-se seu primeiro 
companheiro. Em seguida, ela encontra o Homem 
de Lata. Paralisado pela ferrugem, ele espelha 
a situao dos operrios industriais desempregados 
pela crise econmica. Dorothy recupera 
os movimentos do Homem de Lata e 
ganha mais um companheiro. O ltimo a integrar-
se  caravana  o Leo Covarde. Este representa 
William Jennings Bryan (1860-1925), 
um grande orador populista que aos 36 anos 
conseguiu a indicao como candidato  presidncia 
da Repblica nas eleies de 1896 pelos 
partidos Democrata, Populista e da Prata Nacional. 
Sua principal bandeira de luta nas eleies 
de 1896 era a volta do bimetalismo (ouro 
e prata). Nas eleies de 1900, no entanto, abranda 
suas posies, sendo por esta razo considerado 
um covarde por seus seguidores. Depois 
de muitas peripcias, o grupo chega  Cidade 
das Esmeraldas, (Washington D.C.). Ali, tudo 
era verde, isto , da mesma cor do papel-moeda 
at hoje conservada pelo dlar e que tem origem 
nos greenbacks. Dorothy encontra o Mgico de 
Oz. Sempre operando sob um manto de mistrio 
e sombra, este representa provavelmente o presidente 
do Partido Republicano, Mark Hanna, 

cuja fama de eminncia parda do governo era 
reconhecida na poca. Ele impe uma condio 
para mandar Dorothy de volta ao Kansas: que 
ela destrusse a Bruxa Malvada do Oeste. Esta 
representaria as foras adversas da natureza (especialmente 
a falta de chuvas, fatal para as colheitas). 
Dorothy a destri de forma bastante 
simples: um balde de gua basta para derret-la 
e afast-la do caminho. A arma utilizada representa 
a redeno dos agricultores num duplo 
sentido: indispensvel para uma boa colheita, a 
gua  tambm sinnimo de "liquidez" na economia: 
se a prata pudesse ser cunhada, os meios 
de pagamento se ampliariam, os preos reagiriam 
tirando o pas da deflao e as taxas de 
juros tenderiam a diminuir. Era o que os agricultores 
desejavam ardentemente. Dorothy retorna 
 Cidade das Esmeraldas para cobrar a 
promessa do Mgico de Oz. Ao encontr-lo, percebe 
que no se trata de um homem todo-poderoso, 
e sim de um ser comum. O padro-ouro 
 desmistificado. Nada tem de mgico:  dbil 
 pouco confivel. Entregue  prpria sorte, Dorothy 
aprende a "voar" batendo trs vezes seus 
sapatos de prata um contra o outro, evidenciando 
mais uma vez as vantagens do bimetalismo. 
E retorna ao Kansas. A razo principal da luta 
pelo bimetalismo parece ter sido a idia de que 
os estoques limitados de ouro condenavam a 
economia  deflao. Se o ouro fosse o nico 
material-dinheiro ou o nico metal a servir de 
lastro para as emisses de papel-moeda, a ampliao 
dos meios de pagamento dependeria da 
quantidade de ouro existente no pas. Como a 
quantidade de ouro estava diminuindo, tendo 
cado de 640 milhes de dlares em 1890 para 
502 milhes em 1896, os negcios se retraam e 
os preos tendiam a cair tambm. Alm disso, 
entre 1893 e 1896, no apenas houve deflao, 
mas tambm um perodo recessivo nos Estados 
Unidos. Para os agricultores, os grandes beneficirios 
dessa situao de penria eram os banqueiros, 
pois mesmo que as taxas de juros estivessem 
em patamares moderados, eram os que 
mais ganhavam numa poca de deflao. No 
 difcil imaginar como as presses para a cunhagem 
da prata devem ter-se intensificado nesse 
perodo. Os bimetalistas estavam na ofensiva, 
e o enfraquecimento das posies dos adeptos 
do padro-ouro contribua para que a situao 
se agravasse mais ainda: o receio da desvalorizao 
do ouro acelerava a fuga do metal para 
a Europa. A melhoria nas condies econmicas 
para a cunhagem da prata impulsionou ainda 
mais a luta dos bimetalistas. A oferta do metal 
se expandiu no apenas porque a produtividade 
do refino aumentou, mas tambm porque foram 
descobertas novas minas de grande produtividade. 
A demanda, ao contrrio, sofreu forte reduo; 
vrios pases europeus passaram do bimetalismo 
ao padro-ouro, reduzindo a utiliza




MAIN-FRAME 

o da prata para fins monetrios: a Alemanha 
realizou a converso entre 1871 e 1873, depois 
de derrotar a Frana e impor uma pesada indenizao 
de guerra pagvel em ttulos conversveis 
em ouro; a Frana, que havia mantido o 
bimetalismo desde 1803 e apesar das importantes 
descobertas de prata (e depois de ouro), desmonetizou 
a prata entre 1873 e 1874, em ao 
conjunta com os demais pases da Unio Latina 
(Itlia, Blgica e Sua), e nos anos finais da dcada 
os pases da Unio Escandinava - Dinamarca, 
Noruega e Sucia - e a ustria fizeram 

o mesmo, de tal forma que, no incio dos anos80 do sculo passado, apenas a ndia e a China 
mantinham um padro-prata efetivo. O movimento 
conjunto da expanso da oferta e a drstica 
reduo da demanda para fins monetrios 
fizeram com que os preos de mercado do metal 
baixassem acentuadamente: em 1870, a cotao 
da prata em relao ao ouro era 15,4; em 1873, 
havia subido para 16,4; em 1879, para 18,4; e 
em 1896, no auge da campanha presidencial, 
quando Brayan lutava por uma cunhagem na 
base de 16 (de prata) por 1 (de ouro), a cotao 
da prata havia alcanado 30 por 1! A desvalorizao 
da prata abria, no entanto, o caminho 
para sua monetizao, pois se o valor de face 
das moedas fosse superior ao preo de mercado 
do metal, as primeiras permaneceriam circulando 
e o metal seria mantido na forma monetria, 
o que havia se tornado invivel depois 
de 1836. Para os produtores de prata (concentrados 
nos Estados do Oeste e do Sul), tornava-
se interessante agora destinar o metal  cunhagem.... 
desde que as regras vigentes at ento 
fossem mantidas. Mas em 1873, o Congresso 
aprovou uma lei que estabelecia o aumento do 
teor de prata de cada dlar (emisso destinada 
ao comrcio com o Mxico e com o Oriente, especialmente 
a China e o Japo) e limitava o total 
do metal a ser cunhado. Na prtica, inviabilizava 
o retorno da monetizao da prata, pois retirava 
as clusulas fundamentais da livre e ilimitada 
cunhagem do metal vigente desde 1792.  claro 
que as reaes dos defensores do bimetalismo 
foram violentas. A lei de 1873 foi alcunhada de 
o "Crime de 1873" e sua aprovao, considerada 
uma conspirao dos legisladores e financistas 
do Leste. Este  o caldo de cultura onde nasce 
o Partido Populista ou do Povo, formado fundamentalmente 
por agricultores arruinados e 
trabalhadores desempregados e apoiado pelos 
produtores de prata dos Estados do Oeste e do 
Sul dos Estados Unidos. O movimento cresce 
vertiginosamente depois da crise de 1893, e aliados 
ao Partido Democrata referendam tambm 
William Bryan  presidncia da Repblica nas 
eleies de 1896. Por pequena margem de votos, 
Bryan  derrotado por Mckinley. Nas eleies 
de 1900, Bryan se candidata outra vez, mas  
novamente derrotado. A margem se amplia, 
pois, a partir de 1896, as condies econmicas 
e financeiras haviam mudado sensivelmente. 
Novas minas de ouro foram descobertas no 
Alasca, no Colorado, e trs qumicos escoceses 
haviam inventado um processo economicamente 
rentvel de extrao de ouro de minrio com 
baixos teores usando o cianeto, dessa forma viabilizando 
a rpida expanso da produo nasrecm-descobertas minas de ouro na frica do 
Sul: se em 1886 aquele pas no produzia ouro, 
em 1896, isto , dez anos mais tarde, j participava 
com 23% da produo mundial. Alm disso, 
as boas safras americanas contrastaram com 
as mseras colheitas europias. Os preos agrcolas 
aumentaram, dando incio a um forte processo 
inflacionrio (para os padres da poca) 
que durou at o incio da Primeira Guerra Mundial. 
Os problemas que atormentavam os agricultores, 
talvez a principal base social do movimento 
populista de Bryan, so parcialmente 
resolvidos. Os preos agrcolas se recuperam e 
a escassez de ouro  superada pelo aumento da 
produo nacional e mundial. Dessa forma, o 
padro-ouro deixa de constituir obstculo para 
a ampliao da oferta monetria. Os tempos haviam 
mudado e Dorothy j podia retornar (mesmo 
tendo perdido seus sapatos de prata, ou exatamente 
por esta razo) ao encontro dos seus 
tios menos empobrecidos. Um novo ciclone s 
voltaria a assolar o pas em 1907. Veja tambm 

Bimetalismo; Crime de 1873; Greenbacks; Padro-
ouro; Unio Escandinava; Unio Latina. 

MAIN-FRAME. Expresso inglesa utilizada para 
designar o computador principal de uma interligao 
de computadores ou, tambm, a parte 
principal de um computador, isto , sua unidade 
lgica. 

MAINSTREAM. Termo em ingls que significa 
a corrente central ou mais importante do pensamento 
econmico numa determinada poca. 

MAIORIA QUALIFICADA. Sistema no qual as 
decises de um grupo dirigente (assemblia, 
conselho, comisso etc.) so tomadas no por 
meio da maioria simples, isto , a metade mais 
um, mas mediante outras propores superiores 
quela, como 3/4, 2/3 ou 3/5 dos votos. 

MAIORIA SIMPLES. Sistema no qual as decises 
de um grupo dirigente (assemblia, conselho, 
comisso, cmara etc.) so tomadas quando 
uma proposta obtm a metade mais um dos 
votos. 

MAIS-VALIA. Conceito fundamental da economia 
poltica marxista, que consiste no valor do 
trabalho no pago ao trabalhador, isto , na explorao 
exercida pelos capitalistas sobre seus 
assalariados. Marx, assim como Adam Smith e 
David Ricardo, considerava que o valor de toda 



mercadoria  determinado pela quantidade de 
trabalho socialmente necessrio para produzi-la. 
Sendo a fora de trabalho uma mercadoria cujo 
valor  determinado pelos meios de vida necessrios 
 subsistncia do trabalhador (alimentos, 
roupas, moradia, transporte etc.), se este trabalhar 
alm de um determinado nmero de horas, 
estar produzindo no apenas o valor correspondente 
ao de sua fora de trabalho (que lhe 
 pago pelo capitalista na forma de salrio), mas 
tambm um valor a mais, um valor excedente 
sem contrapartida, denominado por Marx demais-valia.  desta fonte (o trabalho no pago) 
que so tirados os possveis lucros dos capitalistas 
(industriais, comerciantes, agricultores, 
banqueiros etc.), alm da renda da terra, dos 
juros etc. Enquanto a taxa de lucro - a relao 
entre a mais-valia e o capital total (constante + 
varivel) necessrio para produzi-la - define a 
rentabilidade do capital, a taxa de mais-valia - 
a relao entre a mais-valia e o capital varivel 
(salrios) - define o grau de explorao sobre 

o trabalhador. Mantendo-se inalterados os salrios 
(reais), a taxa de mais-valia tende a elevar-se 
quando a jornada e/ou a intensidade do trabalho 
aumenta (aumentando a mais-valia absoluta) 
ou com o aumento da produtividade nos setores 
que produzem os artigos de consumo habitual 
dos trabalhadores (aumentando a mais-
valia relativa). Veja tambm Capital Constante; 
Capital Varivel; Capitalismo; Marx, Karl 
Heinrich. 
MAKE A MARKET. Expresso em ingls que 
significa o ato de um operador de mercado que 
demanda e oferece por determinado preo o 
mesmo ttulo. 

MAKING A PRICE. Expresso em ingls que 
significa uma situao em que um vendedor fixa 
um preo ao qual ele aceita vender um ttulo 
ao comprador ou vice-versa. Esta expresso  
geralmente utilizada na Bolsa de Valores de 
Londres. 

MAKING-UP PRICE. Expresso em ingls que 
tanto pode significar o preo de entrega de um 
ttulo ou ao, quanto, na Bolsa de Valores de 
Londres, o preo de uma ao ou ttulo no fechamento 
que  carregado de um prego para 
outro. 

MALCOLM BALDRIDGE NATIONAL QUALITY 
AWARD. Veja Prmio Baldridge. 

MALDIO DO VENCEDOR. Conceito relacionado 
com a Teoria dos Jogos e que consiste 
em pagar alto demais em funo da determinao 
de vencer. Na medida em que o vencedor 
de uma concorrncia, por exemplo, considera, 
aps a vitria, que poderia ter pago menos, caracteriza-
se a situao de maldio do vencedor. 

MALTHUS, Thomas Robert 

MAL PBLICO. Conceito que designa uma situao 
na qual o Estado  responsvel ou considerado 
responsvel por algum malefcio aos 
cidados,  comunidade ou a toda a sociedade 
seja por omisso, incompetncia ou descuido. 
Esta caracterizao pode dar lugar a aes judiciais 
contra o Estado. 

MALTHUS, Thomas Robert (1766-1834). Economista 
e clrigo ingls, um dos principais nomes 
da escola clssica. Filho de um culto proprietrio 
de terras, amigo de Hume e Rousseau, 
formou-se em Cambridge e tornou-se pastor anglicano 
em 1797. No ano seguinte era publicada 
sua mais clebre obra, An Essay on the Principle 
of Population (Ensaio sobre o Princpio da Populao), 
na qual conclui que a produo de alimentos 
cresce em progresso aritmtica, enquanto 
a populao tenderia a aumentar em progresso 
geomtrica, o que acarretaria pobreza e 
fome generalizadas. Para Malthus, quando a 
desproporo chega a extremos, as pestes, epidemias 
e mesmo as guerras encarregam-se de 
reequilibrar (temporariamente) a situao. A 
nica forma de evitar essas catstrofes seria negar 
toda e qualquer assistncia s populaes 
pobres e aconselhar-lhes a abstinncia sexual, 
com o fim de diminuir a natalidade. Os assalariados 
deveriam ter conscincia de que, "com o 
nmero de trabalhadores crescendo acima da 
proporo do aumento da oferta de trabalho no 
mercado, o preo do trabalho tende a cair, ao 
mesmo tempo que o preo dos alimentos tender 
a elevar-se". A tese de Malthus foi contestada, 
entre outros, por Fourier e Marx, por ignorar 
a estrutura social da economia e as possibilidades 
criadas pela tecnologia agrcola. Entretanto, 
"reciclada" para o terreno da evoluo 
e das populaes de insetos e outras espcies 
animais, ela forneceu a chave decisiva para a 
teoria da seleo natural de Darwin e Wallace. 
David Ricardo e outros economistas clssicos incorporaram 
o "princpio da populao" s suas 
teorias, supondo que a oferta da fora de trabalho 
era inexaurvel, sendo limitada apenas 
pelo "fundo de salrios". Paralelamente, Malthus 
aplicava suas prprias teorias ao estudo 
da renda no livro An Inquiry into the Nature and 
Progress of Rent (Investigao sobre a Natureza 
e o Progresso da Renda), 1815. Sua concepo 
da renda diferencial da terra  semelhante  de 
Ricardo, mediante a aplicao da Lei dos Rendimentos 
Decrescentes, que admitia que o proprietrio 
rural ocupava reas menos frteis  medida 
que a populao aumentava. Nos escritos 
subseqentes, as concepes do Ensaio sobre o 
Princpio da Populao foram o ponto de partida 
para anlises mais abrangentes de questes econmicas 
e sociais, tratadas em livros, panfletos 
e artigos. Surgiram assim The Poor Law (A Lei 



MAMA BELL 

dos Pobres), 1817; Principles of Political Economy 
Considered with a View to their Pratical Application 

(Princpios de Economia Poltica Considerados 
com Vista a sua Aplicao Prtica), 1820; e Definitions 
of Political Economy (Definies de Economia 
Poltica), 1827. Uma das polmicas mais 
clebres do perodo foi travada entre Ricardo e 
Malthus a respeito da chamada Lei de Say, segundo 
a qual a produo cria seu prprio consumo. 
Malthus argumentou que um aumento 
da poupana (vista como investimento) diminuiria 
o consumo e aumentaria a oferta de bens 
por meio do aumento do investimento. E tentou 
demonstrar que o nvel de atividade numa economia 
de mercado depende da demanda efetiva, 
uma idia que mais tarde seria retomada por 

J.M. Keynes. 
MAMA BELL. Apelido das aes da American 
Telephone & Telegraph na Bolsa de Valores de 
Nova York. 

MANAGED FLOAT. Veja Dirty Float. 

MANAGEMENT FEE. Expresso em ingls que 
significa "taxa de administrao", geralmente 
aplicada quando a administrao ou o gerenciamento 
de um contrato cabe a uma empresa, ou 
se concentra numa pessoa pertencente a um grupo 
que assinou um contrato de emprstimo, ou 
de prestao de servios. Por exemplo, quando 
um banco atua como intermedirio financeiro 
de um emprstimo, ele cobra uma taxa de administrao 
do contrato denominada management 
fee. 

MANAT. Unidade monetria do Azerbaijo. 

MANCHESTER. Veja Escola de Manchester. 

MANDEL, Ernest (1923-1995). Economista marxista 
belga. Em 1940, ingressou na IV Internacional 
Socialista, organizao revolucionria 
fundada por Leon Trotski em 1938. Em 1952, 
por ocasio da primeira ciso no movimento 
trotskista, Mandel, ao lado de Michel Pablo, tornou-
se o principal dirigente da faco majoritria 
e seu mais destacado terico. Ao mesmo tempo 
estreitou suas ligaes com o movimento 
operrio como membro da comisso de estudos 
econmicos da Central Sindical Belga e como 
diretor do semanrio La Gauche, rgo da ala 
radical do Partido Socialista Belga, do qual foi 
expulso em 1965. Como terico marxista, adquiriu 
notoriedade aps a publicao da obra Trait 
d'conomie Marxiste (Tratado de Economia Marxista), 
1962. O rigor cientfico de suas pesquisas 
manifesta-se tambm no estudo A Formao do 
Pensamento Econmico de Karl Marx, 1967, no qual 
reconstitui detalhadamente os passos tericos 
dados por Marx, desde seus primeiros escritos 
at a elaborao de O Capital. No entanto, seu 

trabalho mais expressivo e inovador no que diz 
respeito  economia moderna  Der Spaetkapitalismus 
- Versuch einer marxistischen Erklaerung 

(O Capitalismo Tardio), 1972, no qual analisa a 
atual fase do capitalismo monopolista. Na presente 
etapa de seu desenvolvimento, o modo 
de produo capitalista, segundo Mandel, tem 
como caracterstica fundamental a intensificao 
dos processos de automao, fenmeno definido 
por ele como uma terceira revoluo tecnolgica. 
Esta ter-se-ia iniciado a partir de 1940, nos Estados 
Unidos e em outros pases capitalistas desenvolvidos, 
graas ao amplo emprego da eletrnica 
e da energia nuclear no processo produtivo. 
Nesse contexto, Mandel procura atualizar 
a crtica marxista da economia capitalista, 
focalizando as leis do movimento do capital, as 
alteraes verificadas em sua composio orgnica, 
as condies em que se d a realizao da 
mais-valia no capitalismo tardio, o papel da economia 
armamentista nos quadros do capitalismo 
moderno, as possibilidades de crescimento 
do sistema, a natureza das crises cclicas, a concentrao 
e internacionalizao do capital, a essncia 
do neocapitalismo, a espiral inflacionria, 
a hipertrofia do setor de servios e as caractersticas 
da sociedade de consumo. A anlise do 
capitalismo tardio feita por Mandel no se restringe 
exclusivamente ao mbito das relaes de 
produo, mas abrange tambm os aspectos superestruturais 
do sistema e pe em relevo o papel 
do Estado e da ideologia dominante. Os temas 
abordados em O Capitalismo Tardio tm continuidade 
na obra Ende der Krise oder Krise ohne 
Ende? (Fim da Crise ou Crise Sem Fim?), 1977, 
uma srie de ensaios que tratam sobretudo da 
natureza da recesso mundial na atualidade. 
Alm das obras econmicas, Ernest Mandel publicou 
inmeros ensaios sobre problemas polticos, 
tratando principalmente das questes do 
movimento revolucionrio mundial e da problemtica 
dos pases socialistas. Veja tambm 

Capitalismo; Internacional Socialista; Marxismo. 

MANIFESTO COMUNISTA. Redigido por 
Marx e Engels e publicado um pouco antes da 
revoluo alem de 1848, consiste no programa 
do comunismo. Passando em revista os regimes 
econmicos e sociais existentes at ento, o manifesto 
estabelece que a luta de classes  o motor 
da histria, sendo inevitvel o desaparecimento 
do capitalismo como fase histrica do desenvolvimento 
da sociedade e sua superao pelo comunismo. 
Veja tambm Comunismo; Luta de 
Classes. 

MANIFESTO DE EISENACH. Veja Controvrsia 
do Mtodo. 

MANIT. Termo resultante da abreviao das palavras, 
em ingls, man minute, isto , o trabalho 



realizado por um homem num minuto. A expresso 
teve origem no incio dos anos 20 deste 
sculo, nos Estados Unidos, quando se buscava 
reduzir todo e qualquer trabalho a um denominador 
comum, para o clculo da produtividade 
e dos salrios. Por exemplo, o Plano Haynes de 
Salrios estabelecia alguns coeficientes em termos 
de manits: se o trabalhador apresentasse 
uma produo superior a sessenta manits por 
hora, ele receberia uma gratificao, sendo que 
no sistema Haynes um manit correspondia a 4/5 
do trabalho que um trabalhador normal, em condies 
normais, poderia render durante um minuto. 


MANLESS FACTORY. Expresso em ingls 
que significa, literalmente, "fbrica sem operrios", 
designando aquelas fbricas automatizadas 
onde as atividades so desenvolvidas 
por robs e sem a interveno direta dos trabalhadores; 
o mesmo que push-button factory, isto 
, fbrica do "aperta-boto". 

MANNHEIM, Karl (1893-1947). Socilogo alemo, 
crtico do totalitarismo. Seu livro Ideologia 
e Utopia, 1929,  considerado o marco de fundao 
da sociologia do conhecimento. Aluno de 
Max Weber, Mannheim foi professor em Frankfurt 
e na School of Economics de Londres, na 
dcada de 30. Influenciado inicialmente pelo 
marxismo, acabou abandonando-o em parte por 
no acreditar que fossem necessrios meios revolucionrios 
para construir uma sociedade melhor. 
Seu pensamento assemelha-se em certos 
aspectos ao de Hegel, na crena de que, no futuro, 
o homem superar o domnio que os processos 
histricos exercem sobre ele. Mannheim 
foi ainda muito influenciado pelo historicismo 
alemo e pelo pragmatismo ingls. Em seu primeiro 
e principal livro, Ideologia e Utopia, afirma 
que todo ato de conhecimento no resulta apenas 
da conscincia terica, mas tambm de numerosos 
elementos que provm da vida social 
e das influncias e vontades a que o indivduo 
est sujeito. A influncia desses fatores deveria 
ser o objeto de uma nova disciplina, a sociologia 
do conhecimento. Cada fase da humanidade seria 
dominada por certo estilo de pensamento e 
a comparao entre vrios estilos diferentes seria 
impossvel. Mas, mesmo em cada fase, surgiriam 
tendncias conflitantes, apontando para a 
conservao ou para a mudana de pensamento. 
A conservao tenderia a produzir ideologias, 
e a tendncia  mudana conduziria a utopias. 
O pensamento de Mannheim foi criticado sob 
a alegao de, por meio do historicismo, levar 
ao relativismo. O socilogo refutou essa crtica, 
afirmando que o relativismo s existe dentro de 
uma concepo absolutista das ideologias ou de 
qualquer forma de pensamento. Estudou tambm 
as relaes entre o pensamento e a ao, 

MO INVISVEL 

elaborou a caracterizao das sociedades de 
massa e contribuiu para a teoria do planejamento. 
Entre outras obras, escreveu ainda Mensch 
und Gesellschaft im Zeitalter des Umbaus (O Homem 
e a Sociedade em poca de Crise), 1935; 
Diagnosis of our Time (Diagnstico do Nosso 
Tempo), 1943; e Freedom, Power and Democratic 
Planning (Liberdade, Poder e Planejamento Democrtico), 
1950. 

MANOILESCU. Veja Tese de Manoilescu. 

MANUFATURA. Estabelecimento fabril em que 
a tcnica de produo  artesanal, mas o trabalho 
 desempenhado por grande nmero de operrios, 
sob a direo de um empresrio. No processo 
manufatureiro vigora a diviso do trabalho, 
pela qual cada operrio, utilizando instrumentos 
individuais, realiza uma operao parcial. 
Assim, a qualidade da produo depende 
fundamentalmente da habilidade manual do 
operrio, pois no h ainda o emprego de mquinas. 
A manufatura sucedeu o artesanato, 
como forma de produo e organizao do trabalho, 
sendo substituda pela produo industrial 
mecanizada. Surgiu por volta do sculo XIV 
em alguns centros urbanos da Itlia, Flandres e 
Inglaterra, e atingiu o apogeu nos sculos XVIIXVIII, 
preparando as condies materiais e tcnicas 
para o advento da Revoluo Industrial. 
Veja tambm Artesanato; Mecanizao; Revoluo 
Industrial. 

MANUFATURADOS. Veja Produtos Manufaturados. 


MANUMISSO. Ato de libertar ou alforriar 
um escravo feito pelo senhor. 

MO. Antiga unidade de comprimento equivalente 
 largura de uma mo de tamanho normal 
e correspondendo a aproximadamente a 10 
cm. Hoje em dia ela  ainda utilizada para medir 
cavalos: a altura de um cavalo medida em mos 
compreende a distncia entre suas ancas e o solo. 
Veja tambm Unidades de Pesos e Medidas. 

MO INVISVEL. Conceito desenvolvido por 
Adam Smith em seu livro A Riqueza das Naes, 
significando uma coordenao invisvel que assegura 
a consistncia dos planos individuais 
numa sociedade onde predomina um sistema 
de mercado. De acordo com Smith, um indivduo 
que busca apenas seu prprio interesse  
na verdade conduzido por uma mo invisvel 
a obter um resultado que no estava originalmente 
em seus planos. Esse resultado obtido 
corresponderia ao interesse da sociedade. A concepo 
de Smith, embora tenha correspondncia 
na realidade, no significa que o mercado funcione 
to bem assim conduzido pela mo invisvel. 
As crises, as distores e desigualdades 



MAPLE LEAF 

na distribuio da renda, a existncia de desemprego 
crnico e elevado significam que a mo 
invisvel nem sempre proporciona a harmonia 
entre os interesses individuais e os da sociedade. 
Esta questo, entendida como as condies do 
equilbrio geral, foi retomada por Leon Walras 
(1834-1910) no final do sculo passado, por Arrow 
(1921) e Debreu (1921), no presente sculo. 
Veja tambm Equilbrio Geral; Laissez-Faire. 

MAPLE LEAF. Veja Krugerrand. 

MAQUIA. Antiga medida de cereais correspondente 
a 2 celamins (0,863 l). Atualmente (em Portugal), 
a maquia representa a parte que o moleiro 
recebe em cereais ou azeite pelo seu trabalho 
de moagem desses mesmos produtos, que 
para o efeito lhe so entregues pelos lavradores. 
, portanto, o preo do trabalho do moleiro. 

MAQUILADORAS. Denominao de empresas 
situadas em lugares prximos das fronteiras de 
um pas, onde se montam produtos com peas 
e componentes vindos do pas vizinho com vantagens 
decorrentes de mo-de-obra barata. Desenvolveram-
se especialmente durante os anos 
80 na fronteira do Mxico com os Estados Unidos. 

MARAVED. Moeda cunhada por ordem de Alfonso 
VIII de Castela, em ouro e prata, imitando 

o dinar almorvide e que tambm era denominado 
mourisco, alfonsim e morabetim. Circulou 
durante muito tempo na Espanha, cunhado em 
cobre e freqentemente mencionado por Cristvo 
Colombo em seus dirios e cartas relatando 
o descobrimento da Amrica. Seu valor era 
equivalente a cerca de um centsimo de grama 
de ouro. Mesmo depois de ter sado de circulao, 
permaneceu durante muito tempo como 
unidade de conta na Espanha. 
MARCA. Elemento de propaganda e marketing 
identificador de uma empresa, organizao, produto, 
servio etc., constitudo de um nome, de 
um smbolo visual (figurativo ou no), de um 
logotipo ou da logomarca. 

MARCA D'GUA. Um desenho ou uma forma 
incorporada ao papel durante sua fabricao e 
identificvel quando colocado contra a luz. 
Constitui um mecanismo para tornar mais difceis 
e custosas as falsificaes, sendo uma das 
caractersticas do papel utilizado para a emisso 
de notas, papel-moeda, tales de cheque e de 
ttulos de valor em geral.  tambm conhecida 
como "filigrana". Em ingls, a expresso  water 
mark. 

MARCA MONETRIA. Marca que identifica 
a Casa da Moeda onde a moeda foi cunhada. 
A marca pode ser uma letra, ou um sinal, ou 

smbolo secreto.  tambm denominada letra 
monetria. 

MARCA REGISTRADA. Sinal distintivo (palavra, 
letra, desenho, emblema) utilizado paraindividualizar um produto.  registrado no rgo 
competente para assegurar seu uso exclusivo 
por determinada empresa. 

MARCAR AO MERCADO. Expresso do mercado 
financeiro que significa a avaliao de uma 
posio financeira resultante de uma operao, 
mediante sua comparao com o preo vigente 
no mercado em uma determinada data, ainda 
que no seja a data do vencimento. 

MARCO. Medida de peso utilizada pela Casa 
da Moeda do Brasil antes da adoo do Sistema 
Mtrico Decimal e equivalente a 8 onas ou aproximadamente 
228,552 g. O marco  tambm a denominao 
da unidade monetria da Alemanha 
(marco alemo; submltiplo: pfennige) e da Finlndia 
(marco finlands; submltiplo: penni). 

MARCUSE, Herbert (1898-1979). Filsofo alemo 
radicado nos Estados Unidos, para onde 
emigrou em 1934, fugindo  perseguio nazista. 
Ligado  escola de Frankfurt, foi influenciado 
por Hegel, Marx e Freud, elaborando uma concepo 
do indivduo e da sociedade que funde 
os pontos de vista do marxismo e da psicanlise. 
Em uma de sua obras mais importantes, Ideologia 
da Sociedade Industrial, 1964, Marcuse faz uma 
anlise crtica do sistema ideolgico do moderno 
capitalismo industrial e afirma que o proletariado 
dos pases desenvolvidos se interessa pela 
conservao do sistema. O autor acha que o potencial 
revolucionrio para derrubar o capitalismo 
e construir uma sociedade sem explorao 
de classe e sem represso dos impulsos naturais 
encontra-se nas maiorias oprimidas, nas classes 
marginalizadas e nos povos do Terceiro Mundo. 
Seus ataques demolidores  sociedade de consumo 
e sua reivindicao de liberdade sexual 
como complemento indispensvel da emancipao 
poltica e econmica tiveram grande repercusso 
nos movimentos estudantis de 1968, 
principalmente nos Estados Unidos, Frana e 
Alemanha. Marcuse foi professor do Institute of 
Social Research da Universidade de Nova York 
(1934-1940) e da Universidade da Califrnia 
(1954-1965). Entre outras obras, escreveu: Razo 
e Revoluo, 1941; Eros e Civilizao, 1955; e Marxismo 
Sovitico, 1958. 

MARGEM. Parte do valor de uma operao a 
termo, efetuada em Bolsa de Valores, que o comprador 
deposita como garantia de liquidao do 
negcio no prazo estipulado. O depsito pode 
ser feito em dinheiro ou em ttulos determinados 
pela direo da Bolsa. Nas Bolsas de Mercadorias, 
 um percentual em dinheiro depositado 



pelos contratantes como garantia contra possvel 
oscilao de preos. O termo pode ser entendido 
tambm como a diferena entre o preo de venda 
de um produto e seu custo de produo para 

o produtor, e neste caso significa o "ganho" ou 
"a margem de lucro" do empresrio. 
MARGEM DE CONTRIBUIO.  a diferena 
entre o preo de venda de um produto e seu 
custo varivel (MC = Pv - Cv). Se o preo de 
venda de um produto for igual a R$ 10000,00 e 

o custo varivel desse produto se elevar a R$ 
6000,00, a margem de contribuio ser igual a 
R$ 4000,00. Isso significa que cada real de vendas 
contribui com 40 centavos para a cobertura dos 
custos fixos, os quais, dependendo do volume 
de vendas, podem ser ultrapassados, sendo gerados, 
nesse caso, lucros  empresa. A margem 
de contribuio  tambm chamada de "contribuio 
para o custo fixo", "saldo marginal" ou 
"receita marginal". 
MARGEM LQUIDA. Porcentagem de lucro lquido 
em relao ao total de faturamento.  a 
diferena entre o faturamento total e os custos 
diretos e indiretos necessrios para obt-lo. Por 
exemplo, se uma construtora comercializar imveis 
com 25% de acrscimo sobre o preo de 
custo, e o esforo de comercializao (salrio de 
corretores, publicidade, material promocional 
etc.) consumir 15% da diferena, a margem lquida 
corresponder a 10% do preo de venda. 

MARGINALISMO. Escola e teoria econmica 
que define o valor dos bens a partir de um fator 
subjetivo - a utilidade, isto , sua capacidade 
de satisfazer necessidades humanas, rompendo 
com a teoria clssica do valor-trabalho. Como 
a necessidade  uma caracterstica subjetiva, 
tambm a utilidade de um bem ter uma avaliao 
subjetiva; um mesmo bem ou servio ter 
diferentes utilidades e, portanto, valores diferentes, 
de acordo com o indivduo. Para explicar 
esse aspecto, a escola marginalista considera que 
a satisfao de cada necessidade requer certaquantidade de um bem ou servio.  medida 
que a quantidade consumida pelo indivduo aumenta, 
reduz-se a satisfao obtida. O valor de 
cada bem  dado pela utilidade proporcionada 
pela ltima unidade disponvel desse bem, ou 
seja, por sua "utilidade marginal". Os marginalistas 
argumentam que um bem muito abundante 
pode ser utilizado de formas que no so essenciais. 
 medida que ele escasseia, as formas 
no-essenciais devem ser abandonadas: sua utilidade 
marginal aumenta. Desse modo, a utilidade 
marginal mede a necessidade que ainda 
resta a ser satisfeita e, portanto, o valor do bem. 
Os fatores de produo tambm so objeto de 
uma avaliao subjetiva, ou seja, de uma desutilidade 
ou renncia  utilidade. Segundo a teo-

MARGINALISMO 

ria marginalista, o trabalho causa desprazer enquanto 
atividade e s  realizado porque seus 
resultados (bens e servios) proporcionam utilidade. 
 medida que o trabalho se prolonga, 
sua desutilidade (o desprazer provocado pela 
fadiga) aumenta e a utilidade marginal de seu 
produto diminui. Quando a desutilidade e a utilidade 
se igualam, o trabalho cessa. Analogamente, 
o capital  visto como bens a cujo usufruto 
o indivduo renuncia no presente para consumir 
uma maior quantidade no futuro. Resulta, 
portanto, de uma negao do consumo individual 
imediato, na expectativa de um rendimento 
maior no futuro, a partir da comparao entre 
duas utilidades separadas no tempo. A partir 
dessas proposies, deduz-se que a cada bem 
se associa um custo, um preo de oferta, que 
aumenta com o volume de bens produzidos. 
Como cada bem  produzido mediante utilizao 
de trabalho e capital, o crescimento da produo 
requer volumes cada vez maiores de trabalho 
e capital. Com isso, o custo do trabalho 
eleva-se, pois sua desutilidade cresce. Desse 
modo, os marginalistas explicam o fenmeno 
pelo qual a oferta de uma mercadoria s pode 
aumentar se houver aumento de seu preo. A 
formao dos preos no mercado ocorre de acordo 
com a clssica lei da oferta e da procura, 
explicada pela teoria marginalista a partir de um 
critrio psicolgico e de fundo racionalista. O 
produto resultaria da combinao entre trs fatores 
de produo (trabalho, capital e recursos 
naturais), combinados em determinadas propores, 
conforme cada caso. A produtividade de 
cada fator diminui  medida que sua quantidade 
no processo produtivo aumenta em relao aos 
outros fatores. Na margem, a produtividade de 
cada fator reflete seu valor, isto , sua escassez 
relativa. Assim, um fator ser tanto mais valioso 
quanto menor for sua disponibilidade. Sendo os 
fatores comercializados num mercado de concorrncia 
perfeita - premissa clssica mantida 
pelos marginalistas -, demonstra-se que seus 
preos (salrio do trabalho, juros do capital e 
renda da terra) correspondem s respectivas 
produtividades marginais. O marginalismo surge 
como escola e teoria econmica estruturada 
a partir de 1870, elaborado e desenvolvido independentemente 
nas obras de trs economistas: 
Karl Menger (Die Grundstze der Volkswirtschaftslehre 
(Princpios da Economia Poltica)), William 
Jevons (The Theory of Political Economy (Teoria 
da Economia Poltica)) e Lon Walras (lments 
d'conomie Politique Pure (Elementos da Economia 
Poltica Pura)). No incio do sculo XX, a 
anlise econmica baseada na utilidade marginal 
 refinada pelos representantes das trs escolas 
mais importantes: a inglesa, com Alfred 
Marshall (1842-1924); a austraca, representada 
por Bhm-Bawerk (1851-1914) e Von Wieser 



MARK DOWN 

(1851-1926), discpulos de Menger; e a de Lausanne, 
com Pareto (1848-1923), discpulo de Walras. 
Tornou-se o fundamento da doutrina econmica 
acadmica oficial dos pases capitalistas, 
reafirmando o sistema de concorrncia perfeita 
e a inexistncia de crises econmicas, admitidas 
apenas como acidentes ou conseqncia de erros. 
Entretanto, a profunda crise de 1929 e a conseqente 
depresso que perdurou at a Segunda 
Guerra Mundial revelaram a fragilidade de suas 
formulaes. Houve necessidade de uma anlise 
mais abrangente, como a desenvolvida por J.M. 
Keynes, para adaptar a teoria econmica oficial 
 problemtica contempornea do capitalismo. 
Keynes tinha formao marginalista, mas rompeu 
com os preceitos ortodoxos, elaborando 
suas teorias da renda, consumo e investimento 
a partir de comportamentos sociais, e no de 
peculiaridades individuais. Na verso keynesiana, 
o marginalismo torna-se mais ecltico e no 
enfatiza a teoria do valor marginal, relegado a 
textos escolares ou a interpretaes de cunho 
ideolgico. E, ao mostrar que no existe o princpio 
de equilbrio automtico na economia capitalista 
e que o investimento  o fator dinmico 
na economia, Keynes inaugura uma nova fase 
de cincia econmica, que se utiliza cada vez 
mais do instrumental matemtico aplicado a 
problemas prticos, mas tambm de uma viso 
mais geral e interdependente dos grandes agregados 
econmicos. 

MARK DOWN. Expresso em ingls que, nas 
atividades bancrias, significa a reavaliao do 
valor de ttulos oferecidos como colaterais de 
emprstimos para troca de aes, sempre que 
ocorre um expressivo declnio de suas cotaes 
no mercado de ttulos. Esta reavaliao torna-se 
necessria como uma proteo para os emprstimos 
bancrios dentro do princpio de que as 
margens de segurana devem ser sempre mantidas 
em boas condies. 

MARK-I. Calculadora eletromagntica inventada 
pelo fsico norte-americano Howard Aiken 
em 1943, contendo enorme quantidade de fios 
(800 km) e realizando operaes com nmero 
de mais de vinte dgitos em poucos segundos. 
Em 1945, a matemtica norte-americana Grace 
Murray Hopper encontra um inseto (bug) nos 
circuitos do Mark-I, e a palavra bug passa a ser 
sinnimo, desde ento, de tudo aquilo que cause 
interrupes ou panes nos circuitos dos computadores. 


MARKETING. Neologismo norte-americano que 
designa a moderna tcnica de comercializao. 
Veja tambm Mercadologia. 

MARK-TO-MARKET. Veja Marcar ao Mercado. 

MARKET SHARE. Expresso em ingls que 
significa, literalmente, "participao no mercado", 
isto , a frao do mercado controlado por 
uma empresa ou participao no mercado nas 
vendas de um determinado produto. Avalia-se 
que quando uma s empresa tem uma participao 
superior a 10% de um mercado, ela j  
capaz de influir na fixao de preos nesse mercado. 


MARKOWITZ, Harry. Veja Prmio Nobel; 
Risco. 

MARKUP. Termo em ingls que significa a diferena 
entre o custo total de produo de um 
produto e seu preo de venda ao consumidor 
final. A diferena indica o custo da distribuio 
fsica, ou seja, quanto custa levar o produto de 
onde est armazenado at as mos do consumidor 
final, mais o lucro do produtor dos intermedirios 
e varejistas. Por exemplo, se o custo 
de produo de um produto  igual a R$ 20,00 
e o preo ao consumidor final deve ser 30% mais 
elevado (ou um markup de 30%), o preo final 
ao consumidor dever ser de R$ 20,00 + 30% = 
R$ 26,00. 

MARSHALL, Alfred (1842-1924). Economista e 
matemtico ingls, principal representante da 
segunda gerao da escola marginalista inglesa 
ou escola de Cambridge. Influenciado por Cournot, 
Von Thnen e Bentham, transformou vrios 
argumentos de Ricardo e Mill em proposies 
matemticas. Em 1879 foram publicados Pure 
Theory of Foreign Trade (Teoria Pura do Comrcio 
Exterior), Pure Theory of Domestic Values (Teoria 
Pura dos Valores Internos) e Elements of Economics 
of Industry (Elementos da Economia da Indstria), 
este ltimo em colaborao com sua 
mulher. Onze anos depois surgiu sua principal 
obra, Princpios de Economia. Marshall procurou 
dar um tratamento mais cientfico  economia, 
buscando um denominador comum para medir 
a atividade humana. Assim, em Princpios, analisa 
as relaes entre a oferta, a procura e o valor, 
caracterizando o comportamento econmico humano 
de uma perspectiva hedonista, como um 
delicado equilbrio entre a busca de satisfao 
e a negao do sacrifcio. Combinando a utilidade 
marginal com o custo real subjetivo, o valor 
 determinado, segundo Marshall, pela atuao 
conjunta das foras que se localizam na oferta 
e na procura. Assim, atrs da procura est a 
utilidade marginal, expressa nos preos de procura 
dos compradores; e atrs da oferta localizam-
se o esforo e o sacrifcio marginal dos produtores, 
refletidos nos preos de oferta em que 
os produtos so produzidos. Nessa anlise, o 
custo de produo surge tambm como determinante 
do valor. Marshall diferencia gastos de 
produo e custo real de produo, que consiste 



na desutilidade do trabalho junto com o sacrifcio 
de poupar o capital necessrio  produo 
de uma mercadoria. Marshall aplicou esse esquema 
geral a todo o campo de atividade econmica. 
Desse modo, o consumidor obteria uma 
renda por meio de um processo de equilbrio 
entre a desutilidade do esforo e a utilidade derivada 
do gasto da renda obtida com essa desutilidade. 
Do mesmo modo, o modelo de seu 
gasto seria determinado pela utilidade obtida 
por uma mercadoria,  custa da utilidade perdida 
ao no comprar outras mercadorias. Marshall 
tambm sugeriu que, se os custos monetrios 
de produo de duas mercadorias fossem 
iguais, os custos reais tambm seriam semelhantes. 
A partir dessa analogia, elaborou o conceito, 
desenvolvido antes por Dupuit, de "excedente 
do consumidor", que expressaria o excesso de 
satisfao experimentado pelo consumidor ao 
comprar um bem por um preo menor do que 
estaria disposto a pagar antes de pensar em adquiri-
lo. A contribuio de Marshall ao problema 
do valor e do preo tambm est em sua 
anlise do equilbrio entre a oferta e a procura. 
Ele distingue diferentes perodos de tempo em 
que as foras do mercado tendem a estabelecer 

o equilbrio: o "valor de mercado", determinado 
quando a oferta  fixa; e os "valores normais", 
determinados num perodo curto, quando a 
oferta pode aumentar mediante estoques de trabalho, 
e a longo prazo, quando h modificaes 
no processo produtivo. Finalmente, sugere que 
o valor deveria ser considerado "no esttico" 
quando h mudana em todos os dados econmicos: 
populao, gostos, tcnica, capital e organizao. 
A distino entre diferentes graus de 
equilbrio da oferta e da procura ajudou Marshall 
a relacionar todas as categorias econmicas, 
ligando os problemas da oferta, da procura 
e do preo das mercadorias aos dos fatores de 
produo. Desse modo ele inter-relacionou a troca, 
a produo e a distribuio. Tal anlise do 
equilbrio originou muitos conceitos atualmente 
de uso generalizado, como as noes de "elasticidade 
da oferta e da procura" e o "princpio 
de substituio". Tambm est implcita, nessa 
teoria do equilbrio do valor, uma teoria da distribuio. 
Pelo uso do fator tempo, Marshall distingue 
entre fatores que determinam os preos 
e aqueles que so determinados pelos preos. E 
mostrou que essa distino no era absoluta, exceto 
no caso da renda da terra (sempre determinada 
pelo preo), pois dependia de perodos 
de tempo. Mas, a curto prazo, a remunerao 
de muitos fatores  semelhante  remunerao 
da propriedade do solo (a renda da terra), que 
produziu o que ele chamou de "quase renda". 
Quanto ao capital e ao trabalho, Marshall afirmava 
que, a longo prazo, as remuneraes desses 
fatores deveriam ser iguais a seus custos 
MARX, Karl Heinrich 

marginais: o juro tenderia a ser igual ao sacrifcio 
marginal da poupana, e os salrios, iguais  
desutilidade marginal do esforo. A produtividade 
marginal dos salrios e dos juros deveria 
ser considerada parte de uma teoria completa 
da distribuio. Marshall escreveu ainda Money, 
Credit and Commerce (Dinheiro, Crdito e Comrcio), 
1923. Devido  popularidade de seus livros 
e de suas aulas (foi professor de economia poltica 
em Cambridge de 1885 a 1908), exerceu 
enorme influncia na formao da gerao posterior 
de economistas. 

MARTINGALE. Designao de um processo de 
jogar pelo qual enquanto o jogador no ganha, 
vai dobrando as apostas. 

MARUTA. Veja Zaire. 

MARX, Karl Heinrich (1818-1883). Filsofo e 
economista alemo, o mais eminente terico do 
comunismo. Estudante universitrio em Berlim, 
ligou-se  chamada esquerda hegeliana, frontalmente 
contrria ao absolutismo prussiano. Doutorou-
se em direito pela Universidade de Iena 
com a tese Sobre as Diferenas da Filosofia da Natureza 
de Demcrito e Epicuro, influenciado pela 
dialtica de Hegel. De maio de 1842 a janeiro 
de 1843, foi redator-chefe do jornal Rheinische 
Zeitung (Gazeta Renana), editado em Colnia, 
porta-voz do liberalismo alemo. Foi por fora 
de seu trabalho jornalstico que abordou, pela 
primeira vez, temas de natureza econmica, ao 
analisar a runa dos vinhateiros do Mosela e as 
questes jurdicas relativas ao furto da lenha 
praticado pelos camponeses alemes. Datam 
dessa poca os artigos "A Liberdade de Imprensa", 
"Manifesto sobre a Escola Histrica do Direito", 
"Debates Motivados pela Lei contra o 
Furto da Lenha", "Justificao do Correspondente 
do Mosela". O trato com esses problemas 
levou-o a perceber a contradio entre a concepo 
hegeliana do Estado, que deveria ser a 
encarnao do "interesse geral", e as leis emanadas 
da Dieta Provincial renana, voltadas basicamente 
para a defesa da propriedade privada. 
Segundo Ernest Mandel, j nessa poca Marx 
teria vislumbrado a noo da mais-valia, de ampla 
utilizao posterior. Ao analisar uma disposio 
penal que atribui ao proprietrio o trabalho 
do ladro para compensar suas perdas, ele teria 
percebido que  o trabalho forado no-retribudo 
a fonte das "percentagens", isto , do lucro. 
No entanto, sua postura poltica nesse perodo 
era a de um liberal radical. A adeso ao socialismo 
viria a ocorrer em Paris, onde Marx se 
exilou aps o fechamento do Rheinische Zeitung 
pelo governo prussiano. Na capital francesa, ele 
entrou em contato com um movimento operrio 
relativamente amadurecido e com revolucionrios 
de toda a Europa, entre os quais Bakunin, 



MARX, Karl Heinrich 

terico do anarquismo. Alm disso, conheceu 
Friedrich Engels, cuja amizade marcaria sua 
vida e sua obra. Foi por influncia de Engels 
que Marx se voltou para o estudo dos escritos 
de Adam Smith, Ricardo e outros economistas 
clssicos ingleses. 
Em Paris, Marx fundou, com outros intelectuais 
alemes, a revista Deutsch-Franzsische-Jahrbcher 
(Anais Franco-Alemes), que teve um nico 
nmero. Dois artigos da revista trazem sua assinatura: 
"A Questo Judaica" e "Contribuio 
 Crtica da Filosofia do Direito". Sob a influncia 
do materialismo de Feuerbach, rompeu com 

o idealismo de Hegel e procurou fundamentar 
a anlise do Estado e do direito na "autonomia 
da sociedade civil", isto , nas relaes sociais 
concretas. 
A partir de 1844, juntamente com Engels, dedicou-
se a fundamentar teoricamente o socialismo 
(ento dominado pelo pensamento utopista). 
Seus estudos de economia poltica resultaram 
na elaborao de Manuscritos Econmico-Filosficos 
de 1844 (publicados somente em 1932). O 
tema central  a problemtica da alienao, herdada 
de Hegel e Feuerbach, mas que recebe um 
fundamento socioeconmico. Para Marx, o homem 
alienado no  mais o indivduo entregue 
a um sonho religioso ou especulativo, mas o 
homem que habita uma sociedade desumanizada, 
que tem seu fundamento na propriedade privada. 
No entanto, Marx no atinge ainda a essncia 
da explorao nos quadros do capitalismo, 
pois refuta com veemncia a teoria do valor-
trabalho elaborada por David Ricardo. Paralelamente, 
trabalhando em conjunto, Engels e 
Marx aprofundaram o ajuste de contas com a 
filosofia de Hegel e Feuerbach. Isso ocorre em 
A Sagrada Famlia (1844) e em A Ideologia Alem, 
na qual elaboram o primeiro esboo do materialismo 
histrico. 
O trabalho seguinte de Marx foi A Misria da 
Filosofia (1847), em que as questes econmicas 
receberam um tratamento especial. Marx aceitou 
e incorporou a seu pensamento a teoria do valor-
trabalho de Ricardo. As concepes econmicas 
presentes na obra serviram de fundamento 
para o ajuste de contas com o socialismo utpico, 
particularmente com o pensamento doutrinrio 
de Proudhon, autor de Filosofia da Misria. 
Foi tambm no ano de 1847 que Marx e Engels 
escreveram O Manifesto Comunista, espcie de 
programa e carta de princpios da Liga dos Comunistas, 
organizao revolucionria que os 
dois amigos ajudaram a fundar. O manifesto 
apresenta, a partir das concepes do materialismo 
histrico, uma anlise da sociedade capitalista. 
Alm disso, fundamenta a teoria do socialismo 
cientfico, apresenta o programa da revoluo 
proletria e a funo histrica da ditadura 
do proletariado. No mesmo perodo surge 
Trabalho Assalariado e Capital (conferncias pronunciadas 
em Bruxelas), em que Marx delineia 
os primeiros esboos da teoria da mais-valia com 
base na teoria do valor-trabalho. 
Em A Misria da Filosofia, O Manifesto Comunista 
e Trabalho Assalariado e Capital, Marx e Engels 
apresentaram uma primeira viso de conjunto 
do modo de produo capitalista e sua possvel 
evoluo. Mas os trabalhos tericos deveriam 
esperar: em 1848, a ecloso do movimento revolucionrio 
em vrios pases europeus conduziu 
Marx e Engels de volta  Alemanha, onde 
editaram a Neue Rheinische Zeitung (Nova Gazeta 
Renana), procurando orientar as aes do proletariado 
alemo. 
O fracasso da revoluo levou-os a novo exlio, 
dessa vez em Londres. Com a ajuda de Engels, 
Marx procede a um minucioso estudo das crises 
cclicas do capitalismo, no qual a problemtica 
dos ciclos econmicos  vista em estreita relao 
com os problemas suscitados pela ao poltica.
 dessa poca a obra As Lutas de Classe na Frana 
1848-1850, cuja temtica do estudo e do comportamento 
das classes sociais se desdobra e se 
aprofunda em O 18 Brumrio de Lus Bonaparte 
(1852). 
Aps a dissoluo da Liga dos Comunistas, 
Marx voltou-se para um estudo em profundidade 
da economia poltica. Foram anos de extrema 
misria, a sobrevivncia precariamente 
garantida pela ajuda de Engels e pela colaborao 
com o jornal norte-americano New York Daily 
Tribune. As pesquisas desenvolvidas nesse perodo 
resultaram na Contribuio  Crtica da Economia 
Poltica (1857), nos Grundrisse (conjunto de 
rascunhos s publicados em 1939 com o nome 
de Fundamentos para a Crtica da Economia Poltica) 
e nas Teorias da Mais-valia, obra que mais tarde 
Marx pretendeu publicar como Livro Quarto de 
O Capital. 
Ao mesmo tempo que redigia O Capital, Marx 
voltou suas atenes para o movimento operrio, 
contribuindo decisivamente, ao lado de Engels, 
para a fundao da Associao Internacional 
dos Trabalhadores (I Internacional), criada 
em Londres em 1864. Foi numa das reunies do 
conselho geral da Internacional que exps pela 
primeira vez, em forma de conferncia, sua teoria 
definitiva dos salrios, publicada postumamente 
com o nome de Salrio, Preo e Lucro. Afinal, 
em 1867, veio a pblico o primeiro volume 
de O Capital. Os outros dois volumes, inacabados, 
foram publicados em 1885 e 1894 por Engels, 
que para eles elaborou inmeras notas explicativas 
e redigiu passagens incompletas. 
A doena contribuiu para que Marx no desse 
forma final aos outros volumes de sua mais importante 
obra. Outro fator foi seu compromisso 
com a militncia poltica: inmeras vezes Marx 



MATARAZZO, Francisco 

abandonou seu trabalho cientfico para dedicar-
se ao movimento operrio. Assim procedeu por 
ocasio da Comuna de Paris (1871), cujos acontecimentos 
foram analisados por ele em A Guerra 
Civil na Frana, um dos mais perfeitos exemplos 
de anlise poltica de conjuntura, pois mostra 
as concepes ideolgicas, as alianas e conflitos 
entre as classes sociais na cena poltica. Outra 
obra dedicada  formao poltica do proletariado 
foi a Crtica ao Programa de Gotha (1875), 
uma anlise do programa da social-democracia 
alem, publicada depois de sua morte. 
Na ocasio de sua morte, em 1883, Engels disse 
a seu respeito, na orao fnebre: "Assim como 
Darwin descobriu a lei do desenvolvimento da 
natureza orgnica, Marx descobriu a lei do desenvolvimento 
da sociedade humana: o fato to 
simples, mas que at ele se mantinha oculto pelo 
ervaal ideolgico, de que o homem precisa, em 
primeiro lugar, comer, beber, ter um teto e vestir-
se antes de fazer poltica, cincia, arte, religio 
etc.; e que, portanto, a produo dos meios 
de subsistncia imediatos, materiais e, por conseguinte, 
a correspondente fase econmica do 
desenvolvimento de um povo ou de uma poca 
 a base a partir da qual se desenvolveram as 
instituies polticas, as concepes jurdicas, as 
idias artsticas e inclusive as idias religiosas 
dos homens e de acordo com a qual devem explicar-
se; e no o contrrio, como se vinha fazendo 
at ento". 
Veja tambm Comunismo; Engels, Friedrich; 
Internacional Socialista; Mais-valia; Marxismo; 
Materialismo Histrico; Revoluo Socialista; 
Socialismo; Utopia. 

MARXISMO. Denominao consagrada para a 
obra terica de Marx e Engels e de seus seguidores. 
Constitui a fundamentao ideolgica do 
moderno comunismo. Abrange uma filosofia e 
uma sociologia. Mudou os rumos da economia 
poltica, principalmente com a obra O Capital, 
de Marx, que expe a teoria da mais-valia e considera 
o capitalismo um modo de produo transitrio, 
sujeito a crises econmicas cclicas, e que, 
por efeito do agravamento de suas contradies 
internas, dever ceder o lugar ao modo de produo 
socialista, mediante a prtica revolucionria. 
A teoria poltica marxista, chamada de 
socialismo cientfico, considera que a luta de 
classes  o motor da histria e que o Estado  
sempre um rgo a servio da classe dominante, 
cabendo  classe operria, como classe revolucionria 
de vanguarda, lutar pela conquista do 
Estado da ditadura do proletariado. Na II Internacional, 
surgiu uma tendncia que props 
substituir o contedo revolucionrio do marxismo 
pela concepo de uma evoluo social reformista 
e gradual. A importncia da obra terica 
e prtica de Lnin deu origem  expresso 

marxismo-leninismo, modernamente difundida. 
Aps a estagnao dogmtica que caracterizou 

o perodo stalinista, a pesquisa terica revigorou-
se no campo do marxismo, dando lugar a 
acesas polmicas, centradas particularmente em 
torno das contribuies de Mao Ts-Tung, Trotski, 
Gramsci, Rosa Luxemburgo, Lukcs, Tito, Louis 
Althusser e outros. Veja tambm Capitalismo; 
Comunismo; Escola Marxista; Eurocomunismo; 
Mais-valia; Materialismo Dialtico; Materialismo 
Histrico; Proletariado, Ditadura do. 
MARXISTA. Veja Escola Marxista. 

MATARAZZO, Francisco (1854-1937). Empresrio 
talo-brasileiro. Nasceu em Castellabate, 
provncia de Salerno, Itlia. Aos 27 anos veio 
para o Brasil com a esposa e dois filhos, estabelecendo-
se em Sorocaba. Dedicou-se ao comrcio 
e montou fbricas de banha na regio, 
at fundar, em 1890, uma sociedade com dois 
irmos que j se encontravam no pas. Nesse 
mesmo ano, mudou-se para So Paulo, tornando-
se importador de bens de consumo. Em 1891 
organizou uma sociedade annima, a Companhia 
Matarazzo: era o fim da Matarazzo e Irmos. 
Em 1900 passou a importar farinha de 
trigo da Argentina, aproveitando-se das dificuldades 
que havia na poca para trazer o produto 
dos Estados Unidos, nosso tradicional fornecedor. 
Com a ajuda de tcnicos ingleses, construiu 
ento seus primeiros moinhos no bairro do Brs. 
Do projeto faziam parte tambm uma sacaria e 
uma oficina de reparaes, origem da Metalrgica 
Matarazzo. A sacaria transformou-se com 

o tempo na Tecelagem de Algodo Maringela, 
dedicada  produo de embalagens e tecidos 
para vesturio. O passo seguinte foi a criao 
de uma fbrica para extrair leo de caroo de 
algodo. Paralelamente, Matarazzo voltou-se 
para o ramo financeiro, participando, em maio 
de 1900, da fundao do Banco Commerciale Italiano 
di So Paulo. Em 1905 organizou, com outros 
investidores, o Banco Italiano del Brasile. 
Um terceiro banco foi organizado com sua participao 
em 1910. Em 1911 sua empresa transformou-
se em sociedade annima. Seis anos depois, 
transferiu para seus filhos, particularmente 
para Ermelino Matarazzo, o controle dos negcios. 
Por ocasio de sua morte, em 1937, o grupo 
Matarazzo estava entre os mais importantes conglomerados 
industriais do pas, posio que conservou 
at fins da dcada de 70. Em 1979 o grupo 
era o segundo maior na relao das principais 
empresas por patrimnio lquido, caindo para 
o dcimo lugar em 1980 e para o vigsimo segundo 
no ano seguinte. Em 1983, na gesto de 
Maria Pia Matarazzo, vrias empresas do grupo 
entraram em regime de concordata. 


MATEMTICA 

MATEMTICA, Escola. Veja Escola Matemtica. 


MATERIALISMO DIALTICO. Concepo filosfica 
de Marx e Engels que incorpora a dialtica 
de Hegel, extrada do envoltrio idealista, 
ao princpio fundamental do materialismo. Ope-
se ao materialismo mecanicista, pois afirma a 
interferncia entre causa e efeito, o automovimento 
gerado pelas contradies internas, as 
transformaes qualitativas da matria e a negao 
da negao como forma geral do desenvolvimento. 
Em gnosiologia, afirma a prioridade 
do ser sobre a conscincia, sendo esta a atividade 
cerebral do homem socializado em sua 
relao primordialmente prtica com o mundo 
objetivo. Aplicado  sociedade humana, constitui 
a teoria do materialismo histrico. Veja tambm 
Marxismo; Materialismo Histrico. 

MATERIALISMO HISTRICO. Parte da concepo 
marxista da histria que trata dos modos 
de produo, de seus elementos constituintes e 
determinantes, de sua gnese, da transio e da 
sucesso de um modo de produo a outro. No 
diz respeito apenas ao modo de produo capitalista, 
mas a todos os modos de produo 
historicamente determinados: o das comunidades 
primitivas, o da Antiguidade, o escravista, 

o asitico, o feudal, o capitalista e o socialista. 
A tese central do materialismo histrico  a de 
que o ser social determina a conscincia social; 
isto , a atividade material, produtiva, a forma 
como os homens se relacionam com a natureza, 
por meio do trabalho,  o alicerce de toda organizao 
social. O sistema econmico, segundo 
essa perspectiva,  a base sobre a qual se ergue 
todo o edifcio da sociedade; as relaes de produo 
(formas de propriedade dos meios de produo, 
classes sociais e as relaes entre elas) 
constituem o fundamento das instituies jurdicas 
e polticas (Estado) e das ideologias ou 
formas de conscincia social (costumes, arte, religio). 
Segundo Marx, cada modo de produo 
gera uma superestrutura que lhe  correspondente 
e que no  mais do que a expresso ideal 
das relaes materiais dominantes. Por isso, 
Marx e Engels afirmaram: "As idias dominantes 
so, em todas as pocas, as idias das classes 
dominantes. A classe que dispe dos meios de 
produo material dispe com isso, ao mesmo 
tempo, dos meios de produo intelectual". 
Apesar da predominncia do econmico sobre 
a superestrutura, essa relao no se d de forma 
mecnica, como um simples reflexo. Os diversos 
nveis da superestrutura influem tambm sobre 
a base, numa articulao dialtica. O mundo da 
poltica e o da ideologia possuem sua especificidade 
e leis prprias de desenvolvimento, que 
lhes proporcionam uma autonomia relativa para 
com o mundo da economia. A esse respeito, dizia 
Engels: "A economia no cria nada diretamente, 
mas apenas determina o tipo de modificaes 
da matria intelectual existente e 'faz' 
isso de forma indireta, pois so os reflexos polticos, 
jurdicos e morais os que exercem uma 
ao mais direta sobre a filosofia". Segundo esse 
raciocnio, o desenvolvimento histrico, sucesso 
e descontinuidade dos diversos modos de 
produo, ocorre como um processo objetivo, 
determinado pelo antagonismo entre as foras 
produtivas e as relaes de produo; esse antagonismo 
se manifesta no plano social como 
luta de classes. Por essa razo, Marx e Engels 
afirmaram, no Manifesto Comunista, que a histria 
da humanidade  a histria das lutas de classes. 
Conseqentemente, para o materialismo 
histrico, as transformaes histrico-sociais e 
as revolues no resultam da ao de grandes 
personalidades, mas sim da participao ativa 
das massas trabalhadoras. Esse foi o mecanismo 
que impulsionou a sucesso entre os diversos 
modos de produo; mas todas as estruturas sociais 
extintas geraram sempre novas formas de 
explorao das massas por uma nova classe dominante. 
Contudo, o modo de produo capitalista 
seria o ltimo modo de produo baseado 
na existncia de classes e das contradies entre 
elas. Sua extino seria obra do proletariado revolucionrio, 
que instauraria seu prprio poder 
(a ditadura do proletariado) e edificaria uma sociedade 
baseada na propriedade coletiva dos 
meios de produo. Essa concepo materialista 
do desenvolvimento da sociedade foi exposta 
pela primeira vez por Marx e Engels em A Ideologia 
Alem, obra em que analisam criticamente 
a filosofia hegeliana e elaboram uma nova periodizao 
da histria, baseada na revoluo dialtica 
da economia. O materialismo histrico 
representa tambm um mtodo de anlise cientfica 
dos vrios nveis da estrutura social.  o 
mtodo presente em toda a anlise do modo de 
produo capitalista focalizado em O Capital. 
Mas Marx no deixou uma sistematizao acabada 
desse mtodo; h apenas algumas indicaes 
ao longo de sua obra, como no Prefcio  
Crtica da Economia Poltica, na qual o autor desenvolve 
os conceitos de modo de produo e 
de formao social. Importante tambm, no mesmo 
sentido,  o posfcio da segunda edio de 
O Capital, escrito que contm importantes formulaes 
sobre a dialtica. Veja tambm Marxismo; 
Materialismo Dialtico. 

MATRIA-PRIMA. Produto natural ou semimanufaturado 
(bem intermedirio) que deve ser 
submetido a novas operaes no processo produtivo 
at tornar-se um artigo acabado. O minrio 
de ferro no subsolo  apenas recurso natural; 
depois de extrado, torna-se matria-prima 
para produzir o ferro, que, por sua vez, servir 



MAYO, George Elton 

como bem intermedirio e matria-prima para 
produo do ao; este, finalmente, ser matria-
prima para um produto final (automvel, navio). 
A matria-prima, portanto, tanto pode ser 
proveniente do setor primrio da economia 
como do secundrio. 

MATRIZ DE DECISO. Todo problema de deciso 
 composto dos seguintes elementos: a) vrias 
linhas de ao a serem seguidas pelo toma-
dor de decises, tambm chamadas estratgias, 
sadas ou alternativas; b) vrias situaes da realidade 
que podem ser representadas em termos 
de probabilidade, entendendo-se realidade por 
tudo aquilo que  alheio e escapa ao controle 
do tomador de decises, como a conjuntura econmica, 
a situao poltica internacional, o clima 
etc.; c) um resultado, geralmente representado 
em termos monetrios, que ser diferente dependendo 
da estratgia adotada e da situao 
da realidade. 

MATRIZ DE PREOS RELATIVOS. Veja Preos 
Relativos. 

MATTEI, Enrico (1906-1962). Empresrio e poltico 
italiano. Presidente da Agenzia Italiana di 
Petroleo (Agip), criada em 1926 por Mussolini; 
transformou-a em 1953 na Ente Nazionale Idrocarburi 
(ENI), uma empresa estatal convertida 
em grande imprio econmico. Para tanto, Mattei 
usou mtodos audaciosos. Passou a explorar 
petrleo no exterior, pagando ao pas produtor 
25% a mais do que os trustes anglo-americanos. 
Para entrar no mercado da Arglia, defendeu a 
Frente de Libertao Nacional argelina e, em plena 
guerra-fria, passou a comprar petrleo sovitico, 
bem mais barato.Deputado democrata-
cristo em 1948 e 1953, Mattei foi responsvel 
pela "abertura  esquerda" de seu partido, ao 
forar a constituio de um governo de centro-
esquerda. Morreu num misterioso desastre de 
avio, havendo a hiptese de sabotagem preparada 
pela Mfia no interesse dos trustes petrolferos. 
Sua vida foi tema do filme O Caso Mattei, 
de Francesco Rosi (1971). 

MAU, BARO E VISCONDE DE (Irineu 
Evangelista de Souza) (1813-1889). Financista e 
empresrio industrial brasileiro associado a capitais 
ingleses durante o Segundo Reinado. Com 
a disponibilidade de capitais decorrente da proibio 
do trfico de escravos, criou diversas empresas 
de servios pblicos, tendo como principal 
cliente o Estado. Entre seus mais importantes 
empreendimentos constam: a Companhia de 
Navegao a Vapor do Rio Amazonas, a Companhia 
de Iluminao a Gs do Rio de Janeiro 
e o Estaleiro de Ponta da Areia, em Niteri, de 
onde saam desde navios a vapor e a vela at 
pontes de ferro e tubos para a canalizao de 

gua. Por iniciativa sua, em 1851 inicia-se a reorganizao 
do Banco do Brasil, o que se efetiva 
em 1853. Em 1854 construiu a primeira ferrovia 
do pas com 14 quilmetros de extenso, ligando 

o Rio de janeiro  raiz da Serra de Petrpolis. 
A Estrada de Ferro Santos-Jundia, inaugurada 
em 1857, e o cabo telegrfico submarino com a 
Europa (1872), construdos por firmas inglesas, 
foram ambos empreendimentos iniciados por 
Mau. Mas, sem condies de operar empreendimentos 
de tal envergadura numa economia 
de base escravista e sem crdito governamental, 
Mau acabou falindo em 1878. Relatou sua experincia 
no livro Exposio aos Credores e ao Pblico, 
publicado em 1878. Veja tambm Banco 
do Brasil. 
MAXIDESVALORIZAO. Em princpio, qualquer 
desvalorizao drstica de uma moeda 
pode ser denominada maxidesvalorizao. Um 
exemplo foi a desvalorizao do cruzeiro decretada 
pela Sumoc em maro de 1961, no governo 
Jnio Quadros. Entretanto, o termo corresponde 
especificamente s desvalorizaes acionadas 
em dezembro de 1979 e fevereiro de 1983. A de 
1979 visava a baratear os preos dos produtos 
brasileiros no mercado internacional, e foi seguida 
pela extino dos depsitos prvios para 
importao e outras medidas: incentivos  exportao, 
depsitos compulsrios para viagens 
ao exterior e Lei do Similar Nacional. A segunda 
mxi obedece  tentativa (vitoriosa) de obter megassupervits 
na balana comercial, por meio do 
aumento das exportaes e reduo das importaes, 
para viabilizar o pagamento dos juros 
da dvida externa. 

MAXIMIZAO DE LUCROS (ou Lucro timo). 
Nvel de produo em que a diferena entre 
os custos e as receitas obtidas com a venda dessa 
produo  a maior possvel. Pode-se localizar 

o ponto de lucro timo a partir de uma tabela 
na qual constem os custos para cada nvel de 
produo e o faturamento total conseguido com 
a produo naquele nvel. A maximizao dos 
lucros ser conseguida, em teoria, quando houver 
a maior distncia entre os custos e as receitas. 
Outro mtodo consiste em determinar o retorno 
obtido com a venda de uma unidade adicional 
de produo. Se o retorno for superior ao custo 
daquela unidade, a produo dever ser aumentada, 
e repete-se o clculo para outras unidades 
adicionais, enquanto as condies prevalecerem; 
se os custos se equilibrarem com as receitas, ento 
a produo dever ser reduzida. 
MAYO, George Elton (1880-1949). Australiano 
radicado nos Estados Unidos, foi um dos fundadores 
da Escola de Relaes Humanas e um 
dos crticos das concepes de Taylor e de Fayol 
da Escola Clssica. Sua principal contribuio  



MBA 

cincia da administrao foram suas descobertas 

- juntamente com Fritz Hoethlisberger e William 
Dickson, nos Estudos Hawthorne - da importncia 
do fator humano e especialmente do 
meio social nas relaes industriais entre patres 
e empregados. Trabalhou no Departamento de 
Pesquisas Industriais em Harvard, entre 1927 e 
1947, e sua principal atividade esteve voltada 
para os estudos e experimentos realizados na 
fbrica da Western Electric, em Hawthorne (Chicago). 
Escreveu Os Problemas Humanos de uma 
Civilizao Industrial (1933) e A Gerncia e o Trabalhador 
(1939). 
MBA. Iniciais de Master Business Administration. 

MBPS. Iniciais da expresso em ingls "milhes 
de bytes por segundo", que consiste em unidade 
de medida de informtica e processamento de 
dados. 

McCALLUM, Bennett. Veja Expectativas Racionais. 


McCULLOCH, John Ramsay (1789-1864). Estatstico 
e economista escocs, seguidor e grande 
divulgador das teorias de David Ricardo. Sua 
obra principal  Principles of Political Economy 
(1825). 

MCE. Veja Mercado Comum Europeu - MCE. 

MEAO. Sistema de parceria agrcola em que 

o produto da explorao  dividido igualmente 
entre o proprietrio da terra e o campons meeiro. 
Segundo o costume ou acordo contratual, o 
dono da terra faz algum adiantamento em sementes, 
adubos e ferramentas, mas todo o trabalho 
 de responsabilidade do meeiro e de sua 
famlia. Difundido no Brasil depois da abolio, 
o sistema ainda  freqente no Nordeste e em 
Minas Gerais, em geral por meio de contratos 
meramente verbais. Relao tipicamente pr-capitalista, 
a meao existiu na Frana e na Itlia 
a partir do final da Idade Mdia, sendo variveis 
as partes do produto que cabiam ao meeiro e 
ao proprietrio; na Frana, era chamada de mtayage 
e na Itlia, de mezzadria. Foi muito praticada 
no Japo, na ndia e no sul dos Estados 
Unidos, aps a abolio da escravido. Veja tambm 
Parceria; Sistemas Agrrios; Tera. 
MEADA. Veja Typp. 

MEADE, James Edward (1907-1995). Economista 
ingls, neokeynesiano, pioneiro no campo da 
macroeconomia e especialista em comrcio internacional. 
Recebeu o Prmio Nobel de Economia 
de 1977, juntamente com o sueco Bertil Ohlin, 
pelas pioneiras contribuies realizadas  
teoria do comrcio internacional e aos movimentos 
internacionais de capital. A principal obra 
de Meade  Theory of International Economic Policy 

(A Teoria da Poltica Econmica Internacional), 
em dois volumes, escritos em 1951 e 1955, em 
que demonstra os diversos efeitos da poltica 
econmica de comrcio exterior e suas influncias 
no plano domstico, na produo, no comrcio 
e na alocao de recursos. Sua anlise 
baseia-se nas condies necessrias para que 
uma poltica de comrcio internacional alcance 
os equilbrios interno e externo. Sua grande contribuio 
nesse campo  a descrio de como as 
decises governamentais sobre impostos fiscais 
e taxas de juros afetam a poltica de emprego e 
a balana de pagamentos. Em outra obra, The 
Balance of Payments (O Balano de Pagamentos), 
1951, procura demonstrar que os problemas do 
balano de pagamentos so fundamentalmente 
monetrios e de escolha da poltica econmica. 
Esta deve combinar instrumentos para obter ao 
mesmo tempo um equilbrio interno (o pleno 
emprego) e externo (o balano de pagamentos), 

o que implica, entre outras medidas, uma poltica 
monetria que assegure um nvel constante 
de emprego. Outra obra importante  Planning 
and the Price Mechanism (Planejamento e Mecanismo 
de Preo), 1948, na qual prope, entre 
outras medidas, a reduo das presses inflacionrias 
derivadas do excesso de demanda monetria, 
a extino dos incentivos fiscais e do 
controle governamental e medidas contrrias  
exportao de capital. Meade formou-se em economia 
pela Universidade de Oxford, em 1930, 
participando em seguida do grupo de estudos 
dirigido por J.M. Keynes. Trabalhou no Departamento 
Econmico da Liga das Naes (19381940) 
e, no ps-guerra, tornou-se o principal economista 
do gabinete trabalhista, tendo um importante 
papel ainda no estabelecimento do 
Acordo Geral de Tarifas e Comrcio (GATT). 
No campo acadmico, foi professor na London 
School of Economics e nas universidades de 
Cambridge e Oxford. Outras obras: National Income 
and Expediture (Renda Nacional e Despesa), 
1944; A Geometry of International Trade (Geometria 
do Comrcio Internacional), 1952; A Neo-
Classical Theory of Economic Growth (Uma Teoria 
Neoclssica do Crescimento Econmico), 1960; 
The Stationary Economy (A Economia Estacionria), 
1965; The Theory of Indicative Planning (A 
Teoria do Planejamento Indicativo), 1967; The 
Growing Economy (A Economia do Crescimento), 
1968; The Controlled Economy (A Economia Controlada), 
1971; The Theory of Economic Externalities 
(A Teoria das Externalidades Econmicas), 1973; 
The Intelligent Radical's Guide to Economic Policy 

(Guia Radical Inteligente para a Poltica Econmica), 
1975; e The Just Economy (A Economia Justa), 
1976. 



MEAN. Termo em ingls que significa mdia 
aritmtica. Veja tambm Average; Mdia Aritmtica. 


MEANS, Gardiner C. (1896-1987). Economista 
norte-americano. Ocupou vrios cargos na administrao 
das finanas pblicas dos Estados 
Unidos, distinguindo-se sobretudo na dcada de 

40. Escreveu: The Corporate Revolution in America 
(A Revoluo da Sociedade Annima nos Estados 
Unidos); Pricing Power and the Public Interest 
(O Poder de Fixar Preos e o Interesse Pblico); 
The Structure of the American Economy (A Estrutura 
da Economia Norte-americana); Industrial 
Prices and their Relative Inflexibility (Preos Industriais 
e sua Inflexibilidade); em co-autoria 
com Adolf A. Berle, Jr., The Modern Corporation 
and Private Property (A Moderna Sociedade Annima 
e a Propriedade Privada); em co-autoria 
com Caroline F. Wave, The Modern Economy in 
Action (A Moderna Economia em Ao); e em 
co-autoria com James C. Bonbright, The Holding 
Company (A Empresa Holding). 
MECANIZAO. Substituio do trabalho do 
homem pela mquina. Foi a grande inovao 
tecnolgica da Revoluo Industrial (sculos 
XVIII-XIX), quando a mquina a vapor, a energia 
eltrica e o motor a exploso passaram a ser 
empregados para mover as mquinas nas fbricas 
de tecidos, nas minas, nos transportes e na 
agricultura. Ao ser implantada na Europa, a mecanizao 
causou grande aumento na produtividade 
industrial e agrcola, mas tambm arruinou 
milhares de artesos, que no podiam concorrer 
com as modernas indstrias, deixando-os 
sem meios de subsistncia. Houve nessa poca 
vrias revoltas, nas quais os operrios destruam 
as mquinas. Veja tambm Automao; Luditas. 

MDIA. Termo matemtico utilizado em clculos. 
A mdia aritmtica de n termos  igual  
soma desses termos dividida por n. A mdia 
geomtrica de n termos  definida como a raiz 
n do produto desses termos. A mdia geomtrica 
de um conjunto de nmeros positivos  
sempre menor que sua mdia aritmtica. 

MDIA ARITMTICA.  a soma de um determinado 
nmero de valores dividido pelo nmero 
dos valores. Assim, a mdia aritmtica de 
5, 7, 9, 11, 13  igual  soma destes valores 5 + 
7 + 9 + 11 + 13 = 45 dividida por 5 = 9. O 
clculo da mdia aritmtica pode, no entanto, 
encobrir a variao dos valores que a compe; 
por exemplo, a mdia calculada anteriormente 
 a mesma que aquela composta dos valores 2 
e 16, pois 2 + 16 = 18 dividido por 2 = 9. Em 
outras palavras, as mdias no informam sobre 
a varincia dos valores em torno desta mdia. 
Assim, duas mdias aritmticas iguais podem 

MDIA MVEL 

referir-se a conjuntos cujos valores extremos so 
extraordinariamente diferentes. Por esta razo, 
a mdia deve vir sempre acompanhada de uma 
medida da disperso, como o desvio padro, por 
exemplo, e deve-se evitar o clculo da mdia 
de duas mdias, uma vez que cada conjunto 
pode possuir um peso ou uma importncia diferente 
no fenmeno que se deseja medir. 

X1 + X2 + X3... Xn 
n 

x = =S Xi ,

ni = 2 

nonde S Xi representa a soma de X1 em que i 
i = 2 
varia de 1 at n. 

Por exemplo, calcular a mdia aritmtica de 10, 
8 e 5: 

X1 + X2 + X3 10 + 8 + 5 23

X = === 7,66

3 33 

Veja tambm Desvio Padro; Mdia Ponderada; 
Varincia. 

MDIA GEOMTRICA SIMPLES. A mdia 
geomtrica de uma srie de valores observados, 
X1, X2, X3... Xn,  a raiz ensima do produto 
destes valores. 

n 
Mg = Xg =vX1 . X2 . X3... Xn

...............

Mg = Xg = mdia geomtrica X1, X2, X3 ... Xn 
= valores cuja mdia se deseja encontrar. Ao contrrio 
da mdia aritmtica, a mdia geomtrica 
 apropriada para a obteno da mdia de taxas. 
 utilizada na construo de nmeros-ndices 
que registram, por exemplo, as taxas de variao 
de preos e outros dados dessa natureza. As 
vantagens da utilizao da mdia geomtrica 
podem ser avaliadas no seguinte exemplo: 

Mercadoria Preo no ano t0 Preo no ano t1 

X 100 1000 

Y 100 10 

Mdia aritmtica 100 505 

Mdia geomtrica 100 100 

Se calculssemos a mdia aritmtica, poderamos 
pensar que houve um aumento substancial 
nos preos entre t0 e t1. No entanto, como as 
taxas de variao dos dois preos foram as mesmas 
- s que em sentido inverso -, essas variaes 
se anularam mutuamente e a mdia se 
manteve a mesma. 

MDIA MVEL. Mdia obtida mediante seleo 
de um nmero determinado de itens de uma 
srie. A primeira mdia  calculada determinando-
se um nmero de itens de uma srie (por 



MEDIANA 

exemplo, trs); a segunda, retirando o primeiro 
item da mdia anterior e agregando o seguinte, 
e assim sucessivamente. O exemplo abaixo refere-
se a uma mdia mvel de trs itens: 

Itens Soma de trs itens Mdia mvel 
2 
6 (2 + 6 + 1) = 9 (9  3) = 3 
1 15 5 
8 12 4 
3 12 4 
1 15 5 
11 24 8 
12 27 9 
4 

As mdias mveis so freqentemente utilizadas 
nos casos de sries que apresentam grande 
irregularidade ou oscilao, como acontece com 
a produo agrcola no tocante a preos e volumes 
produzidos. Neste caso, as mdias mveis 
contribuem para eliminar as variaes sazonais, 
isto , as oscilaes provocadas sobre os preos 
e quantidades produzidas por safras muito boas 
ou muito ruins. 

MEDIANA. Termo matemtico utilizado em estatstica. 
Alinhadas em ordem crescente de freqncia 
todas as observaes de uma amostra, 
a mediana  definida como a freqncia da observao 
(valor) central; ou, se houver um nmero 
par de observaes, a mdia aritmtica das 
duas observaes centrais. Ela  utilizada no lugar 
da mdia em distribuies viesadas, pois, 
nesses casos, d uma melhor idia de onde esta 
ltima est centrada. 

MDIA OBJETIVA. Aquela obtida  custa de 
vrias observaes da mesma magnitude. 

MDIA PONDERADA. Mdia na qual os nmeros 
que a compem so multiplicados por 
valores denominados pesos ou freqncias. Por 
exemplo: 

Nmeros que compem Pesos ou freqncias fi 
a mdia x1 

10 1 

82 

53 

a) Mdia aritmtica ponderada: 

S x1 . fi (10 x 1)+(8 x 2)+(5 x 3) 

S fi 
= 
6 
= 6,83 

b) Mdia geomtrica ponderada: 

Sfi 
vxf1i . x2fe . x3f3 ......= 6,56 .........= v80 000 

c) Mdia aritmtica simples: 

S xi 23 

== N = Nmero de casos 

N3 

As mdias ponderadas so freqentemente utilizadas 
na construo de nmeros-ndices. Veja 
tambm Mdia Geomtrica; Nmero-ndice. 

MDIA SUBJETIVA. Aquela obtida  custa de 
observaes das diversas magnitudes de uma 
varivel. 

MDIAS DOW JONES. Mdias das cotaes 
dos mercados de aes preparadas pela empresa 
Dow Jones e publicadas diariamente no Wall 
Street Journal. Veja Tambm Dow Jones. 

MEDIDAS DE ACHATAMENTO (Kurtosis). 

Medidas que procuram caracterizar a forma de 
distribuio quanto ao seu achatamento. O termo 
mdio de comparao  dado pela distribuio 
normal. Distribuies mais "achatadas" 
do que a normal so denominadas platicrticas; 
as menos achatadas so denominadas leptocrticas, 
e a normal propriamente dita  denominada 
mesocrtica. O coeficiente de achatamento 

(K)  calculado pela seguinte frmula: 
Q3-Q1

K = 

2(P90-P10) 

onde Q3 e Q1, e P90 e P10 so, respectivamente, 

o 3, o 1 quartis e o 90 e 10 percentis. 
Se K = 0,263, a distribuio ser mesocrtica. 

Se K < 0,263 a distribuio ser platicrtica. 

Se K > 0,263 a distribuio ser leptocrtica. 

O coeficiente de Curtose (Kurtosis) pode ser obtido 
tambm pelo quociente do momento centrado 
de 4 ordem pelo quadrado da varincia, ou 

M4

a= S = Desvio Padro 

S4

Este coeficiente adimensional ser menor do que 
trs para distribuies platicrticas, maior do 
que trs para distribuies leptocrticas e igual 
a trs para uma distribuio mesocrtica. 


Platicrtica Mesocrtica Leptocrtica 

MEDIDAS DE ASSIMETRIA (Coeficiente Pearson 
de Skewness). Uma distribuio  simtrica 
se a mdia, moda e mediana coincidem. O coefi




ciente que mede a assimetria de um conjunto 
de dados  calculado pela frmula: 

1) 

~ 

3 ( x-x)

Sk = 

3 

2) 

3 ( x - M0)

Sk = 

5 

3) 
~ 

Q3 + Q1 - 2x 

Sk = 

Q3 - Q1 

Se Sk = 0, a distribuio  simtrica; se Sk>0, a 
distribuio  assimtrica positiva; se Sk<0, a distribuio 
 assimtrica negativa. E x 
_ 
, x~ e M0 so, 
respectivamente, mdia, mediana e moda; S o 
desvio padro e Q3 e Q1 so, respectivamente, 

o 3 e o 1 quartis. Veja tambm Kurtosis; Percentil. 
MEDIDAS DE COZINHA. So medidas utilizadas 
na atividade culinria, admitindo uma 
certa dose de impreciso. As mais utilizadas so 
as seguintes, com as devidas converses para o 
sistema mtrico decimal e o imperial ingls: 

2 xcaras de gua = 1 pinta (lquida) ou 0,473 l; 
4 xcaras de gua = 1 quarta lquida ou 0,946 l; 
1 pinta de gua = 1 libra (453 g). 

Para efeitos culinrios, considera-se que quase 
todos os lquidos tm o mesmo peso, exceto 
aqueles com grande viscosidade, como o melado 
ou os xaropes (concentrados). As seguintes substncias 
tm seu peso equivalente a 1 libra ou 
453 g: 

2 xcaras de acar refinado = 2 1/2 xcaras de 
acar cristal = 2 2/3 xcaras de acar mascavo 
= 4 xcaras de farinha = 2 xcaras de manteiga 
= 2 xcaras de carne moda. As seguintes substncias 
tm seu peso equivalente a uma ona: 

2 colheres (sopa) de manteiga ou acar = 4 colheres 
(sopa) de farinha = 1 colher (sopa) de sal. 

As demais equivalncias so as seguintes: 

12 colheres (sopa) de farinha ou acar = 1 xcara; 


2 colheres (sopa) de gua = 1 ona lquida (29 g); 

60 gotas de gua = 1 colher (ch); 

3 colheres (ch) = 1 colher (sopa); 

16 colheres (sopa) = 1 xcara. 

MEIO CIRCULANTE 

 claro que essas medidas no so exatas nem 
oficiais, pois o tamanho das xcaras e colheres 
varia no tempo e no espao. Mas so indicaes 
aproximadas para atividades que no exigem 
uma preciso muito apurada, como acontece 
com a atividade de preparao de receitas para 
a confeco de alimentos. 

MDIO PRAZO. No mbito financeiro, mdio 
prazo significa aquele compreendido entre um 
e cinco anos. 

MEGA TRENDS. Veja Megatendncias. 

MEGABYTE (Mbyte ou Mby). O equivalente 
a um milho de bytes. Veja tambm Byte. 

MEGAFLOPS (MFlops). Milhes de operaes 
(contas) por segundo (unidade de medida de 
tempo de operao de supercomputadores). 

MEGATENDNCIAS. Conceito introduzido por 
alguns autores, como Peter Drucker e John Naisbitt, 
sobre as tendncias mais importantes que 
ocorrero no mundo nos prximos anos, especialmente 
no incio do prximo sculo, e que 
tero influncia sobre o mundo dos negcios e 
nas empresas em geral, como, por exemplo, a 
tendncia de integrao econmica mundial, das 
alianas comerciais e da personalizao dos produtos 
e servios (correspondendo  busca da 
qualidade e da supremacia do consumidor). 

MEHRWERTSTEUER. Termo em alemo que 
significa "imposto sobre o valor agregado", tambm 
denominado Umsatzsteuer.  um dos impostos 
mais importantes da Alemanha e  dividido 
entre a Unio (Bund) e os Estados (Lnder), 
na proporo de 65% e 35%, respectivamente. 

MEIA. Veja Meao. 

MEIA SISA. Denominao de imposto de 5% 
sobre a renda de cada escravo que fosse "negro 
ladino", isto , que j soubesse um ofcio. Veja 
tambm Sisa. 

MEIA TONELADA. Veja Kip. 

MEIO AMBIENTE. Veja Ecologia; Lei Nacional 
do Meio Ambiente; Sema. 

MEIO CIRCULANTE, Controle do. Medidas 
tomadas pelas autoridades financeiras de um 
pas, regulando o volume total do meio circulante. 
Toda vez que a atividade econmica apresenta 
sinais de acelerao, com tendncia de alta 
nos preos e incremento da inflao, torna-se 
necessrio retirar parte do dinheiro em circulao. 
Essa medida pode ser tomada mediante restries 
ao crdito, colocao de ttulos a longo 
prazo, aumento dos depsitos compulsrios de 
bancos (retirada de dinheiro em circulao). 
Quando, ao contrrio, surgem sinais de depres




MEIOS DE PAGAMENTO 

so econmica, restaura-se a liquidez por meio 
de ttulos de curto prazo, diminuio do depsito 
compulsrio de bancos etc. 

MEIOS DE PAGAMENTO. Volume da oferta 
de moeda em circulao na economia (excludos 
os montantes mantidos em caixa pelas autoridades 
monetrias e pelos bancos comerciais) 
mais a moeda escritural (depsitos  vista do 
pblico nos bancos). Existem quatro sries distintas 
de meios de pagamento (entre 1991 e 1992 
existiu tambm uma quinta, a M-5). A M-1 equivale 
ao papel-moeda em poder do pblico e aos 
depsitos  vista no setor bancrio; a M-2 inclui 
a M-1 mais os depsitos a prazo; a M-3 engloba 
a M-2 mais os depsitos em poupana; a M-4 
adiciona  M-3 o saldo dos ttulos pblicos federais 
em circulao, isto , fora da carteira do 
Banco Central. A partir de 1991, com a criao 
dos Fundos de Aplicao Financeira, as sries 
M-2 e M-4 foram modificadas. Veja tambm M2; 
M-4; M-5. 

MEIOS DE PRODUO. Conjunto formado 
pelos meios de trabalho e pelo objeto de trabalho. 
Os meios de trabalho incluem os instrumentos 
de produo (ferramentas, mquinas), 
as instalaes (edifcios, silos, armazns), as diversas 
formas de energia e combustvel e os 
meios de transporte. O objeto de trabalho  o 
elemento sobre o qual ocorre o trabalho humano: 
a terra e as matrias-primas, as jazidas minerais 
e outros recursos naturais. O termo foi 
elaborado por Marx, tornando-se de uso corrente 
em economia. 

MELHORIA PARETIANA. Situao em que 
uma realocao de recursos provoca a melhoria 
da situao de uma pessoa, sem que qualquer 
outra sofra uma piora em sua condio. Veja 
tambm timo de Pareto. 

MELON. Termo em ingls que, aplicado ao mercado 
de aes, significa um grande dividendo 
extraordinrio pago em dinheiro. Quando uma 
corporao concede uma distribuio extraordinria 
de dividendos desse tipo, costuma-se dizer 
que os seus diretores cut a melon, isto , "cortaram 
um melo" no sentido de dividi-lo. 

MENDES, Cndido. Veja Iseb. 

MENGER, Carl (1840-1921). Economista austraco, 
fundador da escola austraca. Desenvolveu 
uma teoria subjetiva do valor (teoria da utilidade 
marginal), ligando-o  satisfao dos desejos 
humanos. Para ele, as trocas ocorrem porque os 
indivduos tm avaliaes subjetivas diferentes 
de uma mesma mercadoria: toda a atividade 
econmica resulta simplesmente da conduta dos 
indivduos e deve ser analisada a partir do consumo 
final, como uma pirmide invertida. Sua 

teoria da utilidade marginal foi tambm desenvolvida, 
na mesma poca (1871) e independentemente, 
por Jevons, mas foram Menger 
e seus discpulos Bhm-Bawerk e F. von Wieser 
que melhor a exploraram. Menger foi professor 
de economia poltica na Universidade de Viena 
de 1873 a 1903. Sua obra mais importante, na 
qual desenvolve a teoria da utilidade marginal, 
 Die Grundstze der Volkswirtschaftslehre (Princpios 
da Economia Poltica), 1871. Tambm deixou 
contribuies no campo da teoria monetria 
e da metodologia das cincias humanas. 

MENU APPROACH. Veja Plano Baker. 

MENU COSTS. Veja Teoria dos Custos de 
Menu. 

MENU DE OPES. Veja Plano Baker. 

MERCADO, Anlise de. Estudo e acompanhamento 
do comportamento do mercado de aes, 
como material para inferir seu comportamento 
futuro. So analisadas informaes como as cotaes, 
variaes de preo em funo do tempo, 
volumes negociados e at assuntos econmicos 
gerais que possam influir no comportamento de 
determinados setores industriais ou comerciais 
e reduzir ou melhorar o rendimento de determinados 
investimentos. Veja tambm Mercado. 

MERCADO, Pesquisa de. Veja Pesquisa de 
Mercado. 

MERCADO, Reserva de. Veja Reserva de Mercado. 


MERCADO. Em sentido geral, o termo designa 
um grupo de compradores e vendedores que 
esto em contato suficientemente prximo para 
que as trocas entre eles afetem as condies de 
compra e venda dos demais. Um mercado existe 
quando compradores que pretendem trocar dinheiro 
por bens e servios esto em contato com 
vendedores desses mesmos bens e servios. Desse 
modo, o mercado pode ser entendido como 

o local, terico ou no, do encontro regular entre 
compradores e vendedores de uma determinada 
economia. Concretamente, ele  formado pelo 
conjunto de instituies em que so realizadas 
transaes comerciais (feiras, lojas, Bolsas de Valores 
ou de Mercadorias etc.). Ele se expressa, 
entretanto, sobretudo na maneira como se organizam 
as trocas realizadas em determinado 
universo por indivduos, empresas e governos. 
A formao e o desenvolvimento de um mercado 
pressupem a existncia de um excedente 
econmico intercambivel e, portanto, de certo 
grau de diviso e especializao do trabalho. 
Historicamente, isso ocorre nas cidades europias 
no final da Idade Mdia. Com a formao 
regular de um excedente, a antiga economia na


MERCADO A FUTURO 

tural ou de subsistncia passa a ser substituda 
por um mecanismo de mercado, que  formado 
basicamente pela oferta de bens e servios e pela 
demanda (ou procura) desses bens e servios. 
Da interao desses elementos surge um sistema 
de preos que vai orientar a economia no sentido 
do aumento ou da reduo da produo. A oferta 
representa o volume total de determinada 
mercadoria que os produtores (ou vendedores) 
esto dispostos a vender a um determinado preo. 
Ela tende a ser diretamente proporcional ao 
preo obtido no mercado. Quanto maior o preo, 
em geral  maior a quantidade ofertada, pois 
preos maiores oferecem uma margem mais elevada 
de lucro. A demanda representa o lado 
dos compradores (ou consumidores), cuja reao 
tende a ser inversa: quanto mais elevado o 
preo, menos eles estaro dispostos a comprar. 
Oferta e procura agem assim em direes opostas 
em relao aos preos. O equilbrio seria teoricamente 
alcanado quando, a determinado 
preo, as quantidades de bens e servios procurados 
fossem iguais s oferecidas. Aqui entra 
a questo da capacidade que compradores, de 
um lado, e vendedores, de outro, tm de influenciar 
o preo. Isso leva a uma classificao 
dos mercados em cujos extremos esto a concorrncia 
perfeita (suposta pela economia clssica) 
e o monoplio. Um mercado seria de concorrncia 
perfeita quando reunisse, tanto no 
lado da oferta como no da procura, um grande 
nmero de agentes econmicos (compradores e 
vendedores), que seriam indiferenciados entre 
si, criando uma situao em que  indiferente 
para o produtor vender a este ou quele, desde 
que paguem o mesmo preo, a mesma coisa 
ocorrendo com os compradores. Alm disso, a 
combinao dessas caractersticas de mercado 
ideal teria de acontecer de modo que no permitisse 
que nenhum dos agentes pudesse individualmente 
exercer uma influncia perceptvel 
sobre o preo: qualquer vendedor que fixasse 
um preo maior perderia a clientela e, do mesmo 
modo, os compradores no teriam condies 
(por serem todos pequenos) de forar a baixa 
dos preos. Economistas clssicos construram 
suas teorias na suposio de que a economia 
capitalista fosse basicamente formada por mercados 
desse tipo, que tenderiam, portanto, num 
prazo mais ou menos longo, ao equilbrio. Entretanto, 
se  que algum dia existiram, os mercados 
de concorrncia perfeita ou algo prximo 
disso praticamente desapareceram no desenvolvimento 
do capitalismo. O funcionamento da 
economia de mercado (expresso que  usada 
modernamente como sinnimo de capitalismo) 
modificou-se de modo irreversvel por vrios fatores, 
entre eles o gigantismo das modernas unidades 
industriais (por exigncias tcnicas ou por 
critrios de rentabilidade determinados pela 

economia de escala, na qual, quanto maior a produo, 
menores so os custos e maiores os lucros) 
e o crescente intervencionismo do Estado 
na economia (formando empresas, regulando 
preos, estoques e a oferta monetria, por exemplo). 
Assim, atualmente, entre as situaes de 
mercado comuns em que prevalece a concorrncia 
imperfeita, destacam-se, do lado da oferta, 
o monoplio (no qual um nico produtor determina 
toda a oferta e exerce grande poder sobre 
o preo) e o oligoplio (em que h um pequeno 
nmero de vendedores, como o mercado 
de automveis, por exemplo, controlado por 
poucas e poderosas empresas); e, do lado da 
demanda, o monopsnio (em que um nico 
comprador determina toda a demanda e exerce 
grande influncia sobre os preos) e o oligopsnio 
(no qual um pequeno grupo de compradores 
controla o mercado e influi decisivamente 
sobre os preos). De acordo com seu alcance, o 
mercado pode ainda ser classificado em local, 
regional, nacional e mundial. Entre os fatores 
que determinam o alcance do mercado esto a 
escala de produo, as caractersticas da mercadoria, 
a amplitude da demanda, o grau de organizao 
do comrcio e o estgio de desenvolvimento 
econmico e social. E, de acordo com 
a natureza da mercadoria, distinguem-se os mercados 
monetrio, de trabalho, de produtos etc., 
conforme o critrio adotado. O mercado de produtos 
pode ser dividido em mercados de bens 
de consumo e de bens de capital. As Bolsas de 
Mercadorias e instrumentos de crdito como as 
letras de cmbio tornaram o mercado mais flexvel 
e deram origem ao mercado a termo, onde 
se realizam contratos de compra e venda de mercadorias 
para entrega posterior, fixando-se preo, 
prazo e local de entrega e permitindo com 
antecedncia a garantia de estoques para o abastecimento 
de cidades e pases. A microeconomia, 
que tem por objetivo as aes econmicas apenas 
de indivduos e empresas, estuda o mercado 
em seu funcionamento geral, caractersticas bsicas 
e comportamento dos agentes econmicos. 
J a mercadologia (ou marketing) estuda a demanda 
e as maneiras de influenci-la. Veja tambm 
Concorrncia; Consumo; Economia Natural; 
Lei da Oferta e da Procura; Mercadoria; Monopsnio; 
Oligopsnio; Preos. 

MERCADO A FUTURO. mbito dos compromissos 
de compra e venda, a preos determinados, 
de lotes prefixados e para uma data futura 
fixada pelas Bolsas. Tais transaes so feitas 
tanto nas Bolsas de Valores como nas Bolsas de 
Mercadorias (ou commodities) e podem ser negociadas 
tambm as posies, isto , a situao 
de comprador ou de vendedor no futuro, em 
determinada transao. O objetivo desse mercado 
 proteger compradores e vendedores contra 



MERCADO A TERMO 

problemas imprevisveis, como grandes oscilaes 
de preos, especulao desenfreada ou catstrofes 
naturais. Veja tambm Backwardation; 
Contango; Mercado. 

MERCADO A TERMO. Abrange as negociaes 
realizadas nas Bolsas de Valores e nas Bolsas 
de Mercadorias (commodities) com vencimento 
acertado entre as partes para no mnimo cinco 
dias depois (em geral, trinta, sessenta, noventa 
ou at 180 dias). Veja tambm Mercado. 

MERCADO A TERMO CATS. Veja Cats. 

MERCADO  VISTA. Veja Mercado Spot. 

MERCADO  VISTA CATS. Veja Cats. 

MERCADO ABERTO (Open Market). Mercado 
no qual o banco central de cada pas regula 

o fluxo da moeda comprando e vendendo seus 
ttulos (ttulos de dvida pblica). Quando h 
muito dinheiro em circulao, o banco central 
"enxuga" o mercado vendendo letras do Tesouro 
Nacional; quando ocorre o contrrio, ele compra 
esses ttulos. As operaes so feitas por intermdio 
de instituies financeiras. O open opera 
com grande flexibilidade e sem limitaes: 
vendedores e compradores no precisam estar 
presentes no mesmo recinto para que se efetivem 
as transaes, em geral acertadas por telefone. 
Veja tambm Mercado. 
MERCADO CATIVO. Mercado atendido apenas 
por uma empresa ou por um grupo pequeno 
de empresas mediante contratos ou porque os 
preos e a qualidade dos produtos oferecidos 
por essas empresas so altamente competitivos. 
Em alguns casos de fornecimento para instituies 
governamentais, os mercados podem ser 
cativos no sentido de que empresas pblicas ou 
estatais tm preferncia para o fornecimento de 
bens e servios para entidades da administrao 
pblica. 

MERCADO COMPRADOR. Expresso utilizada 
nas Bolsas de Mercadorias ou de Valores para 
designar o predomnio da demanda de bens sobre 
a oferta. Quando isso ocorre, diz-se que o 
"mercado  comprador" e os preos geralmente 
sobem. Veja tambm Mercado Vendedor. 

MERCADO COMUM. Veja rea de Livre-comrcio. 


MERCADO COMUM CENTRO-AMERICANO. 
Organizao econmica regional integrada 
por Costa Rica, El Salvador, Honduras e Nicargua. 
Foi criada em 1960 pelo Tratado para a 
Integrao Econmica da Amrica Central, sob 

o patrocnio das Naes Unidas e da Comisso 
Econmica para a Amrica Latina (Cepal). Tem 
como finalidade o desenvolvimento econmico 
dos pases-membros, o incremento das trocas de 
bens e servios e o aumento do nvel de emprego 
e do padro de vida nesses pases. As atividades 
do mercado esto subordinadas s decises de 
um secretariado permanente, de um conselho 
econmico e do conselho executivo. As transaes 
econmicas so respaldadas pelo Banco 
Centro-Americano para Integrao Econmica. 
O livre-comrcio entre os pases membros s foi 
estabelecido em 1966, e, apesar de terem sido 
eliminadas as tarifas sobre cerca de 95% dos produtos 
comercializados, permaneceram algumas 
taxaes alfandegrias, particularmente sobre 
produtos agrcolas. Alm disso, o desenvolvimento 
e a continuidade das medidas tomadas 
pela organizao so constantemente interrompidos 
ou dificultados por conflitos polticos entre 
seus integrantes. Veja tambm Cepal. 

MERCADO COMUM EUROPEU - MCE. Denominao 
popularizada de Comunidade Econmica 
Europia (CEE), entidade supranacional 
que congrega doze pases da Europa Ocidental. 
Seu surgimento foi incentivado pelo xito do 
Plano Marshall e pela necessidade de superar 
os limites rgidos dos mercados nacionais para 
viabilizar economias de escala na produo industrial 
e agrcola e ganhos de produtividade 
com o avano da diviso do trabalho e da especializao. 
Precedido pela experincia da comunidade 
europia do carvo e do ao, o MCE 
nasceu oficialmente com o Tratado de Roma, 
assinado em 1957 pela Alemanha Ocidental, 
Frana, Itlia, Holanda, Blgica e Luxemburgo. 
Em 1973, incorporam-se  organizao a Irlanda, 
a Inglaterra e a Dinamarca, as duas ltimas at 
ento integrantes da Associao Europia de Livre-
Comrcio. A Grcia s aderiu ao sistema em 
1981 e, a partir de 1/1/1986, tambm Portugal 
e Espanha passaram a fazer parte da comunidade. 
Juntamente com outras entidades supra-
nacionais, o MCE subordina-se administrativamente 
 Comunidade Europia. Segundo o Tratado 
de Roma e outros instrumentos diplomticos 
subseqentes, os pases-membros estabeleceram 
um sistema que tende a fundir seus 
mercados nacionais num mercado nico, instituindo 
facilidades para a circulao entre eles 
de mercadorias e servios, capitais e mo-deobra. 
Tais facilidades incluem redues recprocas 
de tarifas alfandegrias, uniformizao tributria, 
ajustes cambiais e outras medidas. Apesar 
dos progressos, ainda so grandes as contradies 
econmicas entre os pases-membros, 
dificultando maior unificao. Salientam-se as 
diferenas de nvel de desenvolvimento e as disputas 
de mercado pelas multinacionais. Tomado 
em conjunto, o MCE representa, contudo, uma 
potncia econmica que rivaliza com os Estados 



Unidos e com os mercados asiticos, liderados 
pelo Japo. Na sua nova organizao como 
Unio Europia, pode congregar um PIB maior 
do que aquele formado pelos pases do Nafta 
(Estados Unidos, Canad e Mxico).Veja tambm 
Comecon; Comunidade Europia; Efta; 
Nafta; Unio Europia. 

MERCADO DE BALCO. Mercado em que as 
operaes no so registradas nos mercados organizados 
(Bolsas). Abrangem no apenas negociaes 
com aes, como tambm com outros ativos, 
inclusive derivativos. Na medida em que estas 
operaes atendem a especificaes determinadas 
pelo cliente - no previstas nas negociaes 
em Bolsa -, as operaes realizadas no mercado 
de balco tambm so denominadas "sob 
medida", "tailor made" ou "customizadas" (termo 
derivado de customer, que significa "cliente"). 

MERCADO DE CAPITAIS. Toda a rede de Bolsas 
de Valores e instituies financeiras (bancos, 
companhias de investimento e de seguro) que 
opera com compra e venda de papis (aes, 
ttulos de dvida em geral) a longo prazo. Tem 
a funo de canalizar as poupanas da sociedade 
para o comrcio, a indstria e outras atividades 
econmicas e para o prprio governo. Distingue-
se do mercado monetrio, que movimenta 
recursos a curto prazo, embora ambos tenham 
muitas instituies em comum. Os pases capitalistas 
mais desenvolvidos possuem mercados 
de capitais fortes e dinmicos. A fraqueza desse 
mercado nos pases subdesenvolvidos dificulta 
a formao de poupana, constitui um srio obstculo 
ao desenvolvimento e obriga esses pases 
a recorrer aos mercados de capitais internacionais, 
sediados nas potncias centrais. 

MERCADO DE COMMODITIES. Centros financeiros 
onde so negociadas as commodities 
(produtos primrios de grande importncia econmica, 
como algodo, soja e minrio de ferro). 
Por serem as commodities produtos de grande 
importncia no comrcio internacional, seus preos 
acabam sendo ditados pelas cotaes dos 
principais mercados: Londres, Nova York e Chicago. 
A grande maioria dos negcios  realizada 
a termo, isto , acerta-se o preo para pagamento 
e entrega da mercadoria em data futura. 

MERCADO DE EUROMOEDAS. Mercado internacional 
no qual as moedas dos pases mais 
desenvolvidos do ponto de vista econmico e 
financeiro so emprestadas pelos bancos desses 
pases. Embora este mercado seja denominado 
de euromoedas, ele no est restrito s moedas 
dos pases europeus ou aos seus centros financeiros. 
O mercado de euromoedas teve incio 
como mercado de eurodlares no final dos anos 

MERCADO FIRME 

50 em virtude dos dficits comerciais norte-americanos 
que inundavam com dlares os pases 
europeus. As euromoedas so emprestadas por 
perodos variveis at sete anos, mas o prazo 
mais comum  o de doze meses. Durante a crise 
do petrleo, entre 1973 e 1974, os pases importadores 
de petrleo - o Brasil em especial - 
fizeram grandes emprstimos nesse mercado 
para cobrir os dficits de seus respectivos balanos 
de pagamentos, e ao mesmo tempo este 
mercado foi o principal reciclador dos recursos 
obtidos naquela poca como supervits comerciais 
dos pases formadores da Organizao dos 
Pases Exportadores de Petrleo (Opep). 

MERCADO DE MOEDA ESTRANGEIRA. Centros 
financeiros onde so comercializadas moedas 
de outros pases (divisas), e cujas transaes 
determinam as cotaes dirias de certas moedas 
em relao s outras. No Brasil, a compra 
e a venda de moedas estrangeiras so monoplio 
do governo, por meio do Banco do Brasil. Veja 
tambm Moeda Estrangeira. 

MERCADO DE OPES. Veja Opo. 

MERCADO DE OPES DE NDICE. Contratos 
liquidados exclusivamente em moeda, no 
havendo entrega do produto (commodity) fsico. 
A maioria dos contratos futuros e de opo so 
liquidados por margem antes do vencimento e 
no terminam em entrega fsica do produto. 

MERCADO DE OURO EM BARRA. Centro financeiro 
onde se compra e vende ouro em barras 
(com pureza garantida de 99,9%). No Brasil, at 
1982, os negcios com ouro eram realizados no 
chamado mercado paralelo. Naquele ano, a Bolsa 
de Mercadorias criou o mercado de barras, 
de 10 g at 1 kg, e a possibilidade de bancos 
participarem como intermedirios. Dessa forma, 

o investidor pode comprar ou vender por telefone 
e guardar o ouro no cofre do prprio banco. 
MERCADO ESTREITO. Situao do mercado 
de ttulos em que o volume de transaes  pequeno. 


MERCADO FINANCEIRO. Conjunto formado 
pelo mercado monetrio e pelo mercado de capitais. 
Abrange todas as transaes com moedas 
e ttulos e as instituies que as promovem: Banco 
Central, caixas econmicas, bancos estaduais, 
bancos comerciais e de investimentos, corretoras 
de valores, distribuidoras de ttulos, fundos de 
investimentos etc., alm das Bolsas de Valores. 

MERCADO FIRME. Fase do mercado de valores 
mobilirios (ttulos, aes) em que as cotaes 
dos papis negociados e o volume das transaes 
apresentam oscilaes mnimas. 



MERCADO FRACIONRIO 

MERCADO FRACIONRIO. Conjunto das negociaes 
realizadas em Bolsas de Valores com 
lotes fracionados de cem ou mil aes. 

MERCADO FRACIONRIO CATS. Veja Cats. 

MERCADO INTERBANCRIO. Mercado no 
qual os bancos e instituies financeiras compram 
e vendem instrumentos financeiros como 
certificados de depsito, duplicatas, aceites bancrios 
etc., geralmente com prazos inferiores a 
um ano. 

MERCADO LARGO. Situao do mercado de 
ttulos em que h um grande volume de transaes. 


MERCADO MOBILIRIO.  o mercado dos 
valores mobilirios, aes, ttulos, papis em 
geral. 

MERCADO MONETRIO. Designa o setor do 
mercado financeiro que opera a curto prazo. 
Compe-se da rede de entidades ou rgos financeiros 
que negociam ttulos e valores, concedendo 
emprstimos a empresas ou particulares, 
a curto ou curtssimo prazo, contra o pagamento 
de juros. Alm dos bancos comerciais e 
das empresas financeiras de crdito, o mercado 
monetrio compreende tambm o mercado paralelo 
e o mercado de divisas. O movimento financeiro 
a longo prazo caracteriza outro segmento, 
o do mercado de capitais.Veja tambm 

Mercado de Capitais. 

MERCADO NEGRO. Termo aplicado para denominar 
a compra e a venda de bens e servios 
feitos clandestinamente, a fim de fugir das leis 
ou normas costumeiras. Surge sempre que a 
oferta dos bens em questo  pequena ou, de 
algum modo, restrita, o que faz com que os compradores 
se disponham a pagar por eles preos 
bem acima dos praticados oficialmente. O termo 
aplica-se especialmente ao mercado de moedas 
estrangeiras, em que se paga por 1 dlar, marco, 
iene ou libra, por exemplo, bem mais do que o 
estabelecido pela taxa oficial de cmbio. 

MERCADO PARALELO. Mercado de ttulos 
cujas transaes no so regulamentadas ou fiscalizadas 
pelo governo ou pelas instituies financeiras 
credenciadas. Trata-se de uma espcie 
de mercado negro, com a diferena de que  
tolerado pelas autoridades enquanto no ultrapasse 
certos limites. 

MERCADO PRIMRIO. A expresso tem pelo 
menos trs significados distintos: 1) mercado no 
qual um emprstimo  feito diretamente a um 
devedor, que se distingue do mercado secundrio, 
onde so vendidos ttulos (securities) cuja 
origem  o emprstimo feito no mercado primrio. 
Um banco ou instituio de crdito que 

mantm seus emprstimos at a data do vencimento, 
isto , no vende esses crditos no mercado 
secundrio,  denominado portfolio lender; 
2) mercado onde so transacionados em primeira-
mo os ttulos emitidos pelo governo (de sua 
dvida pblica) mediante leiles. Os operadores 
deste mercado revendem ento tais ttulos no 
mercado secundrio aos investidores em geral; 
3) mercado no qual novas emisses de ttulos, 
de contratos futuros e de opes so oferecidas. 
Veja tambm Gen-Saki; Pota-flio Lender. 

MERCADO SECUNDRIO. Fase do mercado 
de aes e ttulos que vem logo em seguida ao 
mercado primrio e se caracteriza pela obrigatoriedade 
de se fazer as transaes nas Bolsas 
de Valores. Veja tambm Mercado Primrio. 

MERCADO SPOT. Mercado de commodities em 
que os negcios so realizados com pagamento 
 vista e entrega imediata das mercadorias. Distingue-
se do mercado a futuro ou do mercado 
a termo, em que os contratos so feitos para 
pagamento e entrega posteriores. H dois tipos 
bsicos de mercado spot: o mercado primrio ou 
local, situado junto s zonas produtoras, e o mercado 
central, localizado nos pontos de distribuio. 
Um exemplo deste ltimo  o grande mercado 
de petrleo do porto de Roterd. Veja tambm 
Mercado de Commodities. 

MERCADO VENDEDOR. Expresso utilizada 
nas Bolsas de Mercadorias e de Valores para 
designar o predomnio da oferta sobre a procura. 
Quando isso ocorre, baixam os preos dos ttulos 
em questo. Veja tambm Mercado Comprador. 

MERCADOLOGIA (Marketing). Conjunto de 
tcnicas matemticas, estatsticas, econmicas, 
sociolgicas e psicolgicas usadas pelos produtores 
para estudar o mercado e conquist-lo mediante 
o lanamento planejado dos produtos. 
Para vender, as empresas usam diversos recursos: 
modificam o produto, incrementam sua utilidade, 
ampliam o mercado pela descoberta ou 
criao de novos consumidores, criam novas 
mercadorias ou convencem os consumidores de 
que seus produtos tm mais qualidade ou utilidade 
que os dos concorrentes. Isso  feito por 
meio de exaustivas anlises de mercado, que indicam 
quais as necessidades reais ou imaginrias 
do consumidor e as motivaes que o levam 
 compra. Aps as pesquisas, o produtor fabrica 
um produto capaz de satisfaz-las. Essa mudana 
de orientao - produzir para atender s 
aspiraes do mercado - assinala o surgimento 
da mercadologia, segundo a qual o mercado 
consumidor  mais importante que o produto. 
A mercadologia consiste numa estratgia do 
produtor para adequar seus recursos s oportunidades 
que o mercado oferece. Esses recursos 



envolvem as caractersticas do produto (preo, 
aparncia, embalagem, padronizao, prazo de 
entrega, qualidade e assistncia tcnica), sua 
promoo (publicidade, promoo nos pontos 
de venda, merchandising) e sua distribuio. Para 
a mercadologia, as caractersticas de um produto 
so quase sempre determinadas pelas informaes 
que a empresa possui sobre as necessidades 
e preferncias do mercado consumidor. Para 
isso, o produtor pesquisa nmero, localizao, 
hbitos e atitudes dos consumidores efetivos e 
potenciais, usando tcnicas estatsticas, psicolgicas 
e sociolgicas aplicadas  pesquisa de mercado. 
Veja tambm Comercializao; Consumo; 
Necessidade; Produto. 

MERCADOR. Indivduo que na Antiguidade 
exercia a atividade comercial. Surgiu como resultado 
da diviso social do trabalho entre os 
agrupamentos humanos e do conseqente desenvolvimento 
das relaes de troca.  medida 
que se intensificava o intercmbio de produtos 
entre as regies, a figura do mercador foi adquirindo 
importncia econmica e povos inteiros, 
como os fencios, tornaram-se famosos nessa 
atividade. Os mercadores constituram tambm 
um dos principais segmentos sociais das cidades-
estados da Grcia Antiga. Na Idade Mdia, 
sobretudo a partir do sculo XI, com o desenvolvimento 
das atividades comerciais na Europa 
Ocidental, os mercadores tiveram papel de destaque 
na decadncia do feudalismo. Percorrendo 
em caravanas os feudos, feiras, burgos e castelos, 
vendiam na Europa medieval os tecidos e especiarias 
vindas do Oriente e os produtos originrios 
do mar do Norte e do mar Bltico. Com 

o desenvolvimento dos burgos, os mercadores 
foram ampliando sua fora econmica por meio 
da criao de corporaes, guildas e ligas, das 
quais a mais importante foi a Liga Hansetica. 
Essas organizaes dominavam importantes entrepostos 
comerciais ao longo do litoral europeu 
e administravam burgos e cidades. Para lutar 
contra as restries impostas pelos padres feudais, 
os mercadores aliaram-se aos reis, constituindo-
se ento numa das principais foras de 
sustentao das nascentes monarquias nacionais. 
O poderio econmico dos mercadores ampliou-
se sobretudo com a prtica da poltica 
mercantilista levada a efeito pelos Estados europeus 
aps os grandes descobrimentos martimos 
e com a formao dos grandes imprios 
coloniais. Os grandes recursos acumulados pelas 
companhias de mercadores, aliados ao saque 
das regies conquistadas e ao trfico de escravos, 
possibilitaram a acumulao do capital que 
formou a base dos grandes investimentos exigidos 
pela Revoluo Industrial. Veja tambm 
Mercantilismo; Revoluo Comercial. 

MERCANTILISMO 

MERCADORIA. Todo produto que se compraou que se vende. , portanto, tudo o que se produz 
para troca e no para uso ou consumo do 
produtor. Segundo Marx, a mais importante caracterstica 
do capitalismo  ser um modo de 
produo de mercadorias. A mercadoria se apresenta, 
portanto, como o principal elemento universal 
na sociedade burguesa e serve de mediao 
a todas as relaes sociais. No incio de O 
Capital, seu trabalho econmico de maior alcance, 
Marx procura mostrar que a mercadoria tem 
duplo aspecto: ela  ao mesmo tempo valor de 
uso e valor de troca. Isto , destina-se a atender 
a uma necessidade humana (valor de uso), mas 
sua principal destinao, no capitalismo,  o 
mercado, no qual se realiza seu valor de troca. 
No mercado, ela  comparada com as demais 
mercadorias, seja por meio da troca direta, seja 
pela mediao da mercadoria dinheiro. Marx 
analisa a mercadoria a partir da teoria do valor-
trabalho, seguindo e desenvolvendo os estudos 
de Adam Smith e Ricardo.  a quantidade 
de trabalho necessrio  produo de uma mercadoria 
o elemento que possibilita que ela seja 
comparada s demais nas relaes de troca. Assim, 
o preo de uma mercadoria representa a 
expresso monetria de seu valor. Veja tambm 

Dinheiro; Fetichismo da Mercadoria; Preo; 
Valor. 

MERCADORIA COMPOSTA. Veja Teorema 
da Mercadoria Composta. 

MERCANTILISMO. Doutrina econmica que 
caracteriza o perodo histrico da Revoluo Comercial 
(sculos XVI-XVIII), marcado pela desintegrao 
do feudalismo e pela formao dos 
Estados Nacionais. Defende o acmulo de divisas 
em metais preciosos pelo Estado por meio 
de um comrcio exterior de carter protecionista. 
Alguns princpios bsicos do mercantilismo 
so: 1) o Estado deve incrementar o bem-estar 
nacional, ainda que em detrimento de seus vizinhos 
e colnias; 2) a riqueza da economia nacional 
depende do aumento da populao e do 
incremento do volume de metais preciosos no 
pas; 3) o comrcio exterior deve ser estimulado, 
pois  por meio de uma balana comercial favorvel 
que se aumenta o estoque de metais preciosos; 
4) o comrcio e a indstria so mais importantes 
para a economia nacional que a agricultura. 
Essa concepo levava a um intenso 
protecionismo estatal e a uma ampla interveno 
do Estado na economia. Uma forte autoridade 
central era tida como essencial para a expanso 
de mercados e para a proteo dos interesses 
comerciais. O mercantilismo era constitudo 
de um conjunto de concepes desenvolvidas 
na prtica por ministros, administradores 
e comerciantes, com objetivos no s econmicos 
como tambm poltico-estratgicos. Sua 



MERCHANDISING 

aplicao variava conforme a situao do pas, 
seus recursos e o modelo de governo vigente. 
Na Holanda, o poder do Estado era subordinado 
s necessidades do comrcio, enquanto na Inglaterra 
e na Frana a iniciativa econmica estatal 
constitua o outro brao das intenes militares 
do Estado, geralmente agressivas em relao 
a seus vizinhos. O mercantilismo ingls 
foi reforado pelo Ato de Navegao de 1651. 
Os mercantilistas, limitando sua anlise ao mbito 
da circulao de bens, aprofundaram o conhecimento 
de questes como as da balana comercial, 
das taxas de cmbio e dos movimentos 
de dinheiro. Entre os principais representantes 
da doutrina esto os ingleses Thomas Mun e 
Josiah Child, os franceses Barthlemy de Laffemas 
e Antoine de Montchrestien (ambos seguidores 
de Colbert na poca de Henrique IV) e o 
italiano Antonio Serra. Veja tambm Revoluo 
Comercial. 

MERCHANDISING. Conjunto de tcnicas de 
marketing que consiste num esforo adicional 
 campanha publicitria normal de um produto, 
com o objetivo de cristalizar sua imagem de forma 
subliminar. De campo amplo e no muito 
preciso, mas em geral ligado  rea de promoo 
de vendas, o merchandising pode valer-se de um 
veculo de comunicao de grande impacto - 
como as novelas em televiso -, cujos resultados 
so em geral imediatos, ou utilizar veculos 
no to poderosos - como o cinema - cujo 
retorno  mais lento e difcil de ser medido. As 
tcnicas de merchandising incluem principalmente: 
1) o sampling, que consiste em amostragens 
e degustaes em feiras e supermercados; 2) a 
utilizao do produto na produo de novelas, 
filmes e fotos; 3) os acordos entre empresas - 
por exemplo, quando determinado fabricante de 
roupas passa a produzir uma linha de produtos 
com a marca de um fabricante de veculos. Veja 
tambm Mercadologia. 

MERCIER DE LA RIVIERE, Pierre-Paul (17201794). 
Advogado, administrador e economista 
francs. Entre 1749 e 1759, foi chanceler do Parlamento 
Francs. Embora no seja certo que tenha 
se encontrado antes de 1765 com Quesnay 
ou Mirabeau, a partir dessa data tornou-se um 
destacado fisiocrata e publicou uma obra que 
muitos - entre eles Adam Smith - consideraram 
a exposio mais clara da doutrina fisiocrata. 
Em seu livro L'Ordre Naturel et Essentiel 
des Societs Politiques (A Ordem Natural e Essencial 
das Sociedades Polticas), 1767, expe essas 
idias, que so resenhadas em 1798 por Du 
Pont de Nemours para as Ephmrides, confirmando 
sua enorme importncia para os fisiocratas. 
As outras obras de destaque de De La 
Riviere foram uma resposta aos dilogos de Galiani 
atacando os fisiocratas na questo do co


mrcio de gros (1770) em um ensaio sobre a 
importncia da educao dedicada ao rei da Sucia 
(1775). 

MERCOSUL - Mercado Comum do Cone Sul. 

O Mercosul teve como origem os acordos bilaterais 
de comrcio estabelecidos entre o Brasil 
e a Argentina a partir de 1990. Foi criado oficialmente 
em 29/11/1991 com a assinatura do 
Tratado de Assuno (Paraguai), congregando 

o Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai. 
Sua meta  criar uma comunidade econmica 
entre os quatro pases para facilitar e incrementar 
o comrcio entre eles, com a eliminao progressiva 
das barreiras alfandegrias entre o Brasil 
e a Argentina (um ano a mais para os outros 
dois pases) e uma tarifa externa comum (TEC) 
contra os demais pases. 
MERGER. Termo em ingls que significa incorporao 
de uma empresa por outra, perdendo 
uma delas sua razo social original. Geralmente, 
a que incorpora as demais  empresa de maior 
porte, que exerce domnio sobre os mercados. 

METALISMO. Sistema monetrio que tem como 
moeda-padro algum metal precioso (sobretudo 
ouro e prata), com valor de troca fixo entre o 
metal e o dinheiro, alm de cunhagem livre e 
ilimitada. O objetivo  evitar ao mximo as flutuaes 
no valor da moeda. Quando a moeda-
padro  apenas um metal - sistema que foi 
adotado pela Gr-Bretanha em 1816, com o 
nome de padro-ouro -, d-se o nome de monometalismo. 
No caso de dois metais serem utilizados 
como padro, fala-se em bimetalismo, sistema 
amplamente utilizado no decorrer do sculo 
XIX. Na prtica, esse sistema apresentava 
uma grande dificuldade: com a desvalorizao 
de um metal em relao ao outro, desequilibrava-
se o valor da troca entre eles e em relao  
moeda. Por isso, o padro-ouro passou a ser utilizado 
na maioria dos pases. Veja tambm Lei 
de Gresham. 

METAMODELO.  algo que transcende um 
modelo, ou um modelo formulado num nvel 
de abstrao mais elevado, que transforma as 
propriedades ou os elementos estruturais dos 
sistemas de nvel inferior em proposies do 
modelo de maior nvel de abstrao. 

METHUEN. Veja Tratado de Methuen. 

METICAL. Unidade monetria de Moambique. 
Submltiplo: centavo. 

MTODO. Instrumental terico integrado usado 
na anlise dos fenmenos econmicos. Cada 
escola econmica dispe de um mtodo, um 
conjunto de conceitos adequados ao objeto de 
seu estudo e em acordo com a orientao ado




tada. Assim, o pesquisador procura, no decorrer 
de seu trabalho, distinguir o essencial do acessrio 
em determinada realidade econmica, conforme 
a metodologia que adotou. A questo do 
mtodo  o ponto inicial de diferenciamento entre 
as correntes de pensamento, pois condiciona 
todo processo de anlise. Como nos demais campos 
do conhecimento cientfico, em economia 
existem dois mtodos bsicos para abordagem 
da realidade: o dedutivo e o indutivo. O mtodo 
dedutivo parte da abstrao e, por meio da deduo 
lgica, procura chegar  essncia dos processos 
econmicos, formulando suas leis mais 
gerais, que sero comprovadas nos casos particulares 
concretos. Foi esse mtodo de investigao 
que caracterizou a escola clssica. O mtodo 
indutivo parte dos aspectos particulares de um 
fenmeno, procurando chegar ao geral. Vai do 
fato  lei. Apesar dessa diferena, muitos autores 
sustentam que um mtodo no exclui o outro: 
tanto o dedutivo quanto o indutivo so utilizados 
de forma coerente e criativa por vrios analistas 
de economia, que procuram buscar na realidade 
emprica o fundamento de suas abstraes. 
Esse procedimento, chamado de "aproximaes 
progressivas",  tambm uma forma de 
relacionar o mbito da lgica com o da histria. 
Os dois mtodos bsicos aparecem em cada um 
dos mtodos especficos adotados em cada escola 
econmica, de acordo com os objetivos do 
analista e com o mtodo especfico que usa: histrico, 
dialtico, matemtico, estatstico ou psicolgico. 
 conforme a abrangncia do mtodo 
empregado em determinada investigao que 
certos fenmenos perdem suas caractersticas 
meramente econmicas,  primeira vista, para 
se integrar no quadro geral da histria e at mesmo 
da poltica. 

MTODO ABC. Sistema de gesto que permite 
determinar sobre que tipo de produtos convm 
manter um controle especial de estoques. Concebido 
por H. Ford Dickie, da General Motors, 
parte da verificao emprica de que apenas alguns 
dos itens mantidos em estoque - cerca 
de 10% - representam aproximadamente 70% 
do valor total imobilizado nos estoques. Outros 
25% dos itens correspondem a quase 20% do 
valor dos estoques, sendo os restantes 65% de 
itens correspondentes a um valor de apenas 10% 
do total. Diante dessa realidade, o mtodo ABC 
recomenda que apenas os itens do primeiro grupo 
deveriam receber um controle (cientfico) 
dentro da concepo da administrao por exceo. 
O controle sobre os demais itens poder 
ser menos rgido, bastando algumas aquisies 
anuais daqueles produtos para a manuteno 
apropriada dos estoques. A denominao do 
mtodo decorre do fato de denominar o primeiro 
grupo de itens pela letra A e os demais pelas 

MTODO CIENTFICO 

letras B e C, respectivamente. Num caso concreto, 
quando se ligam num diagrama os pontos 
A, B e C, se ter formado a curva ABC. Veja 
tambm Administrao por Exceo. 

MTODO CANVASSER. Veja Mtodo Direto 
de Recenseamento. 

MTODO CIENTFICO. Conjunto de regras e 
procedimentos que possibilitam a criao da 
cincia. Os antigos gregos, sobretudo os representantes 
do eleatismo, foram os primeiros a se 
preocupar com o problema, distinguindo a mera 
opinio (dxa) da verdadeira cincia (epistme). 
As impresses sensveis, fundamento da primeira, 
no poderiam produzir a certeza: somente 
as idias constituiriam a correta via (hods). Plato 
desenvolveu a dialtica, mtodo que permitiria 
a ascenso ao puro mundo das idias. Aristteles 
sistematizou a lgica, disciplina que pretendia 
ser um instrumento (rganon) mais seguro 
e preciso. No incio da Idade Moderna, a metodologia 
aristotlica foi duramente criticada por 
ser apenas um instrumento de prova e demonstrao, 
no servindo para a descoberta de conhecimentos. 
O desenvolvimento das cincias 
da natureza, a partir do Renascimento, est ligado 
intimamente  formulao de uma nova 
metodologia, em contraposio  silogstica aristotlica: 
a da induo e experimentao. A primeira 
formulao sistemtica do mtodo indutivo-
experimental encontra-se no Novum Organum, 
de Francis Bacon. Na mesma poca, Descartes 
escreveu o Discurso do Mtodo, obra na 
qual mostra que a verdade s pode ser obtida 
por meio de procedimentos puramente racionais, 
como os empregados pelos matemticos. 
A tarefa de unio da induo e da experincia 
com a matemtica ficou reservada a Galileu e 
Newton: o conhecimento cientfico da natureza 
s  obtido quando os dados fornecidos pela 
observao e pela experimentao podem ser 
traduzidos em linguagem matemtica que expresse 
a regularidade, a constncia e as relaes 
entre os fenmenos considerados. No sculo 
XIX, Stuart Mill aprofundou o mtodo indutivo 
e Claude Bernard ressaltou o papel da hiptese, 
uma idia que dirige a experincia. Bernard 
mostrou, assim, que a deduo est sempre presente 
na prpria induo. Os estudos sobre o 
mtodo na matemtica trouxeram  luz o fato 
de ela ser um conjunto de proposies cuja verdade 
decorre de alguns poucos axiomas, por via 
de pura inferncia lgica. Isso se evidenciou sobretudo 
com o desenvolvimento da geometria 
no-euclidiana. No sculo XX, a fsica quntica 
colocou novos problemas, surgindo o probabilismo 
e a fsica estatstica. Por outro lado, 

o desenvolvimento das cincias humanas, a partir 
do sculo XIX, foi marcado pela disputa entre 
os adeptos do positivismo, que defendiam o uso 


MTODO DA GERAO QUE SE EXTINGUE 

do mtodo das cincias naturais no estudo dos 
fatos sociais, e os que advogavam um estatuto 
prprio para estes. Na atualidade, defrontam-se 
os partidrios do estruturalismo e os defensores 
da abordagem gentica e histrica, entre os quais 
os adeptos do marxismo. Gaston Bachelard 
ope-se s pretenses cartesianas de uma cincia 
universal, nica, conforme o modelo das matemticas. 
Posio semelhante encontra-se nos seguidores 
da nova retrica. 

MTODO DA GERAO QUE SE EXTINGUE. 
Processo de construo de tbuas de mortalidade 
que consiste em observar uma gerao 
isolada at a sua completa extino pela morte, 
anotando-se o nmero dos que atingem as diversas 
idades. Assim, denotando-se o efetivo inicial 
por V0, e por V1, V2 etc. os nmeros dos 
que atingem, respectivamente, o primeiro, o segundo, 
o terceiro etc. ano de vida, a seqncia 
V0, V1, V2 constituir a mencionada tbua. 

MTODO DE DANTZIG. O mtodo de Dantzig 
ou Simplex  um mtodo iterativo que permite 
resolver, mediante a otimizao, problemas 
de programao linear. O mtodo consiste em 
partir de um programa-base, passando sucessivamente 
a programas melhores, mais avanados, 
at alcanar um programa timo. A denominao 
deve-se ao nome do autor que o props 
e desenvolveu. 

MTODO DEDUTIVO. Mtodo de raciocnio 
que consiste em ir do geral ao particular, dos 
princpios ou premissas aos fatos. Exemplo tpico 
de deduo  o silogismo, que de duas premissas 
gerais possibilita inferir uma concluso 
particular, como no seguinte exemplo: todos os 
homens so mortais (premissa maior); Scrates  
homem (premissa menor); logo, Scrates  mortal 
(concluso). Cincia tipicamente dedutiva  a 
geometria, sistematizada em rigoroso encadeamento 
do geral ao particular por Euclides no 
sculo III a.C. Entre os economistas clssicos,  
bastante freqente o uso do raciocnio dedutivo, 
mas os economistas modernos tm mostrado 
suas limitaes. Alfred Marshall, por exemplo, 
acha que no h lugar para longas cadeias de 
dedues na economia, uma cincia que se ocupa 
de fatos concretos. Apesar disso, esse autor 
reconhece que tanto a induo (o contrrio da 
deduo) quanto a deduo "so necessrias 
ao pensamento cientfico, da mesma forma que 

o p direito e o esquerdo so necessrios para 
caminhar". 
MTODO DE VENEZA. Veja Partidas Dobradas. 

MTODO DIRETO DE RECENSEAMENTO. 

Processo de levantamento do censo no qual os 
agentes censitrios, ou recenseadores, preen


chem eles prprios os questionrios mediante 
entrevista (direta) com os recenseados. Tambm 
chamado Mtodo Canvasser. 

MTODO DOS BITOS. Em demografia,  o 
processo de construo de tbuas de mortalidade 
que se baseiam na classificao dos bitos 
registrados dentro de um determinado perodo. 
Subtraindo-se sucessivamente do total da populao 
os mortos com um ano, dois anos etc., e 
reduzindo-se os termos da srie a fim de obter 
um total inicial igual a mil, tem-se uma tbua 
de sobrevivncia. 

MTODO DOW. Mtodo de determinao das 
tendncias mais importantes no mercado de aes, 
mas no a extenso de sua durao. O mtodo 
foi desenvolvido por Charles H. Dow. Veja 
tambm Dow Jones. 

MTODO HAMBURGUS. Mtodo aplicado 
para o clculo de taxas de juros (capitalizao 
simples) incidentes sobre saldos devedores. Na 
poca em que os bancos (no Brasil) pagavam 
juros sobre depsitos  vista, este mtodo esteve 
muito difundido. Por exemplo, se desejarmos 
calcular o montante dos juros relativos  aplicao 
de diferentes capitais por diferentes prazos, 
a uma taxa comum de juros, teremos o seguinte: 
suponhamos trs aplicaes diferentes 
de R$ 10000,00, R$ 5000,00 e R$ 20000,00 pelos 
prazos de 36, 35 e 34 dias a uma taxa de 22,7% 
ao ano. Como no mtodo hamburgus o ano  
considerado tendo 360 dias (ou doze meses de 
trinta dias cada), e como se trata de capitalizao 
simples, a taxa de juros diria seria equivalente 
a 0,227 / 360 = 0,00063, ou 0,063% ao dia. O 
montante de juros obtido pelas trs aplicaes 
seria: 

Aplicao (A) x Taxa de juros (i) x Nmero de 
dias (N) = 

1) 10000,00 x 0,00063 x 36 = 226,80 

2) 5000,00 x 0,00063 x 35 = 110,25 

3) 20000,00 x 0,00063 x 34 = 428,40 

O montante total de juros seria equivalente a 
226,80 + 110,25 + 428,40 = 765,45. O mtodo hamburgus 
no  outra coisa seno a multiplicao 
da taxa diria de juros pelo somatrio dos produtos 
das diversas aplicaes pelo prazo (nmero 
de dias) a que cada uma tiver sido feita. 
Ou o equivalente a Montante de juros (Mj) = 
Taxa de juros diria 

(i) x S A1 x N1 + A2 x N2 ... .... + A n x Nn; 
o somatrio variando de t = 1 at n. 
MTODO INDIRETO DE RECENSEAMENTO. 
Processo de levantamento do censo no qual 

o chefe de cada unidade domiciliria  o res


ponsvel pelo preenchimento do questionrio 
que abrange todos os membros da famlia. 

MTODO INDUTIVO. Mtodo de raciocnio 
que consiste em chegar a concluses de validade 
geral a partir de conhecimentos particulares, tomando-
se a observao dos fatos do mundo emprico 
como base para generalizaes posteriores. 
Contrape-se ao mtodo dedutivo, que parte 
do conhecimento geral para o particular. O 
mtodo indutivo assumiu especial importncia 
no incio da Idade Moderna, quando se constatou 
que o pensamento cientfico deveria basear-
se nas indues a partir de observaes empricas, 
e no apenas da deduo silogstica, at 
ento considerada a nica forma perfeita de conhecimento. 
Nessa poca, Francis Bacon foi o 
maior terico do mtodo indutivo, com a obra 
Novum Organum. No sculo XIX, destacou-se o 
trabalho de John Stuart Mill. Como a induo 
se baseia na seleo e observao de vrios fatos 
particulares, a variao de fatos escolhidos permite 
a elaborao de uma teoria sempre modificvel, 
fluida. Assim, o maior defeito apontado 
no mtodo indutivo e sua aplicao em economia 
 que ele torna impraticvel atingir um grau 
de finalidade no pensamento econmico. Um 
sistema terico baseado apenas no mtodo indutivo 
est sempre aberto a novas observaes, 
que podem levar a diferentes concluses. A validade 
do sistema depende tambm do tipo de 
escolha de fatos observados e utilizados para 
fazer afirmaes de carter geral. 

MTODO MATRICIAL. Forma de registro de 
dados econmicos, financeiros etc. de um pas 
ou de uma empresa que implica um quadro de 
dupla entrada. Este quadro de dupla entrada, 
formado pela interseco de linhas e colunas, 
estabelece as relaes de dependncia ou os coeficientes 
de correlao entre variveis econmicas 
e financeiras significativas. O mtodo matricial 
 importante do ponto de vista das influncias 
quantitativas entre as variveis: por 
exemplo, se a produo de ao depende da produo 
de minrio de ferro, de carvo, de utilizao 
de equipamentos, do uso de mo-de-obra 
etc., um aumento de 10% na produo final exigir 
uma certa porcentagem de aumento dos insumos 
necessrios. Tais relaes quantitativas 
so dadas por uma matriz, e o mtodo matricial 
permite saber de quanto dever ser essa produo 
de insumos para permitir o aumento da produo 
de ao. Veja tambm Insumo-Produto; 
Leontief, Wassily. 

MTODO MONTE CARLO. Mtodo que consiste 
essencialmente em estabelecer uma amostragem 
artificial ou simulada. Em qualquer estudo 
de simulao, a gerao de observaes sobre 
as variveis de um modelo constitui um as-

MTODOS MATEMTICOS 

pecto to fundamental quanto o objetivo de levar 
a cabo a experimentao do mesmo. No entanto, 
num grande nmero de problemas econmicos, 
tais observaes no podem ser obtidas 
da realidade por ser excessivamente custosas 
ou fisicamente impossveis. Em tais casos, 
a nica alternativa  recorrer a uma amostragem 
artificial ou simulada, que consiste em substituir 

o universo real por um universo terico correspondente, 
descrito por uma lei de probabilidade 
que se supe conhecida e adequada, e em seguida 
se obtm uma amostra da populao terica 
mediante uma sucesso de nmeros aleatrios. 
Nisso consiste o mtodo Monte Carlo: 
obter nmeros aleatrios e logo em seguida convert-
los em observaes da varivel ou variveis 
do modelo. A denominao Monte Carlo foi 
dada por Von Neumann e Ulam, em 1940, quando 
trabalhavam em problemas relacionados com 
a construo de armas nucleares, que eram muito 
complexos para ser tratados analiticamente e 
muito perigosos para ser resolvidos por experimentao 
fsica. O nome parece ser apropriado 
na medida em que o princpio bsico do mtodo 
 o mesmo que se encontra no Cassino de Monte 
Carlo, onde so utilizados artifcios tais como 
roletas, dados, cartas etc., que permitem gerar 
amostras aleatrias de populaes bem definidas, 
embora, atualmente, o mtodo Monte Carlo 
seja aplicado mediante simulaes em computadores. 
Veja tambm Von Neumann. 
MTODO NO-PARAMTRICO. Veja Mtodo 
Paramtrico. 

MTODO PARAMTRICO. Mtodo de deciso 
em estatstica, como, por exemplo, o Teste 
t (student), no qual a distribuio estatstica da 
amostragem  conhecida e os dados encontram-
se numa escala ordinal. Quando a deciso no 
requer o conhecimento dessa distribuio, diz-se 
que o mtodo  no-paramtrico. Veja tambm 

Amostragem; Parmetro. 

MTODO SIMPLEX. Veja Mtodo de Dantzig. 

MTODO DOS MNIMOS QUADRADOS. 
Veja Mnimos Quadrados, Estimativa dos; Regresso, 
Anlise da. 

MTODOS MATEMTICOS. Consistem basicamente 
na aplicao de tcnicas de anlise matemtica 
a variveis econmicas, com o objetivo 
de estabelecer relaes entre essas variveis. So 
muitas vezes utilizados como uma linguagem 
simplificadora e um modo sinttico de expressar 
relaes entre os dados econmicos. A relao 
entre nmeros variveis  simbolizada em economia 
pelo termo "funo". Assim, a demanda 
 uma funo do preo, que por sua vez  tomado 
como uma varivel independente. Desse 
modo, as quantidades ou nmeros variveis - 



METRICATION 

preos, renda, custo de produo, quantidades 
de bens comprados ou vendidos no mercado, a 
quantidade de fatores de produo empregados 
etc. - podem ser convertidos em nmeros de 
unidades fsicas, ou em dinheiro, ou em unidades 
de valor. As relaes econmicas tambm 
podem ser expressas por meio de funes matemticas: 
 o caso das curvas de demanda e 
oferta, que representam a relao entre duas variveis 
econmicas. Diagramas desse tipo permitem 
visualizar melhor uma realidade econmica. 
A aplicao de mtodos matemticos em 
economia foi desenvolvida e discutida, entre outros 
autores, pelo economista ingls Roy Allen, 
no livro Mathematical Analysis for Economists 
(Anlise Matemtica para Economistas), 1938. E 
 inegvel que a crescente tecnificao da economia 
prende-se, em boa parte, ao estabelecimento 
de hipteses matemticas, que podem ser 
verificadas ou refutadas. Deve-se lembrar, todavia, 
que o economista Paul Samuelson, um dos 
autores que utilizaram com xito os mtodos 
matemticos,  de opinio que o conhecimento 
matemtico  necessrio apenas em algumas 
reas da alta teoria, uma vez que a economia 
usa em geral o mtodo dedutivo da lgica e da 
geometria e o mtodo indutivo da estatstica e 
da evidncia emprica. 

METRICATION. Processo de converso de medidas 
que no pertencem ao sistema mtrico, 
tais como aquelas do sistema imperial ingls ou 
do sistema customary (consuetudinrio) dos Estados 
Unidos ao sistema mtrico, em particular 
ao sistema mtrico internacional. 

MFCN - Mquina-ferramenta de Controle 
Numrico. Mquina-ferramenta - torno, fresa, 
plaina etc. - ligada a um computador de comando 
numrico. Mediante uma programao 
preestabelecida, o computador determina a seqncia 
de movimentos da mquina-ferramenta: 
cortar, rosquear etc. 

MFN. Iniciais da expresso inglesa most favoured 
nation, que significa "nao mais favorecida". O 
termo se aplica no comrcio internacional quando 
um pas obtm alguma vantagem em relao 
aos demais, em termos de taxas alfandegrias 
ou impostos sobre seus produtos, inferiores aos 
aplicados aos demais pases, ou mesmo a prioridade 
para o abastecimento de determinado 
produto ou servio. 

MIBOR. Veja Ibor. 

MICAR. No jargo financeiro, significa ficar 
com um ttulo que perdeu completamente seu 
valor ou com um ttulo de difcil aceitao. O 
termo  tomado de emprstimo ao jogo de cartas 
no qual quem fica com o "mico" perde o jogo. 

MICO. No jargo financeiro, significa ttulo que 
perdeu seu valor ou que ningum aceita. 

MICROCOMPUTADORES VERDES. No jargo 
utilizado na rea de marketing desse tipo 
de equipamento, designa aqueles aparelhos que 
poupam energia eltrica, mas apresentando o 
mesmo desempenho que os demais. 

MICROCRDITO. Veja Grameen Bank. 

MICROECONOMIA. Ramo da cincia econmica 
que estuda o comportamento das unidades 
de consumo representadas pelos indivduos e 
pelas famlias; as empresas e suas produes e 
custos; a produo e o preo dos diversos bens, 
servios e fatores produtivos. Em outras palavras, 
a microeconomia ocupa-se da forma como 
as unidades individuais que compem a economia 
- consumidores privados, empresas comerciais, 
trabalhadores, latifundirios, produtores 
de bens ou servios particulares etc. - agem 
e reagem umas sobre as outras. Surgiu no incio 
da dcada de 30, quando a cincia econmica 
se dividiu em dois ramos: a microeconomia e a 
macroeconomia (esta se interessa pelo estudo 
dos agregados como a produo, o consumo e 
a renda do conjunto da populao). Embora esses 
dois ramos da cincia econmica caminhem 
por canais distintos, a separao  frgil, pois o 
fenmeno econmico requer o inter-relacionamento 
das teorias que se inserem nesses dois 
mbitos. Apresentando uma viso "microscpica" 
dos fenmenos econmicos, a microeconomia 
engloba a teoria do consumidor, que oferece 
subsdios para a anlise da procura; a teoria da 
firma que se desdobra nas teorias da produo, 
dos custos e dos rendimentos constitui o alicerce 
da anlise da oferta. Os preos relativos constituem 
a preocupao fundamental desse ramo 
da cincia econmica, tanto que ela  igualmente 
conhecida como a teoria dos preos. Na teoria 
do consumidor, a microeconomia analisa a inteno 
dos indivduos de se apropriarem de determinada 
quantidade de bens, que satisfaa ao 
mximo suas necessidades. Na teoria da firma, 
 enfocado o empresrio que procura combinar 
os fatores de produo de modo a maximizar 
seus lucros. Mediante essa anlise, obtm-se os 
elementos necessrios para a derivao das ofertas 
individuais e de mercado. A combinao das 
quantidades de fatores de produo, bens e servios, 
que os consumidores esto dispostos a 
adquirir, com as quantidades desses elementos 
que os empresrios tm condies de oferecer 
impe a determinao de um denominador comum, 
que  o preo. Assim,  a determinao 
desse preo que a microeconomia se prope ao 
estudar a questo sob dois ngulos: o dos fatores 



de produo e o dos bens e servios. A microeconomia 
caracteriza-se como uma cincia de 
natureza dedutiva ou terica. Esse carter dedutivo 
 decorrncia da complexidade e entrelaamento 
de influncias que subjazem s situaes 
reais que so objeto de seu estudo. O carter 
dedutivo  realado pelo fato de que muitas das 
variveis consideradas pela microeconomia no 
podem ser observadas ou mensuradas.  o caso, 
por exemplo, do grau de utilidade que os consumidores 
desfrutam ao dispor de certos bens 
ou servios. A microeconomia lana mo de modelos, 
ou seja, construes compostas por uma 
srie de hipteses, a partir das quais as concluses 
so extrapoladas. So modelos a forma 
como os indivduos efetuam suas decises, a 
maneira como as firmas procedem etc. A partir 
da situao do mundo real, so selecionadas as 
variveis mais significativas do fenmeno que 
se estuda, permitindo que a complexidade desse 
mundo real seja manipulada. Uma segunda caracterstica 
da microeconomia  sua natureza esttico-
comparativa, ou seja, ela tende a confrontar 
duas ou mais situaes de equilbrio, sem 
se preocupar com o perodo intermedirio entre 
essas situaes inicial e final. A terceira caracterstica 
 seu enquadramento dentro do ramo 
da cincia positiva ou cientfica. Isso implica a 
ausncia de juzo de valor ou conotao tica 
nas teorias microeconmicas, que se mantm exclusivamente 
descritivas. A quarta caracterstica 
 seu carter de anlise de equilbrio parcial. 
Esse tipo de anlise consiste na adoo de uma 
hiptese, pressupondo-se que todas as demais 
condies que influenciem o relacionamento entre 
duas variveis, funcionalmente dependentes, 
sejam mantidas constantes. A microeconomia 
encontra bastante aplicao no mundo atual, podendo 
ser utilizada como elemento de previso 
condicionado  ocorrncia de determinado evento. 
 importante na elaborao de modelos que 
retratam as situaes do mundo de forma simplificada. 
Desempenha importante papel na teoria 
do comrcio internacional e encontra-se presente 
no mundo dos negcios como auxiliar de 
decises administrativas relacionadas com a 
procura, estrutura de custos empresariais, mtodos 
de fixao de preos etc. Veja tambm Macroeconomia. 


MICROEMPRESA. Empresa ou firma individual 
que obtm uma receita anual inferior ou 
igual ao valor nominal estabelecido pelo governo, 
no incio de cada ano fiscal. A partir de novembro 
de 1984, o Estatuto da Microempresa 
(lei federal n 7 256) isentou esse tipo de empresa 
do pagamento de impostos como o IPI e o IR. 
Veja tambm Economia Informal. 

MIGRAO 

MICROINFORMTICA. Ramo da informtica 
que utiliza preferencialmente microcomputadores. 
Veja tambm Informtica. 

MCRON. Unidade de medida de comprimento 
para distncias muito pequenas. Equivale a 10-3mm. 
Veja tambm Sistemas de Pesos e Medidas. 

MICROPROCESSADOR. Unidade central de 
processamento de um microcomputador, presente 
tambm em outros equipamentos de automao. 


MIDDLEMAN. Termo em ingls que significa 
"intermedirio", isto , aquele que se coloca entre 
o produtor e o consumidor (aplicando-se 
tambm ao mercado financeiro);  tambm denominado 
distribuidor. Veja tambm Broker; 
Jobber. 

MIGRAO. Movimento populacional que se 
dirige de uma regio (rea de emigrao) para 
outra (rea de imigrao). Por alterar o tamanho 
e a composio das populaes (distribuio por 
sexo e idade, composio da fora de trabalho), 
a migrao  uma das bases da dinmica populacional, 
junto com a natalidade e a mortalidade. 
Distingue-se a migrao internacional (entre pases) 
e a migrao interna (entre regies de um 
mesmo pas). Elas geralmente ocorrem porque 
as pessoas no encontram oportunidades sociais 
e econmicas em seus locais de origem. Fatores 
culturais e polticos tambm podem influir nos 
movimentos migratrios. Alguns pases (entre 
eles o Brasil) tm procurado direcionar seus fluxos 
migratrios, desviando-os de regies urbanas 
e encaminhando-os para novas frentes de 
colonizao. No Brasil, um dos maiores plos 
de atrao para os movimentos migratrios  o 
Estado de So Paulo. No fim do sculo XIX, 
quando a imigrao estrangeira se acentuou, 
grande parte dela foi encaminhada para as lavouras 
de caf paulistas, ento em grande expanso. 
No sculo XX, a migrao interna foi 
responsvel por violento aumento populacional 
no Estado. E, em termos interestaduais, a capital 
constituiu o centro principal de imigrao e urbanizao. 
A participao da migrao de populaes 
do prprio Estado ou de outros Estados 
no crescimento demogrfico da capital de 
So Paulo foi de 75,9% na dcada 1940-1950, de 
61,4% em 1950-1960 e de 58,1% em 1960-1970. 
Apesar do declnio da contribuio relativa, essa 
imigrao continuou aumentando em termos 
absolutos. Um dos maiores movimentos migratrios 
da histria moderna foi o xodo europeu 
em direo s Amricas, iniciado no sculo XVI. 
Outros de grande importncia foram o de hindus 
para a frica, de chineses para a Malsia ede europeus para a Austrlia e para a frica. 
Em todos os casos, a principal causa foi a de




MIL 390


fasagem entre o desenvolvimento econmico e 

o crescimento populacional nos pases de origem. 
O ponto mximo da emigrao situou-se 
nas duas primeiras dcadas do sculo XX. Mas, 
como o fluxo migratrio tendia a saturar o mercado 
de trabalho nos pases de destino, muitos 
destes, aps a Primeira Guerra Mundial, instituram 
restries  entrada de estrangeiros. Veja 
tambm Dekasseguis. 
MIL. O termo tem vrios significados: 1) pode 
designar o nmero mil; 2) pode significar a abreviao 
de milho; 3) pode significar unidade de 
medida equivalente a 0,001 polegada, e utilizada 
para medir seo transversal de condutores e 
cabos eltricos. Se um condutor eltrico tem 1 mil 
de dimetro, possui 1 "circular mil" de rea de 
corte transversal. Um cabo condutor que tem 1 
polegada de dimetro possui uma seo transversal 
de 1 milho de circular mils. Veja tambm 

Converso de Unidades de Pesos e Medidas; 
Sistemas de Pesos e Medidas; Unidades de Pesos 
e Medidas. 

MIL-RIS. Originalmente, era a quarta parte da 
oitava de ouro de 22 quilates, ou o equivalente 
a 0,8965 g de ouro amoedado. A pea principal 
do sistema era a moeda de 20 mil-ris, de cinco 
oitavas de ouro, com um peso equivalente a 
17,930 g. O mil-ris era a unidade monetria brasileira 
at 1942, quando foi substitudo pelo cruzeiro. 
Veja tambm Cruzeiro; Oitava; Sistemas 
de Pesos e Medidas; Legislao Monetria Brasileira. 


MILHA. Medida de distncia originada durante 

o Imprio Romano, a qual equivalia inicialmente 
a mil passos (milia passuum), sendo estes equivalentes 
a uma passada dupla contada do lugar 
em que um p deixava o cho ao ponto em que 
voltava a ele, e equivalente a 5 ps (cerca de 1,5 
m). At o ano 1500 a milha era equivalente a 5 
mil ps. Para facilitar a medio da terra a milha 
foi transformada em 5 280 ps, de tal forma que 
o furlong, que era a medida de distncia mais 
comum na poca, seria exatamente igual a 1/8 
de milha, isto , uma milha conteria 8 furlongs. 
Esta  a milha terrestre, de 5 280 ps ou 1 609,3 
m. Veja tambm Converso de Unidades de Pesos 
e Medidas; Furlong; Milha Nutica (Martima); 
Sistemas de Pesos e Medidas; Unidades 
de Pesos e Medidas. 
MILHA BRASILEIRA. Medida de comprimento 
equivalente a 2,2 km. 

MILHA GEOMTRICA. Medida de comprimento 
do antigo sistema de medidas brasileiro 
e equivalente a 2 km. Veja tambm Sistema de 
Pesos e Medidas. 

MILHA MARTIMA. Veja Milha. 

MILHA NUTICA. A milha nutica ou martima 
admite trs equivalncias: a de 6 080 ps, equivalente 
a 1 853,2 m; a de 6 080,2 ps, equivalente 
a 1 853,248 m; e a de 6 076,1033 ps, equivalente 
a 1 852 m. De acordo com o Sistema Internacional 
de Unidades, a milha nutica corresponde 
a esta ltima medida - 1 852 m - ou o equivalente 
ao comprimento de um minuto do meridiano 
terrestre na altura do equador. Para distingui-
la da milha terrestre, sua abreviao  
mima. Veja tambm Milha. 

MILHA TERRESTRE. Unidade de medida de 
comprimento equivalente a 1 609 m. Para distingui-
la da milha nutica, sua abreviatura  

mite. 

MILKING. Termo em ingls que significa a prtica 
de algumas empresas de arrancar de suas 
receitas tudo o que  possvel para transformar 
em lucros, isto , muitas vezes reduzindo as reservas 
de contingncia, o fundo de depreciao, 
os fundos de investimento e outras prticas perigosas 
para a continuidade da empresa a mdio 
e longo prazo, embora mediante mtodos de 
contabilidade imprprios mas no ilegais. 

MILL, James (1773-1836). Pensador ingls, pai 
de John Stuart Mill. Amigo e discpulo de Jeremy 
Bentham, desenvolveu e ajudou a difundir 
as teses do utilitarismo. Considerava que toda 
a moral se apia no egosmo e toda vida social 
se resume nos interesses econmicos. Assim, 
toda a cincia social resumir-se-ia na economia 
poltica. Escreveu Elements of Political Economy 
(Elementos de Economia Poltica), 1821, um manual 
de economia que retoma as idias de Ri-
cardo. 

MILL, John Stuart (1806-1873). Filsofo e economista 
clssico ingls, autor de Princpios de 
Economia Poltica com Algumas de Suas Aplicaes 
 Filosofia Social, 1848, a mais abrangente sntese 
da teoria econmica at aquela data. Mill analisou 
principalmente as teses de Malthus e Ri-
cardo. Abandonando o rigor doutrinrio do laissez-
faire, afirmava que deveria haver menor dependncia 
das foras naturais e um maior grau 
de interveno governamental deliberada para 
a resoluo dos problemas econmicos. No que 
se refere  teoria do valor, procurou demonstrar 
como o preo  determinado pela igualdade entre 
demanda e oferta e como a demanda recproca 
de produtos afeta os termos do intercmbio 
entre os pases. Lanou a idia da elasticidade 
da demanda (expresso introduzida mais 
tarde por Marshall) para analisar possibilidades 
alternativas de comrcio. Adotou a idia de seu 
pai, o filsofo James Mill, de que a renda, por 



constituir um excedente (de acordo com Ricardo), 
deve ser submetida  tributao. Princpios 
de Economia Poltica tornou-se imediatamente leitura 
obrigatria e fundamental em economia. 
Mill teve uma slida formao clssica e foi profundamente 
influenciado por Ricardo e Bentham. 
Aderiu com algumas reservas  filosofia 
positivista de Comte, reforando seu repdio s 
construes metafsicas e a adeso ao tradicional 
empirismo ingls. Suas idias libertrias e altrustas 
levaram-no a tentar conciliar teoricamente 
empirismo, determinismo, liberalismo e 
socialismo, e, na ao prtica, a defender o direito 
das mulheres ao voto e o direito dos sindicatos 
 greve. Previu que a possibilidade dos 
ganhos de escala estimularia uma progressiva 
concentrao industrial, com um enfraquecimento 
da concorrncia e elevao dos preos. 
Para contrabalanar esse poder dos grandes empresrios, 
considerava benfico o fortalecimento 
dos sindicatos e o recurso  greve. Entre suas 
obras destacam-se ainda A System of Logic (Um 
Sistema de Lgica), 1843; Essays on Some Unsettled 
Questions of Political Economy (Ensaios sobre 
Algumas Questes no Resolvidas de Economia 
Poltica), livro que ele escreveu aos 23 anos, mas 
que s foi publicado em 1844; e Da Liberdade, 
1859. 

MILLIME. Veja Dinar. 

MILLS, Charles Wright (1916-1962). Socilogo 
norte-americano. Estudou a ligao entre carter 
e estrutura social, a estratificao social nas modernas 
sociedades de base urbano-industrial e 
a concentrao do poder, nesse tipo de sociedade, 
em mos de uma elite formada por empresrios, 
militares e polticos profissionais. Salientou 
a responsabilidade social dos intelectuais e 
criticou o militarismo. Defendendo posies liberais 
durante muito tempo, no fim da vida propugnou 
o abandono do liberalismo, a seu ver 
desprovido de bases objetivas, e aderiu a uma 
posio fundamentada num marxismo crtico. 
Escreveu as seguintes obras: A Nova Classe Mdia 
(1951), A Elite do Poder (1956), As Causas da Terceira 
Guerra Mundial (1958), A Verdade sobre Cuba 
(1960). Organizou a coletnea de textos Os Marxistas 
(1962). 

MIMA. Abreviao de milha martima ou nutica, 
para diferenci-la da milha terrestre (mite).
 tambm a abreviao utilizada nas Bolsas de 
Valores para designar cotaes mnimas (mi) e 
mximas (ma) alcanadas por um ttulo ou ao 
durante um prego. Veja tambm Milha Nutica; 
Prego. 

MINAMATA, Mal de. Desastre ecolgico ocorrido 
no Japo na segunda metade dos anos 50, 

MINIFNDIO 

numa pequena vila de pescadores denominada 
Minamata. O desastre ocorreu em virtude dos 
despejos de etil-mercrio da fbrica Chisso na 
baa de Minamata, de onde os pescadores da 
regio retiravam o seu sustento. A contaminao 
por mercrio (doena de Minamata) prejudicou 
especialmente as gestantes: muitos bebs nasceram 
deformados e ocorreram vrios abortos. 
Veja tambm Bhopal. 

MIND GAMES. Jogos que se baseiam, fundamentalmente, 
no raciocnio ou na estratgia e 
nos quais os elementos aleatrios so irrelevantes. 

MINEING. Veja Leilo Holands. 

MINERAO. Atividade do setor primrio da 
economia correspondente  indstria extrativa 
mineral. Compreende os processos economicamente 
rentveis que tratam da extrao, elaborao 
e beneficiamento de minrios.  a principal 
atividade econmica de vrios pases do Terceiro 
Mundo, fornecedores de minrios para os 
pases industrializados. Os produtos minerais 
de maior importncia so os energticos - petrleo, 
gs e carvo mineral. A minerao  uma 
das atividades mais antigas do homem, servindo 
de elemento de diferenciao entre vrias civilizaes 
que utilizavam tipos qualitativamente 
diversos de metais na fabricao de suas armas 
e objetos domsticos. 

MINERAO, Ciclo da. Veja Ciclo do Ouro. 

MINIDESVALORIZAO. Mecanismo de reajuste 
cambial implantado no Brasil, em 1968, visando 
a compensar gradualmente as variaes 
de cmbio provocadas sobretudo pela diferena 
entre a inflao interna do pas e a inflao externa. 
As minidesvalorizaes variam entre 1 e 
2,5% em relao ao dlar. No ano de 1982 houve 
39 minidesvalorizaes do cruzeiro, elevando o 
preo do dlar de 97,76% em relao ao cruzeiro 
ao longo do ano. Devido  criao do IOF sobre 

o cmbio, o dlar para os turistas subiu 147,14% 
em 1982. Essa poltica cambial das minidesvalorizaes 
foi interrompida por duas vezes, com 
duas maxidesvalorizaes de 30%, decretadas 
em dezembro de 1979, e em fevereiro de 1983. 
MINIFNDIO. Pequena propriedade rural explorada 
basicamente para o autoconsumo (economia 
de subsistncia). A ausncia de um excedente 
expressivo impede o investimento 
(compra de adubos, corretivos, ferramentas etc.), 
levando ao progressivo esgotamento da terra, 
num crculo vicioso de improdutividade e pobreza. 
Ao lado do latifndio,  uma das formas 
de explorao agrcola mais difundidas na Amrica 
Latina, Oriente Mdio e Extremo Oriente. 
H dois tipos de minifndio, de acordo com a 



MINIM 

forma de posse da terra. Um deles  ligado  
posse ou ao arrendamento, sem direito de propriedade. 
O outro tipo  a propriedade direta da 
terra, subdividida por sucessivas heranas, forma 
tpica da colonizao do Sul brasileiro por 
imigrantes europeus. Veja tambm Sistemas 
Agrrios; Latifndio. 

MINIM. Veja Sistema Apothecary. 

MINIMAX. Termo composto das palavras "mnimo" 
e "mximo", e pertencente  Teoria das 
Decises, em que representa uma regra segundo 
a qual diante de vrias situaes cujo desfecho 
 desconhecido, e diante das vrias aes que 
poderiam ser seguidas com as respectivas probabilidades 
de ganho (lucro, receitas, vendas 
etc.), recomenda-se que primeiro se verifiquem 
as vrias alternativas de ganho em cado caso, e 
em seguida seja escolhida aquela que represente 

o mximo entre as probabilidades mnimas. No 
quadro abaixo, as colunas representam as vrias 
situaes possveis de resultado desconhecido, 
e as linhas, as probabilidades de diferentes re-
A B C D E 
1 10 25 12 17 *8 
2 6 4 *2 8 11 
3 *3 5 15 7 9 
4 18 23 19 *9 13 
5 *2 6 14 10 15 

sultados. No caso anterior, o mximo ganho dos 
mnimos  9, de tal maneira que a alternativa 
escolhida seria a D,  qual 9 representa um mnimo. 


MNIMO. Veja Salrio Mnimo; Sistema Apothecary. 


MNIMOS QUADRADOS, Estimativa dos. Estimativa 
estatstica que consiste na obteno de 
um valor mnimo para os desvios de uma varivel 
em relao a sua mdia. Este mtodo (dos 
mnimos quadrados)  amplamente utilizado na 
anlise da regresso e da varincia. Veja tambm 

Regresso, Anlise da. 

MINISTRIO DA AGRICULTURA. rgo do 
governo federal criado pelo decreto-lei 19 448, 
de 3/12/1930. No tempo do Imprio, existia com 

o nome de Secretaria dos Negcios da Agricultura, 
Comrcio e Obras Pblicas (decreto 1 067, 
de 20/1/1860). No incio da Repblica, foi absorvido 
pelo Ministrio da Indstria, Viao e 
Obras Pblicas (decreto 1 142, de 2/11/1892) e, 
finalmente, em 1906, enquadrava-se como Ministrio 
dos Negcios da Agricultura, Comrcio 
e Indstria (decreto 1 606, de 29 de dezembro). 
Atualmente, tem como reas de sua competncia: 
agricultura, pecuria, caa, pesca, recursos 
naturais renovveis, flora, fauna e solo, organizao 
da vida rural, reforma agrria, meteorologia, 
climatologia, pesquisas e experimentao, 
vigilncia e defesa sanitria animal e vegetal, 
padronizao e inspeo de produtos vegetais 
e animais ou de consumo, nas atividades agropecurias. 


MINISTRIO DA ECONOMIA. Criado em 
15/3/1990 pela medida provisria n 150, aprovada 
pelo Congresso Nacional em 7 de abril do 
mesmo ano, o Ministrio da Economia substituiu 
as atribuies dos antigos ministrios da 
Fazenda, da Indstria e Comrcio e da Secretaria 
Especial de Planejamento. Era constitudo de rgos 
centrais de planejamento, coordenao e 
controle financeiro, com o objetivo de coordenar 
a poltica econmica do governo federal, assim 
como integrar os diversos planos regionais, definir 
a poltica industrial e comercial, executar 
metas de desenvolvimento econmico e controles 
oramentrios, executar estudos e pesquisas 
de carter socioeconmico, dar assistncia tcnica 
a programas de integrao da economia 
brasileira com o mercado internacional e estabelecer 
medidas que conduzissem  modernizao 
da economia do pas. Entre as instituies 
que eram diretamente subordinadas ao Ministrio 
da Economia estavam a Secretaria da 
Receita Federal, o Banco Central, o Banco do 
Brasil, a Caixa Econmica Federal, o Servio Federal 
de Processamento de Dados, o Banco Nacional 
de Desenvolvimento Econmico e Social 
(BNDS) e outras autarquias e instituies direta 
ou indiretamente ligadas s atividades financeiras 
e de planejamento. Foi extinto no segundo 
semestre de 1990, durante o governo Itamar 
Franco, sendo que as instituies a ele subordinadas 
voltaram a seus ministrios de origem, 
especialmente para os ministrios da Fazenda e 
do Planejamento. Veja tambm Ministrio da 
Fazenda. 

MINISTRIO DA FAZENDA. Ministrio pblico 
responsvel pela arrecadao e fiscalizao 
da receita proveniente de impostos e encarregado 
da distribuio do dinheiro arrecadado na 
economia do pas. Segundo as palavras de Rui 
Barbosa, primeiro ministro da Fazenda do perodo 
republicano (1891), so duas as medidas 
que "podem considerar-se como as bases sobre 
as quais deve assentar o edifcio oramentrio 
e financeiro de uma nao bem constituda: a 
economia na despesa; a fiscalizao da receita". 
Criado em 1822, logo aps a proclamao da 
independncia, o ministrio tendeu sempre ao 
gradualismo na introduo de modificaes em 
seu funcionamento. A primeira e mais importante 
etapa de uma nova poltica fiscal da Unio 
surgiu com a eliminao de certos entraves constitucionais 
ao bom funcionamento do sistema 



MINISTRIO DA PREVIDNCIA E ASSISTNCIA SOCIAL 

tributrio, trazida pela lei n 4 357, de 16/7/1964, 
modificando o Imposto de Renda e criando um 
adicional provisrio ao Imposto de Consumo. 
A segunda grande modificao na arrecadao 
federal veio mediante a reforma geral do aparelho 
arrecadador feita pela lei n 4 503, bem 
como da conjugao do Imposto de Renda e do 
Imposto Territorial Rural feita pela lei n 4 504 
e com as alteraes dos impostos de Consumo, 
Solo e Renda introduzidas pelas leis ns 4 502, 
4 505 e 4 506, todas de 30/11/1964. Outra modificao 
importante foi feita pela lei n 4 729, 
de 14/7/1965, que caracterizou o crime de sonegao 
na administrao fiscal. A partir dessa 
data, alm de pesadas multas, que podem chegar 
at a cinco vezes o valor do tributo devido, 
os autores de crimes fiscais passaram a estar 
sujeitos a penas de deteno, que variam de seis 
meses a dois anos. O ciclo de modernizao do 
sistema tributrio sofreu sua ltima grande modificao 
com a lei n 5 172, de 25/10/1966, que 
dispe sobre o sistema tributrio nacional e instituiu 
as normas gerais de direito tributrio aplicveis 
 Unio, aos Estados e aos municpios. 
Todavia, em 15/3/1990, como parte da reforma 
administrativa que objetivava reduzir o nmero 
de ministrios, o Ministrio da Fazenda foi extinto 
por meio da medida provisria n 150. A 
medida, em seguida, foi aprovada pelo Congresso 
Nacional (7/4/1990). Em seu lugar, foi criado 

o Ministrio da Economia, que passou a englobar 
as antigas funes do Ministrio da Fazenda, 
da Secretaria Especial de Planejamento e parte 
das funes do Ministrio da Indstria e Comrcio. 
Durante o segundo semestre de 1992, 
com a extino do Ministrio da Economia, o 
Ministrio da Fazenda recuperou suas atribuies 
existentes antes de 15/3/1990. Veja tambm 
Ministros da Fazenda. 

MINISTRIO DA INDSTRIA E COMRCIO. 
Criado em 1960, com o desdobramento do 
antigo Ministrio do Trabalho, Indstria e Comrcio, 
cuidava da administrao e desenvolvimento, 
no mbito nacional, das seguintes reas: 
comrcio (exterior e interior) e indstria; seguros 
privados; propriedade industrial, registro do comrcio 
e legislao metalrgica; turismo, pesquisa 
e experimentao tecnolgicas. Estiveram 
vinculados a esse ministrio o Instituto Nacional 
de Propriedade Industrial (INPI), o IBC, o IAA, 
a Superintendncia da Borracha, a Embratur, a 
Companhia Siderrgica Nacional (CSN), outras 
siderurgias nacionais, o Instituto de Resseguros 
do Brasil etc. Com a extino do ministrio em 
15/3/1990, mediante medida provisria n 150 
e referendada pelo Congresso Nacional em 
7/4/1990, as antigas funes do Ministrio da 
Indstria e Comrcio foram distribudas entre 
os novos ministrios da Economia e Infra-estru


tura. Por outro lado, as questes relativas ao 
desenvolvimento tecnolgico e  propriedade 
industrial passaram a ser atribudas  Secretaria 
Especial de Tecnologia. Com a extino dos ministrios 
da Economia e da Infra-estrutura, recuperou 
sua condio de ministrio, com as 
mesmas atribuies de antes de 15/3/1990. No 
segundo mandato (1999-2002) do presidente Fernando 
Henrique Cardoso, passou a ser denominado 
Ministrio do Desenvolvimento, Indstria 
e Comrcio. 

MINISTRIO DA INFRA-ESTRUTURA. Criado 
em 15/3/1990 por medida provisria n 150, 
posteriormente referendada pelo Congresso Nacional, 
como parte da reforma administrativa do 
governo federal que permitiu a diminuio do 
nmero de ministrios, o Ministrio da Infraestrutura 
incorpora as atribuies e atividades 
dos antigos ministrios das Comunicaes, 
Transportes, Minas e Energia, assim como parte 
das funes do Ministrio da Indstria e Comrcio. 
Entre suas responsabilidades principais, 

o ministrio cuida do planejamento, administrao 
e desenvolvimento das empresas estatais 
ligadas  produo industrial, minerao, energia, 
comunicaes e transportes. Entre as empresas 
que esto sob seu controle podem ser 
especialmente citadas a Eletrobrs, a Telebrs, 
a Petrobrs, a Companhia Siderrgica Nacional, 
o Lide Brasileiro, a Usiminas, a Companhia 
Vale do Rio Doce e a Companhia Hidreltrica 
de So Paulo. Entre os rgos setoriais de desenvolvimento 
e planejamento que esto sob a 
jurisdio do ministrio incluem-se o Departamento 
Nacional de Produo Mineral, o Conselho 
Nacional de guas e Energia Eltrica, o Conselho 
Nacional de Telecomunicaes, o Conselho 
Nacional de Petrleo, o Conselho Nacional 
de Minas e Metalurgia, o Conselho Nacional de 
Transportes, a Comisso Nacional de Energia 
Nuclear e a Comisso Executiva do Plano Nacional 
do Carvo. Foi extinto no segundo semestre 
de 1992 e vrias de suas secretarias recuperaram 
a condio de ministrio, como a da 
Indstria e Comrcio, das Comunicaes, dos 
Transportes e das Minas e Energia. 
MINISTRIO DA PREVIDNCIA E ASSISTNCIA 
SOCIAL. Criado por decreto presidencial 
de 1/5/1974, como um desdobramento 
do antigo Ministrio do Trabalho e Previdncia 
Social, ficou responsvel, perante o poder executivo, 
por toda a poltica previdenciria e de 
assistncia social do pas. Tinha sob sua jurisdio 
o Instituto Nacional de Assistncia Mdica 
e Assistncia Social, o Instituto Nacional de Previdncia 
Social (atual Instituto Nacional de Seguro 
Social - INSS), o Instituto de Administrao 
da Previdncia Social (Iapas), o Instituto 
de Previdncia e Assistncia dos Servidores do 



MINISTRIO DAS MINAS E ENERGIA 

Estado (Ipase), a Legio Brasileira de Assistncia 
(LBA), a Fundao Nacional do Bem-Estar do 
Menor (Funabem) e a Central de Medicamentos 
(Ceme). Como parte da medida provisria n 
150, de 15/3/1990, que previa a diminuio do 
nmero de ministrios, o Ministrio da Previdncia 
Social foi novamente incorporado ao Ministrio 
do Trabalho, passando a se denominar 
Ministrio do Trabalho e Previdncia Social. Os 
institutos previdencirios passaram  jurisdio 
do novo ministrio, os institutos de assistncia 
social foram entregues  Secretaria de Ao Social 
e a Ceme, ao Ministrio da Sade. No segundo 
semestre de 1992, durante o governo Itamar 
Franco, a Previdncia Social foi outra vez 
desmembrada do Ministrio do Trabalho, recuperando 
sua condio de ministrio, com as 
mesmas atribuies de antes de 15/3/1990, com 
a exceo da Ceme (Central de Medicamentos), 
que j havia sido repassada ao Ministrio da Sade, 
e dos institutos de Assistncia Social, transferidos 
para o Ministrio do Bem-Estar Social. 

MINISTRIO DAS MINAS E ENERGIA. Criado 
em julho de 1960 e instalado em fevereiro 
de 1961, com a incorporao dos seguintes rgos 
e reparties da administrao federal: Departamento 
Nacional da Produo Mineral,
Conselho Nacional de guas e Energia Eltrica, 
Conselho Nacional de Minas e Metalurgia, Conselho 
Nacional do Petrleo e Comisso de Exportao 
dos Materiais Estratgicos. Ficaram includas 
na jurisdio do Ministrio das Minas e 
Energia as seguintes entidades: Companhia Vale 
do Rio Doce, Companhia Hidreltrica do So 
Francisco, Petrleo Brasileiro S.A., Comisso 
Nacional de Energia Nuclear, Comisso Executiva 
do Plano do Carvo Nacional. Em 
15/3/1990, pela medida provisria n 150, aprovada 
pelo Congresso Nacional no dia 7 do ms 
seguinte, o Ministrio de Minas e Energia foi 
extinto. Suas atribuies, assim como os departamentos 
e autarquias que representava, foram 
transferidas para o novo Ministrio da Infra-estrutura. 
Com a extino do Ministrio da Infraestrutura 
no segundo semestre de 1992, recuperou 
sua condio de ministrio com as atribuies 
que possua at 15/3/1990. 

MINISTRIO DO DESENVOLVIMENTO, 
INDSTRIA E COMRCIO. Veja Ministrio 
da Indstria e Comrcio. 

MINISTRIO DO ORAMENTO E GESTO. 
Veja Ministrio do Planejamento e da Coordenadoria 
Geral. 

MINISTRIO DO PLANEJAMENTO E DA 
COORDENADORIA GERAL. Instituio do poder 
executivo criada em 25/2/1967 com o objetivo 
de coordenar a atuao do governo federal; 
integrar os diversos planos regionais; executar 

estudos e pesquisas de natureza socioeconmica; 
promover a programao oramentria e a 
organizao administrativa em nvel nacional; e 
coordenar a assistncia tcnica internacional e 
os sistemas estatstico e cartogrfico brasileiros. 
Foi substitudo, em 1974, pela Secretaria do Planejamento. 
Em 15/3/1990, em decorrncia da 
poltica do governo federal, visando diminuir o 
nmero de ministrios e secretarias, a Secretaria 
do Planejamento foi extinta pela medida provisria 
n 150. Suas atribuies passaram ao novo 
Ministrio da Economia. No segundo semestre 
de 1992, com a extino do Ministrio da Economia, 
a Secretaria do Planejamento, que dele 
participava, ganhou novamente o nvel de ministrio. 
Durante o segundo mandato do presidente 
Fernando Henrique Cardoso, esse ministrio 
foi outra vez extinto, sendo substitudo em 
suas funes pelo Ministrio do Oramento e 
Gesto e pela Secretaria do Planejamento e Avaliao. 
Veja tambm Ministrio da Economia; 
Seplan. 

MINISTRIO DO TRABALHO E PREVIDNCIA 
SOCIAL. rgo responsvel pelas decises 
do governo federal no mbito das relaes 
do trabalho e previdncia social, cuida da poltica 
de salrio, da organizao profissional e sindical, 
da proteo ao trabalho e de toda a seguridade 
social do pas. Foi criado em 26/11/1930 
como Ministrio do Trabalho e Indstria e Comrcio. 
Com a criao do Ministrio de Indstria 
e Comrcio, em 1960, transformou-se em Ministrio 
do Trabalho e Previdncia Social e, em 
1974, com a criao do Ministrio da Previdncia 
Social, tornou-se apenas Ministrio do Trabalho. 
Todavia, com a reforma administrativa imposta 
pela medida provisria n 150, em 15/3/1990, 

o Ministrio do Trabalho incorporou novamente 
a Previdncia Social, passando a se chamar Ministrio 
do Trabalho e Previdncia Social. O Ministrio 
do Trabalho, durante o Estado Novo, 
funcionou como rgo de controle sobre o movimento 
sindical. Nesse sentido, foi um poderoso 
instrumento da poltica populista de Getlio 
Vargas e seus seguidores. A partir de 1964, 
tornou-se um dos rgos aplicadores das polticas 
econmicas dos governos, administrando 
os reajustes salariais como meio de controle antiinflacionrio 
e ampliando o controle sobre a 
ao sindical mediante destituio de diretores 
e interveno. Com a redemocratizao do pas, 
a partir de 1985, o governo federal foi deixando, 
aos poucos, de interferir na vida sindical, enquanto 
a poltica salarial passou a fazer parte, 
cada vez mais, das atribuies dos ministrios 
da Economia e do Planejamento. No segundo 
semestre de 1992, a Previdncia Social foi outra 
vez desmembrada do Ministrio do Trabalho. 
Durante o segundo mandato do presidente Fer


nando Henrique Cardoso, o Ministrio do Trabalho 
passou a ser denominado Ministrio do 
Trabalho e Emprego. Veja tambm Ministrio 
da Previdncia e Assistncia Social. Veja tambm 
Ministrio da Previdncia e Assistncia 
Social. 

MINISTROS DA FAZENDA - de 1822 a 1996. 

Primeiro Reinado (Dom Pedro I): 

Martim Francisco Ribeiro de Andrada 
4/7/1822-17/7/1823 
24/7/1840-23/3/1841 

Manuel Jacinto Nogueira da Gama 
17/7/1823-10/11/1823 
21/1/1826-16/1/1827 
5/4/1831-7//4/1831 

Sebastio Lus Tinoco da Silva 
10/11/1823-13/11/1823 

Mariano Jos Pereira da Fonseca 
13/11/1823-21/11/1825 

Felisberto Caldeira Brandt Pontes de Oliveira e 
Horta 
21/11/1825-20/1/1826 
4/12/1829-2/10/1830 

Antnio Lus Pereira da Cunha 
20/1/1826-21/1/1826 

Joo Severiano Maciel da Costa 
16/1/1827-20/11/1827 

Miguel Calmon du Pin e Almeida 
20/11/1827-15/6/1828 
25/9/1828-4/12/1829 
19/9/1837-16/4/1839 
23/3/1841-20/1/1843 
8/4/1863-15/1/1864 

Jos Clemente Pereira 
16/6/1828-18/6/1828 

Jos Bernardino Batista Pereira de Almeida Sodr 
18/6/1826-25/9/1828 

Jos Antnio Lisboa 
2/10/1830-3/11/1830 

Antnio Francisco de Paula Holanda Cavalcanti 
de Albuquerque 
3/11/1830-5/4/1831 
3/8/1832-13/9/1832 
2/5/1846-17/5/1847 
30/5/1862-8/4/1863 

Segundo Reinado (Dom Pedro II): 

Jos Incio Borges 
7/4/1831-16/7/1831 

Bernardo Pereira de Vasconcelos 
16/7/1831-10/5/1832 

MINISTROS DA FAZENDA 

Joaquim Jos Rodrigues Torres 
10/5/1832-3/8/1832 
6/10/1848-12/2/1853 
16/7/1868-29/8/1870 

Nicolau Pereira de Campos Vergueiro 
13/9/1832-14/12/1832 

Cndido Jos de Arajo Viana 
14/12/1832-2/7/1834 

Antnio Pinto Chichorro da Gama 
2/7/1834-7/10/1834 

Manuel do Nascimento de Castro e Silva 
7/10/1834-16/5/1837 

Manuel Alves Branco 
16/5/1837-19/9/1837 
1/9/1839-18/5/1840 
2/2/1844-2/5/1846 
22/5/1847-8/3/1848 

Cndido Batista de Oliveira 
16/4/1839-1/9/1839 

Jos Antnio da Silva Maia 
18/5/1840-24/7/1840 

Joaquim Francisco Viana 
20/1/1843-2/2/1844 

Antnio Paulino Limpo de Abreu 
8/3/1848-31/5/1848 
12/1/1855-27/1/1855 

Jos Pedro Dias de Carvalho 
14/5/1848-31/5/1848 
24/5/1862-30/5/1862 
15/1/1864-31/8/1864 
12/5/1865-4/3/1866 

Francisco de Paula Sousa e Melo 
31/5/1848-18/8/1848 

Bernardo de Sousa Franco 
18/8/1848-29/8/1848 
4/5/1857-12/12/1858 

Pedro de Arajo Lima 
29/9/1848-6/10/1848 

Honrio Hermeto Carneiro Leo 
6/9/1853-12/1/1855 
27/1/1855-5/2/1878 

Joo Maurcio Wanderley 
23/8/1856-4/5/1857 
25/6/1875-5/2/1878 

Francisco Sales Torres Homem 
12/12/1858-10/8/1859 
29/8/1870-7/3/1871 

ngelo Muniz da Silva Ferraz 
10/8/1859-2/3/1861 



MINISTROS DA FAZENDA 

Jos Maria da Silva Paranhos 
2/3/1861-25/5/1862 
7/3/1871-25/6/1875 

Carlos Carneiro de Campos 
31/8/1864-12/5/1865 

Francisco de Paula da Silveira Lobo 
4/3/1866-7/3/1866 
Joo da Silva Carro 
7/3/1866-3/8/1866 

Zacarias de Gis e Vasconcelos 
3/8/1866-16/7/1868 

Joo Lins Vieira Cansano de Sinimbu 
5/2/1878-13/2/1878 

Gaspar da Silveira Martins 
13/2/1878-8/2/1879 

Afonso Celso de Assis Figueiredo 
8/2/1879-28/3/1880 
7/6/1889-15/11/1889 

Jos Antonio Saraiva 
28/3/1880-20/1/1882 
6/5/1885-20/8/1885 

Martinho Alvarez da Silva Campos 
20/1/1882-3/7/1882

Joo Lustosa da Cunha Paranagu 
3/7/1882-24/5/1883 

Lafaiete Rodrigues Pereira 
24/5/1883-6/6/1884 

Manuel Pinto de Sousa Dantas 
6/6/1884-6/5/1885 

Francisco Belisrio Soares de Sousa 
28/8/1885-10/3/1888 

Joo Alfredo Correia de Oliveira 
10/3/1888-7/6/1889 

Repblica: 

Presidncia Manoel Deodoro da Fonseca 

Rui Barbosa 
15/11/1889-21/1/1891 

Tristo de Alencar Araripe 
22/1/1891-4/7/1891 

Henrique Pereira de Lucena 
4/7/1891-23/11/1891 

Francisco de Paula Rodrigues Alves 
26/11/1891-31/8/1892 
15/11/1894-20/11/1896 

Presidncia Floriano Vieira Peixoto 

Inocncio Serzedelo Correia 
31/8/1892-30/4/1893 

Felisbelo Firmo de Oliveira Freire 
30/4/1893-18/8/1894 

Presidncia Prudente Jos de Morais Barros 

Bernardino Jos de Campos 
20/11/1896-15/11/1898 

Presidncia Manoel Ferraz de Campos Sales 

Joaquim Duarte Murtinho 
15/11/1898-2/9/1902 

Sabino Alves Barroso Jnior 
2/9/1902-15/11/1902 
15/11/1914-31/5/1915 

Presidncia Francisco de Paula
Rodrigues Alves


Jos Leopoldo de Bulhes Jardim 
15/11/1902-15/11/1906 
14/6/1909-15/11/1910 

Presidncia de Afonso Augusto
Moreira Pena


David Morethson Campista 
15/11/1906-14/6/1909 

Presidncia Nilo Procpio Peanha 

Jos Leopoldo de Bulhes Jardim 
14/6/1909-15/11/1910 

Presidncia Hermes Rodrigues da Fonseca 

Francisco Antnio Sales 
15/11/1910-9/5/1913 

Rivadvia da Cunha Correia 
9/5/1913-15/11/1914 

Presidncia Venceslau Brs Pereira Gomes 

Joo Pandi Calgeras 
31/5/1915-6/9/1917 

Antnio Carlos Ribeiro de Andrada 
6/9/1917-1/11/1918 

Presidncia Delfim Moreira da Costa Ribeiro 

Amaro Bezerra Cavalcanti 
15/11/1918-17/1/1919 

Joo Ribeiro de Oliveira e Sousa 
17/1/1919-27/7/1919 

Presidncia Epitcio da Silva Pessoa 

Homero Batista 
27/7/1919-15/11/1922 

Presidncia Artur da Silva Bernardes 

Rafael de Abreu Sampaio Vidal 
15/11/1922-2/1/1925 



MINISTROS DA FAZENDA 

Presidncia Washington Lus
Pereira de Souza


Getlio Dornelles Vargas 
15/11/1926-17/12/1928 

Francisco Chaves de Oliveira Botelho 
17/12/1928-24/10/1930 

Junta Governamental 

Agenor de Roure 
25/10/1930-4/11/1930 

Presidncia Getlio Dornelles Vargas 

Jos Maria Whitaker 
4/11/1930-16/11/1931 
13/4/1955-10/11/1955 

Osvaldo Euclides de Sousa Aranha 
16/11/1931-24/7/1934 
16/6/1953-24/8/1954 

Artur de Sousa Costa 
24/7/1934-29/10/1945 

Presidncia Jos Linhares 
(Supremo Tribunal Federal) 

Jos Pires do Rio 
1/11/1945-1/2/1945 

Presidncia Eurico Gaspar Dutra 

Gasto Vidigal 
1/2/1946-15/10/1946 

Pedro Lus Correia e Castro 
21/10/1946-10/6/1949 

Manuel Guilherme da Silveira Filho 
10/6/1949-21/1/1951 

Presidncia Getlio Dornelles Vargas 

Horcio Lafer 
1/2/1951-15/6/1953 

Presidncia Joo Caf Filho 

Eugnio Gudin 
25/8/1954-12/4/1955 

Presidncia Nereu de Oliveira Ramos 
(Senado Federal) 

Mario Leopoldo Pereira da Cmara 
10/11/1955-31/1/1956 

Presidncia Juscelino Kubitschek de Oliveira 

Jos Maria Alkimin 
1/2/1956-24/6/1958 

Lucas Lopes 
25/6/1958-3/6/1956 

Sebastio Paes de Almeida 
4/6/1959-31/1/1961 

Presidncia Jnio da Silva Quadros 

Clemente Mariani Bittencourt 
1/2/1961-8/9/1961 

Presidncia Joo Belchior Marques Goulart 

Walter Moreira Sales 
9/9/1961-14/9/1962 

Miguel Calmon du Pin e Almeida Sobrinho 
1/9/1962-22/1/1963 

Francisco Clementino de San Thiago Dantas 
24/1/1963-20/6/1963 

Nei Neves Galvo 
20/12/1963-3/4/1964 

Presidncia Humberto de Alencar
Castello Branco


Otvio Gouveia de Bulhes 
4/4/1964-16/3/1967 

Presidncia Artur da Costa e Silva -
Emlio Garrastazu Medici


Antnio Delfim Netto 
17/3/1967-15/3/1974 

Presidncia Ernesto Geisel 

Mrio Henrique Simonsen 
16/3/1974-15/3/1979 

Presidncia Joo Baptista de Oliveira
Figueiredo


Karlos Heinz Rischbieter 
16/3/1979-17/1/1980 

Ernane Galvas 
18/1/1980-14/3/1985 

Presidncia Jos Sarney 

Francisco Oswaldo Neves Dornelles 
15/3/1985-25/8/1985 

Dlson Domingos Funaro 
26/8/1985-29/4/1987 

Luiz Carlos Bresser Pereira 
29/4/1987-21/12/1987 

Malson Ferreira da Nbrega 
21/12/1987-15/3/1990 

Presidncia Fernando Collor de Mello 
(Ministrio da Economia) 

Zlia Cardoso de Mello 
15/3/1990-18/5/1991 



MINT PARITY 

Marclio Marques Moreira 
18/5/1991-5/10/1992 

Presidncia Itamar Augusto Franco 

Gustavo Krause 
5/10/1992-16/12/1992 

Paulo Haddad 
16/12/1992-1/3/1993 

Eliseu Resende 
1/3/1993-24/5/1993 

Fernando Henrique Cardoso 
24/5/1993-1/4/1994 

Rubens Ricupero 
1/4/1994-7/9/1994 

Ciro Gomes 
7/9/1994-1/1/1995 

Presidncia Fernando Henrique Cardoso 

Pedro Sampaio Malan 
1/1/1995 


MINT PARITY. Expresso em ingls que significa 
a paridade entre duas moedas cunhadas 
dentro das regras do padro-ouro, segundo a 
qual as taxas de cmbio so fixas e o ouro pode 
ser transportado de um pas para outro com custo 
zero. Nesse caso, se, por exemplo, a taxa de 
converso do marco em termos de libras esterlinas 
for xM = y L, 1 libra ser equivalente a 
L = M(x/y), isto , 1 libra ser trocada por 
M(x/y) marcos; esta relao (x/y) ser a mint 
parity entre as duas moedas. Veja tambm Gold-
Points. 

MIPS. Abreviao de "milhes de instrues 
por segundo". Unidade de medida da velocidade 
de execuo de operaes, utilizada em computadores 
de grande porte. Veja tambm Megaflops. 


MIRABEAU, Conde de (Honor Gabriel Victor 
Riqueti) (1749-1791). Economista francs de 
grande popularidade na Europa do sculo XVIII. 
Amigo e discpulo de Quesnay, escreveu com 
este Philosophie Rurale ou conomie Gnrale et Politique 
de l'Agriculture (Filosofia Rural ou Economia 
Geral e Poltica da Agricultura), 1763. Tal 
como seu mestre, sua anlise da vida econmica 
tem um carter mecnico e matemtico. A ordem 
econmica seria regida por leis naturais e 
no deveria sofrer interveno do poder governamental. 
Da a necessidade de uma simplificao 
das finanas, sobretudo no mbito do sistema 
fiscal. Escreveu tambm Les conomiques 
(Os Econmicos); Leons conomiques (Lies 

Econmicas) e L'Ami des Hommes (O Amigo dos 
Homens). 

MISES, Ludwig Edler von (1881-1973). Economista 
austraco naturalizado norte-americano, 
de orientao neomarginalista e neoliberal. Mises 
privilegia o papel dos bancos na evoluo 
econmica, na medida em que podem emitir de 
maneira ilimitada os meios de circulao. Para 
enfrentar crises, recomenda o retorno  circulao 
efetiva do ouro. Professor na Universidade 
de Viena, no Instituto Internacional de Estudos 
de Genebra e na Universidade de Nova York, 
sua obra mais conhecida  The Anticapitalistic 
Mentality (A Mentalidade Anticapitalista), 1956, 
sobre a oposio intelectual  demanda das massas 
em mercados livres. Mises achava que era 
impossvel ao socialismo uma organizao econmica 
racional, no que foi contestado por Oskar 
Lange, entre outros. Publicou tambm a 
obra-padro da escola austraca sobre dinheiro, 
The Theory of Money and Credit (Teoria do Dinheiro 
e do Crdito), 1934; Socialism: An Economic 
and Sociological Analysis (Socialismo: Uma 
Anlise Econmica e Sociolgica), 1936; e Human 
Action, a Treatise on Economics (Ao Humana, 
um Tratado de Economia), 1949. 

MISSELDEN, Edward (1608-1654). Comerciante 
e economista ingls da poca mercantilista. 
Misselden teve ampla experincia nos negcios, 
antes de escrever seu livro Free Trade, or the 
Means to Make Trade Flourish (O Livre-Comrcio, 
ou o Meio de Fazer o Comrcio Florescer), 1622. 
Nele, atribuiu a decadncia do comrcio  desvalorizao 
das moedas inglesas, ao excesso de 
consumo de mercadorias estrangeiras (em particular 
bens de luxo),  exportao de lingotesde ouro pela Companhia das ndias Orientais e 
 regulamentao inadequada do comrcio de 
tecidos. A soluo proposta por Misselden era 
a elevao do valor nominal das moedas. Embora 
reconhecesse que isso elevaria os preos 
das mercadorias, a ao seria compensada pela 
acelerao do comrcio, resultante da expanso 
da quantidade de dinheiro. Embora defendesse 
um grau elevado de interveno estatal na economia, 
ele no encorajava a formao de monoplios. 


MISSISSIPPI BUBBLE. O resultado final e desastroso 
de uma srie de investimentos especulativos 
de John Law (1671-1729), um financista 
escocs que, respaldado pelo governo francs, 
do qual chegou a ser ministro das Finanas, fundou 
a Compagnie de la Louisiane et de l'Occident, 
mais conhecida como do Mississpi. Adepto 
da emisso do papel-moeda, Law obteve do 
governo francs a primeira licena (franquia) 
para fundar em Paris a primeira instituio financeira 
do pas, o Banque Gnrale. Este banco 



tinha poderes para emitir notas (papel-moeda) 
resgatveis em metal precioso pelo peso estampado 
como seu valor de face. Quando o governo 
francs passou a aceitar esse papel-moeda para 

o pagamento de impostos, as taxas de juros baixaram 
e o papel-moeda ganhou grande credibilidade, 
admitindo at um pequeno prmio. 
Obtendo a confiana do regente, Law conseguiu 
o controle do territrio da Louisiania (na poca 
dominada pelos franceses) para fins de comrcio 
e colonizao. A companhia, conhecida como 
Companhia do Mississpi, depois de sua falncia 
passou a ser chamada de Mississippi Bubble (Bolha 
do Mississpi). Entre 1718 e 1720, o Banque 
Gnrale foi rebatizado como Banque Royale e 
fundiu-se com a Companhia do Mississpi, sendo 
Law ministro das Finanas do pas. Devido 
ao excesso de emisso de papel-moeda (Law 
confiou na credibilidade obtida anteriormente e 
na rentabilidade aparente das aes da Companhia 
do Mississpi, mas muito alm das reservas 
metlicas que lhes serviam de lastro), a Companhia 
faliu. Houve um perodo de desenfreada 
inflao e John Law foi obrigado a fugir do pas. 
MITA. Denominao dada aos servios prestados 
pelos ndios em forma de trabalho nas minas 
e nas fazendas na Amrica espanhola, durante 
a colonizao. De acordo com a mita as comunidades 
indgenas eram obrigadas, mediante a 
escolha de seus caciques, a separar uma parte 
de seus habitantes para desenvolver esse tipo 
de trabalho. A mita foi praticada com grande 
freqncia no Peru. Os ndios designados pelas 
tribos para prestar esse tipo de trabalho eram 
denominados mitayos, e embora de acordo com 
os dispositivos oficiais devessem receber um salrio 
por seus servios, na prtica tratava-se de 
trabalho compulsrio e gratuito. 

MITAYO. Veja Mita. 

MITCHELL, Wesley Clair (1874-1948). Economista 
norte-americano, terico dos ciclos econmicos. 
Formou-se pela Universidade de Chicago, 
onde sofreu influncia de Thorstein Veblen, 
fundador da escola institucional. Mitchell utilizaria 
mais tarde mtodos "institucionais" na 
abordagem de problemas econmicos, admitindo 
que a estrutura poltica e social de um pas 
pode bloquear ou distorcer processos econmicos 
normais e preconizando a importncia da 
sociologia, da poltica, do direito e de disciplinas 
afins no equacionamento e na soluo dos problemas 
econmicos. Mitchell fez importantes 
contribuies  teoria dos ciclos econmicos, desenvolvendo 
as noes de dinmica econmica 
de deslocamento entre os preos de varejo e atacado, 
de desequilbrio na reao dos preos sobre 
a demanda e de antecipao do lucro. Como 

MITI 

um dos fundadores e diretor do National Bureau 
of Economic Research, na dcada de 20, estimulou 
o desenvolvimento do estudo quantitativo 
da economia norte-americana, enfatizando a 
aplicao de tcnicas estatsticas  investigao 
dos fenmenos econmicos. Foi professor nas 
universidades da Califrnia (1903-1913) e Colmbia 
(1913-1944) e diretor da New School of 
Social Research (1919-1931), alm de participar 
de vrias comisses de estudo governamentais. 
Obras principais: Business Cycles (Ciclos Econmicos), 
1913; The Making and Uses of Index Numbers 
(A Elaborao e Usos dos Nmeros-ndices), 
1915; Business Cycles: The Problem and its Setting 
(Ciclos Econmicos: O Problema e seu Enquadramento), 
1927; The Backward Art of Spending 
Money (A Cautelosa Arte de Gastar Dinheiro), 
1937; Measuring Business Cycles (Medindo os Ciclos 
Econmicos), 1946; e What Happens during 
Business Cycles (O Que Acontece Durante os Ciclos 
Econmicos), 1951. 

MITE. Veja Milha Terrestre. 

MITI. Iniciais de Ministry of International Trade 
and Industry (Ministrio da Indstria e do Comrcio 
Exterior), denominao em ingls das palavras 
Tsusancho ou Tsusan Sangyo Sho, que 
designam este ministrio no Japo. Ele  conhecido 
popularmente por suas iniciais em ingls 
Miti e foi constitudo em 1949 mediante a fuso 
do Ministrio do Comrcio e Indstria e da Junta 
de Comrcio. Este ministrio, embora empregue 
um nmero relativamente pequeno de funcionrios, 
teve e continua tendo grande importncia 
no processo de industrializao do Japo e 
na notvel expanso de suas exportaes depois 
da Segunda Guerra Mundial, pois desde o princpio 
os dirigentes japoneses consideraram a 
promoo do seu comrcio internacional seu 
principal objetivo. Para que tal objetivo pudesse 
ser alcanado, seria indispensvel a racionalizao 
das empresas e a incorporao do progresso 
tcnico. E o Miti, por meio de vrios mecanismos, 
entre os quais se destaca a "induo administrativa", 
conseguiu realizar grande parte 
dos objetivos propostos. O Miti tem elaborado 
polticas para que as indstrias decadentes ou 
declinantes (em termos da concorrncia internacional) 
sejam recicladas ou redirecionadas para 
outros produtos. Ao mesmo tempo tem deliberadamente 
passado ao largo da Lei Antimonoplio, 
para permitir que certas indstrias possam 
se racionalizar, incorporar, criar novas tecnologias 
e enfrentar melhor a concorrncia internacional. 
At meados dos anos 60 o Miti adotou 
uma poltica alfandegria com tarifas restritivas 
 entrada de produtos estrangeiros que pudessem 
competir com aqueles de suas indstrias 
nascentes. Ao mesmo tempo restringia os investimentos 
estrangeiros diretos no Japo at o in




MITSUBISHI 

cio dos anos 80. A partir de ento, devido s 
presses do governo norte-americano e tambm 
porque estava intensificando seus investimentos 
em outros pases do mundo, o Japo comeou 
a abrir seu mercado a produtos e a investimentos 
diretos estrangeiros, ao mesmo tempo restringindo 
voluntariamente suas exportaes de automveis 
e de ao, especialmente em relao ao 
mercado norte-americano, embora o Miti tenha 
mantido as barreiras no-tarifrias ao comrcio 
exterior. No incio dos anos 90, devido ao persistente 
supervit comercial japons, especialmente 
com os Estados Unidos, a presso estrangeira 
aumentou, e o Miti tem promovido campanhas 
para o incremento das importaes e 
para que a populao aumente seus nveis de 
consumo, agindo de forma exatamente oposta 
 de dcadas passadas, quando a nfase era no 
aumento da produo e na expanso das exportaes. 
Com a crescente liberalizao da economia 
japonesa e a internacionalizao de suas corporaes, 
a influncia do Miti sobre a economia 
japonesa como um todo - particularmente em 
relao s grandes corporaes - tem de certa 
forma diminudo. O Miti possui algumas agncias 
ou departamentos encarregados de assuntos 
especiais, como a Agncia Industrial de Cincia 
e Tecnologia, a Agncia de Recursos Naturais e 
Energia, o Escritrio de Patentes e a Agncia de 
Pequenas e Mdias Empresas. Veja tambm 

Gyosei Shido. 

MITSUBISHI. Veja Grupo Mitsubishi. 

MIX DE PRODUO. Sistema de produo de 
uma empresa que diversifica seus produtos procurando 
se ajustar, da forma mais conveniente 
possvel,  demanda, no tempo e no espao. Por 
exemplo, uma empresa que produz sorvetes e 
doces tem de mudar seu mix de produo entre 
ambos se o vero for muito curto ou a renda 
dos consumidores estiver caindo bastante. 

MKS. Designao das unidades absolutas do 
sistema mtrico decimal: metro, quilograma, segundo. 
Veja tambm Sistemas de Unidades de 
Medidas. 

M/L. Abreviao da expresso "moeda local". 

M/N. Abreviao da expresso "moeda nacional". 


MO. Iniciais da expresso em ingls mail order, 
que significa "ordem postal referente a um pagamento, 
compra de uma mercadoria"; ou tambm 
da expresso money order, que significa "ordem 
de pagamento em dinheiro". 

MOBILIDADE. Movimento dos indivduos de 
uma camada para outra na hierarquia social, implicando 
geralmente mudana de ocupao e de 

status. Distinguem-se a mobilidade ascendente 
(quando os indivduos alcanam posies superiores 
na hierarquia social) e a mobilidade descendente 
(quando ocorre o contrrio). So ainda importantes 
os processos de mobilidade estrutural, 
que envolvem grandes contingentes sociais e decorrem 
de alguma transformao substancial na 
estrutura produtiva de um pas: o processo de 
industrializao num pas de tradio agrria, 
por exemplo, cria numerosas oportunidades 
ocupacionais para os indivduos originrios das 
reas rurais. Por isso, muitos estudiosos apontam 
as sociedades tradicionais de base agrria 
como dotadas de estratificao social rgida, enquanto 
as modernas sociedades industriais possibilitariam 
uma mobilidade social extremamente 
dinmica. Veja tambm Estratificao Social. 

MOCHIKABU KAISHA. Denominao dada no 
Japo s empresas que controlam vrias atividades 
industriais por meio do controle acionrio 
de empresas produtivas do setor. Durante a poca 
dos Zaibatsu, tiveram grande disseminao 
atuando como holdings e dominando importantes 
setores da economia japonesa. Com a dissoluo 
dos Zaibatsu, perderam grande parte de 
sua fora, na medida em que se proibia a uma 
empresa possuir aes de outra empresa, mas 
no desapareceram completamente. 

MODA. Termo matemtico utilizado em estatstica 
para indicar, numa amostra, a observao 
com freqncia mais alta. Quando uma amostra 
apresenta duas ou trs observaes de freqncia 
igual e mais elevada que a de qualquer das 
outras observaes,  denominada bimodal ou 
trimodal. Em termos mais precisos, denomina-se 
moda de uma varivel aleatria qualquer valor 
da mesma que tenha uma probabilidade de 
ocorrer maior ou igual s probabilidades dos 
demais valores. Por exemplo, uma varivel aleatria 
de valores a, b, c, d, e, com probabilidades 
respectivas: 1/8, 1/4, 1/8, 1/8, 1/4 e 1/8, teria 
duas modas, isto , seria bimodal: no caso, os 
valores modais seriam b e e. Se houvesse trs 
modas, ela seria trimodal. A moda pode ser tambm 
definida como o termo matemtico utilizado 
em estatstica para indicar, numa amostra, a 
observao com freqncia mais alta. No caso 
de uma varivel aleatria contnua, suas modas 
seriam determinadas encontrando-se os mximos 
de sua funo de densidade f(x), o que se 
poderia fazer, no caso em que f(x) tivesse derivada, 
igualando tal derivada a zero e resolvendo 
em x. 

MODELO BROOKINGS. Modelo economtrico 
construdo no incio dos anos 60 nos Estados 
Unidos, contendo cerca de quinhentas variveis, 
cuja finalidade era fornecer elementos para a 



anlise dos ciclos econmicos, mas tambm para 
orientar a poltica fiscal e monetria, assim como 
as foras do desenvolvimento econmico. Veja 
tambm Modelos Econmicos. 

MODELO DE PRECIFICAO DE ATIVOS 
DE CAPITAL. Teoria do equilbrio de precificao 
dos ativos, mostrando que as taxas de 
equilbrio dos retornos esperados em todos os 
ativos de risco so uma funo de sua covarincia 
com o porta-flio de mercado. 

MODELO DE PRECIFICAO DE ATIVOS 
FINANCEIROS (Capital Asset Pricing Model). 

Modelo desenvolvido durante os anos 60, cujo 
objetivo era dar uma forma especfica  existncia 
de um trade-off (troca conflituosa) entre ganhos 
e riscos. O modelo estabelece uma relao 
linear positiva entre o ganho esperado de um 
porta-flio diversificado de ativos e o risco sistmico 
desse porta-flio medido pelo parmetro 
na seguinte equao: 

R = Rf +  (Rm - Rf) 

na qual R  o ganho esperado do porta-flio, 
Rf  a taxa de juros sem risco (por exemplo, 
aqueles pagos nos ttulos do governo),   a medida 
de at que ponto os ganhos sobre o porta-
flio se deslocam com o mercado constitudo 
por uma combinao de todos os ttulos, cada 
um ponderado por sua participao relativa. Devido 
a essa base ampla de comparao, todos 
os riscos evitveis foram eliminados, de tal forma 
que os remanescentes, denominados sistmicos 
ou de mercado, esto associados com o 
movimento geral da economia, e Rm  o retorno 
esperado do porta-flio de mercado. A diferena 
(Rm - Rf)  o prmio pelo risco de mercado. 
Assim, se Rf = 5%, Rm = 7% e  = 2,5 (um desta 
magnitude representaria um porta-flio de considervel 
risco, uma vez que qualquer alterao 
no retorno do porta-flio de mercado  multiplicada 
por 2,5), ento, 

R = 5 + 2,5 (7 - 5) = 10% 

MODELO DETERMINSTICO.  o modelo matemtico 
que no contm varivel aleatria, e 
que, portanto, permite uma previso certa. 
Ope-se ao modelo estocstico. Veja tambm 

Modelo Estocstico. 

MODELO DINMICO.  o modelo econmico 
ou financeiro no qual os valores das variveis 
das equaes estruturais se referem a um perodo 
de tempo e se alteram nesse intervalo. Veja 
tambm Modelos Econmicos. 

MODELO ESTTICO.  o modelo econmico 
ou financeiro no qual os valores das variveis 

MODELO EXPORTADOR 

das equaes estruturais se referem a um nico 
instante. Contrape-se ao modelo dinmico. 

MODELO ESTOCSTICO. O termo "estocstico" 
 de origem grega e foi utilizado pelos autores 
ingleses do sculo XVI no sentido de designar 
"aquele que prev o futuro objetivando 
a verdade". Daniel Bernoulli, no seu Ars Conjectandi 
(1719), faz referncias a processos estocsticos, 
mas a palavra caiu em desuso desde 
ento, sendo retomada no sculo XX. De uma 
forma geral,  o modelo que contm pelo menos 
um elemento aleatrio, sendo portanto seu resultado 
probabilstico. Ope-se ao modelo determinstico. 
Atualmente, denomina-se modelo 
estocstico um conjunto de equaes que descrevem 
a relao entre duas ou mais variveis 
aleatrias com probabilidades definidas e no 
necessariamente iguais - e dependentes de 
uma varivel no-aleatria, que  um elemento 
de variao contnua (como o tempo, por exemplo). 
Apesar da inexatido, os modelos estocsticos 
so representaes reduzidas de situaes 
altamente complexas e por isso costumam ser 
usados no estudo das interaes humanas. 

MODELO EXPORTADOR. Modelo econmico 
caracterizado por um conjunto de medidas visando 
a dar maior nfase  poltica de exportaes 
de um pas. Essas medidas caracterizam-se 
principalmente por incentivos fiscais dados aos 
produtos de exportao e por uma poltica cambial 
que permita colocar o produto no mercado 
exterior a preos competitivos. No Brasil, o chamado 
modelo exportador comeou a ser aplicado 
a partir de 1964 com a concesso de uma 
srie de incentivos das mais variadas espcies. 
Nos primeiros anos essas medidas eram fundamentalmente 
"desagravadoras", ou seja, procuravam 
eliminar ao mximo os gravames que aumentavam 
o preo real do produto a ser exportado 
e impediam sua penetrao no mercado 
internacional. Entre 1964 e 1968, tais medidas 
incluram a desburocratizao, a reduo e a 
simplificao dos trmites administrativos (que 
em muito aumentavam os custos da operao 
exportadora), a iseno do IPI e do ICM sobre 
as exportaes de produtos manufaturados, a 
iseno ou reduo de impostos e taxas desnecessrias 
e a implantao do sistema de drawback. 
A iseno do Imposto de Renda e do Imposto 
de Importao, bem como o financiamento 
s exportaes e financiamentos de vendas 
de servios no exterior, foram outras das 
medidas adotadas nesse perodo. Importante 
fator do aumento das exportaes foi a adoo 
de uma taxa de cmbio flexvel e as seguidas 
minidesvalorizaes que desde 1968 vm alterando 
a taxa de cmbio do dlar. At 1971, os 



MODELO FEDERAL RESEARCH BOARD 

incentivos governamentais s exportaes buscavam 
principalmente uma melhor utilizao 
dos dispositivos j existentes, mas a partir da 
foram criados novos incentivos com a finalidade 
de aumentar a capacidade instalada at ento. 
Assim, a partir de 1972 esses incentivos  exportao 
se estendiam a benefcios fiscais dados 
a programas voltados especialmente  exportao, 
por meio dos Benefcios Fiscais a Programas 
Especiais de Exportao (Befiex). Estabeleceram-
se tambm incentivos  transferncia de indstrias 
para o Brasil e s empresas de comercializao 
(trading companies). Alm disso, foram 
baixadas medidas que favoreciam certos setores 
especficos, como minerais elaborados, veculos, 
navios e embarcaes. Aproximadamente 
70% dos produtos exportados pelo Brasil ou 
so produtos primrios, como acar, soja e 
caf, ou esto diretamente ligados a produtos 
primrios, como, por exemplo, leo e torta de 
soja, caf solvel e tecidos de algodo. Os restantes 
30% correspondem a produtos manufaturados, 
que variam de sapatos a automveis 
e armamentos. 

MODELO FEDERAL RESEARCH BOARD 
(MIT). Veja Macromodelo. 

MODELO HARROD-DOMAR. Modelo do processo 
de crescimento econmico que  uma sntese 
do trabalho independente de dois economistas, 
o ingls Roy F. Harrod e o norte-americano 
Evsey D. Domar. O primeiro sustentou 
que a taxa de investimento precisa ser igual  
taxa de poupana, o que  uma condio suficiente 
para o crescimento equilibrado. Para Domar, 
 necessrio haver uma segunda igualdade: 
entre o crescimento da renda e o crescimento 
da capacidade produtiva. O Modelo Harrod-Domar 
pode ser visto como uma tentativa de concretizar 
a teoria keynesiana da determinao dinmica 
da renda, considerando o efeito de certas 
variveis de tempo. Os elementos bsicos do 
modelo de crescimento de longo prazo so os 
seguintes: 1) uma funo de produo, onde o 
produto Q resulta do total de capital (k) empregado, 
multiplicado pela relao produto-capital 
(v), de tal forma que Q = k.v. A relao produto-
capital  definida como a quantidade de capital 
necessria para produzir uma unidade de 
produto, e o modelo supe que ela permanea 
constante; 2) uma concepo de poupana baseada 
na propenso a poupar de Keynes, estabelecendo 
que a poupana total (S) num perodo 
qualquer  uma determinada porcentagem (s) 
da renda ou do produto total (Q) daquele perodo, 
de tal forma que S = s.Q; 3) supe que 

o pleno emprego do capital, ou seja, toda a poupana 
 investida e se agrega ao estoque de capital, 
de tal forma que S = I = dk, onde I = 
investimento. O capital  o nico fator de produo 
explicitamente considerado no Modelo 
Harrod-Domar. O trabalho se combina com o 
capital em propores fixas, no havendo a 
preocupao em articular aumentos populacionais 
ou da fora de trabalho com mudanas derivadas 
da demanda de trabalho na medida em 
que a acumulao de capital se desenvolve. Supondo 
que a relao produto-capital seja igual 
a 1/4, ou melhor, que para produzir uma unidade 
de produto sejam necessrias quatro unidades 
de capital, e que a propenso a poupar 
seja 25% (sendo os restantes 75% da renda destinados 
ao consumo) e que o processo tem incio 
com estoque de capital de 400, o produto no 
primeiro ano ser igual a 400x1/4 = 100. Deste 
total, 75% sero consumidos e 25% poupados, 
resultando um incremento do estoque de capital 
de 25% de 100 = 25, determinando, portanto, 
um estoque de capital no ano seguinte de 425, 

o que resultar um produto de 106,25 unidades 
e assim sucessivamente. Supondo que o crescimento 
demogrfico seja aproximadamente de 
3% ao ano, o mesmo acontecendo com a fora 
de trabalho, os resultados numricos num perodo 
de cinco anos so os seguintes: 
kqs cpq/p 

1 400 100 25 75 100 1,000 

2 425 106,25 26,56 79,69 103 1,031 

3 451,56 112,89 28,22 84,67 106,9 1,064 

4 479,78 119,94 29,98 89,95 109,2 1,097 

5 509,76 127,44 31,86 95,58 112,54 1,132 

Onde (c) = consumo, (p) = populao, (q/p) = 
renda per capita. 

O crescimento da fora de trabalho no afeta o 
desempenho do modelo, embora seus reflexos 
apaream na determinao da renda per capita, 
como se observa na ltima coluna (q/p). Isto 
significa que a renda per capita durante o processo 
de desenvolvimento econmico depender 
da taxa de crescimento demogrfico (g), da 
propenso a poupar (s) e da relao produto-
capital (v). Se a taxa de crescimento for inferior 
a s.v, a renda per capita crescer s.v-g. Se g for 
superior a s.v, a renda per capita diminuir, e se 
as duas propores forem equivalentes, a renda 
per capita permanecer constante. Embora o modelo 
tenha limitaes e pontos criticveis, ele 
serviu como ponto de partida das teorias modernas 
de desenvolvimento econmico. As principais 
insuficincias do modelo foram ressaltadas 
por Solow (1956) e Swan (1956), no sentido 
de que, dentro de certos limites, o capital e o 
trabalho so fatores substituveis entre si. Joan 



Robinson (1956) e Kaldor (1961) destacaram que 
a propenso a poupar de quem recebe salrios 
e de quem se apropria dos lucros so diferentes, 
e na medida em que a participao desses agentes 
na renda se altera no tempo, o mesmo dever 
acontecer com a propenso a poupar, imposta 
no Modelo Harrod-Domar como constante. 
Alm disso, Kaldor tambm inclui o desenvolvimento 
tecnolgico como essencial para o crescimento 
econmico, pois as estimativas de Solow 
(1957) mostraram que apenas 15% do crescimento 
da renda per capita dos Estados Unidos 
podia ser explicado pelo aumento do estoque 
de capital, sendo os demais 85% devidos ao progresso 
tcnico. Veja tambm Kaldor, Nicholas; 
Robinson, Joan. 

MODELO IS-LM. Veja Curva IS-LM. 

MODELO KLEIN-GOLDBERGER. Modelo economtrico 
para a economia norte-americana entre 
1929 e 1952 (exceto 1942-1945) que exerceu 
considervel influncia na construo de modelos 
economtricos a partir de sua publicao em 
1955. O modelo consiste de vinte equaes 
(quinze comportamentais e cinco de carter estocstico), 
sendo cinco, dentre elas, simples 
identidades. Elaborado pelos economistas homnimos, 
tem como fundamento terico a economia 
keynesiana. Veja tambm Macromodelo; 
Modelo Estocstico. 

MODELO LEWIS-FEI-RANIS. Um modelo de 
desemprego em pases em desenvolvimento elaborado 
por Arthur Lewis entre 1954 e 1958 e 
formalizado por Fei e Ranis em 1964. O modelo 
destaca a necessidade de distinguir o setor agrcola 
do industrial numa economia dualista, isto 
, caracterizada pela separao entre os dois setores, 
por diferenas acentuadas na forma de 
produo entre eles (capitalistas e pr-capitalistas) 
e pelos fluxos migratrios entre ambos. O 
setor agrcola  considerado operando em nvel 
de subsistncia. Possui excedentes de mo-deobra 
que se deslocam gradualmente para o setor 
moderno (indstria). O grau de absoro dessa 
mo-de-obra depende da taxa de acumulao 
de capital na indstria e, portanto, dos seus nveis 
de lucro, os quais so por hiptese reinvestidos. 
Lewis considerava originalmente o nvel 
de salrios na indstria constante em sua relao 
com os nveis de renda de subsistncia existentes 
na agricultura. O pleno emprego seria alcanado 
quando todo o excedente da agricultura fosse 
assimilado pela indstria. Este modelo contribuiu 
para o desenvolvimento dos estudos sobre 
as relaes entre campo e cidade ou agricultura 
e indstria nas economias em desenvolvimento. 
No entanto, a evidncia emprica dos pases em 
desenvolvimento contestou dois dos pressupostos 
do modelo: 1) o desemprego  relativamente 

MODERNIZAO 

pequeno nas reas rurais e elevado nas reas 
industriais; 2) os salrios industriais, ao contrrio 
de se manter constantes, aumentam se comparados 
com os nveis de renda existentes na 
agricultura. 

MODELO ST. LOUIS. Modelo economtrico da 
economia norte-americana desenvolvido pelo 
Banco da Reserva Federal de St. Louis para ampliar 
os modelos no-lineares elaborados em outras 
localidades a partir da proposta precursora 
de Jan Tinbergen e Klein Goldberger sobre a 
economia dos Estados Unidos. Veja tambm Modelos 
Econmicos. 

MODELO T. Veja Ford, Henry. 

MODELO WHARTON. Veja Macromodelo. 

MODELOS ECONMICOS. Construes abstratas 
de natureza matemtica utilizadas para 
explicar ou controlar determinado aspecto da 
realidade econmica. Os modelos econmicos 
buscam captar a essncia de uma estrutura determinada, 
suas relaes internas, sua evoluo, 
os fatores que determinam as mudanas e os 
caminhos a ser adotados para manter-se o equilbrio 
do sistema produtivo. Podem englobar pequenas 
realidades econmicas (empresas isoladas, 
economias familiares) ou ento o conjunto 
das relaes econmicas de uma sociedade. No 
primeiro caso, os modelos so de natureza microeconmica; 
no segundo, de natureza macroeconmica. 
No entanto, algumas construes respondem 
simultaneamente aos dois nveis de 
anlise:  o que acontece com os modelos de 
input-output (insumo-produto), formulados por 

W. Leontief. Um tipo de modelo macroeconmico 
 o Modelo Harrod-Domar, de origem keynesiana, 
construdo para mostrar que, numa determinada 
economia, o pleno emprego s pode 
ser mantido sob a condio de a renda nacional 
aumentar constantemente a certo ritmo. Mas, 
para chegar a essa concluso, uma srie de variveis 
teve de ser examinada: propenso a poupar, 
propenso a consumir, propenso a investir, 
renda, nvel de emprego, eficincia marginal do 
capital e nvel de interveno do poder pblico 
na economia. Alm das contribuies de Leontief, 
Domar e Harrod, a teoria dos modelos econmicos 
deve bastante a Kalecki, Kaldor, Joan 
Robinson, Samuelson, Solow, Goodwin e Baumol. 
MODEMS. Contrao das palavras inglesas modulator 
e demodulator. So dispositivos utilizados 
para tornar compatveis os sinais de um computador 
com um canal de comunicao, como, 
por exemplo, o telefone. 

MODERNIZAO. Processo de mudana econmica, 
social e poltica pelo qual determinada 
sociedade supera estruturas tradicionais (de 



MODIGLIANI, Franco 

base rural), criando novas formas de produo, 
mecanismos racionais de dominao e novos padres 
de comportamento. Industrializao, urbanizao, 
desenvolvimento dos sistemas de 
transporte e comunicao de massa so fenmenos 
caractersticos do processo de modernizao. 
As transformaes iniciaram-se na Europa 
e nos Estados Unidos (sculos XVIII e XIX), 
resultando nas modernas sociedades industriais 
do sculo XX. Na Amrica Latina, sia e frica 
as mudanas ocorreram tardiamente, induzidas 
por impulsos externos; os setores que se transformaram 
nessas regies passaram a coexistir 
com setores tradicionais poderosos, gerando 
problemas sociais graves: xodo rural descontrolado, 
crescimento urbano desordenado e marginalidade 
social crescente nas cidades. As mudanas 
que caracterizam o processo de modernizao 
ocorrem em vrios nveis. No plano econmico, 
as atividades primrias (extrao e 
agropecuria) deixam de ser predominantes, 
dando lugar s atividades industriais e de servios; 
no plano poltico, verifica-se uma tendncia 
 centralizao do poder, autonomia dos rgos 
administrativos e representativos, legitimao 
do governo a partir de sistemas ideolgicos 
(e no mais pela tradio) e expanso da participao 
poltica (desenvolvimento de movimentos 
de massa, movimento sindical e partidos de 
esquerda). No plano social, ocorre o desenvolvimento 
urbano, intensa migrao do campo 
para a cidade, maior diversificao das profisses 
e surgimento de novas camadas sociais com 
valores e interesses particulares. No plano cultural, 
expandem-se os meios de comunicao de 
massa e a educao secular, retirando-se da famlia 
parte de suas tarefas de socializao do 
indivduo, o que, por sua vez, contribui para o 
desenvolvimento de uma nova escala de valores, 
que rompe com a estrutura da famlia tradicional 
(de carter patriarcal). De modo geral, o processo 
de modernizao desenvolve-se dentro de 
uma sistemtica de equilbrios e conflitos, variando 
conforme o ritmo em que ela se realiza 
e os agentes sociais que mobiliza. Quanto mais 
veloz e extensa for essa mobilizao, menores 
as possibilidades de ser canalizadas as reivindicaes 
dos setores mobilizados - sobretudo 
quando h defasagem entre a crescente participao 
social e as limitaes na capacidade de o 
sistema poltico-econmico responder s solicitaes 
sociais. Veja tambm Desenvolvimento 
Econmico; Sociedade de Massa; Urbanizao. 

MODIGLIANI, Franco (1918- ). Nascido na Itlia, 
Modigliani foi para os Estados Unidos antes 
da Segunda Guerra Mundial e l completou seus 
estudos na New School for Social Research, onde 
obteve, em 1944, o doutoramento em Cincias 
Sociais. Lecionou na Universidade de Illinois 

(1950-1952) e no Carnegie Institute of Technology 
(1952-1960); posteriormente, tornou-se professor 
titular do Massachussets Institute of Technology 
(MIT). Foi presidente da American Economic 
Association em 1976. Prmio Nobel em 
Economia em 1985 por seus trabalhos relacionados 
com a funo consumo e a hiptese do 
ciclo de vida. Em conjunto com Duesenberry, 
desenvolveu a Hiptese Modigliani-Duesenberry 
(do ciclo de vida). De acordo com ela, os gastos 
de um consumidor no dependem unicamente 
da renda corrente, mas tambm do nvel 
de sua ltima renda mxima. Suas obras mais 
importantes so as seguintes: The Predictability 
of Social Events (A Previsibilidade de Eventos 
Sociais), em colaborao com Emile Grunberg; 

The Permanent Income and Life Cycle Hipothesis of 
Saving Behaviour: Comparison and Tools (A Hiptese 
da Renda Permanente e do Ciclo de Vida 
sobre o Comportamento de Poupana: Comparaes 
e Ferramentas), em colaborao com Albert 
Ando; The Monetarist Controversy, or Should 
We Stabilization Policies? (A Controvrsia Monetarista, 
ou Deveramos Abandonar as Polticas 
de Estabilizao?). Embora tenha sido um dos 
precursores da concepo das Expectativas Racionais 
(John Muth o citou no primeiro artigo 
no qual a hiptese foi formalizada), Modigliani 
pode ser includo entre os neokeynesianos. Veja 
tambm Hiptese Modigliani-Duesenberry; Neokeynesianos; 
Nova Economia Clssica. 

MODO DE PRODUO. Conceito da economia 
marxista que  definido pelo conjunto das 
foras produtivas e das relaes de produo. 
O modo de produo se confunde, de certa maneira, 
com a estrutura econmica da sociedade, 
englobando a produo, distribuio, circulao 
e consumo. Em O Capital, Marx ocupa-se fundamentalmente 
em analisar o modo de produo 
capitalista, mas no chega a definir com clareza 
o conceito de modo de produo. Louis 
Althusser entende o modo de produo como 
uma totalidade que articula a estrutura econmica, 
a estrutura poltico-jurdica (leis, Estado) 
e uma estrutura ideolgica (idias, costumes). 
A existncia concreta de um modo de produo 
estaria numa formao social localizada. Para 
outros tericos marxistas, o conceito de formao 
social abrange o modo de produo e a superestrutura 
da sociedade. Teoricamente, numa 
formao social concreta, podem estar presentes 
vrios modos de produo, tendo um como dominante. 
Distinguem-se, ao longo da histria, 
vrios modos de produo: o comunista primitivo, 

o escravista, o feudal, o capitalista e o socialista. 
Embora a questo da sucessividade histrica obrigatria 
dos modos de produo tenha dominado 
os estudos marxistas por muito tempo, ela 


no encontra respaldo terico nas obras de 
Marx, e nem mesmo nas de Engels. Tendo aparecido 
num texto de Lnin, foi depois dogmatizada 
por Stlin. Mais recentemente, tm-se 
aprofundado os estudos sobre o modo de produo 
asitico, mencionado mas no estudado 
detidamente por Marx. Veja tambm Marxismo; 
Modo de Produo Asitico. 

MODO DE PRODUO ASITICO. Organizao 
econmico-social analisada por Marx como 
uma das formas de passagem da comunidade 
primitiva para a sociedade de classes. As observaes 
de Marx a esse respeito tinham comoreferncia a China, a Rssia e a ndia. A originalidade 
histrica do modo de produo asitico 
como forma de transio consiste no fato de 
comportar determinado tipo de Estado e um sistema 
de explorao do trabalho sem que exista 
a propriedade privada da terra. Baseado nos escritos 
de Marx, Ernest Mandel salienta as seguintes 
caractersticas fundamentais desse modo 
de produo: 1) ausncia de propriedade privada 
do solo; 2) conseqentemente, conservao, 
nas comunidades, de uma fora de coeso que 
resistiu atravs das pocas s conquistas mais 
sangrentas; 3) coeso interna baseada na ntima 
unio entre agricultura e indstria (artesanato); 
4) por motivos climticos, construo de grandes 
obras hidrulicas, sobretudo canais de irrigao, 
para atender s necessidades da agricultura; 5) 
necessidade de um poder central regulador e 
empreendedor, de um Estado que concentre em 
suas mos a maior parte do sobreproduto, o que 
possibilita o nascimento de uma camada social 
privilegiada, mantida por esse excedente e que 
 a fora dominante da sociedade (da a expresso 
"despotismo oriental"). As funes econmicas 
do Estado, nesse modo de produo, tm 
como conseqncia uma forma original de sujeio 
generalizada a ele, caracterizando o despotismo 
oriental - no se confundindo com a 
escravatura (que implica uma relao pessoal do 
escravo com o amo, de quem o primeiro  propriedade 
privada), nem com a servido (visto 
que as corvias, por exemplo, so devidas ao 
Estado e no a um senhor feudal, proprietrio 
da terra, e a renda derivada dos bens de raiz 
identifica-se  cobrana de um imposto). No 
modo asitico de produo, o Estado  ao mesmo 
tempo o principal explorador e o dspota. 
Na obra de Marx, a anlise do modo asitico 
de produo toma sua forma mais acabada nos 
manuscritos preparatrios da redao de O Capital, 
entre 1855 e 1859. Suas notas sobre o assunto 
foram publicadas postumamente com o 
ttulo de Formas Que Precedem a Produo Capitalista 
ou simplesmente Formen. O tema  tambm 
abordado em Contribuio  Crtica da Economia 
Poltica e em vrias passagens de O Capital. 
Apesar disso, a caracterizao do modo de pro-

MOEDA 

duo asitico est ausente das formulaes de 
Engels em A Origem da Famlia, da Propriedade 
Privada e do Estado, em que  apresentado um 
esquema geral de evoluo e sucesso dos modos 
de produo. Isso deu margem para que 
essa categoria histrica, formulada por Marx, 
fosse oficialmente extinta da discusso terica 
marxista no perodo stalinista, sobretudo a partir 
de 1931. Com o processo de destalinizao, 
a questo do modo de produo asitico foi retomada, 
particularmente no decorrer da dcada 
de 60. Uma das razes foi o impacto causadopelo processo de descolonizao na sia e nafrica, que props novos desafios tericos ao 
pensamento marxista. Veja tambm Marx, Karl 
Heinrich; Marxismo; Materialismo Histrico; 
Modo de Produo. 

MDULO RURAL. Unidade rural definida pelo 
Estatuto da Terra (lei n 4 504 de 30/11/1964) 
como sendo aquela que em cada regio do pas 
assegura ao trabalhador rural um rendimento 
suficiente para seu progresso e bem-estar econmico 
e social. Como o Brasil apresenta grande 
diversidade em sua extensa rea agriculturvel, 

o mdulo rural pode ter dimenses muito diferentes 
se, por exemplo, tomarmos a regio amaznica 
ou as reas rurais do Esprito Santo, ou 
o Nordeste com o Sul do pas. A partir da conceituao 
de mdulo rural, define-se o que  
minifndio, empresa rural, latifndio por explorao 
e latifndio por dimenso. O primeiro  
aquela unidade rural cuja rea no alcana um 
mdulo rural; a empresa rural  o imvel rural 
com rea de at seiscentas vezes o mdulo e na 
qual pelo menos a metade da rea cultivvel  
explorada de forma racional; o latifndio por 
explorao  o imvel com a mesma dimenso 
da empresa rural, mas com rea explorada inferior 
ao que seria admitido racionalmente; e o 
latifndio por dimenso  o imvel que ultrapassa 
seiscentas vezes o mdulo rural. 
MODUS OPERANDI. Expresso em latim que 
significa a maneira pela qual um indivduo ou 
uma organizao opera ou desenvolve suas atividades. 


MOEDA. A mais antiga representao do dinheiro, 
muitas vezes empregada como seu sinnimo. 
Os primeiros registros do uso de moedas 
datam do sculo VII a.C., quando j eramcunhadas na Ldia, reino da sia Menor, e tambm 
no Peloponeso, no Sul da Grcia. Na verdade, 
sua histria coincide com a descoberta do 
uso dos metais e o domnio das tcnicas de minerao 
e fundio. Assim, as moedas de cobre, 
metal mole e pouco adequado ao manuseio, cederam 
lugar s durveis moedas de bronze, feitas 
a partir de uma liga de cobre com estanho 
ou zinco. E a elevada valorizao do ouro e da 
prata, por sua raridade e resistncia ao desgaste 



MOEDA ADMINISTRADA 

ou  abraso, atribuiu a esses metais nobres o 
carter de base da organizao monetria. A primeira 
funo atribuda  moeda  a de troca, 
intimamente ligada a uma segunda funo, a 
de medida de valor. Ao substituir o escambo, 
isto , a troca em espcie, a moeda adquiriu o 
valor que lhe era arbitrariamente atribudo pelos 
mercadores em determinadas permutas de mercadorias. 
Estabeleceu-se dessa maneira uma avaliao, 
que posteriormente passou a ser fixada 
pelo governante ou pelo Estado. Isto , surgiu 
um padro legal, uma medida teoricamente invarivel 
para expressar o valor dos bens e mercadorias. 
Outra funo atribuda  moeda  a 
de acumular valor, de permitir sua reserva ou 
entesouramento. E uma ltima funo, esta mais 
recente, com a generalizao do uso do crdito, 
 a que atribui  moeda a propriedade de pagar 
dvidas futuras. O papel-moeda data do sculo 
IX, quando passou a circular na China. Foi introduzido 
na Europa a partir do sculo XVII. 
Pelas facilidades de transporte e manuseio que 
oferece, difundiu-se rapidamente e substituiu 
com vantagens as moedas metlicas, possibilitando 
o aumento arbitrrio do meio circulante. 
Em outras palavras, o papel-moeda fiducirio, 
correspondente a determinada quantidade de 
ouro que poderia ser sacada do banco emissor 
a qualquer momento, foi emitido em quantidades 
desproporcionais ao lastro-ouro declarado 
em depsito nos bancos nacionais. Era o incio 
da prtica da desvalorizao da moeda e do surgimento 
da inflao, o que provocou a quebra 
do uso do padro-ouro. A credibilidade do papel-
moeda passou ento a depender da estabilidade 
das economias nacionais e da confiana 
que seus emissores desfrutassem nos organismos 
internacionais - e, acompanhando essa situao, 
os metais nobres praticamente deixaram 
de ser utilizados na cunhagem de moedas, fabricadas 
atualmente com ligas vulgares de nquel 
e alumnio. Mais ainda, o padro-ouro foi 
sendo gradativamente substitudo pelo dlar 
norte-americano, a libra esterlina, o marco alemo 
e outras moedas fortes, emitidas pelas grandes 
metrpoles industriais e financeiras, o que 
tornava mais fcil as operaes de comrcio exterior 
e as transferncias internacionais. Ainda 
assim, o padro-ouro conserva uma relativa importncia, 
pois as crises cclicas que assolam a 
economia internacional obrigaram os pases ocidentais 
mais desenvolvidos a manter certa paridade 
em relao ao ouro, para fazer frente s 
constantes oscilaes do dlar, a moeda forte 
de maior circulao em todo o mundo. Veja tambm 
Teoria Quantitativa do Valor da Moeda; 
Velocidade de Circulao da Moeda. 

MOEDA ADMINISTRADA. Veja Meio Circulante, 
Controle do. 

MOEDA ARTIFICIAL.  a moeda que possui 
existncia meramente escritural, isto , no existe 
na forma de papel ou metlica, e que atua 
em substituio a moedas especficas. 

MOEDA BANCRIA. Veja Nota Bancria. 

MOEDA-CHAVE. Moeda utilizada como padro 
para o clculo de paridade entre duas outras 
moedas. Em lugar de calcular-se diretamente 
a cotao de uma moeda em relao a outra, 
faz-se a converso das duas em uma terceira, a 
moeda-chave. Nas relaes comerciais internacionais 
costuma-se utilizar o dlar como moeda-
chave nas trocas entre pases com poucas relaes 
comerciais. Veja tambm Moeda Forte. 

MOEDA CONVERSVEL. Moeda que, de acordo 
com os termos de sua emisso e durante a 
vigncia do padro-ouro ou do padro-cambio 
ouro, podia ser convertida, numa determinada 
cotao fixa, em ouro monetrio ou em moedas 
fortes como o dlar e a libra. Veja tambm Conversibilidade; 
Padro Cmbio-ouro; Padro-ouro. 

MOEDA CORRENTE. O dinheiro legalmente 
autorizado a circular no pas como meio de pagamento, 
em geral emitido (cdulas de papel-
moeda) ou cunhado (moedas metlicas) pelo 
prprio governo. Nas transaes internacionais, 
a moeda corrente  em geral a moeda forte de 
maior circulao no momento, como  o caso 
atual do dlar.Veja tambm Moeda; Moeda Fiduciria; 
Moeda Forte; Moeda Internacional. 

MOEDA DE BOA LEI (Bona Monetas). Esta 
expresso admite dois sentidos: 1) quando o toque 
e o peso de uma moeda corresponde quele 
que a lei lhe determina; 2) quando tem credibilidade 
no mercado. A expresso "pagamento em 
bona monetas" significa pagamento realizado 
com moeda de boa lei. Veja tambm Toque. 

MOEDA ESCRITURAL. Ordem de pagamento 
que se originou da generalizao do uso do papel-
moeda. A abertura de uma conta corrente 
por meio de determinado depsito em dinheiro 
(papel-moeda) permite a qualquer pessoa movimentar 
esse fundo depositado no banco mediante 
cheque, a moeda escritural mais utilizada 
atualmente, ou uma ordem de pagamento. Ocorre 
que nem sempre um cheque emitido para pagar 
uma compra  transformado em dinheiro 
por meio de saque direto na caixa do banco. Ele 
pode ser depositado em outra conta corrente ou 
circular por muitas mos como pagamento de 
dvidas, bens ou servios, podendo acontecer, 
por exemplo, quando algum paga um txi com 
cheque e o taxista, em vez de deposit-lo diretamente 
em sua conta num banco, paga o abastecimento 
de combustvel de seu carro num pos




to de servio, e s ento o cheque  definitivamente 
depositado num banco. O depsito em 
cheque significa que o seu emissor autoriza o 
banco que mantm seus fundos em conta corrente 
a transferir o valor declarado para a conta 
de outra pessoa. Se esta tem sua conta em outro 
banco que no o do emissor, a transferncia s 
se concretiza depois da passagem do cheque 
pela Cmara de Compensao, onde os bancos 
acertam suas contas, isto , somam as importncias 
pagas e recebidas por meio de cheques 
em suas respectivas agncias. Mas nem as diferenas 
apuradas na Cmara de Compensao 
so pagas em papel-moeda de um banco para 
outro, e sim mediante cheque sacado de contas 
que cada banco mantm no Banco Central (ou 
do Brasil) para zerar as posies no final de cada 
dia. Dessa forma, apenas uma parte dos cheques 
emitidos so transformados em moeda legal (papel-
moeda) e, portanto, os bancos podem ampliar 
o crdito a seus clientes sobre o papel-moeda 
depositado, abrindo contas para eles e cobrando 
juros sobre esses emprstimos. A moeda 
escritural , portanto, um mltiplo do total de 
papel-moeda depositado junto aos bancos. Em 
cada poca e em cada economia existe uma relao 
entre moeda legal (papel-moeda) em caixa 
nos bancos e o total de moeda escritural criada 
por estes. Se essa relao for ultrapassada, o sistema 
corre perigo, ou o banco que praticar essa 
elevao corre o risco de no poder resgatar em 
papel-moeda os cheque que forem apresentados 
em suas agncias para tal fim, o que poder provocar 
uma corrida ao banco e, conseqentemente, 
sua quebra. O Banco Central tem normas e 
dispositivos de controle que todos os bancos devem 
seguir para evitar que isso acontea. No 
entanto, como os bancos ganham em proporo 
ao volume de recursos que emprestam, isto , 
ao volume de moeda escritural criada, muitas 
vezes um banco encontra meios de burlar esses 
limites, colocando em perigo a credibilidade do 
sistema como um todo. Por outro lado, essa relao 
entre a moeda legal disponvel num banco 
e a moeda escritural criada (encaixe) permite 
avaliar o impacto de uma elevao das emisses 
de papel-moeda, ou a ampliao da base monetria 
sobre o conjunto de meios de pagamento 
numa economia. Veja tambm Banco Central; 
Depsito Compulsrio. 

MOEDA ESTRANGEIRA. Moeda de outro pas, 
que pode ou no ser cotada em relao  moeda 
corrente na tabela de cmbio que regula as transaes 
internacionais. O poder de compra das 
moedas estrangeiras  expresso pela taxa cambial, 
fixa ou livre, que tende a refletir a efetiva 
relao de troca existente entre as distintas moedas 
de diferentes pases. A reserva ou receita 
de moedas estrangeiras disponvel recebe a de-

MOEDA FRACA 

nominao genrica de divisas.Veja tambm 

Mercado de Moeda Estrangeira; Moeda. 

MOEDA FIDUCIRIA. Papel-moeda parcialmente 
lastreado por ouro. Sua origem remonta 
aos depsitos em ouro efetuados junto aos ourives, 
os precursores dos bancos. De incio, os 
recibos dos depsitos correspondiam exatamente 
 quantidade de ouro mantida nos cofres. 
Mas, ao observarem que esses recibos circulavam, 
passando por muitas mos, e demoravam 
certo tempo para ser resgatados, os ourives, e 
posteriormente os banqueiros, passaram a emitir 
por sua conta recibos em maior quantidade que 
os depsitos de ouro recebidos em seus cofres; 

o valor desses recibos, ou moedas de papel, dependia 
da confiana (fiducia, em latim) que merecia 
o banco emissor. A circulao de moeda 
fiduciria nos pases que conservaram o lastro-
ouro at os anos 60 deste sculo era, em mdia, 
30 a 40% superior s reservas do metal depositado, 
embora as autoridades monetrias desses 
pases em determinados momentos ultrapassassem 
tais limites. Veja tambm Moeda; Padro-
ouro. 
MOEDA FORRADA. Moeda cujo ncleo ou 
parte central  constitudo por um metal de qualidade 
inferior, como o cobre ou o ferro, revestido 
de uma camada fina de metal precioso como 
o ouro ou a prata (geralmente a prata). O nome 
popular desse tipo de moeda  "sanduche". Por 
exemplo, durante os anos 60 deste sculo, os 
Estados Unidos passaram a emitir moedas forradas, 
como divisionrias do dlar, que antes 
eram de prata e passaram a ter o ncleo de cobre, 
conservando o mesmo valor de face, obtendo 
assim grandes ganhos de senhoriagem, pois o 
contedo metlico passou a valer menos do que 
antes. Veja tambm Braceagem; Senhoriagem. 

MOEDA FORTE. A que apresenta facilidade de 
circulao e conversibilidade nas transaes internacionais, 
por oferecer ampla garantia como 
meio de pagamento ou reserva de valor. Entre 
as moedas fortes mais utilizadas at a dcada 
de 70 destacam-se o dlar norte-americano, a 
libra esterlina e o marco alemo, que ainda mantm 
relativa paridade com o padro cmbio-
ouro e servem de referncia nas cotaes cambiais 
em todo o mundo. Atualmente, com a livre 
flutuao das moedas e a inexistncia de um 
padro metlico, o dlar, com todos os seus problemas, 
continua a moeda mais forte da economia 
mundial e utilizada como referncia nas 
transaes internacionais. Veja tambm Moeda. 

MOEDA FRACA. Aquela que circula com dificuldade 
no mercado internacional ou nem 
mesmo  aceita como meio de pagamento em 



MOEDA INTERNACIONAL 

operaes de comrcio exterior. Nesse caso, incluem-
se praticamente todas as moedas dos pases 
subdesenvolvidos. Veja tambm Moeda. 

MOEDA INTERNACIONAL. Qualquer moeda 
aceita internacionalmente como forma de pagamento. 
At a Segunda Guerra Mundial, a libra, 
como moeda forte, era a mais aceita internacionalmente, 
sendo substituda de forma gradual 
pelo dlar norte-americano. De modo geral, 
qualquer moeda forte (iene japons, marco alemo 
etc.) pode ser utilizada em pagamentos internacionais, 
devido a sua procura nas casas de 
cmbio e a sua relativa estabilidade. 

MOEDA LEGAL. Moeda emitida pelas autoridades 
monetrias de um pas e que circula nesse 
pas com curso forado, isto , por fora de lei, 
e no pode ser recusada para efetuar pagamentos. 

MOEDA MANUAL.  a moeda que integra o 
meio circulante de uma economia, isto , as moedas 
metlicas e o papel-moeda emitidos pelas 
autoridades monetrias. 

MOEDA OBSIDIONAL.  a moeda emitida 
pelo governo de uma cidade ou regio sitiadas 
para poder efetuar pagamentos internos, em especial 
o soldo das tropas que defendem o lugar. 

MOEDA-PAPEL.  a forma de moeda que, embora 
seja fiduciria, isto , um ttulo de crdito 
emitido pelo governo ou com sua autorizao, 
representa uma equivalncia metlica, podendo 
ser trocada por metais preciosos a qualquer momento. 
Concretamente, so os bilhetes de banco, 
ou cdulas do tesouro conversveis em ouro ou 
prata, conforme o sistema monetrio prevalecente. 
Veja tambm Nota Bancria. 

MOEDA PODRE. Denominao dada aos ttulos 
da dvida pblica de longo prazo no pagos 
no vencimento - como os TDAs (Ttulos da 
Dvida Agrria utilizados na privatizao da 
Usiminas), debntures da Siderbrs, letras hipotecrias 
da Caixa Econmica Federal (utilizadas 
para saldar dvidas do FCVS - Fundo de Compensao 
de Variaes Salariais) - e aceitos pelo 
seu valor de face nos processos de privatizao, 
sendo o seu valor de mercado bem inferior quele. 
Veja tambm Debntures; Privatizao. 

MOEDA RESTAURADA. Conceito de numismtica 
que significa uma reparao numa moeda, 
como a reconstituio da serrilha, a data de 
emisso restaurada ou o enchimento de um furo. 
Do ponto de vista numismtico, uma moeda 
desse tipo tem um valor menor do que uma 
que no sofreu restaurao. 

MOEDA SUBVALORIZADA. A que tem uma 
cotao abaixo do valor que teria, em relao a 

outras moedas, em regime de mercado livre. A 
subvalorizao de uma moeda nacional pode 
ocorrer em perodos de grande expanso econmica, 
quando o governo aproveita para ampliar 
o mercado externo, no tendo interesse em 
equilibrar a cotao cambial, pois a venda em 
grande escala de seus produtos - estimulada 
pela subvalorizao de sua moeda - lhe permite 
um significativo ingresso de divisas. Veja 
tambm Moeda. 

MOEDA SUPERVALORIZADA. Aquela que 
se mantm com uma taxa de cmbio mais alta 
que seu poder aquisitivo real em relao a outras 
moedas. Essa cotao pode ser sustentada deliberadamente 
por uma poltica monetria, visando 
a obter o mximo de lucro nas relaes comerciais 
 custa dos outros pases. Veja tambm 

Dirty Float; Paridade Monetria. 

MOEDA UTENSLIO. Objeto que pode ser utilizado 
tanto como um utenslio (por exemplo, 
uma faca) quanto como meio de troca. 

MOEDA VIVA.  aquela representada por animais 
vivos como, por exemplo, o gado. 

MOIR. Dispositivo de segurana afixado nos 
papis de valor, especialmente no papel-moeda, 
que consiste no efeito tico gerado pela superposio 
dos sistemas de linhas encontrados no 
desenho de uma cdula ou ttulo de valor. 

MOL. Veja Sistema Internacional de Unidades. 

MOLE. Veja Sistema Internacional de Unidades. 


MOLOCH. Termo hebraico que denomina antiga 
divindade semtica, a quem se fazia o sacrifcio 
dos prprios filhos. Por analogia, designa 
o Estado todo-poderoso e onipresente a quem 
se faz o sacrifcio da liberdade, da autodeterminao 
e da vontade, ou seja, o Estado centralizador 
e totalitrio. 

MOMENTO. O momento K em relao  origem 
de um grupo de informaes  a mdia das observaes 
elevadas  potncia K; o momento K 
em relao  mdia  a mdia dos desvios em 
relao  mdia elevados a K: 

S Xk 

Mk = se c  uma constante, ento 

n

S(x - c)k 

Mk = temos o momento centrado em 

nrelao a c. 

Quando c = X, resulta no momento centrado 
em relao  mdia (o momento centrado), assim, 




MONOPLIO 

S( x -x)

Mk = 

n 

M1 = Xm1 = 0 
m2 = S2 
m3 = momento centrado de 3 ordem 
m4 = momento centrado de 4 ordem 

Embora o momento de 3 ordem possa ser usado 
como medida de assimetria,  mais conveniente 
utilizar uma medida adimensional (coeficiente 
de assimetria), obtida pelo quociente de m3 pelo 
cubo do desvio padro: 

m3

Ca = 
S3 

MONETRIO. Veja Base Monetria; Iluso 
Monetria; Mercado Monetrio; Poltica Monetria; 
Sistema Monetrio Internacional; Teoria 
Quantitativa da Moeda; Velocidade de Circulao 
da Moeda. 

MONETARISMO. Escola econmica que sustenta 
a possibilidade de manter a estabilidade 
de uma economia capitalista recorrendo-se apenas 
a medidas monetrias, baseadas nas foras 
espontneas do mercado e destinadas a controlar 
o volume de moedas e de outros meios de 
pagamento no mercado financeiro. Para tanto, 
sugerem-se inmeras polticas. Por exemplo, o 
governo pode comprar ou vender letras de cmbio 
oficiais, diminuindo ou aumentando o volume 
de crdito no mercado financeiro. Pode 
aumentar ou diminuir a taxa de juros cobrada 
pelos bancos oficiais para emprstimos aos bancos 
privados, que os repassam ao setor particular; 
e aumentar ou diminuir a parcela dos depsitos 
que os bancos privados so obrigados 
a manter sob guarda do Banco Central. O norte-
americano Milton Friedman, expoente da escola 
de Chicago,  visto como o principal terico 
da escola monetarista. De acordo com Friedman, 
devem-se explicar as variaes da atividade econmica 
pelas variaes da oferta de dinheiro, e 
no pelas variaes de investimento. Assim, os 
monetaristas consideram intil e prejudicial a 
interveno do Estado na expanso do desenvolvimento 
econmico, por meio de despesas 
de investimento. Ao contrrio, deve-se apenas 
dirigir cientificamente a evoluo da massa de 
dinheiro em circulao para obter o desenvolvimento 
e a estabilidade econmica: a inflao 
e outros fenmenos teriam razes puramente 
monetrias. O monetarismo  combatido pelos 
economistas que defendem a necessidade da 
aplicao de uma poltica fiscal austera, por 
meio da tributao e do controle das despesas 
pblicas e dos consumidores, para evitar a inflao 
e o desequilbrio do balano de pagamentos. 
 igualmente criticado e combatido pela es


cola estruturalista - ligada  Cepal -, que defende 
a necessidade de mudana na estrutura 
econmica dos pases subdesenvolvidos, preconizando 
a reforma agrria, a distribuio de renda 
e o controle dos capitais estrangeiros, entre 
outras medidas. No Brasil, o monetarismo constituiu 
um dos pilares da poltica econmica governamental 
aps 1964, especialmente durante 

o perodo em que Antnio Delfim Neto foi ministro 
da Fazenda (1967-1974) e a partir de 1980. 
Veja tambm Cepal; Estruturalismo; Friedman, 
Milton; Inflao. 
MONETARISTA. Veja Monetarismo. 

MONEY MARKET. Expresso em ingls utilizada 
para designar os mercados financeiros nos 
quais os recursos so emprestados a curto prazo, 
isto , em perodos inferiores a um ano. Ao contrrio 
do mercado de capitais, onde tais recursos 
so emprestados a mdio e longo prazos, ou 
seja, por perodos superiores a um ano e cinco 
anos, respectivamente. 

MONGO. Veja Tugrik. 

MONJOLO. Pilo mecnico rudimentar acionado 
a gua, trazido provavelmente da sia, e 
muito usado no Brasil desde as primeiras fases 
da colonizao at os dias de hoje, em certas 
reas do interior do Brasil. 

MONNET, Jean (1888-1979). Economista e estadista 
francs, principal articulador da unio 
econmica da Europa Ocidental. O Plano Monnet, 
para a recuperao e modernizao econmica 
da Frana aps a Segunda Guerra Mundial, 
foi por ele criado e executado. Planejou e foi o 
primeiro presidente da Alta Autoridade da Comunidade 
Europia do Carvo e do Ao, rgo 
precursor do Mercado Comum Europeu. 

MONOLOG. Veja Papel Semilogartmico. 

MONOMETALISMO. Sistema no qual apenas 
o ouro ou a prata constituem o padro de valor 
do sistema monetrio de um pas, os outros metais 
sendo utilizados apenas para a cunhagem 
de moeda divisionria. Veja tambm Bimetalismo; 
Mgico de Oz; Metalismo; Padro-ouro. 

MONOPLIO. Forma de organizao de mercado, 
nas economias capitalistas, em que uma 
empresa domina a oferta de determinado produto 
ou servio que no tem substituto. O monoplio 
puro  raro, sendo mais comum o oligoplio, 
no qual um pequeno grupo de empresas 
detm a oferta de produtos e servios, ou a 
concorrncia imperfeita, na qual uma ou mais 
caractersticas de monoplio esto sempre presentes. 
Uma comisso de investigaes inglesa 
criada em 1948 enquadrou na categoria de monoplio 
toda empresa ou grupo de empresas que 



MONOPLIO ESPACIAL 

controlassem mais de um tero do mercado. 
Quando o mercado  dominado de forma monopolista, 
a entrada de outras empresas no setor 
 barrada pela impossibilidade de estas ltimas 
conseguirem custos de produo competitivos 
(ou a colocao dos produtos junto ao pblico 
consumidor) com as empresas monopolizadoras. 
Estas, ao mesmo tempo, por sua condio, podem 
adotar prticas restritivas  concorrncia, 
ficando livres para fixar preos que lhes propiciem 
maiores lucros (preos de monoplio). A 
legislao da maioria dos pases probe o monoplio, 
com exceo daqueles exercidos pelo 
Estado - produtos estratgicos (como petrleo 
e energia eltrica) e servios pblicos (correios, 
telecomunicaes) - e dos monoplios temporrios 
garantidos pela posse de patentes e direitos 
autorais. Contudo, a tendncia comum 
das empresas  exercer prticas monopolistas 
por meio de expedientes, como os "acordos de 
cavalheiros", pools, cartis, consrcios, trustes e 
outras formas de disfarar o domnio do mercado. 
Veja tambm Concorrncia Imperfeita; 
Concorrncia Monopolista; Duoplio; Mercado; 
Monopsnio; Oligoplio; Oligopsnio. 

MONOPLIO ESPACIAL. Situao de mercado 
na qual um monoplio existe porque, em 
certa regio, os servios de transporte e as vias 
de comunicao so to precrios que nenhum 
concorrente pode vender seus produtos a preos 
competitivos em relao  empresa que produz 
os mesmos artigos e abastece essa regio por 
ter sua planta instalada nela. 

MONOPLIO ESTATAL. Monoplio criado pela 
legislao, atribuindo ao Estado a exclusividade 
no desenvolvimento de determinadas atividades. 
No Brasil, a Constituio de 1988 estabeleceu 
que constituem monoplio da Unio as seguintes 
atividades: a pesquisa e a lavra das jazidas 
de petrleo e gs natural e demais hidrocarburetos 
fluidos; a refinao do petrleo nacional 
ou estrangeiro; a importao e exportao 
dos produtos e derivados bsicos resultantes das 
atividades mencionadas anteriormente; o transporte 
martimo do petrleo bruto de origem nacional 
ou de derivados bsicos de petrleo produzidos 
no pas, assim como o transporte, por 
meio de condutos, de petrleo bruto, seus derivados 
e gs natural de qualquer origem; a pesquisa, 
a lavra, o enriquecimento, o reprocessamento, 
a industrializao e o comrcio de minrios 
e minerais nucleares e seus derivados. 

MONOPLIO NATURAL. Situao de mercado 
em que o tamanho timo de instalao e produo 
de uma empresa seria suficientemente 
grande para atender a todo o mercado, de forma 
que existiria espao para apenas uma empresa. 
O monoplio natural existe sempre que a de


manda  pequena o bastante para ser totalmente 
coberta por apenas uma empresa, com produo 
que atenda a um decrscimo de custos por economia 
de escala. Na suposio de outra empresa 
entrar em concorrncia por um mercado restrito, 
os custos seriam elevados em demasia para ambas 
(e a primeira empresa talvez pudesse impedir 
a entrada da segunda por meios monopolistas, 
como preos artificialmente baixos e 
restrio  distribuio dos produtos da segunda). 
Uma situao tpica de monoplio natural 
ocorre nas ferrovias, onde cada passageiro ou 
carga transportados a mais contribui para reduzir 
os custos de instalao. Se outra ferrovia disputasse 
o mesmo mercado, passageiros e cargas 
seriam necessariamente divididos, mas a infraestrutura 
de funcionamento seria duplicada, 
com evidentes prejuzos para ambas. O mesmo 
ocorre com servios como fornecimento de gs, 
eletricidade, gua etc., que em geral so monoplios 
naturais regulamentados pelo Estado ou 
de propriedade estatal. 

MONOPSNIO. Estrutura de mercado em que 
existe apenas um comprador de uma mercadoria 
(em geral, matria-prima ou produto primrio). 
Nesse caso, mesmo quando vrios produtores 
fortes oferecem o produto, os preos no so 
determinados pelos vendedores, mas pelo nico 
comprador. O monopsnio puro  muito raro e 
costuma ocorrer principalmente com empresas 
estatais que garantem a compra de determinados 
produtos estratgicos, como o petrleo. Veja 
tambm Monoplio; Oligoplio; Oligopsnio. 

MONOTONICIDADE. Veja Axiomas da Preferncia. 


MONTAGEM. Veja Linha de Montagem. 

MONTCHRESTIEN, Antoine de (1575-1621). 

Economista francs, um dos primeiros tericos 
do mercantilismo e ao qual se atribui a criao 
da expresso "economia poltica". Na obra Trait 
de l'conomie Politique (Tratado da Economia Poltica), 
1616, sustenta, como Jean Bodin, que a 
ordem social exige a submisso dos mais fracos 
aos mais fortes e que a guerra contra o estrangeiro 
 til  paz interna de uma nao. Bem 
de acordo com as novas idias mercantilistas 
que se difundiam pela Europa da poca, 
Montchrestien prope uma crescente interveno 
do Estado em todas as atividades econmicas, 
obrigando as pessoas a trabalhar, criando 
manufaturas estatais e reservando o comrcio 
aos naturais do pas. Considera o comrcio a 
mais importante atividade econmica e o lucro 
do comerciante, elogivel. Particularmente importantes 
para a riqueza de uma nao so os 
meios de atrair metais preciosos para o pas, o 
incremento das exportaes e o estabelecimento 



de colnias no exterior. Veja tambm Mercantilismo. 


MONTE CARLO. Veja Mtodo Monte Carlo. 

MONTEPIO. Instituio formada com a inteno 
de dar s pessoas, que para ela contriburem, 
assistncia em caso de doena, invalidez, ou 
penso  famlia em caso de morte. Atua como 
uma forma de previdncia. Por extenso,  tambm 
a denominao atribuda ao benefcio, peclio 
ou penso que constitui objeto do montepio. 

MONTORO FILHO, Andr Franco (1944- ). 

Nasceu em So Paulo e graduou-se em economia 
pela Faculdade de Economia e Administrao 
da Universidade de So Paulo em 1965. Obteve 

o ttulo de doutor pela Universidade de Yale 
(Estados Unidos) em 1975 e tornou-se professor 
titular em 1984. Foi presidente do BNDES (em 
exerccio) entre agosto de 1985 e janeiro de 1987 
e preside a Fundao Instituto de Pesquisas Econmicas 
(Fipe) desde novembro de 1989. A partir 
de fevereiro de 1993 tornou-se presidente da 
Comisso Diretora do Programa Nacional de 
Desestatizao. Seus livros mais importantes 
so: Moeda e Sistema Financeiro no Brasil (1982) 
e Contabilidade Social - Uma Introduo  Microeconomia 
(1992). Atualmente,  professor de economia 
do Departamento de Economia da Universidade 
de So Paulo. 
MOODY'S BOND RATING. Veja Moody's Investors 
Service. 

MOODY'S INVESTORS SERVICE. Empresa 
norte-americana especializada em aconselhamento 
para investidores, subsidiria da Dun & 
Bradstreet Inc., que publica informes financeiros 

- Moody's Bond Rating - analisando a situao 
de ttulos vendidos ao pblico. As qualificaes 
das aes e ttulos emitidos por corpo-
raes variam de Aaa (mais alta qualidade) a 
Caa (qualidade mais baixa); os ttulos classificados 
como Baa para cima so aqueles considerados 
adequados para investimento. Veja tambm 
Standard & Poor's. 
MORA. Atraso no cumprimento de uma obrigao, 
sobretudo atraso de pagamento. Pode ser 
falta do devedor ou falta do credor, que pode 
criar obstculos ao cumprimento da obrigao 
visando a vantagens futuras. 

MORADOR. Veja Agregado. 

MORAES, Jos Ermrio de (1900-1973). Empresrio 
brasileiro, nascido em Pernambuco. Formou-
se engenheiro pela Colorado School of Mines, 
nos Estados Unidos. Trabalhou no governo 
de Minas Gerais e na St. d'El Rey Mining Co. 
Posteriormente, foi gerente da Usina Aliana, 
em Pernambuco. Fixou-se em So Paulo em 

MORATRIA 

1924, indo trabalhar na Fbrica de Tecidos Votorantim, 
pertencente ao Comendador Antnio 
Pereira Incio, seu futuro sogro. A fbrica Votorantim, 
passada a depresso econmica provocada 
pela Primeira Guerra Mundial, expandiu 
suas atividades para o beneficiamento de algodo 
e o fabrico de leo de caroo de algodo. 
Em 1933 instalou sua fbrica de cimento e, mediante 
contrato tecnolgico com uma empresa 
dinamarquesa, instalou um forno siderrgico 
em 1936. A razo social da empresa passou a 
ser S.A. Indstrias Votorantim; seria um dos 
mais fortes grupos de capital nacional, o que 
levou Jos Ermrio de Moraes a questionar, repetidas 
vezes, a hegemonia e os privilgios do 
capital estrangeiro no Brasil. Jos Ermrio de Moraes 
chegou a senador da Repblica, vindo a 
falecer no ano de 1973. 

MORAL HAZARD. Expresso em ingls que 
significa excesso de confiana no Banco Central 
de um pas por parte do setor financeiro. Essa 
credulidade excessiva pode resultar em perdas 
na medida em que as estimativas de evoluo 
do mercado podem ser superestimadas. Em outras 
palavras, o aumento do grau de segurana 
no qual um agente acredita operar pode lev-lo 
a agir de forma mais ousada e temerria, colocando 
em risco a estabilidade de uma atividade. 
Do ponto de vista de uma empresa de seguros, 
moral hazard significa a influncia adversa que 

o seguro provoca no comportamento de um segurado. 
Por exemplo, uma pessoa que tenha um 
seguro contra incndio pode atear fogo na casa 
para receber o seguro. Em economia, essa expresso 
foi cunhada por Kenneth Arrow em seu 
livro Essay in the Theory of Risk-bearing (Ensaio 
sobre a Teoria de Assumir Riscos), 1971. Veja 
tambm Arrow, Kenneth. 
MORATRIA. No direito comercial, termo que 
designa a prorrogao do prazo concedido pelo 
credor a seu devedor para o pagamento de uma 
dvida. H um acordo entre ambas as partes, 
distinguindo-se da concordata pelo seu carter 
no judicial. No caso das relaes econmicas 
internacionais, a moratria  uma declarao 
unilateral do devedor declarando que no pagar 
uma dvida nos prazos e demais condies 
estipulados no contrato. Trata-se de medida extrema 
que em geral bloqueia o declarante em 
relao s fontes de crdito internacional. Ou 
melhor, os fluxos financeiros internacionais se 
reduzem drasticamente em relao ao pas que 
declara a moratria. Em 1987 o governo brasileiro 
(governo Sarney), na impossibilidade de 
honrar seus compromissos externos, declarou a 
moratria e seu crdito externo foi considerado 
value impaired (crdito duvidoso) ou non performing 
(dvida no paga no vencimento). Veja 
tambm Dvida Externa; Value Impaired. 



MORDOMIA 

MORDOMIA. Termo pelo qual ficaram conhecidos 
os benefcios formalmente oferecidos pelo 
governo e empresas estatais a seus funcionrios 
mais graduados. Originaram-se da "dobradinha", 
o salrio em dobro pago aos funcionrios 
pblicos que se mudassem para Braslia, capital 
do pas a partir de 1961. Inicialmente extra-oficiais, 
as mordomias foram formalizadas pela circular 
reservada de n 21, baixada pelo Dasp em 
20/7/1976. De acordo com essa circular, todos 
os ministros de Estado tm direito a uma casa 
 beira do Lago Sul, em Braslia, completamente 
mobiliada e com os mais modernos eletrodomsticos. 
Tambm so pagos pelos cofres pblicos 
suas contas de telefone, luz, gs e lavanderia. 
No item transporte, os ministros dispem 
de dois carros - um oficial e um com placa 
normal -, sem limite de combustvel (lcool). 
Os funcionrios que ocupam os cargos de diretor-
geral do Dasp, procurador-geral da Repblica 
e consultor-geral da Repblica recebem benefcios 
semelhantes, com a diferena de que 
suas despesas de gua, luz, gs e telefone s 
podem chegar at o limite de dez salrios-referncia. 
Os mesmos privilgios se aplicam aos 
funcionrios que ocupam cargos classificados 
como DAS 6 e DAS 5, que tm seus gastos de 
luz, gua, gs e telefone limitados a seis salrios-
referncia. Para os carros a lcool do diretor-
geral do Dasp, do consultor-geral e do procurador-
geral no h limite de utilizao de 
combustvel, e os funcionrios do DAS 6 e DAS 
5 so limitados a usar gratuitamente 300 l de 
combustvel por ms. A situao dos militares 
a servio do governo federal no  regulamentada 
pelo Dasp. Entretanto, os ministros militares 
gozam dos mesmos direitos dos ministros 
civis, enquanto os generais dispem dos mesmos 
benefcios conferidos aos cargos DAS 6 e 
DAS 5. Os ministros dos tribunais federais tm 
direito a um apartamento mobiliado e um carro 
com placa especial, e suas contas de luz, gua, 
gs e telefone so pagas pelo governo at o mximo 
de dez salrios-referncia. Os senadores, 
por sua vez, pagam uma taxa pelo apartamento 
mobiliado de quatro quartos que ocupam e podem 
dispor de um carro de luxo com motorista 
e mais 30 l de combustvel por dia. Na rea do 
legislativo estadual, talvez as maiores mordomias 
sejam oferecidas em So Paulo, onde os 
secretrios de Estado e do municpio, os deputados 
e os vereadores dispem de carro oficial 
e combustvel gratuito. 

MORDOMIAS SALARIAIS. Veja Benefcios 
Salariais. 

MORE, Thomas (1478-1535). Pensador e estadista 
ingls, autor da clebre Utopia (1516). Advogado 
e membro do Parlamento, em 1518 
More, ou Morus, foi chamado por Henrique VIII 

para tornar-se seu conselheiro. Chanceler em 
1529, foi demitido do cargo em 1532 por no 
concordar com o rei na proclamao da independncia 
da Igreja inglesa em relao  autoridade 
papal. Julgado como traidor, foi decapitado. 
Em sua obra, More condena o regime econmico, 
social e poltico da poca e prope a 
criao de um Estado ideal, no qual toda propriedade 
seria coletiva, no existiriam classes sociais 
e todos estariam obrigados a uma parcela 
de trabalho manual. Combinando elementos do 
cristianismo e da moral epicurista, a obra de 
More teve grande influncia em autores posteriores, 
que tambm criaram suas "utopias". 

MRETSU. O significado literal deste termo em 
japons  "furioso" ou "com fria". Depois da 
Segunda Guerra Mundial, a situao de destruio 
e runa em que se encontrava aquele pas 
obrigou os japoneses a trabalhar longas e intensas 
jornadas, recebendo salrios relativamente 
baixos, na fase inicial da recuperao. Com o 
desenvolvimento do pas, no entanto, a necessidade 
do mretsu foi reduzida, mas ainda subsiste 
quase como um trao da "cultura empresarial" 
na maioria das atividades empresariais 
do Japo. O termo ocidental que mais se aproxima 
de mretsu  workaholics. Veja tambm Karoshi; 
Workaholics. 

MORGADIO. Tipo de restrio de herana, comum 
em certas regies da Europa, pelo qual o 
conjunto de bens, inalienveis e indivisveis, 
passa integralmente ao primognito com a morte 
do proprietrio. Originou-se no feudalismo, 
servindo como garantia de que os Estados feudais 
permaneceriam intatos em vez de ser divididos 
entre os herdeiros. 

MORGAN. Famlia de empresrios norte-americanos 
que alcanou grande poder econmico, 
formando um dos maiores conglomerados dos 
Estados Unidos. A casa bancria da famlia, fundada 
por Junius Spencer Morgan (1813-1890), 
canalizou a maior parte dos investimentos ingleses 
nos Estados Unidos. O filho de Junius, 
John Pierpont Morgan (1837-1913), depois de 
tornar-se um magnata das ferrovias, ampliou 
suas atividades para a siderurgia, equipamentos 
eltricos e outras reas, formando um dos grandes 
trustes norte-americanos. John Pierpont 
Morgan Jr. (1867-1943), filho do precedente, financiou 
as atividades dos Aliados durante a Primeira 
Guerra Mundial. 

MORGEN. Veja Arapene. 

MORGENGABE. Termo em alemo que significa, 
literalmente, "ddiva da manh", e que designa 
uma prtica antiga consistente no presente 
em dinheiro e jias dado pelo noivo  noiva na 
manh seguinte s bodas. Tem o mesmo signi




ficado da expresso latina pretium virginitatis 
(preo da virgindade). 

MORGENSTERN, Oskar (1902-1977). Economista 
alemo da corrente neomarginalista. Juntamente 
com o fsico e matemtico hngaro Johannes 
von Neumann, introduziu a teoria dos 
jogos no estudo dos problemas econmicos. Em 
seu livro pioneiro, Theory of Games and Economic 
Behavior (Teoria dos Jogos e Comportamento 
Econmico), 1944, Morgenstern e Von Neumann, 
procurando contribuir para a questo da 
previso econmica, propuseram uma formulao 
matemtica para a anlise dos conflitos de 
interesses, desenvolvendo uma teoria dos jogos 
de estratgia. A teoria prev a ao interdependente 
de vrios agentes, segundo determinados 
comportamentos ou seleo de lances possveis, 
que maximizem os ganhos e minimizem as perdas 
de cada um. A teoria teve grande repercusso, 
foi desenvolvida por outros autores e aplicada 
tambm nas reas de sociologia e poltica. 
A dificuldade, entretanto, de aplicar a teoria dos 
jogos na realidade econmico-social est no estabelecimento 
de uma matriz satisfatoriamente 
quantificada que identifique todas as variveis 
que intervenham no processo e reduza seus efeitos 
a uma escala homognea de valores. Alm 
disso, a teoria  esttica, trabalha com valores 
dados, fixos e independentes dos resultados do 
jogo, enquanto as situaes concretas so dinmicas, 
com valores no-fixos, situaes desiguais 
e aes imprevisveis. Morgenstern foi 
professor das universidades de Viena e Princeton. 
Analisou tambm problemas econmicos de 
defesa nacional e de crescimento. Entre outras 
obras, escreveu: On the Accuracy of Economic Observations 
(Sobre a Acuidade das Observaes 
Econmicas), 1950; em conjunto com outros autores, 
Predictability of Stock Market Prices (Previsibilidade 
dos Preos no Mercado de Capitais), 
1970, e Mathematic Theory of Expanding and Contracting 
Economies (Teoria Matemtica de Economias 
em Expanso e Retrao), 1976. 

MORITA, AKIO (1921- ). Nasceu no Japo, no 
municpio de Aichi, e formou-se na Universidade 
de Osaka. Logo depois da Segunda Guerra 
Mundial, em 1946, fundou com Ibuka Masaru 
a Tokyo Tsushin Kogyo, que mais tarde veio a 
ser a Sony Corporation, tornando-se seu presidente 
em 1971 e presidente do conselho em 1976. 
Morita se encarregava das questes financeiras 
e de marketing da empresa, conseguindo colocar 
os produtos da Sony (muitas vezes novidades 
no campo da eletrnica) em todo o mundo. Na 
medida em que seus produtos, durante os anos 
70, passaram a constituir uma ameaa para os 
concorrentes norte-americanos, estabeleceu uma 
filial da Sony em San Diego, Califrnia, e ao 
mesmo tempo montou uma poderosa Trading 

MORTGAGOR 

Company. As aes da Sony passaram a ser cotadas 
na Bolsa de Valores de Nova York, o que 
significou que pela primeira vez uma empresa 
japonesa participava da Big Board. Morita foi 
uma figura muito importante na internacionalizao 
da Sony, abrindo o caminho tambm 
para outras empresas japonesas. 

MORTALIDADE. Relao entre o nmero de 
bitos de determinada regio, em determinado 
ano, e a populao residente, ajustada para o 
meio do mesmo ano (1 de julho). A taxa bruta 
de mortalidade, ou coeficiente geral de mortalidade, 
 obtida dividindo-se o nmero total de bitos 
de uma regio por toda a populao residente. 
Por ser a taxa bruta pouco significativa, costumam-
se utilizar coeficientes especficos de mortalidade 
por sexo ou por idade. Esses coeficientes 
so calculados tomando-se o nmero de bitos 
numa categoria de sexo ou idade, ao longo 
de um ano, dividindo-se esse nmero pela populao 
dessa categoria residente na rea no 
meio do ano e multiplicando-se o resultado por 
mil. Utiliza-se a mesma tcnica para calcular o 
coeficiente de mortalidade por determinada causa 
(nesse caso, considera-se a populao exposta 
na rea). A mortalidade infantil tem dois coeficientes, 
tambm calculados para cada grupo de 
mil, o de mortalidade neonatal (sobre nascimentos 
ocorridos at 28 semanas de gestao) e o 
de mortalidade infantil tardia (sobre crianas 
nascidas com mais de 28 semanas de gestao 
e bitos ocorridos at um ano de idade). O primeiro 
ndice relaciona-se com fatores genticos, 
congnitos e causas relativas ao parto e ps-parto, 
enquanto o segundo sofre maiores interferncias 
de aspectos do saneamento bsico, controle 
e preveno de doenas e alimentao. Veja 
tambm Demografia. 

MORTALIDADE ESTACIONAL. Termo utilizado 
em demografia, que designa as variaes 
mais ou menos regulares da ocorrncia da mortalidade 
em cada estao do ano. Por exemplo, 
em condies normais (ausncia de guerras, epidemias 
etc.), o nmero de bitos aumenta durante 
o inverno, nos pases onde a temperatura 
nesta estao do ano  muito baixa. 

MORTGAGE. Termo em ingls que significa 
"hipoteca". 

MORTGAGE BACKED SECURITY. Veja Pfandbrief. 


MORTGAGEE. Termo em ingls que significa 
emprestador, ou credor de um ttulo, ou obrigao 
lastreada por uma hipoteca. 

MORTGAGOR. Termo em ingls que significa 

o tomador do emprstimo, ou devedor de um 
ttulo, ou obrigao lastreada numa hipoteca. 


MORTMAIN 

MORTMAIN. Expresso de origem francesa 
que significa, literalmente, "mo morta" e que 
significa a propriedade perptua e no transfervel 
de um imvel por parte de instituies 
como, por exemplo, a Igreja. 

MORUS, Thomas. Veja More, Thomas. 

MOSCA, Gaetano (1858-1941). Jurista, cientista 
social e poltico italiano, um dos principais estudiosos 
da teoria da circulao das elites, ao 
lado de Robert Michels e Vilfredo Pareto. Em 
sua principal obra, Elementi di Scienza Politica 
(Elementos de Cincia Poltica), 1896, afirmou 
que todas as sociedades so dominadas por pequena 
minoria, organizada e coesa, cujos integrantes 
apresentam algum atributo, real ou aparente, 
altamente considerado nessas sociedades, 
e cuja autoridade emana tanto de caractersticas 
prprias como da organizao e coeso de que 
dispem. Mosca distingue ainda, nas sociedades, 
duas tendncias: a aristocrtica, voltada 
para a preservao do poder por meio de linhas 
sucessrias; e a democrtica, dirigida para a renovao 
dos quadros dirigentes, mediante a circulao 
das elites. As idias de Mosca foram 
aproveitadas pelos fascistas italianos, embora 
ele propusesse uma organizao em parte autocrtica 
e em parte liberal, que permitisse a contnua 
renovao das elites. Outra obras: Ci che 
la Storia Potrebbe Insegnare: Scritti di Scienza Politica 
(O Que a Histria Poderia Ensinar: Escritos 
de Cincia Poltica), 1884; Lezioni di Storia delle 
Istituzioni e delle Dottrine Politiche (Lies de Histria 
das Instituies e das Doutrinas Polticas), 
1932; Partiti e Sindicati nella Crisi del Regime Parlamentare 
(Partidos e Sindicatos na Crise do Regime 
Parlamentar), 1949. 

MOST FAVOURED NATION. Veja MFN. 

MOTHER HUBBARD. Veja Cross-Collateral. 

MOTIVO PRECAUO. Conceito keynesiano 
que constitui um dos motivos que as pessoas 
tm para guardar dinheiro. Isto , uma reserva 
imediatamente lquida para fazer face a algum 
imprevisto, que exigiria, se acontecesse, a transformao 
em dinheiro de algum ativo de baixa 
liquidez, elevados custos ou longo tempo de 
transao. 

MOVIMENTO STAKHANOVISTA. Campanha 
de larga escala desenvolvida na ex-Unio Sovitica 
para elevar a produtividade. O movimento 
encorajava os trabalhadores da indstria, 
da minerao e da agricultura a apresentar sugestes 
para o aumento da produtividade e para 
a melhoria dos mtodos de trabalho. O movimento 
tambm enfatizava a necessidade de uma 
melhor diviso do trabalho e uma utilizao 
mais eficiente das mquinas e equipamentos. 
Este movimento teve origem quando, em 

31/8/1935, um mineiro - Alexei Gregorievitch 
Stakhanov - num nico turno de trabalho conseguiu 
extrair 102 toneladas de carvo (catorze 
vezes mais do que a norma), mediante a separao 
dos processos do corte do carvo e sua 
reduo em pedaos menores para a colocao 
na caamba que os transportaria e designando 
cada uma das tarefas a diferentes trabalhadores. 
Dentro de seis meses, entre 20 e 25% dos trabalhadores 
em vrios ramos industriais j haviam 
aderido ao movimento stakhanovista. Eles 
eram recompensados pela divulgao de seus 
feitos, honrarias e bnus em dinheiro e acesso 
a melhores moradias e facilidades de lazer. Uma 
ampla rede de cursos tcnicos para trabalhadores 
foi organizada, e revisaram-se as normas de 
produo no sentido de sua elevao. A campanha 
teve xito em aumentar a produtividade 
e a produo, mas isso provocou uma maior 
diferenciao de salrios, processo que j havia 
comeado no incio dos anos 30. Os trabalhadores 
que no participavam do movimento sentiam-
se prejudicados no apenas porque recebiam 
um salrio muito menor, mas tambm porque 
a elevao das normas significava que eles 
deveriam trabalhar cada vez mais para receber 

o mesmo salrio anterior. Esses trabalhadores 
tambm reclamavam que os nveis de produo 
alcanados pelos stakhanovistas no eram verdadeiros, 
no apenas porque os dados eram manipulado 
mas tambm porque as equipes stakhanovistas 
eram ajudadas por grupos annimos 
que faziam com que a produo se apresentasse 
como maior. Depois da Segunda Guerra Mundial, 
alguns dos abusos foram corrigidos e os 
nveis do salrio mnimo, elevados. Veja tambm 
Fordismo; Taylorismo. 
MST. 1) Iniciais das expresses em ingls minimum 
stock (estoque mnimo) ou minimum standard 
time (tempo padro mnimo). 2) Denominao 
dada a um movimento de trabalhadores rurais 
no Brasil (Movimento dos Trabalhadores 
Sem Terra), a partir da segunda metade dos anos 
90, que buscam o acesso e a obteno de terra 
para trabalhar. Veja tambm Reforma Agrria. 

MT. Iniciais da expresso em ingls metric ton, 
que corresponde  tonelada mtrica. 

MU. Medida de rea utilizada na China e equivalente 
a 0,067 hectare. 

MUDDLING-THROUGH. Expresso em ingls 
que significa "avano desordenado", e aplica-
se a pases cujo desenvolvimento no se baseia 
em aes coordenadas entre o setor pblico 
e o setor privado ou no interior do prprio setor 
pblico. 

MUGAKUMEN KABUSHIKI. Expresso em 
japons do mercado acionrio que significa a




es que no tm valor ao par. No entanto, no 
que se refere aos direitos, estas aes so idnticas 
quelas que tm valor ao par, e, portanto, 
so intercambiveis. 

MULE. Mquina de fiar inventada por Campton 
em 1779, que combinava as vantagens da Water-
Frame, de Arkwright, e de um invento de 
Lewis Paul, possibilitando a utilizao da energia 
hidrulica, abrindo o caminho para que as 
unidades domsticas de fabricao de tecidos 
fossem substitudas por unidades fabris prximas 
de quedas-d'gua. Mais tarde a mule foi 
adaptada  mquina a vapor de James Watt, tendo 
a energia a vapor como fonte propulsora. 

MULTICOLINEARIDADE. Veja Colinearidade. 

MULTIFIBRAS. Acordo patrocinado pelos pases 
desenvolvidos no mbito do GATT para preservar 
o setor txtil que havia perdido competitividade 
em relao aos pases em desenvolvimento. 
Em vez de maior proibio frontal, optou-
se pela fixao de cotas de importao para 
restringir o mercado. Com o aumento da auto-
mao, no entanto, as vantagens dos pases em 
desenvolvimento j no eram to grandes, o que 
permitiu a proposta de eliminao gradativa do 
acordo Multifibras, a partir de 1995 at 2005, 
criando-se, contudo, um cdigo de salvaguardas, 
para que essa transio ocorra sem traumas. 
Dessa forma, se um pas se sentir ameaado pela 
importao de determinado produto, poder estabelecer 
por trs anos um regime de cotas, limitando 
a quantidade importada do produto em 
questo. O cronograma para o trmino do Multifibras 
 o seguinte: 1998, fios e filamentos; 2002, 
tecidos; 2005, Confeces. Veja tambm GATT; 
OMC; Rodada Uruguai. 

MULTILATERALISMO. Comrcio praticado livremente 
entre mais de dois pases, sem facilidades 
tarifrias diferentes para nenhum deles. 
Teoricamente, permite que cada um dos pases 
envolvidos extraia os ganhos mximos do comrcio 
exterior, considerando-se a sua especializao 
na diviso internacional do trabalho e a 
vantagem comparativa que seus produtos ofeream. 
Ope-se ao bilateralismo, que restringe 
a liberdade de compra. Veja tambm: Bilateralismo; 
Clusula de Nao Mais Favorecida; 
GATT; OMC. 

MULTINACIONAL. Estrutura empresarial bsica 
do capitalismo dominante nos pases altamente 
industrializados. Caracteriza-se por desenvolver 
uma estratgia internacional a partir 
de uma base nacional, sob a coordenao de uma 
direo centralizada. Segundo Raimon Vernon, 
trata-se de "uma companhia que tenta conduzir 
suas atividades em escala internacional, como 

MULTINACIONAL 

algum que acredita no existirem fronteiras nacionais, 
com base em uma estratgia comum dirigida 
pelo centro corporativo". Conhecidas 
tambm pela denominao de empresas internacionais 
ou transnacionais, as multinacionais 
resultam da concentrao do capital e da internacionalizao 
da produo capitalista. O processo 
teve incio no final do sculo XIX, quando 

o capitalismo superou sua fase tipicamente concorrencial 
e evoluiu para a formao de monoplios, 
trustes e cartis - fenmeno que acompanhou 
a hegemonia do capital financeiro no 
modo de produo capitalista e se tornou conhecido 
como imperialismo. Nesse novo processo 
de realizao do capital, surge um mercado 
mundial de produo de bens, de servios 
e de utilizao de mo-de-obra, cujos resultados 
consistem no desenvolvimento do poderio econmico, 
poltico e militar das potncias industriais: 
Estados Unidos, Canad, Japo, Gr-Bretanha, 
Frana, Alemanha e outras naes europias. 
A ao das empresas multinacionais acelerou-
se aps a Segunda Guerra Mundial, alterando 
substancialmente as relaes entre os centros 
hegemnicos do capitalismo e a periferia 
do sistema. As empresas estrangeiras, a partir 
de ento instaladas nos pases perifricos, no 
se limitam s transaes de exportao e importao 
ou explorao de produtos primrios, particularmente 
no setor extrativo. As "filiais" 
atuam cada vez mais no mbito da produo, 
no s para o mercado interno mas tambm para 
o mercado externo, quando  do interesse da 
"matriz". Os objetivos e formas de atuao das 
empresas multinacionais foram claramente expostos 
por um executivo norte-americano: " 
nosso objetivo estar presente em todo e qualquer 
pas do mundo. Ns, na Ford Motor Company, 
olhamos o mapa do mundo como se no existissem 
fronteiras. No nos consideramos basicamente 
uma empresa americana. Somos uma 
empresa multinacional. E quando abordamos 
um governo que no gosta dos Estados Unidos, 
ns sempre lhe dizemos: 'De quem voc gosta? 
Da Gr-Bretanha? Da Alemanha? Ns temos vrias 
bandeiras. Ns exportamos de todos os pases'". 
No entanto, essa "diplomacia" peculiar 
das multinacionais no significa que elas tenham 
rompido laos com a nao de origem. Segundo 
Manuel Castells, a maioria dessas corporaes 
 norte-americana e  o governo dos Estados 
Unidos que defende seus interesses, que se estendem 
a todo o mundo. Suas atividades, ainda 
segundo esse estudioso, tecem cadeias articuladas 
entre um pas e outro, dependendo de quo 
favorveis sejam as circunstncias. Entretanto, 
no se encontram acima dos aparelhos de Estado 
de cada pas. Pelo contrrio, essas corporaes 


MULTIPLICADOR 

so ligadas a estes de forma concreta, atuando 
contrariamente entre si e organizando de diferentes 
modos seus laos com a "burguesia interior" 
de cada sociedade. Freqentemente, para 
fazer frente aos concorrentes, os grandes monoplios 
multinacionais operam fuses entre si ou 
limitam as reas de atuao de cada um. Assim, 
na Gr-Bretanha, entre 1967 e 1968 ocorreram 
cerca de 5 mil casos de fuses, unies ou incorporaes 
de grandes empresas, visando sobretudo 
a defesa do mercado contra as concorrentes 
norte-americanas. No Japo, multinacionais 
unem-se em grandes conglomerados chamados 
zaibatsu; apenas seis deles controlam 40% do total 
das exportaes do pas e 50% das importaes. 
Mundialmente conhecidas so as multinacionais 
do petrleo, as chamadas "sete irms" 

- Exxon, British Petroleum, Shell, Gulf, Texaco, 
Socal e Mobil -, principais beneficirias da crise 
do petrleo desencadeada a partir de 1973. Veja 
tambm Capitalismo; Imperialismo; Monoplio; 
Oligoplio; Petrleo, Crise do. 
MULTIPLICADOR. Termo utilizado por Keynes 
para definir o ndice de aumento na renda 
nacional resultante de um dado aumento na 
quantidade de investimentos. Pelo efeito multiplicador, 
um aumento nos investimentos gera 
um aumento proporcionalmente maior na renda. 
Assim, se um aumento de investimentos da 
ordem de R$ 50.000.000,00 causar um aumento 
na renda nacional de R$ 200.000.000,00, o multiplicador 
ser igual a quatro. Uma das identidades 
fundamentais na macroeconomia keynesiana 
 a de que o multiplicador  igual ao inverso 
da propenso marginal a poupar. 

MUN, Thomas (1571-1641). Economista ingls, 
um dos principais tericos do mercantilismo. Filho 
de um comerciante londrino, dedicou-se 
com xito  mesma carreira, viajando pela Itlia 
e pelo Oriente Mdio. De 1615 at o fim da vidafoi conselheiro da Companhia das ndias Orientais, 
cuja atuao defendeu na obra A Discourse 
of Trade from England unto the East Indies (Dissertao 
sobre o Comrcio da Inglaterra com asndias Orientais), 1621; afirmou que por meio 
das reexportaes a companhia devolvia ao pas 
maior lastro em metais preciosos que o gasto 
por ela nas importaes. Sua obra principal foi 
England's Treasury by Forraign Trade (O Tesouro 
da Inglaterra Obtido pelo Comrcio Exterior), 
obra escrita em 1630, mas s publicada em 1664. 
Nela se encontra a primeira bem fundamentada 
defesa do capitalismo comercial. Mun mostra a 
importncia da burguesia comercial no processo 
econmico visto como um todo e considera o 
comrcio exterior o principal instrumento do enriquecimento 
de um pas. D pouca importncia 
 mera acumulao de metais preciosos (exceto 

como reserva de emergncia), na medida em que 
ela prpria depende da balana comercial. 

MURPHY'S LAW. Veja Lei de Murphy. 

MUSEU DA CASA DA MOEDA. Veja Casa da 
Moeda. 

MUTATIS MUTANDIS. Expresso em latim 
que significa "mudado o que deve ser mudado", 
no sentido de mudanas pouco relevantes. 

MUTH, John. Veja Expectativas Racionais. 

MUTIRO. Auxlio mtuo gratuito, freqente 
nas comunidades rurais brasileiras e nas periferias 
urbanas. Quando uma pessoa ou famlia 
tm um grande trabalho a realizar (plantio, colheita, 
roado, taipamento ou construo de uma 
casa), organizam um mutiro, isto , convocam 
os vizinhos para o trabalho, oferecendo-lhes alimento 
e uma festa no final. O beneficirio fica 
obrigado moralmente a corresponder a eventuais 
solicitaes semelhantes. 

MUTUAL CONVENANT. Expresso em ingls 
que significa "pacto de obrigao mtua". 

MUTUALISMO. Sistema de associaes econmicas 
e previdencirias autogeridas pelos trabalhadores. 
O mutualismo assistencialista j era 
praticado pelos artesos medievais por meio das 
corporaes de ofcios, que proviam de ajuda 
vivas, rfos e artesos impossibilitados de trabalhar. 
Essa prtica ampliou-se durante a Revoluo 
Industrial entre os primeiros contingentes 
de operrios, totalmente desprovidos de uma 
legislao trabalhista de proteo  sade,  velhice 
e ao desemprego e contra acidentes. As 
associaes operrias de socorro mtuo foram 
os primeiros organismos de aglutinao dos trabalhadores 
fabris na Europa, precedendo assim 
os sindicatos de classe. Elas existiram tambm 
no Brasil, no final do sculo XIX e comeo do 
sculo XX, criadas por artesos (pedreiros, carpinteiros, 
alfaiates, ferreiros) e pelos primeiros 
ncleos operrios dos principais centros urbanos, 
em boa parte formados por imigrantes europeus. 
A idia do mutualismo como reforma 
da sociedade capitalista est presente nas doutrinas 
dos primeiros pensadores socialistas, que 
propunham implantar uma sociedade igualitria 
a partir da criao de cooperativas de consumo 
e de produo controladas por artesos e 
operrios. 

MUTUAMENTE EXCLUSIVOS. Designao 
dada aos acontecimentos ou s alternativas de 
um mesmo acontecimento, tal que a realizao 
de um deles exclui a possibilidade da ocorrncia 
de qualquer um dos outros, dentro da mesma 
oportunidade ou tentativa. So tambm denominados 
incompatveis. 



MUTUANTE. Nos contratos de mtuo,  a parte 
que cede o objeto de emprstimo. 

MUTURIO. Nos contratos de mtuo,  a parte 
que recebe o objeto do emprstimo, responsabilizando-
se pela devoluo de outro objeto da 
mesma espcie e qualidade ao final do prazo 
contratado. 

MTUO, Contrato de (ou Emprstimo de Consumo). 
Contrato em que o mutuante cede determinado 
bem ao muturio, em troca de um 
pagamento mensal, anual ou de outra forma. O 
contrato de mtuo acontece com bens fungveis, 
isto , substituveis por outros bens da mesma 
qualidade e na mesma quantidade. 

MYRDAL, Gunnar Karl (1898-1987). Economista, 
socilogo e poltico sueco, especializado em 
estudos sobre populaes marginalizadas e pases 
subdesenvolvidos. Recebeu, juntamente com 

F.A. Hayek, o Prmio Nobel de Economia em 
1974. Myrdal est entre os principais representantes 
da escola econmica do equilbrio monetrio, 
que v nas taxas de juros o fator cujas 
variaes podem assegurar a igualdade da poupana 
e do investimento, criando em conseqncia 
uma situao de equilbrio. Em Monetary 
Equilibrium (Equilbrio Monetrio), 1931, desenvolveu 
a anlise das antecipaes e introduziu 
os conceitos ex-ante e ex-post, para distinguir, na 
anlise de um processo econmico delimitado 
no tempo, as aes projetadas no incio do perodo 
(ex-ante) e aquelas adotadas no fim do perodo 
(ex-post). Ao inserir a noo de tempo no 
centro do equilbrio monetrio, Myrdal obtm 
um conceito financeiro, o de rendimento do capital 
real. Para ele, existir equilbrio monetrio 
quando o conjunto dos lucros das diversas empresas 
provocar, durante o perodo, um montante 
de investimento que absorva o capital disponvel. 
Esse conceito compreende no apenas 
a poupana, mas tambm o acrscimo de valor 
do capital durante o perodo (ou sua reduo, 
em caso de perda) pelas previses exatas ou errneas 
dos empresrios. A partir desse raciocnio, 
Myrdal chega a uma definio dinmica da 
igualdade keynesiana entre poupana e investimento. 
Para ele, essa igualdade  temporalmente 
realizada, isto , ocorre entre um momento 
ex-ante e um momento ex-post. Se, no incio, 
a poupana  inferior ao investimento, ela aumentar 
no curso do perodo pelos lucros obtidos, 
se bem que, ex-post, "o montante do investimento 
absorver o capital disponvel". E, inversamente, 
se a poupana for superior ao investimento 
ex-ante, ela dever reduzir-se ao final. 
Ao estudar a economia dos pases subdesenvolvidos, 
Myrdal criou a teoria da causao 
circular, segundo a qual o crculo vicioso do atraso 
e da pobreza pode ser rompido pela aplicao 
planejada de reformas econmicas. Myrdal foi 
NACIONALISMO 

ministro do Comrcio da Sucia (1945-1947) e 
assessor econmico da ONU para a Europa 
(1947-1957). Entre outras obras, escreveu: Price 
Formation under Changeability (Formao do Preo 
sob Mudana), 1927; An American Dilema (Um 
Dilema Americano), 1944; Economy Theory and 
Underdeveloped Regions (Teoria Econmica e Regies 
Subdesenvolvidas), 1957; Value in Social 
Theory (Valor em Teoria Social), 1958; Beyond the 
Welfare State (Alm do Estado de Bem-Estar), 
1960; Challenge to Affluence (Desafio  Riqueza), 
1963; Asian Drama: An Inquiry into the Poverty of 
Nations (O Drama Asitico: Uma Investigao 
sobre a Pobreza das Naes), 1968; The Challenge 
of Word Poverty (Desafio da Pobreza Mundial), 
1970, e Against the Stream - Critical Essays in 
Economics (Contra a Corrente - Ensaios Crticos 
em Economia), 1973. 

MYRIAGRAMME. Termo em francs correspondente 
 antiga unidade de peso utilizada na 
Frana e equivalente a 1 decalitro de gua pura 
ou 10 kg.

 N 


NAO MAIS FAVORECIDA. Veja Clusula 
de Nao Mais Favorecida. 

NACIONALISMO. Doutrina que visa  afirmao 
nacional nos planos poltico, econmico e 
cultural. A origem do nacionalismo moderno 
est na formao dos Estados Nacionais no final 
da Idade Mdia. Tinha base tnico-cultural e sua 
contrapartida econmica era o mercantilismo 
praticado pelas monarquias absolutistas. Durante 
a Revoluo Industrial, a atitude nacionalista 
das grandes naes ou imprios burgueses cor-
respondeu aos interesses da expanso econmica 
imperialista, e no sculo XIX se exacerbou 
at o exagero chauvinista. Esse nacionalismo 
acentuou-se na disputa das potncias por novos 
mercados, atingindo seu apogeu com a ecloso 
da Primeira Guerra Mundial e o surgimento do 
nazi-fascismo.Outra variante do nacionalismo 
desenvolveu-se aps a Segunda Guerra Mundial 
entre as economias perifricas, envolvendo asnaes colonizadas da sia e da frica e encontrando 
tambm ressonncia na poltica populista 
da Amrica Latina. Esse novo nacionalismo afirma 
seu compromisso no com o passado, mas 
com a construo do futuro poltico-econmico 
das jovens naes. Defende a nacionalizao das 



NACIONALIZAO 

riquezas naturais e a construo da economia 
sob a gide do Estado, visto como encarnao 
das aspiraes nacionais. Nesse sentido, combate 
a poltica imperialista das grandes naes industrializadas, 
a ao dos monoplios multinacionais, 
a dependncia financeira e tecnolgica 
do Terceiro Mundo. A partir dos anos 60, a questo 
nacional tornou-se elemento de preocupao, 
fundamentalmente dos movimentos populares 
e revolucionrios de cunho socialista. Veja 
tambm Estados Nacionais. 

NACIONALIZAO. Transferncia de uma 
empresa de propriedade particular para a propriedade 
ou controle do Estado. Em geral, as 
constituies dos pases capitalistas delimitam 
as condies em que a nacionalizao pode ser 
feita, procurando dessa forma resguardar a iniciativa 
privada, como principal interessada no 
controle do processo produtivo. Esse procedimento 
tem sido empregado em todos os pases 
que empreenderam a revoluo socialista, em 
que o Estado se tornou o principal controlador 
e proprietrio dos meios de produo. No Brasil, 
usa-se de preferncia o termo estatizao com 

o significado de nacionalizao, enquanto esta 
ltima expresso serve para designar a encampao, 
pelo Estado, de uma empresa estrangeira. 
So inmeras as razes que justificam a nacionalizao 
de empresas particulares pelo Estado: 
para garantir a eficincia produtiva de uma empresa 
em dificuldades financeiras; para conter 
crises setoriais, por questes de segurana nacional, 
no sentido de evitar a expanso do capital 
estrangeiro no pas; para assegurar recursos ao 
Estado; para proporcionar melhor atendimento 
ao pblico, quando se trata de empresas de servios, 
ou ainda no caso de empreendimentos 
que no apresentam um rendimento imediato 
aos empresrios privados. Os setores mais atingidos 
pelas nacionalizaes so os de servios 
(sade, educao, comunicaes, transportes, 
bancos), no caso de pases altamente desenvolvidos, 
enquanto nos pases subdesenvolvidos as 
nacionalizaes tm ocorrido nos setores bsicos 
da economia: siderurgia, minerao, extrao 
petrolfera. Veja tambm Socialismo. 
NADER, Ralph (1934- ). Advogado norte-americano 
e lder de movimentos de defesa do consumidor 
nos Estados Unidos. O sucesso de seu 
livro Inseguro a Qualquer Velocidade (1965), uma 
crtica aos padres de segurana da indstria 
automobilstica, deu-lhe amplo apoio para conduzir 
investigaes em outras reas de interesse 
pblico, como: uso de aditivos qumicos em alimentos, 
vazamento de aparelhos de raios X e 
funcionamento de agncias do governo. Seu trabalho 
deu origem a investigaes e impulsionou 

o desenvolvimento da legislao de defesa dos 
consumidores nos Estados Unidos, alm de incentivar 
a formao de movimentos semelhantes 
em outros pases. Veja tambm: Consumidor, 
Defesa do. 

NAFTA. Iniciais de North American Free Trade 
Agrement (Tratado Norte-Americano de Livre-
Comrcio), o Nafta  a ampliao do acordo de 
livre-comrcio j existente entre os Estados Unidos 
e o Canad desde 1989, agora incluindo o 
Mxico. O acordo entrou em vigor a partir de 
janeiro de 1994 e prev a eliminao de tarifas 
alfandegrias entre os trs pases num perodo 
de quinze anos, embora cinqenta das barreiras 
existentes tenham sido eliminadas logo no incio 
de 1994. O acordo significa a integrao dos mercados 
dos trs pases que, em 1993, representavam 
um PIB de aproximadamente 7 trilhes 
de dlares e uma populao de quase 400 
milhes de habitantes. Para atenuar eventuais 
prejuzos setoriais que o acordo possa trazer, 
especialmente no mbito do desemprego, foram 
criados organismos complementares como o 
Banco Norte-Americano de Desenvolvimento, a 
fim de emprestar recursos para regies e/ou atividades 
que venham a sofrer crises originadas 
pelo acordo. O Nafta constitui o maior mercado 
integrado mundial, e, em certa medida,  uma 
resposta ao Tratado de Maastricht sobre a integrao 
europia. O Brasil pode ser afetado em 
suas exportaes na medida em que a competitividade 
do Mxico em artigos como txteis, 
suco de laranja e outros produtos aumente em 
virtude da eliminao das tarifas alfandegrias 
para a entrada no mercado interno dos Estados 
Unidos. 

NAIRA. Unidade monetria da Nigria. Submltiplo: 
kobo. 

NAISHOKU. Nos tempos feudais, no Japo, denominava-
se naishoku o trabalho complementar 
(colateral) realizado por um samurai ou um rnin, 
isto , o samurai que por alguma razo no 
estava a servio de um senhor feudal. Hoje o 
termo designa o trabalho por pea feito em casa 
- geralmente pela dona de casa (mulher) - 
para complementar o oramento domstico. 

NO-VIESADO. Isento de vis ou vcio. Tambm 
se denomina no-viciado e imparcial. 

NASH, JOHN. Prmio Nobel em Economia de 
1994, em conjunto com John Harsanyi e Reinhard 
Selten, por seus trabalhos sobre a Teoria 
dos Jogos. Veja tambm Equilbrio de Nash; 
Teoria dos Jogos. 

NATALIDADE. Relao entre o nmero de nascidos 
vivos em determinado perodo e o total 
da populao residente. Esse valor (geralmente 
calculado para cada mil pessoas)  denominado 



coeficiente geral de natalidade ou taxa bruta de natalidade. 
Como, nas ltimas dcadas, diminuiu 
consideravelmente o fluxo da migrao internacional, 
o tamanho das populaes passou a ser 
diretamente influenciado pela diferena entre os 
nascimentos e os bitos. O estudo da natalidade 
est associado ao ndice de fertilidade ou fecundidade, 
isto , o nvel efetivo de reproduo da 
populao, que  calculado para cada grupo de 
mil mulheres com idades entre 15 e 50 anos. O 
nmero de filhos que um casal tem ou espera 
ter costuma variar segundo fatores como grau 
de instruo, nvel de renda, tipo de ocupao, 
religio e acesso aos meios de comunicao de 
massa. Observa-se que as pessoas com baixo nvel 
de renda e pouca instruo costumam ter 
ou desejar um maior nmero de filhos, assim 
como aquelas de origem rural e com ocupaes 
manuais pouco especializadas. Nos pases que 
acusaram um processo interno de urbanizao, 
como o Brasil, as taxas de natalidade sofreram 
acentuado declnio.Veja tambm Demografia; 
Poltica Populacional. 

NATURA NON FACIT SALTUM. Expresso latina 
que significa que o desenvolvimento dos 
processos na natureza ocorre de maneira evolutiva, 
isto , sem rupturas ou mudanas bruscas. 
Aplicada  economia e aos negcios, geralmente 
designa processos que devem se desenvolver 
pouco a pouco, sem queimar etapas. 

NAVIGATION ACT. Veja Ato de Navegao. 

NAVIO NEGREIRO. Navios que transportavampara o Brasil escravos capturados na frica. Este 
trfico constituiu um rendoso negcio para portugueses, 
franceses, ingleses e armadores de outras 
nacionalidades, at que, com a aprovao 
pelo Parlamento ingls do Bill Aberden, em 
1845, ele passou a ser reprimido pela Marinha 
inglesa (inclusive em guas territoriais brasileiras 
e mesmo em seus portos), sendo finalmente 
proibido em 1850 pelo Brasil pela promulgao 
da Lei Eusbio de Queirz. Veja tambm Lei 
Aberdeen; Trfico de Escravos. 

NAZISMO. Doutrina do Partido Nacional Socialista 
dos Trabalhadores Alemes, dirigido por 
Adolf Hitler entre 1921 e 1945. Verso alem do 
fascismo, proclamava a superioridade da raa 
ariana, defendia a supremacia da Alemanha, 
pregava o anti-semitismo e o anticomunismo e 
condenava o liberalismo poltico e econmico. 
Partidrios incondicionais da interveno do Estado 
na economia, os nazistas defendiam a participao 
estatal nos lucros dos grandes monoplios. 
No governo, desenvolveram um intenso 
programa de reativao da produo nacional, 
com base no armamentismo, o que se adequava 
s aspiraes expansionistas. Para chegar ao po-

NECKER, Jacques 

der, o nazismo teve como principal base de 
apoio a classe mdia pauperizada pela crise econmica 
que assolava a Europa (especialmente a 
Alemanha humilhada pelos vencedores da Primeira 
Guerra Mundial) e os pequenos e mdios 
proprietrios rurais e urbanos, temerosos de 
uma revoluo socialista. Os objetivos do nazismo 
tambm se ajustavam aos interesses do grande 
capital financeiro e industrial alemo, beneficiado 
com o programa armamentista e com a 
militarizao e frrea disciplina dos trabalhadores 
alemes, aps o esmagamento de todo o movimento 
sindical oposicionista. 

NECESSIDADE. Exigncia individual ou social 
que deve ser satisfeita por meio do consumo de 
bens e servios. Para viver e reproduzir-se, o 
homem tem necessidades ligadas a alimentao, 
vesturio, moradia, educao e lazer. Algumas 
dessas necessidades (como a de alimentar-se) 
so de origem natural e biolgica, enquanto outras 
so determinadas pela sociedade (como a 
educao). O meio social atua sobre as necessidades 
biolgicas: a forma de atender  necessidade 
de comer, por exemplo,  dada socialmente 
pela tradio de hbitos alimentares. A necessidade 
de lazer, embora no se coloque de forma 
crucial como a alimentao, foi adquirida historicamente 
e corresponde  prpria natureza 
ldica dos indivduos. H ainda necessidades 
individuais impostas pela ocupao e pela camada 
social a que pertence o indivduo. De 
modo geral, para sobreviver biolgica e socialmente 
o homem precisa de coisas to diversas 
como po, carne, casa, roupas, escolas, hospitais, 
nibus, navios e trens. Essas coisas em economia 
so chamadas bens, e so produzidas socialmente 
pelo conjunto dos homens, por meio de seu 
trabalho, em relao com a natureza. A satisfao 
das necessidades sociais no  algo natural 
e imediato, como ocorre em relao ao ar que 
se respira. Essa satisfao depende em primeiro 
lugar da existncia de bens, que podem ser 
abundantes ou escassos para todos ou para alguns. 
O que determina isso  o nvel de desenvolvimento 
de uma sociedade e a forma como 
 distribuda a riqueza social produzida pelo 
conjunto da populao. Veja tambm Abundancismo; 
Economia do Bem-Estar; Escassez. 

NECKER, Jacques (1732-1804). Economista, poltico 
e banqueiro francs. Ministro das Finanas 
de Lus XIV, fez um plano de reformas econmicas 
e financeiras com concesses  burguesia, 
j nos ltimos tempos da monarquia. Sua popularidade 
junto s massas parisienses levantou 
contra ele a desconfiana da nobreza e do clero, 
levando-o  renncia em 1790. Publicou obras 
sobre poltica financeira, como Elogio de Colbert 
e Ensaio sobre a Legislao e o Comrcio de Cereais, 
ambas de 1775. 



NEGATIVE COVENANT 

NEGATIVE COVENANT. Expresso em ingls 
que significa, num acordo de endividamento, 
aquilo que a parte devedora no poder fazer 
ou dever se abster de fazer. 

NEGATIVE GOOD WILL. Expresso em ingls 
que significa, literalmente, "boa vontade negativa", 
isto , quando uma empresa, mediante 
suas atitudes, comportamentos, produtos, em 
vez de adquirir uma imagem junto ao pblico 
que promova a expanso de suas atividades, 
provoca o efeito contrrio, ou seja, adquire uma 
imagem negativa junto ao pblico em geral e 
ao consumidor de seus produtos. Por exemplo, 
uma empresa que produz artigos ornamentais 
com peles de animais em extino. 

NEGENTROPIA. Veja Entropia. 

NEGOCIAES COLETIVAS DE TRABALHO. 
Negociaes diretas entre patres e empregados, 
representados por suas respectivas 
entidades de classe, em torno de aumentos salariais, 
condies de trabalho, benefcios sociais 
e jornada de trabalho. O resultado dessas negociaes 
so as convenes coletivas ou acordos 
coletivos de trabalho, contratos que tm vigncia 
por um perodo determinado, geralmente um 
ano. As primeiras negociaes coletivas ocorreram 
na Inglaterra, antes mesmo da Revoluo 
Industrial, sem nenhuma regulamentao oficial 
ou envolvimento do governo. S no comeo do 
sculo XX as negociaes coletivas passaram a 
ser regidas por lei na Holanda, na Frana e na 
Alemanha. No Brasil, a partir de 1930, com a 
criao do Ministrio do Trabalho, Indstria e 
Comrcio, o Estado passou a administrar e disciplinar 
todos os conflitos ocorridos nas relaes 
entre trabalho e capital, limitando o espao de 
realizao das negociaes entre as duas partes. 
Por isso, tem sido freqente, no movimento sindical 
brasileiro, a defesa do princpio das negociaes 
coletivas livres e diretas, sem a tutela 
do Estado. Veja tambm Sindicalismo; Sindicato. 

NEGCIO DIRETO. Transao de aes ou ttulos 
em que a mesma corretora  a intermediria 
na compra e na venda do mesmo lote. 
Outras corretoras podem participar do negcio 
direto, comprando a preos mais elevados ou 
vendendo a preos mais baixos. 

NEGOTIORUM GESTIO. Expresso em latim 
que significa a gesto de negcios alheios, intencionalmente 
dirigidos em benefcio de seu 
dono, sem autorizao, no entanto, ou mandato 
deste. 

NEGRO LADINO. Veja Meia Sisa. 

NENKO. Termo em japons que significa um 
sistema de salrios baseado na antiguidade (senioridade) 
dos empregados. 

NEOCAPITALISMO. Designao dada por alguns 
autores ao capitalismo dos pases altamente 
industrializados na atualidade, caracterizado 
pela aplicao de medidas que visam ao bem-
estar social. Corresponderia, por exemplo, ao 
perfil do Novo Estado Industrial traado por J.K. 
Galbraith, ou ao Estado do Bem-Estar Democrtico 
analisado por Gunnar Myrdal. No plano real, o 
exemplo mais acabado de neocapitalismo est 
nas social-democracias europias e na sociedade 
norte-americana. O conceito de neocapitalismo 
parte de uma comparao histrica. O capitalismo 
liberal do sculo XIX baseava-se na concorrncia 
entre empresas dirigidas por seus proprietrios 
e na interao relativamente livre entre 
demanda, oferta e preos. O capitalismo moderno 
ou neocapitalismo, por sua vez, tem sua 
base na grande empresa oligoplica, que muitas 
vezes atua em vrios setores da produo e cuja 
direo  exercida por profissionais. Na expresso 
de Galbraith, essa nova realidade capitalista 
define-se a partir da formao de grandes blocos 
de poder - grandes empresas, sindicatos, consumidores 
e Estado -, cada um deles atuando 
como um poder compensador (countervailing power) 
para corrigir os desequilbrios do sistema. 
Os tericos do neocapitalismo caracterizam-no 
de formas diferentes, enfatizando um dos seguintes 
aspectos: 1) Planejamento.  o aspecto 
dominante, na teoria de Galbraith. Para ele, o 
planejamento ocorre no mbito da empresa e 
do Estado. A empresa regula as aes espontneas 
do mercado por meio de preos administrados 
e do controle da quantidade de bens produzidos. 
Alm disso, induz  criao de novas 
necessidades por intermdio dos mecanismos de 
propaganda. Nesse contexto, processa-se uma 
nova competio (a competio baseada em preos 
tornar-se-ia secundria), fundamentada na 
qualidade e na inovao. 2) Capitalismo popular. 
Teoria de Massimo Salvadori, que considera o 
aspecto mais marcante do capitalismo contemporneo 
a difuso da propriedade, graas  existncia 
de um grande nmero de pequenos acionistas, 
particularmente nos Estados Unidos e no 
Japo. Para ele, os Estados Unidos, com seus 30 
milhes de acionistas (1970), tenderiam a tornar-
se uma sociedade formada basicamente por 
capitalistas. 3) Corporao generosa. A ampla difuso 
das sociedades annimas resultaria na 
perda do controle das empresas por seus proprietrios 
(acionistas), na medida em que estes 
entregam essa funo a especialistas (gerentes, 
executivos), que exerceriam o verdadeiro poder 
de direo e conduo da empresa. Essa questo 
foi abordada por A.A. Berle e G.C. Means em 

A Moderna Sociedade Annima e a Propriedade Privada 
(1932). Em A Revoluo Capitalista do Sculo 
Vinte (1955), Berle tambm procurou mostrar 
que haveria um esprito pblico dos gerentes 
das empresas. E Carl Kaysen afirma que a gran




de corporao no teria avidez de lucros, mas 
se caracterizava pela generosidade. 4) Intervencionismo 
Estatal. Contrariando a tese de uma estabilidade 
gerada pelo monoplio, John Strachey 
afirma que os oligoplios tenderiam a desenvolver 
mais instabilidade e uma desigualdade 
mais extrema, o que seria revertido pela ao 
do Estado no mbito da economia, como agente 
promotor de um eficiente sistema previdencirio. 
Alm disso, salientou o papel do Estado 
como consumidor, particularmente no setor de 
armamentos. No mbito do pensamento marxista, 
o enfoque dado ao capitalismo contemporneo 
limita-se  anlise de seu carter monopolista, 
seu aspecto internacional voltado para a 
acumulao de mais-valia e o domnio dos mercados 
consumidores internacionais. Salienta-se 
ainda a relao entre os oligoplios e o Estado. 
Destacam-se as obras de Paul Sweezy e Paul 
Baran sobre o capitalismo norte-americano, as 
anlises de Ernest Mandel (Capitalismo Tardio) e 
Andr Gorz. No livro Neocapitalismo e Estratgia 
Operria, Gorz discute os objetivos da luta pelo 
socialismo na moderna sociedade industrial, na 
qual os trabalhadores j teriam superado a fase 
da luta pela sobrevivncia e, de certa maneira, 
participariam do consumo dos bens e servios 
suprfluos criados pelo capitalismo. Veja tambm 
Capitalismo. 

NEOCOLONIALISMO. Conjunto de relaes 
econmicas, polticas e culturais que mantmgrande nmero de ex-colnias da frica e da sia 
dependentes de suas ex-metrpoles ou de outras 
naes industrializadas. O termo passou a ser 
usado depois da Segunda Guerra Mundial, 
quando se intensificou o processo de descolonizao 
da frica, mas  empregado tambm 
para caracterizar os laos de subordinao econmica 
do conjunto de pases da frica, sia e 
Amrica Latina em relao aos pases ricos. Nesse 
aspecto, a questo do neocolonialismo liga-se 
 do subdesenvolvimento e ao processo internacional 
de diviso social do trabalho, que coloca 
em nvel de desigualdade os pases dos hemisfrios 
norte e sul. Veja tambm Colonialismo; 
Dependncia. 

NEOKEYNESIANO. Pensamento desenvolvido 
tomando-se por base as obras de John Maynard 
Keynes, especialmente a partir da formulao 
dada por Alvin Hansen e John Hicks e denominada 
genericamente Curvas IS-LM. Teve grande 
influncia na poltica econmica dos anos 60, 
especialmente durante o governo de John Kennedy, 
cujo conselho de assessores econmicos 
era composto por economistas desta linha de 
pensamento. Os acontecimentos da dcada seguinte, 
inflao acentuada acompanhada de recesso, 
enfraqueceram esta abordagem que tinha 
como um dos principais elementos de sus-

NEOMALTHUSIANISMO 

tentao o intervencionismo, os gastos pblicos, 
mesmo com a gerao de dficits, para a expanso 
da renda e da produo. Veja tambm Curvas 
IS-LM; Keynes, John Maynard; Nova Economia 
Clssica. 

NEOLIBERAL. Veja Neoliberalismo. 

NEOLIBERALISMO. Doutrina poltico-econmica 
que representa uma tentativa de adaptar 
os princpios do liberalismo econmico s condies 
do capitalismo moderno. Estruturou-se 
no final da dcada de 30 por meio das obras do 
norte-americano Walter Lippmann, dos franceses 
Jacques Rueff, Maurice Allais e L. Baudin e 
dos alemes Walter Eucken, W. Rpke, A. Rstow 
e Mller-Armack. Como a escola liberal 
clssica, os neoliberais acreditam que a vida econmica 
 regida por uma ordem natural formada 
a partir das livres decises individuais e cuja 
mola-mestra  o mecanismo dos preos. Entretanto, 
defendem o disciplinamento da economia 
de mercado, no para asfixi-la, mas para garantir-
lhe sobrevivncia, pois, ao contrrio dos 
antigos liberais, no acreditam na autodisciplina 
espontnea do sistema. Assim, por exemplo, 
para que o mecanismo de preos exista ou se 
torne possvel,  imprescindvel assegurar a estabilidade 
financeira e monetria: sem isso, o 
movimento dos preos tornar-se-ia viciado. O 
disciplinamento da ordem econmica seria feito 
pelo Estado, para combater os excessos da livre-
concorrncia, e pela criao dos chamados 
mercados concorrenciais, do tipo do Mercado 
Comum Europeu. Alguns adeptos do neoliberalismo 
pregam a defesa da pequena empresa 
e o combate aos grandes monoplios, na linha 
das leis antitrustes dos Estados Unidos. No plano 
social, o neoliberalismo defende a limitao 
da herana e das grandes fortunas e o estabelecimento 
de condies de igualdade que possibilitem 
a concorrncia. Atualmente, o termo 
vem sendo aplicado queles que defendem a livre 
atuao das foras de mercado, o trmino 
do intervencionismo do Estado, a privatizao 
das empresas estatais e at mesmo de alguns 
servios pblicos essenciais, a abertura da economia 
e sua integrao mais intensa no mercado 
mundial. Veja tambm Capitalismo; Liberalismo. 

NEOLUDITAS. Veja Luditas. 

NEOMALTHUSIANISMO. Teoria demogrfica 
que prope o controle da natalidade como 
um dos requisitos fundamentais do desenvolvimento 
econmico. Retomando a tese de Thomas 
Malthus de que a populao cresceria em 
progresso geomtrica e a quantidade de alimentos 
em progresso aritmtica, seus defensores 
viram em uma poltica rigorosa de limitao 
de natalidade o recurso bsico para evitar: 1) o 
empobrecimento per capita e global da popula




NEOQUANTITATIVISTAS 

o, uma vez que o nmero de consumidores 
aumentaria em propores sempre superiores 
ao produto nacional; 2) a relao desfavorvel 
entre a populao global (crianas, adultos e idosos) 
e sua parcela economicamente ativa; 3) a 
expanso do fator fora de trabalho em detrimento 
da formao de capital, decisiva para o 
progresso tecnolgico; 4) deteriorao ecolgica, 
isto , a destruio do meio ambiente e o esgotamento 
dos recursos no renovveis do planeta. 
Como observaram os crticos dessa teoria, algumas 
teses neomalthusianas simplesmente no tiveram 
confirmao emprica. Por exemplo, no 
decorrer dos anos 50, 60 e 70, a renda per capita 
aumentou na maioria dos pases, inclusive nos 
subdesenvolvidos. Era reafirmada a relao positiva 
entre o dinamismo da economia e o crescimento 
populacional, pois dele dependem o tamanho 
do mercado interno e a viabilidade das 
modernas tcnicas de produo em massa. A 
maioria das crticas salientou a opo, explcita 
ou implcita, do neomalthusianismo pelo modelo 
vigente de relao entre os pases ricos e 
pobres. A nfase no controle da natalidade, em 
detrimento das reformas estruturais, viria reforar 
a hegemonia das reas industrializadas sobre 
as regies do Terceiro Mundo, produtoras de 
matrias-primas e possuidoras de mo-de-obra 
barata. Mesmo as teses neomalthusianas de 
maior sofisticao, ligadas  qualidade de vida 
e  preservao do equilbrio ecolgico, teriam 
como pressuposto a imutabilidade das atuais caractersticas 
da atividade econmica, em escala 
mundial. Ao contrrio, j haveria recursos cientficos 
e tecnolgicos  disposio da humanidade 
para implementar um modelo alternativo 
de desenvolvimento, preservador do meio ambiente 
a partir do controle sobre os mtodos de 
produo, e no apenas a partir do controle do 
nmero de seres humanos.Veja tambm Auto-
mao; Gorz, Andr; Malthus, Thomas Robert. 

NEOQUANTITATIVISTAS. Denominao dada 
 corrente de economistas liderada por Milton 
Friedman que tentou reabilitar a teoria quantitativa 
do valor da moeda. Veja tambm Friedman, 
Milton; Teoria Quantitativa do Valor da 
Moeda. 

NEOLTICA, Revoluo. Veja Pr-Histria. 

NEP - Nova Poltica Econmica. Programa de 
desenvolvimento da economia, com relativa liberalizao, 
adotado pelo governo da Unio Sovitica 
entre 1921 e 1928. Tinha como objetivo 
recuperar a economia nacional devastada pela 
guerra e aliviar enormes tenses raciais decorrentes 
da aplicao do "comunismo de guerra" 
nos anos anteriores, quando o Estado assumiu 
de forma absoluta o controle de toda a produo 
do pas para fazer frente  guerra civil e  invaso 
estrangeira. Com a NEP, o comrcio in


terno foi liberado, permitiu-se o funcionamento 
de pequenas e mdias empresas privadas, estimularam-
se os investimentos estrangeiros, instituiu-
se o pagamento de horas extras e de prmios 
aos trabalhadores e criou-se o imposto sobre 
propriedades urbanas. Isso possibilitou uma 
rpida recuperao da economia do pas, mas 
tambm provocou o desenvolvimento de segmentos 
sociais enriquecidos, como  o caso dos 
kulaks (camponeses ricos). Gerou tambm, no 
plano da liderana comunista, graves divergncias 
poltico-ideolgicas. A NEP foi abolida em 
1929, quando se iniciaram os Planos Qinqenais. 
Veja tambm Comunismo de Guerra; Planificao; 
Planos Qinqenais. 

NEPERIANO. Veja Logaritmo Natural. 

NEPOTISMO. Prtica administrativa que consiste 
no favorecimento de parentes e amigos com 
empregos, ttulos ou honrarias. Constitui ato de 
corrupo e abuso de poder, seja na esfera pblica 
ou privada. O termo  de origem eclesistica: 
amplamente utilizado por papas no decorrer 
dos sculos XV e XVI, o nepotismo foi expressamente 
condenado pela Igreja Catlica em 
1692. Constitui no Brasil quase uma norma administrativa, 
sob o argumento de que ningum 
mais do que seus parentes e sua famlia merece 
a confiana de um dirigente poltico, especialmente 
no preenchimento dos denominados 
"cargos de confiana". 

NET PRESENT VALUE. Veja Valor Presente 
Lquido. 

NET PRESENT VALUE RULE. Veja Regra do 
Valor Presente Lquido. 

NET REGISTER TONNAGE. Expresso em 
ingls que significa "tonelagem lquida de registro". 


NET TON. Expresso em ingls que significa 
"tonelada lquida" ou o equivalente a 2 mil libras 
(peso). 

NEUMANN, Johannes von (1903-1957). Matemtico 
hngaro radicado nos Estados Unidos, 
foi quem fez a primeira axiomatizao dos espaos 
de Hilbert, dando-lhes uma forma altamente 
abstrata. Notabilizou-se por introduzir os 
espaos de Hilbert na mecnica quntica e por 
criar a teoria dos jogos. Destacou-se tambm no 
campo da teoria e projetos de computadores. 
Escreveu Fundamentos Matemticos da Mecnica 
Quntica (1932) e Teoria dos Jogos e do Comportamento 
Econmico (1944), em colaborao com Oskar 
Morgenstern. Veja tambm Mtodo Monte 
Carlo; Teoria dos Jogos. 

NEW DEAL. Programa econmico adotado em 
1933 pelo presidente norte-americano Franklin 



NEW LENARK 

Roosevelt para combater os efeitos da Grande 
Depresso e refazer a prosperidade do pas. O 
New Deal (Nova Poltica) seguiu, na prtica, os 
ensinamentos que a reflexo terica de Keynes 
produziria: baseou-se na interveno do Estado 
no processo produtivo, por meio de um audacioso 
plano de obras pblicas, com o objetivo 
de atingir o pleno emprego, o que contradizia 
toda a tradio liberal dos Estados Unidos. Dentro 
dessa orientao intervencionista, Roosevelt, 
segundo suas prprias palavras, decidiu enfrentar 
o problema da crise como se enfrenta uma 
guerra. Comeou pelo controle do sistema financeiro 
do pas, decretou o embargo do ouro 
e desvalorizou o dlar para favorecer as exportaes. 
A nova poltica estendeu-se a todos os 
campos da atividade econmica. O incremento 
 produo industrial foi regulamentado pelo 
National Industrial Recovering Act - Nira (Lei 
de Recuperao da Indstria Nacional), que redefiniu 
tambm as relaes entre patres e empregados 
e estabeleceu o sistema de previdncia 
social. Juntamente com o Nira, foi criada a National 
Recovery Administration (Administrao 
de Recuperao Nacional), encarregada da aplicao 
e controle do programa industrial do governo. 
Esse rgo estatal induzia os empresrios 
a estabelecer entre si acordos sobre preos, salrios 
e programas de produo, visando  racionalizao 
da economia. Os empresrios que 
oferecessem resistncia  orientao dada poderiam 
ter suas licenas cassadas. O controle estendeu-
se  Bolsa de Valores e  subscrio das 
sociedades annimas. Objetivando conseguir recursos 
para o Estado e redistribuir a renda, instaurou-
se uma sobretaxa progressiva de 31% 
para as rendas anuais acima de 50 mil dlares 
e at de 75% para as que iam alm de 5 milhes 
de dlares. O National Industrial Recovery Act 
determinou a reduo das horas de trabalho sem 
diminuio do salrio, procurando assim levar 
a uma maior absoro da mo-de-obra desempregada. 
Foi criado um salrio mnimo nacional 
e decretada a liberdade de organizao sindical 
e a conveno coletiva de trabalho. Instituiu-se 

o seguro social, em parte financiado pelos patres. 
Para reanimar a construo civil e combater 
o desemprego, criou-se o programa da casa 
prpria e aplicaram-se 500 milhes de dlares 
nos projetos do Civilian Conservation Corps, 
voltado para o reflorestamento e o combate a 
incndios e inundaes. Foi abolida a Lei Seca 
e incentivada a produo de vinho e cerveja. A 
poltica agrcola foi regulamentada pelo Agriculture 
Adjustement Act (AAA). O governo assumiu 
as dvidas dos pequenos proprietrios e 
ofereceu facilidades de crditos e prmios para 
os fazendeiros que se engajassem nas metas governamentais, 
comprometendo-se a comprar os 
produtos estocados. Processou-se tambm a eletrificao 
rural e muitos agricultores foram 
transferidos para reas mais produtivas. A execuo 
do New Deal contou com uma forte oposio 
dos industriais e dos setores conservadores 
da sociedade norte-americana, que denunciavam 
a interveno do Estado na economia como 
um processo de socializao da vida nacional. 
No entanto, foi o programa de Roosevelt que 
fortaleceu e consolidou o sistema capitalista no 
pas. Nos anos de sua aplicao, o grande capital 
passou por um intenso processo de desenvolvimento 
e concentrao, enquanto as pequenas 
empresas eram eliminadas ou absorvidas. No 
final da dcada de 30, trs companhias produziram 
80% dos automveis do pas, enquanto 
outras trs eram responsveis pela produo de 
60% do ao. Veja tambm Crise; Depresso Econmica; 
Dirigismo; Keynesianismo; Poltica 
Econmica; Roosevelt, Franklin Delano. 

NEW ECONOMICS (Nova Economia). Termo 
empregado nos Estados Unidos para designar 
a interveno do Estado na economia com o objetivo 
de acelerar o crescimento econmico mediante 
o remanejamento dos recursos oramentrios. 
Consiste no esforo governamental para 
eliminar a diferena entre o Produto Nacional 
Bruto efetivo e o Produto Nacional Bruto potencial. 
O xito nas medidas adotadas no desempenho 
da economia tem em vista um nvel 
ideal de pleno emprego. Segundo os pressupostos 
da nova economia, ocorre uma situao de 
pleno emprego quando o desemprego se situa 
por volta de 4%; baixos nveis de desemprego 
resultam num crescimento real menor e provocam 
elevadas taxas de inflao. Por isso, o resultado 
positivo das medidas adotadas decorre 
da capacidade de previso e de controle por parte 
dos economistas governamentais, pois, muitas 
vezes, as diretrizes econmicas executadas 
geram tantos problemas quanto os que pretendiam 
resolver. 

NEW HARMONY. Pequena cidade do Estado 
de Indiana (EUA) onde foram criadas, no incio 
do sculo XIX, duas comunas cooperativas organizadas 
segundo as idias de Robert Owen. 
Em 1814, George Rapp, lder da Harmony Society, 
fundou a primeira Harmony. Dez anos 
mais tarde, foi vendida a Robert Owen e rebatizada 
New Harmony. Centro cultural e cientfico 
durante certo tempo, foi extinta em 1828. 
Veja tambm Owen, Robert. 

NEW LENARK. Nome de uma cidade txtil localizada 
perto de Glasgow, na Esccia, onde Robert 
Owen estabeleceu suas fbricas de algodo. 
Na poca, foi considerada uma comunidade-
modelo, onde os salrios e condies de trabalho 
eram bem superiores s existentes no resto da 
Inglaterra. Em New Lenark, o empresrio recebia 
um retorno modesto pelo seu capital, isto 
, sua taxa de lucro era relativamente baixa, mas 



NEW MONEY BOND 

em compensao os salrios dos trabalhadores 
eram mais elevados, o que se traduzia tambm 
por um melhor nvel de vida na comunidade 
onde a fbrica estava localizada. Veja tambm 

New Harmony. 

NEW MONEY BOND. Veja Plano Brady; TJLP. 

NEW YORK CURB EXCHANGE. Veja Curb 
Market. 

NEW YORK STOCK EXCHANGE. A maior Bolsa 
de Valores do mundo. Situa-se na Wall Street, 
em Nova York, e negocia aes das principais 
empresas dos Estados Unidos e do mundo, reunindo 
mais de mil ttulos diferentes. Veja tambm 
American Stock Exchange; Dow-Jones(ndice). 

NEW YORK TIMES BUSINESS INDEX. Semanalmente, 
o jornal The New York Times publica 
ndices sobre a atividade dos negcios em seucaderno de negcios e finanas.  um ndice 
composto e ponderado pelos ndices mais importantes 
disponveis semanalmente no pas. 
Existem cinco componentes principais: fretes, 
produo siderrgica, produo de energia eltrica, 
produo de papelo (paperboard) e produo 
de madeira (lumber). Tratando-se de um 
ndice de atividade econmica de volume, aplicam-
se a ele as variaes estacionais, exceto para 

o caso da produo siderrgica. Os dados para 
cada um dos componentes aparecem diariamente 
e so compostos para formar quadros estatsticos 
mais amplos, semanalmente no domingo. 
Este ndice vem sendo publicado pelo New 
York Times desde janeiro de 1929. 
NFSP. Iniciais de "necessidade de financiamento 
do setor pblico". Veja tambm Dficit. 

NGUI. Veja Cuacha. 

NGULTRUN. Unidade monetria do Buto. 
Submltiplo: cheturn. 

NICHO. O termo pode designar uma faixa de 
mercado ocupada por uma empresa em sua estratgia 
empresarial, como tambm decidir oferecer 
um nmero restrito de bens e servios na 
rea geogrfica na qual opera. 

NICOLAU. Denominao popular das moedas 
de 100 ris, originada no metal - nquel - da 
qual elas eram fabricadas no Brasil. 

NICs. Iniciais da expresso inglesa new industrialized 
countries, isto , pases que se industrializaram 
depois da Segunda Guerra Mundial e 
que adotaram uma agressiva poltica de exportaes 
de manufaturados e mantiveram, nos ltimos 
tempos, elevadas taxas de crescimento 
econmico. Entre esses pases destacam-se Taiwan, 
Coria do Sul, Cingapura e Hong-Kong. 

Durante os anos 70, pases como o Brasil e o 
Mxico tambm poderiam ser considerados 
NICs. Atualmente, esta expresso foi modificada 
para NIE (new industrialized economies) e se 
refere mais diretamente aos pases asiticos antes 
mencionados. Esses pases, pela sua agressividade 
no comrcio internacional e por suas 
elevadas taxas de crescimento, forem tambm 
denominados Tigres Asiticos, ou DAEs, iniciais 
de dynamic asian economies. 

NIE. Veja NICs. 

NIFO. Expresso composta das iniciais de next 
in, first out, que, no processo de controle e avaliao 
de estoques, significa que o prximo a 
entrar  o primeiro a sair. O critrio  utilizado 
quando, na determinao dos custos dos primeiros 
estoques a serem vendidos, leva-se em 
considerao o preo de reposio dos mesmos. 

NIFTY-FIFTY. Termo em ingls surgido durante 
o final dos anos 60 e incio dos 70 para designar 
as aes de rpida valorizao e que eram 
compradas por "qualquer preo" para que o 
comprador tivesse o privilgio de possu-las, 
como da Xerox, da Polaroid, da IBM ou da Coca-
Cola. 

NIHON BEKI SHINKKAI. Veja Jetro. 

NIHON KEIEISHA DANTAI RENMEI. Veja 
Nikkeiren. 

NIHON SANGYO KYOGIKAI. Veja Keidanren. 


NIHON SHOKO KAIGI-SHO. Veja Japan 
Chamber of Commerce and Industry. 

NIKKEI STOCK AVERAGE. Veja ndice Nikkei. 

NIKKEIREN. Termo em japons formado pelas 
iniciais de Nihon Keieisha Dantai Renmei, que significa 
Associao das Federaes de Empregadores 
do Japo, constituda em 1948, com aproximadamente 
cem membros associados. 

NMBS (New Money Bonds). Veja Bradies. 

NIPPACHI. Termo em japons que significa o 
segundo (fevereiro) e o oitavo (agosto) ms do 
ano, nos quais ocorre a temperatura mnima e 
a mxima naquele pas. Durante esses meses, 
geralmente os negcios encontram-se em seu 
ponto mais baixo. O termo  utilizado quando 
uma empresa atravessa uma fase ruim, ou at 
como desculpa para que o pagamento de uma 
conta seja retardado, ou um contrato no seja 
assinado. 

NISSHO. Veja Japan Chamber of Commerce 
and Industry. 

NIVELADORES. Veja Levellers. 



N. Unidade de medida de velocidade dos navios 
(e dos ventos), equivalente a uma milha 
nutica (1 852 m) por hora. A informao de 
que um navio est se deslocando  velocidade 
de 30 ns significa que ele percorre 30 milhas 
nuticas por hora. A origem desta medida deve-
se a uma corda especial, denominada "corda do 
toro", que era amarrada a um pequeno tronco 
(pedao de madeira) que flutuava quando era 
lanado ao mar. Em intervalos regulares a corda 
tinha ns e a distncia entre dois deles estava 
para uma milha assim como 28 segundos esto 
para uma hora. Tinham, portanto, 47 ps ou 
14,10 m de distncia entre si. O nmero de ns 
que fossem saindo (quando o tronco era lanado 
ao mar) era a velocidade do navio em milhas 
por hora. Veja tambm Unidades de Pesos e 
Medidas. 

NO ARRIVAL NO SALE. Expresso em ingls 
que significa que a venda s se concretiza com 
a chegada da mercadoria. 

NOBREZA. Segmento social com caractersticas 
simultneas de classe e de estamento, cujos 
membros gozam de privilgios hereditrios fixados 
nas leis ou nos costumes. Esses privilgios 
tradicionalmente consistem na iseno de impostos, 
direito de ocupar cargos polticos e militares, 
tratamento diferenciado nos tribunais e 
designao por um ttulo honorfico. A origem 
da nobreza est ligada  posse da grande propriedade 
rural, segundo normas patriarcais de 
vida social. Afastada do poder pelas revolues 
burguesas ocorridas na Europa a partir do sculo 
XVIII, sobrevive em alguns pases europeus 
mantendo apenas certos privilgios honorficos. 

NOI. Iniciais da expresso em ingls net operating 
income (rendimento operacional lquido), 
que significa o rendimento antes dos juros e dos 
impostos. 

NOMENCLATURA TARIFRIA DE BRUXELAS. 
Denominao da classificao padronizada 
de produtos adotada por grande parte dos 
pases do mundo para efeitos tarifrios. Veja 
tambm GATT; OMC. 

NOMINALISMO (Monetrio). Teoria monetria 
de origem medieval, que acabou por repercutir 
na teoria econmica moderna. Baseava-se 
no pressuposto de que o valor da moeda no 
derivava de sua natureza ou de uma situao 
de mercado, mas da chancela do prncipe ou 
senhor que a cunhava. Ela seria parte integrante 
dos domnios do senhor e poderia ter seu valor 
alterado segundo os interesses do prncipe. Consagrado 
pelo direito cannico, o nominalismo 
foi severamente criticado em 1366 por Nicolas 
de Oresme, conselheiro do imperador Carlos V. 
Ele dizia que a moeda deveria pertencer  co-

NORMAS TCNICAS 

letividade para a qual ela  feita e, enquanto 
instrumento de valor, no deveria sofrer alteraes. 
Isso s poderia ocorrer em funo do movimento 
geral no nvel dos preos. O nominalismo 
ressurgiu na Alemanha por intermdio da 
obra de G. Knapp, em 1905, para quem o Estado 
 o criador do valor social da moeda. Seu valor 
 ento fruto de uma deciso poltica: o Estado 
respaldava um sistema monetrio despido de 
base metalista. M.E. James e outros estudiosos 
viram as medidas preconizadas por J.M. Keynes 
(a interveno direta do Estado na economia 
para manter o equilbrio monetrio) como uma 
verso moderna da teoria do nominalismo. Veja 
tambm Dinheiro; Valor Nominal; Valor Real. 

NON-ACCRUAL. Veja Accrual. 

NON-ACCRUAL ASSET. Expresso em ingls 
que significa um ativo, geralmente um emprstimo 
(crdito), que no est proporcionando 
uma taxa de juros contratual, devido a dificuldades 
financeiras do devedor. Quando se trata 
de uma dvida cujo principal e os juros no foram 
pagos por um prazo superior a noventa 
dias, a menos que a dvida esteja adequadamente 
colateralizada, tambm se aplica o termo. Veja 
tambm Accrual; Non-Performing Loan. 

NON-CALABLE BONDS. Ttulos que por seus 
termos de emisso no podem ser convertidos 
antes de seu prazo determinado de vencimento. 
Estes ttulos no possuem uma data de vencimento 
opcional. 

NON-TRADABLE. Veja Tradable. 

NON-PERFORMING LOAN. Expresso em ingls 
que significa um emprstimo no honrado 
pelo devedor de acordo com as clusulas contratuais. 
Geralmente, um emprstimo  considerado 
non-performing quando o pagamento do 
principal e/ou dos juros ultrapassa os noventa 
dias. Nesse caso, o devedor  declarado em default. 
Veja tambm Default; Non-Accrual Asset. 

NON-PROFIT SITUATION. Expresso em ingls 
que significa, literalmente, situao de inexistncia 
de lucro ou situao no rentvel. Aplica-
se aos casos nos quais empresrios familiares 

- especialmente na agricultura - no obtm 
lucro em suas atividades, embora consigam uma 
remunerao para o prprio trabalho que realizam 
em suas empresas, bem como cobrir os custos 
administrativos dela. 
NORMAS TCNICAS. Conjunto de dados sobre 
produtos, resultante de uma escolha coletiva 
e destinado a servir de referncia e base de acordo 
entre produtores e consumidores. Define dimenses, 
qualidades, mtodos de ensaio, regras 
de uso e outras caractersticas de produtos, eliminando 
variedades suprfluas. No Brasil, a As




NORTE-SUL 

sociao Brasileira de Normas Tcnicas (ABNT) 
 a responsvel pela especificao dos produtos 
da indstria nacional. 

NORTE-SUL, Dilogos. Discusses internacionais 
sobre os problemas do desenvolvimento/
subdesenvolvimento iniciadas na Conferncia 
para a Cooperao Econmica Internacional 
(dezembro de 1975), realizada por iniciativa 
francesa. Dela participaram os ministros das Relaes 
Exteriores de 27 pases. De um lado estava

o Grupo dos Oito (Alemanha Ocidental, ustria, 
Canad, Estados Unidos, Frana, Inglaterra, Japo 
e Sucia), todos do hemisfrio norte, ricos 
e industrializados. Do outro, o chamado Grupo 
dos Dezenove, reunindo representantes africanos, 
latino-americanos e asiticos do Terceiro 
Mundo. A este grupo pertencia o Brasil. At junho 
de 1977, a conferncia discutiu problemas 
relativos  energia e s matrias-primas, a questo 
do desenvolvimento e do sistema monetrio 
e financeiro internacional. Foram criadas comisses 
para aprofundar cada um desses itens, as 
quais passaram a trabalhar em carter permanente. 
No entanto, o documento final dos Dilogos 
Norte-Sul revelou o total desacordo entre 
os dois grupos de pases. Ainda em 1977 criou-se 
a Comisso Norte-Sul, coordenada por Willy 
Brandt, ex-chanceler da Alemanha Ocidental. O 
chamado relatrio Brandt, elaborado por essa 
comisso, props a abertura de um dilogo com 
o Terceiro Mundo e a criao de uma nova ordem 
econmica, a partir de reunies de cpula 
entre lderes mundiais. A continuidade do dilogo 
norte-sul teve lugar no Mxico, na Conferncia 
de Cancn (22 e 23/10/1981). Dela participaram 
chefes de Estado de 22 pases, desenvolvidos 
e em desenvolvimento. Mas a conferncia 
no previa a elaborao de nenhum documento 
final e, por presso norte-americana, 
teve apenas carter consultivo. 
NOSTRO ACCOUNTS. Expresso talo-iglesa 
que significa uma situao em que um banco 
de um pas, tendo saldos depositados em bancos 
correspondentes em outros pases, refere-se a essas 
contas como nostro accounts, ou seja, como 
"nossas contas". O termo  utilizado mais freqentemente 
entre contadores e caixas que operam 
com a rea cambial. 

NOTA BANCRIA (ou Bilhete de Banco). Ttulo 
emitido por um banco obrigando-se a pagar 
ao portador, no ato e mediante simples apresentao, 
o valor inscrito no documento. As notas 
bancrias originaram-se dos recibos ou certificados 
de depsito de ouro, prata e moedas. 
Foram muito utilizados a partir da Renascena, 
como a forma mais prtica e segura de realizar 
transaes comerciais. Atualmente, esto quase 
extintas, j que os governos passaram a deter o 
controle e o monoplio da emisso de dinheiro. 

Correspondentes no-oficiais do papel-moeda, 
as notas bancrias eram chamadas pelos economistas 
de moeda-papel, por causa de sua imediata 
conversibilidade. Diferenciavam-se das 
emisses oficiais por no ter curso forado (no 
ser obrigatoriamente aceitas como meio de pagamento) 
como o papel-moeda oficial, o que 
causava um maior nmero de converses. Veja 
tambm Papel-Moeda. 

NOTA DE EMPENHO. Documento que cria, 
para o governo, a obrigao de pagamento pela 
realizao de uma despesa. Veja tambm Empenho. 


NOTA PROMISSRIA. Instrumento de crdito 
representado por uma promessa incondicional 
por escrito entre dois agentes, assinada por 
aquele que se compromete a pagar em determinada 
data uma soma determinada de dinheiro 
ao primeiro, ou ao portador da nota promissria. 
Veja tambm Commercial Papers. 

NOTRIO. Antiga denominao de tabelio 
pblico. O nome tem origem no fato de a funo 
exigir a tomada de notas ditadas pelas partes 
contratantes. 

NOTGELD. Termo em alemo que significa, literalmente, 
moeda de necessidade, emitida por 
empresas, bancos e municipalidades - em pocas 
hiperinflacionrias ou de grande desorganizao 
social provocada, por exemplo, por guerras 
- e que substitui a moeda oficial inexistente 
ou desacreditada. 

NOVA ECONOMIA CLSSICA. Veja Expectativas 
Racionais; Lucas, Robert. 

NOVA MACROECONOMIA CLSSICA. Veja 
Expectativas Racionais; Lucas, Robert. 

NOVA MICROECONOMIA. Denominao dada 
a uma srie de anlises procurando diferenciar 
a microeconomia da macroeconomia. A tentativa 
mais importante  proporcionar uma explicao 
dos mecanismos subjacentes nas relaes 
entre nvel de preos e desemprego. A nova microeconomia 
se apia no conceito de taxa natural 
de desemprego e abandona a noo de um mercado 
cujos participantes tm um conhecimento 
amplo de todos os aspectos relevantes sobre o 
mesmo. Alm de buscar uma explicao de uma 
taxa natural de desemprego, esta abordagem 
procura tambm explicar a relao negativa entre 
alteraes nos preos e salrios e a taxa de 
desemprego da Curva de Phillips. O livro de 
Phelps, Edmund S., The Microeconomic Foundations 
of Inflation and Unemployment Theory (Os 
Fundamentos Microeconmicos da Teoria da Inflao 
e do Desemprego), 1970,  o ponto de 
partida dessa nova abordagem. Veja tambm 



Curva de Phillips; Expectativas Racionais; Lucas, 
Robert; Solovia. 

NOVAO. Denominao do ato de converter 
uma dvida em outra, para liquidar a primeira. 
A novao pode ser de dois tipos: 1) objetiva, 
quando a novao implica na mudana do objeto 
da prestao; 2) subjetiva, quando implica 
na mudana do credor ou do devedor. 

NOVO ACORDO DE EMPRSTIMO. Expresso 
correspondente ao GAB (governors agreement 
to borrow) e que constitui um instrumento no 
mbito do Fundo Monetrio Internacional (FMI), 
ao qual esta instituio recorre para enfrentar 
emergncias ou crises nos balanos de pagamentos 
dos pases-membros quando os recursos ordinrios 
da instituio no so suficientes para 
tanto. Em 1998 o FMI teve de recorrer ao GAB 
(pela primeira vez depois de 1978), em funo 
dos fortes desembolsos e emprstimos a partir 
do segundo semestre de 1997, em decorrncia 
da crise asitica e da demora dos Estados Unidos 
em aportar 14,5 bilhes de dlares comprometidos 
na reunio de Hong-Kong (em outubro de 
1997) para o aumento de capital do FMI. Veja 
tambm Balano de Pagamentos; Crise Asitica; 
FMI. 

NPV. Iniciais da expresso em ingls net present 
value, que significa "valor presente lquido". 

NPVGO. Iniciais da expresso em ingls net present 
value of growth opportunities, que significa 
um modelo de avaliao de uma empresa no 
qual se inclui o valor presente lquido das novas 
oportunidades de investimentos ou das oportunidades 
de crescimento da empresa. 

NULLKUPONANLEIHE. Termo em alemo que 
corresponde a zero cupon bond. Veja Zero Coupon 
Bond. 

NUMERRIO. Termo que anteriormente designava 
o dinheiro em sua forma primria, isto , 
como moeda metlica ou notas conversveis nessa 
moeda. Atualmente, o termo refere-se ao dinheiro 
em espcie sob qualquer das formas em 
que ele se apresente. Sinnimo de "dinheiro 
vivo", isto , dinheiro apresentado  vista. 

NMERO COMPLEXO. Nmero que envolve 
elementos imaginrios como, por exemplo, a 
raiz quadrada de menos um. 

NMERO-NDICE. Em seu significado genrico, 
um nmero-ndice consiste numa mdia de 
variaes relativas. Se as variaes medidas so 
as correspondentes aos preos, um nmero-ndice 
de preos deve ser construdo, o mesmo 
acontecendo com outras variveis, como taxas 

de cmbio, taxas de juros, salrios etc. Se as variaes 
medidas so as correspondentes s quantidades, 
um nmero-ndice especfico deve ser 
construdo: por exemplo, o correspondente ao 
quantum da produo industrial, da agrcola, das 
exportaes, das importaes etc. A utilizao 
dos nmeros-ndices remonta  primeira metade 
do sculo XIX; na segunda metade deste sculo, 
Stanley Jevons escolheu a denominao, consagrando-
a no campo da economia. Entre todas 
as mdias, a geomtrica apresenta-se como a 
mais adequada para a medio das variaes 
relativas de preos. Os preos podem aumentar 
mais do que 100%, mas no podem diminuir 
mais do que 100%. Na realidade, um aumento 
de 100%  muito menor do que uma queda de 
100%. Em termos relativos, um aumento de 
100% pode ser contrabalanado por uma diminuio 
de 50%, pois o dobro de um preo pode 
ser neutralizado (no ndice) com a diviso pela 
metade de outro, desde que ambos os preos 
correspondam a mercadorias da mesma importncia 
no perodo considerado. A mdia que indica 
essas variaes  a mdia geomtrica. Na 
prtica, quando se diz que um ndice como o 
ndice Geral de Preos (IGP) teve uma variao 
de 5% no ms de dezembro, isto significa que 
a mdia ponderada dos preos que compem o 
citado ndice sofreu um aumento de 5% em relao 
ao ms anterior, isto , em relao a novembro. 
Na construo de um nmero-ndice, 
observam-se alguns parmetros bsicos. A amplitude 
do nmero-ndice indica o tamanho da 
amostra utilizada e o campo da informao (produo 
industrial, preos no atacado, nvel de 
emprego etc.); o perodo-base  o espao de tempo 
da variao; o sistema de ponderao de um 
nmero-ndice  fundamental, por exemplo, 
num ndice de preos ao consumidor, em que 
cada produto deve ter um peso relativo  quantidade 
consumida (o chuchu no pode ter o mesmo 
peso do arroz). A capacidade de um nmero-
ndice refletir a variao real de um fenmeno 
econmico depende no apenas dos cuidados 
tcnicos anteriores como tambm da eficcia 
com que as informaes foram obtidas, isto , 
da sua veracidade. Veja tambm Mdia Geomtrica; 
Mdia Ponderada. 

NMEROS NATURAIS. So os nmeros 1, 2, 
3, 4, 5, 6, 7, 8, 9. Alguns autores incluem tambm 

o 0. O conjunto dos nmeros naturais  designado 
pela letra N. 
NYSE. Iniciais de New York Stock Exchange, 
ou Bolsa de Valores de Nova York. Veja Tambm 
New York Stock Exchange. 



O HOMEM QUE CALCULAVA


O 


O HOMEM QUE CALCULAVA. Veja Gro. 

OBRIGAO. Ttulo financeiro emitido por 
empresas (debntures) ou pelo poder pblico 
(Obrigao Reajustvel do Tesouro Nacional). 
Rendem juros e representam um emprstimo 
feito ao emitente. Em caso de liquidao, os portadores 
de obrigaes so reembolsados antes 
de qualquer outro credor. 

OBSOLESCNCIA. Envelhecimento ou desuso 
de um bem de capital (mquinas, instalaes, 
equipamentos), ou de um bem de consumo durvel 
(televiso, geladeira, automvel), em conseqncia 
do desgaste fsico ou do surgimento 
de modelos tecnologicamente superiores. Atualmente, 
toda a produo industrial determina de 
antemo o perodo de durabilidade de um produto: 
 a chamada obsolescncia programada, que 
com freqncia chega a preparar um desgaste 
artificialmente curto para obrigar os consumidores 
a uma reposio mais rpida do produto. 
Nesse processo, a publicidade desempenha um 
papel auxiliar estimulando a compra de "novos" 
produtos, que diferem dos anteriores apenas no 
aspecto externo ou em acessrios cuja utilidade 
 supervalorizada nas campanhas. O conceito 
de obsolescncia tem sido estendido a todos os 
campos da atividade produtiva e at ao prprio 
homem; de acordo com a escola do "capital humano", 
o "capital" que os assalariados tm na 
forma de conhecimentos pode tornar-se obsoleto 
se estes forem superados, convertendo-se em 
inteis. Veja tambm Engenharia Industrial; 
Publicidade; Tecnologia. 

OCDE - Organizao de Cooperao e Desenvolvimento 
Econmico. Instituio criada em 
setembro de 1961 em substituio  Organizao 
Europia de Cooperao Econmica (Oece). A 
incluso dos Estados Unidos e do Canad e a 
adoo da ajuda ao desenvolvimento como um 
dos objetivos justificaram a mudana do nome. 
Essa entidade  integrada pelos antigos membros 
da Oece - Alemanha, ustria, Blgica, Dinamarca, 
Finlndia, Frana, Gr-Bretanha, Grcia, 
Islndia, Irlanda, Itlia, Luxemburgo, Holanda, 
Noruega, Portugal, Sucia, Sua e Turquia 
-, mais Estados Unidos, Canad, Espanha, 
Japo, Austrlia e Nova Zelndia. Os objetivos 

da organizao so incentivar o crescimento econmico, 
o alto nvel de emprego e a estabilidade 
financeira entre os pases-membros, bem como 
contribuir para o desenvolvimento econmico 
em geral e a expanso do comrcio multilateral. 
A OCDE funciona por meio de vrias comisses 
assessoradas por um secretariado e publica regularmente 
boletins estatsticos, relatrios e estudos 
especficos. Tem sido importante como frum 
para a discusso de problemas monetrios 
internacionais e na promoo de ajuda e assistncia 
tcnica a pases em desenvolvimento. Veja 
tambm Oece. 

OCIDENTALISTAS. Grupo de intelectuais russos 
do sculo XIX que, em oposio aos eslavfilos, 
advogavam a modernizao do pas segundo 
os padres do Ocidente europeu. Defendiam 
a implantao de um governo republicano, 
a libertao dos servos e a adoo da tecnologia 
ocidental. Entre os ocidentalistas destacavam-se 
Belinski, Turguniev, Bakunin, Herzen. 

ODD-LOT MARKET. Veja Mercado Fracionrio. 

OEA - Organizao dos Estados Americanos. 

Organismo de carter regional ligado  Organizao 
das Naes Unidas (ONU). Sediada em 
Washington, foi criada na IX Conferncia Internacional 
Americana (Bogot, 1948), visando, entre 
outros objetivos enunciados em sua Carta 
de Princpios, a favorecer o relacionamento pacfico 
entre os pases americanos. Para tanto, estabeleceu-
se o procedimento para mediao e 
arbitragem de eventuais questes entre os pases-
membros, e o seu encaminhamento  Corte 
Internacional de Justia. Atualmente, a OEA 
congrega todos os pases americanos,  exceo 
de Cuba. Alis, foi em resposta  revoluo socialista 
nesse pas que o organismo passou a enfatizar 
os vrios aspectos do desenvolvimento 
econmico e social e a buscar instrumentos para 
concretiz-los. Um desses instrumentos foi a 
Aliana para o Progresso, criada no incio dos 
anos 60. Em seguida, na Declarao dos Presidentes 
da Amrica, aprovada em Punta del Este 
(1967), os chefes de Estado comprometeram-se 
a promover a integrao econmica latino-americana, 
incrementar o comrcio exterior dos pases 
membros da OEA, melhorar as condies 
de vida da populao rural, aumentar a produtividade 
agrcola e expandir os programas de 
educao, cincia, tecnologia e sade na Amrica 
Latina. So organismos da OEA: 1) a Assemblia 
Geral (rgo supremo), que se rene 
anualmente; 2) o Secretariado Geral, eleito por 
um perodo de cinco anos pela Assemblia Geral; 
3) o Conselho Permanente, integrado por 
um representante de cada pas-membro; 
